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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. C. du Crest</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>UMA MISSA TRIDENTINA PARA “SÃO” PAULO VI?</title>
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		<pubDate>Thu, 14 May 2020 15:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. C. du Crest]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Já é oficial há alguns dias (nota 1) &#8230; As comunidades Summorum Pontificum  (nota 2) poderão celebrar a missa tradicional em homenagem a “São” Paulo VI no dia de sua festa, 29 de maio, assim como a de “Santa” Madre Teresa &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/uma-missa-tridentina-para-sao-paulo-vi/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/district/france/bo/paul6_bienheureux_toulza_141018/paul_vi.jpg" alt="" width="487" height="348" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/vatican/aberrations/200506_saintpaul6/200506_saintpaul6.php">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já é oficial há alguns dias (nota 1) &#8230; As comunidades <em>Summorum Pontificum  </em>(nota 2) poderão celebrar a missa tradicional em homenagem a “<em>São”</em> Paulo VI no dia de sua festa, 29 de maio, assim como a de “<em>Santa”</em> Madre Teresa ou de “<em>São”</em> João Paulo II (nota 3) . Bento XVI quis assim e foram necessários anos de reflexão para destronar os Santos tradicionais, a fim de abrir espaço para a coorte de novos Santos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Se me amas, Simão Pedro, apascenta meus cordeiros, apascenta minhas ovelhas&#8221;</em> (<em>Introito</em> da Missa dos soberanos pontífices). &#8220;<em>Eis que te constituo hoje sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares e destruires, para arruinares e dissipares, para edificares e plantares</em>.&#8221; (<em>Ofertório</em>). Para São Pio X, sim; para João XXIII, Paulo VI e João Paulo II, não!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dos 177 Santos que compõe o missal tradicional, 70 deles foram eleitos pela comissão romana e mantêm a supremacia sobre os santos do Concílio, mas os outros terão que ceder seu lugar se o padre preferir celebrar em honra de um novo Santo. A lista é longa, já que João Paulo II canonizou mais Santos que seus predecessores dos últimos 5 séculos juntos&#8230; E Francisco já procedeu com 51 canonizações (ou 899 pessoas).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As Missas celebradas nos Priorados da FSSPX obtêm, portanto, uma distinção adicional em relação às comunidades <em>Ecclesia Dei</em>: não pela <em>una cum</em> que recitamos, mas pelo “rito extraordinário” deles que se afasta da liturgia tradicional, concordando com as novidades da Roma modernista.</span><span id="more-19759"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A comunidade judaica já havia ameaçado romper o diálogo judaico-cristão desde que o <em>Motu proprio</em> de 2007 autorizou&#8230;a oração <em>pro perfidis Judæis </em>(nota 4), que Roma se apressou em revisar: de acordo com a <em>Nostra Ætate</em> do Vaticano II, isso não era mais apropriado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um segundo decreto (nota 5) foi publicado no mesmo dia para propor aos <em>católicos Bento XVI</em> novos prefácios que faltavam na liturgia milenar. Três que já cantamos, mas que são autorizados apenas para determinados lugares, e quatro retirados da missa moderna, segundo a vontade de Bento XVI de interligar os dois missais desse mesmo rito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O termo <em>rito extraordinário</em> mostra, por si só, toda sua malícia e nos diz que não é aceitável. O <em>Motu Proprio</em> é claro: os dois missais &#8211; que se opõem &#8211; devem ser recebidos de acordo com a mesma <em>Lex Orandi</em>, um mesmo Rito latino, e eles são a expressão de uma <em>Lex Credendi</em> idêntica. O missal celebrado de acordo com o <em>usus antiquior</em> é apenas uma forma extraordinária do que é ordinário, como se guarda um velho arado para festivais de antiguidades ou por nostalgia. Mas que distinção existe entre essas duas Missas? Entre o santo sacrifício da Missa e a Ceia do Senhor, somos confrontados com uma equivocidade (nota 6). É querer conciliar o irreconciliável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O último livro (nota 7) do papa do <em>Motu proprio</em> renova sua teoria da morte de Cristo não sendo um ato de religião, e unicamente de um amor que se entrega. O <em>rito bastardo,</em> como dizia Mons. Lefebvre, inclina-se perfeitamente a essa interpretação: o conceito de religião e, portanto, a idéia de sacrifício está ausente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por outro lado, a Missa tradicional expressa de forma sublime aquilo que Bento XVI caricatura da idéia de religião primitiva (nota 8): o sacrifício propiciatório. Os Apóstolos, disse ele, foram imbuídos dele, bem como a teologia da época do Concílio de Trento (nota 9). A Missa tradicional autorizada não seria uma condescendência papal para os fiéis retrógrados ​​que, como os apóstolos ou no Concílio de Trento, permanecem apegados ao que é de fato o coração da religião católica?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Haveria amanhã uma <em>Missa de São Pio V</em> de “São” Paulo VI no Priorado? E depois de amanhã, a <em>Missa de Paulo VI</em> de São Pio V, como continuidade lógica do primeiro? Deus nos livre: nem uma nem outra, como prometido! Se mantivermos a liturgia de 1962 em nossos priorados, ela contrasta com a de 1969 (a nova Missa) que é ilegítima e ruim. Cabe ao legislador instituir uma liturgia digna desse nome e condenar as ruins; enquanto isso, seguimos a lei anterior. Sem mistura ou adição (prefácios ou festas de novos Santos), sem a Missa de Pio-Paulo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O apego da Fraternidade à liturgia tradicional não é uma nostalgia por canções antigas, nem um culto retrógrado para colecionadores, e menos ainda uma expressão diferente da protestante missa do <em>Novus Ordo</em>. É a honra de Jesus Cristo que está em jogo, é a nossa Redenção e a perpetuação pela Igreja do sacrifício de valor infinito.  </span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Pe. C. du Crest (Priorado de Lion)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(1) <a href="https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2020-03/congregacao-doutrina-fe-decretos-cum-sanctissima-quo-magis.html">Decreto <em>Cum sanctissima</em></a> (22 de fevereiro de 2020, mas tornado público em 25 de março)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(2) <em>Motu proprio</em> de 2007, pelo qual Bento XVI reafirmou que a Missa tradicional nunca havia sido proibida e autorizou os fiéis que a pediram a fim de se beneficiar da Missa tradicional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(3) A última edição do missal do Barroux antecipou essas medidas acrescentando os Santos modernos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(4) Ainda é necessário saber traduzir corretamente o latim da igreja &#8230; <em>Perfídio</em> é aquele que é infiel à sua missão, neste caso, o de acolher o Messias. Não há nada antissemita nessa oração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(5) <a href="https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2020-03/congregacao-doutrina-fe-decretos-cum-sanctissima-quo-magis.html">Decreto <em>Quo Magis.</em></a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(6) O <em><a href="https://www.fsspx.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Breve_Exame_Critico_do_Novus_Ordo_Missae.pdf">Breve Exame Crítico do Novus Ordo Missae</a></em> gira em torno das quatro causas filosóficas e prova que todas elas foram arruinadas pela nova liturgia. Se elas mudaram, são duas realidades separadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(7) <em>Do fundo de nossos corações</em>, com o cardeal Sarah.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(8) <em>A consciência cristã tem sido amplamente marcada nesse ponto por uma representação extremamente rudimentar da teologia da satisfação de Anselmo de Cantuária</em> (A fé cristã ontem e hoje, pág. 197).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Quase todas as religiões giram em torno do problema da expiação; eles surgem da consciência de que o homem tem sua culpa diante de Deus; eles constituem uma tentativa de pôr fim a esse sentimento de culpabilidade, para superar a falha através de obras de expiação que são oferecidas a Deus. O trabalho de expiação pelo qual os homens tentam apaziguar a divindade e torná-la favorável está no cerne da história das religiões</em> (idem, pág. 198).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(9) <em>A essência do culto cristão, portanto, não consiste na oferta de coisas, nem em nenhuma destruição, como tem sido constantemente repetida nas teorias do sacrifício da Missa, desde o século XVI. Segundo essas teorias, a destruição seria a maneira real de reconhecer a soberania de Deus sobre todas as coisas. Todas essas especulações são simplesmente superadas pelo advento de Cristo e pela interpretação dada pela Bíblia</em> (idem, pág. 202).</span></p>
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