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	<title>DOMINUS EST &#187; Mons. Tihamer Toth</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>A MESA DA FAMÍLIA: AUTORIDADE E AMOR</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jan 2025 13:46:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Tihamer Toth]]></category>

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		<description><![CDATA[Creio não ser necessário explicar de um modo especial que, mencionando a mesa da família como primeiro móvel indispensável, penso particularmente em todos os problemas da vida comum dos esposos. A mesa de família não significa, pois, somente o móvel &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-mesa-da-familia-autoridade-e-amor/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" aligncenter" src="https://www.cnbb.org.br/wp-content/uploads/2020/03/digitalizar00133.jpg" alt="Semana Nacional da Família: Desafios na educação cristã/católica dos filhos  - CNBB" width="534" height="373" />Creio não ser necessário explicar de um modo especial que, mencionando a mesa da família como primeiro móvel indispensável, penso particularmente em todos os problemas da vida comum dos esposos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A mesa de família não significa, pois, somente o móvel ao redor do qual se reúne com amor toda a família, e onde o pai assenta-se ao entrar, fatigado do seu trabalho. Significa ainda mais a comunhão das almas, a perfeita harmonia, a união de corações, base indispensável de um casamento feliz, e que repousam sobre suas colunas: <em>autoridade e amor</em>. Porque, realmente, a felicidade familiar exige a conveniente união da autoridade e do amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A família não é uma associação, nem uma sociedade por ações, nem um sindicato, mas um <em>organismo vivo</em>. Ora, a vida de um organismo tem leis que não se podem modificar. Pode-se fortificar o organismo, favorecer seu desenvolvimento, facilitar seu trabalho, mas tudo com uma única condição: não se tocar nas bases sobre as quais está construída toda a sua vida. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma destas leis fundamentais é, por exemplo, no casamento, a inseparabilidade dos esposos, a indissolubilidade do laço conjugal, como já dissemos anteriormente. O que pode ser anulado não é casamento.</span><span id="more-16083"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas para que a vida conjugal corra sem empecilhos, para que floresçam nela a felicidade e todas as alegrias que o próprio ideal cristão do casamento as cerra em si, torna-se necessária a realização de uma outra lei fundamental. Ei-la: é a boa ordem e a distribuição do trabalho entre os membros da família, ou em outros termos, o conveniente emprego da autoridade e do amor. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como Cristo é a cabeça da Igreja</em>&#8221; (Ef. 5,22-23)</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Naturalmente ouvindo esta prescrição de São Paulo dirão, talvez, as mulheres:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>O Cristianismo não reconhece, pois, que a mulher é igual ao homem? Não é atraso exigir hoje que a mulher obedeça a seu marido? E o marido não abusa deste poder?&#8221;</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"> De fato, é preciso reconhecer que realmente há homens que pela sua conduta e modo de pensar são indignos de chefiar uma família. Reconhecemos também que o marido pode abusar de sua autoridade. E contudo esta exigência do Cristianismo não é humilhante para a mulher. Pelo contrário, ela garante a felicidade familiar, e é o que veremos, se compreendermos bem o que não significa a obediência da mulher e o que ela significa na realidade.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <em>Primeiramente </em><em>ela não significa que a mulher tenha menos valor, menos dignidade que seu marido</em><em>. Não se trata naturalmente disto. </em><em>Não significa ainda mais que a mulher deva realizar todos os caprichos e todos os desejos de seu marido</em><em>, mesmo aqueles que não podem ser satisfeitos sem humilhação para a mulher ou sem pecado. Enfim, </em><em>não significa que o marido tenha o direito de tratar sua mulher como uma criança menor, privada do uso da razão, de tiranizá-la, brutalizá-la, e fazê-la sofrer</em><em>.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Não se trata disto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas então que significam estas palavras de São Paulo, exigindo da mulher a obediência ao seu marido? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Significam que a boa ordem e a felicidade familiar são incompatíveis com as máximas propagandas feitas pelas pessoas frívolas, incompatíveis com a &#8220;emancipação da mulher&#8221;, e as suas manifestações, incompatíveis também com a emancipação fisiológica, econômica e social da mulher.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A emancipação fisiológica significa que a mulher teria o direito de se furtar aos encargos, que acompanham a sua dignidade de esposa e mãe, o que o Cristianismo condena. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A emancipação econômica significa que a mulher tem o direito de se entregar a operações econômicas independentes de seu esposo, sem sua participação, e mesmo contra a sua vontade, não cuidando de sua família. É isto que o Cristianismo condena.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; Quanto à emancipação social, ela consiste no direito, para a mulher, de destruir as muralhas do santuário familiar, de abandonar a sua missão no lar, de não cuidar de seu marido e de seus filhos e exercer um trabalho na vida pública. É isto que o Cristianismo condena. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não o permite, porque se seu marido é a cabeça da família, a mulher é o seu coração, e não se pode, sem perigo mortal para ambos, tomar o coração independente da cabeça, emancipá-los um com relação ao outro e separá-los um do outro.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Onde dois vivem juntos, é absolutamente necessário que um deles, conduza e &#8220;mande&#8221;. Se numa família não há &#8220;comando&#8221;, nem &#8220;obediência&#8221; ela se desagregará cedo ou tarde. Obediência quer dizer inclinar a vontade, ceder. Quem cederá? O mais sábio. E é preciso que a mulher seja a mais sábia.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Infelizmente as moças imaginam muitas vezes o casamento como uma festa perpétua, um encanto continuo. Mas a vida não é isto. Não existe harmonia absoluta neste mundo, e cedo ou tarde, pequenas divergências surgirão entre os esposos, mesmo os mais cordatos, e então, é preciso que um dos dois ceda. Seja então a mulher. Porque se considerarmos realmente um casamento feliz, notamos e descobrimos que a mulher que sabe aplainar as dificuldades é a mais sábia. É pois, uma ilusão perigosa para as jovens pensar que poderão governar os esposos, e que isto será sempre assim, porque eles as amam. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não interpreteis, contudo, como uma servidão indigna esta obediência em que pensa São Paulo, quando diz: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;O homem é a cabeça da mulher como Cristo é a cabeça da Igreja&#8221;</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta frase de São Paulo indica diretamente que a obediência da mulher é, propriamente, não a seu marido mas a Cristo. A mulher obedece por causa de Cristo, e eis porque é muito natural que essa não possa obedecer-lhe senão nas coisas que Cristo também aprova e permite. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta consideração faz desaparecer definitivamente todo o receio de que esta obediência seja humilhante para a mulher. É humilhante para a Igreja obedecer a Cristo? Quanto ao mais São Paulo escreve literalmente:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Mais, como a Igreja é sujeita a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos&#8221; (Ef. 5,24).</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É somente nesta concepção elevada, que se podem realizar na vida conjugal a santidade e a pureza que São Paulo exige claramente quando escreve: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Cada um de vós saiba guardar seu corpo na santidade e pureza sem se abandonar aos arrebatamentos da paixão como fazem os pagãos, que não conhecem Deus&#8221; (I Tes. 4,45)</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quantas famílias São Paulo não deveria chamar hoje, de pagãs! Ele exige de fato que o esposo cristão viva com sua esposa cristã de tal forma que em suas relações com a mulher se manifestem a santidade e a pureza, isto é, que um e outro se testemunhem reciprocamente o respeito, o amor, e a delicadeza, que fazem da família um verdadeiro santuário. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tudo, porém, que dissemos até agora, não é senão uma das bases da &#8220;mesa familiar&#8221; necessária à felicidade da família: a autoridade. Mas para que esta mesa tenha uma base mais firme, é lhe necessária uma outra base, o amor. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E as esposas que talvez pensem sempre com angústia nas palavras de São Paulo exigindo a obediência, reconciliar-se-ão certamente com ele, lendo a frase seguinte. Porque, se é verdade que ele exige da mulher obediência e submissão, escreve igualmente aos maridos: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Maridos, amai vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja, e Se entregou Ele mesmo por ela a fim de santificá-la, purificando-a</em>&#8221; (Ef. 5, 25-26)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ah! é outra coisa. Vejo aqui a idéia perfeitamente cristã. O Cristianismo, como guarda supremo da ordem social, condena a tirania como a insurreição; condena-as na vida pública, e também na família.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim como a obediência e autoridade constituem a base importante da vida familiar, também o amor exerce um papel importante. A obediência preserva da insurreição, mas o amor preserva da tirania.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se São Paulo proclama que o marido é o chefe da família, não proclama que ele é o tirano doméstico. O esposo é o chefe da família unicamente como Cristo é o chefe da Igreja. O marido deve, pois manifestar à mulher o mesmo amor generoso, sem limites, pronto a todos os sacrifícios, que Cristo manifestou à Igreja, sacrificando sua vida. O homem deve estar pronto, se preciso for, a sacrificar sua vida pela sua esposa, como Cristo fez pela Sua Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta concepção elevada das relações mútuas dos esposos é bem diferente da que publicam os romancistas ou cantam os poetas. Como é diferente o amor do Evangelho! O amor dos sentidos que se traduz em palavras ternas, em declarações vazias, em grande eloquência inflamada, extingue-se como fogos que, assobiando, se elevam aos céus. O amor conforme o Evangelho, ao contrário, é profundo, puro, santo, generoso, durável, não se derrama em ondas de palavras, mas em atos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como haveriam bem mais famílias felizes sobre a terra se não se esquecessem que só o amor recíproco generoso e devotado assegura a felicidade no casamento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os homens, infelizmente, pensam muito pouco nisto. Interroguemos apenas um deles antes de seu casamento: &#8220;<em>dizei-me, pois, porque quereis casar?&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Por que? Para ser feliz!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é assim que responderia a maior parte? Ora, precisamente esta idéia superficial do casamento é causa do maior número de dramas familiares. Só tem uma idéia justa do matrimônio aquele que aí introduz a idéia do sofrimento. O casamento feliz, qual aquele tapete persa, não é traçado só com fios de alegria e de prazer, mas também com os do sofrimento, da renúncia, da paciência e da indulgência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esquecestes que o casamento se celebrou ao pé do altar? Ora, o altar é o lugar do sacrifício, é um perpétuo aviso aos dois esposos: Sem sacrifício recíproco não há felicidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Amai-vos uns aos outros com amor fraternal, porfiando em honrar uns aos outros</em>&#8220;, diz a Escritura Sagrada (Rom. 12,10). Os esposos manifestam esta amabilidade por um amor delicado e terno, por atenções cheias de tato, adivinhando desejos ocultos, até mesmo se compenetrarem destas idéias, então o primeiro móvel da família, a mesa comum, será sólida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis, pois, o que significa este primeiro móvel indispensável em um lar: a mesa da família.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Casamento e família &#8211; </em> Mons. Tihamer Toth</span></p>
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		<title>O CRUCIFIXO FAMILIAR</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Sep 2024 15:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que disse até agora, porém, seria incapaz de garantir a felicidade completa no lar. A mesa familiar é, sem dúvida, um móvel necessário em uma família feliz, mas em si é insuficiente. Uma outra peça de mobília é, pelo &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-crucifixo-familiar/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi alignright" src="https://www.purgatorio.net.br/wp-content/uploads/2018/03/faith-2597190_960_720.jpg" alt="Imagem relacionada" width="235" height="353" data-iml="1553468252782" />O que disse até agora, porém, seria incapaz de garantir a felicidade completa no lar. A mesa familiar é, sem dúvida, um móvel necessário em uma família feliz, mas em si é insuficiente. Uma outra peça de mobília é, pelo menos, necessária: <em>o crucifixo de família</em>. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta palavra crucifixo, eu a entendo no sentido literal, no sentido físico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não posso representar um lar realmente cristão, onde não se encontre, em um lugar de honra, a lembrança perpétua da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo: o crucifixo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O crucifixo, porque ele recorda constantemente os sofrimentos e o sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, tornando-se assim um encorajamento e uma consolação ao lar doméstico. Muitas vezes, os esposos constatarão a verdade desta máxima: &#8220;<em>A felicidade conjugal se faz com grandes coisas e se desfaz com pequenas</em>&#8220;. Doenças e desgraças podem provar a família, privações e desentendimentos podem surgir entre milhões de esposos, e quem os ajudará senão a Cruz de Cristo? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Muitos esposos verificarão ser o casamento também uma cruz. Mas que consolo, se podem olhar o crucifixo e se lembrar das sábias palavras da Imperatriz Maria Teresa à sua filha Maria Cristina: &#8220;<em>Não negligencieis nunca vossos deveres de religião; no matrimônio tem-se necessidade, mais que em qualquer outro lugar, da oração e do socorro de Deus</em>&#8220;. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato, divergências de vistas, choques, diferenças de opiniões, são inevitáveis, onde vários levam existência comum; mas se os esposos lançassem então um olhar ao seu crucifixo ouviriam este aviso da Sagrada Escritura: &#8220;<em>Carregai os fardos um dos outros e deste modo cumprireis a lei de Cristo</em>&#8221; (Gál. 602). É, então, que se realizará para eles esta outra palavra dos livros santos: &#8220;<em>O senhor está convosco, quando estiverdes com Ele; se vós O procurardes, acha-lO-eis, mas se O abandonardes, Ele vos abandonará</em>&#8221; (II Cr. 15,2).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis-nos em presença deste profundo pensamento que o crucifixo familiar, móvel necessário, quer nos indicar: o verdadeiro espírito religioso com suas conseqüências: <em>disciplina</em> e <em>domínio de si</em>. O crucifixo não deve estar só na parede, mas sim viver na alma dos esposos. É necessário para assegurar a felicidade do casamento. </span><br />
<span id="more-16093"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Citarei apenas alguns exemplos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há momentos, às vezes meses, talvez anos, em que os esposos são obrigados a observar a continência, como se não fossem casados; assim, por exemplo quando um deles está doente, ou quando seus deveres afastam um do outro, por muito tempo, ou ainda se os esposos, por [graves] dificuldades materiais, não podem receber os filhos. Se, nestas circustâncias, falta a disciplina religiosa necessária, então chega o pecado, e com ele também o fim deplorável da felicidade familiar. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E agora, quais são os que podem observar a continência forçada? Só os esposos em cuja alma vive o crucifixo. Aqueles, porém, aos quais falta uma idéia religiosa bastante profunda, encontrarão, ao contrário, muito estreito o âmbito do matrimônio conforme a moral. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas não é só no terreno moral, é também no ponto de vista material que é preciso, hoje, mostrar muita renúncia e sacrifício, por causa das dificuldades atuais da existência. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Pe. Hardy Schilgen, na &#8220;A Criação&#8221;, faz ouvir este aviso: <em>&#8220;Feliz par! Sereis eternamente feliz, se não vos deixardes seduzir, desejando mais do que tendes, e querendo saber mais do que vos é necessário</em>&#8220;. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Querendo saber mais do que vos é necessário</em>&#8220;, este não é o perigo que ameaça muito os homens atuais. Outro perigo ameaça muito mais a tranquilidade e a harmonia da família, é &#8220;<em>querer mais do que tendes</em>&#8220;. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Renúncia, simplicidade, saber contentar-se com o pouco &#8230; qual a esposa que disto é capaz?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Só aquela cuja alma for animada pelo amor de Cristo que Se sacrificou. A que nada sabe da pobreza de Cristo será uma esbanjadora, terá pretensões exageradas, e cavará assim a ruína da felicidade familiar. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E para que estas mães de família sejam realmente destas mulheres fortes, ser-lhes-ia útil examinar um pouco sob este ponto de visto o culto de Maria. O culto da Santa Virgem é uma das mais poéticas e ardorosas manifestações da vida religiosa católica. Mas, infelizmente, muitas moças e mulheres representam a Virgem sob um só aspecto: com um belo vestido azul e branco, auréola dourada e olhos levantados para o céu. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora esta não é a imagem completa de Maria. A imagem completa de Maria é a que caminha através das planícies e montanhas, sem conhecer a fadiga, unicamente para vir ajudar Santa Isabel nos dias que seguiram ao nascimento de São João Batista. A esta imagem pertence Maria, semblante sorridente, sofrendo ao lado de seu Filho o frio chão do estábulo de Belém e as privações de fuga para o Egito. A esta imagem pertence ainda Maria, alma heróica postada ao pé da Cruz onde espera Seu Filho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis o que ensina, para um matrimônio feliz, este objeto indispensável, o crucifixo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas a idéia religiosa simbolizada pelo crucifixo é ainda necessária para garantir a felicidade eterna dos esposos. A tarefa mais bela, mais sublime é, com efeito, velar não só pela sorte terrestre, mas também pela felicidade eterna. É a questão única na qual a mulher tem o direito de ser ciumenta de seu marido. Pelo menos é o que diz Santo Agostinho, quando escreve: <em>&#8220;As mulheres devem ter ciúmes de seus maridos, não por causa de seus corpos, mas sim por causa da salvação eterna. Eis por que a isto eu vou obrigo, vo-lo recomendo, vo-lo ordeno: é o bispo que manda, é Cristo quem manda por mim&#8221;</em>.</span><br />
<span style="color: #000000;"><br />
É também uma grande alegria, quando a mulher pode dizer a seu marido:<em> &#8220;É a ti que devo o ter possuído em minha existência um companheiro corajoso, e filhos tão bons&#8221;.</em> Grande também é o júbilo quando o marido pode dizer à sua mulher: <em>&#8220;Agradeço-te o teres sido para mim uma esposa tão atenta, e a doçura do meu lar&#8221;</em><em>.</em> Maior, porém, deve ser a alegria, quando ambos puderem dizer um dia<em>:</em> <em>&#8220;É a ti que devo o ter chegado à vida eterna&#8221;.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Agora que chegamos ao fim desta instrução, e conhecemos as condições necessárias para um casamento feliz, é nos preciso reconhecer que não é fácil realizar esta felicidade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como parte desinteressada, como padre a quem se dirigem ,muitas vezes, os lamentos dos fiéis, devo reconhecê-lo: <em>de fato, não é coisa fácil ser boa esposa</em>. Acolher sempre amável e sorridente o esposo que entra em casa fadigado e aborrecido. Não se abandonar aos próprios caprichos e fantasias, mas fazer unicamente o que é razoável. Cuidar sempre dos filhos, com amor, mesmo se o menor é mais aborrecido, o segundo é turbulento e o terceiro é mais peralta. Sempre e com paciência praticar, entre eles, a justiça, ainda que o primogênito seja insuportável, questione dez vezes por dia com seus irmãos e irmãs. E ainda cuidar da cozinha. Da casa. E da limpeza. E praticar a economia. E fazer a lavagem e os consertos. Saber como se recebem e se fazem visitas &#8230; Sim, não é fácil ser uma boa esposa.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Mas não me queiram mal por isto, se constato o mesmo para a outra parte: &#8220;<em>De fato é difícil ser um bom esposo</em>&#8220;. Ter sempre em primeiro plano as necessidades materiais da família apesar das dificuldades da vida atual. Novos vestidos que serão necessários, ou a pintura do quarto, ou ainda lições às crianças, ora isto, ora aquilo. Apesar das preocupações e dos cuidados do pão quotidiano, deve achar tempo para ser pai de família e não somente um empregado de escritório.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Saber, ao mesmo tempo, fazer companhia à esposa e brincar com os filhos. Sentindo o peso da vida, saber em casa pôr de lado todo o amargor e todo o nervosismo. Não se preocupar se o jantar está um pouco atrasado, não discutir se o prato favorito não sai bom, suportar pacientemente os brinquedos barulhentos dos filhos &#8230; Sim, não é fácil ser um bom marido.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Se contudo, isto não é fácil nem para o esposo, e nem para a esposa, qual a conclusão?</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Garantir o auxílio de uma terceira pessoa &#8211; o auxílio de Deus poderoso, que uniu os esposos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E está será a lição final de nossa instrução. </span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;</em>Dois caminhos humanos que se encontram entre as mãos de Deus.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">dois destinos humanos que resultam da vontade divina,</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">dois corações que batem no ritmo divino,</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">duas vidas humanas reunidas pelas mãos paternais de Deus,</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">eis o segredo final do casamento feliz.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Amém.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;">
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Casamento e família</em> &#8211; Mons. Tihamer Toth</span></p>
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		<title>MUITOS FILHOS E MUITOS NETOS!!!</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Oct 2021 13:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O quanto é terrível, porque é contra a natureza, o silêncio de túmulo que reina em casa dos esposos sem filho, tanto é alegre e cheio de promessas o riso que enche o lar da família numerosa. O quanto é &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/muitos-filhos-e-muitos-netos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi alignright" src="http://s2.glbimg.com/cTHJ4DwmC_P9_xoMzBI-SRDfM48=/620x450/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2014/07/24/cf248_pris_02.jpg" alt="Resultado de imagem para avós e netos" width="344" height="255" data-iml="1553467819875" />O quanto é terrível, porque é contra a natureza, o silêncio de túmulo que reina em casa dos esposos sem filho, tanto é alegre e cheio de promessas o riso que enche o lar da família numerosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O quanto é abandonada e triste a velha árvore seca que perdeu sua folhagem, suas flores e todo o seu ornamento, o quanto é triste caminhar para o túmulo, dos esposos sem filhos, atingidos pela velhice: tanto são altivos em sua velhice os que generosamente e confiantes no auxílio de Deus acolheram os filhos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São como gigantescos carvalhos, cujos vastos ramos trazem ninhos onde sempre cantam novos pássaros. Estes vêem, com a alma cheia de gratidão para com Deus aparecer, no lar de seus filhos e mesmo netos novos berços, e nestes berços, pequeninos seres que exprimem o seu reconhecimento aos pais e avós. Estes velhos terão alguém para rezar por eles, e implorar a graça de Deus para o repouso de sua alma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim, sempre foi assim; as famílias cristãs sempre amaram seus filhos; o seu mais belo móvel sempre esteve a um canto do quarto, o berço com um pequeno anjo risonho quase a dormir, enquanto num outro canto um bebê de três anos se mantêm altivamente em seu cavalo de balanço, e mostra ao seu irmão maior de 5 anos toda a sua habilidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> <em>Casamento e família</em> &#8211; Mons. Tihamer Toth</span></p>
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		<title>PREPARAÇÃO PARA O MATRIMÔNIO &#8211; PARTE 2/2</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2021 15:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Preparação próxima para o Matrimônio A preparação próxima não mais depende dos pais, pertence aos jovens. E para isto, há uma instituição toda particular: o tempo de noivado. A religião católica cuida de um modo especial e com tato particular &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/preparacao-para-o-matrimonio-parte-22/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi alignright" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/11/NOIVADO.jpg" alt="Resultado de imagem para noivado catolico" width="294" height="223" data-iml="1553467514140" /><span style="text-decoration: underline;"><strong>Preparação próxima para o Matrimônio</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A preparação próxima não mais depende dos pais, pertence aos jovens. E para isto, há uma instituição toda particular: o tempo de noivado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A religião católica cuida de um modo especial e com tato particular do noivado. Não é um tempo de embriaguez, de fantasias e quimeras, e sim uma época de estudar a si mesmo, e o futuro companheiro de vida. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A) <em>O noivado é tempo de estudo sério de si mesmo</em>. Estudo que se deve realizar invocando-se o auxílio particular de Deus. Há com efeito, na vida humana, um momento mais importante, em que haja mais necessidade da direção divina, que o da escolha de um esposo? Não é esta a significação do provérbio russo: &#8220;Partes para a guerra? Reza uma vez. Vais andar pelo oceano? Reza duas vezes. Vais casar? Reza três vezes&#8221;. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">a) É impossível que um jovem sério, no momento de casar-se, não faça um profundo exame de consciência, pois empreende uma grande tarefa. Eu vou fundar um lar. Deverei ocupar-me de uma mulher e de filhos. Contentar-me com alegrias silenciosas e puras. Trabalhar desinteressadamente. Renunciar, muitas vezes, tantas coisas&#8230; Eis a primeira parte deste exame de consciência. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A segunda parte oferece pensamentos consoladores e confortantes: serei o chefe responsável de um pequeno e feliz reino. Meu trabalho sustentará minha família. Meu amor edificará uma vida nova, e eu é que hei de assegurar a felicidade deste novo ninho. </span><br />
<span style="color: #000000;"> Será isto difícil, será uma tarefa penosa, um sacrifício perpétuo, mas serei indenizado de tudo isto, ao cêntuplo, quando ouvir estas palavras: &#8220;Papai, Papai&#8221;. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b) É impossível que também uma jovem séria, <em>no instante de casar-se não faça, igualmente, um bom exame de consciência</em>. </span><br />
<span id="more-16089"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deve refletir: Serei uma boa esposa, boa mãe de família, boa dona de casa? Há, em mim bastante fidelidade e amor, bastante espírito de renúncia e amor ao trabalho, bastante energia e indulgência, bastante profundidade e amor de Deus, para realizar esta tríplice e pesada tarefa de esposa, mãe e dona de casa? Há, em mim, mais vida interior que vaidade? Amo eu mais o lar, que a vida mundana? É isto difícil, penoso, será um perpétuo sacrifício, mas serei mil vezes indenizada de todas estas renúncias, de todas estas vigílias, de todos estes trabalhos, quando ouvir estas palavras: &#8220;Mamãe, Mamãe!&#8221; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O noivado é, pois, um tempo de sério estudo de si mesmo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">B) <em>Mas é também o tempo de aprender a estudar seu futuro esposo</em>. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">a) Os casamentos infelizes podem ter múltiplas causas, a mais freqüente é <em>a precipitação com que eles foram realizados</em>. Viram-se ontem. Amam-se hoje, e casam-se amanhã. Juram uma &#8220;eterna fidelidade&#8221;, mas não sabem a quem. Não sabem qual o temperamento do outro, quais suas idéias, seus hábitos, seus defeitos e seus planos&#8230; Pode-se ir para frente na vida com tal leviandade? Tem-se o direito de se casar por um entusiasmo irrefletido sob a impressão embriagadora de uma noite passada no baile? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b) A Igreja precisamente destinou o noivado para os interessados refletirem sobre este passo definitivo e <em>se conhecerem reciprocamente</em> não só nos dias de festas, mas ainda nos dias de semana. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um poeta alemão compôs uma encantadora poesia intitulada &#8220;A prova do amor&#8221;. Ensina ele, à jovem, só dar o seu coração ao moço que for capaz de apanhar um lírio, com tal delicadeza que não lhe caia uma gota de orvalho. Que profundo símbolo este belo pensamento! Que aviso! Jovens, não esqueçais de exigir um do outro uma grande e profunda delicadeza de alma. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim, eis o que é importante, e não o que poderão dizer de vosso noivado o astrólogo, a cartomante e a quiromante. Não se pode acreditar que haja pessoas, que consultem pássaros ou outros animais acerca da felicidade de seu casamento. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O noivado, na intenção da Igreja, deve permitir aos jovens verificar se eles possuem as condições necessárias para um bom casamento: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quais são estas condições? Falaremos delas proximamente: mesmo porque ainda temos que expor uma outra idéia a respeito do noivado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">C) Não é curioso que a Igreja, desejando vivamente para seus filhos um feliz casamento, <em>sente, contudo, temores a seu respeito, durante o noivado</em>, sente uma certa angústia, que alguns julgam exagerada? De um lado ela quer que o noivado seja um tempo de conhecimento mútuo de outra parte, porém, proíbe-lhe com firmeza inexorável muitas coisas a que o coração apaixonado dos noivos não poderia renunciar senão com pesar. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">a) <em>Muitos não compreendem isto</em>. Muitos se lamentam com amargura que &#8220;A Igreja não confie neles atribuindo-lhes maus pensamentos&#8221;. De outro modo ela não exigiria que eles se encontrassem só na presença de seus pais ou conhecidos e não no abandono de uma entrevista particular. Por que não poderia eu fazer, com meu noivo, um passeio no fim da semana, ou viagem mais longa? Por que não poderíamos permanecer a sós, um com o outro? Como a nossa religião tem pouca confiança em mim, dizem amargamente muitas moças e moços. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora, não é de vós que a Igreja desconfia, nem de um tal moço ou de uma tal moça, mas sim do homem, da natureza humana tão fraca e inclinada ao pecado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se vós e vossa noiva fôsseis de madeira ou pedra, a Igreja não se insurgiria contra as excursões a sós, os passeios de lancha a sós, as voltas de motocicleta sozinhos, os weekend a sós. Mas vós sois jovens, e não sois de madeira nem de pedra. Sois criaturas humanas. Acreditai na experiência milenária da Igreja. Ficai sabendo que por mais puro que seja o vosso amor, no íntimo de todo o coração humano, e do vosso também, tumultuam impulsos perigosos. E a Igreja, pelas suas leis, aparentemente muito rigorosas, quer somente impedir que as paixões cegas se desencadeiem dentro de vós. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b) <em>Mas, realmente, é muito pouco o que a nossa religião permite aos noivos </em>(&#8230;). Se eu não manifesto, porém, o meu amor ao meu noivo ele se afastará, deixar-me-á&#8230; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao contrário, pela atitude recatada da moça séria, adquirirá esta uma confiança e uma estima ainda maior de seu noivo. Atualmente eu não estou unida a ele, definitivamente, não lhe pertenço ainda, e eis por que eu o trato com uma delicada reserva. Ele pode, contudo, confiar em mim, pois, quando eu lhe pertencer, serei unicamente dele e nunca de um outro. Mostrei-lhe que sei ser forte&#8230; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cada jovem par noivo não deveria pensar assim? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando os jovens se casam, a Igreja e o Estado registram oficialmente este acontecimento, e no fim indicam, em estatística, quantos casamentos foram celebrados, qual a idade dos nubentes, qual sua nacionalidade, a classe social a que pertenciam e assim por diante. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que, porém, a estatística não diz é quais os casamentos felizes ou infelizes; as cifras esquecem as alegrias e os dramas que se desenrolam. Quem conheceria as lágrimas silenciosas de tantos jovens casais, derramadas no silêncio das noites de insônia? Quem poderia conhecer a terrível herança que filhos e pequeninos trazem consigo, no seu organismo arruinado, só porque este ou aquele, entre os esposos, ou talvez os dois não quiseram viver antes do casamento de acordo com o mandamento divino? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ah! de vossos lábios caem facilmente queixas contra o rigor da Santa Igreja, porque ela não permite &#8220;viver a própria vida&#8221; e &#8220;divertir-se&#8221; fora do casamento; vós, a cujos ouvidos retumbam as sedutoras palavras de &#8220;casamentos de amigos&#8221; ou &#8220;casamento de experiência&#8221; ou &#8220;casamento de weekend&#8221;, olhai para a bela flor, que se abre aos raios do sol primaveril. Sobre ela pousa uma borboleta&#8230; suga-lhe o mel&#8230; este, porém, rapidamente se acaba&#8230; a borboleta voa para uma outra flor, pois há milhares delas&#8230; Mas a pequena flor abandonada lá ficou, corola emurchecida, fanando-se na solidão e no abandono&#8230; Assim também, para a flor humana que, igualmente jovem e bela, quiser, porém, gozar de sua juventude contra a lei de Deus&#8230; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Moços e moças, olhai essa dolorosa imagem, antes, de abrirdes os vossos lábios numa queixa contra o sexto preceito da lei divina, ou antes que tenhais calcado aos pés, a proibição divina&#8230; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não terminarei, porém, com esta nota triste, e sim com a bênção que o salmista lança sobre a família do homem temente a Deus: &#8220;<em>Felizes todos aqueles que amam o Senhor, e que andam em Seus caminhos. Alimentar-te-ás com o trabalho de tuas mãos, e serás feliz, e coberto de bens. Tua esposa será no meio da casa como a vinha fecunda; teus filhos serão ao redor de tua mesa, como novas plantas de oliveiras. Assim será abençoado o homem que teme o Senhor. Que o Senhor te bendiga de Sião&#8230; e possas ver os filhos de teus filhos</em>&#8221; (SI 127). Amém.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Casamento e Família</em> &#8211; Mons. Tihamer Toth</span></p>
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		<title>PREPARAÇÃO PARA O MATRIMÔNIO &#8211; PARTE 1/2</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2021 15:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mons. Tihamer Toth]]></category>

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		<description><![CDATA[Um provérbio afirma: &#8220;Filhos pequenos &#8211; pequenos cuidados, filhos grandes &#8211; grandes cuidados&#8220;. Pena que não haja uma continuação: os cuidados são, com efeito, maiores, quando, já maiores, se tornam eles moços ou moças, e querem voar para fora do &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/preparacao-para-o-matrimonio-parte-12/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi alignright" src="http://1.bp.blogspot.com/-1gCyO91NP3s/Ubk4-TLxrcI/AAAAAAAAChk/tor_pi1xCIk/s1600/namoro-santo.jpg" alt="Resultado de imagem para noivado catolico" width="259" height="194" data-iml="1553467406483" />Um provérbio afirma: &#8220;<em>Filhos pequenos &#8211; pequenos cuidados, filhos grandes &#8211; grandes cuidados</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pena que não haja uma continuação: os cuidados são, com efeito, maiores, quando, já maiores, se tornam eles moços ou moças, e querem voar para fora do ninho doméstico, e construir um novo lar. É, na realidade, o instante em que o coração dos bons pais são dominados por uma grande ansiedade: será para a felicidade o casamento que seu filho ou sua filha quer contrair perante o altar?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não há pais que deixem de pensar, com o coração oprimido e angustiado, no futuro casamento de seus filhos. Há, porém, muitos, infelizmente, que se atêm a este sentimento confuso e angustiante, abandonando tudo ao acaso, em lugar de, por meio de uma educação sábia e previdente, assegurarem a felicidade futura desse casamento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os filhos devem ser preparados para o casamento, e quantos pais negligenciam esta educação. Ensinam-lhes a polidez e as boas maneiras, ensinam-lhes a se apresentarem com desembaraço e elegância, ensinam-lhes os esportes, a dança, a música, as línguas, mas só não cuidam de lhes ensinar uma coisa, e de grande importância: a realizarem um casamento feliz. <em>Para a felicidade no matrimônio, há necessidade de uma preparação</em>:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>I) <em>remota</em></strong></span> e <span style="text-decoration: underline;"><strong>II) <em>próxima</em></strong></span>, e se nesta instrução indicamos, em linhas gerais, estas obrigações, é para que os pais se esforcem, graças a elas, por assegurar a paz e a felicidade no casamento de seus filhos.</span><span id="more-16087"></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">I) Preparação Remota para o Matrimônio</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entre os meios de preparação remota para o matrimônio, insistimos principalmente sobre três pontos, absolutamente necessários para a educação dos filhos, em relação à felicidade de seu futuro casamento. São: <em>o domínio de si mesmo</em>, <em>a</em> <em>simplicidade</em> e <em>a</em> <em>pureza</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A) <em>Preparam os seus filhos para um matrimônio feliz os pais que os educam, seriamente, a se dominarem</em>. Creio não haver necessidade de grandes argumentos para prová-lo. Que é a vida conjugal? Uma comunidade de vida; ora, a vida comum não é possível, sem domínio sobre si, indulgência, e capacidade para perdoar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A vida comum exige certamente muita indulgência, e domínio sobre si mesmo. E muitos dramas conjugais se originam justamente deste fato: os esposos, na sua infância, não aprenderam a se dominar, a respeitar a vontade alheia. Muito maior é este perigo para o filho único, que não tendo nem irmãos, nem irmãs, adquire o hábito de, em tudo e sempre, só se interessar por si mesmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aquele, porém, que no casamento só se procura, buscando seus próprios interesses, suas próprias vantagens, e sua própria felicidade, não pode levar uma vida conjugal harmoniosa; pois sempre será tentado a ver, na sua união, apenas um objeto de prazer, um instrumento para garantir-lhe a própria satisfação. Ora, a base de uma vida conjugal harmoniosa é saber reconhecer o outro esposo como uma personalidade dotada de uma vontade própria, e tendo igualmente direitos, isto é, casar-se não para ser feliz, mas para tornar feliz, encontrando assim a felicidade própria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">B) Não é menos importante, porém, sobretudo em nossos dias, <em>educar também os filhos na simplicidade, na modéstia e na renúncia a toda pretensão</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">a) Na realidade, reconhecemos com tristeza que, muitas vezes, o obstáculo ao casamento é a falta de colocação, de meios materiais para a subsistência, e a insuficiência de rendimentos! Esta é a verdade. É preciso, porém, acrescentar: não é só a exigüidade de rendimentos, que para muitos, hoje, impossibilita a fundação de uma família. Há um outro fator, <em>as numerosas exigências de alguns</em>. E agora, os meus ouvintes não me queiram mal se lhes digo francamente que, principalmente, certas mulheres é que são, hoje, muito exigentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato, hoje, o jovem, na idade de se casar, não tem, muitas vezes, rendimentos necessários para sustentar uma esposa, que apenas cuida de visitas, <em>dancings</em>, que precisa de manicure, cabeleireiro, que está à par das coisas de teatros, dos acontecimentos mundanos, nada conhecendo do governo da casa, nem da cozinha, e do cuidado dos filhos. Sim, quando os ordenados são modestos, modestas devem ser também as exigências.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando, ao contrário, um moço encontra uma jovem modesta, trabalhadora, discreta, que ao lado da instrução e da inteligência possui também o amor ao trabalho, e o espírito de economia, pode desposá-la corajosamente, ainda que seus rendimentos sejam módicos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b) “Permiti-nos, porém, uma objeção, dirão talvez algumas moças. Se procedemos para com os moços de um modo tão atrasado, tão antigo, com maneiras de outro século, então, <em>nunca nos casaremos</em>. Observai que eles querem é se divertir, e certamente não o farão com moças simples e modestas, e sim com as que se pintam, que sabem namorar, procurando só o prazer!” Eis como se desculpam muitas excelentes jovens.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se refletissem, porém, um pouco, veriam como não têm razão. De fato, os jovens gostam de se distrair, sim, com moças frívolas e &#8220;coquetes&#8221;, mas não as querem por esposas. E como eles têm razão! Porque desposar uma jovem que não vê o sentido e o interesse da vida, senão em contínuas distrações é evidentemente caminhar para uma catástrofe.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E as moças que não são nem frívolas, nem irrefletidas, nem pintadas, nem ricas, mas sim amáveis e modestas, serão consoladas pela comparação espirituosa daquele escritor italiano que encontra analogia entre os diferentes relógios e os diversos gêneros de moças.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As jovens mundanas e coquetes assemelham-se aos relógios de torres: todos olham, mas ninguém as toca.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As jovens bonitas, mas frívolas, assemelham-se aos carrilhões: distraem, a princípio, mas por fim aborrecem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As jovens ricas são semelhantes aos relógios de ouro: apenas são vistas; informa-se de seu valor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As jovens, que muito falam, são como despertadores: fatigam os ouvidos. E as modestas? Estas são como os relógios que regulam bem: pode-se contar com elas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Concluamos que os filhos educados na modéstia e na simplicidade tornam-se, mesmo em modestas condições de vida, esposos felizes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">C) Ao lado do domínio de si e da simplicidade, e antes mesmo destes dotes, uma tarefa indispensável aguarda ainda o educador: <em>Educar os filhos na moralidade e na pureza</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Qualquer que seja a idéia filosófica de um homem, quer ele pertença ao cristianismo ou outra religião, quer seja crente ou incrédulo, ele não poderá negar que a castidade e a continência total, na juventude, constituem a melhor preparação para o matrimônio e seu dote mais precioso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A vida pura e casta é de grande valor cultural: é a escola incomparável da vontade, dá o espírito de disciplina indispensável à vida conjugal; aos céticos, que abanam incrédulos a cabeça, prova que a sensualidade não absorve, de modo algum, a existência de um homem, ainda mesmo rico. Tudo isto, nós já o sabíamos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">(&#8230;)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E como, neste ponto, os pais têm uma grave missão a cumprir com relação aos filhos, permiti-me mostrar agora minuciosamente este seu duplo dever.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">a) Eis o primeiro: <em>Pais, instruí vossos filhos!</em> Na idade do crescimento, os rapazes e as adolescentes, sentem em si fenômenos até então desconhecidos; quem os guiará nesta idade crítica? Quem os ajudará a se compreenderem, e a compreenderem estas misteriosas transformações físicas e morais, pelas quais deverão passar, conforme a vontade do Criador? Esta é a missão dos pais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem, senão a mãe de família, dirá a seu filho ou a sua filha, ao crescerem, o que significa esta nova e natural evolução fisiológica, que traz consigo uma condição nova, e que é preciso conhecer tranqüilamente e com uma santa emoção?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem, senão a mãe, dirá ao seu filho moço o que deve pensar das moças, e à sua filha moça o que deve pensar dos moços? Ela é quem deve cuidar desta planta, que brota na alma de seus filhos, e donde sairá o respeito ideal para com o outro sexo, as idéias cavalheirescas, o tato, as atitudes respeitosas de uma pessoa delicada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E quem, senão o pai, dirá aos filhos já crescidos que não há duas espécies de moral, uma antes do casamento e outra durante o casamento? Que o noivo e a noiva estão sujeitos às mesmas leis morais, e que por sua vez o marido está obrigado às mesmas leis que sua esposa? Ah! se cada um compreendesse, se compenetrasse e observasse estas coisas, como os casamentos seriam mais felizes, mais harmoniosos e mais belos, e como os esposos e os filhos gozariam mais saúde! Sabeis quantas doenças terríveis desapareceriam da superfície da terra? Quantos dramas de mulheres em pranto, de mães decepcionadas, de esposas enganadas também se dissipariam? &#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas se alguns pais querem se subtrair a este dever, sob o pretexto de que é uma tarefa difícil e penosa, apresento-lhes, apenas, esta comparação: a alma infantil é como a erva que quer agarrar-se ao carvalho robusto a fim de subir pelo seu tronco. Se não encontra, porém o carvalho sobe por uma coluna cheia de teias de aranhas ou um tronco apodrecido. Sobe, mas depois compartilha da mesma sorte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pais, que me ouvis, repito-vos, instruí vossos filhos!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b) <em>Ajudai vossos filhos</em>, eis a segunda obrigação dos pais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aqui a ciência não basta. Tudo depende da força de vontade. Ajudai-os, pois, e obrigai-os a utilizarem-se de todos os meios naturais e sobrenaturais, que os auxiliarão a observar a continência e a pureza em sua juventude.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os meios naturais são também necessários, como por exemplo, a nobreza da vida sentimental, a resistência física, a força de vontade. Fazendo mesmo tudo isto, não poderemos atingir a nossa meta sem o concurso dos meios sobrenaturais, sem a recepção dos sacramentos e uma vida profundamente cristã. Escutemos estas palavras de S. Agostinho: &#8220;<em>Ó meu Deus, que Vosso amor me inflame! Vós me ordenais a castidade: dai-me fazer o que pedis, e pedi-me o que quereis</em>&#8221; (Confissões, 10, 29).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ante os sofismas do mundo atual, sedutor e mentiroso, ensinai a vossos filhos a fé e a confiança. A fé e a confiança capazes de conservar uma castidade perfeita até o matrimônio, pois Deus, que a exige, conhece também a natureza humana, seus instintos e seus desejos, assim como conhece a força da vontade do homem e da graça sobrenatural. Só obtém a verdadeira liberdade aquele que sabe vencer as exigências cegas de seus instintos. Grande é a força adquirida pelo jovem na luta para conservar sua pureza quando lhe mostramos sua missão: goza e prova as alegrias da vitória, que alcançarás se souberes te libertar da escravidão dos desejos pecaminosos, para subires à liberdade da pureza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis com que prudência e amor devem os pais preparar seus filhos, desde jovens, para a felicidade do matrimônio.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Continua&#8230;..</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Casamento e Família</em>  &#8211; Mons. Tihamer Toth</span></p>
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		<title>IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA  &#8211; PARTE 3/3</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jul 2019 15:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Tihamer Toth]]></category>

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		<description><![CDATA[Um padre católico pode e deve falar sobre este assunto (Matrimônio) Se até o presente fui, talvez, feliz em mostrar claramente a importância desta questão, sê-lo-ei, ainda, quanto ao dissipar uma dúvida que certamente surgiu no espírito de vários ouvintes: &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/importancia-da-familia-parte-33/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><img class="irc_mi alignright" src="http://1.bp.blogspot.com/-IzrOLE0Rcbo/UVyfPjgtUpI/AAAAAAAAI-0/Ik0Kd1heQeg/s640/almeida-junior-familia-reunida-em-casa-do-interior.jpg" alt="Imagem relacionada" width="290" height="225" data-iml="1553466466462" />Um padre católico pode e deve falar sobre este assunto (Matrimônio)</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se até o presente fui, talvez, feliz em mostrar claramente a importância desta questão, sê-lo-ei, ainda, quanto ao dissipar uma dúvida que certamente surgiu no espírito de vários ouvintes: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"> A) Um padre católico pode tratar desta questão?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"> B) Um padre católico deve ele precisamente falar sobre este assunto? </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> A)</strong> Quando os meus ouvintes souberem que eu consagrarei todos os sermões do semestre universitário para esta única questão, o estudo do ideal cristão do casamento, perguntarão, certamente, a si mesmos: Será que um padre católico, não vivendo ele mesmo do matrimônio, pode falar destas coisas? Será que ele pode ser nosso guia, a nós que somos casados ou nos preparamos para o ser? Não será uma tarefa impossível o falar do matrimônio, para quem o não conhece pessoalmente? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">À primeira vista, isto parece, com efeito, uma empresa impossível. No entanto, não o é. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> a)</strong> Recordemo-nos, primeiramente, que se os padres católicos não se casam, eles, contudo, saíram de um matrimônio, e deixaram o lar doméstico para subir ao altar; eles também tiveram pais, recordando-se deles com uma gratidão e um amor eterno; eles também têm irmãos e irmãs que se casam, &#8211; eles conhecem, pois, a família e a vida familiar. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não há porventura ilustres críticos de arte, quando eles mesmos não produziram sequer uma obra-prima? Não conheceis médicos que curam admiravelmente doenças, nunca sofridas por eles? Os psiquiatras não curam doenças mentais, que nunca o atingiram? E os juízes não são eqüitativos nos julgamentos sobre crimes, que eles mesmos nunca cometeram? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> b)</strong> Agora volto à objeção, e afirmo <em>que aquele que não vive, ele próprio, no matrimônio, pode discutir muito mais imparcialmente a questão, que o homem casado</em>. Mais imparcialmente, porque vê mais claramente os defeitos das suas partes, e pode examinar mais tranqüilamente suas obrigações, do que aquele que está pessoalmente interessado na questão; mais imparcialmente ainda, porque a experiência pessoal torna muitas vezes difícil um olhar mais aprofundado, e uma apreciação mais objetiva. </span><br />
<span id="more-16079"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> c)</strong> Ao contrário, se ao sacerdote falta o terreno da experiência pessoal, encontra ele ensinamentos muito mais abundantes na experiência milenar da Igreja, e na diversidade inesgotável da vida dos fiéis.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja, em seu ministério pastoral de vinte séculos, adquiriu um juízo tão seguro, pontos de vista tão largos, que ninguém na terra os teve, mesmo aproximadamente, pela sua experiência. De outro lado o pastor de almas, querido pelo seu rebanho, que para ele se volta em suas alegrias e suas penas, conhece ele próprias todas as tristezas, todos os choques, e todos os problemas do casamento, em sua variedade infinita, melhor que qualquer pessoa casada. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não esqueçamos precisamente a fonte mais rica, em que o padre sorve seus esclarecimentos sobre esta questão: <em>a confiança de seus fiéis</em>. É justamente por ter o padre católico, por amor de Cristo, pelo bem das almas de seus fiéis, renunciado ao casamento, que lhe é assegurada a absoluta confiança de seus fiéis.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jovens e velhos, casados e solteiros contam-lhe suas penas, suas lutas e suas vitórias, seus cuidados e suas tristezas com tal confiança que a alma do padre conhece melhor, muito melhor, todos os escolhos e recifes, em uma palavra, todos os problemas, como se tivesse ele mesmo uma família. Ele não conheceria, certamente, senão a sua própria família, enquanto agora ele conhece centenas e milhares. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após isto, creio que não mais se discutirá a possibilidade para um padre católico de encarar esta questão. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"> B) Mas tem ele o direito, e mesmo o dever de falar deste problema? </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> a)</strong> <em>É indubitável que o estudo da questão não é realmente fácil</em>, estando mesmo ligado a detalhes, que não se podem abordar, senão com muita prudência e psicologia. Justamente por isto ela deve ser tratada por sacerdote católico, de quem podemos esperar este tato e esta delicadeza, mais do que por alguém que abordasse brutalmente o mais santo problema da vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por que justamente um sacerdote deva tratar deste assunto? Porque é a Igreja a única que deve falar desta coisa essencialmente santa, e que, de perto, toca a religião. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> b)</strong> Ora, o casamento é uma coisa essencialmente santa. Diz um francês espirituoso que &#8220;o adjetivo é o inverso do substantivo&#8221;. Certamente ele queria dizer que há epítetos que, colocados diante de tal ou tal substantivo, fazem desaparecer e enfraquecer a essência da coisa. Ao contrário há, porém, epítetos que, na sua brevidade, esclarecem o pensamento como brilho de um raio no céu. Em 31-12-1930, o Papa Pio XI publicou uma longa Encíclica sobre o casamento, e colocou no frontispício um epíteto que resume com muita felicidade a essência de toda a questão: &#8220;<em>Casti connubii</em>&#8220;; assim começa a encíclica pontifica! Que epíteto exato: &#8220;<em>O casto matrimônio</em>&#8220;. Com efeito, ou bem o casamento é casto, moral e santo, ou bem não há casamento. Mas se é santo e sacramento, então, compete à Igreja e seus padres tratarem do assunto. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E se <em>Lacordaire</em> disse, um dia, que a união entre o homem e a mulher, isto é, o matrimônio &#8211; era uma questão de civilização humana, hoje se pode acrescentar, é uma questão de felicidade na terra e na eternidade. É preciso, pois, tratar realmente desta questão, e dela se ocupar bastante. Pertence primeiramente à Igreja Católica discuti-la com toda a franqueza. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">***********************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Meus irmãos, diz-se que há pérolas preciosas que perdem, quando nas mãos dos homens, todo o seu brilho, e não o recuperam senão quando são mergulhadas novamente no fundo do mar, nestas profundezas donde nasceram. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A pérola mais preciosa da humanidade, a de maior valor, é a família, porque é de sua força e de sua energia que dependem a força e a energia da sociedade. A vida familiar pode, também, perder o seu brilho e sua força nas mãos do homem, pode mesmo ficar completamente arruinada, e ela não recuperará sua força, enquanto não a recolocarmos em sua fonte primitiva o que se originou: sobre o pedestal de uma concepção séria e religiosa do mundo. Quantas coisas abalaram a família atual: a crise econômica, o trabalho das mulheres e das crianças, a crise da habitação, as privações; o golpe, contudo, mais terrível lhe foi vibrado por este fato doloroso: o de se ter ela afastado de Cristo, pois, uma vez d&#8217;Ele afastada, perdeu sua base mais sólida. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sejamos claros. A família sofre uma crise, mas aí chegou, porque se afastou da fonte da vida, do terreno religioso. A família, realmente, necessita de uma reforma, isto porém não é possível se não lhe dermos mais moral. Há necessidade, para a reabilitação da família, de instituições sociais, de medidas legislativas, e do concurso do Estado, mas tudo isto seria inútil, se esquecêssemos o essencial: elevar novamente a vida de família à altura da moralidade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não fujamos à evidência do perigo. Se o ideal cristão do matrimônio e da família não recuperar a supremacia, se a opinião frívola e destrutiva, arraigada nesta questão durante as últimas dezenas de anos, continuar espalhando-se, não só ela prejudicará enormemente a religião, mas tornar-se-á um perigo para a tranqüilidade social e para o desenvolvimento cultural da humanidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis por que recordarei insistentemente nos sermões que se seguem. O fato de que as leis positivas divinas, no matrimônio, como em todas as outras questões, harmonizam-se perfeitamente com os desejos e as obrigações da natureza humana, e quando o homem as observa, não só obterá a salvação eterna, mas assegurará as bases de uma vida terrestre harmoniosa. Se porém quiser burlá-las abrirá ele mesmo as portas do inferno, e do sofrimento na terra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nada mais nos resta, senão levantar uma humilde prece ao Pai celeste, Criador da raça humana, Santo Fundador do matrimônio e da família, que nos assista com Suas graças de luz e de força, durante o curso dos meses, em que evocaremos seu plano sublime. Amém. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Casamento e Família</em> &#8211; Mons. Tihamer Toth</span></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA  &#8211; PARTE 2/3</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jul 2019 15:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Tihamer Toth]]></category>

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		<description><![CDATA[I) NECESSIDADE URGENTE Quereria, hoje, responder, preliminarmente, este ponto: É preciso tratar minuciosamente do casamento e da família? Por quê? A) Há, com efeito, homens a levantar esta questão. São cada vez mais raras, infelizmente. a) Admirados farão esta pergunta &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/importancia-da-familia-parte-23/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline; color: #000000;"><strong><img class="irc_mi alignright" src="http://www.tfp.org.br/sistema/view/temas/base/img/banner-5.jpg" alt="Imagem relacionada" width="292" height="292" data-iml="1553466286070" />I) NECESSIDADE URGENTE</strong> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quereria, hoje, responder, preliminarmente, este ponto: <em>É preciso tratar minuciosamente do casamento e da família? Por quê?</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A)</strong> Há, com efeito, homens a levantar esta questão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São cada vez mais raras, infelizmente. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>a)</strong> Admirados farão esta pergunta os que cresceram em antigas famílias ideais, famílias religiosas, conscienciosas, fonte de paz e de felicidade onde a questão do casamento e suas relações não constituiriam um problema. Os pais e avós não falaram muito disto às novas gerações vindouras, mas nessas venerandas famílias, as tradições permaneciam tão vivas, que a nova geração, constituindo uma família, por si mesma, instintiva e naturalmente, resolvia o problema.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isso não era, todavia, a menor bênção da família antiga e venerável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>b)</strong> Hoje, porém, como estamos longe disto! Milhares e milhões de jovens crescem, ao redor de nós, desconhecendo as bênçãos da vida familiar e o calor do lar doméstico. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lar! Palavra magnífica! Ninho abençoado!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dizei-me: existe ainda hoje um lar? Um lar, com seu doce e benéfico calor?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lembro-me aqui, não só dos mais desgraçados dentre os desgraçados, dos filhos infelizes, cujos pais estão separados. Lembro-me da multidão imensa de filhos, cujos pais vivem em comum, mas em constantes rixas e discórdias perpétuas. Lembro-me destas crianças que nunca provaram a doçura de um lar, porque nem seu pai e nem sua mãe amam a vida de família. Ambos sentem mais alegria em fugir de seu lar. A criança fica entregue a si mesma&#8230; ou a uma doméstica, a uma empregada, ou então vai aonde quer.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lembro-me também desta multidão de jovens obridos a ganhar o pão, arrancados às paredes protetoras do lar antes que se lhes chegue o tempo dos cuidados pela existência.</span><span id="more-16078"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lembro-me, ainda, dos inumeráveis ataques, que o homem moderno lê, ouve, a cada instante nos jornais, revistas, e na sociedade, ataques contra a família, cuja formação ideal nunca ele viu, nem apreciou, e nem tentou evocar. Disto tudo eu me lembro, eu penso, e agora estou convicto da necessidade urgente de falar, e falar minuciosamente, desta questão, perante o homem de hoje. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>B)</strong> Demais, torna-se necessário ainda ocuparmo-nos deste problema, porque outros querem tenaz e incansavelmente resolvê-lo, embora de um modo tão brutal, tão afrontoso e audaz, confundindo os espíritos muito mais que antes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>a)</strong> Os antigos se baseavam em todas as coisas, pelo que observavam no lar; hoje, pelo contrário, os homens se desorientam pelo que vêem em casa. Outrora, a mãe era, para a filha adolescente, a amiga mais íntima, a quem esta recorria em todas suas dificuldades. E hoje? Ela se dirige a uma agência de casamento ou à seção de correspondência de um semanário ilustrado, e mesmo eventualmente a médico psicanalista. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>b)</strong> Quantos escritores, quantos poetas e políticos, quantos filósofos e artistas, quantos autores dramáticos e cineastas se voltam, hoje, para o grande problema, a crise da família. É incalculável o número de obras provocadas por esta questão, e cujos produtos inundam, diariamente, as livrarias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Devemo-nos, porém, felicitar ante esta abundância? </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto mais nos ocupamos desta questão, mais nos perdemos num oceano de nuvens. À Igreja Católica pertence levantar a voz, ela a quem Nosso Senhor Jesus Cristo confiou a pregação da verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>C)</strong> Mas, dir-se-á talvez, que fará a Igreja nesta questão do matrimônio? Não é ele um contrato entre pessoas particulares? Não é um negócio puramente profano e social?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não, mil vezes não! Tendo em vista sua origem, seu fim, e os deveres que dele decorrem, afirmamos bem alto, <em>o casamento não é um simples contrato civil, e, sim, uma instituição moral e religiosa.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>a)</strong> O casamento vem de Deus. Autor de todas as leis da natureza, Ele criou o homem de tal maneira, que sua reprodução ulterior não lhe é assegurada senão pela coexistência constante de dois seres, portanto pelo casamento. O casamento, porém, no momento da criação da raça humana, recebeu um caráter divino todo particular, pelo ato simbólico de Deus, tirando a primeira mulher do lado do primeiro homem, e dando-lhe por esposa, dizendo: Crescei e multiplicai-vos, e enchei a terra (Gên 1, 28).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>b)</strong> O fim do casamento dá-lhe também um caráter religioso. Os esposos, com efeito, são os colaboradores do Deus Criador.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O fim principal do casamento é dar à terra novos seres &#8220;criados à imagem de Deus&#8221;, seres cuja tarefa, aqui na terra, e na vida eterna, será servir a Deus. Cada vez, porém, que os esposos cumprem a sua tarefa de dar a vida física, Deus age com eles, criando, ao mesmo tempo, uma viva alma, e depondo-a no novo rebento humano, que acaba de florescer, graças aos esposos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Grande honra é, pois, para os esposos, o serem, propriamente falando, instrumentos nas mãos de Deus Criador, e o de estarem realmente unidos com Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Disse-o igualmente Nosso Senhor Jesus Cristo: &#8220;Que o homem não separe aquilo que Deus uniu&#8221; (Mt 19, 6). Basta olharmos para a história da civilização, e em todos os povos e em todos os tempos, encontramos o casamento, como um ato religioso, feito entre cerimônias religiosas as mais diversas, provando isto haver realmente relações estreitas entre o matrimônio e a religião, e necessitarem os esposos do auxílio especial de Deus, quando querem cumprir os seus deveres conjugais. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>c)</strong> Os deveres anexos à família tornam-na também uma instituição moral e religiosa. Cristãmente falando, a Providência quis constituir na família uma pequena cidadela particular, uma praça forte, um jardim bem fechado, tornando-se ela um lugar de paz onde a nova criatura viria ao mundo, nasceria, se fortificaria fisicamente, chegaria a utilizar suas faculdades intelectuais, formar-se-ia e se desenvolveria completamente. A família é o lugar sagrado, onde uma geração coloca nas mãos de outra o facho da vida, aceso pelo próprio Deus no momento da criação, e que não se extinguirá senão ao som da trombeta do juízo final.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Criador uniu, pois, o primeiro casal humano pelos laços da família. Esta é, portanto, a associação mais antiga, a mais fundamental da humanidade, mais importante que qualquer outra associação ou instituição posterior. Mas se o centro de gravidade de toda humanidade repousa sobre a família, compreende-se, então, a solicitude, cheia de responsabilidade, com que o cristianismo sempre velou pela integridade da família. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>d)</strong> Notamos, contudo, esta grande solicitude se considerarmos quanto a Igreja estima a família, não tanto pela sua missão terrestre, mais ainda, porém, pela sua tarefa supraterrestre. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tudo começa aqui em baixo, mas tudo acaba lá em cima. Toda a vida humana floresce na terra, mas dá seus frutos no outro mundo. A família não é, pois, somente a fonte da vida terrestre, mas é também da vida eterna; ela é, pois, o ponto de partida daqueles que, um dia, ocuparão os lugares de vencedores no reino celeste.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vistes, agora, por que a Igreja vigia com tal solicitude o matrimônio e por que não tolera que as paixões humanas, e a ânsia dos prazeres, profanem uma instituição à qual estão anexos os tão graves interesses do reino do céu? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É porque a família não é somente importante para a sociedade, para a Nação, para o Estado, como também para a Igreja de Cristo. Não é o Papa que é a Igreja, ele é o chefe da Igreja. Os sacerdotes e os bispos não são a Igreja, &#8211; são os servidores da Igreja. Mas a Igreja são estes milhões de fiéis fornecidos pelas famílias. O Corpo místico de Cristo, que nós chamamos Igreja, estaria mutilado, e seria desprezível se se compusesse só de sacerdotes e bispos, se se constituísse só de pastores sem rebanhos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com a força ou fraqueza da família cristã, com seu valor ou desvalor, com suas virtudes ou seus defeitos, crescem ou degeneram, também, a força, a beleza e o florescimento da Igreja, Corpo místico de Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se nas famílias cristãs a fé e a pureza diminuem, a Igreja também se torna doente e anêmica; se, pelo contrário, a fé e a virtude são fortes em nós, a Igreja também floresce em beleza. A Igreja não pode, pois, ficar indiferente à vida familiar dos fiéis. A sorte do Corpo místico de Cristo está ligada à sorte da vida familiar dos cristãos, e à maneira com que eles ouvem a palavra de Deus, observam os mandamentos, e se esforçam para caminhar, durante sua vida terrestre, sob a luz do Evangelho. É preciso, pois, falar, desta cátedra, acerca da família, é preciso falar muito porque imensos interesses morais e religiosos dela dependem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso falar disto, porque estamos convencidos de que a luta empenhada contra a família é a arma mais poderosa da irreligião. Mas estamos, também, convencidos de que a grande luta sustentada em defesa do ideal cristão não se decidirá finalmente, nas ruas, nem na vida pública, nem no parlamento, mas sim no lar doméstico. Quaisquer que sejam as desgraças externas, as provas e as perseguições que atinjam o reino de Cristo, ele vencerá todos, enquanto houver famílias acolhedoras de Cristo, abrigando-o no Santuário do lar cristão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É, pois, preciso falar, e longamente, do casamento e da família. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Continua&#8230;&#8230;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Casamento e Família</em> &#8211; Mons. Tihamer Toth</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA  &#8211; PARTE 1/3</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jul 2019 15:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Tihamer Toth]]></category>

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		<description><![CDATA[Meus irmãos, escolhi como objeto de minha série de instruções para o curso do novo semestre que se inicia, um tema de urgência e atualidade toda particular, mas ao mesmo tempo bastante delicado e difícil. Um tema, cuja solução assegura &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/importancia-da-familia-parte-13/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi alignright" src="https://www.institutosantoatanasio.org/media/k2/items/cache/c9b002fe1bb0320831a8ae78670fdb6f_XL.jpg" alt="Resultado de imagem para familia catolica" width="303" height="353" data-iml="1553465505096" />Meus irmãos, escolhi como objeto de minha série de instruções para o curso do novo semestre que se inicia, um tema de urgência e atualidade toda particular, mas ao mesmo tempo bastante delicado e difícil.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um tema, cuja solução assegura para o homem vida pacífica sobre a terra, e muitas vezes também a felicidade eterna. Um tema, cuja solução harmoniosa é de efeito incomensurável sobre toda a vida cultural, social e nacional. Um tema, cuja solução exata ou inexata é fonte de bênçãos ou de maldições para toda a humanidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Um problema de imensa importância: o casamento e a família cristã. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem não vê a importância decisiva desta questão? Quem não vê que a humanidade se coloca hoje ante estas graves questões do casamento e da família, como diante de uma esfinge enigmática? O homem moderno que conseguiu descerrar cada vez mais o véu que ocultava a natureza, com suas esplêndidas descobertas, pensou ser o matrimônio resolúvel pelas leis da natureza, qual um problema da matemática.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Teve, porém, grande desilusão. Após amargas experiências, foi obrigado a reconhecer que o casamento não é um problema numérico, que se possa resolver única e totalmente pelo raciocínio. Não; o casamento, a família constitui uma &#8220;equação&#8221; a várias incógnitas, que a matemática não resolverá porque ele é, segundo a expressão de S. Paulo, &#8220;um grande mistério&#8221; (Ef 5, 32), que só o homem arraigado em Deus pode dominar e resolver.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não existe verificação que atualmente mais se ouça do que esta: &#8220;a família em nossas dias passa por séria crise&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seria impossível e mesmo injusto não lembrar que há causas muitas e complexas a influir na crise atual da família. Seria injustiça negar que uma dessas causas é a crise econômica com todas as suas conseqüências: desemprego, falta de habitação, privações e por conseqüência atritos é pontos de vista diversos entre os esposos, além do crescente nervosismo, impaciência, egoísmo, etc. Tudo isto é verdade, e bem verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entretanto, meus irmãos, se de uma parte a reconhecemos com toda franqueza, de outra parte outra verificação adverte-nos que a atual crise da família não pode ser suficientemente explicada par causas exclusivamente econômicas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Verificamos, com efeito, que a família está abalada não só entre pessoas necessitadas, mas que, ao contrário, a crise é maior e mais contristadora entre famílias cuja situação material é boa, e onde não se fala em privações. E a prova de que a mediocridade e a pobreza não são os verdadeiros inimigos da família são os exemplos dos esposos para as quais a vida familiar e o amor recíproco se tornam mais fortes pela pobreza, e eles mesmos mais unidos porque a luta pela vida suscitou neles valores morais, cuja existência, antes, eles ignoravam em si mesmos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se para a família ressoa o apelo de socorro dos navios em perigo de naufrágio: S.O.S. &#8220;Save our souls&#8221;: Salvai nossas almas, é preciso recordar que não poderemos salvar a família em perigo, senão <em>pela salvação da alma e dos valores morais</em>. A família precisa realmente de uma &#8220;reforma&#8221;, mas essa reforma só se realizará respeitando-se novamente o ideal cristão do casamento. Eis o objeta das nossas instruções neste novo semestre universitário, que agora começamos. Creio, não poderia encontrar um tema tão importante, decisivo e vital como este.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">****************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Antes, porém, de minuciosamente tratar dessa questão, devo prepará-la respondendo a um ponto preliminar: demonstraremos cuidadosamente ser, na realidade, essa questão, de uma importância tão vital, que mereça se lhe consagrem as instruções de todo um semestre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span style="text-decoration: underline;">I) É necessário falar tanto da família?</span></strong> A resposta, procurarei dá-la na primeira parte do sermão de hoje. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Responderei depois uma questão, que talvez alguns ouvintes passam formular:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;">II) Será que um padre católico pode tratar deste assunto?</span> </span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">Continua&#8230;&#8230;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Casamento e Família</em> &#8211; Mons. Tihamer Toth<br />
</span></p>
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		<title>A REVOLUÇÃO DAS ÁRVORES</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jun 2017 15:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Jovens]]></category>
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		<description><![CDATA[Em sutil alegoria de Joergensen, um altaneiro jequitibá concebeu um plano arrojado: &#8220;Irmãs, disse ele às árvores da selva, deveis saber que a terra nos pertence: pois vede, tanto o homem como os animais de nós dependem; sem nós não &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-revolucao-das-arvores/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" alignright" src="https://matasnativas.files.wordpress.com/2014/07/jequitibc3a1.jpg" alt="Imagem relacionada" width="355" height="273" />Em sutil alegoria de Joergensen, um altaneiro jequitibá concebeu um plano arrojado: &#8220;Irmãs, disse ele às árvores da selva, deveis saber que a terra nos pertence: pois vede, tanto o homem como os animais de nós dependem; sem nós não podem existir. Alimentamos as vacas, as ovelhas, as aves, as abelhas, tudo enfim de nós vive, somos o centro de tudo, o próprio <em>humus</em> da floresta é formado por nossas folhas caídas e decompostas. Só um poder há acima de nós: é o sol. Verdade é que dizem depender dele nossa vida. Contudo, irmãs, reparai bem, estou convencido que isso não passa de fábula para meter-nos medo. Qual! Não podermos viver sem o sol? Antiquada lenda supersticiosa, indigna de plantas modernas e esclarecidas&#8230;”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O jequitibá interrompeu-se por um momento. Umas figueiras seculares e um cedro majestoso, de idade avançada, meneavam suas copas em sinal de desaprovação, mas as árvores novas aplaudiam animadamente de todos os lados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O jequitibá retomou o lanço e continuou:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Bem sei que há entre vós uma facção de ignorantes e atrasadas, o partido das velhas que ainda acredita em fábulas. Eu, entretanto, ponho minha esperança no sentimento de autonomia e independência da nova geração vegetal. É tempo de sacudirmos o jugo do sol. Então surgirá uma descendência livre, uma linhagem nova de maior nobreza. Eia! vamos à luta pela liberdade! Ah! velho lampião do céu, teu reino findou!&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As últimas palavras do agitador perderam-se na tempestade de aplausos que estrugiam de todos os lados; o entusiasmo juvenil, manifestado com turbulência desusada, abafou também as censuras e protestos das árvores velhas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Comecemos pois a luta contra o sol&#8221;, comandou o jequitibá.</span><span id="more-9526"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Durante o dia interromperemos toda a atividade vital, e passaremos a viver só durante a noite escura e misteriosa. De noite havemos de crescer, deitar os brotos, florescer, exalar o perfume frutificar. Não precisamos mais do sol! Queremos ser livres!”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos dias seguintes, os homens observaram um fato estranho: O sol resplandecia em todo seu brilho; seus raios quentes e vivificantes enchiam a atmosfera; as flores, porém, inclinavam teimosas as cabecinhas para a terra; as árvores deixavam pender as folhas; todas as plantas desprezavam o astro-rei. À noite abriam-se as corolas cerradas, as flores se voltavam para a luz pálida da lua e para o cintilar frio das estrelas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Durou isso alguns dias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todavia, a pouco e pouco, surgiram curiosas alterações nas plantas: os cereais, dantes levantados para o sol jaziam agora por terra; as flores empalideceram e secaram; as folhas amareleceram e caíram. Outono, em pleno verão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quantas murmurações e protestos se ouviram então contra o jequitibá! Este, apesar de ver também suas folhas amarelas e secas, continuava a animar as árvores:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Tolas que sois, irmãs! Ainda não percebestes que agora sois muito mais belas e interessantes, mais livres e independentes do que sob o império do sol? Doentes, vós? Não! Estais, sim, mais aperfeiçoadas, enobrecidas! Independentes!”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Algumas plantas, coitadas, ainda davam crédito ao jequitibá e murmuravam à noite, apesar de exaustas: “Estamos aperfeiçoadas, enobrecidas, somos independentes.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A maioria das árvores porém, percebeu a tempo o perigo que corriam e reconciliaram-se com o sol.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E quando entrou a primavera, o jequitibá lá estava, de galhos desnudos e ressequidos, em meio a selva que renascia cheia de vida, repleta de gorjeios dos pássaros. Suas estultas doutrinas, havia tempo, estavam esquecidas. E em redor dele o perfume das flores convertidas subia prazenteiro para o velho sol vivificador, e as copas folhudas das árvores inclinavam-se agradecidas para o astro-rei.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A história das árvores rebeldes repete-se na vida de muitos homens modernos, que julgam poder levar vida humanamente digna afastados de Deus, o Sol vivificador de nossa existência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alerta, meu filho, defende tua fé! Cuida que não ta roubem!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se durante tua juventude, frequentares a sociedade, verás com pavor em quão ocas e fúteis palestras a mocidade de hoje passa horas a fio! Com que espantosa altivez e desdém da sua opinião, pretensiosamente esclarecida nas mais graves questões da existência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Oh! quantos encontrarás, cuja única aspiração é rechear a carteira, arrecadar dinheiro, para poder gozar todos os prazeres, quer lícitos quer proibidos. Quantos, de horizonte estreito, escravizados em peias morais, cegos d’alma! São como vis pardais comparados à águia altaneira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De que precisa o pardal? De uns vermes, sementes e alguma fruta. Farta-se com mesquinho alimento e não obstante, como engorda, como sabe pavonear-se, como se torna atrevido! Da águia, das felicidades da águia que paira nas alturas, muito acima das baixezas terrenas, que saberá ele?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vê, caro jovem, também entre os homens, há os com estômagos e corações de pardais. “Quem são”? Aqueles que têm um coração vazio, uma alma estéril e deserta, apesar, de seus tesouros e riquezas; aqueles que ficam alheios aos valores infinitos da alma; aqueles que desfalecem de fome e sede, enquanto se afogam na torrente dos gozos materiais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eles desfalecem e definham porque se desviaram do Sol.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Religião e Juventude</em> &#8211; Mons. Tihamer Toth</span></p>
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		<title>CESAR NA PROCELA</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Apr 2017 15:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Familia]]></category>
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		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Tihamer Toth]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante terrível tormenta, queria Cesar atravessar o mar. Os vagalhões porém se entumeciam com tal furor que os remadores temiam. Então bradou-lhes Cesar: &#8220;Que temeis? Não vedes que Cesar está convosco?&#8221; Caro jovem, por mais terríveis te assaltem as vagas &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/cesar-na-procela/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi alignright" src="http://1.bp.blogspot.com/-4pyNtzdxkIE/T_RVYF3m9XI/AAAAAAAAAOM/KE7YdJvnrBk/s1600/%C2%A3%C2%A3%C2%A3+-+A+rare+portrait+of+the+Prince+William,+the+Duke+of+Cambridge+found+hanging+in+a+corridor+was+on+sale+today-+for+the+princely+sum+of+120,000.jpg" alt="Resultado de imagem para moço catolico" width="208" height="273" />Durante terrível tormenta, queria Cesar atravessar o mar. Os vagalhões porém se entumeciam com tal furor que os remadores temiam. Então bradou-lhes Cesar: &#8220;Que temeis? Não vedes que Cesar está convosco?&#8221; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Caro jovem, por mais terríveis te assaltem as vagas do oceano da vida, permanecerás sereno e firme com este pensamento:&#8221;Que temes, alma? pois Deus está contigo.&#8221; A verdadeira confiança em Deus não te transforma num fatalista inerte, mas sim num operoso otimista.Esforça-te como se tudo dependesse de ti; porém ora e confia, como se tudo esperasses de Deus. Esta é a arte cristã de viver. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Certa vez medonha tempestade varria o oceano.Soberbo navio, qual casquinha de noz, era jogado ao sabor das ondas. Que desespero entre os passageiros! só um rapazinho continuava a brincar placidamente em meio à confusão geral. &#8220;Não tens medo, menino?&#8221; perguntaram-lhe. &#8220;Temer? Por quê? Meu pai está no leme!&#8221; Bela imagem do jovem religioso! Em todos os lances da adversidade, sente-se em segurança nas mãos de Deus, por saber que o Pai celeste dirige o leme de sua vida. Essa certeza lhe dá forças, incita-o à perseverança, mesmo quando, em derredor, os pusilânimes já desfaleceram. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que mais te dá tua fé? <em>Serenidade em face da morte</em>. A nosso lado, alternam continuamente, começo e fim, nascimento e morte. Tremes ante essa evidência, repugna-te a destruição, o efêmero. E entretanto, a única esperança que ultrapassa até mesmo os limites da morte, é nossa fé em Deus,em Quem eternamente vivemos.</span><span id="more-8352"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Antes de morrer, o célebre músico Haydn, resumiu seu ciclo vital nestas palavras: &#8220;Na vida fiz como em minhas composições. Comecei-as com a lembrança de Deus e terminei-as com um louvor de Deus. A lembrança de Deus f oi o traço áureo que sublinhou minha existência. E agora quero rematá-la também com um <em>Laus Deo</em>.&#8221; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Flores lindas, cintilantes estrelas, brilhantes olhos e riso álacre das crianças&#8230;, se os consideramos à luz da fé, parecem apenas sombra e reflexo da Magnificência eterna. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fere-me a desgraça, atormentam-me doenças,sofro? Minha fé saberá dizer: Cada lágrima resignada com a vontade de Deus, transforma-se em fúlgido diamante engastado na coroa da vitória. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Abandonaram-me as forças, a vida foge do corpo extenuado? Graças à fé, direi: A matéria foi unicamente o invólucro, a crisálida: dela vai surgir a formosa borboleta, para a vida eterna!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><i id="yiv6504223130yui_3_16_0_ym19_1_1484150025216_9491"><span id="yiv6504223130yui_3_16_0_ym19_1_1484150025216_9492">A  Religião e a Juventude</span></i><span id="yiv6504223130yui_3_16_0_ym19_1_1484150025216_9493"> – Mons. Tihamer Toth</span></span></p>
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