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	<title>DOMINUS EST &#187; Hugh Ross Williamson</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>A GRANDE TRAIÇÃO – PARTE IV (FINAL)</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jan 2018 14:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Hugh Ross Williamson]]></category>

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		<description><![CDATA[Em seu livro The Eucharistic Words of Jesus, publicado em 1966,Dr. Jeremias inventou a engenhosa teoria de que, quando Cristo disse &#8220;para muitos&#8221;, Ele quis dizer &#8220;para todos&#8221;, porque o aramaico não possui nenhuma palavra que signifique &#8220;todos&#8221;. Assim, o &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-grande-traicao-parte-iv-final/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi alignright" src="http://4.bp.blogspot.com/-Mt6DDTBwQ-4/T7sZDn2tTAI/AAAAAAAAAaY/4EgZvERsLPk/s1600/Beijo-de-judas.jpg" alt="Resultado de imagem para beijo do judas" width="312" height="236" />Em seu livro <em>The Eucharistic Words of Jesus</em>, publicado em 1966,Dr. Jeremias inventou a engenhosa teoria de que, quando Cristo disse &#8220;para muitos&#8221;, Ele quis dizer &#8220;para todos&#8221;, porque o aramaico não possui nenhuma palavra que signifique &#8220;todos&#8221;. Assim, o argumento era transferido da teologia que, uma vez que o Concílio de Trento expressamente rejeitara e repudiara &#8220;para todos os homens&#8221;, foi terreno perigoso, mesmo para qualificados equivoquistas, para a filologia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, o argumento era bastante insano. Não só a passagem: &#8220;<em>todos</em> os habitantes da terra são reputados como nada diante dele&#8221; (Daniel IV, 32) existem no aramaico original, mas a obra <em>A Grammarof Biblical Aramaic</em> (publicada em 1961) dedica toda uma seção à palavra aramaica para &#8220;todos&#8221;, &#8220;muitos&#8221; e &#8220;cada um&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A explicação &#8220;oficial&#8221; deste ponto particular na Missa Nova, como de muitos outros, é o que o homem simples, alheio aos métodos de pensamento episcopais, chamaria uma mentira. Sua importância, aqui,está no fato de que, ao alterar as palavras de Cristo, certamente essa alteração <em>tornam inválidas todas as Missas vernáculas,</em> além de qualquer possibilidade de argumento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como as versões latinas dos novos Cânones da Missa ainda retêm o &#8220;pro multis&#8221; e ainda não alteraram para o &#8220;pro omnibus&#8221;, facilmente este motivo de invalidade não se aplica a eles. Contudo, eles não parecem menos inválidos, mas antes de examinar a razão, seria bom dizer uma palavra sobre o Cânon da Missa, porque as nossas autoridades eclesiásticas estão enganando os leigos,falseando mais de 400 anos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A forma como a mudança foi apresentada ao inglês pode ser resumida pela sentença do cardeal Heenan, no prefácio do livro de Missa de Westminster:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Palavras e ações que, há quatrocentos anos atrás, serviram de apelo aos isabelinos, dificilmente podem satisfazer o estado de espírito dos homens no século XX.”</span><span id="more-12142"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, pelo contrário, o Cânon da Missa remonta sem qualquer alteração ao início dos primeiros séculos cristãos. Já estava estabelecido antes de Santo Agostinho ter trazido o Cristianismo para a Grã-Bretanha, e o Cânon que ele usou na primeira Missa dita por ele em Kent consistiu precisamente nas mesmas palavras, na mesma língua, utilizada em cada Missa nos 1.373 anos desde então até a sua abolição em fevereiro de 1970.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que a reforma tridentina de São Pio V revisou e unificou foram orações e rituais ocasionais que cresceram em certas localidades. A reforma tridentina não tocou — como não havia sido tocado — no Cânon, que trazia em si a imutabilidade de Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O próprio Trento salientou a continuidade, declarando:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Sendo conveniente que as coisas santas se administrem santamente, e sendo este sacrifício entre todos o mais santo, instituiu a Igreja Católica já há muitos séculos o Cânon sagrado, tão purificado de todo o erro, que nele não há nada que não rescenda a suma santidade e piedade, nada que não eleve a Deus as almas dos que o oferecem. Pois ele se compõe das palavras do mesmo Senhor, como das tradições dos Apóstolos e das piedosas instituições dos Sumos Pontífices.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lutero, por outro lado, referiu-se a isso como</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“. . . esse Cânon abominável é uma confluência de esgotos de águas lodosas, que tem feito da Missa um sacrifício. A Missa não é um sacrifício. Não é o ato de um sacerdote que sacrifica. Junto com o Cânon, nós descartamos tudo o que implica uma oblação”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um dos principais arquitetos da Nova Missa, Rev. AnnibaleBugnini, parece endossar este julgamento quando fala da famosa <em>Fórmula Missae</em> de Lutero em 1523 como Missa Normativa. Certamente, o projeto da Missa Nova, com sua destruição do antigo Cânon, incorpora os princípios luteranos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enquanto o Cânon Tridentino permaneceu, era impossível subverter a intenção da Missa. Consequentemente, os ecumenistas tiveram que impor cânones alternativos. Um deles, o Cânon II, foi formulado de tal maneira que qualquer ministro protestante ou padre caducado que negasse a transubstanciação poderiam dizê-lo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em primeiro lugar, livrou-se de toda menção a oblação, como Lutero recomendava. A razão para isso é explicada simplesmente por um teólogo no <em>Courrier de Roma</em> (nº 49, p.6):</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Como Cristo ressuscitou dos mortos para não morrer mais, Ele não pode ser colocado na Missa em qualquer estado que seja de uma vítima. Ele só pode ser a vítima mística sob as espécies de pão e vinho. O pão e o vinho entram, consequentemente, como partes integrantes do Sacrifício.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tendo se livrado do ofertório, e as Oblações separadas, os compiladores do Cânon II retomaram o truque de Cranmer ao formular uma oração <em>não</em> para que o pão e o vinho possam ser feitos o Corpo e o Sangue, mas “que se tornem <em>para nós</em><a style="color: #000000;" href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>o corpo e o sangue&#8221; — uma fórmula que ele descreveu como especificamente destinada a <em>negar</em> a transubstanciação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Então, no Cânon II, a fórmula: &#8220;derramando sobre elas [as oferendas] o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso&#8221;, torna possível para qualquer uma das seitas membros do Conselho Mundial de Igrejas utilizá-lo como seu serviço de comunhão. Essa <em>intenção</em> &#8220;ecumênica&#8221; certamente <em>destrói </em>a sua validade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além disso, a validade dos outros cânones,portanto, pareceria ser igualmente destruída.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eu ouvi pessoas dizerem que o Padre Fulano, sem dúvida, acredita na transubstanciação, e sua celebração, por causa de sua intenção, será válida. Mas isso é interpretar mal a &#8220;intenção&#8221;.A crença pessoal do sacerdote não tem parte nisso. Se tivesse, o fato de que Talleyrand tenha sido um ateu professo teria invalidado todas as suas ordenações e hoje não haveria certas ordens em qualquer parte na França.O que é solicitado ao sacerdote é simplesmente que ele deve ter a intenção do que a Igreja pretende. Este princípio explica, por exemplo, por que uma mulher muçulmana pode realizar um batismo cristão válido, desde que ela diga as palavras designadas, execute as ações designadas e, embora ela mesma não acredite, tenha a intenção de fazer o que a Igreja pretende.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como a Igreja pretendeu, ao formular o Cânon II para que ele possa ser interpretado de maneira a <em>negar</em> à transubstanciação, tornou a sua intenção &#8220;ecumênica&#8221; inequivocamente clara, parecendo que todos os novos Cânones são inválidos e que nenhum sacerdote, no entanto, faça soar sua teologia e, no entanto, ainda que apaixonado por sua devoção, <em>possa</em> dizer uma Missa válida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Então, uma conclusão gritante e aterradora apresentou o grande corpo dos fiéis com uma quase intolerável tensão.Chegou-se até a conclusão de que uma Missa inválida é válida se apenas for dita em latim.Eles formaram uma Associação para a Liturgia Latina, diante da qual os fiéis devem ser avisados, não porque tenham algum <em>status</em>, mas porque a hierarquia, para a confusão do simples, pode parecer paternalista, ao parecer conceder uma Missa latina.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não se pode enfatizar demais que não há, seguramente, uma Missa latina válida disponível no Ocidente no momento, senão o Rito Tridentino de São Pio V, que ele tentou salvaguardar par a perpetuidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nossos bispos, proibindo este rito, chamam-nos à &#8220;obediência&#8221;. Mas eles certamente devem saber que a obediência à consciência tem precedência a tudo, e essa obediência não pode ser ordenada por algo errado.Mesmo na vida militar, um soldado não pode pleitear obediência a um superior como uma desculpa para cometer um crime. O que os bispos entendem por &#8220;obediência&#8221; é uma regimentação sem sentido — o tipo de obediência que os padres apóstatas da primeira Reforma deram a seus bispos apóstatas, entre os quais havia apenas um que defendia a Fé — São João Fisher. No momento, não há nenhum São João Fisher.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A defesa da Igreja, em face da grande traição dos eclesiásticos, recai sobre os leigos que devem ser ativos na prossecução da política que já está entrando em vigor em vários lugares — fornecendo um sacerdote para dizer a Missa Tridentina e dedicando-se à sua manutenção todo o dinheiro que normalmente dariam à sua igreja local. Como estamos de volta às Catacumbas, a celebração pode ser realizada em casas particulares.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não pode haver censuras possíveis para isso. Foi para esta eventualidade que São Pio decretou: &#8220;não sejam obrigados a celebrar a Missa de outro modo que o por Nós ordenado; nem sejam coagidos e forçados, por quem quer que seja, a modificar o presente Missal, e a presente Bula não poderá jamais, em tempo algum, ser revogada nem modificada, mas permanecerá sempre firme e válida, em toda a sua força&#8221;. Seria, no final, impossível acusar de cisma aqueles que continuaram a usar a forma de Missa santificada pelos séculos. Na verdade, cismáticos seriam os ecumenistas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alguns podem achar que este curso, possivelmente reduzindo o número da Igreja, está, por essa razão, aberto às mais graves objeções. Eles tendem a pensar eventos nos termos do verso do hino, &#8220;Como um poderoso exército move a Igreja de Deus&#8221;, e vê-la crescer o tempo todo numericamente mais forte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, porque o Evangelho deve ser pregado ao mundo inteiro, de maneira alguma segue-se que o mundo inteiro o receberá. Se há uma coisa sobre a qual o próprio Cristo, os Apóstolos e os Padres insistiram, foi que a Igreja na Terra será reduzida a um remanescente muito pequeno.<a style="color: #000000;" href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> Nós fomos advertidos pela autoridade máxima sobre uma &#8220;queda&#8221;, que &#8220;chegará o momento em que não suportarão a sã doutrina&#8221;, e que &#8220;se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos&#8221; serão enganados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um padre americano, o Padre Lawrence Brey, descrevendo a nossa condição atual, pergunta se a introdução da Missa Nova é</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“. . . o início de uma era de nova escuridão na Terra e o prenúncio de uma crise sem precedentes dentro da Igreja? A indicação da Santíssima Virgem de que o Rosário e seu Coração Imaculado seriam nossas &#8220;últimas e definitivas armas&#8221; é uma sugestão de que, de alguma forma, a Santa Missa, em algum momento, não se tornaria mais disponível para a maioria dos católicos?”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Agora que isso aconteceu, algumas pessoas, pendentes da organização das Missas Tridentinas, dizem o Rosário seguido da leitura da Missa em seus antigos missais, acompanhadas por uma intenção inabalável e até apaixonada de fazer uma comunhão de desejo, pois não podem mais fazê-la de fato. Só podemos rezar para que os dias dessa necessidade improvisada sejam, pela graça de Deus,abreviados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em conclusão, devo insistir que esta necessidade na Inglaterra é inteiramente causada por nossos bispos. A Missa Tridentina, segundo a ordem do Papa, não deve ser abolida em geral até novembro de 1971, a menos que a Hierarquia local opte por proibi-la. Se o nosso episcopado fosse restabelecer, ou permitir o uso alternativo da Missa Tridentina até o Advento de 1971, para que o assunto pudesse ser cuidadosamente examinado e debatido, é possível que ela não fosse abolida. Dezoito meses de honestidade podem fazer maravilhas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como última palavra, posso louvara Hierarquia da Inglaterra e do País de Gales nas palavras com as quais o Padre Messenger concluiu sua revisão de um livro sobre ordens anglicanas quase repleto de <em>suppressio veri</em>e <em>suggestio falsi,</em>semelhantes a muitos dos pronunciamentos episcopais sobre a Missa Nova:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Gostaria de apelar ao autor para levar a questão mais a sério, não só para o seu próprio bem, mas pelo bem dos outros igualmente. É uma coisa grave enganar e iludir as almas pelas quais Cristo morreu.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Londres, domingo de palmeiras de 1970.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a>É verdade que o Cânon Tridentino também contém <em>nobis</em>, mas, por causa das grandes orações oblacionárias que precedem, o significado é bastante diferente. Veja <em>The Modern Mass</em>, p. 19.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a><strong>Nota de Dominus est:</strong>&#8220;Não temais, pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino&#8221;. (Lc 12,32)</span></p>
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		<title>A GRANDE TRAIÇÃO – PARTE III</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jan 2018 13:38:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
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		<description><![CDATA[E quando em setembro os cardeais Ottaviani e Bacci apresentaram ao Papa um estudo crítico da Missa Nova preparado por destacados teólogos europeus, demonstrando que ela &#8220;representa em seu conjunto e em seus detalhes um impressionante afastamento da teologia da &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-grande-traicao-parte-iii/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="attachment-900x9999  alignright" src="http://www.fabianojacob.com.br/wp-content/uploads/2012/03/o-beijo-de-judas.jpg" sizes="(max-width: 358px) 100vw, 358px" srcset="http://www.fabianojacob.com.br/wp-content/uploads/2012/03/o-beijo-de-judas.jpg 358w, http://www.fabianojacob.com.br/wp-content/uploads/2012/03/o-beijo-de-judas-222x300.jpg 222w" alt="" width="252" height="336" />E quando em setembro os cardeais Ottaviani e Bacci apresentaram ao Papa um estudo crítico da Missa Nova preparado por destacados teólogos europeus, demonstrando que ela &#8220;representa em seu conjunto e em seus detalhes um impressionante afastamento da teologia da Missa”, a Latin Mass Society imediatamente publicou uma tradução em inglês, e enviou-a pessoalmente a cada bispo, sacerdote, monsenhor e superior de ordem religiosa da Inglaterra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Hierarquia proibiu os sacerdotes de comentar a análise dos estudiosos e podemos presumir que a maioria dos 7.000 exemplares foram parar diretamente nos cestos de lixo clerical.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste importante trabalho os teólogos demonstraram, com abundância de ciência teológica, que:</span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">a Missa Nova havia sido substancialmente rejeitada pelo Sínodo dos Bispos;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">que nunca fora submetida ao julgamento das Conferências Episcopais;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">nunca fora pedida pelo povo;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">que continha todas as possibilidades para satisfazer os protestantes mais modernistas;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">que, por uma série de equívocos, obsessivamente coloca a ênfase na &#8220;ceia&#8221; em vez de no Sacrifício;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">que não faz nenhuma distinção entre o sacrifício divino e o sacrifício humano;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">que o pão e o vinho são somente de caráter espiritual, não substancialmente mudados em Corpo e Sangue de Nosso Senhor;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">que a Presença Real de Cristo nunca é aludida e a crença nela é implicitamente repudiada;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">que a posição do sacerdote e do povo estão de tal modo falsificada que o celebrante rebaixa quase ao mesmo nível de um ministro protestante e a verdadeira natureza da Igreja é intoleravelmente adulterada;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">que o abandono no latim significa um ataque à unidade da Igreja, não somente em seu culto, mas em suas próprias crenças;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Que em qualquer caso, o <em>Novus Ordo Missae</em> não tem intenção de defender a Fé como ensinado pelo Concílio de Trento a qual a consciência católica está vinculada. Com efeito, está repleta de insinuações ou erros manifestos contra a pureza da religião Católica e desmantela todas as defesas do depósito da Fé.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Vaticano, bem como os Bispos ingleses e galeses, parecem ter presumido uma combinação de ignorância teológica e obediência cega para aceitar a nova missa sem argumentos. Eles fizeram o seu melhor para evitar suspeitas introduzindo as mudanças gradualmente. Como o cardeal Heenan escreveu em sua Carta Pastoral de 12 de outubro de 1969:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Por que a Missa continua mudando? Aqui está a resposta. Teria sido imprudente introduzir todas as mudanças de uma vez. Obviamente foi mais sábio mudar gradualmente e delicadamente. Se todas as mudanças tivessem sido introduzidas juntas, você ficaria chocado.”</span><span id="more-12140"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No mês seguinte, o cardeal Heenan escreveu como prefácio à tradução inglesa da Missa Nova:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“O sábio Papa Paulo VI decidiu que chegou o momento de terminar as experiências. Ele está convencido de que a forma da Missa não precisa ser alterada novamente em futuro previsível. É importante perceber que a revisão foi realizada sob a supervisão pessoal do Santo Padre. Não pode haver dúvida de que possa conter falsas doutrinas.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isto, é claro, implica que tudo o que um Papa escolhe fazer ou dizer é, <em>ipso facto,</em> certo. Essa atitude para com o Santo Padre sugere um oráculo pagão, ao invés do ensino católico de que um Papa é infalível apenas quando fala ao mundo inteiro sobre uma questão de fé e moral, mas que, ao falar para qualquer público menor do que o mundo inteiro e em qualquer assunto que não seja de fé e moral, ele é tão falível como todos os demais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A falibilidade, com efeito, é a salvaguarda da infalibilidade; e supor que um Papa não pode errar e não erra é expor a Fé ao tipo de crítica desdenhosa que levou, por exemplo, LyttonStrachey, entender equivocadamente a doutrina da infalibilidade, quando escreveu:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“João XXII afirmou em sua Bula <em>Cum internonnullos</em> que a doutrina da pobreza de Cristo era herética. Seu predecessor, Nicolau III, havia afirmado em sua Bula <em>Exiitquiseminat</em> que a doutrina da pobreza de Cristo era a verdadeira doutrina, cuja negação era heresia. Assim, se João XXII estava certo, Nicolau III era um herege. Por outro lado, se João estava errado — bem, ele era um herege. E em ambos os casos, o que acontece com a infalibilidade papal?”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, é claro, a infalibilidade Papal não está em questão aqui. Há somente o conflito entre dois homens, cuja verdade deve ser estabelecida pelo processo usual do argumento teológico. Da mesma forma, o abandono de Paulo VI em relação à decisão de São Pio V é uma questão que confere aos fiéis uma escolha entre as opiniões de dois homens; e considerando que São Pio V estava defendendo o Catolicismo do próprio Protestantismo que, não pode ser seriamente contestado,é inerente à Missa Nova, a escolha não deve ser muito difícil. Pois, como o professor Gordon Rupp, um dos principais estudiosos luteranos, disse em Cambridge em 12 de março de 1970, falando sobre a suposta intenção do Vaticano de anular a excomunhão de Lutero:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Parece ser um passo lógico para ter em vista a partir do fato deque o Concílio Vaticano II tanto concordou com a teologia de Lutero pela qual ele foi condenado.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O próprio Paulo VI parece ter se surpreendido com a extensão da resistência à Missa Nova, e nos dias 19 e 26 de novembro fez duas alocações,que foram publicadas nas edições inglesas de <em>L&#8217;Osservatore Romano</em>em 27 de novembro e 4 de dezembro de 1969.Nessas suas alocuções, ele defendeu a Missa Nova. Ele afirmou que &#8220;a Missa do Novo Rito continua a ser a mesma Missa que sempre tivemos&#8221;. Ele alegou que a nova forma era &#8220;Vontade de Cristo&#8221;, sugerindo assim a infalibilidade sem reivindicá-la. Ele explicou que as mudanças foram destinadas a tirar os fiéis &#8220;de seu usual torpor&#8221; e &#8220;ajudar a tornar a Missa uma escola pacífica, mas exigente, de sociologia cristã&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele descreveu o latim como &#8220;a língua dos anjos&#8221; e ofereceu um ligeiro consolo para aquelas pessoas comuns, que já não estavam mais autorizadas a ouvi-lo como a língua de dezenove séculos de Missa, que ainda seria usada para &#8220;os atos oficiais da Santa Sé”. E ordenou: “Não nos deixe falar sobre a Missa Nova. Deixe-nos, antes, falarmos da Nova Época na vida da Igreja&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste ponto, é necessário fazer a pergunta que está e, por muito tempo, deve permanecer na mente de todos: por que? Todos nós assistimos o desmantelamento da Fé do Vaticano com uma crescente sensação de incredulidade. Isso não pode realmente estar a acontecer. Deve ser um pesadelo do qual em breve deveremos acordar para encontrar intactas todas as coisas sagradas. Em todo caso, por que o Papa e os Bispos agem assim?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para a resposta, devemos fazer um pequeno desvio para o tema do &#8220;ecumenismo&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando em 25 de janeiro de 1959, o papa João XXIII anunciou &#8220;um Concílio ecumênico&#8221;, não-católico, de acordo com o cardeal Bea (em um artigo publicado em 1961).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“. . . pensei que se tratava da questão de um Conselho que reuniria os representantes de todas as comunidades cristãs para discutir a questão da unidade. Esta interpretação foi fundada sobre o significado da palavra ‘Ecumênico’, usado hoje para significar a aproximação de todos os grupos religiosos que se denominam cristãos. Este significado do termo, para designar os representantes de todas as denominações cristãs, cresceu junto com o ‘movimento ecumênico’ e apenas no século passado. O mal-entendido foi rapidamente esclarecido.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cardeal estava muito otimista. O mal-entendido não foi esclarecido. Ainda não está esclarecido. Assim como foram todos os Concílios Gerais da Igreja, muitos ainda imaginam que o Vaticano II foi ecumênico no sentido canônico (ou seja, composto pelos bispos católicos do <em>oikoumene</em>, o mundo em comunhão com a Sé Apostólica), mas ele foi também &#8220;Ecumênico&#8221; no sentido protestante do termo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas o ecumenismo protestante é uma heresia mortal. Não só é indiferentismo — qualquer religião é tão boa quanto qualquer outra — mas nega a realidade da Igreja. Ensina que a Verdadeira Igreja ainda não existe, mas que existirá algum tempo no futuro, agregando os vários &#8220;insights&#8221; das várias comunidades cristãs. O Conselho Mundial de Igrejas, que coordena 239 seitas, é seu corpo representativo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja Católica, até agora, resistiu à pressão para cometer a apostasia final em aderir ao Conselho Mundial de Igrejas e, ao fazê-lo, proclamando que é apenas uma entre outras igrejas, mas, sob Paulo VI, consentiu em enviar observadores e os protestantes foram oficiosamente (no sentido de clandestinamente) consultados na criação da Missa Nova.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As atividades do Conselho Mundial de Igrejas, beneficiadas pela contínua confusão entre o uso clássico católico de movimento ecumênico e protestante, forçaram o Vaticano II, por razões de esclarecimento, a emitir um decreto sobre o ecumenismo. Apesar de uma caridade que facilmente pode ser confundida com o compromisso, este documento, se cuidadosamente examinado, será reconhecido para proteger a Fé. Estabelece que:</span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">todas as comunidades cristãs fora da Igreja Católica são &#8220;imperfeitas&#8221;;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">que &#8220;somente através da Igreja Católica de Cristo podem alcançar os meios de salvação em toda a sua plenitude&#8221;;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">que &#8220;a unidade concedida por Cristo em Sua Igreja no início ainda existe na Igreja Católica&#8221;;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">e que a Igreja Católica sozinha possui &#8220;a riqueza de toda a verdade revelada de Deus e todos os meios da graça&#8221;.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apoia a grande encíclica de Pio XII sobre a natureza da Igreja, <em>Mystici Corporis</em>, que determinou que &#8220;como membros da Igreja contam-se realmente só aqueles que receberam o lavacro da regeneração e professam a verdadeira fé, nem se separaram voluntariamente do organismo do corpo, ou não foram dele cortados pela legítima autoridade em razão de culpas gravíssimas&#8221; isto é, por serem confirmados em uma seita não-católica e insistindo que &#8220;em si mesmo o batismo é apenas um começo, uma introdução. . . orientada para a completa profissão da fé, a incorporação completa no instituto da salvação, como Cristo queria, a completa integração na comunhão da Eucaristia&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>De O Ecumenismo</em> é, portanto, um decreto contra o Movimento Ecumênico Protestante, tornado necessário pelo duplo significado da palavra &#8220;ecumênico&#8221;, mas a Constituição Dogmática tornou-se mais e mais desconsiderada à medida que os bispos convidam hereges e cismáticos para pregar em púlpitos católicos, e incentivar outras atividades que obscurecem a distinção da Fé Católica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em particular, eles tendem a enfatizar que o batismo une todos os cristãos na fé, mas omitem a verdade igualmente importante, estabelecida por <em>Mystici Corporis</em>, de que a adesão adulta a uma seita não-católica rompe essa relação estabelecida pelo batismo, já que &#8220;cisma, heresia ou apostasia são tão de sua própria natureza que separam um homem do corpo da Igreja&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">À medida que o Vaticano parecia se aproximar do Conselho Mundial de Igrejas, tornou-se necessário aproximar a Missa Nova em consonância com o ecumenismo protestante; e para este propósito, as próprias palavras da consagração, ditas pelo próprio Cristo, foram alteradas. Em vez de dizer que o sangue d’Ele deveria ser derramado &#8220;para muitos&#8221;, as palavras foram alteradas &#8220;para todos&#8221;.&#8221;Esta doutrina má e perigosa de&#8221;a salvação final de toda a humanidade&#8221;, tão absolutamente em desacordo com o ensino da Igreja e tão oposta ao ensino claro do próprio Cristo,é a real pedra angular de todo o edifício da heresia promovida hoje sob o pretexto de &#8220;Ecumenismo&#8221;.<a style="color: #000000;" href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tentativas heréticas foram feitas em séculos anteriores para substituir &#8220;todos&#8221; por &#8220;muitos&#8221; e foram condenadas pelo próprio Santo Tomás de Aquino. A alteração contradiz as palavras de Cristo na Última Ceia: &#8220;Por eles é que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. . . Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que por sua palavra hão de crer em mim&#8221; — a oração que define a natureza exclusiva da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O mundo é salvo ao entrar na Igreja e todos os homens, é claro, têm essa chance de salvação. Mas não são todos os homens que o aceitam. Por sua própria vontade, eles se excluem. A substituição de &#8220;todos&#8221; por &#8220;muitos&#8221; promove a ideia ecumênica de que todos os pecados dos homens serão perdoados, independentemente do credo ou do caráter.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A história da alteração é instrutiva. O Papa, em sua alocução de 19 de novembro de 1969, a qual me referi anteriormente, anunciou que as mudanças &#8220;foram pensadas por autorizados especialistas da liturgia sagrada&#8221;. Ele omitiu mencionar que entre os consultados havia dois anglicanos, um luterano, um calvinista e um representante do Conselho Mundial de Igrejas, ou que o especialista responsável pelo &#8220;todos&#8221; foi o Dr. Joachim Jeremias, professor não-católico da Universidade de Göttingen, que atacou a Divindade de Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a>Esta citação é do ensaio de P. H. Omlor, <em>The Ventriloquists</em> (<em>Interdum, </em>24 de fevereiro de 1970) ao qual agradeço os fatos sobre o Dr. Jeremias que seguem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Continua….</span></p>
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		<title>A GRANDE TRAIÇÃO &#8211; PARTE II</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jan 2018 14:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Hugh Ross Williamson]]></category>

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		<description><![CDATA[No século XVII, as forças anticatólicas foram agrupadas em torno dos três grandes heresiarcas: Lutero, Zwingli e Calvino. Embora todos ensinassem diferentes doutrinas e, ao se falar um do outro, expressaram-se em termos pouco claros, estavam unidos em seu ódio &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-grande-traicao-parte-ii/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" alignright" src="http://3.bp.blogspot.com/_nwjdS5BsLSw/S7dp-AT10WI/AAAAAAAAAeo/4JWg7fRmzso/w1200-h630-p-k-no-nu/Judas-Iscariot_wa.jpg" alt="Resultado de imagem para beijo judas" width="298" height="292" />No século XVII, as forças anticatólicas foram agrupadas em torno dos três grandes heresiarcas: Lutero, Zwingli e Calvino. Embora todos ensinassem diferentes doutrinas e, ao se falar um do outro, expressaram-se em termos pouco claros, estavam unidos em seu ódio contra a &#8220;não suficientemente execrada Missa&#8221;. Adotando todas as heresias eucarísticas do passado e adicionando outras, eles estabeleceram e propagaram o que hoje chamamos de Reforma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já conhecemos os meios usados pelo arcebispo Cranmer na Inglaterra protestante para a destruição da Missa. Cranmer com outros dois líderes protestantes, Ridiye e Latimer, pediram um debate público com teólogos católicos sobre a transubstanciação. Este debate público ocorreu em Oxford em três proposições:</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Na Eucaristia, em virtude das palavras de Cristo pronunciadas pelo sacerdote, o Corpo e o Sangue de Cristo estão verdadeiramente presentes, sob as aparências do pão e do vinho.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Após a consagração, não há substância de pão ou vinho, mas corpo e sangue.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">A Missa é um verdadeiro sacrifício proveitoso aos vivos e aos mortos como propiciação de seus pecados.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após uma disputa de três dias, os protestantes viram-se obrigados a repudiar a autoridade do Quatro Concílio de Latrão &#8220;por não concordar com a palavra de Deus&#8221;. Embora este repúdio tenha sido uma consequência lógica da doutrina protestante, não deixou de surpreender grandemente os católicos, bem como os teólogos que disputavam como os estudantes que ouviam.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O quê? Exclamou o teólogo católico que presidia &#8220;Não admitem o Concílio de Latrão?&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não, responderam os protestantes; não admitimos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nada havia a acrescentar. Eles repudiaram uma doutrina, que indubitavelmente expressava a doutrina católica. Repudiavam a própria ideia da continuidade apostólica da Igreja, em seu desenvolvimento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como Karl Adam coloca em <em>The Spirit of Catholicism:</em></span><span id="more-12128"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“O catolicismo não pode ser identificado de forma simples e completamente com o cristianismo primitivo, da mesma forma que um grande carvalho não pode ser identificado com a minúscula bolota. Não há identidade mecânica, mas uma identidade orgânica. O Evangelho de Cristo não teria sido um Evangelho vivo se tivesse permanecido para sempre a minúscula semente de A. D. 33 e não tivesse fincado raiz e crescido uma árvore”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas essa era a única coisa que os protestantes do século XVI não podiam admitir e, para contrariar, eles usaram, se não inventaram, essa absurda teoria da história que um historiador realmente chamou de &#8220;Caçar a Bolota&#8221;. Ou seja, quando você vê um magnífico carvalho, você começa a procurar uma bolota semelhante à que cresceu e diz: &#8220;Não preste atenção à árvore, porque é assim que deve ser&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além de ser tão evidentemente tolo — quem defenderia, por exemplo, que a Câmara dos Comuns deveria voltar a ser um Witanagemot e se encontrar em Kingston-on-Thames? — Esta teoria também foi manifestamente desonesta. Isso não significava que a prática primitiva fosse seguida em detalhes. Significava apenas que os detalhes foram selecionados da prática primitiva, que eram úteis para desacreditar o costume contemporâneo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aconteceu que os Reformadores encontraram o que queriam em alguns registros iniciais. No ano 150 de nossa era, São Justino Mártir escreveu uma carta ao imperador Marcus Aurelius, para convencê-lo de que os cristãos não estavam envolvidos em qualquer atividade criminosa, como seus inimigos os acusavam.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As condições e os ambientes da Missa que São Justino descreve são os de uma Igreja que vive diariamente sob a sombra da perseguição e, portanto, com tudo reduzido a um mínimo de simplicidade. Seu relato provavelmente não é mais representativo do culto normal da Igreja primitiva do que uma carta escrita a partir de um abrigo antiaéreo em meio à Segunda Guerra Mundial, daria um retrato da vida normal na Inglaterra do século XX.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas esta carta de São Justino serviu de desculpa aos protestantes, com a vantagem adicional de que este documento denomina o celebrante de &#8220;o presidente&#8221;, para evitar que a palavra &#8220;sacerdote&#8221; desse ao Imperador a errônea impressão de identificar o sacerdote católico com o sacerdócio romano pagão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com esta base de selecionar ao capricho uma carta escrita em uma ocasião e com um propósito específico, para nela apoiar suas absurdas pretensões, os protestantes inventaram o mito do &#8220;cristianismo verdadeiro&#8221;, para justificar o seu serviço vernácular de comunhão, substituindo o altar por uma mesa, despojando suas igrejas, removendo todas as imagens e fazendo a Eucaristia uma ceia memorial, no qual o celebrante é o presidente sentado à frente da mesa, olhando para o povo. E desde que durante séculos os fiéis estavam acostumados a considerar a Missa como um Sacrifício, começaram a usar a expressão equivocada: &#8220;sacrifício de louvor e ação de graças&#8221; ainda usado no &#8220;Prayer Book&#8221; da Igreja Anglicana, para dar aos assistentes a impressão, embora nesses estranhos ritos de que a ideia do &#8220;Sacrifício&#8221; não havia sido eliminada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para opor-se à heresia, um novo Concílio Ecumênico foi convocado na Igreja, o de Trento, que, além de confirmar os decretos do Quarto Concílio de Latrão, promulgados três séculos antes, promulgou novos decretos e novas definições dogmáticas que ainda são a formulação de nossa Fé Católica, na questão mais importante sobre o Sacrifício da Missa, o Tridentino confirma a antiga e apostólica doutrina da Igreja:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Se alguém disser que o Sacrifício da Missa é meramente um oferecimento de louvor e de ação de graças, ou que é um simples memorial do sacrifício oferecido na cruz e não propiciatório, ou que ele beneficia somente aqueles que comungam; e que ele não deveria ser oferecido aos vivos e aos mortos, pelos pecados, punições, satisfações e outras necessidades: que seja anátema.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Depois do concílio, o Papa São Pio V publicou o Missal Romano, para salvaguardar em toda a Igreja a Fé tão combatida pela heresia. A assim chamada Missa Tridentina foi, portanto, prescrita por sua constituição apostólica <em>Quo Primum</em> de 17 de julho de 1570:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Quanto a todas as outras sobreditas Igrejas, por Nossa presente Constituição, que será válida para sempre, Nós decretamos e ordenamos, sob pena de nossa indignação, que o uso de seus missais próprios seja supresso e sejam eles radical e totalmente rejeitados; e, quanto ao Nosso presente Missal recentemente publicado, nada jamais lhe deverá ser acrescentado, nem supresso, nem modificado. Ordenamos a todos e a cada um dos Patriarcas, Administradores das referidas Igrejas, bem como a todas as outras pessoas revestidas de alguma dignidade eclesiástica, mesmo Cardeais da Santa Igreja Romana, ou dotados de qualquer outro grau ou preeminência, e em nome da santa obediência, rigorosamente prescrevemos que todas as outras práticas, todos os outros ritos, sem exceção, de outros missais, por mais antigos que sejam, observados por costume até o presente, sejam por eles absolutamente abandonados para o futuro e totalmente rejeitados; cantem ou rezem a Missa segundo o rito, o modo e a norma por Nós indicados no presente Missal, e na celebração da Missa, não tenha a audácia de acrescentar outras cerimônias nem de recitar outras orações senão as que estão contidas neste Missal. Além disso, em virtude de Nossa Autoridade Apostólica, pelo teor da presente Bula, concedemos e damos o indulto seguinte: que, doravante, para cantar ou rezar a Missa em qualquer Igreja, se possa, sem restrição seguir este Missal com permissão e poder de usá-lo livre e licitamente, sem nenhum escrúpulo de consciência e sem que se possa incorrer em nenhuma pena, sentença e censura, e isto para sempre.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Se alguém, contudo, tiver a audácia de atentar contra estas disposições, saiba que incorrerá na indignação de Deus Todo-poderoso e de seus bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo.”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, a Missa Tridentina, como uma fortaleza perpétua, opôs-se à heresia até 3 de abril de 1969, quando o atual Papa com sua constituição &#8220;Miassale Romanum&#8221; introduziu a nova missa vernácula, conforme a prática e os princípios protestantes, que devia celebrar-se em uma mesa com o sacerdote olhando para o povo como o &#8220;presidente&#8221; da assembleia. A reação na Inglaterra como em outros lugares foi imediata. A instrução papal foi traduzida em 10 de maio de 1969 e, uma semana depois, The Latin Mass Society enviou uma petição ao papa pedindo-lhe a conservação da Missa Tridentina. De acordo com o missal de São Pio V.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Continua&#8230;.</span></p>
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		<title>A GRANDE TRAIÇÃO &#8211; PARTE I</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jan 2018 14:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Cristo. Iniciamos hoje a publicação de um texto de Hugh Ross Williamson (1901-1978) historiador britânico e dramaturgo. Ordenou-se sacerdote anglicano em 1943. Em 1955 converteu-se ao Catolicismo romano e escreveu várias &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-grande-traicao-parte-i/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" alignright" src="http://www.fotos-imagens.com/img/conteudo/jesuscristo/obeijodejudas.jpg" alt="Resultado de imagem para beijo judas" width="292" height="228" />Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Iniciamos hoje a publicação de um texto de Hugh Ross Williamson (1901-1978) historiador britânico e dramaturgo. Ordenou-se sacerdote anglicano em 1943. Em 1955 converteu-se ao Catolicismo romano e escreveu várias obras históricas com tom apologista católico. Em 1956 publicou sua autobiografia, <em>The Walled Garden</em> e foi crítico às reformas introduzidas pelo Concílio Vaticano II.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O texto que publicamos agora é parte de sua obra <em>The Great Betrayal: Some Thoughts on the Invalidity of the New Mass</em>. Britons, 1970 (Tradução: Dominus Est) e aborda com mestria a sutileza das maquinações heréticas contra Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia, nosso Tudo e maior tesouro da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Evangelho, a &#8220;Boa Nova de Jesus Cristo&#8221;, é, acima de tudo, o fato histórico de sua Ressurreição. Ao ressuscitar dos mortos, o Deus Encarnado interrompe o processo da natureza e dá uma nova dimensão à existência humana. Em vez da morte e a decadência, que pareciam ser o fim inevitável de todas as coisas, temos agora a Vida Eterna diante de nós.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os apóstolos foram testemunhas presenciais deste evento singular, aqueles que podiam dizer: &#8220;Eu O vi; eu falei com Ele; aprendi com Ele; eu O toquei, comi com Ele depois de sua ressurreição dentre os mortos&#8221;. Por isso, esses homens não tiveram medo da morte, quando em mãos daqueles que não acreditavam, por sua grande fé e pela esperança certa de sua própria ressurreição.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Hoje, quando para a maioria dos homens o Evangelho não significa nada além de uma narrativa, uma lenda de certos episódios da vida de Cristo e o “apóstolo“ não passa de um mestre peregrino de barbas brancas do primeiro século da Igreja, é impossível imaginar o impacto desta “Boa Nova” da abolição da morte, que era “escândalo para os judeus e loucura para os gregos”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Embora a ressurreição de Cristo seja a base de nossa fé católica, há uma grande multidão de nomeados cristãos, que substituíram esta esperança da própria ressurreição por um interesse insaciável na melhoria social, uma preocupação para com as coisas deste mundo, que parece indicar a convicção de que &#8220;a morte é o fim de tudo&#8221;, embora continuem dizendo em palavras que acreditam na ressurreição e na vida eterna.</span><span id="more-12126"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Antes de sua morte e ressurreição, Cristo manifestou aos seus discípulos as condições necessárias para alcançar a vida eterna. Disse-lhes na sinagoga de Cafarnaum, um dia depois que anunciou e prefigurou a Eucaristia, ao alimentar uma multidão de mais de cinco mil almas com alguns pães e alguns peixes, que Ele abençoou: &#8220;Se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A, partir daquele momento, muitos de seus discípulos O abandonaram, dizendo: &#8220;Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne e de beber o seu sangue?&#8221;. Este ensinamento, esta verdade é demasiado absurda para a soberba humana. Os primeiros a protestar, antes da paixão e morte do Senhor, tinham a desculpa de que Jesus não lhes explicara o fato sobrenatural da transubstanciação, graças ao qual podemos realmente comer a Carne e beber o Sangue do Filho de Deus. Tal instrução foi reservada para os doze apóstolos, que em Jerusalém estiveram com Ele no Cenáculo, na noite anterior em que, como um malfeitor, foi executado. E quando Ele, tomando o pão em suas mãos, disse: &#8220;<em>ISTO É</em> O MEU CORPO&#8221; e um cálice de vinho: &#8220;<em>ESTE É</em> O MEU SANGUE&#8221;, os Apóstolos, entre outras emoções inefáveis, devem ter sentido um alívio, visto que essas palavras misteriosas de Cafarnaum foram, finalmente, cumpridas e esclarecidas pelo Mestre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deste ponto de vista, a Igreja é a organização estabelecida para proteger a verdade de que o passaporte para a Vida Eterna é a Missa. Os outros Sacramentos estão, de certa forma, instituídos para salvaguardar este, que é como o centro de toda a religião. No batismo, através de uma participação simbólica e sacramental na morte de Cristo, chegamos a ser elegíveis para a gloriosa ressurreição e, eliminando o pecado original, alcançamos o estado de graça, necessário para não &#8220;comer, nem beber, em nossa condenação&#8221; o Corpo e o Sangue de Cristo. O sacramento da penitência nos permite, através da absolvição, recuperar esse estado de graça, que talvez seja perdido devido a um pecado grave e pessoal. O sacramento da Ordem Sacerdotal é uma garantia de que o milagre da transubstanciação constantemente seja repetido pelos sacerdotes escolhidos com este fim, que são sucessores dos Apóstolos, cujo mistério, por conseguinte, é válido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No ataque secular contra a Igreja pelas forças do mal, os inimigos, de uma forma ou de outra, apontaram para a Missa; umas vezes, por assim dizer, suas objeções foram direcionadas para o que é externo ao Sacrifício Eucarístico como a sucessão apostólica, a confissão auricular, em outros momentos, concentraram sua batalha na própria Missa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos primeiros séculos, a ênfase herética estava em negar a Encarnação. A questão de afirmar ou negar que o pão e o vinho se convertiam ou não, no Corpo e no Sangue de Cristo, era uma questão secundária em relação à questão fundamental se Deus tivesse tomado ou pudesse tomar um corpo humano ou, antes, tornar-se verdadeiro homem, sem deixar de ser Deus. Isto é o que podemos chamar de &#8220;heresia&#8221;, porque desde o primeiro século, até nossos dias, é a raiz de todas as heresias; negando a Encarnação, porque a matéria sempre é má. O &#8220;Espírito&#8221;, que é bom, não poderia habitar na carne, que é má. Assim, o gnosticismo, doutrina filosófica e religiosa, mistura a doutrina cristã com as crenças judaicas e orientais, com diversos nomes, desafiando a Igreja, desde os primeiros anos de sua existência, quando São Justino Mártir fez da &#8220;RESSURREIÇÃO DA CARNE&#8221; o grito de combate contra o gnosticismo, que proclamava somente &#8220;a imortalidade da alma&#8221;, admoestando os fiéis: &#8220;Se acreditais somente na imortalidade da alma e não admitis a ressurreição dos corpos, não sois cristãos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A recrudescência mais perigosa e generalizada do gnosticismo, na Europa do século XIII, foi a dos cátaros a religião dos &#8220;puros&#8221; contra os quais lutou São Domingos e sua Ordem de pregadores e Simon de Montfort que levantou uma cruzada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Embora o movimento tenha sido dominado, não foi de todo destruído, aparecendo ainda mais no Puritanismo a insistência de que a “matéria” era má e, portanto, a transubstanciação não podia ser admitida ou ensinada. Isolando de seu contexto algumas palavras do Novo Testamento &#8220;Deus é espírito e aqueles que o adoram, devem fazê-lo em espírito e na verdade&#8221;, os Puritanos, então os mesmos que agora, negam implicitamente a doutrina essencial do Cristianismo, a Encarnação do Verbo, a Redenção na Cruz e a Ressurreição de Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não podiam, como os seus sucessores na Reforma, eliminar facilmente o serviço litúrgico da comunhão, porque está claramente ensinado na Escritura; mas eles, como os seus sucessores em heresia, eliminaram o significado ortodoxo deste Sacramento. Na oração de consagração dos cátaros, em seu serviço da Ceia, dizia-se: &#8220;Oh Senhor Jesus Cristo, que abençoaste a água, que se converteu em vinho: abençoai, em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, este pão, peixe e vinho, não como uma oferenda sacrificial, mas como uma simples comemoração da Santíssima Ceia de Jesus Cristo com seus Apóstolos&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aqui está a base dos posteriores aparecimentos de doutrinas heréticas sobre a Eucaristia, o repúdio à oblação e ao Sacrifício.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma das respostas da Igreja contra a ameaça dos cátaros foi a instituição, em 1282, da recitação do Último Evangelho pelo sacerdote, antes deste retornar do altar para a sacristia. Sua genuflexão ao pronunciar as palavras &#8220;et Verbum Caro factum est&#8221; (e o Verbo se fez carne) era uma garantia de que ele não era um cátaro em segredo e que, na Missa por ele celebrada, realmente tivera a intenção de consagrar, fazendo que suas palavras efetuassem a transubstanciação. Nem foi a escolha do Prólogo de São João como a passagem irrelevante a ser lida para a questão. Este fora originalmente um hino gnóstico que havia sido cristianizado pela interpolação dos versos históricos referindo-se a João Batista e a Jesus e pela adição de &#8220;e o Verbo se fez carne&#8221;, que destruiu toda a base da heresia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando, após quase 700 anos, a leitura do último Evangelho foi suprimida em 1965, sob o pretexto de que &#8220;não estava no rito primitivo&#8221;, os que conhecíamos um pouco a nossa teologia e a história da Igreja, compreendemos que os ataques da heresia contra a Missa tinham começado novamente em nossos dias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Quarto Concílio Ecumênico de Latrão, que se reuniu em 1215 e com a participação de 400 bispos, 800 abades e priores e representantes das monarquias da Cristandade, em sua definição dogmática, contra os albigenses e os cátaros. Como fruto manifesto do Concílio e suas definições, durante o século XIII, a devoção e o culto à Divina Eucaristia cresceram de maneira palpável. Foi instituída a celebração de CORPUS CHRISTI, a qual Santo Tomás de Aquino deu esplendor com seus magníficos hinos. As procissões e a Exposição do Santíssimo Sacramento neste e no século seguinte tornaram-se cada vez mais populares, contribuindo de forma muito eficaz para o crescimento da vida cristã entre os fiéis.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas os ataques de heresia não cessaram. Na Inglaterra, John Wyclif e na Boêmia, seu discípulo, John Hus, negaram que as palavras de Cristo significassem o que elas diziam, mas deveriam ser interpretadas dessa maneira: &#8220;Este é o meu Corpo&#8221; deveria ser traduzido: &#8220;Isto significa meu Corpo&#8221;. Desta forma, os significados protestantes subsequentes foram preparados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 1577, foi publicado um livro na Alemanha, contendo 200 diferentes interpretações das palavras: “Hoc Est Corpus Meum”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ambos, Wyclif e Hus, negando a transubstanciação, acrescentaram outros erros contra a doutrina católica, para sustentar sua heresia. Wyclif negou a sucessão apostólica e o direito exclusivo dos sacerdotes hierárquicos para consagrar, ensinando que somente os homens &#8220;bons&#8221; poderiam presidir a ceia. Hus exigiu a comunhão sob as duas espécies, para contrariar a doutrina ortodoxa, que afirma que, sob a aparência apenas do pão ou apenas do vinho, recebemos todo o Cristo, porque Cristo não se divide, agora novamente a partir da introdução do NOVUS ORDO é exigida a comunhão sob as duas espécies, o Sacrifício é negado e o rito é chamado de &#8220;memorial da Última Ceia&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Continua&#8230;.</span></p>
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