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	<title>DOMINUS EST &#187; P. Stéphane Joseph Piat</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>LEGÍTIMO ORGULHO DOS PAIS</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2016 18:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[P. Stéphane Joseph Piat]]></category>

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		<description><![CDATA[A dama patrícia da Campânia que fazia exibição das suas jóias respondia Cornélia designando os filhos: &#8220;São estas as minhas jóias e os meus adornos&#8221;. Aspirava à hitória menos pelo facto de ser filha de Cipião o Africano do que &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/legitimo-orgulho-dos-pais/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/02/mother-daughter4.jpg"><img class=" size-medium wp-image-3344 alignleft" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/02/mother-daughter4-300x249.jpg" alt="mother-daughter4" width="300" height="249" /></a>A dama patrícia da Campânia que fazia exibição das suas jóias respondia Cornélia designando os filhos: &#8220;São estas as minhas jóias e os meus adornos&#8221;. Aspirava à hitória menos pelo facto de ser filha de Cipião o Africano do que por ser mãe dos Gracos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Com a graça de Cristo a mais, e orgulho pagão a menos, é ou não um sentimento análogo o que inspira a Senhora Martin? A filha mais velha conta a este respeito um episódio significativo:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> &#8220;Eu tinha então sete anos: um dia em que estreávamos vestidos de setim de lã azul-escuro, a minha mãe mandou-nos chamar todas quatro, às minhas irmãzinhas e a mim, para nos ver antes do passeio que íamos dar. Olhou para nós demoradamente, com enternecida complacência, e depois disse-nos: &#8216;Vão agora, minhas filhinhas&#8217;. Mas evitou fazer algum elogio aos nossos vestidos, que eu achava tão bonitos, para não nos provocar qualquer sentimento de vaidade&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Aquela mãe tão despreocupada de aparecer, que com grande desespero da Maria, detestava qualquer requinte no próprio trajar e troçava sem dó nem piedade do que ela denominava &#8220;a escravidão da moda&#8221;, cuidava gostosamente do vestuário das filhas, sem todavia se afastar da simplicidade. As mães não serão insensíveis a este delicioso esboço da Celina aos dezesseis meses:</span><span id="more-3343"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Fi-la estrear no dia do Corpo de Deus, o vestido encantador que lhe deu a madrinha; se visse como lhe me sentia orgulhosa da minha filha! Levava também um lindo chapéu de pena branca; enfim era encantador, tudo. Habituámo-nos a vestí-la de branco, e já não sai senão com vestidos brancos, muito simples; é tão bela assim! Nunca vesti as outras filhas tão bem&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Fora também com todo o carinho que preparava o enxoval de Teresa na época em que esperava o seu próximo regresso a Alençon.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> &#8220;Já tenho em vista para ela um vestido azul celeste, com sapatinhos zuis, um cinto azul e uma linda touca branca. Há-de ser um encanto. Já me alegro toda na expectativa de vestir aquela boneca&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Teria faltado qualquer coisa ao feminismo ideal desta &#8220;mãe incomparável&#8221; se não tivesse dado mostras dum certo gosto pelo adorno das filhas. O Senhor Martin que gracejava agradavelmente a respeito das suas compras de vestuário partilhava, no fundo, desse orgulho. É que ambos eles, certos de terem o perfeito domínio do seu rebanho, entreviam, para além da beleza sensível, uma beleza mais alta, que a matrona romana não podia conceber. Sabiam que os filhos se tornam para os pais recompensa, ou castigo, conforme a educação que receberam. Com esforços conjugados cultivavam para o Senhor aquelas almas que o Senhor lhes confiara. Era essa a sua suprema ambição e a sua única razão de viver.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> <em>História de uma família</em> &#8211; P. Stéphane Joseph Piat</span></p>
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		<title>NOBREZA E SERVIDÃO DA FAMÍLIA</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2015 18:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[P. Stéphane Joseph Piat]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem não receia os berços tem de amar o trabalho. Enfrentar com alegria o dever conjugal é sujeitar-se a múltiplos cuidados, aos longos dias de labor, numa época em que todas as condições da vida social estão concebidas e estão &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nobreza-e-servidao-da-familia/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/12/nobre.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2513" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/12/nobre-232x300.jpg" alt="nobre" width="232" height="300" /></a>Quem não receia os berços tem de amar o trabalho. Enfrentar com alegria o dever conjugal é sujeitar-se a múltiplos cuidados, aos longos dias de labor, numa época em que todas as condições da vida social estão concebidas e estão adaptadas à medida mesquinha do indivíduo. Com uma leviandade aterradora para que quer refletir um pouco, a França do século dezenove, a &#8220;França eterna&#8221; dos poetas e dos discursos oficiais instalava-se comodamente numa política de desnatalidade como se tivesse renunciado a perpetuar-se. Aceitar a família numerosa num ambiente destes, correspondia a uma vocação ao heroísmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> O senhor Martin e a esposa não recuaram diante da perspectiva. Para dizer a verdade, a dificuldade, se existia, não os colocava ante um problema. Nunca leram Malthus. Ainda não se ouvira falar de Ogino (1). Por um certo tempo puderam &#8220;realizar&#8221; o esplendor de uma união santificada pela continência voluntária. Nem mesmo lhes ocorreu a idéia de frustrarem a natureza ou de atentarem contra o plano divino. Os filhos nasciam: eram acolhidos como uma benção do Céu, e, em razão do mandato confiado, lá se arranjavam para os alimentar, para os vestir, para os educar, para os dotar. Deus, que impunha a tarefa, daria os meios &#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Entretanto lidavam sem descanso. O estabelecimento de ourivessaria tinha cada vez mais fregueses. Os clientes sérios preferiam aquele comerciante afável, de probidade legendária, que, nem por uma fortuna, violaria o descanso dominical. Nas outras joalharias era ao Domingo que a animação redobrava, que as vendas atingiam o auge.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Os camponeses iam a Alençon fazer compras, fornecer-se para casamentos e para fazer presentes. Dirigiam-se habitualmente ao grande armazém do Barateiro, na rua da Ponte Nova e depois encaminhava-se, instintivamente para a relojoaria situada mesmo na frente. Mas encontravam a porta fechada. Impacientavam-se, mas em vão. A ordem era inviolável: se queriam comprar bugigangas, relógios, jóias, que fossem a outro lado. Ali respondiam-lhes com as palavras de Joana d&#8217;Arc ligeiramente modificdas:</span><span id="more-2512"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> &#8220;É o dia do Senhor: só o Senhor será servido&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Os amigos do senhor Martin consideravam isto um exagero. Achavam que não havia de desprezar assim as leis da concorrência. A casa tinha uma entrada particular. Pois que abrisse no corredor uma porta lateral por onde entrassem disfarçadamente os compradores excepcionais: assim o santo homem salvaguardaria os interesses e as aparências. Mas ele respondeu sem exitar que preferia perder algumas boas oportunidades de negócio e atrair sobre os seus as bençãos do Alto. O confessor, abordado, com certeza, por algum íntimo, e impressionado pelos argumentos expendidos, insistiu, por sua vez, com o senhor Martin para que o comércio não paralizasse, ao menos pela manhã. Não foi mais feliz que os outroas w apenas pode admirar a magnífica intransigência na fidelidade ao preceito divino.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por seu lado a Senhora Martin continuava corajosamente com o negócio do &#8220;Ponto de Alençon&#8221;. Tanto para ela como para as operárias, que todas as quintas-feiras lhe levavam as suas tiras, tratava-se de uma indústria caseira, perfeitamente compatível com as obrigações familiares. Nem de outro modo se teria metido neste negócio pois considerava que o lugar da mãe é no lar e que, afastando-se a mãe, não há ninho, não há passarinhos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> O concurso do Senhor Martin, principalmente a partir do ano de 1863 em que, segundo parece, a mulher recomeçou a trabalhar por sua conta, permitiu uma rápida expansão da clientela. Ele não gostava da correspondência comercial, mas não exitava em fazer o trabalho de guarda-livros. Dirgia-se frequentemente a Paris onde tratava com os vendedores, comprava matérias primas, recebia encomendas, efetuava entregas importantes. Os gostos de contemplativo não prejudicavam nele a habilidade de homem prático: alcançava êxitos que maravilhavam a esposa. O artista, que sempre nele existira, não tardou a apreender a alma da renda. Esse trabalho de delicadeza e paciência não anda muito distante do da relojoaria. Um e outro atuam sobre os infinitamente pequenos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Encarregou-se pois, de escolher os modelos, de mandar compor os desenhos. Reservou até, para as suas horas livres, a operação de fazer os &#8220;piques&#8221;, que consiste em perfurar os desenhos traçados, sobre um pergaminho, previamente colorido de verde, para atenuar a fadiga dos olhos. Esse trabalho que se executa em cima de um almofada, com uma agulha especial que permite furar o pergaminho sem o rasgar, é dos que exigem vista firme e segurança de mão. Não é pois sem motivo, como se vê, que o papel comercial tem o timbre &#8220;Luís Martin. Fabricante do Ponto de Alençon&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> A esposa tinha, contudo, a parte principal. Na estação morta preocupava-se com a sorte do pessoal. Quando afluiam as encomendas &#8211; e com esta clientela de luxo tratava-se sempre de negócios a curto prazo &#8211; não se poupava a vigílias. &#8220;É o maroto do Ponto de Alençon que me torna a vida difícil, suspirava ela. Quando tenho demasiada afluência de encomendas sou uma escrava, mas da pior escravidão. Quando não há trabalho e me vejo com encargos de vinte mil francos às costas e sou obrigada a dispensar operárias que me custaram tanto a encontrar e que tenho que mandar para outros fabricantes, há uma certa razão para me atormentar e por causa disso sofro pesadelos! Mas então? Não há remédio senão resignar-nos e encarar mais corajosamente possível.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> <em>História de uma Família</em> &#8211; P. Stéphane Joseph Piat</span></p>
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