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	<title>DOMINUS EST &#187; Abade René de Bethléem</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>A FORMAÇÃO DA VONTADE: A PROBIDADE</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Mar 2025 14:01:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Abade René de Bethléem]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O temor de Deus é o princípio da sabedoria, e, por conseguinte, da probidade&#8220;. Em que consiste a probidade? Consiste na observância rigorosa e delicada de todas as leis da justiça. Quais são os perigos que corre a probidade das &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-formacao-da-vontade-a-probidade/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi aligncenter" src="https://escoladainteligencia.com.br/wp-content/uploads/2015/07/bons_pais_fracasso-604x270.jpg" alt="Resultado de imagem para CORRIGINDO FILHOS" width="461" height="211" />&#8220;<em>O temor de Deus é o princípio da sabedoria, e, por conseguinte, da probidade</em>&#8220;. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Em que consiste a probidade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Consiste na observância rigorosa e delicada de todas as leis da justiça. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são os perigos que corre a probidade das crianças?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; Uns são pessoais, e nascem das paixões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º- Outros são exteriores, e resultam das ocasiões e do escândalo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são as paixões que expõem a desfalecimentos a probidade das crianças?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º- É a gulodice. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um rouba bombons, chocolate, frutas, guloseimas; outro rouba dinheiro, para poder comprar o que lhe lisonjeia o gosto e o paladar. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; É a vaidade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Certas crianças roubam para fazer alarde do que roubaram: dinheiro ou doces. Outras roubam para poder comprar bugigangas que mostram aos seus companheiros. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; É a cólera ou o capricho. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A criança parte uma vidraça, suja uma parede, risca um móvel, rasga um livro, corta um objeto com uma faca, faz um estrago mais ou menos importante; umas vezes, procede assim, porque não está satisfeita e precisa de descarregar os nervos; outras vezes, porque nada tem o que fazer e sente necessidade de fazer alguma coisa; e, ainda outras, pelo simples prazer de irritar, de contrariar, de ver o que acontecerá&#8230; </span><br />
<span id="more-18760"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Como é que as ocasiões são um perigo para a probidade das crianças?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ocasião faz o ladrão, diz um provérbio, que em tudo é verdadeiro, e mais verdadeiro ainda quando se trata de crianças. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quantas, que se tornaram ladrões, não continuariam a trilhar o caminho da probidade, se, na idade em que ensaiaram os primeiros passos na estrada da virtude, não houvessem encontrado a ocasião, quer dizer, a facilidade de praticar o mal! Por isso, são culpados os pais que expõem os filhos a frequentes tentações. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual é o grandes escândalo que mais pode abalar a probidade da criança?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É o espetáculo da injustiça triunfante; e, talvez ainda mais, o ilogismo de certas pessoas reputadas muito honestas, mas que não são probas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Certos homens, por exemplo, que vos não enganariam num centavo em uma conta, vender-vos-iam sem escrúpulo, como excelente, um cavalo em que reconhecessem um defeito irremediável, mas não redibitório; a probidade destas pessoas fica à porta da estrebaria. Outros, que se envergonhariam de vos roubar dinheiro, não vos dão aquele que vos pediram emprestado. Outros dão-vos o vosso dinheiro, e não vos restituem os vossos livros. Alguns colecionadores apaixonados de gravuras, de autógrafos, de objetos de arte, encontram na sua paixão uma circunstância de tal modo atenuante que nem sequer lhes passa pela idéia a aguilhoada do remorso da sua improbidade&#8230; Um homem considerar-se-ia desonrado, se o supusessem capaz de jogar com certas marcadas; mas, se o acaso ou mesmo a astúcia  o faz senhor dum segredo, cuja divulgação influirá certamente sobre os fundos públicos, correrá a jogar na Bolsa, seguro e firme, como quem arma um laço</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(E. Legouvé, A nossas filhas&#8230; p. 227-228) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Que meio se devem empregar para precaver a probidade das crianças contra o escândalo exterior?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Recordar-se-lhes-á o sétimo mandamento do Decálogo; dir-se-lhe-á que da vontade de Deus não há apelo; procurar-se-á convencê-las de que o procedimento dos homens em nada muda o rigor do preceito; e que, por fim, é Deus que nos há-de julgar, e que não é sensato, nem prudente, nem lógico, infringir as Suas leis. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Devemos contentar-nos com estes meios defensivos?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º- Os pais empregarão sempre uma linguagem em harmonia com a equidade, a justiça e o bom direito;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º- Procederão em harmonia com as suas palavras; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; Jamais permitirão a seus filhos dizerem ou fazerem seja o que for que prejudique os direitos ou a prosperidade de outrem; não os deixarão colher uma flor, nem apanhar um fruto sem licença;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4º &#8211; Fá-los-ão imaginarem-se no lugar daqueles aos quais estão tentados a causar qualquer prejuízo; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5º &#8211; E, sobretudo, acostumá-los-ão a considerarem-se sempre na presença de Deus, que declara que os roubadores jamais entrarão no reino dos céus. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Millet conta que, depois de uma tempestade tão forte que tinha arrebatado o colmo das casas e partido as asas dos pássaros, mesmo nas gaivotas, descera à praia. &#8220;<em>Então,</em> dizia ele<em>, apanhei do chão uma pequena escultura em madeira, proveniente talvez dalgum navio perdido nas nossas costas. Quando minha mãe me viu com ela, ralhou-se com energia, benzeu-se e obrigou-me a ir pô-la onde havia encontrado e a pedir perdão ao bom Deus do meu latrocínio, o que eu fiz sem demora, envergonhado da minha ação</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Rene Banzin, A doce França, p. 86) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>E, se, no entanto, se sabe que a criança faltou à probidade que atitude se deve tomar?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deve-se procurar impressioná-la, mostrando horror por semelhante ação, e manifestar tristeza, como quem está de luto. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso, não obstante, conservar o fato em segredo e não humilhar o delinquente senão na medida julgada útil à sua emenda. Depois, quando se tiver ocasião oportunas, reprova-se a indignidade, mas sem alusão, faz-se ressaltar a desonra que recai sobre a família dos pequenos ladrões, mostra-se que ninguém tem confiança em quem não é duma rigorosa probidade, etc.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>Catecismo da Educação</em> &#8211; Abade René de Bethléem</span></p>
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		<title>O ESPÍRITO DE SACRIFÍCIO</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Feb 2025 13:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Abade René de Bethléem]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Não há nada maior no universo do que Jesus Cristo; não há nada mais sublime em Jesus Cristo que o Seu sacrifício&#8221;. (Rene Banzin, A doce França, p. 86) *************************** A natureza do espírito de sacrifício O que é o &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-espirito-de-sacrificio/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/03/menina.jpg" alt="Resultado de imagem para CRIANÇA REZANDO IGREJA VÉU" width="263" height="340" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Não há nada maior no universo do que Jesus Cristo; não há nada mais sublime em Jesus Cristo que o Seu sacrifício&#8221;.</em> </span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">(Rene Banzin, A doce França, p. 86)</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">***************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>A natureza do espírito de sacrifício</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O que é o espírito de sacrifício?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O espírito de sacrifício é uma virtude que consiste em saber sofrer por uma intenção que eleva. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Quais são as formas principais do espírito de sacrifício?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º- A resignação cristã em face dos males que é preciso sofrer.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Em todo o dia há que sofrer; o calor, o frio, uma dor de cabeça, uma contrariedade, uma repreensão, uma afronta, etc.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 2º- Uma prática espontânea de certas mortificações, que alentam e desenvolvem a virtude.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma criança que se haja habituada a aceitar os pequenos sofrimentos da vida, sem se queixar e a oferecê-los a Deus; que se tenha acostumado a ajudar o seu esforço pessoal e livre aquilo que as circunstâncias lhe impõe, essa criança terá o espírito de sacrifício.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º- A importância do espírito de sacrifício</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Tudo esmorece, tudo se estiloa, tudo morre na criança a quem nada se recusa</em>&#8220;. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Mons. Gibier, A desorganização da família, p. 315)</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Qual é a importância do espírito de sacrifício?</strong></span><span id="more-18762"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É imensa. Por que se pode dizer que a felicidade, a virtude, a santidade e a salvação dependem dele.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Como pode o espírito de sacrifício dar a felicidade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º- Disciplinando os nossos desejos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> A felicidade, com efeito, não consiste na fruição desta ou daquela soma de vantagens materiais ou morais. É o resultado do equilíbrio entre aquilo que se deseja e o que se tem.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Ora o coração humano, entregue a si próprio, é insaciável: as satisfações que lhe são concedidas não fazem senão aumentar os seus desejos. Somente a disciplina interior, quer dizer o espírito de sacrifício, pode reduzir a ansiedade de gozar a proporções razoáveis, em harmonia com aquilo que possui.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Parece-nos sobremaneira admirável a reflexão daquele campónio que passeava na rua mais comercial duma grande cidade, à hora em que, ao cair da noite, as ondas de luzes, nas montras dos armázens, faziam rebrilhar os objetos mais variados, próprios para excitar a cobiça dos trausentes:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; <em>Que coisa de que eu não tenho necessidade</em>, dizia ele.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> E era feliz. Devia ser um homem capaz de se sacrificar.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 2º- Produzindo esse delicado prazer que a generosidade dá sempre aos corações bem nascidos. Quando se fazem generosamente os sacrifícios que as ocasiões  oferecem, encontra-se nisso uma tal felicidade que se tem pena quando esses sacrifícios já não são necessários. Neste mundo, quanto mais sacrifícios se fazem, mais felizes nos sentimos.</span><br />
<span style="color: #000000;"> <strong><br />
</strong>3º &#8211; Suprimindo o egoísmo e o mau caráter, que são as causas ordinárias duma multidão de dificuldades exteriores, que perturbam a tranquilidade e a felicidade.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>É verdade que a virtude depende do espírito de sacrifício?</strong></span><br />
<!--more--></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não há dependência mais direta, nem mais completa do que aquela: aos dois termos corresponde mais ou menos a mesma definição; são praticamente inseparáveis; e será sempre verdadeiro o dizer-se que quem se não sabe sacrificar é incapaz de adquirir alguma virtude.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8220;<em>Tendo a virtude por base e por essência o sacrifício, as virtudes mais meritórias são aquelas que se adquiriram com maiores esforços&#8230; Um homem não tem importância quando é incapaz de fazer um sacrifício</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(J de Maistre)</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Como depende a santidade do espírito de sacrifício?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não sendo a santidade mais que a virtude levada a um grau heróico, depende, como a própria virtude, do espírito de sacrifício.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Como depende a salvação do espírito de sacrifício?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se não fizerdes penitência, não vos salvareis, diz Nosso Senhor. E que penitência farão aqueles que não sabem reprimir-se, mortificar-se, sacrificar-se?</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Não farão nenhuma, e perder-se-ão.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Que conclusões derivam destas considerações sobre a importância do espírito de sacrifício?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem quiser assegurar a felicidade, a virtude e a salvação das crianças que tem a seu cargo, deve necessariamente habituá-las ao sacrifício. Seria um &#8220;desejo egoísta&#8221; querer desviar delas todo o sofrimento, toda a pena, toda a fadiga, toda a privação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3- Os meios a empregar para incutir o espírito de sacrifício nas crianças</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Que meios se devem empregar para incutir o espírito de sacrifício nas crianças?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 1º- Não as enervar;</span><br />
<span style="color: #000000;"> 2º- É preciso por meio dum regime austero habituar as crianças a serem valorosas;</span><br />
<span style="color: #000000;"> 3º- Exercitá-las no sofrimento;</span><br />
<span style="color: #000000;"> 4º- Fazê-las praticar atos;</span><br />
<span style="color: #000000;"> 5º- Fazê-las agir sobrenaturalmente.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 1º- Não se devem enervar as crianças</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8220;<em>Pais que favoreceis a moleza do corpo, a moleza da vontade, corrompeis as gerações em flor</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Mons. Gibier, A desorganização da família, p. 315)</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Com que devem ter cuidado os pais que não querem enervar as crianças?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Devem ter cuidado com o ardor e a frequência das suas carícias e dos seus abraços; reprimir algumas dessas demonstrações; tornar outras menos expansivas; compenetrar-se bem de que os seus filhos nada perderam com este regime, e que eles próprios serão com isso beneficiados.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Com efeito, as manifestações exageradas de ternuras esgotam o coração dos pais, e não dão às crianças senão moleza; ora, a moleza torna sensível a menor impressão.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 2º- É preciso por meio dum regime austero habituar as crianças a serem valorosas</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8220;<em>Não basta fortalecer a alma da criança; é preciso enrijar-se-lhe os músculos</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Montaigne, Ensaios)</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Quer isto dizer que se devem submeter ao regime espartano?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não dissemos nem pensamos nada semelhante. O regime espartano, com efeito, consistia em educar a criança, privando-a de todo o conforto.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8220;<em>Adestravam-nas a suportar, sem se queixar, o frio e o calor, a fome e a sede, a fadiga e a dor. Usavam o mesmo fato em todas as estações. Dormiam sobre caniços, que eles mesmos cortavam no Eurotas. Alimentavam-nas mal, e obrigavam-nas a roubar para matar a fome. Havia concursos de resistência às pancadas. Todos os anos se chicoteavam diante do altar de Artemis, e o vencedor era o último a queixar-se. Houve crianças que morreram sem soltar um gemido</em>&#8230;&#8221;. </span><br />
<span style="color: #000000;"> (Albert Malet, A antiguidade, p. 175)</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Que é pois, o austero regime educativo da coragem?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem ir até ao excesso do regime espartano, nem mesmo caminhar resolutamente pelo caminho que conduz à Lacedemônia, parece vantajoso submeter as crianças a uma certa austeridade de regime.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Mestres experimentados recomendam este método &#8211; chamam-lhe &#8220;regime educativo da coragem&#8221;: Consiste em inspirar a energia contra a dor; a privação voluntária duma injúria; a aceitação resoluta duma punição merecida; a sinceridade na confissão duma falta.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>O emprego deste meio não apresenta algum perigo?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> É que o &#8220;austero regime educativo da coragem&#8221; degenera em estoicismo ou em rigidez orgulhosa. Evita-se esse perigo purificando e espiritualizando as intenções da criança.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 3º &#8211; É preciso habituar as crianças ao sofrimento.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Qual é o primeiro meio a empregar para ensinar às crianças a suportarem as dificuldades?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É de não prestar àquilo que as contraria senão uma atenção relativa.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8220;<em>Não lhes mostreis jamais um interesse muito grande quando as encontrardes com um parecer um pouco demudado; faz-se-lhes um mal que nem imagina com estas perguntas: &#8216;Como estás?&#8217;, olhando-a fixamente. É o meio de as predispor para as doenças e, sobretudo, para os abalos nervosos, torná-las preocupadas com a sua saúde. Temei menos os pequenos acidentes do que as emoções morais; ensinai as crianças a ser ágeis à custa mesmo de algumas contusões na cabeça</em>&#8220;.</span><br />
<span style="color: #000000;"> (D.Donné, citado por Depoisier, Da educação, p. 303-304)</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Qual é o segundo meio a empregar para ensinar às crianças a suportarem as dificuldades?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É o de só lhes prestar atenção proporcional às contrariedades que sofrem&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 4º- É preciso obrigar as crianças a fazerem sacrifícios</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8220;<em>Um cristão não sucumbe, sacrifica-se</em>&#8220;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Como podem os pais obrigar os filhos a fazerem sacrifícios?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De quatro maneiras:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1) Proporcionando-lhes a ocasião;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2) Ajudando-os a aproveitar as ocasiões;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3) Levando-os a provocarem as ocasiões;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4) Obrigando-os a prestarem contas, todas as noites, do que fizeram durante o dia.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Quais são as ocasiões de sacrifícios que os pais podem proporcionar aos seus filhos?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Podem, por exemplo, não lhes conceder tudo quanto desejam; não lhes dar imediatamente o que eles pedem com instância; habituá-los, por meio de conselhos, exercícios e lições de coisas, a serem contrariados sem se irritarem, e esperar sem se impacientarem, a sofrer provações sem chorarem, a sentir a falta de qualquer coisa sem julgarem tudo perdido</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Das palhetas de ouro, 1º- série, p. 113 e 133)</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Como podem os pais ajudar as crianças a aproveitarem as ocasiões de se sacrificar?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º- Avivando-lhe frequentemente o pensamento de fazerem um esforço;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º- Indicando-lhes uma ou outra ocasião que se apresentar: obediência, privação, esmola, bom porte, amabilidade, etc.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Alguns exemplos:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 1º- Ocupar um lugar menos cômodo, dizendo com um sorriso: &#8220;<em>Como estou bem aqui</em>!&#8221;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 2º- Apresentar-se para um trabalho obrigatório com toda a naturalidade e com os modos alegres, próprio de quem nisso sente um grande prazer.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 3º- Privar-se dum objeto de pequeno valor, dando-o sem afetação a quem, ao vê-lo, manifestou o desejo de possuir um igual.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 4º- Colocar no seu lugar os objetos que estão fora dele, sem que se saiba que os arrumou.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 5º- Remediar os esquecimentos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 6º- Proporcionar pequenas alegrias, sem que aquele que as desfruta tenha manifestado a ninguém a felicidade que lhes deviam dar.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Esta procura dos sacrifícios não ultrapassa a capacidade moral das crianças?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não, certamente.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> As crianças são em geral, muito generosas; por pouco que se incitem, lançam-se no caminho do sacrifício com uma facilidade prodigiosa; põem nisso a mesma impetuosidade que outros imprimem à aquisição dos seus prazeres.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>É importante finalizar o que fazem as crianças?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim; é muito importante, apesar de geralmente esquecido.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> A criança, com efeito, é um aprendiz; precisa dum mestre; a sua vontade é inconstante: carece dum apoio; a sua consciência não lhe basta: têm necessidade dum socorro exterior. E, no entanto, esta fiscalização não se exerce senão raramente.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Temos pedido muitas vezes às crianças da catequese que arranjem uns cadernos de lembranças em que registrem os seus sacrifícios; de quando em quando, nós examinamo-los. Mas o que mais nos admira é a indiferença dos pais. Eles deveriam ser os primeiros a querer e a empregar este meio de educação&#8230; e vemos que se desinteressam! Ah! os pais desinteressam-se frequentemente de muitas coisas!</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Uma jovem, à qual nos esforçamos um dia por fazer compreender a importância dum regulamento cheio de senso, respondeu-nos:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; <em>Mas que quer? Ninguém me fala nisso a são ser o senhor. Ninguém mais me incita a cumprir esses regulamento!</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 5º- É preciso fazer agir as crianças sobrenaturalmente</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Que comporta esta recomendação?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Comporta uma dupla operação:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> A primeira consiste em fazer oferecer a Deus os pequenos sacrifícios do dia.</span><br />
<span style="color: #000000;"> A segunda consiste  em oferecer uma intenção sobrenatural ou elevada à generosa atividade das crianças.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>É importante  fazer oferecer a Deus os pequenos sacrifícios de cada dia?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E por muitas razões:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 1º- É, primeiramente, o único meio de não perder o merecimento.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 2º- E, além disso, este pensamento de Deus, por cuja intenção se procede, é um recurso sem igual, para sustentar a vontade da criança.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; <em>Oferece a tua dor de cabeça a Deus</em>, dizia uma mãe a um seu filhinho de poucos anos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <em>E se eu a oferecer a Deus, Ele querê-la-á?</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Esta ingenuidade, que parece desconcertante, fornece uma ocasião para uma explicação edificante e educativa; todas as mães, verdadeiramente mães, a aproveitarão com solicitude.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Que intenções se podem sugerir à criança para animar a sua generosidade ao sacrifício?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A conversão dum pecador conhecido; uma graça particular cujo valor a criança possa conhecer; a imitação do Menino Jesus e dos santos, etc.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Qual será a eficácia deste meio seriamente utilizado?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Será maravilhoso.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8220;<em>A alma das criancinhas é cândida e pura, e Deus compraz-Se com esta inocente simplicidade. Ele o declara no Seu Evangelho. Quantas graças, pois, estes pequeninos seres poderiam obter do Céu por suas mortificações, para a conservação dos bons e a conversão dos maus! Quando o santo cura de Ars queria obter de Deus uma grande graça, a conversão dum pecador em particular, reunia as criancinhas, conduzia-as diante do tabernáculo e fazia-as orar com os braços em cruz. São Filipe de Nery usava do mesmo meio</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Simon, A arte de educar as crianças. p. 119)</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Todos os missionários o empregam.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os pais e as mães deveriam inspirar-se neste pensamento sobrenatural e eficaz.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><em>Catecismo da Educação</em> &#8211; Abade René de Bethléem</span></strong></p>
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		<title>A FORMAÇÃO DA VONTADE: A ORDEM</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jan 2025 16:28:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Abade René de Bethléem]]></category>

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		<description><![CDATA[Que se deve entender pela ordem, cujo hábito convém fazer contrair à crianças? Damos a esta palavra uma ampla acepção; eis porque, além da ordem propriamente dita, nos referimos à regularidade sob todas as suas formas. A ordem propriamente dita &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-formacao-da-vontade-a-ordem/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><strong><img class="irc_mi aligncenter" src="https://www.corujafeed.com.br/wp-content/uploads/2018/01/principais-erros-de-um-pai-ou-mae-coruja-artigo-blog.jpg" alt="Resultado de imagem para CORRIGINDO FILHOS" width="269" height="154" />Que se deve entender pela ordem, cujo hábito convém fazer contrair à crianças?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Damos a esta palavra uma ampla acepção; eis porque, além da ordem propriamente dita, nos referimos à regularidade sob todas as suas formas. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">A ordem propriamente dita </span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são as vantagens da ordem propriamente dita?</strong></span><span id="more-18757"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º- A ordem economiza o tempo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Tendes necessidade duma coisa? Não perdereis nunca um momento a procurá-la&#8230; Encontrá-la-eis logo à mão</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Fénelon, Da educação das filhas, cap. XI) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; A ordem encanta a vista.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Esta bela ordem faz parte integrante do asseio; o que mais desperta a atenção é ver este arranjo tão cuidadoso</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Fénelon, ob. cit., cap. XI) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>A ordem valoriza os objetos mais ordinários, o vestuário mais simples, os móveis mais vulgares</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Abade Knell) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; A ordem conserva as coisas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>O lugar que se dá a cada coisa, desde que seja aquela que mais vantajosamente lhe convém, não só para regalo da vista, mas também para conservação do próprio objeto, faz que este se deteriore menos; e, de ordinário, não se estrague por efeito de desastre</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Fénelon, ob. cit) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4º &#8211; A ordem atrai a estima. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>É uma carta de recomendação que toda a gente pode ler</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Abade Knell) </span></p>
<p style="text-align: justify;">As donzelas, sobretudo, devem considerá-la como necessária à acomodação da sua vida no caminho da felicidade e da prosperidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5º &#8211; A ordem favorece a virtude. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Torna aos &#8220;<em>criados o serviço rápido e fácil</em>&#8220;, remove &#8220;<em>por si mesma a tentação de se impacientarem muitas vezes pelos atrasos que resultam da desorganização em que se acham as coisas que levam tempo a encontrar</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Fénelon, ob. cit., cap. XI) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">6º &#8211; A ordem assemelha-nos a Deus. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São Paulo na sua epístola aos Romanos, dá-nos a entender que a ordem é o sinal de Deus nas Suas obras. (São Paulo, Rom. XIII) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Como se podem obrigar as crianças a contraírem o hábito da ordem?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; Submeter-se-ão, desde o nascimento, a uma regularidade pontual, em todas as operações referentes à vida vegetativa: alimentação, sono, etc. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; À medida que forem crescendo, habitua-se-ão a arrumar os brinquedos e os objetos de que se servem. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; Nunca se lhes permitirá que deixem pelo chão os livros, as roupas, o calçado, etc. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4º &#8211; Ir-se-ão aperfeiçoando, confiando-se à sua responsabilidade material qualquer objeto. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5º &#8211; Não se lhes tolerará negligência no trajar: nem o chapéu à banda, nem a gravata mal posta, nem as botas desapertadas, nem os atacadores a arrastar, nem rasgões descosidos, nem a falta dum botão, etc. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">6º &#8211; Felicitar-se-ão por todos os esforços que empregarem e por todas as ações que realizarem, desde que a uns e a outras presida a boa vontade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">7º &#8211; Dar-se-lhe-á sempre o exemplo do hábito que se pretende que elas adquiram. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A regularidade </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>A primeira condição de toda a boa educação é a regularidade, porque a inteligência das crianças, como o seu caráter, como o seu coração, têm, antes de tudo, necessidade de ordem, com a qual se granjeia tanto a saúde moral como a física</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(E. Legouvé, As nossas filhas, p. 206) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Que é regularidade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; A regularidade é essa forma superior da ordem que determina o emprego do tempo e o uso das faculdades. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ela é necessária a toda a educação séria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ela exige um regulamento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É a regularidade pessoal. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; A regularidade é essa forma delicada da polidez que produz a exatidão nas diversas relações da vida de família e de sociedade. É a regularidade familiar e social. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Por que é necessária a regularidade pessoal, a toda a educação séria?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porque a educação exige uma ação racional, refletida, contínua e enérgica; só a regularidade é capaz de proporcionar estas vantagens. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Há muitas famílias onde a regularidade seja respeitada?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por diversas razões, que nem sempre devem ser atribuídas à vontade, a regularidade quase se não respeita em nenhumas famílias. Na maior parte delas, a não ser nas coisas de mais alto alcance, vive-se sem regra, à mercê dos caprichos e das circunstâncias. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Que sucede às crianças em semelhante meio?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As crianças, se lhes é ministrada a educação em casa ou nalgum externato, não têm outra vigilância que não seja a dos seus professores&#8230; E Deus sabe como esta vigilância é geralmente insuficiente. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O capricho e a fantasia invadem uma grande parte da sua vida, tornam ineficazes as leves tentativas da regulamentação feitas pelo professor ou impostas pelos estudos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Não resta o recurso do internato para suprir o que falta no seio da família?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para fazer calar a voz da consciência, que reprova a insuficiência duma tal educação, procura-se no expediente do colégio a eficácia mais maravilhosa, dizendo: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <em>Bem sabemos que a vida, como se passa entre nós, não é de molde a educar bem as crianças, mas eles aprenderão a regularidade no colégio</em>. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pois bem: não é verdade! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se a família só vive a seu bel-prazer, as crianças nunca aprenderão a regularidade no colégio; sofrerão o seu jugo, mas não se entranhará na sua vida. Pelo menos, enquanto os pais forem os destruidores, talvez inconscientes, mas reais, do bem que a regularidade da vida do colégio possa ter introduzido nos hábitos dos seus filhos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mgr. Dupanloup estigmatiza com palavras vibrantes o processo empregado: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Quando os pais não exortam os filhos a conformarem-se com esta dura regra e com este penoso trabalho, senão com palavras como estas: &#8216;Não tens mais que um ano para estar aqui&#8230; Só faltam três meses para as férias&#8230; quinze dias para a próxima saída&#8217;. E isto com o acompanhamento obrigado das consolações mais compassivas&#8230; Quando os pais procedem desta maneira, o que não é raro, que mais é preciso, pergunto eu. para a traição de todos os mais sérios deveres, para o aniquilamento de toda a educação?&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Da educação, t. II, p. 263) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Que se deve pensar da irregularidade na vida da família e da sociedade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não nos deixemos iludir, vendo nisto um capricho da juventude que desaparece com o ardor dos primeiros anos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na verdade, a irregularidade tem causado múltiplos estragos: tem perturbado mais que uma vida; tem inutilizado as melhores qualidades; e, quando ela se acha inveterada, resiste muitas vezes aos esforços reunidos da ternura e da vontade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Como pode a irregularidade perturbar a vida?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; Tornando impossível as doces reuniões da família em volta da mesa comum. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>As minhas obrigações faziam-me sair a uma hora fixa e exigiam uma regularidade absoluta nas horas das refeições. O almoço devia ser servido às onze horas em ponto. Às onze horas entrava na sala de jantar&#8230; Ninguém! Algumas vezes nem mesmo estava nada sobre a mesa! A senhora tinha dado as ordens muito tarde ou se o almoço estava pronto, era a senhora que não estava. Esperava dez minutos, um quarto de hora e, aborrecido, começava sozinho uma refeição que me fazia mal, porque comia só, porque comia muito depressa, porque comia de mau humor. Tentava, por vezes, algumas observações, ligeiras ao princípio, depois mais vivas. Minha mulher recebia umas e outras com o mesmo ar amável, o mesmo desejo de se corrigir; mas, dezesseis anos de maus hábitos tinham tão profundamente enraizado nela o seu defeito nativo, que ele triunfou das melhoras resoluções. Depois de alguns dias de regularidade, as demoras recomeçaram, e eu tive de renunciar a esta agradável reunião da manhã à mesa comum; almoçava só no meu gabinete, e não via minha mulher senão à tarde</em>.&#8221; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(E. Legouvé, As nossas filhas e os nossos filhos, p. 205-208) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º Submetendo a uma prova demasiado dura a paciência e a boa harmonia&#8230; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Como é que a irregularidade estraga as melhores qualidades?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; Tornando-se inúteis, por haver deixado perder as ocasiões que as fariam valer. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>O marechal Gouvion-Saint-Cyr, refere,</em> nas suas <em>Memórias, que um general cheio de fogo e de gênio militar, mas habitualmente falto de pontualidade por preguiça, perdeu a honra duma vitória certa por ter chegado ao campo da batalha meia hora mais tarde da marcada</em>&#8220;. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(E. Legouvé, As nossas filhas e os nossos filhos, p. 209-221) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; Empanando essas qualidades com certos defeitos muito odiosos, filhos da irregularidade: a mentira, por exemplo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Todo o homem falto de pontualidade é forçosamente um mentiroso. Quer queira, quer não, mentiu, mente ou há-de mentir&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(E. Legouvé, As nossas filhas e os nossos filhos, 209-221_ </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Como chegaremos a fazer praticar às crianças a regularidade familiar e social?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º- Dando-lhes sempre o exemplo;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; Reprimindo toda a irregularidade sem motivo;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; Resguardando-as contra a influência do mau exemplo;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4º &#8211; Ensinando-lhes a aproveitar o tempo que a irregularidade lhes deixa à disposição. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual é a importância do bom exemplo dado pelos pais na prática da regularidade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É capital. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem exemplo, os melhores conselhos tornam-se ineficazes. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É necessário reprimir toda a irregularidade sem motivos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim, porque um defeito não combatido desenvolve-se e toma rapidamente proporções desastrosas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Por que é preciso resguardas as crianças contra os maus exemplos?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porque a irregularidade é muito frequente. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E, como ela se combina bem com a preguiça que se oculta no fundo de cada um de nós,  tem probabilidades de provocar, naqueles que se não defendem. esta forma particular da sensualidade que se chama a <em>sem-cerimônia</em> e o <em>deixa-correr</em>. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual será então o melhor meio de se defender?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Será os indivíduos <em>metódicos</em> e, portanto pontuais, aproveitarem o tempo que passam à espera dos que o não são&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Catecismo da Educação</em> &#8211; Abade René de Bethléem</span></p>
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		<title>A FORMAÇÃO DA VONTADE: O BOM CARÁTER</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Oct 2024 13:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Abade René de Bethléem]]></category>

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		<description><![CDATA[O que é o bom caráter? &#8220;É esta disposição natural e adquirida, feita de afabilidade, de doçura e de complacência, que impõe a lei de nunca ofender pessoa alguma voluntariamente, que, depois de haver enfraquecido as tendências más da natureza, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-formacao-da-vontade-o-bom-carater/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><img class="irc_mi alignright" src="http://1.bp.blogspot.com/-4pyNtzdxkIE/T_RVYF3m9XI/AAAAAAAAAOM/KE7YdJvnrBk/s1600/%C2%A3%C2%A3%C2%A3+-+A+rare+portrait+of+the+Prince+William,+the+Duke+of+Cambridge+found+hanging+in+a+corridor+was+on+sale+today-+for+the+princely+sum+of+120,000.jpg" alt="Resultado de imagem para MOÇO CATÓLICO" width="244" height="320" />O que é o bom caráter?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;É esta disposição natural e adquirida, feita de afabilidade, de doçura e de complacência, que impõe a lei de nunca ofender pessoa alguma voluntariamente, que, depois de haver enfraquecido as tendências más da natureza, dá a preponderância às inclinações nobres; e que põe nas nossas mãos todas as nossas energias morais, como soldados à disposição do capitão, que os disciplinou para a luta.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Segundo J.Guibert, O caráter, p.24-25). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são as vantagens do bom caráter?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aqueles que possuem um bom caráter são felizes e fazem outras pessoas felizes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são os incovenientes do mau caráter?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aqueles que tem um mau caráter são infelizes e tornam infelizes outras pessoas. Fénelon escrevia para o duque de Borgonha: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>&#8220;<em>Acautelai-vos sobretudo do vosso mau humor: É um inimigo que levais para toda a parte convosco até à morte: encontrará nos vossos conselhos e vos trairá, se o escutardes. O mau humor faz perder as ocasiões mais importantes; dá caprichos e aversões de crianças, com prejuízo dos mais valiosos interesses; faz resolver os casos mais graves pelas razões mais leves ou mesquinhas; obscurece todos os talentos, deprime a coragem, torna o homem desequilibrado, fraco, arrebatado e insuportável. Desconfiai deste inimigo</em>.&#8221;</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Citado por Mons. Dupanloup, ob. cit., t. I, p. XXI) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são os meios a seguir para formar um bom caráter?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São de duas espécies: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; <em>Meios negativos</em>, que consistem em suprimir tudo o que predispõe para o mau caráter: os excitantes, os choros fingidos e os amuos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; Há um <em>meio positivo</em>: o desafogo na educação. </span><br />
<span id="more-18753"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são os excitantes que é preciso suprimir?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; A alimentação excitante;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; As palavras maldosas ou perturbadoras;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; Os exemplos de descontentamento, de aspereza, de rancor, de vingança ou de cólera. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Como se pode impedir uma criança de se tornar choramingas?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não atendendo nunca a lágrimas sem motivo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Se sofrer, é preciso curá-la; se está triste, consolá-se, pelo menos algumas vezes, porque muitas vezes a criança não tem desgostos senão na medida da importância que os pais ligam a esses pesares. Se chora para que lhe façam a vontade (pois essa é para ela a forma de mandar) não se deixar comover pelas suas lágrimas; se persistir, compreenderá que nada tem a ganhar, e calar-se-á</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Abade Simão, A arte de educar as crianças, p. 104 e 207) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O amuo é nocivo ao caráter da criança?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enormemente. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nicolay chega a dizer que &#8220;<em>uma hora de amuo faz mais mal do que o bem que lhe fariam os bons exemplos de toda uma semana</em>&#8220;. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O amuo não será antes um efeito do que a causa do mau caráter?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É uma e outra coisa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O <em>efeito</em>. &#8211; Quando se manifesta, revela o orgulho ofendido de um mau caráter.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A <em>causa</em>. &#8211; Se não é combatido, radica e desenvolve os sentimentos que lhe deram origem. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Como proceder quando a criança tem amuos?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso parecer que não se notou essa má disposição da criança. Depois procurar-se-á despertar o brio da criança, lembrar-se-lhe-ão os seus deveres religiosos; mostrar-se-lhe-á o ridículo da sua atitude. Por vezes, uma leve troça pode dar resultado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual é o melhor meio a empregar para fazer tomar ás crianças o hábito do bom caráter?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É fazer a educação numa atmosfera desafogada e afetuosa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; Os pais esforçar-se-ão por ser alegres. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<strong><em>Notai que é essencial para as crianças ter pais alegres, que compreendem a alegria</em></strong><em>, e não se incomodem com a expansão natural da infância, mas, pelo contrário, tomem parte no contentamento dos filhos, e até o animem. Os homens de bom caráter são aqueles que tiveram pais alegres; os neurastênicos são aqueles que tiveram pais tristes &#8211; cui non ridere parentes. &#8211; Quase não há pais alegres: é que têm de quarenta a cinquenta anos. <strong>É um desastre para uma geração ter pais que são como folhas secas</strong></em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Faguet, Da família, p. 91) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; Ao menos os pais darão o exemplo de bom humor, duma disposição de espírito sempre equilibrada e senhora das suas impressões. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; Os pais observarão o que é de natureza a despertar o riso nas crianças, e utilizar-se-ão desse meio, discreta e inteligentemente. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4º &#8211; Os pais concederão a seus filhos uma expansão conveniente. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Um santo triste, é um triste santo&#8221;, declarava São Francisco de Sales, que se insurgia contra esses homens &#8220;<em>rigorosos, agrestes e selvagens, que não querem para si, nem permitem aos outros nenhuma recriação</em>&#8220;. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>O bom rei São Luís entendia as coisas como o bispo de Génova, pois costumava dizer, quando os religiosos lhe queriam falar de coisas transcendentes, depois do jantar: &#8216;Agora não é ocasião de conversarmos acerca disso, mas sim de nos entretermos com histórias alegres; e cada um conte o que lhe agradar, mas sem ofensa da honestidade&#8217;</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Bauchesne, Educação, p. 178) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5º- Evitarão os arrebatamentos e excessos que aterrorizam, tornam as fisionomias carregadas e fecham os corações. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">6º &#8211; Tornarão tão curtos quanto possível os momentos de severidade e, uma vez feita a correção, devem esquecê-la por completo, nunca mais falando dela.</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><em>Catecismo da Educação</em> &#8211; Abade René de Bethléem</span></strong></p>
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		<title>A FORMAÇÃO DA VONTADE: A DURAÇÃO NA DECISÃO E NO ESFORÇO</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Aug 2024 14:17:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<description><![CDATA[A DURAÇÃO NA DECISÃO Que é preciso para praticar esta primeira forma da perseverança: a duração na decisão? É preciso resguardarmo-nos e proteger as crianças das más influências que possam exercer-se sobre a vontade. Quais são as influências más de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-formacao-da-vontade-a-duracao-na-decisao-e-no-esforco/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline; color: #000000;"><strong><img src="https://silencioepalavras.wordpress.com/wp-content/uploads/2014/03/pai-e-filho.jpg" alt="Filhos Obedientes | Silêncio e Palavras" /><br />
A DURAÇÃO NA DECISÃO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Que é preciso para praticar esta primeira forma da perseverança: a duração na decisão?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso resguardarmo-nos e proteger as crianças das más influências que possam exercer-se sobre a vontade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são as influências más de que é preciso resguardarmo-nos e das quais é necessário proteger as crianças?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todas as que são capazes de desanimar a vontade, de enfraquecer a energia, ou arruinar a perseverança: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º- A inconstância natural;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; O mau exemplo;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; O temor das dificuldades. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A inconstância é, portanto, natural no homem?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cremos que sim; e, na generalidade dos casos, o homem carece dum certo esforço para chegar a manter uma decisão um pouco onerosa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entregue às suas naturais inclinações, o homem seria, em breve, uma imagem do tipo do inconstante traçado por Boileau: </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Vai dum extremo ao outro, sem a menor pena,</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em>o que louva de dia, à noite já o condena,</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em>pra todos maçador, a si próprio incomoda.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em>Muda constantemente a opinião e a moda.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em>O menor vento o vira; os golpes menos crus</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em>o fazem despenhar, andando muito à roda.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em>Hoje, num capacete; amanhã, num capuz&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em>(Boileau, Sátiras, VIII)</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>É preciso advertir as crianças dos maus exemplos que estão expostas a encontrar no mundo?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim, a seu tempo, a criança deve saber que no mundo há loucos, mentirosos, enganadores, malévolos, covardes, homens que se vendem, homens que são vítimas dos respeitos humanos, etc.; que existem desgraçados, pessoas mal educadas, que se devem lastimar, mas nunca imitar. </span><br />
<span id="more-18751"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Não se deve contar com dificuldades?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim, é preciso encará-las, mas não temê-las, nem subordinar-lhes as resoluções tomadas&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline; color: #000000;"><strong>A DURAÇÃO NO ESFORÇO</strong> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual é a importância desta segunda forma de perseverança: a persistência no esforço?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; Sem ela, a vontade deixa de ser vontade; nenhum progresso é possível; não se chega senão a fracassos: e, muitas vezes mesmo, corre-se para a morte&#8230; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; Com ela, todos os obstáculos se aplanam, são transpostos ou removidos; a inteligência abre-se e desenvolve-se; firma-se a virtude e a beleza moral resplandece com um brilho cada vez mais vivo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Que é preciso fazer para chegar a praticar a persistência no esforço?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º- Evitar a diversidade excessiva;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º- Cingir-se às pequenas coisas;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; Concluir. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Por que é preciso evitar a excessiva diversidade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; Porque é um dissolvente da vontade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Ao passo que a mudança de ocupações é necessária tanto para enriquecer e repousar o espírito como para amaciar a vontade, uma diversidade excessiva desagrega</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(P. Gaultier) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São Francisco de Sales descobre nisso um ardil do diabo, &#8220;<em>porque muitas vezes o inimigo procura fazer-nos empreender e começar muitas coisas a fim de que, oprimidos com tanto trabalho, nada acabemos e deixemos tudo imperfeito</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Tratado do amor de Deus, VIII, XI)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º- Porque daí nasce um estado de excitação, e se confunde a agitação com a ação. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>É muito necessário cingir-se às pequenas coisas?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º- &#8220;<em>O esforço banal e sem interesse aparente é a pedra do toque da vontade, o obstáculo que distingue os fortes, que triunfam, dos fracos que se deixam vencer</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(P.Gaultier) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; &#8220;As pequenas coisas&#8221;, aliás, constituem a trama ordinária da nossa vida, e. por conseguinte, oferecem à vontade frequentes ocasiões de fazer sacrifícios necessários para a sua conservação e formação. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; &#8220;As pequenas coisas&#8221;, enfim, são como que o alicerce do edifício da nossa vida moral. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nunca teremos grandeza, solidez, beleza, se não estabelecermos como base da nossa ação a fidelidade constante e generosa aos pequenos deveres. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são os &#8220;pequenos deveres&#8221; aos quais devemos esforçar-nos por ser fiéis?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desde o primeiro instante do despertar até o momento de se entregar nas mãos de Deus, antes de ir repousar, as ocasiões dos atos da vontade aparecem às centenas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º- Para se levantar, por exemplo: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Muitos só marcam de manhã a hora exata do começo dos seus trabalhos. É o meio mais certo de ceder à preguiça. A hora deve ser marcada duma vez para sempre, ou fixada na véspera á noite. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pela manhã, chegado o momento, a preguiça reclamará aos seus direitos, parecerá mesmo, às vezes, que se está indisposto, etc. São os assaltos do animal, descontente porque foi incomodado. É a hora do ato da vontade. É preciso então levantar-se sem hesitação: primeira vitória. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; Os exercícios de piedade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sentimo-nos mal dispostos, o coração sem amor, o espírito sem luz, a alma sem gosto. Que fazer nestas condições? Não é melhor deixar tudo e aguardar disposições mais favoráveis? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É o assalto do velho homem. É o momento de fazer agir, sem discutir, uma vontade imediata e enérgica. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; O trabalho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apresenta-se para se fazer. Teoricamente, impõe-se antes do divertimento e do repouso. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E é se tentado a deixar para mais tarde aquilo que mais custa e ter primeiramente alguma distração ou repouso. É o momento da vontade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4º &#8211; A todos os momentos do dia, a graça atual, que é uma luz sobrenatural dada por Deus, para nos ajudar a evitar o mal e fazer o bem, oferece uma virtude a praticar, um sacrifício a fazer, uma instrução a ouvir, um sacramento a receber; é se tentado a dizer: amanhã. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E a vontade deveria obrigar a dizer: hoje, imediatamente. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5º &#8211; Em resumo: de cada vez que se faz um ato, em conformidade com a luz divina da fé, fortifica-se, e, portanto, forma-se a vontade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas de cada vez que se hesita ou recua, enfraquece-se a vontade e, portanto, deforma-se&#8230; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Que se deve entender por esta expressão &#8220;concluir&#8221;?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quer se dizer com isso que é preciso: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; Ir até ao fim da obra começada;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; Dar-lhe toda a perfeição de que é susceptível. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>É difícil concluir?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E convencer-nos-emos sem dificuldade, se atendermos ao pequeno número daqueles que conhecem a arte e realizam as condições dela: bem poucas são as crianças que levam até ao fim o caderno dos seus exercícios quotidianos; bem poucas são as pessoas grandes que lêem até ao fim um livro a sério; bem poucos são os cristãos e cristãs que recitam piedosamente até ao fim as suas preces quotidianas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sabia psicologia aqueles diretor espiritual que perguntava aos seus dirigidos: &#8220;<em>Tendes dito bem: Assim seja</em>?&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> (&#8230;) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Esta dificuldade (concluir) é insuperável?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Longe de nós tal pensamento! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º- &#8220;<em>Vai se longe ainda depois de cansado</em>&#8220;, diz um velho provérbio cheio de espírito e de sabedoria. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; &#8220;<em>O trabalho concluído com probidade deixa no espírito um sentimento de alegria e, dalgum modo, de apetite satisfeito</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Citado por Payot, na Educação da vontade, p. 150) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>É importante o concluir?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>A arte de concluir é o sinal mais indiscutível da força e o mais poderoso agente de influência sobre os homens</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(J.Guiberv) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por isso, nunca será demasiado cedo habituar as crianças a prosseguirem e a levarem com cuidado até o final os pequenos trabalhos a que se dedicam, nunca será demais incutir-lhes ânimo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma grande escola católica, &#8220;A escola das artes e ofícios&#8221;, em Lille, tomou  por divisa: &#8220;<em>Finir!&#8221; &#8211; &#8220;Concluir</em>!&#8221;. O conselho lê-se sobre os escudos armoriados colocados em todas as arestas da cantaria. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um professor de literatura, querendo acostumar os seus discípulos a faça bem, repetia-lhes: &#8220;<em>Nunca deixeis nas vossas conversações uma frase incompleta</em>&#8220;. </span></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #000000;">Concluir!</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #000000;">Acabar!</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #000000;">Ir até ao fim! </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #000000;">É sempre importante.</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #000000;">É uma questão de vontade!</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #000000;">A vontade deve realizar esse propósito.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Catecismo da Educação</em> &#8211; Abade René de Bethléem</span></p>
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		<title>A ILUMINAÇÃO SINCERA DA INTELIGÊNCIA</title>
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		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/a-iluminacao-sincera-da-inteligencia/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Aug 2024 14:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Abade René de Bethléem]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que é que a inteligência deve ser sinceramente esclarecida? A inteligência deve ser sinceramente esclarecida porque é a ela que compete tomar as decisões. Quais são os meios a empregar para garantir a iluminação sincera da inteligência? 1º &#8211; &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-iluminacao-sincera-da-inteligencia/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><strong><img class="irc_mi aligncenter" src="https://i.pinimg.com/736x/17/d7/a7/17d7a74beb55bb9dffe947a71aff4f8b--girl-reading-reading-books.jpg" alt="Imagem relacionada" width="190" height="264" data-iml="1555810424481" /></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Por que é que a inteligência deve ser sinceramente esclarecida?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A inteligência deve ser sinceramente esclarecida porque é a ela que compete tomar as decisões.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são os meios a empregar para garantir a iluminação sincera da inteligência?</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; É, principalmente, nada fazer que a possa contrariar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; É, em seguida, precavê-la contra as ilusões e causas clássicas de erros de juízo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; É de se reportar aos princípios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4º &#8211; É, se for preciso, pedir conselho.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são as causas que poderiam contrair a iluminação sincera da inteligência?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; São as mentiras, os embustes, as infantilidades, etc&#8230; nunca se deve enganar as crianças.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; São as lisonjas que dariam às crianças uma idéia presumida das suas capacidades e do seu poder de ação, e que as arrastaria a quererem o impossível.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são as ilusões e as causas clássicas de erros de apreciação contra as quais é preciso precaver as crianças que se hão de formar?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São muito especialmente as ilusões que em nós produzem o interesse e o prazer&#8230;<br />
</span><span id="more-16273"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Como é que o interesse pessoal falseia a visão?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Criando em nós uma deplorável confusão entre as nossas impressões e as nossas apreciações.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma ligeira conversa ouvida num escritório:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <em>Tu sabes Untel, ele desapareceu, levando 30.000 francos</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <em>Mas também levou o teu guarda-chuva</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Oh! <em>canalha</em>!<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis aí o prisma do interesse.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A inteligência considera as coisas sãmente; chama crime o roubo de 30.000 francos, e pequeno furto o roubo dum guarda-chuva. Pelo prisma do interesse pessoal, chamamos <em>finório</em> àquele que rouba 30.000 francos a <em>outrem</em>, e <em>canalha</em> àquele que <em>nos</em> rouba um guarda-chuva.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Como podemos preservar as crianças deste erro de apreciação?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Habituando-as a julgar as coisas como elas são em si mesmas; as suas faltas, como fariam com as dos outros; e os interesses do próximo como os seus próprios interesses.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando o profeta Nathan procurou David para exprobar o seu duplo crime, serviu-se de um apólogo. David não se reconheceu nessa alegoria e deixou-se arrebatar pela indignação:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <em>Quem é esse homem?</em> &#8211; exclamou ele.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <em>Esse homem és tu!</em> &#8211; respondeu o profeta.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E David voltou contra si a cólera de que estava possuído.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Como pode o prazer falsear a visão?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Substituindo as prescrições do catecismo e da consciência por fórmulas vãs, máximas ilusórias, preconceitos mundanos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A luz da fé projeta raios muito claros e muito penetrantes sobre os pensamentos, os sentimentos, os desejos, as imaginações, os olhares, as palavras e os atos nas suas relações com a virtude.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E o mancebo e a donzela, cuja sensibilidade e delicadeza têm sido embotadas pelas leituras, pelas conversações, pelas visitas, pelas diversões, pelos prazeres, satisfazem-se com as palavras que tomam como se fossem razões:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;É preciso gozar a mocidade!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;A gente não nasceu para freira!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Não é proibido ser amável.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Não falo nada com má intenção!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E a conclusão é que não há motivos para constrangimentos. Por outras palavras, não se procura a luz divina: queremos recebê-la do mundo. Não são as estrelas que servem de guia: é o brilho do ouro ou deslumbramento do luxo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Que se deve fazer para preservar as crianças desta ilusão?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso acordar a sua consciência e habituá-las a raciocinar segundo os princípios.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual será a vantagem deste amor aos princípios nas decisões tomadas pela inteligência?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Será de cortar cerce toda a fraqueza, ou melhor, de cortar o mal pela raiz.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem se apega aos princípios, aos bons princípios, naturalmente, é guiado pela razão reta, pela consciência e por Deus. Não se pode transviar.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais os meios de inspirar nas crianças este amor pelos princípios?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; É dar-lhes o exemplo; e, à medida que a sua inteligência se vá desenvolvendo, mostrar-lhes em toda a sua evidência as razões superiores da linha de procedimento a seguir.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; Devemos repetir-lhes de maneira a compenetrá-los bem da verdade, algumas sentenças bem escolhidas, algumas máximas expressivas, algumas divisas dignificadoras que iluminem o espírito e despertem um nobre entusiasmo nos corações.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;As sentenças são como pregos agudos que fixam a verdade na nossa lembrança&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Diderot: O Espírito Santo disse no Eclesiastes: &#8220;<em>Verba sapientium sicut stimuli, et quasi clavi in altum defixi: As palavras dos sábios são como aguilhões e como pregos cravados profundamente</em>&#8221; &#8211; XII, 11)<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>As boas máximas são o gérmen de todo o bem e, fortemente gravadas na memória, alimentam a vontade</em>&#8220;. (Joubert)<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis alguns exemplos:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Quem trabalha, Deus ajuda!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;O custar está no principiar!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Não há gosto sem desgosto!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Faz bem, e deixa falar quem fala!&#8221;</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A iluminação da inteligência e conhecimento dos princípios são sempre suficientes para dar origem, por si sós, a uma decisão racionalmente fundada?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não: É preciso em certos casos recorrer à experiência doutrem; é preciso tomar conselho.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O conselho deve ser considerado como necessário?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É muitas vezes necessário aos adultos, pode dizer-se que o é sempre às crianças.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Com que disposições se deve pedir o conselho?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso ser sincero; sincero na exposição do caso; sincero na docilidade prévia, que é a base de toda a consulta séria.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um dia uma pessoa anunciou-nos que viria visitar-nos, para pedir o nosso conselho sobre uma questão, cujo assunto indicava vagamente. Dizendo-lhe que estimaríamos muito poder ser-lhe útil e teríamos muita honra em receber a sua visita, demos-lhe a entender, ou antes, fizemo-lhe sentir que não estávamos bem de acordo com o seu modo se ver.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não recebemos a visita anunciada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não se tornou a falar na consulta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E essa pessoa procedeu duma maneira completamente diferente daquela que lhe teríamos aconselhado. (Autêntico)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Catecismo da Educação</em> &#8211; Abade René de Bethléem</span></p>
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		<title>A FORMAÇÃO DA VONTADE : A ENERGIA DA AÇÃO</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jul 2023 14:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Abade René de Bethléem]]></category>

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		<description><![CDATA[É sempre fácil começar a ação e meter-se ao caminho? Eis um ponto que, segundo parece, só um ato positivo e enérgico da vontade poderá realizar. Será preciso que a vontade se converta numa mola, impulsionada pela indicação do dever &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-formacao-da-vontade-a-energia-da-acao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><img class="irc_mi alignright" src="https://odnmedia.s3.amazonaws.com/image/Temaa33_mod3col_20141125140624035643_art_feat.jpg" alt="Resultado de imagem para pai filho obediência" width="300" height="186" />É sempre fácil começar a ação e meter-se ao caminho?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis um ponto que, segundo parece, só um ato positivo e enérgico da vontade poderá realizar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Será preciso que a vontade se converta numa mola, impulsionada pela indicação do dever e que salte num ímpeto até ao seu pleno desenvolvimento, isto é, até ao cumprimento do que é preciso fazer. Que a vontade seja como que um chefe de serviço bem adestrado, que recebe as ordens e as faz executar sem discussão, sem hesitação, sem demora. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual é a virtude que esta energia supõe necessariamente?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É o dominio de si mesmo, isto é, a autoridade própria da inteligência e da vontade sobre as faculdades inferiores, a imaginação, a sensibilidade, a memória e, por elas, sobre os próprios sentidos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual é o primeiro meio de desenvolver esta energia nas crianças?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É o de evitar tudo o que conduz ao sensualismo e à preguiça. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Esta preguiça, a que se liga pouca importância é, contudo cheia de perigos; torna incapaz de todas as virtudes, abre a porta a todos os vícios, rouba todas as energias ao caráter, impede a formação da vontade, deixando a alma sofrer o jogo do corpo, e este mesmo fica sem força e sem vigor</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Renovamento da vida cristã) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tem-se notado que aqueles que foram submetidos a uma disciplina severa mostram uma energia moral mais intensa do que outros que foram tratados com doçura execessiva. </span><br />
<span id="more-18749"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Praticamente, que convém fazer para escapar a este perigo?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso proibir à criança os alimentos e as bebidas que não tenham outro fim senão lisonjear o paladar; que a cama seja um tanto dura; que os vestuários sejam modestos; que o corpo seja tonificado pelo uso da água fria; que os divertimentos não sejam demasiados nem fatigantes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não se deve esquecer que os concertos, os jogos carnavalescos, os teatros, os bailes infantis, produzem impressão prejudicial na alma e amolecem a vontade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E sobretudo não se tolerará a preguiça. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A preguiça é o mais pernicioso dissolvente da vontade, porque é a negação do trabalho, forma ordinária do esforço. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pedimos um dia a uma pessoa que nos desse por escrito o relato dos atos de sensualidade e moleza, que reconhecia cometer, ordinariamente, em cada dia; hiavia páginas inteiras, a maior parte, hábitos de má educação. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual é o segundo meio de desenvolver a energia nas crianças?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É a obediência. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A experiência ensina-nos que as crianças habituadas, desde a mais tenra idade, a obedecer, adquirem uma força de caráter pouco vulgar. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Por que é a obediência um fator de energia?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; A obediência é um fator de energia, porque ela dispõe para a disciplina e, por assim dizer, porque prepara o terreno à vontade, que não avança. nem pode avançar, sem uma regra. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>&#8220;<em>Com efeito, para obedecer verdadeiramente, é preciso que a vontade reprima as revoltas do espírito e da independência, tão natural às nossas almas; e ela não pode dominar esta inevitável oposição, sem que se desenvolvam grandes esforços. Ora, são precisamente estes esforços que aumentam a soma das energia</em>.&#8221;</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Vítor Rocher, A mulher sensata cristã) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; A obediência é um fator de energia, porque se ela está submetida a uma autoridade séria, que tanto dirija como modere, dará à vontade um impulso que decuplica as forças. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; A obediência é uma fator de energia, porque habitua a vontade a dirigir-se a fins claramente determinados, Porque &#8220;<em>para querer, é preciso querer qualquer coisa</em>&#8220;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Paul Gaultier, A verdadeira educação, p. 208) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4º &#8211; A obediência é um fator de energia, porque ela fortifica a vontade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para obedecer, é preciso fazer calar as preferências, contradizer os gostos, impor esforços a si mesmo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual é o terceiro meio de desenvolver a energia nas crianças?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É ajudar as crianças a fazer o que elas devem fazer. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; Quando se haja esclarecido o seu espírito com a verdadeira luz da vontade de Deus, esforçar-nos-emos por levá-las a praticar aquilo que é bom. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deve fazer-se-lhes compreender que Deus é que é o Mestre; que Ele tanto manda os pais e as mães como manda as crianças; que é preciso obedecer sempre a Deus; que se elas obedecem prontamente, agradarão a Deus e a seus pais, que estão no lugar de Deus; que é o Céu que está prometido em recompensa àqueles que se sabem sacrificar. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Iluminem-se estes conselhos com exemplos tirados da Bíblia, da vida dos santos, etc. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º- Sustentem-se os seus esforços por uma vigilância discreta e afetuosa. Os homens são fracos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E as crianças muito mais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso, pois, ajudá-las. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por exemplo, pode-se-lhes sugerir pela manhã um certo número de atos de vontade a praticar durante o dia, e á noite faça-se com eles um exame dos seus atos. Podem-se também animar as crianças a submeter à apreciação dos seus confessores o resultado obtido no decurso da semana. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; Se elas opuserem alguma resistência, procurar-se-á intimidá-las branda e afetuosamente. Se a criança não obedecer, o pai e a mãe serão obrigados a castigá-la e fazê-la obedecer, apesar da sua relutância. Então obedecerá custe o que custar, e terá causado desgosto a todos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>Catecismo da Educação</em> &#8211; Abade René de Bethléem</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>EDUCAÇÃO DA SINCERIDADE</title>
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		<pubDate>Sat, 27 May 2023 14:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Abade René de Bethléem]]></category>

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		<description><![CDATA[Podemos considerar a sinceridade: 1º &#8211; Nas nossas relações conosco: é a sinceridade propriamente dita, a sinceridade ou a retidão pessoal; 2º &#8211; Nas relações com outrem: é a franqueza. As vantagens da sinceridade &#8220;Em educação, como nas muitas outras &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/educacao-da-sinceridade/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><img class="irc_mut alignright" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRswvTvrwXNqxEw_uVBSjFJNm1B_QweXOEspPrQY6f_juAf1zH9&amp;s" alt="Imagem relacionada" width="259" height="260" />Podemos considerar a sinceridade</strong>:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; Nas nossas relações conosco: é a sinceridade propriamente dita, a sinceridade ou a retidão pessoal;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; Nas relações com outrem: é a franqueza. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As vantagens da sinceridade</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>&#8220;Em educação, como nas muitas outras coisas, a melhor maneira de ser hábil é ser reto</em></strong>&#8220;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(F.Kiefer- A autoridade, p.103) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>As vantagens</strong>:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A sinceridade embeleza a criança, enobrece o jovem, glorifica o homem maduro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A sinceridade constitui a maior honra e o maior prazer dos pais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A sinceridade facilita o trabalho da educação. Em certos casos, ela está intimamente ligada à confiança, que é absolutamente necessária aos pais para educarem os seus filhos na pratica da virtude.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A sinceridade é a pedra de toque das verdadeiras amizades.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A sinceridade <strong>obriga a fazer boas confissões</strong>, e assegura, por conseqüência, a salvação e a saúde da alma. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os meios de desenvolver a sinceridade</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> <strong>Que se deve fazer para desenvolver a sinceridade nas crianças?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Dar o exemplo da sinceridade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Inspirar uma profunda estima pela sinceridade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Animar todo ato de sinceridade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Que fará o educador para dar o exemplo da sinceridade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seguirá as duas regras seguintes: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Nunca se deve enganar a criança.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Nunca se deve mentir diante dela. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É tal a importância de não enganar a criança, que se o educador a não observar, torna-se praticamente <em>professor de mentira</em>. Com efeito, as promessas não efetuadas, as ameaças sem execução, as palavras irrefletidas, por pouco que se repitam, ensinam à criança, desde a mais tenra idade, que as palavras diferem sensivelmente dos atos. A criança a quem se fez tomar algum medicamento, um emético, por exemplo, garantindo-lhe que é excelente, nunca o há de esquecer. E, por seu turno, quando a mentira lhe for útil, quer para chegar aos seus fins, quer para evitar algum castigo, será levada a dissimular. </span><br />
<span id="more-18755"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8230; Tudo o que é inexistente dever ser suprimido ou explicado: por exemplo, sinos da Páscoa que vêm trazer os ovos&#8230;o diabo que aparece no espelho das meninas vaidosas, etc&#8230; Nunca se deve enganar as crianças. De mais, há a temer que a criança, piedosamente enganada, quando chegar o dia em que conheça enfim a verdade, não envolva na mesma derrocada das suas ilusões ingênuas os mistérios mais graves da nossa fé. Segunda regra &#8211; Para dar bom exemplo: nunca mentir diante das crianças. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Como incutir uma alta estima pela sinceridade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Falando-lhes dela sempre com elogio e admiração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Censurando-lhes severamente toda a palavra e todo o ato mentiroso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Afirmando bem que terão orgulho de seus filhos, se praticarem sempre esta generosa virtude. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Como se pode fortalecer a sinceridade das crianças?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <em>Pela fé</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pela lembrança e convicção das grandes verdades. Deus vê tudo; sabe sempre a verdade; a mentira é um pecado; o demônio é o pai dos mentirosos, etc. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <em>Pela discrição</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se os pais são discretos nunca mortejarão dos escrúolos e da ingenuidade dos filhos. E, com mais razão, nunca os descobrirão; uma só confidência traída pode fechar o coração para sempre. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <em>Pela atenuação do castigo ou pelo perdão</em>.</span><br />
<span style="color: #000000;"> A criança deve sempre notar uma diferença sensível entre a maneira como se trata uma falta confessada, e a maneira como se estabelece o castigo duma falta encoberta. Sem o reconhecimento desta prática, a criança julgará que a sua ingenuidade é a causa do seu desgosto, e nunca mais renovará as sua confidências. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Que se há de fazer, se apesar de todas estas precauções, a criança se deixa arrastar a dizer alguma mentira?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Manifestar-se-á uma surpresa contristada por ser tratar com um pequeno mentiroso.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Uma mãe, tendo surpreendido uma mentira nos lábios da sua filhinha de quatro anos de idade, tomou o ar mais consternado, e pronunciou com um gravidade penetrante:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>A minha filhinha mentiu! É a primeira vez que se mente em minha casa! Também a minha filhinha não jantará hoje, por que merece ser castigada, e a mamãe não comerá por causa deste desgosto.&#8221;</em> (autêntico) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Que se deve fazer se há reincidência?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ser-se-á mais severo: poder-se-á, por exemplo, tratar o culpado com desdém durante um certo tempo e não ter com ele mais que as relações necessárias; não acreditar já o que diz. Em seguida, faz-se-lhe-á ver quanto é feia a mentira e como Deus a puniu: os Livros Santos fornecem-nos exemplos fáceis de comentar: a história de Ananias e Safira, por exemplo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Catecismo da Educação</em> &#8211; Abade René de Bethléem</span></p>
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		<title>A DOCILIDADE EM RELAÇÃO À RAZÃO E AOS CONSELHOS DADOS E A UTILIZAÇÃO DO PODER MORAL DO SENTIMENTO</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 13:11:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Abade René de Bethléem]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando a inteligência é sinceramente esclarecida, quando se elevou à altura dos princípios, quando se lhe dissiparam as obscuridades numa consulta ponderada, que resta fazer? Nada mais resta que tomar a decisão e pô-la em prática sem demora. 1º &#8211; &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-docilidade-em-relacao-a-razao-e-aos-conselhos-dados-e-a-utilizacao-do-poder-moral-do-sentimento/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://3.bp.blogspot.com/-mMzWFXexPWk/UK6Tdt4Sc_I/AAAAAAAACOs/9YnQSarD5xI/w1200-h630-p-k-no-nu/conselhos+de+um+pai.jpg" alt="CONVERSANDO COM DEUS: CINCO CONSELHOS DE UM PAI PARA O SEU FILHO" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando a inteligência é sinceramente esclarecida, quando se elevou à altura dos princípios, quando se lhe dissiparam as obscuridades numa consulta ponderada, que resta fazer?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nada mais resta que tomar a decisão e pô-la em prática sem demora.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; Que vossos filhos, pais que nos ledes, se habituem a dizer: &#8220;<em>Tenho a obrigação de o fazer, faço-o!&#8221;</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; Que acrescentem: <em>&#8220;Faço-o imediatamente!&#8221;</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que não adotem nunca esta expressão dos covardes: &#8220;<em>Eu bem sei, mas</em>&#8230;&#8221; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se o fizessem, quando se trata de coisas conscientemente graves, pecariam contra a razão: e isto é terrivelmente perigoso. Se o fizessem quando se trata de coisas naturais, a vontade perderia toda a delicadeza, toda a sensibilidade, toda a prontidão; deformar-se-ia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É por isso que às pessoas que têm um programa de vida e não o seguem, diremos francamente: &#8220;<em>Se não quiserem seguir o seu programa, queimem-no&#8221;!</em> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>A utilização do poder moral do sentimento</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Que é preciso para bem agir?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso acrescentar à luz fria da idéia pura a paixão arrebatadora do sentimento. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Só o sentimento que move o coração dá impulsos que triunfam da apatia, ou desperta essas emoções favoráveis que contrabalançam e substituem as emoções hostis</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Payot, Educação da vontade, t. II, cap. III, em J. Guibert, ob) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são os sentimentos que exercem sobre a vontade uma ação mais eficaz e mais duradoura?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São o temor e o amor. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De resto, o temor não é mais que uma forma do amor. Ele é, diz-nos Bossuet, &#8220;<em>um amor que, vendo-se ameaçado de perder o que procura, se inquieta com esse perigo</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Conhecimento de Deus e de si mesmo, cap. I, p.6) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi esse sentido que Joubert escreveu: </span><span id="more-18747"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>O amor e o temor. Tudo o que um pai de família diz aos seus deve respirar um e outro</em>&#8220;. (Pensamentos) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual é a influência do temor sobre a vontade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>O temor da polícia assusta o malfeitor; o temor dos castigos eternos impede o cristão de pecar até no recôndito do seu coração; o temor dos juízos humanos impõe a honestidade aqueles homens que a consciência, isoladamente, não poderia governar; o temor de desagradar aos olhos de Deus ou de macular a pureza das consciência leva as almas delicadas ao cumprimento dos próprios conselhos de perfeição</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(J.Guibert) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>O temor tempera as almas como o frio tempera o ferro. A criança que não tiver experimentado grandes temores, não deve ter grandes virtudes</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Joubert, pensamentos) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual é a influência do amor sobre a vontade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Para bem agir, é preciso ser sacudido e arrastado por um grande amor&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(J.Guibert) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santo Agostinho, dizia: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>O meu amor&#8230; é este o peso que me arrasta; para onde quer que eu vá, é sempre o amor que me leva&#8221; &#8211; Amor meus pondus meum, quocumque feror amore feror. (&#8230;)</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais os amores que mais impulsionam a vontade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; O amor de si próprio. &#8220;<em>Este amor inspira o instinto de conservação, o desejo de progredir, a coragem de se vencer pelo esforço e pelo progresso. Quem desconhece a força da ambição?&#8221;</em> (J.Guibert) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; O amor dos homens. Quando enche um coração, este amor &#8220;<em>leva ao desinteresse e à própria imolação: sacrifícios de tempo, de dinheiro, de paixões, da própria vida, nada parece custar por aqueles a quem se ama</em>&#8220;. (J.Guibert) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; O amor de Deus. &#8220;<em>É o mais poderoso, é o que tem feito mais heróis e mártires. A história da humanidade ensina-nos, com efeito, que o sentimento religioso é o mais profundo, o mais inextirpável, aquele que mais aproxima ou mais divide os homens, aquele que dobra com mais energia as vontades para o cumprimento do dever revelado pela consciência</em>&#8220;. (J.Guibert) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Se o sentimento desempenha uma tarefa tão importante e tão necessária na formação da vontade, quais são os meios de o exercitar?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há três principais, especificados por J.Guibert, que nos serve de guia neste pequeno estudo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º- A vida interior.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º- A influência do meio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º- A ação começada. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Como é que a vida interior excita o sentimento?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desta maneira: aquele que a pratica concentra-se, não para se contemplar, mas para ser senhor de si e recuperar todos os seus poderes; para se esclarecer à luz da razão e da fé; para se excitar ao dever e à virtude, ao amor de Deus e ao temor do Seu julgamento; e também para buscar, na oração e nos sacramentos, os socorros de que tem necessidade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual é a influência da vida interior?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Diz-nos a experiência que é entre os que se habituaram à vida interior que se recrutam os gênios e os santos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Perguntando-se um dia a Santo Inácio se estaria disposto a aceitar um sacrifício tão heróico como o do consentimento na supressão da sua Companhia, respondeu:</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8211; Precisaria dum bom quarto de hora de recolhimento para me conformar com isso</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(J.Guibert) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(&#8230;) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são as coisas que podem exercer uma influência funesta sobre nós e sobre os nossos filhos?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São as artes, os espetáculos, a música, etc. Mas é preciso evitar as representações imorais ou simplesmente livres, a música lasciva, os espetáculos perturbadores. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pelo contrário, é preciso dar à alma o alimento de que tem fome, contemplando belos quadros, executando boa música, assistindo a espetáculos tonificantes. [N.B: leituras que edificam] </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são os homens cujas relações devem ser procuradas?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São os homens de valor. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>O grande homem, quando se encontra ao vosso caminho, traz em si uma influência magnética á qual não escapareis, pelo menos se sois acessíveis aos sentimentos nobres</em>. <em>Não há método mais seguro para se tornar grande do que conviver com grandes homens cotados de bondade</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Blackie, A educação de si mesmo, p. 95) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Como influem os homens de valor?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; Influem pelos seus exemplos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E é a melhor eloquência. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>As palavras de Ambrósio interessavam Agostinho, mas não o arrastavam; para mover esta grande alma, era preciso o exemplo dos santos: Por que não hei de poder praticar o que este ou aquele puderam fazer&#8221;?</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(J.Guibert) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; Influem pela sua eloquência. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;&#8230; <em>felizes as almas que encontram no seu caminho homens capazes de as converterem pela palavra&#8221;.</em> (J.Guibert) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; Influem pela sua conversação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A conversação é uma comunhão de almas; quando as almas são grandes e belas, que fonte de consolações, de idéias nobres, de generosos desejos, de sublimes entusiasmos, que enriquecimento mútuo&#8230; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4º &#8211; Influem pelos seus escritos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O livro, é verdade, não tem o calor comunicativo da linguagem&#8230; mas, em compensação, é mais complacente, mais completo, mais universal. É preciso pois amar os livros, saber escolhê-los, não se agradar senão dos excelentes. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Quem ama os bons livros vive sempre no meio de almas nobres e de influências fortificantes&#8221;.</em> (J.Guibert) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>É verdade que a ação começada excita o sentimento e produz a força?</strong> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Não conheço outro segredo de amar senão amar&#8221;.</em> (São Francisco de Sales)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;É preciso começar pelos atos&#8221;.</em> (São Francisco de Sales)</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><em>Catecismo da Educação</em> &#8211; Abade René de Bethléem</span></strong></p>
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		<title>AS CONDIÇÕES DA FORMAÇÃO DA VONTADE</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jan 2020 14:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Abade René de Bethléem]]></category>

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		<description><![CDATA[Quais são as condições gerais da formação da vontade? Para as crianças, as condições gerais da formação da vontade são: Umas de preparação geral: 1º &#8211; A higiene apropriada ao bom funcionamento dos nervos. 2º &#8211; A criação dos hábitos. &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-condicoes-da-formacao-da-vontade/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><strong><img class="irc_mi aligncenter" src="https://aformacaodamocacatolica.files.wordpress.com/2013/09/299936_383005425118370_640888743_n.jpg" alt="Resultado de imagem para moça catolica" width="199" height="298" data-iml="1555810194781" />Quais são as condições gerais da formação da vontade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para as crianças, as condições gerais da formação da vontade são:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Umas de preparação geral:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; A higiene apropriada ao bom funcionamento dos nervos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; A criação dos hábitos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outras preparatórias da decisão:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; A iluminação da inteligência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4º &#8211; A docilidade para com a inteligência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outras preparatórias de execução:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">5º &#8211; A utilização do poder moral do sentimento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">6º &#8211; A energia da ação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outras preparatórias da perseverança:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">7º &#8211; A duração da decisão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">8º &#8211; A duração do esforço.<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Capítulo I</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>A higiene apropriada</strong> </span><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A higiene tem uma tarefa a desempenhar na formação da vontade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem entrar em particularidades, diremos somente que o sistema nervoso e o sistema muscular ocupam um lugar importante entre as energias que a vontade põe em jogo para passar da aspiração à realização.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Logo, a vontade depende deles do mesmo modo e da mesma medida que o operário depende do seu instrumento de trabalho.<br />
</span><span id="more-16271"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Como poderá a higiene desempenhar a sua tarefa?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>O organismo será tanto mais condescendente quanto mais inteligentemente for tratado</em>.” (J.Guibert, ob. Cit., p.29)<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A alimentação, a digestão, os exercícios corporais influem sobre a saúde geral, sobre a composição e circulação do sangue, e atuam, portanto, necessariamente, sobre o sistema nervoso.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A higiene deve cuidar da alimentação, eliminar as causas de perturbações, tornar os músculos flexíveis para fazer do organismo um servidor dócil à disposição da vontade, não um tirano imperioso que contrarie todas as decisões.<br />
</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Capítulo II</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">A criação dos bons hábitos</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Que é hábito?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O hábito é “<em>uma tendência adquirida pelo ser vivente para reproduzir certos atos, ou suportar certos estados, tanto mais facilmente quanto mais vezes tenham sido</em> <em>suportados”. </em>(F.Buisson. Educação da vontade, t. I,p. 18)<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O hábito é uma segunda natureza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O hábito, para merecer tal nome, deve ser constante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A importância do hábito<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual é a importância do hábito?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É imensa.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para podermos fazer uma idéia, consideremos sucessivamente a sua influência no sentido do mal e a sua influência no sentido do bem.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual é a importância dos maus hábitos?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os maus hábitos contraem-se mais facilmente e mais depressa que os bons, “<em>porque o mal, considerado em si mesmo, é a inclinação da nossa natureza, e, pelo que ele tem de revolta contra Deus, é a tendência do nosso estado de queda moral</em>”. (Monfat, Os verdadeiros princípios da educação, p. 74).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cada ato mau diminui a força do bem.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Quanto mais pecados, tanto mais golpes de machado na raiz; por isso, a árvore não se pode sustentar por muito tempo; inclina-se pelos seus hábitos viciosos; as menores tentações fazem-na vacilar. Os movimentos mais leves imprimem-lhe uma inclinação cada vez mais perigosa</em>.” (Bossuet, Sermão para o III domingo do Advento, 1º capítulo. São Paulo, II Timo, 11,26).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os maus hábitos convertem-se em tiranias. A alma, por causa deles, sofre o jugo de maus senhores “<em>que a mantêm cativa e a fazem agir à sua vontade</em>”.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; Os bons hábitos são outras tantas “naturezas felizes” que facilitam a virtude; que constituem um entusiasmo quase irresistível para o bem; que impedem o desabrochar e desenvolvimento dos defeitos; que geram a felicidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; A criança a quem se fazem contrair bons hábitos segue, com facilidade e espontaneidade, o caminho da virtude; os seus pais pouquíssimas vezes têm que intervir; só muito raramente têm que repreender e punir. É para todos um alívio e a felicidade. Portanto, toda a educação se baseia nos bons hábitos que as crianças tenham sido obrigadas a contrair.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os meios a empregar para se fazer contrair um hábito</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Qual é a primeira regra a seguir para fazer contrai bons hábitos às crianças?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É a de começar cedo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há deste método duas vantagens:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1ª – A primeira é que a criança muito nova depressa adquire hábitos, ao passo que, numa idade mais avançada, opõe resistências físicas e morais quase invencíveis.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2ª – A segunda é que, quando se começa cedo, os bons hábitos superam os hábitos maus, o que é duma importância capital.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual é a segunda regra a seguir para fazer contrair bons hábitos às crianças?</strong></span><br />
<span style="color: #000000;"> É a de obrigar as crianças a praticarem as mesmas ações sempre da mesma maneira e à mesma hora, se for possível. A alteração lança a confusão nas idéias e produz a hesitação nos atos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual é a terceira regra?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É a de fazer repetir muitas vezes os mesmos atos. Se a ação não se repetir, a modificação da alma não adquire essa fixidez que é a condição do hábito.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qual é a quarta regra?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É a de obrigar a praticar as ações com atenção. (Há, simultâneamente, em muitos atos, um lado material que poderia sem inconvenientes conservar-se automático, e um lado intelectual, moral e sobrenatural que exige, para ter algum valor, uma parcela de atenção positiva.)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; Sem este cuidado, o hábito degenera em rotina e deixa de ser completamente bom.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; Demais, como se faz sempre de boa vontade aquilo que se faz bem, a fidelidade a esta quarta regra constituirá para a criança uma garantia de perseverança que mais facilitará a tarefa dos pais.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quais são os hábitos que se podem obrigar a contrair com utilidade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São: o bom caráter; a sinceridade; a ordem; a probidade; o espírito de sacrifício.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Catecismo da educação</em> &#8211; Abade René de Bethléem</span></p>
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