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	<title>DOMINUS EST &#187; Jung</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>A PSICOLOGIA ANALÍTICA DE JUNG É MAIS PERIGOSA QUE A PSICANÁLISE DE FREUD?</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 14:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<description><![CDATA[Introdução Carl Gustav Jung (1875-1961) demonstrou um grande interesse pela religião em geral, tanto a ocidental mas especialmente a oriental 1. Certamente, ele está longe do ateísmo de Freud e da sua opinião negativa sobre todas as religiões. Contudo, se &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-psicologia-analitica-de-jung-e-mais-perigosa-que-a-psicanalise-de-freud/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="n3VNCb alignright" src="https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2017/11/freud-e-jung.png" alt="Resultado de imagem para jung freud" width="343" height="237" data-noaft="1" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Introdução</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Carl Gustav Jung (1875-1961) demonstrou um grande interesse pela religião em geral, tanto a ocidental mas especialmente a oriental 1. Certamente, ele está longe do ateísmo de Freud e da sua opinião negativa sobre todas as religiões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contudo, se examinarmos atentamente o pensamento junguiano, encontramos aqui um espiritualismo gnóstico, alquímico e esotérico muito mais perigoso do que o pansexualismo freudiano, porque é mais dissimulado e pode se tornar mais facilmente uma armadilha para os católicos 2.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso ter em mente que, se Jung, como Hegel, lança mão de conceitos cristãos, no entanto, dá a eles um significado substancialmente diferente da teologia católica 3.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Simbolismo e relativismo religioso de Jung</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É um fato objetivamente constatável que Jung, embora dizendo-se cristão/protestante, relativiza todos os conceitos e dogmas cristãos em um conceito muito abrangente do “religioso”, no qual todas as religiões se equivalem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ademais, ele estuda as religiões na sua relação com a psique humana, que para ele é a consciência humana mais o inconsciente, não as estuda como uma doutrina dogmático-moral objetiva porque, no tocante ao problema da sua objetividade e realidade, ele se declara agnóstico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele justifica o seu agnosticismo relativista servindo-se da filosofia kantiana, segundo a qual o homem não pode conhecer a coisa em si, mas apenas como ela lhe aparece depois de lhe ter aplicado as suas categorias subjetivas — o <em>a priori</em> de Kant ou, para Jung, a nossa estrutura psíquica. Assim, supondo-se que Deus exista, sem poder prová-lo, não podemos conhecer a sua existência objetiva, mas apenas como o representamos graças aos símbolos que a psique humana forma dele.</span><span id="more-19301"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora, o símbolo desempenha um papel fundamental na doutrina modernista. Os símbolos são sinais que representam uma verdade (por exemplo, a bandeira vermelha significa o perigo). Os modernistas aplicaram o simbolismo ao dogma, que para eles já não possui um valor objetivo e real, mas simbólico e prático. Por exemplo, Deus é um símbolo, não um Ente real e objetivo que exprime uma interpretação subjetiva e relativa do sentimento humano de um ato religioso, ou ainda uma entidade imaginada pelo sentimento religioso humano para ajudar o homem a se comportar melhor. Assim, o simbolismo modernista e junguiano esvazia toda a doutrina e dogmas da Igreja romana (esse simbolismo foi condenado pelo Decreto <em>Lamentabili </em>de São Pio X). Logo, a fé, segundo Jung, não possui nenhum fundamento objetivo e real, mas apenas psicológico, sentimental e simbólico4. Não é só isso: Jung abraça o niilismo teológico da teologia apofática de Moses Maimônides, mas desliza no relativismo metafísico e teológico. absoluto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele ainda é um teórico do pan-ecumenismo. Com efeito, escreve: “não consigo compreender porque uma religião deveria possuir a verdade única e perfeita”<a style="color: #000000;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5648#footnote5_96rsnmm">5</a>. A fé, para ele, é “extremamente subjetiva” 6. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A religiosidade junguiana é incompatível com a doutrina católica além de muito semelhante a doutrina modernista. Assim, não é por acaso que Antonio Fogazzaro 7, “foi um dos primeiros na Europa a se interessar pela psique humana, abrindo caminho para Bergson, Freud e a chamada literatura da interioridade (i.é, a psicologia analítica junguiana)” 8.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entre as várias filosofias ocidentais, Jung aproxima-se do kantismo e, entre as orientais, do budismo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A teologia de Jung</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na teologia católica, o problema do mal é resolvido definindo-se o mal como uma privação de um bem, enquanto Jung, como os maniqueus ou os cátaros, sustenta que o mal possui um valor ontológico real e positivo 9.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É por esse motivo que ele substitui a Santíssima Trindade pela “Quaternidade”, porque na Trindade faltaria o aspecto positivo e “divino&#8221; do mal 10.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em seguida, ele passa a proclamar que “dado que o Diabo é o adversário de Cristo, deveria ocupar uma posição equivalente à sua e ser, ele também, Filho de Deus, e um segundo Cristo” 11. Assim, na “Quaternidade” junguiana, Satanás é consubstancial ao Pai e ao Espírito Santo 12.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Pai possuiria em si o mal. É preciso recorrer à <em>coincidentia oppositorum </em>spinoziana para resolver este problema 13: “Deus possui duas mãos: a direita é Cristo, a esquerda, é Satanás” 14. Em suma, Deus não é o bem absoluto, mas é ainda cruel, imoral, malvado, violento, demoníaco, infernal 15.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se Cristo e Satanás são as duas mãos de Deus, significa que Deus age no mundo, tanto por meio de Cristo como de Satanás e, assim, a atividade demoníaca deve ser atribuídas a Deus: “Deus não pode mostrar a sua verdadeira face senão também por meio de Satanás” 16.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cristo não é mais o Filho Unigênito, mas “o irmão de Satanás, assim Satanás é o primeiro Filho de Deus, e Cristo, o segundo” 17.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Logo, reprimir o mal em si mesmo seria nefasto e significaria reduzir a “Quaternidade&#8221; e a própria personalidade. Para alcançar a boa saúde psíquica é preciso integrar o mal moral na própria existência. Por mal moral, Jung entende os instintos, por ele chamados de “impulsos animais”. A ascética cristã é, destarte, fonte de mal estar psíquico 18. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O homem, para Jung, deve tender à perfeita integridade, devendo assim assumir a porção do “mal&#8221; que está nele. Não se trata apenas de tomar consciência de aceitar-se como se é, mas de trabalhar positivamente para integrar o mal em si. A religião, para ele, é a “relação com os valores mais fortes, não importando se sejam positivos ou negativos” 19.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Freud limita-se a fazer com o doente tome consciência da sua sombra para que ele veja como sair daquilo” 20, enquanto Jung sustenta que “o homem não pode se limitar a reconhecer a porção do mal que tem em si, mas deve aceitá-la, e fazê-la coisa própria; essa é a única solução válida” 21<a style="color: #000000;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5648#footnote21_w0rz0rw">.</a><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Conclusão</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A psicologia analítica junguiana ensina o doente a assumir e a viver a sua porção obscura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, nem Freud nem Jung são capazes de oferecer ao doente uma terapia da doença da alma (como faz a espiritualidade católica), que constitua uma real superação do mal e um verdadeiro acesso à saúde interior.<br />
</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">(<a href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5648"><strong>Sì sì no no, 15 gennaio 2020 &#8211; Tradução: Permanência</strong></a>)</span></p>
<p style="text-align: center;">*****************************</p>
<p><span style="color: #000000;">1. C. G. Jung, <em>Des rapports de la psycotérapie et d ela direction de conscience, </em>in <em>La guérison psychologique, </em>Genebra, 1953.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">2. Por exemplo, cf. B. Kaempf, <em>Réconciliation. Psychologie et religion selon Carl Gustav Jung, </em>Berna, 1946; R. Hostie, <em>Du mythe à la religion. La psycologie analitique de C. G. Jung. </em>Bruges, 1955.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">3<a style="color: #000000;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5648#footnoteref3_8fdy4l0">.</a> Cf. G. Goldbrunner, <em>Individuation, Selbstfindung und Selstentfaltung</em>, Friburgo in Breisgau, 1949; R. Hostie, op. cit., 2a. edição, Paris, 2002; H. L. Philp, <em>Jung and the Problem of evil, </em>Londres, 1958; D. Cox, <em>Jung and Saint Paul, </em>Nova York, 1959; W. Johnson, <em>The search for Trascendance, </em>New York, 1974.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">4. Cf. <em>Carta de 10 de outubro de 1959 a G. Witwer.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>5. <u>In</u> <em>La vie symbolique, </em>Paris, 1989, p. 189.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>6. Carta ao Dr. Paul Maag, 20 de junho de 1933.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>7. Escritor italiano (1896-1911), cuja obra mais conhecido, ”Il Santo”, foi condenada pela Santa Sé.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>8. G. Sale, <em>Un cattolico liberale e modernista, </em>in <em>La Civiltà cattolica, </em>2 de abril, 2011, p. 9.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>9. <em>Essai d’interprétation psycologique du dogme de la Trinité, </em><u>in</u> <em>Essai sur la symbolique de l’esprit, </em>Paris, 1991, p. 206.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>10. <em>Psycologie et religion, </em>Paris, 1958, p. 114.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>11. <em>Essai d’interprétation psycologique du dogme de la Trinité, </em><u>in </u><em>Essai sur la symbolique de l’esprit, </em>Paris, 1991, p. 207.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>12<a style="color: #000000;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5648#footnoteref12_0jsxg4z">.</a> <em>Psycologie et religion, </em>Paris, 1958, p. 114-115.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>13. Cf. <em>Essai sur la symbolique de l’esprit, </em>Paris, 1991, p. 214.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>14. Carta ao Pastor W. Lachat, 27 de março de 1954.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>15. <u>In</u> <em>La vie symbolique, </em>Paris, 1989, p. 136, 166, 183.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>16. Carta ao Dr. E. Neumann, 5 de janeiro de 1952.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>17. <em>Aion, </em>Paris, 1997, p. 71 e 75.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>18. <em>Psychologie de l’inconscient, </em>Genebra, 1993, p. 46 e 58.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>19. <em>Psychologie et religion, </em>Paris, 1958, p. 161.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>20. <em>Des rapports de la psycotérapie et de la direction de conscience</em>, <u>in</u> <em>La guérison psychologique, </em>Genebra, 1953, p. 293.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em>21. <em>Psycologie et religion, </em>Paris, 1958, p. 154-155.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
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