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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. Luiz Chiavarino</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>CAUSAS PRINCIPAIS DOS MATRIMÔNIOS MAL SUCEDIDOS: IGNORÂNCIA E PRESUNÇÃO</title>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2025 14:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
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		<category><![CDATA[Sacramentos]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Luiz Chiavarino]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8211; São duas, não é verdade, padre, as causas principais dos matrimônios infelizes? A ignorância e a presunção. &#8211; Sim, duas mesmo, como já expliquei. E em primeiro lugar a ignorância, que leva a profanar o Sacramento. O Sacramento do &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/causas-principais-dos-matrimonios-mal-sucedidos-ignorancia-e-presuncao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fly.metroimg.com/upload/q_85,w_700/https://uploads.metroimg.com/wp-content/uploads/2024/03/08092221/Pais-querem-colocar-filha-com-transtorno-mental-para-adocao.jpg" alt="Pais querem colocar filha com autismo para adoção: “Não a amamos” |  Metrópoles" width="352" height="237" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; São duas, não é verdade, padre, as causas principais dos matrimônios infelizes? A <em>ignorância</em> e a <em>presunção</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Sim, duas mesmo, como já expliquei. E em primeiro lugar a <em>ignorância</em>, que leva a profanar o Sacramento. O Sacramento do matrimônio é de fato o Sacramento em que se cometem mais pecados e sacrilégios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Mas de que maneira?!&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Pelo motivo bem simples, que aos outros Sacramentos em geral se preme-te uma boa preparação religiosa, por exemplo, a primeira confissão, a primeira Comuhão, a Crisma e até a Unção dos doentes; esta preparação habitualmente falta para o matrimônio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sobre os outros sacramentos os próprios pais dão instrução mais ou menos suficientes; e para ele muitas explicações se acham no catecismo, nos livros espirituais ou se ouvem na pregação. Para a formação dos jovens em preparação ao matrimônio, poucos há que direta e suficientemente se interessam. E todos sabem, como em geral os noivos, por infelicidade deles, se dispensam facilmente dos sermões e do catecismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O outro coeficiente do fracasso de tantos matrimônios é a <em>presunção</em>. A juventude julga saber tudo, conhecer tudo, estar a par de tudo. Mas o que é ainda pior, se algo ignora, vai aprendê-lo da boca de companheiros sem virtude e suspeitos, de pessoas de pouca ou nenhuma prudência, ou na leituta de livros libertinos. Assim em vez de subir, desce; em lugar de instrui-se, envenena-se.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Então é dever mesmo instruir-se suficientemente e pedir conselhos a pessoas sábias e criteriosas?</span><span id="more-16021"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Perfeitamente. Instruir-se pelo estudo do Catecismo e de bons livros, escritos propositalmente para os noivos e os esposos; e aconselhar-se com pessoas prudentes, sábias e idôneas, como por exemplo: o Vigário e o Padre Confessor. Não imitar o fulano que foi ter com um advogado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Com advogado? &#8230; Conte, Padre; deve ser interessante.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"> *******************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Escuta, então! &#8230; Era um mocetão, com seus trinta anos, bom como a marmelada, mas ingênuo e simples como criança. Cansado de ficar sem uma companhia e também de pagar a taxa imposta, em seus país, aos solteiros, foi pedir conselho a um advogado. Lá diante do legista, tímido e embaraçado, volvendo e resolvendo o chapéu nas mãos, começou a dizer:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Senhor advogado, queria casar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Muito bem, case, sim.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Mas estou com dúvida; tenho medo de me arrepender.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Sim, sim&#8230;É o acontece a muitíssimos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Portanto?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Portanto não case.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Mas não casando, não tenho ninguém que me faça companhia&#8230; ninguém a quem deixar os meus haveres! &#8230; E então?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Então case.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; E se casando, caisse em companhia de uma esbanjadora, vaidosa, egoísta e avarenta?&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Nada mais fácil. Terá que adaptar-se!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Ai de mim! &#8230; e de meus poucos haveres! &#8230; E então?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Então deixe de casar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Mas não casando, quem cuidará de mim, quando doente? quem derramará uma lágrima à minha morte? Quem fará uma prece por mim?! &#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Ótimo, ótimo! &#8230; Case então.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Fácil dizê-lo. Mas &#8230;se&#8230;depois&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Com os mas&#8230;, com os se&#8230;, com os depois nada se conclui.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Toda coisa tem o seu lado bom e o seu lado ruim, o bem e o mal, a esperança e o perigo. Aqui convém decidir-se, ou sim ou não !!!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; O senhor me atrapalha&#8230; eu queria fazer as coisas&#8230; ir devagar&#8230; pensar bem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Pois não &#8230;, pense e reflita bem; depois voltará.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Muito bem, senhor advogado, assim gosto; vou pensar ainda &#8230; muito obrigado &#8230; até a volta&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Um momentinho! Pague primeiro o incômodo!?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Que incômodo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Os conselhos que lhe dei.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Que conselhos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; O conselho de casar e de não casar, de esperar e de pensar melhor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Pois sim! Compreendi. E quanto devo pelos conselhos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Mil liras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Misericórdia! &#8230; Mil liras! Oh! quanto custa casar!!!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> E lá se foi, esfregando o queixo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Casai-vos bem</em> &#8211; Pe. Luís Chiavarino</span></p>
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		<title>DA ACUSAÇÃO DOS PECADOS DA ABSOLVIÇÃO E PENITÊNCIA</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Feb 2025 14:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Sacramentos]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Luiz Chiavarino]]></category>

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		<description><![CDATA[DISCÍPULO — Padre, em quê consiste a confissão? MESTRE — A confissão, diz o catecismo, consiste na acusação distinta dos pecados feita ao Confessor para receber a absolvição e a penitência. DISCÍPULO — O quê significa a palavra distinta? MESTRE &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/da-acusacao-dos-pecados-da-absolvicao-e-penitencia/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi alignright" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/1200/1*ePqxoDDZimTVzZDl5LVSQA.jpeg" alt="Resultado de imagem para confissão sacramento" width="383" height="216" data-iml="1552860044312" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><u><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO</span></u></strong><u> </u><span style="font-size: 11pt;">— Padre, em quê consiste a confissão?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><u><span style="font-size: 11pt;">MESTRE</span></u></strong></span><span style="font-size: 11pt;"> — <em>A confissão, diz o catecismo, consiste na acusação distinta dos pecados feita ao Confessor para receber a absolvição e a penitência. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — O quê significa a palavra distinta?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>Quer dizer que acusar os pecados em geral não é o suficiente, como por exemplo: eu pequei contra a lei de Deus e da Igreja&#8230; Pequei por blasfêmia, por furto, por impureza, etc&#8230; Devemos acusá-los distintamente, como violações, mais ou menos graves, deste ou daquele mandamento, manifestando o número deles, e além disso as circunstâncias que lhes mudam a espécie. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Padre, deve-se também dizer o nome das pessoas companheiras de pecado?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — Não, a confissão deve ser prudente; não devo dar a conhecer os pecados dos outros; não se diga o nome do cúmplice, porque nunca é lícito desonrar alguéMestre</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Nesse caso como é que se pode manifestar certos pecados e as circunstâncias que lhes mudam a espécie?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — No caso disso não ser possível sem indicar as pessoas com quem se pecou, deve-se manifestar não o nome, mas a qualidade, ou o grau de qualidade, ou o grau de parentesco que se tem com as mesmas. Diga-se por exemplo: irmão, irmã, primo, um parente próximo, uma pessoa religiosa, etc&#8230; E se o Confessor fizer perguntas, o penitente deve responder com toda a sinceridade, pois que ele interroga justamente para suprir a algum esquecimento da parte do penitente, para conhecer melhor a espécie, o número, e as circunstâncias dos pecados. <em>Todavia, a regra é sempre a mesma: que nunca seja revelado o nome do cúmplice do pecado.</em> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — O quê diz dessas mulheres que confessam as culpas do marido e dos filhos?</span></span><span id="more-16015"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>Digo que fazem muito mal! </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Eu ouvi contar que um homem, indo confessar-se logo depois da mulher recitou o Confiteor e depois se calou. Como o Confessor o incitava a dizer os seus pecados, respondeu:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— O senhor já os conhece Padre; a minha mulher já os disse todos: ouvi-os distintamente!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — Essa mulher merecia a lição dada a esta outra.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Um dia, uma dessas mulherzinhas que são o tormento dos maridos, apareceu no confessionário e foi logo dizendo:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Padre eu sou uma infeliz: tenho um marido bestial. Ele berra, impreca, blasfema, profana os dias santificados, freqüenta botequins!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— E a senhora ajuntou o Confessor.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Eu sou uma pobre mártir, mas ele, meu marido, goza, come, bebe, passeia e, se alguma vez eu falo, ele logo levanta as mãos contra mim.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Mas a senhora, como se comporta?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Eu? Eu não faço nada: o mau exemplo da família é ele; é a ruína da casa, o meu desespero.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Basta! Já entendi; continue a suportar o seu purgatório aqui na terra e, enquanto isso reze por penitência três Ave-Marias pelos seus pecados; mas reze também três vezes o Rosário inteiro, ou seja três vezes os quinze mistérios, pelos pecados de seu marido.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Pelos pecados de meu marido? Se ele os cometeu, que reze a penitência!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Ele os cometeu, mas quem os confessou foi a senhora e a penitência se dá á pessoa que se confessa!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— E, fechando a portinhola, foi-se embora, deixando-a a pensar que não se deve confessar os pecados de outrem.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — O que quer dizer &#8220;confissão integral?&#8221;</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE <em>— Quer dizer que devemos confessar todos os pecados mortais de que nos lembramos depois de um exame diligente, e também os que não tínhamos confessado, ou confessado mal nas confissões passadas.</em> </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Qual a ordem que se deve observar para a acusação?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>Seria bom confessar antes de tudo os pecados; depois expor as dúvidas, as penas e temores, tudo aquilo, enfim, que perturba a consciência.</em> Seria ainda aconselhável confessar primeiramente os pecados mais graves, os que se cometem com maior freqüência e que constituem a paixão predominante. O empenho que demonstrarmos nessa luta contra o defeito predominante, além de ser um tormento que nos traz proveito, ajudará o Confessor a nos curar melhor. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Em quê consiste a sinceridade?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE <em>— A sinceridade consiste em manifestar singelamente tudo o que interessa à própria alma, sem esconder nada por temor ou por vergonha, sem diminuir o número das faltas, sem calar as circunstâncias que revelam toda a nossa miséria, mesmo em se tratando somente de culpas veniais e imperfeições. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Não é preciso, porém, cair no exagero e fazer como alguns homens e rapazes que, chegando-se para o Confessor desencadeiam uma chuva de blasfêmias e palavrões grosseiros e por mais que o Confessor procure refreá-los continuam imperturbáveis a repeti-los todos sem exceção. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Nem se deve proceder como certas mulheres que repetem as imprecações que costumam lançar contra o marido, as crianças ou os animais.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Também não devemos imitar aquela moça simples demais que, tendo-se acusado de ter cantado uma canção, e, tendo o confessor perguntado que canção era, se pôs a cantá-la em voz alta no confessionário, estando a Igreja repleta de gente!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Oh, que simplória! Porém é preferível exagerar para mais do que para menos, não é Padre?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — Isso é que não! <em>Não devemos agravar propositadamente a nossa culpabilidade, nem acusando culpas não cometidas, nem assegurando as que são duvidosas. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Eu não me importo de parecer mais culpado do que realmente sou, contanto que esteja certo de estar fazendo uma boa confissão.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE —<em> Isso é zelo exagerado, meu caro, e que não merece aprovação. Será que você age dessa forma com o médico, quando se trata de tomar remédios ou de se submeter a uma operação?&#8230; </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span style="font-size: 11pt;">Vamos sempre para a frente com a sinceridade tão recomendada por Jesus Cristo! </span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Finalmente, Padre, o quê significa: a confissão deve ser humilde?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>Significa que à integridade e à sinceridade na acusação devemos acrescentar a humildade. Humilhar-nos o mais possível deve até ser o nosso principal empenho, porque quanto mais alguém se acusa, mais Deus o escusa. Por isso mesmo a confissão é chamada a sacramento da humildade, o patíbulo do amor próprio.</em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — E o quê devemos fazer para nos humilharmos sempre mais?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>Não nos devemos limitar a expor só o que é pecado; tratemos de especificar as causas secretas das faltas costumeiras, as intenções e desejos ocultos que nos passam pela cabeça e a negligência em afugentá-los; as pequenas afeições ou agarramentos, que, mesmo se não consentimos neles plenamente, nos causam pesar quando somos obrigados a deixá­-los. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Digamos, em suma, bem claramente o que mais custa à nossa soberba e nos causa maior humilhação, mesmo que os nossos lábios se ruborizem, mesmo que os suores e calafrios nos percorram o corpo. A medida que expelirmos o veneno sentiremos alívio enorme: o sangue de Jesus Cristo, espargido sobre as nossas chagas assim descobertas poderá curá-las mais rapidamente e com mais perfeição.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Um dos mais célebres oradores franceses, Henrique João Batista Lacordaire, dominicano, nos dá um exemplo de confissão profundamente humilde. O eloqüente pregador dirigia-se lá pelos fins do outono de 1852, para Tolosa para fundar ali uma nova casa para a sua ordem. Passando por Dijon, entrou na sacristia da Igrejinha da Visitação, cujo capelão era o jovem abade de Bougaud. Este voltava do altar onde tinha celebrado, e, assim que acabou de despir os paramentos, o Padre Lacordaire chegou-se para ele e disse: </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— &#8220;Quer ter a bondade de me ouvir em confissão?&#8221;</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Eu, conta Bougaud, reconheci logo o célebre pregador mas, antes que eu pudesse oferecer-lhe um genuflexório, ele já se tinha ajoelhado no chão, aos meus pés e me disse: <em>&#8220;Peço-lhe que ouça não só a minha confissão semanal, mas a confissão de todas as culpas da minha vida desde a infância&#8221;.</em> Depois, começou, e eu não faltarei ao segredo da confissão dizendo que ele me contou a história de toda a sua vida; <em>fez a acusação de todas as faltas que cometeu em criança, quando moço, como sacerdote e como religioso, com uma humildade, um arrependimento, um ardor, realmente singulares.</em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Ao fim dessa confissão extraordinária, logo depois da absolvição, beijou-me os pés repetidas vezes, e acrescentou:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Agora peço-lhe ainda uma graça, que o senhor com certeza não me negará.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— O quê poderia eu negar-lhe? Respondi. E enquanto eu esperava que desse explicações, tirou debaixo da túnica um açoite formado por sólidas tiras de couro e me disse:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— A graça que eu lhe peço agora, é de me dar cem açoitadas de disciplina.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Jamais! disse eu perplexo.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— O senhor recusa-me então essa caridade? Aquele olhar, o acento daquelas palavras, eu jamais o esquecerei; aceitei pois a contra-gosto o encargo.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">O Padre Lacordaire era muito sensível; logo no décimo quinto ou vigésimo golpe começou a gemer profunda mas docemente, e continuou assim até o fim. Eu queria parar, mas ele não o permitiu e eu tive que continuar no meu sangrento ofício.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Quando acabei, ele se levantou, abraçou-me e, desobrigando-me do segredo da confissão, me deu licença de lhe lembrar todos os próprios pecados e de os contar a quem quer que fosse.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Não posso descrever em que estado eu me achava. Quem não é capaz de se sentir comovido até o mais profundo das entranhas, não é digno de assistir a cenas como esta. É assim, meu caro, que os grandes homens sabem humilhar-se: saibamos aproveitar tais exemplos!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Oh, Padre, quantas coisas admiráveis! Se todos os que freqüentam a confissão fizesse assim, ficaríamos logo santos.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — Mesmo que não ficássemos santos evitar-mos-ia pelo menos a rotina estereotipada que não traz proveito algum e não opera a transformação que esse sacramento deveria efetuar.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Padre, o senhor disse que é bom acusar também os pecados da vida passada: de quê modo podemos fazê-lo?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>A acusação não deve ser geral, como é costume de muitos. Devemos procurar especificar as culpas de modo que possamos, provar-lhes verdadeiramente a matéria e a dor.</em> Digamos, por exemplo: confesso ainda iodos os pecados da minha vida passada, <em>principalmente os que cometi contra a obediência, a caridade, a pureza e os deveres do meu estado ou então de todos os maus exemplos e escândalos dados durante a minha vida. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — E os que têm pecados que absolutamente não ousam confessar?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — Que digam logo ao Confessor: <em>“Padre, eu cometi pecados que não ouso confessar&#8221;, que se entreguem à sua caridade e prudência e respondam com toda a sinceridade e confiança às perguntas que ele fizer. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — E se alguém se vir atrapalhado por causa de más confissões feitas no passado?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — Esse vá logo dizendo<em>: Padre, tenho atrapalhações na consciência, preciso da sua caridade; ajude-me porque há algum tempo ou há muito tempo que me confesso mal. O Confessor saberá esclarecê-lo e livrá-lo; a paz e a consolação lhe inundarão a alma, que ficará surpreendida por ter podido comprar a sua felicidade, por tão baixo, preço. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Agradecido, Padre; diga-me ainda: o quê é a absolvição?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>A absolvição é a sentença pela qual o sacerdote, em nome de Jesus, remete os pecados. É o ponto culminante do Sacramento, a panacéia infalível, o remédio divino que penetra nas almas, cicatrizando-lhes as feridas, curando-lhes desde a raiz as mais graves enfermidades; ressuscita-as, quando mortas pela culpa; dá-lhes força e vigor para que possam viver bem e lhes abre as portas do Paraíso.</em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Ao recebermos a santa absolvição, façamos de conta que estamos abraçados aos pés de Jesus e que ELE nos lava com o seu sangue.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span style="font-size: 11pt;">Oh, quantos prodígios operou e opera continuamente essa fórmula sagrada que Jesus, pela boca do sacerdote, pronuncia sobre nós! De quantas manchas já limpou as almas. Quantas, já envelhecidas no vício, foram por fim restabelecidas e salvas. É pois com a confiança ilimitada, que a devemos receber, como um remédio inteligente de efeito infalível; e choremos de consolação todas as vêzes que a recebemos. </span></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Um condenado à morte tinha tido a boa sorte de ter sido preparado para o passo terrível por um sacerdote zeloso e cheio de caridade. Quando subiu ao patíbulo, pouco antes que o laço fatal o enforcasse, <em>e o Confessor que o assistia renovou a absolvição de todas as culpas, ele desatou em copioso pranto.</em> Perguntaram-lhe a razão: <em>&#8220;Eu não choro, disse, pela sorte que me toca, nunca chorei na minha vida; nem quando a justiça me alcançou, nem quando leram a minha sentença de morte: se agora choro é pensando que Deus me perdoou!&#8221; A comoção foi geral: grande parte dos milhares de espectadores enxugaram as lágrimas. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Nós também deveríamos chorar assim, depois de cada absolvição, ao pensarmos que Deus nos perdoou.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — E se no momento da absolvição não pensamos nisso, ou não nos sentimos comovidos?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — Não nos devemos perturbar com isso. <em>Os sacramentos operam ex opere operato, ou seja, por si próprios. Mesmo se não ouvíssemos nem sequer o som das palavras da absolvição, o seu efeito seria o mesmo.</em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Padre, a absolvição cancela sempre os pecados?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>Sim, cancela-os todos e sempre, quando a confissão é bem feita, isto é, quando dissemos todos os pecados de que nos lembramos, quando sentimos pesar, e quando fizemos firme propósito de fugir até das ocasiões; em caso contrário não cancela nada, mesmo que fosse repetida cem vezes. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Então procedem mal, os que, não tendo boas disposições, vão à procura de um Confessor indulgente de quem possam arrancar a absolvição.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>Malíssimo! Coitados, cavam a própria cova, obrigando Deus a condená-los.</em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — <em>Mesmo quando conseguem enganar o confessor, não podem enganar a Deus que lê nos corações, não é mesmo, Padre?  &#8220;Sempre confessados, sempre perdoados, No fundo do inferno, fomos sepultados&#8221;.</em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — <em>Justamente!</em> Eles terão a mesma sorte daquele querelante que, tendo-se arruinado com querelas reduzido à extrema miséria, magro, esquelético, maltrapilho, deixou aos seus herdeiros os seus retratos com este escrito:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Sempre briguei, sempre ganhei:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Eis aqui como fiquei.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">E eles deverão exclamar:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Sempre confessados e sempre perdoados. o fundo do inferno seremos sepultados.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — Quando e como se deve fazer a penitência dada pelo confessor?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — É bom fazê-lo o mais depressa possível, e mesmo logo depois de deixarmos o confessionário; e deve ser feita com pontualidade e precisão.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">No tempo que ainda se impunham penitências rigorosas, dois homens de bem, culpados talvez pelas mesmas faltas, deviam fazer a pé, por penitência, uma peregrinação a um santuário distante.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">Andam durante duas horas em boa marcha, mas depois um deles diz:</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Ande mais devagar, amigo: eu não posso mais! Doem-me os pés! Saiba que o confessor ordenou como penitência, que eu pusesse grãos de bico no sapato.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Ora, a mim também deu a mesma ordem.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— E você não os pôs?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Pus, sim.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— E os seus pés não doem?</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Nem um pouco! Eu até sinto alívio com isso! — Mas como?!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">— Eu os pus cozidos.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">DISCÍPULO — O homem era bem esperto!</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="font-size: 11pt;">MESTRE — Esperto sim, ou pelo menos, nada tolo&#8230; <em>Mas no entanto, você compreende que ele não estava cumprindo a penitência com precisão, pois a intenção do confessor era outra. </em></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><span style="font-size: 11pt;">Confessai-vos bem</span></em><span style="font-size: 11pt;"> &#8211; Pe. Luiz Chiavarino</span></span></p>
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		<title>PODEMOS SER GENEROSOS</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2021 13:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Sacramentos]]></category>
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		<description><![CDATA[DISCÍPULO — Padre, será possível a repetição de tais exemplos de generosidade? MESTRE — De certo. Podem e devem ser repetidos por muitas almas generosas, inflamadas de amor por Jesus Cristo. D — Mas, nem em toda parte se encontram &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/podemos-ser-generosos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" aligncenter" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn%3AANd9GcRxzOQUlnt6IhXc2LjtTpO-oSVYeXcgmox23lvLSMwME0hhPTSN" alt="Resultado de imagem para confissão&quot;" width="517" height="186" />DISCÍPULO — Padre, será possível a repetição de tais exemplos de generosidade?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — De certo. Podem e devem ser repetidos por muitas almas generosas, inflamadas de amor por Jesus Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">D — Mas, nem em toda parte se encontram Padres tão zelosos e jovens de tanta virtude.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">M — Se não existem vigários e jovens tão entusiastas, pelo menos deveriam existir. A falta de tais jovens numa cidade já é um atestado certo de um castigo e no mais das vezes a prova do abandono de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Comunismo, socialismo, maçonaria, maus costumes, irreligião, não são sinais evidentes do abandono de Deus e muitas vezes do caminho certo que conduz à perdição eterna?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apressemo-nos em reparar nossas faltas: o caminho mais seguro para isso é a Comunhão. Assim o assegurou Jesus Cristo pela boca do Papa Pio X, o Papa da Eucaristia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ouça a história. Este Papa, em poucos anos, de 1905 a 1910, promulgou cerca de oito decretos com o fito de estimular a todos, até às crianças e aos enfermos para que comungassem com frequência. Pois bem, poucos dias antes de lançar o último decreto, enquanto estava fazendo a ação de graças após a Missa, repentinamente o aposento em que se iluminou de uma luz celestial, e no meio da luz apareceu Jesus Cristo, que congratulando-se com ele lhe disse: — Muito bem, meu bom Vigário. Estou muito contente com a tua obra em prol da comunhão frequente, entre as crianças e adultos.</span><span id="more-18609"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em seguida, continuando no mesmo tom, disse: — Mas, ainda não basta. Deves fazer ainda mais, pois que somente a comunhão poderá salvar o mundo nesses dias tão difíceis que estão para vir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">D — Coisa admirável, Padre. E esse fato é fidedigno?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">M — Sem nenhuma dúvida, pois foi publicado e verificado pelo Cardeal Merry Del Val, então secretário do estado que teve a felicidade de presenciar a aparição.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Calcule, pois, se após tantos testemunhos, não devemos organizar uma Cruzada em prol da Comunhão frequente. Devemos trabalhar até ao ponto em que os Cristãos convencidos disso, exclamem: — Se esta é a vontade de Deus, se assim o quer o Vigário de Jesus Cristo, nós também o queremos, embora à custa dos maiores sacrifícios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Do contrário, se formos negligentes em receber frequentemente a Comunhão corremos risco de ouvir no dia do juízo final aquele terrível anátema divino, que equivale a uma condenação eterna — Não vos conheço!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">* * *</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São João Bosco foi sem dúvida alguma o maior incentivador da Comunhão frequente. Pois bem, um dia apresentou-se-lhe um dos seus alunos mais fervorosos e devotos e contou-lhe o seguinte sonho:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Parecia-lhe haver morrido e se achar na presença de Jesus, a fim de ser julgado. Ficou, porém, assombrado com o rosto divino que tomando aspecto ameaçador lhe perguntou:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Quem és tu?&#8230; Não te conheço.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O jovem, trêmulo e surpreendido respondeu:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Como, meu Jesus? Não me conheceis, após vos ter amado e servido tanto na terra? Após tantas vezes ter implorado o vosso amor?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Sim, — respondeu Jesus — Eu sei que muito me amaste e serviste, porém pouquíssimas vezes me recebeste na Santa Comunhão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E quase ia repetir o horrível &#8220;Não te conheço&#8221; quando o jovem entre lagrimas o interrompeu com estas palavras:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Meu Jesus, daqui para a frente não será mais assim.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Acordei — terminou o jovem — suado e impressionado. Imediatamente corri para aqui para que o senhor me tranquilize.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dom Bosco, olhando-o com suma complacência, disse-lhe:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Bem, meu filho, agora já sabe qual é a vontade de Jesus Cristo, e o seu desejo mais ardente: Comungue, pois, o mais frequentemente possível e assim não haverá perigo de que Jesus em atitude ameaçadora lhe diga: Não te conheço.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Só assim o jovem ficou satisfeito e tranquilo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis aqui, pois, o meio mais adequado para sermos reconhecidos e amados por Jesus Cristo: Frequentar a Santa Comunhão com a maior generosidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">D — Padre, agora estou convencidíssimo da necessidade dessa generosidade ampla e desinteressada para com Jesus Cristo, tão bondoso para nós. Porém, será necessário formar em todos os lugares essas almas generosas?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">M — É coisa indispensável. Ou se formam essas almas, ou será preciso renunciar ao desejo de possuir almas verdadeiramente cristãs, prodígios de fé e de amor para com Jesus Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">D — Quem não sente o desejo e a necessidade de se unir a Jesus Cristo por meio da comunhão menos ainda sentirá o desejo e a necessidade de viver cristãmente, não é, Padre?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">M — Exatamente. E outro requisito necessário para que a Comunhão seja estimada e apreciada é o de cuidar da formação de almas puras e santas, como veremos em seguida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Confessai-vos Bem</em> &#8211; Pe. Luiz Chiavarino</span></p>
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		<title>ORAÇÃO PELO PRÓPRIO CONFESSOR</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2020 15:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Sacramentos]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Luiz Chiavarino]]></category>

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		<description><![CDATA[Deus, pois que, com a vossa solicitude paterna, me destes para guardião e guia um vosso tão digno Ministro, concedei-me ainda a graça de por em prática os seus sábios ensinamentos, afim de que eu consiga conquistar todas as virtudes, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/oracao-pelo-proprio-confessor/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class=" aligncenter" src="https://www.radiolodz.pl/media/W1siZiIsIjIwMTQvMDMvMjMvNHE0c3Y5aDZ0Z19zaG93X3BpYy5waHAuanBlZyJdLFsicCIsInRodW1iIiwiMTAyNHg3Njg%2BIl0sWyJwIiwiZW5jb2RlIiwianBnIiwiLXF1YWxpdHkgNzUgLXN0cmlwIl1d/2c95409c924d22e8/show_pic.php.jpg" alt="Resultado de imagem para confessor&quot;" width="541" height="363" />Deus, pois que, com a vossa solicitude paterna, me destes para guardião e guia um vosso tão digno Ministro, concedei-me ainda a graça de por em prática os seus sábios ensinamentos, afim de que eu consiga conquistar todas as virtudes, que, para a Vossa glória e para a minha salvação devem resplandecer em mim.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Peço-Vos para ele, ó Senhor, a mais ardente caridade, o zelo mais iluminado, a santidade mais sublime e a consolação inefável de conduzir para o Vosso amorosíssimo Coração um imenso exército de almas que Vos bendigam, Vos amem, e que formem para sempre no Paraíso a sua gloriosa coroa. Assim seja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Confessai-vos Bem</em> &#8211; Pe. Luiz Chiavarino</span></p>
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		<title>MAS POR QUÊ? &#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jan 2020 14:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meu filho, se em lugar de falar somente a ti, eu pudesse falar a todos os pais e mães de família cristãs, queria dizer-lhes: Porque, pais e mães, por que quereis trair vossos filhos? Porque não defendeis e protegeis em &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/mas-por-que/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi alignright" src="https://robertocooper.files.wordpress.com/2015/01/parents-as-frienda.jpg?w=541&amp;h=358" alt="Resultado de imagem para mau exemplo pais" width="293" height="197" data-iml="1552862986483" />Meu filho, se em lugar de falar somente a ti, eu pudesse falar a todos os pais e mães de família cristãs, queria dizer-lhes:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porque, pais e mães, por que quereis trair vossos filhos? Porque não defendeis e protegeis em tempo de inocência? Porque os vestis como os selvagens e lhes favoreceis todos os caprichos, não lhes corrigis os defeitos e lhes desculpais tão facilmente as faltas?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por que trair vossas filhas? Permitis-lhes as modas mais indecentes, ridículas e imorais?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fechais os olhos sobre as companhias que freqüentam, sobre relações, amizades e os mesmos namoros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Concedei-lhes qualquer divertimento, seja ele qual for?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pais e mães, porque não diligenciais a fim de que sejam ao menos como vós, cristãos, amantes da ordem, da disciplina, do trabalho, da economia, da própria honra e reputação?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porque não os habituais a obedecer a Deus, provido, bondoso, infinitamente justo, condescendente e benigno? Porque não lhes inculcais em tempo o amor a religião, a oração e a virtude?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que cena consolante e maravilhosa vos seria reservada no juízo eterno do Senhor!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><br />
Casai-vos bem</em> &#8211; Pe. Luis Chiavarino</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
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		<title>O MAU EXEMPLO DOS PAIS &#8211; PERVERSÃO DOS FILHOS</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jan 2020 14:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
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		<description><![CDATA[O mau exemplo e, pior ainda, o escândalo, é como o câncer, penetra, infiltra-se, estende-se, intoxica e mata. Fujamo-lo como o monstro mais mortífero. Jesus disse ao escandaloso: &#8220;Melhor seria se lhe fosse amarrada ao pescoço uma mó de moinho &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-mau-exemplo-dos-pais-perversao-dos-filhos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi alignright" src="https://eunemsabia.com.br/wp-content/uploads/2014/12/Comercial-mostra-como-as-crian%C3%A7as-imitam-as-atitudes-dos-pais.jpg" alt="Imagem relacionada" width="304" height="189" data-iml="1552862860178" />O mau exemplo e, pior ainda, o escândalo, é como o câncer, penetra, infiltra-se, estende-se, intoxica e mata. Fujamo-lo como o monstro mais mortífero.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Jesus disse ao escandaloso: <em>&#8220;Melhor seria se lhe fosse amarrada ao pescoço uma mó de moinho e fosse lançado ao fundo do mar!&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os pais devem evitar com extremo cuidado, não só de dar escândalo diretamente, mas também indiretamente; evitem, pois, não só as conversas, mas o comportamento menos digno na presença dos filhos, no vestir, nos gracejos e brincadeiras &#8230; Não se diga que são criaturinhas inocentes, sem malícia e que nada compreendem. Mas a malícia, que hoje talvez não têm, pode acordar e lançar raízes, adubada pelo mau comportamento dos pais.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> E vós, pais, bem o sabeis, como é grande a curiosidade das crianças.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> As crianças querem saber tudo, tudo ver e tudo tocar. Essa curiosidade inocente num sentido é benéfica, mas como volver dos anos, se não for bem orientada tornar-se-á malícia. Convém, pois, que os pais sejam rigorosos em guardar debaixo de chave tudo o que é perigoso: jornais, revistas, livros, fotografias, utensílios particulares destinados a estudos especiais da profissão.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Quantos meninos e meninas não aprenderam o caminho do mal, lendo ou examinando livros, ilustrações, jornais, tratados de medicina que talvez dormiam empoeirados em alguma estante da biblioteca aberta a todos.</span><span id="more-16023"></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*****************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Visitara um dia, o grande amigo da juventude, Dom Bosco, uma das mais nobres famílias de Turim. O sr. marquês e a srª marquesa receberam festiva e gentilmente o Santo, e depois de amistosa palestra, introduziram também o único filho de 15 anos, para que ele também visse o grande apóstolo da mocidade.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Mas &#8230; que surpresa! &#8230; O filho nem se quer teve a boa educação de cumprimentar o hóspede ilustre e ficou indiferente às maneiras delicadas com que o Santo o tratou, às exortações e súplicas dos pais. Lá ele estava, mostrando claramente a sua impaciência e má vontade&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; <em>Dom Bosco</em>, interrogaram os pais, <em>o senhor que é tão prático no conhecimento e direção da juventude, saberia explicar-nos o motivo deste estranho comportamento de nosso filho: É todavia gentil e bem educado com todos.</em></span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Naquele meio tempo, Dom Bosco pode comodamente examinar as revistas, jornais, ilustrações, que estavam abertas na mesa de salão. Apontando com o dedo aqueles impressos, respondeu:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> &#8211; <em>Lá está o porquê da indiferença e perversão do filho!</em> &#8230; Calaram os dois, pediram desculpas, e prometeram que daquele dia em diante não entrariam mais em casa aqueles artigos&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Casai-vos bem</em> &#8211; Pe. Luiz Chiavarino</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>DOR E PROPÓSITO</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/dor-e-proposito/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Nov 2019 14:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Sacramentos]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Luiz Chiavarino]]></category>

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		<description><![CDATA[DISCÍPULO — Padre, é coisa importante sentir a dor dos pecados cometidos? MESTRE— A dor dos pecados é coisa importantíssima, de todo indispensável mesmo, para cada confissão. Sem ela o Sacramento não terá lugar. Assim como o Sacramento do Batismo &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/dor-e-proposito/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><img class="irc_mi alignright" src="http://www.aascj.org.br/home/wp-content/uploads/2017/08/confissao.jpg" alt="Resultado de imagem para confissão sacramento" width="248" height="288" data-iml="1552860000448" />DISCÍPULO</strong></span> — Padre, é coisa importante sentir a dor dos pecados cometidos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>MESTRE</strong></span>— <em>A dor dos pecados é coisa importantíssima, de todo indispensável mesmo, para cada confissão. Sem ela o Sacramento não terá lugar. Assim como o Sacramento do Batismo não se pode realizar sem água, também não é possível o Sacramento da Penitência sem dor&#8230;</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Então todos aqueles cuja principal preocupação é a procura dos pecados, e que pouco se importam de excitar a dor, não fazem boas confissões?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>Fazem todos confissões sacrílegas ou nulas; sacrílegas quando se conhece a própria falta de dor; nula se se ignora o fato.</em> É verdade que a boa vontade de se confessar bem, e na diligência em fazer bem o exame a dor está incluída; portanto não há motivos para sustos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Como é que se deve fazer para excitar a dor dos pecados?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>Deitemos um olhar para o inferno, merecido com os nossos pecados; contemplemos o Paraíso, perdido, com os nossos pecados. Deitemos um olhar para o crucifixo, onde Jesus agoniza por causa das nossas culpas. Pensemos que Deus é tudo e nós nada; que de uma hora para outra pode abandonar-nos; que muitos, mais moços do que nós, já estão no inferno e que, se nós ainda estamos aqui, é porque Ele usa conosco de misericórdia.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Era uma quinta feira santa. Um oficialzinho elegante chegou ao confessionário e, sem mais nada, foi dizendo:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Padre, desculpe a minha franqueza: sou militar; não vim aqui para me confessar, mas somente para satisfazer o desejo de minha mãe e de minhas irmãs, que me observam do banco. Elas querem que eu comungue na Páscoa, mas eu não creio nisso, até me rio.</span><span id="more-16013"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— <em>Então o senhor se ri da religião e dos Sacramentos? </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Sim, Padre, eu me rio da religião e dos Sacramentos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— <em>Ri-se também da verdade eterna, do inferno e do Paraíso? </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Sim senhor, Padre, rio disso também.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— <em>Sendo assim, o senhor mesmo pode compreender que não posso absolvê-lo, nem mandá-lo para a Comunhão. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Mas eu tenho que comungar para contentar à minha mãe e ás minhas irmãs.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— <em>Bem, façamos então assim: o senhor trate de temporizar com sua mãe e com suas irmãs. Diga-lhes que o Confessor lhe impôs uma penitência antes de Comungar. Enquanto isso, o senhor, cumprirá a penitência que lhe vou dar e voltará aqui.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Quê penitência vai me dar se não me confessei?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Quê importa? O senhor, vindo aqui simula uma confissão. Penso que não quer fazer caçoada de mim, portanto fará a penitência: quero que me prometa como bom soldado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Seja como quiser: farei a penitência; mas qual?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Nestas três noites o senhor renunciará o clube e os divertimentos e, assim que se deitar, deverá dizer: Meu Deus, eu creio em Vós, mas me rio da Vossa Religião e dos Vossos Sacramentos. Creio em Vós, mas me rio da morte e do juízo final. Creio&#8230; mas me rio do inferno e da eternidade. Depois disso dormirá tranqüilo; fá-lo-á?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Padre eu lho prometo: palavra de soldado, palavra de rei!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Levanta-se e Vai embora. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sábado à noite ei-lo de novo no confessionário ajoelha-se, e: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Padre, exclama, eu sou o oficial da penitência; eu a cumpri e venho para dizer-lhe que, pensando seriamente, não sinto mais vontade de rir de tudo aquilo: pelo contrário, temo tudo. Tenha a bondade de me ajudar a fazer uma boa confissão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O efeito desejado estava obtido. O pensamento dos &#8220;Novíssimos&#8221; tinha conseguido o arrependimento do militar, que, no fundo, ainda conservava a fé, mas uma fé adormecida pela má vida a que se tinha entregue, e da qual, em face de Deus, da morte e da eternidade, se tinha envergonhado.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Padre, de quantas espécies pode ser essa dor?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>Pode ser de duas espécies: dor perfeita também chamada contrição, e dor imperfeita, também chamada atrição. Aquele que se arrepende dos pecados só por medo dos castigos nesta e na outra vida, ou seja, movido por amor interessado, tem só atrição, essa dor é moeda legal, mas é cobre. Aquele que pelo contrário, se arrepende porque ofende a Deus, nosso Pai, ou seja, movido por um amor filial, tem a contrição perfeita, que é moeda de ouro.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — É importante ter-se a contrição perfeita?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>É importantíssimo, porque, aliada ao propósito nos confessarmos assim que for possível, ela obtém a remissão mesmo antes da confissão: se alguém morresse em tal estado salvar-se-ia.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — E pode-se comungar?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>Não, para a comunhão, a confissão prévia é indispensável.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Mas, Padre, se depois a gente mudar de propósito e não confessar, esses pecados revivem?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>Não, um pecado perdoado não revive mais; mas a pessoa comete uma grave omissão pela qual será sempre responsável. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Portanto, cada vez que por desgraça você cometer um pecado mortal, faça logo o ato de contrição perfeita com o propósito de se confessar o mais breve possível, afim de tranqüilizar a sua consciência.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Padre, é necessário sentir a dor dos pecados?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>Não, não é necessário sentir essa dor como se sente dor de cabeça ou de dentes; basta tê-la no coração. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— O quê está fazendo, menino? Perguntou o confessor a um garoto que, enquanto esperava para a confissão dava com a cabeça na parede.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Oh, Padre, estou tratando de sentir a dor dos meus pecados! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Coitadinho&#8230; talvez era ainda inocente!&#8230; E o quê é propósito?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>É a vontade resoluta de não cometer o pecado e fugir das ocasiões. É uma conseqüência da dor sendo impossível conceber-se uma verdadeira dor dos pecados, sem se estar, ao mesmo tempo resolvido a não mais os cometer.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Como deve ser o propósito?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>Deve ser eficaz, ou seja, devemos desligar-nos por completo e a todo o custo de cometê-lo novamente; e isto sem protestos nem rodeios ou intenções pouco honestas.</em> Um tal confessava que tinha roubado uns feixes de lenha.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Quantos? perguntou o confessor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Padre, eu tirei cinco, mas o senhor pode calcular sete.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Como! são cinco ou sete?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Eu explico Padre. Dos sete feixes que encontrei tirei cinco, mas hoje à noite irei buscar os outros dois. Confesso-me antecipadamente; por isso o senhor pode calcular sete.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma moça que tinha acabado de se confessar, perguntou depois de receber a absolvição:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Padre, posso comungar hoje?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Pode sim, e não só hoje como amanhã e nos dias seguintes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Ah, amanhã já não poderei mais porque marquei um encontro no baile hoje á noite e não posso faltar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Você falou em baile? <em>Mas você não acabou agora mesmo de prometer a Jesus que não O ofenderia mais e que evitaria as ocasiões? </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Padre, eu prometi para o passado e não para o futuro!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis aí. <em>A maior parte das vezes promete-se para o passado, isto é, não se promete nada, e assim, a história se repete sempre: confissões e pecados, pecados e confissões. Mas, confessar-se sem se emendar é o caminho certo para a perdição.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — De quê modo podemos manter esse propósito?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>1) Não devemos confiar muito nas nossas próprias forças, mas devemos pedir constantemente a Deus o auxílio da sua graça. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>2) Devemos impor-nos, a cada recaída, uma penitência que, além de contribuir para a expiação do pecado, servirá também para conservar-nos vigilantes. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>3) Devemos voltar à confissão o mais breve e freqüentemente possível para enfraquecermos o demônio e sairmos vitoriosos sobre ele no futuro.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os missionários da África contam que, naquele continente, há um animal pouco maior do que o gato comum; justamente por isso é chamado gato selvagem. Esse animal é continuamente assaltado pelas serpentes que abundam na região; muitas vezes trava combates com elas, mas sai quase sempre vencedor. <em>É que ele tem o seu segredo: conhece uma erva cujas virtudes contra a mordedura de cobra são extraordinárias. Assim que se sente mordido, corre para se esfregar nessa erva e volta pronto para a luta. Ferido uma, duas, três vezes, recorre sempre ao mesmo remédio e sara sempre. Dessa maneira, continua a lutar até arrancar a cabeça do inimigo.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Nós também estamos em luta contínua com a serpente infernal que, por todos os meios e com todos os gêneros de pecados nos tenta e nos impele para o mal. Queremos a vitória? O remédio infalível é a confissão freqüente. O demônio não terá então mais nenhum poder sobre nós.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO Padre, e os que prometem sempre e nunca mantêm?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>São pobres infelizes cujo fim será certamente bem triste, porque com Deus não se brinca! </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Havia muito tempo que uma mãe amorosa, que vivia no temor de Deus, exortava o filho, malandro e viciado, a mudar de vida. Ele prometia sempre, mas eram promessas ao vento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Da última vez que a pobre mãe, mais com lágrimas do que com palavras, lhe suplicou que se convertesse o filho disse:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— &#8220;Pois bem, estou resolvido a seguir os seus conselhos; eu também estou envergonhado e cansado desta minha vida tão má; tenha paciência por mais estes 3 dias de carnaval, e depois farei penitência&#8221;. O infeliz jovem pensava que dessa maneira podia ajustar contas com Deus, preparando-se, com novos pecados, para se confessar e se converter. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Mas com Deus não se brinca. Passaram-se os três dias ocupados em pagodes e vícios. Na noite da terça-feira ele volta para casa a altas horas da madrugada, cansado do longo baile. Poucos instantes depois, ouvem barulho no seu quarto; entram apressados e acham-no estendido no chão sufocado por uma golfada de sangue. Assim se acabaram os seus projetos de conversão e os seus propósitos falazes. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O inferno está cheio dessas pessoas que prometem emendar-se sem nunca cumprir a promessa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — E os que dizem: não posso, não posso?!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>Esses são ainda mais infelizes: isso é sinal de que já são escravos das mais vergonhosas paixões.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Parece-me que quem deseja ardentemente sempre pode; não é mesmo, Padre?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>É verdade, porque Deus nunca nega a sua graça aos que a procuram sinceramente, e porque a potência do nosso querer também é grande.</em> Posso prová-lo com um fato histórico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O General Cambronne morto como um herói em 1842, durante a batalha de Waterloo, quando ainda era simples soldado, estando embriagado, esbofeteou um capitão. Julgado pelo conselho de guerra foi condenado à morte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Coronel, que lhe conhecia a bravura como soldado, interveio em seu favor e obteve-lhe a graça: porém, chamando-o para uma conversa particular, o fez prometer que nunca mais se embriagaria. Cambronne disse, então: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Coronel, devo-lhe a vida; o que me pede é pouco, e, para fazer um propósito eficaz juro que nunca mais provarei nem vinho nem licores.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Passaram-se vinte e dois anos; o soldado era agora general, e, tendo acompanhado Napoleão de Canes à Paris, foi convidado para jantar pelo seu Coronel, que já estava aposentado. Aceitou o convite, mas durante: o jantar, não provou vinho. O Coronel que já tinha esquecido o que se passara havia tantos anos, perguntou a razão. Cambronne lembrou-­lhe então a promessa feita há vinte e dois anos e à qual se tinha conservado escrupulosamente fiel. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Oh, se no propósito da confissão imitássemos a fidelidade de Cambronne! E se se cumprem as promessas feitas aos homens, por que não cumprir as que se fazem a Deus?</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Então, as confissões e as absolvições sem o propósito firme e eficaz de fugir do pecado e das ocasiões, são nulas?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>São nulas porque, mesmo que o Confessor diga cem vezes: &#8220;eu te absolvo&#8221;, Jesus Cristo que lê nos corações dirá cem vezes: &#8220;eu te condeno&#8221;.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Então é certo o provérbio que diz: Confessar-se vale menos do que nada, se a confissão feita não refaz a gente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Confessai-vos bem</em> &#8211; Pe. Luiz Chiavarino</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
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		<title>QUEM QUER E QUEM NÃO QUER, OU SEJA, DESCULPAS E PRETEXTOS</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Sep 2019 15:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Sacramentos]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Luiz Chiavarino]]></category>

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		<description><![CDATA[DISCÍPULO — Quanto a mim, estou plenamente convencido de tudo o que foi dito até aqui e das excelentes vantagens da Confissão bem feita e freqüente; mas há também muitos que, ou por não a freqüentarem sempre, ou por não &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/quem-quer-e-quem-nao-quer-ou-seja-desculpas-e-pretextos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><img class="irc_mi alignright" src="http://3.bp.blogspot.com/-XqLot7h6g78/U1bie3BgZOI/AAAAAAAAHuY/3_nQ3ZNTeyE/s1600/1609669_351466854991866_1586297664_n.jpg" alt="Resultado de imagem para confissão sacramento" width="324" height="244" data-iml="1552861311485" />DISCÍPULO</strong> </span>— Quanto a mim, estou plenamente convencido de tudo o que foi dito até aqui e das excelentes vantagens da Confissão bem feita e freqüente; mas há também muitos que, ou por não a freqüentarem sempre, ou por não a freqüentarem nunca, arranjam desculpas e pretextos: o senhor quer ter a bondade de me sugerir um modo de combatê-los e convencê­-los?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>MESTRE</strong></span> — De boa vontade. Exponha as &#8220;desculpas e pretextos&#8221; de uns e de outros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;Eu não tenho pecados para confessar&#8221;, dizem alguns.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Será verdade?&#8230; O Espírito Santo diz que até o justo peca sete vezes por dia e São João Evangelista escreve: &#8220;Se dissermos que não temos culpas enganaremos a nós próprios e em nós não haverá verdade. Os que dizem que não têm pecados para confessar são pobres cegos que não conhecem a própria miséria e, se não a conhecem, é justamente porque não se confessam com bastante freqüência.</em> As pessoas asseadas não toleram nem as pequeninas manchas. Mas as pouco asseadas não se apoquentam nem com manchas grandes e nem com sujeira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um oficial perguntou certa vez a um sacerdote:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Diga-me uma coisa, Padre: Quem não peca é obrigado a se confessar?&#8230; Eu nunca me confesso porque nunca peco.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O sacerdote respondeu de pronto:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— <em>Senhor oficial, eu só conheço duas categorias de pessoas que não pecam: crianças, que ainda não atingiram a idade do uso da razão e&#8230; os loucos que, infelizmente, já o perderam.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;Eu não sei o que dizer ao Confessor.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — É muito simples. Mesmo quando não tiverem nem roubado, nem morto, nem odiado, nem dado escândalo, etc&#8230; e na sua consciência um tanto grosseira não tiverem achado nem mesmo pequenas mentiras, murmurações, maledicências, pensamentos inúteis, afeições, distrações, omissões, negligências e outras muitas coisas parecidas, apresentem-se do mesmo modo ao Confessor e declarem simplesmente que não sabem o que lhe dizer. Podem estar certos de que, com a sua caridade e prudência ele saberá fazer com que descubram o que não foram capazes de achar. Além disso, ele terá sempre muitas coisas para lhes dizer, muitos conselhos para lhes dar e também um pouco de penitência, de modo que, quando o deixarem, estarão melhorados, terão mais fervor, sentir-se-ão satisfeitos e felizes pelo contacto que tiveram com Jesus, cujo ministro é o Confessor.</span><span id="more-16019"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;Não tenho a tranqüilidade suficiente para isso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Vocês têm desgostos, preocupações, aborrecimentos? Vão a ele do mesmo modo. O Confessor terá compaixão de vocês, será caridoso, ajuda-los. Deus não exige mais do que lhe podem dar. Os Sacramentos é que são feitos para os homens e não os homens para a grandeza dos Sacramentos. Coragem e boa vontade e, sobretudo confiança no Confessor e em Deus.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;Não tenho tempo e nem facilidade para me confessar freqüentemente&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Outra desculpa que não serve. Querer é poder! Quantas coisas não se fazem, mesmo à custa de sacrifícios, para o bem corporal, para a saúde, para os interesses? Será que para a nossa alma não havemos de querer fazer nada?</em> Tratemo-la ao menos como o pobre cadáver do nosso corpo. Aliás, o tempo gasto com a alma, Deus o recompensa generosamente mesmo aqui na terra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um dia um campônio forte e sadio foi confessar-se com um padre jesuíta. A primeira pergunta do confessor foi:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Há quanto tempo não se confessa?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Há dez anos!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— E agora está disposto a se confessar bem?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Estou, Padre!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Dê-me então dez cruzeiros!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Como? Dez cruzeiros? Mas eu sempre ouvi dizer que não se paga nada pela confissão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Não se paga nada, rebateu o sacerdote, e o Sr. vem se confessar só de dez em dez anos? Compreendeu o campônio a justa repreensão, <em>pediu humildemente perdão e prometeu freqüentar melhor os Sacramentos. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;Eu não tiro proveito algum da confissão; estou sempre do mesmo jeito&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Não são vocês que o devem julgar, mas o Confessor</em>. De mais a mais, essa é uma argumentação às avessas. Se não se confessarem ou se o fizerem raramente, não ficarão sempre do mesmo jeito, mas se tornarão certamente cada vez piores, sem darem por Isso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;Muitas vezes, eu não tenho coragem para me confessar, porque o Confessor me conhece&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Mas quem é que os obriga a se confessarem com um Confessor que os conhece? Há tantos por aí que nem se quer sabem se vocês existem ou não; procurem um desses e confessem-se com sinceridade e sem medo.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;Mas o que direi ao meu Confessor quando voltar para ele?&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — Digam-lhe o mesmo que das outras vezes, sem mencionar os pecados absolvidos pelo outro. O melhor, porém seria escolher um Confessor de plena confiança com o qual poderiam ser absolutamente sinceros. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;E quando não for possível, por não haver outros?&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Se vocês tivessem uma ferida mortal, se por engano tomassem veneno, será que não correriam logo à procura de um médico ou cirurgião qualquer, a custa de qualquer sacrifício, contanto que pudessem salvar-se? </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pois bem, façam o mesmo para tirar logo da alma o veneno do pecado, recorrendo, a contra-gosto se for preciso, ao Confessor de sempre. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;O quê dirá ele de mim?&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — Dirá que você também é humano como os demais; admirará a sua coragem, a sua humildade, a sua sinceridade; ficará satisfeito ao pensar que merece toda a sua confiança; o seu afeto e a sua estima por você serão aumentados. De mais a mais, ele que diga o que bem entender, contanto que o seu coração fique em paz! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Outros então — e são os que têm menos vontade — vão repetindo: &#8220;Para quê me confessar?&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Porque Deus assim o quer! Porque você tem necessidade disso!&#8230; Porque é só mediante a Confissão que obteremos o perdão e a verdadeira paz de espírito!&#8230; Porque os pecados são punidos com penas eternas!</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Riam-se e neguem à vontade que nunca conseguirão destruir o inferno e a eternidade, Deus e a sua justiça, a alma e a sentença que a espera.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para quê se confessar? Porque vocês têm necessidade de ouvir palavras de um amigo que lhes diga toda a verdade, sem rodeios nem enganos. Porque longe da Confissão, vocês acabarão tendo uma morte desgraçada e uma eternidade infeliz!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;Eu não creio na Confissão&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Confessem-se, e acreditarão, como acreditaram muitos que antes eram incrédulos como vocês; como acreditaram os homens mais célebres, os mais insignes cientistas, os mais importantes personagens. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um dia, um senhor apresentou-se ao Santo Cura de Ars para vê-lo e para falar-lhe. As primeiras palavras do visitante o Padre respondeu:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Ponha-se aqui no confessionário e confesse-se.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Mas&#8230; continuou o visitante, eu não creio em nada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Não importa, eu creio pelo senhor; confesse-se.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Acredite, Padre, que não há nada no mundo mais ridicularizado e detestado do que a confissão. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Desculpas e rodeios foram inúteis: com suave insistência o Santo Cura obrigou-o a ajoelhar-se e o ajudou na confissão.</em> Assim que terminou, o homem se levantou alegre, exclamando:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— <em>Agradecido, Padre; eu creio!&#8230; estou plenamente satisfeito! O Sr. não podia causar-me maior benefício!&#8230;</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;Não sei me confessar&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Nada mais fácil para quem tem boa vontade!</em> Do mesmo modo que confiam ao médico as dores de cabeça ou de estômago, confiem ao Confessor os males da alma. De qualquer maneira, apresentem-se a ele, que os livrará de todo e qualquer embaraço.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;Eu não me confesso, porque, se o fizesse fariam caçoada de mim, me chamariam de beato, de clerical, e de não sei que mais&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Oh, soldado de papelão! Onde está o seu valor? Se o mundo estivesse cheio de beatos e clericais, haveria menos roubos, menos fraudes, menos escândalos, menos cárceres e penitenciárias.</em> Se todos se confessassem haveria mais honestidade, mais decoro, mais segurança individual e coletiva e — digamo-lo francamente — maior bem estar e civilidade! Aliás, se lhes falta mesmo a coragem, quem os obriga a se fazerem ver? Vão quando e onde não sejam vistos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;Não me confesso, porque não tenho confiança nos padres da minha paróquia&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Seja, mas porque não procuram outros? Muitos o fazem, por ocasião de festas, feiras, mercados e voltam para casa satisfeitos e felizes.</em> Para arrancar um dente vocês são capazes de maiores sacrifícios, procedam do mesmo modo para arrancar os pecados! E se lhes acontecesse uma desgraça? Se adoecessem grave e repentinamente? O quê fariam? Será que haveriam de querer morrer assim, sem Sacramentos, ou, ainda pior, com Sacramentos mal recebidos? <em>Afastem pois esses temores de criança; a salvação da alma antes de tudo!</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;Não posso deixar esse pecado&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Então vocês querem ir para o inferno, para toda a eternidade? Querem, em troca de míseras satisfações, continuar a injuriar a Deus e a causar pesar a Jesus?</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;Não posso deixar essa pessoa&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Maldita seja essa pessoa que é causa de pecado! Mas será que vocês calculam não deixá-la nem com a morte? Será que pretendem levá-la para além do túmulo, para o juízo, para a eternidade?</em> Não vêm que ela os desonra, os envergonha, os arruína? É preferível dizer de uma vez que não querem! Lembrem-se da história do que cedeu à sua. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;A confissão é uma invenção dos padres&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — Ah, é? Vocês falam sério?! Têm mesmo certeza? Pois bem, citem os nomes! Conhecem-se todos os inventores de todas as maiores descobertas, portanto, não seria difícil saber o nome de quem inventou a confissão. Que venha o nome!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas vocês se calaMestre Digam-me, ao menos, o ano, a época, o lugar de tal invenção. Vocês continuam calados: não sabem, nem nunca o saberão, porque não existe. <em>Isso é mentira, grande mentira! E vocês deixam-se enganar por alguns indignos desprezíveis que, por não crerem, negam, desprezam, mentem sabendo que mentem? </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — &#8220;Os que se confessam são piores do que os outros&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — Eis a grande objeção! Pois bem eu o reconheço em parte e digo: Alguns o são, mas por se confessarem mal, o que é para eles vergonhoso. Mas absolutamente não é esse o caso da maior parte, digo mesmo da grande maioria. Se Deus tivesse a complacência de descobrir em praça pública o estado real das almas, que enorme diferença notaríamos entre as que se confessam e as que o fazem raramente ou nunca. É o mesmo que duas fazendas idênticas e usadas da mesma maneira, das quais uma é sempre lavada e a outra não.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Naturalmente, se tomarem para exemplo os piores dos que se confessam e os compararem com os melhores dentre os que não se confessam, o resultado os satisfará. Mas comparem os bons com os bons, os maus com os maus e verão que a coisa muda de aspecto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>É preciso considerar o conjunto e não os indivíduos em particular. Sobre cem pessoas que se confessam poderão encontrar duas, talvez dez más; mas sobre cem que não se confessam encontrarão mais de noventa, justamente porque não freqüentam a confissão. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Gallerani, escreve:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Se deitamos um olhar sobre os países e as cidades, veremos com nossos próprios olhos os ladrões, os sicários, os assassinos, as mulheres infiéis, as libertinas, as que se vendem, e enfim toda essa imundície que enche e infeta os cárceres e as penitenciárias, sai de lugares bem diferentes das fileiras dos que se confessam&#8221;.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São estas as palavras de um contemporâneo ilustre: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Filhos, injuriai a confissão, se quiserdes, mas lembrai-vos de que foi ela que fez com que vossas mães amassem as aflições que a vossa infância lhes custou. Injuriai a confissão, ó maridos; mas lembrai-vos de que é ela que mantém vossas mulheres firmes e imaculadas durante a vossa ausência. Injuriá-la, ó pobres, mas é ela que faz descer sobre vós, com maior delicadeza e abundância, a caridade do rico. Injuriai-a, á ricos, mas é ela que, melhor do que todas as leis humanas, garante e salva os vossos bens e os vossos direitos sempre tão ameaçados&#8221;.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Reflitam também sobre três fatos gerais que todos percebem facilmente: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1) É verdade ou não que todos os que se confessam dão mostras de que têm intenção de se conservar no caminho dos bons costumes e, mesmo quando já caíram dão a perceber que tencionam ressurgir?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2) É ou não verdade que, aquele que se quer deixar levar à mercê do vício abstêm-se logo da confissão e vai engrossar as fileiras dos que já não se confessam mais?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3) É ou não verdade que, todo o indivíduo que quer voltar para o bom caminho começa por recorrer ao ministério do Sacerdote, à Confissão?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Pois bem, se isso é verdade; exclama o supra citado Padre Gallerani, temos o direito de concluir que na cidade de Deus, onde se pratica a confissão, há bem mais virtude do que na cidade do mundo onde não se freqüentam os Sacramentos. Pelo contrário, na cidade do mundo, onde não se pratica a confissão, há uma soma de vícios muito mais alta do que na cidade de Deus, onde é praticada&#8221;.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Oh! como é fácil compreender que todas essas dificuldades sobre a confissão partem do coração e da paixão, e não da razão. Afastem os vícios do coração, façam calar as paixões e amanhã mesmo confessar-se-ão com os outros aos pés do Sacerdote. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Muito bem Padre: guardarei todas essas belas respostas e, de agora em diante, todas as vezes que eu ouvir despropósitos e horrores sobre a confissão, saberei servir-me delas e responder pelas rimas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — Quanto a você, tenha sempre gravadas na memória estas palavras de São Paulo: <em>&#8220;Mesmo que um Anjo baixasse do Paraíso para dizer coisas contrárias ao Evangelho, e, portanto, contrárias à confissão, não creias nem no Anjo&#8221;.</em> Assim, você será sempre um bom cristão — e é o que lhe desejo de todo o coração — porque a confissão é vida e luz. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um professor convertido há pouco, encontra casualmente um sacerdote; olha-o atentamente, e depois, cumprimentando-o gentilmente, exclama:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— O senhor é o meu confessor!&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Mas&#8230; eu não tenho certeza, responde o sacerdote um tanto incerto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Sim, o senhor é o meu confessor, eu, o estou reconhecendo. Devo-lhe a minha felicidade, porque a confissão é vida e luz! Quem não se confessa não podo ser crente nem se pode gabar de ter fé. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Diante dessa cena comovente, um advogado que havia muitos anos não comungava pela Páscoa, comovido até o fundo da alma, decidiu experimentar também, e acabou persuadindo os seus amigos a seguirem o seu exemplo, para que se convencessem também de que a confissão é vida e luz.</em> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Oração pelo próprio confessor</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Deus, pois que, com a vossa solicitude paterna, me destes para guardião e guia um vosso tão digno Ministro, concedei-me ainda a graça de por em prática os seus sábios ensinamentos, afim de que eu consiga conquistar todas as virtudes, que, para a Vossa glória e para a minha salvação devem resplandecer em mim. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Peço-Vos para ele, ó Senhor, a mais ardente caridade, o zelo mais iluminado, a santidade mais sublime e a consolação inefável de conduzir para o Vosso amorosíssimo Coração um imenso exército de almas que Vos bendigam, Vos amem, e que formem para sempre no Paraíso a sua gloriosa coroa. Assim seja.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Confessai-vos bem</em> &#8211; Pe. Luiz Chiavarino</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A CONFISSÃO GERAL</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Aug 2019 15:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Sacramentos]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Luiz Chiavarino]]></category>

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		<description><![CDATA[DISCÍPULO — Padre, uma última pergunta. O quê é a Confissão geral? MESTRE — Chama-se confissão geral a revisão de todas as culpas cometidas durante a vida, ou em grande parte dela. DISCÍPULO — E a confissão geral é necessária? &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-confissao-geral/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><img class="irc_mi alignright" src="http://3.bp.blogspot.com/-eLYzW0LgzBw/VmGsIlF79hI/AAAAAAAAC3A/SSjPsz-eX0M/s400/confession.png" alt="Imagem relacionada" width="256" height="197" data-iml="1552860978146" />DISCÍPULO</strong></span> — Padre, uma última pergunta. O quê é a Confissão geral?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>MESTRE</strong> </span>— <em>Chama-se confissão geral a revisão de todas as culpas cometidas durante a vida, ou em grande parte dela. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — E a confissão geral é necessária?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Para muitos pode ser necessária; para outros é somente útil, enquanto que para alguns é nociva.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Em que caso é necessária?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>É necessária quando as confissões precedentes foram sacrílegas ou então nulas. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — E quando é que as confissões são sacrílegas? e quando são nulas?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>As confissões são sacrílegas quando se calaram propositadamente culpas graves, sabendo que tinha obrigação de confessá-las; ou então quando não sentimos a dor necessária ou não fizemos o propósito de evitar o pecado no futuro. São nulas, quando o penitente ignorava essa falta de dor e de propósito.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Então, quais são os que têm necessidade de uma confissão geral?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Tem necessidade absoluta de fazer uma confissão geral, quem, seja por malícia, seja por vergonha, calou ou negou nas confissões precedentes algum pecado mortal ou então alguma circunstância que muda a espécie do pecado; ou não indicou com precisão o número dos pecados mortais que conhecia bem; ou exprimiu suas culpas ao confessor de tal modo que ele não as compreendeu; ou então o enganou com mentiras graves quando respondeu às suas perguntas. </em></span><span id="more-16017"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Tenha a bondade de me explicar tudo com exemplos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Suponhamos que um coitado tenha escondido, desde as primeiras vezes que se confessou certos pecados por vergonha de os expor. Mesmo que, em seguida, tenha manifestado sempre todas as outras culpas, todavia, por não ter corrigido as primeiras confissões más, nenhuma das seguintes é considerada bem feita. Essa pessoa tem portanto absoluta necessidade de repará-las todas com uma confissão geral, na qual deve acusar também todos os sacrilégios cometidos.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Suponhamos que uma outra pessoa tenha cometido certos pecados de más obras, e que, ao acusá-los tenha somente dito que teve maus pensamentos. Essa também se confessou mal e precisa de uma confissão geral.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Suponhamos ainda que outro indivíduo tenha tido não só a infelicidade de pecar sozinho, mas com outra pessoa. Se ele, ao confessar-se, calou propositalmente essa circunstância e não indicou as condições particulares de tal pessoa, fez também uma má confissão e o seu dever é fazer uma confissão geral.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Suponhamos finalmente que alguém tenha o hábito de cometer quatro ou cinco pecados graves por semana ou por mês, e, em lugar de quatro ou cinco diga só dois ou três, ou três ou quatro, sabendo perfeitamente que está mentindo. Ter-se-á sempre confessado mal e nesse caso, deve fazer uma confissão geral.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Misericórdia!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — Em segundo lugar, a confissão geral é de estrita necessidade para quem se confessou sem pesar e sem propósito, como ficou dito acima, ou para quem não cumpriu as obrigações impostas pelo confessor ou seja: não evitou a ocasião próxima e voluntária do pecado, ou não deixou certa amizade perniciosa ou não queimou, não se desfez dos maus livros, não cortou certa relação; em suma todos os que se acham em condições análogas. Todos esses, tendo faltado, quem mais, quem menos, às qualidades substanciais da confissão, devem por a consciência em ordem e tranqüilizá-la com uma boa confissão. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Padre, o número desses indivíduos é diminuto ou elevado?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — Antes fossem poucos os que pertencem a essas diversas classes! Mas, infelizmente, a experiência quotidiana demonstra que o número deles é muito maior do que parece, mesmo entre pessoas aparentemente boas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na biografia de S. Inês da Montepulciano lê-se que uns senhor muito rico, tido como bom cristão, sendo muito devoto da santa e do seu convento, a socorria com freqüentes e generosas esmolas. A santa rezava muito pelo seu benfeitor em troca do seu auxílio. Um dia, estando ela rezando, perdeu os sentidos e, no êxtase, viu no meio do inferno um palácio de fogo e ouviu uma voz que dizia: Inês, Inês, este é o palácio do teu benfeitor e ele virá habitá-­lo quanto antes. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Voltando a si, Inês apreensiva mandou logo pedir ao senhor que fosse ter com ela e lhe contou a visão espantosa que tivera.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O homem empalideceu, e, quase desmaiando, declarou sinceramente que havia trinta anos que não se confessava bem, estando sempre na ocasião próxima de pecado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A santa aromou-o então a fazer logo uma boa confissão geral.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele obedeceu e Inês teve outra visão: <em>viu o mesmo palácio, agora no Paraíso, e a mesma voz declarou-lhe que o seu benfeitor subiria logo para habitá-lo. Pois bem, quem tiver medo de ter o seu palácio ou a sua casa no inferno por causa de confissões mal feitas, já sabe o que fazer para se livrar. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Padre, se alguém tiver deixado de contar alguns pecados nas confissões passadas, ou por ignorância, ou por esquecimento, e vier a conhecê-los ou a se lembrar deles mais tarde, é obrigado a referir todas as confissões passadas numa confissão geral?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Não; quando deixamos de contar os pecados por ignorância ou esquecimento, só temos obrigação de reparar essas omissões parciais. Para sermos obrigados a uma confissão geral é preciso que se trate de sacramentos mal recebidos, de sacrilégios cometidos consciente e propositadamente. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — E quando duvidamos se somos ou não obrigados a uma confissão geral, como devemos proceder?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — Nos casos de dúvida devemos expor as nossas dificuldades ao confessor e nos conformar ao seu parecer. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Obrigado, Padre; e agora, diga-me: quanto é que a confissão geral é útil?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — É útil:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>1) Para quem duvida das confissões passadas e tem necessidade de se por em paz.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>2) É útil para todos os que nunca a fizeram, porque ela faz brotar em nossos corações maior contrição dos pecados e consolida o propósito firme e eficaz de não mais os cometer.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>3) É também bastante útil para os que, chegados a um ponto decisivo de suas vidas, devem escolher ou abraçar um estado do qual depende o seu futuro. Poderão receber do Confessor, que faz às vezes de Deus, melhores esclarecimentos e conselhos, para fazerem sua escolha com mais segurança. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Por exemplo: os noivos nas proximidades do casamento?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Justamente! A confissão geral é também bastante útil para eles, seja para os dispor melhor a bem receber o sacramento que os deve ligar para toda a vida, seja para lhes proporcionar a ocasião de receber os esclarecimentos e os conselhos indispensáveis para bem se governarem em tal estado. O matrimônio é grande Sacramento: ai de quem o receber indignamente! Deus nunca abençoará um matrimônio em que houver pecado. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Quando é Padre, que no matrimônio pode haver pecado?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — 1) Quando prolongam demais o tempo do noivado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2) Quando permitem certas liberdades nas conversas, e no trato.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3) Quando, estando em pecado, deixam de freqüentar a confissão ou se confessam mal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — É então necessário, nessa confissão geral, dizer que estamos para nos casar e pedir conselhos sobre isso?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Sem dúvida. Se não o manifestarem, como pode o Confessor esclarecê-los? </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Padre, qual é a época mais propícia para uma confissão geral?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — Tratando-se somente de utilidade ou devoção, a época mais propícia é a dos Exercícios Espirituais, e justamente lá pelo fim dos mesmos. Mas, sendo ela necessária para recuperarmos a graça, façamo-la o mais breve possível; não deixes para amanhã o que hoje podes fazer, diz o provérbio. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — É bom escrever os pecados para se lembrar deles melhor?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Geralmente, não. Se alguém precisar mesmo recorrer a esse método, que o faça com muita cautela e destrua logo o escrito depois da confissão, de modo que ninguém o possa ler, nem o próprio penitente.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entre os muitos episódios da vida de S. João Basco destaca-se este:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um bom rapaz, desejando fazer uma confissão geral com a maior precisão possível, tinha enchido uma caderneta com seus pecados, mas, ninguém sabe como, perdeu o pequeno volume onde anotara os seus pouco gloriosos feitos. Virou e revirou os bolsos, procurou por todos os cantos, mas nada de encontrar o manuscrito. Á vista disso, o pobre rapaz ficou desgostoso e desatou em copioso pranto. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por sorte, o caderninho tinha ido parar ás mãos de DISCÍPULO Bosco. Este, quando o viu chegar todo choroso conduzido pelos companheiros, recusando-se contar a razão de tanta tristeza, começou a interrogá-lo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— O que tens meu caro Tiago? Sentes alguma dor? Desgostos? Alguém te bateu? O bom rapaz enxugando as lágrimas, e tomando um pouco de coragem, respondeu:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Eu perdi os pecados!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A essas palavras os amigos caíram na gargalhada e DISCÍPULO Bosco, que tinha logo compreendido, ajuntou brejeiramente:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— <em>És bem feliz se perdeste os pecados e felicíssimo por não os achares mais, porque, sem pecados, irás certamente para o céu. </em>Mas Tiago, pensando que não tinha sido compreendido, acrescentou:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Eu perdi o caderno onde os tinha escrito!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Bosco então tirou do bolso os grandes segredos e disse:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Sossega, meu caro, que os teus pecados caíram em boas mãos: ei-los aqui!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Vendo isso, o rosto do coitado tornou-se sereno e foi com um sorriso que ele concluiu:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Se eu soubesse que o senhor os tinha achado, teria rido em lugar de chorar; e hoje, ao chegar para a confissão, eu lhe teria dito:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Padre, eu me acuso de todos os pecados que o senhor achou e tem no bolso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Os episódios e as cenas da vida desse grande educador e humilíssimo Santo são sempre muito espirituosos. E finalmente, Padre, para quem é que confissão geral pode ser nociva?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — <em>Pode ser nociva principalmente para as almas escrupulosas, cheias de ansiedades e temores vãos; para as que, tendo-a feito outras vezes, não sossegam e querem sempre tornar a repetir o que já foi dito.</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Para esses indivíduos, a confissão geral não produz outro efeito senão o de suscitar uma confusão de maiores escrúpulos e ansiedades.</em> Obedeçam eles ao Confessor, e quando ele diz e repete que fiquem sossegados&#8230; Que não pensem mais naquilo&#8230; Que ele próprio responde a Deus pelo estado de suas almas, para que duvidar?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Confessor vê e julga melhor do que eles, e podem ficar convencidos de que, obedecendo ao Confessor, estarão obedecendo ao próprio Deus. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Nesse caso, quando o Confessor não permite a confissão geral, deve ser obedecido?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE — Certamente! <em>Quando ele proíbe a confissão, geral, ele está exercendo os seus plenos direitos e o dever do penitente é obedecer. Só com essa condição chegaremos pouco a pouco a gozar da tranqüilidade tão ardentemente desejada. Querer encontrar paz por outros meios é o mesmo que procurar uvas entre espinhos.</em> Você viu em resumo qual a importância da Confissão geral. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Depois disso, não há de que nos admirarmos se ela foi tão recomendada pelos Santos; como Santo Inácio, São Carlos Borromeu, São Francisco de Sales Santo Tomás de Aquino os mais célebres pela prática e pela doutrina. Tenham pois coragem, não se deixem enganar pelo demônio, e, em caso de necessidade disponham-se a uma boa confissão geral. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E que o pensamento de que, por meio dela, poderemos de certo modo reconquistar a inocência batismal nos sirva de estímulo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na história da vida dos Santos Monges do deserto lê-se que um rapaz, grande pecador, chegou ao convento para se tornar religioso. O primeiro ato do Superior foi impor­-lhe uma confissão geral a ser feita no domingo seguinte na igreja do convento. Para esse fim, o jovem preparou-se e escreveu todos os pecados para poder lembrar-se deles e confessá-los melhor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Pois bem, à medida que ele lia e confessava as suas culpas, um monge dos mais velhos e santos via um anjo que as cancelava de um catálogo que trazia nas mãos. Por fim, ficou a folha inteiramente branca, para representar a candura que a alma do jovem atingira. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cesário, bispo de Arles, conta um fato parecido que se deu com um estudante de Paris.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tinha sido grande pecador mas, querendo a todo o custa converter-se, foi fazer uma confissão geral com um Confessor da ordem Cisterciense.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O rapaz derramava tantas lágrimas que não podia nem falar: à vista disso, o Confessor aconselhou-o a escrever os pecados numa folha de papel. Ele o fez de boa vontade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, quando o Padre se dispôs a lê-los, se viu diante de casos tão enormes e complicados, que não teve bastante confiança em si para resolvê-los: pediu licença ao penitente e foi consultar o Superior. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, ao abrir a folha para ler, o Abade exclamou:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— O quê é que tenho que ler, se aqui não há nada escrito?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>De fato, Deus tinha miraculosamente cancelado daquele papel todos os pecados do rapaz, como já os tinha cancelado da sua alma. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Mas que necessidade temos nós de procurar os exemplos dos Santos, quando o próprio Jesus Cristo nos diz e nos demonstra que a confissão geral torna realmente a dar a inocência batismal?</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além do que contei sobre Margarida de Cortona, no capítulo dos efeitos admiráveis da Confissão, podemos falar ainda de Santa Margarida Alacoque.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enquanto a Santa estava fazendo os Exercícios Espirituais, Jesus lhe apareceu e lhe disse:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>— Margarida, desejo que renoves a confissão geral de toda a tua vida. Faze-o eu trazer-te-ei uma veste alvíssima. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Margarida põe-se à obra para ser agradável a Jesus e, depois de um exame diligente faz a sua confissão geral. Assim que terminou, Jesus apareceu novamente, tendo nas mãos uma túnica muito alva, com a qual a cobriu, dizendo: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>— Eis aqui, Margarida, a veste que eu prometi.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Era da inocência batismal que Ele a revestia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Oh! bendita seja a confissão que produz em nossa alma efeitos tão maravilhosos, que tanto a purifica e a torna novamente bela, como se tivesse acabado de sair das águas do Santo Batismo!</em> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Agradecido, Padre, compreendi perfeitamente; sou-lhe grato pelo que me disse e não o esquecerei.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Confessai-vos bem</em> &#8211; Pe. Luiz Chiavarino</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
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		<title>MODO PRÁTICO DE SE CONFESSAR</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jul 2019 15:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Sacramentos]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Luiz Chiavarino]]></category>

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		<description><![CDATA[DISCÍPULO — Padre, depois dessas coisas tão bonitas que me disse até agora sobre a confissão, tenha a bondade de acrescentar algumas palavras sobre o modo de se confessar. Tenho medo de não ser capaz e de me confessar bem. &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/modo-pratico-de-se-confessar/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><img class="irc_mi alignright" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/2600/1*Px14dpck-C0MBidv4_cxmg.jpeg" alt="Resultado de imagem para confissão" width="284" height="188" data-iml="1552856563887" />DISCÍPULO</strong></span> — Padre, depois dessas coisas tão bonitas que me disse até agora sobre a confissão, tenha a bondade de acrescentar algumas palavras sobre o modo de se confessar. Tenho medo de não ser capaz e de me confessar bem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>MESTRE</strong></span>— <em>E por que esse medo?</em> <em>&#8220;A confissão, como a definiu o suavíssimo Papa Pio X, é a descoberta mais oportuna que Jesus soube fornecer à enfermidade humana&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Isso quer dizer que é o Sacramento mais fácil de se receber, ao alcance de todos, e que não requer condições difíceis, de modo que, todos os que têm boa vontade para fazer uma boa confissão, sempre o conseguem. </em>Aqueles então que têm muito medo de se confessarem mal, são os que se confessam melhor, justamente por causa do medo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Devemos também rezar antes da confissão?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>Sendo uma verdade de fé que, sem o auxílio da graça, não nos podemos confessar bem, devemos pedir esse auxílio com a oração: </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1) Avivando a fé nesse Sacramento, que é o principal meio de santificação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2) Agradecendo a Jesus que quis dar-nos tão valioso presente à custa da sua paixão e morte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3) Recomendando-nos à nossa querida mãe. Maria Santíssima, refúgio dos pecadores, ao nosso Anjo da Guarda, às Almas do Purgatório.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Depois disso fazemos o exame de consciência.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Ah, Padre, aqui começam as minhas inquietações. Eu não sou capaz de fazer o exame de consciência: ou não me lembro dos pecados, ou então me esqueço deles quando chego ao confessionário.</span><span id="more-16011"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>Vá devagar, meu caro, não turvemos a água com a aflição. Com o medo não se faz nada direito, mas, se nos aplicarmos com calma e confiança em Deus venceremos na certa. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Façamos o que nos for possível, e o Senhor suprirá ao resto; muitas vezes, é justamente quando estamos menos satisfeitos com nós mesmos que a sua satisfação é maior.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Todos são obrigados a fazer o exame?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— Eu já vou dizendo que, se para uns o exame é obrigatório, para outros pode ser nocivo.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — É obrigatório para quem?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— Um exame sério e diligente é obrigatório:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>1) Para os que cometem pecados mortais. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>2) Para os que se confessam raramente. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>3) Para os que, há algum tempo, não se confessam bem.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todos esses, devendo acusar faltas graves, as circunstâncias que transformam a espécie, e também o número das mesmas, é claro que devem fazer um exame sério e cuidadoso.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — O quê se deve fazer para um bom exame?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— Para fazer um bom exame, devemos passar em revista diante da nossa consciência <em>os mandamentos de Deus e da Igreja, juntamente com os deveres do próprio estado.</em> Devemos examinar-nos sobre cada um deles para saber se pecamos por <em>pensamentos, palavras, obras e omissões</em>, tendo em mira principalmente a paixão predominante e as causas geradoras das faltas costumeiras.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, no que diz respeito ao primeiro mandamento, devemos observar se não <em>tivemos fé em qualquer verdade de nossa religião se tomamos parte em conversas contra a religião, ou, se prestamos atenção a elas; se lemos livros ou jornais contra a religião; se cometemos sacrilégios, fazendo más Confissões ou más Comunhões, ou desprezando coisas ou pessoas sagradas; se cometemos práticas supersticiosas, ou se participamos de alguma sessão espírita.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto ao segundo mandamento, observemos se <em>blasfemamos o nome de Deus, da Virgem ou dos Santos, ou se fizemos juramentos ilícitos. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto ao terceiro mandamento, <em>observemos se não assistimos à Missa nos dias santos de guarda, ou se não assistimos à ela com a devida atenção; se, propositadamente, faltamos ao catecismo, ou ao sermão; se fizemos trabalhos manuais ou obras servis, ou então se passamos o dia de festa em divertimentos, pagodes, botequins.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto ao quarto mandamento, <em>vejamos se não respeitamos nossos pais e superiores, faltando-lhes ao respeito com palavras, obras ou insultos; ou se os fizemos chorar com o nosso mau procedimento.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto ao quinto mandamento <em>vejamos se golpeamos gravemente, ou se ferimos alguém; se nutrimos no coração ódio a alguma pessoa; se pensamos em vingança; se lançamos imprecações ou maldições; se demos escândalo, isto é, se com palavras ou ações excitamos outros ao pecado.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto ao sexto e nono mandamentos, <em>examinemos se tivemos pensamentos ou desejos contrários à castidade, se consentimos neles ou se fomos negligentes em afastá-los; se tomamos parte em conversas escandalosas, ou se lhes prestamos atenção; se lemos livros obscenos; se cometemos atos impuros, e se os cometemos sozinhos ou com outros e de que condição eram esses outros, desde que essas circunstâncias mudam a malícia do pecado; e se repetimos esses atos; se freqüentamos bailes ou espetáculos desonestos.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto ao sétimo e décimo mandamentos examinemos <em>se não roubamos alguma soma ou coisa de valor, seja em casa, seja de outras pessoas; se causamos danos; se tivemos pensamentos ou desejos de nos apropriarmos das coisas dos outros injustamente.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Chegando o oitavo mandamento <em>vejamos se proferimos injúrias graves ou danosas; se murmuramos ou caluniamos gravemente; se causamos prejuízos à estima ou à honra de alguém.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Passando aos preceitos da Igreja, <em>basta observar se violamos dias proibidos; ou se sendo obrigados a jejuar não o fizemos: finalmente se omitimos a Confissão e Comunhão bem feita no tempo da Páscoa.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Acrescentemos a esse exame sobre os mandamentos de Deus e da Igreja, <em>um pequeno exame sobre os vícios capitais, considerando se cometemos pecados graves de soberba, de gula, de ira, de inveja;</em> e para terminar deitemos um olhar para as obrigações do próprio estado.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Para as obrigações do próprio estado também?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— Certamente! <em>Um pai ou uma mãe, um marido ou uma mulher, um professor, um superior qualquer, podem muito bem observar todos os mandamentos, e ao mesmo tempo faltar gravemente aos deveres do próprio estado; o mesmo se dá com as crianças.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, o exame de consciência sobre os deveres do próprio estado é de suma importância, quando se quer fazer uma boa Confissão. A anedota seguinte é histórica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Imperador Carlos V, estava em viagem e, passando por um convento, quis confessar-se. Um religioso, cheio de caridade, ouviu a confissão do imperador e depois acrescentou:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Confessus es peccata Caroli&#8230; nunc confitere peccata Caesaris&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— <em>Confessaste-me os pecados de Carlos, isto é, como se não fosse imperador; confessa-me agora os pecados que cometeste no desempenho do teu cargo&#8221;.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E, com muita habilidade e simplicidade, interrogou-o sobre o modo como governava o seu povo. O imperador ficou tão comovido que, mais tarde, quando contou o fato, disse: <em>&#8220;Finalmente encontrei quem me iluminou sobre certos argumentos, e deu à minha consciência paz completa!&#8221;</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Padre, será que todos são capazes de fazer &#8220;um exame tão diligente?&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— Os que não forem capazes, apresentem-se ao confessor, prontos para declarar todos os fatos de que se lembram, para responder sinceramente às perguntas que ele lhes fizer: <em>é quanto basta.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — E se o confessor não fizer perguntas e se o penitente esquecer dos pecados mortais?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>Os pecados, mesmo os mortais, quando não são propositadamente esquecidos, são perdoados como os que se confessar, ficando o penitente obrigado e declará-los, se se lembrar deles, nas confissões seguintes.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Enquanto isso podemos ir para a Comunhão com a consciência tranqüila?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>Sim, podemos ir para a Comunhão com a consciência tranqüila mesmo em ponto de morte.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Padre, o senhor disse que nos devemos examinar sobre pensamentos e desejos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>Certamente, porque, quando maus, os pensamentos e desejos também são pecados. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Mamãe, perguntou um menininho, se, como a senhora me ensinou, nada no mundo se perde, aonde vão parar os pensamentos e desejos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Meu filho, respondeu gravemente a mãe; <em>vão morar na memória de Deus, e ali ficam para sempre. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Para sempre! exclamou o menino surpreendido. Pensou um pouco, de cabeça baixa, e depois, abraçando a mãe bem apertado, murmurou baixinho:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— <em>Eu tenho medo!</em> E pensando bem, quem é que não se sente compelido a dar o mesmo grito: eu tenho medo!&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>E se certos pensamentos nos causam medo, por que não devemos examiná-los e detestá-los?</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Os maus pensamentos são sempre pecado?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>Não, meu filho, algumas vezes não são pecado; outras vezes são pecado venial; mas podem também ser pecado mortal.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ouça esta comparação:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma fagulha que cai sobre um vestido branco e é logo retirada não deixa mancha. Se a deixarmos ali, alguns instantes, deixa uma mancha chamuscada. Se a deixarmos ali, para ver o resultado, ela acaba queimando o vestido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Assim acontece com os maus pensamentos. Se os expulsarmos logo, não são pecado nenhum; se consentirmos neles por alguns instantes são pecado venial; se ficarmos a seguir o curso, até ao fim, com plena consciência do que estamos fazendo e com prazer, nesse caso são pecado mortal.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Quais são os que não são obrigados a fazer um longo exame?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>As almas que tem temor de Deus e que se confessam sempre não são obrigados a um exame demorado, porque, segundo o célebre Frassinetti ou não cometem pecados mortais, ou então, na hipótese de cometerem algum, não se esqueceriam dele.<br />
</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Então, Padre, fazem mal os que ficam angustiados e se agitam porque não acham pecados?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>Certamente! &#8216;Não é de estranhar, diz ainda Frassinetti, se, não cometendo pecados, não os encontrais. Agradecei a Deus, e continuai a ficar deles afastados com o auxílio dos Sacramentos&#8221;.</em><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lembro-me de um menino que indo para a confissão chorava como uma videira recém-cortada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Por que, pequeno, eu perguntei, por quê você chora tanto?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Porque eu não encontro pecados!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Você não os cometeu?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">— Não, Padre, pecados eu nunca cometi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Diga-me enfim, Padre: para quem pode o exame ser nocivo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">MESTRE— <em>Pode ser nocivo para as almas confusas, agitadas, irritadiças, escrupulosas, as quais, por terem a convicção de que devem fazer as contas como se se tratasse de matemática, não acabam nunca de se examinar para chegar sempre a zero, com despeito e desânimo sempre crescentes. Em tais casos, o Confessor proíbe o exame, e elas devem obedecer. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">DISCÍPULO — Agradecido por tudo, Padre; eu nunca me esquecerei disso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Confessai-vos bem</em> &#8211; Pe. Luiz Chiavarino</span></p>
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