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	<title>DOMINUS EST &#187; Tibieza</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>OS 8 SINAIS DA TIBIEZA E A PENA PELA MEDIOCRIDADE NA PRÁTICA DA VIRTUDE</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Nov 2018 14:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fonte: Capela Santo Agostinho Os sinais da tibieza em geral são os oito seguintes: Omissão fácil das práticas de piedade A alma fervorosa tem a sua vida de piedade toda dirigida por um regulamento particular fácil de ser observado e &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/os-8-sinais-da-tibieza-e-a-pena-pela-mediocridade-na-pratica-da-virtude/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/04/tibi-300x294.jpg" alt="Resultado de imagem para tibieza" width="244" height="239" /></p>
<p>Fonte: <a href="https://capelasantoagostinho.com/2018/04/09/os-8-sinais-da-tibieza-e-a-pena-pela-mediocridade-na-pratica-da-virtude/">Capela Santo Agostinho</a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os sinais da tibieza em geral são os oito seguintes:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> Omissão fácil das práticas de piedade</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A alma fervorosa tem a sua vida de piedade toda dirigida por um regulamento particular fácil de ser observado e bem criterioso. Não omite facilmente qualquer prática de piedade. E’ de uma fidelidade extrema, sobretudo à meditação. Se graves ocupações ou verdadeira necessidade a impedem, procura, logo que seja possível, suprir a falta. A alma tíbia sob qualquer pretexto omite os exercícios de piedade, passa dias sem meditação, e até mesmo sem práticas de piedade de qualquer espécie. Ora, isto é exatamente o contrário do fervor. “Não digo que isto prove tudo, diz o Pe. Faber, mas prova muito. Seja como for, sempre que existir tibieza, existirá este sintoma”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> Fazer os exercícios de piedade com negligência</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na tibieza também há oração, missas, confissões, comunhões, terços, etc., mas a rotina vai inutilizando tudo. A rotina e a má vontade. Confissões e comunhões mal preparadas, orações com inúmeras distrações voluntárias. E o pior ainda a falta de generosidade e de todo esforço para se corrigir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outro sinal de tibieza é <strong>a alma sentir-se aborrecida com o pensamento de que tudo vai mal na sua vida espiritual.</strong>Não se sente inteiramente à vontade com Deus. Não sabe exatamente onde está o mal, mas tem certeza de que tudo não está em ordem. É um mal-estar, um aborrecimento interior. E, sem paz, o tíbio se agita inutilmente e vai deixando arraigar-se no coração o hábito do pecado venial. Este sinal anda sempre com os dois primeiros. Desde que faltou generosidade numa alma para ser fiel aos seus deveres de piedade, estas omissões e negligências acabam deixando-a num estado lamentável de aborrecimento das coisas santas e até de Nosso Senhor.</span><span id="more-13059"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O quarto sinal é <strong>agir sem pureza de intenção</strong>, sem ordem nem método. A pureza de intenção consiste em fazermos com um fim honesto e sobrenatural todas as ações de nossa vida: práticas de piedade, deveres de estado, trabalhos de cada dia ou qualquer coisa por mínima que seja. É aquele olhar interior sempre fixo em Deus e desviado das criaturas. Tudo fazer para a glória de Deus, e ver em tudo a vontade de Deus e a ela se submeter com espírito de fé e resignação. Eis a mais pura intenção que se pode imaginar, o mais elevado princípio e o mais perfeito ideal de uma alma fervorosa. Os santos não tinham outro motivo nem visavam outro fim na terra. Santa Madalena de Pazzi sentia-se arrebatada em êxtase, ouvindo esta palavra: — A vontade de Deus! Santo Inácio legou à Companhia de Jesus, como rica herança, o seu lema: A. M. D. G. — Ad majorem Dei gloriam — Tudo para a maior glória de Deus! A pureza de intenção é a alquimia celeste que transforma em ouro de méritos para o céu todas as nossas boas obras. Sem ela, perdemos cada dia riquezas incomensuráveis. A alma tíbia faz tudo por amor próprio e capricho, seguindo em tudo a natureza. É a leviandade, a preocupação da vontade própria, os cálculos muito humanos, a vaidade quando faz o bem, o desejo de agradar às criaturas e de aparecer. Anda à cata de bajulações e aborrece o sacrifício oculto, a abnegação e outras virtudes que não brilham aos olhos das criaturas e constituem o segredo do Rei! E Deus recompensa as nossas ações, diz Santa Madalena de Pazzi, a peso de pureza de intenção. Ó, como a tibieza rouba e despoja a pobre alma, quando lhe arrebata a pureza de intenção!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> Contentar-se com a mediocridade e negligência em formar hábitos de virtude</strong>. Se a mediocridade já é desastrada na ciência, na literatura e na arte, o é em proporção verdadeiramente calamitosa quando se trata da prática da virtude. O medíocre não gosta da palavra: Santidade. Não compreende o heroísmo das almas generosas, a abnegação, o sacrifício. Para ele, a virtude heroica é o exagero! A santidade é um misticismo! E que entende por misticismo? Algo de loucura e de anormal. Contenta-se com o meio termo. E assim não se esforça por adquirir hábitos de uma virtude sólida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> O desprezo das pequenas coisas</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os santos fugiam das menores imperfeições, e se purificavam cada dia das pequeninas faltas. O tíbio, não. Ri-se do que ele chama escrúpulo das almas fervorosas: — a fidelidade nas pequenas coisas. E não nos esqueçamos destas grandes verdades: primeira — os santos se tornaram santos pela repetição contínua duma multidão de ações insignificantes, pelo cuidado infatigável das pequeninas coisas. E segunda: — só fizeram eles grandes coisas quando chegaram à santidade. Os pequeninos sacrifícios ocultos, as pequeninas cruzes, as pequeninas virtudes, as pequeninas mortificações, tudo isto a cada dia, a cada minuto, aceito com generosidade, como santifica uma alma! E’ o caminho batido de S. Teresinha, a pequenina via da Infância espiritual. Que fonte riquíssima de graças! A tibieza, porém, seca esta fonte, esteriliza a vida espiritual, sonha com êxtases e comete cada dia o pecado quase sem remorso. E os pecados veniais, sob o disfarce de pequeninas faltas inevitáveis à fraqueza humana, vão se multiplicando assustadoramente na alma e alimentando a tibieza até ao pecado mortal e, sabe Deus, até ao endurecimento do coração! É muito grave desprezar habitualmente as pequeninas coisas. São Gregório chega a dizer que se deve ter mais receio das pequenas faltas que das grandes. Porque estas provocam logo o arrependimento e causam horror; aquelas não assustam, e vão preparando surdamente a ruína espiritual. E, o que é pior, sem remorso da consciência, e até sob a capa da virtude.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É <strong>pensar mais no bem já feito do que no bem que ainda resta a fazer</strong>. É uma presunção que leva a descansar e afrouxar no caminho do sacrifício e da virtude, porque julga ter feito alguma coisa no passado para a salvação. Nada de esforço e generosidade. Nosso Senhor dizia no seu Evangelho que, depois de termos feito muito, deveríamos dizer: — somos servos inúteis. E prosseguir na luta, porque o ideal da perfeição é o Infinito: “Sede perfeitos como vosso Pai Celeste é perfeito”. A tibieza, como já dissemos, contenta- se com a mediocridade. Julga ter feito muito a alma tíbia, porque no passado foi bem fervorosa e trabalhou pela sua santificação, lutou, praticou boas obras de zelo e de caridade, sacrificou-se na luta do bem. Agora, quer repouso. Descansa, não luta mais, deixa-se ficar na indolência e faz de seu coração o campo do preguiçoso. São Paulo pensava justamente o contrário: “Irmãos meus, não considero que alcancei o prêmio, mas uma coisa eu faço: esquecendo o que está atrás de mim, esforçando-me por alcançar o que está na minha frente, prossigo até ao alvo, para alcançar o prêmio para o qual me chamou do Alto por Cristo Jesus. Sejamos nós, quantos queremos ser perfeitos, do mesmo espírito” (Fl 3, 13). O tíbio não se compara aos mais santos e fervorosos, mas sempre se julga melhor do que tantos outros piores do que ele. E é assim que adormece tranquilamente. Não quer progredir na virtude. São Gregório compara a vida cristã a uma barca em que se navega contra a corrente. Quem sobe, há de remar sempre, ou é arrastado pela correnteza. Santo Agostinho, no seu estilo incisivo e claro, assim fala: — “se dizes: basta, estás perdido!” Sim, no dia em que se cruzam os braços na luta pela santificação da alma, tudo está perdido! Adeus, santificação, e talvez: Adeus, salvação eterna! São Bernardo pergunta: — Não quereis adiantar? Dizeis: — quero ficar e viver onde cheguei? Quereis o impossível! O demônio, diz Santa Teresa, conserva muitas almas no pecado ou na tibieza, fazendo-as crer que é orgulho aspirar à santidade. Que perigosa ilusão! Lembrem-se os tíbios, sobretudo se já receberam graças de Nosso Senhor, como por exemplo sacerdotes, religiosos e almas consagradas a Deus, oh! lembrem-se de que é terrível abusar da graça e muitas almas chamadas à santidade, diz o Pe. Desurmont, baseado em Santo Afonso, ou se salvam como santos ou arriscam a sua eterna salvação. Escreveu o Santo Doutor: Se alguém na vida religiosa (e poderíamos acrescentar: na vida de piedade) quer se salvar, mas não como santo, corre o risco de se perder.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todos estes sinais de tibieza andam em geral com este último e infalível:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong> Pecado venial voluntário e habitual</strong>. Os outros sinais podem ser atenuados ou alguns falham, mas este é infalível. Onde existe o hábito do pecado venial, existe a tibieza com todo o cortejo de males e desgraças que ela acarreta à vida espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>[Por Monsenhor Ascânio Brandão]</em></span></p>
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		<title>TIBIEZA: CONTENTAR-SE COM NÃO OFENDER A DEUS PELO PECADO MORTAL, MAS NÃO QUERER EVITAR O PECADO LEVE</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jul 2018 15:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><img class=" alignright" src="http://comunidadeelshaddai.com/wp-content/uploads/2017/04/hjjnj.jpg" alt="Resultado de imagem para tibieza" width="312" height="182" /></strong>Fonte: <a href="https://capelasantoagostinho.com/2018/04/07/tibieza-contentar-se-com-nao-ofender-a-deus-pelo-pecado-mortal-mas-nao-querer-evitar-o-pecado-leve/">Capela Santo Agostinho</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Que é a tibieza?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A tibieza é uma doença espiritual e das mais graves e perigosas. É o verme roedor da piedade. Micróbio terrível! Mina o organismo espiritual sem que o enfermo perceba. Enfraquece a pobre alma. Amortece as energias da vontade. Inspira horror ao esforço. Afrouxa vida cristã. Espécie de langor ou torpor, diz Tanquerey, que não é ainda a morte, mas que a ela conduz sem se dar por isso, enfraquecendo gradualmente as nossas forças morais. Pode-se compará-la a estas doenças que definham, como a tísica, e consomem pouco a pouco algum dos órgãos vitais. É uma sonolência, um sistema de acomodações na vida espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O tíbio não quer lutar. Tem horror ao combate da vida cristã. Não compreende a palavra de Nosso Senhor: <em style="font-weight: inherit;">Eu não vim trazer a paz, mas a guerra!</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Guerra ao pecado, guerra às paixões, guerra à indiferença.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;">Quem não é por mim, é contra mim!</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O tíbio não compreende este radicalismo sublime do Evangelho e da cruz. Numa palavra o define bem o Espírito Santo: é morno. Nem frio, nem quente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nem o ardor da caridade, o fogo do amor, nem o gelo da descrença e da impiedade e da morte da alma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A tibieza é uma inércia espiritual. Um estado lamentável da alma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É a mediocridade que se contenta com não ofender a Deus pelo pecado mortal, mas não quer evitar o pecado leve, fugir do relaxamento da vida espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enfim, para defini-la com precisão e distingui-la do que a ela apenas se assemelha, como a aridez e outras provações da vida espiritual, vamos dar a sua definição.</span><span id="more-13061"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;">Definição</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santo Afonso define a tibieza pelo que a caracteriza: o pecado venial.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A tibieza, diz o Santo Doutor, é o hábito do pecado venial plenamente voluntário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Guardemos bem esta definição.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para a tibieza essencial, são necessárias três condições:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O pecado venial plenamente voluntário;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O hábito do pecado venial voluntário;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A paz com este hábito e a ausência de esforços para se corrigir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desde que falte uma destas condições, já não há tibieza propriamente dita.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma alma talvez caia de vez em quando nalguma falta venial. Cai por fragilidade, por miséria. Emenda-se logo. Toma boas resoluções, corrige-se. Todavia é tão grande a fraqueza humana! Uma vez ou outra chora uma falta venial. Não é tibieza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Houve o pecado venial, mas não o hábito do pecado venial e muito menos ainda a paz com o pecado venial. Há esforço, generosidade, boa vontade, arrependimento sincero.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Pe. Desurmont define a tibieza comentando admiravelmente Santo Afonso: “A tibieza é o hábito não combatido do pecado venial, ainda que seja um só. É um hábito fundado num cálculo implícito: Esta falta não ofenderá a Nosso Senhor gravemente, não me há de condenar. Pois vou cometê-la.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É um ato dificílimo de se desarraigar da alma. É um hábito muito espalhado sobretudo entre as pessoas que fazem profissão de piedade e entre as almas consagradas a Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;">Espécies de tibieza</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A tibieza propriamente dita é a que definimos como sendo o hábito do pecado venial voluntário e a paz com este hábito. Há, entretanto, outras espécies de tibieza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;">A tibieza de fragilidade e irreflexão</strong>. Até os santos a experimentaram. Só a Virgem Imaculada não a teve. Nosso Senhor permite nos Santos algumas fragilidades e misérias, para conservar neles as virtudes fundamentais da humildade, a desconfiança de si, a compaixão para com as misérias alheias, o desapego da terra e o desejo do céu. Ó, os santos tiveram as suas pequenas fragilidades e misérias. Como se humilhavam!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um dia São Vicente de Paulo, num ato irrefletido de amor próprio, envergonha-se de um parente pobre! Como se humilhou perante seus irmãos por esta falta!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santa Teresinha, no leito de morte, sente-se pobrezinha e imperfeita com uma fragilidade: “Como sou feliz, diz ela, vendo-me tão imperfeita e com tanta necessidade da misericórdia do Bom Deus no momento da morte”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Bernadete, o anjo de Lourdes, lamenta as suas imperfeições, a teimosia que a humilhava tanto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santa Catarina Labouré lamenta igual defeito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Guido de Fontgalland expia no leito de dores o que ele chamava <em style="font-weight: inherit;">as sua preguiças.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Poderia multiplicar os exemplos. São as misérias inerentes a esta pobre natureza humana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A perfeição inteira e absoluta não se encontra neste mundo. O Concílio de Viena condenou o erro dos que afirmavam que o homem, nesta vida mesmo pode adquirir um tal grau de perfeição, que se torna impecável e incapaz de progredir na virtude. Tal foi também o erro dos Iluminados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Concílio de Trento é mais claro ainda. Condena quem disser que o homem pode, durante esta vida, evitar as mais pequeninas faltas, a não ser por um privilégio especial de Deus. E este privilégio só o teve Maria Santíssima.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A tibieza da fragilidade é inevitável. Não nos perturbemos com elas. Recorramos à oração, aos sacramentos e sobretudo à Santa Eucaristia, e nos purificaremos sempre destas fragilidades e misérias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;">Tibieza da vontade. </strong>É mais grave que a de fragilidade. É a vontade enfraquecida. Deus a permite para confusão de nosso orgulho e melhor nos convencer de nossa miséria. Um firme propósito, um gesto de arrependimento sincero, com a resolução de se vigiar com mais cuidado, e tudo está reparado. A tibieza da vontade é facilmente remediável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong style="font-style: inherit;">Tibieza do pecado venial voluntário e habitual </strong>e é desta que aqui vimos tratando.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;">[Por Mons. Ascânio Brandão]</em></span></p>
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