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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. J. Baeteman</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>EXERCÍCIOS DE PIEDADE</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Nov 2024 14:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A piedade é quase inata na mulher; é para ela como que uma segunda natureza. Uma mulher irreligiosa  é uma mostruosidade. Espanta, as pessoas desconfiam dela, não compreendem, perguntam até onde pode ela ir&#8230; A piedade! flor doce e perfumada, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/exercicios-de-piedade/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><img src="https://i.pinimg.com/236x/d8/2a/d1/d82ad100435404254a58ada32c0d1a08--i-pray-the-lord.jpg" alt="18 ideias de Mulher Piedosa | mulher piedosa, mulher, art de amor" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A piedade é quase inata na mulher; é para ela como que uma segunda natureza. Uma mulher irreligiosa  é uma mostruosidade. Espanta, as pessoas desconfiam dela, não compreendem, perguntam até onde pode ela ir&#8230; A piedade! flor doce e perfumada, vós a tendes, ao menos nas suas habituais manifestações; mas não é o bastante, ela deve ser para vós como uma segunda seiva, como uma vida, deve exalar-se de vós como um perfume.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vejamos, pois, primeiro o que ela é em si mesma; veremos depois, como deve exercer-se.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">A Verdadeira Piedade</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">O que é piedade?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São Tomás define-a: <em>&#8220;Uma generosa disposição da alma que nos leva a amar a Deus como a um pai, e a nos desobrigarmos de todos os nossos deveres para Lhe sermos agradável.&#8221;</em> É o amor de Deus que remonta à sua fonte; é a ternura filial da alma que pensa em seu Pai Celeste e lhe diz que o ama; é a prática das virtudes sólidas que tornam a vida melhor e útil aos outros; é o esquecimento de si e a procura de Deus em tudo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A piedade não habita o mundo dos belos sonhos. Aplica-se a viver na terra para nela lutar; é laborosa, às vezes mesmo penosa, exercendo-se no meio das misérias e lutas da vida. Nosso Senhor dizia-o a Santa Teresa: <em>&#8220;A felicidade neste mundo não consiste em gozar das minhas consolações, mas em trabalhar penosamente para a minha glória e em sofrem muito.&#8221;</em></span><span id="more-22664"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A sua substância é o amor filial de Deus e o amor fraternal do próximo por amor de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A sua forma é o conjunto dos exercício e práticas de devoção consoante o estado em que Deus nos colocou.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A sua luz é a fé que faz ver a Deus em tudo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; O seu escopo é a honra devida a Deus e a perfeição da nossa alma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A sua regra é o dever , todo o dever.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A sua medida é a própria perfeição, isto é, a nossa semelhança, cada vez mais perfeita com o nosso Divino modelo, Jesus, que fazia sempre o que agradava a seu Pai.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que distância vai desta piedade assim compreendida, desta piedade verdadeira, forte, substancial, para a piedade mundana, caprichosa, anêmica, de cristãos água de rosas!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estes fazem da religião uma questão de imaginação ou de sentimentalismo, e, inflamados no dia das consolações sensíveis, põem-se a desconfiar, a tudo abandonar, no dia em que Deus lhes retira essas consolações. Era aludido a essas piedades da moda, sentimentais e vazias, que Bourdaloue dizia: <em>&#8220;Mães, fazei de vossas filhas umas cristãs, antes de as fazerdes umas devotas.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Podem-se praticar exteriormente muitos exercícios de devoção sem ter a verdadeira piedade, do mesmo modo que se podem folhear grossos livros de ciência, decorar belas fórmulas, sem possuir a verdadeira ciência. Aqui ainda as idéias claras e precisas se impõem.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">A Falsa piedade é:</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">a) Exterior, formalista, farisaica.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Corresponde ao estado de espírito daqueles de quem Nosso Senhor falava quando dizia: <em>&#8220;Este povo me honra de boca, mas o seu coração está longe de mim.&#8221;</em> Os falsos piedosos fazem questão de medalhas, de escapulários, de imagens piedosas, entram em todas as obras e em todas as irmandades, sem procurarem reformar a sua conduta e cumprir estritamente o seu dever.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">b) Pueril</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Às vezes ridícula, fazendo da religião uma série de atos que podem prestar-se à malignidade das interpretãções molestas. Acredita ofender a Deus omitindo uma pequena prática particular de que fez para si uma lei, ou, antes, uma escravidão, e passará levianamente ao lado de obrigações reais de que não toma cuidado. Não compreenderá que às vezes é preciso &#8220;<em>deixar a Deus por Deus</em>&#8220;, isto é, deixar uma oração, uma reunião, um exercício, para ir aonde o dever e a caridade chamam. Terá por certo santo ou certa santa uma devoção nal compreendida e exclusiva e relegará Deus a segundo plano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">c) Mundana</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há ainda algumas que querem servir ao mesmo tempo a Deus e ao mundo, que procurarão ávidamente os prazeres, os divertimentos e as festas, que lerão jornais e livros levianos, e que, apesar disso, quererão passar por boas cristãs, e acreditarão sê-lo&#8230; Ninguém pode servir a dois senhores, há que escolher! Não se pode alojar a um tempo no próprio coração o espírito cristão e o espirito do mundo. Ou um ou outro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">d) Sentimental</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E aqui é preciso insistir muito, porque muitissimas almas femininas querem <em>sentir</em> o fervor, e estão íntimamente convencidas, diga-se-lhes o que se lhes disser, de que no dia em que não tiverem nenhuma doçura, nenhuma lágrima, nenhuma sensação de piedade, nenhuma efusão do coração, a sua oração é sem valor e sem merecimento perante Deus!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis aqui o que delas pensava São Francisco de Sales:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;A devoção não consiste na doçura, na suavidade, na consolação e na ternura sensível do coração, que nos provoca a lágrimas e a suspiros e nos dá uma certa satisfação agradável e saborosa nos nossos exercícios espirituais. Não, a devoção e isso não são a mesma coisa; porque há muitas almas que têm dessas ternuras e consolações e que, não obstante, não deixam de ser muito viciosas, e que, por conseguinte, não têm nenhuma devoção verdadeira.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto mais forte é um amor, tanto menos necessita de provas sensíveis; parece mesmo que estas sejam uma fraqueza, pois entra nelas o apetite de gozo que é uma procura de si. O amor de sensibilidade é, por sua natureza, superficial e instável; está sujeito a todas as flutuações da emoção, que se esgota necessariamente pela sua própria violência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deus quer ser amado seriamente, com toda a nossa alma, com todas as nossas forças, com todo o nosso coração. A parte sensível do nosso ser pode ser às vezes admitida a tomar sua parte nesse amor, mas não é aí que ele reside; a sua sede está na vontade, donde, em certas horas, mas não constantemente, ele faz irradiar as suas alegrias até na sensibilidade. Amai, pois, a Deus por Ele e não por vós, não esperando as doçuras da piedade, a não ser que Ele mesmo julgue portuno vo-las conceder.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">A verdadeira piedade é:</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">a) Sólida</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isto é, fundada numa fé viva e esclarecida. Nada pertuba, nem aborrecimentos, nem desgostos, nem securas, nem tentações, nem sofrimentos. Não é uma simples tradição de familia, um sonho piedoso, uma doçura poética e terna, mas um amor verdadeiro, forte, fundado em enérgicas e profundas convicções. Para ser sólida, deverá a vossa piedade proceder de um ardente amor de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não se deve amar a Deus diversamente de como Ele quer ser amado. Ora, o que Ele quer antes de tudo é que tenhamos a devoção aos seus mandamentos e aos da Igreja. Todas as outras devoções devem passar para depois destas!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">b) Humilde</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ela não faz dos seus merecimentos um pedestal, pelo contrário, oculta-os. Sabe que os dois polos da santidade são a humildade e o esquecimento de si, e que devemos sair de nós mesmos para irmos a Deus. A alma que se apresenta a Ele com uma piedade orgulhosa ou simplesmente egoísta e satisfeita, arrisca-se muito a desagradar grandemente Aquele que &#8220;<em>exalta os humildes e humilha os soberbos</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">c) Amável</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No mundo há excessiva tendência para crer que o serviço de Deus torna a pessoa triste, mal-humorada,que a piedade exclui a alegria e a amabilidade. &#8220;<em>Eis um perigo</em>, diz o Padre Monsabré, esse <em>de tornar a piedade selvagem&#8230;&#8221;</em> A verdadeira piedade é alegre, e a alegria no serviço de Deus é um verdadeiro apostolado.  Gravai na mente esta palavra de uma grande alma: &#8220;<em>Os cristãos esquecem demais que devem aos outros não somente o exemplo das suas virtudes, mas também o exemplo da sua felicidade</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">d) Zelosa</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ela afasta o egoísmo, dá o sentido e o amor do apostolado e a necessidade de ser piedoso não somente para si, mas também para os outros. O arcanjo São Miguel, aparecendo a Santa Joana d&#8217;Arc, disse-lhe:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Sê boa, simples e piedosa, ama a Deus, e Ele te empregará.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que palavra&#8221; &#8220;<em>Ama a Deus e Ele te empregará!&#8221;</em> Ser empregada por Deus receber d&#8217;Ele esta prova de confiança! que alegria! Importa merecê-la.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">e) Racional</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Deve-se trabalhar incessantemente por tornar a piedade racional e a razão piedosa</em>&#8220;, dizia Mme. Schwetchine; a verdadeira piedade segue nos deveres a ordem estabelecidade por Deus: os preceitos primeiro, os conselhos depois; faz passar os deveres de caridade, de polidez, de conveniência à frente de certas práticas que não são essenciais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">f) Moderada</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também não se sobrecarrega de práticas ou de orações, não se esquece de que Deus pede ser servido &#8220;<em>em espírito e em verdade</em>&#8220;, na santa liberdade que convém a seus filhos. Todo sobrecarga de práticas e de orações é uma desordem e contraria o verdadeiro espírito do Evangelho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Quantas pessoas</em>, dizia o Padre Faber, <em>depois de tomarem um surto brilhante, não tardaram a sentir-se fatigadas e finalmente a tornar a cair na terra, embaraçadas com as suas ladaínhas, sucumbindo ao peso dos seus &#8216;memorare&#8217;, sobrecarregadas de terços! Arruinaram-se pelas devoções,  sem acharem a verdadeira devoção</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Compreendei, pois, bem os caracteres da verdadeira piedade. Ao invés de ser uma mó que comprime, ela é uma força, um sustentáculo, é uma vida. É preciso, pois, coração, mas sobretudo ação e vontade! Deus não pede que  O sirvamos ao quilo ou à libra, mas de toda a nossa alma, com todas as nossas forças, com todas as nossas energias, apesar dos aborrecimentos, das securas, dos tédios, apesar de tudo. E, se às vezes pensais estar &#8220;fria&#8221; para com Ele, ide para adiante com coragem e servi-O mesmo assim!</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><em>A Formação da Donzela</em> &#8211; Pe. J. Baeteman</strong></span></p>
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		<title>A CARIDADE PROÍBE A INVEJA</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jul 2024 16:47:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que é a inveja? O que a caracteriza é um amor-próprio violento que aspira a ter tudo em detrimento dos outros; um egoísmo que não quer repartir com ninguém ; um desejo ardente de ser amado de maneira exclusiva; &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-caridade-proibe-a-inveja/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><strong><img class="alignright" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f3/Inveja_covarrubias.jpg/250px-Inveja_covarrubias.jpg" alt="" />O que é a inveja?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que a caracteriza é um amor-próprio violento que aspira a ter tudo em detrimento dos outros; um egoísmo que não quer repartir com ninguém ; um desejo ardente de ser amado de maneira exclusiva; um sofrimento secreto à vista da felicidade de outrem, ou uma alegria maligna com as suas desditas, enfim uma paixão imoderada das distinções, das preferências e das atenções.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um crítico pretendeu que todas as mulheres são mais ou menos invejosas. Sem dúvida é exagerado. Porém, mesmo assim, cumpre tomar cuidado com certos movimentos instintivos que poderiam surdir das profundezas da má natureza. Parecem bastante raras as almas femininas que não trazem em si o germe odioso deste vício. Um grande coração deve elevar-se acima das vilanias de uma paixão tão mesquinha e tão degradante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para conceber mais vivo horror dela, examinai as devastações que ela causa, assim na alma que ela tiraniza como mas outras a quem persegue.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Suas devastações</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A invejosa não tem mais nem alegria nem prazer: dir-se-ia que um véu fúnebre a circunda; ela sofre com a sua própria desgraça e com a felicidade dos outros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A invejosa julga sempre ver ironia no olhar das pessoas, a quem detesta; escuta incessantemente, para surpreender palavras malévolas nos lábios de outrem. Vigia as amigas para ver se o afeto delas é sincero; não tolera provas de benevolência cuja melhor parte não seja para ela.</span><span id="more-22660"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A invejosa sofre uma verdadeira tortura moral, que não lhe traz nada&#8230;a não ser novos sofrimentos. As outras paixões têm uma certa satisfação momentânea; a inveja é um fogo devorador que arde e rói o coração e não proporciona nenhum gozo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; A invejosa sente que se rebaixa pelo seu vício; mas se cegará a ponto de jamais querer confessá-lo, e mesmo de censurá-lo seriamente a si mesma! Para se curar, medite ela, pois estas palavras de La Bruyère: <em>&#8220;A inveja, que muitas vezes, não passa de indigência de espírito, denota muito mais a pobreza do coração.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A inveja, enfim, é malvada e facilmente se torna feroz. As mentiras mais odiosas não a fazem recuar; a sua alegria é ver sofrer e fazer sofrer os outros. Não se pode compará-la melhor do que ao demônio, cuja inveja para com os homens vai até ao ódio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E não acrediteis que esse vício odioso não seja gravíssimo:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Ele se oculta sob o manto da zombaria, da mentira, de um interesse hipócrita, de conselhos falazes, de indiscrições comprometedoras, de perguntas insidiosas, de exageros tolos, de ingerências culpadas, de informações superfíciais ou notóriamente falsificadas, e de muitas outras maldades que se penetram com um sorriso ou com um suspiro, agitando o leque, às vezes mesmo entre duas dezenas de terço.&#8221; </em>(Henri Lassere)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Por que se deve combatê-la?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>1) Ela transtorna o coração</strong>: O nosso coração foi criado por Deus para amar o bem e odiar o mal. Ora, a inveja odeia o bem do próximo e aplaude o mal. É o contrário da ordem estabelecida por Deus!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>2) Transtorna a inteligência e o juízo:</strong> A pessoa invejosa não sabe ver coisa alguma sob a luz requerida; desarrazoa, e mostra-se sempre má quando se trata de julgar quem não tem as suas simpatias. Acusa primeiro as ações; se alguém as justificar, achará ela sempre alguma coisa a redizer, como aquela raposa que achava as uvas &#8220;verdes demais&#8221;!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3) Transtorna a alma:</strong> A invejosa tem em si como que uma serpente que a devora. É por isso que Job chama esse pecado &#8220;a podridão dos ossos&#8221;!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>4) Transtorna o céu:</strong> Foi por inveja que Lúcifer, tendo tido a revelação do mistério da Encarnação, recusou submeter-se ao Homem-Deus e exclamou: Não obedecerei!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>5) Transtorna a terra:</strong> Por invejar a felicidade de nossos primeiros pais foi que o demônio veio tentá-los! Por causa da sua inveja foi que &#8220;a morte entrou na terra&#8221;!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Preserve-vos Deus para todo o sempre deste vício, menina de coração bom e puro! </span><span style="color: #000000;">São João Crisóstomo cognomina-o de &#8220;<em>a sarna da alma</em>&#8220;&#8230; Sabeis que a representam sob os traços de uma mulher idosa, de olhos lívidos, de rosto pálido e emagrecido, arrimando-se a um bordão espinhoso, enquanto se vê uma serpente devorar-lhe o coração. Basta dizer-vos isto, para vo-la fazer detestar!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aliás, bem sabeis como vós mesma a detestais nos outros!</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><em>A Formação da Donzela</em> &#8211; Pe. J. Baeteman</span></strong></p>
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		<title>VOSSA ALMA: SEU IDEAL</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jun 2023 16:05:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que é o ideal? O ideal é a flama do nosso pensamento, que brilha e ilumina toda a nossa vida; é farol que devemos sempre manter e tornar cada vez mais luminoso, a fim de que a sua simples presença &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/vossa-alma-seu-ideal/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><img class=" alignright" src="http://3.bp.blogspot.com/-B52qJsy_Rsk/Uxc3G8YJPnI/AAAAAAAAAi0/0zsssmg5I-c/s1600/MULHER+PIEDOSA.jpg" alt="Cantinho Feminino: A MULHER DE DEUS" width="243" height="204" />Que é o ideal?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O ideal é a <em>flama</em> do nosso pensamento, que brilha e ilumina toda a nossa vida; é farol que devemos sempre manter e tornar cada vez mais luminoso, a fim de que a sua simples presença baste para nos conduzir ou nos reconduzir pelo reto caminho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O ideal é uma força, a grande força; é uma paixão, e por conseguinte uma potência. Já o teremos sentido muitas vezes em seguida a um contato mais intimo com Deus, num retiro, após uma grande emoção. Tem-se ele posto a brilhar vasto e profundo, no céu de nossa alma, condensando todas as idéias numa só, e encarnando-se numa resolução mais enérgica e mais firme.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O ideal é como um sol que ilumina e aquece toda uma vida, que faz ver claro e belo na existência, e que a transforma. Apagai esse sol, todo o vosso ser recairá na sombra, ficareis triste, sentireis frio. Pelo contrário, deixai-vos empolgar, deixai-vos hipnotizar por ele: sua influência ser-vos-á preciosa, pois ele vos fará andar na luz e num vida intensa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O ideal é a isca de que Deus se serve para atrair a Si! É alguma coisa que os olhos não vêem, que os sentidos não tocam, mas que brilha, alumia e guia. É como que um reflexo escapado ao sol divino. Sem ele, a alma não vive, vegeta; não anda, arrasta-se; não sobe, hesita, escorrega e cai. Mas com ele, e sempre mais bem excitada pela sua claridade, eleva-se, arroja-se e atinge até à beleza suprema.</span><span id="more-22666"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Precisais de um ideal</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos nossos dias, muitas vezes falta à juventude o ideal. Muitas almas se obstinam em permanecer banais, e cingem seus esforços a seguir a rotina tranqüila por onde passa a multidão &#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Pe. Vuillermet, dirigindo-se a moços, lhes diz: “<em>Precisamos de uma estrela polar, para a qual, mesmo nas horas mais sombrias, possamos dirigir os nossos olhares. Nossa vida necessita de um escopo preciso, de um centro único, que sirva de ponto de junção para todos os surtos generosos de nossa alma. Tende sempre diante dos olhos um ideal, contemplai-o, estudai-o, deixai-vos empolgar por ele! Amai-o apaixonadamente, loucamente. Então, estendidas todas as velas ao vento que sopra do largo, ganhai o alto mar! É o único meio de fazer alguma coisa e de ser alguém.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Onde irmos findar, com efeito, se não temos finalidade? Nada acharemos se nada procurarmos. Semelhantes ao navegador imprudente que toma o mar numa noite sombria, sem levar nem mapa, nem bússola, andaremos na vida sem sabermos aonde vamos, impelidos pelo capricho e arrastados pelas influências mais contraditórias. Ter um ideal é ter uma razão de viver, é também um meio de viver uma vida mais plena e mais alta</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Qualidades desse ideal</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">a) Seja <em>belo </em>o vosso ideal, seja grande, seja sublime! Deixai o vosso coração apaixonar-se dele, isso vos permitirá ser menos tentada pelas miragens enganadoras das cobiças humanas. Deixai-o dilatar vossa alma e transportá-la para bem alto, lá onde aspirareis o ar puro dos píncaros. Então vereis a vossos pés as mil vaidades da terra; e se um dia vos der o desejo de tornar a descer a ela, dizei-vos que para isso será preciso abaixar-vos!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b) Seja <em>verdadeiro</em> o vosso ideal, segundo a vossa condição, as vossas forças e o vosso temperamento. Seja simples e bem determinado. Tanto quanto possível, fazei-o convergir para em torno da vossa virtude dominante; é a vossa principal força e o vosso poder mais precioso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">c) Enfim, seja <em>claro</em>, brilhante, luminoso o vosso ideal, nada de esbatido nem de vago; concretizai-o, se o puderdes, em algumas palavras, numa fórmula, num lema.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; “<em>Deus o quer</em>”, diziam os cruzados, e essas três palavras levantaram a Europa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; “<em>Ou sofrer ou morrer</em>”, dizia Santa Teresa, e ela morreu de amor!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; “<em>Meu Deus, meu dever, e avante</em>!” diz o cristão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; “<em>Passar os mares, salvar uma alma, morrer mártir</em>”, diz o missionário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis aqui o lema que uma moça. Ardente e generosa, adotou ao sair de um retiro:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <em>“Vibra, luta, sofre, ama, morre!”</em></span><br />
<span style="color: #000000;"> <em><br />
<strong>Vibra</strong></em>, isto é, não sejas um ser sem vida, sem impulsos, sem ideal! Porém, qual harpa eólia, desfira tua alma, sob o arco divino ou mesmo, às vezes, sob a rude carícia do sofrimento, sons ao mesmo tempo possantíssimos e dulcíssimos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong><em>Luta</em></strong>, isto é, não esqueças que, se “<em>a vida do homem é um combate</em>”, como diz a Escritura, a vida de um jovem cristã deve ser cheia de lutas também, e tanto mais numerosas quanto mais profundamente apegadas à sua fé e ao seu dever quiser ela ser. Lutas exteriores, lutas íntimas (as mais duras!). Seu coração será um verdadeiro campo de batalha, mas é isso que faz bem e que forja as almas!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Sofre</em></strong>. A luta acarreta o sofrimento, pois há sempre dentro de nós algo que se recusa ao combate. Além das dores que a vida nos traz, e ante as quais importa saber pronunciar não somente o “<em>Fiat</em>” da resignação, mas o “<em>Obrigado</em>” do amor, há outras que a alma que vibra, que luta e que ama quererá se impor, porque não se pode amar sem sofrer, e o sacrifício é o perfume e a assinatura do amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Ama</em></strong>. Sim, ama a Deus, ama teu próximo, ama os pobres, ama os infelizes, ama as almas! Ama, isto é, sai de ti, deixa teu coração prodigalizar em torno de ti seus eflúvios, sê a alegria, o sorriso, o raio de sol daqueles com quem deves viver. Como aquele mártir cuja língua haviam cortado e que com seu sangue escrevia na areia <em>“Credo</em>”, escreve tu em tua vida, por teus atos: “<em>Meu Deus, eu vou amo</em>!”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Morre</em></strong>. Quando se passou a vida a sofrer, a luta, a amar, a morte já não deve mais meter medo. Ela é “<em>o Eco da vida</em>”, o trânsito para um existência melhor, onde Deus nos espera com a coroa reservada para quem combateu bem: a aproximação dela traz, antes, a alegria e como que um antegozo da felicidade celeste.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><em>A Formação da Donzela</em> &#8211; Pe. J. Baeteman</strong></span></p>
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		<title>&#8220;EU PRECISO TANTO DE UMA MÃE!&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 25 May 2022 14:05:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Santíssima Virgem Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. J. Baeteman]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dia conta-nos um vigário dos subúrbios de Paris, notei uma ovelha estranha misturada ao rebanho do meu catecismo. Aquela figurinha pálida e apoucada, que se insinuara na ponta do último banco, não me era totalmente desconhecida; minha memória lembrou-me &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/eu-preciso-tanto-de-uma-mae/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" alignright" src="https://semanariov.pt/wp-content/uploads/2020/09/sala-isol.jpg" alt="Covid-19. Área de isolamento nas escolas só pode ser usada por uma pessoa -  Semanário V" width="222" height="151" />Um dia conta-nos um vigário dos subúrbios de Paris, notei uma ovelha estranha misturada ao rebanho do meu catecismo. Aquela figurinha pálida e apoucada, que se insinuara na ponta do último banco, não me era totalmente desconhecida; minha memória lembrou-me logo que o intruso era filho do contramestre da fábrica, homem de opiniões violentas e exaltadas, orador de clube, inimigo de padres, etc. Aliás, o pequeno parecia deslocado no santo lugar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Olhava para todos os lados e tinha uma atitude constrangida na extremidade do seu banco. Não aparentei reparar na presença dele, mas, após acabar de interrogar os meus meninos, fui a ele e fi-lo levantar. Ele segurava um gorro na mão e olhava-me com grandes olhos tristes. As suas roupas belas e bem feitas careciam de frescor. Ao vê-las, adivinhava-se que não as preparava um mãe.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Vais à escola, &#8211; disse-lhe eu, &#8211; já ouviste falar de Deus Nosso Senhor? &#8211; Silêncio, gesto vago e indiferente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Da Santíssima Virgem? &#8211; O pequeno levantou a fronte e subitamente o semblante se lhe animou.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Ouvi, &#8211; disse-me ele baixinho, misteriosamente. &#8211; Ouvi dizer que os meninos do catecismo têm uma Mãe, a SS.Virgem. Foi por isso que eu vim&#8230; &#8211; E grossas lágrimas rolaram-lhe pelas faces, enquanto ele acrescentava: &#8221; Eu preciso tanto de uma mãe!&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse grito comoveu-me. Assim que meus alunos saíram, voltei ao pequeno estranho, e lhe disse: &#8221; Vem cá, vou-te levar à tua Mãe.&#8221; &#8211; Ele deitou-me um olhar profundo. &#8221; Aquela que substituirá tua mãe&#8221;, continuei. E conduzi-o ao branco altar que as Filhas de Maria ornamentam com desvelo piedoso. Quando o menino avistou a bela imagem coroada do diadema de ouro, rodeada de flores e iluminada pelo reflexo dos vitrais, exclamou de mão postas: &#8221; Ah! lá está ela! Como é bela!</span><span id="more-22662"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Sr. acha que ela quererá me tomar por seu filho? olhe, ela tem outro nos braços. Talvez não precise de mim; e eu, se o Sr. soubesse! Preciso muito de uma mãe&#8230;ainda mais depois que estou doente&#8230;&#8221; &#8211; e estás doente, meu filho? &#8211; Ele tocou o lado esquerdo. &#8211; Tenho uma dor aqui, não grande, mas não posso brincar ou correr como os outros, então o médico proibiu que eu fosse á escola. Sou infeliz sozinho em casa. Papai me quer muito bem, mas está sempre fora de casa. Disseram-me que os meninos que vêm aqui acham uma mãe muito boa e toda-poderosa, eu então fugi e vim cá.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis aí mais um dos vossos benefícios, ó boa Mãe, pensei eu.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Obrigado por me terdes trazido esta cara alminha, que pereceria na ignorância, e cuja voz, talvez em breve, se misturará aos concertos dos anjos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E ele repetia inquieto: &#8220;O Sr. acha que a santa Virgem quererá saber de mim? &#8211; Sem dúvida, meu amigo, mas é preciso fazer como os meninos que aqui vêm, e aprenderes o teu catecismo.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pus-lhe um catecismo nas mãos, e ele disse: &#8221; Obrigado, Sr., não deixo de o ler.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Leu-o, aprendeu-o, mas a morte fazia lentamente a sua obra. Pouco tempo depois de fazer a primeira comunhão, ele morreu como um santo, e foi encontrar-se com sua Mãe no céu.<strong> </strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><em><strong>A Formação da Donzela</strong></em><strong> &#8211; Pe. J. Baeteman</strong></span></p>
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		<title>VIRTUDES QUE TORNAM A ALMA BELA: A HUMILDADE</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2021 15:41:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. J. Baeteman]]></category>

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		<description><![CDATA[1º &#8211; O que é a humildade “A humildade, dizia Lacordaire, não consiste em ocultarmos os nossos talentos e as nossas virtudes, em nos julgarmos pior ou mais medíocre do que somos, mas em reconhecermos o que temos; em suma, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/virtudes-que-tornam-a-alma-bela-a-humildade/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://aformacaodamocacatolica.files.wordpress.com/2012/08/jovem-lendo.jpg" alt="A Biblioteca da Moça Católica | A formação da moça católica" width="203" height="280" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">1º &#8211; O que é a humildade</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>A humildade,</em> dizia Lacordaire<em>, não consiste em ocultarmos os nossos talentos e as nossas virtudes, em nos julgarmos pior ou mais medíocre do que somos, mas em reconhecermos o que temos; em suma, é o respeito da verdade</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É a franqueza e a lealdade de uma alma que quer que a verdade seja conhecida, e que triunfe mesmo se esse triunfo deve confundi-la.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A humilde dá uma noção verdadeira de Deus, dos outros e de nós mesmos, apreciando cada um pelo seu justo valor e dando-lhe de todo modo o que lhe é devido. Mas essa virtude tão bela, tão oportuna, tão razoável, encontra grandes dificuldades na nossa natureza viciada e pede um poderoso recurso de graças.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Ela é qualquer coisa de tão grande, de tão heróico, que os próprios Apóstolos tiveram grande dificuldade em aprendê-la. Depois de seguirem três anos inteiros o Filho de Deus e de com Ele aprenderem, depois de terem sob os olhos seus exemplos de profundo abaixamento, eles ainda disputavam entre si para saber a quem era que cabia o primeiro lugar entre eles.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A humildade, diz também São Bernardo, “<em>é uma virtude pela qual a gente se conhece e se despreza</em>”. Mas por que então encontramos tão poucas almas humildes? É que poucas se conhecem; e não se conhecem porque não têm a coragem de fazer essa introspecção de si mesmas que as convenceria da sua miséria ou do seu nada.</span><span id="more-22658"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando a gente estuda a fundo, se quiser ser sincero chega a fazer uma tríplice verificação:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Nada sou!</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Nada posso!</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Nada valho!</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É tudo! É duro! É verdade!</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">2º &#8211; Motivos de ser humilde</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>a) Deus só dá graça aos humildes</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há um fato que domina toda a vida espiritual: sem a graça nada podemos fazer. Ora, Deus afirmou que só dá a sua graça aos humildes e resiste aos soberbos; donde mister se faz concluir que a humildade nos é absolutamente indispensável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>b) Nos nossas relações com Deus, não passamos de pobres mendigos</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nossa dependência d’Ele é absoluta. Se à vossa porta se apresentasse um mendigo orgulhoso, pedindo esmola com ar soberbo, que faríeis? Fechar-lhes-íeis assim a vossa porta como o vosso coração. Deus age do mesmo modo. Quando vê vir a Ele uma alma enroupada numa dignidade que não é a sua, Ele volta a cabeça, não escuta, deixa essa alma orgulhosa, à sua impotência&#8230; e ela cai.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em>c) A humildade é a raiz de todas as virtudes</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem ela:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <strong>Nenhuma fé</strong>: é preciso ser humilde para se curvar sem a menor dúvida, perante a autoridade de Deus que, sempre verídica, impõe para crer coisas que excedem o alcance da nossa inteligência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <strong>Nenhuma esperança</strong>: inspirando-se no orgulho, a gente pensa facilmente não precisar de nada, nem de ninguém; é preciso crer no seu próprio nada, na sua total impotência, para se volver para Deus e tudo esperar das Suas promessas e da Sua bondade.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Nenhuma caridade</strong>: num coração soberbo só achamos desdém, egoísmo, empáfia, insolência, violência, arrogância e vaidade; o amor de Deus e do próximo é excluído dele.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Nenhuma pureza</strong>: Diz a Escritura: “<em>Ninguém pode permanecer puro sem um dom especial de Deus</em>.” Ora, se Deus resiste aos soberbos, como poderá a alma orgulhosa, deixada às suas próprias forças, vencer as tentações? O vício impuro é a punição habitual do orgulho.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Nenhum zelo</strong>: para querer fazer o bem e aplicar-se a isso, é preciso ainda a graça, e Deus só a concederá aquele que se humilha. Os grandes santos foram todos humildes. O lugar deles na história está em relação com a sua humildade. Basta ler a vida de São Vicente de Paulo para se convencer disto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"> <em>d) A humildade é uma fonte de força</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando uma alma está bem vazia de si mesma, Deus a enche com seu poder. É esta a explicação da força dos santos. Eles consentiram em não ser nada, e por isso Aquele que é tudo veio a eles, operou maravilhas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deus só se quer servir de instrumentos bem humildes, bem maleáveis, pequenos e fracos, a fim de que a sua glória, a d’Ele, resplandeça. </span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Vede Santa Genoveva ou Santa Joana d’Arc; vede, mais perto e vós, Santa Teresa do Menino Jesus! Vede Santa Bernadette, a venerável Catarina Labouré e tantas outras que a piedade venera! Que exemplos frisantes de pequenas almas bem humildes, bem simples, com as quais Deus fez grandes coisas!</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> No ofício da SS. Virgem, a liturgia põe nos lábios de Maria estas graciosas palavras: <em>“Porque eu era pequenina, agradei ao Altíssimo”.</em> Se quiserdes agradar a Deus, sede humilde, fazei-vos também pequenina diante d’Ele. Não podemos esquecer a advertência de Jesus:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Se não fordes semelhantes a uma criancinha, não entrareis no Reino dos Céus</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"> <em>e) O vosso ser</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Misto de grandeza e de baixeza, de força e de fraqueza, de predicados e de defeitos. Não tenho nada de meu, que me pertença como próprio: meu espírito, meu corpo, minha alma, minhas qualidades, tudo recebi de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nosso Senhor dizia um dia a uma santa:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Eu sou Aquele que sou; e tu és aquela que não é!”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há cem anos, onde estáveis? Daqui a cem anos, onde estareis? Quem então ainda pensará em vós? Tereis passado como uma sombra, como a nau que fende as ondas e de que, em breve, não mais se vê o rastro.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Vosso corpo? <em>“lama coberta de neve”,</em> diz um santo! Três dias após a sua morte, ele se torna o pasto dos vermes, um objeto de abjeção que se deve, bem depressa, confiar à terra.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Vossa alma? Criada à imagem de Deus, ela é bela por natureza; mas o pecado original privou-a das as suas magníficas prerrogativas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Sem dúvida o Batismo lhe trouxe os esplendores da graça divina, mas, depois que fizestes desse dom tão precioso? Rainha exilada, vossa alma não tem caído às vezes na triste condição de uma escrava?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vosso coração? &#8230; O que fazeis dele? A que o dais? Que lugar nele ocupa Deus?&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vossa consciência? Ah! Se ela pudesse falar! Tão jovem e, quiçá, já tão culpada!</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> José de Maistre dizia:<em> “Não sei o que pode ser a consciência de um celerado, mas é medonha a de um homem honesto!”</em> dir-se-ia que, descoberta pela visão da simples tendência que nos leva ao mal, ele se recusasse a lhe considerar a realidade numa alma culpada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em>f) Vossos pecados</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto aos vossos pecados passados, conheceis-lhes o número? A gravidade? Se o vosso anjo vos pusesse sob os olhos o “livro das vossas confissões”, não teríeis de corar? E, quanto ao futuro, podeis responder por vós? <em>“Não há pecado cometido por um homem que não possa ser cometido por outro, se a mão que fez o homem não estiver lá para preservá-lo!</em><em>”</em> Este pensamento de Santo Agostinho tem com que fazer curvar as cabeças mais altaneiras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em> g) Exemplo de um Deus que se humilha</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ó alma orgulhosa, deixa, de uma vez, de lado todas as frioleiras da tua vaidade e da tua pretensa grandeza! Ou, antes, não! faze-te bela, grande, soberba, orna-te, enfeita-te de todas as qualidades morais e físicas, faze-te tão orgulhosa e vaidosa quanto o és em certas horas, e olha!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Olha essa criancinha que chora em cima de um molho de palha, numa manjedoura de animais, no meio de um estábulo. Essa criança é Deus, o único Deus verdadeiro! Olha e lembra-te!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vê esse jovem que trabalha na modesta oficina de um carpinteiro de aldeia, que cepilha pranchas, que conserta charruas e outros instrumentos de lavoura. Esse jovem é Deus! Olha e lembra-te!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Considera esse homem rodeado de alguns discípulos, perto de uma mesa; Ele cingiu os rins e, de joelhos ante um deles, lava-lhe os pés. Este, um horrível traidor, é Judas, e aquele que Lhe lava os pés é Jesus. Olha é lembra-te!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contempla esse condenado de quem mofam, a quem insultam, a quem flagelam. Escarram-Lhe no rosto, enfiam-Lhe espinhos na cabeça, conduzem-no de tribunal em tribunal, condenam-nO à morte; cravam-nO, enfim, numa Cruz, como um escravo, como um salteador, como um ladrão! Esse que assim morre é Deus! É o autor da vida e a própria inocência! Olha e lembra-te!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vem ainda a esta igrejinha, avança até o altar, fita o tabernáculo, olha para esse cibório e vê essa <em>hostiazinha.</em> Jesus está lá. Abaixa-Se, oculta-Se, vela-Se, aniquila-Se sob as aparências de uma partícula de pão!&#8230; Olha e lembra-te!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim, essa criança, esse jovem, esse homem, esse crucificado, esse prisioneiro da hóstia, é Jesus, é o teu Deus! Deus se humilha, e tu te exaltas. Ele faz tudo o que pode para não parecer o que é; tu fazes tudo o que podes para pareceres o que não és!</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">3º &#8211; Meios de se tornar humilde</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> a) Antes de tudo, deveis convercer-vos bem de que o orgulho perde as almas e a humildade as salva. De vez em quando é preciso meditar neste assunto tão grave. Nós não decidimos eficazmente a nossa vontade senão depois de termos conseguido dar-nos convicções fortes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b) Nunca faleis de vós, nem bem, nem mal. Bem, é fatuidade; mal, às vezes é um artifício para atrair elogios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">c) Não ligueis importância aos juízos humanos; nada é mais falsos, mais vazio, mais vão, mais mutável! A multidão gritava &#8221; hosana!&#8221; no dia de Ramos, e cinco dias depois o &#8221; Crucificai-o! &#8221; é que se fazia ouvir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">d) Se vos suceder uma humilhação merecida, humilhai-vos sem pejo. É sempre belo e grande reconhecer os próprios erros. Se ela for imerecida, pensai em Jesus que se calava quando seus inimigos o acusavam falsamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">e) Pela manhã, refleti nas ocasiões que podereis praticar a humildade, e não passeis um só dia sem produzir ao menos um ato dela, interior ou exterior, mormente exterior. Aí, como em tudo, só pela multiplicação dos atos é que chegareis a um resultado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">f) Tomai como virtude favorita a humildade. Se preciso, reduzi a ela as vossas outras resoluções, e pedi-a a Deus até importuná-lO.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">g) No vosso vestir, sede simples e modesta. Lícito vos é andar bem preparada, com certa elegância mesmo, se o quiserdes, isso é da vossa idade. Mas não ostenteis enfeites extravagantes, e nunca mereçais esta maliciosa apóstrofe atraída um dia por uma mulher &#8220;coquete&#8221;:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Oh! habitante de um grande vestido, como sois pequena na realidade!&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">h) Ponde-vos ao pé de Deus Nosso Senhor, como uma criança pequenina, ou mesmo como um <em>mendigozinho</em> que pede, que ama e que espera. Este não ignora que nada lhe é devido, mas sabe que seu pai lá está e lhe dará tudo de que ele precisar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">i) Dizei muitas vezes, como Maria: &#8220;<em>eis aqui a escrava do Senhor</em>&#8220;, e fazei tudo o que Ele vos pedir! Que grandeza, apesar da vossa pequenez, o serdes escrava de um Deus!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">j) Orai! Orai! Só Deus pode ajudar-vos a adquirir essa virtude que tanto repugna à nossa natureza. Tende a miúdo nos lábios esta bela oração jaculatória: &#8220;Jesus<em>, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alimentai em vós o desejo ardente, a paizão de vos tornardes humilde! Não vos contenteis com a convicção ou mesmo com a aceitação alegre da vossa própria baixeza! aproveitai todas as ocasiões para fazer uma sincera confissão dela.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não faltam almas que são humildes na solidão, no seu genuflexório; elas reconhecem o seu nada, a sua baixeza! Estão convictas desta! Mas ai daquele que compartilhasse ostensivamente a convicção delas! &#8230; É séria humidade? é profunda?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E, quando a luta for dura, meditai esta palavra que Nosso Senhor disse a uma santa:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Minha filha, no inferno há muitas virgens, mas não há uma só alma humilde!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><em>A Formação da Donzela</em>, Pe. J. Baeteman</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A COQUETEIRA</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2016 18:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
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		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. J. Baeteman]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro perigo do mundo consiste em levar aquelas que lhe querem agradar a se ataviarem com um luxo de vestuário extravagante, e a caírem na coqueteria, ou garridice, que é um desejo extremado de agradar pelo abuso dos enfeites. As jovens &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-coqueteira/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi iFI3FvRMEGbs-pQOPx8XEepE alignright" src="http://3.bp.blogspot.com/-QdfwiTs_ajU/U4UBM2jhwjI/AAAAAAAAaT4/EreSa6I4YwI/s1600/DSCN5397.jpg" alt="Resultado de imagem para moça modesta" width="207" height="393" />Outro perigo do mundo consiste em levar aquelas que lhe querem agradar a se ataviarem com um luxo de vestuário extravagante, e a caírem na coqueteria, ou garridice, que é um desejo extremado de agradar pelo abuso dos enfeites. As jovens das classes mais modestas não estão isentas desta miséria!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O grande Fénelon temia muito este perigo para as jovens; por isso, no seu livro sobre a Educação, escreve:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Nada temais tanto como a vaidade nas meninas: elas nascem com um desejo violento de agradar&#8230; aspiram à beleza e a todas as graças exteriores, são apaixonadas pelos adornos. Um chapéu, uma ponta de fita, um cacho de cabelo mais alto ou mais baixo, a escolha de uma cor, são para elas outros tantos negócios importantes</em>.&#8221;</span><br />
<span style="color: #000000;"> E esse defeito não se acha só numa certa sociedade, encontra-se mesmo entre as que fazem profissão de vida séria. Toda mulher é naturalmente coquete, ou faceira, andaria errada negando-o.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>A maioria das mulheres</em>, diz Luís Veuillot, <em>ficam na terra entre a graça e o pecado, que as disputam e que elas talvez sonhem conciliar. Na missa pela manhã, no baile à noite; querendo agradar e temendo agradar demais, sentindo este receio pela manhã mais do que à noite; mas dispostas, à noite, a arriscar-se a agradar demasiado do que a resolver-se, pela manha, a não agradar absolutamente; mui fácil e mui sinceramente tocadas de arrependimento, quando percebem que agradaram demais, porém de um arrependimento que não é sem doçura e sem um pouco de vontade de recomeçar</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aí está, pois, uma verdade que poderá desagradar, talvez, mas que é preciso ter a coragem de afirmar. Santo Ambrósio já dizia às mulheres do seu tempo: <em>&#8220;Vede essas matronas que pintam o rosto porque receiam não agradar. Querem corrigir a natureza, e por isso mesmo se julgam e se condenam. Porquanto, ó mulher, que juiz mais sincero da tua fealdade teremos nós do que tu mesma que receias mostrar-te tal qual és? Se és bela, porque te disfarças? Se és feia, porque mentires aos olhos, no desejo de pareceres o que não é?&#8221;</em></span><span id="more-7409"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não se pode deixar de experimentar um profundo sentimento de tristeza pensando em que as moças passam uma porção considerável da sua existência em futilidades coquetes. Pode-se-ia crer que a cor de um vestido, a forma de um chapéu, um laço de fita se tornem negócio capital para uma cristã?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E no entanto &#8230; Sem dúvida, deve ela pensar num cuidado razoável do seu vestuário, numa certa elegância mesmo.S.Francisco de Sales quer que a sua Filotéia seja &#8220;<em>a mais bem vestida, cntanto que seja a menos pomposa e a menos afetada</em>&#8220;. Mas, quando uma moça é verdadeiramente coquete, esse terrível defeito estraga-lhe as mais belas qualidades e tira-lhe a sensatez, a modéstia e toda a seriedade que deveria ter a sua existência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vejamos as tristes conseqüências da coqueteira:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>a) <em>Prejudica a seriedade da vida.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desde que o coração está cheio dessas bagatelas, dessas futilidades, toma-lhes emprestado qualquer coisa que o torna também fútil e vazio. Aos poucos a alma assume a feição das coisas que fazem objeto dos seus pensamentos habituais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que será da seriedade, do espírito cristão, que é um espirito de sacrificio, numa jovem constantemente ocupada com a sua &#8220;toilette&#8221;? Esses espírito extingue-se numa inevitável moleza, conseqüência do enfraquecimento do senso moral. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>b) Faz perder um tempo considerável.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Tempo é dinheiro</em>&#8220;, dizem. É mais do que isso, pois é a moeda com que se compra o céu. Quanto tempo perdido no penteado, no vestuário, no enfeite de um corpo tornado um ídolo! Desperdiçar-se-ão nisso horas inteiras, e, quando Deus vier solicitar alguns minutos para a oração, a jovem coquete exclamará: Como? rezar? ir à Missa? ora! não tenho tempo! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>c) Leva a despesas loucas.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que luxo na nossa sociedade atual! Passa por ela como que um sopro que dá vertigem! Quanto dinheiro disperdiçado no vestuário, nos enfeites! Para ter uma jóia, um vestido, uma dessas mil frivolidades com que a vaidade lhe exorna a orgulhosa pessoa, a moça não recuará ante nenhuma despesa!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por isso, quando a esses corações roídos pelo desejo de agradar e de se fazer notar, alguém vier estender a mão em favor das obras de caridade, colherá uma resposta azeda, egoísta e cruel; a coquete não recusará nada ao seu corpo, mas aos pobres, às almas que se perdem&#8230; ora!&#8230;os tempos estão tão bicudos! Pior do que isso! Muitas vezes, para satisfazer o seu pendor, uma coquete não hesitará em arruinar a família. Em casa, será o flagelo do marido, e, porque não dizer? também dos filhos; ela nunca se julgará com meios para educar filhos, tem um trapo de pano em lugar do coração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>d) É uma tolice e uma aberração.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No fundo a coqueteira tem por fim único procurar agradar. Por mais que a pessoa não o confesse a si, isto é verdade mesmo assim. Ora, como agradar aos outros senão por meio de qualidades amáveis? E essas qualidades a pessoa as tem ou não as tem. Se as tem, não há necessidade dos socorros da arte para que elas produzam seu efeito. Se não as tem, procurará então fingi-las. Neste caso a coqueteira não passa de uma mentira vulgar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há mais. A arte não pode dar as qualidades morais, que, em última análise, são as únicas duradouras, as únicas amáveis, as únicas que impressionam. Saberá imitar a natureza; mas então que outra coisa fará senão vos emprestar uma máscara?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não há nada que valha o natural e a simplicidade. Suponde uma bela flor&#8230; cercai-a de fitas, derramai-lhe na corota perfumes capitosos; ficará ela mais atraente? Não! e nada mais tereis feito do que estragar uma belíssima obra de Deus!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>e) Ela faz rir de si.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim, na frente far-vos-á a esmola de um sorriso, de um cumprimento lisonjeiro e mendaz; mas por detrás as pessoas sensatas vos apontarão com o dedo, rir-se-ão de vós, desferir-vos-ão epitetos que feriam de morte a vossa vaidade de pudésseis ouvi-los.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong><em>f) Leva com frequência ao desregramento.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ela é que, com a preguiça, é a provedora habitual dessa podridão social a que se chama &#8220;<em>demi-monde</em>&#8220;. Rola naturalmente para essa ignomínia quando a paixão da &#8220;<em>toilette</em>&#8221; chega (e chega depressa) a dominar o cuidado da virtude e da honra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>g) Sede franca e, de boa fé, ide ao fundo das coisas</em></strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porque quererdes fazer &#8220;<em>toilette</em>&#8221; senão para atrair os olhares? Porque quererdes atrair os olhares senão para agradar, para vos fazerdes admirar, digamos o termo &#8230; para seduzir? Coqueteria, astúcia e sedução, eis aí, confessado ou não, o fim de todo vestuário muito rebuscado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se ainda só se tratasse de agradar o noivo desejado, talvez se vos pudesse desculpar. Mas quem deveras ama, quase não usa de tais meios, e muitas vezes a coqueteira, se tende a inflamar outrem, não se preocupa lá muito com as conseqüências. A pessoa é coquete não para outrem, mas para si; quer ser notada, lisonjeada, adulada, e aqui se trata apenas das mais honestas! Essa coqueteira que força o sentimento depois de realizar o enfeite, é a mais culpada de todas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas então a gente terá de mal amanhar-se como um macaco, e de se fazer carrancuda, amuada, insuportável?&#8230; Não, não se vos diz isto, e, depois, mesmo assim acharíeis meios de ser coquetes! Não se trata absolutamente de mau gosto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não notais que as excentricidades da moda, o requinte nos vestuários, afeiam muito mais do que embelezam as que a elas se submetem? Ficai sendo, pois, aquilo que sois, e vesti-vos com simplicidade. O vestido, que deveria lembrar-vos a queda original, não deve tornar-se uma armadilha, a mais sapiente das astúcias, a mais pérfida das coqueterias a mais vulgar das seduções.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Formação da donzela</em> &#8211; Pe. Baeteman</span></p>
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		<title>A SIMPLICIDADE</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2016 14:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Familia]]></category>
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		<description><![CDATA[Um dia os Apóstolos discutiam para saber qual deles teria o primeiro lugar no reino dos céus. Tomando então uma criança, Nosso Senhor colocou-a no meio deles, e depois disse: &#8220;Em verdade vos digo, se não vos fizerdes semelhantes a esta &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-simplicidade-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi iFI3FvRMEGbs-pQOPx8XEepE alignright" src="https://amocacatolica.files.wordpress.com/2014/08/noiva.jpg" alt="Resultado de imagem para moça modesta" width="302" height="393" />Um dia os Apóstolos discutiam para saber qual deles teria o primeiro lugar no reino dos céus. Tomando então uma criança, Nosso Senhor colocou-a no meio deles, e depois disse: <em>&#8220;Em verdade vos digo, se não vos fizerdes semelhantes a esta criança, não entrareis no reino dos céus!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que é que mais notamos na criança? Não é a candura, a simplicidade? Ela não tem nenhuma astúcia, diz o que pensa, acredita o que lhe dizem, anda simplesmente, francamente, direitinho. Eis aí o vosso moldelo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>1º &#8211; O que é a simplicidade</strong> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Poder-se-ia defini-la: uma virtude pela qual se vai direito a Deus, direto à verdade, direto ao dever.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">a)<em>Ir direto a Deus</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quer dizer não ver em tudo senão a Sua santa vontade, sem se preocupar com o juízo dos homens. Tudo por Deus! Ele é o princípio e o fim das nossas ações; deve-se viver como se houvesse só Ele e nós neste mundo. A alma simples vai a Deus &#8220;<em>direto como uma bala de canhão</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">b)<em>Ir direto à verdade</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como Nosso Senhor nos ensina quando nos recomenda falarmos assim: <em>&#8220;Isto é, isto não é, tudo o que se acrescenta bem do Mau&#8221;,</em> deveríeis ter a tal ponto essa franqueza, que a vossa palavra equivalesse a um juramento! É tão belo achar uma pessoa bem franca e ler-lhe toda a alma no olhar claro e límpido!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">c) <em>Ir direto ao dever</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É sacrificar tudo por Ele. O dever é uma coisa sagrada, é a senha! Deve-se ir a ele através de tudo, e lançar-se nele com toda a alma, com todo o coração, mesmo se o sofrimento ou a dor deverem achar-se no caminho.</span><span id="more-7407"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">d)<em>A alma simples é aberta, leal, cândida</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Faz-se amar por todos e em toda parte, porquanto, segundo o pensamento de São Vicente de Paulo, ela não usa nem de finura, nem de astúcia, age simplismente e fala sinceramente, mesmo observando a dicrição que a prudência exige.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A alma simples é cheia de clarividência e de limpidez; vê depressa e vê claro. Não suspeitando nem os artifícios nem as astúcias, desconcerta-os, dissipa-os, e passa através, forte de sua retidão e da sua fraqueza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A alma simples faz a sua obra arrediamente, desdenhosa do louvor  do arruído, como a roseira que produz sua flor, ao sol sem dúvida, mas longe do mundo e dos seus tumultos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A alma simples vive tranquila e calma, como o ribeiro no seu leito, deslizando ao longo das ribas; vê-se o céu mirar-se-lhes nas águas. Já não houve, com efeito, quem dissesse ser a simplicidade filha da inocência? ela é também irmã da caridade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sede, pois simples:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1 &#8211; <strong><em>Nos pensamentos</em></strong>, indo direto ao fim, sem colear,<strong> </strong>sem procurar enganar os outros nem enganar a vós mesma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2 &#8211; <strong><em>Nas palavras</em></strong>, só dizendo o que tiverdes no coração, e coisa alguma que seja contrária a Deus ou ao próximo, evitando também o que possa enaltecer-vos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3- <strong><em>Para com Deus</em></strong>: Ide a Ele com um coração desinteresado, que se compraza em amá-lO sobretudo por Ele mesmo; fazei passar este motivo à frente de outros que sejam bons, lícitos e até mesmo recomendados; mostrai-Lhe, porém, a disposição que pressupõe sempre este pedido do Padre-Nosso: &#8220;<em>Seja feita a Vossa vontade!&#8221;<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4- <strong><em>Para com o próximo</em></strong>. Há uma simplicidade ingênua que não é virtude e que atrai as zombarias; a boa simplicidade, que será a vossa, é acompanhada de discernimento e de juízo, mostra-se para com todos franca, sincera, leal, forte de toda a força da verdade, mas nunca esquecendo uma reserva digna.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mormente nos nossos dias, certas pessoas vêem na simplicidade uma virtude de superfetação, que parece constrangê-las e mesmo diminuí-las. Que erro!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Se teu olho é simples, disse o Mestre, todo o teu corpo será luminoso</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa virtude porá luz na vossa vida; ela implica a ascensão calma e tranquila da alma para a verdade e para o bem, e mesmo se não se tem de praticá-la, não se pode deixar de admirá-la nos outros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em>e) Vantagens que essa virtude proporciona</em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis, pois, uma alma simples, reta; ela tem só uma visão, só um olhar, só uma intenção, só um desejo, só um escopo: Deus e a Sua vontade, isto é, o Dever!</span><br />
<span style="color: #000000;"> Não tem dois modos de pensar  nem de agir; fala como pensa, o seu procedimento é o mesmo em toda parte e sempre. A sua fé é simples, sem raciocínio nem hesitação. A sua esperança é simples: ela se abandona à divina Providência como uma criança nas mãos de seu pai. Seu amor é simples: ela refere tudo a Deus, amorosamente, candidamente. Não diz: &#8220;<em>Que pensarão os homens?&#8221;,</em> mas sim: &#8220;<em>Que pensará Deus?&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como é bela essa alma! como é boa! como é grande!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1 &#8211; <strong><em>Deus a ama</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porque &#8220;<em>é com os simples que Ele gosta de conversar</em>&#8220;, a tal ponto que Jesuss, no Evangelho, agradece abertamente a Seu Pai o lhes haver revelado a Sua doutrina, a eles os &#8220;<em>pequenos</em>&#8220;, de preferência aos sábios e aos prudentes do século.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2- <strong><em>Toda gente a ama</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porque mesmo as naturezas mais falsas são subjugadas pela reta e nobre simplicidade, cujo encanto arrebata e atrai.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3 &#8211; <strong><em>Ela é cheia de segurança</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porque há nela confiança, coragem, tranquilidade, intrepidez. Ela segue seu caminho, bem direto, sem temer coisa alguma; ao passo que a alma que vai por caminhos oblíquos tem sempre medo de ser descoberta, de se ver reconhecida e desprezada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4 &#8211; <strong><em>É feliz</em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma alma simples recebe muitas graças e luzes; vai à verdade, ao bem, ao dever, facilmente, nobremente, com todas as veras. E, quando Deus a chama a Si, ela morre como viveu, simplesmente.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline; color: #000000;"><strong>2º &#8211; Inimigos da simplicidade</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">a) Vaidade</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É este um inimigo perigoso das jovens. Cativa-as por suas bagatelas, torna-as inaptas para as mais nobres aspirações, e desvia do bem, não raro do dever, aquelas que a ela se deixam arrastas. Muitas poucas almas se elevam até ao orgulho, a maior parte vegeta numa tola e oca vaidade</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Comprazem-se em si mesmas, nos seus talentos, nas suas qualidades. Achamo-las em adoração perpétua diante da sua pessoínha, enquanto uma garridíce não raro requintada as impede de agradar aos outros.</span><br />
<span style="color: #000000;"> Alphonse Karr disse:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Para muitas mulheres, a religião consiste em ir à missa no domingo, para mostrar o vestido e criticar os vestidos das outras&#8221;.</em>Esta reflexão mordaz não parecerá injusta a todas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Beleza, vestidos, talentos, &#8220;toilettes&#8221;, tudo isso bem pouco é. Infelizmente essas &#8220;vaidades&#8221; se tornam com freqüência preocupações estorvantes, que perseguem a donzela até aos pés dos altares. Quanta pequenez há, pois, nessa procura exagerada do enfeite! que falta de simplicidade também!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tomai uma bela rosa que desabrocha no meio de um canteiro, e, no pretexto de torná-la ainda mais bela, guarnecei-a de fitas, de lentejouras, e vertei-lhe na corola um perfume precioso. Que tereis feito? &#8230; tereis estragado uma coisa bem fresca, e lhe tereis tirado a sua verdadeira beleza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aplicai a comparação a vós mesma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em plena juventude, nessa hora matinal da vossa vida em que ainda tendes as frescuras da primavera, buscar fora o exagero de certos ornamentos não é confessar que as graças recebidas da natureza não vos bastam? não é querer tomar emprestado à arte garridices que vos afeiam, e muitas vezes cair numa extravagância ridícula?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deixai a rosa florescer e embalsamar o jardim; e vós,tende a simplicidade de ficar sendo vós mesma.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;"> b) Mentira</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma coisa está no direito de impressionar um observador atento: a honestidade mais elementar impede de pagar uma compra com moeda falsa, corar-se-ia disso; e entretanto por um nada, nas relações sociais, dar-se-á a mentira em lugar da verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um prelado escreve:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>O que prova o quanto a mentira é feia é não haver nada de que se tenha vergonha em igual grau. A confusão suprema consiste em ser pegado em flagrante delito de mentira. A mentira é o pecado dos fracos, dos que, para se safarem do embaraço, para se defenderem ou se vingarem, só têm esse processo hipócrita, injusto, caviloso, essa tenebrosa covardia equívoca, oblíqua, que rasteja na sombra, que se mascara e abusa da confiança de um próximo por demais leal para suspeitar tal baixeza e não se deixar enganar.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Deixai para outras almas menos corajosas, e menos delicadas do que as vossas, todas as &#8216;mentiras de necessidade&#8217;, mentiras alegres ou oficiosas que, ao mal que se faz em enganar o próximo, acrescentam o mal não menor de enganar a própria consciência. É dar prova de um caráter bem pequeno o não ter a coragem daquilo que se pensa, ou daquilo que se quer, ou daquilo que se faz. É coisa baixa e vil, quando se fala, não ousar fazê-lo conformemente ao próprio pensamento &#8230; Nunca uma jovem pode enveredar pela trilha da desonra a não ser pisando antes a verdade. Aquele que é bastante desgradado para mentir, por isso mesmo é capaz de todas as vilanias.</em><em><br />
</em><em>Determinando-o o temor dos homens a fazer, por sua mentira, injúrias à verdade, à sua consciência e a Deus, doravante nada mais pode retê-lo no declive do mal, de vez que ele achou meios de escapar aos homens com desprezar a Deus, a consciência e a verdade!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estremecei, pois, a verdade, a lealdade, a franqueza e a simplicidade. Não tenhais medo de dizer sim, se é sim, e não, se é não; a menos que, sem o deixardes parecer nem trairdes uma justa reserva, necessário se torne saberdes guardar para vós o vosso pensamento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A limpidez das vossas palavras será, ordinariamente, o melhor testemunho da limpidez do vosso coração aos olhos de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há a<em> mentira vaidosa</em>, inspirada pelo desejo de se pôr logo na frente para atrair a atenção dos outros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há a <em>mentira gabola</em>, em que a pessoa inventa relatos nos quais, naturalmente, dá a si o lugar de honra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há a <em>mentira interesseira</em>, tão depressa achada por quem quer descupar-se, escusar-se ou sair do embaraço para evitar uma humilhação ou uma punição.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há enfim, a <em>mentira perniciosa</em>, que procura positivamente prejudicar os outros.</span><br />
<span style="color: #000000;"> Isso são vulnerações da retidão da consciência e da retidão moral, que é uma das primeiras formas da honestidade. Quando não puderdes dizer toda a verdade, jamais digais coisa alguma que lhe seja contrário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lembrai-vos sempre de que:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1º &#8211; A mentira é a arma dos fracos; a criança a ela recorre espontaneamente quando acredita poder com isso evitar algum aborrecimento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2º &#8211; A mentira vos tornaria desprezível, porque é uma vilania.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3º &#8211; Ser pegado em flagrante delito de mentira é uma das piores humilhações que vos possam suceder.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">4º &#8211; Sois filha d&#8217;Aquele que disse: &#8220;<em>A Verdade, sou eu!&#8221;</em> Quanto ao demônio, deram-lhe o nome de pai da mentira!</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;"> c) Hipocrisia</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dizer de alguém que é hipócrita é fazer-lhe a injúria mais cruenta. Vimos, mais acima, o quanto a mentira é alvitante. Pela hipocrisia mente-se de maneira particularmente odiosa, pois se oculta a própria malícia, que se coloreia de todas as aparências da virtude. Onde quer que ela reine, tudo é falso. Em vendo uma donzela escrava desse vício, diríeis uma santinha; mas devassai os mil estratagemas de que ela serve para enganar, que acharíeis? uma alma baixa, vil, má, um sepulcro caiado!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esquadrinhai bem os folhos e os refolhos da vossa consciência, e vede se não tendes nada desse mal; do contrário, mister seria extirpar-lhe até o último germe, pois ele só vos cobre de uma virtude de empréstimo para não deixar perceber o vosso orgulho!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aos olhos de todos parecei, pois, o que sóis na realidade. Tende a franqueza de mostrar-vos tal qual sois! Não podeis enganar a Deus; quanto ao próximo, não o enganareis muito tempo. Olham-vos, sois encantadora; reviram-vos, perscrutam-vos, sois terrível! Pareceis-vos com essas águas tranquilas que a gente mal sente correrem, mas que escondem profundezas onde a gente se afoga! </span><br />
<span style="color: #000000;"> Não; rasgai essas máscara vós mesma, se não quiserdes que Deus venha fazê-lo com mão forte, ou que sobrevenha um incidente que ostente aos olhos de todos a vossa alma negra e os vossos vícios floridos.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;"> d) Moça &#8220;modernstyle&#8221;</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um moço muito mundano respondia a uma senhora que lhe propunha em casamento uma jovem &#8220;estilo moderno&#8221;: &#8220;<em>Só me casarei com uma mulher que seja mui simplesmente mulher</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não faltam moças atormentadas pelo desejo extravagante de serem &#8220;modernas&#8221;, de serem &#8220;<em>do seu tempo</em>&#8220;! Palavras ridículas, fórmulas ocas, frases sonoras, que mal encobrem uma tendência para a insubordinação, para a frivolidade, para a dissipação, para o gênero &#8220;garçonnier&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Acaso não se ouve nos nossos dias umas doudivanas vos dizerem francamente: <em>Tenho vinte anos, quero trabalhar com minhas mãos, mas não como se ensina às moças! cozinhar, fazer doces, cuidar da casa! Não! não! Quero viver livre e fazer meu caminho na vida como um homem! Eu, não quero me casar; porque casar é ser escrava, e eu sou livre!&#8230;<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pobres loucas! ao invés de partides para a conquista dos &#8220;direitos da mulher&#8221;, tão decepcionantes, senão mais, do que os direitos do homem, reivindicai para vós o direito de servir e de vos dedicardes. Foi para isso que Deus criou a mulher esposa e mãe!</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<span style="color: #000000;"> <em>Formação da donzela</em> &#8211; Pe. J. Baeteman</span></p>
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		<title>PERIGOS DO MUNDO &#8211; TEATRO</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2016 19:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
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		<description><![CDATA[Geralmente é imoral Mesmo quando ele não fosse (e o é com freqüência) o acionamento de uma tese contrário aos princípios de uma santa moralidade, ainda quando não se achasse nele senão a pintura viva de costumes condenáveis, o jogo dramático &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/perigos-do-mundo-teatro/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong><img class="irc_mi i58FtNyoYOH8-pQOPx8XEepE aligncenter" src="http://www.oceansbridge.com/paintings/artists/new/Federico-Zandomeneghi/Federico-Zandomeneghi-xx-At-the-Theater-xx-Private-Collection" alt="Resultado de imagem para teatro pintura" width="359" height="289" />Geralmente é imoral</strong> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mesmo quando ele não fosse (e o é com freqüência) o acionamento de uma tese contrário aos princípios de uma santa moralidade, ainda quando não se achasse nele senão a pintura viva de costumes condenáveis, o jogo dramático das paixões humanas mais arrastadoras, nem por isso o teatro deixaria de ser um divertimento dos mais perigosos para uma jovem cuidosa de não criar de propósito, para a honestidade de sua vida, perigos e inextricáveis dificuldades. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As máximas mais falsas são nele correntemente aplaudidas, as paixões mais baixas são exaltadas, todas as desordens são pintadas e todas as fraquezas desculpadas. Nele ridiculariza-se por vezes a virtude ou procura-se torná-la odiosa; em compensação, o vício muitas vezes é coberto de flores. As instituições mais santas, os deveres mais sagrados da família e da sociedade são nele tratados com uma leviandade voluntária e um escandaloso desprezo. Como não haveriam tais espetáculos de ser condenados pela moral? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>É uma ocasião de pecado</strong> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tudo o que nele se vê e tudo o que nele se ouve é de natureza a leval ao mal. Os assuntos que nele se tratam são, muitas vezes, arriscados, os costumes que nele se vêem, a sociedade que nele se acotovela, aqueles cenários, aquelas luzes, aquela música, aqueles relatos apaixonados, aqueles enredos amorosos, tudo isso produz na imaginação de um jovem, no seu organismo sensível e nervoso, uma superexitação que cedo triunfará da sua consciência. </span><br />
<span id="more-6456"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não se pode ir ao teatro sem voltar dele com a mente perturbada, a vontade enervada, e os sentidos cheios de impressões molestas. Como poderia uma virtude, mesmo sólida, resistir a isso longo tempo? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Não é verdade que o teatro fala a todos os sentidos ao mesmo tempo, fazendo-os solidários uns dos outros, afagando-os, exaltando-os, embriagando-os por todos os artifícios, arrancando-os a todo controle de pensamento refletido, exasperdo a nossa impressionabilidade pela luz, pelo ruído, pela atmosfera superaquecida e pelo contágio da multidão?&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Eymieu) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E isso não é um perigo, um grande perigo? Esses sentidos que deveis acalmar, dominar, subjulgar, coisa às vezes difícil, iríeis, de pleno gosto e sem necessidade conduzi-los a semelhante embriaguez? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>O que dele pensaram os próprios autores</strong> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Alexandre Dumas</em>, autor de tantas peças de teatro, declara: &#8220;<em>O teatro só imoral pode ser, nele se vêem e se dizem coisas que as jovens não devem nem olhar nem ouvir. Uma mãe prudente nunca deve ir a ele, e ainda menos a ele levar uma filha</em>.&#8221; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Jean-Jacques Rousseau</em>, esse pensador tristemente célebre, escreveu: &#8220;<em>A gente se arrepia à simples idéia dos horrores com que se enfeita a cena francesa. Sustento-o, e tomo por testemunha o espanto dos leitores; as matanças dos gladiadores eram menos bárbaras. Nelas fazia-se correr o sangue, é verdade, mas não se manchava a imaginação com crimes que fazem fremir</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Corneille</em> inquietava-se muito com a responsabilidade que faziam pesar sobre ele as suas obras dramáticas, e no entanto soube dar nas suas tragédias admiráveis lições de grandeza de alma. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Racine</em> teve os mesmos remorsos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Quinault</em> fez penitência severíssimas para redimir o mal que podia ter produzido pelas suas óperas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Loulli</em> morria sobre a cinza, gemendo à lembrança das suas composições musicais. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E no entanto todos esses autores não tinham tido uma musa desavergonhada! Essas inquietações e esses pesares dos mestres da cena dizem-nos muito sobre os perigos que nesta se encontram. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Por que o teatro é tão perigoso</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aqui deixemos falar o grande Bossuet: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;O amor, esse amor profano, culpado, é o fundo de todas as ficções teatrais! Torcei-o a vosso talante, dourai-o à vossa fantasia, é sempre a concupiscência da carne! o espetáculo empolga os olhos: os discursos, os cantos apaixonados penetram o coração pelos ouvidos. Às vezes a corrupção vem em grandes ondas; às vezes insinua-se como que gota a gota, e, no fim nem por isso se fica menos submerso, tem-se o mal no sangue antes que ele se declare pela febre. Debilitando-nos pouco a pouco, colocamo-nos num perigo evidente de cair, e essa grande debilitação já é um começo de queda. Tudo nele é perigoso. Acham-se nele insinuações imperceptíveis, sentimentos fracos e viciosos; nele se dá uma secreta isca a essa íntima disposição que amolenta a alma e abre o coração a todo o sensível; não se sabe bem o que se quer, mas afinal quer-se viver da vida dos sentidos.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Máximas e Reflexões sobre a Comédia) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todos os dias dizeis na vossa oração: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>E não nos deixeis cair em tentação</em>&#8220;, e de gosto vos iríeis lançar nela por vós mesmas? Tanto valeria dizer a Deus: <em>Meu Deus, vou-me atirar ao fogo, fazei que ele não me queime!</em> Ora, não se zomba assim de Deus. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Digam o que disserem, o teatro não é um lugar de reunião favorável para a donzela. Com efeito, faz perder o gosto da vida séria e faz sentir desgosto pelo recesso familiar, simples demais. No dia seguinte ao em que uma donzela tiver ido ao teatro, podeis estar mais ou menos certo de que ela bocejará à mesa, e de que não será só de fadiga. A peça e os personagens da peça dançar-lhe-ão diante dos olhos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aquele herói, aquele príncipe encantador que já lhe aprazia tanto no romance, quando a sua imaginação o vestia como melhor podia, eis que ela o viu sob a luz dos lustres, na seda e no cetim, com cabelos cacheados como nunca e com uma tez tão viva que ao pé dele as rosas empalideceriam. E ele falou, e sorriu, e, se é verdade que ela talvez não tenha vontade de tornar a encontrar o próprio ator, assaz verossímil é amar de bom grado alguém que se pareça com ele. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso, também, dizer uma palavra do <em>Cinema</em>, visto como, nos nossos dias, é este o maior agente de vulgarização, de instrução pela imagem, de distração, e de desmoralização também!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De todos os divertimentos oferecidos ao povo, o Cinema é certamente um dos que mais fascinam! É a distração popularpor excelência; as pessoas nele se precipitam todos os dias com uma espécie de frenesi! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A sucessão de suas cenas animadas, as imagens que passam sob os olhos dos espectadores permitem-lhes facilmente dar o impulso à imaginação. Esta chega, às vezes, até à sugestão, que (como vimos) pode induzir até à imitação. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A crônica dos tribunais aí está para no-lo dizer. Não nos devemos, pois, admirar-se, mesmo com filmes em si mesmos irrepreensíveis, o cinema muitas vezes realiza uma verdadeira obra de desmoralização. Servindo de ilustração viva a uma quantidade de romances nem sempre bons, o Cinema não pode deixar de influir de maneira nefasta na formação moral da juventude. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ele se pode atribuir a baixa evidente do nível moral que se traduz pelos progressos crescentes de uma lamentável indiferença por tudo o que diz respeito ao dever, á consciência e à religião. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Cinema poderia ser uma escola de moral. Há filmes que revolvem o que na alma há de mais nobre e de mais belo, e tem havido filmes realmente bons, moralizadors, alguns até de orientação católica. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas o resto?&#8230;o Cinema de todos os dias!&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Menina, tomai cuidado com o filme envenenador! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Formação da donzela</em> &#8211; Pe. J. Baeteman</span></p>
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		<title>PERIGOS DO MUNDO &#8211; A DANÇA</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2016 19:00:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O que ela é do ponto de vista filosófico Um prelado assim se exprime: &#8220;O Espírito Santo falou justo quando chamou à dança &#8220;uma vertigem, uma loucura&#8221;. Para apreciar bem essas pessoas que têm a paixão de rodopiarem e de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/perigos-do-mundo-a-danca/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><img class="irc_mut i58FtNyoYOH8-HwpH6ZlgJaI aligncenter" src="https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTIgNdrCNQzQQXjvZthNZsQSu0slWPu1jrsqp3a8YhqeGSAW9Bt" alt="Resultado de imagem para dança" width="173" height="214" />O que ela é do ponto de vista filosófico</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um prelado assim se exprime:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>O Espírito Santo falou justo quando chamou à dança &#8220;uma vertigem, uma loucura&#8221;. Para apreciar bem essas pessoas que têm a paixão de rodopiarem e de fazerem momices compassadas, há só que as olhar tampando os ouvidos. Lord Byron compara os valsantes a &#8220;dois besouros enfiados no mesmo alfinete, em torno do qual giram, giram, giram&#8221;. Nunca, a não ser por motivos pouco definíveis, poderá a razão explicar-se que vantagem acha uma mulher sensata em fazer o exercício de uma enceradora de assoalhos, nos braços de um valsante que não é seu marido nem seu irmão</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">O que ela é do ponto de vista moral</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Continua ele:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Sabereis, jovens, como proceder quando vós mesmas tiverdes filhas grandes a vigiar. Enquanto isso, deixai-me lembrar-vos a palavra de Job: &#8220;Os filhos dos homens gostam de saltar para se alegrarem ao som dos tamborins. E, enquanto se entregam aos transportes da sua alegria, descem ao inferno.&#8221; O texto original não diz precisamente &#8220;descer&#8221;, mas &#8220;escorregam e caem de repente&#8221;. </em><em>De fato, embora não se cometa necessariamente um pecado mortal por dançar, o diabo que marca o compasso bem sabe aonde quer conduzir os dançarinos. Esses assoalhos encerados sobre os quais desliza facilmente são a imagem fiel do terreno perigoso em que a pessoa se acha</em>.&#8221;</span><span id="more-6453"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Num baixo relevo da igreja de Tinay, representa-se a degolação de São João Batista. Vê-se nele, de um lado, Salomé <em>que dança</em>, e do outro Satanás que toca violino. Nossos avós tinham razão. Quantas pobres moças, pelo atrativo do baile, viraram Salomés!&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">O que ela é aos olhos dos que vêem claro</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mesmo entre &#8220;as pessoas do mundo&#8221;, algumas se acham que ficam impressionadas com os perigos da dança e não hesitam em desvendá-los. Uma mulher do mundo dizia: &#8220;<em>Uma dança me bastou para compreender o perigo dos bailes</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8230; Um célebre cortesão de Luis XIV:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Sempre achei os bailes perigosos; e o que me levou a crê-lo não foi só a minha razão, foi também a minha própria experiência. Os temperamentos, mais frios nela se esquentam; e toda essa juventude que já tem tanta dificuldade em resistir às tentações interiores, não pode afrontar impunemente essas tentações exteriores. Sustento, pois, que não se deve ir ao baile quando se é cristão</em>.&#8221;</span><br />
<span style="color: #000000;"> (Bussy-Rabutim).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dois heróis: Abd-el-Kader, na França, e Chamyl, na Rússia, baixaram os olhos a primeira vez que os levaram ao baile.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">O que ela é aos olhos da fé</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aqui, a doutrina dos santos é mais forte ainda, pois eles vêem em todo cristão um membro de Jesus crucificado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São Francisco de Sales:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Falo-vos dos bailes, como os médicos falam dos cogumelos; os melhores não valem nada. E, digo-vos, eu, que os melhores bailes não são nada bons.&#8221;</em> Se se alegava uma conveniência ou uma necessidade, ele dizia:<em> &#8220;Ide: mas no dançar, pensai que, naquele momento mesmo, muitos sofrem no inferno por terem dançado. Pensai que um dia, talvez, gemerei como eles, enquanto outros dançarão como o fazeis hoje. Pensai que Nosso Senhor, Nossa Senhora, os Anjos, os Santos vos viram no baile!  Ah! como lhes causaste dó, por verem o vosso coração divertido em tamanha parvoíce e atento a essa frioleira! Pensai que, enquanto lá estais, o tempo passa, a morte se aproxima; vede, ela vem, zomba de vós, chama-vos à sua dança, na qual os gemidos dos vosso pecados servirão de violinos e em que fareis uma simples passagem da vida para a morte</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santo Ambrósio:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;A dança é a companheira inseparável das delícias que enervam e da volúpia que enodoa.&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E uma autor moderno:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Em todo cristão a Fé vê um membro de Jesus Cristo, alimentado com a Sua Carne, enobrecido com o Seu Sangue.</em> <em>Com que olhos pode ela olhar esse cristão, essa cristã requebrar-se e rodopiar em plenas pompas do diabo</em><em>?</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>A Fé vê em todo cristão um pecador arrependido, um penitente; muito mais, um coração que está de luto por Jesus inocente, crucificado pelos seus pecados. Que pode pensar a Fé em vendo essas cristãs divertir-se como umas loucas e prestar-se, ao mesmo tempo, ao divertimento de toda sorte de pervertidos?</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Em resumo: o paraíso não foi feito para os loucos. A santidade nada tem a ver com o carnaval</em>.&#8221; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>Perigo da dança</strong> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se quiserdes precisões, entremos nas minúcias e vejamos os perigos que precedem, que acompanham e que seguem a dança. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1) Antes da dança: Vaidade, despesas excessivas, preocupações de &#8220;<em>toilette</em>s&#8221;, esquecimento da alma. vontade de aparecer e de eclipsar as outras, desejo de ser notada, dissipação, etc&#8230; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2) Durante a dança: Vaidade ainda, inveja, ciúme, olhares e contatos perturbadores, palavras levianas, pensamentos sensuais, costumes indecentes, afagos de dançarinos pouco virtuosos, excitação nervosa fatal ao domínio de si, etc. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Essa atmosfera aquecida e saturada de perfumes, essa música apaixonada que enleva e dá não sei que vertigem langorosa, esses vestidos que despem mais do que vestem, e em que o pudor é mais ferido do que protegido por essas vãs coberturas que não velam nada, essas conversações mundanas e não raro mui levianas, não são nada de molde a alimentar o espírito cristão. Verdadeiramente, não é possível que a modéstia resista longo tempo a semelhantes assaltos. O desejo de aparecer e de agradar, a garridice, secretos ciúmes, mil preocupações mundanas, arrefecem o fervor, diminuem a vida interior ou a sufocam. A saúde da alma corre aí mortais perigos</em>.&#8221; (Ansault) </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3) Depois da dança: Recordações lancinantes, lassidão da alma, desgostos, aborrecimento, vaidade satisfeita ou ciúme exasperado, devaneios maus, desejos malsãos talvez&#8230; </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis aó o conjunto ds faltas que um só ato pode gerar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;"><strong>Tirai  conclusão.</strong> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Talvez objeteis que não cometeis nenhum pecado indo dançar! &#8211; É bem verdade! Satanás cega-vos tão bem, que vos assemelhais a um homem que, imerso na água, dissesse: <em>Não está chovendo!</em> Se as danças sempre foram proibidas por causa dos perigos que nelas pode correr a virtude e da dissipação que elas geram fatalmente, que se deve pensar dessas danças modernas, tangos, foxes, etc., visivelmente inventadas por Satanás para a perda das almas?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E ver-se-á pretensas cristãs suplicarem ao seu confessor permissão para irem a esses divertimentos funestos! Que fé a delas! Para vos convercer de que a paixão aí tem sempre a sua grande parte, tentai separar dançarinos e dançarinas, fazer dançar homens com homens e mulheres com mulheres&#8230; a dança acabará imediatamente. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um grande pregador do século derradeiro, que entretanto não conhecia as danças descabeladas que se ostentam nos nossos dias, escrevia estas fortes linhas: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>A dança entre dois sexos é imoral, facilmente impudica. Todas essas danças que prendem, que enlaçam, que colam o dançarino com a dançarina são indecentes, incendiárias. O tempo, os lugares, as &#8220;toilettes&#8221;, a pintura, a mentira, a impudência, os olhares, as nudezes selvagens, a música, tudo o que se adita às reuniões dançantes, aos bailes particulares e públicos, a esses turbilhões do inferno, tornam a dança devastadora e infernal!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E não vos pareça isto exagerado!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há nisso um mal horrível, um flagelo devorador!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Só em Paris contam-se mais de 1.400 salões de danças&#8230;  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ó cristã, sem dúvida a dança pode, algumas vezes, ser permitida; uma dança honesta, em si não é um pecado, mas&#8230; não se vai para o Céu dançando! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Donzela cristã</em> &#8211; Pe. J. Baeteman</span></p>
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		<title>PERIGOS DO MUNDO: AS OCASIÕES PERIGOSAS</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2016 19:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Jovens]]></category>
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		<description><![CDATA[O que é a ocasião? É uma pessoa, uma coisa, um lugar que podem levar-nos ao mal. O mundo é cheio delas, andais nele por entre as ciladas. Tal pessoa é para vós uma tentação; para ela vos sentis atraída de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/perigos-do-mundo-as-ocasioes-perigosas/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline; color: #000000;"><img class="irc_mi iRK6C_oW7Fzw-pQOPx8XEepE aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/-NrlG4_mPatI/UI3BWEbj_uI/AAAAAAAAAks/D2DGTe8CmyE/s1600/a+voca%C3%A7%C3%A3o+da+donzela+parte+3.jpg" alt="Resultado de imagem para donzela" width="383" height="290" />O que é a ocasião? </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É uma pessoa, uma coisa, um lugar que podem levar-nos ao mal. O mundo é cheio delas, andais nele por entre as ciladas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal pessoa é para vós uma tentação; para ela vos sentis atraída de maneira violenta e apaixonada. Alto lá!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em tal casa sabeis que vossa virtude pode ser posta à prova; lá não vades! Alto lá!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em tal reunião ouvistes várias vezes certos avisos da vossa consciência que vos dizia: <em>Toma cuidado!</em> Alto lá!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal leitura frívola ou profana vos perturba e sugere-vos mil pensamentos loucos, levianos, e vos lança em devaneios que não ousaríeis contar a vossa mãe: ao fogo com esse livro!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Imagens, quadros, estátuas podem ser para vós uma tentação: passai e não olheis! </span><br />
<span id="more-6451"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline; color: #000000;">Quem ama o perigo nele perecerá </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Prestai atenção, borboletinha, não vades esvoaçar em torno desses fogos que brilham&#8230; e que queimam! Outros mais santos do que vós, mais fortes do que vós aí acharam a morte da alma. A ocasião perigosa é o fogo; vós sois a palha. Como quererdes aproximar a palha do fogo e pretender que ela não arda? Deus pode fazer esse milagre uma vez, de passagem; mas não o fará sempre. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por que foi que David caiu em dois horrendos crimes? Porque procurou a ocasião. E quando vemos Sansão prisioneiro, podemos esquecer Dalila? Se São Pedro se houvesse abstido de aquecer-se e de conversar com os soldados e as criadas do sumo pontífice, teria renegado o Mestre? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entre vós e o abismo do pecado, só a graça de Deus será capaz de vos deter. Ora, dar-vos-á Ele essa graça se vos vir afrontar por puro gosto a ocasião do pecado? Não se deve tentar a Deus. O pecado chama o pecado, como a vaga traz outra vaga. Se cairdes, o primeiro ato culpado produzirá outros, e vossa pobre alma se parecerá com o mar sempre agitado, onde a vaga se levanta, se quebra, torna a formar-se e se levanta ainda para se quebrar e se tornar a formar incessantemente. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline; color: #000000;">Os divertimentos </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">a)<em>Há uns muito bons</em>. &#8211; Na vossa idade, nem todo divertimento pode ser proibido. Há uns muito bons, há prazeres lícitos, alegrias que Deus abençoa. Após os vossos longos dias de trabalho, precisais recrear-vos, refazer-vos. Por entre os divertimentos da juventude, há uns belos, restauradores, vivificantes, edificantes mesmo. Estes vos são necessários, e largamente. Entretêm em vós a alegria, e alegria é uma potência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b)<em>Os do mundo são perigosos</em>. &#8211; Mas os prazeres e os divertimentos profanos devem ser completamente excluídos.Festas mundanas, saraus dançantes&#8230; todos esses meios onde os nervos são superexcitados, a imaginação superaquecida, os sentidos amimados e o coração tentado, todos eles são demasiado malsãos para uma alma que quer permanecer bela e pura. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Escondem um veneno lento que penetra gota a gota, que perverte o espírito, seca o coração e anemiza a vontade. Um dia, fica-se surpreso de ver as forças espirituais falharem, e o primeiro turbilhão que vem carrega a alma e lança-a ao léu. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesses divertimentos profanos perde-se o espírito cristão; em lugar deste, adota-se o espírito do mundo. Neles também se perde a paz da alma e a alegria de uma boa consciência. Eles são a isca por meio da qual o mundo atrai a si as almas de que quer fazer seus joguetes de hoje e suas vítimas de amanhã. Murmura-lhes com sua voz de sereia: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Vem, menina, vem! Teu coração tem necessidade de amar, teus sentidos reclamam o prazer, tudo em ti quer distrair-se&#8230;Vem! Coroar-te-ei de rosas, farei sob teus pés florescer a jovialidade, a felicidade, a alegria, a riqueza. Vem! Ouço palpitar o teu coração de vinte anos, vem conosco! Vem!&#8221;</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8230; Renunciai, pois, de todo coração, a essas cenas que trazem enrubescer e que ofuscam uma alma piedosa, a essas palavras que magoam a virtude, a esses cantos que amolentam o coração, a esses desvaneios que desgostam do dever presente, a todos esses divertimentos pagãos que, por todas as fissuras feitas no amor dos bens superiores, fazem penetrar na alma pensamentos egoístas, covardes, sensuais. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São Francisco de Sales dizia: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;<em>Todas as vezes que os cordeirinhos deixam o aprisco e passam ao é das moitas, deixam nelas um pouco da sua lã</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pobres cordeirinhos de Deus, realmente sois obrigadas a deixar o aprisco da família, visto que as mais das vezes a obrigação vos chama ao mundo. Há, porém, &#8220;moitas&#8221; junto às quais não deveis passar. Deixareis nelas mais do que um pouco da vossa lã, deixareis a vossa candura, a vossa simplicidade, a vossa piedade, a vossa virtude, quiçá a vossa alma e o vosso Deus. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Formação da donzela</em> &#8211; Pe. J. Baeteman</span></p>
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