<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. Álvaro Negromonte</title>
	<atom:link href="http://catolicosribeiraopreto.com/tag/pe-alvaro-negromonte/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://catolicosribeiraopreto.com</link>
	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
	<lastBuildDate>Wed, 15 Apr 2026 16:08:44 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=4.2.2</generator>
	<item>
		<title>ESPECIAIS DO BLOG: CORRIJA SEU FILHO</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-corrija-seu-filho/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-corrija-seu-filho/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 10 Sep 2017 15:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Álvaro Negromonte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.catolicosribeiraopreto.com/?p=10328</guid>
		<description><![CDATA[Em mais uma &#8220;Operação Memória&#8221; de nosso blog, trazemos novamente os links para capítulos do Livro: Corrija seu Filho, do Pe. Álvaro Negromonte que, com exemplos, orientações e uma excelente didática, mostra uma maneira católica de educar os filhos. 1- &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-corrija-seu-filho/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="irc_mi aligncenter" src="https://fortissima.com.br/wp-content/uploads/2014/09/filhos-desobedientes1.jpg" alt="Resultado de imagem para correção filhos" width="312" height="222" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em mais uma &#8220;Operação Memória&#8221; de nosso blog, trazemos novamente os links para capítulos do Livro: <em><span style="text-decoration: underline;"><strong>Corrija seu Filho</strong></span>, do </em>Pe. Álvaro Negromonte que, com exemplos, orientações e uma excelente didática, mostra uma maneira católica de educar os filhos.</span></p>
<ul>
<li><span style="color: #000000;"><strong>1- CORREÇÃO DAS CRIANÇAS (a<a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/necessidade-da-correcao-dos-filhos/"> Necessidade</a>, a <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/finalidade-da-correcao-dos-filhos/">Finalidade</a>, <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/corrigir-nao-e-castigar/">Corrigir não é Castigar</a>, o <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/trabalho-de-educacao/">Trabalho de Educação</a>, a Boa Correção (<a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-boa-correcao-parte-1/">Parte 1</a> e <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-boa-correcao-parte-2/">Parte 2</a>)<br />
</strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>2- <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/a-crianca-agitada-como-educa-la/">O AGITADO</a> </strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>3- <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-colerica/">O COLÉRICO</a> </strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>4- O DESOBEDIENTE (<a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/como-educar-uma-crianca-desobediente-parte-1/">Parte 1</a>, <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/como-educar-uma-crianca-desobediente-parte-2/">Parte 2 </a>e <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/como-educar-uma-crianca-desobediente-parte-3/">Parte 3</a>)<br />
</strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>5- <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/como-educar-o-filho-a-egoista/">O EGOÍSTA</a> </strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>6- <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/como-educar-o-filho-que-nao-quer-estudar/">O QUE NÃO QUER ESTUDAR</a> </strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>7- O QUE MEXE NO ALHEIO (<a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-que-mexe-no-alheio-parte-1/">Parte 1</a> e <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-que-mexe-no-alheio-parte-2/">Parte 2</a>)<br />
</strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>8- <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-gulosa/">O GULOSO</a> </strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>9- <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/como-educar-os-filhos-medrosos/">O MEDROSO </a></strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>10- O QUE FALTA À VERDADE (<a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-que-falta-a-verdade-parte-1/">Parte 1</a> e <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-que-falta-a-verdade-parte-2/">Parte 2</a>) </strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>11- <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-orgulhosa/">O ORGULHOSO</a> </strong></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>12- O PREGUIÇOSO (<a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-preguicosa-parte-1/">Parte 1</a> e <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-preguicosa-parte-2/">Parte 2</a>)</strong> </span></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-corrija-seu-filho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A BOA CORREÇÃO &#8211; PARTE 2</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/a-boa-correcao-parte-2/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/a-boa-correcao-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Jul 2017 15:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Álvaro Negromonte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.catolicosribeiraopreto.com/?p=10332</guid>
		<description><![CDATA[7.º) Oportuna &#8220;Há tempo de calar, e tempo de falar&#8220;, lembra-nos a Bíblia (Ecle 3,7). Como a semente, que parte de nossa mão e se realiza no seio da terra, assim a correção é, o mais das vezes, de iniciativa &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-boa-correcao-parte-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><img class="irc_mi alignright" src="http://www.oitavaigreja.org.br/ministerio-familia/wp-content/blogs.dir/6/files/sites/6/2014/11/Corre%C3%A7%C3%A3o-dos-filhos_oitava-igreja-720x352.jpg" alt="Resultado de imagem para correção filhos" width="361" height="188" />7.º) Oportuna</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Há tempo de calar, e tempo de falar</em>&#8220;, lembra-nos a Bíblia (Ecle 3,7). Como a semente, que parte de nossa mão e se realiza no seio da terra, assim a correção é, o mais das vezes, de iniciativa nossa, mas se completa no educando, por obra sua. E como a semente não pode ser plantada em qualquer época, porque &#8220;<em>há tempo de plantar, e tempo de colher</em>&#8221; (ibd. v.2.), também a correção há de aguardar o momento oportuno. Só a propomos (ou impomos), na esperança de êxito. E este depende do acolhimento que só pode ser favorável, se as circunstâncias também o forem.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Na hora da zanga &#8211; a tendência é mais para repelir que para aceitar qualquer sugestão de emenda. Em presença de pessoas estranhas, de colegas e mesmo de irmãos, quando implica humilhação, também não será nem aceita. Espera-se que a tormenta passe, aborda-se o educando a sós, e, na calma de lado a lado, propõe-se a desejada medida.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> As mães cristãs têm excelente oportunidade quando, depois da oração da noite, vão ver se os filhos estão bem acomodados no leito. Falando em voz mansa e amorosa, sentada à beira da cama, é muito difícil não ser a mãe bem acolhida.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Aguarde-se, pois, o momento oportuno.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Tratando-se de crianças pequenas, não convém protelar muito a correção. Elas esquecem facilmente que cometeram a falta, não estabelecem a necessária ligação entre o erro e a emenda, podem achar injustas as medidas impostas, e então o efeito será contrário.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Em fase desses perigos, podemos recorrer às práticas corretivas sem aludir aos fatos &#8220;esquecidos&#8221;, alcançando os mesmos resultados, sem as contra-indicações.</span><span id="more-10332"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já o dissemos acima, mas uma repetição deste feitio faz sempre bem: exige-se o momento <em>oportuno também para o educador</em>, que só deve agir quando pode revelar, pelo domínio de si, que <em>fala nele a razão, e não a paixão</em>, que procura o bem da criança e não o desabafo da própria cólera.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">8.º) Perseverante</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Da parte da criança, vontade frágil porque ainda em formação, compreende-se que haja desfalecimentos, no constante recomeçar após as faltas. Da parte dos pais, não! Eles hão de querer sempre a correção dos filhos. Sempre &#8211; sincera e decididamente. Paciente, mas obstinadamente. Santa obstinação! Não desanimarão com as recaídas, não se abaterão com os insucessos, não se cansarão com as recomendações das mesmas práticas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Não contarão com resultados fáceis, nem se acovardarão com as dificuldades. Sobretudo, não se resignarão aos defeitos dos filhos; mas lutarão para corrigi-los.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> E não será uma luta episódica, descontínua, mas sistemática, branda e permanente. Não é temporal do verão, mas a chuvinha mipuda e teimosa, que o povo chama &#8220;chiadeira&#8221;, porque umedece o solo em profundidade.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Aquele amor de mãe que não conhece canseiras nem vê sacrifícios, quando se trata da saúde dos filhos, não se há de mostrar menos dedicado e admirável nas restaurações morais.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> O amor ensinará aos pais a serem bondosos até a ternura, mas decididos e persistentes, porque &#8220;<em>quem perseverar até o fim é que será salvo</em>&#8221; (Mt 10,22).</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">9.º) Firme</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É por amor, o bem entendido amor, aquele que quer o bem, que a correção há de ser firme- não frágil nem indulgente, mas segura, decidida e forte.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Observa o grande pedagogo suíço Foerster (&#8220;Instrucion ética de la juventud&#8221;) que a tendência para a condescendência, característica de nossos tempos, é própria de homens fracos, incapazes de suportar as conseqüências de seus atos, e que se justificam procurando evitá-las também nos outros. De fato, a fraqueza dos responsáveis por crianças e adolescentes gerou e multiplica a &#8220;juventude transviada&#8221; e a complacência dos responsáveis pela segurança social impulsiona a maré montante de imoralidades e crimes, que a falta de formação religiosa desencadeou.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Condenando os processos da força, sou, no entanto, pela educação forte. A tolerância com os defeitos da crianças leva-as muitas vezes ao crime. E a tolerância com os crimes multiplica os criminosos e agrava os delitos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> A indulgência, ao contrário do que pensam os superficiais, é prejudicial ao educando. Os que a defendem para a primeira falta, guardam a energia para as outras, tão certos estão de que elas virão. Quando mais lógico é ser firme logo que o mal aparece, para evitar que prossiga. &#8220;<em>A cobra se mata na cabeça</em>&#8220;, diz a sabedoria popular. Um tratamento adequado na primeira falta evitará provavelmente a segunda. Isto está na lógica da correção e na psicologia do faltoso.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; Na <em>lógica da correção</em>, porque, ao menos quando se trata de lei moral violada, a expiação é exigência indeclinável. Em materia de Moral, ninguém pode ser tolerante, pois todos lhe estamos igualmente sujeitos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; Na <em>psicologia do educando</em>, porque se ele associar à primeira falta uma reação desagradável, ficará inclinado a evitá-la; ao passo que, se nenhuma corrigenda lhe foi exigida, é provável que se sinta estimulado a prosseguir no erro.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; Podemos também confundir a criança: ela pensava ter feito realmente um ato mau, esperava reação dos pais, e estes nem ligaram&#8230; Então, o ato não é tão mau, pois ninguém ignora que as atitudes dos pais são para os filhos pequenos o critério do bem e do mal. E está aberto o caminho às reincidências&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Porque queremos a correção de todos &#8211; menores e adultos &#8211; é que reclamamos antes firmeza que indulgência. Esta é geralmente tomada como fraqueza, e nada impressiona tão negativamente as crianças e jovens como a autoridade fraca.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Lembremos finalmente que firmeza não significa rudeza, mas requer a compreensão da criança e a bondade de modos, também necessárias, como já ficou acentuado.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">10.º) Curta</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As correções muito longas são antes castigos. Na verdade, cansam as crianças, dão-lhes a impressão de injustiças, sendo repelidas &#8211; e não produzem efeito, ou o produzem contrário. Certas medidas são mais punitivas que educativas: &#8211; um mês sem sair de casa, uma semana tomando as refeições a sós, etc.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Pecam, sobretudo, por tirarem o estímulo à melhora. Se provocarmos desânimo em vez de coragem, não estaremos impulsionando a criança para a perfeição.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Para ajudar na formação de bons hábitos, mais valem medidas mais freqüentes, embora de curta duração. Não, porém, tão rápidas que não dêem para sentir o erro, e nem tão longas que façam esquecer a ligação com a falta, gerando irritação, que é contraproducente.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Cumprindo com facilidade o que lhe sugerimos, sem se cansar, mas até sentindo que era capaz de fazer mais, a criança aceitará com amor o trabalho de corrigir-se, <em>estimulada</em> a novas tarefas, quando necessário. Isto é vital para a correção.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">11.º) Esquecida</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tanto mais a criança recai, tanto maior necessidade tem de ajuda. recai porque a tendência lhe é muito forte, ou a vontade ainda muito fraca. Não consegue andar sozinha: precisa de nossa mão. Se, estendendo-lhe a mão, a empurrarmos, ela cairá mais depressa; se a magoarmos, ela receará nossa ajuda; se a irritar-mos, ela nos fugirá. Tanto mais freqüentes as recaídas, tanto mais ela deve ser estimulada.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Ora, nada é tão desestimulante como lembrarmos as faltas cometidas, o número de vezes que propusemos emenda, e o pouco fruto colhido.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Cuidaremos de cada falta como se fosse a primeira. Se a criança multiplica as faltas ou retarda a emenda mais do que seria de esperar, tomaremos as necessárias medidas, sem contudo &#8220;<em>amontoar brasas sobre a sua cabeça</em>&#8221; (Prov 25,22).</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Humilhada com as nossas alegações, ela virá talvez a concluir que não se corrige mesmo, que é inútil lutar, caindo no desânimo que dificultará, se não impossibilitar, o almejado fim.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Devendo acompanhar a vida moral da criança, o educador não lhe pode esquecer as faltas nem os esforços para corrigir-se, mas <em>não lhe dará a entender que guarda essas lembranças,</em> não lhe  falará do passado, dando a impressão de <em>que o que passou está esquecido</em>.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> E agirá em função desse &#8220;esquecimento&#8221;, a menos que o passado se ligue diretamente com o problema do momento.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Muito se aborrecem os educandos com a recapitulação de suas faltas, feita cada vez que vão ser corrigidos. É natural: sentem-se envergonhadas. Os que julgam contribuir assim para emendá-los esquecem a força pedagógica do otimismo. E não pesam quando diminui com isso a confiança das crianças. E quando a confiança dimunui, aumentam as dificuldades da educação. Bem haja o educador que sabe manter a confiança das crianças tanto nele quanto em si mesmas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">12.º) Cristã</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É uma só, mas é infinita a diferença entre o pagão e o cristão: &#8211; este é batizado. Assim é também a educação. A cristã faz tudo o que faz a leiga, e contam além disso, com a graça de Deus. A leiga se vale de todos os meios naturais e leva a criança até onde lhe permite a força humana; a cristã continua a subida, amparada nos meios que Cristo ensinou e instituiu para elevar o homem acima de si mesmo e conduzi-lo à perfeição. A educação cristã não contradita a leiga, mas a ultrapassa.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> A correção cristã contém elementos que a leiga ignora&#8230; quando queremos ensinar a virtude &#8211; a mortificação, a paciência, a justiça, a prudência, a fortaleza, a ajuda fraterna, o respeito à lei e às autoridades, a pureza, a dedicação filial &#8211; lá está  o Cristo, vivo, integral, perfeito.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> E não é para nós apenas um exemplo: é a força que nos ajuda, é  o estímulo da recompensa que não faltará, é o Senhor onipotente que nos pode alimentar no deserto (Mt 14,15-20), salvar do naufrágio (Mt 8,24-26), libertar do demônio (Mt 12,22).</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; Temos o recurso à <em>oração</em>, que os naturalistas ignoram.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Temos a total <em>confiança em Cristo</em>, que só os que a experimentam sabem quanto é boa e poderosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Temos o <em>exercício da presença de Deus</em>, que está em toda parte, &#8220;<em>que sonda os rins e o coração</em>&#8221; (Sl 7,10), que nos detém em face do pecado, como a José (Cf. Gên 17,1), que nos convida permanentemente à perfeição (Cf. Gên 17,1), e cujo temor é o começo da virtude (Cf. Sl 110,10).</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; Temos o <em>exame de consciência</em>, poderoso elemento do conhecimento de si próprio, sonda que penetra até o fundo das intenções, luz que ilumina o nosso íntimo e nos mostra as causas e raízes de nossos atos e os nossos móveis mais secretos, e que nenhum educador deve dispensar, para si e nos educandos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; Nós católicos temos o <em>contato vital com a Santa Madre Igreja</em>, com o culto vitalizante da <em>Santa Missa</em>, com a força eficaz dos <em>Sacramentos</em>.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Tudo isso eleva e doura a correção que propomos. Tudo serena e se facilita, quando falamos em amor de Deus, para alegrar a Cristo, para não &#8220;<em>crucificar de novo o Filho de Deus</em>&#8221; (Heb 6,6).</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> O sobrenatural não tem lugar à parte em nossa pedagogia: como o sangue, ele se difunde em todo o organismo; como a alma no corpo, ele está todo na educação cristã e todo em qualquer parte dela. Só nos que o utilizamos sabemos quanto vale. Entre nós, melhor o sabem aqueles que não o conheciam, mas se converteram e o empregam, penalizados do tempo em que o não usaram, jubilosos das maravilhas que produz.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Feliz o que baseia a vida e a educação dos filhos no sobrenatural. Por grandes que sejam as dificuldades, são sempre menores que as dos outros, e maiores os frutos. &#8220;<em>Receberá o cêntuplo e terá a vida eterna</em>&#8221; (Mt. 19,29).</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Estabelecer princípios</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Talvez tenha ficado longa a exposição, e isto dê a impressão de que é difícil a correção dos filhos. Na verdade, tudo isto é conseguido harmonicamente. Fizemos trabalho de análise. É como o andar: fôssemos explicar o mecanismo da nossa marcha, dificilmente daríamos um passo &#8211; contraia tais músculos, distenda outros, firme um dos pés quando levanta o outro, assegure melhor o equilíbrio adiantando o braço direito quando adianta o pé esquerdo&#8230; Por felicidade não se faz assim: anda-se simplesmente, e se faz tudo aquilo, sem o perceber&#8230; Assim é com a boa educação.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Mas, para facilitar um trabalho de unidade, reduzimos tudo a poucos princípios, que não demandem sequer explicações:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> 1) Saber o que quer: fazer amar e procurar o ideal.</span><br />
<span style="color: #000000;"> 2) Querer com firmeza e continuidade.</span><br />
<span style="color: #000000;"> 3) Ver tudo, dissimular muito, corrigir o necessário. (o termo <em>dissimular</em> na frase, entenda-se como : fazer vista grossa sobre, deixar passar)</span><br />
<span style="color: #000000;"> 4) Ir  às raízes das faltas.</span><br />
<span style="color: #000000;"> 5) Manter a visão do conjunto.</span><br />
<span style="color: #000000;"> 6) Assegurar a confiança das crianças.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Modos de corrigir</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nossa preocupação é levar a criança a praticar a virtude, a <em>fazer bem o que fez mal</em>, evitar a falta cometida, tudo na proporção de suas possibilidades pessoais. Para isto aproveitamos as próprias conseqüências naturais da falta, quando estas se prestam ao aproveitamento pedagógico ou empregamos outros meios proporcionados.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> No primeiro caso, as aplicações são variadas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; <em>Algumas, inócuas</em>: a criança adoece quando come chocolate; mas continua a comê-lo sempre que se lhe oferece ocasião. Não tem força de vontade para resistir.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; <em>Outras irritantes, humilhantes, prejudicias, vergonhosas</em> até para os pais&#8230; a menina remanchona, que não está pronta à hora da saída para o passeio, não vai passear; o mentiroso não será mais acreditado; e noutras: quem rasgou, por estouvamento, o vestido novo, usá-lo-á remendado; quem estragou o caderno à toa, fica sem caderno.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; <em>Outras, realmente proveitosas</em>: a criança que se queimou, mexendo no aquecedor; a que se feriu com os modos estouvados de brincar; a que foi expulsa do jogo pelos colegas, porque perturbava, etc.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> No segundo caso, são muito conhecidos os modos de correção, Vejamos.</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"> 1) Advertências</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Muito úteis, porque previnem a queda: sempre melhor que remediá-las, sobretudo na infância. Justas, oportunas, rápidas, dão bons resultados. (Ver: Jo. 13,8 ; Mt. 26,41)</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"> 2) Censuras</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"> São necessárias, para formação do critério moral das crianças &#8230; Não sendo censuradas pelo mal que fizeram, podem reputá-lo indiferente ou bom. Também elas serão, como as advertências, justas, breves, oportunas, e feitas com seriedade, a qual lhes é necessária, mesmo quando forem enérgicas. (Ver: Mt. 26,40 ; Mt. 8,26 ; Mt. 14,31 e Lc. 24,26).</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"> 3) Elogios</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Superiores à censura, preferíveis portanto. Esta por melhor a façamos, é sempre restritiva e deprimente, ao passo que o homem precisa de estímulos para a virtude, pois, em geral, são poucos os nossos impulsos para ela. Enganam-se os que temem formentar a vaidade, com elogios. Desde que justas e moderadas, que visem ao esforço (e não a qualidades naturais, dons gratuitos de Deus), e que despertam entusiasmo para o bem, confiança em si e amor ao ideal, antes importa usá-los que temê-los.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Também Cristo os empregou em sua pedagogia, (Ver: Mt. 8,10 ; Mt. 25,23)</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Sempre que o educando se esforça (mesmo que não alcance o êxito desejado), é digno de encômio. Principalmente quando está interessado em emendar-se: elogiemo-lo, mesmo quando ele consegue  apenas diminuir faltas, pois já é progresso.</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"> 4) Recompensas</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Como tudo que estimula e desperta energias para o bem, são as recompensas elemento valioso na educação. O seu fim é realçar o valor do ato praticado e favorecer a sua repetição. Não somente podem, mas até devem ser outorgadas, dede que:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; contribuam para dar ao educando consciência da obra que praticou, inclinando-o assim a repeti-la;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; levem ao gosto íntimo do dever;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; ajudem a vencer os obstáculos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Para isto, procuremos evitar:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; <em>recompensas que favoreçam as más tendências</em>: mão dar gulodices aos gulosos, enfeites ás vaidosoas, dinheiro aos esbanjadores, etc.;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; <em>prometê-las com freqüências</em> &#8211; porque assim perderão a finalidade, e até a subverterão, levando a criança a trabalhar antes pelo prêmio prometido que pelo cumprimento do dever;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; <em>dá-las com muita freqüência</em>, não só porque isto a banalisa como também porque a criança perde de vista o amor ao dever, passa a trabalhar pela recompensa, e pode até desanimar quando não a receber.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Como gostamos de elogios e presentes, muito se alegram com eles os educandos. E qualquer coisa os contenta, desde que não estejam viciados. De acordo porém, com a finalidade pedagógica, procuremos os que melhor se adaptam ás tendências de cada um &#8211; afetuosos, honoríficos, instrutivos, artísticos, lucrativos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Às vezes, o que alegra a um, deixa indiferente ou decepcionado a outro. É necessário que a recompensa contente, porque despertando otimismo, ajuda e favorece no caminho do dever&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para que a criança queira corrigir-se é preciso que:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <span style="text-decoration: underline;"><em>saiba que tem defeitos</em></span> &#8211; o que ela facilmente concede, porque todos neste mundo os têm;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; <span style="text-decoration: underline;"><em>saiba que tem tal defeito</em></span> &#8211; o que é um pouco mais difícil, porque supõe o conhecimento de si e a humildade (que raro procuramos infundir nos educandos);</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; <span style="text-decoration: underline;"><em>reconheça que cometeu a falta</em></span> &#8211; pois nada há mais revoltante para a criança e sobretudo para o adolescente do que ver-lhe imputada uma falta que não cometeu ou não reconhece como falta;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; <span style="text-decoration: underline;">esteja intimamente naquelas <em>disposições de penitência</em></span>, a que acabamos de referir-nos;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; <span style="text-decoration: underline;"><em>aceite a nossa ajuda</em></span>.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Tudo isto supõe o trabalho educativo lento, indireto às vezes, paciente, dirigido à inteligência e à vontade do educando. Nem sempre é fácil convencê-lo de que errou: ele se coloca numa posição emocional, e não consegue enxergar o que lhe apontamos de nosso ângulo lógico. Então, é preciso que o compreendamos, para que ele nos compreenda.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Quando alguns pais acusam o filho de &#8220;não querer nada&#8221;, se este não é um anormal, a culpa é deles:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; não o preparam desde cedo;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; contentaram-se com castigos (em vez da correção);</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; não o levaram a conhecer-se;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; nunca lhe pediram uma atitude interior;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; nunca o mandaram examinar a consciência em face de Deus;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; não lhe disseram as conseqüências de seu defeito;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; nem lhe deram os motivos profundos para emendar-se.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Não é com gritos, humilhações e castigos que levamos alguém a querer o que queremos&#8230;</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Evitar a correção</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por positivo que seja o trabalho da correção, no fundo ele é negativo: houve uma falta a emendar&#8230; Inteiramente positivo seria evitar a necessidade da correção. Se isto é ilusório, porque &#8220;<em>os sentimentos e os pensamentos do coração humano são inclinados para o mal desde a infância</em>&#8221; (Gên 8,21), é possível, contudo reduzi-la ao mínimo. É o que consegue a sólida formação da vontade, ajudada pela disciplina preventiva.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Isto é toda a educação, e não cabe neste fim de capítulo. Aqui desejamos apenas deixar aos pais cuidadosos a esperança, e dar-lhes alguns marcos que os possam orientar nessa jornada.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Cultivar virtudes</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na terra virgem da alma infantil as vitudes medrarão mais facilmente. Trabalho agradável e produtivo, ele poupará as dificuldades da correção. À medida que a boa semente germinar, o joio que o inimigo lançar brotará sem seiva, mais pronto a mirrar-se que a afogar o trigo. Para estimular virtudes, os pais encorajarão os esforços, habituando a criança à fortaleza e à generosidade espiritual, preparando-a para as vitórias contra as paixões, o ambiente e o demônio.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Começar cedo</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como as más tendências despontam muito cedo, é preciso madrugar com a educação para a virtude. Diga a palavra que alarma os leigos: educação para a santidade. Antes mesmo que a criança revele tendências particulares, já devem ter sido canalizadas no sentido da virtude aquelas que constituem a natureza e a herança de toda a humanidade.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Cuidem os pais:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; não fechem os olhos às manifestações da alma infantil, a pretexto de que é muito criança ainda;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; não temam ser exigentes e enérgicos;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; não se contentem com corretivos superficiais;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; não capitulem ante a pressão de avós e tios que brincam com a criança como a criança brinca com a boneca;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; não pensem em recuperar depois o tempo perdido: o melhor é não perder tempo!;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; tenham pressa e firmeza em &#8220;<em>ocupar todo o terreno</em>&#8221; (F.Gay), a fim de que, quando os vícios quiserem instalar-se, não encontrem lugar.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Educar para a liberdade</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Amanhã, essa criança inevitavelmente se libertará do nosso jugo, e será dona de si mesma. O essencial é prepará-la para fazer o bem por si, quando não tiver mais nossa tutela. Para isto deve <em>saber usar bem da sua liberdade.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Quem conseguir essa aprendizagem, educou, deu o gosto do bem, fez procurar a correção&#8230; cuidem os pais de dar aos filhos esse gosto íntimo da liberdade e essa capacidade de usá-la para o bem. Na medida em que o conseguirem, evitarão a necessidade de corrigi-los.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Organizar a vida da criança</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enquadrada em atos regulares e dirigida por uns <em>poucos princípios fundamentais</em>, terá a criança enome facilidade para evitar faltas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> A organização dos atos pertence mais à mãe: faz parte do bom governo da casa. Ela:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; adestra a criança desde cedo;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; exige-lhe esforços na idade escolar;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; ensina o adolescente a dominar-se;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; orienta: a criança já sabe o que fazer, como fazer;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; cria hábitos;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; não deixa ninguém ao léu, desperdiçando tempo e energia, cedendo à ociosidade e à anarquia;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; mas dá a todos possibilidade de usar a própria inteligência e exercitar as forças musculares, expandindo-se normalmente, sem as repressões que a correção acarreta, por melhor que seja.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Os princípios serão poucos, mas fundamentais: marcos para a vida. Normas simples e claras, mil vezes repetidas no lar, mais em conversas do que intencionalmente, que nortearão as ações agora ou no alto mar da vida. A forma positiva é sempre preferível: é melhor sabermos o que devemos fazer &#8211; e o que não devemos  fazer vem como conseqüência. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Corrija o seu filho</em> – Pe. Álvaro Negromonte</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/a-boa-correcao-parte-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A BOA CORREÇÃO &#8211; PARTE 1</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/a-boa-correcao-parte-1/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/a-boa-correcao-parte-1/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Jul 2017 15:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Álvaro Negromonte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.catolicosribeiraopreto.com/?p=10329</guid>
		<description><![CDATA[Além de conhecerem os filhos, devem os pais saber como agir, a fim de alcançarem os desejados efeitos. Não bastam boas intenções. A correção tem normas e técnicas. Sem isto, poderá ser contraproducente. Vejamos qual deve ser a boa correção. &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-boa-correcao-parte-1/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi alignright" src="https://i2.wp.com/ojudoca.com.br/wp-content/uploads/2016/03/Pai_exigente2.jpg?fit=640%2C446&amp;resize=350%2C200" alt="Resultado de imagem para corrigir filhos" width="350" height="200" />Além de conhecerem os filhos, devem os pais saber como agir, a fim de alcançarem os desejados efeitos. Não bastam boas intenções. A correção tem normas e técnicas. Sem isto, poderá ser contraproducente. Vejamos qual deve ser a boa correção. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>1.º) Rara</strong> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O educador deve ver tudo, dissimular muito, corrigir quando necessário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Ver tudo, para conhecer bem a crianças, não se deixar surpreender, nem passar por tolo aos olhos das próprias crianças. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Dissimular muito, porque muitas faltas não têm realmente importância, umas são próprias da idade e passam com ela, outras as próprias crianças notam e, quando estão sendo educadas, tratam de emendar por si. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Corrigir quando necessário, porque a correção demasiada é prejudicial à educação. Quando muito freqüente, ela:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">* perde o salutar efeito de inspirar desgosto à falta cometida, com o conseqüente desejo de emenda;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">* enfraquece a autoridade do educador, ao invés de reforçá-la, como o faz, desde que seja rara;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">* insensibiliza a criança, que já não acode às advertências, pela própria impossibilidade de fazê-lo;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">* pode mesmo ser contraproducente, tornando-se irritante &#8211; e nas poucas recomendações que fez São Paulo sobre a educação dos filhos pediu que não os irritassem (Ef. 5,4). </span><br />
<span id="more-10329"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Premidas por uma disciplina muito estreita, censuradas a cada instante, derivam as crianças para a falta de brio ou para uma situação emocional angustiante, que terminará levando-as ao consultório médico. É pena que muitos pais, precisamente entre os mais zelosos e bem intencionados, insistam, mesmo quando reconhecem que não adiantam suas intervenções, e que até pioram a situação. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dir-se-ia que o fazem mais em satisfação à própria consciência (mal orientada) que para o bem do filho. Alguns até se aborrecem, quando lhes pdimos para não intervirem. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>2.º) Justa</strong> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há de corresponder a uma falta. O senso de justiça é geralmente muito vivo nas crianças, e elas repelem, magoadas, as correções injustas e as suportam, revoltadas, ainda que se trate de simples advertência. Se as repelem, mesmo que seja apenas interiormente, já elas não produzirão os procurados efeitos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando, por si mesma, a criança percebe que errou e decide retificar-se, a interverção dos pais será apenas para apoiá-la e estimulá-la no seu propósito. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>3.º) Amorosa</strong> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como toda a educação, a correção é obra do amor. Quando reveste aspectos muito asperos, há de ser (e parecer) tão dolorosa a quem a aplica quanto a quem a recebe &#8211; como certos tratamentos médicos que somos obrigados a fazer das crianças, sabe Deus com que dores no coração. Em qualquer caso, ela revelará sempre o cumprimento de um dever, a preocupação de fazer bem, manifestação do amor. Para isto, ela será: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">* <em>calma</em>: o educador, no perfeito domínio de si, moderado nas palavras, nos gestos e no olhar, para que não lhe saia obra de cólera o que só deve ser obra de amor, lembrando de que &#8220;só <em>a razão tem o direito de corrigir</em>&#8220;, como disse Fenelon, e que quem se deixa levar pelas paixões está mais precisado de impor a correção a si do que aos outros; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">* <em>bondosa</em>: não a imporemos jamais porque fomos <em>nós</em> desobedecidos, mas porque <em>a criança a requer</em>; não lhe daremos o aspecto de vingança ou desforra, mas de expiação da ordem violada; nunca por motivos nossos, mas pelos interesses da criança e pela manutenção da moral. Por isso, evitaremos as zombarias e humilhações, que mais servem para irritar e endurecer que para mover as crianças e sobretudo a mudarem de vida. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">4.º) Profunda</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Só é eficaz a correção que vai à raiz das faltas. Não basta ver que a criança furtou: é preciso ver por que furtou. Como não basta obrigá-la a restituir o objeto furtado: é preciso remover o móvel do furto. Diga-se o mesmo dos outros defeitos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há faltas isoladas, fruto de meras ocasiões, acidentais portanto: para essas bastam as correções superficiais. Mas há também as que correspondem tendências profundas: se não lhes formos à raiz, ficaremos a limpar permanentemente o terreno, na certeza de que novos frutos cairão na primeira oportunidade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É possível que, à força de insistências, de extrema vigilância e até de castigos haja uma aparência de melhora: &#8211; a criança <em>submeteu-se, mas não se corrigiu</em>, porque a tendência não foi atingida e espera apenas o momento de manifestar-se de novo. Ou também acontece que, reprimida assim numa falta, ela se compensa noutra, às vezes pior do que a primeira&#8230; </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">5.º) Proporcionada </span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tenhamos o máximo cuidado de fazer que a maneira de corrigir uma falta seja a que melhor permita ao educando ver as funestas conseqüências morais, naturais ou sociais do seu ato. Só assim lhe facilitaremos compreender o próprio erro e querer emendá-lo, formando-lhe o senso moral e a vontade de ser bom. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para isto a correção deve ser proporcionada à idade, à pessoa, à falta. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">* <em>À idade</em> &#8211; Nos pequeninos, na medida em que a vida dos sentidos prevalecer, haverá mais um adestramento, com afirmações simples e categóricas, que visam à formação de hábitos e à impregnação do subconsciente. É preciso atingir-lhes a sensibilidade, uma vez que não se lhes pode apelar ainda para a compreensão. Não lhes satisfazer os caprichos, não ceder a suas insistências e lágrimas, não lhe alimentar as más tendências que se manifestam (gula, teimosia, egoísmo, cólera). E procurar encaminhá-los, de modo positivo, por atos que facilitem hábitos bons. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com o desenvolvimento da inteligência e da vontade, as preocupações vão passando paulatinamente por este terreno. Apela-se para a compreensão, a começar dos motivos mais simples, com tarefas que lhes vão dando o domínio consciente de si, que lhes toquem os gostos ou a liberdade, com ocupações úteis referentes ao que deviam ter feito ou que realizaram mal. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se a educação tiver normal desenvolvimento, o adolescente já poderá ser chamado totalmente à razão, cabendo-nos apenas ajudá-lo no autogoverno, pois as paixões o seduzem com especial energia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">* <em>À pessoa</em> &#8211; Erro comum entre os pais é tratarem os filhos do mesmo modo. Em casos de fracasso, ouvimos com freqüência a queixa: &#8220;Eduquei todos do mesmo modo, e são tão diferentes&#8230;&#8221; Cada qual deve ser educado de acordo com suas características. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Se duas filhas têm tipos físicos diversos &#8211; uma gorduchinha e baixa, outra magra e pernalta &#8211; não ocorrerá certamente à mãe vesti-las com o mesmo manequim, só por serem irmãs. Maiores são as diferenças de espírito e caráter, igualmente visíveis a olho nu. Tratá-las nos mesmos moldes não é tão ridículo, porém é muito prejudicial. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Imaginem o médico que desse a todas as crianças de sua clínica a mesma receita, alegando que estão na mesma enfermaria, e ele deve tratar a<em> todas do mesmo modo</em>&#8230; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É pena que os erros pedagógicos não gritem com a mesma força. Uma errada noção de justiça leva certos educadores a tratarem <em>do mesmo modo</em> todos os educandos. Temem talvez a perda da parcialidade. Fogem às explicações que a diferença de tratamento exige. E prejudicam assim a formação das crianças, pois cada uma delas há de ser conduzidas ao <em>mesmo fim</em> mas<em> por</em> <em>caminhos diferentes</em>. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">* <em>À falta</em> &#8211; As faltas são mais ou menos graves, conforme o preceito que violam e as circunstâncias em que foram cometidas. Quem mente por vaidade ou em defesa, e quem mente calculadamente para caluniar; quem tira a bola do colega, arrastado pelo desejo de ter uma bola, e quem quebra a boneca da irmã por inveja; quem deixa cair o relógio por decuido, e quem o joga no chão por desaforo&#8230; Têm todos uma falta a corrigir mas em graus muito diferentes. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tanto mais grave a falta, tanto mais cuidadosa a correção. Não percamos de vista o sentido de expiação que ela tem, nem a preocupação de ir às causas, que há de animar o educador e o educando. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ainda há pais que revelam as desonestidades dos filhos, mas os punem severamente porque quebraram um prato. É porque, infelizmente, muitos pensam mais em castigar que em corrigir. Outros não se importariam com a falta em si, mas se horrorizam com a mera possibilidade de chegar ao conhecimento dos vizinhos&#8230; </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">6.º) Contrária à falta </span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cuide o preguiçoso de cumprir bem os deveres realizados sem protelação o seu trabalho de cada dia. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A menina desarrumada será encarregada de arrumar a casa, tomando consciência do dever a cumprir e do cuidado de fazê-lo bem feito, para a íntima satisfação (e, nos cristãos, para a glória de Deus).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; O egoísta será orientado para a ajuda fraterna em todos os terrenos, principalmente naquele em que mais carecido se revela.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; O mentiroso, que impuser a si mesmo a humilhação de retificar-se, logo perderá o apetite mítico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Cura-se mais facilmente o agitado que treinar imobilidades e silêncios <em>voluntários</em> ou compreendidos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; pede-se aos negligentes o trabalho bem feito, a caligrafia caprichada, etc. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não julguemos, porém, sejam essas umas fórmulas mágicas que resolvam tudo, rapidamente e que, quando não resolverem, o caso é irremediável. Não há fórmulas mágicas em educação. As soluções rápidas são pedidas em geral pelos que &#8220;não têm tempo a perder com os filhos&#8221;, e por isso perdem os filhos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Finalmente, se a falta é apenas um sintoma, não é combatendo o sintoma que se cura um mal, mas indo-lhe à raiz &#8211; como há ficou acentuado. E se a raiz não for atingida, desesperam os educadores superficiais&#8230; e não se corrige a criança&#8230; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Joseph Durr (&#8220;L&#8217;Art des arts&#8221;) tem a propósito uma página sem grande vôo, mas útil, por isso mesmo, ao educador comum. Ele aconselha que à criança gulosa ou preguiçosa se imponham exercícios físicos, trabalho regular e bem feito; à agitada de dê um regime firme, que lhe exija ordem e pontualidade: à trabalhadora e ambiciosa, inclinada a dominar, oferem-se ocasiões de moderação, doçura e paciência; à tímida ministrem-se como antídoto, exercícios físicos, trabalhos de jardinagem e mercearia, etc., cultivando-se-lhe a iniciativa e a confiança em si. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como vemos, freqüentemente a criança nem sabe que está sendo corrigida&#8230; O remédio é levado insensivelmente à causa do mal. Em certos casos é mesmo necessário que as nossas intenções não apareçam.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Corrija o seu filho</em> – Pe. Álvaro Negromonte</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/a-boa-correcao-parte-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>COMO EDUCAR A CRIANÇA PREGUIÇOSA – PARTE 2</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-preguicosa-parte-2/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-preguicosa-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2016 15:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Álvaro Negromonte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=6266</guid>
		<description><![CDATA[Lentidão 1 – Se há crianças (e adultos&#8230;) que remancham propositadamente, há também as que são naturalmente lentas. Às vezes, em tudo; outras, só nas atividades físicas, pois são vivazes e rápidas nas mentais. &#8211; Pais e mestres (mal aparelhados) se &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-preguicosa-parte-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong><em><img class=" alignleft" src="http://br.guiainfantil.com/uploads/educacao/o-mtodo-japons-contra-preguia-crianas_A.jpg" alt="" width="335" height="158" />Lentidão</em></strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1 – Se há crianças (e adultos&#8230;) que remancham propositadamente, há também as que são naturalmente lentas. Às vezes, em tudo; outras, só nas atividades físicas, pois são vivazes e rápidas nas mentais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Pais e mestres (mal aparelhados) se irritam com elas e <em>lhe dificultam a vida</em> com exigências, prazos marcados para o término das tarefas, comparações odiosas com irmãos ou colegas rápidos, complexando as que assim procedem sem culpa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Quando, além disto, os pais são vaidosos, ai dos filhos lentos! Enquanto uns medíocres de inteligência, mas vivazes, são elogiados como “brilhantes” e “de futuro”, outros, na verdade mais inteligentes, refletidos, e realmente de futuro (como os fatos mostrarão) são postergados ou mesmo injuriados. O menos que lhes chamam é de lesmas&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2 – Se a lentidão é propositada, enquadrar-se-á nas causas já expostas, e receberá o tratamento indicado. Se é natural, pouco conseguirão os pais que desejarem quantidade, mas conseguirão os pais que desejarem qualidade. Dou a dois datilógrafos o mesmo trabalho: o primeiro o faz em 40 minutos, cheio de imperfeições que obrigam a reescrevê-lo; o outro gasta uma hora, e o serviço é irrepreensível. Qual é o lento? Qual o preferível? Claro que o ideal será o rápido e perfeito; mas é também muito mais raro&#8230;</span><span id="more-6266"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Mau exemplo</span></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Muitas coisas, portanto, parecem, mas não são preguiça. Mas há crianças preguiçosas&#8230; por causa dos pais! A intenção não era esta, mas foi este o resultado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É “por amor” para com o “filhinho do papai” que:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; lhe dão tudo à mão;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; mandam a empregada arrumar tudo quanto ele desarruma;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; criam-no sem o menor hábito de trabalho;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; deixam-no até os oito e dez anos sem saber atar os sapatos, ou pentear os cabelos, etc., etc., etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; e se admiram de que a “belezinha da mamãe” seja um dos “dez mais” preguiçosos do bairro ou da cidade.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Escusam-se certas mães que assim procedem, alegando que “felizmente estão em condições de pagar empregadas para o filho” – como vezes sem conta, com profundo desgosto, tenho ouvido. Quem assim “educa” não se deve espantar de que ao filho, crescido na ociosidade, repugne qualquer espécie de trabalho. Também ao novilho indômito repugna o jugo e a charrua, e ninguém o chamará de preguiçoso.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Se a atitude dos adultos que cercam a criança não é de dedicação, mas de fuga ao trabalho, se as suas máximas são de elogio ao “dolce farniente”, se o ideal é enriquecer para não trabalhar; se invejam os que nada fazem – por que estranham se os filhos pensam e&#8230; agem assim? “Filho de fato é gatinho”: filho de preguiçoso&#8230; É a hereditariedade&#8230;pelo exemplo!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>E não se castiga?</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Relembro a distinção entre castigo e correção. Ao educador (como ao educando) não é o castigo que interessa, é a correção. O que importa é <em>conseguir que o menor alcance disposição para o trabalho</em>. Não é por castigos que o conseguiremos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem já não sente atrativo para o trabalho ainda menos o sentirá se associar sua idéia à de castigo. Quanto mais me impuserem tarefas desagradáveis, mais repugnâncias lhes votarei.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há, no entanto, &#8220;castigos&#8221; que podem e devem ser impostos, em vista de seu caráter natural. Passeio, festa, certas gulosiemas (refrigerantes, balas, etc.) são regalos que se negarão a quem não fez por merecê-los.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É tão arraigada na maioria dos pais a tendência a punir que repito: só os preguiçosos, e em último recurso, receberão esses castigos; os doentes precisam de remédios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>Atitudes gerais</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O verdadeiro educador verá no trabalho o mais importante meio educativo natural. O educador cristão, que dá alto lugar aos meios sobrenaturais (oração, sacramentos, amor de Deus, estado de graça, cuidados de santificação), sabe que não há santidade sem sólidos fundamentos humanos, como não há construção duradoura sem alicerces seguros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Do ponto de vista da higiene física e mental, o trabalho condiciona o desevolvimento harmônico das faculdades e energias necessárias à vida</em>, sem falar da situação econômica, à qual também é ele indispensável, trate-se de pobres ou de biliardários.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>Que devem fazer os pais?</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nunca é cedo demais para começar. Muitos trabalhos pode a criança fazer desde pequenina:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; guardar os brinquedos e apanhá-los para jogar;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; deixar nos lugares próprios roupas e calçados que tirar;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; cuidar dos seus livros, etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A medida em que cresce, irá aprendendo a bastar-se, atendendo no que lhe é possível às próprias necessidades, como limpar os sapatos, etc. As meninas se encarregarão oportunamente de:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; fazer suas camas;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; arrumas suas roupas;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; varrer o quarto de dormir;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; ajudar na copa e cozinha;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; iniciar-se nas costuras domésticas;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; ajudar a cuidar dos irmãos menores, etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os meninos vão a compras, ajudam no jardim, dedicam-se a trabalhos manuais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>Fazer amar o trabalho</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não com preleções, que a criança desadoram. Mas com meios eficientes, que não faltam.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Os pequeninos podem <em>associar o trabalho ao jogo</em>, de maneira que farão o que devem, sem distinguir os limites entre a brincadeira e o dever. Assim este lhes irá deixando no espírito reflexos agradáveis.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Proporcionar <em>condições favoráveis</em>: local apropriado à tarefa, duração compatível com as condições do sujeito, trabalhos agradáveis (aos quais se irão juntando pouco a pouco aos menos aceitos) e de acordo com o temperamento, as circunstâncias de saúde ou de educação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>Despertar interesse</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando a criança não oferece boa disposição para o trabalho, é preciso despertá-la. Oferecer ocasião para vitórias fáceis, com resultados tangíveis: isto encoraja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; estabelecer discretas emulações, descobrindo o que mais a estimule: há quem se anime por motivos ideais, quem pelo amor-próprio e quem por vantagens extrínsecas &#8211; cabendo ao educador descobrir o ponto sensível e aproveitá-lo pedagogicamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Colocar os menos dispostos entre companheiros laboriosos é de bom efeito, desde que não se estabeleça comparaçõa, que tornaria odiosa a companhia. A própria criança perceberá a diferença, e reagirá, por brio&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Nada mais justo do que a recompensa ao esforço. Dêem-na, quando as crianças a merecerem. Não a prometam, ou só o façam em casos raros. Não transformem em &#8220;suborno&#8221; tão valiosa medida pedagógica. Que ela venha como espontaneamente: &#8220;<em>Muito bem. Você fez um excelente esforço. Quero dar-lhe uma recompensa extraordinária</em>&#8221; &#8211; e diga o que é, mas sublime bem o &#8220;extraordinário&#8221;, mesmo sem chamar diretamente a atenção para isto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Outra maneira de estimular é apresentar o trabalho realizado aos amigos e visitas: um discreto louvor é ótimo reconfortante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Pedir mais</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como a vida, a educação sobe ou declina. Iremos sempre pedindo mais eforços à criança: a idade aumenta, as possibilidades se desenvolvem, a capacidade se amplia &#8211; e é preciso que ela <em>produza mais e melhor</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A suma preocupação do educador é formar o caráter: domínio de si, noção de responsabilidade, amor ao dever, buca da perfeição. O trabalho dos menores visa antes à formação moral que ao rendimento econômico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; No começo, contentar-nos-emos com a limpeza, a constância, o respeito ao tempo previsto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Mas apelaremos para <em>esforços gradualmente</em> mais sérios, que produzam mais em qualidade e sobretudo em qualidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>Motivar bem</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vários são os motivos pelos quais devemos trabalhar:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Deus o quer;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Cristo nos deu o exemplo;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; o que fizeram os Santos e os sábios;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; as exigências sociais, a necessidade, os reclamos da saúde física ou mental, etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; ou, pelo avesso, a vergonha da preguiça, a inutilidade do preguiçoso, as tristes conseqüências da ociosidade, e quantas outras misérias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Anotamos que as crianças aceitam mais os motivos menos perfeitos: eles são mais tangíveis, mais próximos, mais compreensíveis. Os mais elevados servem a mentalidades mais altas. Entre uma preleção sobre o Filho de Deus simples operário em Nazaré, e o risco de perder o passeio &#8211; a criança &#8220;compreende&#8221; melhor o risco de perder o passeio&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isto não significa que não motivemos elevadamente o trabalho. Devemos fazê-lo, sim, mas sem insistências demasiadas. Não faltarão oportunidades para dizermos de passagem uma palavra sobre o assunto:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; uma estampa de Jesus ou São José na oficina;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>&#8211;</strong> uma obra bem acabada;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; a dedicação de um bombeiro, de um médico ou enfermeiro;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; a descoberta de um sábio em favor da saúde ou do bem-estar dos homens;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; a vitória de um homem que se fez por si;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; ou, também pelo avesso, a decadência de um negligente, a ruína do moço que dilapidou a rica herança, a diferença que entre dois irmãos se estabeleceu pelo amor ou negação do trabalho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não esqueçamos que a melhor motivação é o exemplo e o ambiente de trabalho que o próprio lar oferece.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> <em>Corrija o seu filho</em> &#8211; Pe. Álvaro Negromonte</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-preguicosa-parte-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>COMO EDUCAR A CRIANÇA PREGUIÇOSA &#8211; PARTE 1</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-preguicosa-parte-1/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-preguicosa-parte-1/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Aug 2016 19:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Álvaro Negromonte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=6264</guid>
		<description><![CDATA[Agir é necessidade biológica da criança. Corpo e mente não se lhe desenvolvem sem movimento. Sua vitalidade é sinônimo de atividade, se é criança normal. Sendo exuberante chega a parecer-nos excessiva sua movimentação. O trabalho é natural e agradável a todo homem &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-preguicosa-parte-1/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" alignright" src="https://www.10emtudo.com.br/_img/upload//_img/20110726_081348.jpg" alt="" width="288" height="195" />Agir é necessidade biológica da criança. Corpo e mente não se lhe desenvolvem sem movimento. Sua vitalidade é sinônimo de atividade, se é criança normal. Sendo exuberante chega a <em>parecer-nos excessiva</em> sua movimentação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O trabalho é natural e agradável a todo homem sadio, especialmente à criança sadia. A ociosidade lhe é insuportável. Para a criança não há maior castigo que a imobilidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O trabalho é necessário em todos os domínios – físico, intelectual ou moral – sem falarmos da luta pela subsistência. A própria é vida é incessante atividade: no corpo, a respiração, a circulação do sangue e a digestão, sem as quais morreremos; na mente, sentir, comparar e julgar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que torna os homens infelizes é a fadiga excessiva, a ausência de êxito, a falta de correspondência entre o esforço e o indispensável à vida, a obrigação de realizar tarefas por que não sentimos gosto, a impossibilidade de realizar o que nos agrada, a associação da obra a idéias odiosas. Só por isto o vulgo execra o trabalho e faz do ócio um ideal&#8230; Mas o trabalho em si é fonte de alegria, pois realiza o homem, que, como diz Jó, “<em>foi feito para trabalhar como a ave para voar</em>” (5,7).</span><span id="more-6264"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Haverá criança preguiçosa?</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A criança “parada” dá logo idéia de doente. Ociosidade e infância normalmente se excluem. Tamanha é a necessidade de ação da criança que médicos e pedagogos perguntam se as haverá preguiçosas – ou se não serão doentes (físicas, mentais ou psicológicas) as assim chamadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É precipitação acusar de preguiça a que não foi devidamente examinada pelo médico e pelo psicólogo. Aliás, julgamos as crianças mais pelo que desejávamos que elas fossem do que pelo que realmente são. Assim, chamamos preguiçoso o menino<em>que não quer fazer o que lhe impomos</em>, medindo-o pelos nossos gostos, e não pelos seus. Se ele não trabalha:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; não faz o que lhe mandamos;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; “<em>não cumpre os seus deveres</em>”;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; “<em>só quer brincar e comer</em>” (sic);</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; fica com o livro na mão, mas com o pensamento longe;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; só faz alguma coisa em nossa presença mas folga quando damos as costas;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; fica remanchando;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; irrita-se tão logo se lhe fala em trabalhar;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; é de tal moleza que dorme em pé;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; brinca o dia todo e, mal pega no trabalho, se queixa de cansado ou de dor de cabeça;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; só trabalha quando lhe “<em>dá na veneta</em>”&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É ou não preguiçoso? Pode ser que seja, mas também pode ser que não seja&#8230; Mais facilmente o chamarei doente, pois são de doença todos os seus sintomas. Nada, contudo, direi com certeza antes que o médico e o pedagogo tenham procurado as causas de suas atitudes. Essa criança procederá por defeitos de saúde física, distúrbios psicopáticos, desajustamento social, muito mais freqüentemente do que por preguiça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É o que iremos ver.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Saúde física</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sendo a preguiça antinatural, se a criança recusa trabalhar há de ser por causa muito séria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Aquela criança mole, que dorme em pé, é talvez <em>hipotiroidiana</em>. Esta insuficiência glandular explica também as dores de cabeça e o cansaço de que ela se queixa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Ainda mais sérios se tornam esses sintomas, quando provocados por mau funcionamento da supra-renal: as fadigas são mais profundas, e a criança, perdendo a vivacidade, se torna astênica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Pergunte ao médico que transtornos podem causar as vegetações adenóides, as amígdalas inflamadas, o desvio do septo, as deformações torácicas&#8230; Ouça o homem da ciência, e então zombará menos das dores de cabeça e do cansaço de que se queixa o “preguiçoso”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Toda mãe de família sabe de que é capaz o mau funcionamento do aparelho digestivo. Sendo habitual, causará enormes transtornos na sua vítima.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Se, em lugar de médico e remédio, cuidados e carinhos, dermos a essas crianças castigos e xingações, só lhes faremos aumentar os males, agravando com desgosto e humilhações as suas deficiências.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Pais que se negam a reconhecer as fáceis fadigas dos filhos são muitas vezes responsáveis por elas. Deixam-nos a brincar até 9 e 10 horas da noite, ou – muito pior – nos excitantes programas de rádio e TV até mais tarde ainda. As crianças não repousam suficientemente, entram em <em>déficit</em> nervoso, tornando-se forçosamente “preguiçosas”, isto é, incapazes para o trabalho, agitadas, irritadas, instáveis, sem ânimo para levar a termo as tarefas escolares. Em vez de descontentar-se com o filho, devem esses pais desgostar-se de si mesmos e procurar emendar-se.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Saúde mental</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Numerosas perturbações psíquicas e psicológicas determinam também atitudes errôneamente denominadas de preguiça. Mais grave em si e por suas conseqüências, são essas perturbações mais perigosas que as somáticas, pois não ficam tão facilmente à vista e se ocultam à maioria dos pais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apontemos algumas delas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Protesto</em></strong></span><br />
<span style="color: #000000;"> <strong><em><br />
</em></strong>1) Sentindo-se maltratadas pelos pais (com razão? Tanto pior; sem razão? Antes assim, mas a causa existe subjetivamente), as crianças reagem de maneiras muito diversas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contra exigências demasiadas, abusos de autoridade, métodos errados de educação, imposições indébitas, repreensões injustas na essência ou na forma, elas manifestam o seu protesto, às vezes, sob a forma de “preguiça”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Umas, extrovertidas, gritam as suas razões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Outras cruzam os braços silenciosamente e gozam os efeitos de sua greve.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Às vezes, umas e outras agem inconscientemente, e, tanto não é preguiça que, com outras pessoas e noutro ambiente, trabalham bem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, na verdade, não fazem o que lhes mandamos; ou escolhem os trabalhos que lhe agradam e deixam os outros; ou não fazem como queremos. Acontece baixarem repetidamente o rendimento, que era antes satisfatório.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa inércia ou resistência passiva é tão natural que os simples animais a manifestam. Cansado ou maltratado, o cavalo estaca e ninguém o demove. Alguns insetos, sentindo-se bloqueados, fingem de mortos!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Incapaz de resistir de outra maneira, a criança, inconsciente ou voluntariamente, procede assim. É a defesa dos mais fracos. A sua atitude, conforme a força dos motivos, pode ser de mera <em>defesa</em>, de claro <em>protesto</em> ou de aberta <em>vingança</em>. Irritados ou desconhecedores desse sutil mecanismo interior, taxam-na muitos de preguiça. A criança sabe que é defesa, protesto ou vingança. Os psicólogos, conciliatórios, dizem: “<em>preguiça</em>” <em>de defesa</em>, ou <em>de protesto</em>, ou <em>de vingança</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2) Em qualquer de seus graus e manifestações, o primeiro cuidado é discernir as causas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Não são os educadores daquelas crianças, os mais indicados para isto. O mais das vezes, é inconsciente o seu procedimento, para com o educando. Por temperamento, formação ou sistema, são duros, e não percebem seus excessos. A própria família pode apontar-lhes o que devem corrigir.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; Nem sempre será tão fácil o tratamento: não se atinou com as causas. Ou não se descobriu se o protesto é ou não inconsciente. Como proceder? Só o exame do caso pelo psicólogo o poderá dizer.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; Descobertas as causas do conflito interior da criança, resta <em>removê-las</em>, modificando o adulto culpado o seu procedimento, &#8211; o que basta para modificar a criança – ou retirando da mente desta a causa subjetiva, para que se restabeleça a harmonia e funcionem calmamente os instintos sociais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Retardamento afetivo</em></strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1 – A psicologia profunda faz pasmar quem a desconhece, e chega a irritar os mais primários. Foi o que aconteceu a certo amigo meu, bom advogado, mas retrógrado em pedagogia. O filho, escolar relapso aos onze anos, guloso como um bebê de dois, amigo do sono, comodista a valer, com horror a tudo que o tire de seus hábitos, que vive a criticar o trabalho alheio, e nada, no entanto procura fazer, é, para ele, habituado a citar Lombroso nas tiradas oratórias do foro, o tipo do <em>preguiçoso-nato</em>&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Riu, sincero e descrente, quando eu lhe disse que considerava o menor um <em>retardado afetivo</em>. Expliquei-lhe que essa demasiada afeição à mesa era infantilismo, como também o eram o gosto ao sono, o medo a novidades (a insegurança pueril prefere o que é habitual) a tendência a criticar sem propor soluções (por incapacidade) e a ausência de ação retificadora – porque o infantilizado tem horror a dar de si (esgotismo) e tudo quer receber dos outros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Achou a explicação “muito engenhosa” e lhe admirou ver como era possível eu “passar a mão pela cabeça de um preguiçosão daquela marca”, e quantos outros desacertos!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Já outros pequenos fingem de doentes para fugir ao trabalho. E sabem ser maneirosos e amáveis para despertar penas, receber carinhos e ser tratados como bebês.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2 – Verificada a diferença entre estes casos e o retardamento glandular ou mental, o educador procurará:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; levantar o nível afetivo de seu pupilo;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; remover o que lhe detém o desenvolvimento normal;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; encorajá-lo por tarefas gradativamente ascendentes;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; despertar-lhe o gosto do esforço, a satisfação do êxito do seu trabalho;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; estugar-lhe o passo para que vença o atraso e se ponha em tudo na linha da sua idade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Desinteresse</em></strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1 – Sendo o trabalho atividade tão natural, impressionam desagradavelmente as pessoas que “<em>não gostam de trabalhar</em>”. Tão estranhas realmente, antes deveriam merecer-nos penas, <em>como doentes</em>, do que desprezo, como preguiçosos. De fato, essa <em>inércia psíquica</em> que não encontra prazer no trabalho, nem quando este alcança o seu fim, só pode ser mórbida, pois não é natural.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Outro é o caso da chamada “<em>preguiça</em>” eletiva, que escolhe as atividades que lhe agradam, e das outras foge.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Em ambos os casos, o adulto reagirá por amor de Deus, por cumprimento do dever, por brio ou necessidade; mas quem está ainda em formação, compreende-se que fuja do que lhe não lhe apraz.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2 – Ao educador, contudo, cabe curar o inerte e corrigir o outro. Não comece, porém, apelando para os altos motivos acima indicados, <em>porque para os pequenos um motivo é tanto menos eficiente quanto mais elevado</em>. Ele compreende melhor os mais imediatos, e se deixa mais facilmente atrair por eles.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Não o podemos deixar só com o que lhe agrada, mas não devemos privá-lo de suas ocupações favoritas. <em>A estas misturaremos gradativamente as outras</em>, ao mesmo passo em que, por meios adequados, lhe <em>infundiremos o gosto do trabalho e o amor ao dever</em>. Obrigá-lo por força esgota a vigilância do educador (em cuja ausência o trabalho cessa), e não move a vontade nem a atenção. Impor-lhe o que lhe desagrada é fixar a idiosincrasia, antes agravando que corrigindo o mal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Corrija o seu filho</em> &#8211; </span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-preguicosa-parte-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>COMO EDUCAR A CRIANÇA ORGULHOSA?</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-orgulhosa/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-orgulhosa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2016 15:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Álvaro Negromonte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=6261</guid>
		<description><![CDATA[Essa criança constantemente preocupada em mostrar as suas qualidades, inclinada a exagerar o seu valor e a fingi-lo quando não existe, a chamar atenções sobre si, sempre disposta a aparecer e ser notada, e que chega a tomar atitudes singulares no &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-orgulhosa/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/08/orgu.jpg"><img class="alignright  wp-image-6262" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/08/orgu-300x143.jpg" alt="orgu" width="362" height="180" /></a>Essa criança constantemente preocupada em mostrar as suas qualidades, inclinada a exagerar o seu valor e a fingi-lo quando não existe, a chamar atenções sobre si, sempre disposta a aparecer e ser notada, e que chega a tomar atitudes singulares no andar, na fala, nos gestos, é, sem dúvida alguma, uma criança orgulhosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seu grande cuidado é impor-se à consideração alheia, salientar-se onde se encontre, estadear suas &#8220;altas qualidades&#8221;, da inteligência privilegiada aos cabelos bem penteados, da bonita voz aos vestidos, dos &#8220;variados&#8221; conhecimentos às habilidades esportivas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seu orgulho pode tomar variadas formas, mas ao termo refere tudo a si, e a si o atribui consciente ou inconscientemente, merecida ou imerecidamente. Na sua sede e louvor, louva-se quando ninguém a louva; e até de defeitos se gaba, quando já não há qualidade e virtudes a realçar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outras vezes, conforme as circunstâncias, finge qualidades que não têm, jacta-se do que não fez, excede-se nas medidas e nos modos, sem perceber o descrédito a que se lança, e o ridículo que se avizinha.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ainda bem quando, para engrandecer-se, não desmerece a outrem nem o despreza.</span><span id="more-6261"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">O paranóide</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é o orgulho simples, a vaidade infantil (mais tangida por adultos), a bobice da menina que exibe os cachos de cabelo ou do menino que mostra a força física. É o ensimesmado, permanentemente voltado para si, supervalorizando-se em tudo, egoísta profundo, centro do mundo, convencido de sua superioridade, que ele procura manter, exagerando seus merecimentos e diminuindo os alheios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Presunçoso, sabe tudo, nada precisa que lhe ensinem, profere sentenças, reputa ignorantes os que não o aplaudem, quer sempre dar a última palavra nas discussões, porque não admite que contra ele possa alguém ter razão. Discute até com os professores, e, como não os pode calar, gritar-lhes ou ridicularizá-los (como faz aos colegas), explica depois aos companheiros que &#8220;<em>o professor se enganou</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E para sempre ter ocasião de exibir-se, cultiva a mania de oposição, atacando o que outros louvam, ou louvando o que atacam, sem qualquer preocupação de coerência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para sustentar a falsa posição em que se coloca, amplia insignificantes vantagens reais, deforma os fatos em seu favor, completa-os com a imaginação, ou simplesmente entra na fabulação em que figura como herói, predestinado, necessário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Inadaptado, hipersensível, não estabelece duradoura harmonia senão com os que se lhe sujeitam e reconhecem sua superioridade. Brigão, desobediente, insubordinado em casa e na escola, faz praça de sua indisciplina, reputando fracos os que odebecem (&#8220;<em>porque  não têm força de vontade</em>&#8220;). É freqüentemente também terror da vizinhança.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Insatisfeito quando não é o primeiro, taxa de injusta as notas escolares, acusa os mestres de parciais, reputa-se perseguido quando não vence, gosta de dominar nos jogos, sempre pronto a agravar as faltas alheias e desculpar as suas, embora mais graves e mais freqüentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O retrato é severo, mas fiel. Mercê de Deus, pouco freqüente com todos os característicos apontados. Mais encontradiços são os tipos atenuados, com alguns desses sinais, notando-se sempre a tendência à dominação, a mania de grandeza, a preocupação de transformar em escravos os que o rodeiam, e a facilidade de explodir à mínima contrariedade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Trazendo do berço a constituição, manifesta-a desde pequenino, mas é na idade escolar e na adolescência que ela se pronuncia com mais clareza.</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"> Fontes do orgulhoso</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Procede o orgulho do amor-próprio, que, sendo tão necessário e valioso em nossa vida, pode degenerescer nesses excessos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Manifesta-se em pessoas medíocres e inteligentes; mas nestas revela falta de reflexão: pensando melhor no valor das coisas, mais se encontrar razões para a humildade que para o orgulho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Bem analisado, o orgulhoso denuncia sentimento de inferioridade. De fato, quem tem real valor não precisa trombeteá-lo: depressa ele será reconhecido; e quem tem valor, não há por que fingi-lo; se é grande não precisa exagerar; quem está certo de sua superioridade, até se vexa de alegá-la; e aquele que se gaba, é que não confia em si.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Revela também o orgulhoso grande ignorância do real valor das coisas, prezando o que pouco ou nada vale e cedo fenece, o que lhe foi gratuitamente dado por Deus, e de que nenhum merecimento tem, ou aquilo que nada representa de valor humano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Os motivos</span></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Os mais freqüentes motivos do orgulho são:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; dotes físicos, que variam segundo a idade e o sexo;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; a inteligência, com a qual confundem também a memória e mesmo simples habilidades manuais;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; a riqueza, com as facilidades que proporciona à criança  que a separam das menos afortunadas;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; a posição social, que enche de empáfia sobretudo os filhos dos figurões que perguntam aos &#8220;plebeus&#8221; se &#8220;<em>sabem com quem estão falando</em>&#8220;;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; a família, cujo renome tradicional se cultiva através de sucessivos &#8220;varões assinalados&#8221;;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; finalmente os êxitos pessoais, únicos que na verdade revelam às vezes algum esforço e valor.</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"> O ambiente</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A natureza da criança orgulhosa é freqëntemente ajudada pelo meio em que vive. Os pais </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; a mãe especialmente &#8211; não se cansam de louvar-lhe a beleza e a inteligência. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Compreende-se e aplaude-se que sejam encantados com os filhos; mas também se exige que sejam discretos, para não prejudicá-los. Quando a criança é realmente encantadora, parece maiores perigos: ninguém resiste ao gosto de provar-lhe e elogiar-lhe as graças.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que Deus as proteja!</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Os pais fomentam</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Há pais que não sabem pôr termo à sua vaidade: vão das gracinhas dos pequeninos ás exibições de inteligência dos escolares.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Vá buscar o seu boletim para me mostrar</em>&#8220;. </span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8220;<em>Diga as capitais dos estados do Brasil</em>&#8220;. </span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8220;<em>Vamos fazer uma viagem de navio em redor da Terra</em>&#8220;.</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8220;<em>Quais são os presidentes da República, com as suas datas</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E as visitas se desfazem em louvores, mesmo avaliando a quanto custo foi aquilo estereotipado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Outros compram, a peso de elogios, a magra obediência dos filhos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Vá, meu bem; uma menina bonita como você não desobedece ao papai</em>.&#8221; Ou: &#8220;<em>um menino inteligente como você</em>&#8220;&#8230;</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"> Subversão de valores</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Parte freqüentemente o orgulhoso de errada noção de valores. A mãe, excessivamente preocupada com vestes, o pai a gabar-se de que foi convidado para jantar com o ministro tal, dão aos filhos eficazes lições de &#8230; vaidades. A pobre senhora que vive em cafés &#8220;soçaites&#8221;, exibindo futilidades, fruindo os sucessos de que jornais e revistas estampam os clichês, só por milagre pode ver a filha em caminhos de modéstia e bom senso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Na exurria de concursos de beleza, rainhas de fancaria e desfiles de modas, vão as meninas perdendo a hierarquia dos valores e sendo arrastadas nas exibições em que as mães, insensatas, as precipitam sem perceberem o mal que lhes fazem. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E fazem também a si, porque, mais tarde, serão elas mesmas as vítimas da desobediência, da arrogância, da falta de senso dessas filhas &#8220;educadas&#8221; assim. Em vão procurarão fazer valer a sua autoridade: ela está enfraquecida, senão anulada; e no espírito dos filhos não há condições para a desejada ressonância.</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"> Orientar o orgulhoso</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O intuito do educador não é destruir o orgulho: como todas as paixões, ele é uma força necessária, restando-nos moderá-lo e orientá-lo no sentido do bem. O brio, a estima de si, o cuidado do bom nome, (&#8220;<em>Cuida de teu bom nome, pois esse bem te será mais estável que mil tesouros grandes e preciosos</em>&#8221; &#8211; Ecl. 31,15) o apreço à dignidade pessoal, o sentimento de honra, as tradições de família encontram forte estímulo num comedido orgulho. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este será para crianças e adolescentes fácil apoio, de que se libertarão aos poucos, na medida em que o espírito amadurecer e se firmar em valores mais altos e definitivos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; Há mesmo um <em>nobre orgulho</em> a cultivar nas crianças, como o de uma família bem constituída e feliz, da felicidade da fé católica &#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Bem orientado, o orgulhoso será um líder &#8211; e a formação de líderes é premente necessidade da pátria. Pôr a serviço do próximo esses pequenos ambiciosos de glória será expediente valioso. As obras sociais de realização imediata, as organizações religiosas, a ajuda às missões, etc., ser-lhe-ão agradáveis. Os esportes são derivativo.</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"> Hierarquizar os valores</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dar às crianças <em>o justo valor das coisas</em> é cuidado perene na educação: &#8211; beleza, força, habilidades são demasiado perecíveis; roupas e dinheiro nem sequer fazem parte de nossa pessoa; posição social e riqueza mais nos dão responsabilidade que honras: mais nos obrigam a ajudar o próximo;boa família aumenta-nos os compromissos, pois temos de mostrar-nos à altura dela.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Somos fillhos de santos e não devemos viver como pagãos que não conhecem a Deus</em>&#8220;. (Tob 8,5)</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"> Não formentar o orgulho</span></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; Evitem os pais os elogios aos dotes físicos das crianças; e quando estranhos os fizerem, ponderem que mais valem as qualidades morais, pois as pessoas valem não pela beleza, pela força ou pela inteligência, mas por suas virtudes;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; elogiem o <em>uso das faculdades</em>, o <em>esforço</em> feito, mas o façam com discrição, sem lisonja, emulando para o dever, porque pequenos e discretos elogios são por vezes proveitosos ou mesmo necessários;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; ensinem a prelibar <em>a alegria de consciência</em> que fez o bem, cumprindo o dever, ajudando o próximo, praticando a virtude: não há elogios nem prêmios que valham essa íntima satisfação;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; mostrem-lhes sobretudo que <em>nós valemos o que somos aos olhos de Deus</em>, e não nos modificam os juízos jumanos: &#8220;<em>Pouco se me dá de ser julgado por vós ou por tribunal humano. Meu juiz é o Senhor</em>&#8220;. (I Cor 4,3-4)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, aos poucos, irão corrigindo as crianças orgulhosas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Falar ao bom-senso</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso chamar a atenção do orgulhoso:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; mostrar-lhe a sem-razão da vaidade, o ridículo a que conduz, a humilhação que pode produzir;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; ponderar que mais se preza a pessoa modesta e simples que a emproada e soberba;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; falar-lhes a sós, bondosamente, apontando-lhe os erros que comete, tratando-o com mansidão mas com firmeza, sem humilhá-lo porque então se revolta, mas sem escusá-lo (ele se defende muito bem).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">A sanção natural</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando a criança vaidosa se vir nalgum embaraço por suas gabolices ou exibições, convém deixar que amargue, sem socorrê-la por muito que isto custe: aí está uma punição forte e natural. Depois o educador lhe falará a respeito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Recursos sobrenaturais</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nós, cristãos, temos os elementos sobrenaturais da educação, e não podemos esquecê-los:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; as numerosas lições de humildade que nos deu Cristo. (ver: Mt. 11,29; Mt. 18,4; Lc. 14,14; Mt. 8,8; Lc. 18,14 e Mt. 8,10)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; os perigos espirituais que nos acarreta o orgulho, porque &#8220;<em>Deus resiste aos soberbos, e dá sua graça aos humildes&#8221;</em>. (Tg. 4,6), e a soberba é uma fonte de numerosos pecados;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; o cuidado de fazer todas as coisas para glória de Deus, e não para nossa glória, porque o Senhor é o princípio e o fim de todas as criaturas (reta intenção);</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; o exame de consciência até diário (e não apenas para as Confissões), procurando não somente as faltas mas <em>também suas causas</em>, encerrando-o com a detestação e o propósito de evitá-los;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; a freqüente oração, para pedir a Deus a graça de resistir às tentações e de praticar uma sincera humildade;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; a <em>prática dos Sacramentos</em> da Penitência, que nos purifica, e da Eucaristia, que nos dá forças.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Corrija o seu filho</em> &#8211; Pe. Álvaro Negromonte</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-orgulhosa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>COMO EDUCAR A CRIANÇA QUE FALTA À VERDADE? – PARTE 2</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-que-falta-a-verdade-parte-2/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-que-falta-a-verdade-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Jul 2016 19:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Álvaro Negromonte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=5680</guid>
		<description><![CDATA[Vaidade A)Há crianças (e adultos&#8230;) que gostam de chamar a atenção sobre si, pôr-se em evidência, fazer-se o centro de gravitação do mundo. Não o podendo pela força dos fatos, recorrem à inventiva. Não se contentam com a mediocridade da vida: &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-que-falta-a-verdade-parte-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/06/ment2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5676" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/06/ment2-300x169.jpg" alt="ment2" width="300" height="169" /></a>Vaidade</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A)Há crianças (e adultos&#8230;) que gostam de chamar a atenção sobre si, pôr-se em evidência, fazer-se o centro de gravitação do mundo. Não o podendo pela força dos fatos, recorrem à inventiva. Não se contentam com a mediocridade da vida: enfeitam-na. Não ouvem uma vantagem alheia, que não tenham outra maior a apresentar. Não é o caso da <em>mentira de compensação</em>, porque aqui já agem de modo consciente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São gabolas, mas só contam vantagens onde pensam não poderem ser desmascaradas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; O pequeno que se gabava de saber falar inglês.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Outro que atira muito bem e feriu o ladrão a tiros; mas o pai lhe tomou o revólver&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Outra prometia chegar qualquer dia à escola, de helicóptero, que o pai ia comprar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">B)Além das chamadas à realidade, a esses vaiodosos devemos advertir do resultado contraproducente das suas invencionices, que mais os desacreditam que engrandecem. Podem cair no ridículo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Estimulá-los a procurar reais situações de prestígios, por meios lícitos: o estudo assegura notas altas, a bondade grangeia amigos, a destreza nos esportes desperta admirações, etc.</span><span id="more-5680"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Como se trata de verdadeiras mentiras, falar-lhes do aspecto moral: Deus quer que falemos a verdade. Recomendar o exame de consciência a respeito, e o cuidado de acusar-se desses pecados na Confissão. Mas proporcionar esses meios, de acordo com o desenvolvimento da criança.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Altruísmo</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A)Raríssima entre pequeninos (que mentem antes para descupar-se), encontra-se entre escolares, e mais entre adolescentes, a mentira generosa ou altruística, dita em defesa de colegas e amigos, para evitar-lhes desgostos e tirá-los de apuros. Numas vezes, apenas nega a culpa de amigo; noutras, mas raras, toma-a sobre si.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">B)Louve o educador a solidariedade, principalmente nos momentos difíceis; mas saliente que um belo sentimento há de ser servido por uma atitude nobre, e não por um meio ilegítimo e vergonhoso, como é a mentira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Não é fácil, em casos de solidariedade de grupos, ficar com a verdade. Então importa proclamar a dignidade de quem não mentirá em caso algum, para não trair deiliberadamente a própria consciência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Se o adolescemte, ao mentir em favor de alguém, pensa em praticar um ato grandioso, que se desengane. Grandiosa é a fidelidade à verdade. Por alto que pareça o seu móvel, a mentira é incompatível com o sentimento de íntima honradez, que é a melhor base e o melhor prêmio do bom caráter.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Bem apresentada, esta doutrina sustenta o ânimo do jovem. Ou, então, ele não é generoso&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Maldade</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A)Em certas mentiras o desejo de vingança se manifesta com clareza, embora seus motivos sejam, às vezes, obscuros. Outras vezes são claros, e basta termos olhos para vê-los. A criança escorraçada percebeu quanto a mentira irrita os pais; mente-lhes para aborrecê-los, vingando-se dos sofrimentos que lhe impõem, protestando contra o tratamento que deles recebe.Tanto é assim que mente sem lógica, afirmando agora o que antes negava, negando fatos notórios, prelibando a indignação que provoca.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Eu posso não perceber, mas os outros da família facilmente me dirão porque Pedrinho me mente. É para vingar-se de minhas implicâncias e perseguições, das exigências que lhe faço e dos freqüentes ou injustos castigos que lhe imponho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A vingança toma, em certos casos, tonalidade curiosa: a criança mente apenas a determinada pessoa, ou sobre determinado assunto. A explicação, quanto aos assuntos, não é tão fácil: o mais das vezes só uma análise profunda a descobre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Quando a criança acusa inveridicamente alguém, pode fazê-lo também por vingança ou simplesmente por fraqueza de caráter, para se defender, mesmo à custa do próximo&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Quando a criança acusa os professores, sejam os pais muito cautelosos em dar-lhes crédito. A facilidade com que é acreditada estímula essas mentiras de vingança.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ex: Menina de 13 anos tirou sangue do nariz e sujou com ele a blusa, para acusar em casa a professora. Era de ver a satisfação com que mostrava a notícia que o pobre pai levou ao jornal e as palavras de censura com que o jornalista, leviano ou sensacionalista, se referia à mestra caluniada!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">B)Mais do que alhures, falharão aqui as tentativas de cura superficiais, diretas ou violentas. Mais que nunca, devemos ir às causas e eliminá-las, para cessarem os efeitos.Afastada a causa da vingança, esta desaparece, levando consigo a mentira que lhe era o instrumento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A fraqueza de caráter demanda tratamento cuidadoso, de larga base e duração. Pede mais paciência que rigor. Muito mais assistência que castigos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Nos casos mais rebeldes os especialistas serão chamados para diagnósticos e orientação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Doença</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A)Normalmente, aos 7 anos começa a declinar a indiscriminação entre o real e o imaginário. Vamos, porém, que ela persista, sem respeito à idade; que a fantasia continue envolvendo toda a vida, submetendo ou misturando o objetivo ao sonhado. É provavelmente sintoma patológico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Quando, além da face citada, a memória, é tão falha que confunde os vários acontecimentos e suas circunstâncias, e a criança não é capaz de repetir de modo idêntico a mesma narrativa; ou quando, mais crescida, não oferece a devida resistência às sugestões, não se trata, infelizmente, de casos normais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Se a criança diz coisas abertamente iverídicas com desembaraço, e não percebe que fala inverdades, revela debilidade mental. Nesses casos pode acontecer (graças a Deus, raramente) a mitomania. Os casos de surtos de mentira, mais ou menos agressiva, aparentemente sem motivo, serão provável epilepsia que se manifesta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Certas mentiras que revelam dissociações esquizofrênicas nunca aparecem sem outros sintomas de igual natureza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">B)Em todos esses casos da histeria à esquizofrenia, o melhor é não protelar o exame médico. Não são para o tratamento do educador comum. Os pais bastam para a educação normal, como bastam para a saúde física normal. Quando os sintomas são mais graves, assim para os males do corpo como para os da mente, vai-se ao médico. E quanto mais cedo, melhor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>De modo geral</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De muitos meios pode o educador lançar mão para corrigir a criança que falta à verdade. Vejamos os principais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Ir às causas</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em qualquer circunstâncias, o principal cuidado é indagar as causas. Por que mente esta criança? Conhecida a causa, se não é apenas a idade da fantasia, cuidar de removê-la. E como freqüentemente ela está mais em nós que nas crianças, lembremo-nos de água de São Felipe de Néri: tomam-na os pais, saram os filhos&#8230; Isto é mais fácil de dizer que de fazer, pois supõe quase sempre a modificação do sistema de educação e do próprio ambiente doméstico ou social. Este último há de ser trocado, quando não podemos higienizá-lo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Fazer amar a verdade</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O fim da educação da sinceridade é infundir amor à verdade, horror à mentira e à deslealdade, quaisquer que elas sejam, ainda pelos motivos aparentemente mais belos. Dar ao educando a coragem de manifestar (prudente e discretamente) as suas convicções, e de assumir a responsabilidade de seus atos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isto supõe processos educacionais capazes de dar o gosto da verdade e o seu amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Só a alcançaremos atingindo a vontade do educando, movendo-o no desejado sentido. Enquanto não o conseguirmos, estaremos apenas bordejando sem esperança de realizar a verdadeira educação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Confiar na criança</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um dos meios mais indicados para a cura da criança que mente (mentiras, não fabulação própria da idade) é confiar nela. &#8220;Fazer do ladrão fiel&#8221;, diz o brocardo. A mentira revela quase sempre um erro de conduta; quem procede bem não precisa mentir.Por sentir-se insegura, recorre à mentira, na esperança de firmar-se. A atitude do educador influirá decisivamente sobre a criança faltosa:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1) com rigor e dureza, precipitá-la-á em novas e mais apuradas mentiras, a fim de escapar aos castigos;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2) com compreensão e bondade, desfará o medo, estabelecerá a confiança, abrirá caminho à verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mesmo apanhando-a em mentira, devemos dizer-lhe que confiamos nela e esperamos que nos corresponda. Não somente dizer, mas agir assim:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; dando-lhes <em>incumbências de confiança</em>: a princípio pequenas, mas crescentes à medida em que ela corresponder;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <em>vigiando-a discretamente</em>, para que a espionagem não a irrite;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <em>pedindo-lhe contas das tarefas</em>, mas de modo amplo e generoso, que não denuncie suspeita nossa;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <em>renovando-lhe a confiança</em>, mesmo que ela às vezes recaia (por força do hábito ou da natural fraqueza);</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <em>esquecendo (e calando para sempre) as faltas perdoadas</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ainda quando um relato não nos satisfaz, devemos admitir que fala a verdade, até que o possamos esclarecer. Então, voltaremos ao assunto, com tranqüilidde e firmeza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A experiência ensina que nas famílias em que as crianças convivem intimamente com os pais, em que estes &#8220;perdem tempo&#8221; com educação e se interessam pela vida dos filhos, informando-se normalmente das suas atividades quotidianas, a mentira é inexistente ou muito rara.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Estimular</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se os estímulos &#8211; prêmios, elogios, cumprimentos &#8211; impulsionam aos próprios adultos, quanto mais às crianças. A mentira lhez traz freqüentes vantagens na ordem prática: escapam a castigos, conseguem dinheiro para guloseimas, etc. Decididas a falar a verdade, é preciso não se sentirem fraudadas. O educador deve compensá-las com vantagens reais, tantas e mais do que as conseguidas pela mentira. Assim, elas verão que vale a pena falar a verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>A autocrítica</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A consciência do homem normal é luz que não se apaga, é voz que não se cala, é verdade que não o engana. Eu minto aos outros; a mim mesmo, não.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O verdadeiro educador não pode esquecer a formação da consciência do educando. E deve interessá-lo profundamente e freqüentemente nesse trabalho fundamental de interrogar-se em face de Deus e de si mesmo. É pena que mesmo católicos só usem habitalmente do exame de consciência para a Confissão. Pagãos, como Sêneca, o queriam quotidiano. Eficaz sempre, ele o é, de modo especial, na correção do mentiroso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pergunta este a si mesmo: <em>&#8220;Falei a verdade? Disse o que devia dizer? Corresponderam à verdade minhas palavras e atitudes? Fui honesto e leal nas minhas palavras e atitudes? Fui honesto e leal as minhas intenções? Sinto-me tranqüilo diante de Deus?&#8221;</em>Respondendo a outrem, poderei enganá-lo; respondendo a mim mesmo, a consciência não permite enganos, ainda que eu os deseje. Levemos a criança a esse exame, certos de que grandes êxitos ele nos proporcionará.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Princípios para a vida</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São os princípios que dirigem a vida moral. Inculcá-los é obrigação de todo educador. As bases religiosas, morais e sociais da sinceridade serão lançadas, com segurança, ao longo da educação, quer de modo direto (quando oportuno), quer como caindo por acaso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As indicações do <em>valor ético</em> da franqueza e da lealdade, da <em>confiança</em> que merece o homem veraz, da <em>coragem moral</em> que a verdade exige, ou, por outro lado, a <em>repulsa</em> à mentira,  a <em>lástima</em> de não podermos crer no mentiroso, mesmo quando diz a verdade, a <em>pena</em> de quem assim compromete a própria honra, etc., podem sair-nos nas conversas, quando as circunstâncias o comportem. Isto vale mais do que os &#8220;sermões&#8221;, cujos efeitos são sempre menores do que a eloqüência, quando não cansativos e contraproducentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>E os castigos?</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ditoso educador, o que realizasse a missão sem recorrer a castigos. A maioria, porém, ainda não compreende que é possível corrigir sem punir. Sentem-se enfraquecidos, se não castigarem&#8230; Aplicando castigos (quanto mais severamente, melhor!)sentem-se realizados, mesmo que assim mais tenham feito pela perdição que pela emenda do filho! Triste, essa mentalidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A essência da educação da sinceridade está, como dissemos, em infundir na criança o amor a verdade. Castigos jamais o conseguirão. Os meios para consegui-los ficaram apontados. Concedo que sejam castigados os realmente mentirosos. E que o sejam mais pela mentira que pela falta conexa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ex: Marina quebrou a jarra de estimação, e negou-o. Seja corrigida porque mentiu: seria poupada, se o tivesse confessado. Afinal, um acidente acontece a todos nós.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Convenho que quem está habituado a castigos estranhará se não o receber pelas mentiras. Julgará que os pais não as reputam mal. Como, porém, os castigos, quanto mais severos mais aumentam e refinam as mentiras, aconselho aos que ainda não sabem desfazer-se deles que os apliquem poucos e suaves. É a questão da insegurança: quanto mais ameaçadas, mais mentem as pobres crianças.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As crianças que mentem precisam mais de amparo que de punições. Mentiriam menos, ou não mentiriam, se fossem mais felizes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A reparação dos danos acusados pela mentira (quando previstos pelos mentirosos) não é castigo, é dever. Assim, quem calunia tem obrigação de retratar-se, para repor o bom nome da sua vítima.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>O pecado da mentira</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Claro que mentir é pecado, muitas vezes indicado na Bíblia. Contrário a Deus, suma verdade, que nos deu a palavra para a sinceridade: &#8220;<em>Seja o teu sim, sim; e o teu não, não</em>&#8220;, disse Jesus. Anti-social, pois as relações humanas só oferecem segurança, se fundadas na verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; No adulto, pode constituir pecado mortal, conforme a intenção e o dano previsto. Na Bíblia, as mentiras danosas foram castigadas com grande severidade. (Os dois velhos que caluniaram Susana foram condenados à morte: Daniel, cap. 13) Em crianças, a inconsideração escusa, em geral, de culpa graves, mesmo quando haja o desejo de vingança ou a preocupação clara de fazer mal a outrem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Na mentira em causa própria devemos distinguir:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; a fria e calculada, para auferir vantagens;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; a proferida por medo, esta de muito menor malícia. Quando Sara ouviu que ia ter um filho, riu, pois já não tinha idade. O Senhor a argüiu, e ela o negou: &#8220;<em>Eu não ri</em>&#8220;. O Senhor se satisfez em apontar-lhe a mentira: &#8220;<em>Tu riste, sim</em>.&#8221;(Gên 18,10-15)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Para a mentira generosa, a Bíblia chega a ser&#8230; generosa também. Quando o faraó ordenou às parteiras dos hebreus que matassem os filhos-homens das mulheres que assistissem, elas não o fizeram, alegando que as hebréias eram tão fortes que davam à luz sozinhas. A Bíblia realça o temor de Deus que as parteiras revelaram, e cala a mentira que pregaram. (Ex. 1,15-21).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Não exageremos o pecado que possam cometer as crianças ao mentirem. Podemos infundir-lhes o arrependimento sobrenatural, pedir-lhes sinceridade por amor a Deus, ensinar-lhes que peçam auxílio divino para praticarem a sinceridade, a até falar-lhes do pecado, sem contudo sobrecarregar-lhes a consciência com uma culpabilidade acima de sua mente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na confissão, acusar-se-ão disto, como se acusam dos demais pecados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Corrija o seu filho – Pe. Álvaro Negromonte</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-que-falta-a-verdade-parte-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>COMO EDUCAR A CRIANÇA QUE FALTA À VERDADE? – PARTE 1</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-que-falta-a-verdade-parte-1/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-que-falta-a-verdade-parte-1/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 07 Jul 2016 15:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Álvaro Negromonte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=5678</guid>
		<description><![CDATA[Mentir é falar contra o que se pensa, com intenção de enganar. Quem falta à verdade por não conhecê-la, erra; mas não mente. Quem mistura os fatos com cenas da imaginação, por falta de idade (ou por excesso&#8230;), não mente: altera &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-que-falta-a-verdade-parte-1/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/06/ment1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5675" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/06/ment1.jpg" alt="ment1" width="244" height="206" /></a>Mentir é falar contra o que se pensa, com intenção de enganar. Quem falta à verdade por não conhecê-la, erra; mas não mente. Quem mistura os fatos com cenas da imaginação, por falta de idade (ou por excesso&#8230;), não mente: altera a verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O teor prático do nosso estudo não discutirá se as crianças são naturalmente verdadeiras ou mentirosas. Se umas vezes elas nos vexam com suas fraquezas, outras são incapazes de repetir o que vêem e ouvem sem misturá-lo a seus desvaneios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao educador o que mais importa é distinguir dos naturais enganos infantis as verdadeiras mentiras, conhecer-lhes as causas, saber como haver-se em face de uns e das outras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline; color: #000000;"><strong>Mentiras infantis</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ante a inverdade duma criança, nosso primeiro cuidado é indagar-lhe a <em>causa</em>, para nos inteirarmos da verdadeira situação da criança, avaliar a sua condição psíquica ou moral, e proporcionar-lhe os <em>meios </em>de cura&#8230;. Vejamos por que mentem as crianças e como acudi-las.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Medo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A)Eis a mais abundante fonte da mentira infantil. O Dr. Gilbert Robin (&#8220;<em>L&#8217;enfant sans défauts</em>&#8220;) cita o resultado de um inquérito entre escolares na França: o medo figura com 72,9%, enquanto o interesse apenas com 7,6%, a ficção com 3,5%, e a maldade (como o altruísmo) com 2,6%. Afora outras causas.</span><span id="more-5678"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já de si é a criança insegura; muitas vezes, tímida o intimidável. Quando os pais são inclinados a castigar com freqüência e severidade ela, numa justificada atitude de defesa, nega as faltas cometidas. Desenganem-se os que apelam para a dureza, na ilusão de corrigir os filhos: conseguem apenas multiplicar os males. Da criança que desobedeceu, bateu num colega, quebrou uma vaso, enguiçou a radiola, etc., farão também a mentirosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">B)Procurem corrigir por meios suaves. Mostrem calma e compreensão. Convivam com os filhos, em relações de respeitoso e terno amor. Isto não significa fraqueza: a criança o compreenderá, se os pais souberem manter-se. Saibam ouvir, ponderar, discernir. Perdoem muita coisa, em vista da fraqueza da criança, para que ela veja que vale a pena ser leal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Suprime-se, assim, a mais freqüente causa da mentira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Interesse</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A)Mesmo tratadas com brandura e compreensão, há crianças que mentem por interesse. Para alcançar dos pais o que de outro modo não alcançariam. Para sair da escola mais cedo. Para manter um bom nome: negam faltas cometidas, mesmo que sejam usuais castigos fortes. Etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tornam-se, às vezes, irritantes: apanhadas em flagrante, negam o que as vimos fazendo. Dão explicações esfarrapadas, contraditórias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">B)É preciso revestirmo-nos de imensa calma ante casos assim. Não podemos deixar que elas nos julguem cúmplices de suas atitudes; mas não podemos ceder à irritação. A correção acertada exige calma e autodomínio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Alarmam-se os pais, pensando em falta de senso moral, irresponsabilidade, cinismo. Não; a criança revela antes, como diz René Allendy, no seu excelente &#8220;<em>L&#8217;enfance méconnue</em>&#8220;, &#8220;<em>a falta de lógica do ato, e, portanto, seu caráter reflexo ou instintivo</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Compensação</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A)Inventam as histórias mais inesperadas. Muitos pais não acreditam que aquilo lhes seja convicção. É outro mundo no qual se refugiam, batidas das realidade em que vivem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Maus alunos, alardeiam-se os primeiros da classe.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Gabam-se &#8211; pobrezinhos! &#8211; de passar a queijo, doces e frutas caras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Dizem-se órfãos, sem o serem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Sendo já crescidos, &#8220;promovem-se&#8221; a séries adiantadas, quando estão ainda nas primeiras. E assim por diante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sentem-se insatisfeitos com sua realidade exterior ou íntima. Buscam no irreal o apoio que lhes falta. Suas inverídicas histórias de grandeza, riqueza, êxito ou liberdade resolvem-lhes as tensões ou carências psíquicas ou materiais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">B) Um educador avisado, em lugar de dizer: &#8220;<em>Um menino deste tamanho não tem vergonha de mentir assim</em>&#8220;, deve perceber que a criança está procurando (o mais das vezes, inconscientemente) uma compensação pela &#8220;vida infeliz&#8221; que leva&#8230; Vive de &#8220;faz de conta&#8221;; faz-de-conta que é a primeira da aula, que se alimenta bem, etc. Então, vejam os pais como isto é grave: há filhos que desejam ser órfãos&#8230;</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; Que haverá na base dessas mentiras? São compensações de que? Em face de embustes assim, importa distinguir a <em>causa </em>(que é legítima) do <em>meio </em>(ilegítimo) a que a criança recorre. E encaminhar o problema por outros rumos, de modo prático e cordial.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong><em>Sugestão</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A) Desgostam profundamente aos pais as mentiras dos filhos&#8230; Dir-se-ia que a mentira é&#8230; privilégio de adultos. Sim, porque, censurando tanto as mentirinhas infantis, dão os mais eficazes exemplos de enganos, simulações e descabidas &#8220;<em>restrições mentais</em>&#8220;.</span><br />
<span style="color: #000000;"> &#8211; Mentem os pais por comodismo, interesse e esperteza comercial. Mentem as mães diminuindo a idade, exagerando o custo das jóias, encobrindo os malfeitos da família. Impregnam de mentira o ambiente doméstico<strong>.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Ensinam aos filhos como devem mentir: &#8220;<em>Como é que vai dizer?&#8221;</em> Obrigam-nos a mentir: &#8220;<em>Diga que eu não estou em casa</em>.&#8221; Freqüentemente os enganam. &#8220;<em>Dê a boneca a ela que eu lhe dou outra</em>&#8220;; e nunca deu. &#8220;<em>Vamos passear</em>&#8220;: e leva a criança ao dentista.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Censuram-nos, quando falam a verdade. &#8220;<em>Para que disse que eu estava? Idiota!&#8221;</em> &#8230;</span><br />
<span style="color: #000000;"> Depois, fingem de indignados, quando os filhos mentem. Ou se desagradam mesmo, esquecidos de que são culpados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">B) Importa dar sempre e em tudo o exemplo da verdade. Ser neste ponto mais que cuidadoso: escrupuloso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Eliminar a própria restrição mental, quando as crianças não são capazes de compreendê-la, para que não queiram usar dela também e indiscriminadamente&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong><em>Fantasia</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A) O mundo da criança não é  o nosso. Ela tem o seu mundo, no qual as nossas realidades figuram deformadas, acrescidas, enfeitadas pela sua imaginação. Esse seu mundo gira em torno dela (egocentrismo), mesmo porque foi criado por ela&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Falta-lhe objetividade &#8211; que falta tantas vezes aos próprios adultos. Contando o que viu ou ouviu (sobretudo quando isso a emociona), mistura o real e o imaginário, sem saber discerni-los. E modifica a narrativa, cada vez que a repete, segundo os caprichos da fantasia, com a maior sem-cerimônia, cedendo às impressões subjetivas com inteira liberdade. As minúncias ou lhe escapam de todo ou tomam mais proporções que superam o principal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Chamar por isso às crianças de mentirosas é xingar, de uma só vez, todos os romancistas e teatrólogos do mundo. Acusá-las de estarem convencidas, enquanto os outros sabem que inventam, é-lhes mais defesa que acusação. E, às vezes, os adultos, que estragam ou censuram as crianças que tomam o imaginário como real, são os mesmos que choram lendo romances e vendo filmes&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">B) Dizem que a diferença entre um louco e uma criança é que o tempo cura à criança e nem sempre ao louco. Aqui o tempo a melhor terapêutica. Com a idade vai passando a fase fantasiosa, chega aos poucos a objetividade, aumenta paulatinamente a capacidade de perceber e comparar, amplia-se o campo da objetividade, enquanto diminui a defeituosa apreensão dos fatos e das coisas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Mas o educador ajudará suavemente a idade: ensinando a verdade; fazendo pequenas e freqüentes chamadas à realidade.Sem fixação no real, a criança baralha os acontecimentos, nega o que disse há pouco, inventa novas circunstâncias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ex: O Jorginho, de 6 anos, contando os passeios que fizera a Paquetá e ao Jardim Zoológico, disse que, neste, viu cavalos. Retificou depois que vira os cavalos em Paquetá, e negou ter dito que os viu no Zoológico. Tínhamos gravado a conversa, que lhe foi dada a ouvir para que se convencesse do seu engano. Pudera! Ele se explicou: &#8220;<em>Eu não disse isso, não</em>.&#8221; E apontando o gravador:<em> &#8220;Ele se enganou</em>&#8220;&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por isso, alguns pedagogos chamam a essas narrativas &#8220;<em>alterações da verdade</em>&#8220;, porque lhes falta o desejo de enganar, que é o colorido próprio da mentira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Outras vezes, estamos em face de poetas e romancistas&#8230; Criam histórias maravilhosas e inverossímeis. Guardam-lhes os episódios. Explicam o que reputamos difícil. Irritam-se, quando duvidamos de sua narrativa. Inventam novas circunstâncias, quando se vêem em perigo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ex: O mesmo Jorginho conta como o pai cria uns índios em casa. A tia, que conhece a casa, pergunta em que quarto. Apertado, ele localiza os índios na garagem. Disse-lhe o tio que ia ao Recife e queria ver os índios. Mas ele explica que não pode abrir a porta, senão eles saem. E a imaginação vai trabalhando.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ex: &#8220;<em>Papai, estão na sala mais de 100 homens procurando o senhor</em>&#8220;, disse a filhinha anunciando uma comissão que chegara. Tranqüilamente, o pai lhe pediu: &#8220;<em>Vá contar quantos homens são, e venha me dizer</em>&#8220;. Volta a menina, meio sem graça: &#8220;<em>São 8 homens, papai</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Excelente lição. Não se falou em mentira, não se repreendeu nem humilhou a criança, mas se lhe ensinou a dominar as impressões e submeter-se à realidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Esta fase, forte dos 5 anos 6 anos, declina em seguida, extinguindo-se geralmente aos 8, conservando resquício, às vezes, até os 10 anos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; O educador ensinará à criança a ver, a observar, a precisar conjunto e minúcias. Educar a atenção e a memória: há exercícios interessantes, fáceis e eficientes para isto. O desenho e os trabalhos manuais são também valiosos neste particular.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Foerster (&#8220;<em>Instrucción ética de la juventud</em>&#8220;) observa que o ensino da matermática se pode tornar excelente corretivo desta espécie de &#8220;mentira&#8221;. As exigências &#8220;exatas&#8221; dos números irão dando à criança o senso de medida, avaliação e precisão que lhe falta. Mas, para isto é preciso que a escola tenha a preocupação de educar, e não apenas de dar os programas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Corrija o seu filho &#8211; Pe. Álvaro Negromonte</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-a-crianca-que-falta-a-verdade-parte-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>MUITOS FILHOS &#8211; CONFIANÇA EM DEUS</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/muitos-filhos-confianca-em-deus/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/muitos-filhos-confianca-em-deus/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Jun 2016 19:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Álvaro Negromonte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=5448</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Nunca vi o justo abandonado, nem a sua descendência a mendigar o pão&#8221; (Sl. 36,35). Falta aos cônjuges modernos, mesmos católicos a confiança em Deus. Temos o direito de exprobrar-lhes a falta de generosidade e de esperança. O tremendo egoísmo burguês dessorou os corações. &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/muitos-filhos-confianca-em-deus/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><img class=" aligncenter" src="http://4.bp.blogspot.com/-kSajch6MKls/UUpnJ2shDBI/AAAAAAAABgc/Ob3PZQ_1RUA/s1600/261596_2974312092454_824059447_n.jpg" alt="" width="441" height="317" /></em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Nunca vi o justo abandonado, </em><em>nem a sua descendência a mendigar o pão&#8221; </em><em>(Sl. 36,35).</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Falta aos cônjuges modernos, mesmos católicos a confiança em Deus. Temos o direito de exprobrar-lhes a falta de generosidade e de esperança. O tremendo egoísmo burguês dessorou os corações.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8230; O filho é hoje economicamente encarado, &#8220;um herdeiro&#8221;. Vê-se no filho a nascer mais um leito, mais um prato, mais uma mensalidade de colégio. Pior ainda, talvez: &#8220;mais um trabalho&#8221;. A própria mãe é quem teme e se queixa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As queixas mais lamentáveis para lábios maternos: está envelhecendo; não pode mais freqüentar a sociedade; não tem mais tempo para nada; as senhoras antigas podiam ter muitos filhos, mas hoje não! É a linguagem do egoísmo gélido e desalmado. E isto é tanto pior quanto são os aquinhoamentos da fortuna que mais se queixam.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outros experimentam reais dificuldades. Cresce-lhes a família e não se lhes aumentam os meios. A continuar assim, temem chegar à penúria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A uns e outros lembramos que a generosidade divina não se deixa vencer. Retrai-se diante dos que retraem. Mas não terá limites com os que põem no Pai toda a sua confiança.</span><span id="more-5448"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Quando Deus dá a boca, dá o prato</em>&#8220;, diziam os nossos antigos, muito mais cristãos do que nós. E o Livro Sagrado afirma na palavra do Salmista: &#8220;<em>Nunca vi o justo abandonado, nem a sua descendência a mendigar o pão</em>&#8221; (Sl. 36,35).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As dificuldades econômicas ou pessoais com uma família numerosa são largamente compensadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os que querem filhos bem educados só têm que desejá-los numerosos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É a família numerosa o melhor ambiente para uma boa educação. Importa, porém, não confundir a boa educação, formadora de homens fortes, viris e santos, com as facilidades que servem apenas para fazer comodistas, gozadores e maricas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os bons cristãos não se satisfazem com não pecar pelo escandâlo infundado que venha a provocar seu procedimento correto.Querem dar bom exemplo: que seu procedimento brilhe como a luz do Evangelho, posta sobre o alqueire. Os seus muitos filhos serão estímulo à covardia de uns, à falta de confiança de outros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mais. Para os bons cristãos o matrimônio é um Sacramento: coisa sagrada, fonte eficaz das graças divinas, figura da mística e real união entre Cristo e a Igreja. Ao administrar-se este sacramento, a Igreja expressou aos cônjuges seus sentimentos a este respeito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Está na benção nupcial que a esposa seja &#8220;<em>fecunda em prole</em>&#8221; e &#8220;<em>como vide abundante</em>&#8220;; que os filhos &#8220;<em>estejam em redor da mesa, como rebentos de oliveira</em>&#8220;; e nisto estão as bençãos de Deus: &#8220;<em>assim será abençoado o homem que teme o Senhor</em>&#8220;. A estes ensinamentos cristãos refere-se a Encíclica Casti Connubbi:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Daí se vê facilmente quão grande dom da bondade divina e quão precioso fruto do matrimônio sejam os filhos, germinados da força onipotente de Deus e com a cooperação dos cônjuges</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E, mais expressivamente ainda:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Os cônjuges verãos nos filhos, recebidos com ânimo pronto e reconhecido das mãos divinas, um tesouro que lhes foi confiado por Deus, não para dele servir-se em sua próprua vantagem nem da pátria terrena, mas para restituí-lo depois, com juros, no dia da prestação final das contas</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É, sem dúvida, a perfeição cristã. E a perfeição não se impõe. Mas se aconselha. E tem-se o direito de esperar dos bons cristãos, principalmente quando o mundo tanto precisa de bons exemplos e de ação regeneradora.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Noivos e esposos</em> &#8211; Pe. Álvaro Negromonte</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/muitos-filhos-confianca-em-deus/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>COMO EDUCAR OS FILHOS MEDROSOS</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-os-filhos-medrosos/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-os-filhos-medrosos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 May 2016 19:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Álvaro Negromonte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=4590</guid>
		<description><![CDATA[Há medos instintivos: como a galinha foge ao ver pela primeira vez a raposa, o homem recua diante do que lhe representa perigo. Quando o perigo é determinado e conhecido, o medo revigora o homem para a luta ou para a &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-os-filhos-medrosos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/04/medo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4581" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/04/medo-300x120.jpg" alt="medo" width="300" height="120" /></a>Há medos instintivos: como a galinha foge ao ver pela primeira vez a raposa, o homem recua diante do que lhe representa perigo. Quando o perigo é determinado e conhecido, o medo revigora o homem para a luta ou para a fuga. Quando, porém, a pessoa teme sem saber ao certo o que nem porque, não tendo para onde fugir, toma o tormentoso caminho da angústia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É instintivamente que as crianças de dois meses estremecem com ruídos súbitos ou com uma luz mais viva que de repente se acende. E mais tarde choram em face de um desconhecido, correm de animais, recuam ante o fogo, gritam quando as suspendem bruscamente ou as giram, etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Medo ao desconhecido</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tudo o que é súbito, intenso ou desconhecido produz medo à criança. É por isso que seus terrores são tanto mais numerosos quanto maior é sua ignorância das coisas. Vejam como se apavora facilmente um pequenino de dois a quatro anos. À medida que ele for tomando conhecimento da vida, vai perdendo muitos medos, a menos que uma errada educação os agrave e multiplique.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Ensina-se o medo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A criança é extremamente sugestionável: aprende com facilidade o que vê e escuta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se vê a mãe subir à cadeira por causa de uma barata, o pai espavorido com o número 13, as irmãs apavoradas com o trovão, etc., é natural que tome as mesmas ridículas atitudes. Assim se explicam os idiotas pavores de escuro, máscaras, cor preta, soldado, velho mendigo, sangue, etc.</span><span id="more-4590"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Do ambiente doméstico lhe vêm outros medos: lobisomem, fantasmas, almas de outro mundo, cadáveres, doenças, micróbios, tabus alimentares, supertições mil, personagens imaginários e até reais, mas que antes devem infundir simpatia – soldado, padre, médico, dentista, mendigo&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há medos cultivados pelos adultos. Pais, incapazes de se fazerem obedecer, apelam para intimidações; empregadas, para acalmarem as crianças, ou as fazerem comer, dormir, etc., ameaçam-nas com a guarda ou bicho-papão! Mães os sugerem a ponto de deformar a criança.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As sugestões provêm também de histórias macabras, filmes impressionantes (entre estes citamos os “infantis” “Branca de Neve” e “Chapeuzinho Vermelho”), certas revistas de quadrinhos, que vão povoando a imaginação das crianças de cenas de violências e sangue, de personagens agressivos e medonhos, e de perigos que ameaçaram outras crianças.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Recomendações excessivas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; &#8220;<em>Não subam nas árvores, para não caírem</em>&#8220;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; &#8220;<em>Não joguem bola, para não se feriem&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; &#8220;<em>Não corram na bicicleta, para não quebrarem a espinha&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8211; &#8220;Não se debrucem na janela, que é muito perigoso&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8211; &#8220;Não tomem chuviscos, para não ficarem tuberculosos&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São lições de poltroneria, de falta de iniciativa, de caráter varonil! O que vale é que, em sua maioria, as crianças as desprezam&#8230; E se as não desprezam prejudicam-s<strong>e!</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Vida doméstica</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Calma e tranqüila, a vida da família espalha nas crianças confiança e bem-estar. Agitada e procelosa, infunde-lhes desassossego e insegurança, levando-as ao medo difuso, gerador de angústias. Se a família é agitada por brigas do casal, por cenas de alcoolismo ou perturbação mental, não admira sejam os filhos agitados por sobressaltos ao menor ruído ou alteração de vozes&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Evitemos o medo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não pretendemos extirpar da criança todos os medos. Não creio que seja isto possível aos adultos normais. Por mais fortes que sejamos, temos sempre algum medo, embora não o confessemos com facilidade, pois não é lá muito honroso&#8230; Procuremos, contudo, evitá-lo nas crianças.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Dar segurança</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um ambiente de segurança, em que os adultos não falem de medos e não os tenham desnecessariamente, é condição essencial. Medo gera medo; segurança estabelece segurança. Amadas, felizes, sentir-se-ão em garantia as crianças. Mesmo em face de perigos, portem-se os pais com moderação e tranqüilidade, sem espantos, porque espanto produz medo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Ambiente normal</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dê-se aos pequeninos um ambiente normal, habituando-os aos rumores comuns da casa (sem exagerados silêncios para dormirem), à meia luz do quarto para repouso diurno, à escuridão para a noite (e assim se elimina o medo à escuridão).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A criança forte</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É necessário dar à criança confiança em si : sono suficiente, alimento, exercício físico, jogos de bola, corrida, exercícios de bicicleta&#8230; Isso lhe dá segurança. Arranhou? Mercúrio-cromo&#8230; Quebrou? Engessa&#8230; Se os companheiros fazem isto tudo, e ela não o faz, por medo, sentir-se-á inferiorizada. O essencial é educar uma criança sadia de corpo e espírito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Não meter medo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vigiar para não se falar do que mete medo às crianças; nem a família, nem as empregadas. E quando elas o ouvirem de estranhos, reduzir as coisas a suas verdadeiras dimensões, apontando o ridículo dos que temem o inofensivo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Não ridicularizar</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando a criança tem medo (é impossível não o ter), evite-se ridicularizá-la. Mesmo que não haja motivo real, há o subjetivo: ela vê o perigo, porque crê nele! Ridicularizar outros medrosos está certo; a própria criança não, porque isso a inibe e a inferioriza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Confiança em Deus</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nós, que não compreendemos a educação sem o fator religioso, devemos valorizar, com a criança, a confiança em Deus: Ele nos protege. Pense a criança em Deus, invoque-O, e fique tranqüila.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Temores benéficos</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sempre que haja um perigo real, a criança deve saber temê-lo, a fim de evitá-lo. O melhor será saber com evitá-lo&#8230; A boa educação requer que não apenas se conheçam os perigos, mas se saiba evitá-los – preparando a criança para isto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O temor de Deus</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O grande temor de que o educador deve impregnar seus pupilos é aquele a que o Espírito Santo chama “<em>o princípio da sabedoria</em>” (Prov. 1,7). Quem tem na alma, firme e profundo, o temor de Deus, está em condições de resistir a todos os perigos e vencer todos os temores.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Teme-se o pecado, porque é ofensa ao Pai, muito mais do que pela conseqüência de levar ao inferno. Teme-se o perigo de pecar, porque as fragilidades da natureza não precisam mais de experiências para prová-las. Teme-se as más companhias, porque são elementos de perdição mais perniciosos que o próprio demônio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Educar para o temor de Deus é educar para a sabedoria, porque o “<em>temor do Senhor é a própria sabedoria</em>” (Jo 28,28). É educar para o horror ao mal e o amor ao bem. É educar para a coragem, a fortaleza, a energia, a coerência – virtudes que estão faltando assustadoramente a nossos contemporâneos. É preparar homens que, em face do dever, saberão cumpri-lo sem olhar conveniências subalternas, porque desconhecem o medo da opinião alheia e não se apavoram dos instáveis julgamentos humanos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É para esta educação que nos devemos orientar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Corrija o seu filho</em> – Pe. Álvaro Negromonte</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/como-educar-os-filhos-medrosos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
