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	<title>DOMINUS EST &#187; Política</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>LIVE: A TENTAÇÃO DO ENTRISMO</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2026 14:19:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Nosso amigo Leonildo Trombela Jr. foi convidado pelo Rafael, do canal União Católica Portuguesa, para discutirem alguns artigos traduzidos e escritos por ele em seu excelente site VERBUM FIDELIS:  &#8211; “A tentação do entrismo”, de Dardo Juan Calderón &#8211; “Meu reino por um cargo”, de autoria do próprio Leonildo &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/live-a-tentacao-do-entrismo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nosso amigo Leonildo Trombela Jr. foi convidado pelo Rafael, do canal <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://substack.com/@uniaocatolicaportuguesa" rel="">União Católica Portuguesa</a></span>, para discutirem alguns artigos traduzidos e escritos por ele em seu excelente site <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://verbumfidelis.substack.com/"><strong>VERBUM FIDELIS</strong></a>:</span> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #0000ff;"><strong>&#8211; <a style="color: #0000ff;" href="https://verbumfidelis.substack.com/p/a-tentacao-do-entrismo" rel="">“A tentação do entrismo”</a>, </strong></span>de Dardo Juan Calderón</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; <strong><a style="color: #000000;" href="https://verbumfidelis.substack.com/p/meu-reino-por-um-cargo" rel=""><span style="color: #0000ff;">“Meu reino por um cargo”</span>,</a></strong> de autoria do próprio Leonildo</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também foi discutida a série <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://verbumfidelis.substack.com/p/umbrais-00" rel="">“Umbrais da Tradição Católica”</a></span> e outros assuntos correlatos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Rafael também mantém uma página na plataforma substack, a qual recomendamos que assinem: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://substack.com/@uniaocatolicaportuguesa" rel="">https://substack.com/@uniaocatolicaportuguesa</a></span></span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/nrmVmDWhf_c?si=sW3CTRk7XTe0xxfA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>PÁTRIA, NAÇÃO E ESTADO: DOS TERMOS AOS CONCEITOS, PELO PROF. GIOVANNI TURCO</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Mar 2024 21:42:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta palestra, o Prof. Giovanni Turco confronta a noção moderna de pátria, nação e Estado com aquelas que vigoravam na época medieval. Quando se dizia pátria no século XII, estava-se dizendo a mesma coisa que hoje? Esta é uma das &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/patria-nacao-e-estado-dos-termos-aos-conceitos-pelo-prof-giovanni-turco/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesta palestra, o Prof. Giovanni Turco confronta a noção moderna de pátria, nação e Estado com aquelas que vigoravam na época medieval. Quando se dizia pátria no século XII, estava-se dizendo a mesma coisa que hoje? Esta é uma das perguntas que o autor busca responder, sempre amparado pela filosofia realista aristotélico-tomista do ser.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Giovanni Turco atualmente leciona Filosofia do Direito Público, Teoria e Ética dos Direitos Humanos e Ética Profissional na Universidade de Udine. Anteriormente, ele ministrou cursos de Filosofia Teórica no Curso Especial de Habilitação da Universidade de Nápoles &#8216;Federico II&#8217;, História do Pensamento Político na Universidade Europeia de Roma e Historiografia Filosófica Medieval na Pontifícia Universidade Salesiana.</span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/a53x6Ab0RCM?si=r19xLetaYSLQ19qE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>NESSA SEMANA DE ELEIÇÕES&#8230;NOSSAS ÚLTIMAS ORAÇÕES</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2022 14:04:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos]]></category>
		<category><![CDATA[Orações e Piedade]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Lourenço Fleichman]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[CAMPANHA DE ROSÁRIOS A N. SRA APARECIDA PELAS ELEIÇÕES NO BRASIL Os destinos de uma nação dependem muito mais da vontade divina do que das urnas. Sabemos que o mundo é governado, em primeiro lugar, pela Divina Providência, e que nada &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nessa-semana-de-eleicoes-nossas-ultimas-oracoes/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/9Zw1sLd_IAA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/6191"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span class="tm8">CAMPANHA DE ROSÁRIOS A N. SRA APARECIDA </span></strong><strong><span class="tm8">PELAS ELEIÇÕES NO BRASIL</span></strong></span></a></span></p>
<p class="Normal tm5 tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Os destinos de uma nação dependem muito mais da vontade divina do que das urnas. Sabemos que o mundo é governado, em primeiro lugar, pela Divina Providência, e que nada acontece na vida dos homens sem que tenha sido vontade expressa de Deus, ou permissão divina. Você, católico, se esqueceu disso?</span></p>
<p class="Normal tm5 tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O estabelecimento do sufrágio universal como forma quase unânime da escolha dos governantes não é suficiente para eliminar a vontade divina como causa principal de uma eleição. Governa aquele que Deus escolheu para governar determinado povo. Se o governante for bom, terá sido escolhido por Deus por mérito do povo, ou para incentivar aqueles homens a serem bons; se for um mal governante, Deus o terá permitido para provar e fazer crescer os méritos daquela nação, ou para castigá-la por conta dos seus pecados. O voto é importante por ser o meio permitido por Deus para determinar a sua santa vontade. Vá às urnas para impedir a volta do comunismo, da corrupção, da mentira.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">As provas da intervenção divina nos processos eletivos são inúmeras, e foram alcançadas por meio da oração e do Rosário de Nossa Senhora. A vitória de Lepanto contra a poderosa esquadra turca é um exemplo espetacular da oração do Terço, ordenado pelo Papa São Pio V. A mesma oração tantas vezes pedida por Nossa Senhora levou os franceses a expulsarem os protestantes que pretendiam mudar a religião do seu país, em La Rochelle. Assim também na Áustria e em outros lugares. Aqui no Brasil expulsamos os comunistas já implantados no poder com a oração do Terço, em 1964. Além disso, como devemos entender a morte de Tancredo Neves? A eleição de Fernando Collor contra Lula, ou a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018? Certamente houve nesses casos um querer divino. Infelizmente nosso Brasil não soube tirar proveito espiritual ou político daquelas intervenções divinas.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Os católicos devem compreender que, sem oração, não conseguiremos conter a campanha orquestrada para derrubar o Presidente Bolsonaro. No momento em que a campanha eleitoral entra em sua fase mais difícil, devemos dedicar um esforço real, um sacrifício de nossas vidas, dobrando nossos joelhos na oração. Que Nossa Senhora Aparecida e São Pedro de Alcântara, padroeiros do Brasil, venham em nosso socorro.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm9" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">Oração diária do Rosário (3 Terços)</span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Pelo menos a oração diária do Terço, caso não conseguirmos &#8211; mesmo com o esforço proporcional &#8211; rezar o Rosário</span></p>
<p class="rtecenter" style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/6190"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ORAÇÃO PELAS ELEIÇÕES DE 2022 </strong></span><span style="text-decoration: underline;"><strong>A NOSSA SENHORA APARECIDA</strong></span></a></span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">No momento em que o Brasil se encontra na encruzilhada que pode levá-lo de volta ao comunismo e à corrupção, nos prostramos aos vossos pés, ó Rainha do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, e por estas humildes orações pedimos que intercedais junto ao vosso Filho pela nossa Pátria ameaçada. Queremos lembrar, ó Senhora, que um dia fostes coroada pela herdeira do trono do Brasil Império, a piedosa Princesa Isabel, a qual vos deixou por escrito este humilde pedido:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em>Eu, diante de vós, sou uma princesa da Terra, e me curvo, pois sois a Rainha do Céu. E eu vos dou tão pobre presente que seria uma coroa igual à minha. E se eu não me sentar no trono do Brasil, rogo que a Senhora se sente por mim, e governe perpetuamente o Brasil</em>.</span></strong></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Atendei, Senhora, a este singelo pedido, livrando o Brasil dos terríveis inimigos que ameaçam a nossa Pátria e a nossa fé.</span></strong></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Invocamos, igualmente, nesse momento de grandes disputas rasteiras e humanas, a São Pedro de Alcântara, padroeiro do Brasil, pedindo que ensine ao povo brasileiro e a seus governantes a amarem e abraçarem a Cruz de Nosso Salvador na única fé católica, como ele mesmo a abraçou ao ser atraído a ela por cima do povo reunido.</span></strong></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Crux sancta sit mihi lux – que a Santa Cruz seja a minha luz.</span></strong></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós.</span></strong></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">São Pedro de Alcântara, rogai por nós.</span></strong></p>
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		<title>O HOMEM É UM ANIMAL POLÍTICO</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2022 14:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristianofobia]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
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		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Benoît de Jorna]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Caros amigos e benfeitores, O homem é um animal político. Esta frase de Aristóteles, que Santo Tomás de Aquino repete frequentemente, significa que o ser humano não é, de modo algum, um &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-homem-e-um-animal-politico/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class=" aligncenter" src="https://mlssyxn21lzq.i.optimole.com/HJiYXwI.EYCS~1a38b/w:auto/h:auto/q:mauto/https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/06/Cite-de-Dieu.jpg" alt="Enluminure du XVe s. ornant une traduction française de la Cité de Dieu de saint Augustin, réalisée sur les instructions de Robert Gaguin, général de l'ordre des trinitaires († 1501) par Maitre François. Source : BNF - Cette partie inférieure représente la cité terrestre où sont mêlés les sept péchés capitaux et les vertus contraires : orgueil &amp; humilité, luxure &amp; chasteté, gourmandise &amp; sobriété, avarice &amp; libéralité, paresse &amp; diligence, colère (ire) &amp; patience, envie &amp; miséricorde" width="545" height="324" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/lettre-aux-amis-et-bienfaiteurs-du-district-de-france-n-91">La Porte Latine</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Caros amigos e benfeitores,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O homem é um animal político.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta frase de Aristóteles, que Santo Tomás de Aquino repete frequentemente, significa que o ser humano não é, de modo algum, um átomo isolado, uma “<em>mônada</em>” que não tem qualquer relação com ninguém. Pelo contrário, o homem só existe dentro de um campo de relações humanas que o constituem e lhe permitem evoluir, progredir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na linha de frente dessas relações constitutivas de um ser humano estão, obviamente, seus pais, sem os quais ele simplesmente não existiria, mas também sem os quais não seria alimentado, vestido, cuidado, tratado, ensinado, educado, protegido, etc. Sobre o pequeno ser que acaba de nascer, mas que morreria rapidamente se fosse entregue à sua sorte, se debruçam boas fadas auxiliadoras, que constituem a sociedade familiar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contudo, os bens úteis e necessários ao ser humano são tão numerosos e variados que a sociedade familiar, por mais útil que seja, não é suficiente para fornecê-los à criança de modo certo e regular. Entre alimentação, vestuário, cuidados médicos, linguagem, aprendizado da vida, confecção de utensílios, habitação, o parentesco, mesmo estendido aos antepassados, tios e tias, primos, muitas vezes será incapaz de fornecer ao pequeno tudo o que ele precisa. E é por isso que as famílias são auxiliadas em suas tarefas por diversas estruturas, como o comércio, empresas, associações, etc.</span><span id="more-27593"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas mesmo isso não é suficiente para garantir à criança o acesso a todos os bens que lhe são necessários para levar uma vida plenamente humana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É por isso que as famílias e as diversas estruturas intermediárias de que acabamos de mencionar se agrupam em uma estrutura maior, tanto natural (uma vez que o homem, naturalmente, precisa dela) quanto terminal, na medida em que oferece efetivamente ao homem todos os bens que ele essencialmente tem necessidade, sem ter que procurá-las em outro lugar. É o que se chama sociedade humana, cujo órgão de governo se chama Estado, e que Aristóteles referia como Cidade, em grego “<em>polis</em>”. Quando o Estagirita afirma que &#8220;<em>o homem é um animal político</em>&#8220;, significa simplesmente que é necessariamente e felizmente membro de uma Cidade, na qual encontra as condições para seu desenvolvimento humano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta cidade humana, estrutura necessária para a vida da humanidade, foi desejada e criada pelo próprio Deus, ao mesmo tempo que criou o homem no princípio. Como o Gênesis expressa em uma frase que resume esta necessidade da sociedade para o homem: “<em>Não é bom que o homem esteja só</em>” (Gn 2,18). Aristóteles faz uma observação profunda a esse respeito: “<em>O homem que vive fora da sociedade ou é uma besta ou um Deus</em>”. A misantropia completa é sinal de um estado sub-humano. Quanto ao eremitismo, trata-se de um estado levado por um tempo por um homem que já recebeu tantas riquezas da sociedade humana que pode se libertar temporariamente dela para se dedicar a realidades superiores, exclusivamente divinas. Mas o estado normal, o estado ordinário do homem é viver em sociedade: é a isso que a sua natureza o impele a fazer, e Robinson, na sua ilha deserta, deseja apenas uma coisa: regressar à companhia dos homens.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A primeira consequência destas poucas observações é que nos é simultaneamente impossível e proibido desinteressarmo-nos desta sociedade humana que é nossa estrutura natural, quaisquer que sejam as falhas gritantes que alteram esta sociedade hoje: permissiva, decadente, imoral, opressiva, totalitária, etc. Não podemos, pura e simplesmente, refugiar-nos na vida individual, familiar ou de amizade. Por um lado, é impossível, uma vez que estamos imersos nesta sociedade humana como os peixes estão imersos na água. Por outro lado, é injusto, pois devemos existir e ser nós mesmos, não apenas aos nossos pais, mas também à sociedade humana, da qual recebemos, todos os dias, tantos bens essenciais, pelos quais devemos, de uma forma ou de outra, fazer justiça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A segunda consequência é que a sociedade humana, como criatura de Deus, deve obrigatoriamente, como todas as criaturas, regressar a Deus, estar orientada para Deus, ser constituída e funcionar de acordo com o plano de Deus. Certamente, isto é feito através da mediação de realidades criadas, de acordo com a sua própria espécie. O mecânico, diante de um carro quebrado, não deve contentar-se em rezar sob o pretexto de submeter o seu trabalho a Deus, mas deve aplicar as regras da mecânica para reparar efetivamente este carro “<em>para maior glória de Deus</em>”. Mas, quer se trate da mecânica ou da organização da cidade terrestre como um todo, e respeitando as mediações criadas, toda criatura seja submetida a Deus e, em última análise, orientada para Ele. E como o único Deus que existe é Nosso Senhor Jesus Cristo, é necessário que cada criatura, e em primeiro lugar a Cidade humana, esteja sujeita ao reinado de Cristo Rei.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/nas-proximas-decadas-os-priorados-serao-vossas-paroquias/">Dissemos, da última vez, que é necessário, na situação atual da Igreja, ter um vínculo profundo com os Priorados da FSSPX, que hoje são como nossas paróquias e bastiões do cristianismo</a>.</strong></span> Isso não significa de forma alguma, como querem os anticlericais, que os católicos da Tradição devam “<em>se trancar na sacristia</em>”. Pelo contrário! Os fiéis católicos devem trabalhar no coração da Cidade humana, trabalhar para melhorá-la de acordo com suas possibilidades e, no final, procurar orientar esta Cidade para o reino de Cristo Rei.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">D. Lefebvre afirmava isso energicamente durante a Missa de seu Jubileu Sacerdotal <a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/formation/mgr-lefebvre/textes/sermon-du-jubile-sacerdotal-paris-le-23-septembre-1979-mgr-lefebvre">em 23 de setembro de 1979</a>: “<em>Vós que sois chefes de família, tendes uma séria responsabilidade em seu país. Não tendes o direito de deixar vosso país ser invadido pelo socialismo e pelo comunismo. Não tendes esse direito ou não sois mais católico. Deves fazer campanha em tempo de eleições para terdes prefeitos católicos, deputados católicos e finalmente para que a França volte a ser católica. Não se trata de fazer política, mas sim de fazer boa política, política como fizeram os santos, como fizeram os papas. (…) Portanto, sim, queremos esta política, queremos que Nosso Senhor Jesus Cristo reine.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>(…) Isso deve ser uma realidade. Chefes de família, vós sois os responsáveis ​​por isso, pelos vossos filhos, pelas gerações futuras. Então deveis vos organizar, vos reunir, concordar em fazer a França voltar a ser cristã, voltar a ser católica</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Temos ciência, em uma sociedade cada vez mais apóstata e anticristã, da crescente dificuldade de agir pelo reinado de Cristo Rei. Até mesmo tornar-se prefeito de uma pequena vila, ou mesmo apenas um vereador, torna-se complicado em alguns aspectos, mesmo que seja apenas por causa do chamado “<em>casamento gay</em>” que um funcionário municipal deve legalmente realizar. É verdade. Mas foi a vida dos primeiros cristãos numa cidade, num império profundamente pagão e violentamente perseguidor, mais fácil do que a nossa? Isso impediu-os de propagar Cristo onde podiam e influenciar homens e estruturas? A Armênia tornou-se oficialmente um país cristão no início do século IV, quando o Império Romano do qual dependia ainda era pagão: prova de que sempre há interstícios para agir, apesar da perseguição, apesar da opressão, apesar de uma situação aparentemente desesperadora.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem dúvida, é necessário inventar novas formas de ação, que consigam “<em>escorregar pelas fendas</em>”, aproveitar as lacunas do sistema, contornar os muros que querem nos impedir de agir por Cristo. Sejamos inventivos, sejamos inteligentes, sejamos ousados. Assim, como dizia Santa Joana d&#8217;Arc, “<em>os homens de armas lutarão, e Deus dará a vitória</em>”, ainda que parcial, pontual, o que já é alguma coisa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deus não nos pede para ter sucesso sempre, para vencer em todas as circunstâncias. Mas nos pede para lutar até o fim sob suas bandeiras e para a glória de Seu nome. Não há dúvida de que nossa ação contribuirá para a salvação de alguns ou de muitos. O certo é que esta luta perseverante garantirá a nossa salvação. Confiemos esta luta por Cristo Rei à Bem-Aventurada Virgem Maria, Rainha da França e vitoriosa sobre todas as heresias, incluindo em particular essa “<em>praga do laicismo</em>” denunciada por Pio XI na sua encíclica <span style="color: #0000ff;"><strong><em><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/carta-enciclica-quas-primas-sobre-cristo-rei/">Quas Primas</a>.</em></strong></span></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><em>Carta aos amigos e benfeitores do Distrito da França nº 91 &#8211;</em> Pe. Benoît de Jorna, <em>Superior do Distrito da FSSPX na Franç</em><em>a</em></span></strong></p>
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		<title>OS ANTIFASCISTAS</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2020 17:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristianofobia]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Fascismo]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[“They are not rebelling against an abnormal tyranny; they are rebelling against what they think is a normal tyranny — the tyranny of the normal.” (Chesterton) Fonte: Boletim Permanencia Como uma mola comprimida, o estranho confinamento das últimas semanas terminou &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/os-antifascistas/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://boletim.permanencia.org.br/wp-content/uploads/2020/06/Antifa_daniel-Arroyo_-ponte-Jornalismo-1-700x467.jpg" alt="" width="421" height="283" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em>“They are not rebelling against an abnormal tyranny; they are rebelling against what they think is a normal tyranny — the tyranny of the normal.” (Chesterton)</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://boletim.permanencia.org.br/2020/06/13/os-antifascistas/">Boletim Permanencia</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como uma mola comprimida, o estranho confinamento das últimas semanas terminou numa explosão de anarquia. Sob o aplauso da imprensa — que parece aprovar quando a aglomeração é desse teor — multidões passaram a se reunir nas ruas em várias capitais do mundo, depredando o patrimônio público e agredindo populares. Tudo em nome da democracia, da tolerância ou de um mundo melhor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa explosão de ódio não poupou a Igreja. Na Espanha, em La Roda de Andaluzia, um monumento ao Sagrado Coração de Jesus foi decapitado, enquanto, em Portugal, uma estátua do Padre Antônio Vieira foi vandalizada. Nos Estados Unidos, o ódio iconoclasta voltou-se contra as origens do país: estátuas de Cristóvão Colombo foram depredadas em pelo menos duas localidade, bem como as de outras personalidades históricas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por detrás de tudo isso encontra-se um grupo chamado “Antifa”, que é a abreviação de anti-fascistas. “A violência instigada e produzida pelo “Antifa” e outros grupos similares em conexão com as manifestações é terrorismo doméstico e deverá ser tratado como tal” — declarou recentemente William Barr, Advogado Geral do governo norte-americano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi esse grupo que aportou nas últimas semanas no Brasil, prometendo trazer para cá as táticas e objetivos dos auto-proclamados grupos anti-fascistas, em atuação na Europa há quase um século.</span><span id="more-20033"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Antifaschistische Aktion</em> era o nome da primeira organização “Antifa”, fundada na Alemanha na década de 30 pelo Partido Comunista. Como os seus discípulos de hoje, cobriam os rostos, envolviam-se em brigas e empunhavam a bandeira preta, que é a cor do movimento anarquista, ou a vermelha, do comunismo. O que entendiam esses bravos por “fascismo”? Bom, era tudo o que não concordasse com os seus ideais, com uma diferença: se no início seguiam a definição marxista-leninista que identificava fascismo a capitalismo, hoje parecem englobar no termo tudo o que se opõe à agenda esquerdizante: aborto, gênero etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que há por trás de tudo isso? Como explicar manifestações similares e de caráter violento explodindo de uma hora para a outra nos quatro cantos do mundo? Responda quem puder.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto a nós, socorrendo-nos das lições que Marcel Clement nos deu em “<em>Le communisme face à Dieu</em>“, apenas nos perguntamos se isso não representará o início de uma nova etapa no combate:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Que diferença há entre <em>guerra subversiva</em> e <em>guerra revolucionária</em>? Primeiro, o fim perseguido. O objetivo da guerra subversiva é isolar psicologicamente uma população de seu governo para enfraquecer esse governo e, assim, condicionar sua política. A União Soviética sustentou esse tipo de guerra, em graus variados, em todos os países livres”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“O fim da guerra revolucionária é muito mais radical. Como o próprio nome sugere, procura derrubar a ordem estabelecida em um país e substituir o antigo governo por um novo, de tendência ideológica oposta.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Essa diferença de objetivos implica uma diferença de meios. Na guerra subversiva, as principais armas são psicológicas. Por meio de informações, imprensa, pôsteres, folhetos e, se possível, rádio e até cinema e televisão, busca-se influenciar a opinião pública, utilizando seus instintos, para finalmente condicionar suas reações psicológicas. Todas essas técnicas também são usadas na guerra revolucionária, mas combinadas com o uso metódico de infiltração, terrorismo e, lateralmente, com uma encenação militar, política e diplomática.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“A característica essencial da guerra revolucionária é seu caráter totalmente artificial. Os habitantes de um país sujeito a esse tipo de guerra testemunham uma incrível evolução de idéias. Em alguns meses, ou em alguns anos, eles se tornam inimigos da organização social em que vivem em paz e amigos daqueles que, culpados da desordem, praticam o terrorismo, enquanto fanatizam a população, buscando a vitória da sua ideologia. Como Mao-Tsé-Tung escreveu: “Uma revolução ou uma guerra revolucionária começa do nada e, para existir, vai aos poucos, do nascimento ao desenvolvimento; da falta de poder à tomada do poder político; da ausência de um exército vermelho à sua criação; da ausência de uma região dominada pelos comunistas ao seu estabelecimento. ”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O comunismo — condenado pela Igreja como ‘intrinsecamente perverso’ — é o regime do pensamento único. Apesar da sua grande prevalência em nossos dias, ele ainda não é absoluto pois há quem lhe oponha resistência e insista em defender, com maior ou menor acerto, o patrimônio da civilização ocidental, pela Fé em Deus, o amor à Pátria e a vida moral fundada nas verdadeiras virtudes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São esses os verdadeiros alvos desses manifestantes.</span></p>
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		<title>A VERDADEIRA POLÍTICA É SOBRENATURAL</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Oct 2018 15:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Pe. Guillaume Devillers, FSSPX “Civitas est communitas perfecta” (a cidade é a comunidade perfeita) É sobre este princípio, retirado de Santo Tomás de Aquino, que muitos se baseiam para justificar a autonomia da política: a cidade, ou seja, a sociedade civil, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-verdadeira-politica-e-sobrenatural/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class="aligncenter" src="http://permanencia.org.br/drupal/sites/default/files/imagens/Unknown-1.jpeg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;">Pe. Guillaume Devillers, FSSPX</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>“Civitas est communitas perfecta”</em></strong><strong> <em>(a cidade é a comunidade perfeita)</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">É sobre este princípio, retirado de Santo Tomás de Aquino, que muitos se baseiam para justificar a autonomia da política: a cidade, ou seja, a sociedade civil, é uma sociedade perfeita, logo, autônoma. Sem dúvida existe também outra sociedade perfeita, fundada por Cristo, a Igreja, sociedade sobrenatural ordenada à salvação das almas. Mas a graça não suprime a natureza; e portanto, permanece o fato de que a sociedade política é perfeita e, por si mesma, autônoma.</p>
<p style="text-align: justify;">É este exatamente o pensamento de Santo Tomás? Vejamos um pouco como o santo doutor nos explica este princípio: “a cidade é a comunidade perfeita, o que Aristóteles prova mostrando que, como toda comunicação social ordena-se a alguma necessidade da vida, a comunidade perfeita será aquela ordenada a que o homem tenha suficientemente tudo o que é necessário à vida: ora, tal é a comunidade da cidade&#8230;” <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote1_ni75oq2">1</a></p>
<p style="text-align: justify;">A cidade é, portanto, a sociedade perfeita na medida em que pode satisfazer <em>todas</em> as necessidades do homem. Santo Tomás esclarecerá: necessidades materiais e <em>espirituais</em>, asseguradas pela diversidade de ofícios, tais como agricultores, artesãos, soldados, príncipes e padres <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote2_9zzseq3">2</a>. Para Santo Tomás, como para todos os papas que trataram destas questões, a sociedade perfeita é, portanto, antes de tudo a que une organicamente Igreja e Estado, a sociedade civil e a sociedade religiosa, o poder temporal e o poder espiritual, sob um único chefe, que é Cristo. Não há dúvida de que, em seu seio, podemos distinguir dois tipos de comunicação — espiritual e temporal — e por conseguinte, dois poderes, cada qual com sua função particular e seu fim próprio. Porém, todos os dois estão unidos sob um único chefe, que é Cristo, e seu vigário, o papa; e sobretudo, os dois estão ordenados ao um mesmo fim, a felicidade ou beatitude sobrenatural <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote3_rx95xgo">3</a>. Esta <em>civitas</em>, que é uma sociedade perfeita, é portanto a cidade católica, é a cristandade, que une em seu seio os dois poderes <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote4_ts2mg3t">4</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Santo Tomás distingue mas não separa, o que são coisas absolutamente diferentes. Distinguimos no homem a alma e o corpo, mas não os separamos <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote5_d32rbxl">5</a>. Estes dois elementos constituem um único ser, ordenam-se um e outro a um único fim que é a felicidade e a perfeição do homem. Podemos e devemos distinguir na sociedade humana as diferentes pessoas que a compõem, os diferentes ofícios ou trabalhos que concorrem para sua perfeição, e o temporal e o espiritual. Mas não é possível separá-los sem causar à sociedade um grande mal.<span id="more-14653"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Com efeito, a Igreja tem repetido sem cessar: a política separada é a morte da civilização cristã.</p>
<p style="text-align: justify;">A distinção e a harmoniosa união dos poderes civil e religioso fizeram a grandeza da civilização cristã, “o poder civil tendo como fim próximo e principal ocupar-se dos interesses terrestres, e o poder eclesiástico de procurar os bens celestes e eternos” <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote6_pedn448">6</a>. Na sociedade católica, os reis obedeciam aos padres <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote7_8jzp7xj">7</a>, e a “filosofia do Evangelho presidia o governo das nações. Tudo então estava impregnado das divinas influências e da sabedoria católica: as leis, as instituições, os costumes, todas as classes, todas as relações sociais” <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote8_t4zempq">8</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir do Renascimento, os Estados separam-se progressivamente da Igreja, o que culminará na ruína da civilização cristã e na perda de milhões de almas. É assim, ao menos, que os papas da tradição sempre apresentaram a história moderna.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O fim último do homem é único, é a vida eterna</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mas para esclarecer um pouco esta questão, devemos considerar, antes de tudo, qual é o fim da sociedade humana. É certamente este fim o determinante em todas as questões morais ou políticas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, Santo Tomás mostra bem no início de sua moral que existe um fim último <em>único</em> para cada homem e para todos os homens, ao qual estão ou deveriam ordenar-se todas as suas ações (I-II, q.1). Este fim último é sobrenatural, é a vida eterna, em comparação com o qual todos os outros bens são nada. Efetivamente, Deus criou todo o universo material para o homem, e o homem para o Céu: “o homem foi criado para louvar, honrar e servir a Deus, nosso Senhor – diz Santo Inácio – e por este meio, salvar sua alma. As outras coisas que estão sobre a terra foram criadas por causa do homem e para ajudá-lo na busca do fim que Deus lhe indicou ao criá-lo” <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote9_siaxa3e">9</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">É verdade que por vezes se evoca um duplo fim último, natural e sobrenatural <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote10_coqrtt7">10</a>, mas não devemos abusar das palavras. O fim último natural só é fim último sob certo aspecto, “<em>secundum quid”</em>, como dizem os teólogos, pois, absolutamente falando, não há senão um só fim último: <em>Non est possibile esse nisi unum finem ultimum</em>, não pode haver senão um fim último <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote11_nm5kws1">11</a>. Todo o mais deve subordinar-se a ele. Uma comparação nos fará compreender esta distinção: quem viaja de Paris a Madri, atravessando a fronteira em Hendaye, poderá dizer que o fim último na França é Hendaye, ainda que o fim último, absolutamente, seja Madri. Hendaye só é último “de certo modo” (<em>secundum quid</em>); o verdadeiro fim da viagem é Madri.</p>
<p style="text-align: justify;">O verdadeiro fim de nossa viagem aqui nesta terra é o Céu, diante do qual todos os bens temporais não são nada.</p>
<p style="text-align: justify;">Afirmamos, portanto, que a política não escapa à universalidade desta regra: também ela deve, tanto quanto possível, ordenar-se à salvação das almas. Do que segue, logicamente, que toda ação política dos católicos deve ter por carta fundamental a lei evangélica e, particularmente, a grande lei da caridade. Não basta não ser indiferente em matéria de religião, é preciso buscar nas máximas do Evangelho, sobretudo, os princípios de uma ação sobrenaturalmente eficaz. Em particular, deve defender a religião verdadeira, como assinala Santo Agostinho: “felizes os governantes católicos se empregarem principalmente seu poder a serviço da majestade divina, para expandir seu reino e seu culto” <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote12_rgacazg">12</a>. É por isso que a Igreja sempre (até o Concílio Vaticano II) lembrou aos imperadores, reis e demais governantes católicos, que devem ao papa “não apenas amor, honra, reverência e respeito, mas também ajuda, socorro e assistência para todos e contra todos os que o ofendem (ou que ofendem a Igreja) em sua autoridade espiritual” <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote13_mfy6oyr">13</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta doutrina, universalmente admitida por toda a tradição, foi muito bem expressa por Santo Tomás em seu <em>De Regime Principum</em>: “Uma vez que a bem-aventurança celeste é o fim da vida honesta neste mundo, segue-se que o papel do rei é fazer que a multidão viva de tal modo que possa adquir a bem-aventurança celeste, isto é, deve ordenar o que conduz a este fim e impedir, tanto quanto possível, o que lhe é contrário” <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote14_pqxr7da">14</a>. Deste princípio fundamental, o santo doutor deduz as diferentes obrigações do governante.</p>
<p style="text-align: justify;">A ação política dos cidadãos deve igualmente ordenar-se à salvação das almas. É preciso lembrar-se disso para resolver corretamente algumas questões atuais como as seguintes: Pode um católico engajar-se na política partidária?&#8230; em eleicão pode ou deve votar em candidato que representa mal menor?&#8230; pode ou deve militar por um partido nacionalista mais ou menos carregado de liberalismo? Dois erros contrários devem ser evitados aqui. O primeiro consistiria em rejeitar toda colaboração com o sistema, abandonando o terreno ao inimigo. O segundo, em engajar-se demasiadamente, e correr o risco de comprometer-se em manobras pecaminosas e terminar perdendo sua alma. Colaborar com um regime ou um partido não significa necessariamente consentir e cooperar no que faz de mal, mas isto pode ocorrer muito facilmente, sobretudo se o católico não é suficientemente formado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Estado, realidade natural ou sobrenatural?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Desde que o Estado se submeta como deve à Igreja, ele entra de pleno direito na ordem sobrenatural. E seu papel não se limita a afastar os obstáculos, de maneira puramente negativa, como pensam alguns. O príncipe ou o militante político, agindo sob a influência da Igreja e iluminados pela Revelação, são verdadeiramente causas segundas e instrumentos eficazes nas mãos de Jesus Cristo para conduzir as almas a Deus. É verdade que só Deus pode causar a graça, porque esta é uma participação na vida divina. Mas o homem pode preparar o seu próximo para ela instruindo-o <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote15_px8402e">15</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Com efeito, está escrito: “Aquele que fizer um pecador se converter de sua má vida salvará a alma desse pecador da morte e fará desaparecer uma multidão dos seus próprios pecados” (Tg 5, 19). O homem, então, pode muito bem ser causa “dispositiva” na ordem sobrenatural. E não vemos porque ele perderia tal poder quando assume alguma autoridade política, muito pelo contrário! Assim como uma lâmpada colocada no cume de uma montanha, ele poderá iluminar todo um povo com suas palavras e com seus atos. Também Santo Afonso gostava de dizer que era mais importante converter um único príncipe do que mil homens desprovidos de autoridade. É suficiente aliás considerar a ação eminentemente política e eminentemente sobrenatural de um São Luiz ou de uma Santa Joana d’Arc para disso se convencer. E até mais perto de nós, a obra admirável, realizada por certos governos, sem dúvida não santos, mas todavia impregnados de cristianismo: o de Franco na Espanha, de Salazar em Portugal, do Marechal Pétain na Françca, etc. Quem negará que sua ação não tenha sido meio de salvação para milhões de almas? E como não ver que a política separada arrasta hoje milhões de almas ao inferno?</p>
<p style="text-align: justify;">O rei São Luiz contentava-se em “afastar os obstáculos” à ordem sobrenatural, limitando cuidadosamente sua política à ordem natural? Claro que não! Ele se esforçava muito mais, movido pela caridade que ardia em seu coração, para propagar a fé sobrenatural tanto quanto podia. E colocava ao serviço dessa grande obra todos os serviços do Estado, seu exemplo pessoal, o de seus ministros, e todos seus atos oficiais repletos de considerações sobrenaturais e de verdadeiro devotamento para com seus súditos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Estado é uma sociedade perfeita?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tal questão não fazia sentido nos tempos de Santo Tomás de Aquino, uma vez que a unidade fundamental da sociedade cristã era evidente para todos. Não são esses os nossos tempos. Assim como a revolta dos Estados contra a Igreja é hoje fato, a separação também o é. Temos, assim, atualmente, duas sociedades, que são o Estado e a Igreja; o primeiro assume de modo mais ou menos feliz o cuidado das coisas temporais, e despreza ordinariamente a autoridade espiritual da Igreja.</p>
<p style="text-align: justify;">Nestas condições, qual deve ser a atitude dos católicos? Devolver desprezo por desprezo e ignorar o poder civil? Certamente não, pois este é de todos os modos necessário, desejado por Deus e exigido pela natureza política do homem. Mesmo separado da Igreja e limitando-se deliberadamente ao temporal, o Estado conserva uma certa bondade e perfeição, assim como o homem pecador conserva o conjunto de suas potências naturais. É neste sentido que dizemos, por vezes, que o Estado é, por si mesmo, uma sociedade perfeita “<em>em sua ordem”</em>, ou seja, na medida em que pode prover as necessidades temporais do homem. Mas, é preciso acrescentar logo o seguinte, para a definição ser verdadeira: na medida em que o Estado se mostra indiferente à ordem sobrenatural e hostil à Igreja, torna-se de fato incapaz de cumprir corretamente até mesmo sua missão temporal; pois, sem a graça de Deus, a pobre natureza humana afunda miseravelmente no vício, no erro e no caos. O papa Leão XIII dedicou-se particularmente a promover esta verdade nas suas belas encíclicas. Além disso, nunca é demais lembrar que a experiência dos últimos séculos é evidente demonstração do sobredito.</p>
<p style="text-align: justify;">A perfeição do Estado “<em>na sua ordem”</em> é, portanto, inteiramente relativa e de nenhum modo justifica a pretensão ímpia dos Estados modernos à separação e à autonomia <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote16_uj6dq6g">16</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Estado é mero instrumento?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eis uma objeção: “O senhor faz do Estado mero instrumento nas mãos da Igreja, e se esquece de que o bem temporal e puramente natural é bom e desejável em si mesmo – não se trata de ser puro meio. A ordem sobrenatural não destrói a ordem natural!” <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote17_qum42ay">17</a></p>
<p style="text-align: justify;">Resposta: Não negamos absolutamente que os bens temporais e naturais tenham algum grau de bondade neles mesmos; contudo, afirmamos que estão todos ordenados aos bens eternos, como o imperfeito está para o perfeito, o finito para o infinito, o temporal para o eterno: <em>“De que vale ao homem ganhar todo o mundo, se perder sua alma</em>?”</p>
<p style="text-align: justify;">Não, o Estado não é mero instrumento nas mãos da Igreja, como o pincel nas mãos do artista. Pois o instrumento só age movido pela causa principal, ao passo que o poder temporal age por si mesmo. Mas isto não dispensa-o de ordenar sua ação ao fim último!</p>
<p style="text-align: justify;">Não, a Igreja não esmaga o poder do Estado, ao contrário! A política cristã, tal como a quer a Igreja, não é totalitária, ela é hierárquica. Não é totalitária, pois não pretende assegurar seu domínio esmagando os indivíduos e as autoridades intermediarias, ou dividindo-os segundo a teoria subversiva bem conhecida, “dividir para reinar”. Em vez disso, esforça-se por torná-los fortes e competentes, a fim de que cada um em seu lugar possa contribuir eficazmente ao bem comum. A política cristã é hierárquica, e sabe que o poder supremo será tanto mais forte para o bem quanto puder contar com indivíduos virtuosos e bem formados, e com autoridades intermediárias fortes, cada qual em seu nível.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem independência anárquica, nem escravidão totalitária, eis a verdadeira liberdade cristã.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Poder direto ou poder indireto? – Princípio de subsidiariedade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Opondo-se ao erro “separatista”, alguns defendem a tese do poder direto da Igreja em matéria temporal. O ideal seria, por exemplo, que o papa pudesse nomear os reis. As reflexões precedentes nos mostram por que esta doutrina é falsa. Sem dúvida a Igreja recebeu o poder supremo, mas ela age para com o Estado em conformidade com os princípios da ordem natural: longe de aniquilá-lo, ela o quer forte e bem organizado, para que possa trabalhar com mais eficácia para a justiça, felicidade e salvação de seu povo. Desse modo, a Igreja só tem e só quer exercer no domínio temporal um <em>poder indireto</em>, em que intervém apenas em vista ao bem eterno, a exemplo de seu divino fundador. Com efeito, como nota Santo Tomás de Aquino: “Cristo, mesmo sendo constituído rei por Deus, não quis durante sua vida na terra <em>administrar temporalmente o reino terrestre</em>; por sso, diz ele mesmo: meu reino não é deste mundo” <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote18_gzgwf4d">18</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Note-se a precisão admirável desta frase de Santo Tomás: é claro que cada palavra foi cuidadosamente pesada. <em>Administrar temporalmente o reino terrestre</em> seria ter-se substituído à autoridade de Pilatos. Cristo interveio no reino terrestre, ditando uma lei e fundando a Igreja que, pouco a pouco, iria transformar este reino até em seus fundamentos. Portanto, <em>administrou este reino terrestre</em>, mas o fez <em>espiritualmente</em>, deixando aos demais a administração temporal e só preocupando-se da salvação das almas.</p>
<p style="text-align: justify;">A exemplo, e segundo a ordem de seu divino fundador, a Igreja abstém-se de intervir no domínio temporal e político de uma maneira intempestiva, acerda de questões que não estão diretamente sob sua jurisdição. Só o faz quando há necessidade verdadeira e certa que diga respeito à salvação.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo que a expressão “poder indireto” seja relativamente moderna, a doutrina por ela significada foi sempre professada pela Igreja. Julgava-se que o poder eclesiástico agia mal quando pretendia impor-se ao Estado em questões temporais, com objetivos puramente terrestres <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote19_b7drtak">19</a>. E reprovavam-se as autoridades do Estado, quando não apoiavam a ação da Igreja e resistiam à sua autoridade, quando corretamente exercida em vista à salvação das almas. Do mesmo modo que não seria correto se o papa nomeasso habitualmente os chefes do Estado, seria perfeitamente normal que ele depusesse o príncipe prevaricador que se tornasse motivo de escândalo para a fé dos fiéis<a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote20_s3peckh">20</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">A distinção e união dos poderes é o próprio da sociedade cristã. Sempre que aplicada, produziu frutos excelentes, permitindo conciliar duas exigências essenciais da ordem social, julgadas até então incompatíveis:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8211; Exigência de um poder forte e único.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8211; Proteção contra a tirania do mais forte.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A solução original trazida por Cristo está, ademais, em perfeito acordo com a filosofia política, aplicando no mais elevado nível o princípio de subsidiariedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Este princípio, talvez novo quanto ao nome, era todavia bem conhecido dos antigos. O príncipe é responsável pelos encargos mais elevados. Convém que deixe o cuidado do que é secundário às autoridades inferiores: “<em>De minimis nos curat praetor</em>” <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote21_sgn0323">21</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Cristo deu aos apóstolos o poder mais forte que se pode exercer na terra: “Eu te darei as chaves do reino dos céus”. E lhes desobrigou totalmente de qualquer outro cuidado, pelas exigências evangélicas de castidade, pobreza e humildade: “<em>o que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos.”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Daqui seguem duas consequências. A primeira é que a Igreja tem poder sobre todas as coisas humanas, sobre toda a superfície da terra. A segunda é que este poder só diz respeito ao que é útil ou necessário à grande tarefa da salvação eterna. O objeto material do poder é sem limites, mas sua razão formal é o bem espiritual e eterno. Os apóstolos e seus sucessores são verdadeiramente os príncipes da terra, mas, a exemplo do seu Mestre,  devem guardar-se das seduções do poder e não ceder à tentação de querer <em>“administrar temporalmente o reino terrestre”.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A mesma distinção vale para os deveres correlativos dos governos civis no que diz respeito à Igreja: devem a ela a maior submissão, materialmente em todas as coisas, formalmente em vista da salvação das almas. Pois a salvação das almas é o fim último de toda a sociedade humana, assim como dos indivíduos que a compõem. É a doutrina clássica do poder indireto.</p>
<p style="text-align: justify;">Acrescentemos que esta subordinação do Estado à Igreja pode ser dita “acidental” no sentido de que a graça está para a natureza como acidente. Mas “acidental” não significa “secundário” ou “facultativo”! Pois o acidente é aqui de muito maior dignidade que o sujeito que a recebe. A ordem sobrenatural ultrapassa infinitamente em dignidade a ordem natural, e não é absolutamente facultativa: “O que crer e for batizado será salvo; o que, porém, não crer será condenado”.</p>
<p style="text-align: justify;">Isto nos mostra a que ponto a política cristã precisa da santidade do clero, isto é, que os padres levem vida verdadeiramente evangélica. E ela não requer menos o espírito de fé da parte dos leigos e sua sincera submissão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A parte é para o todo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É este um dos princípios fundamentais da política. Noutro lugar, mostramos como se deve compreendê-lo <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote22_t3q1ryl">22</a>. A ordenação do homem à sociedade política não é sem limite. É verdade que Santo Tomás parece assinalar apenas de passagem os limites do princípio de totalidade aplicado à sociedade política: é que o TODO que considera habitualmente não é outro que a cidade santa, a cristandade, cujo chefe é Cristo-Deus. O bem comum deste TODO é a beatitude celeste, fim último de toda a vida humana. Por conseguinte, o princípio vale de modo absoluto: a parte é para o todo, o homem só é para Deus e para o Céu.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal é a concepção comum no século XIII. A “<em>civitas perfecta”</em>, o TODO ao qual se ordena a pessoa, é único. Inclui, sem confundir, o poder temporal e o poder espiritual, aquele subordinando-se a este como devido. Como pedras de uma catedral, todos os elementos da sociedade medieval estavam unidos e voltados para o céu, e o Cristo era a pedra angular de todo o edifício. Mas, nao é esse o caso hoje. A sociedade civil, considerada doravante separadamente, deixou de ser o fim último dos cidadãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso foi muito bem explicado por Mons. Delassus em seu belo livro <em>La mission posthume de Sante Jeanne d’Arc</em>. Eis alguns extratos do capítulo XVI, “Idéia fundamental do reino de Cristo ou da civilização cristã”:</p>
<p style="text-align: justify;">“O homem é feito para o Estado; o cidadão é feito para a pátria, disse a antiguidade. O homem é feito para Deus, respondeu o cristianismo&#8230; Nosso Senhor Jesus Cristo veio dizer: ‘<em>Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus</em>’. Esta palavra produziu a maior revolução que se viu nos anais do mundo. Ela reconhece ao Estado os direitos que decorrem de seu fim próprio; ela proclama, por outro lado, os direitos de Deus sobre o homem e a obrigação do Estado de respeitá-los&#8230; O homem moral só depende de sua consciência e de Deus, e a medida de sua dependência de Deus é a medida de sua independência de César. Ao proclamar neste mundo os direitos de Deus sobre o homem, o Evangelho introduziu ao mesmo tempo os direitos do homem sobre o Estado” <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote23_yrp1nsh">23</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta frase é muito esclarecedora: “<em>a medida de sua dependência de Deus é a medida de sua independência de César</em>”. Desde de que o homem virou as costas para Deus, tornou-se o joguete de governos tirânicos contra os quais não cessa de se revoltar. O remédio não se encontra nem na exaltação da dignidade do homem e nos direitos humanos, nem no exagero dos direitos do Estado, mas em voltar-se para Deus. É o que os papas, até Pio XII, sempre repetiram.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Verdadeiros direitos humanos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As últimas palavras do texto que acabamos de citar parecerão talvez a alguns como um tipo de blasfêmia filosófica: “direitos do homem sobre o Estado”. A noção mesma de direito subjetivo ou de poder moral concedido ao indivíduo não é falsa e perversa? Muitos assim o pensam, considerando que o homem é de tal modo dependente do Estado, como a parte em relação ao todo, que só tem rigorosamente o direito de submeter-se. Os que falam assim se dão conta de que prestam serviço inesperado ao socialismo de ontem e, talvez, ao globalismo ecológico de amanhã? A parte é para o todo, portanto, que morram os homens para salvar o planeta!</p>
<p style="text-align: justify;">Os papas, de Leão XIII a Pio XII, melhor  inspirados, lembraram que a cidade é para o homem e não o inverso (outra “blasfêmia” para os adeptos da política separada!), e que o indivíduo tem direitos verdadeiros anteriores ao Estado. Por exemplo, o direito de propriedade sobre os seus bens, o direito dos esposos um sobre o outro, ou os direitos dos pais de educar eles mesmos seus filhos. E, bem entendido, o direito e o dever de prestar culto ao verdadeiro Deus e observar seus Mandamentos. Noutra parte, mostramos que esta doutrina é perfeitamente conforme com Santo Tomás de Aquino <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote24_9tsqm9u">24</a>. Estes verdadeiros direitos não se fundam na vontade do homem, como os falsos direitos de 1789, mas na lei divina que se impõe tanto sobre os Estados como sobre os indivíduos. Aí encontram sua justificativa bem como seus limites.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais uma vez, vemos que a filosofia separada, privada como é das luzes sobrenaturais, recai com imensa facilidade em toda espécie de erros, como é o caso da idolatria revolucionária do indivíduo ou da idolatria pseudo-contrarrevolucionária do Estado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A graça supõe a natureza</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Comentando o princípio “a graça supõe a natureza”, muitos insistem na autonomia do seguinte: a natureza tem suas leis próprias e suas finalidades que não se modificaram com a elevação do homem à ordem sobrenatural. Paralelamente, exaltam a autonomia e independência da ordem sobrenatural, tendendo assim a dissociar o político e o religioso. Para tais autores, parece que a natureza não é senão o suporte extrínseco da graça. Sem dúvida a natureza está “subordinada” à ordem divina e “ordenada” aos fins supremos da graça, mas tudo isso segundo um modelo totalmente transcendente e extrínseco que se torna vazio de toda significação prática. De modo que o princípio “a graça supõe a natureza” parece significar para eles que a natureza não é absolutamente afetada pela graça.</p>
<p style="text-align: justify;">A consequência é o naturalismo político.</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que a natureza não é indiferente à graça. É profundamente modificada por ela, mesmo se conserva suas leis próprias. E não apenas o Estado, mas toda a natureza humana é assim afetada por sua elevação à ordem sobrenatural, corpo e alma.</p>
<p style="text-align: justify;">O católico não se entrega mais às paixões miseráveis, mortifica seu corpo pelo jejum segundo a palavra de São Paulo: “<em>castigo o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que não suceda que, tendo pregado aos outros, eu mesmo venha a ser condenado</em>.” Sua inteligência é toda iluminada pela fé, seu coração abrasado pela caridade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, a graça estende seus benefícios à família e à vida social: famílias unidas e piedosas, ensino escolar e educação iluminados pela catequese, confissão e comunhão das crianças. A caridade e o perdão suplantam o egoísmo, o ódio e os rancores.</p>
<p style="text-align: justify;">A vida econômica deixa de ser um campo de batalha em que cada um só considera o seu ganho; torna-se antes um novo campo de ação para a caridade do patrão com respeito aos trabalhadores, e destes para com o patrão. A cidade se transforma, mesmo fisicamente; seu coração não é mais o centro comercial nem mesmo o palácio do governo, mas a igreja em que todos se unem para cantar a glória de Deus. Os tribunais perdem importância para os confessionários, verdadeiros tribunais de misericórdia onde os pecadores mudam de vida e aonde se voltam para reparar seus crimes. Mais conventos, menos prisões. Toda a natureza individual e social é transfigurada!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O imperfeito está para o perfeito</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para Santo Tomás, a parte é para o todo como o imperfeito é para o perfeito. A graça supõe a natureza como a perfeição o perfectível. O ponto comum destas duas asserções é o seguinte: “O imperfeito é para o perfeito”. Mas atenção! Não se trata absolutamente, para Santo Tomás, de um “imperativo racional”, coisa aliás estranha ao seu pensamento, mas é fruto da observação e da experiência <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote25_oj48ph7">25</a>. Vejamos um pouco como.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Primeira observação</em>: o mundo claramente não foi feito ao acaso. Tudo nele foi ordenado com cuidado, diríamos até que foi ordenado com amor, pelo Criador, tendo em vista o resultado mais perfeito. Pensemos apenas na admirável mecânica dos átomos, no movimento dos planetas, na organização inacreditavelmente complexa dos seres vivos, na alma humana e no mundo dos espíritos. Por toda parte verificamos que cada coisa foi determinada com precisão em vista da perfeição do todo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Segunda observação</em>: as coisas criadas são desiguais e interdependentes; o inferior recebe sua perfeição do superior e o todo ordenado é mais perfeito que a parte. Muitos animais obedecem ao homem e o servem de bom grado, a mão se sacrifica instintivamente para salvar o corpo inteiro e o cidadão virtuoso está pronto a morrer por sua pátria. Em resumo, em tudo, o inferior ordena-se naturalmente ao superior e a parte para o todo, na medida em que convém ao bem de todos.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Terceira observação</em>: Deus revelou-se. E o mistério que nos anunciou é o da elevação gratuita e extraordinária de nossa natureza racional a uma perfeição superior e a uma felicidade sobrenatural e eterna: <em>“Nunca ninguém ouviu, nem nenhum ouvido percebeu, nem nenhum olho viu, exceto Tu, ó Deus, o que preparaste para os que te amam” </em>(Is 64,4). O homem deve merecer esta felicidade e preparar-se desde esta vida com a ajuda da graça. Em comparação com a bem-aventurança eterna, todos os bens terrestres não valem mais que um punhado de areia. Tal é a ordem desejada por Deus. Assim, todo homem sensato compreenderá facilmente que é preciso desprezar as coisas da terra para amar as coisas do céu, desagrade ou não os autores da liturgia pós-conciliar <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote26_i9z32fr">26</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há nenhuma dúvida: o imperfeito é para o perfeito, logo, o tempo é para o eterno, a natureza para a graça e o Estado para a Igreja. A graça nos foi dada para aperfeiçoar nossa natureza, a natureza tem necessidade de ser aperfeiçoada pela graça, assim como o Estado pela Igreja, e a filosofia pela Revelação. Não apenas não há dissociação, mas há <em>dependência</em>. Pois todo homem tende para sua perfeição: a natureza é, pois, inteiramente finalizada pela ordem sobrenatural, e é muito erradamente que alguns pretendem fazer do bem comum puramente temporal o fim absoluto do Estado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O naturalismo, “o grande erro contemporâneo”</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No dia seguinte à publicação da encíclica <em>Humanum Genus</em> contra a maçonaria (abril de 1884), o Pe. Emmanuel escrevia no Boletim da Santa Esperança:</p>
<p style="text-align: justify;">“O naturalismo é o grande erro contemporâneo, erro que é mais que uma heresia; pois é uma apostasia. O grito de guerra de todos os que combatem, pela palavra ou pela escrita, os combates de Deus, deve ser o de exterminar o naturalismo. O naturalismo nos matará se não o exterminarmos. O naturalismo é a negação de toda ordem sobrenatural; é a eliminação de Nosso Senhor Jesus Cristo. O naturalismo faz tábula rasa da fé”.</p>
<p style="text-align: justify;">E acrescenta:</p>
<p style="text-align: justify;">“O naturalismo, <em>ao isolar a natureza da graça,</em> que a curaria e a salvaria, acaba por perdê-la. Ele irá, diz o Santo Padre, destruir a ordem natural (&#8230;) Trabalharemos incansavelmente para fazer com que os católicos compreendam que devem tudo à graça de Nosso Senhor Jesus Cristo: sim, tudo, até mesmo a restauração e a conservação dos bens da ordem natural” <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote27_i557ljx">27</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Este naturalismo político é causa de um grave equívoco na alma do católico. Ao privar a ciência política das luzes da Revelação e ao emancipar a ação política da direção da Igreja, conduz a toda espécie de erro. Este fato é, ademais, muito evidente e se parece com uma verdadeira maldição: todos os que deixaram de lado as bases do magistério tradicional da Igreja caíram em política, quase imediatamente, quer na idolatria liberal do indivíduo, quer na idolatria totalitária do Estado. Mas há ainda outra consequência execrável do naturalismo político. Acostuma os católicos a abstrair sua fé e, portanto, a não viver mais dela. É assim o caminho mais curto rumo à apostasia, como bem o compreenderam os comunistas: para tirar os moços católicos da Igreja, diziam eles, é preciso tomar o cuidado de não atacar diretamente suas convicções religiosas; é muito mais eficaz fazer que tomem parte conosco numa ação em prol da liberdade, da paz, da sociedade ideal; e eles muito logo esquecerão suas “superstições” <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote28_145ynne">28</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, o naturalismo torna a ação política católica ineficaz. Contribuiu para nos fazer perder todas as batalhas: divórcio, aborto, escola livre, etc., e isto mesmo em países em que os católicos são ou eram até há pouco tempo largamente majoritários. Por toda parte nossos inimigos triunfam, e no fundo é de certo modo justo que seja assim, pois, se nos envergonhamos de nos mostrar católicos na vida pública, eles, por outro lado, não hesitam em brandir bem alto a bandeira de sua impiedade! <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote29_1m1ewsb">29</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A doutrina social da Igreja</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, o Estado é para a Igreja e deve ser aperfeiçoado e ordenado por ela visando à salvação das almas. Pois foi a Igreja quem recebeu o depósito da verdade revelada e o encargo de conduzir os homens para a salvação eterna. Portanto, é ela que pode e deve julgar em última instância todas as questões que digam respeito à fé e aos costumes, à moral e à ética individual ou social. A Igreja não falhou em sua missão, e depois da Revolução Francesa, não cessou de relembrar os princípios fundamentais que devem reger a sociedade política, e de condenar os princípios contrários que conduzem o mundo à ruína. Formou-se assim que se chama: A doutrina social da Igreja <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote30_c19lzyd">30</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem entendido, o conteúdo das encíclicas não é infalível e estamos prontos a aceitar que Leão XIII ou Pio XI puderam se enganar sobre tal ou qual  questão doutrinal, desde que nos forneçam argumentos convincentes <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote31_p5wzyqw">31</a>. Mas mesmo que tais erros existam (<em>dato non concesso</em>), eles não mudariam nada na verdade fundamental de que a ordem sobrenatural nos foi dada para curar a ordem da natureza. Jamais, portanto, poderemos aceitar essa separação que se pretende fazer, contra todo o ensino da Igreja, entre a razão e a fé, a natureza e a graça, a ordem natural e a ordem sobrenatural, o Estado e a Igreja. Porque tal separação, privando o doente do remédio, torna sua cura definitivamente impossível. Existe aí um erro muito grave que coloca em perigo os próprios fundamentos da nossa fé.</p>
<p style="text-align: justify;">Como tão bem mostra o Cardeal Pie, a filosofia separada é anti-racional, impossível e ímpia <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465#footnote32_01i1sdn">32</a>. E isto certamente vale para a política. A política separada é anti-racional, pois é contrário à razão preferir a autoridade presumida de Aristóteles ou de qualquer filósofo à de Deus. É impossível, pois vinte séculos de catolicismo moldaram demasiadamente nosso pensamento para o abstrairmos. É ímpia pelo desprezo que exibe aos ensinamentos da fé.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Retirado de <em>Politique chrétienne</em>, Apendice II. Éditions du Sel, 2013.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução: <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5465">Permanência.</a></strong></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>In Polit. Lib. 1, lecc 1, n. 23</li>
<li>I-II, q.95, a. 4.</li>
<li>I-II, q. 90, a. 2; O Papa Pio IX condenou a proposição seguinte: “A Igreja deve estar separada do Estado, e o Estado da Igreja” (Proposição 55 do <em>Syllabus</em>, DS 2955)</li>
<li>Essa ideia pode surpreender. Entretanto, está de acordo com o ensino tradicional da Igreja e com o de Santo Tomás. Os papas quase nunca falam de duas sociedades, a Igreja e o Estado, preferindo a ideia de dois poderes, temporal e espiritual, e insistindo continuamente sobre a união necessária que deve reinar entre eles. Ora, duas realidades humanas não podem unir-se senão no seio de uma sociedade comum: é a sociedade cristã. Quanto a Santo Tomás, procuramos em suas obras completas uma passagem em que falasse da Igreja e do Estado como duas sociedades distintas: não encontramos sequer uma!</li>
<li>Essa comparação entre alma e o corpo é utilizada pelo papa Leão XIII, tomada de Santo Tomás: II-II, q. 60, a.6, ad 3.</li>
<li>Leão XIII, encíclica <em>Immortale Dei</em>, sobre a Constituição dos Estados, 1/11/1885.</li>
<li>Santo Tomás de Aquino, <em>De Regimine Principum</em>, livro I, capítulo 15 – II-II, q.23, a.4, ad 2 et q. 23, a.7.</li>
<li>Leão XIII, <em>ibidem</em>.</li>
<li>Santo Inácio de Loyola<em>, Exercícios Espirituais</em>, Princípio e fundamento.</li>
<li><em>De Veritate</em>, q. XIV, art. 2. Suma Teológica, I, q. 62, art. I.</li>
<li><em>De virtutibus</em>quest. 2; ver também: I-II, q.12, art. 3, ad. 1; III, q.59, a. 4, etc.</li>
<li>Santo Agostinho, <em>De Civitate Dei</em>, Livro V. Citado pelo Cardeal Pie em sua admirável Terceira Instrução Sinodal. Santo Agostinho gozou sempre na Igreja da maior autoridade sobre essas questões delicadíssimas das relações entre a razão e a fé, a graça e o livre-arbítrio, a Igreja e o Estado.</li>
<li>São Francisco de Sales, carta 199. Que diferença entre a Mensagem do Concílio aos Governantes: “A Igreja só vos pede a liberdade!” (8 de dezembro de 1965). Essa mensagem foi redigida por Jacques Maritain.</li>
<li>Opúsculo XX, (<em>De Regimine Principum</em>), livro I, cap. 15. Santo Tomás aí explica muito claramente essa doutrina com a famosa comparação entre a navegação e a construção de navios.</li>
<li>I-II, q. 112, art. 1, ad 3.</li>
<li>Pode-se consultar a esse respeito as “<em>Institutiones Iuris Publici Ecclesiatici</em>”, do Cardeal Ottaviani, Vol. I, p. 46 e seguintes (edição 1858).</li>
<li>Essa idéia, querida de Maritain, encontra-se na origem da nova cristandade. Ele culpava a Idade Média de ter “esmagado” o natural sob o sobrenatural.</li>
<li>III, q. 59, a. 4, ad 1; II-II, q. 64, a. 4, ad 2.</li>
<li>“Abusando do poder eclesiástico de maneira secular, isto é, convertendo-o em poder secular”. (II-II, q. 185, a.1, ad 2 – Cat. Auera, in Mt. Cap. 20, lecc. 4.</li>
<li>É talvez o que Pio XI deveria ter feito tanto para apoiar os Cristeros mexicanos como durante a guerra civil espanhola: proclamar, em razão de sua impiedade, os governos maçônicos do México e da Espanha como destituídos de seus direitos, e desvincular os católicos de todo dever de obediência para com eles.</li>
<li>“O chefe não se ocupa das coisas de menor importância”, ver aqui acima quest. 6, art. 4.</li>
<li><em>Politique Chrétienne</em>, quest. 2, art. 4.</li>
<li>Mgr. Delassis, <em>La mission posthume de sainte Jeanne d’Arc</em>, Éditions sainte Jeanne d’Arc, 1983, p. 80-81.</li>
<li>Quest. 2, art. 5 et quest. 3 art. 8. É claro que não seria justo que a pessoa se ordenasse ao Estado se toda a organização social não ajudasse o homem a atingir uma perfeição superior. É o que queria dizer Pio XI com seu famoso “a cidade está para o homem”, como bem mostra o contexto. Está fora de questão para ele subordinar o todo a uma parte!</li>
<li>Esses princípios “o imperfeito é para o perfeito” e “a parte é para o todo” não são mais “a priori” que o princípio de finalidade do qual decorrem. Pode-se perfeitamente imaginar um universo no qual a parte não seja para todo, cada um recebendo sua perfeição apenas de Deus e de forma nenhuma das outras criaturas. A experiência nos mostra que não é assim. Deus não criou uma massa de indivíduos mas um universo orgânico e solidário.</li>
<li>Todos sabem que os reformadores do Vaticano II suprimiram por toda parte a fórmula tão frequente nas orações do missal tradicional, que nos convidava a desprezar as coisas terrestres perante àquelas do céu: “<em>terrena despicere et amare coelestia</em>”.</li>
<li>Texto reproduzido em <em>Sel de la Terre</em>, n 44. Primavera de 2003.</li>
<li>Ver por exemplo a ordem dada por Galpérine aos militantes marxistas, citado por Jean Daujat em <em>Connaitre le communisme</em>, Éditions Fayard 1968, p. 31.</li>
<li>Vimos recentemente um novo exemplo desse “derrotismo” católico. Foram as declarações lamentáveis de certos organizadores da “<em>manif por tous</em>” sobre o casamento homossexual.</li>
<li>É bom lembrar aqui a importância primordial que Dom Marcel Lefebvre dava ao estudo das encíclicas. Ele recordava com frequência quanto esse ensinamento dos papas o havia esclarecido.</li>
<li>Geralmente objeta-se o “ralliement” dos católicos à República pedido por Leão XIII, e a condenação da Ação Francesa por Pio XI. Esses foram sem dúvida dois erros de prudência graves do qual é importante tirar as consequências. Mas não parece que eles coloquem em questão a doutrina desses dois papas, menos ainda o princípio do poder indireto e a união necessária dos dois poderes. Jean Madiran estudou muito bem essa questão em <em>Les deux démocraties</em>. N.E.L, 1977.</li>
<li>Segunda Instrução Sinodal sobre os principais erro do tempo presente (julho de 1857 e julho de 1858). <em>Ouvres Complètes du Cardinal Pie</em>, tomo 3, p. 151.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">
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