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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. Leonardo Castellani</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>A COVARDIA É UM PECADO E, EM ALGUNS CASOS, MUITO GRAVE.</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 14:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Leonardo Castellani]]></category>

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		<description><![CDATA[Pe. Leonardo Castellani No quarto domingo depois da Epifania, a Igreja lê, na Missa, a narração da Tempestade no mar, que é contada pelos três Sinópticos, segundo o texto mais breve de todos, que é o de São Mateus: tem &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-covardia-e-um-pecado-e-em-alguns-casos-muito-grave/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="n3VNCb aligncenter" src="https://multimidia.boavontade.com/sites/default/files/styles/grande/public/meynier-jules-joseph_1826-1903_1920.jpg?itok=8gLYToBd" alt="Aplacar a tempestade | Paiva Netto" width="507" height="340" data-noaft="1" /></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5364">Pe. Leonardo Castellani</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No quarto domingo depois da Epifania, a Igreja lê, na Missa, a narração da Tempestade no mar, que é contada pelos três Sinópticos, segundo o texto mais breve de todos, que é o de São Mateus: tem apenas quatro versículos, mas a narração é feita com energia tão formidável, que parece um gravado em cobre ou madeira, com quatro traços principais. São Mateus é o mais saboroso e enérgico dos três Sinópticos. A Bíblia de Bover-Cantera diz: &#8220;Este Evangelho pertence à literatura escrita; o de Marcos, à oral&#8221;. É um erro grave que denota muito atraso em exegese. Com toda certeza, os quatro Evangelhos pertencem ao gênero que hoje lingüistas, etnólogos e psicólogos chamam estilo oral; e foram recitados de memória antes de serem fixados em pergaminho — ao menos os três primeiros — como as rapsódias de Homero, o Vedanta, o Corão, o Poema del Myo Cid e, em realidade, quase todos os monumentos religiosos ou épicos da Antiguidade. Esta noção, que hoje em dia se possui cientificamente, resolve de um golpe a falsa Questão Sinóptica, que preocupou a eruditos durante dois séculos; e que consiste em terem os Evangelhos, por um lado, algumas diferenças entre si e, por outro, uma concordância maciça; como pode se ver neste relato que os três Sinópticos trazem. Isto deu causa a uma confusão enorme na cabeça dos sábios alemães, alguns dois quais chegaram a negar a autenticidade destes três documentos religiosos, até que Marcel Jousse descobriu as admiráveis leis do estilo oral. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Coisa incrível: há uma tempestade tal no Mar de Tiberíades, que as ondas invadem a barca dos pescadores; e Jesus Cristo dorme. Fingiria dormir, como dizem alguns, para &#8220;provar seus discípulos&#8221;? Não, dorme, com a cabeça apoiada em um banco. Essa maneira de experimentar os outros com coisas fingidas é uma palhaçada inventada por algum mal mestre de noviços: a única coisa que prova verdadeiramente é a vida, a verdade, a realidade; não as ficções. Tampouco é verdade que Deus tenha proibido a Eva o Fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal para prová-la; proibiu-o porque, simplesmente, este fruto não lhe convinha, nem a ela nem a ninguém. Deus não faz tolices, mas há gente inclinada a atribuir-Lhe as tolices próprias. Deus fez o homem a sua imagem e semelhança; mas o homem retribuiu; porque, quantas vezes o homem não refez a Deus à sua imagem e semelhança!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jesus Cristo é notável: dorme de dia, no meio de uma tormenta; e de noite deixa a cama e sobe até uma colina, para rezar até a madrugada. Não o despertam o bramir do vento, o golpe da água, os gritos dos marinheiros mas, à noite, o desperta um gemido ou uma mulher com hemorragia que lhe toca o vestido. Dona Madalena, minha avó, dizia: &#8220;<em>Jesus Cristo é bom, não digo nada, mas, quem O pode entender?</em>&#8221; Só uma criança ou uma animal podem dormir nestas condições em que os três Evangelistas dizem que Cristo realmente &#8220;<em>dormia</em>&#8220;; e também um homem que esteja tão cansado como um animal e que tenha uma natureza tão sã como a de um menino. Sabemos que muitos homens de natureza privilegiadamente robusta podiam dormir quando quisessem; como Napoleão I, por exemplo, do qual se conta que podia fazer isto: dormir quando lhe parecia bem, sobretudo nos sermões; e foi preciso despertá-lo na manhã da batalha de Austerlitz. Ao contrário, Napoleão III, seu sobrinho, não pregou os olhos na noite do golpe de Estado de 1851 e se levantou três vezes para ver se tinha dormido a sentinela. Isso porque Napoleão I foi um herói; mas, Napoleão III, uma imitação de herói: um palhaço. </span><span id="more-19713"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Bom, o fato é que Cristo dormia, e seus discípulos o despertaram dizendo algo que varia nos três Evangelistas; mas, na realidade, devem ter gritado não três, mas umas doze coisas diferentes pelo menos; que se resumem nesta: &#8220;<em>vamos morrer!</em>&#8221; Não vos importais se  &#8220;<em>vamos morrer</em>&#8220;? que traz São Lucas como resumo de toda a gritaria. O que disse São Mateus, que estava ali, foi isto: &#8220;<em>Senhor, ajuda-nos, que perecemos</em>&#8220;. Cada um disse o melhor que soube, e isto é tudo. O que lhes disse Cristo — nisto concordam os três relatos — foi, &#8220;<em>covardes</em>&#8220;. A Vulgata latina traduz &#8220;<em>Modicae fidei</em>&#8220;, ou seja, &#8220;<em>homens de pouca fé</em>&#8220;; mas Cristo, em grego ou aramaico, lhes disse: &#8220;<em>covardes</em>&#8220;. Um homem que grita quando entra água em sua barca em uma tempestade do Mar da Galiléia, que são breves mas violentas; supondo até que tenha gritado um pouco demais, é covarde? Para mim, não é covarde. Mas para Jesus Cristo, é covarde. E Jesus Cristo não gosta de covardes. A Igreja (&#8220;<em>a barca de Pedro</em>&#8220;, como é chamada) teve muitas tempestades e há de ter ainda outra que está profetizada, na qual as ondas entrarão a bordo e parecerá realmente que os poucos que estão dentro, morrem. Cristo parece ter conservado seu costume juvenil de dormir nestes casos; e também sua idiossincrasia de não amar a covardia. A covardia é pecado? Sim; e, em alguns casos, muito grave. Os Apóstolos tinham uma maneira de pregar que, se me deixassem, eu não usaria outra: trata-se de fazer uma lista de pecados grandes, recitá-la e depois dizer: &#8220;<em>Nenhum destes entrará no Reino dos Céus. Basta</em>&#8221; Assim, São Paulo disse: &#8220;<em>Não vos enganeis, irmãos; que nem os idólatras, nem os ladrões, nem os adúlteros, nem os avarentos, nem os efeminados nem&#8230; e assim continua&#8230; entrarão no Reino dos Céus</em>&#8220;. Hoje em diz deveria pregar-se assim, de modo simples&#8230; é nossa opinião. Pois bem, São João, no Apokalypsis, que é uma profecia sobre os últimos tempos, acrescenta à lista de pecados outros dois que não estão em São Paulo: &#8220;<em>os mentirosos e os covardes</em>&#8220;. O qual parece indicar que, nos últimos tempos, haverá um grande esforço de mentira e de covardia. Que Deus nos encontre confessados. A covardia em um cristão é um pecado sério, porque sinal de pouca fé em Cristo (&#8220;<em>covardes e homens de pouca fé</em>&#8220;) que provou ser um homem &#8220;<em>a quem o mar e os ventos obedecem</em>&#8221; — como disse o Evangelho de hoje — ao lado de quem, portanto, ter medo não é coisa bonita; nem mesmo lícita. Júlio César, em uma ocasião parecida, não permitiu a seus companheiros que se assustassem. &#8220;<em>Que temeis?&#8221; Levais César a sua boa estrela</em>&#8220;, lhes disse. Por mais forte razão Cristo, que é criador das estrelas. O que governa o mundo são as idéias e as mulheres, disse alguém. As idéias, não duvido. As mulheres, teria de se provar. Que sucederia se, na Argentina, surgisse uma S. Teresa de Jesus, que persuadisse a todas as mulheres deste propósito: &#8220;<em>Não me casarei com nenhum homem que seja covarde!</em>&#8221; Creio que cairia a tirania atual, e que não subiria ao poder mais nenhum tirano. </span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5364">(extr. de &#8220;El Evangelio de Jesucristo &#8220;, tradução: PERMANÊNCIA)</a></strong></span></p>
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