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	<title>DOMINUS EST &#187; Vérine</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>DESPERTAR ALMAS &#8211; PARTE 3 (FINAL)</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2015 15:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não se deve prolongar demasiadamente esses colóqios, que assim perderiam todo seu valor; tampouco, jamais impô-los; aí, ainda, é necessário muito tato e intuição. Abstenhamo-nos de insistir inabilmente quando percebemos que não estamos sendo ouvidos, a fim de não provocarmos &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/despertar-almas-parte-3-final/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/10/Pais3.jpg"><img class="alignright  wp-image-1309" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/10/Pais3.jpg" alt="Pais3" width="280" height="285" /></a>Não se deve prolongar demasiadamente esses colóqios, que assim perderiam todo seu valor; tampouco, jamais impô-los; aí, ainda, é necessário muito tato e intuição.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Abstenhamo-nos de insistir inabilmente quando percebemos que não estamos sendo ouvidos, a fim de não provocarmos enfado pela reflexão interior, fator tão importante na educação dos nossos filhos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Vós me direis: Mas isto não é educação, é sugestão! Ao que responderei: A educação é uma sugestão, uma insinuação lenta, persuasiva e progressiva dos princípios imutáveis que devem reger toda vida. A sugestão educativa normal não tem a menor relação com o magnetismo ou hipnotismo; raciocinada, razoável, ela age sobre o consciente, desperta os bons hábitos, tornando-os firmes e, por assim dizer, inconscientes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Somente aqueles que amam verdadeiramente a criança encontram sugestões felizes, que contrabalançarão com as outras pernicosas, que ela terá de enfrentar no correr dos anos, seja por meio de colegas, de livros ou de cinema. Implantemos, pois, solidamente os bons princípios na alma de nossos filhos; que sejam os primeiros a dominá-la. Evitemos sempre empregar negativas, dizendo: &#8220;Você é preguiçoso, mentiroso, mau&#8221;, acabaríamos por estabelecer um fato que a criança aceitará, acreditando na irresistibilidade de suas tendências. Pelo contrário, devemos persuadi-lo de que ama a verdade, para que venha a amá-la e que, se mentiu, foi por engano ou brincadeira. Se é preguiçoso, vamos dizer que hoje não estudou bem, mas certamente, amanhã estudará melhor. Despertemos a bondade em sua alma; a meiguice, os carinhos, os afagos de um pequenino revelam suas disposições para a bondade. À medida em que for crescendo, será preciso explicar-lhe que ser bom é agir. Agir, para o bem daqueles que amamos, no interesse deles ou simplesmente para lhes dar prazer, aceitando algumas privações ou esforço de algum trabalho. A verdadeira bondade não é apenas sentimental, é virtude da bondade. &#8220;Ter coração, é saber dedicar-se&#8221;.</span><span id="more-1313"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> É preciso ensinar a criança a repartir, a não bater nos seus irmãos. Os irmãos podem brigar, diz o povo, isto não prejudica os seus sentimentos. &#8220;Prejudica sim, mais do que imaginamos, se for frequente e será frequente se o tolerarmos&#8221; (H. Vénard).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> No Natal e Ano-Novo, as crianças devem ajudar na confecção dessas árvores de Natal, que tantas associações organizam; podem enviar algum de seus brinquedos novos, ou então, que tirem do cofre algum dinheirinho ganho, não por terem prestado algum serviço a mãe, o que é normal, mas sim, fazendo algum trabalho caseiro: aos sete anos, nos dias de feriados, elas podem enxugar a louça, pôr a mesa, descascar legumes, etc. Aprederão assim a dar valor ao dinheiro ganho pelo trabalho e o bom uso que dele deve-se fazer.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Ensinemos aos pequeninos, pelo nosso exemplo, a amar os fracos, os pobres; apesar da socialização do mundo, &#8220;haverá sempre pobres entre nós&#8221;; a amar os que sofrem, os infelizes. Um ato de caridade deverá ser inspirado, sugeirdo, mas nunca imposto: a bondade não deve ser um constrangimento e, nesse domínio como em muitos outros, é preciso não forçar, mas saber esperar. &#8220;Desenvolvamos a sensibilidade nos seus primórdios: orientemo-la quando for demasiadamente acentuada, quiçá mórbida, pois aparentar sensibilidade não é formar o coração. Eduquemos a sensibilidade normal&#8221; (Jacquelina Voncent).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Finalmente, despertemos na alma de nossos filhinhos e sob o calor do nosso amor, as qualidades e sentimentos que desejaríamos ver germinar em seus coraçõeszinhos. &#8220;É despertando os bons sentimentos, diz Ch. Baudouin, que preparamos a sua realização e, ao mesmo tempo, expulsamos os maus&#8221;. Sejamos bons semeadores e jamais desanimemos. Saibamos, também, que não são os pais que mimam em demasia os filhos, que os enchem de presentes ou de carinhos, que mais os amam; os beijos, as expansões exageradas nada significam: provêm de uma natureza ardente e impulsiva que procura sua própria alegria nas manifestações exteriores e sensíveis, (para não dizer sensuais); porém, o que importa no amor materno e no amor paterno, não é o próprio prazer e alegria, mas sim, a felicidade e o bem dos seres aos quais demos a vida, em detrimento, se preciso for, da nossa própria satisfação. As criancinhas, aliás, não apreciam muito as manifestações e demosntrações de uma afeição exagerada; quando não as tornam egoi´stas, importunam-nas; proporcionemos-lhes, pois, os nossos carinhos criteriosamente, a fim de que conservem todo o seu valor. Se não existe algo de mais sublime do que o instinto materno, saibamos, entretanto, que ele não resume todo o amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> &#8220;O instinto materno ama as crianças egoísticamente. O amor materno ama a criança pela criança. O instinto materno só atende às coisas sensíveis, externas e passageiras. O amor materno prende-se às coisas invisíveis e imperecíveis&#8221;. Somente ele sabe despertar as almas, porquanto só ele aprecia o seu valor. É paciente, benevolente, generoso, desinteressado, estável. É muito mais do que um ímpeto, uma emoção, um impulso; é um dom.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> A educação é uma obra de amor.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> <em>Os dez mandamentos dos pais</em> &#8211; Vérine</span></p>
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		<title>DESPERTAR ALMAS &#8211; PARTE 2</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2015 18:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como despertar uma alma? Descobrindo seu ponto sensível; sem abandonar o nosso &#8220;eu&#8221; (nosso posto de observação), encontrar o do nosso filho. Para isto, é necessário, evidentemente, certa habilidade, e o senso de adaptação, de observação. Infelizmente, a perspicácia é &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/despertar-almas-parte-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/10/familia_catolica2.jpg"><img class="alignright  wp-image-1307" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/10/familia_catolica2.jpg" alt="familia_catolica2" width="286" height="382" /></a>Como despertar uma alma?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Descobrindo seu ponto sensível; sem abandonar o nosso &#8220;eu&#8221; (nosso posto de observação), encontrar o do nosso filho. Para isto, é necessário, evidentemente, certa habilidade, e o senso de adaptação, de observação. Infelizmente, a perspicácia é uma qualidade de que os educadores mais carecem; eis porque tantas palavras ficam inúteis, não esclarecem; ora, despertar uma alma é iluminá-la. Importa, pois, primeiramente, que delas nos aproximemos com simpatia, suscitando-lhe confiança e amor. Se nas famílias tantas almas caminham sozinhas lado a lado, e não se compreendem, embora recebendo iguais contribuições num mesmo ambiente, é porque não foram tocadas na região impenetrável e misteriosa que somente a intuição e o carinho podem descobrir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Fala-se muito de ciências familiais; e com razão; a educação é uma ciência, mas é mais ainda &#8211; uma arte, um conhecimento intuitivo das incógnitas, uma &#8220;adivinhação&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> A grande infelicidade, quando pais inteligentes e cultos, muitas vezes &#8220;fracassam&#8221; e não têm nenhuma influência sobre os filhos, é de não procurarem, ao menos, fazer seu exame de consciência com lealdade e humildade. Em vez de dizer: &#8220;Faltam-me a psicologia, a paciência, não sou bastante arguto, nem carinhoso&#8221;, declaram: &#8220;Não há nada a fazer com esta criança, ela é insensível, teimosa e orgulhosa&#8221;.</span><span id="more-1311"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Multiplicam então exortações, os conselhos, as ameaças, e só fazem cavar ainda mais o abismo; a alma da criança, em vez de se abrir, concentra-se, tornando-se solitária, inatingível.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Uma atitude severa, uma palavra enérgica, um tom firme são muitas vezes necessários na educação, principalmente com naturezas difíceis, mas só obtém resultados quando ditados por uma vontade calma, invencível, e não um enervamento que acabará em capitulação, uma vez passada a cólera.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> A voz tem uma importância maior do que se pensa e convém aprender a bem utilizar de suas mil nuanças. Para despertar uma alma, jamais empregar uma voz esganiçada, aguda, nervosa; mas sim, uma voz doce, quente, grave ou alegre, cujo tom coadune bem com as proposições e solicitações, uma voz atraente, que variará segundo o local, o espaço e o momento. No decorrer de um passeio alegre, de um belo espetáculo, de uma festa de família, a voz jovial, contente, otimista, irá despertar na alma da criança entusiasmos indubitavelmente muito mais formadores do que os principios declamados friamente. Porém é principalmente antes dos filhinhos dormirem , que o pai ou a mãe procurará deles se aproximar; a conversinha da noite, por mais curta e apressada, deve ser sempre individual. Nesse momento, os brinquedos estão arrumados, a exuberância acalmada, os pequeninos corpos distendidos; tudo está tranquilo, na casa reinam silêncio e paz; é a hora feliz das sementeiras espirituais, hora em que uma por uma das palavras murmuradas têm, naquelas alminhas puras, ressonâncias infinitas. Esses colóquios são desejados pelas criancinhas, que os reclamam, se porventura os pais sobrecarregados de afazeres viessem a esquecê-los. &#8220;Fala comigo, como no outro dia&#8221;. &#8211; &#8220;Diga-me ainda aquelas palavras tão bonitas!&#8221; &#8211; &#8220;Quando falas, é como se minha cabeça se abrisse e o que eu quero dizer sai tão facilmente; por que, antes, eu não sabia que tudo isto estava na minha cabeça?&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Sim, eles não sabiam &#8211; os pequeninos tesouros &#8211; que tudo se achava em suas cabecinhas, adormecido como no castelo da &#8220;Bela Adormecida&#8221;. A alma de uma criança só desperta para a bondade quando um carinho mágico a toca docemente; então, a criança aprende a se concentrar para ouvir essas vozes misteriosas e revelar não tanto as suas faltas (sobre as quais é prefrível não aprofundar muito) como as riquezas de suas boas intenções.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> <em>Os dez mandamentos dos pais</em> &#8211; Vérine</span></p>
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		<title>DESPERTAR ALMAS &#8211; PARTE 1</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2015 15:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não pode existir algo de mais comovente e patético do que assistirmos ao despertar de uma alma, às primeiras manifestações do espírito; desde três meses, vemo-lo surgir; como é belo um bebê e sua mamãe que, unidos pelos olhares, procuram &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/despertar-almas-parte-1/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/10/MaeFilho1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1308" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2015/10/MaeFilho1.jpg" alt="MaeFilho1" width="247" height="360" /></a>Não pode existir algo de mais comovente e patético do que assistirmos ao despertar de uma alma, às primeiras manifestações do espírito; desde três meses, vemo-lo surgir; como é belo um bebê e sua mamãe que, unidos pelos olhares, procuram um ao outro e se encontram. Se o bebê de três a doze meses pudesse desvendar os mistérios de suas descobertas inefáveis, ficaríamos &#8230; maravilhados! Quando um destes pequeninos pousa sobre sua mãe, sorridente e extasiado, o olhar calmo e a fixa com aquela gravidade, que lhes é peculiar, não se poderia duvidar de que esteja recebendo a revelação do mais grandioso amor. Certamente, aos dezoito anos, o amor lhe será manifestado sob outros aspectos, mas o homem, inconscientemente, procura encontrar na mulher esse infinito de amor que aos três meses lhe foi revelado pela mãe. Que coisa extraordinária, a procura de uma emoção, da qual a memória não guardou a lembrança, porque, desse período unicamente ultra-sensível, tudo se desvanece para ir atapetar o subconsciente, que é uma de nossas maiores riquezas!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Mas, é principalmente entre três e sete anos que poderemos ajudar esse renascimento que se impõe, e que traremos à tona aquela potência adormecida que espera de nós um desabrochar feliz; e é somente por nós que a criança tomará consciência de si própria; ajudemo-la a descobrir as possibilidades que lhe são inerentes, a fim de que desde cedo participe da formação de sua personalidade e nela colabore ativamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Comecemos pçor criar o clima favorável ao desenvolvimento de sua capacidade criadora, não abafemos essa sensibilidade apaixonante, a única que põe em contato com o mundo exterior; não multipliquemos as ordens, contra-ordens, interdições, ameaças; procuremos descobrir seus gostos, suas aptidões latentes, suas necessidades profundas e ajudemo-la a realizá-las.</span><span id="more-1306"></span><br />
<span style="color: #000000;">Com doçura, porém com firmeza, afastemos os ramos &#8220;parasitas&#8221; que atrapalham o desabrochar da vinha e das flores; cortemos pela raiz os desejos imprudentes, as tendências inquietadoras, as pretensões absurdas, tudo o que não é razoável e que a criança adota, não somente por ignorância, mas porque ama o excesso, o fantástico, o extravagante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Tenhamos uma noção justa da autoridade. Geralmente, com grande facilidade queremos impô-la, impelidos pela necessidade íntima de reinar sobre criaturas, e esse desejo de prepotência é tão veemente no homem como na mulher. Nossos filhos estando ao nosso alcance e sob nossa absoluta dependência, usamos mal de um direito que só deveria ser empregado para fins superiores, que o justificassem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Antigamente a autoridade era autoritária e despótica; procurava essencialmente defender, frear, corrigir, impor, de preferência a levantar, sustentar, estimular. Hoje, peca pelo excesso contrário (as reações excedem sempre a justa medida). Em vez de abaixar as barreiras, suprime-as e tudo consente prtextando que a criança só pode desabrochar numa atmosfera de liberdade; mas esquece que liberdade não é anarquia. Uma sã pedagogia deve conciliar o que existe de fecundo no espírito dos métodos tradicionais e nos processos dos métodos ativos modernos: somente essa liança dos princípios imutáveis da educação com as técnicas do progresso da ciência pedagógica poderá assegurar o resultado que todo educador almeja: dar à criança as forças necessárias para enfrentar a vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Os métodos ativos da educação, respeitando a liberdade da criança, ensinam-lhe desde cedo a se servir deles; facilitam o despertar da alma suscitando reações livres, jamais permitindo o que não deve ser feito, sugerindo mais do que impondo. Esses métodos, quando bem empregados, são enriquecedores para a alma, pois procuram obter, antes de tudo, a adesão voluntária da criança. Nada de estável podendo ser realizado sem esse consentimento consciente e livre, tais métodos procuram despertar nos pequeninos o desejo de ser obediente, bom e serviçal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> <em>Os dez mandamentos dos pais</em> &#8211; Vérine</span></p>
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