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	<title>DOMINUS EST &#187; D. Geraldo de Proença Sigaud</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>D. GERALDO DE PROENÇA SIGAUD E OS FUNDAMENTOS DA LIBERDADE RELIGIOSA</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Apr 2022 14:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[D. Geraldo de Proença Sigaud]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade Religiosa]]></category>

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		<description><![CDATA[“OBSERVAÇÕES ESCRITAS SOBRE O CAPÍTULO V DO Esquema SOBRE A LIBERDADE RELIGIOSA (DIGNITATIS HUMANAE)” Estas observações escritas foram redigidas pelo Bispo de Proença Sigaud no final da nonagésima quinta assembleia geral do Concílio Vaticano II, entre dezembro de 1963 e &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/d-geraldo-de-proenca-sigaud-e-os-fundamentos-da-liberdade-religiosa/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="https://miro.medium.com/max/772/1*3gWD5rkHhIAJqHYt3hfQ3w.png" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“OBSERVAÇÕES ESCRITAS SOBRE O CAPÍTULO V DO Esquema SOBRE A LIBERDADE RELIGIOSA (DIGNITATIS HUMANAE)”</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Estas observações escritas foram redigidas pelo Bispo de Proença Sigaud no final da nonagésima quinta assembleia geral do Concílio Vaticano II, entre dezembro de 1963 e maio de 1964. Elas constam nos </em></strong><strong>Atos sinodais do Concílio Vaticano II<em> (atos oficiais). <sup>[1]</sup></em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2021/04/CdR_03_2021.pdf">Courrier de Rome n°639</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://medium.com/@witorbelchior/observa%C3%A7%C3%B5es-escritas-sobre-o-cap%C3%ADtulo-v-do-esquema-sobre-a-liberdade-religiosa-dignitatis-b4c0e42e45cf">Witor Lira</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>I &#8211; ONDE TRATAR DESTA QUESTÃO?</strong></span></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Parece que o lugar para tratar da doutrina da Igreja sobre <em>a liberdade religiosa</em>, ou melhor, <em>a liberdade de consciência</em>, não é mais precisamente o esquema do <em>ecumenismo</em>, mas  <em>o da presença da Igreja no mundo</em>. E aqui está a razão: o esquema sobre o <em>ecumenismo</em>tenta estabelecer os princípios e normas capazes de facilitar o caminho para a unidade dos cristãos na verdadeira religião. No entanto, a questão da liberdade religiosa diz respeito muito mais à relação da Igreja com o mundo de hoje dividido em várias denominações religiosas.</span></li>
</ol>
<p><span style="color: #000000;"><strong>II &#8211; A QUESTÃO DA LIBERDADE RELIGIOSA</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">      2. No que diz respeito à própria doutrina, o esquema manifestamente não está suficientemente atento aos princípios inabaláveis ​​e, quando utiliza certas noções, não considera as deformações que sofreram sob a influência do liberalismo. Como resultado, o esquema propõe afirmações que o concílio não pode fazer suas próprias.</span><span id="more-27064"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #000000;">A. PRINCÍPIOS AOS QUAIS O ESQU</span>EMA CLARAMENTE NÃO ESTÁ ATENTO O SUFICIENTE</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>1 – Primeiro princípio</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li><span style="color: #000000;">O primeiro princípio ao qual o esquema não dá importância suficiente pode ser enunciado da seguinte forma, nas palavras do Papa Pio XII: &#8220;O que não corresponde à verdade ou ao padrão de moralidade objetivamente não tem direito, nem de ser, nem se propagar, nem agir” <sup>[2]</sup>.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Na realidade, a noção de direito, ela própria derivada da noção de justiça, baseia-se nas exigências da natureza humana para poder atingir, pelo uso da razão, o próprio fim. Ora, esse fim próprio da natureza humana é o verdadeiro e o bom, fim ao qual é ordenado por sua qualidade de razoável. O homem tem, portanto, o direito de aderir à verdade e fazer o bem. Em outras palavras, sua natureza seria frustrada se ele fosse privado de sua capacidade de aderir à verdade e fazer o bem, o que seria contrário à ordem estabelecida pelo Criador. Inversamente, como nem o erro nem o mal moral são próprios da natureza racional, o homem não tem direito ao erro ou ao mal moral.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Segue-se, portanto, que o homem não pode ser impedido por ninguém de aderir à verdade ou de fazer o bem; pelo contrário, por si só, não se pode dizer <em>que rationabiliter invitus</em><sup> [3]</sup>, ou sofre uma injustiça, quando é impedido de aderir a um erro ou de cometer um pecado. Ele, de fato, não tem direito nem ao erro nem ao pecado.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">No entanto, no estado atual da natureza humana, pode acontecer que o homem invencível, portanto sem culpa de sua parte, venha aderir ao falso; não se segue disso para ele um direito ao erro. Segue-se, por outro lado, que ninguém pode forçá-lo a consentir com a verdade; certamente não em nome de um direito que ele teria de errar, mas do fato de que o ato interno pelo qual o homem adere à verdade ou ao erro, ao bem ou ao mal moral, não pode ser imposto de fora. Com efeito, por vontade divina, o foro da consciência é inviolável por qualquer poder humano, devendo o homem determinar-se livremente na escolha do seu fim último. Essa liberdade interna cria o direito do homem de não ser forçado por ninguém a professar esta ou aquela ideologia. E somente este direito;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Por si mesma, então, na vida em sociedade, a manifestação externa da adesão ao erro pode e deve ser evitada. Por um lado, porque o erro se opõe à natureza humana, porque esta é dotada de razão, e por outro lado, porque a manifestação do erro, especialmente em matéria religiosa, prejudica os outros na medida em que pode ser causa de escândalo para ele. Por acidente, no entanto, pode, e às vezes deve, ser tolerado.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">É o que ensina Pio XII na famosa alocução, <em>Ci riesce</em>, na mesma linha do trecho citado acima. Com efeito, o discurso continua: “Não impedir que ele (aquele que não atende a verdade ou o padrão de moral), por meio de leis estaduais e disposições coercitivas, pode, no entanto, ser justificado pelo interesse de um bem cada vez maior” <sup>[4]</sup>. Considerando as coisas com cuidado, o Papa afirma duas coisas aqui. Por um lado, por si mesmas, as leis civis devem coercitivamente prevenir o erro e o mal moral. E, por outro lado, por acidente, a permissão do mal e do erro moral pode, no entanto, ser justificada em um caso excepcional, que deve ser sempre verificado, como para qualquer exceção. Por fim, deve-se notar que Pio XII, neste discurso, propõe propositadamente resolver a questão da relação do Estado com a religião quando se trata de uma Comunidade de Povos em que convivem católicos e não católicos. Além disso, é óbvio que o Papa fala sempre do erro que se opõe à verdade religiosa e não do erro científico.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>2 – Segundo princípio</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="9">
<li><span style="color: #000000;">Somente a religião católica é verdadeira, e todos os homens são obrigados a adotá-la. E Deus, por sua vontade de salvar todos os homens, concede a todos graças suficientes para chegar à verdadeira religião, para que ninguém seja condenado sem culpa de sua parte.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3 – Terceiro princípio</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="10">
<li><span style="color: #000000;">A sociedade civil tem o dever de reconhecer a verdadeira religião e honrar a Deus segundo esta mesma religião: “Os homens, de fato, unidos pelos laços de uma sociedade comum, não são menos dependentes de Deus do que individualmente; tanto quanto ao indivíduo, a sociedade deve dar graças a Deus, de quem detém a existência, a preservação e a inumerável multidão de seus bens. É por isso que, assim como a ninguém é permitido negligenciar seus deveres para com Deus, [&#8230;] as sociedades políticas não podem, sem crime, comportar-se como se Deus não existisse de forma alguma; […] ao honrar a Divindade, devem seguir rigorosamente as regras e o modo segundo o qual o próprio Deus declarou querer ser honrado” <sup>[5]</sup>.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>4 – Quarto princípio</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="11">
<li><span style="color: #000000;">O ato interno de fé é perfeitamente livre. Portanto, não pode haver obstáculo de coação, quer se trate do ato de fé verdadeira, quer se trate do ato de fé falsa, de forma culposa ou não. A manifestação, no entanto, da fé pública pode ser evitada, e por si só deve ser, pois o erro como tal não tem nenhum direito objetivamente. Consequentemente, sua tolerância não pode ser considerada como uma exigência de justiça e, portanto, sempre válida, mas apenas como uma permissão para um mal menor <sup>[6]</sup>.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>B. O ESQUEMA USA NOÇÕES DISTORCIDAS</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>1 – Noção de liberdade</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="12">
<li><span style="color: #000000;">O esquema obviamente considera que a essência da liberdade consiste nesta possibilidade que os homens têm, por causa da fraqueza da vontade humana, de escolher o bem ou o mal. Se a verdadeira liberdade está intimamente ligada à verdade, segundo esta passagem do Evangelho: “A verdade vos libertará” <sup>[7]</sup>; a eleição do mal, ou do pecado, bem como a adesão ao erro devem ser antes consideradas como escravidão: “Aquele que comete pecado é escravo do pecado” <sup><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/liberte-religieuse/remarques-ecrites-sur-le-chapitre-v-du-schema-sur-la-liberte-religieuse-dignitatis-humanae#footnote_7_126926">[8]</a></sup>. Segue-se, portanto, que a adesão à verdade ou ao bem, por um lado, não pode ser julgada da mesma forma que a admissão do erro ou do pecado, por outro, mesmo quando se trata de pessoas que vagueiam de boa fé. Objetivamente, a maior diferença separa aqueles que aderem à verdade e ao bem daqueles que admitem o mal ou o erro. Como resultado, não podemos reconhecer direitos idênticos para ambos. Aquele que adere à verdade aperfeiçoa objetivamente a natureza humana em si mesmo, enquanto aquele que se apega ao erro a distorce. E na esfera social, é preciso levar em conta essa diferença.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>2 – Noção de dignidade humana</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="13">
<li><span style="color: #000000;">A dignidade da pessoa humana deve ser considerada apenas como consequência da própria natureza do homem, uma natureza racional que tem como objeto próprio a verdade e o bem. Deste modo, a dignidade da pessoa é aperfeiçoada pela adesão à verdade e ao bem e, pelo contrário, diminuída, embora sempre preservada, quando o homem se afasta da verdade e do bem. Certamente, uma vez que a noção de dignidade envolve uma relação muito mais com a ordem moral do que com a ordem intelectual, sem dúvida é necessário considerar especialmente o caso de quem erra de boa fé. Este, aliás, não deforma sua natureza de maneira voluntária, muito mais seu ato pode ser bom e meritório; porém, objetivamente, diminui a excelência de sua natureza. No entanto, pelo motivo que acabamos de mencionar,<em>Pacem in terris</em>, ou seja, que o homem que cometeu o erro permanece um ser humano e, portanto, não perde a dignidade de sua pessoa <sup>[9]</sup>. Com efeito, o fundamento da dignidade humana encontra-se na própria natureza racional do homem, e o fundamento permanece mesmo que o uso da razão cesse ou seja mau. No entanto, assim como aqueles que sofrem de doença mental podem ser impedidos de usar sua liberdade para não prejudicar os direitos dos outros, também aqueles que erram de boa fé, mantendo os direitos fundamentais da pessoa humana, podem, no entanto, ser impedidos de manifestar, e a fortiori de propagar, seus erros, para não prejudicar os outros.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3 – Noção de bem comum</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="14">
<li><span style="color: #000000;">A noção de bem comum, tal como está implícita no esquema, é manifestamente insuficiente. Com efeito, quando se trata do bem comum, o esquema não considera suficientemente o fim sobrenatural do homem, ao passo que a sociedade civil não só não pode ignorar tal fim, mas também deve promovê-lo positivamente. Esta doutrina é expressa explicitamente na encíclica <em>Pacem in terris</em>: &#8220;Composto de um corpo e de uma alma imortal, o homem não pode, durante esta existência mortal, satisfazer todas as exigências de sua natureza nem alcançar a felicidade perfeita. Também os meios implementados em benefício do bem comum não podem ser um obstáculo à salvação eterna dos homens, mas devem ainda ajudá-la positivamente” <sup>[10]</sup>.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>4 – Noção de liberdade religiosa</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="15">
<li><span style="color: #000000;">Quanto à noção de liberdade religiosa, tal como entendida no esquema, deveríamos antes falar de tolerância religiosa, pois a verdadeira liberdade não é dada para fazer o mal, mas apenas para fazer o bem. O mal e o erro só podem ser permitidos como coisas que são encontradas <em>por acidente</em>na natureza humana em seu estado atual na terra, mas não como um corolário necessário que flui da natureza da liberdade.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>C. PROPOSIÇÕES INACEITÁVEIS</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>1 – Primeira proposição</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“O Santo Concílio afirma solenemente que o direito ao exercício público da liberdade de consciência em matéria religiosa existe sempre e em toda parte, exceto para o bem comum, e que deve ser reconhecido por todos” </strong><sup>[11]</sup> .</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="16">
<li><span style="color: #000000;">Por causa dos princípios já mencionados, não se pode admitir que exista sempre e em toda parte um direito à liberdade de consciência, tal como o esquema o entende, ou seja, mesmo para uma consciência invencivelmente errônea. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">Primeiramente, aliás, porque não é um direito em sentido estrito, Pio XII ensina que só a verdade pode criar direitos reais <sup><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/liberte-religieuse/remarques-ecrites-sur-le-chapitre-v-du-schema-sur-la-liberte-religieuse-dignitatis-humanae#footnote_11_126926">[12]</a></sup>. Em segundo lugar, porque na vida pública, nos assuntos sociais, as ações ditadas por uma consciência errônea devem, por si mesmas, ser impedidas pelo fato de que, pelo mau exemplo que dariam aos outros, seriam, por si mesmas, prejudiciais. Portanto, às vezes elas só podem ser permitidas por um motivo diferente, para evitar um mal maior, por exemplo. Com efeito, todos têm o direito de serem conduzidos à verdade e ao bem pela vida em sociedade. É precisamente nisso que os homens procuram o que lhes falta para a perfeição de sua vida e o que não podem obter por si mesmos, especialmente o que lhes falta para alcançar a perfeição, tanto a inteligência quanto a vontade. Ora, a inteligência só se aperfeiçoa pela verdade, a vontade só pelo bem. A vida em sociedade, não pode, portanto, por si só admitir o que, pelo contrário, afasta os homens da verdade e do bem, como seria o reconhecimento de um direito real em favor da manifestação pública das falsas religiões. Nesse caso, não se poderia dizer que a vida em sociedade favorece positivamente a salvação eterna dos homens, como deveria, como afirma a doutrina da encíclica <em>Pacem in terris</em>, como vimos acima. Assim, tolerar a manifestação pública de falsas crenças religiosas não é lícito <em>sempre</em>e em toda parte, mas apenas quando as circunstâncias concretas o exigirem.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">A doutrina contida na asserção em questão se baseia na encíclica <em>Pacem in terris</em>de João XXIII, na seguinte passagem: o direito de honrar a Deus segundo a justa regra de sua consciência e de professar sua religião em privado e vida pública” <sup><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/liberte-religieuse/remarques-ecrites-sur-le-chapitre-v-du-schema-sur-la-liberte-religieuse-dignitatis-humanae#footnote_12_126926">[13]</a></sup>. Na realidade, este texto obviamente não pode ser compreendido pela consciência invencivelmente errônea, como afirma o autor do diagrama, mas apenas pela consciência conforme à verdade. O contexto desta citação prova isso. João XXIII, de fato, pretende estabelecer sua afirmação a partir de dois textos, um de Lactâncio, outro de Leão XIII. Lactâncio, por sua vez, evoca o direito que os homens têm, por nascimento, de prestar a Deus uma justa e devida homenagem <sup>[14]</sup>. Isto pode, portanto, ser entendido como tributos devidos e justos objetivamente falando, ou seja, tributos que o próprio Deus pede e ordena aos homens. Não há termo para indicar que Lactâncio significava a consciência invencivelmente errônea em oposição à verdadeira consciência. Leão XIII, por outro lado, trata da liberdade de consciência que os apóstolos proclamaram constantemente, que os apologistas demonstraram e que os mártires consagraram com seu sangue <sup>[15]</sup>. Mas, os apóstolos, os apologistas e principalmente os mártires sempre lutaram apenas pela liberdade da verdadeira religião, e não pela das falsas religiões, mesmo que fossem professadas de boa fé. Além disso, Leão XIII, na encíclica <em>Immortale Dei</em>, não admite esse direito absoluto à liberdade religiosa, no qual, segundo o esquema, consiste na liberdade religiosa. Ele declara, com efeito, que a sociedade civil deve honrar a Deus da maneira e pelo caminho que Deus declarou querer ser honrado <sup><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/liberte-religieuse/remarques-ecrites-sur-le-chapitre-v-du-schema-sur-la-liberte-religieuse-dignitatis-humanae#footnote_15_126926">[16]</a></sup> , e não de uma maneira que seria ditada pela consciência dos cidadãos, mesmo que seja invencivelmente errônea. Além disso, João XXIII, nesta mesma encíclica <em>Pacem in terris</em>, apresenta como fundamento da paz (daí o título da encíclica) e da ordem social, em primeiro lugar, a verdade; depois vem a liberdade, que ele também apresenta como fundamento da ordem social, mas uma liberdade que não deve ser entendida senão como aquela que não está em contradição com a verdade. Caso contrário, seria preciso admitir uma contradição no pensamento do Pontífice. A verdade, de fato, é algo objetivo e universal, ao qual as ações do livre arbítrio do homem também devem corresponder objetivamente, para que a paz e a ordem social sejam alcançadas. Deve, portanto, concluir-se que o texto de João XXIII só pode ser compreendido pela verdadeira consciência.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">O autor do esquema afirma então que a doutrina que ele sustenta, e considera ser a de João XXIII, encontra confirmação no discurso proferido por Paulo VI, felizmente reinante, na abertura da segunda sessão do Concílio Vaticano II <sup>[17]</sup>. No entanto, as palavras de Paulo VI não parecem resolver a dificuldade. De fato, o Papa trata da liberdade religiosa que é oprimida em alguns lugares, assim como de outros direitos humanos fundamentais. Isso não significa, porém, que ele tenha ouvido falar dessa liberdade religiosa da qual o erro poderia se beneficiar desde o momento em que é professada de boa fé. Com efeito, como é óbvio que, por um lado, o erro não pode de modo algum criar um direito objetivo <sup>[18]</sup>, e que, por outro lado, aquele que vagueia sofre mais de certo cativeiro do que goza de verdadeira liberdade, as palavras do Pontífice, salvo prova em contrário, devem ser entendidas da liberdade de profissão da verdadeira religião.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">         Além disso, as outras palavras do mesmo Paulo VI no endereço mencionado não são mais favoráveis ​​ao autor do esquema. De fato, o Pontífice expressa ali sua dor ao ver que muitos sofrem muitos insultos na confissão livre e honesta de sua religião. Assim, o Sumo Pontífice está interessado em um fato particular que de forma alguma indica que ele está falando de um direito absoluto ou de uma tolerância que deveria ser permitida em um caso específico. Além disso, é claro que Paulo VI tem diante de seus olhos os povos que gemem sob o jugo comunista. No entanto, o comunismo pretende destruir os próprios fundamentos da religião – fundamentos que também são encontrados nas falsas religiões, ou seja, a afirmação de um ser supremo e a dependência dos homens dele. Devido ao qual, seu modo de ação é condenável e representa uma verdadeira injustiça, inclusive quando se esforça para destruir as falsas religiões. Os povos assim oprimidos pelo comunismo sofrem, portanto, realmente uma injustiça. Com efeito, no direito de professar a verdadeira religião está contido o direito fundamental e natural de professar a religião natural. Essa é até uma das razões pelas quais às vezes é tolerado professar publicamente uma religião falsa de boa fé. Mas não decorre disso um direito real que as falsas religiões teriam, sempre e em todos os lugares, de exercer-se aberta e publicamente. Com efeito, no direito de professar a verdadeira religião está contido o direito fundamental e natural de professar a religião natural. </span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="20">
<li><span style="color: #000000;">O autor do esquema procura expor uma doutrina de certa novidade e, consequentemente, pretende mostrar que essa novidade nada mais é do que a evolução de uma doutrina idêntica, mas expressa de forma diferente ao longo dos anos em virtude das distintas circunstâncias históricas e ideológicas. É indubitavelmente verdade que a doutrina revelada, embora imutável, pode sofrer uma certa evolução quanto ao seu conhecimento. De tal forma, porém, que o sentido permaneça sempre idêntico, e o significado idêntico <sup><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/liberte-religieuse/remarques-ecrites-sur-le-chapitre-v-du-schema-sur-la-liberte-religieuse-dignitatis-humanae#footnote_18_126926">.</a></sup>. Mas precisamente esta regra de ouro de São Vicente de Lérins claramente não é respeitada no esquema. Segundo o autor do esquema, a doutrina constante é aquela que diz respeito à dignidade da pessoa humana, bem como a preocupação com a liberdade do homem. E esta doutrina deve ser aprofundada pela introdução de uma dupla distinção, a saber, primeiro entre as falsas ideologias e os movimentos ou instituições que delas surgiram, e em segundo lugar entre os erros religiosos e os direitos dos que erram de boa fé. A conclusão a que o autor chega contém, assim, uma doutrina verdadeiramente nova e estranha à Tradição. Com efeito, ele conclui que as falsas religiões têm um direito genuíno de manifestação pública, e a absoluta incapacidade do Estado em matéria religiosa, como privados de direitos em face do foro de consciência. No entanto, a doutrina tradicional, constante e independente das circunstâncias do tempo e do lugar, extraída da própria natureza e da Revelação, afirma por um lado que o erro nunca pode criar um direito real na cidade, dado que os direitos do homem fluem de sua natureza feita para o verdadeiro e, por outro lado, que a sociedade, pelo fato de que ela mesma procede de Deus, deve reconhecer o verdadeiro Deus e servi-lo de acordo com a maneira pela qual ele obviamente quer ser honrado.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">       <span style="color: #000000;">Quanto à distinção formulada por João XXIII na encíclica <em>Pacem in terris</em> , uma distinção entre ideologias e os movimentos que delas derivam, deve-se ler com atenção as palavras do Pontífice para não aprovar movimentos que procedem dessas falsas ideologias <sup>[20]</sup>. Uma vez que, como já dizia São Tomás, em todo erro há uma tendência essencial do espírito para a verdade, tais movimentos, tirando suas origens de falsas ideologias, podem, no entanto, apesar de tudo, buscar em si algum bem e coisas condizentes com a natureza. E é somente a esse respeito, na medida em que podem ser separadas dessas falsas ideologias, que elas são de natureza a serem aprovadas e admitidas. Quanto à outra distinção feita por João XXIII, o Pontífice não conclui dela senão a permanência da dignidade humana naqueles que erram de boa fé. Portanto, é errado concluir dessa distinção um direito das falsas religiões a serem publicamente reconhecidas.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="21">
<li><span style="color: #000000;">Quanto aos demais documentos pontifícios citados pelo esquema para fundamentar essa doutrina, o que devemos pensar deles ficará exposto na crítica das demais proposições do esquema. De fato, pelas mesmas razões, outras propostas do esquema não podem ser aprovadas.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>2 – Segunda proposição</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“Enquanto permanecer em erro invencível, a pessoa humana é digna de estima e sua liberdade religiosa é reconhecida e defendida pela Igreja” </strong><sup>[22]</sup>.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="22">
<li><span style="color: #000000;">Em apoio a esta tese, o Papa Pio XII é citado em seu discurso <em>You Wanted</em>de 7 de setembro de 1955. No entanto, o Papa trata aí da liberdade de abraçar a fé, que é uma questão também das convicções daqueles que ainda não têm a fé, convicções dadas como razão, embora não a principal, de tolerância para com eles <sup><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/liberte-religieuse/remarques-ecrites-sur-le-chapitre-v-du-schema-sur-la-liberte-religieuse-dignitatis-humanae#footnote_22_126926">[23]</a></sup>. Pio XII nada diz sobre o direito à liberdade religiosa, o direito para o qual o esquema pede esta citação, o direito de manifestar publicamente uma crença errônea de boa fé. Pelo contrário, a evocação de uma razão de tolerância mostra claramente que não se trata de um direito real. Aqueles que não podem ser defendidos pela lei são de fato tolerados.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3 – Terceira proposição</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“Esta mesma liberdade religiosa deve ser respeitada não apenas em relação aos cristãos, mas em relação a cada um dos homens, bem como em relação às associações humanas” </strong><sup>[24]</sup>.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="23">
<li><span style="color: #000000;">Em apoio a esta tese, são citados os textos dos Papas João XXIII, Pio XII, Pio XI e Leão XIII.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Já examinamos o texto da encíclica <em>Pacem in terris</em>de João XXIII na exposição das razões pelas quais rejeitamos a primeira proposição.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Pio XII, na radio mensagem de 24 de dezembro de 1942, evoca o direito fundamental da pessoa humana de prestar culto a Deus tanto em privado como em público. Ele não especifica, no entanto, que também está falando do culto errôneo professado de boa fé. Por conseguinte, podemos e devemos entendê-lo a partir do culto verdadeiro e próprio, isto é, aquele que o próprio Deus impôs ao homem pela criação da Igreja na qual todos devem entrar; especialmente porque Pio XII não reconhece um direito real ao erro: “O que não corresponde à verdade ou ao padrão de moralidade, objetivamente não tem direito, nem de ser nem de ser propagado, nem de agir” <sup>[25]</sup>.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Quanto ao Papa Pio XI, quando afirma que o fiel tem o direito, direito inalienável, de professar e praticar a sua fé, quando afirma que as leis contrárias a este direito estão em contradição com a lei natural <sup><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/liberte-religieuse/remarques-ecrites-sur-le-chapitre-v-du-schema-sur-la-liberte-religieuse-dignitatis-humanae#footnote_25_126926">[ 26]</a></sup>, fala apenas de fé verdadeira e não de erro, incluindo o erro inocente, como é evidente em toda a encíclica <em>Mit brennender Sorge</em>, na qual o Pontífice trata com cuidado a fé autêntica em Deus, impossível sem a fé em Jesus Cristo que a única Igreja Católica mantém com vigor.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Leão XIII, por sua vez, trata da liberdade de consciência que o homem tem de seguir a vontade de Deus e cumprir seus preceitos. O que só pode ser entendido corretamente a partir da vontade objetiva de Deus, e não da vontade suposta de Deus por aquele que está em erro; isto é evidente pelo fato de que o Papa também fala dos <em>preceitos</em>; Os mandamentos de Deus de fato são objetivos ou não, nenhuma obrigação poderia ser dada para seguir um mandamento inexistente de Deus. Ora, precisamente, a consciência invencivelmente errônea é aquela que crê ver um preceito onde não há preceito objetivo de Deus.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>4 – Quarta proposição</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“A Igreja Católica declara a intolerância religiosa no mais alto grau odiosa e ofensiva à pessoa humana. De fato, por ela o homem é privado de sua liberdade de observar as exigências ditadas por sua consciência, exigências estas que são supremas e mais sagradas mesmo para os que erram de boa fé” </strong><sup>[27]</sup>.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="28">
<li><span style="color: #000000;">Para provar esta afirmação, o Papa João XXIII é citado na encíclica <em>Pacem in terris</em>e Pio XII na radiomensagem de 1 de junho de 1941.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Tanto João XXIII <sup>[28]</sup>como Pio XII <sup>[29]</sup>evocam o dever dos homens de reconhecer e respeitar os direitos dos outros. Este dever pressupõe, evidentemente, que se trata de direitos reais. No entanto, como vimos acima, a liberdade religiosa, como entendida pelo esquema, não cria um direito real porque o erro não pode objetivamente fundar nenhum direito.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Quanto à afirmação em questão, não se pode afirmar universalmente que a intolerância religiosa seja no mais alto grau odiosa e ofensiva à pessoa humana. Com efeito, quando se trata aqui de um Estado onde a unidade religiosa se estabelece em torno da verdadeira fé, o bem comum de tal nação exige que essa unidade não seja prejudicada pela manifestação pública de falsas religiões. Portanto, em tal estado, a adoração falsa não poderia ser tolerada sem pecado <sup><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/liberte-religieuse/remarques-ecrites-sur-le-chapitre-v-du-schema-sur-la-liberte-religieuse-dignitatis-humanae#footnote_29_126926">.</a></sup></span></li>
<li><span style="color: #000000;">Tampouco se pode dizer que tal intolerância seja ofensiva à pessoa humana, pois, no que diz respeito à vida em sociedade, o bem comum pode até exigi-la. Finalmente, embora as exigências da consciência possam parecer muito sagradas para quem erra de boa fé, não estando objetivamente em conformidade com a verdade, elas não criam objetivamente nenhum direito para ele, nem nenhum dever para os outros.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>5 – Quinta proposição</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>“Em matéria religiosa</em></strong><strong>, a Igreja Católica reivindica a exclusão de toda coação externa&#8230; para que a verdadeira liberdade religiosa, ou o direito da pessoa, não possa ser impedida por ninguém. A Igreja Católica afirma que tal liberdade pertence tanto às pessoas humanas tomadas individualmente como às associações de homens que, segundo as exigências de sua consciência, se reúnem para conduzir e promover uma vida religiosa” </strong><sup>[31]</sup>.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="32">
<li><span style="color: #000000;">Em apoio a esta tese, são citados dois textos dos Papas João XXIII, encíclica <em>Pacem in terris</em>, e Leão XIII, encíclica <em>Sapientiæ christianæ</em>, textos dos quais o autor do diagrama conclui: “Como resultado, um governo age de forma abusiva e viola no mais alto grau esta coisa sagrada que é o homem quando interfere no governo ou no cuidado das almas (nota 7) .</span></li>
<li><span style="color: #000000;">No entanto, o lugar citado da encíclica <em>Pacem in Terris</em>, onde João XXIII recorda a prática nos Estados modernos de registar os direitos dos cidadãos, persegue apenas um objetivo, o de mostrar como os homens estão atualmente a adquirir uma maior consciência da sua própria dignidade. Nada mais. Além disso, o fato de João XXIII reconhecer que o poder civil tem o dever de reconhecer os justos limites da liberdade, bem como de assegurar o devido respeito aos direitos <sup><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/liberte-religieuse/remarques-ecrites-sur-le-chapitre-v-du-schema-sur-la-liberte-religieuse-dignitatis-humanae#footnote_33_126926">[34]</a></sup>, não constitui argumento válido na medida em que, como vimos, o erro não pode criar um direito real.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">O texto de Leão XIII, por sua vez, não contém a conclusão do autor do esquema. Com efeito, o Pontífice trata da competência do Estado em matéria religiosa, competência que no estado atual do gênero humano foi confiada apenas à Igreja <sup>[35]</sup>. No entanto, é errado concluir que o Estado pode ignorar o que é a verdadeira religião e, portanto, permitir o culto de todas as religiões. Vimos acima o mesmo Leão XIII afirmar o dever da sociedade civil de reconhecer a verdadeira religião e empregar para o culto aquela pela qual Deus manifestou seu desejo de ser honrado <sup>[36]</sup>.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Por outro lado, João XXIII ensina claramente que entre os constituintes do bem comum, cujo cuidado é confiado à sociedade civil, está o dever de prover o necessário para obter a salvação eterna dos homens. Consequentemente, o poder civil deve reconhecer e promover a verdadeira religião.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Portanto, parece claramente que a afirmação, como proposta pelo esquema, é simplesmente errônea, a Igreja Católica não pode de forma alguma reconhecer o direito à profissão pública, bem como à propagação de falsas religiões, quer seja para indivíduos sozinhos ou para assembleias compostas de homens que professam os mesmos erros. E a razão para isto é, por um lado, que não existe tal direito verdadeiro e, por outro lado, que tal profissão e propagação são inerentemente opostas ao bem comum, criando para os homens um escândalo tal que os afasta da verdadeira religião. A Igreja pede apenas que a profissão pública de falsas religiões seja tolerada em certas circunstâncias manifestas.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>6 – Sexta proposição</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“O poder público não pode impor aos cidadãos a profissão de determinada religião como condição para que possam participar com plenos direitos da vida da nação e da cidade. O poder humano deve respeitar a justiça e a equidade para com todos aqueles que obedecem em matéria religiosa ao que sua consciência ditar” </strong><sup>[38]</sup>.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="37">
<li><span style="color: #000000;">Tal proposição é perfeitamente óbvia. É certo, de fato, que o poder público não pode impor aos cidadãos a profissão de determinada religião como condição necessária para o gozo do bem da vida social, pois a profissão religiosa é um ato interno a cada homem e o poder público não pode julgar o foro interno. Por outro lado, pode impor a profissão da verdadeira fé no exercício de certos ofícios, que o bem comum pode, de fato, exigi-lo.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">A segunda parte da proposição é correta na medida em que não se estende à profissão de falsas religiões, uma vez que não gozam de direitos reais <sup>[39]</sup>, e também na medida em que a profissão pública de falsas religiões não é considerada inofensiva a outros cidadãos.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>7 – Sétima proposição</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>“Tal liberdade religiosa é ofendida tanto por sentenças de morte por motivos religiosos, como pela espoliação de bens também por motivos religiosos, a privação do que é necessário para uma vida digna, a recusa da igualdade social, civil ou nacional, ou mesmo a impossibilidade de praticar atos civis e exercer os direitos fundamentais comumente reconhecidos por todos os povos” </strong><sup>[40]</sup>.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="39">
<li><span style="color: #000000;">Esta proposição também é evidente. Em primeiro lugar, não distingue boa-fé de má-fé entre aqueles que professam uma religião falsa. Em segundo lugar, a liberdade religiosa, como também diz respeito às falsas religiões, deve ser distinguida da liberdade de professar a verdadeira fé. Com efeito, a profissão de uma religião falsa pode ser prejudicial à vida social de tal maneira que pode e deve ser reprimida por penas impostas à revelia, penas mais ou menos pesadas segundo o grau de nocividade e perversidade.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Quanto ao documento apresentado em apoio deste argumento, não é conclusivo. De fato, João XXIII, na citada passagem da encíclica <em>Pacem in terris</em>, apenas elogia o reconhecimento geral da dignidade da pessoa humana <sup>[41]</sup>. Resta provar que esta dignidade humana requer liberdade de consciência e profissão pública do erro.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>8 – Oitava proposição</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>&#8220;No nosso tempo e em toda a terra, a liberdade religiosa deve ser objeto de uma atenção particular, porque hoje em dia as relações cada vez mais frequentes unem homens de vários cultos e religiões&#8221; </strong><sup>[42]</sup> .</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="41">
<li><span style="color: #000000;">Como tal, a proposta não pode ser aprovada. Com efeito, apresenta como argumento a favor da liberdade de profissão pública do erro as “relações cada vez mais frequentes” entre homens de vários cultos e religiões. Obviamente, tal argumento não é suficiente para admitir que a unidade da verdadeira fé existente em um determinado estado possa ser exposta à destruição pelas relações com homens de outras religiões. Nunca se deve fazer o mal para obter um bem, a fortiori, quando o bem esperado deveria, na realidade, ser chamado de mal menor. Devemos antes afirmar, pelo contrário, que é necessário tomar todos os meios lícitos para que a unidade da verdadeira fé não seja prejudicada por relações cada vez mais frequentes com seguidores de falsas religiões.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">O documento pontifício citado em primeiro lugar, o discurso de Pio XII aos membros do tribunal da Rota Romana de 6 de outubro de 1946 <sup>[43]</sup>, não trata da tolerância religiosa em geral, mas apenas da tolerância “quando dentro do mesmo pessoas” são misturadas várias denominações religiosas. Isso significa que a tolerância civil e social parece necessária apenas quando essa circunstância é verificada (“in tali circostanze”).</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Quanto ao discurso de <em>Ci Riese</em>de 6 de dezembro de 1953, também citado em apoio a esta tese, não parece de forma alguma conclusivo, como afirma o autor do esquema. Aliás, eis o que diz o discurso: “Dentro de seu território e para os seus cidadãos, cada Estado determinará os assuntos religiosos e morais de acordo com a sua própria lei <sup><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/liberte-religieuse/remarques-ecrites-sur-le-chapitre-v-du-schema-sur-la-liberte-religieuse-dignitatis-humanae#footnote_43_126926">”</a></sup>. Ou seja, qualquer Estado, de fé islâmica por exemplo, incorporado em uma Comunidade de Estados, poderia resolver questões religiosas em seu território e para seus súditos de forma a impor a religião islâmica a todos os cidadãos. E segundo o autor do esquema, Pio XII permitiria que “os cidadãos católicos e os chefes de Estado católicos aprovassem em consciência tal lei” <sup>[45]</sup>. Em outras palavras, seria dizer que em tal estado os católicos e a Igreja renunciariam em sã consciência a obedecer ao preceito do Senhor de pregar o Evangelho a todas as criaturas. O autor do esquema obviamente conclui apressadamente. Na realidade, Pio XII rejeita tal conclusão. As palavras citadas pelo autor do diagrama expressam um princípio provável segundo o qual os assuntos religiosos seriam ordenados dentro de uma Comunidade de Estados onde coexistem diferentes religiões. Mas este estatuto legal, que ele considera provável, Pio XII de modo algum aprova <sup>[46]</sup>. E, de fato, um pouco mais adiante no mesmo discurso, ele expõe claramente os direitos imutáveis ​​da verdade em qualquer Estado: &#8220;Primeiro, deve-se afirmar claramente que nenhuma autoridade humana, nenhum estado, nenhuma comunidade de caráter, não pode dar um mandato positivo ou uma autorização positiva para ensinar ou fazer o que seria contrário à verdade religiosa e ao bem moral. Um mandado ou autorização deste tipo não seria vinculativo e permaneceria ineficaz. Nenhuma autoridade poderia dá-los porque é contra a natureza compelir a mente e a vontade do homem ao erro e ao mal ou considerar ambos indiferentes <sup><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/liberte-religieuse/remarques-ecrites-sur-le-chapitre-v-du-schema-sur-la-liberte-religieuse-dignitatis-humanae#footnote_46_126926">&#8230;</a></sup></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>III. Proposta</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="44">
<li><span style="color: #000000;">Que o capítulo Da <em>Liberdade Religiosa</em>seja revisto de alto a baixo. Chame-se antes <em>de Liberdade de Consciência</em>e exponha a doutrina tradicional a respeito dos direitos da verdade, da necessidade de entrar na Igreja Católica e da tolerância em assuntos religiosos.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Dom Gerald de Proença Sigaud</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas de rodapé</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Dom de Proença Sigaud, “Observações escritas sobre o capítulo V do esquema sobre a liberdade religiosa” in <em>Acta synodalia sacrosancti concilii oecumenici vaticani secundi,</em> Vol. III, parte III, pág. 648-657. Estas observações escritas foram redigidas no final da nonagésima quinta assembléia geral do Conselho, entre dezembro de 1963 e maio de 1964. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">&#8220;Ciò che non risponde alla verità e alla norma moral, non ha oggettivamente alcun diritto nascido all&#8217;esistenza, nascido alla propaganda, nascido all&#8217;azione&#8221;. Discurso de <em>Ci Riesce</em> a juristas católicos italianos, 6 de dezembro de 1953; Discursos e mensagens de rádio de SS Pio XII, XV, p. 488. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">[A expressão <em>rationabiliter invitus</em>, que poderia ser traduzida aqui como <em>razoavelmente contra</em>, qualifica em teologia moral um sujeito que por si mesmo, razoavelmente, não se opõe à ação que se submete, ainda que, por outra razão que não a sua razão, seja de fato contra ela. Aqui o homem não deve se opor a ser impedido de aderir ao erro ou fazer o mal, pois esse impedimento é, em si, bom para ele. Não seria <em>razoável</em> se opor a isso, mesmo que, de fato, ele se oponha]. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">&#8220;Il non impedirlo (scilicet, quod veritati vel normae moralitatis non respondet) per mezzo di leggi statali e di dispositivos coercive può nondimeno essere giustificato nell&#8217;interesse di un bene superiore e <em>mais</em> vasto&#8221;. Pio XII, Alocução <em>Ci riesce</em>; ênfase do autor. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">Leão XIII, Encíclica <em>Immortale Dei</em>, 1 de novembro de 1885, §§12 e 13. [ <a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/liberte-religieuse/remarques-ecrites-sur-le-chapitre-v-du-schema-sur-la-liberte-religieuse-dignitatis-humanae#identifier_4_126926">↩</a> ]</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Cf. Pio XII, Alocução <em>Ci riesce</em> citada acima. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">João VIII, 32.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">João VIII, 34. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">“O homem que é desencaminhado no erro permanece sempre um ser humano e conserva a sua dignidade de pessoa”. João XXIII, Encíclica <em>Pacem in terris</em> , 11 de abril de 1963, §158, AAS, t. 55, pág. 299. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">“Homines, utpote qui ex corpore et animo im-mortali constent, intra mortalem hanc vitam neque suas explere necessitates, neque perfectam adipisci felicitatem possunt. Quocirca commune bonum eiusmodi viis atque rationalibus parandum est, quibus non modo æternæ hominum saluti non officiatur, sed etiam eidem serviatur”. João XXIII, encíclica <em>Pacem in terris</em> , §59. João XXIII repete o mesmo princípio mais adiante, §146: &#8220;Esforçar-se-ão também para que as instituições relativas à vida econômica, social, cultural ou política não impeçam, mas, ao contrário, ajudem o &#8216;esforço de aperfeiçoar os homens, tanto no plano natural como no sobrenatural&#8217;. Pio XI, Encíclica <em>Quadragesimo Anno</em> , 15 de maio de 1931, AAS, t. 23, pág. 215.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">&#8220;Sacra Synodus solemniter afirmaat ius ad libertatem conscientiæ in re religiosa external EXERCISE, salvo bono communi, sempre et ubique valere et ab omnibus agnoscendum esse&#8221;, n. 5 <em>versus finem</em> .12 <em>Ci riesce discurso</em> citado acima. </span></li>
<li><span style="color: #000000;"><em>Ci riesce discurso</em> citado acima. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">“In hominis iuribus hoc quoque numerandum est, ut et Deum, ad rectam conscientiæ suæ normam, venerari possit, et religionem privatim publice profiti”. João XXIII, encíclica <em>Pacem in terris</em> , §14. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">“Recebemos a existência para render a Deus, que nos concede, a justa homenagem que lhe é devida, de conhecê-lo somente e segui-lo somente. Esta obrigação de piedade filial nos acorrenta a Deus e nos liga a Ele, daí o nome religião”. Lactantius (250-325), <em>Instituições Divinas</em>, Livro IV. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">“Esta verdadeira liberdade, verdadeiramente digna dos filhos de Deus, que protege adequadamente a nobreza da pessoa humana, prevalece contra toda violência e toda tentativa injusta; a Igreja sempre o pediu, nunca teve nada mais caro. Os apóstolos reivindicaram constantemente essa liberdade, os apologistas a justificaram em seus escritos, os mártires em massa a consagraram com seu sangue”. Leão XIII, encíclica <em>Libertas præstantissimum</em> , 20 de junho de 1888.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">“Assim, as sociedades políticas não podem, sem crime, comportar-se como se Deus não existisse de forma alguma; … ao honrar a Divindade, eles devem seguir estritamente as regras e o modo segundo o qual o próprio Deus declarou querer ser honrado”. Leão XIII, <em>Immortale Dei</em> , 1 de novembro de 1885, §13. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">“Como estamos angustiados ao ver que em certos países a liberdade religiosa e outros direitos humanos fundamentais são violados por princípios e métodos de intolerância política, racial ou anti-religiosa. Sofremos ao ver como no mundo ainda existem tantas injustiças contra a profissão honesta e livre da própria fé religiosa”. Paulo VI, <em>Discurso </em>de abertura da segunda sessão do Concílio Vaticano II, 29 de setembro de 1963. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">Cf. Pio XII, Alocução <em>Ci riesce</em> citada acima. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">[&#8220;In eodem scilicet dogmate, eodem sensu, eademquessentia&#8221;. São Vicente de Lérins, <em>Commonitorium</em> , n. 28. Esta regra foi repetida nas próprias palavras de São Vicente de Lérins na Constituição <em>Dei Filius</em> do primeiro Concílio Vaticano.] </span></li>
<li><span style="color: #000000;">&#8220;Da mesma forma, não se pode identificar falsas teorias filosóficas sobre a natureza, origem e finalidade do mundo e do homem, com movimentos históricos fundados com uma finalidade econômica, social, cultural ou política, ainda que estes tenham sua origem e ainda se inspirem. dessas teorias. Uma doutrina, uma vez fixada e formulada, não muda, enquanto os movimentos que têm por objeto as condições concretas e mutáveis ​​da vida não podem deixar de ser amplamente influenciados por essa evolução. Além disso, na medida em que esses movimentos estão de acordo com os sólidos princípios da razão e respondem às justas aspirações da pessoa humana, quem se recusaria a reconhecer neles elementos positivos dignos de aprovação? » João XXIII, encíclica <em>Pacem in terris</em>, §159. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">“É justiça sempre distinguir entre o erro e aqueles que o cometem, mesmo que sejam homens cujas ideias falsas ou insuficiente de noções concernem à religião ou à moral. O homem desencaminhado no erro permanece sempre um ser humano e preserva a sua dignidade de pessoa a quem é sempre necessário ter em consideração”. João XXIII, encíclica <em>Pacem in terris</em> , §158. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">“Quamdiu in errore invincibili versatur, persona humana æstimatione digna est atque eius libertas religiosa ab Ecclesia agnoscitur et vindicatur”. pág. 4, não. 2, l. 18-20. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">Pio XII, Discurso aos participantes do X Congresso Internacional de Ciências Históricas, 7 de setembro de 1955: “Aos não católicos, a Igreja aplica o princípio retomado no Código de Direito Canônico, <em>ad amplexandam fidem catholicam nemo invitus cogatur</em> (c 1351), e considera que suas convicções constituem uma razão, mas não a razão principal, para a tolerância”. Discursos e mensagens de rádio de SS Pio XII, t. XVII, pág. 211-222. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">“Eadem libertas religiosa non tantum a christianis, sed ab omnibus et singulis hominibus et a communi hominum conviventia observanda est”. pág. 4, não. 3, <em>iniciação</em>. </span></li>
<li><span style="color: #000000;"><em>Ci riesce discurso</em> citado acima. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">“O crente tem o direito inalienável de professar sua fé e vivê-la como ela quer ser vivida. As leis que sufocam ou dificultam a profissão e a prática desta fé estão em contradição com a lei natural”. Pio XI, encíclica <em>Mit brennender Sorge</em> (10 de março de 1937), §36. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">“Ecclesia catholica intolerantiam religiosam summo gradu odiosam atque offensivam erga personam humanam esse declarat. Ipsa, enim, homo privatur libertate sua in observandis iis dictaminibus conscientiæ suæ quæ ipsi etiam bona fide erranti ut suprema et sacratissima aparente”. pág. 5, não. 3 <em>subs finos</em>. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">Encíclica <em>Pacem in terris</em> , §44: &#8220;Seus próprios direitos, é sobretudo como tantas expressões de sua dignidade que ele (o homem) deverá reivindicá-los, e sobre todos os outros recairá a obrigação de reconhecer esses direitos e respeitá-los&#8221;. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">Radiomensagem por ocasião do cinquentenário da <em>Rerum novarum</em> , 1º de junho de 1941: &#8220;A proteção deste direito assegurará a dignidade pessoal do homem e lhe dará a facilidade de se dedicar ao cumprimento, em justa liberdade, deste conjunto de obrigações constantes e decisões pelas quais ele é diretamente responsável perante o Criador. Com efeito, compete ao homem o dever inteiramente pessoal de conservar e aperfeiçoar a própria vida material e espiritual, a fim de atingir o fim religioso e moral que Deus designou a todos os homens e lhes deu como suprema norma, obrigando-os sempre e em todos os casos, antes de todos os seus outros deveres”. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">Cf. a análise da proposição n° 1 e a doutrina do Papa Pio XII. [ <a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/liberte-religieuse/remarques-ecrites-sur-le-chapitre-v-du-schema-sur-la-liberte-religieuse-dignitatis-humanae#identifier_29_126926">↩</a> ]</span></li>
<li><span style="color: #000000;">“In materia religiosa prædicta externæ coactionis exclusio ab Ecclesia catholica vindicatur… ut vera “libertas religiosa” seu ius personæ ne ab aliis impediatur quominus observet et proclamaet oficia sua publica et privada erga Deum et erga homines, singulariter vel coletiva sumptos, prout conscientia manifestantur. Ecclesia catholica afirmat talem libertatem religiosam competere tum singulis personis humanis tum coetibus hominum, qui demandeiis suæ conscientiæ adducuntur ut collatis viribus vitam religiosam ducant vel promoveant”. pág. 5, não. 4. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">pág. 10, nota 7.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">“Na organização jurídica das comunidades políticas na era moderna, notamos antes de tudo uma tendência a redigir em fórmulas claras e concisas uma carta de direitos humanos fundamentais. (…) No entanto, as tendências que acabámos de assinalar o comprovam bastante: os homens do nosso tempo adquiriram uma consciência mais aguçada da sua dignidade”. <em>Pacem in terris</em> , §§75 e 79. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">“A razão de ser dos poderes públicos é alcançar o bem comum, cujo elemento fundamental consiste em reconhecer o justo domínio da liberdade e proteger seus direitos”. <em>Pacem no</em> território, §104. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">Leão XIII, Encíclica <em>Sapientiæ christianæ</em>, 10 de janeiro de 1890, § 37: &#8220;Abalaríamos a integridade da fé se duvidássemos que somente a Igreja foi investida de tal poder para governar as almas, com exclusão absoluta da autoridade civil. [Mas esta distinção entre a Igreja e o Estado, por causa de seu domínio próprio, não significa, no pensamento de Leão XIII, um desinteresse do Estado no que concerne à religião: “É por isso que, da tranquilidade da ordem pública, fim imediato da sociedade civil, o homem espera os meios para se aperfeiçoar fisicamente e, sobretudo, o de trabalhar por sua perfeição moral, que reside exclusivamente no conhecimento e na prática da virtude. […] Desde então,<em>Sapientiæ christianæ</em> , §§ 40 e 41.] </span></li>
<li><span style="color: #000000;">“Assim, as sociedades políticas não podem, sem crime, comportar-se como se Deus não existisse de forma alguma; … ao honrar a Divindade, eles devem seguir estritamente as regras e o modo segundo o qual o próprio Deus declarou querer ser honrado”. <em>Immortal Dei</em> , § 13.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">“Assim, os meios implementados em benefício do bem comum não podem ser um obstáculo à salvação eterna dos homens, mas devem ainda ajudá-la positivamente”. <em>Pacem no</em> território, §59. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">“Potestas publica nequit impoonere civibus professionem determinatæ religionis tamquam conditionem ut pleno et integro iure vitae nacionali et civili participare valeant. Potestas humana debet iustitiam et æquitatem observae erga omnes qui in re religiosa dictamini suæ conscientiæ obediunt”. pág. 6, não. 5, l. 15-19. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">Cf. Pio XII, Alocução <em>Ci riesce</em> citada acima. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">“Hæc libertas religiosa pariter offenditur præprimis damnatione mortis propter rationes religiosas, sed præterea religionis causa peractis spoliatione bonorum, privatione eorum quæ ad vitam decentem requiruntur, abnegatione æqualitatis socialis vel civilis, nationalitatis, competente ad actus civiles, exercitium conbus fundamentali er nation eorum iurum agnoscuntur”. pág. 6, não. 5, l. 20-25. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">“Os homens de nosso tempo adquiriram uma consciência mais aguçada de sua dignidade; que os leva a participar ativamente nos assuntos públicos e a exigir que as estipulações do direito positivo dos Estados garantam a inviolabilidade de seus direitos pessoais”. <em>Pacem no</em> território, §79.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">“Nostris temporibus ubique terrarum libertas religiosa speciali modo urgenda est quia in dies frequentiores fiunt relationses quibus homines disparis cultus et diversae religionis inter se connectuntur”. pág. 6, não. 5 <em>sub finos</em>.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">“Os contatos cada vez mais frequentes e a mistura confusa das várias confissões religiosas dentro de um mesmo povo levaram os tribunais civis a seguirem o princípio da &#8216;tolerância&#8217; e da &#8216;liberdade de consciência&#8217;. Há também uma tolerância política, civil e social para com os seguidores de outras religiões que, neste tipo de circunstâncias, é também um dever moral para os católicos. » Discurso de Sua Santidade Pio XII à Rota Romana, 6 de outubro de 1946, AAS, 38, 1946, p. 391. [ <a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/liberte-religieuse/remarques-ecrites-sur-le-chapitre-v-du-schema-sur-la-liberte-religieuse-dignitatis-humanae#identifier_42_126926">↩</a> ]</span></li>
<li><span style="color: #000000;">&#8220;Nell&#8217;interno del suo território e per i suoi cittadini ogni Stato regolerà gli affari religiosos e morali con una propria legge&#8221;. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">pág. 11, n.11 sub-multa. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">[O Papa Pio XII evoca aqui, perante uma assembléia de juristas italianos, a possibilidade de ver aparecer nas Comunidades dos Estados leis relativas às religiões e aplicáveis ​​a todos os países membros dessas Comunidades. &#8220;De acordo com as probabilidades e as circunstâncias&#8221;, disse ele, &#8220;esta regulamentação do direito positivo seria assim formulada: dentro de seu território e para seus cidadãos, cada Estado determinará os assuntos religiosos e morais de acordo com sua própria lei&#8221;. Pio XII não pretende de modo algum tornar seu este princípio, apenas considera <em>provável</em> que num futuro mais ou menos próximo as Comunidades de Estados venham a adoptar este tipo de princípio. Com <em>este provável</em> princípio sendo exposto, Pio XII continua: &#8220;Para o jurista, político e Estado católico, surge aqui a questão: eles podem consentir em tal acordo quando se trata de entrar na Comunidade dos Povos e lá permanecer? O princípio citado não é, portanto, a expressão do pensamento do Papa, mas Pio XII pretende opor-se a ele com o ensinamento da Igreja. </span></li>
<li><span style="color: #000000;">&#8220;Innanzi tutto occorre affermare chiaramente: che nessuna autorità umana, nessuno Stato, nessuna Comunità di Stati, qualunque sia il loro carattere religioso, religiosa pode ousar um mandatório positivo ou uma autorização positiva d&#8217;insegnare o di fare ciò che sarebbe contrário alla verità o al bene moral. Un obrigatório o una autorizzazione di questo genere non avrebbero forza obligatoria e resterebbero inefficaci. Nessuna autorità potrebbe darli, perché è contro natura di obrigare lo spirito e la volontà dell&#8217;uomo all&#8217;errore ed al male oa considere l&#8217;uno e l&#8217;altro come indidifferenti&#8221;. </span></li>
</ol>
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		<title>CATECISMO ANTICOMUNISTA &#8211; PARTE 3</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2016 18:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristianofobia]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[D. Geraldo de Proença Sigaud]]></category>
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		<description><![CDATA[O SOCIALISMO  77 Haverá outro meio de preparar os homens para o comunismo?             Outro meio de preparar os homens para o comunismo é o socialismo.  78 Que vem a ser o socialismo?             O socialismo é o sistema que &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-anticomunista-parte-3/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/12/CNBB.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2543" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/12/CNBB.jpg" alt="CNBB" width="273" height="185" /></a>O SOCIALISMO</strong> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>77 Haverá outro meio de preparar os homens para o comunismo?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Outro meio de preparar os homens para o comunismo é o socialismo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>78 Que vem a ser o socialismo?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            O socialismo é o sistema que professa que todos os meios de produção, de transporte, o ensino, a assistência, toda a propriedade, devem per tencer ao Estado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>79 Para o socialismo, qual é o papel do individuo?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Para o socialismo o individuo é meio e não fim da sociedade. Por isto o Estado deve se ocupar de tudo, e cuidar do indivíduo em todos os setores, deixando a este somente aquilo que o Estado mesmo não pode fazer. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>80 Neste caso, o socialismo é o mesmo que o comunismo?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Não. O fim de um e outro é o mes mo o estabelecimento de uma sociedade sem classes, a abolição da propriedade privada e da inicia tiva privada, e a entrega ao Estado de todos os meios de produção. A diferença está em que o socialismo procura alcançar estes objetivos com meios brandos, usando da propaganda doutrinária e  das eleições, enquanto que o comunismo prefere recorrer à violência. Os meios são diferentes, mas o fim é o mesmo. O socialismo é como uma rampa pela qual o mundo desliza suavemente da ordem natural e divina para o comunismo. </span><span id="more-2542"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>81 Há formas moderadas de socialismo?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Há formas moderadas de socialismo. Tais formas existem sempre que se exagera, em medida maior ou menor, a ação do Estado, em detri mento da iniciativa individual ou da propriedade privada. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>82 Pode o católico ser socialista?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            O católico não pode ser socialista, porque o socialismo contradiz a doutrina da Igreja, que estabelece o seguinte princípio: o Estado existe para realizar as tarefas de bem comum de que nem os indivíduos, nem as famílias, nem as socie dades intermediárias são capazes por si mesmos. Este princípio defendido pela  Santa Igreja, e de modo especial pelo Santo Padre João XXIII na Encíclica “Mater et Magistra”, chama-se o “prin cípio da subsidiariedade” . </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>83 Que dizem os Papas sobre o socialismo moderado?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           Os Papas dizem que,  consistindo o socialismo, ainda que moderado, no exagero da ação estatal, é sempre condenado, porque incompatível com a justiça e a ordem natural estabelecida por Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           Por isto disse Pio XI que o socialismo — mesmo quando moderado — “não pode conci liar-se com a doutrina católica” (Encíclica “Qua dragesimo Anno”). </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>84 Que dizer então do chamado “socia lismo cristão” ou “católico”?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            O chamado “socialismo cristão” ou “socialismo católico” e uma aberração tão grande como se alguém falasse de um protestantismo católico ou de um círculo quadrado.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong> A CONQUISTA DO POVO — AS ELITES E A MASSA</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>85 Qual a técnica que o comunismo usa para conquistar as elites?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            A técnica usada pelo comunismo para conquistar as elites consiste em promover o convívio e a colaboração delas com núcleos da seita. Os comunistas aos poucos as vão levando a pen sar à maneira materialista. Levam-nas primeiro a agir como materialistas, para terminarem pensando como materialistas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           Os comunistas usam também um processo de mudança da maneira de pensar, em geral sem dis cutir, que denominam de “lavagem cerebral”. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>86 Que meios usa o comunismo para conquistar as massas?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Os grandes meios utilizados pelos comu nistas para conquistar as massas são a revolta e as promessas. Pela revolta, o comunismo açula a classe operária contra os ricos. Pelas promessas desperta nos corações a inveja e a cobiça. Para conquistar as inteligências do povo usa da propa ganda, menos para convencer do que para saturar os cérebros com as idéias que convêm ao Partido, e tirar as que lhe são contrárias. Ao Partido não interessa se a propaganda diz verdades ou menti ras: o que interessa é martelar até que a idéia pegue.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>OS PONTOS MAIS VISADOS; A REFORMA AGRÁRIA</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>87 Quais são os pontos mais visados pela seita comunista em sua campanha para domi nar um país?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Os pontos mais visados pela campanha comunista no primeiro período, que e o da des truição da sociedade católica, são os seguintes: direito de propriedade, forças armadas, pátria, fa mília, e sobretudo a Religião. Para quebrar todas as resistências, procura-se encher o povo de ódio contra tudo isto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>88 Que reformas o comunismo apregoa, para dominar um país?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Para dominar um país o comunismo apre goa a necessidade de várias reformas. A primeira é a reforma agrária, depois vem a reforma ur bana, a comercial e a industrial, todas elas de caráter mais ou menos acentuadamente expropria tório e socialista. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>89 Em que consiste a reforma agrária que os comunistas querem?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Os comunistas, tomando por pretexto a situação não raras vezes lamentável do trabalha dor rural, e a conveniência de favorecer-lhe o aces so à condição de proprietário, promovem o con fisco das propriedades rurais grandes e médias. Desde que haja só propriedades pequenas, caem todas sob o controle absoluto do Estado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>90 De que maneira uma tal reforma agrária prepara a Revolução desejada pelo comunismo?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            De tal reforma agrária o comunismo tira diversas vantagens:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">a) ela destrói as elites rurais, coluna indispensável da ordem social;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b) cria uma grande desordem no campo, com lutas, violências, homicídios;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">c) daí nasce uma grande penúria e grande fome no campo e na cidade;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">d) assim se enfraquece a nação e se leva o povo ao desespero. Com isto as resistências anticomunistas ficam prejudicadas, e o Partido pode dar o golpe da Revolução. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>91 A Igreja concorda com uma reforma agrária que viole o direito de propriedade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            A Igreja condena toda reforma agrária que não respeite como sagrado o direito da pro priedade, seja do grande fazendeiro, como do pe queno sitiante. Em ambos os casos este direito é sagrado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>92 Que reforma agraria a Igreja abençoa?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            A Igreja abençoa uma reforma agrária que atenda aos seguintes pontos fundamentais:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">a) respeito pela legítima propriedade, qual quer que seja o seu tamanho;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b) fornecimento por parte do Estado, de assistência técnica, social e financeira ao lavrador;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">c) colonização da imensa reserva de terras inaproveitadas da União, Estados e Municípios;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">d) concessão de crédito aos grandes proprietários que queiram dividir e colonizar suas terras;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">e) concessão de crédito a juros baixos e prazo longo, para os agricultores que queiram adquirir terras, montar suas fazendas ou sítios;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">f) assistência religiosa e educacional aos homens do campo;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">g) facilitar a formação de cooperativas agrícolas, livres, de iniciativa particular;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">h) facilitar o armazenamento e transporte dos produtos da agricultura. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>93 A Igreja proíbe a expropriação de uma gleba para fins sociais?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            A Igreja admite a expropriação de uma gleba para fins sociais, mas com grandes cautelas:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">a) é preciso que se trate de alcançar um bem comum proporcionadamente grande, ou de afastar um mal proporcionadamente grande;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b) é preciso que não haja outra solução que não seja dispor da gleba;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">c) é necessário que se tenha antes tentado, sem êxito, a aquisição amigável do imóvel;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">d) é necessário que o dono receba, no ato da desapropriação, e em dinheiro, o preço justo, correspondente ao valor real e atual do imóvel, seja esse valor grande ou pequeno. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>94 Há casos especiais de desapropriação?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Sim. Por exemplo, se a finalidade da obra a ser executada em determinada gleba o exi gir, o Estado poderá desapropriar, além desta, as glebas vizinhas, a fim de que a obra aproveite ao maior número de pessoas. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>O IDEAL DO COMUNISMO: A SOCIEDADE SEM CLASSES; O IGUALITARISMO</strong> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>95 Qual o ideal remoto da sociedade comunista?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            A sociedade comunista ideal, diz a seita, será, depois dos horrores da ditadura do proleta riado, uma sociedade sem classes nem proprietá rios, onde todos serão iguais, todos trabalharão, cada qual segundo as suas forças, e cada um rece berá da sociedade tudo o de que precisar. Será este o paraíso na terra. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>96 Este ideal corresponde de Deus?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Este ideal á oposto à vontade aos planos de Deus em pontos essenciais:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">a) Deus não quer que este mundo seja um paraíso, e sim um lugar em que ao lado de puras alegrias nós encontremos grandes sofrimentos, e assim, carregando a nossa cruz, nos santifiquemos. Nosso paraíso nos espera na outra vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b) Deus quer que cada indivíduo procure o seu bem-estar por seu esforço pessoal, amparado pelo Estado, mas não substituído por ele.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">c) Deus quer que entre os homens haja de sigualdades, as famílias formem classes distintas, umas mais altas que as outras, sem hostilidade re cíproca, com caridade, e sem exagerada diferença: não deve haver alguns miseráveis, e outros exces sivamente ricos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>97 Deus quer então que haja pobres e ricos, nobres e plebeus?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Está de acordo com os planos de Deus que existam pobres e ricos, gente humilde e gente importante, mas baseada toda esta hierarquia na justiça e na caridade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>98 Qual a ultima causa da desigualdade entre os homens?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            A última causa da desigualdade entre os homens é a sua liberdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           Dada a natural desigualdade de talentos e virtudes entre os homens, estes só podem ser mantidos num mesmo nível econômico diante uma ditadura de ferro, que suprima toda liberdade e toda iniciativa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>99 Como se chama a tendência que leva o homem a odiar as diferenças sociais, a querer uma sociedade sem classes?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            A tendência que leva a querer que todos sejam iguais e a odiar as diferenças de classe cha ma-se: igualitarismo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>100 Quais são os vícios que alimentam o igualitarismo?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Os vícios que alimentam o igualitarismo são:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">a) a inveja, que não tolera que o próximo seja melhor, ou mais sábio, ou mais rico;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b) o orgulho, que não tolera ninguém aci ma de nós;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">c) a soberba, que não se conforma com os planos de Deus. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>101 Que manda a justiça social?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            A justiça social manda que o Estado providencie que cada família possa conseguir por seu trabalho o necessário para seu sustento, educação de seus filhos e formação de uma reserva para o futuro, de modo que haja o menor número possí vel de miseráveis, e os ricos não sejam demasia damente ricos. Assim a sociedade será como uma pirâmide: com pessoas que vivem só de seu tra balho, pequenos proprietários, pessoas remediadas, ricos, e alguns muito ricos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>102 A justiça social manda que todos sejam iguais em fortuna e posição social?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Não. Que todos os indivíduos e famílias fossem iguais seria uma injustiça social, porque im portaria na destruição da liberdade, da iniciativa privada e do direito dos filhos a herdar dos pais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           A boa sociedade católica e humana é desigual, hierarquizada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Catecismo anticomunista</em> &#8211; D. Geraldo de Proença Sigaud</span></p>
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		<title>CATECISMO ANTICOMUNISTA &#8211; PARTE 2</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2016 16:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristianofobia]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
		<category><![CDATA[D. Geraldo de Proença Sigaud]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A REVOLUÇÃO E A CRISTANDADE 33 Qual é para o comunismo o critério supremo da verdade, da moral e do direito?             O critério supremo da verdade, da moral e do direito é para o comunismo a ação revolucionária.            Assim &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/catecismo-anticomunista-parte-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong> <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/12/COMUN.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2540" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/12/COMUN.jpg" alt="COMUN" width="194" height="259" /></a>A REVOLUÇÃO E A CRISTANDADE</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>33 Qual é para o comunismo o critério supremo da verdade, da moral e do direito?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            O critério supremo da verdade, da moral e do direito é para o comunismo a ação revolucionária.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           Assim como para o católico o fim supremo é a vida eterna, para o comunista o fim supremo da vida é a Revolução. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>34 Que e a Revolução?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Revolução, com maiúscula, é a rejeição de Deus, de Cristo, da Igreja, e de tudo o que deles provém, é a organização da vida humana somente segundo a razão humana e as paixões humanas. Seu ideal é a Cidade do homem sem Deus, oposta à Cristandade e à ordem natural, que é a Cidade de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>35 Que é a Cristandade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Cristandade é a sociedade temporal organizada segundo Deus, isto é, de acordo com o direito natural e a palavra de Deus, revelada por Jesus Cristo, transmitida, interpretada e aplicada à vida pela Igreja Católica. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>36 Quais são os fundamentos da Cristandade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Os fundamentos da Cristandade são dois: o direito natural e a Revelação, trazida por Jesus Cristo e transmitida pela Igreja Católica.</span><span id="more-2539"></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"> <span style="color: #000000;"><strong>VIRTUDES QUE FUNDAMENTAM A CRISTANDADE E PAIXÕES QUE MOVEM A REVOLUÇÃO</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>37 Sobre que virtudes se baseia a Cris tandade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            A Cristandade se baseia principalmente sobre as seguintes virtudes: a fé, a castidade e a humildade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>38 Que paixões desordenadas são a mola da Revolução?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           O orgulho, que rejeita a fé; a sensualidade que rejeita a castidade; a soberba, que rejeita a humildade, são as molas principais da Revolução. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>39 Quais são as conseqüências destas paixões?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Do orgulho, que rejeita a fé, nasce a negação da vida eterna como fim da existência terrena, bem como a negação de Deus, e de Cristo como Senhor do homem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           Da sensualidade, que rejeita a castidade, nas ce o desejo de gozar esta vida de todas as formas, e em conseqüência ela conduz ao desprezo e a dissolução da família.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           E da soberba, que rejeita a humildade, nasce a revolta  contra a autoridade divina e humana, e contra todas as limitações que o homem pode sofrer. De modo especial ela conduz ao igualitarismo, isto é, ao ideal comunista de uma sociedade sem classes. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>40 Que se entende ai por classe social?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           Classe social e um conjunto de pessoas — e suas respectivas famílias — cujas funções na sociedade são diversas, porém iguais em dignidade. Exemplo: advogados,  médicos, engenheiros, fazen deiros, oficiais das Forças Armadas, apesar da diversidade de suas funções, constituem com suas famílias uma mesma classe social. — Todas as classes sociais são dignas, mas não iguais em dignidade. Por exemplo: o trabalho manual é digno e foi até exercido pelo Verbo Encarnado; todavia, a dignidade do trabalho intelectual é intrinsecamente maior: o espírito é mais do que a matéria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>41 A que titulo a família faz parte da classe social?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            De acordo com a lei natural e a doutrina da Igreja, a família participa de algum modo, não só do patrimônio, como da dignidade, honra e consideração de seu chefe, com o qual forma um só todo e a cuja classe social pertence. Sendo inerente à família a transmissão aos filhos, não só do patrimônio dos pais, como também, de certo modo, da honra e consideração que se prende ao nome paterno, a presença da família na classe so cial dá a esta um certo caráter de continuidade hereditária.<strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>42 Então uma pessoa não pode passar pare uma classe a que não pertence a sua família?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           Pode. Não se deve confundir classe so cial com casta. No regime pagão das castas existe entre estas uma barreira intransponível. Cada pes soa pertence necessariamente, por toda a vida, à casta em que nasceu. Isto, quaisquer que sejam suas ações, boas ou más. Na civilização cristã, não há castas impermeáveis, mas classes sociais permeáveis. Ou seja, a pessoa pertence à classe em  que nasceu, mas pode elevar-se a outra se tiver um mérito saliente. Bem como pode decair, em razão de seu mau procedimento. Assim, o princípio da hereditariedade se harmoniza com o postulado da justiça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           O comunismo, ao invés, quer uma sociedade sem classes, em que todos sejam iguais, no que contraria o princípio natural da hereditariedade e as exigências da justiça.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>O PROLETÁRIO É O ÚNICO HOMEM IDEAL, SEGUNDO O COMUNISMO</strong> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>43 Se não há Direito, como pode, segun do os comunistas, existir a sociedade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            A sociedade, segundo os comunistas, exis tirá sem Direito: existirá pela força. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>44 Em mãos de quem ficará a força na sociedade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Aqueles que representam o homem mais perfeito hão de ter em suas mãos a força na sociedade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>45 Quem representa o homem mais per feito, de acordo com o comunismo?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           Segundo o comunismo, os proletários não tem nenhuma raiz que os prenda ao passado ou a sociedade presente, e portanto são os homens mais livres de limitações; são eles que, unidos, constituem a maior força revolucionaria. Para a seita comunista o proletário é, pois, o homem mais perfeito. De fato, em sua mentalidade não existem os “entraves” e as “degenerescências” que ligam as outras classes à ordem social vigente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           Por isso mesmo, a seita o considera como o instru mento ideal da Revolução. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>46 Que devem fazer os proletários, de acordo com o comunismo?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            De acordo com o comunismo, os proletários devem mover guerra às outras classes, e im plantar a ditadura do proletariado, que pela violência extermine a Igreja, o Clero, os nobres, os ricos, os proprietários, os que se realçam pela inteligência, todos os homens independentes, e assim destrua tudo o que se opõe á Revolução.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>A LUTA DE CLASSES</strong> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>47 Como se chama esta oposição entre os proletários e os demais cidadãos?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Esta oposição se chama luta de classes. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>48 Esta luta durará muito?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Para os comunistas, esta luta não termi nará senão quando no mundo inteiro só houver a classe dos proletários, isto é, dos trabalhadores que não têm nada de próprio.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong> A PROPRIEDADE, A VIDA HUMANA E A ESCRAVIDÃO DO OPERARIADO</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>49 O indivíduo, no regime comunista, não pode possuir nada?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            No regime comunista o indivíduo não é dono de nada. Tudo é do Estado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>50 O comunismo não admite por vezes o direito de propriedade?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Quando está no poder, o comunismo às vezes concede o uso de algum imóvel a um ou outro trabalhador. Mas não reconhece o direito de propriedade, pois pode tomar tudo a todos, quando quiser. O homem, no regime comunista, não tem sequer direito ao fruto do seu trabalho. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>51 No regime comunista ninguém é, en tão, dono de nada?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            No regime comunista ninguém é dono de nada: nem do dinheiro, nem da fábrica, nem do campo, nem da casa, nem da profissão, nem de si mesmo. Tudo é do Estado, tudo depende do Estado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>52 Então o regime comunista é de escravidão?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           O regime comunista estabelece a mais completa escravidão, pois não reconhece ao homem nenhum direito. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>53 O comunismo respeita a vida humana?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Não. Uma vez que o homem não passa de animal, o comunismo trata a vida humana como nós tratamos a dos bois. Se fôr preciso, mata-se. Assim, para dominar a Rússia foi preciso assassi nar cerca de 20 milhões de russos, ou fuzilando-os, ou deixando-os morrer de fome. Nos campos de concentração da União Soviética, ao tempo de Stalin, calcula-se que havia 16 milhões de homens e mulheres de todas as categorias, padres, intelectuais, operários, que trabalhavam como escravos e acabaram morrendo de miséria. Para conquistar o poder, os comunistas chineses assassi naram vários milhões de pessoas. Para dominar os católicos da Espanha, as milícias bolchevistas mataram onze Bispos e 16.852 Sacerdotes e Religiosos, bem como muitos milhares de pais  de família. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>54 No regime comunista, o operário pode se queixar, fazer greve, trocar de serviço?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Não. O Partido marca onde o operário deve trabalhar. Neste trabalho ele deve produ zir o máximo. Não pode reclamar, e nem é bom pensar em greve, porque quem pensar vai para o degredo na Sibéria, para um campo de concentra ção ou para a forca. No regime comunista o operário não tem direito algum. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>55 Os comunistas mantêm sempre os operários na miséria?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Até hoje a situação material dos operários em todos os países comunistas é em geral miserável. Todavia, a Rússia promete que no ano 2000 os trabalhadores russos terão a mesma situa ção que têm atualmente os seus colegas ocidentais. O comunismo não se interessa pelo bem-estar dos operários senão enquanto ele é útil para a Revolução, por isso, se os operários, obtido o bem-estar, começam a desobedecer, volta de novo a miséria. O comunismo trata os trabalhadores como reses, ou como escravos. O senhor de es cravos dava-lhes comida porque lhe interessava que eles fossem fortes e sadios, para poderem trabalhar. Mas, se em dado momento parecer ne cessário às autoridades comunistas reduzir gravemente o padrão de vida da classe trabalhadora, em favor do desenvolvimento das industrias do Estado ou do seu poderio militar, fá-lo-ão sem hesitação, pois para elas o operário é escravo e o escravo não tem direito. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>56 Nos países não comunistas, o comu nismo quer melhorar a situação dos operários?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Não. Nos países não comunistas o comunismo quer que os operários fiquem tão miseráveis, que cheguem ao desespero, e assim provoquem greves e desordens, as quais os comunistas apro veitarão para derrubar o governo legítimo e im plantar a sua ditadura. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>57 Nos países dominados pelos comunis tas não há diferenças de riqueza e de classe social?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            O comunismo promete abolir as diferenças de riqueza e de classe. Mas isto é contra a natu reza humana. Destruindo a moral e o direito, o comunismo favorece um grupo de dirigentes e de membros do Partido, que dispõem de grandes ri quezas e vivem com fartura e luxo em casas sun tuosas, enquanto o operário em geral passa privações, e obrigado a trabalhar onde o Partido manda, tem para morar somente um quarto, onde se amon toam os pais, os filhos e todos os membros da família, sem cozinha, nem banheiro próprios. A diferença entre os que mandam e os outros é mui to maior que entre os capitalistas e os operários. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong> O PAPEL DE SATANÁS</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>58 Quem inventou este regime?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           Quem inventou este regime foi Satanás, que sabe que o melhor meio de levar os homens à perdição eterna e fazê-los rebelarem-se contra a ordem constituída por Deus.<strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>59 Como que Satanás consegue adeptos para este regime?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Prometendo aos homens o paraíso na terra se eles renunciarem a Deus e ao Céu, Satanás con segue enganá-los como o fez a nossos primeiros pais, e o resultado é o inferno na terra e na eternidade.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>A VIOLÊNCIA E A LIBERDADE</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>60 Como se implanta o regime comunista?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            O regime comunista é implantado, em ge ral, pela violência. Os comunistas procuram che gar ao poder de qualquer modo: por eleições, por pressão de tropas estrangeiras, por golpes arma dos. Uma vez no poder, destroem toda oposição, e implantam a ditadura, em nome do proletariado.           </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>61 Então são os operários que passam a mandar?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Não. Os operários não mandam. Eles passam a situação de escravos, trabalham onde o governo os manda trabalhar, não podem se afastar dali; recebem o salário que o governo quer e, se reclamam, podem até ser fuzilados. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>62 O comunismo admite direito, à greve?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           Nos países que quer dominar, o comunis mo exige que a lei estabeleça o direito de greve; e organiza paredes para desmantelar a economia nacional. Mas, uma vez dominado o país, não to lera a greve em nenhuma hipótese, e sujeita o operário à mais tirânica escravidão </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>63 É somente pela violência que o comunismo é implantado?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           Em geral o comunismo é implantado pela violência; mas ele é preparado por muitas atitudes dos cristãos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>O MATERIALISMO DO OCIDENTE PREPARA O CAMINHO DO COMUNISMO</strong> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>64 Que atitudes dos cristãos preparam a vitória do comunismo?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           Como o comunismo nasce do materialismo, da sensualidade e do orgulho, o materialismo prático dos cristãos que vivem como se não houvesse a eternidade cria o caldo de cultura em que o bacilo comunista prolifera.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>65 Dê alguns exemplos destes materialistas práticos.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Posso dar os seguintes exemplos: quem só se preocupa com ganhar dinheiro; quem pro cura gozar dos prazeres da vida, embora lícitos, sem se interessar pela prática da oração e da peni tência; quem se entrega ao jogo; quem freqüenta lugares suspeitos; quem se veste com sensualidade, sem modéstia; quem dança as danças modernas; quem lê revistas obscenas ou sensuais; os freqüen tadores do cinema e da televisão imorais; quem se desinteressa pela graça santificante, pecando como se não houvesse pecado. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>A IGREJA E OS OPERARIOS</strong> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>66 Que tem feito a Igreja pelos pobres e operários?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            A Igreja, ao longo da Historia, aboliu a escravatura, defendeu os fracos e pobres, ensinou os ricos e poderosos a amparar os humildes, difun diu a justiça e a caridade. Organizou os trabalha dores em grandes sociedades chamadas corporações, que cuidavam de sua formação técnica, de sua prosperidade material, do bem espiritual deles e de sua família, lhes davam assistência na doença e cuidavam dos seus filhos em caso de morte. Estas associações sofreram um golpe de morte com a Revolução Francesa, mas duraram em muitos países até as agitações do ano de 1848; na Alemanha elas ainda existem. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>67 Depois de 1848 a Igreja não fez mais fada pelos operários?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            O individualismo introduzido pela Revolução Francesa destruiu as corporações católicas e deixou os operários entregues à própria sorte. Então a Igreja empreendeu um grande trabalho em favor deles, simultaneamente em três pontos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>68 Qual foi a primeira frente que a Igreja atacou?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            A Igreja Católica procurou, de início, principalmente minorar a miséria das pessoas. Para este fim multiplicou as Santas Casas, os orfanatos, asilos para velhos, Oratórios festivos, creches, e obras de assistência social. Assim é que, para dar um exemplo, no Estado de São Paulo, atualmente, de cada cem instituições de caridade ou de assistência, oitenta são mantidas pela Igreja Católica. Os comunistas não mantêm nenhuma. As vinte restantes pertencem a outras igrejas, às organizações leigas e ao Poder público. Nos outros Estados do Brasil, a proporção de obras mantidas pela Igreja é ainda maior. E note-se que as instituições de caridade e assistência mantidas e dirigidas pela Igreja funcionam admiravelmente. Basta ver um hospital dirigido por Religiosas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>69 Qual foi a segunda frente que a Igreja atacou?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Enquanto fundava e organizava instituições de caridade e de assistência, a Igreja lutava para corrigir os defeitos da sociedade que geravam tanta miséria. Desde o Papa Pio IX, e principalmente no pontificado de Leão XIII, Ela insistiu com os ricos, os patrões, o Estado e os trabalhadores para que se lembrassem da ordem social que Deus quer e Jesus Cristo fundou, e se aplicassem a melhorar as condições de vida do operário. Os Papas ensinaram que o trabalho não é mercadoria, e que o homem que trabalha tem direito a um salário nas seguintes condições: a) que lhe permita viver com dignidade; b) que dê para criar e educar os filhos; c) que possibilite ao trabalhador diligente e econômico formar um pecúlio que melhore a sua situação e lhe garanta o futuro. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>70 Os ensinamentos dos Papas tiveram resultado?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           Os ensinamentos dos Papas já modificaram completamente, em muitos países, a mentalidade dos patrões e dos operários, e melhoraram felizmente as condições destes últimos. Mas a Igreja continua a insistir, e o atual Pontífice, Sua Santidade o Papa João XXIII, publicou há pouco a Encíclica “Mater et Magistra”, em que ensina mais uma vez como os patrões devem tratar os trabalhadores, para que haja justiça, caridade e paz. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>71 Qual foi a terceira frente em que a Igreja empreendeu o grande trabalho em favor dos operários?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           A Igreja, enquanto atendia as misérias mais gritantes e imediatas, e ensinava aos patrões e operários como devia ser as suas relações de acordo com a justiça e a caridade, promovia a organização destes e daqueles em associações, que se chamam corporações, círculos operários, etc. Estas organizações formam nos vários países grandes confederações, como na França a Confederação dos Trabalhadores Cristãos, na Itália a Asso ciação Católica dos Trabalhadores Italianos, no Brasil a Confederação dos Círculos Operários, etc. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>72 Em que mais os Papas insistiram?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Os Papas insistiram em que os operários se unam, para juntos defenderem os seus direitos, respeitando, porém, os direitos dos patrões. Os Papas aconselham a estes que, na medida do possível, melhorem o salário e as condições dos trabalhadores, dando-lhes mais do que o estritamente justo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>73 Quais os Papas que mais se salientaram , na ação em favor dos  direitos do operário, e da justiça e harmonia entre as classes sociais?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Todos os Papas se têm desvelado pela melhora da dura situação que começou para os operários com a Revolução Francesa. De um modo especial devem-se mencionar os seguintes Pontífi ces: Leão XIII, autor da Encíclica “Rerum Novarum”; Pio XI, autor da Encíclica “Quadragesimo Anno”; João XXIII, autor da Encíclica “Mater et Magistra”. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>74 Que Papas se salientaram na luta contra o comunismo?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Todos os Papas, de Pio IX a João XXIII, tem condenado o comunismo. A Encíclica “Divini Redemptoris” de Pio XI trata especialmente do assunto, com grande, clareza e vigor. Durante o pontificado de Pio XII, a Suprema Sagrada Congregação do Santo Ofício fulminou com a pena de excomunhão quem pertence ao Partido Comu nista ou colabora com ele. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>75 Quais as conseqüências práticas desta excomunhão?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">            Os membros do Partido Comunista e os que com ele colaboram não podem receber os Sacramentos nem ser padrinhos de batismo, confir mação e casamento, ficam privados de enterro reli gioso e sepultura eclesiástica, e não se pode cele brar em público: missa em sufrágio de suas almas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>76 Os comunistas têm direito de divulgar suas doutrinas, de viva voz, ou pela imprensa, rádio e outros meios de propaganda?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">           Não. Segundo a doutrina católica o erro não tem direito de ser difundido. Cumpre ao Poder Público proibir-lhe a propaganda.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Catecismo anticomunista</em> &#8211; D. Geraldo de Proença Sigaud</span></p>
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