<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. F. Blot</title>
	<atom:link href="http://catolicosribeiraopreto.com/tag/pe-f-blot/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://catolicosribeiraopreto.com</link>
	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
	<lastBuildDate>Mon, 27 Apr 2026 14:43:56 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=4.2.2</generator>
	<item>
		<title>ESPECIAIS DO BLOG: NO CÉU NOS RECONHECEREMOS</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-no-ceu-nos-reconheceremos/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-no-ceu-nos-reconheceremos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 Nov 2017 14:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. F. Blot]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.catolicosribeiraopreto.com/?p=10919</guid>
		<description><![CDATA[Em uma “Operação Memória” de nosso blog, trazemos novamente os capítulos do Livro: No Céu nos Reconheceremos &#8211; Cartas de Consolação, do Pe. R. P. Blot, de 1890. O livro mostra através de histórias e exemplos como será possível o &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-no-ceu-nos-reconheceremos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi aligncenter" src="http://diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2014/11/SANTOS.jpg" alt="Imagem relacionada" width="281" height="393" />Em uma “Operação Memória” de nosso blog, trazemos novamente os capítulos do Livro: <em>No Céu nos Reconheceremos &#8211; Cartas de Consolação, </em>do Pe. R. P. Blot, de 1890.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="color: #000000;">O livro mostra através de histórias e exemplos como será possível o reconhecimento de parentes e amigos no céu.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aproveitem a leitura.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline; color: #000000;"><strong>PRÓLOGO</strong></span></p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/inicio-da-publicacao-do-livro-no-ceu-nos-reconheceremos-introducao-ocasiao-e-motivos-desta-obra/">Ocasião e motivos desta obra</a></span></strong></li>
<li style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-introducao-juizo-que-dela-fazem-alguns-eminentes-bispos-e-sacerdotes/">Juízo que dela fazem alguns eminentes bispos e sacerdotes</a></span></strong></li>
<li style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-introducao-vantagens-desta-publicacao/">Vantagens desta publicação</a></span></strong></li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>CARTAS DE CONSOLAÇÃO</strong></span></span></p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Estado da questão (<a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-primeira-carta-parte-1/">Parte 1</a>, <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-primeira-carta-parte-2/">Parte 2,</a> <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-primeira-carta-parte-3/">Parte 3</a> e <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-primeira-carta-parte-4/">Parte 4</a>)<br />
</span></strong></li>
<li style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">No Céu todos se conhecem (<a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-segunda-carta-parte-1/">Parte 1</a> e <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-segunda-carta-parte-2/">Parte 2</a>)<br />
</span></strong></li>
<li style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Resposta a algumas objeções (<a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-terceira-carta-parte-1/">Parte 1,</a> <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-segunda-carta-parte-2/">Parte 2</a>, <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-terceira-carta-parte-3/">Parte 3</a>, <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-terceira-carta-parte-4/">Parte 4</a> e <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-terceira-carta-apendice/">Apêndice</a>)<br />
</span></strong></li>
<li style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Reconhecimento dos parentes ou a família no Céu (<a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quarta-carta-parte-1/">Parte 1</a>, <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quarta-carta-parte-2/">Parte 2</a> e <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quarta-carta-parte-3/">Parte 3</a>)<br />
</span></strong></li>
<li style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Reconhecimento dos amigos ou a amizade no Céu (<a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quinta-carta-parte-1/">Parte 1</a>, <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quinta-carta-parte-2/">Parte 2</a> e <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quinta-carta-parte-3/">Parte 3</a>)<br />
</span></strong></li>
<li style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">O homem conhece os anjos, ou a união dos anjos e dos homens no Céu (<a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-sexta-carta-parte-1/">Parte 1</a>, <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-sexta-carta-parte-2/">Parte 2</a> e <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-sexta-carta-parte-3/">Parte 3</a>)<br />
</span></strong></li>
<li style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Conclusões práticas (<a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-setima-carta-parte-1/">Parte 1</a>, <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-setima-carta-parte-2/">Parte 2</a> e <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-setima-carta-parte-3/">Parte 3</a>)<br />
</span></strong></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-no-ceu-nos-reconheceremos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>NO CÉU NOS RECONHECEREMOS – SÉTIMA CARTA – PARTE 3</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-setima-carta-parte-3/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-setima-carta-parte-3/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Jul 2017 19:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. F. Blot]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.catolicosribeiraopreto.com/?p=10095</guid>
		<description><![CDATA[O reconhecimento no Céu é um estímulo para o zelo. – Zelo para o alívio de nossos queridos defuntos. – Zelo para conversão dos pecadores. – Zelo para a nossa própria santificação. – O Céu começa no tempo e continua &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-setima-carta-parte-3/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><img class=" alignright" src="http://4.bp.blogspot.com/-e3zJRAUzA1w/U-JAwQI5W3I/AAAAAAAAAHk/LvOMWWLE7Q4/s1600/ceu.jpg" alt="Resultado de imagem para céu catolico" width="297" height="222" />O reconhecimento no Céu é um estímulo para o zelo. – Zelo para o alívio de nossos queridos defuntos. – Zelo para conversão dos pecadores. – Zelo para a nossa própria santificação. – O Céu começa no tempo e continua na eternidade. A glória só fará desenvolver o gérmen da graça. – Nós saberemos tudo o que alguma pessoa fizer em nosso beneficio, e a nossa felicidade, como a sua, será por isso maior. – Cada florão da coroa duma mãe será uma alegria a mais para todos os seus filhos. </strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Finalmente, que a esperança de torná-los a ver no Céu, de reconhecê-los e de serdes por eles reconhecida, reanime o vosso zelo e vos faça trabalhar com mais ardor no alívio destas pobres almas, na conversão dos pecadores e na vossa própria santificação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As almas do Purgatório são tão reconhecidas, que as pessoas que as têm aliviado, têm recebido provas da sua gratidão, antes de se lhes reunirem na bem-aventurança. Foi mesmo concedido muitas vezes a Santa Gertrudes, mui zelosa em aliviar as almas do Purgatório, ver, durante a sua vida, e mesmo entreter-se com aquelas que havia socorrido[126].<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um dia, depois da comunhão, Gertrudes oferecia a adorável Hóstia pelo eterno descanso das almas de todos os parentes dos membros da sua comunidade. Apenas tinha acabado de fazer este precioso oferecimento, quando viu sair das trevas um grande número de almas, semelhantes a faíscas ou estrelas:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Senhor, exclamou ela, esta multidão de almas é só de nossos parentes?”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">– Sou eu mesmo, respondeu o Senhor, o mais próximo de vossos parentes: sou vosso pai, vosso irmão e vosso esposo. Todos aqueles que são especialmente meus, tornam-se, portanto, vossos parentes e aliados, e quero que eles tenham parte nos frutos das orações que fazeis pelos vossos parentes”[127].<br />
</span><span id="more-10095"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Continuai, pois, Senhora, a orar por vosso marido, por vossos filhos e por todos os vossos parentes que já acabaram a sua peregrinação na terra. Se as suas almas, como espero, estiverem já em lugar de refrigério, de luz e de paz, as vossas orações aliviarão outros membros da família de Jesus Cristo, retirando-os das chamas expiatórias para introduzi-los na infinita bem-aventurança.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas não limiteis aos mortos o vosso zelo; que seja católico ou universal, como a Igreja.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quantos pecadores e infiéis, entre os vivos, cujo regresso para Deus podeis apressar por meio dos vossos cuidados, orações, esmolas e de todos os vossos merecimentos! Tende compaixão da sua miséria; porque são cegos, levados à destruição de todo o amor pela mesma desordem de suas mentirosas afeições.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ninguém se aplica tanto, como aos condenados, o que S. Paulo dizia dos pagãos: “Nenhuma afeição há neles – <em>Sine affectione”</em> (Rom., I, 31).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se é verdade que o princípio natural das nossas afeições subsiste no inferno, só o devemos entender assim quando ele é mau ou separado de Jesus Cristo. Desta forma, só produz frutos muito amargos e um ódio eterno onde parecia haver um grande amor.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas reconduzindo a seu Pastor as ovelhas desgarradas, e ao Pai de família os filhos pródigos, preparareis no Céu a vós mesma um círculo de ternos e reconhecidos amigos, que permitirão se vos apliquem estas palavras do profeta: “Erguei os olhos e correi a vista em volta de vós; todos estes que se acham aqui reunidos são vossos. Sereis deles revestida como dum ornamento; sereis rodeada por eles como uma esposa ou uma mãe o é por seus filhos, ainda que os não tenhais gerado segundo a natureza.” (Is., XLIX, 18. – LIV, l . )<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Àqueles que tiverdes convertido, podereis mesmo dizer com o Apóstolo:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Vós sois meus filhos muito amados, meus irmãos desejados, minha alegria e minha coroa.” (Gal., IV, 19 &#8211; Philip. IV, 1)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao pensar, ao ver antecipadamente esta coroa de alegria que encontrareis no Paraíso, quando chegar o tempo de deixardes este triste lugar de desterro, tereis a consolação de dizer a vós mesma: Vou reunir-me àqueles que enviei para a Pátria, vou vê-los e reconhecê-los, vou gozar dos testemunhos da sua gratidão e do seu amor.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Podereis mesmo dizer àqueles que deixardes na terra o que o divino Mestre dizia a seus discípulos:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Vou preparar-vos o lugar para que habiteis comigo” (Joan. XVI, 2, 3); “Dentro em pouco já me não vereis, mas bem depressa me tornareis a ver, porque vou para junto do meu Pai. Também em breve tempo vos tornarei a ver, e o vosso coração se regozijará, e ninguém vos tirará a vossa alegria” (Joan., XVI, 26, 22).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta alegria de vos tornarem a ver, Senhora, será tanto maior naqueles que vos conheceram, quanto mais tiverdes trabalhado na vossa santificação pessoal. Quando nos esforçamos por santificar-nos, o Céu começa para nós no tempo para continuar na eternidade.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim como a planta se despoja sucessivamente de seus grossos invólucros, até a haste saída do tronco se coroar duma bela flor, assim pelo seu trabalho santificador, a alma se despoja de tudo o que tinha de mais terrestre, e se transforma, pouco a pouco, em Jesus Cristo, que se compara na Escritura à rosa dos campos, ao lírio dos vales (Cant., II, 1). Para ela, o Céu começa pelo louvável desenvolvimento das suas faculdades, e acabará pela sua completa dilatação.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porque, mesmo no Paraíso, não seremos preguiçosos, mas ativos. Teremos sempre alguma coisa que aprender, pois que Deus é um fundo inesgotável, e nunca seremos capazes do infinito.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para termos alguma idéia do que a glória causará então numa alma, bastaria, pois, estudar e conhecer o que a graça produz agora na mesma, tirado o sofrimento e a luta, que já não existirá. Toda a luz e amor que a graça produz em nós, não será o gérmen que a glória desenvolverá? Ora, o que a graça nos dá presentemente para iluminar os nossos espíritos e inflamar os nossos corações, é imenso e incalculável.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Imenso e incalculável também será o eterno peso de glória de que nos fala S. Paulo (II Cor., IV, 17), isto é, o aumento de esplendor e caridade que nos merecem, a paciência em nossas provações, a atividade para o bem, o zelo pela salvação das almas e o cuidado do nosso progresso espiritual.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E assim como os condenados serão punidos por onde tiverem pecado (Sap., XI, 17), também os bem-aventurados serão recompensados por onde tiverem merecido.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Toda a mãe que se santifica educando seus filhos, receberá neles um aumento de recompensa eterna.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todo o filho que diz para consigo: Faço este sacrifício para honrar meus pais, para que Deus abençoe meu pai e minha mãe, prepara-lhes, e prepara a si mesmo, um aumento de eterna felicidade.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com efeito, não será somente em conjunto, se assim posso falar, que reconheceremos no Céu aqueles que nos foram queridos; conhecê-los-emos até por miúdo, saberemos o que muitas vezes ignoramos na terra, saberemos tudo o que eles fizeram ou sofreram por nós; veremos a recompensa que por isto o Senhor lhes concede, e este espetáculo assim como este conhecimento, será uma das nossas alegrias durante a eternidade.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que este pensamento vos console de todos os esforços que tendes feito, de todas as fadigas que tendes suportado para santificar vossos filhos, santificando-vos também. Que aumento de recompensa não recebereis disto na glória!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todos os escolhidos que vos amaram na terra, o contemplarão e dele se regozijarão em vós. Não será assim que consideraremos a auréola das virgens, dos mártires e dos doutores, e que, considerando-a, nos regozijaremos com aqueles doutores, mártires e virgens que tivemos a felicidade de conhecer e amar?<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A especial coroa que vos espera, será como a auréola da vossa maternidade cristã. Será devida a todos os santos desejos, a todos os piedosos cuidados, a todas as dores íntimas, ignoradas na terra por aqueles que foram o seu objeto ou causa, mas que reconhecerão no reino do Céu, pois cada um destes desejos, destes cuidados e destas dores terá produzido um florão da imortal coroa que brilhará sobre a vossa cabeça. Os vossos filhos admirarão esta coroa, contarão todos os seus florões, e serão por isso eternamente mais felizes.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para vos excitar a adquirir ainda mais merecimentos ou direitos à eterna recompensa, que doce e poderoso incentivo não tendes vós, pois, no vivo desejo de irdes, para aumentar a sua glória com a vossa, reunir no Céu todos aqueles que mais tendes amado, ou vê-los aí subir triunfantes para junto de vós!<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas o Senhor dignar-se-á deixar-vos ainda por muito tempo no meio de nós, tanto para felicidade de vossos filhos e de vossos netos, como para edificação de todos os fiéis.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal é, pelo menos, o voto, tal é á súplica.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">SENHORA, </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Do vosso muito humilde e dedicado servo, </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">F. Blot</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Strasburgo, 15 de Agosto de 1862.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>No Céu nos reconheceremos</em> – Pe. F. Blot</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Acompanhe os capítulos dessa obra</span> <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/tag/pe-f-blot/">clicando aqui</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[126] Les Insinuations de la divine piété, liv. V. Cap. XV, XVI, XVII, XVIII, XXIV.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[127] Ib., id., cap. XX.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-setima-carta-parte-3/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>NO CÉU NOS RECONHECEREMOS – SÉTIMA CARTA – PARTE 2</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-setima-carta-parte-2/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-setima-carta-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Jul 2017 15:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. F. Blot]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.catolicosribeiraopreto.com/?p=10092</guid>
		<description><![CDATA[A esperança de nos reconhecermos no Céu é um alivio para a dor. – Exemplo e palavras de Fénelon. – É-nos útil entretermo-nos com os nossos virtuosos e queridos defuntos. – Podemos até invocá-los. – Prática de S. Francisco Xavier, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-setima-carta-parte-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><img class=" alignright" src="http://4.bp.blogspot.com/-e3zJRAUzA1w/U-JAwQI5W3I/AAAAAAAAAHk/LvOMWWLE7Q4/s1600/ceu.jpg" alt="Resultado de imagem para céu catolico" width="297" height="222" />A esperança de nos reconhecermos no Céu é um alivio para a dor. – Exemplo e palavras de Fénelon. – É-nos útil entretermo-nos com os nossos virtuosos e queridos defuntos. – Podemos até invocá-los. – Prática de S. Francisco Xavier, de S. Luís Bertrand, de M. Emery. – As almas do Purgatório pedem por nós. </strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Poucos homens têm sido tão sensíveis à perda dos seus amigos, como o amável Arcebispo de Cambrai. Eis uma prova disto nas suas próprias palavras:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Seria tentado a desejar que todos os bons amigos esperassem para morrerem juntos no mesmo dia. Aqueles que não amam pessoa alguma quereriam enterrar todo o gênero humano com os olhos secos e o coração alegre; tais pessoas, porém, não são dignas de viver. Custa muito ser sensível à amizade; mas aqueles que têm esta sensibilidade envergonhar-se-iam se a não tivessem; desejam antes sofrer do que serem insensíveis”[119].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vede, todavia, como ele sabia aliviar a sua própria aflição, consolando as pessoas mais angustiadas. Por ocasião da morte do duque de Beauvilliers, seu amigo, escrevia à duquesa:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Só os nossos sentidos e a nossa imaginação perderam o objeto do nosso amor. Aquele que já não podemos ver, está conosco mais do que nunca. Encontramo-lo incessantemente no nosso centro comum. Ele vê-nos aí, e lá mesmo nos procura os verdadeiros socorros. Conhece melhor, onde está agora, as nossas enfermidades, do que nós mesmos, ele que já não tem nenhuma; e procura os remédios próprios e necessários para a nossa cura. Quanto a mim, eu, que estava privado de o ver desde há tantos anos, falo-lhe, abro-lhe o meu coração e creio encontrá-lo na presença de Deus; e ainda que o tenha chorado amargamente, não posso todavia acreditar que o perdesse. Oh! quanta realidade nesta íntima sociedade!”[120].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fénelon escrevia ainda à viúva do duque de Chevreuse:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Unamo-nos de coração àquele que choramos; ele não se ausentou de nós pelo fato de se tornar invisível. Vê-nos, ama-nos e comove-se das nossas necessidades. Chegado felizmente ao porto, ora por nós, que ainda estamos expostos ao naufrágio. E diz-nos com uma voz secreta: Apressai-vos a unirmo-nos. Os puros espíritos vêem, ouvem, e amam sempre os seus verdadeiros amigos no seu centro comum. A sua amizade é imortal, como a fonte donde nasce. Os incrédulos só amam a si mesmos; do contrário, deveriam desesperar-se de perderem para sempre os seus amigos; mas a amizade divina torna a sociedade visível numa sociedade de pura fé; chora, mas consola-se na esperança de tornar a reunir seus amigos no país da verdade, e no seio do próprio Amor”[121].</span><span id="more-10092"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que coisa mais adequada à sustentação da piedade do que estas afetuosas e íntimas relações, que podem estabelecer-se entre nós e os nossos queridos defuntos, desde que nos é permitido esperar que, tendo morrido na graça de Deus, não se lembram menos de nós do que nós deles! Sem dúvida, gozar da presença do Senhor e entreter-nos com Ele, mesmo nesta vida mortal, é o que nutre mais a nossa piedade. Todavia, conversar, tratar e entretermo-nos com os santos do Céu, por longo tempo e repetidas vezes, sempre que nos agrade, não será um meio poderoso de nos santificar e consolar ao mesmo tempo?  Deste modo, não participamos, de alguma sorte, do privilégio dos anjos que têm contínuas relações e a mais doce familiaridade com todos os santos?<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A lembrança dum amigo virtuoso e fiel que possuamos neste mundo, basta muitas vezes para afugentarmos de nós, com os desgostos e tristezas, as tentações, os desesperos e todos os maus pensamentos. Quanto mais eficazes e salutares devem ser para a nossa alma a conversação e convivência destes parentes e amigos que vêem o Senhor face a face e gozam da sua glória!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um piedoso autor, o P. de Barry, aconselha-nos a que invoquemos aqueles que a Igreja não designa ao nosso culto, mas que tiveram uma vida santa neste mundo, ou pelo menos uma boa morte, sobretudo, se o seu amor por nós foi agradável ao Senhor. Fazei, diz ele, o catálogo dos seus nomes, e uma vez por ano, ou antes, uma vez por semana, percorrei-o, invocando aqueles que nele estão inscritos. Isto fará que desejeis com mais ardor encontrar no Céu a feliz sociedade daqueles que vos eram unidos na terra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E quão grande será a alegria do vosso coração quando obtiverdes de Deus, por sua intercessão, o que durante muito tempo debalde tiverdes solicitado! Pois não duvido que, por seu intermédio, algumas vezes sejamos ouvidos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se eles nos amavam durante a sua vida e não ousavam repelir as nossas súplicas, que não farão agora, visto que o seu amor se tornou mais ardente e estão em grande honra junto de Deus!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Francisco Xavier invocava muitas vezes os religiosos da Companhia de Jesus que tinham passado a melhor vida. Recorria a todos aqueles que tinha conhecido e com os quais vivera; recomendava-lhes as suas empresas, considerava-os como seus protetores na corte celeste, e confessava que suas orações lhe eram duma freqüente utilidade.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Luís Bertrand, dominicano, compôs um catálogo com os nomes dos seus mais queridos amigos, que julgava estarem já de posse da eterna bem-aventurança, e invocava-os muitas vezes nas suas necessidades[122].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um livro que saiu à luz neste corrente ano de 1862, fornece-nos outro exemplo muito semelhante. Na Vida de M. Émery, nosso superior de S. Sulpício, lê-se, a respeito dos antigos padres desta Companhia que mais o tinham edificado por suas virtudes:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Em muitos de seus retiros, tomou a resolução de redigir, segundo o mapa das sepulturas do seminário, uma nota que lhe recordasse os dias do falecimento daqueles santos padres por quem tinha mais devoção, a fim de invocá-los nos mesmos dias com fervor, e de render graças a Deus pela eminente santidade a que os elevara”[123].<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Podeis fazer sobre esta piedosa prática a seguinte objeção: Acaso estarão no Céu os meus parentes e amigos? Estarão eles no Purgatório?<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É verdade que a Igreja não tem declarado onde eles estão. Mas a oração não se desencaminha, e, entre o grande número dos que assim invocardes, alguns devem ter já certamente chegado ao porto da felicidade.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Muitos e graves teólogos são de parecer que as almas do Purgatório podem orar por nós; porque não são de pior condição do que os pecadores, inimigos de Deus. Estão mesmo confirmadas na graça e amizade do Senhor, têm a perfeição do amor, recordam-se de tudo o que nos devem, e podem conhecer as nossas orações pelos seus anjos da guarda.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E por que não orariam elas a Deus por nós, visto que vêm algumas vezes pedir-nos por si mesmas, como aconteceu com Santa Brígida a quem seu marido apareceu, pedindo-lhe que fizesse celebrar missas e distribuísse esmolas por sua alma?[124].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santa Catarina de Bolonha invocava freqüentemente as almas do Purgatório, e dizia que tinha obtido de Deus, por sua intercessão, os maiores e mais numerosos benefícios. “Muitas vezes mesmo, acrescentava ela, o que não tinha podido obter durante muito tempo, pelas orações dos santos do Céu, consegui-o depois que recorri a estas almas padecentes”[125].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>No Céu nos reconheceremos</em> – Pe. F. Blot</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Acompanhe os capítulos dessa obra</span> <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/tag/pe-f-blot/">clicando aqui</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[119] <em>Histoire de Fénelon</em>, pelo cardeal de Bauset, liv. VIII, morte do duque de Chevreuse.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[120] Correspondance de Fénelon, n<sup>o.</sup> 340.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[121] <em>Histoire de Fénelon</em>, par de Bausset, liv. VII, morte do duque de Chevreuse.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[122] P. de Barry, <em>Sanctum faedus cum sanctis caeli civibus</em>, cap. V.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[123] Vie de M. Émery, 1ª. P., n<sup>o.</sup> 52, t. I, p. 195.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[124] <em>Révélations de sainte Brigitte</em>, liv. Des Révélations extraor., cap. LVI.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[125] P. de Barry, <em>Sanctum faedus</em>, cap. VI – <em>Acta sanctorum</em>, die 9 martii. Vita, auctore Grassetti, cap. XII, n<sup>o.</sup> 118</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-setima-carta-parte-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>NO CÉU NOS RECONHECEREMOS – SÉTIMA CARTA – PARTE 1</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-setima-carta-parte-1/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-setima-carta-parte-1/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Jul 2017 19:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. F. Blot]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.catolicosribeiraopreto.com/?p=10088</guid>
		<description><![CDATA[Conclusões práticas O conhecimento das criaturas, comparado ao do Criador, é muito diminuto. – É todavia uma parte da bem-aventurança acidental. – Os bem-aventurados sabem todos os mistérios do passado, e deles se regozijam. – Sabem especialmente o que se &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-setima-carta-parte-1/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong><img class=" alignright" src="http://4.bp.blogspot.com/-e3zJRAUzA1w/U-JAwQI5W3I/AAAAAAAAAHk/LvOMWWLE7Q4/s1600/ceu.jpg" alt="Resultado de imagem para céu catolico" width="297" height="222" />Conclusões práticas</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O conhecimento das criaturas, comparado ao do Criador, é muito diminuto. – É todavia uma parte da bem-aventurança acidental. – Os bem-aventurados sabem todos os mistérios do passado, e deles se regozijam. – Sabem especialmente o que se refere aos seus parentes e amigos. – Nuvem luminosa dos testemunhos que o provam. – Os contraditores fazem um grande mal.<br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tudo quanto vos tenho escrito até aqui não deve fazer-vos esquecer que a essência da bem-aventurança é a clara visão ou a intuição do próprio Deus.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O conhecimento das criaturas, acrescentado ao do Criador, parece aos bem-aventurados menos do que uma gota de água lançada no mar. Eles dizem com o filho de Amós: “Todas as nações, todas as famílias dos homens, dos anjos e dos astros, não podem, de modo algum, comparar-se com Deus; elas estão na sua presença como se não estivessem, e pesam tanto na sua balança como se não existissem”. (Is., XL, 15, 17)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dizem ainda com o filho de Mônica: “Senhor, Deus de toda a verdade, quão desgraçado é o homem que conhece todas as criaturas, e não vos conhece a Vós! Quão afortunado é todo aquele que vos conhece, quando mesmo não conheça mais coisa alguma! Aquele que une estas duas ciências, a do Criador e a das criaturas, não vê aumentar a sua felicidade pelo conhecimento dos seres criados; mas só Vós, ó meu Deus, o tornais feliz”[114].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nem por isso é menos verdade, como creio ter-vos suficientemente demonstrado, que uma parte da bem-aventurança acidental reservada pelo Senhor a todos os seus escolhidos, consiste no conhecimento das criaturas.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É este um belo ponto de meditação, que o célebre P. Coton não receava de propor a uma rainha de França[115], e que um beneditino também propunha aos seus religiosos para os consolar no momento da morte[116].<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os bem-aventurados sabem todos os mistérios do passado, e alegram-se com um espetáculo que muitas vezes nos entristece.<br />
</span><span id="more-10088"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Que direi, escrevia um sábio e piedoso cardeal, tratando da eterna felicidade dos santos, que direi do decurso dos tempos e dos séculos, desde o seu princípio até ao fim? Que deleite não causará aos escolhidos a lembrança de tantas vicissitudes e mudanças entre as coisas que a inimitável Providência governa com sabedoria e conduz a seus fins? Lá haverá esta impetuosidade do rio, que tão maravilhosamente alegra a Cidade de Deus – <em>Fluminis impetus laetificat civitatem Dei</em>! (Ps. XLV, 5).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que será, efetivamente, a ordem ou a sucessão dos séculos, que passam rapidamente e nunca interrompem o seu curso, senão a impetuosidade dum rio que, sem descanso, faz girar as suas águas, arrastando-as até ao mar, onde se mergulham e desaparecem? Entretanto, o rio passa e os tempos correm, muitos homens duvidam da Providência de Deus.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entre os seus próprios servos, há muitos que são perturbados ou gravemente tentados, e que se queixam do seu governo. Porque esta rápida corrente do rio causa muitas vezes grandes danos aos bons, e grandes vantagens aos maus, pois leva a boa terra dos campos do justo para deixá-la nos do ímpio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, quando os tempos finalizarem a sua carreira e o rio tiver entrado no mar com todas as suas águas, os santos lerão claramente, no livro da Divina Providência, as razões de todas as desordens e de todas as revoluções.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Então a impetuosidade deste rio, representada pela imaginação, alegrará a Cidade de Deus acima de tudo o que pode dizer a língua dum mortal”[117].<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, segundo Bossuet, “no infinito espelho da Divina Essência, onde se vê tudo, as almas dos bem-aventurados descobrem principalmente o que toca às pessoas que lhes estão unidas por ligações particulares”[118].<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É o que provam de sobejo todos os testemunhos que tenho referido, em vez de falar por mim mesmo. Fi-lo assim para que vos fosse mais fácil consolar-vos, vivendo deste modo, durante algumas horas, na companhia e mesmo na intimidade dos santos e dos doutores, cujo coração foi sempre tão sensível e compassivo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se alguém, pois, ainda ousar dizer-vos que não nos reconheceremos no Céu, mostrai-lhe esta nuvem de testemunhos de que fala o Apóstolo (Hebr. XII, 1 ), e que paira sobre a vossa cabeça.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todos os autores que vos tenho citado, e muitos outros de que me poderia ter servido, são sábios e virtuosos. Eles formam uma nuvem cujo brilho rende testemunho ao Sol da verdade, que nasceu no mundo, e os doura com seus raios. Formam uma nuvem cuja suavidade e escuridão faz repousar docemente os nossos olhos e deixa esperar aos nossos corações uma chuva fecunda em consolações celestes.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os seus contraditores também formam nuvens, mas tenebrosas e ameaçadoras. Aumentam o horror da noite que nos envolve, derramam negra tinta sobre o eterno dia que esperamos. Roubam ao nosso conhecimento e ao nosso amor esses brilhantes astros a que chamamos bem-aventurados do Paraíso, e forçam os nossos olhos a fixarem-se dolorosamente nos túmulos, quando teríamos maior necessidade de os levantar para o Céu, a fim de nele encontrarmos alguma luz e alegria. Negar que nos reconheceremos no seio da glória, junto de Deus, é fazer-nos um grande mal, aumentar-nos a tristeza e lançar-nos no desespero ou desalento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas divulgar a importante verdade que se acaba de estabelecer é aliviar a aflição, sustentar a piedade e reanimar o zelo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis as três conclusões práticas que me resta desenvolver-vos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>No Céu nos reconheceremos</em> – Pe. F. Blot</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Acompanhe os capítulos dessa obra </span><a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/tag/pe-f-blot/">clicando aqui</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[114] Santo Agostinho, Confissões, liv. V, cap. IV, n<sup>o.</sup> 7.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[115] <em>Sermons sur les principales  et plus difficiles matières de la foi</em>, feitos pelo P. Coton, e reduzidos pelo mesmo à forma de meditações. Du Paradis, medit. XXI, profits, n<sup>o.</sup> 14.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[116] <em>Le Religieux mourant, ou Préparation à la mort pour les personnes religieuses</em>, por um beneditino de S. Mauro. Avinhão, 1731, cap. XI, &amp; 5 e 6. t. I, p. 257, 266.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[117] Bellarmino, <em>De Aeterna felicitate sanctorum</em>, liv. IV, cap. IV.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[118] Bossuet<em>, Sermon pour profession d’une demoiselle que la reine mère avait tendremente aimée – Péroraison</em>.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-setima-carta-parte-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>NO CÉU NOS RECONHECEREMOS – SEXTA CARTA – PARTE 3</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-sexta-carta-parte-3/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-sexta-carta-parte-3/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Jul 2017 15:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. F. Blot]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.catolicosribeiraopreto.com/?p=10086</guid>
		<description><![CDATA[Cada um de nós reconhecerá o seu anjo da guarda, e será também reconhecido por ele. – Alegria que disto resultará. – Os santos comparados por Dante com as flores e os anjos, com as faíscas. – Todos os santos &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-sexta-carta-parte-3/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><img class=" alignright" src="http://4.bp.blogspot.com/-e3zJRAUzA1w/U-JAwQI5W3I/AAAAAAAAAHk/LvOMWWLE7Q4/s1600/ceu.jpg" alt="Resultado de imagem para céu catolico" width="297" height="222" />Cada um de nós reconhecerá o seu anjo da guarda, e será também reconhecido por ele. – Alegria que disto resultará. – Os santos comparados por Dante com as flores e os anjos, com as faíscas. – Todos os santos comparados a uma rosa somente, e os anjos, às abelhas. – 0 Céu comparado por Jesus Cristo a um banquete. – Troca recíproca entre os anjos e os santos.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As doçuras da santa união formada na Pátria Celeste entre os anjos e os homens, foram-nos desenhados pelos grandes gênios católicos.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Tomás de Aquino faz-nos perceber que os anjos põem uma parte da sua felicidade em reinar cada um com o bem-aventurado que lhe foi confiado, em assentar-se no mesmo trono, em cingir-se, por assim dizer, com a mesma coroa e em fazer juntamente com ele um só coração e uma só alma: pois que todo o homem deve ter no Céu um anjo para reinar com ele, ou, no inferno, um demônio para o atormentar – <em>Habebit in regno Angelum conregnantem, in inferno daemonem punientem</em>[108].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Boaventura diz-nos que a alegria do anjo aumentará pela bem-aventurança do homem que guardou na terra, não só quanto à extensão, visto que cresce o número daqueles com cuja glória se regozija, mas também quanto à mesma intensidade. É verdade que esta não se deve entender da recompensa essencial, mas somente da acidental. Ela explica-se pelo próprio bem dos anjos, pelo bem das criaturas santificadas que eles amam ternamente, e sobretudo pelo bem daquela que lhes está mais intimamente unida, porque foram os ministros da sua salvação e fizeram por ela milhares de ações boas. Por isso se regozijam e se felicitam[109].<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Então efetuam-se, entre o anjo da guarda e o bem-aventurado que ele conduziu,  mistérios de amor que não podemos ver nem compreender enquanto as sombras deste mundo não forem dissipadas pelos esplendores dos Céus. O espírito faz passar, perante o homem, o comovente quadro de todos os seus esforços para contê-lo no bem, e conduzi-lo à perfeição; desenrola na sua presença todo o plano da Providência a respeito da obra da sua salvação. O santo responde ao espírito celeste, testemunhando-lhe mil vezes o seu reconhecimento, recordando a confiança com que se lhe recomendava, assegurando-o de que este feliz passado está sempre na sua memória, e que estas doces lembranças são um perfume que ainda respira com delícias, no meio mesmo das alegrias do Paraíso.</span><span id="more-10086"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Muitas vezes, nestes amáveis entretenimentos, o anjo e o homem inclinam-se um para o outro, sob o impulso deste sopro divino que se denomina caridade da pátria, e do coração de um para o outro a efusão daquela penetrante alegria, que é semelhante ao orvalho do Céu.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, nos jardins terrenos, vêem-se, sob a ação duma doce brisa, duas flores vizinhas inclinarem-se uma para a outra como para se darem o beijo da paz e confundirem os seus tesouros.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O grande poeta que tão admiravelmente descreveu o Paraíso, tem pois, ainda mais uma vez razão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por uma parte, mostra que os homens se conhecem reciprocamente no Céu, quando mesmo se não tenham conhecido na terra. S. Tomás reconhece o seu mestre Alberto Magno; mas conhece também Dionísio Areopagita, Beda e Isidoro. S. Bento reconhece os seus discípulos, e o príncipe dos Apóstolos reconhece S. Tiago; mas o grande abade de Claraval conhece também o pai da humanidade, Adão; e o pai da Igreja, Simão Pedro, com S. João, Santo Agostinho e com muitos outros que não pode conhecer na terra. Por outra parte, os anjos e os homens também se conhecem entre si. S. Bernardo conhece o arcanjo Gabriel, e todos os puros espíritos conhecem a incomparável Virgem Maria, Mãe de Deus[110].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Umas vezes, este poderoso gênio figura-se o Céu como um jardim onde passa um rio de resplandecente luz, entre duas margens matizadas duma admirável primavera. Deste rio de luz saem vivas faíscas, que de todas as partes vão pousar nas flores, semelhantes a rubis engastados em ouro. Depois, como inebriados de perfumes, remergulham-se no brilhante pego, e quando uma aqui entra, sai outra. Estas faíscas são os anjos, e os santos são as flores.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outras vezes, diríeis que é inspirado pela bênção dessa rosa que nos recorda todas as Jerusalém, e nos convida a figurar pela alegria da Igreja Militante o prazer da Igreja Triunfante[111].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Representa-se o Paraíso como uma rosa branca, exalando um perfume de louvor ao sol que produz uma eterna primavera.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com efeito, porque os bem-aventurados chegados da terra estão colocados em círculo sobre mais de mil degraus e como este círculo se alonga à medida que os degraus se elevam, esta coordenação faz lembrar a forma da rosa, cujas pétalas aumentam de elevação à medida que se afastam do centro, onde se desabrocham os jaldes<sup>(</sup>[112]<sup>)</sup> filamentos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Eis porque, diz ele, se me mostrava, na forma duma rosa branca, a milícia santa que Jesus Cristo desposou ao derramar o seu sangue.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas os anjos que, voando duma para outra parte, não cessam de ver e de cantar a glória do seu Criador, tinham o semblante radioso de chamas, as asas de ouro, e o resto do corpo mais branco do que a neve. Sobre qualquer degrau que pousassem, aí entornavam as doçuras da paz e as chamas do amor. Ora desciam para a grande flor, ornada de tantas folhas, ora subiam para a constante habitação do seu amor, isto é, para o Coração de Deus, bem como um enxame de abelhas que umas vezes se engolfa nas flores, e outras se volve à sua morada onde o seu trabalho se dulcifica”[113].<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Senhora, podeis, sem temor, recorrer a estas poéticas imagens, para vos representardes a santa sociedade dos anjos e dos homens.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando se trata do Céu e da felicidade que nele se goza, todas as imagens terrenas de que nos sirvamos como termo de comparação nada exageram. Antes, ficam muito abaixo da realidade. Demais, não foi o mesmo divino Mestre que se serviu duma imagem terrena, quando comparou o Céu a um banquete? (Luc., XXII, 29)<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim como os sete filhos de Job se convidavam alternativamente, cada um em seu dia, para um esplêndido festim (Job, I, 4), também, no Paraíso, os filhos de Deus se convidam uns aos outros para participarem de suas felicidades.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Grande devia ser o amor recíproco dos filhos de Job, para que pusessem em comum todas as suas riquezas; mas quanto não excede o mútuo amor dos anjos e dos santos ao amor fraternal cá na terra!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Qual, pois, não será a magnificência do banquete a que é convidado cada um dos coros dos anjos por cada coro dos santos que, deste vale de lágrimas, subiram às eternas colinas da Pátria!<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Belo Céu, delicioso banquete, onde os Querubins e os Serafins fazem circular, como precioso licor e vivificante maná, a manifestação dos segredos divinos, os esplendores das suas contemplações e o ardor e afeto do seu amor; onde os Tronos, as Dominações, os Principados, as Potestades, as Virtudes, os Arcanjos, os Anjos e os homens, patriarcas, confessores e virgens se derramam alternativamente no coração uns dos outros, como numa taça encantada que sempre transborda e sempre conserva o seu conteúdo, o vinho de Deus, o vinho da sabedoria e da pureza, o vinho do reconhecimento e da alegria!<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim nas sublimidades dos Céus, sob as vistas do Pai de família, todos os seus filhos, não só os puros espíritos, mas também os que estiverem envolvidos num véu de carne, se conhecem, estimam, amam e entretêm numa perpétua comunicação, numa recíproca permutação de glória, de felicidade, de luz e de amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todos estes astros que brilham no firmamento da eternidade, sem nunca temerem o eclipse, cruzam os seus raios e os seus fogos, inundam-se reciprocamente do seu brilho, e parecem nadar num oceano de esplendores.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todos estes instrumentos animados que não cessam de retinir sob o impulso do divino amor, formam um harmonioso mar, em que as ondas se confundem reciprocamente, as vagas mais fortes se unem às mais fracas para enriquecê-las e fortificá-las, a fim de que os seus movimentos, semelhantes aos das vagas regulares e irresistíveis, invadam, abalem e arrebatem tudo para Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>No Céu nos reconheceremos</em> – Pe. F. Blot</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">Acompanhe os capítulos dessa obra</span> <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/tag/pe-f-blot/">clicando aqui</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[108] S. Tomás, Summ., I, p., q. 113, art. 4.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[109] S. Boaventura, in lib. II Sentent. Dis XI , art. II. q. 2.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[110] S. Boaventura, in lib. II Sentent., dist. XI, art. II, q. 2.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[111] Inocêncio III, Sermo XVIII, <em>Dominica Laetare siv</em><em>e de Rosa</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[112] Amarelo vivo; cor de ouro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[113] Dante, Le Paradis, cantos XXX e XXXI.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-sexta-carta-parte-3/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>NO CÉU NOS RECONHECEREMOS – SEXTA CARTA – PARTE 2</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-sexta-carta-parte-2/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-sexta-carta-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Jul 2017 19:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. F. Blot]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.catolicosribeiraopreto.com/?p=10082</guid>
		<description><![CDATA[Não estaremos mais absortos do que os anjos, na contemplação do Criador. – Como eles, contemplaremos as criaturas, e poderemos entreter-nos com elas. – Veremos os condenados. – Reconhecer-nos-emos tão facilmente como se reconhecem os puros espíritos. – Nada teremos &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-sexta-carta-parte-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><img class=" alignright" src="http://4.bp.blogspot.com/-e3zJRAUzA1w/U-JAwQI5W3I/AAAAAAAAAHk/LvOMWWLE7Q4/s1600/ceu.jpg" alt="Resultado de imagem para céu catolico" width="297" height="222" />Não estaremos mais absortos do que os anjos, na contemplação do Criador. – Como eles, contemplaremos as criaturas, e poderemos entreter-nos com elas. – Veremos os condenados. – Reconhecer-nos-emos tão facilmente como se reconhecem os puros espíritos. – Nada teremos de oculto, segundo S Bernardo, S. Gregório e Santo Agostinho. – Todavia os nossos pensamentos, assim como os dos anjos, não serão conhecidos contra nossa vontade.</strong><em> </em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta mistura dos homens e dos anjos nas mesmas hierarquias e nos mesmos coros, permite-nos responder a algumas dificuldades, cuja solução parece estar na semelhança que teremos com os puros espíritos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não existe motivo algum pelo qual devêssemos estar mais absortos na contemplação de Deus do que os próprios anjos. Desde o momento em que eles foram confirmados na graça, gozaram duma perfeita bem-aventurança e ficaram arrebatados de admiração em presença da glória e da majestade do Criador. Não se distraem d&#8217;Ele, quando lhes mostram as criaturas que são obra Sua, e que Ele lhes permitiu contemplar e admirar, e quis mesmo que as conduzissem e governassem.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não estão distraídos, quando nos acompanham durante a nossa peregrinação neste mundo, para nos guardar e sustentar no bom caminho. Não o estão, finalmente, quando se interessam pela conversão dum pobre pecador a ponto de se regozijarem mais da sua volta para Deus do que da perseverança de noventa e nove justos (Luc., XV, 7, 10).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Da mesma sorte, diz Ansaldo, por mais ocupados que estejamos no Céu, da glória e da imensidade do Soberano Bem, poderemos ainda ocupar-nos de todos os nossos amigos; não só dos que tiverem ficado na terra, mas também dos que participarem da nossa felicidade.[98]</span><span style="color: #000000;"><br />
</span><span id="more-10082"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta mesma caridade que, na terra, eleva o homem mortal da criatura ao Criador, o fará inclinar-se das sublimidades da Pátria para o mundo inferior, quando se tiver tornado imortal e glorioso, assim como impele os anjos fiéis a descerem do Céu à terra, do Criador à criatura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O argumento que resulta desta semelhança foi desenvolvido por S. Bernardo:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Os espíritos superiores, que desde todo o princípio estão no Paraíso, desprezarão a terra porque habitam o Céu? Não. Visitam-na, pelo contrário e a freqüentam. Por isso mesmo que vêem sempre a face do Pai celeste, não se desempenharão mais do ministério da compaixão? Todos eles são enviados, diz o Apóstolo, para exercerem o seu ministério em favor daqueles que recebem a herança da salvação (Hebr., 1, 14). Como assim? Pois se os anjos vão e vêm para socorrer os homens, os bem-aventurados, que são da nossa raça, não nos conheceriam nem poderiam mais condoer-se de nós em certas circunstâncias em que eles mesmos tiveram que sofrer?! Os espíritos, que nunca experimentaram dor alguma, sentem contudo as nossas dores; e os santos que passaram por grandes tribulações, não reconheceriam já o estado em que estiveram?!”[99]</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Anjo da Escola, S. Tomás, demonstra que nem a contemplação da Essência Divina impedirá os bem-aventurados de sentirem as coisas sensíveis, de contemplarem as criaturas, e mesmo de operarem; nem este sentimento, esta contemplação e esta ação, os distrairá da beatífica vista de Deus. Não se daria isto em Nosso Senhor durante a sua peregrinação na terra?[100]. Sem nada perderem deste divino gozo, os bem-aventurados poderão conversar com os seus parentes, com os seus amigos e com os mesmos anjos, como estes conversam entre si.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando aplicamos fortemente, neste mundo, uma das nossas faculdades a um objeto difícil, todas as outras ficam sem força e ação. Mas, no Céu, cada uma das nossas potências terá toda a plenitude da perfeição de que é capaz.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A inteligência dos santos será iluminada pela luz da glória, e a sua vontade será fortificada pela pátria sobrenatural da caridade, a tal ponto que nenhum esforço terão a fazer para nunca perderem de vista a Divindade; mas contemplando-a e amando-a inteiramente, lhes será fácil também contemplar os globos celestes, conversar com os escolhidos e amar todos os bem-aventurados, como nos é fácil e natural neste mundo ver a luz, conversar ao mesmo tempo com os nossos parentes ou amigos, e amá-los ternamente[101].<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas os santos verão os condenados e os condenados verão os santos? Reconhecer-se-ão ao menos no juízo final. A Escritura não nos permite duvidá-lo, pois que nos mostra os maus exclamando, em presença dos bons: “São estes que outrora foram o objeto das nossas zombarias! Quão insensatos éramos!” (Sap., V, 3, 4.)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Segundo Honório, os justos verão os pecadores nos tormentos, para se regozijarem mais de se terem livrado deles.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também os condenados, antes do juízo universal, verão os justos na glória para mais se afligirem de a terem desprezado. Mas os bons verão sempre os maus nos suplícios depois do juízo, entretanto que os maus nunca mais tornarão a ver os bons.[102] Não se deve, porém, concluir daqui, que a bem-aventurança seja tanto uma visão do inferno, como do Céu.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Só Deus pode ver tudo ao mesmo tempo. Os santos, bem como os anjos, não contemplam incessantemente as simples criaturas, nem todas ao mesmo tempo. Eles não vêem, pois, sem interrupção, as horríveis torturas dos condenados. O Senhor mesmo desvia delas, quando lhe apraz, os seus pensamentos e os seus olhos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os anjos não têm feição alguma corpórea, e todavia reconhecem-se entre si, tanto como as três divinas Pessoas. Não podemos negar o fato, ainda que ignoremos o modo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porque não admitiremos igualmente este reconhecimento entre as almas dos bem-aventurados, antes da ressurreição da carne? Porventura a alma de Jesus Cristo morto e sepultado, quando desceu ao limbo, não foi reconhecida dos patriarcas, dos profetas e de todos os justos do Antigo Testamento de quem ela se dignava ser consoladora? E como os teria consolado, se não fosse vista, ouvida e reconhecida por eles? Pode mesmo dizer-se com Monsenhor Malou, cujas palavras citamos na carta que serve de introdução a este livro:<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“As almas despojadas de seus corpos revestem formas intelectuais que as inteligências separadas da carne podem perceber, distinguir e conhecer”.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Finalmente, até que ponto se conhecem os santos entre si? O abade de Claraval diz em geral: “Os bem-aventurados então ligados entre si por um amor tanto maior quanto menor é a distância em que se acham do próprio amor que é Deus.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nenhuma suspeita pode introduzir a divisão nas suas fileiras, porque entre eles nada há de oculto: o raio da verdade que tudo penetra não o permite”[103].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Antes de S. Bernardo, tinha dito um grande papa, que o coração dos bem-aventurados será brilhante como o ouro, e transparente como o cristal, de sorte que se conhecerão entre si melhor no Céu do que durante a sua vida na terra[104].<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Antes de S. Gregório, dizia também o ilustre Bispo de Hipona: “Nesta sociedade dos santos, verão todos reciprocamente os pensamentos que só Deus vê agora. Assim como quereis que neste mundo se veja o vosso rosto, também querereis que no outro se veja a vossa consciência[105]. Todos os espíritos bem-aventurados formarão somente uma cidade, um coração e uma alma; e, nesta perfeição da nossa unidade, os pensamentos de cada um de nós não serão ocultos aos outros”[106].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contudo, a condição dos homens não deve diferir, sob este ponto de vista, da condição dos anjos. Ora, um sábio teólogo prova que estes puros espíritos têm uma linguagem que, sem ser sensível ou corporal, é todavia mui inteligível; mas que os seus pensamentos não chegam ao conhecimento uns dos outros, senão tanto quanto eles querem. É necessário que um ato da sua vontade dirija este pensamento ou esta “palavra espiritual” àquele a quem lhe agrada que seja conhecida. Podem assim falar a uns sem falar a outros e sem ser entendidos ou compreendidos por todos. Pois a linguagem angélica não parece ser outra coisa mais do que o destino ou a direção dum pensamento, por um ato de vontade a algum destes puros espíritos que só então o conhece[107].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>No Céu nos reconheceremos</em> – Pe. F. Blot</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Acompanhe os capítulos dessa obra</span> <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/tag/pe-f-blot/">clicando aqui</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[98] Ansaldo, <em>Della sperança</em>&#8230;, cap. X.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[99] S. Bernardo, <em>in Natali sancti Victoris</em>, sermo II, n<sup>o.</sup> 3.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[100] S. Tomás, Summ., II<sup>a.</sup> p, q. 84, art. II, 4.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[101] Ansaldo, Della speranza&#8230;, cap. X.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[102] Honório d’Autum, Elucidarium, liv. III, n<sup>o.</sup> 3.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[103] S. Bernardo, <em>In Dedication e Ecclesiae</em>, sermo I, n<sup>o.</sup> 7</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[104] S. Gregório Magno, <em>Moralium</em>, liv. XVIII, cap. XLVIII, n<sup>o.</sup> 77, 78</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[105] Santo Agostinho, <em>Sermo CCXLIII</em>, cap. 5</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[106] Santo Agostinho, <em>De bono conjugali</em>, cap. XVIII, n<sup>o.</sup> 21.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[107] Petau, <em>De Angelis</em>, liv. I, cap. XII, n<sup>os.</sup> 7 e 11.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-sexta-carta-parte-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>NO CÉU NOS RECONHECEREMOS – SEXTA CARTA – PARTE 1</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-sexta-carta-parte-1/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-sexta-carta-parte-1/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 11 Jul 2017 19:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. F. Blot]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.catolicosribeiraopreto.com/?p=10080</guid>
		<description><![CDATA[O homem conhece os anjos, ou a união dos anjos e dos homens no Céu Deus renovará o Céu e a terra para que gozemos dos seres materiais. – Comparação de S. Tomás. – Comparação de S. João Crisóstomo. – &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-sexta-carta-parte-1/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><u><img class=" aligncenter" src="http://4.bp.blogspot.com/-e3zJRAUzA1w/U-JAwQI5W3I/AAAAAAAAAHk/LvOMWWLE7Q4/s1600/ceu.jpg" alt="Resultado de imagem para céu catolico" width="297" height="222" />O homem conhece os anjos, ou a união dos anjos e dos homens no Céu<br />
</u></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Deus renovará o Céu e a terra para que gozemos dos seres materiais. – Comparação de S. Tomás. – Comparação de S. João Crisóstomo. – Quanto mais nos fará ele gozar dos puros espíritos! – No Céu, estaremos colocados entre os anjos. – As crianças formarão como que um décimo coro. – Visão de santa Francisca Romana.</strong><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">SENHORA, </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deus não se contenta de nos conceder somente a bem-aventurança essencial, a visão e o gozo do bem incriado, que é Ele mesmo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Está tão longe de nos recusar a parte da bem-aventurança acidental, que é o conhecimento e o amor dos nossos parentes e amigos, que multiplicará as alegrias e prazeres para os olhos, língua, gosto, olfato, tato e ouvidos; numa palavra, para todos os sentidos do nosso corpo[90]. “Renovará mesmo o Céu e a terra” (Isai. LXV, 17). – (Apoc., XXI, 1) para que gozemos tanto pelos nossos sentidos como pelo nosso espírito, dos seres privados de razão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Se os corpos, disse S. Tomás, nada mereceram por si mesmos, mereceu o homem por eles: mereceu que a glória lhes fosse dada, para aumentar a sua própria glória. Assim, quando alguém adquire uma nova dignidade, é justo que os seus vestidos recebam mais belos ornamentos em testemunho da sua nova glória”[91].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">João Crisóstomo emprega duas outras comparações. “Quando um príncipe real, diz ele, toma posse do trono paterno, a ama que o criou não receberá novos benefícios, novas graças? Ora, as criaturas materiais, são nossas amas. Quando um filho deve aparecer em público revestido de alguma dignidade, não tem o pai cuidado para honrá-lo, de dar a seus criados um vestuário mais esplêndido? Assim também quando o nosso Pai celeste nos apresentar no mundo superior, com a branca toga da virilidade, com as insígnias devidas ao nosso grau, aumentará a nossa glória, revestindo dum brilho incorruptível os seres materiais que são nossos servos”[92].</span><span id="more-10080"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto mais devem gozar os santos, assim antes como depois da ressurreição bem-aventurada, dos puros espíritos que dominam as outras criaturas, e com os quais temos, por parte da nossa alma, um verdadeiro parentesco? Nós já os amamos e honramos. Mas, além disso, então vê-los-emos e cada um de nós conhecerá o seu amável guarda.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seremos colocados no Céu entre os coros angélicos, num lugar determinado pelo grau dos nossos merecimentos ou pela natureza das nossas virtudes[93]. O quarto abade de Claraval, pregando de S. Bernardo, no ano de 1163, recordava-o aos religiosos como coisa conhecida de todos, e mostrava-lhes como o seu glorioso predecessor merecia ser provido a todas as ordens ou graus angelicais, pelas qualidades que desenvolvera e pelos ministérios que cumprira[94]. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tomás crê que algumas almas bem-aventuradas já têm os seus tronos nas graduações mais elevadas dos espíritos celestes, donde vêem a Deus mais claramente do que os anjos inferiores[95].  Nenhum coro angélico será excetuado; mas todos verão, cedo ou tarde, os tronos vagos pela queda dos espíritos rebeldes ocupados pelos homens. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Boaventura partilha esta opinião, e pensa que os bem-aventurados que não chegam em merecimento ao nível dos anjos menos elevados em glória, formam uma décima ordem ou um décimo coro[96].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste estão, sem dúvida, colocados os meninos que, arrebatados pela morte, não puderam ajuntar algum merecimento pessoal à graça do seu batismo: anjos benditos a quem suas mães invocam para se consolarem da pena de os não verem mais neste mundo, e que são os protetores de suas famílias. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, de que mal se tornam culpadas tantas mulheres cristãs que recuam diante das dores do parto ou dos trabalhos da educação! E de que alegrias se não privam elas para sempre, recusando povoar o Céu de pequenos anjos, que viriam saudá-las à sua entrada na glória e formariam eternamente a sua corte?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enquanto vós, mais feliz, vereis os vossos numerosos filhos, os vossos parentes e todos aqueles que amastes na terra, engrossar as fileiras dos anjos e ornar talvez cada um dos seus coros. Possa esta esperança consolar-vos, como consolou uma outra mãe aflita por causa da morte dos seus! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Numa visão, Santa Francisca Romana viu subir algumas almas bem-aventuradas que iam tomar lugar no grau que Deus lhes assinalara na glória eterna: Todos os coros angélicos que estas almas atravessavam para chegar a uma ordem mais elevada, prodigalizavam-lhes os testemunhos do mais sincero amor e da mais viva alegria. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sempre assim é. Mas o coro onde a alma novamente chegada ocupa um trono, excede todos os outros em brilhantes felicitações e em transportes de alegria. Entoa um cântico de louvores e ações de graças em honra do Deus de bondade, e prolonga esta doce festa por muito tempo depois dela ter cessado nos outros coros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Depois desta visão, todas as vezes que a Santa queria exprimir esta alegria dos anjos à chegada das almas bem-aventuradas, com esta admirável união da criatura humana com a criatura angélica, o seu rosto inflamava-se, e toda ela parecia derreter-se como a cera em presença do fogo[97]. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com que alegria não terá sido acolhida, e até que ponto não terá subido a alma da vossa filha que possuía o nome da Rainha dos Anjos, e que foi ela mesma, na terra, um anjo de pureza e dedicação? Todas os dias ela pedia a vossa bênção, e à vista do seu retrato ainda a vossa mão se levanta para a abençoar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Agora é ela que, todos os dias, faz descer do alto do Céu, as bênçãos que pede para vós ao Senhor, todas aquelas que os santos desejam, bênçãos de sofrimento e de cruz, mas de paciência e de amor ao mesmo tempo. Gozai, pois, da sua felicidade que deve ser a vossa; porque Maria está mais bem colocada no Céu do que na terra, melhor entre os anjos do que entre os homens.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>No Céu nos reconheceremos</em> – Pe. F. Blot</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Acompanhe os capítulos dessa obra</span> <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/tag/pe-f-blot/">clicando aqui</a></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">[90] Belarmino, <em>De aeterna felicitate sanctorum</em>, liv. IV, cap. V-VIII – Drexelius, <em>Caelorum Beatorum civitas</em>, liv. II, cap. I-V.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">[91] S. Tomás, Summ, supp., q. 91, art. 1, ad. 5.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">[92] S. João Crisóstomo, In Rom. Hom. XIV.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">[93] Potho, presbítero Prumiense, <em>de Statu domus Dei</em>, liv. IV, cap. XIV. – De Barry, <em>La Dévotion aux anges</em>, cap. III. – Santa Catarina de Senna, <em>Le Dialogue</em>, cap. XLI.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">[94] Gaufredo, <em>Sermo in anniversario obitus sancti Bernardi</em>, n<sup>o.</sup> 18-21.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">[95] S. Tomás, Summ. 1ª., 2ª., q. 4, art. 5 ad 6.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">[96] S. Boaventura, in lib. II Sentent., Dist. IX, art. unic., q. VII. </span></p>
<p><span style="color: #000000;">[97] Acta Sanctorum, IX, martii, Acta sanctae Franciscae, lib. III, cap. IX, n<sup>o.</sup> 91.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-sexta-carta-parte-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>NO CÉU NOS RECONHECEREMOS &#8211; QUINTA CARTA – PARTE  3</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quinta-carta-parte-3/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quinta-carta-parte-3/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 08 Jul 2017 15:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. F. Blot]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=9775</guid>
		<description><![CDATA[Podemos mesmo excitar-nos ou animar-nos pela esperança de nos unirmos a um amigo junto de Deus. – Grandes santos foram sensíveis a esta esperança. – Confissão de S. Francisco Xavier. – União sobrenatural de dois corações. – Gradação no parentesco &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quinta-carta-parte-3/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><img class=" alignright" src="http://4.bp.blogspot.com/-e3zJRAUzA1w/U-JAwQI5W3I/AAAAAAAAAHk/LvOMWWLE7Q4/s1600/ceu.jpg" alt="Resultado de imagem para céu catolico" width="294" height="220" />Podemos mesmo excitar-nos ou animar-nos pela esperança de nos unirmos a um amigo junto de Deus. – Grandes santos foram sensíveis a esta esperança. – Confissão de S. Francisco Xavier. – União sobrenatural de dois corações. – Gradação no parentesco espiritual das almas. – Fraternidade inteiramente espiritual e de escolha.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Podeis ainda ir mais longe. Depois de vos terdes primeiramente consolado, de alguma sorte, pela firme esperança de que a vossa amiga oraria mais eficazmente por vós, se fosse a primeira a subir ao Céu, regozijar-vos-eis também de ali vos reunirdes a ela com o pensamento, e lhe direis: Estaremos um dia reunidas no Paraíso, sim, reunidas junto de Deus: quanto mais nos amaremos então!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas talvez se encontre alguém que tente repelir violentamente todos estes sentimentos dum coração amoroso, dirigindo-vos esta censura: “Quê! animar a vossa coragem e excitar-vos a sustentar generosamente os combates deste mundo, em parte pela esperança de vos repousardes no Céu sobre o coração das pessoas que amais, não será uma clara e grosseira imperfeição?”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Respondei que os maiores santos foram sensíveis, ainda mais do que vós, a esta esperança, e que desejavam gozar, ainda na eternidade, dos castos abraços de seus amigos. O apóstolo das Índias e do Japão confirma isto mesmo por sua confissão, feita ao fundador da Companhia de Jesus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Dizeis, escrevia S. Francisco Xavier a Santo Inácio, no excesso da vossa amizade por mim, que desejaríeis ardentemente ver-me ainda uma vez antes de morrer. Ah! só Deus, que vê o interior dos nossos corações, sabe quão viva e profunda impressão causou em minha alma este doce testemunho do vosso amor para comigo. Cada vez que me lembro dele, e isto acontece muitas vezes, involuntárias lágrimas me rebentam dos olhos; e se a deliciosa idéia de que poderia abraçar-vos ainda uma vez, se apresenta ao meu espírito (porque, por mais difícil que isto pareça à primeira vista, não é coisa que a santa obediência não possa efetuar), encontro-me num instante surpreendido por uma torrente de lágrimas que nada pode fazer parar”[86].</span><span id="more-9775"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Peço a Deus que se nos não pudermos tornar a ver na terra, gozemos unidos, na feliz eternidade, do repouso que se não pode encontrar na vida presente[87]. E efetivamente, não nos tornaremos a ver na terra senão por meio de cartas; mas, no Céu, ah! será face a face! E então, como nos abraçaremos!”.[88]</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com efeito, quem poderá descrever os transportes de alegria que dois amigos experimentarão, um pelo outro, no Céu, depois de se terem mutuamente excitado à perfeição, e de terem verificado estas palavras da Escritura: “O amigo fiel é um remédio que dá a vida e a imortalidade, e aqueles que temem o Senhor encontram um tal amigo” (Eccl., VI, 16).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Escutai, sobre esta amizade dos santos, um autor que merece ser citado ainda uma vez:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Dominado, neste mundo o nosso coração pelas sensíveis impressões, e não julgando o mais das vezes senão por elas, nem sempre se dá conta exata das delícias desta união sobrenatural das almas. Admite-as pela fé, mas são-lhe mistério; mostra-se-lhe ordinariamente insensível, porque as não compreende. Algumas vezes, contudo, desprende-se do oceano da divina graça um como raio que, rompendo a nuvem dos sentidos, vem iluminar certas almas privilegiadas e dar-lhes um ante-gosto destas inefáveis uniões que são, à vista das da natureza, o que seria um perfume emanado do Céu ao pé dos mais esquisitos perfumes da terra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vê-se algumas vezes, e mesmo não é raro, na vida dos santos, uma alma unida a outra por uma destas misteriosas atrações, fortes e serenas, que admiram e confundem a natureza. A alma que assim ama, vê na sua amiga uma companheira duma beleza inexplicável, cujos espirituais encantos ela aprecia como tipo divino, em conformidade do qual fora feita. Vê nela a imagem de Deus, e só esta imagem; emprega todos os meios, ofertas, sacrifícios e orações, para que ela se torne cada vez mais semelhante ao modelo, para assim aumentar a sua amabilidade e amá-la ainda mais. São como duas irmãs, saídas à luz no mesmo dia, do lado de Jesus no Calvário, pelos mais dolorosos sofrimentos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No Céu, este parentesco espiritual terá uma graduação análoga à da natureza: uma hierarquia de pais, de filhos, de irmãos e de irmãs. “Os bem-aventurados verão um pai em todo o homem que, pela efusão do seu sangue, de seus suores e orações, os tiver, de perto ou de longe, gerado em Jesus Cristo; e este homem contará tantos filhos muito amados quantas as almas que tiver lucrado para o seu Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Oh! quanto será bela esta paternidade! Quão ricos e preciosos serão os tesouros da sua fecundidade!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cego mundo apieda-se destas almas sobre-humanas que, calcando aos pés os atrativos e as seduções da natureza, renunciam às alegrias mais legítimas da família;  e não vê que, em troco do seu sacrifício, Deus as dotará com uma outra família, que lhes fará gozar duma felicidade e de consolação incomparavelmente mais doces do que jamais sentiu alguma mãe da terra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um dia seremos testemunhas disto, e veremos quanto estas almas eram mais dignas de inveja do que de compaixão.  Assim, a glória terá a sua doce fraternidade, formada entre duas ou mais almas por vínculos próprios e pessoais. Esta especial fraternidade nascerá primeiramente dessas ligações que uma comunidade de deveres, de regras e de práticas, forma entre todos os filhos do mesmo pai ou da mesma mãe espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nascerá, em segundo lugar, daquelas cadeias mais particulares que uma comunhão de boas obras e de orações forma por si entre duas almas, unidas uma à outra por um atrativo comum para com Deus: simpatia de todo o ponto celeste, afeição inteiramente divina de dois corações, dando-se o ponto de reunião no Coração de Jesus, cioso da perfeição um do outro, e pondo todo o ardor do seu zelo em procurá-la e aumentá-la”[89].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tendes admirado, Senhora, tendes abençoado esta fraternidade inteiramente especial, esta doce e santa amizade, unindo sob a vossa vista maternal, duas almas que pareciam ser-vos igualmente queridas, e que honravam a Virgem das Virgens mais ainda imitando a sua piedade do que possuindo o seu nome.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Agora que uma delas, vossa filha por natureza, subiu ao Céu, a outra ficou junto de vós como filha por adoção. A sua presença é-vos deliciosa, como muitas vezes me dissestes, porque credes encontrar nela a vossa filha muito querida. Encontrá-las-eis unidas no Paraíso, encontrá-las-eis continuando a santa intimidade da sua recíproca afeição, encontrá-las-eis, finalmente, rivalizando para convosco em respeito e amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A vossa própria felicidade aumentará muito à vista desta venturosa união.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>No Céu nos reconheceremos</em> – Pe. F. Blot</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Acompanhe os capítulos dessa obra</strong></span><strong><span style="color: #000000;"> </span><a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/tag/pe-f-blot/">clicando aqui</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[86] <em>Lettres de saint François Xavier</em>, traduzidas por A. M. F., t. II, p. 203, carta XCIII n<sup>o.</sup> 3.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[87] Ibid., t. I, p. 161, carta XLIII, n<sup>o.</sup> 4.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[88] Ibid., p. 8, carta II, n<sup>o.</sup> 1.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[89] Marcos, <em>Le Ciel</em>, apêndice, III<sup>a.</sup> questão.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quinta-carta-parte-3/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>NO CÉU NOS RECONHECEREMOS &#8211; QUINTA CARTA – PARTE 2</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quinta-carta-parte-2/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quinta-carta-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Jul 2017 15:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. F. Blot]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=9773</guid>
		<description><![CDATA[Flor duma especial e santa amizade no Paraíso. – Durar assim para sempre é também da verdadeira amizade, segundo S. Jerônimo. – A santa amizade é o prelúdio ou o gozo antecipado do Céu, segundo S. Francisco de Sales. – &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quinta-carta-parte-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><img class=" alignright" src="http://4.bp.blogspot.com/-e3zJRAUzA1w/U-JAwQI5W3I/AAAAAAAAAHk/LvOMWWLE7Q4/s1600/ceu.jpg" alt="Resultado de imagem para céu catolico" width="301" height="225" />Flor duma especial e santa amizade no Paraíso. – Durar assim para sempre é também da verdadeira amizade, segundo S. Jerônimo. – A santa amizade é o prelúdio ou o gozo antecipado do Céu, segundo S. Francisco de Sales. – Célebre visão de S. Vicente de Paulo. – A continuação da amizade depois da morte consolou S. Gregório Nazianzeno, Santo Agostinho e S. Cipriano.</strong> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Talvez vos pareça que só tenho falado, até aqui, dessa geral amizade que existirá no Céu entre todos os religiosos que vivem na mesma comunidade. Mas não se aplicará com mais razão, tudo o que tenho dito, a essa flor duma especial e santa amizade, que o tempo vê algumas vezes germinar entre dois corações pela virtude do sangue de Jesus Cristo? Crede firmemente que esta flor, depois de ter feito as vossas delícias na terra, continuará a exalar o seu perfume na bem-aventurada eternidade, para embalsamar a corte celeste e dar aos santos mais uma alegria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os doutores consideram ainda como essencial à amizade, o poder seguir-nos assim até ao seio de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A afeição que não possa entrar onde nada penetrará que não seja puro, é indigna do nome de amizade. Diz S. Jerônimo: <em>Amicitia quae desinere potest, vera nunquam fuit</em> – a amizade que pode acabar nunca foi verdadeira[80]. Logo que ela não pode ser eterna, não é real; desde que não merece durar sempre, só é aparente ou impura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A verdadeira, a sincera, a virtuosa e santa amizade sobrevive a todas as separações da morte, para reunir nas sublimidades do Céu, no ápice da bem-aventurança, os corações e as almas que ela unia neste vale de lágrimas e de misérias.</span><span id="more-9773"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem não leu estas linhas em que S. Francisco de Sales considera a verdadeira amizade como prelúdio ou ante-gosto do Céu?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Se a vossa mútua e recíproca comunicação, diz ele, se transforma em caridade, em devoção, em perfeição cristã, ó Deus, quanto será preciosa a vossa amizade! Ela será excelente, porque vem de Deus, excelente porque tende a Deus, excelente porque o seu liame é Deus, excelente porque durará eternamente em Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Oh! como é bom amar na terra como se ama no Céu, e aprendermos a querer-nos mutuamente nesta vida como nos queremos e nos amaremos eternamente na outra! O delicioso bálsamo da devoção destila-se dum dos corações no outro, por uma contínua participação, de sorte que se pode dizer que Deus derramou sobre esta amizade a sua bênção e a vida, por todos os séculos dos séculos. Esta casta união nunca se converte senão em uma união de espíritos, mais perfeita e pura, imagem viva da bem-aventurada amizade que se exerce no Céu”[81].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É um exemplo desta bem-aventurada amizade o próprio fundador e a fundadora da Visitação. S. Vicente de Paulo foi dela testemunha, numa célebre visão que refere nestes termos:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Tendo esta pessoa (ele mesmo) notícia da perigosa enfermidade da nossa defunta, ajoelhou para orar a Deus por ela; e imediatamente depois, apareceu-lhe um pequeno globo como de fogo, que se elevava da terra, e ia reunir-se, na região superior do ar, a um outro globo maior e mais luminoso, e ambos reunidos se elevaram mais, entraram e derramaram-se noutro globo infinitamente maior e mais luminoso do que os outros; e foi-lhe interiormente dito que este primeiro globo era a alma da nossa digna mãe (Santa Chantal), o segundo, a do nosso bem-aventurado pai (S. Francisco de Sales), e o terceiro, a Essência Divina; que a alma da nossa digna mãe se tinha reunido à do nosso bem-aventurado pai, e ambas a Deus, seu soberano princípio. Além disso, a mesma pessoa, que é um padre, celebrando a santa missa pela nossa digna mãe, como se de repente tivesse recebido a notícia do seu feliz passamento, e estando no segundo Memento em que se ora pelos mortos, pensou que faria bem em orar por ela; e viu novamente a mesma visão, os mesmos globos e a sua união”[82].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando a morte vos arrebatar alguma pessoa querida, não tenhais, pois, algum escrúpulo de vos consolar, repetindo: Ela não me esquece; ora por mim e vela sobre mim. Permanecemos unidas!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim se consolava S. Gregório Nazianzeno depois da morte de S. Basílio, seu perfeito amigo:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Agora, dizia ele, Basílio está no Céu. É lá que oferece por nós os seus antigos sacrifícios e recita pelo povo novas orações. Porque, indo-se desta vida, não nos deixou inteiramente. Vem ainda algumas vezes advertir-me por meio de visões noturnas, e repreende-me quando me desvio do meu dever”[83].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santo Agostinho também se consolava do mesmo modo, depois que um dos seus amigos foi transportado pela morte à eterna bem-aventurança. “É aí, escrevia ele, que vive o meu Nebrídio, ele, meu doce amigo, ele, vosso filho adotivo, ó Senhor! É aí que ele vive, é aí que sacia à vontade a sede da sabedoria. Contudo, não penso que ele esteja inebriado desta sabedoria até ao ponto de se esquecer de mim. E, como se esqueceria ele, visto que vós mesmo, Senhor, vós, de quem se inebria o meu amigo, vos lembrais de nós?”[84].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A mesma consolação tomava um santo bispo, escrevendo a um santo Papa, prevendo a morte que não podia tardar em feri-los:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Lembremo-nos um do outro, em toda a parte e oremos sempre um pelo outro, adocemos nossos pesares e angústias com o nosso mútuo amor; enfim, se um de nós, por um efeito da bondade divina, preceder o outro no Céu, que a nossa amizade dure ainda junto do Senhor, e que a nossa oração não cesse de solicitar a misericórdia do nosso Pai, em favor dos nossos irmãos e irmãs”[85].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>No Céu nos reconheceremos</em> – Pe. F. Blot</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Acompanhe os capítulos dessa obra</strong></span><strong><span style="color: #000000;"> </span><a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/tag/pe-f-blot/">clicando aqui</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[80] S. Jerônimo, Epist. I, class. epist. III, n<sup>o.</sup> 6. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[81] S. Francisco de Sales, <em>Introduction à la vie dévote</em>, III<sup>a.</sup> p., cap. XIX e XX.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[82] Abelly, <em>Vie de saint Vincent de Paul</em>, t. II, cap. VII.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[83] S. Gregório Nazianzeno, <em>Oratio </em>XLIII, n<sup>o.</sup> 80.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[84] Santo Agostinho, <em>Confess</em>., liv. IX, cap. III, n<sup>o.</sup> 3.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[85] S. Cypriano, <em>Epist</em>., LX, Cornélio, fin.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quinta-carta-parte-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>NO CÉU NOS RECONHECEREMOS &#8211; QUINTA CARTA – PARTE 1</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quinta-carta-parte-1/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quinta-carta-parte-1/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 02 Jul 2017 15:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. F. Blot]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=9771</guid>
		<description><![CDATA[Reconhecimento dos amigos ou a amizade no Céu Todos os santos se têm comprazido no pensamento de reconhecer e amar ainda no Céu os seus amigos. – Sentimentos do B. Etelredo. – Palavras do P. Rapin. – Santo Ambrósio. – &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quinta-carta-parte-1/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><img class=" alignright" src="http://4.bp.blogspot.com/-e3zJRAUzA1w/U-JAwQI5W3I/AAAAAAAAAHk/LvOMWWLE7Q4/s1600/ceu.jpg" alt="Resultado de imagem para céu catolico" width="297" height="222" /><span style="text-decoration: underline;">Reconhecimento dos amigos ou a amizade no Céu</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Todos os santos se têm comprazido no pensamento de reconhecer e amar ainda no Céu os seus amigos. – Sentimentos do B. Etelredo. – Palavras do P. Rapin. – Santo Ambrósio. – O Santo Cura d&#8217;Ars.</strong> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">SENHORA,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além do estreito círculo da família, pode a amizade estender a vasta esfera das nossas afeições.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Homem-Deus quis ter amigos na terra, e dignou-se reuni-los em volta de Si no Céu. A Seu exemplo, os mais santos personagens deixaram dilatar o amor de seu coração; todos tiveram amigos escolhidos entre mil, e todos se têm regozijado com o pensamento de os reconhecerem e amarem ainda na eterna glória.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também escreveram admiráveis páginas a respeito da verdadeira e perfeita amizade, que é toda espiritual. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apenas vos citarei uma que diz particular respeito ao nosso assunto. É do bem-aventurado Etelredo ou Aelredo, contemporâneo de S. Bernardo e abade da ordem dos Cistercienses, na Inglaterra. É uma conversa com um amigo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Aelredo</strong>. Suponhamos que não haja neste mundo pessoa alguma além de vós, e que todas as delícias, com todas as riquezas do universo, estejam à vossa disposição, ouro, prata, pedras preciosas, cidades muradas, acampamentos fortificados por torres, grandes edifícios, esculturas e pinturas. Suponhamos ainda que estejais restabelecido no antigo estado, e que todas as criaturas vos sejam submissas como ao primeiro homem. Pergunto-vos: Todas estas coisas poderiam ser-vos agradáveis sem um companheiro?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Gualter</strong>. Não, por certo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Aelredo</strong>. Mas se tivésseis somente um companheiro cuja língua ignorásseis, cujos costumes desconhecêsseis, e cujo coração e espírito vos fossem ocultos?</span><span id="more-9771"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Gualter</strong>. Se, por qualquer sinal, eu não pudesse saber se sim ou não ele era meu verdadeiro amigo, desejaria antes estar só do que ter um tal companheiro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Aelredo</strong>. Mas se houvesse alguém a quem amásseis como a vós mesmo e que vos amasse também do mesmo modo, sem que nenhum de vós o pudesse duvidar, todas as coisas que até ali vos apareciam amargas não se vos tornariam doces e suaves?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Gualter</strong>. Sim, certamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Aelredo</strong>. Não será ainda verdade que quanto maior fosse o número de tais amigos, mais feliz vos julgaríeis?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Gualter</strong>. É muito verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Aelredo</strong>. Eis precisamente a grande e admirável felicidade que esperamos gozar no Céu. Deus operará, Deus derramará, entre si e a criatura que tiver elevado ao Paraíso, entre os graus, ou ordens que tiver distinguido, entre todos os predestinados que tiver escolhido, uma tão grande amizade, uma tão grande caridade, que se amarão reciprocamente como a si mesmos. Resultará deste mútuo amor o regozijar-se cada um com a felicidade do próximo tanto como com a sua própria. Assim a felicidade de cada um será comum a todos, e a soma destas bem-aventuranças, será própria a cada um.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ali nenhum pensamento será oculto, ali nenhuma afeição se dissimulará, tal é a eterna e verdadeira amizade que tem princípio na terra e se completa no Céu; que na terra pertence a um pequeno número, porque também aqui são poucos os bons, mas que no Céu pertence a todos, porque todos ali são bons.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste mundo é necessário experimentar nossos amigos, porque os sábios estão misturados com os tolos; no Céu não há necessidade de se ser provado, porque todos gozam duma perfeição angélica e quase divina.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Procuremos, pois, encontrar semelhantes amigos, que nos amem e a quem amemos como a nós mesmos, que nos descubram todos os seus segredos, e a quem descubramos todos os nossos, que sejam firmes, estáveis e constantes em todas as coisas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com efeito, pensais vós que se encontre alguém entre os mortais que não queira ser assim amado?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Gualter</strong>. Não creio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Aelredo</strong>. Se vísseis alguém, vivendo no meio dum grande número de homens e tendo-os a todos por suspeitos, temendo-os mesmo como se quisessem atentar contra a sua vida, não amando pessoa alguma e crendo não ser amado por ninguém, não o consideraríeis o mais desgraçado de todos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Gualter</strong>. Sem dúvida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Aelredo</strong>. Não negareis, pois, que o mais feliz será aquele que habita e repousa no coração daqueles entre os quais vive, que os ama a todos e que é igualmente amado, sem que esta suavíssima tranqüilidade seja diminuída pela suspeita ou repelida pelo temor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Gualter</strong>. Muito bem, certissimamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Aelredo</strong>. Se é difícil que todos obtenham esta felicidade no presente, ao menos o futuro no-la reserva; e julgar-nos-emos tanto mais felizes no Céu, quanto maior for o número de semelhantes amigos que tivermos na terra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Antes de ontem passeava eu em volta do mosteiro, enquanto meus irmãos reunidos e assentados formavam a mais amável companhia, e como se estivera no meio das delícias do Paraíso, admirava as folhas, as flores e os frutos destas místicas árvores. Não divisando nesta multidão pessoa alguma que não amasse, e de quem não tivesse a segurança de ser amado, fiquei inundado duma tão grande alegria que excedia a todos os prazeres deste mundo. Sentia o meu coração entornar-se em todos, e os corações de todos entornarem-se em mim, de sorte que dizia com o Profeta:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Oh! como é bom; oh! como é agradável viver unidos como irmãos (Ps. CXX11, 1)”[76].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estes sentimentos do bem-aventurado Aelredo justificam estas palavras de um autor mais moderno:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Ah! se eu tivera expressões assaz ternas e fortes para descrever a doçura das castas e espirituais amizades que terão lugar no Céu, onde não se amará senão pelo espírito, e para explicar todas as santas ternuras, que os bem-aventurados terão uns para com os outros, e as comunicações amorosas em que os impuros vapores da carne e todo o comércio vergonhoso dos sentidos não terão parte; que prazeres e que delícias não faria eu sentir às almas puras que só aspiram ao gozo destas celestes afeições, que farão uma das grandes felicidades da outra vida, porque estarão misturadas com o gozo do mesmo Deus, e com as inefáveis doçuras de seus divinos abrasamentos! Que poderá aqui haver de delicioso aos sentidos que mereça ser comparado a estes prazeres? Se uma amizade sincera, honesta, fiel e inocente faz muitas vezes a doçura desta vida, que fruto se não tirará destas espirituais amizades, que se praticarão no Céu, acompanhadas de todas estas circunstâncias? E se um amigo seguro e fiel pode, na terra, tornar um outro amigo feliz, qual será a felicidade da vida eterna, onde todos os bem-aventurados serão verdadeiros amigos?”[77].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora, uma das alegrias destes verdadeiros amigos será reconhecerem-se na Igreja Triunfante, assim como na Igreja Militante é também uma das suas alegrias vazarem o coração no seio uns dos outros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim pensava Santo Ambrósio, quando comentava estas palavras de Nosso Senhor: “Vós sóis meus amigos, porque vos revelei tudo o que aprendi de meu Pai” (Joan., XV. 15).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Por estas palavras, diz ele, deu-nos, o Salvador, a forma da amizade que devemos seguir. É necessário que revelemos ao nosso amigo todos os segredos que se encerram no nosso coração, e que não ignoremos também os seus. Abramos-lhe, pois, o nosso coração, e que ele nos abra igualmente o seu.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um amigo nada tem de oculto. Se ele é sincero, patenteia o seu espírito, como Jesus patenteava os mistérios de seu Pai”[78].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim pensava esse humilde e santo padre de nossos dias, que foi um grande apóstolo sem sair da sua pobre aldeia onde a multidão o visitava quando vivo e o visita ainda depois da sua morte. Eis aqui algumas das suas consoladoras frases:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com quem estaremos no Paraíso? Com Deus que é nosso Pai, com Jesus Cristo que é nosso Irmão, com a Santíssima Virgem que é nossa Mãe, com os anjos e os santos que são nossos amigos. Um rei dizia com bastante pesar em seus últimos momentos:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“É necessário, pois, que eu deixe o meu reino a fim de ir para um país onde não conheço ninguém!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É que ele nunca tinha pensado na felicidade do Céu. É preciso desde já arranjarmos verdadeiros amigos, a fim de os tornarmos a encontrar depois da morte; e não teremos receio, como este rei, de não conhecermos ninguém”[79].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não disse o próprio Salvador:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Empregai as riquezas injustas em obter amigos, a fim de que, quando morrerdes, eles vos recebam nos eternos tabernáculos?” (Luc. XVI. 9).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>No Céu nos reconheceremos</em> – Pe. F. Blot</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Acompanhe os capítulos dessa obra</strong></span><strong> <a href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/tag/pe-f-blot/">clicando aqui</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[76] B. Aelredus, <em>De spiritali amicitia</em>, lib. 111.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[77] P. Rapin, <em>La Vie des prédestinés dans la B. Eternité</em>, cap. IX</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[78] Santo Ambrósio, <em>De Officiis</em>, liv. III, cap. XXII, n<sup>o.</sup> 135.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[79] O Santo cura d’Ars, Vie de J. B. Marie Vianney, por Alfredo Monuin, liv. IV, cap. XV, homilia para a última dominga do ano.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/no-ceu-nos-reconheceremos-quinta-carta-parte-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
