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	<title>DOMINUS EST &#187; Cardeal Billot</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>SÉRIE &#8220;CRISE NA IGREJA&#8221; &#8211; EPISÓDIO 5: LIBERALISMO &#8211; O QUE É? LEÃO XIII E CARDEAL BILLOT</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/serie-crise-na-igreja-episodio-5-liberalismo-o-que-e-leao-xiii-e-cardeal-billot/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 Jun 2025 13:33:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Cardeal Billot]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Leão XIII]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta semana, damos novamente as boas-vindas ao Pe. Steven Reuter. Aprenderemos mais sobre o liberalismo, sob o olhar de um dos maiores pontífices dos últimos dois séculos, o Papa Leão XIII, e sua condenação do liberalismo em sua encíclica &#8220;Libertas&#8221;. &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/serie-crise-na-igreja-episodio-5-liberalismo-o-que-e-leao-xiii-e-cardeal-billot/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta semana, damos novamente as boas-vindas ao Pe. Steven Reuter. Aprenderemos mais sobre o liberalismo, sob o olhar de um dos maiores pontífices dos últimos dois séculos, o Papa Leão XIII, e sua condenação do liberalismo em sua encíclica &#8220;Libertas&#8221;. Também aprenderemos mais sobre o Cardeal Billot, que falou abertamente sobre o liberalismo e, até 2020 (ano do vídeo), foi o último cardeal a renunciar ao cargo. Além disso, descobriremos por que 1927 foi um ano tão fascinante na Cidade Eterna de Roma.</span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/ZYHL27HVgAk?si=dKVTlPPHivrrqsaF" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>EXCELENTE TEXTO PARA RELEITURA: AS SETE IGREJAS E AS SETE IDADES</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Dec 2019 14:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cardeal Billot]]></category>

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		<description><![CDATA[O Apocalipse relata o estado das sete igrejas da Ásia, para as quais São João teve de escrever, com o fim de lhes comunicar advertências para sua salvação. Ora, as sete igrejas figuram as sete épocas ou sete idades da &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/excelente-texto-para-releitura-as-sete-igrejas-e-as-sete-idades/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;"><img class="wp-image-4665 alignright" src="http://www.catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/05/sete-890x1024.jpg" alt="sete" width="244" height="278" />O Apocalipse relata o estado das sete igrejas da Ásia, para as quais São João teve de escrever, com o fim de lhes comunicar advertências para sua salvação. Ora, as sete igrejas figuram as sete épocas ou sete idades da Igreja universal, desde a Ascensão do Senhor até o Segundo Advento. Todas se denominam por nomes místicos que designam profeticamente o traço característico de cada uma das épocas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">A primeira igreja é a de<strong> EFÉSIO</strong> (2, 1-7). Em grego, Efésio significa <em>impulso</em>, o princípio da expansão ou do direcionamento a uma finalidade. Esse nome convém à idade apostólica, pois que os apóstolos pregaram por todo o mundo, com crescente êxito, após receberem o sopro impetuoso do Espírito Santo; Deus os ajudava, confirmando suas palavras com sinais. Mas a advertência epistolar convém igualmente, nesta época de que falamos, aos falsos apóstolos mencionados amiúde por São Paulo, e à seita dos nicolaítas, fonte primeva do gnosticismo impuro, criada por um dos sete primeiros diáconos.<em>Escrito ao anjo a Igreja de Éfeso:</em> <em>Conheço tuas obras e teu trabalho… tu provaste os que se declaravam apóstolos e não o eram, apanhaste-os em mentira… Contudo, tens em testemunho de teu fervor o ódio pela obras dos Nicolaítas, obras que eu também odeio etc</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">A segunda igreja é a de <strong>ESMIRNA</strong> (2, 8-11). Este termo designa a mirra, e também a idade durante a qual, em razão da crueldade das perseguições e da grande amargura das tribulações, se cumpriu na Igreja o que predissera a boca profética: <em>a mirra caiu gota a gota de minhas mãos, e meus dedos estão cheios da mais excelente mirra</em> (Ct 5, 5). Por isso, afirma o anjo à igreja de Esmirna: <em>Eis que o diabo vai lançar alguns dentre vós no cárcere, para vos pôr à prova, e vossa aflição durará dez dias</em>, significando claramente as dez perseguições gerais.</span><span id="more-4664"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">A terceira igreja é a de <strong>PÉRGAMO</strong> (2, 12-17). Célebre por sua literatura profana, Pérgamo é a cidade que deu origem ao pergaminho, batizando-o com seu nome. Quando alguém se refere à “pele de Pérgamo”, mais conhecida sob o nome de pergaminho, logo vem ao espírito os livros publicados e os embates e controvérsias travados com a pluma. Corresponde a igreja de Pérgamo à terceira idade, à época de Constantino, em que cessaram as perseguições cruéis aos santos e doutores, e se propagaram também as grandes heresias que satã perpetrara – os arianos, os maniqueus, os pelagianos, os nestorianos etc.. Deus suscitou grandes homens para defender a verdade, homens dignos de eterna memória: Atanásio, Basílio, Gregório Nazianseno, Ambrósio, Jerônimo, Agostinho, os dois Cirilos, e muitos outros ainda, que ilustraram magnificamente a fé católica em seus escritos. Logo, é de justiça que Pérgamo represente a terceira idade. É de justiça que se enviasse a advertência ao anjo desta igreja que, apesar de louvada pela constância da fé, está de contínuo exposta a grandes perigos, visto que habita na sé do trono de satã, havendo de se defender do sítio das doutrinas heréticas: <em>Escrito ao anjo da igreja de Pérgamo: eu sei que habitais na sé do trono de satã, e que preservastes meu nome e não renegastes a fé etc..</em></span><span id="more-18404"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Em quarto lugar, sucede à igreja de Pérgamo a de <strong>TIATIRA</strong> (2, 18-29). Esta palavra significa esplendor do triunfo e solenidade pomposa, tendo origem nas festas celebradas em honra de Baco, e depois empregada para designar toda e qualquer festa ou desfile triunfal. Logo, a igreja de Tiatira representa a quarta idade, iniciada sob Carlos Magno, com a instituição do Sacro Império Romano, cuja duração exprimira o número milenar (de 800 a 1800). A instituição do Sacro Império Romano sela a subordinação da sociedade temporal à espiritual, a coroação da organização social de Nosso Senhor Jesus Cristo, predita por Isaías: <em>De pé, Jerusalém, que brilha tua glória! Eis que vem tua luz, e a glória do Senhor se eleva sobre ti… As nações marcharão em direção à luz, e os reis à claridade de tua aurora… Sucederás a nata das nações, sucederás ao púbere dos reis, e saberás que eu, o Senhor, sou teu salvador, e que teu redentor é o Forte de Israel</em> (Is 60, 1,3 e 16). A profecia corresponde às festas solenes, ao fulgor do triunfo e, geralmente, a tudo que diz respeito a esta época: <em>Ao anjo da igreja de Tiatira escreveu: Conheço tuas obras, teu amor, tua fé, tua boa vontade; são tuas últimas obras mais abundantes que as primeiras.</em> Entretanto, não faltaram maus, pois que o mistério de iniqüidade está sempre com as mãos à obra e, enquanto durar a vida presente, o triunfo da Igreja Militante não será maior do que convém. Na figura de Jezabel se anunciam os cismas funestos e as heresias que assolaram, nesta época, a Cidade de Deus, por exemplo, o cisma dos gregos no séc. XI, a heresia dos albigenses no séc. XII, e sobretudo a impiedade dos protestantes no séc. XVI, data a partir da qual o império cristão entra em decadência, se preparando a pouco e pouco, sem que ninguém percebesse, a idade da Revolução.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Por isso, teve fim Tiatira, sucedendo-lhe a quinta igreja, a de <strong>SARDES</strong> (3, 1-6). Sem dúvida, Sardes é a célebre cidade da Lídia, onde reina Crésus. Ela sugere assim a abundância de ouro e prata, de riquezas seculares a excitar as paixões, a ostentação e a prosperidade material.  Daí, o que se refere a essa igreja sabe à decadência. Por todos os lados, vê-se a defecção, a apostasia; são poucos os que conservam a fé em Jesus Cristo, enquanto muitos se afastam da religião. <em>Em Sardes, existem pessoas que não mancharam seus vestidos</em>. E ainda<em>: passas por vivo, mas estás morto!</em>  Passas por vivo, já que possuis a ciência, a liberdade, a civilização e o progresso; mas estás morto e te assentas nas trevas, à sombra da morte, pois que rejeitas a luz da vida, o Cristo Senhor. Por tal razão, disseram ao anjo desta igreja: <em>Sede vigilante, e confirmai os que iam morrer</em>, ordenando-lhe instantemente de continuar fiel aos ensinamentos dos santos apóstolos, e de não se afastar muito, sob o pretexto duma melhor compreensão, do sentir comum dos santos padres<em>. Recorda-te de como escutaste e recebeste: guarda-o e comunica-o</em>. Eis o que respeita à quinta idade. Mas o que se segue é mais animador.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Após a igreja de Sardes, surgiria a sexta igreja, a de <strong>FILADÉLFIA</strong> (3, 7-13). Tudo que se diz dela é bom, sobretudo por causa da chegada do momento capital, o mais insigne e singular dos todos os momentos desde o começo da história até os dias de hoje: a conversão em massa dos judeus, e sua entrada na Igreja dos gentios, de sorte que povos até então separados por um muro claustral tornam-se um só povo, servo do Cristo – assim, Jacó se reconcilia do Esaú, e Isaque com Ismael, conforme predissera o Apóstolo (Rm 25-32).  Daí denominarem esta igreja de Filadélfia, que quer dizer amor aos irmãos ou reconciliação dos irmãos. <em>Se sua queda </em>(refere-se aos judeus)<em> foi a riqueza do mundo, que não será seu resgate em massa… Se sua recusa foi a reconciliação do mundo, que será sua reintegração, senão a ressurreição dos mortos?</em> (Rm 11, 12; 15). Quando vier este tempo, deve-se esperar uma admirável expansão da vida cristã em todo o mundo, a insigne vitória do Cristo e da Igreja sobre a Revolução subjugada. Subjugada, disse eu, não destruída; sob a batuta de satã, a Revolução neste entrementes recupera suas forças e inflama-se de intenso furor, aprestando-se para a batalha, para a guerra definitiva contra seu adversário, o Cristo. Daí o aviso ao anjo da igreja de Filadélfia sobre a proximidade da hora da provação,<em> que vai se abater sobre todo o mundo, para provar os habitantes da terra.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Assim, resta a sétima e última igreja, a de <strong>LAODICÉIA</strong> (3, 14-22). Laodicéia significa <em>julgamento dos povos</em>, indicando com clareza a época da consumação do séculos, quando o Cristo virá por sobre as nuvens do céu para julgar os vivos e os mortos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">As considerações acerca das sete igrejas do Apocalipse, ou as sete idades da Igreja do Cristo, amigo leitor, talvez não te pareçam improváveis! Concluímos que a idade em que vivemos é a quinta – a idade da defecção, da apostasia e do liberalismo, idade medianeira entre Tiatira e Filadélfia, entre o fim do Sacro Império Romano e a renovação, que o Apóstolo não hesita em comparar à <em>ressurreição dos mortos</em> (Rm 11, 15). Tomara nossa interpretação não se afaste da verdade! Em meio ao males presentes – tão numerosos e graves – de que padecemos, ela faz-nos nascer a esperança da restauração futura (se se pode falar assim) e da contra-revolução.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">[…]</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Busquemos pois o Reino de Deus e sua justiça, não desprezando o mais a que devemos prestar atenção, nem esquecendo que é possível aplicar à influência salutar a Igreja o que já se escreveu sobre a piedade: ela é a todos útil, tendo em si a promessa de vida, presente e futura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span style="font-size: 11pt;">Cardeal Billot</span></em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/as-sete-igrejas-e-as-sete-idades/">Publicado em nosso blog em 05/16</a></span></p>
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		<title>AS SETE IGREJAS E AS SETE IDADES</title>
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		<pubDate>Mon, 16 May 2016 13:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Sagradas Escrituras]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Cardeal Billot]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/05/sete.jpg"><img class="alignleft  wp-image-4665" src="http://www.catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/05/sete-890x1024.jpg" alt="sete" width="244" height="278" /></a>O Apocalipse relata o estado das sete igrejas da Ásia, para as quais São João teve de escrever, com o fim de lhes comunicar advertências para sua salvação. Ora, as sete igrejas figuram as sete épocas ou sete idades da Igreja universal, desde a Ascensão do Senhor até o Segundo Advento. Todas se denominam por nomes místicos que designam profeticamente o traço característico de cada uma das épocas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A primeira igreja é a de<strong> EFÉSIO</strong> (2, 1-7). Em grego, Efésio significa <em>impulso</em>, o princípio da expansão ou do direcionamento a uma finalidade. Esse nome convém à idade apostólica, pois que os apóstolos pregaram por todo o mundo, com crescente êxito, após receberem o sopro impetuoso do Espírito Santo; Deus os ajudava, confirmando suas palavras com sinais. Mas a advertência epistolar convém igualmente, nesta época de que falamos, aos falsos apóstolos mencionados amiúde por São Paulo, e à seita dos nicolaítas, fonte primeva do gnosticismo impuro, criada por um dos sete primeiros diáconos.<em>Escrito ao anjo a Igreja de Éfeso:</em> <em>Conheço tuas obras e teu trabalho&#8230; tu provaste os que se declaravam apóstolos e não o eram, apanhaste-os em mentira&#8230; Contudo, tens em testemunho de teu fervor o ódio pela obras dos Nicolaítas, obras que eu também odeio etc</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A segunda igreja é a de <strong>ESMIRNA</strong> (2, 8-11). Este termo designa a mirra, e também a idade durante a qual, em razão da crueldade das perseguições e da grande amargura das tribulações, se cumpriu na Igreja o que predissera a boca profética: <em>a mirra caiu gota a gota de minhas mãos, e meus dedos estão cheios da mais excelente mirra</em> (Ct 5, 5). Por isso, afirma o anjo à igreja de Esmirna: <em>Eis que o diabo vai lançar alguns dentre vós no cárcere, para vos pôr à prova, e vossa aflição durará dez dias</em>, significando claramente as dez perseguições gerais.</span><span id="more-4664"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A terceira igreja é a de <strong>PÉRGAMO</strong> (2, 12-17). Célebre por sua literatura profana, Pérgamo é a cidade que deu origem ao pergaminho, batizando-o com seu nome. Quando alguém se refere à “pele de Pérgamo”, mais conhecida sob o nome de pergaminho, logo vem ao espírito os livros publicados e os embates e controvérsias travados com a pluma. Corresponde a igreja de Pérgamo à terceira idade, à época de Constantino, em que cessaram as perseguições cruéis aos santos e doutores, e se propagaram também as grandes heresias que satã perpetrara – os arianos, os maniqueus, os pelagianos, os nestorianos etc.. Deus suscitou grandes homens para defender a verdade, homens dignos de eterna memória: Atanásio, Basílio, Gregório Nazianseno, Ambrósio, Jerônimo, Agostinho, os dois Cirilos, e muitos outros ainda, que ilustraram magnificamente a fé católica em seus escritos. Logo, é de justiça que Pérgamo represente a terceira idade. É de justiça que se enviasse a advertência ao anjo desta igreja que, apesar de louvada pela constância da fé, está de contínuo exposta a grandes perigos, visto que habita na sé do trono de satã, havendo de se defender do sítio das doutrinas heréticas: <em>Escrito ao anjo da igreja de Pérgamo: eu sei que habitais na sé do trono de satã, e que preservastes meu nome e não renegastes a fé etc..</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em quarto lugar, sucede à igreja de Pérgamo a de <strong>TIATIRA</strong> (2, 18-29). Esta palavra significa esplendor do triunfo e solenidade pomposa, tendo origem nas festas celebradas em honra de Baco, e depois empregada para designar toda e qualquer festa ou desfile triunfal. Logo, a igreja de Tiatira representa a quarta idade, iniciada sob Carlos Magno, com a instituição do Sacro Império Romano, cuja duração exprimira o número milenar (de 800 a 1800). A instituição do Sacro Império Romano sela a subordinação da sociedade temporal à espiritual, a coroação da organização social de Nosso Senhor Jesus Cristo, predita por Isaías: <em>De pé, Jerusalém, que brilha tua glória! Eis que vem tua luz, e a glória do Senhor se eleva sobre ti&#8230; As nações marcharão em direção à luz, e os reis à claridade de tua aurora&#8230; Sucederás a nata das nações, sucederás ao púbere dos reis, e saberás que eu, o Senhor, sou teu salvador, e que teu redentor é o Forte de Israel</em> (Is 60, 1,3 e 16). A profecia corresponde às festas solenes, ao fulgor do triunfo e, geralmente, a tudo que diz respeito a esta época: <em>Ao anjo da igreja de Tiatira escreveu: Conheço tuas obras, teu amor, tua fé, tua boa vontade; são tuas últimas obras mais abundantes que as primeiras.</em> Entretanto, não faltaram maus, pois que o mistério de iniqüidade está sempre com as mãos à obra e, enquanto durar a vida presente, o triunfo da Igreja Militante não será maior do que convém. Na figura de Jezabel se anunciam os cismas funestos e as heresias que assolaram, nesta época, a Cidade de Deus, por exemplo, o cisma dos gregos no séc. XI, a heresia dos albigenses no séc. XII, e sobretudo a impiedade dos protestantes no séc. XVI, data a partir da qual o império cristão entra em decadência, se preparando a pouco e pouco, sem que ninguém percebesse, a idade da Revolução.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por isso, teve fim Tiatira, sucedendo-lhe a quinta igreja, a de <strong>SARDES</strong> (3, 1-6). Sem dúvida, Sardes é a célebre cidade da Lídia, onde reina Crésus. Ela sugere assim a abundância de ouro e prata, de riquezas seculares a excitar as paixões, a ostentação e a prosperidade material.  Daí, o que se refere a essa igreja sabe à decadência. Por todos os lados, vê-se a defecção, a apostasia; são poucos os que conservam a fé em Jesus Cristo, enquanto muitos se afastam da religião. <em>Em Sardes, existem pessoas que não mancharam seus vestidos</em>. E ainda<em>: passas por vivo, mas estás morto!</em>  Passas por vivo, já que possuis a ciência, a liberdade, a civilização e o progresso; mas estás morto e te assentas nas trevas, à sombra da morte, pois que rejeitas a luz da vida, o Cristo Senhor. Por tal razão, disseram ao anjo desta igreja: <em>Sede vigilante, e confirmai os que iam morrer</em>, ordenando-lhe instantemente de continuar fiel aos ensinamentos dos santos apóstolos, e de não se afastar muito, sob o pretexto duma melhor compreensão, do sentir comum dos santos padres<em>. Recorda-te de como escutaste e recebeste: guarda-o e comunica-o</em>. Eis o que respeita à quinta idade. Mas o que se segue é mais animador.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após a igreja de Sardes, surgiria a sexta igreja, a de <strong>FILADÉLFIA</strong> (3, 7-13). Tudo que se diz dela é bom, sobretudo por causa da chegada do momento capital, o mais insigne e singular dos todos os momentos desde o começo da história até os dias de hoje: a conversão em massa dos judeus, e sua entrada na Igreja dos gentios, de sorte que povos até então separados por um muro claustral tornam-se um só povo, servo do Cristo – assim, Jacó se reconcilia do Esaú, e Isaque com Ismael, conforme predissera o Apóstolo (Rm 25-32).  Daí denominarem esta igreja de Filadélfia, que quer dizer amor aos irmãos ou reconciliação dos irmãos. <em>Se sua queda </em>(refere-se aos judeus)<em> foi a riqueza do mundo, que não será seu resgate em massa&#8230; Se sua recusa foi a reconciliação do mundo, que será sua reintegração, senão a ressurreição dos mortos?</em> (Rm 11, 12; 15). Quando vier este tempo, deve-se esperar uma admirável expansão da vida cristã em todo o mundo, a insigne vitória do Cristo e da Igreja sobre a Revolução subjugada. Subjugada, disse eu, não destruída; sob a batuta de satã, a Revolução neste entrementes recupera suas forças e inflama-se de intenso furor, aprestando-se para a batalha, para a guerra definitiva contra seu adversário, o Cristo. Daí o aviso ao anjo da igreja de Filadélfia sobre a proximidade da hora da provação,<em> que vai se abater sobre todo o mundo, para provar os habitantes da terra.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, resta a sétima e última igreja, a de <strong>LAODICÉIA</strong> (3, 14-22). Laodicéia significa <em>julgamento dos povos</em>, indicando com clareza a época da consumação do séculos, quando o Cristo virá por sobre as nuvens do céu para julgar os vivos e os mortos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As considerações acerca das sete igrejas do Apocalipse, ou as sete idades da Igreja do Cristo, amigo leitor, talvez não te pareçam improváveis! Concluímos que a idade em que vivemos é a quinta – a idade da defecção, da apostasia e do liberalismo, idade medianeira entre Tiatira e Filadélfia, entre o fim do Sacro Império Romano e a renovação, que o Apóstolo não hesita em comparar à <em>ressurreição dos mortos</em> (Rm 11, 15). Tomara nossa interpretação não se afaste da verdade! Em meio ao males presentes – tão numerosos e graves &#8211; de que padecemos, ela faz-nos nascer a esperança da restauração futura (se se pode falar assim) e da contra-revolução.[1]</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[&#8230;]</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Busquemos pois o Reino de Deus e sua justiça, não desprezando o mais a que devemos prestar atenção, nem esquecendo que é possível aplicar à influência salutar a Igreja o que já se escreveu sobre a piedade: ela é a todos útil, tendo em si a promessa de vida, presente e futura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Cardeal Billot</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Fonte: Prophéties de l’Histoire, Éditions L’Homme Nouveau</em></span></p>
<p><em>Tradução: <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5449">Permanência</a></strong></span></em></p>
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