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	<title>DOMINUS EST &#187; Monsenhor Ascânio Brandão</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>A HUMILDADE E OS SANTOS</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Nov 2018 14:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Monsenhor Ascânio Brandão]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class="attachment-post-thumbnail  wp-post-image aligncenter" src="https://capelasantoagostinhocom.files.wordpress.com/2018/07/humildade.jpg?w=672&amp;h=372&amp;crop=1" sizes="(max-width: 672px) 100vw, 672px" srcset="https://capelasantoagostinhocom.files.wordpress.com/2018/07/humildade.jpg 672w, https://capelasantoagostinhocom.files.wordpress.com/2018/07/humildade.jpg?w=150&amp;h=83&amp;crop=1 150w, https://capelasantoagostinhocom.files.wordpress.com/2018/07/humildade.jpg?w=300&amp;h=166&amp;crop=1 300w" alt="" width="527" height="296" data-attachment-id="1169" data-permalink="https://capelasantoagostinho.com/2018/07/26/a-humildade-e-os-santos/humildade/" data-orig-file="https://capelasantoagostinhocom.files.wordpress.com/2018/07/humildade.jpg" data-orig-size="672,372" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="humildade" data-image-description="" data-medium-file="https://capelasantoagostinhocom.files.wordpress.com/2018/07/humildade.jpg?w=300" data-large-file="https://capelasantoagostinhocom.files.wordpress.com/2018/07/humildade.jpg?w=474" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <a href="https://capelasantoagostinho.com/2018/07/26/a-humildade-e-os-santos/">Capela Santo Agostinho</a></strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os santos conhecem mais a Deus, por isso são mais humildes. Dizem que São Tomás de Aquino <em>e </em>Santa Teresa, luzeiros da Igreja, gênios sublimes, nunca foram nem sequer tentados pelo orgulho ou vaidade. E por quê? Não tiveram eles um conhecimento tão elevado de Deus? O orgulho é fruto de nossa ignorância do que é Deus e do que somos ou podemos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Eu não sei se sou humilde, dizia San­ta Teresinha, mas sei que eu vejo a rea­lidade em todas as coisas”</em>. É jus­tamente o que veem os homens esclare­cidos pela luz superior da fé: a rea­lidade. E haverá maior realidade do que o nosso nada, nossa miséria?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é necessário grande esforço para compreender a humildade, basta abrir os olhos e ver a realidade, ver as coisas tais como são, sem ilusões nem fantasias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Exclamava São Francisco: <em>“Senhor! Senhor! Quem sou eu e quem sois vós?”</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santa Teresa, falando das graças ex­traordinárias que Deus lhe concedia: <em>“Oh! O Senhor faz comigo como se faz com um muro velho que ameaça cair de todo lado: enche-me de estacas por toda parte pela sua graça”. “Todas as visões, revelações e senti­mentos celestes, diz São João da Cruz, não valem o menor ato de humildade. A humildade tem os efeitos da carida­de”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O sinal certíssimo da santidade é a caridade na humildade. Dizia o Sagra­do Coração à sua serva Santa Margarida Maria:</span><span id="more-14235"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— <em>“Quero saber, minha filha, por que me perguntas a razão das mi­nhas visitas, descendo até junto de ti?</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>— Vós sabeis, meu Senhor, que não sou digna.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— <em>“Aprende isto, minha filha, quanto mais te esconderes no teu nada, tanto mais a minha grandeza te irá procurar”</em>, respondeu Jesus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— <em>“Senhor! concedei-me o tesouro da humildade”</em>, pedia o santo Doutor de Hipona, Santo Agostinho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na sua autobiografia, conta Santa Te­resa que Nosso Senhor, para lhe conceder alguma graça particular e impor­tante, sempre escolhia o momento em que ela acabava de se humilhar profun­damente no seu interior. <em>“A alma verdadeiramente humilde,</em> revelou Jesus à santa, <em>é a que conhece o que eu posso e o que ela não pode”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“A humildade é sinal de predestina­ção”</em>, diz São Gregório: <strong><em>humilitas signum electorum.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um dia, Santo Antão viu o mundo todo cheio de redes e laços do demônio, e gemeu de dor:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— <em>“Meu Deus, quem se poderá salvar e livrar-se de tanto pe­rigo?” </em>Uma voz lhe respondeu:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— <em>“Antão, meu servo, só a humildade escapa com segurança. Quem tem a ca­beça baixa não deve temer o perigo”</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Oh! sim, não há perigo para os hu­mildes, no caminho da salvação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nosso Senhor mostrou a Santa Margarida de Cortona, a penitente franciscana, um trono de glória que lhe estava preparado entre os serafins pela humil­dade da santa aqui na terra. A humildade é a glória no Céu e é remédio eficaz na terra para todos os males.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“A<em> humildade é unguento bom para todas as feridas”</em>, diz Santa Teresa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E a santa fundadora Sofia Barat cos­tumava dizer: <em>“a humildade é uma agu­lha que remenda todos os buracos e ras­gões, maravilhosamente”</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Oh! sejamos humildes em todas as circunstâncias de nossa vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A humildade é nosso tesouro. A ora­ção de Santo Agostinho esteja sempre em nossos lábios: Senhor, que eu vos co­nheça e que eu me conheça!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santa Teresinha com o seu pequenino caminho da infância espiritual nos en­sina a humildade no seu grau mais ele­vado — quer que sejamos criancinhas como nos ensina o Evangelho. E nada mata o amor próprio como o espírito de infância, diz Mons. Gay. Todos queremos ser grandes. Ninguém se conforma com a sua pequenez, com as suas misérias e fraquezas. Poucos aprendem aquela ciência de se gloriar das próprias enfermidades no ex­pressivo dizer de São Paulo. E para se aproximar de Jesus, diz Santa Terezinha, é preciso ser bem pequenino. Oh! há muito poucas almas que gostam de ser pequeninas e desconhecidas!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A humildade para a santinha era o que Santa Teresa, a Matriarca do Carmelo, definia: <em>“a humildade consi­ste na verdade. Eu não sei se sou hu­milde, mas sei que vejo a verdade em todas as coisas”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pouco antes da morte, naquela terrível agonia de 30 de setembro de 1897, a Superiora do Carmelo disse a Teresinha para a consolar:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— <em>“A minha filhinha está bem preparada para comparecer diante de Deus porque sempre com­preendeu a virtude da humildade”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E ela confirmou em doce paz. — <em>“Sim, eu o sinto bem. Minha alma nunca pro­curou</em> <em>outra coisa a não ser a verdade… Sim, eu compreendi a humildade de coração”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Felizes os que compreendem a humil­dade de coração como o Anjo do Carmelo de Lisieux!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para ser humilde basta ser verdadei­ro. Nosso Senhor apareceu a Santa Ca­tarina de Sena e lhe disse: — <em>“Sabes mi­nha filha, o que és e o que eu sou?”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se aprenderes bem estas duas coisas serás bem-aventurada. Tu és a que não és, e eu sou Aquele que sou. Nunca o inimigo te iludirá se souberes bem disto. E obterás toda clareza, toda verdade, toda graça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que pensamento belo e profundo!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santa Gertrudes disse Jesus —<em>“Mi­nha filha, todas as vezes que ao pensares na tua indignidade te reconheceres in­digna de meus favores e te entregares ao meu amor, tantas vezes me pagarás a renda que deves dos bens que eu te dei”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Oh! temos que dar contas a Nosso Se­nhor dos talentos recebidos e fazer ren­dê-los para a vida eterna. Somos, po­rém, tão miseráveis, tão pobres e peca­dores! Como pagar à Justiça Divina?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sejamos humildes. Pagaremos a ren­da dos bens recebidos, a Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O pensamento das graças recebidas longe de nos envaidecer deve nos tornar mais humildes. Quem mais recebeu, mais há de dar. Nosso Senhor revelou ao Irmão Pacífico da Ordem de São Fran­cisco um trono de glória no Céu e dos mais belos e fulgurantes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— <em>“Este Trono, disse o Senhor, que admiras tanto, foi de um Anjo revoltado. Agora será destinado ao humilde Francisco de Assis”</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No dia seguinte à hora do recreio no convento, o irmão perguntou ao seu Pai.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>— “Meu padre, que pensa de si?”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>— “Eu penso, respondeu Francisco, que sou o mais miserável e o último dos pecadores!”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>— “Como ousa dizer isto, meu Pai?”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>— “Sim, meu Irmão, replica o Santo, estou bem convencido de que se Nosso Senhor tivesse dado aos outros as gra­ças que me concedeu já eles teriam aproveitado muito mais do que eu”. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Bela resposta! E nós que pensamos das gra­ças recebidas? Podemos nos orgulhar do que Deus na sua misericórdia nos doou? Ah! se outros houvessem recebido as graças de que abusamos! Que motivos para sérias reflexões e profun­do aniquilamento diante do Senhor!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os santos foram humildes porque vi­viam da verdade, esta verdade que cho­ca o nosso tremendo orgulho: Somos nada, somos miseráveis. Nada somos, nada temos, nada podemos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Pe. Ascânio Brandão</em></span></p>
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		<title>OS 8 SINAIS DA TIBIEZA E A PENA PELA MEDIOCRIDADE NA PRÁTICA DA VIRTUDE</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Nov 2018 14:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Monsenhor Ascânio Brandão]]></category>
		<category><![CDATA[Tibieza]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/04/tibi-300x294.jpg" alt="Resultado de imagem para tibieza" width="244" height="239" /></p>
<p>Fonte: <a href="https://capelasantoagostinho.com/2018/04/09/os-8-sinais-da-tibieza-e-a-pena-pela-mediocridade-na-pratica-da-virtude/">Capela Santo Agostinho</a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os sinais da tibieza em geral são os oito seguintes:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> Omissão fácil das práticas de piedade</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A alma fervorosa tem a sua vida de piedade toda dirigida por um regulamento particular fácil de ser observado e bem criterioso. Não omite facilmente qualquer prática de piedade. E’ de uma fidelidade extrema, sobretudo à meditação. Se graves ocupações ou verdadeira necessidade a impedem, procura, logo que seja possível, suprir a falta. A alma tíbia sob qualquer pretexto omite os exercícios de piedade, passa dias sem meditação, e até mesmo sem práticas de piedade de qualquer espécie. Ora, isto é exatamente o contrário do fervor. “Não digo que isto prove tudo, diz o Pe. Faber, mas prova muito. Seja como for, sempre que existir tibieza, existirá este sintoma”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> Fazer os exercícios de piedade com negligência</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na tibieza também há oração, missas, confissões, comunhões, terços, etc., mas a rotina vai inutilizando tudo. A rotina e a má vontade. Confissões e comunhões mal preparadas, orações com inúmeras distrações voluntárias. E o pior ainda a falta de generosidade e de todo esforço para se corrigir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outro sinal de tibieza é <strong>a alma sentir-se aborrecida com o pensamento de que tudo vai mal na sua vida espiritual.</strong>Não se sente inteiramente à vontade com Deus. Não sabe exatamente onde está o mal, mas tem certeza de que tudo não está em ordem. É um mal-estar, um aborrecimento interior. E, sem paz, o tíbio se agita inutilmente e vai deixando arraigar-se no coração o hábito do pecado venial. Este sinal anda sempre com os dois primeiros. Desde que faltou generosidade numa alma para ser fiel aos seus deveres de piedade, estas omissões e negligências acabam deixando-a num estado lamentável de aborrecimento das coisas santas e até de Nosso Senhor.</span><span id="more-13059"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O quarto sinal é <strong>agir sem pureza de intenção</strong>, sem ordem nem método. A pureza de intenção consiste em fazermos com um fim honesto e sobrenatural todas as ações de nossa vida: práticas de piedade, deveres de estado, trabalhos de cada dia ou qualquer coisa por mínima que seja. É aquele olhar interior sempre fixo em Deus e desviado das criaturas. Tudo fazer para a glória de Deus, e ver em tudo a vontade de Deus e a ela se submeter com espírito de fé e resignação. Eis a mais pura intenção que se pode imaginar, o mais elevado princípio e o mais perfeito ideal de uma alma fervorosa. Os santos não tinham outro motivo nem visavam outro fim na terra. Santa Madalena de Pazzi sentia-se arrebatada em êxtase, ouvindo esta palavra: — A vontade de Deus! Santo Inácio legou à Companhia de Jesus, como rica herança, o seu lema: A. M. D. G. — Ad majorem Dei gloriam — Tudo para a maior glória de Deus! A pureza de intenção é a alquimia celeste que transforma em ouro de méritos para o céu todas as nossas boas obras. Sem ela, perdemos cada dia riquezas incomensuráveis. A alma tíbia faz tudo por amor próprio e capricho, seguindo em tudo a natureza. É a leviandade, a preocupação da vontade própria, os cálculos muito humanos, a vaidade quando faz o bem, o desejo de agradar às criaturas e de aparecer. Anda à cata de bajulações e aborrece o sacrifício oculto, a abnegação e outras virtudes que não brilham aos olhos das criaturas e constituem o segredo do Rei! E Deus recompensa as nossas ações, diz Santa Madalena de Pazzi, a peso de pureza de intenção. Ó, como a tibieza rouba e despoja a pobre alma, quando lhe arrebata a pureza de intenção!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> Contentar-se com a mediocridade e negligência em formar hábitos de virtude</strong>. Se a mediocridade já é desastrada na ciência, na literatura e na arte, o é em proporção verdadeiramente calamitosa quando se trata da prática da virtude. O medíocre não gosta da palavra: Santidade. Não compreende o heroísmo das almas generosas, a abnegação, o sacrifício. Para ele, a virtude heroica é o exagero! A santidade é um misticismo! E que entende por misticismo? Algo de loucura e de anormal. Contenta-se com o meio termo. E assim não se esforça por adquirir hábitos de uma virtude sólida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> O desprezo das pequenas coisas</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os santos fugiam das menores imperfeições, e se purificavam cada dia das pequeninas faltas. O tíbio, não. Ri-se do que ele chama escrúpulo das almas fervorosas: — a fidelidade nas pequenas coisas. E não nos esqueçamos destas grandes verdades: primeira — os santos se tornaram santos pela repetição contínua duma multidão de ações insignificantes, pelo cuidado infatigável das pequeninas coisas. E segunda: — só fizeram eles grandes coisas quando chegaram à santidade. Os pequeninos sacrifícios ocultos, as pequeninas cruzes, as pequeninas virtudes, as pequeninas mortificações, tudo isto a cada dia, a cada minuto, aceito com generosidade, como santifica uma alma! E’ o caminho batido de S. Teresinha, a pequenina via da Infância espiritual. Que fonte riquíssima de graças! A tibieza, porém, seca esta fonte, esteriliza a vida espiritual, sonha com êxtases e comete cada dia o pecado quase sem remorso. E os pecados veniais, sob o disfarce de pequeninas faltas inevitáveis à fraqueza humana, vão se multiplicando assustadoramente na alma e alimentando a tibieza até ao pecado mortal e, sabe Deus, até ao endurecimento do coração! É muito grave desprezar habitualmente as pequeninas coisas. São Gregório chega a dizer que se deve ter mais receio das pequenas faltas que das grandes. Porque estas provocam logo o arrependimento e causam horror; aquelas não assustam, e vão preparando surdamente a ruína espiritual. E, o que é pior, sem remorso da consciência, e até sob a capa da virtude.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É <strong>pensar mais no bem já feito do que no bem que ainda resta a fazer</strong>. É uma presunção que leva a descansar e afrouxar no caminho do sacrifício e da virtude, porque julga ter feito alguma coisa no passado para a salvação. Nada de esforço e generosidade. Nosso Senhor dizia no seu Evangelho que, depois de termos feito muito, deveríamos dizer: — somos servos inúteis. E prosseguir na luta, porque o ideal da perfeição é o Infinito: “Sede perfeitos como vosso Pai Celeste é perfeito”. A tibieza, como já dissemos, contenta- se com a mediocridade. Julga ter feito muito a alma tíbia, porque no passado foi bem fervorosa e trabalhou pela sua santificação, lutou, praticou boas obras de zelo e de caridade, sacrificou-se na luta do bem. Agora, quer repouso. Descansa, não luta mais, deixa-se ficar na indolência e faz de seu coração o campo do preguiçoso. São Paulo pensava justamente o contrário: “Irmãos meus, não considero que alcancei o prêmio, mas uma coisa eu faço: esquecendo o que está atrás de mim, esforçando-me por alcançar o que está na minha frente, prossigo até ao alvo, para alcançar o prêmio para o qual me chamou do Alto por Cristo Jesus. Sejamos nós, quantos queremos ser perfeitos, do mesmo espírito” (Fl 3, 13). O tíbio não se compara aos mais santos e fervorosos, mas sempre se julga melhor do que tantos outros piores do que ele. E é assim que adormece tranquilamente. Não quer progredir na virtude. São Gregório compara a vida cristã a uma barca em que se navega contra a corrente. Quem sobe, há de remar sempre, ou é arrastado pela correnteza. Santo Agostinho, no seu estilo incisivo e claro, assim fala: — “se dizes: basta, estás perdido!” Sim, no dia em que se cruzam os braços na luta pela santificação da alma, tudo está perdido! Adeus, santificação, e talvez: Adeus, salvação eterna! São Bernardo pergunta: — Não quereis adiantar? Dizeis: — quero ficar e viver onde cheguei? Quereis o impossível! O demônio, diz Santa Teresa, conserva muitas almas no pecado ou na tibieza, fazendo-as crer que é orgulho aspirar à santidade. Que perigosa ilusão! Lembrem-se os tíbios, sobretudo se já receberam graças de Nosso Senhor, como por exemplo sacerdotes, religiosos e almas consagradas a Deus, oh! lembrem-se de que é terrível abusar da graça e muitas almas chamadas à santidade, diz o Pe. Desurmont, baseado em Santo Afonso, ou se salvam como santos ou arriscam a sua eterna salvação. Escreveu o Santo Doutor: Se alguém na vida religiosa (e poderíamos acrescentar: na vida de piedade) quer se salvar, mas não como santo, corre o risco de se perder.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todos estes sinais de tibieza andam em geral com este último e infalível:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> Pecado venial voluntário e habitual</strong>. Os outros sinais podem ser atenuados ou alguns falham, mas este é infalível. Onde existe o hábito do pecado venial, existe a tibieza com todo o cortejo de males e desgraças que ela acarreta à vida espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>[Por Monsenhor Ascânio Brandão]</em></span></p>
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		<title>PECADO VENIAL: DEUS OFENDIDO POR UMA BAGATELA</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Aug 2018 15:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Monsenhor Ascânio Brandão]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Capela Santo Agostinho Embora em grau inferior, o pecado venial oferece, todavia, os mesmos ca­racteres de malícia que o pecado mortal. A rainha Maria Teresa de França, es­posa de Luís XIV, chorava uma falta venial. A delicada consciência da &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/pecado-venial-deus-ofendido-por-uma-bagatela/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class=" aligncenter" src="https://capelasantoagostinhocom.files.wordpress.com/2018/04/ilust-venial.jpg?w=672&amp;h=372&amp;crop=1" alt="" width="519" height="298" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: Capela Santo Agostinho</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Embora em grau inferior, o pecado venial oferece, todavia, os mesmos ca­racteres de malícia que o pecado mortal. A rainha Maria Teresa de França, es­posa de Luís XIV, chorava uma falta venial. A delicada consciência da Prin­cesa a deixava inconsolável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>— Como?! — disseram-lhe — tanta lágrima, por uma falta leve, um pe­cado venial?!</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>— Sim, pode ser venial, mas é mor­tal para o meu coração!</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tudo quanto ofende a Nosso Senhor nunca é leve ou coisa de somenos importância para uma alma fervorosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E o pecado venial é uma ofensa a Deus. Há nele três circunstâncias agra­vantes :</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Uma injúria à Majestade Divina;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Revolta contra a Autoridade de Deus;</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Ingratidão à Bondade Eterna.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deus, em cuja presença estamos, é ofendido e por uma bagatela, um ato de preguiça, uma vaidade, uma deso­bediência! Não desprezemos o que fere tanto ao Sagrado Coração de Jesus! O pecado venial ofende a Deus. E não basta para que o aborreçamos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seja venial, embora, mas sempre é mortal para nosso coração e para a de­licadeza de nossa consciência. E’ uma injúria à Majestade Divina. Num dos pratos da balança coloca­mos a vontade de Deus e a sua glória, e no outro, o nosso capricho e nosso prazer, e ousamos preferi-los mais que a Deus!</span><span id="more-13122"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que ultraje! Diz S. Teresa: É co­mo se se dissesse: Senhor, apesar de esta ação Vos desagradar, não deixarei de a fazer. Não ignoro que a vedes, sei perfeitamente que a não quereis; mas prefiro a minha fantasia e a minha in­clinação à vossa Vontade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E seria coisa sem importância pro­ceder desta forma? <em>“Quanto a mim, acrescentava a San­ta, por mais leve que seja a falta em si mesma, acho pelo contrário que é grave e muito grave”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não cometamos o pecado venial de­liberado sob o pretexto de que não ofende a Deus gravemente. É pecado, e basta isto, para ser objeto de nosso ódio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O pecado venial é uma revolta con­tra a Autoridade Divina. É como se disséssemos a Nosso Se­nhor: <em>“Quero vos obedecer, Senhor, mas quando esta obediência não me abor­recer e quando me agradar e quando eu bem quiser”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isto é obediência? Não é uma injúria e um desrespeito à Autoridade Divina? Mas, o que é mais triste no pecado venial é a ingratidão sem nome que ele encerra. Desta ingratidão queixou-se Nosso Senhor a Santa Margarida Maria, mostrando-lhe o seu Divino Coração rasgado pela lança e cercado de uma coroa de espinhos. Estes espinhos eram a imagem das almas ingratas, sobretudo almas consa­gradas a Deus que vivem na tibieza. São as que mais ferem o Sagrado Co­ração do Bom Jesus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma injúria à Majestade Divina. Uma revolta contra a Autoridade Di­vina. Uma ingratidão à Divina Bon­dade! Meu Deus! Meu Deus! Isto é leve? Oh! combatamos o pecado venial de­liberado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Eu me lançaria num oceano de cha­mas se fosse preciso, dizia S. Catarina de Sena, para evitar um só pecado ve­nial, e preferiria permanecer neste fo­go a dele sair por um só pecado ve­nial’’.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Exagero? Não. Os Santos sabem me­lhor avaliar o que é uma alma, o que é um Deus ofendido e o que é uma eternidade que se arrisca!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estejamos prontos, se for preciso, a padecer e morrer, mas não cometer um só pecado venial! Oh! quem nos dera tão bela disposição!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Por Mons. Ascânio Brandão</em></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>TIBIEZA: CONTENTAR-SE COM NÃO OFENDER A DEUS PELO PECADO MORTAL, MAS NÃO QUERER EVITAR O PECADO LEVE</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jul 2018 15:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Monsenhor Ascânio Brandão]]></category>
		<category><![CDATA[Tibieza]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Capela Santo Agostinho Que é a tibieza? A tibieza é uma doença espiritual e das mais graves e perigosas. É o verme roedor da piedade. Micróbio terrível! Mina o organismo espiritual sem que o enfermo perceba. Enfraquece a pobre &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/tibieza-contentar-se-com-nao-ofender-a-deus-pelo-pecado-mortal-mas-nao-querer-evitar-o-pecado-leve/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><img class=" alignright" src="http://comunidadeelshaddai.com/wp-content/uploads/2017/04/hjjnj.jpg" alt="Resultado de imagem para tibieza" width="312" height="182" /></strong>Fonte: <a href="https://capelasantoagostinho.com/2018/04/07/tibieza-contentar-se-com-nao-ofender-a-deus-pelo-pecado-mortal-mas-nao-querer-evitar-o-pecado-leve/">Capela Santo Agostinho</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Que é a tibieza?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A tibieza é uma doença espiritual e das mais graves e perigosas. É o verme roedor da piedade. Micróbio terrível! Mina o organismo espiritual sem que o enfermo perceba. Enfraquece a pobre alma. Amortece as energias da vontade. Inspira horror ao esforço. Afrouxa vida cristã. Espécie de langor ou torpor, diz Tanquerey, que não é ainda a morte, mas que a ela conduz sem se dar por isso, enfraquecendo gradualmente as nossas forças morais. Pode-se compará-la a estas doenças que definham, como a tísica, e consomem pouco a pouco algum dos órgãos vitais. É uma sonolência, um sistema de acomodações na vida espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O tíbio não quer lutar. Tem horror ao combate da vida cristã. Não compreende a palavra de Nosso Senhor: <em style="font-weight: inherit;">Eu não vim trazer a paz, mas a guerra!</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Guerra ao pecado, guerra às paixões, guerra à indiferença.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;">Quem não é por mim, é contra mim!</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O tíbio não compreende este radicalismo sublime do Evangelho e da cruz. Numa palavra o define bem o Espírito Santo: é morno. Nem frio, nem quente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nem o ardor da caridade, o fogo do amor, nem o gelo da descrença e da impiedade e da morte da alma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A tibieza é uma inércia espiritual. Um estado lamentável da alma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É a mediocridade que se contenta com não ofender a Deus pelo pecado mortal, mas não quer evitar o pecado leve, fugir do relaxamento da vida espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enfim, para defini-la com precisão e distingui-la do que a ela apenas se assemelha, como a aridez e outras provações da vida espiritual, vamos dar a sua definição.</span><span id="more-13061"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;">Definição</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santo Afonso define a tibieza pelo que a caracteriza: o pecado venial.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A tibieza, diz o Santo Doutor, é o hábito do pecado venial plenamente voluntário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Guardemos bem esta definição.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para a tibieza essencial, são necessárias três condições:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O pecado venial plenamente voluntário;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O hábito do pecado venial voluntário;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A paz com este hábito e a ausência de esforços para se corrigir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desde que falte uma destas condições, já não há tibieza propriamente dita.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma alma talvez caia de vez em quando nalguma falta venial. Cai por fragilidade, por miséria. Emenda-se logo. Toma boas resoluções, corrige-se. Todavia é tão grande a fraqueza humana! Uma vez ou outra chora uma falta venial. Não é tibieza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Houve o pecado venial, mas não o hábito do pecado venial e muito menos ainda a paz com o pecado venial. Há esforço, generosidade, boa vontade, arrependimento sincero.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Pe. Desurmont define a tibieza comentando admiravelmente Santo Afonso: “A tibieza é o hábito não combatido do pecado venial, ainda que seja um só. É um hábito fundado num cálculo implícito: Esta falta não ofenderá a Nosso Senhor gravemente, não me há de condenar. Pois vou cometê-la.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É um ato dificílimo de se desarraigar da alma. É um hábito muito espalhado sobretudo entre as pessoas que fazem profissão de piedade e entre as almas consagradas a Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;">Espécies de tibieza</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A tibieza propriamente dita é a que definimos como sendo o hábito do pecado venial voluntário e a paz com este hábito. Há, entretanto, outras espécies de tibieza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;">A tibieza de fragilidade e irreflexão</strong>. Até os santos a experimentaram. Só a Virgem Imaculada não a teve. Nosso Senhor permite nos Santos algumas fragilidades e misérias, para conservar neles as virtudes fundamentais da humildade, a desconfiança de si, a compaixão para com as misérias alheias, o desapego da terra e o desejo do céu. Ó, os santos tiveram as suas pequenas fragilidades e misérias. Como se humilhavam!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um dia São Vicente de Paulo, num ato irrefletido de amor próprio, envergonha-se de um parente pobre! Como se humilhou perante seus irmãos por esta falta!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santa Teresinha, no leito de morte, sente-se pobrezinha e imperfeita com uma fragilidade: “Como sou feliz, diz ela, vendo-me tão imperfeita e com tanta necessidade da misericórdia do Bom Deus no momento da morte”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Bernadete, o anjo de Lourdes, lamenta as suas imperfeições, a teimosia que a humilhava tanto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santa Catarina Labouré lamenta igual defeito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Guido de Fontgalland expia no leito de dores o que ele chamava <em style="font-weight: inherit;">as sua preguiças.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Poderia multiplicar os exemplos. São as misérias inerentes a esta pobre natureza humana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A perfeição inteira e absoluta não se encontra neste mundo. O Concílio de Viena condenou o erro dos que afirmavam que o homem, nesta vida mesmo pode adquirir um tal grau de perfeição, que se torna impecável e incapaz de progredir na virtude. Tal foi também o erro dos Iluminados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Concílio de Trento é mais claro ainda. Condena quem disser que o homem pode, durante esta vida, evitar as mais pequeninas faltas, a não ser por um privilégio especial de Deus. E este privilégio só o teve Maria Santíssima.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A tibieza da fragilidade é inevitável. Não nos perturbemos com elas. Recorramos à oração, aos sacramentos e sobretudo à Santa Eucaristia, e nos purificaremos sempre destas fragilidades e misérias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;">Tibieza da vontade. </strong>É mais grave que a de fragilidade. É a vontade enfraquecida. Deus a permite para confusão de nosso orgulho e melhor nos convencer de nossa miséria. Um firme propósito, um gesto de arrependimento sincero, com a resolução de se vigiar com mais cuidado, e tudo está reparado. A tibieza da vontade é facilmente remediável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;">Tibieza do pecado venial voluntário e habitual </strong>e é desta que aqui vimos tratando.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;">[Por Mons. Ascânio Brandão]</em></span></p>
]]></content:encoded>
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