A MISSA DE SEMPRE: QUANDO UM ARQUIDUQUE DÁ RAZÃO A DOM LEFEBVRE

Édouard de Habsburgo-Lorena é descendente de uma das maiores dinastias católicas da Europa. Ex-embaixador da Hungria junto à Santa Sé, o arquiduque acaba de publicar uma obra em defesa da Missa tradicional, demonstrando indiretamente a relevância da luta de Dom Lefebvre e sua repercussão muito além dos círculos da Tradição.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Em um pequeno guia prático intitulado Descobrindo a Missa em Latim, publicado pela Sophia Institute Press, o Arquiduque relata como ele e sua família descobriram a Missa Tradicional em Latim há cinco ou seis anos — e como essa descoberta mudou tudo. “Toda a família iniciou uma jornada inteiramente nova de aprofundamento da fé, de aprofundamento de nossa relação com Cristo”, confidencia ele. Ele observa em seus filhos uma maior fidelidade à oração diária, ao Rosário e às novenas. “Isso transforma a sua vida”, diz ele simplesmente.

É isso que Dom Marcel Lefebvre não cessou de repetir durante quarenta anos, à custa da incompreensão, de humilhações canônicas e de um doloroso isolamento. Continuar lendo

SERMÃO DE D. LEFEBVRE PARA A PÁSCOA – 11 DE ABRIL DE 1982

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Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo Robson Carvalho

Caríssimos amigos,

Caríssimos irmãos,

Cristo Ressuscitou. Nós cremos nisso de toda nossa alma e de todo nosso coração. E como dizia o padre ontem, ao dispor os grãos de incenso em forma de Cruz sobre o Círio pascal, repetimos com ele hoje:

Christus heri et hodie: Cristo ontem e hoje.

Principium et finis alpha et oméga: Jesus Cristo é o Princípio e o fim de todas as coisas.

Ipsius sunt tempora et scæula: A Ele todos os tempos e todos os séculos.

Ipsius sunt gloria et imperium per omnia sæcula: A Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos.

Gloriosa vulnera custodiant nos: Que suas chagas gloriosas nos conservem, nos conservem na fé.

Sabeis, meus caríssimos irmãos, hoje existe entre os católicos, infelizmente, um grande número que hesita sobre a realidade da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nosso Senhor não teria tomado, não teria reavido seu Corpo. Esse Corpo que ele recebeu da Virgem Maria. Mas seria um corpo espiritual, um corpo diferente que ele teria tomado, reavido, e não aquele que foi crucificado sobre a Cruz. Ora, Nosso Senhor quis ele próprio, para combater esses erros, que houvesse entre os apóstolos um incrédulo, São Tomé, que não quis acreditar na realidade da Ressurreição de Nosso Senhor. Então Nosso Senhor se apresentou em pessoa enquanto ele mesmo estava presente, enquanto Tomé estava presente e lhe disse: “Tomé, vejas, coloques teus dedos em minhas feridas”. Continuar lendo