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	<title>DOMINUS EST &#187; Karl Marx</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>MARX SERIA CONSERVADOR HOJE?</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Sep 2023 14:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Comunismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Fonte: Ricognizioni &#8211; Tradução: Gederson Falcometa Um fantasma assombra o dourado mundo progressista: a suspeita de que Marx hoje não se daria bem com a atual esquerda político-cultural &#8220;fúcsia&#8221;, do Partido Democrata de marca Schlein ao espanhol Sànchez até mesmo as brigadas woke &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/marx-seria-conservador-hoje/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm7" style="text-align: right;"><span class="tm9"><img class=" aligncenter" src="https://vandal-us.s3.amazonaws.com/spree/products/5c1e3a6847549e010e68c0f9/original/uploads_2F1545484836561-tys176xs41g-5764a57039149141baed816ac9a0b637_2F03.jpg" alt="Camiseta Tio Karl Marx | Vandal" width="213" height="242" /></span><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.ricognizioni.it/marx-oggi-sarebbe-conservatore/&quot;"><span class="tm9">Ricognizioni</span></a></span> &#8211; <span class="tm9">Tradução: Gederson Falcometa</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Um fantasma assombra o dourado mundo progressista: a suspeita de que Marx hoje não se daria bem com a atual esquerda político-cultural &#8220;fúcsia&#8221;, do Partido Democrata de marca Schlein ao espanhol Sànchez</span><span class="tm9"> até mesmo as brigadas </span><em><span class="tm11">woke</span></em> <span class="tm9">american</span><span class="tm9">a</span><span class="tm9">s e </span><span class="tm9">aos </span><span class="tm9">autodenominados </span><em><span class="tm11">Social justice Warriors</span></em> <span class="tm9">da extrema-esquerda financiados por bilionários. Há anos a tese é tematizada na França, sobretudo por Jean Paul Michéa, que se define como socialista, mas não &#8220;de esquerda&#8221;. Agora a desconfiança ecoa nas considerações de uma pensadora suíça, Elena Louisa Lange. Um artigo no semanário alemão </span><em><span class="tm11">Die Weltwoche</span></em><span class="tm9"> causou sensação. “Vale a pena perguntar o que Marx, um lutador contra a censura prussiana, pensaria da cultura do cancelamento da esquerda hoje, o que Marx pensaria dos Verdes alemães, cuja política é baseada em um novo coletivismo centrado no vírus ou na mudança climática.” E em um belicismo </span><span class="tm9">desatinado</span><span class="tm9">, representado pela ministra Annalena Baerbock, que contradiz décadas de pacifismo de arco-íris.</span></span></p>
<p class="Normal_Web_ tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">A </span><span class="tm9">Lange identifica o momento decisivo da esquerda ocidental na contracultura nascida na década de 1960 e na Escola de Frankfurt. Os frankfurtianos partiram do pensamento de Marx, mas </span><span class="tm9">para revira-lo</span> <span class="tm9">como a uma meia</span><span class="tm9">, até perderem o interesse pelo elemento básico, a abolição da propriedade privada como elemento fundamental da libertação da humanidade. O próprio internacionalismo e</span><span class="tm9">ra íntimo</span><span class="tm9"> deles: optaram por um cosmopolitismo abstrato, cuja saída paradoxal era o subjetivismo mais exaltado, ponto de encontro com o liberalismo. Herbert Marcuse, figura chave daqueles anos, Max Horkheimer e Theodor W. Adorno, embora fortemente marcados pelo marxismo clássico, nunca se interessaram “pela emancipação social das classes trabalhadoras. Adorno e companhia, influenciados pela experiência de Auschwitz, substituíram a luta de classes pela política de identidade judaica, Marcuse viu o sujeito revolucionário nos </span><span class="tm9">da</span><span class="tm9">nados da Terra (Frantz Fanon), no Terceiro Mundo, nas mulheres, nos negros</span><span class="tm9"> e</span><span class="tm9"> nos homossexuais.&#8221;</span></span></p>
<p class="Normal_Web_ tm10" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Não concordamos com o julgamento relativo a Adorno e Horkheimer: os dois certamente foram influenciados pela raiz judaica &#8211; comum a todos os frankfurtianos &#8211; mas seu alvo polêmico era sobretudo a sociedade autoritária &#8211; símbolo de uma espécie de eterno fascismo (A personalidade autoritária ) e a cultura de massa (Dialética do Iluminismo), que detestavam em nome de um intelectualismo elitista. A falta de interesse pelo destino do proletariado e seus problemas concretos é evidente. Na verdade, eles acreditavam que a classe trabalhadora não era nada revolucionária, mas sim interessada em melhorar sua condição econômica e social, portanto conservadora.</span><span id="more-30233"></span></p>
<p class="Normal_Web_ tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Nisso, concordamos com a tese de Lange. “Para Marcuse, esses párias, os </span><span class="tm9">marginaliza</span><span class="tm9">dos da terra, numa espécie de reedição do conflito cultural maoísta, deveriam ter o papel histórico de romper com os velhos padrões e formar um novo homem contra o </span><span class="tm9">pre</span><span class="tm9">domínio cultural das ideias burguesas de felicidade: uma família branca e heteronormativa, televisões coloridas, carros</span><span class="tm9"> e</span><span class="tm9"> casa própria. Desde então não se falou mais na emancipação de todas as pessoas; isto é, da libertação da opressão em geral. Na ideia da Nova Esquerda, a justiça só existiria quando os marginalizados tivessem conquistado um lugar na mesa do poder”.</span></span></p>
<p class="Normal_Web_ tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Igualmente dura é a rejeição à classe de acadêmicos e intelectuais com altos rendimentos e vida confortável, acostumados ao privilégio, a quem chamam de grupos sociais opressores que vivem muito pior do que eles. A ideia de dividir as pessoas em opressores e oprimidos com base na cor da pele, gênero e preferências sexuais, e não de acordo com seu papel na estrutura de poder, contradiz toda a filosofia política de Marx. Para Marx, declarar o homem branco e heterossexual como inimigo, mesmo que seja apenas trabalhador, em vez de querer melhorar a vida de todos, seria sinal de uma </span><span class="tm9">fundamental </span><span class="tm9">degeneração política”, afirma Lange.</span></span></p>
<p class="Normal_Web_ tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">As esquerdas que encarnam essa degeneração estão hoje nos corredores do poder: uma classe cheia de profissionais, professores, intelectuais, privilegiados que Marx &#8220;certamente teria acusado de socialismo pequeno-burguês e contra quem teria lutado</span><span class="tm9">.</span><span class="tm9">&#8221; Lange lembra que Marx era um ferrenho inimigo da tecnocracia, também convencido de que a liberdade coletiva é impossível sem a liberdade individual, e por isso ela acha que “ele teria se oposto aos impulsos do coletivismo totalitário que vimos surgir com a crise do coronavírus e as mudanças climáticas&#8221;.</span></span></p>
<p class="Normal" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Possível, ainda que a ideia de ditadura fosse aceita por Marx, </span><span class="tm9">mesmo</span><span class="tm9"> como uma fase transitória na construção da sociedade comunista. É verdade que “teve de fugir da Alemanha em 1849 devido à perseguição do Estado, e hoje teria destino semelhante. Mas não seriam os conservadores que o perseguiriam, mas os homens de esquerda”, conclui Lange e é a afirmação mais perturbadora. </span><span class="tm9">A</span><span class="tm9"> filósof</span><span class="tm9">a</span><span class="tm9"> suíço é partidári</span><span class="tm9">a</span><span class="tm9"> d</span><span class="tm9">a controversa</span><span class="tm9"> polític</span><span class="tm9">a</span><span class="tm9"> alemã Sahra Wagenknecht, formad</span><span class="tm9">a</span><span class="tm9"> na </span><span class="tm9">DDR</span><span class="tm9">, cujo programa combina medidas contra a desigualdade social com outras consideradas conservadoras.</span></span></p>
<p class="Normal_Web_ tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">A </span><span class="tm9">Wagenknecht é autor</span><span class="tm9">a</span><span class="tm9"> de um livro com um título significativo, </span><em><span class="tm11">Freiheit gegen kapitalismus</span></em><span class="tm9"> (liberdade contra o capitalismo) e do mais conhecido </span><span class="tm9">c</span><span class="tm9">ontra a esquerda neoliberal, no qual são discutidas as mesmas teses de Lange. “Este livro – escreve – surge num clima político em que a cultura do cancelamento substituiu os confrontos </span><span class="tm9">leais</span><span class="tm9">. Eu faço isso sabendo que posso acabar cancelad</span><span class="tm9">a</span><span class="tm9"> também. Em última análise, porém, Dante, na </span><em><span class="tm11">Divina Comédia</span></em><span class="tm9">, </span><span class="tm9">aos que em tempos de mudanças profundas se abstém, aos preguiçosos, </span><span class="tm9">reservou</span> <span class="tm9">o nível mais baixo do Inferno</span><span class="tm9">”</span><span class="tm9">.</span></span></p>
<p class="Normal_Web_ tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">O partido em que milit</span><span class="tm9">ava</span><span class="tm9"> &#8211; </span><em><span class="tm11">Die Linke</span></em><span class="tm9">, a esquerda- caiu no &#8220;neoliberalismo progressista&#8221; que contaminou todas as esquerdas ocidentais, </span><span class="tm9">as quais </span><span class="tm9">&#8220;</span><span class="tm9">botaram</span><span class="tm9"> n</span><span class="tm9">a lata de</span><span class="tm9"> lixo da história noções como a luta de classes e a luta contra as desigualdades para se tornar uma esquerda da moda , defensor de um estilo de vida </span><span class="tm9">privilegiado</span><span class="tm9"> de uma pequena elite – representada pela nova classe média de graduados das grandes cidades – inspirado nos dogmas do cosmopolitismo, globalismo, europeísmo, multiculturalismo, ambientalismo, identitarismo vítim</span><span class="tm9">istas</span><span class="tm9"> de mil minorias e do politicamente correto .</span></span></p>
<p class="Normal_Web_ tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Uma elite que nada tem a dizer sobre o empobrecimento da classe média e a exploração dos trabalhadores, que não apenas promove os interesses dos vencedores da globalização, mas despreza abertamente os perdedores, ou seja, as classes populares e seus valores, acusados</span> <span class="tm9">de fascistas , racista</span><span class="tm9">s</span><span class="tm9">, retrógrado</span><span class="tm9">s</span><span class="tm9">, machista</span><span class="tm9">s</span><span class="tm9">, nacionalista</span><span class="tm9">s e</span><span class="tm9"> populista</span><span class="tm9">s</span><span class="tm9">. Uma elite cada vez mais restrita em termos eleitorais, que exerce uma hegemonia muito forte sobre a mídia e </span><span class="tm9">sobre </span><span class="tm9">a cultura. Em oposição à esquerda dos privilegiados, Wagenknecht esboça uma visão radicalmente alternativa, um programa baseado em valores que não são individualistas, mas comunitários &#8211; incluindo conceitos abominados pelos progressistas como pátria, comunidade</span><span class="tm9"> e</span> <span class="tm9">mérito</span><span class="tm9"> &#8211; capaz de definir identidade, não mais do que uma minoria intelectualista, mas de uma maioria de pessoas concretas.</span></span></p>
<p class="Normal_Web_ tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">O sociólogo César Rendueles </span><span class="tm9">sublinha</span><span class="tm9"> que para Marx a luta contra as desigualdades nunca foi uma questão de abrir mão de liberdades, mas de aprofundá-las. “O mercado de trabalho foi criado a sangue e fogo, aproveitando as circunstâncias históricas favoráveis</span> <span class="tm9">com o objetivo de criar uma classe social majoritária com liberdades reprimidas: suficientemente independentes para que os empregadores se desvencilhassem de sua subsistência, suficientemente subordinados e politicamente desarticulados para garantir uma oferta suficiente de mão-de-obra barata todas as manhãs.</span><span class="tm9">” </span><span class="tm9">Sem liber</span><span class="tm9">t</span><span class="tm9">ação dos grilhões.</span> <span class="tm9">&#8220;Marx estava tão ou mais preocupado com a ausência de liberdade nas sociedades capitalistas do que com a desigualdade, na qual as normas democráticas e a autonomia dos cidadãos são suspensas. </span><span class="tm9">É </span><span class="tm9">ridículo fingir que é soberana uma sociedade em que as grandes empresas têm um voto implícito que pesa mais do que o dos seus parlamentos nacionais&#8221;.</span></span></p>
<p class="Normal_Web_ tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">As perguntas sobre Marx dos marxistas</span><span class="tm9"> pensantes</span><span class="tm9"> estão se multiplicando. O que você pensaria da miséria de países &#8220;socialistas&#8221; como Cuba, Venezuela e Nicarágua? Como você julgaria a China e seu sistema autoritário, uma mistura de Orwell (1984) e Huxley (Admirável Mundo Novo)? Marx seria censurado pela esquerda </span><em><span class="tm11">woke</span></em><span class="tm9"> pela relação inadequada com sua empregada e pelos textos eurocêntricos? Para Elizabeth Duval, uma filósofa muito jovem, Marx é apenas um </span><span class="tm9">entre tantos</span><span class="tm9"> refe</span><span class="tm9">rências</span><span class="tm9"> de esquerdas confusas, um microcosmo da subcultura sectária e auto-referencial. Certamente Marx concordaria em repudiar o crescente divórcio cultural entre a esquerda acadêmica e as classes populares. &#8220;A militância universitária tornou-se burguesa: parece um teatro de revolução&#8221;, explica, falando de suas experiências na Sorbonne. </span><span class="tm9">Não foge do debate </span><span class="tm9">Slavoj Zizek, marxista crítico </span><span class="tm9">com a</span><span class="tm9"> opressão do comunismo real vivido na ex-Iugoslávia.</span><span class="tm9"> Zizek sublinha a crescente </span><span class="tm9">insatisfação que produz o globalismo real, em que o capitalista &#8220;na sua avidez ilimitada de prazeres imaginários renuncia a todos os prazeres reais&#8221;.</span><span class="tm9">Clara referência</span><span class="tm9"> às miragens do metaverso e ao poder das redes sociais em que uma vida paralela substitui a realidade, sempre mais insatisfatória, incapaz de corresponder às enormes expectativas impostas pelo sistema.</span></span></p>
<p class="Normal_Web_ tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Quem sabe se Marx revivesse seria &#8220;</span><span class="tm9">de esquerda</span><span class="tm9">&#8220;. </span><span class="tm9">C</span><span class="tm9">ertamente nunca usou o termo; esteve sempre ao lado das classes baixas (às quais não pertencia&#8230;), que hoje fogem desse rótulo político. Afinal, as esquerdas hegemônicas não são mais majoritariamente marxistas ou </span><span class="tm9">não o são de fato</span><span class="tm9">. Paradoxalmente, </span><span class="tm9">fingem de torná-lo </span><span class="tm9">as elites, obcecadas pela vontade de dom</span><span class="tm9">ínio</span><span class="tm9">: nada terás (ou seja, nada serás) e serás feliz, mas </span><span class="tm9">o slogan</span><span class="tm9"> de ordem do Grande Reset aplica-se a nós, plebeus em excesso . Eles têm o direito de possuir tudo,</span><span class="tm9"> também</span> <span class="tm9">as </span><span class="tm9">noss</span><span class="tm9">as pessoas e </span><span class="tm9">até</span><span class="tm9"> mesmo</span><span class="tm9"> o</span><span class="tm9"> foro</span><span class="tm9"> inter</span><span class="tm9">ior</span><span class="tm9"> que chamamos de consciência. Eles cumpriram o </span><span class="tm9">admirado </span><span class="tm9">juízo de Marx pela classe revolucionária “burguesa” (hoje diríamos os hiperpatrões globalistas), expresso no manifesto comunista de 1848.</span></span></p>
<p class="Normal_Web_ tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“A burguesia desempenhou um papel altamente revolucionário na história. A burguesia destruiu as relações feudais, patriarcais e idílicas onde quer que tenha tomado o poder. Rasgou impiedosamente os </span><span class="tm9">variados </span><span class="tm9">laços feudais que ligavam a pessoa ao seu superior natural e não salvou nenhum outro vínculo entre os indivíduos além do simples interesse, </span><span class="tm9">a crua e pura prestação de contas</span><span class="tm9">. Ele afogou nas águas geladas do cálculo egoísta </span><span class="tm9">os</span><span class="tm9"> sagrad</span><span class="tm9">o</span><span class="tm9">s </span><span class="tm9">bramidos da piedosa paixão</span><span class="tm9">, do entusiasmo cavalheiresco</span><span class="tm9"> e</span><span class="tm9"> da melancolia filisteu. Dissolveu a dignidade pessoal em valor de troca e, no lugar das inúmeras liberdades patenteadas e merecidas, afirmou a única liberdade, a do comércio, uma liberdade sem escrúpulos. Em uma palavra, em vez de uma exploração escondida por ilusões religiosas e políticas, estabeleceu uma exploração aberta, sem vergonha, direta e seca.</span></span></p>
<p class="Normal_Web_ tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">A burguesia despiu de sua aparência sagrada todas as atividades até então honradas e consideradas com piedosa humildade. El</span><span class="tm9">a</span><span class="tm9"> transformou o médico, o jurista, o padre, o poeta</span><span class="tm9"> e</span><span class="tm9"> o homem de ciência em seu salário. El</span><span class="tm9">a</span> <span class="tm9">dilacerou as relações familiares o seu </span> <span class="tm9">tocante</span><span class="tm9"> véu sentimental para </span><span class="tm9">reconduzir-lhe<a id="aGoBack" style="color: #000000;"></a></span><span class="tm9"> a uma pura questão de dinheiro. “A burguesia não pode existir sem revolucionar continuamente os instrumentos de produção, </span><span class="tm9">então </span><span class="tm9">as </span><span class="tm9">próprias </span><span class="tm9">relações de produção, portanto todas as relações sociais. A transformação ininterrupta da produção, a sublevação constante de todas as instituições sociais, a eterna incerteza e o eterno movimento distinguem a época da burguesia de todas as épocas anteriores. Todos os relacionamentos estabelecidos e </span><span class="tm9">oxidados</span><span class="tm9"> são </span><span class="tm9">subvertidos</span><span class="tm9">, com </span><span class="tm9">o </span><span class="tm9">seu séquito de representações e opiniões</span><span class="tm9"> há muito honrado</span><span class="tm9">. E todos os novos relacionamentos envelhecem antes que possam ser estruturados. A necessidade de um escoamento cada vez maior para seus produtos lança a burguesia para a conquista de toda a esfera terre</span><span class="tm9">stre”</span><span class="tm9">.</span></span></p>
<p class="Normal_Web_ tm10" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Análise perfeita, exceto que para Marx este é o prólogo necessário para o estabelecimento do comunismo. A missão falhou, mas apenas na forma marxista. Mais astuto</span><span class="tm9">s</span><span class="tm9">, o</span><span class="tm9">s frankfurtenses</span><span class="tm9"> imagin</span><span class="tm9">aram</span><span class="tm9"> e fornece</span><span class="tm9">ram</span><span class="tm9"> as bases teóricas para um novo capitalismo que não é mais &#8220;burguês&#8221;: comunismo </span><span class="tm9">em baixo</span><span class="tm9">, feudalismo </span><span class="tm9">em cima</span><span class="tm9">, com povos destruídos, desidentificados, reduzidos a </span><span class="tm9">figurinhas spectrais as quais fornecem com modalidades modernas o antigo </span><em><span class="tm11">panem et</span><span class="tm9"> circenses</span></em><span class="tm9">. Pão em quantidades modestas por meio de uma renda universal informatizada, para ser gasto onde, como e nos prazos por eles estabelecidos. Circenses, isto é, diversões vulgares, circunscritas à esfera pulsional, verdadeiros vícios. A verdade é que marxismo e liberalismo são filhos da mesma mãe. Portanto, não, o Marx revivido não seria nem se consideraria conservador. Talvez continuasse marxia</span><span class="tm9">no</span><span class="tm9"> sem se tornar marxista, árvore espúria na floresta liberal, onde o enxerto sufocou a raiz da liberdade.</span></span></p>
<p class="Normal_Web_ tm10" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Roberto Pecchioli</span></p>
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		<title>KARL MARX E SATÃ</title>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2022 14:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristianofobia]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Gustavo Corção]]></category>
		<category><![CDATA[Karl Marx]]></category>
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		<description><![CDATA[Gustavo Corção Numa excelente revista belga, Bulletin Indépendant d´Information Catholique, no. 150 – número especial com que se despede dos leitores, não podendo manter-se pela simples e clara razão de ser excelente – li um artigo cuja difusão me parece um imperativo &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/karl-marx-e-sata/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignright" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR8ob-ye8Uv4yXspZ-BKd5jSTbu27XUpO0nmYet-sfM9Gr_NdGQtChIIVOI0Bc5bh9pDog&amp;usqp=CAU" alt="A verdadeira doutrina defendida por Karl Marx | Instituto Rothbard" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><em><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/6028">Gustavo Corção</a></em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Numa excelente revista belga, <em>Bulletin Indépendant d´Information Catholique, no. 150 </em>– número especial com que se despede dos leitores, não podendo manter-se pela simples e clara razão de ser excelente – li um artigo cuja difusão me parece um imperativo dos tempos presentes. Trata-se da recensão do livro <strong>Karl Marx et Satan </strong>recentemente publicado nas Edições Paulinas – Apostolat des Editions – pelo judeu convertido ao cristianismo Richard Wurmbrandt, que sofreu na URSS muitos anos de trabalhos forçados em razão de sua fé cristã. Seu último livro é revelador de relações estreitas entre o satanismo e o comunismo, que o autor considera como uma encarnação política do Demônio. Segundo A. d´Arian, diretor da revista e autor da recensão, a obra é digna de atenção com algumas reservas no plano da doutrina católica. As linhas que se seguem são de transcrição:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Muito piedoso desde a sua mocidade, Karl Marx, da alta burguesia israelita, faz um pacto com Satã. Aos vinte anos surge no mundo das letras com um poema intitulado <strong>Oulamen</strong>, anagrama de Emanuel, no qual lêem-se esses versos: “Quero construir parar mim um trono nas alturas”, que repetem quase literalmente as palavras de Isaías (14, 13), “subirei aos céus, e colocarei meu trono acima dos astros de Deus”, que se referem a Lúcifer.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Num outro poema, <strong>A Virgem Pálida</strong>, o miserável ousa escrever: – Já perdi o Céu; minh´alma, outrora fiel a Deus, está marcada para o inferno.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Nessa época, Karl Marx combatia as idéias socialistas na revista alemã <strong>Rheinische Zeitung</strong>, escarnecendo ao máximo da classe operária. Mas, espantado, recebe a advertência de Moses Hess de que o socialismo pode ser uma boa isca para atrair os intelectuais e as massas para o seu ideal diabólico. O amigo convenceu-o. Fiéis a essa idéia, os soviéticos, desde a primeira hora, tomarão como lema: – Expulsemos os capitalistas da terra e Deus do Céu!</em></span><span id="more-24552"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Foi com Bakunine que Marx fundou a Ia. Internacional. Ora, Bakunine escrevia: – Satã é o primeiro livre-pensador, é o Salvador do Mundo que liberou Adão imprimindo em sua fonte o sinete da liberdade fazendo-o desobedecer. (Deus e o Estado).</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“O mesmo Bakunine escrevia ainda: – É preciso incutir o Diabo na alma dos homens, e despertar neles as paixões mais torpes.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“E para que despertar as paixões do povo? Para permitir ao Diabo arruinar a obra do Criador. Marx diz isto sem a menor cerimônia: – Como um Deus criador, irei ao acaso entre as ruínas do mundo, sentindo-me igual ao criador.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“E assim, sem a menor preocupação pelo bem dos operários, Marx sonha incarnar-se no anjo rebelde para arruinar o mundo.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Preguiçoso e dado a bebidas, Marx vivia na dependência de Engels, que, com benevolência, assume a paternidade do filho natural que Karl teve com sua empregada.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Sempre apertado em dinheiro, Marx vive a esperar as heranças. Recebendo notícias da enfermidade grave de seu tio, escreve a Engels: “Se o cão morrer me tirará de embaraços”. E em 8 de março de 1855, sabendo da morte exclama: “Excelente notícia!”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Diante do caixão de sua mãe, em 1863, demonstra a mesma alegria. Outro sinal diabólico pode-se constatar na sua correspondência com Engels sempre entremeada de obscenidades.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Karl Marx morre desesperado no dia 25 de maio de 1883, depois de ter traçado estas palavras: &#8212; Como a vida é vã e vazia”. A empregada que presenciou sua agonia observou que sua testa estava amarrada com uma fita longa, e que o moribundo se entretinha com um personagem invisível diante de uma fileira de velas acesas. Esse rito derradeiro teria alguma significação mágica para obter, daquele a quem se entregara, um suplemento de vida? Será o comunismo um enfeitiçamento coletivo?”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Antes de ter chegado à conclusão extrema de um pacto com Satã, como Richard Wurmbrandt, já publicamos em artigo de <em>Itineraires</em>, março de 1977, algumas reflexões que mostram o caráter violentamente negativo e destrutivo do anarquismo. Eis o texto:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já observamos que, para a maioria das pessoas, os socialistas e anarquistas são vistos como homens apaixonados pela realização e atingimento de um ideal. Eles mesmos, para uso externo (e talvez para internamente se enganarem a si mesmos antes de enganarem os outros), nos prometem um Novo Mundo, chegando até a nos proporem a mutação que nos trará o Homem Novo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora, o Estudo mais atento, não somente da história, mas também das obras-primas de ficção que a história imita, nos revela a verdadeira figura desse fenômeno monstruoso. Percebe-se então que essas violentas correntes históricas, na verdade, não são movidas pela força de um ideal ardentemente desejado, mas pela força propulsora de uma rejeição em jato. Sim, pela força peristáltica de uma recusa. Acima de qualquer objetivo mais ou menos próximo, o anarquista põe sempre o desejo absoluto de um repúdio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para os descendentes de Bakunine e para os possessos de Dostoievski, a revolução é antes de tudo uma recusa absoluta e uma rejeição total. De que? Antes de mais nada recusa daquilo-que-aí-está, recusa da obra herdada, recusa da tradição, de todas as identidades impostas pelo real, recusa do ser, recusa de Deus. Donde tiram o soberano desprezo que eles manifestam pelos mornos, impuros ou utópicos sonhadores de conquista do poder para domínio dos acontecimentos e para a subsequente perfeição da obra herdada e continuada, como aquele pobre Jaurès que, em 1914, derramou o mais estéril dos sangues. Não resisto a tentação de colorir esse texto com a transcrição de uma página de Roger Martin du Gard, em <em>Les Thibault</em>, onde um de seus personagens revolucionários nos faz esta profissão de fé:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“—O domínio dos acontecimentos? Rosnou Mithoergh com gestos desordenados, <strong>dumkopf! </strong>A instauração de um novo regime só se pode imaginar sob a pressão de uma catástrofe num momento de <strong>Krampf </strong>espasmódico coletivo em que todas as paixões se tornam furiosas&#8230; Apenas marcado por um sotaque germânico, seu francês era correto, martelado, áspero. – Nada de novo pode ser feito sem esse élan que é dado pelo ódio. E para construir é preciso primeiro que um ciclone, um <strong>Wirbelsturm</strong>, tenha tudo destruído, tudo nivelado, até os últimos escombros! Mithoergh pronunciara essas palavras de cabeça baixa, numa espécie de desinteresse que ainda as tornava mais terríveis. Erguendo a cabeça arrematou: — <strong>Tabula rasa, tabula rasa</strong>”.</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/6028">(O Globo, 6/5/78)</a></strong></span></p>
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