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	<title>DOMINUS EST &#187; Protestantismo</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>TRILOGIA DE MICHAEL DAVIES</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Jul 2017 19:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Protestantismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A TRILOGIA DE MICHAEL DAVIES EM LANÇAMENTO DA EDITORA PERMANÊNCIA ​ ​Em breve na loja da Editora Permanencia]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="rtecenter" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>A TRILOGIA DE MICHAEL DAVIES EM LANÇAMENTO </strong><strong>DA EDITORA PERMANÊNCIA</strong></span></p>
<p class="rtecenter"><span style="color: #000000;"><img class="aligncenter" src="http://permanencia.org.br/drupal/sites/default/files/imagens/Capas_livros/capa_Cramner%20site.jpg" alt="" /></span></p>
<p class="rtecenter" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>​<img class="" src="http://permanencia.org.br/drupal/sites/default/files/imagens/Capas_livros/orelha1.jpg" alt="" width="395" height="488" /></strong></span></p>
<p class="rtecenter" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>​Em breve na loja da <a href="http://www.editorapermanencia.net/livros.html">Editora Permanencia</a></strong></span></p>
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		<title>O SUICÍDIO DE LUTERO</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Nov 2016 14:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Heresia]]></category>
		<category><![CDATA[Martinho Lutero]]></category>
		<category><![CDATA[Protestantismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Étienne Couvert Em 20 de maio de 1505, Lutero iniciara seus estudos de Direito na Universidade de Erfurt. Pouco tempo depois, porém, uma desgraça ocorreu. Tendo encontrado seu amigo Jerônimo Buntz, desentenderam-se, travaram um duelo e Lutero acabou por matar &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-suicidio-de-lutero/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="rtejustify" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><img class=" alignleft" src="http://www.catholicapologetics.info/apologetics/protestantism/image001.jpg" alt="" width="302" height="394" />Étienne Couvert</strong><br />
</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 20 de maio de 1505, Lutero iniciara seus estudos de Direito na Universidade de Erfurt. Pouco tempo depois, porém, uma desgraça ocorreu. Tendo encontrado seu amigo Jerônimo Buntz, desentenderam-se, travaram um duelo e Lutero acabou por matar seu companheiro. Em junho daquele mesmo ano, preocupado com as consequências da morte, Martinho buscou seu protetor e amigo, João Braun, vigário colegial em Eisenach, para lhe pedir conselho. Este o estimulou a tornar-se religioso, a fim de evitar as consequências judiciais do caso. Lutero acatou a sugestão e em 17 de julho de 1505 entrou para o convento dos Eremitas de Santo Agostinho, em Erfurt. Beneficiou-se assim do direito de asilo, então reconhecido pela justiça civil. Seu primeiro tratado, redigido por ele mesmo, intitula-se: “Sobre aqueles que se refugiam nas igrejas, muito útil para os juízes seculares e para os reitores de uma igreja e os prelados de mosteiros”. (“<em>De his qui ad ecclesiam confugiunt tam judicibus secularibus quam Ecclesiae Rectoribus et Monasterioum Praelatis perutilis</em>”). A obra foi publicada anonimamente em 1517, e depois em 1520 com o nome de Lutero. Nela, é lembrado que quem mata sem ter sido inimigo, por erro ou sem premeditação, não é culpado segundo a lei de Moisés.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em seu mosteiro, porém, Lutero não encontrou paz de espírito. Sua vocação, bastante questionável, foi resultado mais de medo que de um chamado divino ou amor à oração e à solidão.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Devido a seu temperamento hereditário, em acréscimo à sua educação familiar, Martinho era dotado de um caráter violento e explosivo, de tipo primário, que no primeiro impulso age sem refletir, além de uma alma escrupulosa que depois de ter agido, rumina bastante sobre o erro ou a falta cometida desnecessariamente e que podia ter sido evitada com um pouco de reflexão. É um tipo de humanidade bastante comum neste mundo e que não deveria, de modo algum, provocar <em>uma angústia suicida.</em></span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma morte cometida durante uma rixa, certamente mais acidental que premeditada, não deveria jamais provocar essa crise, que não fez senão acentuar-se ao longo de sua existência, até o suicídio final. A isso é preciso acrescentar outro fator.</span><span id="more-7324"></span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Roland Dalbiez, psicanalista freudiano, recentemente publicou um estudo sobre “A angústia de Lutero”, no qual defende uma tese bastante estranha. Ele atribui a Lutero “uma neurose de angústia gravíssima, tão grave que é razoável questionar se não foi a do <u>estado limite</u> entre a fronteira da neurose de uma parte, e o raptus suicida ou o <u>automatismo</u> teleológico anti-suicida de outra parte. <u>Ele não escolheu</u> nem uma nem outra dessas soluções; a solução à qual foi conduzido, <u>sai de seu inconsciente</u> e impõe-se a ele de modo <u>necessitante</u>&#8230;”. Destacamos as expressões que tendem a <em>negar a liberdade humana</em> nesse texto de um psicanalista, o que está plenamente de acordo com o pensamento de Freud.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para escapar da voz de sua consciência, para abafar a angústia que ali nascia, Lutero retomou uma tese, atribuída falsamente a Santo Agostinho, sobre a <em>justificação somente pela fé,</em> sem as obras, graças ao sacrifício do Cristo que tomou para si os pecados dos homens. Eis o texto de Lutero:</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“É preciso olhar o Cristo em quem, quando vires que teus pecados estão <em>ligados,</em> estarás <em>seguro</em> em face dos pecados, da morte e do inferno. Com efeito, dirás: <em>meus pecados não são meus,</em> porque não estão em mim, mas em outro, a saber, no Cristo, portanto não poderão me prejudicar. É preciso, de fato, um <em>esforço extremo</em> para poder compreender essas coisas pela fé e nelas crer a ponto de dizer: pequei e não pequei, a fim de que a <em>consciência seja vencida,</em> essa dominadora poderosíssima que amiúde conduziu os homens ao desespero, à faca ou à corda. (<em>Est autem maximus labor posse haec ita fide apprehendere et credere ut dicas: peccavi et non peccavi, ut sic vincatur conscientia, potentissima domina quae saepe ad desperationem, ad glaudium et ad laqueum homines adigit)</em>. É conhecido o exemplo do homem, que, tentado por sua consciência, dizia: não pequei. Com efeito, a consciência só pode estar tranquila quando afasta os pecados da sua vista. É mister, assim, que tua vista os afaste, de tal modo que vejas não o que fizeste, não a tua vida, não a tua consciência, mas o Cristo&#8230;” (In <em>Esaiam prophetam scholia</em>, cap. 53.)</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por esse texto, Dalbiez pretende demonstrar que Lutero tentou fugir de sua angústia graças ao que ele chama um “automatismo teleológico anti-suicida“. Apesar de termos relido esse texto, nele não encontramos nada de automático, mas um raciocínio muito ardiloso; uma recusa da verdade que, todavia, salta aos olhos: eu pequei, mas não quero reconhecê-lo. É preciso um esforço extremo, um “maximus labor” para afirmar o contrário do que sabemos muito bem ser verdadeiro. É uma maneira de atolar-se na mentira, e, apesar da autossugestão para considerar-se puro de toda falta ou erro, a consciência permanece a mesma, tal como o olho que Caim enxergava no fundo do túmulo que ele mesmo havia cavado. Fixada em nosso espírito, essa consciência não é outra coisa senão a voz do bom senso e da razão. Ademais, Dalbiez reconhece que “sua adesão à doutrina da justificação somente pela fé não o tranquilizou <u>totalmente</u>; em certo sentido, pode-se dizer que ele nunca conseguiu aderir a ela <u>completamente</u>”. Destacamos os advérbios “totalmente” e “completamente”. Eles mostram bem as dificuldades da tese freudiana.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se Lutero <em>fabricou</em> seu próprio sistema religioso e moral, ele sabia bem que é uma mentira, e que não poderia aderir <em>inteiramente</em> a ele. É a atitude de um menino que, corado, diz à mãe: “Não fui eu!”, preocupadíssimo em saber se sua mentira irá “colar”.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse <em>ódio</em> contra a consciência não pode ser de origem divina nem humana; supõe uma tentação demoníaca. Satã sabe muito bem que erguendo uma alma <em>contra a voz racional de sua consciência</em>, torna-se mestre dela. Dalbiez prossegue: “É preciso lutar incessantemente contra ela (a consciência), pois ela <em>ameaça</em> sempre encurralar ao desespero, empurrar o homem a cortar sua garganta ou se enforcar”. A ameaça não vem da consciência, mas de uma atitude de recusa contra o seu ditame:<em> “A todo pecado misericórdia. Uma falta confessada está já perdoada”.</em> A paz de consciência se segue ao reconhecimento da falta. Mas quem se nega a ser culpado deixa-se cair num orgulho absurdo. De modo que a falta não confessada, portanto não perdoada, persegue-nos implacavelmente, torna-se uma ideia fixa, depois uma fonte de neurose, não restando senão o suicídio para escapar à visão da consciência, isto é, escapar de Deus. Chama-se isso uma fuga antecipada.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Examinemos essa descida ao abismo que foi a vida de Lutero. Sobre suas crises de angústia temos o testemunho de Melanchton: “Com frequência, quando refletia atentamente na ira de Deus ou nos impressionantes exemplos dos castigos divinos, era ele tomado por um terror tão grande que quase perdia a consciência (<em>Subito tanti terrores concutiebant, ut paene exanimaretur</em>). Eu mesmo o vi tomar parte numa discussão doutrinal, consternado com a sua aplicação, deitar-se em uma cama num quarto vizinho onde entremeava a uma invocação este verso, amiúde repetido: ‘Deus encerrou todos os homens no pecado para fazer misericórdia a todos’ (<em>Conclusit omnes sub peccatum ut omnium misereatur)’</em>”. Lutero se esforça aqui para lançar sobre Deus a responsabilidade de suas faltas. Ora, os homens <em>não estão encerrados</em> no pecado; eles têm a liberdade de recusar as tentações; eles não são prisioneiros de um “arbítrio pessoal”, como afirmou Lutero. Cochlaeus nos conta sobre uma crise pela qual Lutero passara quando era monge. Assistindo ao coro, na leitura do evangelho do possesso, em São Marcos, ele prostrou-se ao chão clamando: “Esse não sou eu, não sou eu!”</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em um fragmento de <em>Conversas à mesa</em>, conta-se sobre um diálogo de Lutero com Léonardt, pastor de Guben, em 1551: “Ele nos contou-nos que, enquanto fora prisioneiro, o diabo o havia cruelmente atormentado e riu prazeroso quando ele havia pegado uma faca em sua mão, pois dissera: ‘Pois bem! Mata-te!’ Foi-lhe também preciso muitas vezes jogar a faca para longe de si. Igualmente, quando viu uma linha no chão, ele a recolheu e a havia unido de tal modo que poderia fazer uma corda para enforcar-se. O diabo o havia perturbado tanto que ele não era mais capaz de recitar o Pai Nosso nem ler os Salmos que, habitualmente, eram-lhe bem conhecidos. Então o Doutor Lutero respondia-lhe: Aconteceu-me também muitas vezes de, quando tinha uma faca na mão, meu espírito ser tomado de pensamentos tão negativos que frequentemente não pude rezar e o diabo então expulsou-me de meu quarto&#8230;”</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“É impossível, conclui Dalbiez, contestar que Lutero foi torturado pela ideia de suicidar-se&#8230; <em>Uma vez</em> <em>submergido o livre-arbítrio</em>, não se trata mais de uma tentação, mas de uma impulsão mórbida&#8230;” Afirmar que o livre-arbítrio foi submergido equivale a dizer que a graça de Deus não pode salvar o pecador, pois essa graça se dirige sempre à nossa liberdade. É, portanto, uma blasfêmia contra Deus.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Prossigamos nessa investigação. Lutero permaneceu até sua morte professor de Sagrada Escritura em Wittenberg. Entre seus alunos, o jovem Jerônimo Weller era seu discípulo predileto. Ele também era dado à melancolia, mergulhado em uma tristeza mórbida da qual tinha dificuldade de sair. Lutero enviou-lhe seus conselhos:</span></p>
<p class="rteindent1 rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Todas as vezes em que o demônio te atormentar com esses pensamentos de tristeza, procura logo a sociedade dos teus semelhantes, ou põe-te a beber ou jogar, faz gracejos, procura divertir-te. Às vezes é preciso até <em>cometer um pecado</em> por ódio e desprezo pelo diabo, a fim de não lhe dar a ocasião de criar-nos escrúpulos por nada&#8230;”</span></p>
<p class="rteindent1 rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“E acreditas que tenho outra razão para beber cada vez menos água, ter cada vez menos recato em minhas palavras e amar cada vez mais as boas refeições? Por aí, eu também, quero zombar do diabo e atormentá-lo, ele que se preparava para me atormentar e zombar de mim! Oh! Se eu pudesse encontrar enfim <em>alguns bons pecados</em> para ludibriar o diabo, para fazê-lo compreender que <em>não reconheço nenhum pecado</em> e que minha consciência não me acusa nenhum! Devemos afastar, absolutamente, <em>o decálogo inteiro de nossos olhos e de nosso espírito,</em> nós a quem o diabo ataca e atormenta assim&#8230;”</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em um comentário de 1535 à Epístola aos Gálatas, Lutero se pergunta como a lei foi revogada. Trata-se, sabemo-lo bem, da lei mosaica. Eis o que ele responde:</span></p>
<p class="rteindent1 rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Ela foi inteiramente revogada, sem reserva, de modo que não pode mais nem acusar, nem atormentar o fiel, doutrina da mais alta importância, que se deve pregar sobre os telhados, pois traz consolação às consciências, sobretudo nos momentos em que o terror nos oprime. Disse-o várias vezes e repito ainda, porque disso nunca se fala o suficiente, o cristão que reter pela fé o benefício do Cristo está absolutamente <em>acima de toda lei.</em> Está liberto de <em>todas as obrigações</em> quanto à lei&#8230; Quando Tomás (Santo Tomás de Aquino) e os outros teólogos da Escola falam sobre a lei de Moisés, dizem que as leis judiciárias e cerimoniais dos judeus foram revogadas, mas que isso não ocorreu às leis morais (isto é, o Decálogo). Eles não sabem o que dizem&#8230;”</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há em Lutero, portanto, duas afirmações que parecem contraditórias, mas que de fato se complementam. Ele começa afirmando que o homem está <em>encerrado no pecado</em>, que não pode escapar de sua consciência senão transmitindo o pecado para o Cristo. Confissão de impotência humana para com o Bem, negação do livre-arbítrio. Em um segundo momento, reivindica uma <em>libertação a respeito</em> das leis morais. Opõe, portanto, uma recusa <em>a uma ordem natural</em> pensada por Deus e inscrita em nossa natureza, uma recusa a todo ditame da razão expresso pela consciência. Ele deseja poder deixar-se conduzir pelas paixões irracionais e violentas e abafar, ao mesmo tempo, as repreensões da sua consciência, com mentiras e sofismas que não saberiam enganá-lo. É a quadratura do círculo. O que resta é um <em>desespero definitivo</em> do qual não se pode mais escapar.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Certo dia, pouco tempo antes de morrer, Lutero estava sentado para um boa noite de verão num banco solitário, ao fundo do seu jardim em Wittenberg. Sua esposa, Catarina Bora, veio acompanhá-lo. Ele estava imerso num silêncio lúgubre; seu pensamento havia tomado a direção do céu. De repente exclamou: “Ó belo céu, jamais ver-te-ei!” A infeliz Catarina Bora, aterrorizada com o que acabara de ouvir, levantou-se e se aproximou dele: “Mas e se voltássemos atrás?, disse ela com voz trêmula — Não, respondeu Lutero, inútil pensar nisso — Por quê, então? — Porque a charrete adentrou demais na lama”. E o infeliz, para fugir da vista desse céu que excitava em sua alma tantos remorsos, levantou-se e foi se fechar em sua residência. A graça de Deus havia, no entanto, passado naquele momento por uma reflexão de sua esposa. Uma pena!</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Loucura obsessiva que não o deixava mais, seu desespero lhe corroía o coração. “O infeliz queria por vezes, escreveu Ed. Drumon, buscar um refúgio na oração, porém não conseguia mais. Sua própria oração era um grito de ódio: ‘Eu não consigo rezar sem maldizer; se digo: Santificado seja o vosso nome, eu recomeço: Maldito, condenado seja o nome de papista! Se digo: Venha a nós o vosso reino! recomeço: Maldito, condenado, aniquilado seja o papado! Se eu digo: Seja feita a vossa vontade, recomeço: Malditos, condenados sejam os intentos dos papistas! Eis a minha oração&#8230;’”</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A vida do apóstata se tornara um verdadeiro inferno. Ele temia a morte ao lembrar de seus votos. “O mundo está cansado de mim e eu estou cansado dele, declarava. <em>O divórcio logo acontecerá&#8230;</em> Ah, se houvesse um turco para me matar!&#8230;”</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em suas <em>Conversas à mesa</em>, havia escrito: <em>“O diabo conduz primeiramente os homens à desobediência e à traição, como Judas, em seguida os força ao desespero, de modo a terminarem por se enforcar ou estrangular”.</em> Porque a voz do diabo tem um “som tão terrível que ocorre aos homens, após um colóquio noturno com o Demônio, serem encontrados mortos no dia seguinte; isso, acrescenta ele, quase me aconteceu muitas vezes”. Essas reflexões mostram como esse homem tinha uma visão justa sobre seu próprio itinerário. É bem verdade que o suicídio não é necessariamente e nem sempre um ato de loucura, ele pode ser também um ato de <em>suprema lucidez</em> na possessão demoníaca.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis a exposição de sua morte, feita por seu criado, Kudtfeld, narrativa publicada pelo sensato Sedúlius, em 1606:</span></p>
<p class="rtejustify rteindent1" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Martinho Lutero, na noite que antecedeu a sua morte, deixou-se vencer por sua habitual intemperança, e com tanto excesso, que fomos obrigados a carregá-lo totalmente embriagado e deitá-lo em seu leito&#8230; No dia seguinte retornamos ao dormitório de nosso patrão para ajudá-lo a vestir-se, como de costume. Vimos então, ó dor, nosso patrão Martinho pendurado sobre seu leito e miseramente estrangulado. Logo anunciamos aos príncipes, seus convivas da véspera, o execrável fim de Lutero. Estes, tomados de terror como nós, nos encorajaram por mil promessas e pelas mais solenes súplicas, a guardar sobre aquele acontecimento, um profundo e eterno silêncio, a fim de que nada fosse divulgado; em seguida nos pediram para colocar o horrível cadáver de Lutero em seu leito e dizer ao povo que nosso patrão havia subitamente deixado este mundo”.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O doutor de Coster, chamado, constatou a boca torta, o lado direito do rosto escuro, o pescoço roxo e deformado, como se tivesse sido estrangulado. Pode-se verificar esse diagnóstico em uma gravura feita no dia seguinte de sua morte por Lucas Fortnagel e publicada por Jacques Maritain em sua obra <em>Trois réformateurs</em>, na página 49.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste livro, Jacques Maritain dá uma <em>lista impressionante</em> dos amigos, companheiros e primeiros discípulos de Lutero que se suicidaram. Foi uma verdadeira epidemia. Georges Besler, por exemplo, um dos primeiros propagadores do luteranismo em Nuremberg, caiu numa melancolia tão profunda que, em 1536, abandonou sua mulher no meio da noite e cravou um punhal no meio do peito&#8230;</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há uma <em>ironia amarga</em> no espetáculo desses pregadores luteranos que escrevem obras de consolação contra o medo da morte e da cólera de Deus, contra a tristeza, contra a dúvida sobre a graça de Deus e a Felicidade eterna. Eles não sabem como exaltar a consolação trazida pelo “Novo Evangelho” contra a angústia que, segundo suas palavras, a doutrina católica causaria, e foram assim obrigados a chamar publicamente atenção para o crescimento da tristeza e dos suicídios.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eles publicam obras como esta: J. Magdeburgius: “Um bom remédio para adoçar as penas e tristezas dos cristãos que sofrem”. (Lübeck, 1555)</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É certo que um ensino religioso que pretende <em>negar ao homem seu livre-arbítrio,</em> retira-lhe assim a própria possibilidade de salvação eterna e o entrega ao desespero e suicídio.</span></p>
<p class="rteright" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[Fonte: <em>Cahiers Barruel</em> nº 21, 1992]</span></p>
<p class="rteright" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Tradução: <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5207">Permanência</a></strong></span></p>
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		<title>COMUNICADO DO SUPERIOR DO DISTRITO DA FSSPX NA FRANÇA SOBRE A DECLARAÇÃO CONJUNTA ENTRE O PAPA E A IGREJA LUTERANA</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2016 14:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Christian Bouchacourt]]></category>
		<category><![CDATA[Protestantismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Ao ler a declaração conjunta que o Papa fez com os representantes da igreja luterana na Suécia, em 31 de outubro, por ocasião do quinto centenário da revolta de Lutero contra a &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/comunicado-do-superior-do-distrito-da-fsspx-na-franca-sobre-a-declaracao-conjunta-entre-o-papa-e-a-igreja-luterana/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/11/bouchacourt_161024.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-7328" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/11/bouchacourt_161024.jpg" alt="bouchacourt_161024" width="600" height="400" /></a>Fonte: <a href="http://laportelatine.org/district/france/bo/bouchacourt2016/bouchacourt_161102_pape_luther.php">La Porte Latine</a> – Tradução: Dominus Est</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao ler</span> <strong><em><a href="http://laportelatine.org/bibliotheque/oecumenisme/luther_ennemi_de_la_grace_celier/declaration_commune_francois_lutheriens_161031.php">a declaração conjunta</a> </em></strong><span style="color: #000000;">que o Papa fez com os representantes da igreja luterana na Suécia, em 31 de outubro, por ocasião do</span> <strong><em><a href="http://laportelatine.org/vatican/le_pape_francois/28_01_2016_pape_fete_500_ans_luther.php">quinto centenário</a> </em></strong><span style="color: #000000;">da revolta de <strong>Lutero </strong>contra a Igreja Católica,<strong> nossa dor atinge seu ponto máximo</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Diante do verdadeiro escândalo que tal declaração representa, onde se sucedem os erros históricos, graves violações à pregação da fé católica e um falso humanismo, fonte de tantos males, não podemos permanecer calados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sob o falso pretexto do amor ao próximo e do desejo de uma unidade artificial e ilusória, a fé católica é sacrificada no altar do</span> <a href="http://laportelatine.org/bibliotheque/oecumenisme/oecumenisme.php"><strong><em>ecumenismo</em></strong></a> <span style="color: #000000;">que põe em perigo a salvação das almas. Os erros mais gritantes e a verdade de nosso Senhor Jesus Cristo são colocadas em pé de igualdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como &#8220;</span><em><a href="http://laportelatine.org/bibliotheque/oecumenisme/luther_ennemi_de_la_grace_celier/declaration_commune_francois_lutheriens_161031.php#dons"><strong>podemos ser gratos pelos dons espirituais e teológicos recebidos através da Reforma</strong></a></em><span style="color: #000000;">&#8220;, enquanto Lutero manifestou um ódio diabólico pelo Sumo Pontífice, um desprezo blasfemo pelo</span><strong><em><a href="http://laportelatine.org/prieres/messe/messe.php"> Santo Sacrifício da Missa</a>, </em></strong><span style="color: #000000;">assim como</span> <a href="http://laportelatine.org/bibliotheque/oecumenisme/luther_ennemi_de_la_grace_celier/luther_heretique_legrand_2016.php"><strong><em>uma recusa da graça salvífica de Nosso Senhor Jesus Cristo</em></strong></a><span style="color: #000000;">? Ele também destruiu a doutrina eucarística, negando a transubstanciação, desviou as almas da Santíssima Virgem Maria e negou a existência do Purgatório.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não, o protestantismo não trouxe nada ao catolicismo! Ele arruinou a unidade da cristandade, separou nações inteiras da Igreja Católica, mergulhou as almas no erro colocando em perigo sua salvação eterna. Nós, católicos, queremos que os protestantes retornem para o único rebanho de Cristo, que é a Igreja Católica, e rezamos por esta intenção.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nestes dias em que celebramos todos os santos, apelamos a <strong>São Pio V</strong>, <strong>São Carlos Borromeu</strong>, <strong>Santo Inácio</strong> e <strong>São Pedro Canísio, </strong>que combateram heroicamente a heresia protestante e salvaram a Igreja Católica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nós convidamos os fiéis do Distrito da França a rezarem e fazerem penitência pelo Papa, afim que Nosso Senhor, do qual ele é o Vigário, o preserve do erro e o mantenha na verdade, da qual ele é o guardião.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Convido os sacerdotes do distrito a celebrar uma missa de reparação e organizar uma Hora Santa diante do Santíssimo Sacramento para pedir perdão pelos escândalos e suplicar a Nosso Senhor que acalme a tempestade que sacode a Igreja por mais de meio século.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos, salve a Igreja Católica e rogue por nós!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Christian Bouchacourt</strong>, Superior do Distrito da França da <em>Fraternidade Sacerdotal São Pio X</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Suresnes, 02 de novembro de 2016, comemoração de todos os fiéis defuntos</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>BERGOGLIO E LUTERO</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Oct 2016 19:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>
		<category><![CDATA[Protestantismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Dentro de poucos dias o papa Bergoglio irá à Suécia participar das comemorações do quinto centenário da revolução luterana. O gesto do pontífice, embora não nos surpreenda, não deixa de desconcertar-nos. Não nos surpreende porque seu predecessor João Paulo II &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/bergoglio-e-lutero/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img class="irc_mi i1I6CXHpnDTs-pQOPx8XEepE aligncenter" src="https://lucechesorgedotorg.files.wordpress.com/2016/09/bergoglio-e-lutero.jpg?w=648" alt="Resultado de imagem para bergoglio e lutero" width="419" height="270" />Dentro de poucos dias o papa Bergoglio irá à Suécia participar das comemorações do quinto centenário da revolução luterana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O gesto do pontífice, embora não nos surpreenda, não deixa de desconcertar-nos. Não nos surpreende porque seu predecessor João Paulo II agia nessa direção, tendo mandado depositar flores na campa do heresiarca, e os teólogos da <em>Nouvelle Theologie</em>, condenados por Pio XII e reabilitados após o Vaticano II, não escondiam sua admiração pelo falso reformador, monge crapuloso, comilão e beberrão, inventor da máquina de genocídio do mundo moderno. Não nos surpreende porque na nova religião há quem chegue a manifestar, senão simpatia, ao menos compreensão por Judas Iscariotes, dizendo que ninguém pode julgá-lo, num esforço vão de inocentar o filho da perdição.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entretanto, o gesto de Bergoglio nos desconcerta porque de um papa, principalmente em se tratando de um filho de Santo Inácio de Loyola, queríamos poder esperar que seguisse o exemplo de seus irmãos maiores São Roberto Belarmino, São Pedro Canísio e tantos outros gloriosos santos jesuítas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com efeito, no quinto centenário da falsa reforma luterana, os católicos tínhamos o direito de esperar que o papa renovasse as condenações de Leão X e do Concílio de Trento contra os erros dos pseudo-reformadores e exortasse os hereges de hoje, herdeiros dos erros do século XVI, a abjurar suas doutrinas heréticas e a voltar para o seio da única Igreja de Cristo.</span><span id="more-6758"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tínhamos igualmente o direito de ver a Igreja pronunciando um juízo sobre as  consequências históricas das heresias do século XVI, como o faziam os bons manuais de apologia de antes do Vaticano II (por exemplo, o excelente manual de mons. Cauly). De fato, se cumpre pronunciar-se sobre a terrível efeméride, não se esqueçam as vítimas dos monstruosos hereges. Foram tantos os mártires católicos, foram tantos, também, os pobres camponeses alemães enganados por Lutero e depois esmagados brutalmente numa carnificina horrenda por ordem do mesmo heresiarca.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Realmente, parece que hoje se dá no plano religioso-ecumênico a mesma demagogia que se observa no noticiário policial: não faltam palavras de compaixão pelo bandido e nenhuma palavra de solidariedade pela família da vítima. Sobram palavras de compreensão para os desmandos, blasfêmias e imoralidades de Martinho Lutero e não se diz uma palavra em defesa da Roma dos papas, que Lutero chamava Sinagoga de Satanás e Trono do Anticristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No balanço histórico dessa negra efeméride poderia ocupar um lugar de destaque a rainha Maria Stuart da Escócia, outra vítima dos hereges fanáticos do século XVI. A vida dessa rainha infeliz, além de ilustrar perfeitamente a diferença entre a mentalidade católica e a mentalidade protestante, lança uma luz admirável sobre a verdadeira misericórdia divina, tal como a entendeu sempre a Igreja. Lança também uma luz sobre o que seja o verdadeiro ecumenismo. Como se sabe, Maria Stuart, depois de ter cometido vários erros graves em sua vida, caiu em desgraça nas mãos da sua prima degenerada rainha “virgem” e histérica Isabel da Inglaterra. Acusada de uma falsa conspiração forjada pelos protestantes, foi obrigada a comparecer diante de um simulacro de tribunal e condenada à morte por uma sentença iníqua de sua prima herege. Proibida de receber os últimos sacramentos de um sacerdote católico, recusou-se a receber qualquer assistência de um ministro herético e morreu santamente como uma princesa católica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O filho de Maria Stuart,  rei Jaime I da Inglaterra (Jaime VI da Escócia), um demente que participou de toda maquinação do regicídio da própria mãe, poderia ser considerado patrono do ecumenismo dos nossos dias. Com efeito, o celerado monarca, que tinha pretensão de ser teólogo, mandou sepultar o corpo de sua mãe católica na cripta dos reis da Inglaterra na abadia de Westminster e esculpir uma estátua dela ao lado da estátua da megera Isabel I (Quando na verdade Maria Stuart tinha disposto em seu testamento que queria ser sepultada na França católica, da qual fora rainha, junto ao jazigo de sua mãe Maria de Guise).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato, o gesto de Jaime I, pondo lado a lado as estátuas da perversa protestante Isabel e da infortunada rainha Maria Stuart, parece reproduzido hoje no século XXI quando a orgia de um falso ecumenismo emascula o sacerdócio, corrompe a doutrina sagrada e provoca a ira divina.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><a href="http://santamariadasvitorias.org/bergoglio-e-lutero/">Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Anápolis, 7 de outubro de 2016.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">Festa de Nossa Senhora do Rosário</span></p>
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		<title>A PROTESTANTIZAÇÃO DO CONCÍLIO VATICANO II – PARTE 3</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2016 15:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Protestantismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A constituição dogmática sobre a Revelação Divina “Dei Verbum” Esta constituição abandona a doutrina católica das duas fontes da Revelação, para aproximar-se do sola scriptura dos protestantes. Apresentam-nos de imediato no capítulo 1 a Revelação não mais como comunicação das verdades sobre &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-protestantizacao-do-concilio-vaticano-ii-parte-3/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/07/concilio_vaticano_ii.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-5937" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/07/concilio_vaticano_ii.jpg" alt="concilio_vaticano_ii" width="295" height="295" /></a></p>
<ol start="4">
<li style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em>A constituição dogmática sobre a Revelação Divina “Dei Verbum”</em></span></strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta constituição abandona a doutrina católica das duas fontes da Revelação, para aproximar-se do <em>sola scriptura</em> dos protestantes. Apresentam-nos de imediato no capítulo 1 a Revelação não mais como comunicação das verdades sobre Deus e suas intenções salvíficas, mas como auto-comunicação de Deus; nisto põem em evidência a passagem da perspectiva objetiva à perspectiva subjetiva.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No <strong>artigo 5</strong>, descrevem a fé como encontro pessoal com Deus, e dom do homem para com Ele; não se deveria mais considerar a tradição como complemento quantitativo e material da Escritura. Ela teria apenas uma dupla função de reconhecimento do teor do cânon e certidão da revelação. De modo ambíguo, não apresentam o magistério abaixo da palavra de Deus, senão que a seu serviço.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Reconhece-se fortemente no <strong>artigo 12</strong> a exegese moderna com sua “Formengeschichte”, embebida no espírito protestante de Bultmann. Não mais se atribui à Santa Escritura a inerrância, mas só dizem que ela ensina a verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O <strong>artigo 19</strong> fala que os Evangelhos oferecem o veraz e o sincero – no texto originam, acrecentaram: “alimentados pela força criativa da comunidade primitiva”, suprimido após o protesto de muitos dos Padres do Concílio. Na 2ª frase deste artigo, assume o Concílio sem meias palavras a exegese moderna: os apóstolos pregavam uma compreensão mais plena do Cristo, os redatores dos Evangelhos “redigiram” o material desta prédica, i. é., material que eles selecionaram, resumiram e atualizaram.</span><span id="more-5944"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No <strong>artigo 22</strong>, encorajam-se as traduções ecumênicas da Bíblia, traduções estas que, de fato, são as utilizadas hoje em dia. Todavia, há mister de se perguntar como, em textos que tais, se formula e comenta a Anunciação de Maria; o mesmo vale para os irmãos de Jesus, e para Mateus 16, 18<a style="color: #000000;" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/917#footnote4_sg0zy2m">4</a>.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="5">
<li><strong><span style="color: #000000;"><em>A constituição pastoral “Gaudium et Spes”.</em></span></strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dela só veremos acerca da inversão dos fins do casamento, nos números 49 e 50. As conferências episcopais da Alemanha e da Áustria declararam, à guisa de comentário, que é a consciência dos esposos que constitui a norma suprema, em vez de dizer que a norma suprema é a doutrina da Igreja, e a consciência pessoal só se pronuncia na aplicação.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="6">
<li><strong><span style="color: #000000;"><em>O decreto acerca da responsabilidade pastoral dos bispos da Igreja “Christus Dominus”.</em></span></strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Atribui-se no <strong>artigo 38</strong> à Conferência Episcopal, em todos os casos, um direito que é obrigação. Assim, abre-se a porta à democratização e à descentralização.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="7">
<li><strong><span style="color: #000000;"><em>Decreto sbre o ministério e a vida dos padres “Presbyterorum ordinis”.</em></span></strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No <strong>artigo 2</strong>, dá-se a primazia, como na Lumen Gentium, ao sacerdócio dos batizados, e somente após ao sacerdócio ministerial, como se o segundo emanasse do primeiro – isso é idéia protestante.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="8">
<li><strong><span style="color: #000000;"><em>O decreto sobre a formação dos padres “Optatam totius”</em></span></strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No <strong>artigo 15</strong>, dá-se férias à “philosophia perennis”. Nos estudos, o procedimento não seria mais o analítico, antes o sintético; tem-se em conta apenas a gênese dos diferentes sistemas. Vemos aqui na raiz a passagem da ontologia e da metafísica em direção ao empirismo e a história da filosofia.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="9">
<li><strong><span style="color: #000000;"><em>A declaração sobre a liberdade religiosa “Dignitatis humanae”</em></span></strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi de grande interesse para os protestantes esta declaração, e isto sob duplo aspecto, enquanto princípio e fato:</span></p>
<p><span style="color: #000000;">a) enquanto princípio, substitui a ordem objetiva pela livre consciência;</span></p>
<p><span style="color: #000000;">b) enquanto fato, abole os Estados Católicos, que serviam de entrave à penetração das seitas protestantes. Assim, vê-se o Conselho Mundial Ecumênico das Igrejas Protestantes, em Genebra, dirigir-se à presidência do Concílio, em setembro de 1965, pouco antes da quarta e última sessão, para pedir com instância a proclamação da liberdade religiosa, o que se deu a 7 de setembro de 1965</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong> APRECIAÇÃO SOBRE A ATUAL SITUAÇÃO DA IGREJA</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Uma influência tão maciça do protestantismo no Concílio só poderia resultar numa Igreja protestantizada.</strong> </span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">A estrutura da Igreja</span></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>a) O poder central de Roma diminui consideravelmente, em favor das Conferências Episcopais, que cada vez mais se constituem em igrejas nacionais</strong>. O duplo poder da Igreja – por um lado o Papa, por outro os colégios de bispos com o Papa, como se depara na Lumen Gentium e na nota prævia explicativa, nota esta que evita o pior – reaparece nos cânones 336 (direito romano 1983), no Catecismo da Igreja Católica, nº 883, e no novo Compendium, questão nº 183.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na encíclica Ut unum sit, de 25 de maio de 1995, o Papa João Paulo II diz o seguinte:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“ [&#8230;] O Espírito Santo nos dê a sua luz, e ilumine todos os pastores e os teólogos das nossas Igrejas, para que possamos procurar, evidentemente juntos, as formas mediante as quais este ministério possa realizar um serviço de amor, reconhecido por uns e por outros” <a style="color: #000000;" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/917#footnote5_oqz4yko">5</a>. (DC 18 de junho de 1995 n° 2118, p. 593 § 95)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>b) Por onde se verifique a democratização ad Igreja</strong>, a começar nas paróquias, pelos conselhos paroquiais, nas dioceses, e até nos sínodos de bispos em Roma. Existe, de feto, uma hierarquia paralela.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>c) É obvio que os inovadores desprezam o monaquismo</strong>. Nos Estados Unidos, a vida religiosa está em vias de desaparecer completamente. A vida consagrada se encontra, onde ainda ela existe, distentida no exercício das obras sociais. Nas orações festivas dos fundadores das Ordens, no Novo Ordo, faz-se silêncio sistemático da glória do fundador e da graça da fundação. </span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><em>A fé</em></span></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>a) Hoje em dia, a fé na unidade e no caráter absoluto da Igreja está, até entre católicos, posta em xeque ou negada.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>b) Introduziu-se um subjetivismo malicioso, não apenas na consciência geral, mas até nas dos católicos</strong>. O cardeal Ratzinger, na homilia de abertura do conclave, a 18 de abril, falou da “tirania do relativismo”. Ora, o ecumenismo é justamente o relativismo religioso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>c) Caso todos os fiéis, pela graça do batismo, estejam unidos entre si, duma vez por todas, como afirma o Papa João Paulo II, então a graça é inalienável, o que equivale à uma heresia</strong>. Ora, encontramos hoje na Igreja tal otimismo salvífico, que esquece totalmente o julgamento de Deus e a possibilidade de danação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>d) Na declaração comum sobre a justificação, de 31 de outubro de 1999, pretende-se que o homem seja pecador e santo ao mesmo tempo</strong>. Só há como fundamentar tal concepção na noção protestante da justificação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>e) Certos membros da hierarquia sentem falta dum espírito de secularização</strong>. Não foi Lutero o primeiro representante deste espírito? por exemplo, no axioma: “o casamento é um fato puramente secular”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>f) Mais importa a veracidade, a sinceridade, que a verdade</strong>. Há pois uma passagem da ordem ontológica à ordem moral. O cânone 844 do novo direito canônico é um reflexo disso: para conferir os sacramentos da Penitência, Extrema-Unção, Eucaristia a não-católicos, basta a crença nestes sacramentos. Como a Penitência e a Extrema-Unção não interessam aos protestantes, basta-lhes acreditar na presença real para comungar conosco. Não se exige mais a fé de adesão à toda a Revelação, mas apenas a sinceridade duma fé subjetiva.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>g) A harmonia entre a graça e a natureza por todo lado está corrompida, assim como a identidade entre Jesus de Nazaré e o Cristo da Fé</strong>. O protestantismo, sempre a oscilar entre o racionalismo e o fideísmo, nega – mormente seus teólogos – a divindade do Cristo. Para os fideístas, a religião não passa de sentimento que se diversifica em mil tipos de pentencostalismos. Nesta mesma ordem, o bem comum dá lugar à auto-realização.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>h) Em espiritualidade, há um distanciamento notável do espírito de sacrifício, de penitência e de oração</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>i) A devoção à Santíssima Virgem e os Santos está quase que completamente enquadrada do espírito moderno.</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><em> O culto</em></span></span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>As três realidades ontologicamente ligadas entre si, a saber, o altar, o Sacrifício e o pader, são substituídas por três outras realidades também ligadas entre si: a mesa, a refeição, o presidente.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A primeira versão da definição da missa, no Novus Ordo Missae, definição em tudo protestante, encontra-se exatamente na mesma linha do nº 7 da Constituição sobre a Liturgia Sacrosanctum Conclilium. Na nova liturgia, fala-se muito, mas os aspectos da oração, do sacrifício e do culto diminuíram deveras.</span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">CONCLUSÃO</span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Segundo a enciclopédia do ano 2000, há atualmente no mundo 33.820 denominações protestantes diferentes. No fundo, teria de dizer que existem tantas denominações quantos protestantes, pois que cada qual é seu próprio magistério e pastor</strong>. Com o Concílio, e após ele, assumiu a Igreja de tal forma os postulados protestantes que ela mesma está quase a tomar o caminho da autodissolução. Que o Senhor da Igreja faça-nos a graça duma reforma rápida e enérgica, uma reforma in capite membris, conforme o exemplo do Concílio de Trento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Dizia há pouco um prelado da Cúria Romana que deste Concílio só uma coisa restava: uma grande confusão</strong>. O cardeal Stickler dizia-se que um dia seriam obrigados a fazer uma revisão do Concílio, e nossa Fraternidade poderia contribuir nela. Estes simpósios, organizados aqui em Paris, são uma magnífica ocasião de pôr mãos à obra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Tradução: <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/917">Permanência</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/917#footnoteref1_ohuuis3">1.</a>Como existissem milhares de Igrejas separadas pelo mundo, era impossível convidar cada uma delas a se fazer representar no Concílio. Resolveu o cardeal Bea entrar em contato com as comunidades mais numerosas e convidá-las a enviar delegações que pudessem representar as Igrejas filiadas. O cardeal Bea instou o arcebismo da Cantuária a enviar uma delegação representando a Igreja Anglicana. Aceitaram o convite.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/917#footnoteref2_lnjywtn">2.</a><em>Savoir et Servir</em> n° 56, p. 98.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/917#footnoteref3_7gyt3kx">3.</a>Joseph, Cardinal Ratzinger, <em>Œcuménisme et Politique</em>, p. 189, éd. Fayard 1987.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/917#footnoteref4_sg0zy2m">4.</a><em>E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.</em> <strong>[N. da P.]</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/917#footnoteref5_oqz4yko">5.</a>Tradução oficial do Vaticano <strong>[N. da P.]</strong></span></p>
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		<title>A PROTESTANTIZAÇÃO DO CONCÍLIO VATICANO II – PARTE 2</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2016 15:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Protestantismo]]></category>

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		<description><![CDATA[III. A INFLUÊNCIA DOS PROTESTANTES SOBRE O CONCÍLIO Com tamanha presença de protestantes no Concílio – presenças direta e indireta – como espantar-se da influência sobre o Concílio e seus documentos? Citemos-lhe alguns para fundamentar a afirmação: O decreto “Sacrosanctum &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-protestantizacao-do-concilio-vaticano-ii-parte-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/07/prot.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-5939" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/07/prot.jpg" alt="prot" width="341" height="259" /></a><span style="text-decoration: underline;">III. A INFLUÊNCIA DOS PROTESTANTES SOBRE O CONCÍLIO</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com tamanha presença de protestantes no Concílio – presenças direta e indireta – como espantar-se da influência sobre o Concílio e seus documentos? Citemos-lhe alguns para fundamentar a afirmação:</span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><strong><span style="color: #000000;"><em>O decreto “Sacrosanctum Concilium” sobre liturgia</em></span></strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já no <strong>artigo 5</strong>, encontramos a noção de mistério pascal, que põe a tônica da Redenção na Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo e arrefece a realidade do sacrifício expiatório da liturgia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No <strong>artigo 6</strong>, mencionam o mistério pascal duas vezes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No <strong>artigo 7</strong>, equiparam a presença do Cristo na Santa Missa e na substância transubstanciada com a presença no ministro da ação litúrgica, na virtude dos sacramentos, na palavra, ou com a presença que há onde duas ou três pessoas estiverem reunidas em seu nome. Uma tal ordem de coisas é um empréstimo manifesto dos protestantes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No <strong>artigo 22</strong>, há clara descentralização da competência, em matéria litúrgica: a partir de agora é o bispo local, e sobretudo a conferência episcopal as estâncias decisórias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos <strong>artigos</strong> <strong>24 e 51</strong>, fala-se da grande importância da Santa Escritura na liturgia.</span><span id="more-5942"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Convida o <strong>artigo</strong> <strong>34</strong> à reforma dos ritos para que observem o esplendor em nobre simplicidade, e sejam limpos de repetições. Vemos aqui claramente a influência racionalista e antiliturgista – já que a liturgia vive de repetições, como vemos por exemplo nos ritos da Igreja do Oriente, nas ladainhas e no rosário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os de número <strong>36 e 54</strong> versam da introdução da língua vernacular na liturgia, sem dar os precisos limites para ela na Santa Missa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No <strong>artigo 37</strong>, distinguimos já a inculturação e a presumida unidade na pluralidade litúrgica, logo um distanciamento da verdadeira unidade da Igreja e antes de tudo do espírito romano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O <strong>artigo 47</strong> não se vale, na designação do Santo Sacrifício da Missa, nem da noção de “representatio” do Concílio de Trento, nem da de “renovação” dos últimos Papas, mas antes de uma “duração”. Em linguagem ecumênica, o sacrifício e o sacramento são nomeados como um só.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sugere o <strong>artigo 55</strong> dar em certas ocasiões a Eucaristia sob as duas espécies, à moda dos protestantes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O <strong>artigo 81</strong> exige a supressão do sombrio pensamento acerca da morte, em favor de outras cores litúrgicas diferentes do negro. Ora, uma orientação que tal vai ao encontro do aplauso dos protestantes, que não conhecem nem purgatório, nem oração dos defuntos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Num lanço d’olhos sobre tal esquema, constata-se o espírito racionalista, antilitúrgico e anti-romano, em tudo de mentalidade protestante.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="2">
<li><strong><span style="color: #000000;"><em>A constituição dogmática sobre a Igreja “Lumen Gentium”</em></span></strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para começar, diz o <strong>artigo 8</strong> que a Igreja do Cristo “subsiste na Igreja Católica”, expressão nefasta e prenhe de conseqüências. Ora, é um pastor protestante, Schmitt, que propusera substituir o est de identificação entre a Igreja do Cristo e a Igreja Católica pela expressão relativista subsistit in.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No <strong>capítulo 2, artigos 4 a 16</strong>, fala-se, antes do mais, da Igreja enquanto povo de Deus, e tão-só no terceiro capítulo se fala da hierarquia, como se ela fosse o fruto da comunidade e um serviço para ela</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No <strong>artigo 10</strong>, deduz-se do sacerdócio do Cristo o sacerdócio comum dos batizados, e apenas depois o sacerdócio ministerial.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No <strong>artigo 21</strong>, o sacramento da Ordem se não concebe desde o Santo Sacrifício da Missa, mas da prédica e da administração dos sacramentos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O pior atentado contra o primado papal aparece no <strong>artigo 22</strong>, com a afirmação da dupla autoridade da Igreja: dum lado Pedro, doutro o colégio dos bispos com e sob Pedro. Felizmente, corrigiram este erro gravíssimo na “nota prævia explicativa” acrescentada ao texto mesmo do Concílio, mas nem o novo direito canônico, nem o catecismo da Igreja Católica e seu Compendium repisaram a nota.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Concede o <strong>artigo 26</strong> o diaconato permanente a homens casados. Fendeu-se pois o bastião do celibato eclesiástico, que nos distingue visivelmente dos protestantes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O inteiro teor do quarto capítulo, i. é, os <strong>artigos 30 a 38</strong>, versa dos laicos antes de mencionar os religiosos, de que tratam apenas no quinto capítulo. O protestantismo detesta a vida consagrada, em particular a vida contemplativa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aceitou o Concílio as graves restrições de Karl Rahner e dos senhores Ratzinger, Grillmeier e Semmelroth contra um <strong>esquema próprio sobre a Santíssima Virgem</strong>. As explicações acerca da Santíssima Virgem encontram-se agora no capítulo 8 da constituição sobre a Igreja, onde omite-se deliberadamente o título de “co-redentora”; não reconheceram ainda à Santíssima Virgem o de ‘mediadora”, cuja utilização apenas se menciona.</span></p>
<ol style="text-align: justify;" start="3">
<li><strong><span style="color: #000000;"><em>O decreto sobre o exumenismo “Unitatis redintegratio”.</em></span></strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A princípio, notemos que a noção de ecumenismo vem do protestantismo, em que se observa esforços ecumênicos já no séc. XIX para remediar sua dilaceração insolúvel.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Diz o <strong>artigo 3</strong> que as comunidades separadas da Igreja Católica não estão em comunhão plena com a Igreja, mas intentam mesmo assim que exista uma como continuidade de comunhão, pois que os fiéis se justificam no batismo, incorporando-se ao Cristo. Por isso, diz o decreto, reconhecem-nos a justo título como irmãos no Senhor. Cabe a cada qual uma parcela de culpa na separação. A afirmação de que pertencem de jure à Igreja Católica os elementos de santificação nestas comunidades é uma melhoria inserida pelo Papa pouco antes da publicação do decreto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No parágrafo 4º, diz-se que estas comunidades, enquanto tais, são meios de salvação, significando isso duas coisas:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">1) elas são importantes para a salvação de seus membros;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2) em geral, possuem uma função soteriológico-histórica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essas afirmações relativistas estão entre as piores do Concílio como um todo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No <strong>artigo 4</strong> estatui-se que o trabalho ecumênico não se relaciona com o favorecimento das conversões individuais; encontra-se afirmação semelhante na Constituição sobre a Igreja, artigo 9, finis. Substituem assim a missão que legou Jesus Cristo pelo esforço de coexistência pacifica entre todas as denominações e religiões, à moda protestante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O <strong>artigo 7</strong> revela-nos que não há ecumenismo verdadeiro sem conversão interior, desta feita mistura-se ortodoxia e ortopraxia, o lado objetivo e o subjetivo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O <strong>artigo 8</strong> não só permite a oração em comum com os “irmãos separados”, mas a recomenda explicitamente, como testemunho qualificado dos laços existentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Exige o <strong>artigo 10</strong> o ensinamento da teologia sob o ângulo ecumênico, em particular no que tange à história. Deste modo, a teologia controversista e apologética contra o protestantismo está condenada à morte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No <strong>artigo 11</strong> depara-se com a afirmação nefasta da hierarquia das verdades. É forçoso sublinhar que esta expressão ambígua clarificou-se em 1973, por obra do Santo Ofício, em sentido católico. Não quer ela dizer que uma verdade é mais importante que outra, mas que uma é base da outra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apesar de no <strong>artigo 21</strong> apresentarem a Santa Escritura como instrumento excelente para o diálogo, há de se perguntar de que modo se deve conduzir este diálogo com os subjetivistas protestantes, em que cada um é seu próprio magistério. Demais, neste artigo conferiram ao magistério autêntico um papel restrito, não constituindo mais a norma para o cânon e a interpretação da Santa Escritura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No <strong>artigo 22</strong> atribui-se à ceia protestante, não obstante a ausência do sacramento da Ordem, um certo valor positivo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É de se notar também que não tratam da questão dos casamentos mistos, deixando de ensinar aos católicos que tais matrimônios só se contraem perante um padre católico, que devem batizar os filhos na Igreja Católica e educá-los nesta fé.</span></p>
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		<title>A PROTESTANTIZAÇÃO DO CONCÍLIO VATICANO II – PARTE 1</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2016 15:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Protestantismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Conferência do Sr. Padre Franz SCHMIDBERGER no Simpósio de Teologia em Paris, outubro de 2005. RESUMO DA POSIÇÃO PROTESTANTE 1 &#8211; O ponto de partida do protestantismo, sua base filosófica e teológica, é sem dúvida a concepção de Lutero acerca do &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-protestantizacao-do-concilio-vaticano-ii-parte-1/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/07/cvii.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-5938" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/07/cvii.jpg" alt="cvii" width="337" height="231" /></a>Conferência do Sr. Padre Franz SCHMIDBERGER no Simpósio de Teologia em Paris, outubro de 2005.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline; color: #000000;"><strong> RESUMO DA POSIÇÃO PROTESTANTE</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>1 &#8211; O ponto de partida do protestantismo, sua base filosófica e teológica, é sem dúvida a concepção de Lutero acerca do pecado e da justificação.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para ele, corrompeu o pecado totalmente a natureza humana, não há sequer liberdade moral. Assim, nada encontra a graça de Deus que curar, transformar, divinizar, limitando-se tão-só a uma declaração exterior: Deus encobre o pecado com o manto dos méritos de seu Filho, não imputando-lhe de pecado, contudo o pecador conserva sua natureza corrompida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>2 &#8211; De tal parecer do estado da natureza decaída, decorrem os quatro<em>soli</em> de Lutero:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">a)<strong><em>Sola fide</em></strong>: salva-se o homem só pela fé; notem que, entre os reformadores, concebe-se a fé enquanto fé confiante nos méritos do Cristo Redentor, e não enquanto plena aceitação da Revelação de Deus sob impulso da graça. As boas obras – o jejum, a oração, a esmola, a penitência, a mortificação – não contribuem para a salvação, antes são sinais de fé. Exprime Lutero desta forma seu pensamento de modo categórico: “Peca fortemenTe e crê mais fortemente ainda, e tu serás salvo”.</span><span id="more-5936"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b)<strong><em>Sola gratia</em></strong>: com sua natureza sem liberdade moral, o homem pe radicalmente incapaz de contribuir à salvação; Deus obra sozinho, o homem permanece passivo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">c)<strong><em>Solus Deus</em></strong>: opera Deus sozinho nossa salvação; não há mediação da Igreja, do magistério ou do sacerdócio, menos ainda intercessão dos santos, por exemplo o da Santíssima Virgem. Se o homem não diligencia para sua própria salvação, como poderia obrar para a do próximo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">d)<strong><em>Sola scriptura</em></strong>: porque é impossível um magistério que exponha a Revelação de Deus, não pode existir Tradição como fonte da Revelação; porque Deus faz tudo, ilumina diretamente a alma dos crentes para que possam compreender a Santa Escritura, que contém toda a Revelação. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Destes quatro <em>soli</em> decorre o sistema protestante:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">a)<strong>A estrutura da Igreja</strong>: Não constitui um corpo vivo a dar a salvação às almas, mas não passa de um serviço de caridade cuja hierarquia dá ensanchas à uma democratização: todos somos povo de Deus, o sacerdócio ministerial absorve-se no sacerdócio geral dos fiéis.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b)<strong>A fé e seu conteúdo</strong>;<strong>axiomas filosóficos</strong>. A Igreja e os santos, em particular a Santíssima Virgem Maria, devem dar lugar a um falso cristocentrismo. Por um lado, cada fiel pode ler a Santa Escritura e interpretá-la sob inspiração do Espírito Santo; por outro lado, depara-se com uma multidão de diferentes confissões – a Igreja, enquanto única vida de salvação, há de ser substituida pela multidão das confissões e modalidades de fé, o magistério pelo trabalho dos teólogos, sob influxo da exegese liberal e da “Formengeschichte”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se não se encontra explícita na Santa Escritura uma tradição, ela não pode existir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O livre exame deve substituir a lei da fé; força é abandonar a idéia do estado católico, pois que contradiz o livre arbítrio; decorre daí a exigência da liberdade religiosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ordem objetiva cede lugar ao subjetivismo e ao individualismo, o bem comum à realização epssoal, i. é, ao personalismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja deve abandonar o poder temporal e a dominação; deve sobretudo abandonar o Estado Católico enquanto fato, pois que se opõe á propagação do protestantismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O laço harmonioso entre a natureza e a graça não se mantém. No protestantismo, existe uma oscilação entre, por um lado, o fideísmo (Karl Barth) e, por outro lado, o racionalismo (Bultmann) e o naturalismo com a laicisação da sociedade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há mister de abandonar a romanidade expressa na língua latina, o Romano Pontífice e a Cúria, orientando-se em direção a Igrejas nacionais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Igualmente, há de se rejeitar a escolástica, sistema esclerosado oposto ao Evangelho vivo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">c)<strong>O culto</strong>: acento na palavra e na Eucaristia-refeição, abandono da idéia de sacrifício expiatório: a liturgia não é culto, é antes instrução e assunto de toda a comunidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Demais, há necessidade de retorno a formas de culto mais simples, abandonando o triunfalismo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline; color: #000000;"><strong> PRESENÇA DOS PROTESTANTES NO CONCÍLIO VATICANO II</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Era da responsabilidade do Secretariado para a Unidade dos Cristãos, sob o cardeal Bea, preparar os convites para o Concílio às “Igrejas” não católicas, comunidades eclesiásticas, observadores e delegados, enviando os convites em nome do Papa<a style="color: #000000;" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/917#footnote1_ohuuis3">1</a>. Encontravam-se na primeira sessão do Concílio os seguintes representantes do protestantismo:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Comundiade anglicana: 3 representantes;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Aliança Mundial Luterana: 3 representantes;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Aliança Mundial da Igreja Reformada, Igreja Presbiteriana: 3 representantes;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Igreja Evangélica Alemã: 1 representante;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Convenção Mundial das Igrejas de Cristo: 1 representante;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Friend’s World Committee for Consultation (Quakers) : 1 representante;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; International Congregation Council: 2 representantes;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Conselho Mundial Metodista: 3 representantes;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Conselho Ecumênico das Igrejas de Genebra: 1 representante;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Associação Internacional para o Cristianismo Liberal e a Liberdade Religiosa: 2 representantes;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Demais, participaram outros convidados do Secretariado para a Unidade: Roger Schutz, prior da comundiade protestante de Taizé e seu confrade Max Thurian; o Pr. Cullmann, da Universidade de Bâle e de Paris; o Pr. Berghauer, da Universidade Protestante de Amsterdan. Em suma, um total de 23 representantes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na carta-convite definem-se os estatutos e os papéis na forma seguinte:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">a) “Os observadores fornecessem às Igrejas separadas de Roma informações sobre o Concílio;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">b) Eles podem participar das sessões públicas e das sessões gerais fechadas, nas quais se discutem os decretos do Concílio; não participam das sessões das Comissões, salvo em casos particulares e com permissão especial;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">c) Não têm direito à palavra nem ao voto;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">d) O Secretariado para a Unidade dos Cristãos serve de intermediário entre os organismos do Concílio e os observadores para transmitir a estes as informações necessárias, a fim de que possam com mais facilidade e eficácia acompanhar os trabalhos do Concílio. Demais, organiza as entrevistas com pessoas de escol, por exemplo os padres do Concílio acerca dos temas ali discutidos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Temos agora a presença viva dos protestantes. Já estavam presentes no Concílio de forma indireta por meio dos padres e teólogos que sabiam há muito cooptados a suas idéias, representando-os mais ou menos abertamente: os cardeais Bea, König, Frings, Döpfner, Liénart, Alfrink; especialistas como Rahner, Hans Küng, Edouard Schillebeeckx, Congar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alguns trechos das obras de Congar servem-nos de prova<a style="color: #000000;" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/917#footnote2_lnjywtn">2</a>:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Em Saulchoir, tinham interesse por Lutero, de forma bem diferente da de Denifle ou Grisar. Durante uma segunda estada na Alemanha, visitei os lugares marcantes do luteranismo, os quais me atraiam”. Devota grande admiração ao reformador: “Lutero é dos maiores gênios religiosos de toda a história. Ponho-lhe neste quesito no mesmo patamar de Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino ou Pascal. De certo modo, é ele ainda maior. Repensou todo o cristianismo. Lutero fora um homem de Igreja.” Donde vem tal admiração por um homem cujo gênio era o de destruição? Vem de que Lutero “era incapaz de receber algo que não viesse de sua própria experiência.” [&#8230;]</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Citemos ainda o cardeal Ratzinger, grande admirador de Karl Barth. Em 1986, numa carta à Theologische Quartalsschrift, Tübingen, escrevera isto:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“ [&#8230;] De várias maneiras, não se deve considerar um bem para a Igreja Católica, na Alemanha e fora dela, o fato de que a seus flancos existisse o protestantismo e sua liberdade e piedade, seus conflitos e a grande exigência espiritual?<a style="color: #000000;" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/917#footnote3_7gyt3kx">3</a>”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Anos mais tarde, ele concelebrará em Haburgo as vésperas com a Sra. Jespen, bispa protestante!</span></p>
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		<title>A “BRINCADEIRA COMEÇOU SÉRIA”: CORO DA CAPELA SISTINA NA IGREJA DE LUTERO</title>
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		<pubDate>Mon, 30 May 2016 15:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Moderno]]></category>
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		<category><![CDATA[Ecumenismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Fonte: SSPX USA &#8211; Tradução: Dominus Est No dia 18 de Maio de 2016, o coro da Capela Sistina, fundada há 1600 anos pelo Papa São Gregório, o Grande, apresentou um concerto em Wittenberg, norte da Alemanha, na igreja de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-brincadeira-comecou-seria-coro-da-capela-sistina-na-igreja-de-lutero/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><img class=" aligncenter" src="http://sspx.org/sites/sspx/files/styles/news_big/public/news/wittenberg.jpg?itok=vDU0uYmS" alt="" width="460" height="260" />Fonte: <a href="http://sspx.org/en/news-events/news/sistine-chapel-choir-luthers-church-16251">SSPX USA</a> &#8211; Tradução: Dominus Est</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No dia 18 de Maio de 2016, o coro da Capela Sistina, fundada há 1600 anos pelo Papa São Gregório, o Grande, apresentou um concerto em Wittenberg, norte da Alemanha, na igreja de Martinho Lutero (1483-1546). No contexto dos 500 anos da Reforma, em 2017, a presença do coro da Basílica de São Pedro em Roma, na Igreja de St. Mary onde Lutero pregou, assume um aspecto musical &#8220;ecumênico&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> A Reforma data do dia em que Martinho Lutero apresentou as 95 teses ao arcebispo de Mainz, em protesto contra a Igreja Católica, colocando-as na porta da igreja de Wittenberg, em 31 de Outubro de 1517. Ao fim da Semana de Oração pela Unidade dos cristãos, em 25 de Janeiro de 2016, a Sala de Imprensa da Santa Sé anunciou que o Papa Francisco viajaria para a Suécia em outubro de 2016, a fim de participar de uma celebração ecumênica pelo aniversário da reforma protestante. Em 31 de outubro, na cidade de Lund, na Suécia, onde a Federação Mundial Luterana foi fundada em 1947, o Papa participará de uma celebração conjunta organizada pela Igreja Luterana da Suécia e da Diocese Católica de Estocolmo, um ano antes do dia do aniversário do início da Reforma lançada por Martinho Lutero.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> No entanto, &#8220;<em>nós católicos não temos motivo para comemorar o dia 31 de outubro de 1517, a data considerada como de início da Reforma, que resultou na ruptura do cristianismo ocidental</em>&#8220;, segundo o cardeal Gerhard Ludwig Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em uma entrevista em formato de livro chamada <em>Entrevista sobre a esperança. Diálogo com o Cardeal Gerhard Ludwig Müller,</em> publicado em março de 2016 pela Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), da Espanha. O cardeal alemão recorda que:</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> “&#8230;<em>Se estamos convencidos de que a revelação divina está preservada inteira e inalterada na Escritura e na Tradição, na doutrina da Fé, nos sacramentos, na constituição hierárquica da Igreja por direito divino, fundada no sacramento da Santa Ordem, então não podemos aceitar que há razões suficientes existentes para separar-se da Igreja</em> &#8220;.</span></p>
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		<title>DA INFIDELIDADE À HERESIA&#8230;..</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2015 14:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristianofobia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Islamismo]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8230;.e o ódio à Igreja é cada vez maior! Ex-muçulmanos conversos ao protestantismo estão interrompendo e e profanando diversas Missas nas últimas semanas nos Estados Unidos. Em ao menos três incidentes, o grupo “Koosha Las Vegas” ingressou nas igrejas no &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/da-infidelidade-a-heresia/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">&#8230;.e o ódio à Igreja é cada vez maior!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/5QvBriRSess" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ex-muçulmanos conversos ao protestantismo estão interrompendo e e profanando diversas Missas nas últimas semanas nos Estados Unidos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em ao menos três incidentes, o grupo “Koosha Las Vegas” ingressou nas igrejas no meio da celebração da Eucaristia gritando aos católicos como se vê no vídeo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pode-se ver, por exemplo, um dos homens usando uma camiseta com a inscrição “Trust Jesus” (Confie em Jesus) caminhando pela nave do templo e entregando panfletos enquanto diz aos paroquianos que por serem católicos “pecaram contra (Deus) e violaram suas leis”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O homem com a câmara grita logo: “<em>Arrependam-se e voltem para Jesus Cristo! O Papa é Satanás! A imagem de Maria é Satanás!”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Deixem de adorar ídolos! Os ídolos não os salvarão! Vocês precisam de Jesus Cristo! Vocês precisam do Pai, do Filho e do Espírito Santo”</em>, grita um dos homens.</span><span id="more-2680"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O grupo também fez algo similar nos subúrbios de uma escola católica na semana passada gritando aos alunos que passavam: “<em>Se virem o Catecismo da Igreja Católica e as Escrituras, entenderão por que Deus odeia este sistema religioso</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os ataques e a irrupções preocupam os católicos à luz do recente massacre em São Bernardino no estado de Califórnia no qual um casal de muçulmanos assassinou 14 pessoas e deixou feridas mais de 20.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A polícia local indicou ao canal KNTV que os incidentes não parecem estar conectados a uma ameaça terrorista e que não prendeu ninguém porque, tecnicamente, estes sujeitos não teriam cometido um crime.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entretanto, Randy Sutton, um perito de segurança desse canal afiliado à rede ABC, disse que os homens poderiam ter violado uma lei estatal que classifica estas irrupções em eventos religiosos como uma agressão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Definitivamente esta conduta é incomum. Não é algo que aconteça todos os dias. Assim que o fato de que tenha ocorrido já é motivo suficiente para alarmar-se”, disse Sutton.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A diocese de Las Vegas está trabalhando em conjunto com a polícia para informar o clero local sobre estes incidentes e tomar precauções. </span></p>
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		<title>FRANCISCO: EUCARISTIA PARA LUTERANOS?</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2015 09:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Francisco]]></category>
		<category><![CDATA[Protestantismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: SSPX USA – Tradução: Dominus Est No domingo, 15 de novembro de 2015, o Papa Francisco visitou a Igreja Evangélica Luterana de Roma, onde participou de uma sessão Q &#38; A (Perguntas e Respostas). No final da visita, Francisco &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/francisco-eucaristia-para-luteranos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/11/screen_shot_2015-11-15_at_7.35.20_pm.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-2111" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/11/screen_shot_2015-11-15_at_7.35.20_pm.png" alt="screen_shot_2015-11-15_at_7.35.20_pm" width="460" height="260" /></a>Fonte: <a href="http://sspx.org/en/news-events/news/francis-eucharist-lutherans-12439">SSPX USA</a> – Tradução: Dominus Est</strong><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No domingo, 15 de novembro de 2015, o Papa Francisco visitou a Igreja Evangélica Luterana de Roma, onde participou de uma sessão Q &amp; A (Perguntas e Respostas). No final da visita, Francisco ofereceu um cálice para os luteranos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Aqui estão alguns trechos da recente visita do Santo Padre à comunidade luterana de Roma. Papa Francisco disse que católicos e luteranos devem procurar o perdão pelas perseguições passadas. No final de uma oração conjunta, ele disse: &#8220;<em>Basta pensar nas perseguições, entre nós que temos o mesmo batismo. Pense em todas as pessoas que foram queimadas vivas &#8230; Temos que pedir perdão um ao outro por isso, pelo escândalo da divisão</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> O papa respondeu perguntas da congregação. Em particular, uma mulher Luterana casada com um católico italiano falou. Ela expressou sua dor em não ser capaz de receber a Comunhão: &#8220;<em>A dor que sentimos juntos devido a uma diferença na fé</em>&#8221; e questionou o papa sobre a possibilidade &#8220;<em>de finalmente participarem juntos da comunhão</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Na frente de três cardeais (Walter Kasper, Kurt Koch e Agostino Vallini) e da multidão de participantes, em sua maioria Suiços/Alemães, o papa deixou a resposta na consciência da mulher.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> O papa começou com uma piada: &#8220;<em>A questão sobre a partilha da Ceia do Senhor não é fácil para mim responder, sobretudo na frente de um teólogo como o Cardeal Kasper &#8211; Estou com medo</em>!&#8221;</span><span id="more-2110"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em seguida, ele passou a explicar por que ela não podia, dando o fundamento doutrinário desta proibição. Ao contrário, no entanto, ele insistiu em uma realidade prática diferente, que ele alegou ser a mesma:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em><span style="color: #000000;"> É verdade que, em certo sentido, compartilhar significa que não há diferenças entre nós, que temos a mesma doutrina &#8211; ressaltando essa palavra, uma palavra difícil de compreender. Mas eu me pergunto: mas não temos o mesmo Baptismo? Se temos o mesmo Batismo, não deveríamos estar caminhando juntos?</span></em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em><span style="color: #000000;"> Quando você se sente uma pecadora &#8211; e eu sou muito mais que um pecador &#8211; quando seu marido sente que ele pecou: ​​você vai diante do Senhor e pede perdão, seu marido faz o mesmo e também vai ao padre e pede a absolvição &#8230; Quando você ensina seus filhos sobre quem é Jesus? Por que Jesus veio? O que Jesus faz por nós?&#8230; vocês estão fazendo a mesma coisa, quer na linguagem Luterana quer na católica, mas é o mesmo.</span></em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em><span style="color: #000000;"> A questão &#8230; A ceia? Há perguntas que somente se alguém é sincero consigo mesmo e tem uma pequena luz teológica, pode responder por conta própria. Veja por si mesmo…</span></em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em><span style="color: #000000;"> É um problema que cada um deve responder [para si] &#8230;</span></em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em><span style="color: #000000;"> Um pastor-amigo me disse uma vez que: &#8220;Acreditamos que o Senhor está presente lá, ele está presente&#8217;- você acredita que o Senhor está presente. E qual é a diferença? Há explicações, interpretações, mas a vida é maior do que explicações e interpretações. Sempre refira-se ao seu batismo &#8211; uma só fé, um só batismo, um só Senhor &#8230;</span></em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em><span style="color: #000000;"> Eu nunca me atreveria dar permissão para fazer isso, porque não é de minha competência. Um só batismo, um só Senhor, uma só fé. Fale com o Senhor e, em então, vá adiante. [Pausa] E eu não me atreveria &#8211; Não me atrevo a dizer nada mais&#8221;.</span></em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> O movimento luterano, é claro, nasceu da rebelião de Martinho Lutero, que pregou suas 95 teses criticando a doutrina católica na porta de uma igreja em Wittenberg, Alemanha, em 1517. O Papa Leão X, em 1520, condenou as idéias de Lutero como &#8220;herética, escandalosa, falsa, ofensiva aos ouvidos pios e sedutora de mentes simples (ingênuas), e contra a fé Católica.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A &#8220;reforma&#8221; que se seguiu com a revolução de Lutero dividiu a Igreja e desencadeou guerras entre protestantes e católicos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> O diálogo teológico entre Roma e luteranos começou no final de 1960 após o Concílio Vaticano II. Em outubro de 1999 a &#8220;<a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/documents/rc_pc_chrstuni_doc_31101999_cath-luth-joint-declaration_po.html">Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação</a>&#8221; foi assinada pelo cardeal australiano Cassidy na qualidade de Presidente do Pontifício Conselho do Vaticano para a Promoção da Unidade dos Cristãos. O documento erroneamente afirmou que católicos e luteranos tinham agora encontrado um acordo comum sobre detalhes doutrinários envolvidos na conversão e salvação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como os 500 anos da Reforma alemã está se aproximando, a USCCB (Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos) e a Igreja Evangélica Luterana da América emitiram recentemente uma declaração conjunta (<a href="http://www.usccb.org/beliefs-and-teachings/ecumenical-and-interreligious/ecumenical/lutheran/declaration-on-the-way.cfm">Declaração a Caminho</a>), para se prepararem para este evento.</span></p>
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