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	<title>DOMINUS EST &#187; História</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>ENSINAR-LHES SOBRE OS HERÓIS, OS PENSADORES E OS SANTOS!</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2026 13:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Jovens]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Pierre Boubée]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda existem heróis capazes de cativar e nutrir nossos filhos? Sim, e cabe a nós torná-los conhecidos e amados. Fonte: Le Chardonne t n° 350 – Tradução: Dominus Est Sempre que as férias se aproximam, os pais ou avós dão provas de imaginação: &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/ensinar-lhes-sobre-os-herois-os-pensadores-e-os-santos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/07/enfant-lecture.jpg" alt="" width="432" height="322" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Ainda existem heróis capazes de cativar e nutrir nossos filhos? Sim, e cabe a nós torná-los conhecidos e amados.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.saintnicolasduchardonnet.org/wp-content/uploads/2019/11/Chardonnet-350.pdf">Le Chardonne </a><a style="color: #0000ff;" href="https://www.saintnicolasduchardonnet.org/wp-content/uploads/2019/11/Chardonnet-350.pdf">t n° 350</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sempre que as férias se aproximam, os pais ou avós dão provas de imaginação: como ocupar todos estes jovens, durante tanto tempo sobretudo quando crescem: acampamentos, estadia com os avós, descanso ou turismo familiar, por vezes até um curso utilitário…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas à medida que os dias passam, quantos pais se afligem ao ver seus filhos adolescentes ociosos, ou viciados em filmes, em jogos medíocres nas telas, em histórias em quadrinhos realmente feias e sem nenhuma riqueza&#8230; Mais afortunados são aqueles cujos filhos pedem livros para ler!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Poderá este tempo livre trazer algum enriquecimento para suas almas? Existem ainda exemplos capazes de cativá-los, de elevá-los?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim, esses heróis, portadores de ideais, estão à nossa porta. Cabe a nós torná-los amados e, portanto, torná-los conhecidos. Não sejamos limitados em nossa ambição: muitos heróis imaginários de aventuras sobre fundos históricos despertam o senso de virtudes que admiramos pouco a pouco antes de imitá-los.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Objetivamente falando, dificilmente veremos nossos jovens entusiasmarem-se com obras eruditas de reflexão filosófica, histórica ou contra-revolucionária, sobretudo durante o período de férias!</span><span id="more-27807"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que permanece ao seu nível são os espetáculos, as visitas, as conversas, ou as obras que mostram mais do que demonstram. Esta pedagogia não é menor: foi a do Filho de Deus encarnado: contava histórias, tomava exemplos, como o pobre rico e o pobre Lázaro, o bom pastor&#8230; Gostava das comparações: &#8220;<em>Digo-vos: se o grão de trigo não cair na terra…”</em> Este modo é acessível a todos os homens. Esse caminho é ainda mais necessário quando se trata de crianças ou adolescentes. Suas vidas são construídas em um tripé: compreender, admirar, imitar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Devemos, portanto, nos deter apenas na vida dos santos? Ou apenas nas valiosas histórias das vitórias cristãs? Devemos proibi-los de usar a sua imaginação sobre heróis imperfeitos, ou fechar-lhes as alegorias do mundo animal como a de La Fontaine? Seria necessário, então, deixar de chamar o Salvador de “Leão de Judá” ou “Cordeiro de Deus”!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A grandeza de um homem é construída com uma paleta de nuances. Muitos personagens, muitos acontecimentos históricos revelam belas virtudes naturais, terreno que ajuda a fazer crescer o heroísmo cristão. Essas virtudes são capazes de despertar entusiasmo e, às vezes, iniciar verdadeiros pontos de virada na vida. O entusiasmo de um líder militar, a abnegação de um herói em um romance, a devoção de um missionário, a sabedoria de um príncipe, a sagacidade de um vigilante, tudo isto tem uma forte influência na mente das pessoas numa idade em que tudo tem de ser construído. Essas virtudes naturais não podem ser mais negligenciadas do que a fé ou a caridade dos grandes santos da história.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O antigo debate de alguns professores vem à mente: devemos formar o espírito de nossos alunos na sabedoria pagã ou na beleza antiga? Não deveríamos concentrar-nos em autores mais recentes e mais cristãos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora, os mestres cristãos souberam em geral manter este fundamento de beleza e virtude para consolidar o edifício da graça. A natureza, embora não seja da mesma ordem, já reflete o Criador e serve de trampolim para a obra da graça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As inteligências e os corações que não receberam os fundamentos de uma educação sólida têm menos chance de abraçar as formas mais perfeitas da cultura cristã. Não será este o risco comprovado dos meios audiovisuais modernos, que geram instabilidade psicológica? Quanto aos métodos e programas educacionais modernos, eles visam explicitamente destruir a aptidão para o cristianismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">John Sênior escreveu: “E quanto à leitura em casa? Já ninguém mais lê em casa. O movimento a favor dos “grandes clássicos”, lançado pela geração anterior, não falhou tanto em seu objetivo, mas caiu no esquecimento. Os livros em si não estavam em questão. Foram, nas famosas palavras de Matthew Arnold, “o melhor que já se havia pensado e dito”, mas como o vinho se perde em uma garrafa mal arrolhada, os livros se perdem em mentes que não sabem mais ler. Para mudar a comparação, as sementes germinaram, mas o terreno cultural se esgotou. A fecundidade das ideias de Platão, Aristóteles, Santo Agostinho só pode se manifestar no terreno de uma imaginação saturada de fábulas e contos de fadas, histórias e poemas, romances e aventuras – Grimm, Andersen, Stevenson, Dickens, Scott, Dumas e os outros mil bons livros. A tradição ocidental, assimilando tudo o que o mundo greco-romano trouxe de melhor, deu-nos uma cultura na qual a fé prospera. Desde a conversão de Constantino, esta cultura tornou-se cristã. As inteligências e as vontades germinam neste terreno, este terreno é o de todos os estudos literários e científicos, incluindo a teologia, sem os quais são desumanos e destrutivos.(1).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele constata com que facilidade os católicos absorveram o absurdo da nova liturgia por nunca terem tido tempo para admirar o que é belo: &#8220;Os católicos aceitaram sem sequer um suspiro de aborrecimento algumas das piores distorções da sua fé na ordem da música, da arte e da literatura, porque nunca ouviram realmente o Tantum ergo ou a Ave Maris Stella. Não lhes faltou fé, mas sim música: ela nunca teve um lugar que lhe teria formado seu gosto e a sua cabeça&#8221;.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;"><strong>Cabe aos pais lutar contra a incultura que ganha terreno, seja qual for a causa.</strong></span></em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cabe aos pais lutar contra a in cultura que ganha terreno, seja qual for a causa.</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Alguns estão procurando por heróis quimicamente puros. Querem apenas modelos de santidade que “emocionem”: ideais magníficos e inatingíveis, mas que, infelizmente, não despertarão quaisquer sentimentos plausíveis na geração mais jovem.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Mais são aqueles conquistados pela preguiça de educar. A leitura das crianças exige que se saiba julgar a si mesmo(2). O mesmo poderíamos dizer de filmes que só deveríamos permitir com certa parcimônia e formação de julgamento. O que dizer da música quando ela está ausente dos horizontes da família?</span></li>
</ul>
<p><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/07/ados-lecture.jpg" alt="" width="376" height="239" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O educador sabe destacar tudo o que pode despertar a alma: o herói, o santo, mas também o homem “mau”, necessário ao enredo de uma aventura; ou o herói da tragédia cuja falta de equilíbrio é evidente. Tudo pode permitir ao educador trazer a luz. Enquanto se prepara para falar de Goethe em seu isolamento, uma paródia da paz, Ernest Hello comenta: “Para o homem que cai, cai na direção que deviaseguir para subir. O abismo que ameaça cada homem assemelha-se, por sua forma e sua natureza, à altura que aguarda esse mesmo homem, se ele quiser subir. Nossa queda tem a forma invertida de nossa possível grandeza. O tipo de mal que fazemos é uma paródia direta do tipo de bem que fomos chamados a fazer(3).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não podemos participar desta revolução cultural. Devemos ressuscitar e divulgar os grandes exemplos e os personagens que, com suas inconveniências – por vezes – foram animados por esperanças mais elevadas. Superando os heróis dos romances, por que não dar conhecimento de certas figuras políticas, ou autores literários que deram sua contribuição na luta pela civilização?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O espírito cristão é alimentado por tudo o que eleva: virtudes, sabedoria, heroísmo ou santidade. Alguns assuntos ou alguns autores são desprezados ou ridicularizados pela sociedade: é nosso dever devolver-lhes a sua honra devida. </span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" href="https://laportelatine.org/personne/abbe-jean-pierre-boubee">Pe. Jean-Pierre Boubée</a>, FSSPX</span></strong></p>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">John Senior, A Restauração da Cultura Cristã, DMM 2001- p. 28–29</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não podemos deixar de recomendar o Plaisir de lire, uma revista que há anos fornece resumos e julgamentos acertados da literatura para jovens&#8230; e, por vezes, os maiores. 57 route Nationale – 80160 – Flers sur Noye. Envio de um número gratuito mediante solicitação para: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://plaisirdelire75@gmail.com">plaisirdelire75@gmail.com</a></span> [nota do editor].</span></li>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ernest Hello, The scales, Perrin 1923 – p. 267</span></li>
</ol>
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		<title>VÍDEO/CURSO 7: RETROSPECTIVA: DE S. PIO X AO VATICANO II – PARTE 2 – PELO PE. AUREO MENDES, FSSPX</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Dec 2025 10:52:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[Nesta segunda parte da Retrospectiva, de São Pio X a Vaticano II, o padre Aureo Mendes analisa os pontificados de Bento XV a Pio XII, a condenação da Nova Teologia, e a importante questão das mensagens de Nossa Senhora em &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/videocurso-7-retrospectiva-de-s-pio-x-ao-vaticano-ii-parte-2-pelo-pe-aureo-mendes-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.com.br/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/casa-autonoma-do-brasil/aureo.png?itok=n8UiyAHQ" alt="" width="582" height="333" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesta segunda parte da Retrospectiva, de São Pio X a Vaticano II, o padre Aureo Mendes analisa os pontificados de Bento XV a Pio XII, a condenação da Nova Teologia, e a importante questão das mensagens de Nossa Senhora em Fátima.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para acessá-la,</span> <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=nEhpbpy9WDY"><strong>CLIQUE AQUI</strong>.</a></span></p>
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		<title>VÍDEO/CURSO 7: RETROSPECTIVA: DE S. PIO X AO VATICANO II &#8211; PARTE 1 – PELO PE. AUREO MENDES, FSSPX</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2025 18:16:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O padre Aureo Mendes analisa a obra de São Pio X diante dos ataques da maçonaria e do modernismo. O impressionante ataque contra a Santa Igreja perpetrado na primeira metade do século XX desemboca no Concílio Vaticano II como em &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/videocurso-7-retrospectiva-de-s-pio-x-ao-vaticano-ii-parte-1-pelo-pe-aureo-mendes-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="https://fsspx.com.br/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/casa-autonoma-do-brasil/aureo.png?itok=n8UiyAHQ" alt="" width="597" height="341" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O padre Aureo Mendes analisa a obra de São Pio X diante dos ataques da maçonaria e do modernismo. O impressionante ataque contra a Santa Igreja perpetrado na primeira metade do século XX desemboca no Concílio Vaticano II como em sua consequência natural.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para acessá-la,</span> <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=RBK86oHxHkI"><strong>CLIQUE AQUI</strong>.</a></span></p>
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		<title>DESCONTINUIDADE: A DESVIRILIZAÇÃO DA LITURGIA E DO SACERDÓCIO NO NOVUS ORDO MISSAE</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2025 14:12:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Resumo de um excelente artigo do Padre Richard G. Cipolla sobre a &#8220;desvirilização&#8221; da liturgia do Novus Ordo. Fonte: Chiesa e Post Concilio &#8211; Tradução: Dominus Est Aquilo a que o cardeal estava se referindo está no cerne da forma Novus Ordo da Missa Romana &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/descontinuidade-a-desvirilizacao-da-liturgia-e-do-sacerdocio-no-novus-ordo-missae/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCAPwdHqn04MTJazMoEoWwZNS6vWB7YyndRjxKTEOjrjTQjE2IqR0eD2Q_AyMAMtVh2ubJIq8ecxihuYAQfv5gODCWckbooMSOm_Jx_X4Qsh7lIwXUtQrhUO0BlhRfLmOHKX5Nsg/s640/15_weimouth_messe_pere_major_edward_j_waters-001.jpg" alt="" width="544" height="336" /></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm8" style="color: #000000;">Resumo de um excelente <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://rorate-caeli.blogspot.com/2013/06/the-devirilization-of-liturgy-in-novus.html">artigo do Padre Richard G. Cipolla sobre a &#8220;<em>desvirilização</em>&#8221; da liturgia do Novus Ordo</a></span>.</span></strong></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span class="tm7"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://chiesaepostconcilio.blogspot.com/2013/06/la-discontinuita-cioe-la.html">Chiesa e Post Concilio</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Aquilo a que o cardeal estava se referindo está no cerne da forma </span><em><span class="tm10">Novus Ordo</span></em><span class="tm8"> da Missa Romana e nos profundos e inerente problemas que afligem a Igreja desde a imposição do </span><em><span class="tm10">Novus Ordo Missae</span></em><span class="tm8"> em 1970. Pode-se ser tentado a cristalizar o que o Cardeal Heenan vivenciou como a feminização da liturgia. Mas esse termo seria inadequado e, em última análise, enganoso, visto que há um aspecto mariano autêntico na liturgia que é, indubitavelmente, feminino. A liturgia </span><em><span class="tm10">carrega</span></em><span class="tm8"> a Palavra de Deus; </span><em><span class="tm10">oferece</span></em><span class="tm8"> o Corpo da Palavra à Adoração e </span><em><span class="tm10">o dá</span></em><span class="tm8"> como Alimento. Uma terminologia melhor poderia ser que, no rito da Missa Novus Ordo, a Liturgia foi efeminizada</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">[&#8230;] Quando se fala da feminização da liturgia, corre-se o risco de ser mal interpretado, como se se estivesse desvalorizando o significado de ser mulher e da própria feminilidade. Sem adotar a perspectiva um tanto </span><em><span class="tm10">machista</span></em><span class="tm8"> de César sobre os efeitos da cultura sobre os soldados, pode-se certamente falar de uma desvirilização do soldado que absorve sua força e sua determinação para fazer o que deve. Isso não é uma rejeição do feminino: em vez disso, descreve o enfraquecimento do que significa ser um homem.<br />
</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Este termo desvirilização é o que quero usar para descrever o que o Cardeal Heenan testemunhou naquele dia de 1967, durante a celebração da primeira Missa experimental.</span><span id="more-33247"></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">O Cardeal John C. Heenan, embora não fosse hostil ao Novus Ordo, expressou-se em 1967 da seguinte forma: &#8220;</span><em><span class="tm10">Entre nós, não são apenas as mulheres e as crianças que vêm regularmente à Missa, mas também os pais de família e os jovens. Se lhes oferecêssemos o tipo de cerimônia que vimos ontem [a &#8220;Missa do Novus Ordo &#8220;, ed.], logo encontraríamos [nas paróquias] com uma assembleia composta apenas por mulheres e crianças</span></em><span class="tm8">.&#8221;</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Em latim, tanto </span><em><span class="tm10">vir</span></em><span class="tm8"> quanto </span><em><span class="tm10">homo</span></em><span class="tm8"> significam </span><em><span class="tm10">&#8220;homem</span></em><span class="tm8">&#8220;. Mas </span><em><span class="tm10">vir</span></em><span class="tm8"> se refere ao homem&#8230;&#8221;</span><em><span class="tm10">viril&#8221;</span></em><span class="tm8">, virtuoso, sério, distante do </span><em><span class="tm10">sentimentalismo</span></em><span class="tm8"> (observe: não &#8220;</span><em><span class="tm10">sentimento</span></em><span class="tm8">&#8220;, mas &#8220;</span><em><span class="tm10">sentimentalismo</span></em><span class="tm8">&#8220;), capaz de autossacrifício, disposto a se disciplinar, a se sacrificar por um bem maior, pronto até mesmo para o martírio. Por esta razão, o sacerdote não pode deixar de ser </span><em><span class="tm10">vir</span></em><span class="tm8"> .</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Em sua forma </span><em><span class="tm10">Novus Ordo — que o motu proprio Summorum Pontificum</span></em><span class="tm8"> de Bento XVI definiu de forma um tanto vaga, embora compreensível, como a forma ordinária do Rito Romano — a liturgia foi desvirilizada. É preciso lembrar o verdadeiro significado da palavra</span><em><span class="tm10"> vir</span></em><span class="tm8"> em latim. Tanto </span><em><span class="tm10">vir</span></em><span class="tm8"> quanto </span><em><span class="tm10">homo</span></em><span class="tm8"> significam homem; mas apenas a palavra </span><em><span class="tm10">vir</span></em><span class="tm8"> tem a conotação do homem como herói e é também a palavra mais frequentemente usada para &#8220;</span><em><span class="tm10">marido</span></em><span class="tm8">&#8220;. A Eneida começa com as famosas palavras: </span><em><span class="tm10">arma virumque cano</span></em><span class="tm8"> (canção das armas e dos heróis).</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">O que o Cardeal Heenan viu profeticamente e corretamente em 1967 foi a eliminação virtual da natureza viril da liturgia, a substituição da objetividade masculina, necessária para o culto público da Igreja, pela suavidade, sentimentalismo e personalização centrada na personalidade maternal do padre. </span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">As pessoas reunidas em Assembleia durante a liturgia são colocadas em uma relação mariana com a liturgia: </span><em><span class="tm10">atenção</span></em><span class="tm8"> , </span><em><span class="tm10">abertura</span></em><span class="tm8">, </span><em><span class="tm10">reflexão</span></em><span class="tm8"> e </span><em><span class="tm10">a expectativa de preenchimento</span></em><span class="tm8">. Dentro da liturgia, o sacerdote, como um pai que anuncia, pronuncia e molda a Palavra para que </span><strong><span class="tm11">ela se torne Alimento</span></strong><span class="tm8"> para aqueles que se encontram dentro daquela suprema ativação da </span><em><span class="tm10">Igreja</span></em><span class="tm8"> que é a liturgia. É o sacerdote que oferece Cristo ao Pai e é esse ato que contém o papel distintivo do que significa ser um sacerdote. Portanto, a paternidade do sacerdote torna seu papel distinto não apenas em termos de sexualidade, mas também ontologicamente. O sacerdote está diante do altar </span><em><span class="tm10">in persona Christi,</span></em><span class="tm8"> isto é, </span><em><span class="tm10"> in persona Verbi facti hominem</span></em><span class="tm8">, não simplesmente como </span><em><span class="tm10">homo</span></em><span class="tm8">, uma palavra que transcende a sexualidade, mas in persona </span><em><span class="tm10">Christi viri</span></em><span class="tm8">: no sentido de que </span><em><span class="tm10">homo factus est ut fiat vir</span></em><span class="tm8">, </span><em><span class="tm10">ut sit vir qui destruat mortem, ut sit vir qui calcet portas inferi</span></em><span class="tm8">: Deus se fez homem para que pudesse ser aquele herói-homem que destruiria a morte e esmagaria as portas do inferno sob seus pés. </span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Algumas características da liturgia </span><em><span class="tm10">Vetus Ordo</span></em><span class="tm8"> :</span></span></p>
<ul class="Normal tm6 tm12" style="text-align: justify;">
<li class="tm13"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">A liturgia </span><em><span class="tm10">do Vetus Ordo</span></em><span class="tm8"> é comumente descrita como &#8220;</span><em><span class="tm10">austera</span></em><span class="tm8">&#8220;, </span><em><span class="tm10">&#8220;concisa&#8221;, &#8220;nobre&#8221; e &#8220;simples&#8221;</span></em><span class="tm8">. Não contém nenhum traço de </span><em><span class="tm10">“sentimentalismo</span></em><span class="tm8">”. O Cardeal Newman disse que o sentimentalismo é venenoso para a fé: bem, a liturgia </span><em><span class="tm10">do Vetus Ordo</span></em><span class="tm8"> é como um remédio contra esse veneno.</span></span></li>
<li class="Normal tm6 tm13"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Na liturgia </span><em><span class="tm10">do Vetus Ordo</span></em><span class="tm8">, o silêncio é “</span><em><span class="tm10">central”</span></em><span class="tm8"> para se dirigir a Deus. Suas fórmulas litúrgicas são fixas e concisas. Nenhuma palavra a mais. Entre verdadeiros amigos, um entende o outro mesmo quando estão em silêncio um diante do outro.</span></span></li>
<li class="Normal tm6 tm13"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">A liturgia </span><em><span class="tm10">do Vetus Ordo</span></em><span class="tm8"> é rigorosa, não apenas em suas </span><em><span class="tm10">&#8220;rubricas</span></em><span class="tm8">&#8220;, mas em sua essência. É o homem que se submete à liturgia, não a liturgia que se submete à inventividade humana. Optar por seguir uma “</span><em><span class="tm10">regra”</span></em><span class="tm8">, uma “</span><em><span class="tm10">disciplina”</span></em><span class="tm8">, é um ato viril. A liturgia é algo </span><em><span class="tm10">recebido</span></em><span class="tm8">, não algo criado no momento.</span></span></li>
<li class="Normal tm6 tm13"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">A liturgia do Vetus Ordo consegue até enobrecer gestos como o beijo (o sacerdote beijando o altar, os acólitos beijando os objetos a serem oferecidos ao padre, etc.), purificando-os do sentimentalismo, da ambiguidade e da carga erótica. Transformando-os em gestos de adoração. O beijo só se presta à ambiguidade na presença do </span><em><span class="tm10">sentimentalismo</span></em><span class="tm8"> .</span></span></li>
</ul>
<p class="tm14" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Novamente d. Cipolla:<br />
</span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Nada há mais poderoso para a &#8220;</span><em><span class="tm10">desvirilização</span></em><span class="tm8">&#8221; do sacerdote do que o hábito moderno de celebrar a Missa voltado para o povo. Além de sua natureza </span><em><span class="tm10">não tradicional</span></em><span class="tm8">, além de se basear em apelos sentimentais e infundados à antiguidade (Pio XII se opôs a esses arqueologismos litúrgicos na </span><span style="color: #0000ff;"><em><u><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_20111947_mediator-dei.html"><span class="tm10">Mediator Dei</span></a></u></em></span>), além da imposição forçada de um terrível equívoco sobre a essência da Missa (ou seja, a obtenção de que o aspecto secundário da “<em><span class="tm10">refeição convivial”</span></em><span class="tm8"> praticamente eliminou o aspecto primário do Sacrifício), esse hábito de celebrar voltado ao povo, desconectado da Tradição, foi uma das principais causas da </span><strong><span class="tm11">desvirilização do sacerdócio</span></strong><span class="tm8"> .</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Durante uma das minhas muitas viagens à Itália, notei que muitos carrinhos de bebê eram projetados </span><strong><span class="tm11">para que a criança sentasse &#8220;</span><em><span class="tm15">de frente&#8221;</span></em><span class="tm11"> para a mãe enquanto ela o empurrava</span></strong><span class="tm8">. Isso me pareceu estranho, visto que nos Estados Unidos a criança senta-se na mesma direção em que a mãe empurra. Quando perguntei a uma amiga o motivo, ela me disse que há muitas mães italianas que querem manter a criança à vista o tempo todo, para que possam sorrir para ela, falar de forma infantil, enfim, ter certeza de que o vínculo está sempre estabelecido. O relacionamento clássico entre mãe e filho é perversamente levado a níveis como esses, é levado ao ponto de se pensar que há uma necessidade contínua de contato visual entre mãe e filho, em detrimento do contato com o mundo exterior que </span><em><span class="tm10">“prejudicaria</span></em><span class="tm8">” o relacionamento.</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Não afirmo que a analogia que acabei de descrever seja precisa ou completa para explicar a orientação do padre em relação ao povo. Em vez disso, diria que essa inovação radical na celebração da Missa transformou o papel do padre de &#8220;</span><em><span class="tm10">pai oferecendo sacrifício ao Pai</span></em><span class="tm8">&#8221; para o de </span><em><span class="tm10">&#8220;mãe</span></em><span class="tm8">&#8220;, que precisa dar contato visual, explicações litúrgicas e, às vezes, até gestos banais, como se os fiéis fossem crianças, reduzindo assim seu papel de sacerdote a de uma mãe ansiosa. Essa redução da assembleia a crianças forçadas a encarar seu sacerdote-mãe </span><strong><span class="tm11">impede que os fiéis vejam &#8220;</span><em><span class="tm15">além do sacerdote</span></em></strong><span class="tm8">&#8220;, impede-os de entender que é Deus que é adorado no sacrifício de Cristo.</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Para usar outra analogia: celebrar </span><em><span class="tm10">&#8220;de frente&#8221; </span></em><span class="tm8">para o povo é como uma peça de teatro escolar, onde todos têm um papel a cumprir sob a direção do padre-professor-diretor, que </span><strong><span class="tm11">verifica se tudo está correndo bem</span></strong><span class="tm8">. Esse conceito é descrito por alguns liturgistas como a &#8220;</span><em><span class="tm10">dimensão horizontal</span></em><span class="tm8">&#8221; da liturgia, em oposição à dimensão &#8220;</span><em><span class="tm10">vertical</span></em><span class="tm8">&#8220;, que transmite uma sensação de transcendência. Essas são, em última análise, definições tolas que fazem a suposição equivocada de que a liturgia está sob o controle do sacerdote e dos ministros, e que uma de suas tarefas é garantir que ambas as “</span><em><span class="tm10">dimensões</span></em><span class="tm8">” estejam presentes e de alguma forma equilibradas.</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">É evidente que essa abordagem se opõe profundamente ao fato de que a liturgia é um dom recebido de Deus e que está centrada na adoração a Deus por meio de um sacrifício. As rubricas do  </span><em><span class="tm10">Novus Ordo</span></em><span class="tm8"> incentivam essa visão radicalmente </span><em><span class="tm10">não tradicional</span></em><span class="tm8"> da liturgia, minando continuamente as instruções das rubricas com frases como &#8220;</span><em><span class="tm10">ou em outras palavras</span></em><span class="tm8">&#8220;, &#8220;</span><em><span class="tm10">ou de alguma outra forma</span></em><span class="tm8">&#8220;, &#8220;</span><em><span class="tm10">ou de acordo com o costume local</span></em><span class="tm8"> &#8220;. Além da referência romantizada à frase de São Justino Mártir sobre o celebrante oferecer a Missa </span><em><span class="tm10">&#8220;conforme sua capacidade</span></em><span class="tm8">&#8221; (como se esta fosse uma frase normativa da liturgia); além da ideia questionável de imaginar o sacerdote como capaz de recorrer à Tradição ou à sua própria sensibilidade litúrgica para compensar o que falta nas rubricas quanto ao que deve ser dito ou feito: essa concepção de &#8220;</span><em><span class="tm10">recitação escolástica</span></em><span class="tm8">&#8221; torna impossível celebrar a liturgia como foi concebida na Tradição. Para a Tradição, a raiz do termo </span><em><span class="tm10">&#8220;liturgia&#8221;</span></em><span class="tm8"> refere-se ao culto público entendido como um dever, </span><em><span class="tm10">officium</span></em><span class="tm8">, um dever certamente baseado no amor, mas sem dúvida um dever. Esse é o sentido tradicional da liturgia como </span><em><span class="tm10">officium</span></em><span class="tm8"> que se consolidou, tornou-se visível e vivido no rito romano tradicional.</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><u><span class="tm11">Tradução/resumo de alguns trechos da segunda parte do artigo.</span></u></strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm14" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm11">Dois resultados da &#8220;desvirilização&#8221; da liturgia e do sacerdócio.<br />
</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Primeiro resultado: a música produzida pelo </span><em><span class="tm10">Novus Ordo</span></em><span class="tm8">, tanto como acompanhamento de momentos específicos da Missa quanto como parte dos cânticos entoados durante a liturgia. Na melhor das hipóteses, é algo &#8220;</span><em><span class="tm10">funcional</span></em><span class="tm8">&#8221; para a conveniência da celebração; na pior, é um disparate sentimentalizado que faz antigos hinos protestantes soarem como corais de Bach. Quando a Missa é reduzida a uma assembleia que celebra a si mesma, a música é reduzida a um método de despertar os sentimentos de algumas pessoas.</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">O mesmo acontece com as leituras da Missa, que no </span><em><span class="tm10">Novus Ordo</span></em><span class="tm8"> também são </span><em><span class="tm10">&#8220;funcionais&#8221;</span></em><span class="tm8"> para um propósito didático. A Missa não é mais entendida como uma liturgia (que vai além da razão, que &#8220;</span><em><span class="tm10">forma&#8221;</span></em><span class="tm8"> e &#8220;</span><em><span class="tm10">informa</span></em><span class="tm8">&#8220;, que exige atenção a algo sobrenatural, que vai além das palavras e dos cânticos e que, portanto, não deve ser banalmente &#8220;</span><em><span class="tm10">compreendida</span></em><span class="tm8">&#8221; ou “</span><em><span class="tm10">estudada&#8221;</span></em><span class="tm8">), mas como </span><em><span class="tm10">uma escola</span></em><span class="tm8">, com o padre-professor constantemente tendo que explicar aos alunos o que veem e o que ouvem. De uma perspectiva &#8220;f</span><em><span class="tm10">uncionalista</span></em><span class="tm8">&#8220;, o canto tradicional vai muito além do que é necessário para a celebração.</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Segundo resultado: o hábito sacerdotal, ou seja, o abandono da batina. A &#8220;</span><em><span class="tm10">desvirilização</span></em><span class="tm8">&#8221; do padre também envolve o abandono de seu hábito distintivo, substituído por camisas que hoje têm um colarinho </span><em><span class="tm10">&#8220;removível&#8221;</span></em><span class="tm8">. Assim, o padre não é mais o homem que </span><em><span class="tm10">se coloca entre a Terra e o Céu</span></em><span class="tm8"> , não é mais aquele que </span><em><span class="tm10">oferece o Sacrifício</span></em><span class="tm8">: ele minimizou drasticamente seu papel, ele quer &#8220;</span><em><span class="tm10">misturar-se&#8221;</span></em><span class="tm8"> com a sociedade.</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">A batina é uma afirmação da virilidade do sacerdócio, em nítido contraste com o modelo mundano (o jogador de futebol rústico ou o modelo Armani de jeans justo, com conotações animalescas e sexuais). O padre não é apenas um &#8220;</span><em><span class="tm10">clérigo&#8221; </span></em><span class="tm8">(literalmente: uma pessoa pertencente ao clero), nem um </span><em><span class="tm10">&#8220;líder religioso&#8221;</span></em><span class="tm8">, mas é aquele que oferece o Sacrifício, cuja vida está centrada em oferecer o Sacrifício e que não pode ser “</span><em><span class="tm10">secularizado</span></em><span class="tm8">” de forma alguma. A batina é como o manto dos profetas, é o sinal de desapego do mundo.</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">E, de fato, o padre &#8220;</span><em><span class="tm10">desvirilizado</span></em><span class="tm8">&#8221; confunde desapego com arrogância, frieza e clericalismo: ironicamente, o exato oposto da verdade. O período pós-conciliar viu nascer um clericalismo disfarçado: o &#8220;</span><em><span class="tm10">presidente</span></em><span class="tm8">&#8221; da assembleia, na verdade, &#8220;</span><em><span class="tm10">preside</span></em><span class="tm8">&#8221; tudo (como se fosse um </span><em><span class="tm10">organizador de casamentos</span></em><span class="tm8"> ).</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">O efeito mais grave da desvirificação da liturgia é a &#8220;</span><em><span class="tm10">descontinuidade</span></em><span class="tm8">&#8221; (real e perceptível) entre o </span><em><span class="tm10">Novus Ordo</span></em><span class="tm8"> e o rito romano tradicional.</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">A &#8220;</span><em><span class="tm10">Descontinuidade&#8221;</span></em><span class="tm8"> na liturgia é como </span><em><span class="tm10">&#8220;descontinuidade</span></em><span class="tm8">&#8221; na matemática: onde a função não é contínua, há uma lacuna. Os católicos que viveram </span><em><span class="tm10">&#8220;depois&#8221;</span></em><span class="tm8"> do ponto de descontinuidade, isto é, aqueles que têm experiência apenas do </span><em><span class="tm10">Novus Ordo</span></em><span class="tm8"> , não têm ideia de como era a liturgia &#8220;</span><em><span class="tm10">antes&#8221; </span></em><span class="tm8">da descontinuidade: consideram-na algo estrangeiro, exótico [</span><em><span class="tm10">julgando-a com parâmetros superficiais: &#8220;não se entende o latim; não se ouve a consagração que é dita em voz baixa”&#8230;].</span></em></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Na matemática, as funções &#8220;</span><em><span class="tm10">descontínuas</span></em><span class="tm8">&#8221; podem ter a mesma fórmula antes e depois do ponto de descontinuidade, mas também podem ter fórmulas diferentes. Este é o caso na liturgia: o Novus Ordo é essencialmente uma nova fórmula, usando as mesmas variáveis, mas para indicar algo diferente. A aparência, a forma e a estrutura da nova fórmula são de fato muito diferentes daquelas antes da &#8220;</span><em><span class="tm10">lacuna”</span></em><span class="tm8">. Isso representa uma séria ameaça à integridade da fé católica expressa na celebração da Santa Missa. A Missa Tradicional tem sido descrita como &#8220;</span><strong><em><span class="tm15">poderosa e estranha</span></em></strong><span class="tm8">&#8220;, como disse São Bento. &#8220;</span><em><span class="tm10">Simples, sóbria, às vezes um pouco austera, certamente bela, e expressando uma forte linearidade, capaz de doçura, grande expressividade, adequada a todos os temperamentos, capaz de comover os recessos mais íntimos da alma</span></em><span class="tm8">&#8220;, como disse uma antiga Antifona Monástica. De um lado, temos a Missa Tradicional e, do outro, o </span><em><span class="tm10">Novus Ordo</span></em><span class="tm8"> desvirilizado .</span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Foi exatamente isso que o Cardeal Heenan viu naquele dia de 1967, na missa-teste do </span><em><span class="tm10">Novus Ordo</span></em><span class="tm8"> em Roma. Ele viu imediatamente os resultados da mentalidade &#8220;</span><em><span class="tm10">funcionalista&#8221;</span></em><span class="tm8"> que não compreende o cerimonial e confunde simplicidade com simplismo infantil. Ele viu a </span><em><span class="tm10">&#8220;novidade</span></em><span class="tm8">&#8221; do </span><em><span class="tm10">Novus Ordo</span></em><span class="tm8"> , uma novidade que não desenvolveu organicamente da Tradição, mas sim a partir de uma </span><strong><span class="tm11">vertente específica da teologia litúrgica construída sobre o racionalismo pós-iluminista</span></strong><span class="tm8"> . Ele viu a desvirilização da liturgia e previu o declínio dramático na frequência à missa. Ele viveu o suficiente para ver o início da perda do sentido do sagrado, embora não o suficiente para ver a desvirilização do sacerdócio e suas consequências em termos de declínio de vocações e o colapso da castidade e do celibato.</span></span></p>
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		<title>SÉRIE &#8220;CRISE NA IGREJA&#8221; &#8211; EPISÓDIO 7: PORQUE O AMERICANISMO É UMA HERESIA?</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/serie-crise-na-igreja-episodio-7-porque-o-americanismo-e-uma-heresia/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Jul 2025 14:59:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje conversaremos com o Pe. Jonathan Loop sobre o Americanismo, que está intimamente ligado ao nosso último conjunto de episódios sobre Liberalismo. Começaremos analisando a história e os desafios que a Igreja Católica enfrentou nos primeiros anos dos EUA. Além &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/serie-crise-na-igreja-episodio-7-porque-o-americanismo-e-uma-heresia/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Hoje conversaremos com o Pe. Jonathan Loop sobre o Americanismo, que está intimamente ligado ao nosso último conjunto de episódios sobre Liberalismo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Começaremos analisando a história e os desafios que a Igreja Católica enfrentou nos primeiros anos dos EUA. Além disso, perguntaremos por que o Americanismo é, de fato, um erro e se um americano (no caso) pode ou não ser patriota e um bom católico. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Pe. Loop é o diretor da Immaculate Conception Academy, em Post Falls, Idaho, EUA, e tem uma perspectiva única, pois estudou história americana e se converteu do anglicanismo. Uma observação sobre o áudio – como dissemos, o Padre é diretor de uma escola. Dessa, você ouvirá crianças ao fundo – o que é ótimo!</span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/itbygIvXBRE?si=q6bh4D0o6E8GIt2K" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">********************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">UM EXCELENTE TEXTO SOBRE O AMERICANISMO PODE SER LIDO NO LINK ABAIXO:</span></strong></p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/pio-xii-contra-o-americanismo/">PIO XII CONTRA O AMERICANISMO</a></strong></span></li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>SÉRIE &#8220;CRISE NA IGREJA&#8221; &#8211; EPISÓDIO 6: CATÓLICOS LIBERAIS NÃO EXISTEM</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/serie-crise-na-igreja-episodio-6-catolicos-liberais-nao-existem/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Jul 2025 12:50:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos conversando com o Pe. Steven Reuter para concluir nosso estudo sobre o Liberalismo, mostrando como é completamente impossível para um católico ser liberal e um liberal ser católico. Sim, existem &#8220;católicos liberais&#8221;, mas será que eles podem realmente dizer &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/serie-crise-na-igreja-episodio-6-catolicos-liberais-nao-existem/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estamos conversando com o Pe. Steven Reuter para concluir nosso estudo sobre o Liberalismo, mostrando como é completamente impossível para um católico ser liberal e um liberal ser católico. Sim, existem &#8220;católicos liberais&#8221;, mas será que eles podem realmente dizer que são católicos, no sentido pleno da palavra? Analisaremos as principais distinções entre essas filosofias opostas. Também nos aprofundaremos na História da Igreja e descobriremos como o Liberalismo chegou à Igreja Católica. A Igreja foi inicialmente enfraquecida por vários eventos importantes. Mesmo assim, ela se opôs ao Liberalismo, até que as janelas do Vaticano foram abertas – propositalmente – para essa suposta &#8220;nova primavera&#8221;. </span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/oGSngrhXtSE?si=7w9GNB7jMOD5oono" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>POR QUAL RAZÃO SE CONVOCA UM CONCÍLIO NA IGREJA CATÓLICA?</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jun 2025 15:43:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[A intenção original dos primeiros dezenove séculos: Difusão, guarda e defesa da Tradição católica &#8220;Na Igreja Católica é preciso pôr o maior cuidado para manter o que se crê em todas as partes, sempre e por todos.” São Vicente de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/por-qual-razao-se-convoca-um-concilio-na-igreja-catolica/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!-4EZ!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F28f85d77-0145-48b8-84ae-d42e7ff9d36a_860x450.jpeg" alt="" width="479" height="254" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">A intenção original dos primeiros dezenove séculos: Difusão, guarda e defesa da Tradição católica</span></strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Na Igreja Católica é preciso pôr o maior cuidado para manter o que se crê em todas as partes, sempre e por todos.”<br />
São Vicente de Lérins, Comonitório</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O chamado “Cânon de São Vicente de Lérins”, que nos serve de epígrafe, assinala três características de reconhecimento da doutrina católica: <strong>universalidade, antiguidade e unanimidade</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A <strong>universalidade</strong>, como denota sua palavra, está ligada à nota de catolicidade da Igreja e diz respeito à universalidade na difusão espacial <em>e</em> temporal de sua doutrina. Portanto, não basta que determinada doutrina esteja difundida espacialmente pelo globo, senão também que ela esteja difundida temporalmente desde quando ela foi revelada até o momento presente. A <strong>antiguidade</strong> diz respeito à rastreabilidade da doutrina em questão a ponto de ela poder ser remetida até à Revelação dada aos Apóstolos e encerrada em São João<a style="color: #000000;" href="https://verbumfidelis.substack.com/p/por-qual-razao-se-convoca-um-concilio?utm_campaign=email-half-post&amp;r=3xjg51&amp;utm_source=substack&amp;utm_medium=email#footnote-1-164454352"><sup>1</sup></a>. E, por fim, a <strong>unanimidade</strong> diz respeito à concordância que a Tradição escrita e oral têm naquilo que ensinam e nos veio transmitido pelo Magistério, pelos monumentos da Tradição e pelos Padres da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como podemos atestar ao ler o <em>Comonitório</em>, o cânon leriniano é um todo orgânico que constata a firmeza da Verdade católica ao atribuir os requisitos necessários para se certificar de uma verdade da nossa fé católica. As três notas do cânon, de tão interligadas que são uma com a outra, parecem uma só nota com três aspectos: é como se o dogma católico só aparecesse aos nossos olhos sob esse prisma.<a style="color: #000000;" href="https://verbumfidelis.substack.com/p/por-qual-razao-se-convoca-um-concilio?utm_campaign=email-half-post&amp;r=3xjg51&amp;utm_source=substack&amp;utm_medium=email#footnote-2-164454352"><sup>2</sup></a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isso quer dizer que a comprovação da antiguidade absoluta (ou apostolicidade) da doutrina e de sua adesão por toda a universalidade da Igreja estão na base mesma de seu acordo presente e passado, servindo de raiz vivificante e fundamento estável. Não é à toa que São Vicente de Lérins busca como salvaguarda um status anterior e estável diante de uma situação calamitosa, pois em sua regra ele quis buscar uma segurança em tempos de calamidade. Ademais, é algo que salta ao cânone da razão até mesmo natural que só podemos entender o que é movediço a partir daquilo que é firme.<a style="color: #000000;" href="https://verbumfidelis.substack.com/p/por-qual-razao-se-convoca-um-concilio?utm_campaign=email-half-post&amp;r=3xjg51&amp;utm_source=substack&amp;utm_medium=email#footnote-3-164454352"><sup>3</sup></a>&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">&#8230;CONTINUE LENDO ESSE TEXTO NO EXCELENTE <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://verbumfidelis.substack.com/p/por-qual-razao-se-convoca-um-concilio">VERBUM FIDELIS</a></span></span></strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>SÉRIE &#8220;CRISE NA IGREJA&#8221; &#8211; EPISÓDIO 3: ORIGENS &#8211; DESCARTES E KANT</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/serie-crise-na-igreja-episodio-3-origens-descartes-e-kant/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Jun 2025 13:44:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta semana, continuaremos com o Pe. Alexander Wiseman, analisando mais detalhadamente o contexto remoto da Crise, explorando as filosofias de Immanuel Kant e René Descartes, bem como seus erros. O padre discutirá como essas ideias de alguns séculos atrás não &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/serie-crise-na-igreja-episodio-3-origens-descartes-e-kant/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesta semana, continuaremos com o Pe. Alexander Wiseman, analisando mais detalhadamente o contexto remoto da Crise, explorando as filosofias de Immanuel Kant e René Descartes, bem como seus erros. O padre discutirá como essas ideias de alguns séculos atrás não apenas influenciaram a Igreja, mas também lançaram as bases para quase todo o nosso pensamento atual.</span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/8suXuFSbdL0?si=KKKrQsWIoAeeAa64" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<item>
		<title>BREVE HISTÓRIA DO LIBERALISMO CATÓLICO</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/breve-historia-do-liberalismo-catolico/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Dec 2024 14:02:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Roldán]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; (Professor Luis Roldán, traduzido a partir de Angelus Press &#8211; Tradução: Permanência) Nesta conferência, vamos falar de um tipo de liberalismo que se tornou de fato um inimigo real: o liberalismo católico. Podemos dizer que o liberalismo em geral, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/breve-historia-do-liberalismo-catolico/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><img class="aligncenter" src="https://jornaldoempreendedor.com.br/wp-content/uploads/2016/03/Liberalismo.jpg" alt="Resultado de imagem para liberalismo" width="283" height="229" /></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>(Professor Luis Roldán, traduzido a partir de Angelus Press &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5609">Permanência</a></span>)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesta conferência, vamos falar de um tipo de liberalismo que se tornou de fato um inimigo real: o liberalismo católico. Podemos dizer que o liberalismo em geral, como uma posição na ordem metafísica, baseia-se principalmente no nominalismo &#8211; a idéia de que a única realidade vem do indivíduo; isso cria para seus adeptos um obstáculo fundamental para a compreensão de uma realidade diferente, por exemplo, a dos grupos da sociedade. Mas a maioria dos liberais não chega a alcançar um entendimento desenvolvido sobre esse assunto, porque eles estão presos ao que podemos chamar de questão principal, que é o problema do conhecimento.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O liberalismo em geral sempre se apresenta como cético quando se trata do problema de verdade; o proto-liberal é Pilatos, que no julgamento de Nosso Senhor lhe perguntou: &#8220;O que é verdade?&#8221; e depois se afastou sem ouvir a resposta. O liberal não acredita que o homem seja capaz de saber o que as coisas são realmente. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outro desafio vem dos relativistas, que acreditam que não há realidade; que a realidade muda,  e por si mesma está em constante mutação. Portanto, aquele que crê compreender ou pensa ter uma concepção verdadeira da essência da realidade apenas termina por deformá-la.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma terceira variante do liberalismo é o subjetivismo. O subjetivista acredita que a realidade varia segundo a percepção do sujeito, e não é determinada pelo objeto em si mesmo. Daí o ditado: &#8220;Cada cabeça uma sentença&#8221; ou &#8220;Tudo depende do ponto de vista”.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A partir dessa negação da realidade e da idéia de que o homem possa conhecer o que as coisas são, a antropologia liberal torna-se fundamentalmente individualista. O indivíduo é a única realidade. Desse modo, quando surge a questão ética, se não há normas objetivas para orientar a conduta humana, a decisão do indivíduo é a única regra que deve ser levada em conta. Em princípio, essa falsa idéia até pode ser sustentada na teoria, mas enfrenta problemas incontornáveis quando se pretende construir uma sociedade a partir dela.</span><span id="more-19007"></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se todo homem vivesse como Robinson Crusoé em uma ilha deserta, ele poderia até certo ponto fazer o que quisesse. Mas quando há muitos indivíduos livres, autônomos e soberanos que precisam viver juntos, o problema começa a ficar mais complicado. Por esse motivo, em geral, doutrinas políticas baseado no liberalismo, têm de resolver esse enigma: Como homens criados livres, soberanos e autônomos, podem viver juntos? E, na verdade, eles ainda não encontraram a solução. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eles passaram do ideal hobbesiano, em que o homem renuncia totalmente a sua soberania em prol do Leviatã, à famosa &#8220;quadratura do círculo&#8221; do Contrato Social de Rousseau, em que &#8211; sob o mito de uma vontade geral &#8211; todo homem obedece a vontade geral, mas acaba obedecendo apenas a si mesmo, cumprindo uma liberdade obrigatória. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Existe também o esquema de Kant, que é um pouco mais complicado, onde é preciso admitir que existem limites para a liberdade, porque, caso contrário, não poderíamos sequer exercer a liberdade que temos. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora, essas teorias liberais, que vêm se espalhando pelo mundo praticamente desde o século XVII, tiveram uma influência muito grande dentro da Igreja, especialmente desde o acontecimentos cruciais da Revolução Francesa. Até aquele momento, podíamos dizer que as posições liberal e católica estavam claramente separadas. Esse acontecimento terrível, que  afetou profundamente não apenas a França, mas a Europa inteira e a América com seus ecos e repercussões, foi a primeira tentativa de criar um estado que dispensasse diretamente Deus e a religião. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todas as tentativas anteriores enfrentaram problemas. Poderíamos dizer que as primeiras tentativas de formar um Estado liberal vieram junto com o protestantismo. Mas essas experiências protestantes &#8211; na Inglaterra, por exemplo &#8211; consistiram simplesmente em separar a Igreja inglesa da romana, e transformá-la em religião do Estado. O rei tornou-se a autoridade suprema da igreja na Inglaterra, como é até hoje. Nos territórios alemães, sobretudo, o protestantismo também favoreceu essas religiões de Estado, não apenas por uma questão de oportunidade, mas por causa de uma necessidade que podemos dizer que provém da própria lógica do protestantismo. O protestantismo, no momento em que afirma a livre interpretação da Bíblia como um ponto, faz de todo protestante um seguidor de coração de uma religião particular. Eles não têm Magistério; não há autoridade. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal estado de coisas até pode funcionar  nas questões religiosas. Mas quando é preciso construir uma sociedade protestante, tudo se torna mais difícil. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por isso, em todos os países protestantes, o rei teve de fundar sua própria igreja protestante, para impedir a divisão do país em inúmeras seitas. Os Estados Unidos são a exceção a isso, mas por outras razões. Isso foi o que aconteceu na Suécia, na Noruega, na Holanda, na Alemanha… </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Revolução francesa, no entanto, trouxe o novo elemento do liberalismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Religião Civil</strong></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alguns anos depois, Pio VII assinou sua famosa Concordata com Napoleão. Já escrevi muito sobre o assunto, e não pretendo repassar todos os detalhes, mas basicamente a primeira intenção da Revolução era seguir ao pé da letra o Contrato Social e criar uma religião civil. Há um capítulo no livro de Rousseau que aborda muito superficialmente o tema. De fato, na Argentina, na primeira tradução da obra, impressa por Mario Moreno, em Buenos Aires, pouco depois da Revolução de Maio de 1810 (o estabelecimento da primeira governo local na América do Sul) esse capítulo sobre religião civil foi omitido. Moreno disse que o suprimiu porque &#8220;naquele ponto, o autor está delirando!&#8221; (Na verdade, o trabalho inteiro de Rousseau é um delírio. Mas, tudo bem, é nesse ponto que isso é mais evidente, e Moreno o suprimiu).</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas o que exatamente Rousseau diz nesse capítulo? Rousseau tem um problema: para que a “vontade geral” funcione, é preciso eliminar qualquer outro tipo de associação de grupo entre seus cidadãos que não seja o Estado. Por quê? Porque se isso não acontecer, quando as pessoas tiverem de votar para determinar o conteúdo da vontade geral, eles irão preferir as idéias de suas corporação, de sua família, de seu grupo &#8211; de sua Igreja. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Rousseau viu que na França, naquela época, além do catolicismo, havia uma seita protestante de relativa importância. Sua ideia então era simples: criar uma religião civil que substituísse o cristianismo como ortodoxia pública. Foi o que se tentou na França. Primeiro, com a famosa Constituição Civil do Clero, que fracassou. Foi uma tentativa de “organizar” a Igreja: já que o catolicismo não podia ser suprimido diretamente, buscou-se uma maneira dele ser diretamente controlado pelo governo. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isso acabou por dividir a Igreja na França. Uma parte significativa do clero rejeitou a Constituição, recusando-se a jurar; e daí surgiu a guerra épica da Vendéia, em que grande parte da população francesa se insurgiu em defesa dos padres e bispos que se recusaram a prestar juramento de submissão à Constituição Civil do Clero, e travou uma guerra contra a Revolução que durou anos. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando Napoleão Bonaparte viu quão complicado o assunto se tornara, impôs uma mudança, dizendo &#8220;Precisamos fazer um acordo diretamente com Roma&#8221; e assinou a Concordata com o papa. Esta Concordata, embora tenha trazido a vantagem da reabertura das igrejas e do retorno do culto público na França, no entanto, estabeleceu como condição que os bispos que prestaram o juramento à Constituição fossem reconhecido pela Santa Sé. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta situação permaneceu depois da queda de Napoleão e a restauração da monarquia. E quando houve uma tentativa de retornar a uma ortodoxia católica mais forte, no século 19, houve uma oposição radical dos que haviam aceitado a Constituição do Clero. E aqui, pela primeira vez, o liberalismo católico vem à tona. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesse momento, surgem em cena um personagem importante, um padre católico chamado Felicité de Lamennais, que em muitos de seus trabalhos e escritos sustentava o conceito por ele resumido em uma frase: Estado livre, Igreja livre. Isto é, separação entre Igreja e Estado, mas de um modo em que a Igreja tivesse absoluta liberdade para pregar, dar os Sacramentos, designar seus ministros, sem a intervenção dos poderes políticos. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lamennais expôs sua doutrina; e, é claro, uma época em que os papas cumpriam seu dever, ele se viu condenado pelo Papa Gregório XVI na encíclica <em style="font-weight: inherit;">Mirari Vos</em>, publicada em 1834. No entanto, apesar da condenação, as idéias de Lamennais continuaram circulando pela Europa e por todo o resto do mundo. Mais tarde, no século 19, após a queda da monarquia francesa na revolução de 1848 — um momento de muitas revoluções políticas em toda a Europa — houve um novo ressurgimento desse liberalismo católico, encarnado principalmente na figura de Montalembert, outro pensador francês. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mais uma vez, a Cátedra de Pedro os desafiou com o documento magnífico que foi a Encíclica <em style="font-weight: inherit;">Quanta Cura</em> do Papa Pio IX; e com o <em style="font-weight: inherit;">Syllabus</em>, uma coleção de erros modernos condenáveis. A partir desse momento, o <em style="font-weight: inherit;">Syllabus</em> dos erros se tornou a <em style="font-weight: inherit;">bête noire</em> do liberalismo católico. Em muitos debates, inclusive na Argentina, na segunda metade do século XIX, uma acusação comum contra os católicos era &#8220;Eles defendem o <em style="font-weight: inherit;">Syllabus</em>!&#8221; — um insulto que poucos eram capazes de suportar.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Legislação Católica</strong></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O século XIX prosseguiu e o novo Papa, Leão XIII, começou a executar uma política, especialmente na França, mas também na Espanha e na Argentina, de uma certa aliança com os liberais católicos. Isso passou para a história com o nome de <em style="font-weight: inherit;">Ralliement</em>, uma palavra difícil de traduzir, mas que pode ser traduzida como &#8220;tratado&#8221; ou &#8220;acordo&#8221;. A idéia de Leão XIII era distinguir entre a república, como estrutura política, e a republica como legislação. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, ele pediu aos católicos da França que rejeitassem a ideia da monarquia como a única solução possível e aceitassem de boa fé o governo republicano, mas continuassem lutando contra a legislação anti-católica. Isso é claramente um sofisma, uma confusão do abstrato com o concreto. De fato, na doutrina política católica, em princípio, a forma de governo é uma questão indiferente. Pode haver uma monarquia católica, bem como uma aristocracia ou república católicas — por outro lado, qualquer uma delas pode igualmente ser anti-católica. Mas isso é puramente abstrato. Concretamente, em cada nação, em qualquer ponto definido da história, existem certas possibilidades políticas definidas — e impossibilidades. Na França, naquele ponto do século XIX, a única república possível era uma república maçônica. Na Irlanda do século 19, por outro lado, a única monarquia possível era a monarquia protestante inglesa. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este conceito provocou a divisão entre católicos. Houve quem continuasse a defender a  monarquia católica como a única solução possível, prática e concreta; e aqueles que apoiaram a ideia da República. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No entanto, a política de Leão XIII estava fadada ao fracasso. Depois da queda de Napoleão III, no final da Guerra Franco-Prussiana, os elementos jacobinos mais fortes &#8211; os personagens maçônicos mais revolucionários &#8211; assumiram o controle do <em style="font-weight: inherit;">stablishment</em> na França e passaram a instituir uma série de leis completamente contrárias à Igreja, até que, em 1905, finalmente chegou a conhecida lei da completa separação entre Igreja e Estado.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesta fase, São Pio X reinava como papa e, vendo os problemas da situação com clareza, imediatamente interrompeu a política de aliança e rompeu com a facção liberal. Ele também condenou a versão final do catolicismo liberal: <em style="font-weight: inherit;">le Sillon</em>, um movimento fundado por um pensador chamado Marc Sagnier. O movimento foi condenado em um documento de São Pio X: <em style="font-weight: inherit;">Notre Charge Apostolique</em>, em que o papa condenava de maneira claríssima os erros do catolicismo liberal, daquela Democracia Cristã tão proeminente naquele momento.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No século 20, na década de 1920, dois eventos muito importantes ocorreram. No México, estourou a Guerra dos Cristeros &#8212; na qual a intervenção papal de Pio XI foi deplorável, porque ele ordenou aos católicos rebelados que desistissem do combate armado, o que os levou a depor suas armas e a serem prontamente assassinados &#8212; sem repercussões &#8211; pelo governo maçônico que <em style="font-weight: inherit;">não </em>depôs suas armas. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na França, ocorreu outro evento importante: a condenação da <em style="font-weight: inherit;">Action Française</em> e de Charles Maurras. Maurras era um pensador interessante que fora positivista e discípulo de Comte; não um católico, mas um homem de boa fé que amava seu país e a verdade. Seu estudo objetivo das condições sociais o convenceu de que o catolicismo estava certo, o que produziu um paradoxo interessante: no final do século 19, esse movimento chamado <em style="font-weight: inherit;">Action Française</em>, em um centro de estudos que eles criaram, promoveu um simpósio sobre o <em style="font-weight: inherit;">Syllabus</em>, ministrado por um padre cujo trabalho era ensinar o Syllabus. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sobre o <em style="font-weight: inherit;">Syllabus</em>, Maurras dizia que “não há nada neste documento que se oponha ao bom senso”. Esse documento, inaceitável para os católicos liberais, foi aceito e defendido, e até promovido por um agnóstico! Um paradoxo da história, de fato.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A <em style="font-weight: inherit;">Action Française</em> foi condenada por Pio XI, o que levou ao desaparecimento, ou ao menos à perda de influência, de um movimento político que questionava com veemência a República francesa. Esse fato foi muito importante porque, acima e além do aspecto puramente político da condenação, uma espécie de expurgo interno na Igreja desenvolvido ao mesmo tempo, afastou todos os membros da Igreja que favoreciam ou pareciam favorecer a <em style="font-weight: inherit;">Action Française</em>. </span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isso fez com que posições de influência nas universidades, dioceses etc., fossem assumidas pelos personagens que estavam até ali, por assim dizer, nos bastidores por serem suspeitos de modernismo. Personagens como Henry de Lubac, por exemplo, na Companhia de Jesus, foram promovidos porque estavam dispostos a perseguir e atacar os membros da <em style="font-weight: inherit;">Action Française</em>. Padre Calderón emprestou-me um livro de que gostei muito, de um autor contemporâneo chamado Philippe Prévost, <em style="font-weight: inherit;">L’Église et le Ralliement</em>, que nos dá uma descrição detalhada de todo esse processo.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi nesse momento que apareceu uma pessoa muito importante em nossa história, e que acredito ser, no século XX, a figura mais importante para se compreender o catolicismo liberal: Jacques Maritain. Ele seria o homem que proclamaria o liberalismo católico no coração da Igreja e influenciaria profundamente o Concílio Vaticano II. Mas isto já é tema para outra palestra.</span></p>
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		<title>SÃO JOÃO BOSCO E A MAÇONARIA</title>
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		<pubDate>Sat, 25 May 2024 14:08:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristianofobia]]></category>
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		<description><![CDATA[Fonte: Rivista La Tradizione Cattolica (FSSPX Itália) – Tradução: Dominus Est “O Piemonte, naquela época, era um dos reinos mais católicos do mundo em sua legislação. Os liberais, porém, reivindicavam de tempos em tempos novos direitos do Estado, que prejudicavam &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/sao-joao-bosco-e-a-maconaria-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><em><img class=" alignright" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/65/Don_Bosco_%40_Torino%2C_1880_%28original%29.jpg" alt="Dom Bosco – Wikipédia, a enciclopédia livre" width="260" height="347" />Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;rct=j&amp;url=https://www.sanpiox.it/archivio/images/stories/PDF/TC/TC_88.pdf&amp;ved=2ahUKEwjbnu6ko6XtAhVVK7kGHWYOBb8QFjAAegQIARAB&amp;usg=AOvVaw1XHvo_J64TEWW8vNKQNLBR">Rivista La Tradizione Cattolica (FSSPX Itália)</a> </span>– Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></em></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“O Piemonte, naquela época, era um dos reinos mais católicos do mundo em sua legislação. Os liberais, porém, reivindicavam de tempos em tempos novos direitos do Estado, que prejudicavam a Igreja, na qual, como mãe piedosa, por vezes condescendia em algum ponto disciplinar para prevenir males piores (1)”(2).</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estamos no século XIX, quando os efeitos da Revolução Francesa não apenas sobreviverão na Europa, mas se desenvolverão a ponto de contaminar a cultura cristã do Continente. A “Restauração”, após o Império napoleônico, foi um parênteses histórico ilusório: os soberanos, caídos de seus tronos sob a guilhotina ou levados ao exílio, de fato retornaram aos Estados, mas foram gradualmente encurralados pelo pensamento dominante: o liberalismo, apoiado cada vez mais por intelectuais, políticos, homens de governos constitucionalizados e parlamentarizados. A França de Voltaire e a Inglaterra do maçom Henry John Temple, terceiro visconde Palmerston (1784-1865) impuseram suas ideias a todo o continente, substituindo gradualmente o pensamento católico. E a Igreja se tornou o verdadeiro inimigo a ser abatido.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Do estado confessional à liberdade religiosa</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O primeiro artigo do Estatuto Albertino (4 de março de 1848), composto por 84 artigos, dizia: “A Religião Católica, Apostólica e Romana é a única religião do Estado. Os outros cultos já existentes são tolerados”. O sentimento profundamente católico do Rei Carlo Alberto (1798-1849) entrou em conflito com os interesses políticos que o levaram a simpatizar com o Conde Ilarione Petitti di Roreto (1790-1850), Conde Federico Sclopis di Salerano (1798-1878), Conde Stefano Gallina (1802-1867) e o Marquês Roberto Taparelli d&#8217;Azeglio (1790-1862), partidários das ideias liberais. Os chefes das sociedades secretas e carbonários da península italiana, ligadas a Paris e Bruxelas, vieram em segredo a Turim para se encontrar com o rei saboiano e lançar as bases da liberdade religiosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É de grande interesse o que escreveu o primeiro biógrafo de Dom Bosco (1815-1888), Giovanni Battista Lemoyne, SDB (1839-1916), muito bem informado sobre os fatos de seu tempo:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“O Rei [Carlo Alberto] queria libertar a Itália para fazer florescerem a religião e a justiça por lá; e certamente se tivesse sucesso, após a vitória ele converteria ou extinguiria o liberalismo, que agora ele apreciava como um meio.</span><span id="more-31649"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ingênua esperança! Um demônio não se converte e não se extingue: introduzido na casa como um aliado, leva consigo a traição e a morte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nenhuma dessas manipulações vazou para o público, enquanto por anos uma obra mais ruinosa foi astuciosamente realizada pelas seitas em todas as regiões da Itália e especialmente no Reino Pontifício para derrubar os tronos e a Igreja Católica. Os chefes supremos da Maçonaria tinham escrito então, desde 1819 e 1820, uma <em>Instrução Permanente</em> que revelava as intenções mais secretas da seita, código e guia dos mais altos iniciados, e, portanto, escolhidos para liderar e capitanear todo o movimento maçônico e sectário, especialmente na Itália »(3).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Lemoyne ficou em posse desta <em>Instrução</em>. Trata-se do manifesto que circulava internamente na Maçonaria. Nele contém toda a estratégia anticlerical e anticatólica planejada para destruir a Igreja sem violência ou derramamento de sangue, mas com brandura e sedução de ideias, com o fim de comprometê-la desde dentro. O projeto inteligentemente elaborado não ficou no papel e foi aplicado com rigor, de modo que hoje os frutos desse planejamento são evidentes: a subjugação da Igreja ao mundo é quase unânime e global. A Igreja foi levada pelas ideias liberais, que triunfaram, criando um pensamento único na sua adesão ao subjetivismo; um pensamento radical e anticatólico.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O plano maçônico: atacar o papado</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A trágica <em>Instrução Maçônica</em>, que São João Bosco bem conheceu – e a opôs com palavras, escritos (pensemos na admirável proeza das <em>Leituras Católicas</em>), com ações (a formação salesiana antiliberal que se realizou em suas escolas e seus seminários) –, é um verdadeiro planejamento para destruir o catolicismo. O objetivo era claro: demolir a Igreja por dentro, atingindo seu coração: o papado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Depois de nos tornarmos um corpo de ação e que (após os acontecimentos políticos de 1814 e 1815) a ordem começa a reinar tanto na <em>Vendita </em>[da Maçonaria] mais remota quanto na mais próxima do centro, agora existe um pensamento que sempre preocupou muito os homens que aspiram à <em>regeneração</em> universal. E o pensamento é o da libertação da Itália, da qual, em um determinado dia, deve emergir a libertação de todo o mundo, a <em>república</em> fraterna e a <em>harmonia </em>da humanidade. Este pensamento ainda não foi compreendido por nossos irmãos na França. Eles acreditam que a Itália revolucionária só pode conspirar nas sombras, apunhalar alguns cervejeiros ou traidores e, enquanto isso, suportar tranquilamente o jugo dos fatos consumados além das montanhas, pela Itália, mas sem a Itália. Esse erro já foi fatal para nós várias vezes. Não se deve combatê-lo com palavras; o que seria propagá-lo cada vez mais: ele deve ser morto com ações. E assim, em meio aos cuidados, que têm o privilégio de despertar os espíritos mais vigorosos de nossas <em>Venditas</em>, há um <em>que nunca devemos esquecer</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O papado sempre exerceu uma ação decisiva sobre o destino da Itália. Com o braço, com a voz, com a pena, com o coração de seus inúmeros bispos, frades, freiras e fiéis de todas as regiões, o Papado sempre encontrou pessoas prontas para o sacrifício, o martírio, o entusiasmo. Onde quisesse, ele teria amigos que morreriam por ele e outros que se despojariam por ele. É uma alavanca imensa, da qual apenas alguns Papas compreenderam todo esse poder. E ainda assim eles fizeram uso dele com certa reserva. Hoje, não se trata de restituir ao nosso serviço este poder momentaneamente enfraquecido: <em>o nosso fim último é o de Voltaire e da Revolução Francesa: isto é, a aniquilação total do catolicismo e até mesmo do ideal cristão</em>: o qual, se permanecesse de pé sobre as ruínas de Roma, seria mais tarde restaurado e perpetuado. Mas para alcançar este objetivo de maneira mais segura e não nos preparar para algumas decepções, que prolongam e comprometem indefinidamente o bom êxito da causa, não devemos dar atenção a esses presunçosos franceses, esses nebulosos alemães, esses ingleses melancólicos, que acreditam poder matar o catolicismo ora com uma canção obscena, ora com um sofisma, ora com um sarcasmo trivial que chega de contrabando como os algodões ingleses. O catolicismo tem uma vida que resiste a outras coisas. Ele viu adversários mais implacáveis ​​e mais terríveis; e ele muitas vezes experimentou o mau gosto de abençoar os mais raivosos entre eles com sua água benta. Deixemos, portanto, que nossos irmãos nesses países extravasem sua intemperança de zelo anticatólico: permitamos que zombem de Nossas Senhoras e de nossa <em>aparente</em> devoção. Com este passaporte poderemos conspirar com toda a comodidade e aos poucos alcançar nosso objetivo.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os &#8220;<em>iluminados”</em> autores, que difundiram essas diretrizes com grande capilaridade entre a elite dos iniciados, argumentaram que o Papado depende de seu Pastor Supremo. Como, então, minar essa instituição?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Pois bem: o remédio foi encontrado. O Papa, seja ele quem for, nunca chegará às sociedades secretas:<em> cabe às sociedades secretas dar o primeiro passo em direção à Igreja e em direção ao Papa, com o objetivo de vencer ambos</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O trabalho que vamos empreender não é o trabalho de um dia, nem de um mês, nem de um ano. Pode durar muitos anos, talvez um século: mas em nossas fileiras o soldado morre e a guerra continua. Já não pretendemos ganhar o Papa para a nossa causa, nem torná-lo um neófito de nossos princípios ou um propagador de nossas ideias. Isso seria um sonho ridículo. E seja qual for a forma para transformar os acontecimentos, mesmo que aconteça de algum Cardeal ou algum Prelado, com toda a sua boa vontade e não por traição, fizesse parte de nossos segredos, isso não seria motivo para desejar sua elevação à Sé de Pedro. Essa elevação seria, de fato, nossa ruína. Visto que ele teria sido levado à apostasia somente pela ambição, a necessidade de poder o levaria necessariamente a nos sacrificar. O que devemos procurar e esperar, como os judeus esperam pelo Messias, é um Papa segundo as nossas necessidades.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com a <em>Instrução Maçônica </em>davam-se indicações sobre como difamar os prelados: foi a campanha persecutória que foi perpetrada contra o clero durante o “Risorgimento” italiano, campanha que também levou ao assassinato, encarceramento e exílio de padres, religiosos e bispos. A manipulação conduzida pelos jornais (que, na época, eram lidos principalmente nos cafés, onde políticos e intelectuais se reuniam para conversar e conspirar) já era utilizada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato, o dizer “vá direto ao café, do café para a praça; uma palavra pode, às vezes, matar um homem. [&#8230;] Como na Inglaterra e na França, assim na Itália <em>nunca faltarão canetas que possam contar mentiras úteis</em> para uma boa causa. Com um jornal em mãos, onde verá impresso o nome do seu Monsenhor Delegado ou de Sua Excelência o Senhor Juiz, o povo não necessitará de mais provas. As pessoas aqui entre nós, na Itália, estão na infância do liberalismo. Elas agora acreditam nos <em>liberais como mais tarde acreditarão em qualquer outra coisa.</em>”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Hoje não há mais “menores” no liberalismo vigente: os autores da <em>Instrução</em> identificaram perfeitamente o que aconteceria: eliminados os princípios católicos, os únicos que nos permitem ter um juízo real e razoável sobre o que é bom e o que é mau, sobre o que fazer ou não fazer, as pessoas acreditariam em qualquer ideia&#8230; como aquela de afirmar, por exemplo, que o feto não é um bebê, mas um punhado de células descartáveis; que os pais não precisam necessariamente ser de sexos diferentes, ou que os muçulmanos acreditam no mesmo Deus que os cristãos ou, novamente, que uma religião é tão boa quanto outra&#8230; A verdade objetiva se liquefaz e, entre as várias verdades subjetivas, prevalece e se torna autoritária aquela anunciada pelos megafones de informação, manipulados pelas grandes potências.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Agora, portanto, para fabricar um Papa segundo o nosso coração, trata-se, antes de tudo, de uma questão de fabricar para este futuro Papa uma geração digna do Reino que esperamos. Homens velhos e maduros devem ser deixados de lado. Em vez disso, vá direto à juventude e, se possível, também na <em>infância</em>. [&#8230;] Uma vez que sua boa reputação esteja estabelecida nos colégios, ginásios, universidades e seminários: uma vez que tenham conquistado a confiança dos professores e dos jovens, certifiquem-se de <em>que especialmente aqueles que entram nas milícias eclesiásticas desejem conversar com você</em>. [&#8230;] Querem revolucionar a Itália? Busque o Papa que aqui retratamos. Querem estabelecer <em>o reino dos eleitos sobre o trono da prostituta da Babilônia? </em>Deixem que o clero <em>caminhe sob a vossa bandeira, acreditando caminhar sob a bandeira das Santas Chaves</em>. Querem fazer desaparecer o último vestígio de tiranos e opressores? Estendam suas redes [&#8230;] <em>no fundo das sacristias, seminários e conventos</em>, em vez do fundo do mar: e se não precipitar nada, prometemos-lhe uma pesca mais milagrosa que a de São Pedro. O pescador de peixes tornou-se pescador de homens: os senhores pescarão amigos aos pés da Cátedra Apostólica. [&#8230;] O sonho das sociedades secretas (de ter um Papa cúmplice) realizar-se-á por esta razão muito simples, que se funda nas paixões do homem. Portanto, não desanimemos nem pela decepção, nem pelo revés, nem pela derrota: preparemos nossas armas no silêncio das <em>Vendas</em>, apontemos todas as nossas baterias, explodamos todas essas nossas baterias, explodamos em todas as paixões, tanto <em>na pior</em> como nas mais generosas: e tudo nos leva a crer que este plano um dia terá um êxito muito além das nossas maiores esperanças”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis que, para chegar ao fim, não é necessário absolutamente fazer mártires:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“A Revolução Francesa, que tanto tinha de bom, errou neste ponto. Luís XVI, Maria Antonieta e a maioria das vítimas daquela época são sublimes pela resignação, pela grandeza da alma [&#8230;]”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Maçonaria quer a libertação e a autonomia do homem das verdades absolutas e imutáveis, com o resultado prático de que, quando admite que a verdade exista, a considera absolutamente incognoscível e, portanto, sempre e em qualquer caso questiona toda afirmação: assim, o homem perde toda certeza, em um caos ideológico absoluto, em que o erro vale tanto quanto a verdade e tudo se reduz à uma opinião subjetiva. A verdade não é mais o que realmente é, mas o que afirma o detentor do poder. Trata-se de uma mentalidade diametralmente oposta a que Jesus ensinou: “a verdade vos libertará”(4) e esta verdade é transmitida pela Igreja que Ele próprio fundou.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>A resposta de Dom Bosco</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enquanto a Maçonaria colocava em ação o seu plano, São João Bosco se preparava para lançar o seu ataque, com respostas firmes e determinadas em defesa da Verdade e da própria Igreja, convencido de que a Verdade é una e apenas uma, e que “<em>Extra Ecclesiam nulla salus</em>”. Ele lutou bravamente contra as filosofias modernas, o liberalismo, o subjetivismo, a liberdade religiosa; lutou contra a religião do sentimentalismo (como fez contra a pedagogia do abade protestantizante Ferrante Aporti [1791-1858], apoiado pelas autoridades maçônicas e que deixará de celebrar a Santa Missa), que já operava na época causando danos à religião, à doutrina e aos dogmas. As salas de aulas de Dom Bosco continuaram repletas de imagens de Nossa Senhora e dos Santos, enquanto as de Aporti tinham apenas o Crucifixo&#8230; e hoje também este foi removido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Fé de Dom Bosco, atualíssima em seu encargo eterno, encontrou seu fundamento e ápice em seus 3 amores brancos característicos: a Eucaristia, a Virgem Maria e o Papa. É interessante notar como naquela época muitas pessoas brincavam com a figura do Papa. A começar pelo nome, aliás, muitos liberais, propositalmente, em vez de gritar “Viva o Papa” diziam “Viva Pio IX”, enquanto que Dom Bosco ensinava seus meninos a dizer “Viva o Papa”. “Mas por que, perguntaram-lhe, quer que gritemos Viva o Papa? Pio IX não é precisamente o Papa?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">– Tens razão, respondia Dom Bosco: mas já não vês além do sentido natural; há quem queira separar o Soberano de Roma do Pontífice, o homem da sua divina dignidade. A pessoa é elogiada, mas não vejo ninguém que queira reverenciar a dignidade com que se reveste»(5).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando Carlo Alberto, em 1848, concedeu a Constituição e a multidão cantava nas praças “Irmãos da Itália, a Itália despertou”(6), a religião católica sofreu um duríssimo golpe, com elogios não só dos maçons, mas também dos católicos liberais, para o benefício de outros credos. Deixou Dom Bosco escrito nas suas <em>Memórias</em>, oferecendo-nos a possibilidade de conhecer o seu pensamento sobre a liberdade religiosa, muito diferente da tolerância religiosa sempre expressa e praticada pela Igreja:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Muitos pensaram que a Constituição também concedeu a liberdade de fazer o bem ou o mal à vontade. Eles apoiaram esta afirmação sobre a emancipação dos judeus e protestantes, em virtude dos quais se afirmava que não havia mais distinção entre católicos e outras crenças. Isso era verdade na política, mas não na religião»(7).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dom Bosco, que converteu judeus e valdenses e não temia ninguém, nunca se cansou de alertar os católicos para vigiar e afastar os enganos diabólicos dos inimigos da Igreja que desejavam destruir o reinado social de Nosso Senhor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pio IX estimava e admirava muitíssimo o pai e mestre dos jovens e muitas vezes o tinha como conselheiro, também para as nomeações episcopais. Um dia, fez-lhe uma pergunta, remontando aos primeiros dias de seu pontificado. Sua eleição em 1846 pareceu coroar as esperanças do neoguelfismo e dos reformadores italianos. O Papa Mastai Ferretti apresentou-se nos primeiros 18 meses com uma série de iniciativas inovadoras: a anistia para condenados políticos; a nomeação do Cardeal Pasquale Gizzi como Secretário de Estado (1787-1849), a quem injustificadamente foram atribuídas simpatias liberais; o estabelecimento de comissões para reformas econômicas, jurídicas e assistenciais; o compromisso com o aumento das escolas e a promoção da cultura; a abolição da discriminação contra o gueto judeu; a formação de um Conselho de Estado com a participação de leigos; a instituição da guarda cívica; a concessão de relativa liberdade de imprensa. Essas disposições iludiram os que tentaram corroer a Igreja por dentro e serão os mesmos que, do falso mito do “Papa liberal” por eles propagado, passarão ao ódio contra Pio IX, a ponto de querer jogar seus restos mortais no Tibre. Pois bem, a pergunta que o Papa fez ao franco Dom Bosco foi:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">«[&#8230;] quanto à anistia que no início do nosso Pontificado concedemos a todos os condenados políticos do Estado Pontifício, sabemos que outros elogiam e outros culpam este ato. O que o senhor acha? […].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">– Vossa Santidade, respondeu Dom Bosco, com aquele traço de clemência soberana certamente apoiou a grande bondade de seu magnânimo coração, esperando comover e se apegar a estes delinquentes; mas parece que agiu como Sansão, que capturou e prendeu 300 raposas e depois as libertou; e eles imediatamente correram para todos os lugares para trazer fogo e destruição às plantações”(8).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Oratório de Dom Bosco foi submetido, por ordem das autoridades governamentais, a 11 buscas. A primeira ocorreu em 1860: o fundador dos Salesianos ficou desconfiado porque algumas cartas de personalidades ilustres que lhe foram dirigidas foram interceptadas pela censura. Porém, nenhuma pista foi encontrada: o santo, avisado em um sonho, instruiu alguns meninos de confiança a esconder vários documentos. Muitos papéis se perderam para sempre, mas alguns deles, como as cartas do Papa e do Arcebispo de Turim, foram descobertos anos depois, sob uma viga da igreja de São Francisco de Assis, onde Dom Bosco costumava ir ao confessionário do seu amado pai espiritual, São José Cafasso (1811-1860), antiliberal e antimaçônico como ele.</span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">Por exemplo, o governo impôs algumas restrições à aceitação de noviços em casas religiosas, devido ao recrutamento militar.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">G.B. Lemoyne, Memórias biográficas de São João Bosco, coletadas pelo sacerdote salesiano Giovanni Battista Lemoyne, Vol. II, Ed. 1901, Cap. XII, p. 119.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">G.B. Lemoyne, Memórias biográficas de São João Bosco, coletadas pelo sacerdote salesiano Giovanni Battista Lemoyne, Vol. II, Ed. 1901, Cap. I, p. 3-4.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Jo 8, 32.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">G.B. Lemoyne, Memórias biográficas de São João Bosco, coletadas pelo sacerdote salesiano Giovanni Battista Lemoyne, Vol. III, Ed. 1903, Cap. XXI, p. 241.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">Cf. G.B. Lemoyne, Memórias biográficas de São João Bosco, coletadas pelo sacerdote salesiano Giovanni Battista Lemoyne, Vol. III, Cap. XXI, p. 292.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">J. Bosco, Memórias do Oratório de São Francisco de Sales de 1815 a 1855. Exclusivamente para os membros salesianos, Terceiro caderno (1846-1855), cap. 9: 1848 – O aumento dos artesãos e seu modo de vida &#8211; Sermão da noite &#8211; Concessões do Arcebispo &#8211; Exercícios espirituais.</span></li>
<li><span style="color: #000000;">G.B. Lemoyne, Memórias biográficas de São João Bosco, coletadas pelo sacerdote salesiano Giovanni Battista Lemoyne, Vol. VIII, Ed. 1912, Cap. LI, p. 604-605.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">
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