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	<title>DOMINUS EST &#187; Contracepção</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>ABORTO E CONTRACEPÇÃO – VÍDEOS DA FSSPX PORTUGAL</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Oct 2018 15:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesta palestra da Universidade de Verão FSSPX 2018 o Revmo Pe. Carlos Mestre aborda os perigos das ideologias abortistas e contraceptivas.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Nesta palestra da Universidade de Verão FSSPX 2018 o Revmo Pe. Carlos Mestre aborda os perigos das ideologias abortistas e contraceptivas.<br />
<span style="color: #000000;"> <iframe src="https://www.youtube.com/embed/CS6u1EGVB1E" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></span></p>
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		<title>DOUTRINAS ANTICONCEPCIONAIS &#8211; STOP</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2016 19:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Jean Viollet]]></category>

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		<description><![CDATA[STOP Aqueles que julgam que o instinto materno é bastante forte para resistir as propagandas neomaltusianas e que a mulher não perderá nunca o prazer de se tornar mãe, iludem-se fortemente sobre o poder desse instinto. O que é verdade para &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/doutrinas-anticoncepcionais-stop/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/04/contr.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4579" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/04/contr.jpg" alt="contr" width="281" height="179" /></a>STOP</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Aqueles que julgam que o instinto materno é bastante forte para resistir as propagandas neomaltusianas e que a mulher não perderá nunca o prazer de se tornar mãe, iludem-se fortemente sobre o poder desse instinto.</strong> O que é verdade para o animal, o qual se entrega às exigências da natureza, não o é para o homem, que vive à procura de meios para escapagar às exigências da vida quando elas lhe parecem penosas de suportar. <strong>A natureza humana se deixa facilmente corromper por doutrinas que a convidam ao prazer e a se esforçar menos.</strong><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><strong>Quanto mais se expandirem as doutrinas anticoncepcionais, menor será o número de mulheres bastante corajosas que aceitarão os deveres da maternidade e os sacrifícios consequentes desses deveres</strong></strong>. <strong>Não se pode servir a dois senhores, disse Jesus; a mulher não pode, de maneira alguma, render-se ao mesmo tempo à vontade de gozar a vida e ao desejo de ser mãe.</strong> De resto, os fatos aí estão: quantas mulheres existem, nessa sociedade moderna saturada de doutrinas neomaltusianas, que vivem à espreita, não do momento oportuno para se entregarem à maternidade, mas justamente <strong>acata de métodos que a impeçam de ser mãe, somente por egoísmo e por medo dos sofrimentos</strong>?</span><br />
<span id="more-4586"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>É um verdadeiro escândalo ver-se todos os dias, nos tempos que correm, os propagandistas das doutrinas anti-familiares declararem que as doutrinas que defendem estão de acordo com os preceitos de ordem moral e tem como conseqüência aproximar cada vez mais o esposo de sua esposa, tornando a vida do casal mais franca e mais íntima. A realidade inflinge a esses propagandistas o mais cruel e o mais triste dos desmentidos.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Da mesma maneira que o divórcio multiplica os maus casamentos, <strong>a difusão das doutrinas anticoncepcionais multiplicará o deboche</strong>. Restringindo, ou melhor, suprimindo as responsabilidades familiares, rebentam-se os diques que  retêm a humanidade nas fronteiras da imoralidade e abre-se uma porta aos mais baixos instintos da animalidade. Não foi sem cálculo que encobriram a propaganda neomatusiana com o pretexto dos interesses sanitários e morais da raça, <strong>e seu fim natural não será nem mais nem menos do que a difusão da licenciosidade e, por conseqüência, a perversão sexual.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O casamento</em> &#8211; Cônego Jean Viollet</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fonte: <a href="http://www.agrandeguerra.com/2009/09/doutrinas-anti-concepcionais-stop.html">A Grande Guerra</a></span></p>
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		<title>OS FALSOS MOTIVOS PARA A CONTRACEPÇÃO</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Mar 2016 19:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Contracepção]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Álvaro Negromonte]]></category>

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		<description><![CDATA[Este post é continuação do: NEO-MALTUSIANISMO – UM GRANDE GOLPE DO INIMIGO *************************** São insubsistentes os motivos com que pretendem justificar-se os fraudadores. Examinemos alguns dos mais comuns. 1) Situação econômica  Autoriza a continência periódica desde que seja real. Nunca autorizará um &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/os-falsos-motivos-para-a-contracepcao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><img class=" alignleft" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/09/image008.jpg" alt="image008" /></strong><span style="color: #000000;">Este post é continuação do:</span> <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/neo-maltusianismo-um-grande-golpe-do-inimigo/">NEO-MALTUSIANISMO – UM GRANDE GOLPE DO INIMIGO</a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">***************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São insubsistentes os motivos com que pretendem justificar-se os fraudadores. Examinemos alguns dos mais comuns.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><u>1) Situação econômica</u></strong><u> </u></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Autoriza a continência periódica <strong>desde que seja real</strong>. Nunca autorizará um ato contra a natureza. Na verdade, os que argumentam com situação econômica são, em geral, os que melhor a desfrutam. Guilherme Schimidt chegou a estabelecer como uma tese que <strong><em>“o temor dos filhos é fruto da abundância, e não da necessidade”.</em></strong> Têm com que manter os próprios filhos e estão ainda obrigados em consciência a concorrer para as crianças pobres que vivem na miséria. Mas desejam uma vida cada vez mais burguesa, gozadores, impenitentes e insaciáveis.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Move-os a desmedida ambição da riqueza, a preocupação obsedante do luxo, a vaidade imbecil da ostentação</strong>. Aqueles, cuja situação econômica é deveras penosa, são os grandes procriadores em que se estaria a densidade demográfica, se o Estado acudisse à mortalidade infantil que dizima assustadoramente as classes proletárias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><u>2) Melhor educação aos filhos</u></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não consiste, porém, em colégios caros, vida folgada, estágios no estrangeiro, mimos excessivos, absoluta ociosidade servida à mão por serviçais bem pagos. Pelo contrário. Nada melhor para prejudicar a educação dos filhos! Como nada melhor para realizar uma boa educação doméstica e social do que o ambiente da família numerosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>3) Saúde da esposa</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quer o marido poupar a saúde da esposa, em prejuízo da consciência dela impondo-lhe sacrifícios morais, enchendo-a de remorsos, atribulando-lhe o coração cristão – contanto que ele não diminua a dose de prazeres sexuais! esta é a verdade. Sei de casos em que o “delicado” esposo, para poupar a cara metade, franzida e doentia, fê-la correr o risco de uma operação esterilizadora – quando o cavalheirismo (já não digo o amor) mandava conter-se, se fosse real o motivo alegado.</span><br />
<span id="more-4028"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já vimos que os processos anti-concepcionais são todos eles nocivos aos cônjuges, especialmente à esposa. Ao invés, a medicina diz que é na maternidade que se realiza plenamente o organismo feminino. A maternidade é necessária à saúde e ao desenvolvimento da mulher, diz o Dr.Pinard. A maternidade é uma função normal e fisiológica do organismo feminino, junta o Dr. Guchtencere. Podíamos alinhar dezenas de citações semelhantes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas não se trata somente do aspecto físico do problema. Igualmente importante é o lado psíquico. Os processos anti-concepcionais não são tão esterilizantes como parecem… Não geram filhos, mas geram perturbações nervosas. Alguns são unicamente responsabilizados pelos médicos como fonte de desequilíbrios psíquicos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<strong><em>O nervosismo da mulher contemporânea progride inquietadoramente dia a dia,</em></strong> escreve o Dr. Cattier em seu La <em>Procréation Humanine</em>.<strong><em> Eis um fato em que todos convêm… Já sabemos, agora, de modo seguro, que a causa do desequilíbrio da mulher reside muitas vezes na esfera genital. Deve-se perguntar se, na vida conjugal, os atos contra a lei natural e a lei fisiológica e principalmente as fraudes anti-concepcionais… não são as verdadeiras causas do desequilíbrio tantas vezes verificado</em></strong>“.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E ele conclui esta página dizendo:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>É banal repetir que a mulher foi feita para a maternidade. É para ela uma lei inelutável: procurando fugir-lhe, ela o faz sempre em prejuízo de sua saúde geral</em></strong>“.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O médico belga Schockaert (Mariage et Natalité) depois de acentuar os males orgânicos dos métodos neo-maltusianistas…, aponta os inconvenientes psíquicos: irritabilidade, irascibilidade, tristezas, emotividade, falta de energia e coragem, idéias de suicídio. Os estados de angústia se acentuam quando a mulher é católica – <strong>o que quase sempre acontece entre nós, o estado de pecado a abate; o remorso a tortura; o pensamento da morte a apavora. Vive sobressaltada. Repelida (dos Sacramentos) da Confissão e da Eucaristia, sente-se diminuída, humilhada em face das companheiras piedosas, retrógrada espiritual em vista dos seus tempos de vida sacramental.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não sei como é possível preconizar o neo-maltusianismo em nome do bem-estar da esposa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><u>4) Ordem médica</u></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há um grave risco de vida com nova concepção, afirma o médico; e vai logo aconselhando a evitar filhos… Esses riscos graves são, em geral, muito fáceis em proclamá-los; mas a experiência mostra felizmente que eles são mais raros. A <strong>verdadeira medicina</strong>, em vez de secar a fonte da vida, cuja proteção e defesa é sua missão, tem feito precisamente diminuir os inevitáveis perigos que acompanham a maternidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os cuidados acépticos e anticépticos reduziram a porcentagem mínimas a mortalidade obstétrica. Há um século, Semmelweis estabelecia 10% de morte nestes casos; já hoje De Lee dá 1,5% (<strong>NB</strong>: a edição deste livro é de 1955). E que fossem os perigos frequentes; poderão os homens transtornar as leis naturais, mudar a natureza das coisas e sobrepor-se à vontade de Deus? Têm com que substituir a graça divina nas almas? Irão defender seus clientes no tribunal definitivo que decide da eternidade? Para o verdadeiro “é melhor morrer do que pecar”. As senhoras que morreram vítimas da maternidade, nos <strong>raros casos</strong> em que isto acontece, são verdadeiras heroínas, que não devem ser lastimadas, mas glorificadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São um exemplo, não apenas às outras senhoras, mas a todos os que só sabem cumprir deveres fáceis e se acovardarem diante do sacrifício. Mas, não esqueçamos de apontar o egoísmo gozador desses maridos: não sabem conter-se nem ante os riscos da vida da esposa! Ela é que deve sacrificar a consciência à sua fome de sexo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><u>5) A saúde dos filhos</u></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Têm sido franzinos ou subnormais. Há casos frequentes de degenerecência na família – máculas perigosas. Preferimos, sem dúvida, uma prole sadia. Mas a eugenia nunca poderá tornar lícitos processos imorais. Recorram à continência periódica; aos atos contra a natureza, nunca. Para quem sabe o que é a graça de Deus mais valem filhos doentios do que um só pecado mortal. Os cristãos, sem perderem de vista os cuidados científicos, procriam primeiramente para gerar filhos de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Chamamos a atenção para a solução simplista e apressada de certos médicos</strong>. Correm logo ao “remédio” anti-concepcional, em vez de buscarem os verdadeiros remédios. É assim quando se trata da saúde da esposa, é assim quando se trata da saúde dos filhos. Àquela cortam os riscos, desviando-a da maternidade; destes se descartam, eliminando-os… A ciência tem já hoje preciosos recursos para prevenir males hereditários: eles os desconhecem, ou não querem aplicá-los. A lei do menor esforço diminui, ao mesmo tempo, a necessidade dos estudos e… os clientes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, quem acompanha os progressos da pediatria, da psicoterapia, e vê como realizam verdadeiros prodígios os médicos e educadores conjugados, sabe quanto bem se pode fazer às crianças mal dotadas. Se isto não autoriza facilidades perigosas aos que vão contrair matrimônio, muito menos deve autorizar desrespeito às leis divinas e naturais aos que já o contraíram.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja reconhece as razões da verdadeira eugenia. Ainda a nova ciência não tinha organização e nome, e a Igreja já cuidava da saúde dos homens e exigia em consciência cuidados preciosos ao bem-estar da prole possível e nascitura. Nunca, porém, aprovará meios eugênicos que colidam com os princípios naturais em que se espelha a Razão Eterna, fonte imutável de toda a Moral.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Grande coisa é a saúde: muito mais importa a higidez espiritual</strong>. Na hierarquia de valores dos que se conservam fiéis à Moral mais vale a alma que o corpo, mais vale o espírito que os músculos, mais vale a virtude que a força. A humanidade cultura sábios e santos, que viveram em corpos fracos e doentios: o saber e a bondade deram-lhes auréola.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Venha a eugenia dentro da Moral. <strong>Cuide-se dos corpos, sem prejuízo das almas</strong>. <strong>Melhorem-se as condições físicas, sem detrimento das espirituais.</strong> Revigore-se a saúde, revigorando ainda mais a virtude. Que os cuidados higiênicos não sirvam para estabelecer o domínio dos instintos sobre o espírito. O progresso humano não deve ser medido pela resistência física mas pela inteligência e pela consciência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os que acreditam no espírito sabem que as disposições morais se transmitem aos filhos, tal como as físicas. <strong>E que mais precisamos de caracteres que de atletas</strong>. <strong>O grande mal dos nossos tempos, é que os homens estão ficando menos homens. Uma eugenia que procure melhorar a “raça”, em vez de elevar os homens, e que liberte as consciências dos preceitos espirituais para considerar as condições do “produto”, e que repute a geração humana condicionada exclusivamente às normas da higiene – equiparando a geração dos homens com a reprodução dos irracionais, está desservindo à civilização e fazendo retrogradar a humanidade.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A maior de todas as medidas eugênicas é a virtude</strong>. Os subprodutos humanos nascem da libertação dos instintos – que é o pecado. Da impureza vêm os sifilíticos; da embriaguez, os agitados – e assim por diante. Pois, em geral, os “eugenistas” são pregadores da liberdade sexual, e não se pejam de repetir que a castidade é impossível e até nociva. <strong>Acima das necessárias condições fisiológicas, venham as mais necessárias ainda condições morais!</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>6) É só por algum tempo…</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fosse por única vez!… É gravíssimo pecado mortal. E não se pode cometer um pecado que seja, mesmo que para salvar o mundo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As maternidades, em si, não são prejudiciais. Já vimos precisamente o contrário: são benéficas. E de modo geral não são tão frequentes que se tornem indesejáveis. A média apresentada pelas estastisticas é de um intervalo de dois anos no mínimo… Os primeiros filhos vêm mais próximos; os outros vão-se naturalmente espaçando. A própria amamentação é, em muitas senhoras, um óbice à concepção.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Restam os casos de excessiva fecundidade e de senhoras realmente fraquinhas – em que se pode recorrer à continência periódica.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nunca, porém, seria lícito, por nenhum motivo, seja para que for, recorrer a processos pecaminosos. Só os que desconhecem o que seja o pecado, os que calejaram a pobre consciência, ou os que perderam a fé e o santo temor de Deus, poderão apelar para o pecado mortal, mesmo que fosse uma só vez na vida. E os que não entendem esta linguagem não são dignos do reino do céu.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>7) Já tem a “família normal”</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isto é, os três filhos de que falam os sociológos e economistas. Mas esta linguagem não tem sentido em moral. Em moral cada ato fraudado é contrário à natureza e à vontade de Deus. Tanto faz ter dez filhos como não ter nenhum. Trata-se de um ato intrinsecamente mau que nenhuma razão poderá jamais contestar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os que se detêm no segundo ou no terceiro filho cortam o passo à felicidade, mesmo natural. Interessantes pesquisas sobre a felicidade conjugal determinam que as famílias com muitos filhos são mais felizes. Têm mais com quem compartilhar os sacrifícios e mais a quem proporcionar alegrias. Têm menos preocupações absorventes e assustadoras. A perda de um filho é sempre dolorosa, é naturalmente compensada pelos que ficam. Eis mais um castigo da própria natureza aos que calculam contra ela!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>8) A intolerância da Igreja</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aliás, não se trata de uma doutrina da Igreja propriamente dita. Trata-se de uma lei natural, que a Igreja não poderá jamais modificar, nem modificará. Esta sagrada intransigência só pode honrá-la. <strong>Enquanto os bispos anglicanos (protestantes dos mais conservadores) autorizam o desrespeito às leis naturais, a Igreja mantém-se inabalável como a rocha em que Cristo a firmou. Enganam-se os que pensam que ela venha um dia a ceder nesta matéria.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A própria Bíblia é positiva, quando afirma que Onam “<em>fazia uma coisa detestável</em>” porque, quando se unia à esposa, “<em>impedia que ela concebesse</em>“. E a severidade do castigo indica a gravidade da falta: “<em>E por isto o Senhor o feriu de morte</em>” (Gen. 38,10). De resto, contam pouco com a Igreja os cônjuges neo-maltusianos…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>9) Não casou para a continência</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É frequente este argumento na boca dos maridos. Laboram num engano: pensam que o casamento não exige continência. Exige, e não pequena. O nascimento de um filho exige de um marido decente o mínimo de dois meses de continência. Como o guardará, se não é capaz de conter-se uns poucos dias cada mês? Argumentando assim, ele justificará a infidelidade nas ausências ou enfermidades da esposa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não se casou para a continência absoluta, certo; casou-se, porém, para a continência conjugal, talvez ainda mais penosa. A esses maridos árdegos e sôfregos perguntaremos:  Casaram-se, acaso, para o pecado? Ou pensam que o matrimônio dá-lhes alvará de licenciosidade conjugal?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Noivos e esposos</em> – Pe. Álvaro Negromonte</span></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>NEO-MALTUSIANISMO – UM GRANDE GOLPE DO INIMIGO</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Mar 2016 15:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Pe. Álvaro Negromonte]]></category>

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		<description><![CDATA[“Qualquer uso do matrimônio, em que pela malícia humana, o ato seja destituído da sua natural virtude geradora, é contra a lei de Deus e da natureza, e aqueles que ousem cometer esses atos tornam-se réus de culpa grave”. (Encíclica &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/neo-maltusianismo-um-grande-golpe-do-inimigo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/09/CONTRA.jpg"><img class="wp-image-463 aligncenter" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/09/CONTRA-1024x714.jpg" alt="CONTRA" width="408" height="287" /></a><span style="color: #000000;">“Qualquer uso do matrimônio, em que pela malícia humana, o ato seja destituído da sua natural virtude geradora, é contra a lei de Deus e da natureza, e aqueles que ousem cometer esses atos tornam-se réus de culpa grave”. (Encíclica Casti Connubii – Papa Pio XI)</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os erros vêm de longe quando atingem o terreno moral.  O individualismo racionalista tem velhas raízes. A Renascença iniciou muita desgraça, que os erros acumulados foram alastrando. A Reforma protestante, sendo também  um fruto, inclinou ainda mais rapidamente, caindo em abismos. O Comunismo é o último deles – e não sabemos se é possível virem outros piores. Do individualismo religioso do frade apóstata sairia facilmente o individualismo pedagógico e político de Rousseau ou o individualismo econômico de Adam Smith.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outros individualismos viriam. Ou melhor novas formas e aplicações do mesmo sistema, em que o indivíduo se coloca no centro do mundo e da sociedade, fazendo que tudo gire em torno dele. Assim é que veio o individualismo demográfico de Malthus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Robert Malthus, economista inglês, pastor protestante, é o responsável mais próximo por um dos mais desgraçados crimes do individualismo</strong>. O homem, levantando-se contra a comunidade, irá perseguir a espécie nas suas próprias fontes, estancando-as. O bem social da propagação da espécie humana vai reverter em mero instrumento de prazer individual sem ônus. Pouco importa que com isso se desrespeitem as mais evidentes leis da natureza. Triunfe o indivíduo, embora pereça a espécie! </span><br />
<span id="more-462" style="color: #000000;"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Homem de pouca visão. Malthus se impressionou com o empobrecimento crescente do solo da Inglaterra e com o espantoso aumento de população nos Estados Unidos. Jogando com estes dois dados, conclui, erradamente, para todo o mundo, que as populações cresciam em progressão geométrica, enquanto a terra produzia em progressão aritmética. O remédio estava em diminuir os nascimentos.</span><span id="more-4024"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">APLICAÇÕES IMORAIS</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para alcançar seus fins propunha Malthus meio honesto: – a continência. [não para o caso tratado] Os seus continuadores tiraram conseqüências mais próximas da malícia e da fraqueza dos homens. Ensinaram <em>o emprego de meios positivos para impedir a geração.</em> Realiza-se o ato sexual, mas se lhe frustra o fim natural e primeiro. É o prazer sem a geração. O neo-maltusianismo teve logo numerosos propagadores tanto na Inglaterra como na França e principalmente nos Estados Unidos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Preconizaram-se mil modos de burlar a finalidade que a própria natureza aponta à função do ato sexual. Hoje é um dos crimes mais divulgados do mundo. Tem feito a ruína de inúmeras almas, corrompendo os corações, animalizando os sentimentos, manchando a dignidade dos leitos conjugais, rebaixando as esposas à desgraçada condição de instrumento de prazer aos homens paganizados deste século.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os que usam do matrimônio, empregando meios para evitar a geração, cometem um gravíssimo pecado mortal. Enumeremos as razões:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>1º – <em>É contra a mente de Deus</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O ato sexual foi instituído por Deus para a geração. Para isto criou o homem e a mulher… Aparelhou-os orgânica e psicologicamente para o nobre mister da reprodução. Associou-os à Sua obra de Criador, porque os pais geram o corpo e Deus infunde a alma a cada novo homem que vem ao mundo. Atraiu-os e compensou-os dos encargos da geração com os prazeres dos sentidos e as alegrias espirituais da vida conjugal. Portanto, transformar o ato sexual em meio de prazer, impedindo-lhe a finalidade geradora, é agir contra a mente de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>2º – <em>É contra a natureza</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A natureza indica o fim da união dos sexos. Estão no homem e na mulher, os germes de uma nova vida. Entre os animais a união só se dá para a geração: realizada esta, a fêmea se recusa sistematicamente. O ato, é, pois, realizado primariamente <em>para a geração, </em>embora não o seja unicamente para isto. Admite fins secundários; mas não admite que se impeça e destrua o fim primeiro. Não se pode proceder contra a natureza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Catecismo, na sua linguagem enérgica, enumera o pecado sensual contra a natureza entre os “<em>pecados que bradam aos céus e pedem vingança a Deus</em>.” Para que se lhe aquilate melhor da perversidade, basta considerar que a prostituição ou mesmo a infidelidade conjugal – embora pecados mortais – são menos graves do que ele.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3º – <em>É contra o matrimônio</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No contrato matrimonial faz-se a doação dos corpos em vista da geração dos filhos, portanto. Os cônjuges se unem no matrimônio para o exercício da função sexual. Ela constitui matéria e finalidade do próprio contrato matrimonial. O cônjuge, dá-se ao outro para colaborarem ambos na procriação, que é o termo natural da função conjugal. E não se dá para nenhum ato contrário à natureza mesma do contrato – como seria realizar a união excluindo por <em>meios positivos</em> o seu fim natural.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>4º – <em>É contra o amor</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os homens corrompidos acordaram em chamar amor à função sexual. A sublimidade da palavra escusa-lhes a baixeza dos sentimentos. É-lhes vantajoso o disfarce. Mas a dignidade do amor não se compadece. É o amor conjugal um misto das atrações da carne e de aspirações morais. O amor tem no homem outras faces e se pode elevar às alturas do puro espiritual. Não é esta a natureza do amor conjugal. Mas seria bestial colocá-lo na esfera do instinto e confiná-lo ao sexo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mesmo entre cônjuges chega-se ao amor espiritual, sem o sexo; mas nunca merecerá o nome de amor a fome de sensualidade que tanto se sacia com a esposa como procura a mercenária.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Amor…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Amor” comprado a dinheiro nas feiras da volúpia!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Amor” que abandona a esposa, quando esta não ceva a besta humana!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Amor” que só vê o sexo, e despreza a pessoa!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se fosse isto o amor, como chamaríamos à dedicação desinteressada das almas nobres, ao devotamento de uma esposa cujo marido a moléstia inutilizou para tais funções, ao afeto espiritualizado de dois velhinhos em quem a idade extinguiu o fogo da paixão? A verdade é que a função sexual é separável do amor – e os que a procuram por ela não sabem o que é o amor. São tremendos egoístas – e nada mais contrário ao amor do que o egoísmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>CONSEQÜÊNCIAS</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Gravíssimo pecado mortal, tão contrário às leis divinas e naturais, à própria condição do matrimônio e do amor, é ainda o neo-maltusianismo uma sementeira de males.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1. A <em>ciência médica</em> condena os vários processos anti-concepcionais como nocivos à saúde, principalmente da esposa. Distúrbios nervosos e psíquicos, perturbações do aparelho genital, repercussões patológicas no sistema glandular, fibromas, adenoma uterino, etc., além dos inevitáveis perigos de infecção local, são o triste cortejo desses degradantes processos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Copio de Ensaios de Biologia, do capítulo “<em>A esterilidade voluntária e sua patologia</em>“, de Barbosa Quental, algumas opiniões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“<em>A mulher está toda organizada em vista da maternidade; a falta de reprodução ou a insuficiência de reprodução vicia todo o seu metabolismo</em>“.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Dutalollis, em Troubes, Funcionels et Dystrophies en Gynecologie)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“<em>Todas as vezes que o útero não produz filhos tende a fazer fibromas</em>“.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Pinard)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“<em>Todos os processos anti-concepcionistas são de natureza a lesar a saúde daqueles que os usam regularmente</em>“.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Max Marcuse)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“<em>O uso repetido dessas práticas não pode deixar de influenciar a saúde num sentido desfavorável e de provocar perturbações mentais</em>“.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Max Cann)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“<em>Sabido como é… que no útero e no colo uterino uma tal irritação é produzida pela introdução de produtos químicos, pelas injeções anti-sépticas e pela presença prolongada de corpos estranhos como pessários oclusivos, etc., há sérias razões para crermos que o aumento acusado dos cânceres genitais esteja ligado às práticas desta natureza</em>“.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os que desejarem um conhecimento mais largo do assunto vejam <em>La Limitation des Naissances</em>de Raoul de Guchteneere e <em>La Vie Intime des Époux</em> de Gaston Monin. Aliás, é fácil perceber que a natureza nunca deixa violar impunemente as suas sábias leis.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2. As conseqüências sociais são igualmente graves. Alarmam-se sociólogos e moralistas com a crescente diminuição da natalidade. Os que aprofundaram o assunto ficaram horrorizados ante as perspectivas. (Ver <em>L’Indiscipline de Moeurs</em> de Paul Bureau, talvez o mais completo estudo sobre a questão) A derrota da França, minada de anti-concepcionismo, era prevista desde há muito, não somente por Mussolini e Rommel, mas pelos franceses a quem o vício não cegara.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No Brasil já temos centros em que o neo-maltusianismo, de mãos dadas às misérias físicas, leva o nível demográfico abaixo da necessidade de estabilidade da população. Os sociólogos chamam “família normal” a que tem três filhos: dois respondem pela falta dos pais e um representa o aumento da população. Menos do que isto constitui inevitável baixa demográfica, verdadeiro suicídio de uma nação. Não estamos considerando agora o aspecto moral, mas o demográfico, deste importante problema.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E mesmo assim vemos que é criminoso o procedimento dos cônjuges que ficam no segundo filho, quando não se contentam com o “filho único”, de tão perigosas perspectivas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os neo-maltusianistas pretendem que a limitação na natalidade diminuirá a porcentagem da mortalidade infantil. <strong>Enganam-se</strong><strong>.</strong> Diminuirá evidente e conselheiralmente o número de crianças mortas: nascem menos, morrem menos. Mas até aumentará a porcentagem. De fato, o<em>birth-control</em> elimina precisamente os filhos da classe em que morrem menos crianças. As classes mais desfavorecidas de meios econômicos, educação higiênica, etc. são os que mais procriam, e onde há maior coeficiente de crianças mortas. <strong>A razão da mortalidade infantil é outra, se morrem de preferência as crianças da classe mais prolifera não é porque a mortalidade esteja na proporção da natalidade e sim por falta de educação, higiene e meios econômicos</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O remédio está não em estancar as fontes da vida, mas em acudir as classes abandonadas com assistência social, educação e recursos necessários à condigna subsistência</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">*A comparação entre a natalidade e a mortalidade infantil de vários países mostra precisamente o que acabamos de dizer. Países com natalidade fraca (como a França) têm grande percentil de mortos, enquanto outros, cuja natalidade é bastante forte (Holanda) têm um baixo nível de mortalidade. Países há (Alemanha, Itália) em que, ao mesmo tempo que a natalidade cresceu, a mortalidade diminuiu, graças à divulgação dos meios de proteção à vida infantil. Esses meios, divulgados entre as classes proliferas, têm conseguido em toda parte, uma sensível diminuição na mortalidade. (NOTA DE RODAPÉ)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se os neo-maltusianos argumentassem de verdade, deviam proceder de outra maneira. Estão sendo dizimadas as crianças? Corre risco a manutenção do nível demográfico – e então é necessário intensificar a natalidade. Imaginem um economista que reclamasse diminuição de produção por ver escassear o artigo…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não: o remédio está em eliminar as causas das mortes das crianças – tal como tem feito a ciência com crescente eficácia. E não na solução simplista de eliminar preventivamente os filhos. Assim, ter-se-ia de eliminar muita coisa. Para evitar desastre de avião, suprimia-se a aviação…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3. Do<em> ponto de vista moral</em> são múltiplas as conseqüências, e cada qual mais grave.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">a) Já insinuamos quanto se <strong><em>rebaixa o homem</em></strong> que faz o amor apenas a função sexual. Agravemo-lo agora com a degradante circunstância de desvirtuar esta função, arrebatando-a do serviço da espécie para o desfrute pessoal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b) Precisaria de apontar a <strong><em>degradação da esposa</em></strong>, transformada em mera ceva de incontestável paixão sedenda de prazeres e trânsfuga das responsabilidades? Basta pensar no que exigem da mulher certas práticas anti-concepcionais, mesmo fisicamente…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">c) A experiência ensina que a <strong><em>provocação de abortos</em></strong> acompanha quase sempre os cuidados neo-maltusianos. E os crimes vão se acumulando, cada qual mais grave. <em>Abyssus abyssum invocat.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">d) O <strong><em>egoísmo passional</em></strong> dos fraudadores vai-se alimentando. A diuturnidade os caleja. Embotam-se os sentimentos elevados. Recurvados sobre si, como um caracol moral, só enxergam a si próprios, seus interesses e seus sentidos, num criminoso desprezo da sociedade, do próximo e dos próprios bens superiores.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">e) Atentem os maridos nestas duas últimas considerações que lhes vamos apresentar, sem pretendermos esgotar o assunto:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1) Os <strong><em>desentendimentos</em></strong> a que dá lugar a limitação da natalidade. É este um aspecto que pouco tem preocupado os maridos, e, no entanto, é importante e grave. <strong>As mulheres  se tornam, com os processos anti-concepcionais, insatisfeitas, irritadiças – nevropatas</strong>. <strong>Vai-se a paz, a harmonia do lar. Diminui a resistência espiritual, a capacidade de tolerância, e multiplicam-se os atritos</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Afastada dos Sacramentos da Penitência e da Comunhão, a mulher perde o mais forte esteio em que se apoia a alma, e começa a perder o equilíbrio. E ai de um lar cuja esposa perde a linha justa!…</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Eis preparado o caminho para desgraças maiores</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2) A<strong> <em>infidelidade conjugal</em></strong> é, muitas vezes, o castigos desses pecadores. Vem primeiro a suspeita. Estes processos frequentemente falham. Mas o marido confia cegamente neles. E a mulher aparece grávida!… Conheço verdadeiras tragédias por isto. São fáceis de imaginar, aliás.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">* Sei de um médico que só se convenceu depois do exame de sangue para prova de paternidade. Avaliemos porém, o estado de espírito deste homem durante todo aquele tempo, e a situação doméstica sob tão opressiva atmosfera. (NOTA DE RODAPÉ)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3) As <strong><em>conseqüências espirituais</em></strong> já ficaram insinuadas. <strong>Afastamento dos Sacramentos; vida em permanente pecado mortal; progressivo abandono das outras práticas religiosas; insensibilidade espiritual, verdade da fé; extinção das inquietações e do próprio remorso – paz em charco que precede a impenitência final! O quadro é horroroso, porém verdadeiro.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Noivos e esposos</em> – Pe. Álvaro Negromonte</span></p>
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		<title>INVESTIDAS CONTRA A UNIÃO CONJUGAL &#8211; PARTE 2</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/investidas-contra-a-uniao-conjugal-parte-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2015 17:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Magistério]]></category>
		<category><![CDATA[Contracepção]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Pio XI]]></category>

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		<description><![CDATA[Insídias contra a fecundidade Mas, para tratarmos agora, Veneráveis Irmãos, de cada um dos pontos que se opõem aos diversos bens do matrimônio, falemos primeiro da prole, que muitos ousam chamar molesto encargo do casamento e afirmam dever ser evitada &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/investidas-contra-a-uniao-conjugal-parte-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/10/VictorianPostcard.jpg"><img class=" size-full wp-image-1184 alignright" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/10/VictorianPostcard.jpg" alt="VictorianPostcard" width="280" height="177" /></a>Insídias contra a fecundidade</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, para tratarmos agora, Veneráveis Irmãos, de cada um dos pontos que se opõem aos diversos bens do matrimônio, falemos primeiro da prole, que muitos ousam chamar molesto encargo do casamento e afirmam dever ser evitada cuidadosamente pelos cônjuges, não pela honesta continência (permitida até no matrimônio, pelo consentimento de ambos os cônjuges), mas viciando o ato natural. Alguns reclamam para si esta liberdade criminosa, porque, aborrecendo os cuidados da prole, desejam somente satisfazer a sua voluptuosidade, sem nenhum encargo; outros porque, dizem, não podem observar a continência nem permitir a prole, por causa das dificuldades quer pessoais, quer da mãe, quer da economia doméstica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas nenhuma razão, sem dúvida, embora gravíssima, pode tornar conforme com à natureza e honesto aquilo que intrinsecamente é contra a natureza. Sendo o ato conjugal, por sua própria natureza, destinado à geração da prole, aqueles que, exercendo-a, deliberadamente o destituem da sua força e da sua eficácia natural procedem contra a natureza e praticam um ato torpe e intrinsecamente desonesto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não admira pois que, segundo atesta a Sagrada Escritura, a Majestade divina odeie sumamente este nefando crime e algumas vezes o tenha castigado com a morte, como recorda Santo Agostinho: “Ainda com a mulher legítima, o ato matrimonial é ilícito e desonesto quando se evita a concepção da prole. Assim fazia Onã, filho de Judá, e por isso Deus o matou” (Sto. Agost., <em>De conjug.</em>, livro, II n. 12; cf. Gn 38, 8-10.).</span><span id="more-1183"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Solene condenação</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por conseguinte, havendo alguns que, afastando-se manifestamente da doutrina cristã, ensinada desde o princípio e nunca interrompida, pretenderam publicamente proclamar, há pouco, doutrina diversa acerca deste modo de proceder, a Igreja Católica, a quem o próprio Deus confiou a missão de ensinar e defender a integridade e a honestidade dos costumes, posta no meio desta ruína moral para preservar de tanta torpeza a castidade da união nupcial, proclama altamente e de novo promulga pela Nossa boca: qualquer uso do matrimônio em que, pela malícia humana, o ato seja destituído da sua natural força procriadora infringe a lei de Deus e da natureza, e aqueles que ousarem cometer tais ações se tornam réus de culpa grave.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por isso, em virtude da Nossa suprema autoridade e do cuidado da salvação de todas as almas, advertimos aos sacerdotes que se entregam ao Ministério de ouvir confissões, e todos os outros curas de almas, que não deixem errar os fiéis que lhes foram confiados em ponto tão grave da lei de Deus, e muito mais que se conservem eles próprios imunes dessas perniciosas doutrinas e que, de nenhum modo, sejam coniventes com elas. Se, porém, algum confessor ou pastor de almas, o que Deus não permita, induzir ele próprio nestes erros os fiéis que lhe foram confiados, ou ao menos, quer aprovando, quer se calando culposamente, neles os confirmar, saiba que tem de dar contas severas a Deus, Supremo Juiz, de ter traído a sua missão, e considere que lhe são dirigidas aquelas palavras de Cristo: “São cegos e guias de cegos; e, se o cego serve de guia ao cego, ambos cairão no abismo” (Mt 15, 14; Santo Ofício, 22 de novembro 1922).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Exageros</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As causas por que se defende o mau uso do matrimônio são, não raras vezes, imaginárias ou exageradas, para não falarmos nas que são vergonhosas. A Igreja, todavia, como piedosa Mãe, conhece e sente admiravelmente tudo o que se diz a respeito da saúde da mãe e do perigo da sua vida. E quem poderá considerar esses perigos sem viva comiseração? Quem não sentirá a maior admiração ao ver a mãe oferecer-se, com heróica fortaleza, a uma morte quase certa, para conservar a vida ao filho que concebeu? Tudo o que ela tiver sofrido para cumprir plenamente o dever natural, só Deus, riquíssimo e misericordiosíssimo, lho poderá retribuir e lho dará certamente não só em medida cheia mas superabundante (Lc 6, 38).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Na ordem da natureza</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Santa Igreja também sabe perfeitamente que não raro um dos cônjuges sofre o pecado mais do que o comete, quando, por motivo verdadeiramente grave, admite a perversão da reta ordem, no que não consente e por isso não é culpado, contanto que, neste caso, se lembre da lei da caridade e não deixe de afastar e demover o outro do pecado. Nem se pode dizer que procedem contra a ordem da natureza aqueles cônjuges que usam do seu direito do modo devido e natural, embora por causas naturais, quer do tempo, quer de certos defeitos, não possa nascer uma nova vida. É que, quer no próprio matrimônio, quer no uso do direito conjugal, há também fins secundários, como são o auxílio mútuo, o fomentar o amor recíproco e o aquietar a concupiscência, que os cônjuges de nenhum modo estão proibidos de intentar, contanto que se respeite sempre a natureza intrínseca do ato e, por conseguinte, a sua subordinação ao fim principal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O pretexto econômico</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Penetram igualmente no íntimo do Nosso espírito os lamentos daqueles cônjuges que, oprimidos duramente pela falta de meios, têm gravíssima dificuldade para alimentar os seus filhos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas devemo-nos acautelar cuidadosamente de que as deploráveis condições das coisas naturais dêem ocasião a erro muito mais funesto. Nenhumas dificuldades podem surgir que sejam capazes de levar à obrigação de derrogar os mandamentos de Deus, os quais proíbem os atos intrinsecamente maus, pois em todas as conjunturas sempre podem os cônjuges, com o auxílio da graça de Deus, desempenhar-se fielmente em sua missão e conservar no matrimônio a castidade, ilibada de tal mácula vergonhosa; porque é incontestável a verdade da fé cristã expressa pelo magistério do Concílio de Trento: “Ninguém deve pronunciar estas palavras temerárias, condenadas pelos padres com anátema: é impossível o homem justificado observar os preceitos de Deus — porque Deus não ordena coisas impossíveis, mas quando ordena adverte que faças o que possas e peças o que não possas e ajuda a poder” (Conc. Trid., Ses. VI, Cap. 11). Esta mesma doutrina foi pela Igreja solenemente repetida e confirmada na condenação da heresia jansenista, que tinha ousado proferir contra a bondade de Deus esta blasfêmia: “Alguns preceitos de Deus são impossíveis aos homens justos que queiram e procurem observá-los, segundo as forças que presentemente têm; e falta-lhes a graça que os torne possíveis” (Const. Apost. Cum occasione, 31 maio 1653, prop. 1).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>As chamadas “indicações terapêuticas”</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas devemos recordar ainda, Veneráveis Irmãos, outro gravíssimo delito por que se atenta contra a vida da prole escondida ainda no seio materno. Uns julgam que isso é permitido e deixado ao beneplácito da mãe e do pai. Outros, todavia, o consideram ilícito a não ser que haja gravíssimas causas, que chamam indicação médica, social, eugênica. Todos estes exigem que, no que se refere às leis penais do Estado, pelas quais é proibida a morte da prole gerada mas ainda não nascida, as leis públicas reconheçam a declarem livre de qualquer castigo a indicação que preconizam e que uns entendem ser uma e outros entendem ser outra. E até não falta quem peça que as autoridades públicas prestem o seu auxílio nessas operações assassinas, o que, ai! todos sabem quão freqüentissimamente acontece em certos lugares.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“Não matar”</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No que respeita, porém, à “indicação médica e terapêutica” — para Nos servirmos de suas próprias palavras — já dissemos, Veneráveis Irmãos, quanta compaixão sentimos pela mãe a quem o cumprimento do seu dever natural expõe a graves perigos da saúde e até da própria vida; mas que causa poderá jamais bastar para desculpar de algum modo a morte direta do inocente? Porque é desta que aqui se trata. Quer a morte seja infligida à mãe, quer ao filho, é contra o preceito de Deus e a voz da natureza: “Não matar” (Ex 20, 13; Cf. Decr. Santo Ofício, 4 maio 1898, 24 julho 1895, 31 maio 1884). A vida de um e de outro é de fato coisa igualmente sagrada, que ninguém, nem sequer o poder público, terá jamais o direito de destruir. Insensatissimamente se faz derivar contra os inocentes o <em>jus gladii</em>, que não tem valor senão contra os culpados; também de maneira nenhuma existe aqui o direito de defesa até ao sangue contra o injusto agressor (pois quem chamará injusto agressor a uma criancinha inocente?); tampouco o chamado direito de extrema necessidade, que pode ir até à morte direta do inocente. Os médicos que têm probidade e ciência profissional louvavelmente se esforçam por defender e conservar ambas as vidas, a da mãe e a do filho; pelo contrário, mostrar-se-iam indigníssimos do nobre título e da glória de médicos aqueles que, sob a aparência de arte médica ou movidos de mal-entendida compaixão, se entregassem a práticas assassinas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E tudo isto está plenamente de acordo com as severas palavras com que o Bispo de Hipona se insurge contra os cônjuges depravados que procuram evitar a prole e, não obtendo êxito, não receiam matá-la criminosamente. Diz ele: “Algumas vezes essa crueldade impura ou impureza cruel chega ao ponto de recorrer aos venenos da esterilidade, e, se com eles nada consegue, procura extinguir de algum modo no ventre materno o fruto concebido e livrar-se dele, preferindo que a prole morra antes de viver ou se já vivia no ventre seja morta antes de nascer. Sem dúvida, se ambos assim são, não são cônjuges; e, se tais foram desde princípio, não se uniram por matrimônio, mas por ilícitas relações; se, porém, ambos assim não são, ouso dizer: ‘ou ela é de algum modo meretriz do marido, ou ele adúltero da mulher’” (S. Agostinho, <em>De nupt. et concupisc.</em> c. XV).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aquilo, porém, que se propõe acerca da indicação social e eugênica pode e deve ser tomado em consideração, contanto que se proceda de modo lícito e honesto e dentro dos devidos limites; mas, quanto a querer prover à necessidade em que se apóia com a morte dos inocentes, repugna à razão e é contrário ao preceito divino, promulgado aliás por aquelas palavras apostólicas: “não se deve fazer mal para que daí venha bem” (Cf. Rom. III, 8).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aqueles, enfim, que têm o supremo governo das nações e o poder legislativo não podem licitamente esquecer-se de que é dever da autoridade pública defender a vida dos inocentes com leis oportunas e sanções penais, tanto mais quanto menos se podem defender aqueles cuja vida está em perigo e é atacada, entre os quais ocupam, sem dúvida, o primeiro lugar as crianças ainda escondidas no seio materno. Se os magistrados públicos não só não defenderem essas crianças mas, por leis e decretos, as deixarem ou até entregarem a mãos de médicos ou de outros para serem mortas, lembrem-se de que Deus é juiz e vingador do sangue inocente, que da terra clama ao céu (Cf. Gn 4, 10).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Proibições ilícitas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Convém, finalmente, reprovar aquele pernicioso costume que se refere proximamente ao direito natural do homem a contrair matrimônio, mas que de certo modo respeita também verdadeiramente ao bem da prole. Há efetivamente, alguns que, com demasiada solicitude dos fins eugênicos, não só dão certos conselhos salutares para que facilmente se consiga a saúde e o vigor da futura prole — o que não é, certamente, contrário à reta razão — mas chegam a antepor o fim eugênico a qualquer outro, ainda que de ordem superior, e desejam que seja proibido, pela autoridade pública, o matrimônio a todos aqueles que, segundo os processos e conjeturas da sua ciência, supõem deverem gerar uma prole defeituosa por causa da transmissão hereditária, embora pessoalmente sejam aptos para contrair matrimônio. E até pretendem que eles, por lei, embora não o queiram, sejam privados dessa faculdade natural por intervenção médica, e isto não como castigo cruento infligido pela autoridade pública por crime cometido, nem para prevenir futuros crimes dos réus, mas contra todo o direito e justiça, atribuindo aos magistrados civis uma faculdade que nunca tiveram nem legitimamente podem ter.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todos aqueles que assim procedem esquecem malignamente que a família é mais santa que o Estado, e que os homens são criados primariamente não para a terra e para o tempo, mas para o céu e para a eternidade. E não é lícito, em verdade, acusar de culpa grave os homens, aptos aliás para o matrimônio, que, empregando ainda todo o cuidado e diligência, se prevê que terão uma prole defeituosa, se contraírem núpcias, embora de modo geral convenha dissuadi-los do matrimônio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Sanções inadmissíveis</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A autoridade pública, todavia, não tem poder direto sobre os membros dos súditos; e por isso nunca pode atentar diretamente contra a integridade do corpo, nem por motivos eugênicos nem por quaisquer outros, se não houver culpa alguma ou motivo para aplicar pena cruenta. O mesmo ensina S. Tomás de Aquino, ao estudar a questão de os juízes humanos poderem ou não ocasionar qualquer dano ao súdito para prevenir males futuros, o que concede quanto a outros danos, mas nega com razão no que respeita à lesão corporal: “Nunca ninguém deve ser castigado sem culpa pelo juízo humano com a pena de flagelo, a fim de ser morto, mutilado ou atormentado (<em>Summ. Theolog.</em> 2ª 2ae q. 108, a. 4, ad 2m).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ademais, a doutrina cristã ensina e é certíssimo à face da luz da razão humana que os próprios indivíduos não têm outro domínio sobre os membros do seu corpo senão o que se refere ao respectivo fim natural, não podendo destruí-los ou mutilá-los, ou por qualquer forma torná-los inaptos às funções naturais, a não ser no caso em que não possa prover-se por outra forma ao bem de todo o corpo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Trecho da Encíclica Casti Conubii, de S. S. Papa Pio XI</span></p>
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