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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. Joseph Schrijvers</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>TRABALHA COMO UM BOM SOLDADO DE CRISTO</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Sep 2018 15:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Joseph Schrijvers]]></category>

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		<description><![CDATA[LUTAR SEMPRE – DESÂNIMO NA VIDA ESPIRITUAL Labora sicut bonus miles Christi (II Tim 2,3) Trabalha como um bom soldado de Cristo Os combates pelo amor são longos e por vezes difíceis, e toda alma, por pouco generosa que seja, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/trabalha-como-um-bom-soldado-de-cristo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><img class="alignright" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/12/cavaleiro-cruzado-300x243.png" alt="cavaleiro cruzado" /></em><strong><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/lutar-sempre-desanimo-na-vida-espiritual/">LUTAR SEMPRE – DESÂNIMO NA VIDA ESPIRITUAL</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Labo</em><em>ra sicut bonus miles Christi (II Tim 2,3)</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Trabalha como um bom soldado de Cristo</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os combates pelo amor são longos e por vezes difíceis, e toda alma, por pouco generosa que seja, verifica em si mesma, em dados momentos, um movimento de depressão que se chama desânimo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa depressão nasce insensivelmente da acumulação de contratempos e reveses sucessivos. A alma sente-se abatida, depois, de repente, um acidente qualquer, uma pequena indisposição, uma fadiga corporal, uma palavra de repreensão, uma falta de atenção sobrevêm a nosso respeito e a alma desanima.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Então tudo se torna pesado. A conversação espiritual é insípida, os livros que de ordinário a estimulavam perdem o sabor, os exercícios espirituais tornam-se um ônus intolerável. Nada a encoraja, tudo a aborrece e a desgosta.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A vida espiritual parece uma ilusão; atingir-lhe o cimo, uma impossibilidade. E ela senta-se tristemente a meia encosta sem forças para as alturas. Eis, por certo, um sério obstáculo, que impede por vezes o caminho às almas mais resolutas. Importa procurar as causas do desânimo e os meios de frustrar-lhes a influência paralisante.<span id="more-2444"></span></span><br />
<span style="color: #000000;">Antes de tudo, o que deve consolar-te, alma piedosa, é não seres tu a única, sujeita a essas depressões passageiras. As melhores almas sofrem por vezes desse mal… Jesus, em sua infinita sabedoria, permite de bom grado que as almas mais dispostas sintam algumas vezes sua impotência pessoal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aliás “<em>não é extraordinário</em>, como diz São Francisco de Sales, <em>que a miséria se sinta por vezes miserável</em>”.</span><span id="more-14486"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é de estranhar que a natureza se canse e não queira mais avançar. Não é de admirar que o nosso corpo, como o asno de Balaão, recuse às vezes, seus serviços e, insensível aos golpes, se deixe abater antes que nos conduzir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A razão dessa canseira é quase sempre uma série de exercícios espirituais e trabalhos exteriores por demais longa. É preciso que tudo se faça com medida e não exigir do corpo e do espírito senão o que eles podem razoavelmente dar. É preciso, pois, repousar, confortar-se a tempo, e depois dizer com nova energia:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Vamos! Ainda um pouco de tempo, o cimo já não está tão longe, Deus ajudará. Para frente!</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os sentidos do homem são inclinados, desde tenra idade, para o sensível e fascinados pelos objetos exteriores. A razão não conhece a existência de Deus, senão por um trabalho de educação. Tudo que ele sabe do mundo sobrenatural sabe-o por ouvir dizer!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E esse ser tão ínfimo, tão ignorante e tão inclinado para o mal, que somos nós, quer aspirar, por um esforço contínuo, a tornar-se amante apaixonado de uma beleza superior. Quer esgotar, para atingir esse ideal, todas as forças de sua alma e de seu corpo, e a cada inspiração, e a cada inspiração, a cada apelo apenas perceptível, de uma graça invisível, quer elevar-se ainda mais alto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse homem fraco, feito de sangue e de pó, propõe-se renunciar a todas as aspirações animais, modificar-se, contradizer-se, corrigir seu raciocínio e seu coração, não uma vez por acaso, mas sempre, e isso sob a influência de um agente misterioso que ele não vê e no qual crê e cujo socorro implora.</span><br />
<span style="color: #000000;"><br />
Oh! Não, uma vida tão heróica só pode ser levada graças a uma luta incessante.</span><br />
<span style="color: #000000;">Como é belo ver esse homem, exposto a todas as seduções, a todos os ataques do mundo e do inferno, a todas as conivências íntimas, voltar-se para Deus, impertubavelmente, apesar de suas fraquezas!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também a santidade não exclui a luta, ela a supõe e a exige. A perfeição na terra não é o repouso nem o prazer. Não é um estado fixo. É uma ascensão para Deus, uma continuidade de esforços, uma tendência incessante para aproximar-se do ideal sobrenatural: <em>Ad ea quae priora sunt extendens meipsum</em> (Filip 3,13). Toda santidade no mundo é relativa; pode e deve aumentar continuamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto mais a alma se une a Deus, e afunda-se na sua infinidade, tanto mais os espaços se estendem e os horizontes se ampliam. É o infinito a atravessar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Afasta, pois, de teu espírito essa falsa idéia de que aqui na terra encontrarás repouso. Não estás no mundo para gozar de Deus, mas para amá-Lo no trabalho, no sofrimento e na luta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E se há luta, haverá quedas algumas vezes… o soldado que combate valorosamente expõe-se a golpes e ferimentos, porém suas cicatrizes são para ele títulos de glória. Muitos há que não distinguem, na vida espiritual, a parte que lhes pertence e a que pertence a Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">… A deles consiste, antes de tudo, em amar a Deus, esforçar-se por pertencer-lhe, pedir-lhe mais amor, e, em seguida, em levantar-se sempre com simplicidade após suas faltas, e purificar-se no sangue de Jesus.</span><br />
<span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto ao mais, tudo é obra do Mestre. Enquanto a alma luta e geme pelas suas faltas e lamenta-se por não saber amar a Deus, esse Deus invisivelmente, enriquece-a com graças, orna-a de virtudes, cava nela a humildade e a paciência e une-se-lhe por tantas cadeias quantas ela faz de atos de amor e contrição.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E esse trabalho a dois prossegue até ao último instante da vida. A alma não viu senão faltas, e, com efeito, ela recaiu muitas vezes, e Deus não quis contar senão os atos de amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">…Alma de boa vontade, não te aflijas, pois, por tuas faltas. Pede sempre perdão a Jesus e recomeça, sem te cansar, tua vida de amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Bem vês, o indispensável é amar, amar sempre. O amor dar-te-á constância na luta, como te dará a compunção e o espírito de oração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">– O amor te ensinará a purificar tua vontade pelo desapego, disciplinar tua liberdade pela obediência, desembaraçar tua inteligência dos pensamentos inúteis.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">– O amor te excitará à reflexão, retificará teu raciocínio pela humildade, dirigirá tua imaginação e acalmará tuas paixões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">– O amor reprimirá teus sentidos na pureza, desprenderá tua alma de todos os bens terrestres.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">– O amor te conduzirá à intimidade de Jesus, revelando-te o mistério de sua paixão, de sua vida eucarística, de sua vida mística, que continua em ti.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">– O amor te ensinará, enfim, a desapegar-te de ti mesmo para seres um com Jesus, viver Dele, agir com Ele, sofrer com Ele, e continuar, por Ele, a obra da redenção.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, tudo começa, aperfeiçoa-se e acaba no amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ó minha alma!…renova a Jesus a resolução de ser constante no amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se o cansaço, o desânimo ou a desconfiança buscam invadir-te, olharás para o céu.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jesus lá está e cuida de ti. Ninguém te arrancará de suas divinas mãos. Ele é o Amigo fiel, que começou e terminará a obra de tua santificação. Terminá-la-á não obstante as dificuldades exteriores e interiores, contanto que tenhas confiança Nele e que o deixes agir em tua alma.</span><br />
<span style="color: #000000;"><br />
Ama-O muito. Repete constantemente que o amas. Pede-Lhe sempre mais graças, mais luzes, mais força. Volve a Ele sem jamais te cansar. Tua santidade estará garantida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O Divino Amigo</em> – Pe. Schrijvers</span></p>
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		<title>O GRANDE COMBATE</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Aug 2018 15:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Joseph Schrijvers]]></category>

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		<description><![CDATA[Amar a Jesus de todo o nosso coração, permitir-Lhe, a poder de amor, estabelecer em nós, o seu Reino, isto é, fazer-nos semelhantes a Ele, eis o belo ideal da santidade. Mas esse reino de Jesus não se estabelece assim tão &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-grande-combate/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><img class="alignright" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/11/comba-214x300.png" alt="comba" />Amar a Jesus de todo o nosso coração, permitir-Lhe, a poder de amor, estabelecer em nós, o seu Reino, isto é, fazer-nos semelhantes a Ele, eis o belo ideal da santidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas esse reino de Jesus não se estabelece assim tão facilmente…quando Jesus se apodera da alma, infundindo-lhe o santo amor, não destrói nem desarma seu adversário, o egoísmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este, ao contrário, entrincheira-se na parte mais inacessível da alma, fortifica-se e resiste ao assaltante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Antes de compreender os combates de amor, é necessário saber quais as forças de que dispõe o inimigo. O egoísmo é um inimigo poderoso. Entrou na alma com o pecado original e daí estendeu seu império sobre todas as faculdades do homem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A vontade, devido a esse domínio, tornou-se frágil e propensa ao mal; a razão, por sua vez, velou-se, e a imaginação emancipou-se; as paixões revoltaram-se e os sentidos passaram a conspirar constantemente contra a sã razão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse egoísmo teve tempo de preparar seu refúgio durante anos. Todo o tempo da infância e adolescência, até ao momento em que a alma decidiu-se a viver para Deus foi consagrado a alimentar e fortificar o amor próprio. </span><br />
<span id="more-1990" style="color: #000000;"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O egoísmo lançou, assim, raízes profundas nos hábitos e inclinações. Todas as fibras do nosso ser, todas as células do nosso organismo foram como que impregnadas por ele. Todas as idéias que nutrem a inteligência, todas as representações que povoam a imaginação, todas as palavras que caem dos lábios, tudo foi mais ou menos penetrado por esse veneno.</span><span id="more-14334"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E como se esse mal já não fosse excessivo por si mesmo, foi ainda agravado por tudo quanto rodeia o homem. Os princípios do mundo não têm outro fundamento que o egoísmo; seus exemplos não encorajam se não o amor próprio; suas palavras não louvam senão os que se dirigem segundo suas máximas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O sorriso, a ironia, o ultraje, a perseguição, o escândalo servem, cada um por sua vez, para enfastigar do amor de Deus as almas que querem viver piedosamente em Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em suma, o demônio em pessoa agarra-se àqueles que querem resolutamente seguir os passos de Jesus. Sua tática consiste em alimentar continuamente o egoísmo. Raramente manifesta-se por uma intervenção direta. Ele é tão horrível que sua presença assustaria a alma, afugentando-a para sempre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entretanto, ele excita os apetites desordenados da carne; fomenta o orgulho, excita a paixão da glória, insinua-se nas faculdades, inclinando-as para o mal. Aproveita-se de todos os acontecimentos exteriores e de todas as disposições interiores da alma e do corpo para atingir o seu fim.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Usa do formidável poder que Deus lhe deixou, para tentar os homens; da experiência de milhares de anos, que adquiriu em seu triste mister, enfim, de todas as astúcias e de toda a violência que lhe pode inspirar o ódio a Deus e seus filhos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todos os esforços se dirigem para o fim; fazer germinar a semente do egoísmo, e abafar o germe do amor de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porquanto esse amor, no começo, não é senão germe, e quão frágil!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A terra na qual Jesus depositou esse germe é uma terra ingrata, onde o joio tudo invadiu. Essa terra é a natureza humana onde as raízes cravam-se na carne e no sangue. Como poderá um amor todo espiritual criar raízes num solo tão estéril?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">… Não desanimes, entretanto. Se o adversário é forte, Jesus é ainda mais potente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Antes de tudo, lembra-te que foi Ele quem criou teu coração. Por mais aviltado que esse coração esteja, conserva uma certa nobreza, uma necessidade de profunda felicidade, de paz, de imortalidade; uma sede de amor que nenhum bem criado pode saciar. É por esse laços imperceptíveis, porém fortes, que Jesus retêm ou reconduz a si as almas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em seguida, Deus entrou na alma do justo com a graça santificante. A Santíssima Trindade estabeleceu nela seu trono e Jesus apossou-se de sua vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma vez que a alma se pôs resolutamente sob a direção desse Mestre todo poderoso , Ele não desvia dela o olhar: “<em>Palpebrae ejus interrogant filios hominum</em>” (Sl 10,5). Suas pálpebras interrogam os filhos dos homens.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sua bondade previne a alma, acompanha-a e segue. Sua graça sustenta-a, reanima-a, fortifica-a e cura. Jesus é fiel. Por mais nigorosos que sejam os ataques infernais, Ele não permite jamais que excedam às forças da alma (I Cor 10,13).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jesus é generoso. Ele alimenta a alma com sua própria substância e todos os dias, se ela assim o quer. Prepara-lhe um banho com seu sangue, onde ela pode purificar-se de suas manchas e curas suas chagas. Ele destina à sua guarda um príncipe celeste, incumbido de frustrar a astúcia de satã, e de reanimá-la, enconrajá-la e estimulá-la ao bem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele a confia enfim à Mãe querida para ser amparada com sua ternura e solicitude maternais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A presença tão meiga do divino Mestre é velada pela fé; as verdades mais encorajantes mal transparecem através de espessas nuvens; a ação da graça é tão delicada, tão sutil, que a alma apenas percebe seu sopro e nem sente suas carícias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não poderia Deus elevar as almas com o poder de sua graça e transportar-lhes a barca num instante até ao porto da santidade?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É óbvio que sim. Mas onde, o prazer que ele sente, ouvindo a pobre alma murmurar, apesar de tudo, um ato de confiança na sua soberana bondade, vendo nossa débil natureza, em luta contra tantos obstáculos, exposta à correntes diversas, remar, mesmo assim, com os olhos e os coração fixos Nele? Onde, então, a admiração dos anjos e santos no céu, se eles não tivessem sob os olhos o espetáculo de tanta constância de alma num corpo tão frágil, tantos esforços para o céu num ser todo inclinafo aos prazeres da terra?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Oh! não te aflijas, minha alma, não temas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Onipotente luta em ti e por ti. Jesus não te abandonas, e conduzir-te-á à vitória.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tais são as condições desse combate entre o amor e o egoísmo, entre o céu e o inferno, entre Jesus, o Rei da Glória, e satã, o príncipe das trevas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tu, minha alma, se és a causa da luta, és também o árbitro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">… Ai de nós!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele criou tua vontade livre, e não a violentará.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">És tu quem escolherá entre Jesus e satanás, entre o amor e o egoísmo, entre o prazer que podes proporcionar a teu bom Mestre, morto por ti, e a aflição que lhe causarás com a tua infidelidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ti compete escolher se pertencerás a Jesus e até que ponto lhe pertencerás, se serás um cristão comum ou uma alma de elite, se arrastarás no mundo a corrente de teu egoísmo ou se alçarás o voo nas asas do divino amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ó Jesus! mil e mil vezes sou vosso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Auxiliai-me a pelejar nos combates do amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O Divino Amigo</em> – Pe. Joseph Schrijvers</span></p>
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		<title>A LOUCURA DO ORGULHO</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Aug 2018 15:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Joseph Schrijvers]]></category>

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		<description><![CDATA[Seria uma singular desordem ver claramente, pela razão, nossa absoluta nulidade e não querer reconhecê-la perante os homens; saber, por raciocínio e por experiência pessoal, que nada somos e nada podemos e ficarmos contristados por nos vermos tratados em conformidade. &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-loucura-do-orgulho/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" alignright" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/10/orgulho-296x300.jpg" alt="orgulho" width="232" height="235" />Seria uma singular desordem ver claramente, pela razão, nossa absoluta nulidade e não querer reconhecê-la perante os homens; saber, por raciocínio e por experiência pessoal, que nada somos e nada podemos e ficarmos contristados por nos vermos tratados em conformidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora, a vida da maioria dos homens se passa nesta contradição perpétua, nesta mentira confessada, neste antagonismo aceito entre a verdade e o erro, a realidade e a aparência, a sinceridade e a hipocrisia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quão bela, em outra parte, aparece a existência de um homem humilde, no qual há harmonia perfeita entre o pensamento e a conduta, entre a convicção interior e a vida exterior.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta alma sabe que nada é, e a vontade deduz: desde que nada sou, aceito meu estado de nada; ainda mais, amo-o e não quereria parecer outra coisa. Isto chama-se, na Santa Escritura, andar na verdade: <em>Oportet in veritate ambulare</em> (Jo 3,4).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis aí a humildade perfeita, a humildade de ação que supõe a coroa a humildade de espírito e a humildade de coração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas como é difícil praticar esta virtude com todas as suas conquistas! O homem caído parece ter perdido o juízo, quando se trata de sua própria excelência. </span><br />
<span id="more-1094" style="color: #000000;"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Espírito Santo ao orgulhoso chama insensato: <em>Pugnabit cum illo orbis terrarum contra insensatos</em> (Sab. 5,21). O universo combaterá com Ele contra os insensatos, isto é, os orgulhosos que se opõe a Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E verdadeiramente a respeito de seu próprio mérito, o homem perdeu a justa apreciação das coisas. Geralmente, é razoável, sociável, inclinado a prestar serviço, judicioso. Mas tocai o ponto de sua excelência, de seu mérito, de sua superioridade, imediatamente uma espécie de loucura se manifesta. Não é mais senhor de seu bom-senso, eleva-se a si próprio e rebaixa os outros, impacienta-se e exalta-se.</span><span id="more-14257"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em alguns esta loucura é “benigna”. Percebemo-la apenas. Mas em outros toma vastas proporções e às vezes manifestações assustadoras. Quem ousaria crer-se inteiramente ao abrigo desta universal doença? Examinai-vos. Quando alguém vos deprecia, dirige-vos uma palavra descortês, fere vossa honra, que sentimentos experimenta?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sentis uma impressão desagradável, os traços de vossa fisionomia alteram-se num momento, uma pequena chama de indignação brilha em vossos olhos, projetos de represá-lia desenham-se na vossa mente, palavras de desforra queimam-vos os lábios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que é tudo isto?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É uma leve manifestação de tolo orgulho, uma loucura em estado “benigno”. Credes que vos diminuíram, que feriram vossa dignidade, atentam contra vossa reputação. Estáveis habituado a vos considerar superior aos outros, a vos crer “rei” e disseram que não o sois… e a loucura aparece.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tendo, pois, reconhecido nosso ponto fraco, devemos esforçar-nos em remediá-lo. Não aumentemos a idéia que fazemos de nós mesmos pela reflexão e pelo rodeio sobre nossa própria excelência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando um pensamento de orgulho se apresenta, digamos: Eis aí uma onda de loucura que passa. Apequemo-nos ao conhecimento do nosso nada, para não sermos levados e arremessados à praia. Depois, esperemos tranquilamente que a calma e o bom-senso voltem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O louco pensa que é rei, o orgulhoso também o pensa. É um julgamento espontâneo. Mas o primeiro não possui meios para julgar suas idéias e seus atos. Falta-lhe o que denominamos a consciência psicológica, isto é, esta propriedade de inteligência que lhe permite refletir sobre suas próprias idéias, sobre as afeições do coração, sobre os atos da vida para ver se estão conformes à reta razão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O orgulhoso em sua loucura, poderia curá-la. Porém, não reflete nela, ou o faz rara e superficialmente e isto por causa do hábito adquirido, pela leviandade e quase sempre por uma conivência secreta da vontade. Esta sufoca a razão porque lhe apraz ser grande, digna de respeito, virtuosa, não obstante a reclamação da inteligência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como é necessário, pois, temer a loucura do orgulhoso, sobretudo quando já fomos dominados por ela! Como é necessário esforçar-mos em tomar os remédios preventivos, administrar-nos os calmantes da humilhação, absorver-nos na consideração de nosso nada e repetir a nós mesmos que não somos reis, que não temos nenhum mérito, que não somos superiores que somos uma vil poeira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas notemos que, para ser humilde, não basta pronunciar palavras de humildade. Muitos enganam-se nisto e crêem ter feito o suficiente ao proclamarem-se os mais miseráveis de todos. Não! a humildade não é isto. Não é necessário humilhar-nos excessivamente em palavras, depreciar-nos e vilipendiar-nos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Muitas vezes sob estas humildes frases esconde-se uma preocupação de orgulho. Esperamos, por tanta humildade, excitar admiração ou protestos contra o mal de nós dito. Como é preferível, conforme ensina São Francisco de Sales, não dizer de si nem bem nem mal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se bastam poucas palavras humildes, são necessários, ao contrário, muitos atos de humildade. Somente estes atos não devem possuir nada de rígido, de afetado ou de descortês para os outros. A alma humilde tem uma maneira muito simples de ser boa, condescendente, caridosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Reconhece seu nada. Não tem, pois, pretensão. Não devemos pensar nela, não devemos poupá-la. Não vê mesmo as faltas de atenções, porque não merece atenção alguma. Não vive para si, está sempre à disposição de outrem. Presta serviço a todo mundo, toma sobre si os deveres enfadonhos e não exige em paga reconhecimento. Os ofícios mais baixos, rejeitados por outros, toma-os para si e não imagina que disto lhe possa vir a desonra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim se torna agradável aos homens e a Deus. Quanto mais se esquece de si, mais somos inclinados a elevá-la. O melhor tempo, sem dúvida, para progredir rapidamente neste esquecimento próprio, é o das humilhações, das contrariedade, das perseguições. Diante de um afronta, o primeiro movimento será certamente um gesto de recuo ou revolta. Este movimento é involuntário. É a manifestação deste estado latente de loucura, em nós dissimulado a respeito de nossa própria excelência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas a reflexão intervém no mesmo instante e faz recuperar o bom-senso. Não precisamos, pois, assustar-nos quando, ante uma humilhação, experimentamos, no primeiro momento, uma impressão desagrável. É necessário resistir, recomendar-nos a Nosso Senhor humilhado e refletir em nossa miséria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Graças a esta prática, a alma, sempre apoiada na oração, pode chegar, com o tempo, a acolher seja qual for a contradição ou injúria, sem perder a paz interior.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta tranquila aceitação do desprezo ou da contradição é a prova mais certa de que a alma é verdadeiramente humilde. Não nos fiemos nos belos pensamentos criados em nós mesmos a respeito de nossa pequenez. O demônio conhece melhor do que ninguém sua própria degradação, contudo é um monstro de orgulho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nem nos tranquilizemos mais quando sentimentos de humildade ocuparem nosso coração. A imaginação e o demônio podem produzir em nós admiráveis impressões de humildade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A única coisa impossível ao demônio e ao homem é a habitual aceitação e alegre das contradições, das afrontas ou simplesmente do esquecimento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ó Jesus, ó Maria! tende piedade de nós!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem de nós ousaria dizer que se compraz nas afrontas?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Almas confiantes</em> – Pe. José Schrijvers</span></p>
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		<title>PROCEDIMENTO DA ALMA NO TEMPO DA PROVA</title>
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		<pubDate>Mon, 28 May 2018 15:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Joseph Schrijvers]]></category>

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		<description><![CDATA[A alma não deve admirar-se por sofrer oposição, mesmo da parte de pessoas de bem. Deve persuardir-se de que esta miséria é uma consequência fatal da estreiteza do espírito humano e do egoísmo inerente ao coração do homem. Se todos &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/procedimento-da-alma-no-tempo-da-prova/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" size-medium wp-image-856 alignright" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/09/ajoelhado1-300x158.jpg" alt="ajoelhado1" width="300" height="158" />A alma não deve admirar-se por sofrer oposição, mesmo da parte de pessoas de bem. Deve persuardir-se de que esta miséria é uma consequência fatal da estreiteza do espírito humano e do egoísmo inerente ao coração do homem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se todos tivessem idéias amplas e elevadas, todos seriam pelo menos tolerantes e respeitariam o modo de ver e de proceder dos outros. Não condenariam tão facilmente as intenções e as atitudes alheias. Ninguém há tão indulgente como Deus para com os erros do espírito, os defeitos do caráter, as extravagâncias do humor, e mesmo para as culpas morais, porque as vistas de Deus são infinitamente largas. Contenta-se com a boa vontade das Suas criaturas; por ela é que forma o Seu juízo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O homem, limitado por natureza, não procede assim. Vê as aparências, julga pelo exterior, segue as próprias impressões, simpatias ou antipatias, reprova e quer corrigir tudo o que não se conforme com as suas idéias e modo de agir. </span><br />
<span id="more-859" style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Devemos persuadir-se desta verdade: neste mundo, nunca encontraremos, fora do círculo dos que comungam com o nosso ideal, quem esteja disposto a dar-nos a sua aprovação e apoio sem reservas. Enquanto a alma não tiver enraizada esta convicção, não estará livre de penosas desilusões. É preciso conformar-se com esta inclinação da natureza humana. Deus assim o quis, para que a alma só O tenha como ponto de apoio seguro e só confie nEle e nos que por Ele lhe estão unidos.</span><span id="more-13753"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma vez abandonada a Deus definitivamente, a estima dos homens torna-se-lhe indiferente. As suas críticas, violências, zombarias já não têm o poder de abalá-la. Não foi para agradar-lhes nem para capitar-lhes a estima que optou por Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mesmo que o mundo inteiro se erguesse contra essa alma, em que poderia prejudicá-la? Ela não depende do mundo nem da sua aprovação. Sabe que a opinião dos homens nada vale diante de Deus. Se o universo inteiro se coligasse contra ela, não lhe poderia tirar o mérito de uma única das suas ações. O mundo só é poderoso contra aqueles que o temem. Aqueles que lhe afrontam as ameaças e gritos sabem-no impotente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É bom repetir às vezes no fundo da alma: pode vir um dia em que serei abandonado pelos que me são caros, incompreendido pelos meus familiares ou colegas e condenado por alguns dos meus amigos. Não temerei essa situação, porque o Senhor me basta. Faço desde já o sacrifício da estima, afeição e confiança dos que estimo e procurarei somente não me afastar do que Deus quer de mim. Quanto mais repelido pelas criaturas, mais me chegarei a Jesus. Só Ele conhece a retidão das minhas intenções e a simplicidade do meu coração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este ato, frequentemente renovado na oração, desenvolve na alma um grande desprendimento, uma santa independência de toda a apreciação humana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deus, aliás, não deixa a alma indefesa. Quanto mais ela se abandona nEle, mas Ele a toma sob a Sua direção. Quanto menos se justifica diante dos outros, mais Deus Se ocupa da sua defesa e do seu progresso espiritual. Para os Seus desígnios, serve-se dos próprios inimigos. As incompreensões, violências ou astúcias contribuem para pôr em foco a inocência e integridade dessa alma. Basta-lhe entregar-se a Deus, confiar-Lhe os seus cuidados e interesses, limitando-se a amá-Lo, e eis que o céu inteiro se sente obrigado par com ela e se movimenta em sua defesa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Senhor! O meu proceder nas adversidades e oposições é, pois, bem simples, basta lançar-me nos Vossos braços, confiar-Vos a minha defesa e amar-Vos. Seria mais fácil desaparecer o céu e a terra do que ser confundida uma alma que confia em Vós.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desta maneira, a atitude da alma interior nunca muda. No tempo da abundância, das consolações, das luzes, da aprovação dos homens, só tem um ato: o dom integral de si mesmo a Jesus. No tempo das trevas, das misérias próprias, das críticas e adversidades, também só tem um mesmo gesto: dar-se a Deus por um ardente ato de amor. Eis todo o seu segredo, toda a sua sabedoria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O dom de si, vida de abandono em Deus – </em>Pe. Joseph Schrijvers</span></p>
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		<title>SEM DEDICAÇÃO NÃO HÁ AMOR</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2018 16:18:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Joseph Schrijvers]]></category>

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		<description><![CDATA[Jesus, vindo ao mundo, nada ensinou de mais amável do que a dedicação. Esta pequena flor – podemos chamá-la assim? – nasceu no Gólgota, aos pés da Cruz, no solo regado com o sangue de Cristo. Daí por diante, nunca &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/sem-dedicacao-nao-ha-amor-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" alignright" src="https://pt.best-wallpaper.net/wallpaper/m/1610/Two-pink-flowers-on-the-ground_m.jpg" alt="Resultado de imagem para duas flores" width="310" height="196" />Jesus, vindo ao mundo, nada ensinou de mais amável do que a dedicação. Esta pequena flor – podemos chamá-la assim? – nasceu no Gólgota, aos pés da Cruz, no solo regado com o sangue de Cristo. Daí por diante, nunca mais desapareceu da terra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os amigos de Jesus cultivam-na carinhosamente. Conhecem o terreno onde se dá bem e a seiva de que se nutre. Sabem que evita o clima glacial do egoísmo e que se compraz nas quentes regiões da caridade divina. Mergulham-na no amor de Jesus, que é o seu verdadeiro lugar, o seu canteiro predileto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Amor e dedicação são duas flores numa só haste. Jesus transplantou-as das regiões celestes para o nosso solo ingrato. Criaram raízes, vicejaram, multiplicaram-se e foram bem recebidas nos jardins dos grandes e nos canteiros dos pobres. </span><br />
<span id="more-321" style="color: #000000;"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sob a influência do seu perfume, desabrocharam por toda a parte admiráveis virtudes: a abnegação, a humildade, o sacrifício, a mansidão, a compreensão mútua. A terra, anteriormente deserta, cobriu-se de creches, escolas, hospícios, asilos; povoou-se de irmãos e irmãs de caridade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não, não há dedicação sem amor, como não há amor sem dedicação. Nunca a flor da dedicação brotou em terras não cristãs. O joio, o insolente joio do egoísmo, devorava o solo pagão. A sociedade antiga, no apogeu da sua civilização, só engendrava monstros horrendos: a crueldade, a luxúria, a escravidão. Como já era tempo de que Jesus viesse ressuscitar esta pobre humanidade que jazia e se decompunha no túmulo! Como já tardava que Ele viesse ensinar-nos o amor e a dedicação!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O dom de si, vida de abandono em Deus</em> – Pe. Joseph Schrijvers</span></p>
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		<title>A ALMA E O CONVÍVIO SOCIAL</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2018 15:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Pe. Joseph Schrijvers]]></category>

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		<description><![CDATA[A alma abandonada a Deus deve viver no meio a que pertence, de maneira humana. Não lhe foi dada uma natureza angélica, unicamente ocupada  em pensar e amar a Deus. Vive no seio de uma família, de um ambiente de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-alma-e-o-convivio-social/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="alignright size-medium wp-image-108" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/08/dsc04729-300x225.jpg" alt="dsc04729" width="300" height="225" />A alma abandonada a Deus deve viver no meio a que pertence, de maneira humana. Não lhe foi dada uma natureza angélica, unicamente ocupada  em pensar e amar a Deus. Vive no seio de uma família, de um ambiente de trabalho, de uma sociedade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mil relações de amizade, de interesses, de conveniências, de parentescos, ligam-na e solicitam-lhe a atenção. Entre estas muitas são boas e gratas, oferecendo-lhe ocasiões de servir, de dar-se, de distrair-se e cultivar-se. Outras são cordiais e íntimas, e outras ainda não são apenas pessoais, mas meio de expansão e convívio da família com outras famílias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora essas relações agradam e encantam a alma, ora a perturbam, agitando-a, embaraçando-a, roubando-lhe o tempo e sossego; ou ainda a contrariam e descontentam, pois podem ser fonte de invejas e ódios e levar-lhe o pensamento para longe do Deus da paz.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso, pois, escolher as relações com critério, eliminar as supérfluas, reduzir as que são apenas úteis e regular as necessárias. A alma verdadeiramente interior nunca se escraviza a criatura alguma, por mais agradável que seja. Nunca se abandona a não ser a Jesus. No fundo do coração, reserva um lugar onde nunca penetra nenhuma amizade terrena, por mais íntima que seja. A porta permanece fechada, pois só o Senhor a transpõe. É a morada de Deus. </span><br />
<span id="more-107" style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O coração que pertence a Deus está completamente ocupado por Ele, até transbordar. É esta superabundância que derrama depois sobre as criaturas que o rodeiam.</span><span id="more-12353"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ninguém tão terno como a alma simples, ninguém ama tão puramente e com tanta constância a família, os amigos e mesmo os simples conhecidos. O seu amor é isento de egoísmo, pois é da mesma natureza que o amor que consagra ao Senhor; não está sujeito a variações, ao capricho, ao humor do momento; não se regula pelas qualidades, beleza, mérito, bondade, porque tem o seu único fundamento em Deus. A infidelidade, a ingratidão, a traição, as críticas podem supreendê-la, mas não desanimá-la.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não procura também assenhorear-se em exclusiva do afeto e da estima de outra criatura. Sabe não ter esse direito, por ser Jesus o único Senhor das almas, o único Soberano a quem são devidos todo o amor e toda a glória.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vive assim desapegada e livre no meio de um mundo de relações. Domina-as, governa-as, regula-lhe a natureza, o tempo e o modo. É uma maravilha contemplar um alma assim, que vive serena num ambiente agitado e atormentado! Dir-se-ia uma grande árvore que sobressai no bosque. O vento apenas consegue agitar-lhe os ramos. Quando ao redor tudo se turva e despedaça, a alma interior permanece  imperturbável e tranquila; quando o turbilhão das mil relações sociais por mera conveniência ou interesse arrasta as almas vulgares e as lança na dissipação e no desassossego, essa alma permanece inabalável, com a fronte erguida para o céu e o coração enraizado em Cristo. Ninguém é capaz deste domínio sobre si mesmo a não ser aquele que encara todo o seu relacionamento humano à luz dos interesses de Deus, e não dos próprios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Senhor, ensinai-me este segredo divino. Uni-me tão fortemente a Vós que nenhuma criatura consiga separar-nos. Sinto ser a fraqueza personificada, pois tudo me condiciona: o olhar de um amigo, o gesto de um inimigo, uma palavra mordaz, um sorriso, tudo atua em mim e me perturba. A adversidade abate-me, a contrariedade desanima-me, o sofrimento enerva-me, a contradição exaspera-me; um gesto afetuoso cativa-me, a sua ausência desgosta-me, uma boa palavra conforta-me, um louvor lisonjeia-me, uma aprovação estimula-me; ando à mercê das minhas impressões. O meu espírito e o meu coração não me pertencem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Senhor! Restituí-me a independência de filho de Deus que viestes implantar na terra. Que não dependa dos juízos e das atitudes de ninguém senão de Vós e daqueles que Vos representam, que o respeito humano não tenha influência sobre mim, que seja insensível à aprovação ou à critica, que a multiplicidade das relações necessárias não me distraia de Vós, e as encare e cultive todas como Vós a encarastes quando vivíeis entre nós.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O dom de si, vida de abandono em Deus</em> – Pe. Joseph Schrijvers</span></p>
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		<title>A ALMA FAZ MAL EM EXAGERAR AS DIFICULDADES DA VIDA INTERIOR</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2016 15:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Joseph Schrijvers]]></category>

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		<description><![CDATA[Deus é o soberano Senhor de todas as coisas. É o princípio do meu ser, o fim da minha existência, o divino modelo da minha vida. Tem sobre mim um direito absoluto e universal. Eu me assusto perante esta obrigação &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-alma-faz-mal-em-exagerar-as-dificuldades-da-vida-interior/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/08/exag.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-6251" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/08/exag-300x217.jpg" alt="exag" width="300" height="217" /></a>Deus é o soberano Senhor de todas as coisas. É o princípio do meu ser, o fim da minha existência, o divino modelo da minha vida. Tem sobre mim um direito absoluto e universal. Eu me assusto perante esta obrigação tão rigorosa e tão graves de ser todo de Deus. Não Lhe posso subtrair nenhum ato nem tempo algum sem com isso praticar um furto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como dedicar-Lhe por inteiro uma vida composta de milhares de ações diárias? O espírito engendra pensamentos sem conta e o coração produz afeições sem número. Como governar todo este mundo interior?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As paixões fortes ou indômitas estão constantemente em ação. Os sentidos dificilmente aceitam o jugo da vontade; a imaginação julga-se a dona da casa e perturba toda a ordem interior; a razão deixa-se enganar pelos sentidos e seduzir pelas aparências da verdade; a própria vontade é fraca e mantém ligações secretas, está de conivência com o inimigo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E mais, como dedicar a Deus uma vida inteira, quando os obstáculos exteriores se multiplicam em volta da alma? Querendo ela dar-se a Deus, consentirão que o faça? Os inimigos de Deus e da piedade são muitos, e os indiferentes e os covardes ainda mais numerosos. O respeito humano governa o mundo: o sorriso, o sarcasmo e a pilhéria têm afastado mais almas de Deus do que o próprio demônio.</span><span id="more-6253"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como, além disso, sentir-se armado contra a sedução do que há de errado na sociedade, contra os atrativos do vício, os maus exemplos, os slogans vazios? Como é verdade que <em>aqueles que querem viver piedosamente em Cristo padecerão perseguição</em> (II Tim. 3,12)!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ainda se esta vida se entrega a Deus durasse apenas um certo tempo! Mas deve durar até o último alento. Não permite intermitências, nem afrouxamentos, nem concessões, porque tudo é de Deus e a Ele deve pertencer. Como sustentar sem pausas semelhante luta? Por fim, a alma fatiga-se, o coração cansa-se, a vontade fraqueja, a rotina toma o lugar do fervor, a indiferença sucede ao zelo e a apatia substitui o ardor do princípio. Murcham os generosos propósitos, os nobres anelos, os sacrifícios heróicos: eram apenas belos sonhos, esperanças quiméricas. Deixa-se de lado o desejo de santidade: é demasiado difícil. <em>A Vossa palavra</em>, Senhor, chamando-me a semelhante vida, <em>é dura demais, e quem a pode ouvir?</em> (cfr. Jo 6,61)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O quadro é sombrio. Quererei eu também ir-me embora e abandonar o Salvador que me chama para a Sua companhia? Mas, Senhor, para quem irei? Não tendes Vós palavras de vida eterna? Vós dissestes: <em>O meu jugo é suave e o meu fardo leve</em>. <em>Vinde a mim todos os que andais em trabalhos e estais sobrecarregados, e Eu vos aliviarei</em> (cfr. Mt. 11,28). Seguir-Vos, pois, não é tão difícil. Enganam-me quando me pintam a santidade como inacessível à minha fraqueza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vós, Senhor, destes a todas as Vossas criaturas o necessário e o supérfluo. Nada lhes falta do que precisam para atingir o seu fim. Não seria razoável que eu fosse o único infortunado a não receber em abundância os meios de santificação. Por toda a parte, vejo espalhadas em profusão as coisas mais necessárias à existência: a água, o ar, a terra; como poderiam faltar-me os elementos mais indispensáveis à minha vida sobrenatural, muito mais preciosa aos Vossos olhos? Não posso acreditar. A Vossa Sabedoria tudo previu e regulou, a Vossa Onipotência tudo preparou, a Vossa Bondade tudo concedeu para me facilitar a vida espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Senhor, não quero exagerar as dificuldades do ideal de santidade. Deixo este trabalho aos Vossos inimigos. Não é empenho deles afastar as almas da Vossa amizade? Quanto a mim, quero chegar-me a Vós e trazer comigo numerosas almas.Ensinai-me, Senhor, a não estorvar o caminho com obstáculos imaginários, a não me sobrecarregar com fardos inúteis. Mostrai-me a estraga larga e plana, e levai-me pela mão, porque não Vos abandonarei. Subirei conVosco até o cume da montanha e lá descansarei em Vós, e me regozijarei com as legiões de almas generosas que me precederam.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O dom de si, vida de abandono em Deus</em> &#8211; Pe. José Schrijvers</span></p>
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		<title>O QUE É ESQUECER-SE?</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Aug 2016 15:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aquele que se entrega a Deus já não se pertence. Deixa de existir aos seus próprios olhos, não vive em si mesmo, mas nAquele a quem se entregou, e não tem outros interesses a não ser os do Mestre. Esquecer-se &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-que-e-esquecer-se/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/08/desp.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-6250" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/08/desp-300x225.jpg" alt="desp" width="300" height="225" /></a>Aquele que se entrega a Deus já não se pertence. Deixa de existir aos seus próprios olhos, não vive em si mesmo, mas nAquele a quem se entregou, e não tem outros interesses a não ser os do Mestre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esquecer-se de si próprio, por amor, eis a grande lei de toda a vida espiritual. Esquecer-se é excluir das ações, sofrimentos e orações todo o cálculo humano, toda a sombra se amor-próprio ou intenção egoísta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esquecer-se é aceitar simplesmente da mão de Deus todas as responsabilidades, todos os deveres, todos os sofrimentos, todas as contrariedades, sem queixumes, sem pretender sobressair por isso, sem examinar a duração e a natureza das próprias penas ou sacrifícios, tal como se eles tivessem atingido outra pessoa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esquecer-se é moderar a procura de satisfações pessoais, fugindo das ilícitas e só escolhendo das outras as que a Providência tiver preparado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esquecer-se é avaliar-se pelo seu justo valor, isto é, como um mísero pecador; é afastar da memória própria e alheia as qualidades e obras pessoais; é mesmo evitar um olhar ansioso e demorado sobre as próprias fraquezas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esquecer-se é desaparecer aos próprios olhos, por um ato de vontade, para não ver em si e nos outros, nas pessoas e nas coisas, senão Jesus e a Sua santa vontade.</span><span id="more-6249"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Aquele que quiser vir após Mim</em>, diz Jesus, <em>renuncie a si mesmo</em>. Quem desejar ter parte na Ressurreição de Jesus, consinta primeiro em morrer com Jesus; quem quiser com Jesus levantar-se glorioso do túmulo, desça primeiro aí com Ele; quem quiser salvar a sua vida, comece por perdê-la.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O esquecimento próprio é, pois, a renúncia, a humildade, a morte de si mesmo; é o desapego universal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem se esqueceu de si mesmo perdeu tudo. Já não é senhor de sua vontade e sentimentos, nem do seu tempo, nem da sua saúde. Nada lhe resta. As aspirações, gestos e aptidões, tudo o que constitui a riqueza e o orgulho dos outros é posto ao serviço do Senhor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E a alma compraz-se nesta entrega, regozija-se por se ver roubada a si mesma; receia recuperar a posse de si e pede a Jesus que nunca lho consinta. Divina loucura! Senhor, ensinai-me o esquecimento de mim mesmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O dom de si, vida de abandono em Deus</em> &#8211; Pe. José Schrijvers</span></p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>A ALMA ABANDONADA DEVE CONTAR COM A PERSEGUIÇÃO</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2016 15:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Os que quiserem viver piedosamente em Jesus Cristo sofrerão perseguição&#8220;. (II Tim 3,12) É São Paulo quem o diz sob a inspiração do Espírito Santo. Nos começos, a alma naturalmente boa acha que na vida tudo lhe sorri. Entrega-se descuidada &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-alma-abandonada-deve-contar-com-a-perseguicao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/06/cruza.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5674" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/06/cruza.jpg" alt="cruza" width="250" height="202" /></a>&#8220;<em>Os que quiserem viver piedosamente em Jesus Cristo</em> <em>sofrerão perseguição</em>&#8220;. (II Tim 3,12)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É São Paulo quem o diz sob a inspiração do Espírito Santo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos começos, a alma naturalmente boa acha que na vida tudo lhe sorri. Entrega-se descuidada ao que lhe agrada e atrai. Julga que todos os homens são retos e simples como ela. Esta ilusão dura pouco. Em breve constata que o amor que lhe manifestam, a bondade com que a tratam não andam sem mistura e muitas vezes não passam de um verniz, de uma aparência, digamos de um véu, sob o qual se esconde muitas vezes o egoísmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto mais lida com os homens, mais descobre em muito deles a frieza de coração, a pequenez de sentimentos, e estreiteza de vistas. Esses defeitos, pode encontrá-los mesmo naqueles que lhe parecem virtuosos e instruídos. E a verdade é que, por uma série de experiências pessoais, acaba por constatá-los em si própria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E não se engana. Todo homem é por natureza limitado em todos os sentidos: em inteligência, prudência, reflexão e conselho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O amor-próprio egoísta amesquinha extraordinariamente o coração humano; e o mesmo faz a ambição com o espírito. A mesquinhez e estreiteza de vistas, a obstinação nas próprias opiniões desfiguram as melhores almas. Muitas vezes, sem dúvida, estes defeitos não são culpáveis, mas são reais e com frequência tornam difícil o convívio prolongado, mesmo entre pessoas que têm o mesmo nível espiritual ou no seio da família.</span><span id="more-5672"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sabe-se muito bem que, de parte em parte, as intenções são excelentes, mas os pontos de vista e os temperamentos diferem. De parte a parte, a vontade é boa, mas o modo de ver as coisas é diverso e, muitas vezes, contraditório.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se a dificuldade se limitasse a esses atritos e incompatibilidades de gênio e opinião, seria suportável; bastaria uma virtude comum para vencê-la. Mas acontece que essa surda divergência se sentimentos e pontos de vista rompe em oposição confessada, em alerta desaprovação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A alma bem-intencionada sente-se rodeada de suspeitas, contrariada, tolhida nos seus melhores propósitos. Julgando chegar a Deus por um simples movimento do coração, vê-se objeto de desconfianças, censuras. Esses amigos, colegas ou familiares não toleram que ela se comporte de modo diferente dos outros, que se dedique à oração e a outras práticas espirituais, que se prive de certos divertimentos ou corte algumas relações que eles julgam necessárias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E não se limitam a julgar e comentar. Se a alma persiste na sua linha de conduta, começa a perseguição, ora velada, ora às claras. Movem todos os recursos para demovê-la e paralisá-la: a zombaria, os comentários desfavoráveis e até, por vezes, acalúnia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A perseguição nem sempre tem este caráter agudo; permanece muitas vezes latente e surda. Há mesmo almas que não chegam a ser atingidas, seja porque a sua situação, o comportamento inatacável e o ascendente das suas virtudes desarmam ou paralisam o inimigo, seja porque a sua vida sem alardes as subtrai a essas investidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É fora de dúvida, porém, que em geral as almas interiores devem contar, mais cedo ou mais tarde, com a prova da oposição sob esta ou aquela forma, e estar preparadas para enfrentá-la com proveito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O dom de si, vida de abandono em Deus</em> &#8211; Pe. Joseph Schrijvers</span></p>
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		<title>QUANTO MAIS A ALMA SE ESQUECE DE SI, MAIS DEUS PENSA POR ELA</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2016 19:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[À medida que a alma avança na perfeição, a sua vida espiritual simplifica-se e acaba por resumir-se nestas palavras dirigidas a Santa Catarina de Sena: &#8220;Pensa em mim, que Eu pensarei em ti&#8221;. Isto quer dizer: Eu pensarei na tua honra, na tua &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/quanto-mais-a-alma-se-esquece-de-si-mais-deus-pensa-por-ela/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/06/joelhos.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5441" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/06/joelhos-300x277.jpg" alt="joelhos" width="300" height="277" /></a>À medida que a alma avança na perfeição, a sua vida espiritual simplifica-se e acaba por resumir-se nestas palavras dirigidas a Santa Catarina de Sena: <em>&#8220;Pensa em mim, que Eu pensarei em ti&#8221;.</em> Isto quer dizer: <em>Eu pensarei na tua honra, na tua saúde, nos teus bens temporais; pensarei na tua salvação e santidade</em>. Jesus tudo sabe e nada esquece.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando Ele pede à alma um tão grande sacrifício como é o abandono total de si mesma, encarrega-se de por remédio aos inconvenientes que daí possam resultar humanamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A alma deve limitar-se a obedecer e abster-se de perscrutar o futuro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A pobre viúva de Sarepta estava numa grande miséria quando um dia encontrou o profeta Elias. Ia consumir as suas últimas provisões, e depois só lhe restaria morrer à míngua junto com o seu filho. No entanto, a pedido daquele estranho, cedeu-lhe o último pão. Humanamente, era uma loucura, mas era também sabedoria diante de Deus, pois compelia-o a fazer um milagre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A alma verdadeiramente simples procede assim com Deus. Só pensa nos seus deveres de estado, sempre cumpridos de olhos postos nEle. Ignora o cálculo, os rodeios, o fingimento, e, em troca, Deus tudo prevê por ela. Às vezes, sem dúvida, a astúcia julga tê-la feito cair nos seus laços. Puro engano. Um acontecimento imprevisto, uma simples palavra, um gesto, desmascaram a intriga.</span><span id="more-5440"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando estiveres diante dos poderosos do mundo, disse Jesus aos Seus discípulos, não vos preocupeis com que ireis dizer em vossa defesa. O Espírito Santo porá nos vossos lábios as palavras que deveis pronunciar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se os Apóstolos, no começo da sua vida apostólica, tivessem pesado as conseqüências da sua arrojada empresa, jamais teriam evangelizado. Não tinham nenhuma esperança de fazer aceitar a doutrina do Crucificado e, ao fim dos seus trabalhos, esperavam-nos as torturas e a morte. Mas eles iam para onde o Espírito de Deus os levava, sem hesitações nem temor. A sua missão era pregar: <em>Pregai o Evangelho a toda a criatura</em> (Mc. 16,15). Pregariam, e Deus faria o resto; e soube fazê-lo magnificamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jesus não só pensa pela alma simples, como também supre e repara o que a sua ignorância e a sua imprevidência possam ter comprometido. Nenhum homem é tão sagaz que nunca se engane ou dê passos inconsiderados. Para os mundanos, estas imprudências são motivo de grandes desgostos e acerbas humilhações. E, para os que os invejam, ocasião de mordazes zombarias e severos comentários. Para Deus, são meios de humilhar e corrigir os presunçosos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pra com a alma simples, o proceder de Deus é diferente. Permite certas imprudências &#8211; a vida dos santos está cheias destes exemplos -, mas coisa singular, ficam sem efeito ou mesmo dão lugar a um bem maior.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A alma nunca perde por deixar Deus pensar por ela. Quando São Pedro no lago de Genesaré reconheceu, no &#8220;fantasma&#8221; que o assustava, Jesus caminhando sobre as águas, teve um rasgo sublime de esquecimento próprio: <em>Senhor, se és Vós, manda-me ir até onde estás por cima das águas</em> (Mt. 14,28).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Natureza espontânea, Pedro nem teve tempo de refletir, e já caminhava sobre as águas. De repente, uma onde levantada pelo vento avançou ameaçadora, e Pedro não pensou mais no Mestre que tudo pode, mas em si, na sua fraqueza. Vacilou e afundou-se. Felizmente, Jesus estava lá para tudo remediar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É admirável verificar como, no Evangelho, Jesus toma sempre a defesa dos fracos, dos caluniados, mesmo que sejam pecadores. Desde que, de algum modo, Lhe tenham mostrado confiança, sente-se obrigado a defendê-los.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Toma, contra os seus discípulos, o partido das mães que se chegavam a Ele com os seus filhos. Defende contra os invejosos o recém-convertido Zaqueu que enfrentara o ridículo de subir a uma árvore para vê-lO passar. Toma sob a sua proteção a mulher adúltera, confunde os seus acusadores hipócritas e despede-a livre e convertida. Não permite que mandem embora em jejum o povo que O seguira ao deserto. Defende os Seus Apóstolos que, impelidos pela fome, colhiam espigas num campo em dia de sábado. Toma sobretudo sob a Sua proteção a pecadora. Como a defende contra os seus detratores! Não precisava ela ser defendida, ela que, levada pelo seu amor, não tomara nenhuma cautela?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa mulher era tida por pecadora pública e, sem que ninguém ainda tivesse conhecimento da mudança nela operada, veio fazer aos pés de Jesus &#8220;o Profeta&#8221;, um ato de tão prodigiosa humilhação que o mundo a qualificará de extravagante. Entre numa casa estranha, penetra na sala do festim, causando perturbação entre os convivas, e cobre de confusão o dono da casa. Mas que lhe importava tudo isso, se Jesus aí estava e a esperava&#8230; pela primeira vez! O Mestre falaria por ela! Defendê-la-ia contra Judas, que a acusava de prodigalidade, e contra os indignados participantes do banquete. E iria ainda mais longe. Cuidaria de que a sua justificação ficasse consignada nos Livros Sagrados, e de que em toda a parte onde se pregasse o Evangelho se contasse e louvasse a loucura de amor imaginada por ela para agradar ao seu Senhor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não haverei eu também de entregar-me a Jesus e esquecer-me de mim? Jesus pensará por mim. Jamais se dirá que fraqueza ou indigência alguma se tenha refugiado no Seu Coração e dali tenha sido arrancada: <em>Não repelirei ninguém que venha a Mim</em> (Jo 6,37).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O dom de si &#8211; vida de abandono em Deus</em> &#8211; Pe. Joseph Schrijvers</span></p>
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