<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>DOMINUS EST &#187; Espirito Santo</title>
	<atom:link href="http://catolicosribeiraopreto.com/tag/espirito-santo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://catolicosribeiraopreto.com</link>
	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
	<lastBuildDate>Thu, 16 Apr 2026 13:32:24 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=4.2.2</generator>
	<item>
		<title>DOMINGO DE PENTECOSTES: AMOR DE DEUS PARA COM OS HOMENS NA MISSÃO DO ESPÍRITO SANTO</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/domingo-de-pentecostes-amor-de-deus-para-com-os-homens-na-missao-do-espirito-santo-4/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/domingo-de-pentecostes-amor-de-deus-para-com-os-homens-na-missao-do-espirito-santo-4/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 May 2021 11:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Espirito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Santo Afonso]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=22161</guid>
		<description><![CDATA[Acesse a leitura clicando na imagem.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/domingo-de-pentecostes-amor-de-deus-para-com-os-homens-na-missao-do-espirito-santo/"><img class=" size-full wp-image-4545 aligncenter" src="http://www.catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/04/pentecoste.jpg" alt="pentecoste" width="500" height="309" /></a><strong>Acesse a leitura clicando na imagem.</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/domingo-de-pentecostes-amor-de-deus-para-com-os-homens-na-missao-do-espirito-santo-4/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O DOM DE LINGUAS, OS PADRES DA IGREJA E OS SANTOS</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/o-dom-de-linguas-os-padres-da-igreja-e-os-santos/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/o-dom-de-linguas-os-padres-da-igreja-e-os-santos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 May 2016 19:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Espirito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Pentecostes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=4932</guid>
		<description><![CDATA[A virgem Santíssima e o dom das línguas Questão IV: Se a Virgem recebeu o dom de línguas, chamado por alguns “glossolalia”. a) “Afirmativamente, porque recebeu este dom com os apóstolos no dia de Pentecostes, e, como disse Santo Alberto Magno: A &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-dom-de-linguas-os-padres-da-igreja-e-os-santos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/05/pent.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4933" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/05/pent-300x221.jpg" alt="pent" width="300" height="221" /></a>A virgem Santíssima e o dom das línguas</strong></span><br />
<span style="color: #000000;"> <u><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;"><br />
</span></u>Questão IV: Se a Virgem recebeu o dom de línguas, chamado por alguns “glossolalia”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">a) <em style="font-weight: inherit;">“Afirmativamente, porque recebeu este dom com os apóstolos no dia de Pentecostes, e, como disse </em><strong style="font-style: inherit;"><em>Santo Alberto Magno</em></strong><em style="font-weight: inherit;">: A Virgem estava com eles quando apareceram as línguas repartidas como de fogo, logo recebeu o dom das línguas com eles” (Mariale, q. CXVII); b) Ademais, ainda que não tivesse de ir pregar o Evangelho as diversas nações e gentes, todavia, no principio da Igreja nascente se concedia com freqüência este dom aos fiéis, ainda a aqueles a quem não se havia conferido o ministério de pregar e propagar o Evangelho como consta (At, XIX, 6); c) E assim convinha, porque acudindo Maria muitos fiéis de diversas nações, já por piedade filial, e que buscavam de instruções, devia conhecer seus idiomas para entendê-los e instruí-los plenamente nas coisas da fé. d) Finalmente,</em><strong style="font-style: inherit;"><em>Suarez</em></strong><em style="font-weight: inherit;">julga provável que ainda antes de Pentecostes, Maria já tivesse usado desta graça, caso a necessidade ou a ocasião tivesse exigido, como quando Cristo foi adorado pelos magos, é de crer que Maria entendeu a sua linguagem, como é também crível que, quando foi ao Egito, entendia e falava a língua dos egípcios. (In 3, disp. XX) – </em><strong style="font-style: inherit;"><em>(ALASTRUEY, Gregório. Tratado de la Virgen Santíssima. Madrid: BAC, 1945, p. 350-351)</em></strong></span><br />
<span style="color: #000000;"> <strong><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;"><u><br />
</u><strong style="font-style: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">Padres da Igreja e o dom das línguas</span></strong></span></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">No séculos II, <strong style="font-style: inherit;">Santo Irineu</strong> (c.115-200) se refere a uma fala extática não-idiomática, do tipo que os pentecostais praticam hoje. Descreve e condena as ações de um certo Marcos que “profetizava”, sob influência “demoníaca”. Marcos compartilhava o seu “dom” e outros também “profetizavam”. Seduzia mulheres e lhes prometia o carisma. Quando a recebiam, falavam algo sem sentido:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“Então ela, de maneira vã, imobilizada e exaltada por estas palavras e grandemente excitada… seu coração começa a bater violentamente, alcança o requisito, cai em audácia e futilidade, tanto quanto pronuncia algo sem sentido, assim como lhe ocorre”. </span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(Contra Heresias I, XIII, 3)</em></strong>Irineu também se refere ao dom de línguas dos apóstolos e da época em que vivia. Cita II Cor. 2:6, explicando que “os perfeitos” falam em “todos os tipos” as línguas:</span><span id="more-4932"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“… nós também ouvimos muitos irmãos na Igreja,… e que através do Espírito, falam todos os tipos de línguas, e trazem à luz para o benefício geral as coisas escondidas dos homens, e declaram os mistérios de Deus…”. </span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(Contra Heresias V,VI,1)</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Ao informar que falam todos os tipos de língua, Irineu parece se referir a línguas que admitem classificação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">O curioso é que o movimento de herético de Montano (c.150-200) envolveu um êxtase religioso, com elocuções não-idiomáticas, semelhantes à pseudo-glossolalia pentecostal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">De acordo com descrições registradas por <strong style="font-style: inherit;">Eusébio</strong> (c.265-?), Montano entrou em uma espécie de delírio e balbuciava “coisas estranhas”. Ele “encheu” duas mulheres com o “falso espírito”, e elas falaram “extensa, irracional e estranhamente”:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“ficou fora de si e [começou] a estar repentinamente em uma sorte de frenesi e êxtase, ele delirava e começava a balbuciar e pronunciar coisas estranhas, profetizando de um modo contrário ao costume constante da igreja (…) E ele, excitado ao lado de duas mulheres, encheu-as com o falso espírito, tanto que elas falaram extensa, irracional e estranhamente, como a pessoa já mencionada.” </span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(História da Igreja V,XVI:8,9 )</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Depreende-se deste texto que o fenômeno lingüístico montanista envolvia:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">(a) uma forte expressão emocional, deduzida das menções de “êxtase”, “frenesi” e delírio;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">(b) o texto indica uma linguagem não-idiomática, de “balbucios”, e um falar “estranho”, “irracional”. Tomadas em conjunto, estas características assemelham-se à glossolalia pentecostal. A comparação torna-se tão evidente, ao ponto de o montanismo ser apelidado de “protótipo dos pentecostais”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Sabe-se que a “glossolalia” montanista se tratava de uma reminiscência dos excessos frígios. Sob esta ótica, a glossolalia pentecostal perdeu o apoio da igreja do segundo século e se alinhou com uma religião não-cristã da mesma época.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">Orígenes</span></strong> (c.195-254) em sua época, se opôs a um certo Celso, que clamava ser divino, e falava línguas incompreensíveis:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“A estas promessas, são acrescentadas palavras estranhas, fanáticas e completamente ininteligíveis, das quais nenhuma pessoa racional poderia encontrar o significado, porque elas são tão obscuras, que não têm um significado em seu todo.” </span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(Contra Celso, VII:9)</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Uma linguagem ininteligível soa “estranha”, “obscura” e “fanática” para Orígenes. Assim como para Irineu e mais tarde foi para Eusébio. Para Orígenes, as palavras “completamente ininteligíveis”, eram mais o subproduto de uma distorção religiosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">Arquelau</span></strong>, bispo de Carcar no fim do segundo século comenta sobre o dom de línguas no Pentecostes. O contexto indica uma identificação como idiomas naturais. Para Arquelau, Mane era incapaz de conhecer a língua dos gregos porque não possuía o dom de línguas do Espírito, que o capacitaria a entendê-las:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“Ó seu bárbaro persa, você nunca foi capaz de conhecer a língua dos gregos, dos egípcios, ou dos romanos, ou de qualquer nação, (…). Pelo que diz a Escritura? Que cada homem ouvia os apóstolos falarem em sua própria língua através do Espírito, o Parácleto”.</span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(Disputa com Mane, XXXVI)</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Na <strong style="font-style: inherit;">Didaquê Siríaca</strong> comenta-se o evento do Pentecostes. Os discípulos estavam preocupados sobre como iriam pregar ao mundo, se eles não conheciam os idiomas. Então, receberam o dom de falar idiomas estrangeiros e foram para os países onde esses idiomas eram falados:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“de acordo com a língua que cada um deles tinha diferentemente recebido, para que a pessoa se preparasse para ir ao país no qual a língua era falada e ouvida”. </span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(Didaquê Síriaca, seção introdutória).</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">No século IV, <strong style="font-style: inherit;">Cirilo de Alexandria</strong> (c.315-387), Doutor da Igreja em seus Sermões Catequéticos (sermão XVII: 16), interpreta o dom de línguas do Pentecostes como idiomas estrangeiros. Isto indica que, pelo começo do quarto século, a glossolalia apostólica também era tida como um idioma comum. Cita por nome alguns idiomas falados pelos apóstolos:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“O galileu Pedro ou André falavam persa ou medo. João e o resto dos apóstolos falavam todas as línguas para aquela porção de gentios (…) Mas o Santo Espírito os ensinou muitas línguas naquela ocasião, línguas que em toda a vida deles nunca conheceram” </span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(Sermões Catequéticos (sermão XVII: 16)</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Para <strong style="font-style: inherit;">Gregório Nazianzeno</strong> (c.330-390), Doutor da Igreja, o dom de línguas em Atos também se referia a idiomas estrangeiros:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“Eles falaram com línguas estranhas, e não aquelas de sua terra nativa; e a maravilha era grande, uma língua falada por aqueles que não as aprenderam”. Gregório ainda argumenta que o dom foi de falarem línguas estrangeiras e não dos ouvintes as entenderem. Segundo ele, se fosse assim, o milagre não seria dos que “falam” em línguas, mas “dos que ouvem”.</span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(Do Pentecostes, oração XLI:16)</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">Ambrósio</span></strong> (330-397), também Doutor da Igreja, embora não discuta a natureza do dom de línguas, ressalta que cada pessoa recebe dons espirituais diferentes. Para ele,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“todos os dons divinos não podem existir em todos os homens, cada um recebe de acordo com a sua capacidade ao deseja ou merece” </span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(Do Espírito Santo II, XVIII, 149)</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Se Ambrósio também quer dizer com isto que o falar em línguas não se manifesta em todos os cristãos, a citação pode se confrontar e divergir completamente com a posição pentecostal de que todos devem ter “o” dom de línguas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">São <strong style="font-style: inherit;">João Crisóstomo</strong> (Doutor da Igreja) (347-406), é o primeiro a interpretar detidamente a glossolalia em I Coríntios. Em sua conhecida retórica de orador, questiona a ausência do dom de línguas: <em style="font-weight: inherit;">“Por que então eles aconteceram, e agora não mais?”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">São João Crisóstomo detalha sua explicação. Ele vê o dom de línguas do N.T. como um fenômeno reverso ao da Torre de Babel. Os discípulos receberam o dom porque deveriam</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“ir afora para todos os lugares (…) e o dom era chamado de dom de línguas porque ele poderia falar de uma vez diversas línguas”.</span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Comentando I Co. 14:10, aplica a passagem à diversidade de idiomas:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“i.e., muitas línguas, muitas vozes de citianos, tracianos, romanos, persas (…) inumeráveis outras nações.”</span></em>E sobre I Co. 14:14, São João Crisóstomo sublinha que aquele que fala em línguas não as entende, porque não conhece o idioma em que fala:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“Pois se um homem fala somente em persa ou outra língua estrangeira, e não entende o que ele diz, então é claro que ele será para si, dali em diante, um bárbaro (…) Pois existiam (…) muitos que tinham também o dom da oração, junto com a língua; e eles oravam e a língua falava, orando tanto em persa ou linguagem latina, mas o entendimento deles não sabia o que era falado”.98 </span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(Homilias na Epístola de Paulo aos Coríntios, capítulo XXXV).</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Para <strong style="font-style: inherit;">Agostinho</strong> (Doutor da Igreja) (354-430), o dom de línguas concedido aos apóstolos no Pentecostes se tratava da capacidade sobrenatural de falar línguas estrangeiras. Demonstra que, no período apostólico, o Espírito operava…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“sensíveis milagres… para serem credenciais da fé rudimentar” (Contra os Donatistas: Sobre o Batismo, III:16).</span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Agostinho reforça o dom de línguas como idiomas naturais. Eram línguas que os discípulos“ não tinham aprendido”. E, na pregação posterior,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">o… “evangelho corria através de todas as línguas”.100 <strong style="font-style: inherit;">(Epístola de São João, Homilia VI:10)</strong></span><br />
<span style="color: #000000;"> <em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“Nos primeiros tempos, o Espírito Santo descia sobre os fiéis e estes falavam em línguas, sem as ter aprendido conforme o Espírito lhes dava a falar. Foram sinais oportuno para esse tempo… o sinal dado passou depois” </span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(Comentário da Primeira Carta de São João, Tratado IV, 10).</em></strong>Algo a se notar nos Padres da Igreja é a completa ausência do dom de línguas do tipo pentecostal. Percebe-se que na Igreja do tempo dos Padres, o dom de línguas não esboçava qualquer centralidade, ou mesmo relevância como possui hoje em dia para a heresia pentecostal. Caso o dom de línguas como se difunde hoje, fosse fundamental na doutrina apostólica como evidência do batismo do Espírito Santo, teria certamente teria feito parte dos credos e da tradição dos Padres da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Logo, num prisma negativo, pseudo-glossolalia pentecostal considerados neste artigo não encontram suporte nos Pais da Igreja:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">(1) A glossolalia não-idiomática :</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">(a) não foi considerada como dom do Espírito;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">(b) foi rejeitada pela igreja da época;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">(c) revelou origens e feições não-cristãs. Tida como principal manifestação lingüística do pentecostalismo, a glossolalia não-idiomática encontra reprovação no conjunto dos Pais da Igreja.</span><br />
<span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;"> Nos Pais da Igreja a glossolalia:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">(a) não é indicadora da plenitude do Espírito Santo;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">(b) não é indicadora indireta da própria salvação do crente; ou</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">(c) não é um elemento distintivo dos verdadeiros crentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Em relação à glossolalia como o dom, os Pais da Igreja têm o falar em línguas como:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">(a) não-obrigatório para o cristão;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">(b) o dom de línguas na patrística é apenas “um” entre outros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">A doutrina do dom das línguas em Santo Tomás de Aquino</span></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Santo <strong style="font-style: inherit;">Tomás de Aquino</strong>, ao comentar o Capítulo XIV da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, escreveu:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“Quanto ao dom de línguas, devemos saber que como na Igreja primitiva eram poucos os consagrados para pregar ao mundo a Fé em Cristo, a fim de que mais facilmente e a muitos se anunciasse a palavra de Deus, o Senhor lhes deu o dom de línguas” </span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(S. Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pag 178.)</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Vê-se, portanto, que o dom de línguas foi dado aos primeiros cristãos para que anunciassem a religião verdadeira com mais facilidade. Os Coríntios, por sua vez, desvirtuaram o verdadeiro sentido do dom de línguas:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“Porém, os coríntios, que eram de indiscreta curiosidade, prefeririam esse dom ao dom de profecia. E aqui, por ‘falar em línguas’ o Apóstolo entende que em língua desconhecida e não explicada: como se alguém falasse em língua teutônica a um galês, sem explicá-la; esse tal fala em línguas. E também é falar em línguas o falar de visões tão somente, sem explicá-las, de modo que toda locução não entendia, não explicada, qualquer quer seja, é propriamente falar em língua” </span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(S. Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 178-179.).</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Temos aqui uma consideração importante. Para São Tomás, o “falar em línguas” pode ser entendido de duas formas:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">a) falar em uma língua desconhecida, mas existente, como no caso de Pentecostes, no qual pessoas de várias línguas compreendiam o que os apóstolos pregavam.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">b) a pregação ou oração sobre visões ou símbolos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">E o doutor angélico confirma isso mais adiante:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“ suponhamos que eu vá até vós falando em línguas’ (I Co 14, 6). O qual pode entender-se de duas maneiras, isto é, ou em línguas desconhecidas, ou a letra com qualquer símbolos desconhecidos” </span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 183.)</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Haja vista que a primeira forma de falar em línguas é suficientemente clara – ou seja, que é um milagre pelo qual uma pessoa, que tem por ofício pregar às almas, fala numa língua existente sem nunca a ter estudado – consideremos a segunda forma de manifestação desse dom, segundo São Tomás. Neste caso, falar em línguas é uma simples predicação numa linguagem pouco clara, como, por exemplo, falar sobre símbolos, visões, em parábolas, etc:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“(…) se se fala em línguas, ou seja, sobre visões, sonhos (…)” <strong>(Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 208.).</strong></span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">E ainda:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">[lhes falarei] “ ‘Em línguas estranhas’, isto é, lhes falarei obscura e em forma de parábolas”</span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 200).</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“(…) em línguas, isto é, por figuras e com lábios (…)” </span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 200.)</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Para São Tomás, quem assim procede, isto é, usa de símbolos nas práticas espirituais, tem o mérito próprio da prática de um ato de piedade. Caso o indivíduo compreenda racionalmente o que diz, lucra, além do mérito, o fruto intelectual da ação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Quem reza o Pai-Nosso, por exemplo, mesmo sem compreender perfeitamente o valor de suas petições, tem o mérito próprio da boa ação de rezar. Por outro lado, quem reza o Pai-Nosso com o conhecimento de seu significado mais profundo, lucra, além do mérito, a consolação intelectual da compreensão de uma verdade espiritual. Por esse motivo, São Paulo exorta aos que “falam em línguas” – ou seja, que usam símbolos nos atos de piedade – para que peçam também o dom de “interpretar as línguas”, quer dizer, de compreender o que diz por meio simbólico, afim de que possa ganhar, além do mérito, a compreensão racional do ato.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">No que se refere ao uso público do dom de línguas, o Apóstolo determina que ele nunca deve ser usado sem que haja intérprete, ou seja, sem que haja quem explique os símbolos para os que não os compreendem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Comentado o versículo 27, no qual São Paulo exorta que não falem em línguas mais que dois ou três durante o culto público, diz São Tomas:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“É de notar-se que este costume até agora (…) se conserva na Igreja. Por que as leituras, epístolas e evangelhos temos em lugar das línguas, e por isso na Missa falam dois (…) as coisas que pertencem ao dom de línguas, isto é, a Epístola e o Evangelho” </span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 208.)</em></strong>Para São Tomás, a leitura da Epístola e do santo Evangelho, na Missa, são a forma de “falar em línguas” que a Igreja conservou dos tempos apostólicos! Nada mais contrário ao delírio pentecostal carismático!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">Ora, no que diz respeito a “interpretação das línguas”, na Missa, depois da Epístola e do Evangelho, o padre faz o sermão, pelo qual explica os símbolos dos textos sagrados que foram lidos. O sermão é, pois, a ‘interpretação das línguas’ (Epístola e Evangelho) que foram faladas na Missa.Fica, portanto, bastante claro o verdadeiro significado do dom de línguas, que nada mais é do que:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">1 – o milagre de pregar o Evangelho numa língua sem a ter estudado ou</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">2 – o simples fato de usar uma linguagem simbólica na vida espiritual, seja na oração particular, seja na oração pública, sendo que nesta última é necessário alguém que “interprete as línguas”, ou seja, que explique o significado dos símbolos ao povo, função dos ministros da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">Cf. AQUINO, TOMÁS de.</span> </span><a style="font-style: inherit; font-weight: inherit;" href="http://www.clerus.org/bibliaclerusonline/es/pe.htm#c">COMENTARIO A LA PRIMERA EPÍSTOLA DE SAN PABLO A LOS CORINTIOS</a>. Disponível em: <a style="font-style: inherit; font-weight: inherit;" href="http://www.clerus.org/bibliaclerusonline/es/index3.htm">http://www.clerus.org/bibliaclerusonline/es/index3.htm</a><strong style="font-style: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;"> </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Santo Antônio e o dom das línguas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“ E todos estiveram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em diversas línguas, segundo o Espírito Santo lhe dava a falar”. Falavam todas as línguas; ou também falavam sua língua hebréia, e todos os entendiam, como se falassem na língua de cada um dos ouvintes”</span></em><em><br />
<strong style="font-style: inherit;">(PÁDUA, Santo Antônio de. Sermones, Tomo I. Domingo de Pentecostes (I). Buenos Aires:El mensajero de san Antonio, 1995, p. 333.)</strong></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“Sobre todas memorável ficou a pregação, que o santo franciscano fez no dia da Ressurreição. Tinham afluído, como vimos, a Roma gentes das diversas regiões e nacionalidades da terra, como latinos, gregos, alemães, franceses, ingleses e de outras línguas. Pregou também Santo Antônio, segundo a vontade do sumo Pontífice, naquela grande solenidade; e este seu sermão foi um digno remate e coroa aos seus triunfos oratórios. Inflamado pelo Espírito Santo, anunciou a palavra de Deus de um modo tão eficaz, devoto e penetrante, e com tal suavidade, clareza e inteligência, que todos os presentes, apesar da diversidade das línguas, lhe entenderam as palavras, tão clara e distintamente, como se houvesse pregado na língua de cada um” </span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(MARTINS (S.J), Manuel Narciso. Vida de Santo Antônio. Bahia: Duas Américas, 1932, p. 74</em></strong></span><br />
<span style="color: #000000;"> <strong><em><br />
</em></strong></span><br />
<span style="color: #000000;"> <strong style="font-style: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">São Francisco Xavier e o dom das línguas</span></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit; color: #000000;">O livro Milagros y prodígios de San Francisco Javier, que foi escrito pela historiadora de arte Maria Gabriela Torres Olleta, constitui o sexto e, de momento, último volume da colecção “Biblioteca Javeriana” publicada desde 2004 pela Cátedra San Francisco Javier, Universidade de Navarra, como preparação para o ano jubilar de 2006. O livro conta que quando São Francisco Xavier falava em sua língua própria, no Oriente, cada um que o ouvia o entendia em sua língua materna. O dom das línguas (pp. 45-47), cuja enorme importância se justifica pela atividade missionária de Xavier entre muitos povos e muitas nações diferentes, foi um outro aspecto muito fomentado pela hagiografia de S. Francisco Xavier, tendo sido, por isso, igualmente incluído na bula de canonização.<strong style="font-style: inherit;">(OLLETA, Maria Gabriela Torres. Milagros y prodígios de San Francisco Javier. Biblioteca Javeriana, 2006, p. 45-47)</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>São Francisco Solano e o dom das línguas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“São Francisco Solano, cuja festa comemoramos no dia 14, santo genuinamente franciscano, aprendeu milagrosamente em 15 dias o dialeto de uma tribo indígena. Adquiriu também o dom das línguas, falando em castelhano a índios de tribos diferentes, sendo entendido como se estivesse expressando-se no dialeto de cada um. Uma vez, por exemplo, estando em San Miguel del Estero durante as cerimônias da Quinta-Feira Santa, veio uma terrível notícia: milhares de índios de diversas tribos, armados para a guerra, avançavam para atacar a cidade. A balbúrdia foi geral. Só Frei Francisco, calmo, saiu ao encontro dos selvagens. Estes, que o respeitavam, pararam para o ouvir. E cada um o entendeu em sua própria língua. Ficaram tão emocionados, que um número enorme deles pediu o batismo. No dia seguinte, viu-se essa coisa portentosa: ao lado dos espanhóis, esses índios convertidos participavam da procissão da Sexta-feira Santa, flagelando-se por causa de seus pecados.” </span></em><strong style="font-style: inherit;"><em>(Cf. Fr. Justo Pérez de Urbel, O.S.B., Ediciones Fax, Madrid, 1945, tomo III, p. 184; Les Petits Bollandistes, Bloud et Barral, Paris, 1882, tomo IX, pp. 8 e ss; Enriqueta Vila, Santos de America, coleção Panoramas de la Historia Universal, Ediciones Moreton, S.A., Bilbao, 1968, pp. 93 e ss. )</em></strong></span><br />
<span style="color: #000000;"> <strong><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;"><u><br />
</u></span></strong></span><br />
<span style="color: #000000;"> <strong style="font-style: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">O dom das línguas e o Papa Bento XVI</span></span></strong></span><br />
<span style="color: #000000;"> <strong><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;"><u><br />
</u></span></span></strong><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“Diferentemente do que tinha acontecido com a torre de Babel (cf. Jo 11, 1-9), quando os homens, intencionados a construir com as suas mãos um caminho para o céu, tinham acabado por destruir a sua própria capacidade de se compreenderem reciprocamente. No Pentecostes o Espírito, com o dom das línguas, mostra que a sua presença une e transforma a confusão em comunhão. O orgulho e o egoísmo do homem geram sempre divisões, erguem muros de indiferença, de ódio e de violência.O Espírito Santo, ao contrário, torna os corações capazes de compreender as línguas de todos, porque restabelece a ponte da comunicação autêntica entre a Terra e o Céu.” Disponível em: </span></em></span><a style="font-style: inherit; font-weight: inherit;" href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2006/documents/hf_ben-xvi_hom_20060604_pentecoste_po.html"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2006/documents/hf_ben-xvi_hom_20060604_pentecoste_po.html</span></span></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">O dom das línguas e a teologia</span></span></strong></span><br />
<span style="color: #000000;"> <strong><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;"><u><br />
</u></span></span></strong><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">F. Prat em “La Théologie de Saint Paul” (Beauchêsne éditeur, Paris 1913) diz:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">“Trata-se de falar à multidão, Pedro fala em nome de todos e, não podendo falar senão uma língua por vez, é natural que ele falasse na sua língua própria. Se houve milagre, foi nos ouvintes que ele se realizou e não em Pedro. [Pois cada um entendeu o que Pedro dizia na sua própria língua] <strong>(F. Prat, La Theologie de Saint Paul, p. 175).</strong></span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fonte: <a href="http://osegredodorosario.blogspot.com.br/2015/03/o-dom-de-linguas-os-padres-da-igreja-e.html">O Segredo do Rosário</a></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/o-dom-de-linguas-os-padres-da-igreja-e-os-santos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
