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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. Juan Carlos Iscara</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>DEUS ESCUTA AS ORAÇÕES DE UM PECADOR?</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Apr 2025 18:32:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara]]></category>

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		<description><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX A doutrina católica nos ensina que uma das primeiras condições para nossas orações serem eficazes – ou seja, para obterem aquilo que pedem – é que a pessoa que reza deve estar em estado de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/deus-escuta-as-oracoes-de-um-pecador/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://templariodemaria.com/wp-content/uploads/2022/02/confissao-jesus-.jpg" alt="Sem arrependimento não há perdão dos pecados" width="281" height="202" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5624">Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A doutrina católica nos ensina que uma das primeiras condições para nossas orações serem eficazes – ou seja, para obterem aquilo que pedem – é que a pessoa que reza deve estar em estado de graça. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por outro lado, o Evangelho nos fala de pecadores cujas orações com certeza foram atendidas por Deus – o bom ladrão no Calvário, Maria Madalena, Zaqueu, o publicano da parábola… Na verdade, ao longo da Sagrada Escritura, o pecador é quem é mais insistentemente encorajado a rezar, porque ele é o mais miserável perante Deus e só pode recorrer à misericórdia divina, não a algum mérito dele mesmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, sim, podemos estar certos de que Deus ouve essas orações – mas, também como lemos nos Evangelhos, apenas se essa oração for acompanhada pelo desejo e a intenção de arrependimento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deus não ouve o pecador quando ele pede algo enquanto pecador, p. ex., algo de acordo com um desejo pecaminoso, ou permanece obstinado no seu estado pecaminoso, sem disposição de abandonar o pecado e suas ocasiões (cf. Summa, II<sup>ae</sup> II<sup>a</sup>, q. 83, a. 16). O pecador que, após ofender Deus, persiste no estado de inimizade com Ele, não pedirá aqueles bens que levam ao perdão e ao estado de amizade com Deus. Ainda assim, ele, às vezes, pode obter o que pede [a Deus], mas essa resposta favorável não é um ato de misericórdia ou de recompensa, mas de punição. Santo Agostinho nos diz que há coisas que Deus, em sua misericórdia, nos recusa, mas que, em sua ira, nos concede&#8230; (Trat. João 73).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A oração do pecador, para ser ouvida, deve partir do reconhecimento da sua própria miséria, que o leva a pedir a liberação do seu estado de pecado, ou seja, ser afastado do pecado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O pecador será ouvido se requerer para si, piedosa e perseverantemente, aquelas coisas que são necessárias para sua salvação. Ele será ouvido se pedir a força e a coragem de amar o verdadeiro bem. Ele será ouvido se aceitar os sacrifícios que tornarão o seu arrependimento eficaz. Ele pode até mesmo pedir bens temporais, desde que eles não sejam obstáculo ou sejam conducentes à sua conversão e salvação final.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E Deus atenderá o que essas orações pedem, não por justiça, pois o pecador não merece ser ouvido, mas por pura misericórdia.</span></p>
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		<title>O QUE FAZER QUANDO PRECISARMOS USAR O COMPUTADOR?</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 14:11:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara]]></category>

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		<description><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX Não apenas os jovens, mas também adultos de todas as idades são confrontados com o uso necessário desses aparelhos, seja para o trabalho ou para o estudo, e, portanto, devem ter bom senso e ser &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-que-fazer-quando-precisarmos-usar-o-computador/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class="aligncenter" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcRxfm-zCHF1jLPfhUsaTUx8P5lk0EXg5ERKO9uWXZXEvB2a6ahV" alt="Resultado de imagem para uso do computador" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5611">Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não apenas os jovens, mas também adultos de todas as idades são confrontados com o uso necessário desses aparelhos, seja para o trabalho ou para o estudo, e, portanto, devem ter bom senso e ser sinceros com eles mesmos em uma série de aspectos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Primeiramente, é necessário estabelecer algumas medidas práticas que nos ajudam a permanecer no curto e apertado caminho do uso legítimo dessas tecnologias: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Defina limites de tempo para esse uso. Siga uma rotina diária.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Defina limites para o uso – negócios, trabalho, estudos, e-mail, buscar informações necessárias, algumas compras. Não use para fins de “diversão”. Fique longe das “redes sociais”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se buscar informação, uma vez que a tenha encontrado, imprima-a, para que você não fique dependente da tela do computador e, ao mesmo tempo, evite perder tempo com assuntos paralelos, outras páginas, que só servirão para o distrair de seu propósito original.</span><span id="more-19005"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Peça à sua família e a amigos que o ajudem a manter-se nos limites que você fixou, até puxando-o para fora do computador se for necessário. Para maior segurança moral, dê suas senhas para um membro da família ou um amigo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas também precisamos disciplinar-nos em um nível mais profundo, indagando-nos acerca da vigilância necessária à nossa vida moral e espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como eu deveria usar esse aparelho de uma maneira que mantenha meu intelecto aberto ao verdadeiro conhecimento e aos esforços para obtê-lo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como manter minha cabeça no lugar através de meios naturais para reter minha liberdade de julgamento?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que eu devo fazer para evitar cair na preguiça intelectual e acabar sendo negligente com os livros e com a cultura?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quais regras devo definir para mim mesmo para me manter no plano do estritamente útil e promover relações equilibradas e genuínas com minha família e meus amigos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há mudanças que devo fazer para me manter longe de certas ocasiões de pecado?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Refletir sobre um dever de estado omitido, ou praticado em intervalos; enorme quantidade de tempo desperdiçado; tempo demais dedicado à diversão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Refletir sobre relacionamentos que podem ser perigosos para mim;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Refletir sobre o dano que eu poderia causar (ou que aceito ver sendo causado) à reputação de outros;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Refletir sobre a vida familiar, que pode ser enfraquecida ou comprometida;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Refletir sobre a virtude da pureza;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Refletir sobre a negligência com a vida espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apenas se tivermos essa disciplina de vida podemos tirar vantagem do enorme progresso na tecnologia, seja para nosso trabalho, seja para promover a contrarrevolução; Esse uso saudável da tecnologia só é possível se nossa alma estiver treinada no combate espiritual. Se não, ela corre o risco de se perder na torrente de distração e de paixões desordenadas. Sem um verdadeiro aprofundamento da vida interior, desvios vão continuar a invadir nossas vidas. Imponhamo-nos silêncio a nós mesmos, momentos de solidão, de leitura, de reflexão; voltemos à realidade! Entreguemos nosso tempo a Deus</span></p>
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		<title>COM QUE FREQUÊNCIA DEVO ME CONFESSAR?</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Oct 2024 13:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Sacramentos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara]]></category>

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		<description><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX Em consonância com a lei divina, a Igreja enfatiza a necessidade de confessar todo e cada pecado mortal de que se lembre após exame diligente e adequado, com todas as circunstâncias que podem alterar a &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/com-que-frequencia-devo-me-confessar/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #0000ff;"><img class=" alignright" src="https://r2.padrepauloricardo.org/uploads/episodio/share_image/630/qual-e-a-materia-do-sacramento-da-confissao.jpg" alt="Qual é a matéria do sacramento da Confissão?" width="424" height="242" /></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5579">Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em consonância com a lei divina, a Igreja enfatiza a necessidade de confessar todo e cada pecado mortal de que se lembre após exame diligente e adequado, com todas as circunstâncias que podem alterar a espécie do pecado. Nos tempos presentes, como consequência da obrigação de receber comunhão ao menos uma vez por ano, temos, também, por preceito eclesiástico, a obrigação grave de confessar, ao menos uma vez por ano, quaisquer pecados mortais ainda não acusados em confissão válida.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja não exige nada mais — nem uma frequência maior, nem a confissão dos pecados veniais — mas tanto a Igreja quanto todos os autores espirituais aconselham e encorajam-nos a duas coisas adicionais. Em primeiro lugar, buscar a absolvição dos nossos pecados mortais o quanto antes e tão frequentemente quanto preciso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em segundo lugar, também somos aconselhados e encorajados à confissão devocional mesmo de nossos pecados veniais. Como o Concílio de Trento estabelece:</span><span id="more-18713"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Pecados veniais, que não nos privam da graça de Deus, e nos quais caímos com maior frequência, podem retamente e com benefício ser acusados na confissão, como torna clara a prática das pessoas devotas. [Também] podem não ser declarados sem [que configure] qualquer falta, e podem ser expiados de várias outras formas&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A prática piedosa da confissão frequente assegura um progresso mais rápido no caminho da perfeição. Por exigir um exame frequente da consciência e o conhecimento de nossas fraquezas, aumenta o autoconhecimento e o crescimento na humildade; &#8220;nossos maus hábitos são corrigidos, a negligência e a tibieza encontram resistência, a consciência é purificada, a vontade fortalecida, um salutar autocontrole é atingido, e a graça é aumentada em razão do sacramento em si&#8221; (Pio XII, <em>Mystici Corporis</em>).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se para os religiosos a lei canônica requer a confissão semanal, e para os sacerdotes, ao menos a cada duas semanas, para leigos, confissão “frequente&#8221; geralmente significa mensal, de acordo com as possibilidades e as necessidades dos indivíduos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para avançar na perfeição espiritual, a confissão frequente, ordinariamente, exige um confessor regular. Ele será a pessoa mais qualificada para sugerir a frequência adequada ao desenvolvimento espiritual e às possibilidades físicas e morais do penitente.</span></p>
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		<title>DIRETOS NATURAIS E &#8220;DIREITOS HUMANOS&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jul 2024 15:57:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara]]></category>

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		<description><![CDATA[Juan Carlos Iscara, FSSPX “Direito” (ius) é definido por São Tomás em termos estritamente objetivos como uma ipsa res iusta, uma coisa justa, algo que é devido. Essa “coisa justa” sempre é um bem honesto. Portanto, é uma contradição referir-se a &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/diretos-naturais-e-direitos-humanos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class=" alignright" src="https://aulazen.com/wp-content/uploads/2018/04/Direitos-Naturais-Direito-Natural-e-o-Contrato-Social.jpg" alt="Direitos Naturais - Direito Natural e o Contrato Social" width="289" height="187" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5790">Juan Carlos Iscara, FSSPX</a></strong></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Direito” (<em style="font-weight: inherit;">ius</em>) é definido por São Tomás em termos estritamente objetivos como uma <em style="font-weight: inherit;">ipsa res iusta</em>, uma coisa justa, algo que é devido. Essa “coisa justa” sempre é um bem honesto. Portanto, é uma contradição referir-se a atos pecaminosos como “direitos”.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para melhor explicar a noção do que é devido, a doutrina católica distingue entre direitos inatos e direitos adquiridos.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;">Direitos inatos</em> são estritamente naturais, absolutos, fundados na natureza do homem. Eles advêm do fim necessário do homem, a que ele está destinado por sua natureza. Essa necessidade natural lhe dá o direito de fazer, sem ferir o próximo, o que é necessário para atingir seu fim. Esses direitos são inerentes à natureza humana; eles não podem ser alienados ou extintos no que diz respeito a sua substância, embora um indivíduo possa abster-se de seu exercício quando ele não estiver obrigado a exercê-lo, e até mesmo renunciar a eles formalmente para buscar uma perfeição maior.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;">Direitos adquiridos</em> são fundados em um fato livre, contingente – isto é, algo que poderia ou não ter acontecido, dependendo da ação livre de alguém. Por exemplo, eu posso escolher comprar um livro ou não, mas, uma vez que tenha decidido comprar um livro e cheguei a um acordo com o vendedor, o livro é meu, e o pagamento é do vendedor. Esses direitos podem ser perdidos ou transferidos a outro.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em consequência, podemos dizer que os verdadeiros direitos naturais do homem são <em style="font-weight: inherit;">inerentes à sua própria natureza</em>. Em relação a Deus, o homem não tem direitos; mas, em relação a outros homens, ele tem o direito de usar bens que sejam conformes a sua natureza – isto é, os bens que lhe sejam devidos.</span><span id="more-20982"></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eles também são <em style="font-weight: inherit;">anteriores ao Estado</em>, que não pode violá-los. Primordiais e inalienáveis, esses direitos existem antes de qualquer autoridade temporal; eles não são dados por ela. O Estado deve reconhecê-los e protegê-los e jamais sacrificá-los para o bem comum.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E, finalmente, eles são <em style="font-weight: inherit;">fundados em Deus</em>. Assim como a natureza humana é dada por Deus, os direitos da natureza fundam-se n´Ele. Verdadeiros direitos advêm dos deveres de homem perante Deus – nós temos direitos concernentes a nossa vida, família, patrimônio, culto, porque, nessas coisas, temos deveres perante Deus.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Consequentemente, levando em conta que o homem é composto de alma espiritual (intelecto, vontade livre) e de corpo material (sentidos, movimento), há dois principais direitos naturais, totalmente imprescritíveis – o <em style="font-weight: inherit;">direito de saber a verdade</em> e o <em style="font-weight: inherit;">direito de buscar os bens necessários para atingir a felicidade e nosso fim último</em> (i.e., Deus e tudo que ajuda a chegar a Ele). Deus não retira esses direitos do homem durante essa vida; consequentemente, nenhum homem pode retirá-los de outro homem.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há outros dois direitos naturais que não são imprescritíveis – i.e., eles podem ser perdidos como punição legítima por um crime: o <em style="font-weight: inherit;">direito de exercer nossa liberdade</em> no que não for contrário a nossos deveres perante Deus e perante o próximo e o <em style="font-weight: inherit;">direito de preservar nossa pessoa e nossos bens</em>.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Infelizmente, o mundo moderno proclama e protege como “direitos humanos” coisas que não têm esse status. Alguns são falsos porque sua fundação é má, em razão de se fundarem apenas na vontade do homem, não na natureza (isto é, em Deus, o criador da natureza). Outros são falsos porque seu objeto é injusto, pois são contrários à lei divina e natural – por exemplo, o “direito” ao aborto. Finalmente, alguns são falsos porque sua extensão é abusiva, como quando alguns direitos adquiridos são reivindicados como naturais (inatos)</span></p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>O QUE É A LEI NATURAL?</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Nov 2023 13:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara]]></category>
		<category><![CDATA[Permanencia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando discutimos questões de moralidade, normalmente fazemos referência à “Lei natural”. O que é a “Lei”? Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX A Lei natural é, de acordo com Santo Tomás, nada mais que a participação da criatura racional na Lei &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-que-e-a-lei-natural/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://ludimilarodrigues.files.wordpress.com/2013/10/olhando-o-cc3a9u.jpg" alt="Olhando para o Céu | Em busca de Jesus - Devocionais" width="282" height="209" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Quando discutimos questões de moralidade, normalmente fazemos referência à “Lei natural”. O que é a “Lei”?</span></strong></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><em style="font-weight: inherit;"><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/6047">Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX</a></em></strong></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Lei natural é, de acordo com Santo Tomás, nada mais que a participação da criatura racional na Lei eterna. Portanto, devemos começar pela noção de Lei eterna. Santo Tomás explica que ela é o plano da sabedoria divina por meio do qual Deus direciona todas as ações e movimentos das criaturas visando o bem comum de todo o universo.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Lei natural é a mesma Lei eterna conhecida pelo homem através da razão natural.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deus conhece e ordena, desde a eternidade, o que é conveniente e proporcionado à razão natural; e essa ordenação existente na mente divina é chamada de ou constitui a Lei eterna. Ao criar o homem, Deus imprimiu essa ordenação em sua própria natureza; portanto, simplesmente por ter nascido, todo homem está sujeito a essa Lei. Essa participação na Lei eterna, ou a ordem moral constituída por Deus, é a Lei natural objetivamente considerada.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando o homem atinge a idade da razão, conhece ao menos os princípios básicos da Lei natural (p.ex., deve-se praticar o bem e evitar o mal) como algo que tem obrigação de cumprir, e essa participação na Lei eterna é a Lei natural subjetivamente considerada.</span><span id="more-24778"></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Lei natural recebe esse nome por duas razões. Primeiro, porque abrange apenas os preceitos que são deduzidos da própria natureza do homem. É por isso que ela obriga todos os homens sem exceção, e obrigaria da mesma maneira ainda que o homem não tivesse sido elevado por Deus à ordem sobrenatural. Segundo, porque pode ser conhecida diretamente pelas luzes da razão natural, sem necessidade de fé divina ou ensinamento humano.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Negada pelos ateístas, materialistas, panteístas <em style="font-weight: inherit;">etc</em>, a existência da Lei natural é, porém, uma verdade inegável que pode ser provada mesmo pelas evidências.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Está dito claramente na Sagrada Escritura:</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Com efeito, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, a si mesmos servem de lei e mostram que o que a lei ordena está escrito nos seus corações, dando-lhes testemunho a sua própria consciência e os pensamentos de dentro que os acusam, se fizerem o mal, ou também os defendem, se fizerem o bem. Isto ver-se-á naquele dia em que Deus, segundo o meu Evangelho, há de julgar as coisas ocultas dos homens por meio de Jesus Cristo. (Rom 2, 14-16)</em></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além disso, o testemunho da própria consciência dita a todos os homens, de maneira clara e irresistível, que é necessário praticar o bem e evitar o mal; que há ações que são más em si mesmas (p.ex., matar um inocente), e outras que são boas ainda que não sejam ordenadas por nenhuma Lei humana (p.ex., honrar pai e mãe). Por essa razão, quando esses claros preceitos da Lei natural são violados, o homem sente arrependimento e vergonha; e, de modo contrário, seu fiel cumprimento o enche de alegria e paz.</span></p>
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		<title>SANTO TOMÁS PROPÕE A VINGANÇA COMO VIRTUDE. MAS, VINGANÇA NÃO É ALGO RUIM?</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Sep 2023 14:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Magistério]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara]]></category>
		<category><![CDATA[Permanencia]]></category>
		<category><![CDATA[São Tomás de Aquino]]></category>

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		<description><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX Entre as virtudes sociais, isto é, aquelas que facilitam a vida dos homens na sociedade, Santo Tomás enumera a vindicta – que deveria ser traduzida como “punição justa” para evitar o sentido pejorativo que a palavra “vingança” &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/santo-tomas-propoe-a-vinganca-como-virtude-mas-vinganca-nao-e-algo-ruim/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class=" aligncenter" src="https://www.cristaosnaciencia.org.br/wp-content/uploads/2017/08/tomas-de-aquino-desktop-1024x437.jpg" alt="A criação, a cosmologia e o pensamento de São Tomás de Aquino" width="487" height="211" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><em style="font-weight: inherit;"><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/6088">Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX</a></em></strong></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entre as virtudes sociais, isto é, aquelas que facilitam a vida dos homens na sociedade, Santo Tomás enumera a <em style="font-weight: inherit;">vindicta</em> – que deveria ser traduzida como “punição justa” para evitar o sentido pejorativo que a palavra “vingança” tem. É uma virtude ligada à virtude cardeal da justiça, que consiste em punir o malfeitor pelo crime cometido.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Infelizmente, quando se trata de punir criminosos, o mundo moderno parece oscilar entre dois extremos: rigor desproporcionado e leniência exagerada. Portanto, é necessário esclarecer o que entendemos como “vingança”, punição justa.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não há duvida de que restaurar a ordem perturbada por uma ação má é uma obra boa e virtuosa, exigida pela justiça em si e pela necessidade de manter a ordem social. Porém, em razão de nossa natureza decaída, quando se aplica uma punição, é muito fácil se deixar levar por motivos pecaminosos (raiva desordenada, ódio do criminoso, etc), o que faria a punição perder sua justiça, seu caráter virtuoso, tornando-a um verdadeiro pecado.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santo Tomás explica:</span><span id="more-25468"></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>A vingança se consuma infligindo ao que pecou, uma pena, como um mal. Logo, devemos levar em conta na vingança, o ânimo com que age quem a exerce. ­ Se, pois, a sua intenção principalmente está no mal daquele de quem se vinga e nela se compraz, a vingança é absolutamente ilícita. Porque o nos comprazermos com o mal de outrem supõe o ódio, contrário à caridade, que nos manda amar a todos os homens. Nem pode escusar–se ninguém dizendo que quer o mal de quem injustamente lh&#8217;o fez, assim como não seria escusado quem odiasse ao que o odeia. Pois, não devemos pecar contra outrem por ter este pecado anteriormente contra nós, o que seria deixarmo–nos vencer do mal, procedimento proibido pelo Apóstolo, quando diz: Não te deixes vencer do mal, mas, vence o mal com o bem. – Mas, se a intenção de quem se vinga visa principalmente um bem, que obteria punindo o pecador – por exemplo, fazendo–o emendar–se ou pelo menos coibindo–o, dando paz aos outros, salvando a justiça e a honra de Deus  – nesse caso a vingança pode ser lícita, uma vez observadas as circunstâncias devidas (Suma Teológica, II-II, q. 108, a. 1)</em></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com essas distinções, o verdadeiro significado e os perigos dessa virtude se tornam claros. Santo Tomás analisa algumas objeções que poderiam ser levantadas contra elas e, ao resolvê-las, aperfeiçoa a doutrina.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alguns objetam que aquele que se vinga usurpa uma função exclusiva de Deus (Dt 32,35) cometendo, portanto, um pecado. Santo Tomás responde que quem exerce a vingança sobre os maus, no exercício dessa função – por exemplo, as autoridades seculares – não usurpa nada de Deus, mas usa o poder que Ele lhe deu (Rm 13, 4). Mas, se alguém se vinga fora da ordem estabelecida por Deus, usurpa o que é dado a Ele e, portanto, peca.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outros, mais piedosos, objetam que aqueles que são bons devem tolerar os maus e suportar, com paciência, suas maldades. Santo Tomás pontua que deve ser assim em relação às injúrias feitas a si mesmo, mas não às injúrias a Deus ou o próximo. Porque, como São João Crisóstomo diz, “ser paciente com as injúrias de alguém é digno de louvor; mas ocultar as injúrias a Deus é uma impiedade.”</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na prática, raramente será conveniente que uma pessoa tente, por si mesma, punir o culpado (exceto ao repelir uma agressão injusta em legítima defesa), porque, sob o pretexto da justiça e da equidade, um amor próprio desordenado e, talvez, ódio do próximo estarão escondidos. Por isso que sempre é recomendado perdoar as injúrias dos outros ao invés de puni-los, exceto se a honra de Deus, o bem comum ou a emenda do próximo demandar que peçamos reparação da injúria.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/6088">(The Angelus, Set/21)</a></strong></span></p>
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		<title>O QUE É A VIRTUDE DA AFABILIDADE?</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Sep 2023 14:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
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		<description><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX Afabilidade é a simpatia, a virtude que nos compele a preencher nossas palavras e ações externas aquilo que possa contribuir para tornar amigáveis e agradáveis as nossas relações com o próximo. É uma virtude eminentemente &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-que-e-a-virtude-da-afabilidade/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/05/modestia-2.jpg" alt="modestia 2" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><em><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/6194">Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX</a></em></strong></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Afabilidade é a simpatia, a virtude que nos compele a preencher nossas palavras e ações externas aquilo que possa contribuir para tornar amigáveis e agradáveis as nossas relações com o próximo. É uma virtude eminentemente social, moralmente necessária para a existência humana, e um dos sinais mais delicados e inequívocos de um autêntico espírito cristão.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Suas manifestações são inúmeras, todas gerando a simpatia e a afeição daqueles ao nosso redor – bondade, elogios simples, indulgência, gratidão manifestada com entusiasmo, educação nas palavras e maneiras, etc.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ainda assim, como é uma virtude moral, a afabilidade sempre deve ser mantida em um meio termo justo, pois pode-se pecar contra ela por excesso (adulação) e por falta (litígio, espírito de contradição).</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Adulação é o pecado daquele que tenta agradar alguém de modo desornado ou exagerado para extrair dele alguma vantagem. No fundo, ele sempre vem acompanhado de hipocrisia e egoísmo. Como São Tomás diz: “Como dissemos, a amizade referida, ou afabilidade, embora tenha como fim principal causar prazer àqueles com quem convivemos, contudo, quando é necessário, para conseguir um bem ou evitar um mal, não teme contristar. Por onde, quem quer de todos os modos  falar a outrem para lhe causar prazer, excede o modo devido de fazer e portanto peca por excesso. E se o fizer só com a intenção de causar prazer, chama-se complacente, segundo o Filósofo; se, porém, tirar algum proveito, chama-se lisonjeiro ou adulador. Mas, comumente, a palavra adulação costuma ser aplicada só àqueles que, excedendo o modo devido da virtude, querem agradar aos outros na convivência ordinária com palavras e obras” (II-II, 115, 1)</span><span id="more-27795"></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao responder à objeção de que louvar ou querer agradar a todos não é um pecado, pois São Paulo mesmo diz “eu tento agradar a todos em tudo” (I Cor. 10,33), o Doutor Angélico escreve que louvar o próximo pode ser uma ação boa ou má, se certos requisitos foram observados ou negligenciados. Na verdade, se o louvor tem como intenção, observadas as circunstâncias corretas, de satisfazer a alguém e encorajá-lo em sua obra e encorajá-lo nos propósitos de suas boas obras, é o fruto da virtude da afabilidade. Ao invés, ela é adulação quando o louvor se direciona a algo que não deveria ser louvado, seja porque é uma coisa má ou pecaminosa, ou porque a fundação desse louvor não é clara, ou quando pode-se esperar que o louvor será ocasião de vanglória para o próximo. Também é bom querer agradar aos homens para os encorajá-los na caridade e para encorajar os outros no progresso na virtude. Ao contrário, é um pecado querer agradá-los por razões de vanglória, ou interesse pessoal, ou em coisas más.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Litígio, ou espírito de contradição, é um pecado que se opõe por falta à afabilidade e consiste em frequentemente e sistematicamente opor-se à opinião dos outros com a intenção de contradizê-los ou, ao menos, de não os agradar.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se a contradição às palavras do próximo procede de falta de amor por ele, ela se opõe diretamente à caridade; se é feita com raiva, é contrária à mansidão, e se é feita com intuito de contristar o próximo ou de desagradá-lo, constitui propriamente o pecado do litígio (ou espírito de contradição), que é diretamente oposto à afabilidade.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em si, o litígio é um pecado mais sério que a adulação, porque ele se opõe mais radicalmente à afabilidade, que, em si, tende a agradar ao invés de contristar. Porém, devemos levar em conta os motivos externos que nos impelem a cometer esses pecados. E, conforme eles, às vezes a adulação é mais grave, quando ela tenta, por exemplo, obter, por uma enganação, uma honra ou um proveito injusto. Às vezes, porém, o litígio é mais grave: por exemplo, quando a verdade é desafiada ou o próximo é desprezado ou ridicularizado (II-II, 116, 2).</span></p>
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		<title>É LÍCITO MENTIR EM ALGUMA CIRCUNSTÂNCIA?</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/e-licito-mentir-em-alguma-circunstancia/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Jun 2023 14:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara]]></category>

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		<description><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX Não há dúvida de que mentir é proibido pela Lei de Deus (8º Mandamento) e, sendo este um mandamento negativo (“Não mentir”), obriga sempre e em todo caso, diferentemente de um mandamento positivo (“Honrar pai &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/e-licito-mentir-em-alguma-circunstancia/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><em><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5658">Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX</a></em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não há dúvida de que mentir é proibido pela Lei de Deus (8º Mandamento) e, sendo este um mandamento negativo (“<em>Não mentir</em>”), obriga sempre e em todo caso, diferentemente de um mandamento positivo (“<em>Honrar pai a mãe</em>”), que obriga apenas quando necessário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa necessidade absoluta foi exposta dramaticamente por Nosso Senhor perante Caifás e o Sinédrio inteiro quando Ele respondeu claramente “<em>Sim, tu o dizes</em>”, o que significa: “<em>Eu sou Cristo e o Filho de Deus</em>”. Nosso Senhor sabia perfeitamente que essa confissão iria levá-Lo à crucifixão. Então, permanece de pé o princípio de que “<em>não havemos de fazer o mal para que venham bens [deste mal]</em>&#8221; (Rom 3,8)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dito isso, não se tem a obrigação de dizer a verdade quando desnecessário fazê-lo. Além disso, tem-se o direito de distrair o interlocutor para algum outro assunto. Os moralistas permitem o uso de anfibologia (afirmação ambígua, com duplo sentido, como: “<em>Pedro não está em casa</em>”, significando: “<em>Para vê-lo</em>”) se uma pessoa prudente a entenderia dadas as circunstâncias. Semelhantemente, os moralistas explicam que não se pode simular uma ação (um ministro ardilosamente retém a intenção de dar absolvição, p. ex.), mas pode-se <em>dissimular</em> uma ação para fazer terceiros pensarem que se está fazendo algo quando, na verdade, não se está. Portanto, é lícito a um Padre admoestar severamente seu penitente, para dar a impressão aos outros de que está dando-lhe absolvição [quando, na verdade, não está].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em alguns casos recentes notórios, há controvérsia e debate sobre se alguns investigadores mentiram ou simplesmente usaram anfibologia e restrições mentais amplas, ou seja, dissimulação ao invés de simulação. Não podemos, porém, permitir que o sucesso aparente de alguns vídeos enganem nosso julgamento. Se eles foram obtidos através de mentiras, seria um caso do fim justificando os meios. Os filhos da luz não podem usar os meios e armas dos filhos das trevas. A revolução deve ser combatida com a contrarrevolução e não com os princípios da própria revolução.</span></p>
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		<title>QUAL É A DIFERENÇA ENTRE CALÚNIA E DETRAÇÃO? PODEM SER PECADOS GRAVES?</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Apr 2023 14:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara]]></category>

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		<description><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara &#8211; FSSPX O homem tem direito a sua boa reputação. Um “direito” é aquilo que é devido a alguém e que não pode ser negado sem uma injustiça. “Reputação” é a opinião tida por muitos sobre &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/qual-e-a-diferenca-entre-calunia-e-detracao-podem-ser-pecados-graves/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class=" aligncenter" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQI-bDijcXtNLdjp8dhXGHf_qeAZF_VjSTzVw&amp;usqp=CAU" alt="Conceito de Calúnia, definição e o que é" width="351" height="240" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><em><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5668">Pe. Juan Carlos Iscara &#8211; FSSPX</a></em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O homem tem direito a sua boa reputação. Um “direito” é aquilo que é devido a alguém e que não pode ser negado sem uma injustiça. “Reputação” é a opinião tida por muitos sobre a vida e o comportamento de uma pessoa. É a consequência das qualidades físicas, intelectuais e morais daquela pessoa e de suas realizações e, como tal, pertence a ela, é sua propriedade. É, como Santo Tomás diz, uma das propriedades temporais mais preciosas do homem. Sem a boa estima de seu próximo, a vida de um indivíduo na sociedade torna-se muito difícil e mesmo quase impossível.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Detração é a violação injusta da boa estima na qual uma pessoa é tida através de revelar aos outros alguma falta verdadeira, porém oculta, daquela pessoa. Santo Tomás diz que é um pecado mais grave que o roubo, pois a boa reputação é melhor que o patrimônio. A calúnia difere da detração apenas pois, nela, o que é dito ou imputado ao outro é falso, e sabe-se que é falso; nesse caso, ela acrescenta a malícia da mentira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Despojar alguém dessa boa estima sem uma causa proporcional constitui uma injustiça, o que é mais ou menos grave de acordo com o dano provocado e que impõe ao praticante a obrigação de restituição.</span><span id="more-19711"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pode ser um pecado grave, mas a sua gravidade será mensurada de acordo com a gravidade da falta da qual a pessoa é acusada, e a extensão do dano causado deve ser julgada pelo caráter, posição e ofício do detrator e do detratado, bem como pelas circunstâncias dos ouvintes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por um lado, deve-se perceber que, se a falta de uma pessoa é tal que põe em perigo o bem comum ou se é cometida publicamente, então sua boa reputação está destruída e não pode mais ser considerada como pertence dela. Nesse caso, revelar o mal ato não implica detração. De modo semelhante, nenhuma injustiça é cometida ao se revelar a falta de outro se tal é necessário para a própria defesa ou a defesa de outros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por outro lado, mesmo que a boa estima de uma pessoa aos olhos do próximo esteja fundada sobre erro ou ignorância acerca da verdade dos fatos, ainda assim, aquele que conhece a verdade dos fatos não tem direito de tomar a apreciação favorável que os outros fazem da pessoa.</span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>ESPERAMOS MUITO DE NOSSO DIRETOR ESPIRITUAL, MAS O QUE DEVEMOS FAZER PARA COLHERMOS OS BENEFÍCIOS ESPIRITUAIS DE SUA DIREÇÃO?</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Nov 2021 14:10:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Sacerdócio]]></category>
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		<category><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara]]></category>
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		<description><![CDATA[Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX A primeira e mais importante obrigação do dirigido é total sinceridade e transparência do coração, porque, sem isso, é completamente impossível que a direção produza frutos. O diretor precisa saber tudo: tentações, fraquezas, propósitos, boas e &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/esperamos-muito-de-nosso-diretor-espiritual-mas-o-que-devemos-fazer-para-colhermos-os-beneficios-espirituais-de-sua-direcao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class=" aligncenter" src="https://static.wixstatic.com/media/56f778_3f64a4cc5f1940bda08651b5a4086e73~mv2.jpg/v1/fill/w_1000,h_563,al_c,q_90,usm_0.66_1.00_0.01/56f778_3f64a4cc5f1940bda08651b5a4086e73~mv2.jpg" alt="A direção espiritual" width="422" height="240" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><em><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/6052">Pe. Juan Carlos Iscara, FSSPX</a></em></strong></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A primeira e mais importante obrigação do dirigido é <em style="font-weight: inherit;">total sinceridade e transparência do coração</em>, porque, sem isso, é completamente impossível que a direção produza frutos. O diretor precisa saber tudo: tentações, fraquezas, propósitos, boas e más inclinações, dificuldades e estímulos, triunfos e derrotas, esperanças e ilusões – tudo deve ser revelado com humildade e simplicidade. Alguns autores espirituais até recomendam que se revele a falta de confiança que se pode estar começando a ter em relação ao diretor.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É errado – e inútil para fins espirituais – revelar apenas coisas boas ou menos más, revelando nossas maiores misérias e pecados apenas a outro Padre. Sem sinceridade e abertura, seria melhor abandonar uma direção espiritual que, nesse caso, será pura e simples hipocrisia, enganação e desperdício de tempo.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porém, não é necessário exagerar. Tudo que é importante para a vida espiritual deve ser revelado com total sinceridade ao diretor; mas seria um exagero evidente dar-lhe contas até dos menores detalhes da vida íntima da pessoa dirigida. Muitas coisas de menor importância podem e devem ser resolvidas pelo dirigido.</span><span id="more-24873"></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ela também requer <em style="font-weight: inherit;">total docilidade e obediência</em> ao diretor. Sem essa mansidão e obediência, a direção seria totalmente ineficaz e um desperdício de tempo. Embora seja verdade que o diretor não tem jurisdição sobre seu dirigido (como um superior religioso tem sobre seus inferiores), ele precisa de uma obediência nas matérias que dizem respeito à direção, sob pena de encerrar a direção ali mesmo. Como dirigidos, precisamos obedecer simplesmente, sem distinções, restrições ou usando nossas próprias interpretações.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Muito pior que desobediência seria manipular a direção, para que o diretor não pergunte mais do que nós queremos. São João da Cruz condena severamente esse abuso. Porém, não seria contrário à obediência manifestar nossas opiniões e até mesmo, respeitosamente, manifestar discordâncias, mas obedecer assim mesmo se o diretor insistir apesar delas.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também devemos ser <em style="font-weight: inherit;">perseverantes</em>. A direção está completamente esterilizada, praticamente anulada, se mudarmos frequentemente de diretor por razões fúteis ou inconsistentes; se passarmos longos períodos sem direção; se frequentemente mudamos exercícios, métodos e procedimentos de santificação; se nos deixamos levar pelo calor do momento ou por nossos caprichos na prática das regras recebidas pelo diretor; <em style="font-weight: inherit;">etc</em>., <em style="font-weight: inherit;">etc</em>.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Finalmente, o dirigido não pode esquecer que, se seu diretor está obrigado a manter o selo sacramental ou segredo natural, o dirigido também está obrigado a manter uma <em style="font-weight: inherit;">discrição especial</em> em relação a seu diretor. Mais especificamente, o dirigido não deve revelar aos outros os conselhos, normas ou conselho particular recebido de seu diretor, mesmo para edificar o próximo. O conselho particular dado a certa alma e tendo em vista sua especial psicologia e temperamento pode não ser adequado a outras almas colocadas em circunstâncias diferentes ou dotadas de temperamento diferente. Infelizmente, muitos problemas, discórdias, invejas por parte das outras almas e mil outras inconveniências, às vezes, advêm da falta de discrição dos penitentes!</span></p>
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