NO CORAÇÃO DE UM SEMINÁRIO CATÓLICO

ENTRADA NOS SEMINÁRIOS DA FSSPX NO HEMISFÉRIO SUL | DOMINUS EST

Faz já um tempo – bastante grande, na verdade – que o Diretor desta Revista (Permanencia) pediu-me um artigo sobre o Seminário onde desempenho o cargo de reitor, deixando-me a maior liberdade na escolha da abordagem do referido artigo.

Durante certo tempo busquei qual seria o ponto de vista mais interessante para os leitores da Permanência e terminei concluindo que, talvez, a maneira mais original e viva para conhecer um seminário por dentro fosse através dos olhos, das ilusões, das aspirações e dos sentimentos dos próprios seminaristas. Pedi então a três diáconos que escrevessem o que os senhores lerão na continuação.

Quando eu mesmo li estas reflexões dos referidos diáconos concluí que não me havia enganado ao deixar-lhes a redação do artigo: este permite não somente entrar no coração de um seminário católico, como diz o título, mas também no coração mesmo de um rapaz que quer doar-se totalmente a Nosso Senhor e que se deixa amoldar, pouco a pouco, pela graça de Deus, passando, no entanto, por algumas provas. Continuar lendo

TÉRMINO DA REFORMA DA IGREJA ST. VINCENT, NOS EUA

Recentemente, as tão esperadas e necessárias reformas da igreja, construída a partir de 1922, foram concluídas. O Pe. Michael Goldade, Prior de St. Vincent, descreve como a FSSPX garantiu seu futuro para as próximas gerações de católicos.

Fonte: SSPX USA – Tradução: Dominus Est

GARANTINDO NOSSO FUTURO

Como era St. Vincent quando a Fraternidade São Pio X assumiu sua propriedade?

Em 1975, os vicentinos, que cuidavam da paróquia há cerca de 100 anos, deixaram o local. A diocese tomou posse e fechou a magnífica igreja. Nos últimos anos, antes da FSSPX assumir a propriedade, a igreja estava em ruínas. Em 1980, a St. Vincent foi comprada pela FSSPX. Os paroquianos se recordam da sujeira e da extensiva limpeza necessária para o uso básico. Era evidente de que consideráveis reparos foram necessários, mas nos primeiros anos da nova propriedade seria difícil pagar por muito mais do que trabalho estético e improvisações localizadas.

Quão urgentes foram os reparos?

Há muito se sabia que era necessária uma restauração significativa o telhado e das paredes da igreja, especialmente nas partes mais altas do edifício devido à maior exposição ao tempo. A cada tempestade e cada nevasca usávamos todo estoque de baldes para atender aos vazamentos. Vários planos de arrecadação de fundos e restauração foram apresentados e, finalmente, em 2014, uma campanha de grande capital foi lançada. Sob o patrocínio de São Vicente de Paulo, generosos paroquianos levantaram US$ 1.000.000,00 para os serviços profissionais de uma empresa chamada Church Development.

Fale sobre a arrecadação de fundos. Foi bem recebido pela paróquia?

Fiquei um tanto surpreso e muito encorajado ao ver o desejo quase universal de contribuir para essa tentativa. Acredito realmente que a paróquia entendeu que se tratava de mais do que uma restauração em pedra e argamassa. Foi uma recordação e uma revitalização da Missão para a Tradição. De fato, parecia haver mais conversa sobre a história da Tradição na sequência do Vaticano II do que sobre o próprio edifício. As pessoas estavam mais dispostas a se sacrificar por uma causa nobre do que pelo imóvel. Não há dúvida de que a experiência elevou a vida espiritual da paróquia.

Quais os passos dados para a restauração da igreja?

Nossas prioridades sempre foram muito claras: consertar as coisas de fora para dentro e de cima para baixo. O processo habitual de obtenção de pelo menos três licitações com as devidas referências profissionais foi mantido. Queríamos, realmente, um trabalho de qualidade em um edifício histórico com materiais históricos. Por fim, as empreiteiras contratadas para o trabalho foram: a Western Roofing, cujo trabalho de qualidade havia sido comprovado no Convento Franciscano local, que substituiu 700 peças de ardósia e a Mid-Continental Restoration Co., que substituiu a alvenaria em áreas onde ela estava quase totalmente desintegrada. Eles precederam isso com uma lavagem ácida de todo o calcário da igreja. O prédio dificilmente se pareceria como era antigamente, depois desse processo.

No interior, o enorme esforço para revestir as paredes foi realizado pela Retro Pro. Este foi um processo bem coordenado que envolveu a divisão, em faixas, do espaço interior de forma que as funções litúrgicas ainda pudessem ser realizadas em torno da obra. Além do novo reboco, a pintura antiga foi removida das molduras das janelas de pedra, expondo o calcário natural como parte da decoração. A Kansas City Historic, grupo local de preservacionistas, concedeu o Prêmio Preservação 2019 para a Retro Pro e St. Vincent.

Foram feitas outras melhorias no local?

Este grande projeto inspirou pequenas melhorias ao longo do caminho. Um novo estacionamento de asfalto foi feito, janelas e lustres foram limpos e haverá mais retoques ao longo do tempo.

Quais foram os benefícios para a paróquia?

Entendemos que as pessoas são mais importantes do que os projetos, mas a beleza da casa de Deus eleva Sua glória e a edificação das almas. A beleza inspira, e não há dúvida de que houve benefícios espirituais com ainda mais frutos por vir.

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Honrando Nosso Passado – História de St. Vincent

A história por trás da Igreja St. Vincent, em Kansas City, está conectada com a origem da diocese de Kansas City na década de 1880, quando o primeiro Bispo pediu aos Padres Vicentinos que estabelecessem uma primeira paróquia. Uma pequena estrutura foi construída do outro lado da  Flora Avenue (no atual estacionamento) que, mais tarde, foi transformada em um salão paroquial. A atual igreja foi construída próxima ao prédio da escola de ensino médio em estilo georgiano, e o Bispo Thomas Lillis abençoou a pedra fundamental em 1922.

O arquiteto Maurice Carroll dava indicações sobre o grande escopo do projeto. Seria um “agradável início no projeto da igreja e construída de acordo com a escola gótica inglesa do século 16, que se adapta esplendidamente ao uso do calcário local”.

De fato, o objetivo dos arquitetos ao projetar a nova Igreja St. Vincent era produzir uma verdadeira igreja gótica, não uma catedral gótica com riqueza de ornamentos, como apenas uma grande diocese deveria manter, mas uma igreja paroquial gótica, com  linhas clássicas e desenhos decorativos góticos. Seu interior foi cuidadosamente organizado de forma que o foco dos fiéis se mantivesse no altar-mor, portanto, havia uma ornamentação mínima na nave, enquanto um conjunto equilibrado de detalhes de Tudor Gótico compreendia os retábulos de carvalho fumegante do altar-mor. Também foram incorporadas a via sacra, uma ausência de nichos para evitar imagens supérfluas e vitrais simples, porém elegantes. Outras características incluem capelas distintas de Nossa Senhora e de São José (ao invés dos altares laterais), duas sacristias espaçosas, um batistério, um santuário e uma capela na cripta com capacidade para 200 pessoas. Para a década de 1920, sua construção também era de vanguarda. A estrutura revestida de calcário foi a primeira igreja de concreto armado com aço de Kansas City. Comodidades modernas foram incluídas – um sistema de ar forçado para aquecimento e resfriamento natural e aspiração central. A maior parte da construção foi concluída em meados de 1924 ao custo de US$ 230.000,00 (que na moeda atual seria de US$ 2,5 milhões, embora fossem necessários US$ 30 milhões para construí-la agora).

O complexo foi construído de forma ampla, pois era esperado um crescimento substancial da paróquia, mas devido à Depressão, isso nunca ocorreu. A mudança demográfica na década de 1950, causada pela suburbanização, apenas piorou as coisas. Durante a década de 70, a diocese dividiu o complexo e por duas vezes tentou vender a igreja para grupos protestantes, mas não conseguiu. Naquela época, o “bispo” protestante Penn havia adquirido o prédio do instituto.

No verão de 1975, Pe. Hector Bolduc estava celebrando a Missa regularmente em Springfield, Missouri, e se ofereceu para vir regularmente a Kansas City, dedicando o grupo a São Miguel Arcanjo, saindo de garagens para antigas igrejas protestantes até chegar à Betty’s Floral Shop, em Grandview, Missouri. O Bispo John Sullivan havia sido abordado sobre a aquisição de uma das igrejas recentemente fechadas, mas jurou nunca vender uma para a FSSPX. Finalmente, uma venda a terceiros foi feita por meio do Bispo Penn, que tinha a opção de comprar a igreja, e na quinta-feira da Ascensão, 15 de maio de 1980, a St. Vincent foi comprada pela FSSPX por meros US$ 60.000.

Poucos dias depois, em 23 de maio, Mons. Lefebvre ecoou as palavras “C’est magnifique! É uma Catedral!” dentro da espaçosa nave de St. Vincent que é, atualmente, a maior igreja que a FSSPX é proprietária em todo o mundo.

Em 9 de maio de 1981, Mons. Lefebvre abençoou solenemente St. Vincent, rededicando-a novamente ao culto católico. Então, de acordo com sua designação,  como St. Vincent sendo a “Igreja Episcopal” da FSSPX, Mons. Lefebvre conferiu as Ordens Sagradas no local. Houve depois apenas mais uma ordenação – de Pe. Benjamin Campbell — realizada em 2008.

Gradualmente, ao longo do tempo, o instituto St. Vincent foi adquirido (em 1989), e mais tarde a casa-paroquial ao lado, enquanto a Casa do Distrito mudou em 1991de St. Louis para Kansas City, na Tracy Avenue. Atualmente, o Priorado está localizado ao lado da reitoria e o instituto abriga a escola para meninos, enquanto a escola para meninas mudou-se para o recém-adquirido Tracy campus.

SOBRE O MOTU PROPRIO DO PAPA FRANCISCO SOBRE A MISSA TRIDENTINA

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E agora, o que será feito? Como ficará a questão da Missa Tridentina das capelas que rezam segundo o Motu Próprio de Bento XVI? O que vocês têm a dizer?

Primeiramente devemos lembrar que isso em nada muda o trabalho da FSSPX com a Missa e a verdadeira fé católica.

Em segundo lugar vamos aguardar se haverá um pronunciamento oficial da FSSPX sobre essa questão.

Em terceiro lugar quem deve responder diretamente essa pergunta não somos nós, mas sim os neoconservadores. Eles que deverão sair de cima do muro.

Porém, nesse momento, para poder elucidar um pouco a questão, disponibilizaremos alguns textos já publicados aqui no blog que poderão dar uma noção sobre o assunto:

DEVE-SE TEMER UMA AMEAÇA À MISSA TRADICIONAL?

É A MESMA MISSA TRIDENTINA? SIM, MAS NAO O MESMO COMBATE!

CATECISMO DAS VERDADES OPORTUNAS: OS “RALLIÉS”, VISTOS POR MONS. LEFEBVRE

A GRANDE LACUNA DOS CONSERVADORES

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Rezemos para que esses que estão ligados apenas à Missa e não a fé integral ( aqueles da “forma extraordinária”) consigam dar um “passo à frente” em relação à Tradição,  pois nós que saímos do Motu Proprio em 2013 conhecemos, e muito bem, todas as artimanhas desse processo.

VIVEMOS UMA ÉPOCA LUCIFERINA

PADRE

Trechos do sermão do Pe. François-Marie Chautard(*) – Tradução: Dominus Est

Não vivemos em uma sociedade que oferece oficialmente um culto a Satanás, mas nossa sociedade vive em uma mentalidade de rejeição a Deus, natureza própria do pecado de Lúcifer.

O “Príncipe deste mundo”, Lúcifer, em oposição ao “Rei dos Céus”, afasta-nos da luz de Deus, das luzes sobrenaturais com o desejo de nos tornarmos independentes de Deus. Essa independência é traduzida pela:

– recusa de considerar Deus;

– recusa de julgar de acordo com os princípios de Deus;

– recusa de agir de acordo com as leis de Deus;

Desde o “Non Serviam!” Lúcifer destila a escuridão do erro e da mentira. A religião da república e a religião do laicismo não negam oficialmente a Deus, mas transformam-No em “opinião” … indolor, mas terrivelmente eficaz!

Desde o “Non Serviam“, há uma recusa em julgar! A partir do pecado original, a serpente seduz pela mentira, perverte o julgamento de Deus e distorce o julgamento de Eva transformando o Mal em Bem e o Bem em Mal. Nossa sociedade moderna participa dessa perversão de julgamento. Os vícios são promovidos e valorizados, até mesmo resgatados! Seus opostos são silenciados, ou ao menos “condenados ao ostracismo”. Desde o “Non Serviam”, há uma recusa da ordem de Deus. As leis da república querem estar acima das leis religiosas.

Lembremo-nos que devemos servir a Verdade, mas também que a Verdade nos serve! A obra de Lúcifer se opõe à sabedoria. Deus é a pedra angular do Conhecimento e a Fé traz uma profundidade, uma amplitude de visão, uma capacidade de visão … uma elevação. Isso requer esforço e perseverança.

Sem a unidade divina e suas consequências de disciplina e dogma, a unidade mental, a unidade moral, a unidade política desaparecem ao mesmo tempo. Elas só são reformadas se a primeira unidade for restabelecida. Sem Deus, não há mais verdadeiro nem falso, não há mais direito, não há mais lei. Sem Deus, uma lógica rigorosa iguala a pior loucura à razão mais perfeita … porque sem Deus só subsiste o princípio do exame, um princípio que pode excluir tudo, mas que não pode encontrar nada”.

(*) Em 05/02/2021 na Igreja Saint-Nicolas-du-Chardonnet, da FSSPX, em Paris

DESENVOLVIMENTO DO APOSTOLADO DA FSSPX NO QUÊNIA

O Priorado de Nairóbi foi fundado em setembro de 2003, mas a história da FSSPX no Quênia é mais antiga. Foi em 1976 que um fiel de Nairóbi enviou uma carta a Mons. Lefebvre pedindo-lhe padres.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

O apostolado da Fraternidade São Pio X no Quênia está se desenvolvendo rapidamente. Graças ao Covid, o número de fiéis está aumentando continuamente. Durante o último confinamento, todas as outras paróquias do Quênia foram fechadas. É por isso que muitas pessoas vieram ao nosso Priorado para receber a Sagrada Comunhão, para se confessar ou para assistir à Santa Missa. Desta maneira, eles descobriram a Missa tradicional e a Tradição Católica.

Podemos ver a Providência de Deus em ação, mesmo nessa época, que é certamente única na história. O bom Deus nunca nos abandona, está sempre conosco e principalmente nestes tempos difíceis.

Para a solenidade de Corpus Christi, mais de 500 pessoas compareceram à procissão

Para acomodar o número crescente de fiéis, tivemos que ampliar nossa igreja. Todos os domingos, mais de 400 fiéis vêm assistir a uma de nossas três missas. Dessa forma, fizemos grandes janelas na parede direita do prédio. Um grande telhado anexado à igreja cobre a extensão. Duzentas pessoas agora podem assistir à Missa do lado de fora, olhando através da parede aberta, protegidas do sol e da chuva.

Nosso plano é fechar as aberturas com grandes janelas que possam ser abertas aos domingos e fechadas durante a semana.

O espaço usado para a ampliação era um estacionamento coberto, de cascalho. Queremos fazer nele um piso de terra para que os fiéis possam se ajoelhar em uma superfície mais adequada.

Vídeo de nossos projetos

Hoje muitas pessoas vivem em nosso priorado: 3 padres, 1 Irmão, 1 seminarista, 3 Irmãs, 3 pré-seminaristas, 1 pré-postulante para as Irmãs e 1 pré-postulante para os Irmãos. Estamos, portanto, sobrecarregados e não temos mais espaço! É por isso que estamos construindo uma nova casa com 2 quartos, 2 outros aposentos, 1 banheiro amplo e 1 cozinha. No total, 24 pessoas poderão viver nesta casa. Dessa forma, poderemos acolher pré-seminaristas, retiros e visitantes.

A construção está em pleno progresso e será concluída dentro de algumas semanas.

Confiamos tudo isso à poderosa intercessão de São José e recomendamos todos os nossos projetos à sua generosidade, a fim de obter os meios necessários para concluí-los. 

Estejam certo de nossas orações por todos vós e por vossas intenções e pedimos ao bom Deus que vos abençoe abundantemente.

Pe. Pierre Champroux, Prior

Instalação de uma cruz no Monte Longonot

Em 7 de abril, nossos fiéis plantaram uma cruz no Monte Longonot, a cerca de 60 quilômetros ao norte de Nairóbi.

Devido às fortes tempestades, a cruz não pôde ser abençoada imediatamente após ser erguida. Fomos, portanto, obrigados a voltar mais tarde. Foi a ocasião para pedir ao nosso Superior do Distrito, Padre Wuilloud, que viesse e abençoasse.

Que esta cruz seja uma bênção para todo o país e para todos os que visitam esta bela montanha!

FINALIZANDO O MÊS, UMA SELETA DE NOSSOS POSTS DE JUNHO

CATECISMO EM VÍDEO – AULA 47: A REDENÇÃO OFERECIDA POR UM HOMEM-DEUS

QUANDO DOIS APÓSTOLOS DA MISSA, D. LEFEBVRE E PADRE PIO, SE ENCONTRAM

NUNCA MAIS A GUERRA?

O ARCO-IRIS AMERICANO DESAFIA O VATICANO

UM PADRE ENTRE OS VIAJANTES

MENSAGEM DO SUPERIOR GERAL DA FSSPX PELA MORTE DO PE. DANIEL YAGAN

ONDE ESTÁ A TRADIÇÃO, ALÍ ESTÁ A IGREJA” – SERMÃO DE MONS. LEFEBVRE

A SANTA MISSA DO PADRE PIO

ALGO ALÉM DA COMPREENSÃO, POR D. LEFEBVRE

TOMADAS DE HÁBITO E PRIMEIROS VOTOS DAS IRMÃS CONSOLADORAS DO SAGRADO CORAÇÃO

ENTREVISTA DO SUPERIOR GERAL DA FSSPX POR OCASIÃO DO 25º ANIVERSÁRIO DE ORDENAÇÃO

NOVIDADE: LANÇAMENTO DA RÁDIO DOMINUS EST

RAÍZES…PARA QUE FIM?

ONDE COMEÇA A CIDADE CATÓLICA?

ORDENAÇÕES SACERDOTAIS E DIACONAIS EM ZAITZKOFEN – 2021

ORDENAÇÕES SACERDOTAIS E DIACONAIS EM ZAITZKOFEN – 2021

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Em 26 de junho de 2021, festa dos mártires São João e São Paulo, 5 candidatos foram ordenados ao sacerdócio e 2 ao diaconato no Seminário do Sagrado Coração de Zaitzkofen.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Como você descreveria este dia?” pergunta um seminarista mais velho a um dos seminaristas do primeiro ano na mesa do jantar. “Bem, em relação à cerimônia: impressionante. Quanto ao trabalho: exaustivo. E em geral: inesquecível.

Este 26 de junho de 2021 foi um dia inesquecível, pois 5 candidatos foram ordenados ao sacerdócio e 2 ao diaconato, no Seminário do Sagrado Coração. Na festa dos irmãos mártires São João e São Paulo, nos sentimos ligados às origens da Igreja de Roma e cantamos: “Haec est vera fraternitas – Eis a verdadeira fraternidade”.

Uma declaração que também podemos aplicar à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, de acordo com o sermão de Mons. Tissier de Mallerais. Por meio dela, seu fundador, Mons. Marcel Lefebvre, quis levar às almas a tradição católica que, como dizia Padre Pio, “não se ganha, mas se adquire com sacrifício”.

Os numerosos fiéis ficaram felizes em poder, novamente, participar publicamente da cerimônia de ordenação.

Também é importante para os sacerdotes ver que não recebem o sacerdócio apenas para si, mas para os fiéis, especialmente levando suas intenções a Deus no altar sagrado.

Haec est vera fraternitas” – Passados ​​50 anos, percebemos que o zelo não é algo que se possa dar como certo.

Que os novos sacerdotes conservem sempre o zelo sacerdotal dos primeiros dias e o levem para onde o bom Deus os tenha designado por decisão dos superiores.

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Dias atrás houve também as Ordenações no Seminário Santo Tomás de Aquino, nos EUA.

No dia 1º de Julho as ordenações ocorrerão no Seminário São Pio X, em Écône.

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Nota do blog 1: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:

Nota do blog 2: Mais números sobre a FSSPX podem ser vistos clicando aqui.

Nota do blog 3: Perguntas e respostas sobre a FSSPX podem ser vistas clicando aqui.

Nota do blog 4: Mais sobre os Seminários da FSSPX podem ser vistos clicando aqui

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

NOVIDADE: LANÇAMENTO DA RADIO DOMINUS EST

Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

É com imensa alegria que lançamos, oficialmente, nosso novo projeto: o da RÁDIO DOMINUS EST.

Na programação teremos o melhor da música católica, rosários, orações, etc.

É o início! Por isso, para melhorarmos a cada dia, pedimos a gentileza de nos enviarem sugestões, arquivos e dicas, seja por email (gespiox@yahoo.com.br), pela nossa página no Facebook ou nosso Canal no Telegram. Tudo será sempre muito bem vindo.

Contamos com a colaboração de todos na divulgação e na sintonia.

PARA ACESSAR PELA WEB, clique na imagem abaixo:

WEB

PARA BAIXAR O APLICATIVO, clique na imagem abaixo:

APLIC

TOMADA DE HÁBITO E PRIMEIROS VOTOS DAS IRMÃS CONSOLADORAS DO SAGRADO CORAÇÃO

Veni, Sponsa Christi, accipe coronam

No dia da Festa do Sagrado Coração de Jesus, em Albano Laziale (Italia), 11 postulantes tomaram o hábito religioso das Irmãs Consoladoras do Sagrado Coração, enquanto 2 noviças fizeram suas primeiras profissões. Dom Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, celebrou o rito sagrado. 

Fonte: FSSPX Itália – Tradução: Dominus Est

Bem, certamente não se pode dizer que os olhares não demonstraram espanto na sexta-feira (11/06), em Albano. Se, como diz o Doutor Angélico, o espanto é a reação de um homem a um fato cuja causa é desconhecida, sexta-feira havia um bom motivo para se espantar.

Onze moças vestidas de noivas se aproximam do altar, sem que a sombra dos futuros esposos seja vista.

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Mas o Esposo está ali e as espera no altar: é aquele Cordeiro de que fala o Apocalipse.

A cerimónia é simples e poderosa, quase uma composição pictórica, colorida com aquela força expressiva que a Santa Madre Igreja possui em grau eminente: a bênção do hábito, do véu, do rosário, a entrega da vela.

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E então as noivas desaparecem. Uma espera de dez minutos e eis que estão de volta, vestidas do novo hábito de noivas de Cristo. Hábito preto, véu branco. Virgines enim sunt et sequuntur Agnum quocumque ierit.

Que o homem é composto de uma alma e de um corpo a Santa Madre Igreja compreende muito bem. E se a entrega total de si mesma é certamente um ato da vontade movido pela graça, a mudança de hábito é o sinal do ato interno (da vontade).

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Não menos poderosas são as cerimônias que acompanham a profissão das duas noviças. A mudança do véu de branco para preto, a coroação de espinhos, a entrega da cruz. Christo crucifixus sum cruci, diz-nos São Paulo.

Frequentemente, os sacerdotes, em seu ministério, recebem pedidos de orações dos fiéis. Mas se muitos pedem orações aos padres, quem reza por eles?

As Irmãs Consoladoras do Sagrado Coração são uma congregação religiosa que se dedica especialmente à oração pelos sacerdotes. E, a partir desta data, há mais onze fazendo isso.

Não é saudável amar o silêncio e esquivar o encontro com o outro, desejar o repouso e rejeitar a atividade, buscar a oração e menosprezar o serviço….”, “ensina-nos” o Papa Francisco (Exortação Apostólica Gaudete et exultate ). Ou seja, as religiosas só teriam sentido se fizessem algo, como sustentavam os revolucionários ao suprimir as ordens contemplativas como sendo “inúteis“.

Os que afirmam isso não entenderam que a vida religiosa só tem sentido se se compreende a verdade que um dia o Verbo encarnado pronunciou na pequena aldeia de Betânia: “Marta, Marta, tu afadigas e andas inquieta com muitas coisas, entretanto só uma coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte”.

Que o Senhor da messe faça com que esta verdade seja compreendida pelo maior número de almas possível.

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Para saber mais sobre as Irmãs da FSSPX, clique aqui e também aqui.

A SANTA MISSA DO PADRE PIO

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Mártir do altar, Padre Pio foi verdadeiramente um sacerdote de Jesus Cristo.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Em 5 de maio de 1956, na festa de São Pio V, dia de sua festa onomástica, o Padre Pio viu 9 anos de esforços e orações recompensados ​​pela inauguração oficial de um hospital para o qual havia traçado planos, a “Casa Sollievo della Sofferenza” (Casa Alívio do Sofrimento), localizado na cidade de San Giovanni Rotondo. Nessa ocasião, às 10h, foi celebrada uma Missa pelo Padre, na esplanada de entrada, perante mais de 30.000 fiéis de todo o mundo. O Cardeal Lercaro, Arcebispo de Bolonha, presidiu esta jornada solene. O Presidente do Senado, ministros e deputados também quiseram assinalar, com suas presenças, a importância que o Estado italiano atribuiu aos trabalhos realizados. O Papa Pio XII enviou um telegrama para felicitar o estigmatizado capuchinho.

Sobre o Padre Pio, leia também:

QUANDO DOIS APÓSTOLOS DA MISSA, D. LEFEBVRE E PADRE PIO, SE ENCONTRAM

SAN GIOVANNI ROTONDO CEDE, DE FORMA PERPÉTUA, A MITENE DE PADRE PIO À FSSPX

PADRE PIO, O RETRATO VIVO DO CRISTO CRUCIFICADO

QUANDO DOIS APÓSTOLOS DA MISSA, D. LEFEBVRE E PADRE PIO, SE ENCONTRAM

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Em 27 de março de 1967, em San Giovanni Rotondo, o Padre Pio recebeu a bênção de Mons. Lefebvre, que foi lhe pedir orações. Os dois religiosos foram animados pelo mesmo amor pela Missa e pela Igreja.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

O Embaixador da França junto à Santa Sé, Wladimir d’Ormesson, deu seu testemunho sobre uma Missa que assistiu, do Padre Pio:

Digo isso porque é verdade. Nunca na minha vida assisti a uma missa tão comovente. E, no entanto, muito simples. O Padre Pio agia apenas de acordo com os ritos tradicionais. Mas ele recitou os textos litúrgicos com tal clareza e convicção, tal intensidade emanava de suas invocações, seus gestos – por mais sóbrios que fossem – eram de tal grandeza que a Missa assumiu não sei quais proporções e se tornou – o que na realidade é e o que muitas vezes esquecemos que é – um ato absolutamente sobrenatural.[1]

Não foi em um piscar de olhos da Providência que o grande defensor da Santa Missa tradicional, Mons. Marcel Lefebvre, encontrou o Padre Pio? A 27 de março de 1967 (segunda-feira de Páscoa) Mons. Lefebvre, Superior Geral dos Espiritanos, foi a San Giovanni Rotondo para pedir-lhe que rezasse pelo Capítulo Geral de sua Congregação.[2] Continuar lendo

APOSTOLADO ENTRE OS NEGRITOS, A TRIBO MAIS ANTIGA DAS FILIPINAS

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A ACIM (*) prepara a Missão Rosa Mística 2022

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Apesar de não termos conseguido fazer uma missão Rosa Mística este ano, a ACIM continua trabalhando lá, para curar, confortar e levar almas a Deus. O Dr. De Geofroy, por sua vez, está fazendo todo o possível para que possamos retornar às Filipinas em 2022. Graças aos nossos contatos no local, pudemos nos reconectar com uma tribo que o Pe. Couture havia visitado há mais de 10 anos.

Vejam antes como a Providência provê: em 2008, médicos pediram à ACIM-Asia para enviar pessoal médico aos Negritos, em seu território montanhoso. Eles são os habitantes mais antigos das Filipinas, vivem da caça e plantas tropicais, longe dos habitantes das planícies. As Enfermeiras enviadas para lá encontraram apenas 3 nativos que disseram que o resto da tribo cruzou o rio para Surigao. Elas, então, foram para lá apenas para ouvirem dos serviços sociais de lá que a tribo não precisava de nada.

Em seguida, foi necessária a intervenção da Irmã Eva Fidela, médica cirurgiã que se tornou freira e fundadora da Missão Nossa Senhora da Paz, para que uma equipe médica fosse até eles: de qualquer maneira: esta foi a nossa missão Rosa Mística em 2009 em Zambales, e em 2010 em Leyte, onde conhecemos as tribos Aetas, Mamanwas e Kunkins. Depois pudemos dar um pouco de catecismo e dispensar alguns sacramentos. Irmã Eva queria que nossa organização cuidasse dos Negritos, mas tivemos que recusar, porque na época havia muito menos voluntários filipinos e já havia muito trabalho de evangelização em andamento na região de Sarangani. O Pe. Couture, por exemplo, trabalhou para “familiarizar” um chefe tribal que, após 6 anos, caiu em prantos em seus braços, pois ele percebeu sua devoção e sua caridade por eles. A oferta de uma galinha e de um galo foi a sua forma de selar um pacto de confiança definitivo! Continuar lendo

RECADO DE SÃO PIO X AOS LIBERAIS, CONTRA O SIONISMO: “OS JUDEUS NÃO RECONHECERAM NOSSO SENHOR, É POR ISSO QUE NÃO PODEMOS RECONHECER O POVO JUDEU”

Fonte: Media-Press.Info – Tradução: Dominus Est

Entrevista com o Papa São Pio X, relatada por Theodore Herzl, pai do sionismo, em seu jornal em 25 de janeiro de 1904:

Fui levado à casa do papa através de um grande número de pequenos salões. Ele me recebeu de pé e estendeu a mão, que eu não beijei (…).
Apresentei-lhe brevemente meu caso. Ele respondeu em um tom severo e categórico (…):

Nós não podemos apoiar esse movimento [sionista]. Não podemos impedir os judeus de irem a Jerusalém, mas não podemos de forma alguma apoiar isso. Mesmo que nem sempre fosse santa, a terra de Jerusalém foi santificada pela vida de Jesus Cristo. Como chefe da Igreja, não posso lhe dizer outra coisa. Os judeus não reconheceram Nosso Senhor, e é por isso que não podemos reconhecer o povo judeu. (…)

Eis aí, pensei, o antigo conflito que recomeça entre Roma e Jerusalém; ele representa Roma, eu Jerusalém. (…)

Mas o que o senhor diz, Santo Padre, sobre a situação atual? – perguntei.

Sei muito bem que é desagradável ver os turcos de posse de nossos lugares santos”, respondeu ele. Somos forçados a suportar. Mas apoiar os judeus para que possam obtê-los – os Lugares Santos – é algo que não podemos fazer.

Enfatizei que nossa motivação era o sofrimento dos judeus e que pretendíamos deixar de lado questões religiosas.

Sim, disse ele, “mas nós, e especialmente eu como chefe da Igreja, não podemos. Dois casos podem surgir: Continuar lendo

COMO FAZER UM GESTO DE CARIDADE ESSE MÊS?

CAPELA“A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento; não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. (1 Cor 13, 4)

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Sabemos que o mundo que vivemos é movido por ideias, por sonhos, por propósitos que são transformados em realidade por aqueles que, como o(a) senhor(a), lutam, batalham, enfrentam a vida de frente. Por vezes, em busca dessas ideias, podemos nos deparar com circunstâncias desfavoráveis, com reveses, com situações que podem nos desanimar, nos irritar em demasia, que podem fazer com que, ainda que por um pequeno lapso de tempo, pensemos em abandonar tudo.

Nessas horas desfavoráveis, onde tudo parece nos escapar, sempre recorremos ao nosso Pai celestial, clamando por suas bênçãos, por sua proteção e pela força necessária para continuarmos.

Tratando ainda das ideias, há ideias boas e ideias ruins, há ideias que serão benéficas para todos, enquanto que há ideias que trarão prejuízos para muitos. O empreendedor, por exemplo, ao se propor um negócio, visa, além de garantir seu sustento, proporcionar à sociedade algo que gerará renda, riquezas, empregos, bens para todos.

O jovem que quer ser professor, ao se propor tal nobre função, visa, além de realizar seu sonho, seu propósito, transmitir a milhares de jovens conhecimentos que lhes serão valiosos na busca de suas próprias ideias. Continuar lendo

OS CATÓLICOS INVENTARAM A CIÊNCIA

Pe. Paul Robinson, FSSPX

“Eu arguo não apenas que não há inerente conflito entre religião e ciência, como também que a teologia católica foi essencial para a promoção desta. Na demonstração dessa tese eu primeiro resumi muito dos recentes trabalhos históricos que mostram que a religião não causou a “Era das Trevas” – O conto de que após a queda de Roma uma longa noite de ignorância e superstição teria se estabelecido sobre a Europa. De fato, a Idade Média, foi uma era de profundo e rápido progresso tecnológico no final da qual a Europa ultrapassou o resto do mundo. Além disso, a chamada Revolução Científica do século XVI foi o resultado dos desenvolvimentos iniciados pelos escolásticos no século XI. Portanto, minha atenção inclinou-se para o porquê de os escolásticos interessarem-se pela ciência. Por que a desenvolveram na Europa durante esse período? Por que não desenvolveram outra coisa? Eu achei as respostas a estes questionamentos nas características sem iguais da teologia católica.”   

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Estas não são palavras de um católico, não são palavras de um “lobista” da religião. Ao contrário, elas vêm da boca do sociólogo e historiador Rodney Stark, e elas aparecem em um livro que escreveu para a editora da Universidade de Princeton1. Além disso, ele ressalta que “foi o cristianismo e não o protestantismo que sustentou a ascensão da ciência”; e que “alguns de meus argumentos centrais já se tornaram convencionais entre os historiadores da ciência.”

Neste artigo, vamos defender as afirmações de Stark explicando, primeiramente, o que era necessário para a ascensão da ciência, em seguida, porque esta ascensão não aconteceu antes da Idade Média e por fim, porque a teologia católica deu origem a ciência.

As demandas da ciência

A ciência, como conhecemos hoje, possui um específico método para investigação da realidade que envolve conduzir experimentos na natureza, medindo e quantificando os resultados, formulando teorias sobre suas leis baseadas nessas medições. A razão pela qual podemos falar de “nascimento da ciência” é que esse método não existiu durante a maior parte da história do mundo. Durante esse tempo, ninguém viu a necessidade de escrutinar a matéria de perto e ninguém viu o quão útil a medição e a matemática podiam ser para a compreensão do tecido do mundo cósmico. Desde que o método científico foi inventado, pelos escolásticos medievais católicos, quase todos clérigos, foi empregado com retumbante sucesso para o avanço do conhecimento humano.
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CRISMAS 2021 EM SÃO PAULO

Caros Fiéis,

Sua Excelência Dom Bernard Fellay visitará o Brasil em agosto-setembro. Ele deverá administrar o sacramento da Crisma em São Paulo no sábado, 4 de setembro de 2021. 

Aqueles que desejarem receber este sacramento deverão preencher as seguintes condições:

  • frequentar uma capela da Fraternidade São Pio X por ao menos seis meses
  • entregar ao Padre encarregado de sua capela:

– a certidão de Batismo da pessoa que receberá a Crisma

– o documento de identidade (RG) da pessoa que receberá a Crisma

– a certidão da Crisma do padrinho / madrinha

– o formulário “Pedido de Crisma” preenchido (este documento está disponível no site www.fsspx.com.br)

  • assistir aos cursos de formação que serão agendados posteriormente

As inscrições serão encerradas em 15 de junho. 

Alguns detalhes para ajudar a preencher o formulário “Pedido de Crisma”, disponível ao final desta página:

Certidão de Batismo:

Aqueles que foram batizados em uma das capelas do Priorado Padre Anchieta de São Paulo, não precisam fornecer a certidão de Batismo. 

Padrinho / Madrinha:

Cada pessoa que recebe o sacramento da Crisma deve ter um padrinho ou madrinha. As condições para assumir esta responsabilidade são as seguintes: 

– ser do mesmo sexo do confirmando, 

– não ser o padrinho/madrinha do Batismo, 

– ter pelo menos 16 anos de idade, 

– ser batizado e crismado, 

– ter uma vida em conformidade com a moral católica, 

– não estar sob sentença canônica, 

– não ser membro de uma seita herética ou cismática, 

– não ser pai, mãe ou cônjuge do confirmando.

Os padrinhos que foram crismados em uma capela dependente do Priorado Padre Anchieta de São Paulo não precisam fornecer a certidão de Crisma.

Nome de Crisma:

É costume escolher um nome específico adicional para Crisma, mas não é obrigatório. É possível manter o nome de Batismo.

Crisma sub conditione (sob condição): 

Se uma pessoa que já recebeu a Crisma tem alguma dúvida ou certeza sobre a invalidade deste sacramento, ela pode recebê-lo novamente sob condição. 

Neste caso, é possível escolher outro padrinho.

Qualquer dúvida, escrive para: contato@fsspx.com.br

Obrigado por cumprir com todas estas indicações.

Estejam certos das orações e dedicação dos Padres.

Padre Jean-François Mouroux, FSSPX

Prior

Ficha de inscrição

Clique no botão abaixo para abrir a ficha de inscrição. Você deve imprimi-la, preenchê-la completamente e entregá-la, juntamente com todos os documentos pedidos, ao Padre encarregado de sua capela ou a um Padre no Priorado Padre Anchieta.

Clique aqui para acessar a ficha de inscrição

SEMINÁRIOS: FORMAÇÃO DE FUTUROS LÍDERES PARA A IGREJA

SEMI

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

O sacerdote, assim que é enviado em missão pela Igreja – mesmo no âmbito de uma jurisdição de suplência como entre os sacerdotes da FSSPX – não tem outra missão senão a de continuar a função pastoral de Cristo: ensinar o depósito da fé, santificar pela graça divina, governar na ordem da salvação das almas. Em outras palavras, um papel de liderança, no domínio das almas e da sociedade eclesiástica.

As habilidades que fazem o líder

Ao falarmos da autoridade do sacerdote, esclareçamos que ela tira toda a sua legitimidade e força da de Cristo, que a ele confiou. E é isso, de fato, que os cristãos buscam de um sacerdote. Sua autoridade é sagrada. Ele sabe isso. Os fiéis também devem saber disso. Essa autoridade deve, portanto, ser exercida à maneira de Jesus.

Por fim, é óbvio que a eficácia da Igreja a nível local (priorados, paróquias) depende da qualidade dos líderes em exercício (priores, párocos). No entanto, o exercício adequado da autoridade geralmente não é inato, mas conseqüência do desenvolvimento da virtude da prudência em uma pessoa que já possui certas aptidões naturais.

Estas habilidades naturais para liderar os outros consistem, sobretudo, numa certa abertura de espírito (a fim de reunir constantemente ciência, conselhos e experiência), bom julgamento (ter os pés no chão e um mínimo de lógica) e, acima de tudo, capacidade no tomar decisões e impô-las (uma vontade que se sobrepõe à sensibilidade). Estas disposições naturais, exercidas com constância, forjam em nós a virtude da prudência, a virtude por excelência daquele que é investido de autoridade. Esta observação de Santo Tomás de Aquino, seguindo Aristóteles, encontra-se de uma forma ou de outra nos escritos de todos os atuais especialistas na formação de executivos, sejam do Exército ou das Grandes Escolas.

Entretanto, grande parte da formação dos futuros líderes da Igreja se dará na escola da vida, no campo, nos priorados, através da qual eles acumularão a experiência de governo, fazendo um balanço dos erros e sucessos, na ordem natural e sobrenatural. Continuar lendo

TOMADAS DE HÁBITO E PROFISSÕES ENTRE AS IRMÃS DA FSSPX

UMA NOVA SUPERIORA GERAL PARA AS IRMÃS DA FSSPX | DOMINUS EST

A Congregação das Irmãs da Fraternidade São Pio X tem a alegria, todos os domingos de Quasimodo, de expandir-se durante a cerimônia de tomada do hábito e das profissões.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Neste sábado, 11 de abril de 2021, as fileiras das Irmãs da Fraternidade São Pio X, essas preciosas auxiliares dos sacerdotes, cresceram da seguinte forma:

  • no noviciado de Ruffec: 1 noviça e 3 profissões perpétuas.
  • As outras três casas de formação religiosa das Irmãs dão à família: 7 noviças, 2 professas temporárias e 2 professas perpétuas.

Este ano, 15 Irmãs estão dando os primeiros passos na vida religiosa, tomando o hábito ou fazendo os três votos de obediência, castidade e pobreza.

Para essas almas chamadas a viver na intimidade de Deus, a felicidade é grande em subir os degraus que as conduzem à doação total! As Irmãs dão graças a Deus, mas a colheita é abundante e as 210 trabalhadoras são muito poucas. As necessidades são urgentes. Como responder aos apelos das almas que as solicitam em todo o mundo?

Rezemos para obter de Nossa Senhora da Compaixão, padroeira e mãe das Irmãs, numerosas e santas vocações.

Mais sobre as Irmãs da FSSPX pode ser visto clicando aqui, aqui e aqui.

NOVIDADES DA REFORMA E CONSTRUÇÃO DO PRÉ-SEMINÁRIO EM SANTA MARIA

Na segunda-feira, 15 de março de 2021, começaram as obras de reforma e construção para o nosso Pré-Seminário (em Santa Maria/RS).

Os pisos e azulejos do banheiro já foram retirados, já foram feitas as novas paredes e está sendo terminada a encanação de água e esgoto.

No primeiro andar já foram retiradas as janelas e estão sendo preparados os novos vãos para recolocá-las; foi retirado o telhado e foram niveladas as paredes exteriores para receberem a laje do novo andar que será construído em breve.

O reforma da cozinha do Priorado para servir de refeitório dos pré-seminaristas já está pronta.

As obras avançam rapidamente e temos recebido a bênção dos primeiros oito pré-seminaristas que já estão recebendo aulas no Priorado de Santa Maria.

Continuamos contando com a generosidades de todos os fiéis do Brasil para terminar de construir nosso Pré-Seminário.

Deus abençoe todos os seus esforços!

Fotos do andamento das obras

Reforma dos banheiros:

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Cozinha: antes e depois!

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Retirada do telhado

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Fotos e vídeos aéreos do prédio do Pré-Seminário

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Os Padres do Priorado e os pré-seminaristas

Faça a sua doação!

A obra consiste na restauração dos dois primeiros andares e a construção de um terceiro andar. São 75mts2 de construção e 150mts2 de reforma.

– O metro quadrado de construção custará R$ 1.000,00
– O metro quadrado de restauração custará R$ 500,00

Faça sua doação ao Priorado Imaculado Coração de Maria de Santa Maria/RS na conta:

Associação São Pio X
CNPJ: 04.455.445/0001-17
Banco Itaú
Agencia: 0330
Conta corrente: 03232-7

Especificando como motivo do depósito “Pré-seminário São Luiz Gonzaga”

Conheça aqui todos os detalhes da campanha

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Nota do blog 1: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:

Nota do blog 2: Mais números sobre a FSSPX podem ser vistos clicando aqui.

Nota do blog 3: Perguntas e respostas sobre a FSSPX podem ser vistas clicando aqui.

Nota do blog 4: Mais sobre os Seminários da FSSPX podem ser vistos clicando aqui

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

A JORNADA DE UM SACERDOTE – SEMINÁRIO DA FSSPX (DOCUMENTÁRIO)

NOTA DO BLOG 1: Junte-se à FSSPX na Cruzada de Rosários pelas Missas e pelas Vocações (LEIA AQUI)

NOTA DO BLOG 2: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:

NOTA DO BLOG 3Mais números sobre a FSSPX podem ser vistos clicando aqui.

NOTA DO BLOG 4Perguntas e respostas sobre a FSSPX podem ser vistas clicando aqui.

NOTA DO BLOG 5: Mais posts com fotos, vídeos e reportagens sobre as ordenações na FSSPX podem ser vistas clicando aqui e acessando a tag FSSPX de nosso Blog.

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

VÍDEO: TRECHOS DO FUNERAL DE D. LEFEBVRE, EM 2 DE ABRIL DE 1991, EM ECÔNE

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Este vídeo VHS foi produzido por um dos fiéis de Amiens que compareceu ao funeral de D. Marcel Lefebvre, em 2 de abril de 1991, no seminário de Ecône.

Pode-se reconhecer muitos clérigos na imensa procissão que precede e segue a cerimônia da qual vemos alguns extratos.

Este vídeo, de 26 minutos, é a homenagem de um simples católico ao grande e perspicaz Bispo, D. Marcel Lefebvre.

 

25/03/2021 – 30 ANOS DO FALECIMENTO DE S.E.R. DOM MARCEL LEFEBVRE

“Somos todos filhinhos Dele”.

Aos 30 anos da morte de Dom Marcel Lefebvre, como nossa singela homenagem, reapresentamos a nossos leitores um post publicado por nós há exatos dez anos: os últimos instantes deste heróico arcebispo, a quem a Igreja tanto deve neste sombrio momento em que vivemos.

Obrigado, Monsenhor!

Fonte: Fratres in Unum

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Tempo da paixão

Tomando conhecimento da morte de sua irmã mais velha, Jeanne, Dom Lefebvre decidiu não ir ao seu funeral [ndr: por conta de seus problemas de saúde]: “Rezo todo dia para que eu possa morrer antes de perder minha consciência. Prefiro partir, pois se caísse em contradição, diriam: ‘Aí está; ele disse que errou!’ E eles tirariam vantagem disso”.Muitas vezes o Arcebispo mencionava a morte suave de sua irmã mais velha, chamada de volta à casa por Deus quando acabara de ir tirar um cochilo; ele gostaria de ter falecido assim, embora com a Extrema Unção. Mas Deus pediria ao padre e bispo Marcel Lefebvre que tomasse parte em Seus sofrimentos redentores.

Em 7 de março de 1991, festa de Santo Tomás de Aquino, o Arcebispo deu a seus amigos e benfeitores de Valais a tradicional conferência. Cheio de fé e eloqüência, concluiu com estas palavras: “Nós as teremos!”. E no dia seguinte, às 11 da manhã, celebrou o que seria sua última Missa na terra. Mas tamanhas eram sua dor de estomago e fadiga que realmente pensou que não poderia terminá-la. Apesar disso, partiu de carro para Paris, a fim de assistir ao encontro dos fundadores religiosos nos “Círculos da Tradição”:  “É algo muito importante”, disse, “e está dentro do meu coração”.

Hospitalização, operação

Ele sequer passou de Bourg-en-Bresse; por volta das 4 da manhã, acordou seu motorista, Rémy Bourgeat: “Não estou bem”, disse, “vamos voltar para a Suíça”. E a seu pedido, ingressou no hospital em emergência na manhã de 9 de março. O direitor do hospital em Martigny, Sr. Jo Grenon, era um amigo de Ecône. O Arcebispo foi acolhido na ala operatória no quarto 213. Atrás das montanhas que cercam a cidade estava Forclaz, e França, e não muito distante o Grande Passo de São Bernardo, Itália, e Roma.

O Arcebispo estava confiante, mas sofria: “É como um fogo queimando meu estômago e subindo até meu peito”.

Padre Simoulin deu-lhe a Sagrada Comunhão, que receberia até a sua operação: Ele o agradeceu: “Fiz o senhor perder as vésperas… mas o senhor fez uma obra de caridade. Trouxe para mim o melhor Médico. Nenhum deles pode me dar mais do que o senhor deu”.

Admirava o Crucifixo, que fora trazido para o altar temporário em seu quarto: “Ele ajuda a suportar os sofrimentos”.

Analgésicos ajudavam a diminuir seus sofrimentos e era alimentado intravenosamente. Brincava, dizendo às enfermeiras: “Vocês fizeram um bom negócio comigo: estou pagando integralmente e vocês sequer estão me alimentando!”

Além do mais, era muito paciente e os médicos tiveram que repreendê-lo para que falasse sobre suas dores. As enfermeiras acharam-no muito gentil e excepcionalmente discreto: nunca usara o sino para pedir atenção. Não queria incomodar os outros. Estava um pouco preocupado com as conseqüências de uma cirurgia, mas ao mesmo tempo resignado e confiante. Disse por diversas vezes: “Terminei meu trabalho e não posso fazer mais. Não me resta senão rezar e sofrer”.

Na segunda-feira, 11 de março, sentiu um calafrio subindo suas pernas e pediu a Extrema-Unção, que recebeu com grande recolhimento e simplicidade, mantendo seus olhos fechados e respondendo ao sacerdote de maneira muito clara. Em seguida, pediu a benção apostólica in articulo mortis (na hora da morte) e então abriu seus olhos tranquilos, sorriu, agradeceu ao sacerdote e acrescentou: “Quanto às orações pelos moribundos, podemos esperar um pouco mais”.

Melhorara um pouco, mas ainda não havia começado a rezar novamente seu breviário. “Então rezo algumas orações simples. Não sirvo para mais nada. Nada mal”.

Ele já havia passado por numerosos exames quando na quinta-feira, 14 de março, os médicos decidiram dar-lhe uma refeição que apreciasse e que lhe desse alguma resistência. Mas ele não a comeu, a fim de que pudesse receber a Sagrada Comunhão… o Padre estava com pressa. Na mesmo dia, um dos médicos disse ao Padre Denis Puga: “Padre, devo lhe dizer algo. Passei o dia com o Arcebispo por causa dos exames. Ele é um homem extraordinário, e sinceramente é um prazer estar com ele. Que bondade! É possível ver a bondade divina em sua face. O senhor realmente é privilegiado por estar tão próximo dele. As pessoas não percebem quando o vêem nos jornais. Pedi ao Arcebispo que rezasse por mim”.

Esse médico não era católico. Na sexta-feira, 15 de março, Dom Lefebvre foi levado a Monthey para ser examinado por um tomógrafo. Voltou ao hospital onde seus padres o encontraram com certa dificuldade por causa do intravenoso, que estava lhe causando inchaço:

“Suas veias estão muito difíceis”, disse-lhe o Padre Simoulin.

“Não, muito pelo contrário, parece que elas estão bem e miúdas. Que tal… para um bispo de ferro!”

No sábado, dia 16, Sitientes, as ordenações ao subdiaconato ocorreram em Ecône. “Estava unido em oração com a ordenação”, disse o Arcebispo ao Padre Puga.

“É a primeira ordenação, e ela não teria ocorrido se o senhor não nos tivesse dado bispos”.

“Sim, de fato aquele ano de 1988 foi uma grande graça, uma benção do Senhor, uma verdadeiro milagre. Esta é a primeira vez que fiquei seriamente doente em que também fiquei perfeitamente em paz. Devo admitir… desculpe… mas antes, quando eu ficava doente, estava sempre preocupado pelo fato da Fraternidade ainda precisar de mim e de que ninguém poderia fazer o meu trabalho. Agora estou em paz, tudo está pronto e caminhando bem”.

No domingo, dia 17, Domingo da Paixão, após receber a Sagrada Comunhão, ele explicou que seria operado nos próximos dias e advertia: “Que o Senhor me leve, se quiser”.

Assim, a cirurgia ocorreu na segunda-feira da Semana da Paixão: “Quando o médico me pediu para contar até dez enquanto eu adormecia, fiz um grande sinal da Cruz… e então… não havia mais nada. Depois acordei e perguntei: “Então a cirurgia não está indo adiante?”

“Mas Sr. Lefebvre [sic], já acabou”, responderam.

Este foi o relato que o Arcebispo fez de sua cirurgia. O cirurgião removeu um grande tumor, do tamanho de mais ou menos três toranjas. Aconteceu de ser canceroso, mas nada foi dito ao paciente. Estava exausto pela cirurgia, mas sorriu por detrás de sua máscara de oxigênio e do tubo estomacal. Na noite da quarta-feira, ficou ansioso; seus membros estavam terrivelmente inchados e tinha dores nas costas e de cabeça. Disse: “É o fim, tenho uma terrível dor de cabeça. O bom Deus deve vir e me levar. Quero realmente morrer com um pouco dos meus padres ao meu redor para rezarem a oração pelos agonizantes. Eles não podem me negar isso”.

Pensava que seus padres estavam sendo impedidos de vê-lo e a chegada de Padre Puga, na manhã da quinta-feira, o acalmou. Ficou novamente otimista e muito mais alegre. No Sábado da Semana da Paixão, Dom Lefebvre falou sobre os procedimentos humilhantes e dolorosos que tivera de sofrer, e disse que o menor dos esforços o exauria. Suas mãos estavam inchadas.

“Estamos no tempo da Paixão”, disse o Padre Simoulin.

O Arcebispo fechou seus olhos e repetiu: “Sim, é a paixão!”. Ele não podia receber a Comunhão: “Sinto falta… preciso dela… ela me dá força”, disse tristemente.

Na noite do mesmo dia, Padre Puga o contou sobre algumas observações do Cardeal Gagnon na 30 Giorni, no sentido de que não encontrara nenhum erro doutrinal em Ecône. O Arcebispo encolheu os ombros: “Um dia a verdade virá. Não sei quando, mas o bom Deus o sabe. Mas virá”.

Morte dolorosa

Ao final, o Arcebispo não tinha a menor dúvida de que fizera a coisa certa. Como veremos, seu fim foi, assim como sua vida, centrado e fortalecido por uma fé que era simples, discreta e modesta. Parece não ter havido mensagens espirituais ou novissima verba – “últimas palavras”. Fez algumas poucas observações que eram aparentemente comuns ou “mesmo travessas, embora não maliciosas”, cuja importância apenas seriam visíveis posteriormente, especialmente com relação àqueles que pouco ou nada conheciam Dom Lefebvre e que não poderiam imaginar como ele morreu, já que não viram como ele viveu.

No Domingo, 24 de março, o primeiro dia da Semana Santa, as condições do paciente repentinamente pioraram. Na sexta-feira, pediu por seu relógio e aparelho auditivo (prova de que estava se sentindo melhor) e no sábado pensaram em transferi-lo de volta para seu quarto no dia seguinte. Mas no domingo, a esperança deu lugar à preocupação: o Arcebispo tinha uma temperatura muito alta e o cardiologista decidiu mantê-lo na unidade de tratamento intensivo. Estava agitado e sentia dores, e falava incessantemente, mas por conta da máscara de oxigênio havia dificuldade para compreendê-lo. Todavia, Jo Grenon decifrou: “Somos todos filhinhos Dele”. Quando Grenon o deixou, o Arcebispo sorriu e estendeu sua mão para dizer adeus.

Quando o Padre Simoulin disse a ele que seu irmão Michel Lefebvre viera, sorriu o máximo que pôde e a alegria brilhou em sua face. Por volta das 7 da noite, o reitor de Ecône retornou ao hospital, mas assim que entrou na unidade de tratamento intensivo, ouviu o assustador som do forte gemido que podia ser ouvido acima dos barulhos vindos do equipamento ao lado; ele aumentava ainda mais por causa da máscara de oxigênio. O Arcebispo estava absolutamente exausto e não podia falar, mas compreendia tudo que o padre lhe disse: “Excelência, o retiro que o senhor estaria pregando para nós… está sendo pregado de uma maneira que não prevíamos!”. O Arcebispo sorriu. “Alguns dos fiéis de Valais, incluindo os motoristas [ndr: amigos pessoais de Dom Lefebvre], estão seguindo o retiro conosco”. E o Arcebispo sorriu novamente.

Então o padre notou o Crucifixo do cubículo e fez uma observação, enaltecendo o hospital e seu bom diretor, que colocava todo paciente sob o olhar do Redentor. Muito lentamente o Arcebispo moveu sua cabeça à esquerda, para olhar na direção em que o Padre apontara, e então suavemente fechou os olhos.

Um sorriso… um olhar para o Crucificado… estas foram as últimas palavras de Dom Lefebvre. Um sorriso… para dizer obrigado, para acalmar, para encorajar os outros a terem a mesma serenidade, um sorriso de caridade e atenção aos outros, no esquecimento de si mesmo. Um olhar em direção ao Crucifixo, o último gesto consciente que seus filhos viram-no fazer: o olhar adorador do contemplativo e do sacerdote.

Por volta das 11:30 da noite, o hospital ligou para Ecône: Dom Lefebvre acabara de sofrer uma parada cardíaca e estava em processo de ressuscitação. Os Padres Simoulin e Laroche encontraram o Arcebispo respirando com grande dificuldade: seus olhos estavam fixos e vidrados. Fora-lhe administrada uma massagem cardíaca e devia ter sofrido uma embolia pulmonar.

Enquanto o Padre Laroche retornava ao seminário para acordar a comunidade e levá-la para rezar na capela, Padre Simoulin permanecia com o Arcebispo, que dolorosamente tentava respirar; era como a agonia do Crucificado. Com o passar do tempo, seu rosto ficava mais revestido de dor enquanto as medições nos monitores diminuíam pouco a pouco.

Por volta das 2:30 da madrugada, seu declínio se acelerou e sua respiração diminuiu, ao passo em que a dor ainda traçava uma marca em sua fronte. Pouco a pouco tudo se acalmava. Em torno das 3:15 da madrugada, o padre disse à enfermeira: “Sua alma está apenas esperando por uma coisa: deixar seu corpo que sofre e estar com Deus”;

“Acho que a alma está deixando agora”, disse a enfermeira, saindo depois.

Padre Simoulin começou então as orações pelos agonizantes. “Exatamente no momento em que eu terminara”, disse, “era por volta das 3:20 da manhã, e o Superior Geral, Padre Schmidberger, entrou na unidade de tratamento intensivo. O monitor do pulso caiu até ‘00’, mas ainda se podia ouvir a respiração: era o Arcebispo ou a máquina? Ofereci o ritual ao Padre Schmidberger, que recomeçou as orações in expiratione”.

Alguns últimos surtos de dor relampejaram do rosto do Arcebispo e então, por volta das 3:25 da madrugada, os sofrimentos cessaram completamente e ele retornara à paz novamente. O Superior Geral então fechou os olhos do amado pai.

Era uma segunda-feira da Semana Santa, 25 de março, festa da Anunciação da Santíssima Virgem Maria, o dia em que o Céu sorriu para a Terra e quando a esperança renasceu nas almas: o dia da Encarnação do Filho de Deus e da ordenação sacerdotal de Jesus Cristo como Sumo Sacerdote. Neste dia, a alma de Marcel Lefebvre foi julgada…

Em Lille, quinze anos antes, ele disse: “Quando eu estiver diante de meu Juiz, não quero ouvi-lo dizer a mim: ‘Vós também, vós deixastes a Igreja ser destruída’”.

Então, naquele 25 de março de 1991, quando Deus o perguntou o que fizera com a graça de seu sacerdócio e episcopado, o que, de fato, poderia ele ter respondido, esse velho soldado da Fé, esse bispo que restaurou o sacerdócio Católico?

“Senhor, vede, eu transmiti tudo o que podia ter transmitido: a Fé Católica, o sacerdócio Católico e também o episcopado Católico; Vós me destes tudo isso e tudo isso transmiti para que a Igreja pudesse continuar”.

“Transmiti o que recebi”.

"Transmiti o que recebi".“Vosso grande Apóstolo disse, ‘Tradidi quod et accepi’ e como ele eu quis dizer: ‘Tradidi quod et accepi’, transmiti o que recebi. Tudo que recebi, transmiti”.

Ninguém tem maior amor

Os restos mortais do fiel lutador foram solenemente trazidos de volta para Ecône. Em vestes pontificais, ficaram velados na capela de Notre Dame des Champs. A multidão formou fila por toda a semana; até o Núncio e Dom Schwery, bispo de Sion, vieram e abençoaram o corpo daquele que o Papa declarou excomungado. O corpo foi assistido dia e noite, da segunda  [dia 25 de março] até a terça-feira da Páscoa [2 de abril]. O Arcebispo recebeu uma benção final na manhã de 2 de abril, e então o caixão foi fechado. Uma placa foi afixada sobre o mesmo, ornado com as armas do Arcebispo e as palavras que ele pediu que se gravasse: Tradidi quod et accepi.

Lentamente o Arcebispo foi carregado sobre os ombros de seus padres e passou pela multidão de vinte mil fiéis que se reuniram para o funeral. Foi levado pelo campo de Ecône no qual ele muitas vezes transmitiu a graça do sacerdócio. Então chegou à “basílica-tenda”, no fundo do campo, onde ocorreriam a Missa e as Absolvições Pontificais. O clima estava frio e nublado; o sol apenas brilhava no lado oposto do vale. De repente, no meio da cerimônia, ele lançou suas luzes na imensa multidão de amigos da Fraternidade São Pio X. O calor se espalhou. Então, quando o corpo foi levado de volta pelo campo, debaixo do céu azul, a seu lugar de descanso em Ecône, vinte mil almas sentiram em seus corações que ali a vida estava passando e continuando. Este também era o sentimento nos corações de seus filhos no sacerdócio, cada um deles segurando uma pequena vela acesa na ofuscante luz refletida nas rochas atrás de Ecône. A Tradição estava viva.

No livro de condolências, um dos “soldados católicos” que seguiu a Tradição da Igreja graças a Dom Lefebvre, escreveu estas breves linhas: “Obrigado por intervir, por salvar o sacerdócio, por ter sido o nosso porta-bandeira, por ter se oferecido em holocausto para salvar o seu povo”.

Sim, ele amou a Igreja com todo o seu coração até os próprios limites do amor: in finem dilexit. Não teria ele mostrado o maior amor possível? Ele amou mais do que muitos, esse homem que até o último instante “acreditou na caridade que Deus tem por nós”.

Marcel Lefebvre, The Biography – Dom Bernard Tissier de Mallerais, 608-614, Angelus Press, 2004 – Tradução: Fratres in Unum.com

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VOCÊ AINDA PODE AJUDAR A FSSPX EM SUA CRUZADA DE ORAÇÕES, PELAS MISSAS E PELAS VOCAÇÕES

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A situação internacional está claramente se deteriorando. Um dos pontos mais críticos diz respeito à proibição das Missas públicas. Como todos sabemos que a Missa é a alavanca que levanta o mundo, só podemos nos preocupar com o futuro.

Os fiéis e os sacerdotes da FSSPX, em todo o mundo, estão preocupados em se opor a esta situação com meios proporcionais. Para encorajar tal estado de espírito, ajudando a lutar principalmente em um nível sobrenatural, o Superior Geral decidiu lançar uma Cruzada de Orações, apoiada pela recitação do Rosário.

É uma cruzada tanto pela Missa quanto pelas vocações. Assim, ao mesmo tempo que responde à necessidade presente, esta cruzada responde ao próprio objetivo da Fraternidade, permitindo manter nossa preocupação com as vocações e nosso apego à Missa. (DICI)

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SEMINÁRIO SÃO PEDRO DE CARDROSS, EXEMPLO DO FRACASSO CONCILIAR

Este curioso edifício é um testemunho imóvel e silencioso das ilusões eclesiásticas que marcaram os anos em torno do Concílio Vaticano II.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Pode ser difícil entender a construção que agora parece um gigantesco estacionamento abandonado. Quando foi inaugurado em 1966, um ano após o encerramento do Concílio Vaticano II (1962-1965), o Seminário São Pedro de Cardross, localizado perto de Dumbarton na Escócia, foi reconhecido por sua arquitetura altamente visionária e voltada para o futuro, refletindo a imagem da Igreja que a vanguarda progressista triunfante queria. A empresa Gillespie, Kidd & Coia foi contratada, no início dos anos 1950, para projetar a substituição do antigo prédio do seminário danificado em um incêndio em 1946. Os planos foram idealizados em 1961 e completados cinco anos depois. Preenchido com madeira e vidro em uma estrutura de concreto moderna, o edifício foi projetado em um estilo “brutalista“.

Este seminário foi destinado a acolher mais de 100 jovens levitas, mas a abertura ao mundo empreendida pelos liberais no Concílio Vaticano II (1962-1965) não resultou na esperada “primavera da Igreja”, e o edifício nunca cumpriu seu propósito. O número de seminaristas despencou e o cruel declínio da Igreja Católica na Escócia impossibilitou a manutenção do seminário, cuja moderna concepção na mente do famoso arquiteto Le Corbusier significou, como tantas vezes, problemas crônicos de manutenção. Moribond, este local de formação eclesiástica fechou definitivamente as suas portas em fevereiro de 1980 para se tornar… um centro de desintoxicação, até 1987. Desde então, está completamente abandonado.

Em 2019, a Arquidiocese de Glasgow, proprietária do edifício, declarou que o Seminário São Pedro foi danificado pelo fogo, pela chuva e pelo vandalismo, e descreveu o edifício como uma “ruína“. Ronnie Convery, diretor de comunicações, disse que o prédio era um “grande fardo” para a arquidiocese. Uma realidade muito distante dos sonhos utópicos acalentados com tanta esperança pelos modernistas 50 anos antes. Esta aventura pode ser comparada com várias outras semelhantes, em muitas dioceses católicas. As lições serão aprendidas com tudo isso?

O SEMINÁRIO E SEUS PRIMEIROS DIAS

O SEMINÁRIO HOJE

 

FESTA DE SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM MARIA

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