CHINA: O CLERO “OFICIAL” APROVA A EXCLUSÃO DO CLERO CLANDESTINO

Na China existe uma Conferência dos Bispos Católicos (Igreja Católica na China, ICC), que na verdade não é católica, não é reconhecida por Roma e é meramente um braço do Partido Comunista Chinês (PCC), assim como a Associação Patriótica dos Católicos Chineses (APCC).

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Mas é preciso admitir que existe ambiguidade, porque a maioria dos bispos chineses “oficiais“, membros da APCC, foram reconhecidos por Roma desde a assinatura do acordo sino-vaticano em 2018. E são esses os membros da tal Associação. Por outro lado, os bispos chamados “clandestinos”, que se recusam a aderir à APCC, não fazem parte dela.

Os bispos da ICC são completamente subordinados ao governo chinês e ao PCC. Recentemente, publicaram um documento que é uma forma indireta de excluir o clero clandestino e negar-lhes qualquer direito ou possibilidade de exercer qualquer apostolado. É também um meio de entregar a Igreja chinesa inteiramente aos comunistas.

Declaração oficial da Conferência Episcopal Católica da China

Esta declaração, datada de 4 de fevereiro de 2026, expressa apoio explícito à regulamentação governamental sobre assuntos religiosos, documento que proíbe o exercício do ministério pastoral por clérigos não registrados no Estado e proíbe atividades religiosas em locais não autorizados. Continuar lendo

PODE A FSSPX SER PROIBIDA DE FAZER O QUE É PERMITIDO AO PARTIDO COMUNISTA CHINÊS?

A resposta agora cabe a Roma.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

A questão surge na mente de muitos fiéis católicos em todo o mundo. Como entender que Roma possa considerar com severidade as consagrações episcopais na FSSPX que ocorrerão no próximo dia 1º de julho, ao mesmo tempo em que reconhece, tolera ou ratifica a posteriori as nomeações impostas pelo Partido Comunista Chinês?

Não se trata de um paralelo artificial. Os fatos são públicos, repetidos, documentados. Há anos, o poder comunista chinês — oficialmente ateu, doutrinariamente materialista, estruturalmente hostil à realeza social de Cristo — intervém diretamente na nomeação dos bispos. Não o faz para servir a Igreja, mas para controlá-la. Não o faz para proteger a fé, mas para a supervisionar, vigiar e orientar de acordo com os interesses de um Estado ideológico.

No entanto, diante dessas graves interferências na constituição divina da Igreja, Roma dialoga, negocia, concilia. Chega a reconhecer certas nomeações realizadas sem mandato pontifício, unilateralmente, em nome de um pragmatismo diplomático apresentado como necessário para o bem das almas, a fim de preservar o acordo assinado desde 2018 entre o governo de Pequim e a Santa Sé. Continuar lendo

COMUNICADO DA CASA GERAL DA FSSPX SOBRE O ENCONTRO DO PE. PAGLIARANI E O CARDEAL FERNANDEZ

Fonte: FSSPX

Hoje, 12 de fevereiro de 2026, o Rev. Pe. Davi Pagliarani, Superior-Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, foi recebido no Palácio do Santo Ofício por Sua Eminência, o cardeal Víctor Manuel Fernández, Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé. O encontro lhe fora proposto pelo Cardeal na sequência do anúncio público, feito no último dia 2 de fevereiro, de futuras sagrações episcopais dentro da Fraternidade São Pio X.

A conversa, de caráter privado, como era de desejo do Cardeal, durou uma hora e meia, e transcorreu numa atmosfera cordial e franca ao mesmo tempo. Deu ao Pe. Pagliarani o ensejo de ouvir atentamente o Prefeito, e de explicar o alcance do anúncio de 2 de fevereiro, bem como o sentido das gestões feitas junto à Santa Sé nestes últimos meses.

O Superior-Geral pôde assim apresentar de viva voz a situação atual da Fraternidade São Pio X e o seu dever, diante da necessidade espiritual em que se encontram as almas, de garantir a continuação do ministério de seus bispos. Continuar lendo

SERMÃO ÉPICO DO PE. DE LACOSTE – SAGRAÇÕES POR UM ESTADO DE NECESSIDADE

Nesse sermão, o Pe. de Lacoste prega sobre a necessidade das próximas sagrações, anunciadas em 2 de fevereiro pelo Superior Geral da FSSPX, Pe. Davide Pagliarani, e agendadas para 1º de julho. Apesar da ausência de um mandato papal, essas sagrações são consideradas necessárias para a continuidade da Tradição e, portanto, da fé “em toda a sua pureza doutrinal e caridade missionária

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D. STRICKLAND E AS SAGRAÇÕES: UM APELO À “CONTINUIDADE APOSTÓLICA”

Enquanto o Superior Geral da Fraternidade São Pio X (FSSPX) anunciava sua intenção de proceder a novas sagrações episcopais, D. Joseph Strickland, Bispo Emérito de Tyler, EUA, analisou essa decisão. Entre a defesa da Tradição e o reconhecimento de um “estado de necessidade“, o Bispo apresenta uma profunda reflexão sobre a sobrevivência da fé católica.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

O mundo católico tradicionalista está em turbulência. O Pe. Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, confirmou oficialmente que a instituição, fundada pelo Arcebispo D. Marcel Lefebvre, procederá em breve com a sagração de novos bispos. É nesse contexto tenso que D. Joseph Strickland publicou um artigo analisando a legitimidade dessa medida diante da atual crise na Igreja.

D. Strickland: uma voz livre em meio à turbulência

Mas, afinal, quem é Dom Joseph Strickland? Nomeado Bispo de Tyler, Texas, por Bento XVI em 2012, o prelado rapidamente se impôs como uma das vozes mais conservadoras e midiáticas do episcopado americano. Defensor fervoroso do “depósito da fé” e crítico frequente dos rumos do pontificado do Papa Francisco — particularmente em relação ao Sínodo sobre a sinodalidade e a questões morais — ele se tornou uma figura de destaque para muitos fiéis perplexos.

Essa franqueza levou à sua demissão abrupta. Em novembro de 2023, após uma visita apostólica, o Papa Francisco o destituiu oficialmente de suas funções pastorais. Embora o Vaticano não tenha especificado os motivos exatos, essa remoção é amplamente vista como uma sanção à sua oposição pública à linha oficial da Cúria Romana.

O estado de necessidade e a continuidade apostólica

Em sua análise da situação da FSSPX, D. Strickland não se limita a um comentário jurídico. Ele situa o debate no terreno da “continuidade apostólica“. Para ele, o anúncio do Superior Geral da FSSPX não deve ser interpretado como um ato de rebelião, mas como uma resposta a um estado de necessidade espiritual. Continuar lendo

ENTREVISTA COM O SUPERIOR GERAL DA FSSPX – “SUPREMA LEX, SALUS ANIMARUM”

Fonte: FSSPX

Nota: Após o anúncio, em 2 de fevereiro, das futuras sagrações episcopais para a FSSPX, Sua Eminência o Cardeal Fernandez, escreveu ao Superior Geral para propor um encontro em Roma. o Superior Geral aceitou a proposta. A conversa terá lugar na quinta feira, 12 de fevereiro. Convidamos os membros e fiéis da Fraternidade a oferecerem suas orações pelo bom desenvolvimento deste encontro.

“‘A lei suprema é a salvação das almas.’ É deste princípio superior que depende, em última instância, toda a legitimidade do nosso apostolado.”

1. FSSPX.News: Senhor Superior-Geral, o senhor acaba de anunciar publicamente a sua intenção de realizar as sagrações episcopais para a Fraternidade São Pio X no próximo dia 1° de julho. Por que fazer esse anúncio hoje, 2 de fevereiro?

Padre Davi Pagliarani: A festa da Purificação da Santíssima Virgem é muito significativa dentro da Fraternidade. É o dia em que os candidatos ao sacerdócio vestem a batina. A Apresentação de Nosso Senhor no Templo, que hoje celebramos, lembra aos candidatos que a chave da sua formação e da sua preparação para as ordens está no dom de si mesmo, que passa pelas mãos de Maria. Trata-se de uma festa mariana de extrema importância, pois, ao anunciar uma espada de dor a Nossa Senhora, Simeão manifesta claramente o papel que ela tem de corredentora ao lado de seu divino Filho. Vemo-la associar-se a Nosso Senhor desde o início da sua vida terrena até a consumação do seu sacrifício no Calvário. Assim também, Nossa Senhora acompanha o futuro sacerdote durante a sua formação e ao longo de toda a vida: é ela quem continua a formar Nosso Senhor em sua alma.

2. Esse anúncio vinha sendo objeto de vários rumores nos últimos meses, especialmente desde o falecimento de Dom Tissier de Mallerais, em outubro de 2024. Por que o senhor esperou até agora? Continuar lendo

VÍDEO AULA: A SOLUÇÃO PARA A CRISE NA IGREJA – D. MARCEL LEFEBVRE E A FSSPX

O padre Luiz Cláudio Camargo apresenta um resumo da vida de Dom Marcel Lefebvre: nascimento, batismo, 1ª Comunhão, Seminário em Roma, ordenação sacerdotal, 30 anos de missões na África, sagração episcopal, sua relação com Pio XII, Superior Geral dos Espiritanos, o Concílio Vaticano II, a fundação da Fraternidade S. Pio X, a crise da Igreja contra a Fraternidade; não houve cisma e a excomunhão não foi válida. Os fundamentos da formação sacerdotal na Fraternidade. A solução para a crise da Igreja.

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VÍDEO/CURSO 8: O ESPÍRITO DE ASSIS E O MEGA ECUMENISMO DE JOÃO PAULO II

Em 1986, pela primeira, o Papa João Paulo II reuniu em Assis, na Itália, representantes de todas as religiões para rezarem juntos. A partir dali, o papa se refere a um “espírito” novo, ecumênico, que corresponde à obra inicial do ecumenismo no Concílio Vaticano II.

Acesse essa aula do Pe. Gustavo Camargo CLICANDO AQUI.

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Veja também alguns de nossos “Especiais” sobre assuntos relacionados ao vídeo:

ESPECIAIS DO BLOG: O ECUMENISMO

ESPECIAIS DO BLOG – PAPAS JOÃO PAULO II, PAULO VI E JOÃO XXIII

ESPECIAIS DO BLOG: A LIBERDADE RELIGIOSA DO VATICANO II

VÍDEO/CURSO 6: A MISSA DE PAULO VI – NOVA ETAPA NA CRISE – PARTE 2 – POR D. ANTONIO MARIA ARAÚJO

Na Parte 2 da 6ª aula do nosso curso, Dom Antônio Maria Araújo entra mais no detalhe da comparação entre a missa católica, a missa de sempre, e a missa nova de Paulo VI.

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QUANDO A BÚSSOLA SE TRANSFORMA EM UM CATAVENTO

Do novo rito da Missa à negação do sacrifício

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Em um artigo publicado por La Croix(1), o Pe. Martin Pochon SJ afirma deliberadamente o oposto do Concílio de Trento: Jesus “ofereceu o seu corpo e sangue, não a Deus, mas aos seus discípulos, em nome do seu Pai”, considerando que a doutrina tridentina não faz justiça ao verdadeiro significado evangélico da Ceia Pascal, e que o rito de Paulo VI contribuiu para recuperá-lo. 

Recordemos o que afirma o Concílio de Trento: “Se alguém disser que na Missa não se oferece a Deus um verdadeiro e autêntico sacrifício ou que “ser oferecido” não significa outra coisa senão o fato de Cristo nos ser dado como alimento: que seja anátema.(2)” Continuar lendo

VÍDEO/CURSO 6: A MISSA DE PAULO VI – NOVA ETAPA NA CRISE – PARTE 1 – POR D. ANTONIO MARIA ARAÚJO

A missa de Paulo VI, também chamada de “missa nova”, responde aos requisitos necessários para uma missa católica? Na 6ª aula do nosso curso, Dom Antônio Maria Araújo apresenta uma comparação entre a missa católica, a missa de sempre, e a missa nova de Paulo VI.

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PADRE ANTONIO

Ficheiro:Antiga Capela e depois Matriz de Santa Rita construída ainda no  século XIX.,,.jpg – Wikipédia, a enciclopédia livre

Fonte: Permanencia

Numa cidadezinha perdida e esquecida, lá nos confins deste tão imenso Brasil, existe uma igreja quase sem existir. Em torno, mil ou duas mil almas mais ou menos desalmadas; dentro, um velho vigário a fazer contas intermináveis, e um padre coadjutor, na sacristia, a olhar o morro, a linha férrea lá longe, o rio, talvez o céu.

Já traz cinzas na cabeça e uma curvatura nas costas, mas naquele momento o que mais lhe pesa é a solidão que cerca a velhice que se aproxima. Está ali. Não é nada. Não sente forças para fazer nada pela vila indiferente que quer viver sua vida rotineiramente encaminhada para a morte. Sente-se inútil a mais não poder. Quer que ele celebre a única missa da féria, e com uma só porta apenas entreaberta. Precaução aliás inútil porque ninguém mais aparece nas missas dos dias da semana. O povo não gostou quando o vigário tirou os santos que há mais de cem anos povoavam a velha igrejinha. Diminuiu a assistência à missa, diminuíram as confissões. A conversa com o vigário, na hora do jantar, reduz-se a monossílabos.

Padre Antônio torna a pensar nas coisas que se perderam: a água benta, a oração do terço à noite, os santinhos que dava aos moleques na rua com magnanimidade, e tudo o mais que fazia companhia, que cercava a alma da gente nas igrejinhas da roça. Por que esta devastação? O vigário não gosta de abordar o assunto. Sofre a seu modo, com a tenacidade obtusa dos animais feridos. Cerra os dentes. Não pensa. Não fala. Faz o que o bispo mandou fazer e encerra-se num mutismo quase vegetal. Às vezes parece ter gosto de transmitir seu sofrimento fazendo um outro sofrer. É seu modo de conversar, e quem paga é padre Antônio. Continuar lendo

EM 21 DE NOVEMBRO….HÁ 51 ANOS…

“Nós aderimos de todo o coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a manutenção dessa fé, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade.

Pelo contrário, negamo-nos e sempre nos temos negado a seguir a Roma de tendência neomodernista e neoprotestante que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II, e depois do Concílio em todas as reformas que dele surgiram.

Todas estas reformas, com efeito, contribuíram, e continuam contribuindo, para a demolição da Igreja, a ruína do sacerdócio, a destruição do Sacrifício e dos Sacramentos, a desaparição da vida religiosa, e a implantação de um ensino naturalista e teilhardiano nas universidades, nos seminários e na catequese, um ensino surgido do liberalismo e do protestantismo, condenados múltiplas vezes pelo magistério solene da Igreja.

Nenhuma autoridade, nem sequer a mais alta na hierarquia, pode obrigar-nos a abandonar ou a diminuir a nossa fé católica, claramente expressa e professada pelo magistério da Igreja há dezenove séculos. Continuar lendo

NÃO JULGUE RECEBER A MISERICÓRDIA DE DEUS AQUELE QUE OFENDE A SUA SANTA MÃE – PELO PE. CARLOS MESTRE, FSSPX

Sermão proferido pelo Revmo. Pe. Carlos Mestre, no Priorado S. Pio X de Lisboa, no XXIII Domingo depois de Pentecostes, com um comentário sobre a nota apostólica acerca de Nossa Senhora.

VÍDEO/CURSO 5: UM NOVO ESPÍRITO NA VIDA PAROQUIAL – POR D. LOURENÇO FLEICHMAN

As estranhas mudanças no comportamento dos fiéis em suas paróquias. Na quinta aula do curso sobre a crise na Igreja, Dom Lourenço Fleichman mostra como o novo espírito, a partir do Concílio Vaticano II, foi imposto aos fiéis através de movimentos que abriram as portas para o progressismo: Movimento Litúrgico, Ação Católica, Cursilhos de Cristandade, Carismatismo, entre outros.

Para acessá-la, CLIQUE AQUI.

ENTREVISTA COM O SUPERIOR GERAL DA FRATERNIDADE SACERDOTAL SÃO PIO X ACERCA DA PUBLICAÇÃO DE MATER POPULI FIDELIS

“A negação do título de “corredentora” equivale a depor a Santíssima Virgem de seu reinado, e isso fere a alma católica no que lhe é mais caro.”

Fonte: FSSPX

FSSPX.News: Reverendo Padre Superior Geral, um documento do Dicastério para a Doutrina da Fé, restringindo o uso de certos títulos tradicionalmente atribuídos à Santíssima Virgem, foi publicado no dia 4 de novembro com o título Mater populi fidelis. Qual foi sua primeira reação a ela?

Don Davide Pagliarani: Confesso ter ficado em choque. Se, por um lado, o Papa Leão XIV já manifestara desejo de continuidade com seu antecessor, por outro lado eu não esperava um documento de um dicastério romano restringindo o uso de títulos, tão ricos de significado, que a Igreja tradicionalmente atribui à Virgem. Minha primeira reação foi celebrar uma Missa de reparação contra esse novo ataque à Tradição e, mais ainda, contra a Santíssima Virgem.

De fato, não é apenas o uso dos termos de “Corredentora” e “Medianeira de todas as graças” que foi posto em dúvida; é o significado tradicional desses títulos que foi deturpado. Isso é muito mais grave, porque a negação dessas verdades equivale a depor a Santíssima Virgem de seu reinado, o que fere a alma católica no que lhe é mais caro. Com efeito, a Santíssima Virgem representa, junto com a Santíssima Eucaristia, os dons mais preciosos que Nosso Senhor nos deu.

O que mais o chocou?

Primeiramente, o fato de considerar o uso de “Corredentora” como “sempre inoportuno”; o que, na prática, equivale a proibi-lo. A razão que nos é dada é a seguinte: “Quando uma expressão requer muitas e constantes explicações, para evitar que se desvie de um significado correto, não presta um bom serviço à fé do Povo de Deus e torna-se inconveniente1”. Continuar lendo

COMUNICADO DA CASA GERAL DA FSSPX SOBRE A “NOTA DOUTRINAL SOBRE ALGUNS TÍTULOS MARIANOS REFERIDOS À COOPERAÇÃO DE MARIA NA OBRA DA SALVAÇÃO”

No último dia 4 de novembro, o Dicastério para a Doutrina da Fé publicou uma “Nota doutrinal sobre alguns títulos marianos referidos à cooperação de Maria na obra da Salvação”.

Fonte: FSSPX

Esse texto, aparentemente preocupado em não “obscurecer a única mediação salvífica de Cristo”, ensina que “o uso do título de ‘Corredentora’ para definir a cooperação de Maria é sempre inoportuno” e que “requer-se uma especial prudência na aplicação do título ‘Medianeira’ a Maria”.

Caricaturando — para melhor se distanciar dela — a terminologia tradicional da Igreja e, por outro lado, sendo prolixo em belas considerações sobre o papel materno da Virgem, essa “Nota” pretende minimizar a missão confiada por Deus à sua Associada na obra da Redenção e da salvação das almas: de um lado, afirma-se que a Santíssima Virgem Maria não interveio na aquisição da graça; de outro, atenua-se quase até a negação o seu papel universal e necessário na distribuição das graças. Já não se lhe reconhece senão um vago papel de intercessão materna. Continuar lendo

ESPECIAIS DO BLOG: MARIA MEDIANEIRA E CORREDENTORA

O que significa dizer que Maria é “corredentora” e “medianeira de todas as  graças”?

Diante dos horrores pronunciados pela igreja conciliar sobre Maria como Medianeira e Corredentora, seguem abaixo alguns artigos sobre esse assunto, de acordo com a verdadeira Doutrina:

MARIA MEDIANEIRA, CORREDENTORA E DISPENSADORA DE TODAS AS GRAÇAS – PARTE 1/2

MARIA MEDIANEIRA, CORREDENTORA E DISPENSADORA DE TODAS AS GRAÇAS – PARTE 2/2

A CORREDENTORA – PELO PE. ÁLVARO CALDERÓN, FSSPX

POR QUE NEGAM A CORREDENÇÃO DE MARIA? A BATALHA DOUTRINAL DO ECUMENISMO – CONFERÊNCIAS DO PE. RUBIO, FSSPX

A IMACULADA CORREDENTORA, EM UMA PASSAGEM DE AFONSO SALMERON, COMPANHEIRO DE SANTO INÁCIO E TEÓLOGO DO CONCÍLIO DE TRENTO

COMUNICADO DA CASA GERAL DA FSSPX SOBRE A “NOTA DOUTRINAL SOBRE ALGUNS TÍTULOS MARIANOS REFERIDOS À COOPERAÇÃO DE MARIA NA OBRA DA SALVAÇÃO”

ENTREVISTA COM O SUPERIOR GERAL DA FRATERNIDADE SACERDOTAL SÃO PIO X ACERCA DA PUBLICAÇÃO DE MATER POPULI FIDELIS

A MEDIAÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM

MARIA CORREDENTORA DO GÊNERO HUMANO E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS – PELO PE. JOSÉ MARIA, FSSPX

ORAÇÃO DE REPARAÇÃO À BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA, IMACULADA, MÃE DE DEUS, MEDIANEIRA E CORREDENTORA

01 DE OUTUBR0 – NOSSA SENHORA MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS

NOSSA SENHORA: MEDIANEIRA JUNTO AO MEDIADOR

MARIA SANTÍSSIMA É A MEDIANEIRA DOS PECADORES PARA COM DEUS

CENTENÁRIO DA MISSA DE MARIA MEDIANEIRA

VÍDEO/CURSO 4: OS DOCUMENTOS DO CONCÍLIO VATICANO II – PARTE 1- POR D. ESTEVÃO FERREIRA DA COSTA

Quarta aula do Curso sobre a crise na Igreja – D. Estevão fala sobre os textos do Concílio, seus erros, e como contradizem a doutrina de sempre da Igreja..

Para acessá-la, CLIQUE AQUI.

REDENTORISTAS TRADICIONALISTAS EMITEM CARTA ABERTA PARA “REPUDIAR A IGREJA SINODAL”

Imagem em destaque

Fonte: LifeSiteNews – Tradução gentilmente cedida por uma leitora

Os Filhos do Santíssimo Redentor, uma Congregação católica tradicionalista sediada em Papa Stronsay, na Escócia, publicaram uma Carta Aberta “aos Bispos, Padres, Religiosos e Fiéis Católicos” após seu Capítulo Geral.

A comunidade – frequentemente chamada de “Redentoristas Transalpinos” – foi fundada pelo Pe. Michael Mary Sim em 1987, sob os auspícios de D. Marcel Lefebvre e da Fraternidade São Pio X, com o incentivo do Cardeal Édouard Gagnon. Ela reconciliou-se com o Vaticano em 2012 e trabalha nos EUA e na Nova Zelândia.

Em julho de 2024, os Redentoristas foram obrigados por D. Michael Gielen (Bispo local) a deixar a Diocese de Christchurch em 24 horas. A comunidade negou as acusações feitas por Gielen e entrou com medidas canônica contra a ordem de despejo.

A Carta Aberta não indica se eles pretendem retornar ao trabalho com a Fraternidade São Pio X ou se seguirão outro caminho. A declaração e sua introdução estão abaixo.

Esta história ainda está se desenvolvendo… Continuar lendo

CAIRÁ A MALDIÇÃO DE D. ÁLVARO SOBRE LEÃO XIV?

Fonte: InfoVaticana

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Entre os pedaços singulares da espiritualidade interna do Opus Dei, há uma frase que não procede de “são” Josemaria, mas de seu primeiro sucessor, Álvaro del Portillo. E não se encontra em homilia alguma, nem em texto de governo, mas em uma carta privada de 30 de junho de 1975, apenas quatro dias após a morte do fundador.

Nessa carta, que era o testamento de fidelidade para os membros da Obra, del Portillo escreveu uma súplica que com o tempo se tornaria célebre, e que Opuslibros [1] relembrou num artigo recente, escrito por Darian Veltross:

“E rogo também que se, no decorrer dos séculos, alguém – não ocorrerá, estamos certos – quiser perversamente corromper esse espírito que nosso Padre nos legou, ou desviar a Obra… que o Senhor o confunda e lhe impeça cometer esse crime, causar esse dano à Igreja e às almas.” Continuar lendo

UMA PANDEMIA DE DESESPERO

Eles não estão brincando, os evangélicos estão de fato partindo para o momento em que a teologia do domínio tentará chegar ao poder político' (João Cezar de Castro Rocha)

Por Dardo Juán Calderón

Fonte: Adelante la Fe

Perante a – em princípio inexplicável e aparentemente surpreendente – condescendência na proliferação de condutas pervertidas em ambientes religiosos, surpreendentemente especial na Igreja Católica, devemos lembrar que uma geração marcada pela falta de compromisso pessoal, pela falta de amor, iria afetar a Igreja desde um mundo corrompido (ao qual o Concílio Vaticano II dá boas vindas e compreensão), degenerando em uma tempestade de sentimentos impuros, que já reinavam gordos nas nações e que hoje mostram, no clero católico, a ponta de um iceberg que vinha congelando há muito tempo.

Os agnósticos estudiosos dos fenômenos sociais já o viam nesse mundo tão louvado pelos padres conciliares, e a definição de desespero, de falta de esperança, era a chave que encontravam. “Se ao menos pudesse sentir algo!”, é a fórmula de Lipovetsky para expressar o que chama de “novo desespero”. E segue desvelando tal desespero como “um mal-estar difuso que tudo invade, um sentimento de vazio interior e de absurdidade da vida”. Agrega Christopher Lasch: “os indivíduos aspiram cada vez mais a um desapego emocional, em razão dos riscos de instabilidade que sofrem, atualmente, as relações pessoais”, o que define como “a fuga ante o sentimento”. Não escapa a esses autores nenhum dos fenômenos que essa personalidade traz consigo, acentuando o lugar que o “sexo” ocupa nesse homem desesperado. “A liberação sexual, o feminismo e a pornografia, apontam ao mesmo fim: levantar barreiras contra as emoções e deixar de lado as intensidades afetivas”: é a aparição do cool sex, das relações livres, a condenação dos ciúmes e da possessividade, “trata-se de fato de esfriar o sexo”, “não somente para proteger-se das decepções, mas também para proteger-se dos próprios impulsos que ameaçam o equilíbrio interior”. O homossexualismo é a realização total desse desprendimento de compromisso afetivo, é em si mesma e conaturalmente uma relação sem futuro possível e até com um enorme dose de desilusão (ou melhor, repugnância) imediata ao ato de prazer, que apenas uma grande intervenção artificial das ciências (medicina, direito positivo, publicidade) consegue ocultar de seu decurso desagradável. “Uma temporada no inferno”, descreverá Rimbaud e “De profundis”, Oscar Wilde. Verlaine sangrará poemas de arrependimento no limite do desespero. Entendemos que como em Judas, possa, para aprofundar a tragédia, coexistir um fio de Fé com o desespero, mas a única explicação para que homens da Igreja amparem – e, por isso, promovam – tal abismo de amargura existencial é produto de eles mesmos sofrerem a mesma deformação por perda das virtudes teologais. E o que expressam é autocompaixão. Continuar lendo

OPUS SEM ALIADOS, ROMA, E O LEITE DERRAMADO

opus dei

Fonte: Infovaticana

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Já está claro dentro do Opus Dei. Tão claro, que o próprio prelado manda, a seus fiéis, cartas com mensagens cifradas: venha o que vier de Roma, seguirão fazendo o que lhes der gana. Traduzido à linguagem curial, soa piedoso: “Nada muda no espírito, nas normas de piedade e nos costumes de família”. Mas quem sabe ler entrelinhas entende a mensagem: aconteça o que acontecer no Vaticano, continuaremos sendo os mesmos. O que, no fundo, equivale a dizer que farão o que lhes der na telha.

A ironia é que tudo o que acontece agora – a iminente mutilação jurídica, a perda de poder interno, a indiferença de Roma – é o preço de décadas de docilidade, de prudência malcompreendida, de confundir fidelidade com submissão e fé com comodidade [nota do editor: e de achar que o Papa Francisco gostava de bajuladores]. O Opus Dei prestou, talvez sem saber, um serviço monumental ao progressismo eclesial: o de anestesiar boa parte dos católicos fiéis em uma obediência sem alma, em uma espiritualidade burguesa, em um cristianismo burocrático, perfeitamente domesticado. Continuar lendo

VÍDEO/CURSO 2: NOVO ESPÍRITO DO PAPADO – POR D. LOURENÇO FLEICHMAN

Segunda aula do Curso sobre a crise na Igreja – Com João XXIII um novo espírito aparece nos papas – O papel de cada papa do concílio na obra de destruição da Tradição católica.

Para acessá-la, CLIQUE AQUI.

FOLHEANDO UM LIVRO DE 60 ANOS ATRÁS

A Declaração do Vaticano II sobre Liberdade Religiosa está em continuidade com o Magistério anterior? Eis a opinião de um teólogo favorável à época do Concílio. 

Fonte: Lettre à nos Frères Prêtres, n°107 – Tradução: Dominus Est

O Pe. Guy de Broglie (1889-1983) foi um sacerdote da Companhia de Jesus, autodeclarado discípulo de Santo Tomás e professor de teologia no Instituto Católico de Paris e na Universidade Gregoriana de Roma. Em 1964 e 1965, quando se discutia a Declaração do Concílio Vaticano II sobre a Liberdade Religiosa (promulgada em 7 de dezembro de 1965), ele publicou duas obras sobre o assunto, das quais se mostra um fervoroso defensor. É, portanto, ainda mais interessante reler, 60 anos depois, algumas passagens de sua segunda obra, intitulada Questões cristãs sobre a liberdade religiosa (1). Continuar lendo

CONTRADIÇÕES MÚLTIPLAS

Um católico não tem saída: ou ele aceita o que a Igreja sempre ensinou e rejeita as novidades contrárias, ou aceita as novidades e rejeita o Magistério da Igreja.

Fonte: Courrier de Rome nº 689 – Tradução: Dominus Est

Uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo e sob o mesmo aspecto. Em outras palavras, se uma proposição é verdadeira, então a proposição contraria é necessariamente falsa, e vice-versa. Isso é evidente. Se uma pessoa nega tal princípio, então ela afirma algo, a saber, que esse princípio é falso. Mas ao afirmar isso, ela rejeita a proposição contrária, ou seja, que esse princípio não é falso. Ela admite, portanto, que é impossível ser e não ser ao mesmo tempo (1).

É em virtude desse princípio que todo católico é capaz de rejeitar certas proposições que contrariam o que é ensinado pelo Magistério da Igreja. Ora, acontece que, desde o Concílio Vaticano II, vemos contradições entre o que a Igreja sempre ensinou como pertencente à doutrina católica e o que os homens da Igreja ensinam hoje. Acabaremos por ter de negar o princípio da não contradição?

Aqui estão seis contradições. Continuar lendo