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	<title>DOMINUS EST &#187; Pe. Xavier Beauvais</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>FESTA DO ARCANJO SÃO MIGUEL</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Sep 2021 13:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
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		<category><![CDATA[São Miguel Arcanjo]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique na imagem para ler a Meditação de Santo Afonso sobre essa data e clique aqui para ler um texto do Pe. Xavier Beauvais, FSSPX sobre as Glórias de São Miguel.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/festa-do-arcanjo-sao-miguel/"><img class="aligncenter" src="https://2.bp.blogspot.com/-RVqoDBS-Nuo/UGYTVj88Z4I/AAAAAAAAAN8/ZFuJf3MBUec/s1600/San_Michele_rid.jpg" alt="SALVE REGINA!: Sancte Michael Archangele, defende nos in prælio" width="243" height="356" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;">Clique na imagem </span>para ler a <em>Meditação de Santo Afonso</em> sobre essa data e <span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/gloria-a-sao-miguel/">clique aqui</a> </span>para ler um <em>texto do Pe. Xavier Beauvais, FSSPX</em> sobre as Glórias de São Miguel.</span></strong></p>
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		<title>NÃO SE ADAPTAR, EIS A DIVISA DAS ALMAS FORTES</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2021 15:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Pe. Xavier Beauvais]]></category>
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		<description><![CDATA[Pe. Xavier Beauvais &#8211; FSSPX Há em nossos tempos um demônio que nos interessa e que temos o máximo interesse em combater: o demônio mudo, o respeito humano. Como podemos defini-lo? Dá-se o respeito humano quando um indivíduo, numa ação &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nao-se-adaptar-eis-a-divisa-das-almas-fortes/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/04/forte.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-23129" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2021/04/forte.jpg" alt="forte" width="273" height="185" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><em><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5960">Pe. Xavier Beauvais &#8211; FSSPX</a></em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há em nossos tempos um demônio que nos interessa e que temos o máximo interesse em combater: o demônio mudo, o respeito humano. Como podemos defini-lo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dá-se o respeito humano quando um indivíduo, numa ação ou omissão, ao invés de expressar concretamente a sua personalidade e tudo o que ela comporta de idéias, crenças, afeições e sentimentos, leva em consideração a mentalidade dos que o rodeiam e adapta a sua atitude pessoal a ela, de modo a evitar o disse-me-disse, o deboche, os gracejos e críticas de todo tipo. Numa palavra, é culpado de respeito humano quem respeita os homens mais do que a Deus, quem respeita o sentimento geral mais do que a verdade, quem respeita a moda mais do que a moral. Não se pode tornar-se mais escravo, não se pode rebaixar-se mais, nem se tornar mais abjeto e, no fundo, lastimável, do que respeitando tais coisas mais do que a Deus, a verdade e a moral.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É preciso ser de seu tempo, dirão alguns. Não é essa uma maneira bastante hipócrita de se esconder um profundo respeito humano? Seria preciso citar sobre esse tema páginas inteiras de Abel Bonnard(1):</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Os imbecis jactam-se de serem do seu próprio tempo: isto prova que são dele. A verdade é que escapamos à nossa época à medida que desenvolvemos a nossa pessoa. É isto que torna tão cômicos os que, briosos, nos anunciam que são do seu tempo, que o querem ser; isso significa que se atam a si mesmos no fio do telefone, que se fazem servos das máquinas que deveriam servi-los, que vivem segundo um ritmo que lhes é imposto. Orgulham-se de fazer o que se faz, de correr aonde se corre, de comprar o que se vende, de pensar o que se diz, de se vestir segundo a moda do tempo; não se poderia proclamar com maior glória a própria inexistência. Não se adaptar, eis aqui, segundo penso, a verdadeira divisa das almas fortes. Os seres fortes não se adaptam, eles se afirmam.”</span><span id="more-23128"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Escreveu o Papa Pio XII:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Nada fere mais a alma do que ver que, de ordinário, não é tanto a presença de elementos perversos o que torna doentio e pernicioso o lugar do trabalho profissional, e sim o respeito humano. Respeito humano dos jovens, alguns dos quais dão-se ares desenvoltos e zombam de tudo o que toca a religião e os bons costumes, enquanto outros seguem usos inconvenientes, sem ter a coragem de reagir, e assim os vemos estabelecer tristes usos de linguagem, de familiaridade, de licença, que fazem tremer. Se tudo isso é verdadeiro e lamentável na juventude, ainda mais deplorável em seus efeitos se torna o respeito humano em homens maduros, que poderiam tão facilmente se opor ao mal, corrigir um abuso com elegância, impedir uma imprudência indecente, mudar o rumo de uma conversa que da leviandade dirige-se para a obscenidade.  Mas eles não o ousam. E por que não? Porque o respeito humano é como o medo, como o pavor do escuro das criancinhas. E eis então o espetáculo tristemente paradoxal: todo um ajuntamento de homens, de mulheres, de moços, de moças, transforma em lugar de perdição o santuário do trabalho, enquanto que cada um deles, desgostoso no fundo do coração do que vê, do que escuta, da falta de dignidade e de caráter do ambiente, e sobretudo de si mesmo, de sua própria covardice e pusilanimidade, poderia, com uma palavra oportuna, com um olhar severo, um sorriso de reprovação, e mesmo com uma pilhéria, purificar a atmosfera viciada, seguro de lançar-se a empreitada com a aprovação dos pais e das mães, a confiança respeitosa e mesmo o reconhecimento filial daqueles moços e adolescentes. ”Não seria difícil listar passagens dos Evangelhos em que se impõe aos fiéis a obrigação de agir, não em consideração do que possam os outros pensar ou dizer, mas sim à vista dos deveres impostos pela reta consciência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em suas palavras, Nosso Senhor condena não só a hipocrisia, mas igualmente essa atitude de respeito humano. Obriga mesmo, em certas circunstâncias, aqueles que o seguem a confessá-lo perante os homens, ainda que advenham inconvenientes: “<em>Digo-vos mais: Todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. O que me negar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus</em>” (Lc 12, 8-9).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São Paulo Apóstolo recordou esse dever em muitas passagens, e ele mesmo mostrou-se bastante escrupuloso em segui-lo, sobretudo porque sua vocação especial ao apostolado implica uma obrigação particular de anunciar o Evangelho sem temer as conseqüências: “<em>Em verdade, eu não me envergonho do Evangelho</em>” (Rom 1, 16). Ele quer que os fiéis em geral, mas sobretudo os que ele constituiu chefes da Igreja, sigam o seu exemplo: “<em>Portanto, não te envergonhes do testemunho de Nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro, mas participa comigo dos trabalhos do Evangelho, segundo a virtude de Deus</em>” (2Tim 1, 8).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O elogio que dirige aos corajosos comporta também uma nota de desdouro para aqueles que não o foram tanto. Essa exortação do Apóstolo, de que é preciso saber confessar sua fé quando surge a ocasião, ou ao menos não se envergonhar do Evangelho, foi sempre mantida pela Igreja. Em tempos de perseguição, ela jamais admitiu que seus filhos fraquejassem, jamais considerou que o temor das pressões externas servisse de escusa para a covardia. Em 1635, por exemplo, a Congregação para a Propagação da Fé, em Roma, lembrava aos missionários em países islâmicos que não era permitido batizar aqueles que, temendo incorrer em perigos, não se dispunham a professar sua fé exteriormente. Passado mais de um século, a mesma congregação protestava contra a atitude dos católicos que, em terras infiéis, assistiam aos ofícios, mas, por temor aos estrangeiros que assistiam por curiosidade as cerimônias, evitavam todos os sinais que pudessem trair suas convicções interiores.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Finalmente, o próprio Direito Canônico exprime de modo categórico a obrigação que incumbe a todos os católicos de professar exteriormente a sua Fé em dadas circunstâncias. Prescrições severas, julgará o católico moderno, impregnado de laicismo, desta verdadeira traição a Jesus Cristo que é o vírus da laicidade. Contudo, estes princípios da Igreja são muito razoáveis. Ora, <strong>aquele que, por temor do sentimento das testemunhas, não professa sua Fé, diminui-se moralmente</strong>, pois renega a si mesmo no seu coração, no seu espírito e na sua vontade. Rebaixa-se intelectualmente, pois contraria a Fé, a doutrina da Fé que aprendeu a conhecer e à qual aderiu. Desdenha seus mais profundos sentimentos, aquilo que ama. Finalmente, usa mal da sua liberdade, pois ao invés de escolher o que serve para o seu bem moral, dispersa seus esforços no sentido oposto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fala-se muito hoje em dia em distensão da personalidade, em relaxar: é aqui o lugar do respeito humano, a um tempo negação prática e ato pecaminoso. Ao invés de manter-se fiel aos seus deveres religiosos, o sujeito desvia-se do bem soberano e considera apenas o seu interesse humano e sua tranqüilidade pessoal. De resto, quem cede freqüentemente ao respeito humano expõe-se ao risco de perder a Fé. A prática exterior da religião é uma proteção ao assentimento interior. Ceder por respeito humano a todas as modas intelectuais e morais significa muitas vezes dinamitar as proteções interiores, engendrando a diminuição da Fé até sua completa ruína.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O medo de mostrar-se cristão exteriormente conduz, a longo prazo, a uma atonia da vida religiosa, com sua conseqüência quase fatal: a dúvida, de início admitida timidamente, em seguida instalando-se definitivamente e minando o assentimento dado ao conjunto das verdades ensinadas pela Igreja. Essa covardia é culpável principalmente por servir de ocasião de escândalo e pedra de tropeço para almas fracas, testemunhas do ato positivo ou negativo ditado pelo respeito humano. O respeito humano é igualmente uma falta para com a Igreja, cuja unidade exterior pode ser comprometida por aquele que não ousa afirmar concretamente as suas convicções. Sua influência exterior, de todo modo, se vê seriamente impedida por isso. Ao invés do contágio benfazejo do exemplo, vê-se produzir o fenômeno inverso; a moleza de alguns avança pouco a pouco e acaba por tomar conta da massa. O pequeno rebanho começa a definhar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Finalmente, o respeito humano é <strong>um ato de irreverência diante de Deus</strong>, uma vez que a opinião humana é anteposta ao julgamento divino do Mestre de todas as coisas. A honra devida a Deus certamente exige que a profissão da Fé católica seja, em dados momentos, não apenas privada, mas também pública, sejam quais forem os perigos que possam ameaçar aqueles que permanecem exteriormente fiéis às suas convicções. Aqui, as hesitações, as ambigüidades não são toleráveis, sobretudo quando se trata de se afirmar perante o poder estabelecido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa disposição malsã do respeito humano é freqüentemente ocasião de lamentáveis omissões, mas também leva a atos pecaminosos. É assim que, por respeito humano, muitos se deixam associar mais ou menos timidamente a conversações anti-religiosas que degeneram em zombarias, quando não em blasfêmias. É certo que, sob nenhum pretexto, é permitido praticar atos positivos contrários à lei divina: quaisquer que sejam as circunstâncias atenuantes que ela concede aos cristãos que, por temor, se tenham tornado culpáveis de atos exteriores de idolatria, a Igreja sempre os considerou como <em>lapsi</em>, e sua disciplina foi bastante severa no que lhes concerne.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Precisemos, contudo, que certas circunstâncias podem autorizar um católico a omitir certas práticas prescritas na lei eclesiástica. Se não somos nunca autorizados a negar nossas convicções por atos positivos, não estamos obrigados a exibi-las em certas circunstâncias. Pode mesmo ocorrer casos em que a jactância, a fanfarronice, o desejo de exibir-se sejam mais nefastos à causa que servimos. Mas não é isso o mais freqüente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como tão bem escreveu o Pe. de Chivré(2):</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“A nova liturgia gasta seu tempo envergonhando-se da divindade de Cristo, envergonhando-se da sua diferença dos homens: atenua a sua transcendência em textos que já não ousam conservar-lhe o lugar. Envergonha-se de Cristo, sugerindo a todo o tempo e em toda a parte uma hesitação em reconhecer que Ele é o Juiz Soberano, ainda que não ouse negá-lo. Envergonha-se dele escamoteando a razão principal da sua morte: um sacrifício de expiação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“É, pois, chegada a hora de uma coragem espiritual obrigatória, até às aparências de desobediência que não são outra coisa que uma magnífica obediência a Nosso Senhor Jesus Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Tenhamos um único medo no mundo, o de sermos mudos até a apostasia.”</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">(<em>L’Acampado</em>, 113. Tradução: <a href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5960">Permanência</a>)</span></strong></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Abel Bonnard (1883-1968) foi um poeta, romancista e político francês, membro da Academia Francesa. [N. do T.]</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O celebrado Padre de Chivré (1902-1984), dominicano, foi um discípulo e aliado de primeira hora de Dom Marcel Lefebvre.  [N. do E.]</span></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A MISSA É UM FREIO AO GLOBALISMO</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2021 14:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Missa]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Xavier Beauvais]]></category>
		<category><![CDATA[Permanencia]]></category>

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		<description><![CDATA[Pe. Xavier Beauvais, FSSPX Durante este encarceramento a que estamos em vias de nos submeter, vimos surgir um grande furor contra a Missa nas nossas capelas e igrejas. É certo que, golpeando-se a Missa, a Igreja é enfraquecida. Nós já &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-missa-e-um-freio-ao-globalismo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h1></h1>
<p><img class="aligncenter" src="https://www.fsspx.es/sites/sspx/files/styles/ankeiler_visual/public/media/esp-district/hom-spotlight/fsspx_portugal_capillas.jpeg?itok=f_k170-Y" alt="Espanha e Portugal" /></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5862">Pe. Xavier Beauvais, FSSPX</a></strong></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Durante este encarceramento a que estamos em vias de nos submeter, vimos surgir um grande furor contra a Missa nas nossas capelas e igrejas.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É certo que, golpeando-se a Missa, a Igreja é enfraquecida. Nós já o vimos em 1969, com o novo rito de Paulo VI. Para que a Igreja vacile no tocante ao dogma e à disciplina, é preciso combater a Missa. Esse era (e ainda é) um dos melhores meios de evacuar e substituir, pouco a pouco, a moral católica, os usos e costumes da catolicidade.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O governo francês atual sabe muito bem disso quando nos impede de celebrar a Missa.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sabemos que o alinhamento dos costumes de todo o mundo à ética maçônica está o coração do globalismo em marcha. Todo freio – e a Missa é um freio – todo obstáculo a esse projeto deve ser tiranicamente suprimido. O principal adversário do globalismo é a renovação do Sacrifício da Cruz, pois sabemos que a Missa é o remédio individual, social e político ao vírus e aos males dos tempos modernos.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em face da liberdade desenfreada, ela clama ao dom de si.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em face da igualdade absoluta, apela ao senso de hierarquia.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em face da fraternidade fundada sobre o homem, lembra da caridade, ou seja, do amor na verdade que os homens devem uns aos outros, em nome de Deus.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Toda a ordem da civilização repousa sobre o altar, eis o porquê de ser preciso lutar sem cessar pelo tesouro oferecido por Nosso Senhor e gritar: “Devolvam-nos a Missa”.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É justamente nesse espírito que o Pe. Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/cruzada-de-oracoes-as-missas-e-as-vocacoes-nossos-tesouros/">lançou no dia 21 de novembro um apelo enérgico a uma Cruzada de Orações até a Quinta-Feira Santa, 1º. de abril de 2021</a>.</strong></span></span><span id="more-21855"></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em style="font-weight: inherit;">Unamos nossas forças para obter do céu a liberdade incondicional de rezar publicamente e de assistir à Missa». A Santa Missa é o bem mais querido para nós. Assim, ela precisa ser rezada de novo com total liberdade: ela contém a solução a todos os males, a todas as doenças, a todos os temores (&#8230;)</em></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;">Ficaremos então insensíveis à situação atual? « Todo aquele que pede recebe, e a quem bate abrir-se-á » (Mt 7, 8), promete-nos Nosso Senhor. Façamos nossa parte: as graças são obtidas somente se pedimos com insistência.</em></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;">Caros amigos, eu vos convido a todos, adultos e crianças, leigos e pessoas consagradas, e vos suplico de se juntarem a esta cruzada de oração pelas Missas e pelas Vocações. Os cruzados partiam para libertar o túmulo de Nosso Senhor Jesus Cristo; partamos então para libertar o tesouro de Cristo Rei, seu testamento de amor! (&#8230;)</em></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;">Quem liderará esta cruzada? Aquela que permaneceu de pé aos pés da Cruz</em>.” Dessa cruz que venceu o mundo, o vírus do pecado.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Missa é a renovação do sacrifício da Cruz, e compreende-se que, se a Cruz venceu o mundo, ela é para nós o mais eficaz dos meios de redenção, de salvação e, para nossos inimigos, o maior obstáculo ao seu designo perverso.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A assistência a Missa que consiste na imolação interior a Jesus Cristo, a fim de unir-se e de associar-se a Ele no oferecimento do Sacrifício, é a função mais alta do caráter batismal. A Santa Missa é a ação católica por excelência, aquela que atua, renova, intensifica nosso pertencimento à Santa Igreja, e que dá testemunho disso.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Missa é também a fonte de toda santidade, o meio privilegiado de entreter e desenvolver a vida de Cristo Jesus em nós.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma vez que o fundamento da nossa santidade consiste em render a Deus o culto que lhe é devido, sabemos que o centro do culto perfeito que podemos prestar a Deus é a Santa Missa.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Toda a nossa vida espiritual e toda a nossa religião são e devem ser marcadas por essa oblação interna de nós mesmos que é devida a Deus como Criador e Senhor.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa oblação deve ser manifestada de modo externo e sensível.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O primeiro e o supremo dever do homem é dar-se inteiramente a Deus e colocar-se exclusivamente sob sua dependência.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Compreende-se por que o laicismo quer a morte da Santa Missa. Daí esses abusos de poder dos governos que querem nos interditar a Missa com a assistência das nossas igrejas.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há aí uma ingerência inadmissível do Estado sobre a Igreja ao impedir os fiéis de cumprirem um dos mandamentos dessa mesma Igreja.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que o exercício do culto tem a ver com o Estado, desde o momento em que este último pretende ser laico, neutro?</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A exclusão pura e simples dos fiéis das Missas nesse período de encarceramento, para lutar contra uma pandemia organizada, é também o apogeu da crescente incapacidade da igreja conciliar de pesar de modo eficaz nos debates das nações.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nós nos voltamos para a Santíssima Virgem, de pé aos pés da Cruz; é ela que invocamos pois no final o seu Coração Imaculado triunfará.</span></p>
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		<title>GLÓRIA A SÃO MIGUEL</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2020 17:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Xavier Beauvais]]></category>
		<category><![CDATA[São Miguel Arcanjo]]></category>

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		<description><![CDATA[Pe. Xavier Beauvais, FSSPX Nosso glorioso arcanjo recebeu do Senhor uma multidão de privilégios na Igreja triunfante. Seu amor pelos anjos o faz merecer o belo título de &#8220;Pai dos anjos ”, porque, segundo São Jerônimo, no céu, os anjos que &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/gloria-a-sao-miguel/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class=" alignright" src="https://i.ytimg.com/vi/JXgvqwrgHzc/maxresdefault.jpg" alt="St. Michael the Archangel/Sancte Michael Archangele (Song) - YouTube" width="344" height="205" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><em><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5780">Pe. Xavier Beauvais, FSSPX</a></em></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nosso glorioso arcanjo recebeu do Senhor uma multidão de privilégios na Igreja triunfante. Seu amor pelos anjos o faz merecer o belo título de &#8220;Pai dos anjos ”, porque, segundo São Jerônimo, no céu, os anjos que cuidam de outros anjos, são chamados de pais dos anjos. O dever de um pai é alimentar seus filhos. O célebre arcanjo, zelando pela honra de Deus e da salvação dos anjos, alimentou-os com caridade, protegeu-os do veneno do orgulho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É por isso que os anjos o reverenciam e o honram como seu pai. Ele os apoiou e os salvou da perdição. E como pai extremoso, ele os alertou para não se deixarem cegar pela idéia de uma revolta, e os confirmou na fidelidade a Deus. Ele pode lhes falar como São Paulo falava aos primeiros cristãos: &#8220;Eu vos gerei na fidelidade e reconhecimento para com o Criador, na firmeza, na fé aos mistérios revelados, na coragem de resistir à tentação de Lúcifer”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A grandeza do glorioso São Miguel se manifesta também pelo fato dele ter sido no céu, o apóstolo dos anjos. Santo Tomás e São Boaventura pensam que os anjos de uma ordem superior instruem, iluminam e comunicam no céu as suas perfeições aos anjos de uma ordem inferior. Eles os instruem, ao lhes fazer conhecer o que que não conheciam; eles os iluminam ao lhes comunicar sua maneira mais perfeita de conhecer; eles se tornam mais perfeitos, ao tornar mais profundo seus conhecimentos. Assim como na Igreja há apóstolos, profetas e doutores para iluminar e para aperfeiçoar os fiéis, da mesma forma, há entre os anjos várias ordens para que os superiores sejam guia e luz para os inferiores. A nota particular de São Miguel é a de iluminar os anjos. Ele o fez quando Lúcifer quis conduzi-los ao pecado da revolta, tendo já havia conseguido convencer um grande número deles a atribuir a si próprios e não a Deus, a grandeza e a magnificência de suas naturezas, e a se julgarem capazes de desfrutar da bem-aventurança eterna sem o auxílio divino. Houve uma luta nos céus: Lúcifer de um lado, cheio de orgulho junto aos anjos rebeldes, desejando ser semelhante a Deus, seduzindo e liderando em seguida uma grande parte das tropas angelicais sob o estandarte da revolta, proferindo seu grito de guerra contra Deus, com o propósito de derrubar seu trono. São Miguel, por sua vez, chefiou os anjos e gritou: &#8220;Quem é como Deus?&#8221;, ou seja, quem é tão ousado a ponto de pretender se assemelhar a Deus?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São João chama este combate de &#8220;uma grande guerra&#8221;, grande pelo local onde ocorreu, pela qualidade dos combatentes, por seu número e motivo.</span><span id="more-20887"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta guerra foi declarada para derrubar Deus de seu trono e pela recusa a reconhecer ao Filho de Deus na encarnação futura. Guerra cujo resultado será a vitória de São Miguel e a precipitação dos anjos rebeldes nos abismos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pai dos anjos, Apóstolo dos anjos, Chefe da milícias angélica &#8230; Depois de Lúcifer ter caído do céu por seu pecado de orgulho, São Miguel ocupa o seu lugar e torna-se o chefe dos anjos bons, como Lúcifer se tornou o chefe dos anjos rebeldes. É por isso que a Igreja chama São Miguel de &#8220;o chefe da milícia celeste”, ou, como São Luís de Gonzaga: &#8220;O capitão invencível dos exércitos celestiais&#8221; e novamente, chefe dos chefes dos anjos, de acordo com a palavra de o arcanjo Gabriel ao profeta Daniel. &#8220;Miguel, primeiro dos principais chefes ”. A Sagrada Escritura nos prova por fatos essa primazia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São Miguel ordena ao arcanjo Gabriel de explicar a visão a Daniel. Este último obedece imediatamente, embora seja um dos maiores entre os espíritos angelicais. Por este primado, São Miguel supera em dignidade a todos os anjos e a todos os reis da Terra. São Miguel exerce sua primazia sobre os nove coros dos anjos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele reina não apenas sobre as nações, sobre os humanos, mas também sobre o coro dos anjos. Deus, na verdade, marcou São Miguel com o selo de sua grandeza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele também é o Patrono dos anjos da guarda. A autoridade de São Miguel é tão extensa que cabe a ele dar para os homens os anjos da guarda, como escreveu São Bruno. Ele possui esse encargo por duas razões: primeiro por ser o chefe de todos os anjos e o vigário de Deus &#8212; é por isso que governa os anjos e dá a cada um deles ofício e ministério. Segundo por ter recebido o governo dos homens e dever, portanto, defendê-los, protegê-los por meio dos anjos da guarda. É com grande amor que São Miguel guarda os fiéis, aqueles que vivem de acordo com a fé. Desde o nosso nascimento ele designa um anjo encarregado de guardar e defender nossa própria pessoa, de todos os males físicos e morais (com o concurso nossa cooperação). Devemos respeitar sua presença e ouvir a sua voz, encarregado que são também de nos guiar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enquanto o demônio, no dizer de São Pedro, ainda ronda ao redor de nós como um leão faminto, procurando por sua presa e tentando devorá-la, São Miguel, pai atencioso e amigo vigilante está sempre pronto para o combate, envia os anjos para repelir o inimigo infernal e seus ataques. O afeto dele para os fiéis, supera o dos anjos, porque cuida de todos os homens, e, não contente em enviar os anjos, ele próprio cuida das necessidades particulares de cada um. Ele dá ordem aos anjos para tomarem a defesa dos fiéis, aquele que Daniel chama de &#8220;vigilante&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cabe-nos, portanto, implorar incansavelmente a ajuda de nosso grande arcanjo São Miguel, para uma renovação nacional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A França, que tantas vezes foi-lhe consagrada, não perdeu o benefício desta consagração. É uma devoção eminentemente católica, como disse o Bispo de Bois de la Villerabel, e profundamente francesa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São Miguel, é a indignação, a rebelião da inteligência e do coração em face daquilo que nem razão nem o coração pode admitir sem negar a si mesmo. Ele é aquele que nos defende na luta pela fé, na luta pela nossa identidade católica e nacional. &#8212; São Miguel, defendei-nos no combate para não perecermos na hora do juízo.</span></p>
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		<title>PARA VOCÊS, RAPAZES E MOÇAS</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Dec 2019 14:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Jovens]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Xavier Beauvais]]></category>

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		<description><![CDATA[pelo Rev. Pe. Xavier Beauvais Vocês já foram adolescentes um dia e desde então começaram a ver o mundo com novos olhos. Os novos horizontes da idade adulta Sua imaginação voava para um novo horizonte: o da idade adulta. Vocês passaram &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/para-voces-rapazes-e-mocas/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;" align="right"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;"><img class="irc_mi aligncenter" src="http://www.rsaeventos.com.br/wp-content/uploads/2018/02/Como-engajar-os-jovens-nas-atividades-da-igreja-12.02.png" alt="Resultado de imagem para jovens" width="402" height="214" />pelo Rev. Pe. Xavier Beauvais</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Vocês já foram adolescentes um dia e desde então começaram a ver o mundo com novos olhos.</span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><strong><span style="font-size: 11pt;">Os novos horizontes da idade adulta</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Sua imaginação voava para um novo horizonte: o da idade adulta. Vocês passaram a observar, de um modo diferente, homens e mulheres viverem. Talvez vocês tenham procurado imitá-los. A preocupação com o amor tinha até brotado em seu coração, mas vocês eram ainda muito jovens para ousar falar. As pessoas zombariam de vocês e vocês sabiam disso. Idéias confusas e imaginações loucas talvez lhes tenham passado pela cabeça. A educação familiar e a formação religiosa se esforçavam para estabilizar tudo isso, para dar um espaço, uma posição, um sentido, um objetivo a cada um desses chamados interiores. Mas ao mesmo tempo vocês eram solicitados por um clima social, um estilo de vida, talvez atraídos pela sedução dos meios de comunicação, os cartazes, os folhetos, as palavras, os sons que destilam um vazio sentimental, uma falsa concepção do amor humano, que infelizmente difundem uma concepção materialista e errada do amor humano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Um empresário fez a seguinte observação:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">“<i>Oferecem-nos</i> “fatias de vida” <i>habilmente dispostas e de um poder sugestivo impressionante. As histórias limitam-se freqüentemente à evocação de efêmeras conquistas sentimentais, de desentendimentos conjugais, temperados com cenas escandalosas das mais diversas. Quanto mais a vaidade da mulher é exaltada, mais a fidelidade do marido é colocada à prova. Sendo a vida moral dos cônjuges sem verdadeira consistência, é fácil imaginar que em cada romance há pessoas que sucumbem. E os naufrágios são numerosos, tanto perto das margens quanto em alto mar. Poder-se-ia pensar que isso é normal. Ilusões amorosas, incompreensão dos esposos, fuga de um, desespero do outro, brigas, voltas, casos de histeria, … e tantas outras coisas!”</i></span><span id="more-17534"></span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><strong><span style="font-size: 11pt;">As quimeras modernas</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Rádio, televisão, jornais, internet, revistas; sabemos o que tudo isso sugere.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Saiamos agora do meio familiar. Vocês estavam numa idade em que a imaginação freqüentemente ficava sem rédeas, sem grande consciência do que estava conforme a lei natural e o que não estava. Vocês não tinham nenhuma experiência, mas queriam – e isso era legítimo – saber e compreender o plano de Deus sobre o amor humano. E o que lhes revelavam as ruas, as bancas de jornal, os romances baratos, a propaganda no metrô e no cinema, os outdoors, as leituras, os filmes, as músicas, toda essa sarabanda que os escoltava um pouco por toda parte para incrustar-se melhor em suas imaginações? O que lhes diziam, e dizem hoje mais do que nunca, sem nunca formulá-lo, essas imagens, esses filmes, essas músicas, essas publicidades?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Ora, elas dizem que:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">– o amor, em primeiro lugar, é uma ocasião de prazer sentimental.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">– o amor, em segundo lugar, é uma ocasião de prazer físico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">O discurso que a sociedade contemporânea oferece a vocês, rapazes e moças, não é somente estúpido e chocante, é simplesmente odioso. A imagem do prazer é de fato evocada por todas as fotos de revista, todos os filmes, onde somente uma silhueta física ocupa a imaginação. Ora, essa silhueta, essa criatura fictícia não tem nem coração, nem caráter, nem pudor. Ela não tem pai nem mãe, nem meio social, nem tradição nacional; ela não tem esposo, nem filhos, ela nunca os terá. Ela não é mais uma mocinha, ela nunca será mãe. Tudo que constrói a dignidade, a nobreza da mulher cristã, foi destruído, arrancado, desenraizado dela, isto é, a virgindade e a fecundidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Eis o que o depravado materialismo contemporâneo exibe em milhões de exemplares: uma criatura sem alma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Como vocês sabem, é um clima tão habitual, tão permanente, que há um grande risco de sucumbir a ele sem se notar, um risco de não mais sentir, ao menos confusamente, que tudo isso é abjeto. Uma aspiração secreta, profunda e pura, até agora protegida pela graça divina, tão viva na alma de vocês quando eram crianças e até mesmo adolescentes, é então lenta e progressivamente imbuída, manchada pela obsessão quotidiana dos olhares, das palavras, das músicas que o cinema, a internet, propagandas e revistas sugerem, fazendo de vocês cúmplices vergonhosos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Eis aí o cenário no qual vocês crescem hoje em dia. Essa é a concepção diabólica da economia social onde o gosto pela fortuna justifica todos os meios, inclusive os que desonram o amor, rebaixam as almas e destroem os lares. Tudo isso faz com que vocês tenham de enfrentar dificuldades maiores e mais numerosas do que as gerações anteriores. Vocês são inconscientemente moldados por tudo isso. Entretanto, lembramos-lhes algumas verdades cristãs sobre o casamento. Foi no colégio, em casa, ou na Igreja que vocês aprenderam, mas, para muitos, infelizmente, as questões de moral só chegam como proibições, tabus, e freqüentemente só surgem aí afirmações sem sentido, formalistas, convencionais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">E então, sob o aguilhão desse clima social, só há mais um passo a dar antes de afirmar que a moral cristã não é mais adaptada a nosso tempo, que não é prática, que não leva em conta os fatos, que é preciso alinhar-se à moda. Instala-se então a revolta contra tudo o que não segue a correnteza da facilidade, que oferece tantas e diversas solicitações. E sabemos onde essa correnteza pode levar.</span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><strong><span style="font-size: 11pt;">Perigosos deslizes</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Um deles são certos namoros. Mesmo com uma intenção mais ou menos longínqua de casamento, quantos namoros deixam de seguir, na maioria das vezes, a reta intenção de conhecer para depois comparar, para melhor escolher. O que alguns procuram nessas amizades é uma intimidade sentimental, uma necessidade de afeto que se quer suprir. Ora, isso não merece o nome de amor. De uma parte e de outra, é o egoísmo da sensibilidade que se procura satisfazer, satisfação que degradar-se-á progressivamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Esses encontros que acontecem sobretudo no escuro de uma sala de cinema, na atmosfera estressante de uma noitada, ou que continuam até tarde da noite em uma boate, expressam – vocês não negarão – expressam muito mais um desejo lancinante de intimidade física do que uma reserva profunda, nobre, e verdadeira de um rapaz e de uma moça que procuram conhecer-se verdadeiramente para saber, antes de confessar seu amor, se essa afirmação provém de um instinto indiferente ou se nasceu de motivos profundos, sérios e íntimos de suas almas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Talvez todas essas questões não pareçam tão importantes para vocês que ainda não são casados. Entretanto, às vezes elas surgem de maneira trágica nos meses depois do casamento. Assim que o fogo do desejo é diminuído, são na verdade duas almas que se encontram face a face, dois caráteres, duas atitudes perante a vida … e às vezes, que pena!, dois egoísmos se defrontam. E quando a obnubilação de uma atração exclusivamente sensível é dissipada – e a experiência mostra que essa nuvem se dissipa rapidamente – jovens esposos, jovens esposas, sem ousar dizê-lo, começam a fazer comparações: “Ah, se eu tivesse casado com fulano … ele era menos atraente mas tão mais sólido”; “Se tivesse escolhido beltrana! Ela era menos vaidosa, mais reservada, mas hoje me parece muito mais feminina!”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Não é escutando cegamente nossas paixões que nos preservamos das adversidades. Existe uma armadilha sutil, freqüente, da qual só se escapa com a ajuda do Espírito Santo. É a armadilha de crer que rapazes e moças estão apaixonados na medida em que são irracionais. Não teria a razão nenhum papel a desempenhar no campo dos sentimentos? Há contradição e impossibilidade de conciliar o ponto de vista do coração com o da inteligência? Mesmo sendo a juventude a idade das paixões, ela não pode, por causa disso, viver em constante revolta contra a sabedoria prudente da maturidade. A razão não é inimiga do amor humano. Acompanhar nosso amor de reflexões, de observações, de meditações deliberadas não é enfraquecê-lo ou traí-lo, pelo contrário, é enriquecê-lo. A questão não é somente insuflá-lo com uma inspiração cega e apaixonada; é submetê-lo a uma outra inspiração, razoável e voluntária. É permitir ao amor que, depois do casamento, permaneça intacto, fortifique-se; é alimentar uma chama viva, a mesma que ilumina e aquece o lar.</span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><strong><span style="font-size: 11pt;">Pensar antes de agir</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">A ordem natural das coisas num tal assunto é primeiramente <b>julgar</b> antes de decidir; em segundo lugar, procurar conhecer antes de chegar ao amor. Ora, por uma singular reversão devida à tentação, os jovens têm a tendência de decidir antes de julgar, e de amar antes de conhecer. É bom, é necessário julgar um rapaz, julgar uma jovem antes de decidir desposá-lo(a). É bom e necessário, tanto quanto razoavelmente é possível, conhecer o caráter, as aptidões, os gostos, as qualidades morais daquele ou daquela a quem se pensa unir sua vida, antes de se deixar levar por sonhos e desejos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">É difícil, me dirão! Sim. É doloroso? Sim, isso exige, incontestavelmente, uma renúncia interior. Mais doloroso é enganar-se, unir sua vida a um desconhecido, uma desconhecida, simplesmente porque pensamos que seu sorriso, seu olhar, ou sua situação, sua fortuna ou sua classe social eram promessas suficientes de felicidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Assim, existem moças que desposam uma silhueta, um automóvel ou uma situação. Cinco ou dez anos mais tarde, no fundo de seu coração, quando sofrem o egoísmo do marido e todas suas terríveis conseqüências, será que elas pensam que os motivos que determinaram seu casamento já prognosticavam tal infelicidade? Elas não pensaram no perigo que as ameaçava. Pensavam que os homens eram sempre mais ou menos egoístas. Quanto às riquezas, ao físico agradável ou à inteligência, isso nem sempre todos têm…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Existem também rapazes que desposam um sobrenome, um carinho ou uma herança futura, ou até mesmo uma cultura excepcional. E descobrem tarde demais que em outros lares a vida é mais doce, a comida melhor, as crianças mais bem cuidadas, mais educadas, a casa mais limpa, e que todos esses detalhes são exclusivamente o reflexo de um amor mais profundo, de um devotamento mais terno.</span></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><span style="color: #000000;"><strong><span style="font-size: 11pt;">Os encontros católicos</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">É pensando nesses casos que entendemos o papel das relações entre rapazes e moças no seio de uma paróquia, dentro de um movimento católico. A função desses encontros não é esboçar, num plano inconscientemente egoísta, um laço sentimental, para esperar mais confortavelmente a idade ou a hora do casamento. A função desses encontros que vocês têm em grupo, quando saem todos juntos é, antes de tudo, ensinar-lhes a julgar-se reciprocamente. Nessa ocasião, a procura inquieta de uma intimidade sentimental ou de abandonos mais equívocos manchará a alma daqueles que estão na idade em que se decide seu destino.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">É preciso que vocês, mais do que nunca, deixem Jesus Cristo viver e agir em suas almas, que devem ser constantemente alimentadas pela oração e pelos sacramentos. É Ele, Jesus Cristo, quem lhes dará a força de permanecer inteiramente reservados para o dom total que supõe um amor total. É Ele quem lhes dará a luz para bem julgar, evitando que a paixão chegue a obnubilá-los.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Tenham esta fé, a fé de que Deus sabe melhor do que vocês o que convém à sua verdadeira felicidade. Isso fará com que vocês evitem substituir a providência dEle pela sua própria vontade, a confiança em vocês próprios à confiança nEle.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">É através da graça, usando de uma verdadeira liberdade, que vocês se encontrarão, caso sejam chamados ao matrimônio: é a verdadeira liberdade que os fará evitar encontros cujo objetivo não é conhecer-se nem julgar-se mas somente medir fraquezas e viver aventuras de prazer. Essas aventuras são de tal maneira imprudentes que destroem antecipadamente a felicidade conjugal, porque  só servem para exacerbar o egoísmo de cada um dos futuros cônjuges. Como vocês serão amanhã, espontaneamente, ocasião de aperfeiçoamento mútuo, se hoje, inevitavelmente, são um para o outro, ocasião de queda?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">Bibliografia:   « <i>La joie d’aimer</i> » (Marcel Clement)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11pt; color: #000000;">« <i>Le combat pour ces jeunes</i> » (Yves Salem)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span style="font-size: 11pt;">Fonte: <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://www.fsspx.com.br/para-voces-rapazes-e-mocas/">FSSPX</a></span></span></strong></span></p>
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