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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. J. Berthier</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>DO RESPEITO E DA SUBMISSÃO PARA COM OS PAIS</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Jun 2019 15:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" alignright" src="https://palavraviva.com/formacao/wp-content/uploads/2017/12/20171215_familias-numerosas-viveiros-de-santidade.jpg" alt="Resultado de imagem para familias numerosas" width="282" height="181" />«Hoje, escreve Mgr. Dupanloup, tem estranha­mente diminuído o conhecimento de tudo quanto há de divino num pai e numa mãe, e o sentimento do soberano respeito que a Sagrada Escritura manda que se lhes dê. Também, para nossa desgraça, a au­toridade dos pais e das mães tende a desaparecer, e, segundo afirmam, são forçados a abdicá-la, para prevenirem grandes desordens. Nada explica a es­tranha negligência, a inconcebível tibieza de certos pais, para fazerem valer os direitos da sua autori­dade, para com seus filhos. É duro mas é forçoso confessá-lo. Não se sabe quando se há de usar a autoridade paterna e materna. Quando as crianças têm doze ou treze anos, não têm forças para os conter, e já nada se lhes pode exigir seriamente. Quantas vezes tenho ouvido dizer: — «Mas se ele não quer como é que o ei de obrigar?» Mas para que estais vós na terra, pai e mãe, senão para que­rerdes com sabedoria, e fazerdes querer com autori­dade?» As mães, principalmente, são quase sempre duma fraqueza extrema. Quem há aí, que as não te­nha ouvido dizer ao filho: «Se não fazes o que te mando, faço queixa ao pai! «E quem sois vós, infeliz mãe, que assim falais? pergunta Mgr. Dupan­loup. Não recebestes de Deus nenhum direito, ne­nhuma obrigação séria, nenhuma autoridade a exer­cer? Ignorais que o Senhor vos pedirá contas do uso que fizerdes dum poder de que vos revestiu? [1]</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não contentes de deixarem calcar a sua própria autoridade aos pés da sua fraqueza, certas mulhe­res chegam a ponto de tornar impossível, na família, o exercício da autoridade do marido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na sua opinião, o pai nunca sabe o que manda, e as crianças que ele castiga com razão, são sempre inocentes vítimas, injustamente punidas. E ainda achando pouco estas palavras que proferem, ajuntam-lhe quase sempre o exemplo. O marido é o chefe da mulher, como Jesus Cristo é o chefe da Igreja, tal é a doutrina de S. Paulo, que daí tira, como inevitável conclusão, que as mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, em tudo o que não é contrario à lei divina. Ora as mu­lheres de que falamos, não mostram muitas vezes, para os maridos, que representam a seu respeito a autoridade do próprio Deus, senão insobordinação e desprezo, em vez de obediência e respeito, de maneira que são as primeiras a arvorar nas famílias o estandarte da rebelião, e a soprar o vento da dis­córdia. Daí a revolta, a anarquia no lar doméstico, para dar em resultado o desaparecimento de toda a paz e tranquilidade.</span><span id="more-15434"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma mãe segundo a vontade de Deus deve, muito pelo contrário, fazer reinar em torno de si, tanto por palavras, como por exemplos, o respeito da autoridade paterna e materna. Dirá e repetirá muitas vezes aos filhos que Deus lhes manda respeitar os autores dos seus dias, amá-los e obedecer-lhes, e que, por isso, se ousassem violar este preceito do Senhor, não só perderiam a sua benção, mas atrai­riam sobre a sua cabeça as maldições de Céu. Hon­rando o seu marido, como o respresentante de Deus na família, executando as suas justas vontades, a mulher cristã ensinará aos filhos o respeito e a obediência que estes devem a seu pai. Nunca, diante deles, deixará escapar uma palavra de censura, com referência ao comportamento de seu marido, cujos defeitos procurará sempre dissimular. Suportará pa­cientemente todas as suas dores, afim de fazer rei­nar a concórdia na família, e também para poupar a seus filhos a infelicidade de serem educados numa atmosfera de dissenções e discórdias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tão pouco descerá com eles a familiaridades que sejam incompatíveis com a dignidade materna. A sua bondade terá a firmeza por necessária companheira, e por coisa alguma mostrará fraqueza, para aquies­cer aos caprichos e importunações das crianças, fazendo-lhes sentir que a autoridade é inflexível, e que não há remédio senão obedecer. Obrigá-las-á à obediência, sem réplica, desde a mais tenra idade. «Porque as crianças crescem depressa, diz ainda Mgr, Dupanloup, e se não forem acostumadas pelos pais à obediência, em breve se acostomarão a dar ordens. É por isso que se vêem todos os dias, mesmo em famílias respeitáveis, erigirem-se crian­ças em senhores absolutos, e não obedecerem aos pais, que como máquinas já gastas se submetem às vontades dos filhos.»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O único meio de tornar os filhos dóceis, e de os acostumar a paciência, é exigir deles atos de obediência, que lhes custem. Quem nunca encontrou contrariedades, irrita-se, quando as encontra. M.<sup>me</sup> de Boisy havia tão bem sabido vergar à obediência S. Francisco de Sales, nos seus primeiros anos, que esta admirável criança sacrificava à menor indicação o seu prazer, os seus gostos, as suas inclinações, indo ou vindo, fazendo ou cessando de fazer, tudo como dele se desejava, sem deixar nunca entrever o me­nor descontentamento[2]. A senhora de Acarie queria que seus filhos obedecessem imediatamente e sem murmurar; que, ao primeiro sinal, deixassem o que estavam fazendo; numa palavra, que nunca tivessem vontade própria. Não era suficiente que obedecessem exteriormente, queria que fizessem de boa vontade e cumprissem por afeição esta obediência, testemu­nhando pela sua facilidade e alegria em obedecer, que as ordens recebidas lhes eram agradáveis; e o artifício inocente de que esta sabia mãe se servia para obter de seus filhos tão perfeita obediência, era ganhar-lhes o coração pela doçura, juntamente com a gravidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não devemos terminar este capítulo, sem fazer notar que os mestres encarregados de instruir a mocidade, são revestidos para com os seus alunos da autoridade dos próprios pais. Como os pais, têm direito a esperar das crianças que lhes são confiadas, não só respeito como obediência, e cegas são as mães, que tomam contra um professor o partido dos seus filhos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Destroem ao mesmo tempo a sua própria auto­ridade, destruindo a autoridade do professor, a quem tornam impossível a sua missão. Embora a criança tenha razão, nunca se deve, na sua presença, censurar o         professor, aliás honesto, que o repreendeu ou castigou.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Notas:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">_____________________</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[1] Uma criança cujo pai ausente acabava de anunciar o regresso, dizia sinceramente a sua mãe: — Ainda tenho 15 dias, para fazer tudo quanto eu quiser! E a mãe, admirada de tanto espírito, repetia o dito do filho, sem que a sua vai­dade compreendesse a duríssima lição que o filho lhe acabava de dar, e que deveria tê-la feito corar de dor e de de vergo­nha. (Mgr. Dupanloup).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[2] Vida de São Francisco de Sales.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>A Mãe segundo a vontade de Deus</em> – Pe. J. Berthier, M.S</span></p>
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		<title>DA BONDADE PARA COM OS IGUAIS E OS INFERIORES</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Apr 2019 15:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pai da revolta contra a autoridade, o orgulho também cria, para com os iguais, a dureza de cora­ção, e o desprezo para com os inferiores. Se nada há mais nobre do que sacrificar-se a si próprio, com seus gostos e &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/da-bondade-para-com-os-iguais-e-os-inferiores/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" alignright" src="http://cantodapaz.com.br/images/sao_francisco_pobres.jpg" alt="Resultado de imagem para caridade catolica" width="297" height="227" />Pai da revolta contra a autoridade, o orgulho também cria, para com os iguais, a dureza de cora­ção, e o desprezo para com os inferiores.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se nada há mais nobre do que sacrificar-se a si próprio, com seus gostos e interesses, por dedicação para com o próximo, nada há mais vil do que tudo querer para si. Uma mãe cristã, atenta a formar em seus filhos uma grande bondade de coração, e em destruir neles o egoismo, falar-lhes-á muitas vezes daquele que, por amor dos homens, se aniqui­lou a ponto de tomar a forma de escravo, e até de morrer sobre uma cruz. Far-lhes-á contrair o cos­tume de fazerem às outras crianças todos os servi­ços que lhes poderem fazer, e sobretudo de terem um terno amor para com seus irmãos e irmãs.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que encantador espectáculo não oferece uma família, cujos membros são todos unidos por laços duma forte e constante caridade! &#8230; E, por outro lado, nada há mais triste, do que encontrar irmãos armados, quase desde a infância, uns contra os outros, inimigos até à morte, nunca se vendo, ou vendo-se com visível desgosto? Atualmente é isso um espec­táculo vulgar. E não é verdade poder dizer-se espe­cialmente hoje este provérbio tão conhecido: É raro que a concórdia reine entre os irmãos? E essa desordem, as mais das vezes, é fruto da negli­gência da mãe, que não teve cuidado de repetir muitas vezes a seu filhos, com o Apóstolo da cari­dade:—«Meus filhos, amai-vos uns aos outros, porque é esse o preceito do Senhor!»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lemos na vida da Senhora Acarie que exortava seus filhos a serem amigos uns dos outros, e lhes contava muitas vezes as vantagens da concórdia e as conseqüências funestas da desinteligência:—«É preciso sempre ceder, lhes dizia, exceto quando a honra de Deus exige que se resista. Quem cede, ganha sempre a vitória contra o seu adversário.» Os seus filhos mais novos, diz Doval, vinham todas as noites contar-lhe os seus sentimentos, e se tinham tido disputas uns com os outros, como de ordinário lhes acontecia, pediam perdão uns aos outros, e abraçavam-se diante de sua mãe. — Todas as manhãs os filhos da senhora de Ghantal se abraçavam, e estes sinais exteriores de afeição servem muitas vezes, para entreterem a união dos corações, con­tanto que haja grande cuidado em evitar amizades particulares, e familiaridades muito ternas.</span><span id="more-15436"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">«Fazei compreender às crianças, diz Fénelon, que é um erro brutal acreditar que haja homens nascidos para lisonjear a preguiça e o orgulho dos outros; e sendo o serviço dos criados estabelecido contra a igualdade natural dos homens, deve-se suavizá-lo, tanto quanto possível.» A senhora Acarie exigia que seus filhos falassem aos criados com doçura e polidez, recomendando-lhes que lhes não obedecessem, quando assim o não fizessem. De forma que nunca diziam a um criado: «Faze isto, ou faze aquilo.» Eram obrigados a dizer: «Faça o favor de fazer isto.» Doutra forma o criado tinha ordem de não obedecer.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os pobres e os doentes, esses membros pacien­tes de Jesus Cristo, merecem também nossos respeitos e nosso amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como acusam negligência ou pouca fé de sua mãe essas crianças, que se encontram nas aldeias, ou mesmo nas ruas duma cidade, a correrem atrás dos desgraçados cobertos de andrajos, muitas vezes para os apedrejarem ou encherem de sarcasmos e insultos!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Longe de desviar seus filhos dos horríveis es­petáculos da miséria, da dor e mesmo da agonia, a senhora de Chantal queria que eles a acompa­nhassem nas visitas que fazia aos pobres. Um le­vava o pão, outro os remédios, outro o dinheiro. Era a recompensa que lhes dava, quando eles ti­nham cumprido a sua obrigação ou dado provas de obediência. O maior castigo que lhes podia dar, era obrigá-los a ficar em casa, à hora em que ia visitar os seus pobres. Era assim, por esta meiga intimidade com os desgraçados, e contraída desde a infância que a senhora de Chantal desenvolvia na alma de seus filhos a unção do coração, e fazia jorrar essas fontes profundas de sensibilidade que parecem ter desaparecido dos nossos dias, porque as crianças são educadas na vaidade que seca, em vez de serem criadas na caridade que enternece» (Abade Bougaud).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">«Quando eu era criança, escreve o historiador de Santa Catarina de Sena, minha mãe colocava-me sobre os joelhos, para derramar no meu coração as verdades cristãs. Insistia sobre a caridade, e dizia-me: «É preciso sempre ver na pessoa do pobre a pessoa adorável de Nosso Senhor Jesus Cristo.» E por isso com que respeito nós levávamos aos pobres um pedaço de pão ou uma pequena moeda de cobre! Era a grande recompensa da semana. Quem de entre nós melhor se tivesse comportado, e que melhor tivesse sabido as suas lições, tinha a honra de distribuir as pequenas esmolas, e acompanhar a sua mãe às cabanas da aldeia. Quando tínhamos muito desejo dum brinquedo, há muito tempo pro­metido, dizia-nos a mãe: — «E se nós déssemos esse dinheiro aos pobres?» E o sacrifício era feito de boa vontade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">«Íamos ordinariamente sentar-nos num banco de pedra, que estava em frente da casa, à beira da estrada, e na nossa infantil crença, olnavamos, se os rostos pálidos dos pobres se pareciam com o crucifixo de marfim que estava no quarto da mãe, e os nossos olhares perscrutadores, seguiam-nos através dos atalhos das nossas montanhas. Todos os dias visitávamos uma santa mulher, maior ainda pelo coração que pelo espírito, que abrira o seu castelo aos pobres; uma criada velha, chamada Serafina, era a encarregada dessa nobre hospitalidade. Nunca deixamos de lhe ir oferecer os nossos serviços para lhe fazermos preguntas acerca das aventuras dos seus hóspedes tão veneráveis, para nossos corações. Como poderia eu esquecer estas gratas recordações duma infância cristã?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lamartine, o inolvidável poeta, escreveu de sua mãe: «Via-a muitas vezes sentada, de pé ou de joe­lhos junto da enxerga do pobre, ou nesses antros miseráveis, onde dormem os proletários, enxugar com suas próprias mãos o suor frio dos pobres moribundos, agasalhá-los com os seus próprios co­bertores, recitar-lhes as orações dos últimos momentos, e esperar pacientemente horas inteiras que a sua alma deixasse a mansão do mundo, ao som da sua meiga voz.» Não há efetivamente obra mais caridosa, e zelo mais importante, como assistir cristãmente aos moribundos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>A Mãe segundo a vontade de Deus</em> – Pe. J. Berthier, M.S</span></p>
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		<title>DA SUBMISSÃO À AUTORIDADE</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Apr 2019 15:00:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[«Nunca deixes o orgulho reinar no teu coração; porque esse vício é a origem de todos os males» dizia muitas vezes Tobias a seu filho. Seguindo o exemplo deste santo velho, a mãe segundo a vontade de Deus extirpará do &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/da-submissao-a-autoridade/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" alignright" src="https://http2.mlstatic.com/espirito-de-vero-me-e-filha-campo-pintor-cooper-tela-repr-D_NQ_NP_11831-MLB20049638626_022014-F.jpg" alt="Resultado de imagem para mÃ£e e filha pintura" width="251" height="339" />«Nunca deixes o orgulho reinar no teu coração; porque esse vício é a origem de todos os males» dizia muitas vezes Tobias a seu filho. Seguindo o exemplo deste santo velho, a mãe segundo a vontade de Deus extirpará do coração de seus filhos essa raiz de toda a iniquidade, com todos os seus amargos rebentões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora o primeiro fruto do orgulho é o desprezo da autoridade e o espírito de insubmissão, que põe em perigo a sociedade moderna, e que arrancou esta ameaça à augusta Mãe de Deus : «Se o meu povo não quiser submeter-se, sou forçada a deixar mo­ver-se o braço de meu Filho»[1]. Todo o homem sensato o pode observar; a mais santa autoridade, a da Igreja e de seu augusto chefe é indignamente desprezada, não só pelos infiéis, mas até por filhos rebeldes e ingratos. Os tronos sustentam-se hoje com grande dificuldade, agitados pelo vento da independência e da revolta. Não tendes ouvido a cada passo os velhos a queixarem-se de que se não respeitam os seus cabelos brancos? E os pais não se queixam igualmente da insubmissão de seus filhos? Onde encontrar remédio para tão profunda chaga, senão no zelo das mães verdadeiramente cristãs, que, com o leite, farão beber a seus filhos o respeito da autoridade, e o espírito de submissão às suas leis se elas próprias estiverem bem compenetrada da mais profunda veneração e do mais terno amor pela santa Igreja, e pelo Soberano Pontífice, o vigário infalível de Jesus Cristo, essas mães saberão trans­plantar esse sentimentos, do seu coração, para o coração de seus filhos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é isso mesmo o que nós lemos acerca de M. Frémiot, presidente do parlamento de Borgonha, e pai da santa baronesa do Chantal? Ficando viúvo com três filhos, este generoso cristão reunia-os pela manhã e à noite sobre os joelhos, ou em torno de si, e falava-lhes com a mais profunda convicção do poder e dos benefícios da Igreja, das suas glórias e das suas provações. Sua fi­lha Joana Francisca (depois canonizada), estre­mecia alternativamente de alegria ou de indigna­ção, quando seu pai contava os triunfos ou as dores da Igreja. Os sentimentos que nasceram das exortações paternas ficaram tão profundamente radicados no seu coração, que, mais tarde, não podia atravessar, sem derramar lágrimas, os luga­res, donde os hereges haviam banido a fé da santa Igreja romana.</span><span id="more-15432"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">«Fazei amar e respeitar às crianças todas as comunidades que concorrem para o serviço da Igreja, escrevia Fénelon; não permitais nunca que elas zombem do hábito ou do estado reli­gioso.» Num século em que os ímpios empregam gracejos sacrílegos e as mais negras calúnias, para fazerem odiar e desprezar a religião e os seus minis­tros, uma mulher cristã, longe de permitir que se pro­firam tais palavras, diante de seus filhos, fará quanto em si caiba, por lhes inspirar o respeito pelas coisas santas, e pelas pessoas revestidas dum caráter sagrado, mormente os sacerdotes de Jesus Cristo. Não é o Padre o representante de Deus na terra, e não recebeu uma autoridade e um poder que Deus não concedeu aos anjos do Céu? Se, porém, arras­tado pelo peso da fraqueza humana, a que o não pôde subtrair o mais sublime ministério, se, dizemos nós, o Padre esquecesse o que deve a si próprio e o que deve a Deus, não esqueceria a mãe cristã estas palavras do grande imperador Constantino:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">«Se eu visse em falta um homem revestido dum caráter sagrado, cobri-lo-ia com o meu manto, para esconder a sua fraqueza a todos o olhos.»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não há poder que não provenha de Deus, diz S. Paulo; quem pois resiste ao poder, resiste à ordem estabelecida por Deus. O desprezo por uma autoridade qualquer arrasta o desprezo de todas as outras autoridades. É preciso, pois, fazer respeitar pelas crianças o poder civil, e todos quan­tos dele estão revestidos, embora não se possa con­cordar com as leis que ferem a justiça ou os direi­tos do Deus e da Igreja. A velhice também deve ser por elas respeitada. «Levantai-vos em sinal de respeito perante a cãs do ancião», diz Salomão, e Deus fez-nos conhecer o castigo dessas crianças que ousaram insultar o profeta Eliseu chamando-lhe careca. Saíram alguns ursos duma floresta vizinha, e devoraram esses desgraçados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jerônimo escrevia a Laíta: — Acostumai vossa filha a correr com dedicação para os braços de sua avó, quando a vir; que lhe faça carícias, e que lhe recite algumas palavras dos cânticos sagrados.» Este conselho é hoje completamente desconhecido. Quanto é custoso ver o avô ou a avó, tristemente assentados, bebendo juntamente com as suas lágrimas, os desprezos dos netos, a quem os próprios pais ensinam com suas palavras e exemplos, a desprezar os que são dignos de tanta veneração e de tanto amor! Sabei, mulheres cristãs, que vossos filhos vos tratarão um dia como vós tratais os vossos pais na sua velhice; e ai de vós se não tendes senão ultrajes para os cabelos brancos dum pai, e duma mãe!&#8230; Todas as manhãs, apenas faziam a sua oração, todos os filhos da Senhora de Chantal iam abraçar o seu avô, e a própria mãe os acompanhava, para lhes dar o exemplo do respeito filial, que todos os filhos de­vem ter para com seus pais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[1] Palavras da Santíssima Virgem aos dois pastores de la Salette.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>A Mãe segundo a vontade de Deus</em> – Pe. J. Berthier, M.S</span></p>
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		<title>DO DESPRENDIMENTO DOS BENS DA TERRA</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Oct 2018 14:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os Romanos, diz Fénelon, e antes deles os Gre­gos, ensinavam a seus filhos a não estimarem senão a glória, e a quererem, não possuir riquezas, mas vencer os reis que as possuíam, julgando que só pela virtude se podia ser &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/do-desprendimento-dos-bens-da-terra/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi alignright" src="https://http2.mlstatic.com/mae-crianca-rezando-santa-de-bouguereau-na-tela-51cm-x-37cm-D_NQ_NP_774582-MLB27013723187_032018-F.jpg" alt="Resultado de imagem para mãe rezando" width="255" height="353" />Os Romanos, diz Fénelon, e antes deles os Gre­gos, ensinavam a seus filhos a não estimarem senão a glória, e a quererem, não possuir riquezas, mas vencer os reis que as possuíam, julgando que só pela virtude se podia ser feliz. Quando, serão os filhos do século mais sábios que os filhos da luz? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando deixarão de correr após as vaidades os discípulos daquele que não teve uma pedra onde repousasse a cabeça, e que começou as Suas prédicas evangélicas, por estas palavras: — «Bem-aventurados os que têm o coração desprendido dos bens deste mundo!» Os exemplos dos pagãos deveriam cobrir de confusão os pais cristãos, que só sabem ensinar uma única ciência a seus filhos—a de fazerem fortuna; que os habituam a não considerarem feli­zes, senão os poderosos; que só julgam do merecimento dos homens, pelas suas riquezas. Vós, ao menos, piedosas mães, apreciais pelo seu justo valor o que o mundo tão cegamente ambiciona. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As riquezas fornecem, é fato, o meio de fazer boas obras, e de socorrer os pobres, com a esmola. É a única vantagem que elas podem oferecer. E para isso é necessário que quem as possui, tenha o necessário desprendimento, para fazer delas esse nobre uso. Mas o mais das vezes fomentam no homem a luxúria e o orgulho, que são as duas fontes de todos os nossos males. As preocupações que dão, afastam os pensamentos sérios da fé e das práticas da religião; e é fora de dúvida, que a indiferença religiosa, que é a chaga do nosso século, tem origem nesta sede de bem estar material que devora a socie­dade. De sorte que, as riquezas trazem-nos mais perigos para nossa alma, do que verdadeira felicidade. Afinal, consideradas em si próprias, que são as rique­zas senão um pouco de pó e cinza que em breve temos de deixar? E nada podem acrescentar ao valor pessoal do seu possuidor, visto que não fazem parte dele. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma mãe, segundo a vontade de Deus, encontrará na sua fé, e na sua razão bastante grandeza de alma, para se elevar acima dos pensamentos mundanos, para desprezar os bens da terra, e para ensinar os filhos a desprezá-los. Citar-lhes-á o exemplo de Sa­lomão que preferiu a sabedoria a todas as prosperidades, e a todas as riquezas que o Senhor lhe oferecia, e especialmente o de Jesus Cristo nascendo num presépio, e morrendo numa cruz.</span><span id="more-14241"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se a seus filhos deverem tocar, por herança, alguns bens, far-lhes-á compreender que Deus lhes pedirá conta do uso que delas fizerem; pois que de nada lhes servirá serem ricos, se não forem virtuosos. Pelo contrário, servir-lhes-á a fortuna de condenação, se os levar ao esquecimento de Deus e dos seus deveres de cristão. Sendo pobres, dir-lhes-á com Tobias:—«Levamos uma vida pobre; mas possuiremos muitos bens, se temermos a Deus.» Depois, para lhes fazer ter desapego do que possuem, habituá-los-á a deixarem tirar por estranhos os seus brinquedos; a pedir-lhes aquilo que já lhes tinha dado, e privando-os por algum tempo dos objetos que mais pareciam extremar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se disputam entre si a posse dum objeto, deve repreendê-los, e fazer-lhes sentir que não há nada mais bonito do que privar-se um menino do que possui, para ser útil aos outros. Será bom encarre­gá-los de levar aos pobres as esmolas dos pais, para lhes fazer contrair cedo costumes de caridade; tam­bém se pode deixar à sua disposição algum dinheiro, destinado aos indigentes que encontrarem. Importa, todavia evitar que as crianças se acostumem à prodigalidade, que dissipa loucamente os bens que se poderiam empregar em tão úteis ou tão nobres usos, evitando sobretudo que eles se afeiçoem ao jogo, que pode, levado ao estado de paixão, arruinar as mais brilhantes fortunas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>A Mãe segundo a vontade de Deus</em> – Pe. J. Berthier, M.S</span></p>
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		<title>DO AMOR DO TRABALHO</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Oct 2018 15:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
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		<description><![CDATA[O meio mais eficaz de combater, entre as crian­ças, a voluptuosidade e as suas tristes conseqüências, é fazer-lhes amar uma vida ativa e laboriosa. Nada é mais recomendado na sagrada Escritura, que o trabalho; e nada, depois do temor e &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/do-amor-do-trabalho/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi alignright" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/11/4068.jpg" alt="Resultado de imagem para mãe catolica quadro" width="283" height="353" />O meio mais eficaz de combater, entre as crian­ças, a voluptuosidade e as suas tristes conseqüências, é fazer-lhes amar uma vida ativa e laboriosa. Nada é mais recomendado na sagrada Escritura, que o trabalho; e nada, depois do temor e do amor de Deus, é mais útil ao homem, que o hábito do traba­lho, que, procurando-lhe o pão de cada dia, exerce e desenvolve as suas faculdades; oferece-lhe verda­deiras consolações no meio das vicissitudes e con­trariedades da vida; arranca-o aos perigos da ociosi­dade, e faz-lhe expiar as suas faltas e fraquezas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enganam-se, pois, os país, que, condenados ao trabalho desde a manha até à noite, maldizem o que chamam a sua triste sorte, e ensinam a seus filhos a não considerarem senão como um suplício, o que é um grande benefício. Mas ainda é mais fatal a ilusão dos que, ou por negligência, ou por qualquer outro motivo, deixam seus filhos na mais completa ociosi­dade.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O ilustre bispo de Orleans, combatendo este fato: — «Quereis, brada, ser alguma coisa neste mundo, sem fazerdes nada? Isso é impossível; todas as leis morais e sociais se opõem a semelhante absurdo. Exigir que um rapaz de dezoito anos seja vir­tuoso, conserve o gosto do trabalho, e se torne um homem distinto, vivendo nos passeios de Paris, ou de qualquer outra grande cidade, numa faustosa ociosidade, com os cavalos, os charutos, os cães, a caça, os bailes, os teatros, e toda a louca vida do mundo; respondo simplesmente: é um absurdo. E poderia dizer qualquer coisa ainda com maior severidade.»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A terra sem cultura produz tojos e silvados, em cujos centros medonhos répteis vivem à sua vontade. A água estagnada corrompe-se, e a traça rói e devora o vestuário que se não usa&#8230; tristes imagens do estado infeliz de uma alma ociosa. S. Bernardo cha­ma à ociosidade o esgoto de todas as tentações, de todos os maus e inúteis pensamentos, e também a madrasta das virtudes, a morte da alma, a sepultura dum homem vivo, o receptáculo de todos os males.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">«Sois ricos? pergunta Mgr. Dupanloup. Essa razão, em vez de vos justificar, torna mais culpada a vossa ociosidade. Então, pelo fato de terdes sido pago adiantadamente, não merecestes o vosso salá­rio? Que respondereis no tribunal de Deus, quando Ele vos pedir contas do talento que vos confiou, isto é da alma de vosso filho e da inutilidade da sua vida?»</span><span id="more-14239"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nas classes inferiores da sociedade, quantas crianças vemos nós na mais completa ociosidade, não só durante longas horas, mas até durante dias inteiros? Não encontramos nós nas praças e nas ruas das cidades uma imensidade de rapazes mandriões, correndo e brincando ? Até nas aldeias nos dias em que o tempo e a estação não permitem cultivar as terras, também vemos rapazes na mais completa inação. Os próprios que estão encarregados de guardar os rebanhos, conservam-se todo o dia, sem fazerem nada, que possa fixar a sua atenção, ou fornecer a seus membros um exercício salutar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quase por toda a parte, e em todas as condi­ções, ninguém se ocupa em dar às crianças de cinco a dez anos qualquer entretenimento capaz de lhes dar gosto pelo trabalho, e retê-los em casa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É essa uma grande desordem, cujas conseqüên­cias dão o mal que constantemente se presencia. Pobres crianças! Entregues assim a seus próprios pensamentos, e a todas as inclinações de seu cora­ção, que tende incessantemente para o mal, vão encontrar na ociosidade o gosto dos brinquedos, ganhando horror à casa paterna. Companheiros mais idosos ensinam-lhes o mal que até aí ignora­vam, e este fermento de paixão, assim deposto na sua alma inocente, desenvolve-se depois com mais força na sua ociosidade. E assim ficam toda a vida. O próprio Santo Agostinho nos confessa que mul­tiplicava as suas desordens, durante os ócios que seus pais lhe consentiam.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma mulher cristã nunca deixará o seu filho ocioso. Desde a idade de quatro anos a sua filhinha começará a dar pontos num pano velho, e para que ela goste de se entregar a este inútil trabalho, terá cuidado de elogiar a sua aplicação. O rapazinho poderá entregar-se a trabalhos em relação com os seus gostos e aptidões. A mãe não temerá empregar cedo os seus filhos nos humildes arranjos da casa, se isso não estiver muito abaixo da sua condição. Na aldeia saberão varrer a casa e preparar os alimentos, e nunca irão guardar os rebanhos, sem levarem consigo algum trabalho, marcando-se-lhe tarefa, que deverão trazer pron­ta, quando regressarem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desde que os filhos tiveram forças, para serem empregados na casa, M.me Acarie deu-lhes fun­ções proporcionadas às suas forças e inteligências. Via-os depois a trabalhar, seguia a sua execução, e aplaudia-lhes a aplicação e o bom sucesso. S. Jerônimo escrevia a Loeta: — «Na educação de vossa filha, convém que a leitura preceda a oração, e a oração a leitura, que pegue alternada­mente na agulha e no fuso, cosendo obras finas, e fiando peças de lã, e essa variedade lhe fará pare­cer o tempo curto.» É preciso efetivamente que os meninos, especialmente quando são pequenos, variem varias vezes de ocupação. De certo se desgostarão dom trabalho que dure muito tempo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seria igualmente útil ensinar-lhes belas artes, para poderem recriar o espírito. Gostamos de encontrar num menino o gosto pelo desenho, pela pintura, pela música, pela cultura das flores, pela botânica, mineralogia e todas as ciências naturais. O importante é que as crianças nunca estejam umas em frente das outras, sem terem nada em que se ocupar, e que o seu espírito e imaginação estejam cheios de preocupações inocentes. «A santa baronesa de Chantal, diz o autor da sua vida, esforçava-se por estabelecer na alma de seus filhos o santo amor do trabalho. Mal as filhas souberam pegar na agulha, ensinou-as a bordar toalhas para os altares, a fazer roupa para os pobres, a nunca estarem ociosas. Ha­bituou também os filhos a uma vida ativa e ocu­pada, suprimindo assim uma parte dos perigos que mais tarde haviam de encontrar no mundo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>A Mãe segundo a vontade de Deus</em> – Pe. J. Berthier, M.S</span></p>
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		<title>DA PUREZA</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Sep 2018 15:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[A pureza é a virtude dos anjos; torna o homem semelhante aos espíritos imortais, à Virgem Imacu­lada, a Jesus, ao próprio Deus. Quanto é bela essa virtude na fronte e no coração duma jovem! Que encantos celestes ela aumenta à &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/da-pureza/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi alignright" src="http://2.bp.blogspot.com/_5jnXBLAeF-M/S-Tm2I5PeBI/AAAAAAAACGg/4W6MRK8zP4o/s1600/Blog+da+Familia+Catolica.jpg" alt="Resultado de imagem para mãe catolica" width="265" height="353" />A pureza é a virtude dos anjos; torna o homem semelhante aos espíritos imortais, à Virgem Imacu­lada, a Jesus, ao próprio Deus. Quanto é bela essa virtude na fronte e no coração duma jovem! Que encantos celestes ela aumenta à beleza duma me­nina! Porque, é preciso dizê-lo: o vício que lhe é contrário, fato precoce da moleza em que crescem as crianças, murcha rapidamente as suas almas. Mui­tas crianças, desde a infância, bebem esse veneno, que corrompe o que há de mais nobre no seu espí­rito e no seu coração, roubando-lhe a vida da graça e a amizade de Deus. Ó mães preservai estas almas que vos são tão queridas, e que tão caras são a Deus, dum vício degradante para o homem e para o cristão, e fazei-lhes, logo desde a infância, amar a castidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É claro que se não deve dizer a uma criança, ainda na candura da inocência, em que consiste esta virtude, e porque faltas a pode ferir; mas deve-se desde o princípio preveni-la contra estas faltas, e cercar de uma barreira salutar o tesouro que possui, recomendando-lhe, e fazendo-lhe praticar a modéstia. Para o conseguir, deve a mãe cristã dizer muitas vezes a seu filho que Deus vê tudo, que seu olhar penetra as mais espessas trevas, os lugares mais ocultos, e o mais íntimo do nosso coração. — «Portanto, acrescentará ela, nada se deve fazer que ultraje a sua divina presença, nem nada se deve permitir, quando se esteja só e escondido, de que se possa corar diante dos homens. Meu filho, nós temos constantemente a nosso lado, para ser testemunha das nossas ações mais secretas, um anjo a quem Deus confiou a nossa guarda; não devemos entris­tecê-lo por ações que ofendam a Deus e expulsai todo o pensamento pouco modesto. O vosso corpo pertence a Jesus Cristo, é o templo do Espírito Santo; tratai-o com grande respeito. S. Luís Gonzaga tinha tanta modéstia, que não permitia nunca, durante a sua doença, que os criados, que o serviam vissem sequer ao menos descoberto a extremidade dos seus pés. Santo Estanislau desmaiava, quando ouvia uma palavra contra o pudor. Se companheiros infelizes vos aconselharem para o mal, fugi deles, desviai com horror os vossos ouvidos, e avisai sempre a vossa mãe acerca do que vos parecer perigoso.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A estas lições juntará uma mulher cristã a prática da mais exata modéstia, lavando e deitando os seus filhos, dando-lhes os peitos e vestindo-os. Julgamo-nos obrigados a entrar nestes pormenores, porque a negligência das mães e das amas, pode, a este respeito, ter consequências deploráveis. Devem preparar tudo, de forma que as crianças possam olhar para toda a parte, sem perigo. Que felicidade para eles que glória e que consolação para sua mãe, se eles pudessem chegar aos vinte anos, sem suspeitarem o mal!</span><span id="more-14237"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">«Virgínia Bruni, escreve o P. Ventura, falava muitas vezes a seus filhos das vantagens da pureza, fazendo-lha sentir tanto por palavras, como por exemplos. Excessivamente modesta, mesmo com os filhos, tanto em ações como em palavras, nada desprezava para os acostumar a um severo pudor; deitava-os quase vestidos, e com as mãos cruza­das sobre o peito; recordava-lhes que estava o anjo da guarda na sua presença, contente por vê-los em atitudes reservadas. Fazia-lhes ver que um só ato imodesto teria afligido Jesus Cristo, e Sua Santíssima Mãe, que gostam da modéstia principalmente nos me­ninos. Recitava com eles orações, e, vendo-os ador­mecidos, abençoava-os, recomendava-os a Deus, e só então os deixava sós no leito. Nenhum deles devia descobrir uma parte qualquer do corpo, em presença de outro, nem mesmo duas irmãs entre si; nenhum deles devia, mesmo a brincar que fosse, colocar as mãos sobre outro, e a mais inocente familiaridade que as meninas tivessem com seus irmãos, ou entre si, era punida com seve­ridade.»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando a criança teve a desgraça de adquirir o fatal conhecimento do mal, se a mãe o surpreen­desse a cometer alguma falta contra a pureza, de­veria pintar-lhe o vício vergonhoso, com as mais negras cores, e fazer-lhe sentir que esta paixão in­fame coloca o homem abaixo dos animais e dos próprios demônios; que profana os nossos corpos, e que, banindo Deus das nossas almas, atrai sobre nós eternos castigos. Deveria também exortá-lo mais abertamente, para a guarda dos sentidos e a modés­tia dos olhos. — «É pelos olhos, que são como as janelas da alma, que entra a morte, lhe diria ela; nunca os fixeis sobre uma pessoa do outro sexo.» Este conselho é dado pelo próprio Espírito Santo; o aquele santo homem que se chamou Job tinha feito um pacto com os olhos, afim de evitar todos os pensamentos culpados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para reparar a falta dum filho, e impedir que ele recaia novamente, é necessário que a mãe o leve a um bom confessor, que antecipadamente prevenirá. Se o temor de Deus e as exortações maternas forem impotentes para deterem na carreira do mal uma criança que erra, falar-lhe-á a mulher cristã nos estragos que o vício opera num corpo, e na desonra de que cobre os seus infelizes escravos. Numa pala­vra, tentará tudo, para arrancar essa alma à senda da perdição, em que rolam, de queda em queda, tantos infelizes mancebos.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>A Mãe segundo a vontade de Deus</em> – Pe. J. Berthier, M.</span>S</p>
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		<title>DO ESPÍRITO DO MUNDO</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Sep 2018 15:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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		<description><![CDATA[O amor de Deus e o espírito de Nosso Senhor não podem estabelecer a sua morada num coração onde reinam o espírito e o amor do mundo; ora tudo o que cerca as crianças junta-se às suas próprias inclinações, para &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/do-espirito-do-mundo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" alignright" src="http://palavras1.com.br/wp-content/uploads/2016/05/mae-e-filho-claude-monet.jpg" alt="Resultado de imagem para mÃ£e pintura" width="237" height="362" />O amor de Deus e o espírito de Nosso Senhor não podem estabelecer a sua morada num coração onde reinam o espírito e o amor do mundo; ora tudo o que cerca as crianças junta-se às suas próprias inclinações, para as levar para o amor deste mundo perverso, que é o inimigo jurado de Jesus Cristo «Em volta da crianças, diz o judicioso Rollin, não há senão louvores aos que amontoam grandes rique­zas, que têem grandes equipagens, que vivera princi­pescamente, que têm ricos palacetes&#8230; Carecem, pois, estas crianças dum monitor fiel e assíduo, dum advogado que defenda, junto delas, a causa da ver­dade, da honra e da razão, que lhes faça notar a falsidade que reina em quase todos os discursos, e conversações dos homens.» Carecem dum guia in­teligente, que as arranque a esses jardins íloridos que o mundo lhes apresenta, e que só servem para a sua perdição, afim de que possam entrar no cami­nho espinhoso das virtudes cristãs, que conduz à eterna felicidade. Quem será esse monitor fiel, esse benfazejo guia, senão uma atenta mãe, que faça notar a seus filhos a vaidade de tudo o que passa, repetin­do-lhes muitas vezes: — «Não ameis o mundo, meus filhos, porque o mundo só vive de falsidades. Não há no mundo senão concupiscência da carne, concu­piscência dos olhos e orgulho.» Três fontes enve­nenadas de todos os nossos males e de todas as nossas iniquidades, que é preciso extirpar do cora­ção das crianças. «Quem não sabe que, na grande obra da educação, temos a lutar contra a tríplice concupiscência, nada sabe, e nada pode, diz o ilus­tre bispo d’Orleans.»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É pois a sensualidade o primeiro inimigo que temos a combater, isto é o amor do que lisonjeia o corpo, a moleza, a ociosidade com o vício que a se­gue de perto. Já neste livro nos insurgimos contra certas mães que concedem e procuram a seus filhos tudo o que pode lisonjear os seus gostos; inútil será tornar a falar sobre este ponto. Mas por quan­tas outras facilidades se não intertêem estas fraque­zas nas crianças! Satisfazem-se todos os seus capri­chos, para que nada tenham a sofrer; até lhes chegam a tirar o ar, com medo que tenham muito calor no verão, e muito frio no inverno. Mal se acusam da mais pequena dor, logo lhes tiram o estudo, e à menor indisposição, pai, mãe e criados andam numa roda viva, prodigalizando-lhes mil atenções e cuidados. Deixam-nas dormir até tarde na cama; talvez até as deixam estar na cama, sem dor­mir, e lamentam-nas, pelo que sofrem no colégio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Parecem fúteis estes pormenores, mas têm um grande alcance, pelas fantasias que se sofrem aos meninos e que tão legítimas se julgam. No entre­tanto o conjunto de todas as estas sensualidades tira-lhes toda a energia, e toda a força física e moral, não lhes deixando ardor senão para o pecado.</span><span id="more-13805"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">«As crianças que passam os primeiros anos no meio das delícias, escreve Mgr. Dupanloup, repelem com repugnância todas as verdades que lhes incu­tem, apoderando-se com deplorável instinto de tudo o que é falso, ou as lisonjeia. Nada pode dar uma idéia do que pode suceder, na vida, a essas crian­ças que são amimadas no seio de todas as vontades. Porque as acariciam, porque lhes testemunham ter­nura muito sensível, porque lhes concedem quanto lisonjeia o seu apetite, o seu olhar, a sua preguiça&#8230; parecem-nos de ordinário uns lindos meninos, gra­ciosos, prazenteiros, gracejadores; se os virdes de relance parecer-vos-ão encantadores; mas se repen­tinamente descobrirdes a sua fraqueza e malícia, se experimentardes uma resistência, se lhes exigirdes o menor trabalho, a mais ligeira aplicação, logo o mau humor, o seu silêncio pesaroso e ruim vos revelarão que essas crianças tão amáveis são apenas engana­doras &#8230; É certo que não gosto das crianças secas, duras e altivas, mas as que são ternas, insinuantes, meigas, para serem amáveis à primeira vista, não são menos ingratas a meus olhos&#8230; E o que aumenta o perigo, é que são fáceis os enganos; os mais hábeis são completamente iludidos&#8230; É neces­sário observar, diz Fénelon, que há naturezas de crianças que fazem enganar; parecem-nos ao prin­cípio bonitos, porque as primeiras graças da infância são formadas dum verniz que ilude. E que acontece depois divertem-se, deixam-se lisongear por toda a gente, por mulheres servis, que&#8230; seguem todas as suas fantasias, satisfazem todas as vontades, e animam as suas pequenas paixões depravadas. Dentro em pouco desaparecem as graças enganadoras da in­fância&#8230; perde-se a ternura aparente do seu coração, e mostram, com espanto, uma desoladora secura da alma, e por fim de contas, estas lindas crianças tornam-se verdadeiramente horríveis; só tarde é que se conhece, que não há ente mais duro, mais mau, mais altivo, mais violento, mais egoísta, mais ingrato, mais injusto e mais odioso do que uma criança acostumada a fazer todas as suas vontades.» As atenções que se têem com as crianças doentes, as vontades que, por essa ocasião, se lhes fazem, prejudicam-nas duma forma deplorável. Nada há que seja mais funesto a uma criança, do que ser, durante muitos anos o objeto constante de todos os cuidados, de todas as preocupações dum pai, duma mãe e de todos os criados duma casa&#8230; É um mal quase inevitável, mas é certo que é um mal. É preciso, pelo menos, evitar tudo quanto puder evitar-se. Deve-se procurar não servir este querido doente inutilmente, e nada lhe fazer, senão quando realmente careça dos seus serviços. Creio que, mesmo na mais tenra idade, se devem evitar com as crianças essas ternuras apaixonadas, que não servem senão para fazer as crianças mal educadas. Sem dúvida que é preciso ter com elas uma profunda e terna bondade, para que conheçam que são amadas, mas nem, por esse fato, devem os pais mostrar-se fracos e pusilânimes. É preciso que se recordem de que os filhos devem respeitar a dignidade materna, que é necessário que se respeite, para poder ser respeitada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os próprios pagãos tinham compreendido que uma educação efeminada era incapaz de fazer ho­mens de dedicação e de sacrifício, e cidadãos gene­rosos. Por isso habituavam os filhos, desde a mais tenra infância, a suportar o frio e o calor, a endu­recer-se no trabalho e nas canceiras. Poderíamos dar interessantes pormenores acerca dos exercícios laboriosos e da vida pesada que levavam os jovens de Sparta e de Athenas, nos belos dias destas duas repúblicas; mas preferimos falar dos exemplos dos santos. M.me Acarie educava os filhos nesse espírito de mortificação que caracteriza o verdadeiro cristão. Se o serviço dum criado lhes agradava mais do que o de qualquer outro, colocava junto deles o criado com que menos simpatizavam. Nas suas doenças, obrigava-os a tomar, sem mostrarem repugnância, as bebidas amargas, que o médico lhes receitava. Para lhes fazer odiar a sensualidade, fazia-lhes ser­vir à mesa comidas vulgares, e quase sempre um único prato.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lemos na vida de S. Francisco de Sales que sua mãe se aplicou a educar o filho dessa maneira se­vera e varonil, que dá energia ao corpo e à alma, ensinando-o a contentar-se com pouco, a livrar-se das exigências do bem estar, e a sofrer de boa von­tade o sacrifício, a privação e a dor. Quis que tudo fosse simples, sem luxo, sem moleza, no vestir, no comer, no dormir, e em tudo. Imitai estes nobres exemplos, piedosas mães, desde o berço, diz Rollin; acostumai vossos filhos a reprimir os desejos e as fantasias. Se lhes não dessem nunca o que eles pedem gritando e chorando, acostumar-se-iam a passar sem esses brinquedos&#8230; não se tornariam odiosos e incomodativos a eles e aos outros&#8230; Nunca se deve satisfazer ao que pedem, gritando; e se redobram de importunidades, para receberem o que desejam, é preciso fazer-lhes compreender que nada se lhes dá por esse mesmo fato. Em algumas casas vêem-se crianças à mesa, que não pedem nada&#8230; noutras há-as, que pedem tudo quanto vêem, e que querem ser servidas antes de todos. Donde provém uma diferença tão notável? da diferente educação que receberam de seus pais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>A Mãe segundo a vontade de Deus</em> – Pe. J. Berthier, M.S</span></p>
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		<title>DO AMOR DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Aug 2018 15:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com o leite, fez Santa Mônica receber a Santo Agostinho o nome e o amor de Jesus Cristo. Também, no meio dos erros da sua moci­dade, S. Agostinho nunca pode esquecer essa ra­diosa e comovente figura de Nosso Senhor. Lemos &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/do-amor-de-nosso-senhor-jesus-cristo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="alignright" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSJJn7Ir0HGsTCzlZqsak3a9QLqnMaElvjjjwUkC9ojpuvDfBP1" alt="Imagem relacionada" />Com o leite, fez Santa Mônica receber a Santo Agostinho o nome e o amor de Jesus Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também, no meio dos erros da sua moci­dade, S. Agostinho nunca pode esquecer essa ra­diosa e comovente figura de Nosso Senhor. Lemos a este propósito o que ele próprio escreveu no livro das suas Confissões: «O nome de Jesus Cristo, diz ele, ficou sempre no fundo do meu coração; e sem este nome nenhum livro, por mais interessante que fosse, podia satisfazer a minha alma.»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em tempos mais próximos de nós, Virgínia Bruni, essa admirável viúva, de quem por várias vezes temos falado, conversava muitas vezes com os filhos acerca dos benefícios de que nos enche Jesus Cristo. Quando lhes dava alguma coisa, nunca dei­xava de observar que tudo provinha de Jesus Cristo. Depois do jantar, e depois da ceia, levava-os à igreja, para dar graças ao Divino Mestre, a quem lhes fazia pedir a benção e socorro para eles e para sua mãe. Quando cometiam alguma falta, exigia que, primeiro que tudo, pedissem perdão a Jesus Cristo; e quando os via humilhados e arrependidos: «Está bem, lhes dizia, Jesus Cristo é tão bom que já vos perdoou; e eu também vos perdôo.» Estas admiráveis mães tinham compreendido que o prin­cipal a colocar diante dos olhos das crianças é Jesus Cristo, o centro do toda a religião e nossa única esperança.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No nosso século principalmente, em que a pes­soa adorável do Filho de Deus é o objeto de tantas e tão horríveis blasfêmias, as mulheres cristãs não devem desprezar nada para inspirar a seus filhos um grande respeito e um ardente amor pelo divino Salvador.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jesus Cristo é o Libertador prometido a Adão, quando foi expulso do paraíso terrestre; para Ele se voltavam os desejos dos patriarcas, dos profetas, dos justos da antiga lei, e de todas as nações, que suspiravam pela Sua vinda. Jesus Cristo é o Mediador entre o Céu, e a terra; só por Ele podemos ser salvos; é o Filho de Deus, o Verbo eterno, o próprio Deus, revestido da nossa natureza, afim de estar, de alguma forma, mais perto dos homens, e de poder mais facilmente assenhorear-se dos seus cora­ções. Como é o explendor da glória do Padre, sus­tenta tudo com o Seu poder, sendo constituído o herdeiro do universo. Jesus Cristo ó o juiz dos vivos e dos mortos, e a recompensa para que todos nós tendemos, é o início e o fim, o princípio e o termo. </span><span id="more-13803"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nele estão ocultos todos os tesouros da ciência, da sabedoria, da beleza, da misericórdia. Habituada por santas reflexões a procurar estes tesouros divinos, uma mãe cristã descobrirá inesgotáveis riquezas a seus filhos, pintar-lhes-há o amor de Jesus para com os homens, falar-lhes-há do presépio de Belém, e do Rei do Céu, que Se fez menino, pobre e sofre­dor, para nossa salvação; far-lhes-há a comovente narração dos trinta e três anos de humilhações, de sacrifícios e trabalhos do divino Mestre, e principalmente da Sua dolorosa morte e paixão. A coroa de espinhos, os açoites, os escarros, as bofetadas, os cravos, o fel e vinagre não serão laços capazes de prender todos os corações ao jugo suave do amor de Jesus?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A mãe, segundo a vontade de Deus, não se esque­cerá também do quadro da ressurreição gloriosa e da ascensão triunfante de Jesus, ao Céu, onde está sentado à direita de Deus Padre, e vive sempre para intercedei por nós. Fará observar que o meio de testemunhar a Jesus o nosso reconhecimento, por tudo quanto fez e sofreu por nós, é imitar os exemplos que nos deixou. Ele veio à terra para nos ensi­nar o caminho do Céu; seria, pois, tornar inútil a Sua vinda, se não seguíssemos o caminho que nos traçou. «Jesus Cristo, diz Santo Ireneu, fez-Se me­nino, para santificar os meninos; fez-Se pequeno para santificar os pequenos, dando-lhes o exemplo da piedade, da santidade e da submissão; fez-Se criança para servir de modelo às crianças.»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">«É preciso acostumar as crianças a considerar a vida de Jesus Cristo como nosso exemplo, e a Sua palavra, como nossa lei, escrevia Fénelon. Escolhei entre os Seus discursos e as Suas ações o mais pro­porcionado às crianças. Se a criança se impacienta por sofrer algum incômodo, exortai-a a que se lem­bre de Jesus Cristo na cruz; se não puder resol­ver-se a algum trabalho fatigante, mostrai-lhe Jesus Cristo trabalhando até aos trinta anos num estabe­lecimento; se quiser ser louvado e estimado, falai-lhe nos opróbrios por que o Senhor passou; se não puder conciliar-se com as pessoas que o rodeiam, fazei-lhes considerar Jesus Cristo falando com os pecadores e hipócritas; se testemunhar algum ressentimento, mostrai-lhe Jesus, morrendo sobre a cruz, por aqueles próprios que O faziam morrer; se se deixar arrebatar por uma alegria imodesta, pintai-lhe a doçura e a modéstia de Jesus Cristo, tão grave e sério durante toda a Sua vida. Fazei com que a criança medite muitas vezes, acerca do que Jesus Cristo pensaria, e diria das nossas conversa­ções, dos nossos divertimentos, das nossas ocupa­ções, ainda mesmo as mais sérias, se ainda estivesse visível entre nós. Qual seria o nosso espanto o a nossa confusão, continuareis vós, se Jesus apare­cesse de repente no meio de nós, quando estamos no mais profundo esquecimento da Sua lei? Não é isso o que acontecerá a todos nós, quando morrermos? Numa palavra, esforçai-vos para que Jesus seja o modelo e o fim de todas as ações de vossos filhos. Ó Jesus, tesouro das nossas almas, atraí a Vós, com laços de amor, os corações de todas as mães cristãs, afim de que elas vos façam conhecer, e amar!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>A Mãe segundo a vontade de Deus</em> – Pe. J. Berthier, M.S</span></p>
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		<title>DO AMOR DE DEUS</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Apr 2018 15:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Não há idade na vida a que convenha mais a piedade, do que à mocidade, escreve Mgr. Dupan­loup, não só porque a piedade brilha nas frontes jovenís com mais resplendor; não só por causa do encanto inexprimível com que ela &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/do-amor-de-deus/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" alignright" src="http://2.bp.blogspot.com/_5jnXBLAeF-M/S-Tm23WEkiI/AAAAAAAACGw/wtsw8uAKh8U/s1600/Kindliche+Andacht+Blog+da+Familia.jpg" alt="Imagem relacionada" width="267" height="334" />&#8220;Não há idade na vida a que convenha mais a piedade, do que à mocidade, escreve Mgr. Dupan­loup, não só porque a piedade brilha nas frontes jovenís com mais resplendor; não só por causa do encanto inexprimível com que ela embeleza todas as qualidades naturais da infância, mas sobretudo por esta simples e profunda razão: é que a pie­dade não é outra coisa, senão o amor de Deus, e não sei que haja coração neste mundo a que seja mais fácil inspirar este amor que ao coração das crianças. Tudo aí está ainda puro, generoso, ardente: tudo aí está feito, para este nobre e santo amor, e essa bem-aventurada chama de vida acende-se com uma facilidade maravilhosa.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas se o coração da criança é um santuário onde o amor divino se compraz em estabelecer a sua morada, também a inocência da primeira idade da vida reclama esse amor celeste para aí encon­trar a sua força e apoio. — «Efetivamemente, continua o ilustre bispo de Orleans, um homem já feito, pode vir a ser virtuoso, com uma religião sincera e sólida, posto que sem fervor; mas as crian­ças e os mancebos não o podem fazer, porque sem a piedade fervorosa, não têem nem bastante apoio, nem suficiente força para a sua virtude. Na sua idade, a fé não é ainda bastante profunda, nem a fidelidade bastante generosa, porque, como são corações tenros e fracos, caem facilmente, se a piedade os não sus­tentar. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem conhece, como eu, a fragilidade destas pequenas plantas, será também da mesma opinião. Sim, o sopro da graça eleva-as facilmente para o Céu, mas o sopro do vício, fá-las cair desamparadas sobre a terra. Quem lhes há de dar a força, para resistirem aos ataques do respeito humano, às influências dos maus exemplos e dos conselhos pérfi­dos, a todos os laços dum mundo corruptor e cor­rompido? Quem sustentará a sua fraqueza, sobre tantos declives e inclinações perigosas, e contra o mal que de toda a parte as cercará? Repito: se o temor e o amor de Deus, se a piedade corajosa lhes faltar, cairão infalivelmente. Despedaçar-se-ão os laços que os prendiam à virtude, e o sorriso da indiferença e do desdem, da impiedade e até do vício, será em breve visto sobre lábios frescamente tintos do sangue de seu Deus numa primeira comu­nhão.»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso pois que o coração da mãe seja um foco que aqueça e abrase, com seus ardores, o cora­ção da criança. Convém que esse pequeno ser, que começa a sorrir, e por conseqüência a compreen­der, não repouse nos braços maternos, sem ler nos olhares e nas feições de sua mãe alguma coisa de celeste que a faça elevar até ao amor de Deus. </span><span id="more-11668"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seria preciso que as palavras da mulher cristã fossem como um raio ardente que inflamasse a alma da criança com o fogo da caridade. Ó mãe, falai de Deus, dos Seus benefícios, das Suas perfeições infini­tas a vosso filho e a vossa filha, logo desde o berço. Não entenderão a vossa linguagem, direis vós? Não importa. Deus vos entenderá e vos abençoará. Não gostaria um rei da terra de ver que as mulheres fala­vam das suas glórias aos filhos que elas embalam? Dir-lhes-eis muitas vezes: — «Meu filho, amas o teu pai e a tua mãe, porque te deram a vida, e porque te tratam com solicitude cheia de ternura; mas tens um Pai, no Céu, ao qual és incomparavelmente mais devedor do que aos pais da terra; é a Ele que deves a existência: foi Ele que te deu corpo, alma, pais, tudo o que és e tudo o que amas; sua benéfica mão é que te sustenta; o seu poder é que te con­serva. Destina-te o Céu, onde te dará uma torrente de delícias, por toda a eternidade. São infinitas para contigo as suas bondades, sendo impossível contar o número e o valor dos seus benefícios. Seria, pois, uma ingratidão não amares de todo o teu coração Aquele a quem deves tudo. Já se viram animais ferozes a seguir por toda a parte e servir fielmente quem lhes prestou algum serviço, como aquele que arrancou o espinho que fazia sofrer um leão; seria pois mais insensível que esses animais, quem não ser­visse Aquele que nos encheu de tantos favores. Ah! meu filho, não possuirmos nós os corações de todos os homens, para os oferecermos a Deus, e nem assim poderíamos amá-lO como Ele merece!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">«Amas também as pessoas e as coisas, em que notas qualidades que te agradam; de tudo quanto notaste de bom, de belo, de perfeito, nos homens, no Céu e na terra, nada te pode dar uma idéia das perfeições infinitas de Deus. A Sua beleza é infinitamente mais brilhante que a do sol e de todas as estrelas conjuntamente; a Sua bondade é incompreensível; o Seu poder é sem limites. Se, pois o nosso coração se apraz em amar o que é belo, o que é santo, o que é perfeito, como é que ele não amará Aquele que é a própria beleza, bondade e perfeição?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">«Queres amar a Deus, querida alma? Sim, sem dúvida; foi para isso que Ele te criou. Pois bem, mos­tra-Lhe o teu amor, por meio de obras. Não só O não ofendas nunca pelo pecado, mas faze tudo quanto Ele te ordena; não vivas senão para Lhe agradar; ama a oração e tudo o que honra este bom Senhor.»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Depois destas lições ou doutras semelhantes, a mãe segundo a vontade de Deus fará sentir a seus filhos a desgraça dos que não amam o Senhor, e a felicidade de todos quantos O servem. Dir-lhes-á, com S. Paulo: — «A piedade é útil para tudo, tanto para nossa consolação neste mundo, como para nossa salvação eterna.» —«As crianças, diz ainda o bispo de Ordeans, imaginam de ordinário a piedade como uma coisa triste e sem atividade, isto é fa­zem dela uma idéia sombria; enquanto que a li­berdade, o brinquedo e o desregramento se lhes afiguram muitíssimo mais agradáveis. Não há coisa pior. É preciso, pelo contrário, que se lhes mos­tre a religião com um rosto meigo e sedutor, sob as feições duma mãe terna que não pensa senão na ventura de seus filhos.»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">«A piedade nada tem de austero, nem de afe­tado; é ela que dá os verdadeiros prazeres; só ela os sabe temperar, para os tornar puros e dura­douros. Sabe misturar os brinquedos e os risos com as ocupações graves e sérias; prepara o pra­zer pelo trabalho, e descansa do trabalho pelo prazer. A piedade não se envergonha de parecer alegre, quando isso é necessário.»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando tratarmos da oração e dos sacramentos, falaremos dos exercícios mais próprios para con­servar a piedade no coração das crianças.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>A Mãe segundo a vontade de Deus</em> – Pe. J. Berthier, M.S</span></p>
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		<title>DO HORROR DO PECADO MORTAL</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Dec 2017 14:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" alignright" src="http://2.bp.blogspot.com/_5jnXBLAeF-M/S-Tm2I5PeBI/AAAAAAAACGg/4W6MRK8zP4o/s1600/Blog+da+Familia+Catolica.jpg" alt="Imagem relacionada" width="227" height="300" />O mal que uma grossa saraivada produz num formoso campo de trigo, e que um furacão produz numa árvore cheia de flores, o mesmo mal produz o pecado mortal na infância. Ficai-o sabendo, ó mães cristãs, tanto para interesse de vossos filhos, como para vosso próprio interesse,— «há só uma desgraça séria e temível, uma única prova terrível: o pecado. Os laços que os inimigos nos estendem, os ódios com que nos perseguem, as injustiças, as calúnias, a espoliação de nossos bens, o exílio, as guerras, as tempestades do mar, o terramoto do mundo inteiro, tudo isso é nada. Todos esses males são momentâ­neos; apenas prejudicam o corpo, mas não fazem mal à alma. Mas o pecado mortal rouba-nos a amizade de Deus, e prepara-nos a eterna condenação. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E o pior é que, com quanto os seus dentes sejam mais mortíferos que os do leão, o pecado lisonjeia a nossa natureza perversa. É um veneno que se oferece à infância, com a doçura do mel, é um precipício cuja profundidade se não pode ava­liar, por causa das flores que lhe cobrem a boca da entrada. A criança bem cedo chupará este pérfido veneno; querendo colher estas cruéis flores, rolará no abismo que elas cobrem, se a sua mãe não tiver tido o cuidado de lhe dizer e repetir: — Ah! meu filho, nunca aproximes os teus lábios deste copo envenenado. Foge destas flores, que estão a ocultar-te um abismo». Todas as santas mães sempre assim o compreenderam. E que vivas e comoventes exortações não empregaram elas, para inspirarem a seus filhos o horror ao pecado? Quem não conhece as sublimes palavras, que dirigia a S. Luís, ainda criança, sua mãe a rainha Branca de Castela? «Meu filho, eu antes queria ver-te morto a meus pés, do que ver-te cometer um só pecado mortal».</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ainda existem, e em maior número do que realmente se pensa, novas Brancas de Castela, es­creve o Padre Ventura. Apenas falaremos duma destas mães heróicas, que conhecemos. É Virgínia Bruni. Tinha ela três filhos: um menino e duas meninas Ora, todas as noites, depois da oração que lhes fazia rezar em comum, e na sua presença, levantava a voz, e em tom enérgico, dizia : «Meu Deus, ponde de parte o meu amor por estas crianças e permiti que todas três morram na minha pre­sença, antes que tenham a desgraça de cometer um só pecado mortal». Educadas assim no santo temor Deus, não admira que estas felizes crianças, viessem a ser três santos, por morte de sua mãe&#8230; O me­nino de então é hoje um sacerdote; a mais nova das meninas é religiosa professa, e a outra edifica o mundo pela sua piedade, visto que a sua débil constituição lhe não permitiu entrar na vida clausural.</span><span id="more-11666"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma senhora chinesa, ainda nova, recentemente convertida ao cristianismo, conduzia a filha a um pequeno oratório, e aí, em face da imagem de Jesus crucificado, dizia com o acento de uma ternura ma­ternal, e de uma convicção profunda: — «Deus bem sabe quanto eu te amo, ó minha filha. Todavia, se eu soubesse que havias de perder a inocência do teu batismo, pedia ao Senhor que te tirasse depressa do mundo. Sim, meu Deus, repetia três vezes esta mulher forte, com os olhos fixos no crucifixo, se assim houvesse de acontecer, podíeis tirá-la ao meu amor, porque longe de a chorar, abençoar-vos-ia, por nos terdes feito, a mim e a ela tão assinalada mercê!»</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estes sentimentos tão sublimes não os tem so­mente nos lábios a mãe, tal como o cristianismo a fez; conserva-os vivos no íntimo do coração, e na ocasião própria fá-los expandir, por meio de obras. Veja-se aquela mãe dos três gêmeos de Langres descer à prisão onde os seus três filhos estavam encerrados pela fé, beijar respeitosamente as suas cadeias, e indo de um para outro, com o rosto resplandecente de alegria, dizer-lhes: — «Nunca recebi dos meus gloriosos antepassados glória igual à que me vai resultar da imortal honra da vossa morte!» À mãe de S. Sinfrónio de Autun, sabendo que seu filho fora condenado a ser decapitado pela fé de Jesus Cristo, e já o conduziam ao martírio, temendo que ele, na idade de dezesseis anos, tivesse um instante de pesar por essa vida, que ia perder, corre a sair-lhe à frente, e quando julga que lhe ou­viria a voz, grita-lhe:—«Meu filho, olha para o Céu; tu não perdes a vida, troca-la por outra melhor.» Santa Dionísia colocou-se de pé, junto do cavalete, ampa­rando com a vista o filho que agoniza sob os açoites que recebia; quando ele deu o último suspiro, arre­bata o seu corpo ensanguentado e vai sepultá-lo com os cânticos de alegria da cristã, e os gemidos dolorosos da mãe. — E quando, para sustentar um filho nos tormentos sofridos pela causa de Deus, não bas­tavam os olhares e as exortações, quando era preciso ajuntar-lhe súplicas e lágrimas, já se viu uma mulher cristã cair de joelhos aos pés do filho, e conjurá-lo, por piedade, para com sua mãe, a morrer com coragem, e não atraiçoar a sua fé.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">«Deus não pede, sem dúvida, senão raras vezes semelhantes sacrifícios, escreve o biógrafo de Santa Mônica, a quem fomos buscar estes fatos notáveis de heroísmo materno. O que porém é certo é que toda a mãe que não é capaz de dar a vida temporal do seu filho, para salvar a sua vida eterna, não é uma mãe cristã; porque toda a mãe que não sente a coragem de se colocar entre o filho e o crime, é uma mãe, indigna de que se lhe dê esse nome. Mas também quando uma mãe está resolvida a sacrificar tudo, incluindo a própria vida do seu filho, antes que vê-lo manchado pelo mal, como poderá morrer esse filho?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando vemos um grande número de crianças, desde os mais tenros anos, a arrastar pela lama as alvas vestes de que o sacerdote as revestiu logo à entrada da vida, que havemos nós de concluir ordi­nariamente por esse fato, senão que suas mães, muito pouco cristãs, não souberam derramar no seu coração o ódio pelo vício? E não é justificada esta conclusão pela história, que nos traça a constância e a generosidade, de que têm dado provas, nos mais horríveis suplícios, os filhos a quem uma santa mãe tinha ensinado a morrer, preferindo isso a vê-los transgredir a lei de Deus?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No tempo do tirano Dunaan, tinha uma mulher cristã instruído nas verdades da fé, e preparado para o martírio um seu filhinho. O perseguidor mandou-a prender, arrancou-lhe o filho, e condenou-a a ser queimada viva. A criança apenas tinha cinco anos. Chorava por ser separado de sua mãe, e por não poder partilhar os suplícios que tinha aprendido a ambicionar, desde o berço. Dunaan perguntou-lhe o que preferia, se viver com ele num palácio, ou ser metida com a mãe numa caldeira ardente. O pequeno respondeu:— «Antes quero ficar com minha mãe. Quero sofrer com ela o martírio, porque nunca cessou de me exortar a dar a minha vida por Jesus Cristo.» Dunaan esgotou em vão as promessas e as ameaças. Ó prodigiosa eficácia das exortações materna!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todo o poder vos foi dado sobre o coração de vossos filhos, mulheres cristãs; usai, por quem sois da vossa salutar influência, para os afastardes do vício. Não o esqueçais; o fim principal da educação é ins­pirar-lhes o horror ao pecado. Os próprios pagãos assim o tinham compreendido. — «Que ensinareis a meu filho perguntava um pai a um filósofo a quem, o tinha confiado. — «Ensinar-lhe-ei a aborrecer o mal, e a fazer o bem», respondeu o sábio mestre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Importa fazer notar, concluindo este capítulo, já bastante longo, que não é suficiente inculcar à criança o ódio ao pecado, é preciso fazer-lhe temer, e evitar as ocasiões. Ora as principais ocasiões de queda grave são as más companhias, as ligações com pessoas de sexo diferente, os divertimentos mun­danos, os espetáculos e as más leituras. Trataremos de tudo isto, mais detalhadamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>A Mãe segundo a vontade de Deus</em> – Pe. J. Berthier, M.S</span></p>
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