A DEFENSORIA CONTRA OS INDEFESOS

Fonte: Boletim Permanencia

Chesterton era mestre em levar às últimas conseqüências as falsas premissas das ideologias modernas, até o ponto de revelar alguma contradição inescapável que nos força, gentilmente, a reconhecer o acerto da posição católica.

Uma das mais célebres é aquela, no capítulo 4 da Ortodoxia, em que define a tradição como “uma extensão dos direitos civis”, uma “democracia dos mortos”, um modo de viver em sociedade que “significa dar votos à mais obscura de todas as classes, nossos antepassados”. Assim como repugna a um democrata que alguém despreze uma opinião só pelo fato de ela vir de um favelado, assim repugna a um tradicionalista que se despreze o conselho de alguém só pelo fato de ser nosso bisavô. Xeque-mate: confrontado com esse argumento, ou o democrata reconhece o valor da tradição, ou cairá em contradição com sua retórica de defesa dos mais necessitados, dos esquecidos, dos que não têm voz.

No ambiente dos tribunais, para defender aqueles que não têm meios de defesa, que não podem contratar advogados, há no Brasil o órgão da Defensoria Pública. Sua função é proteger os desvalidos, os necessitados; na palavra da moda no meio forense, os vulneráveis. E por isso seus membros se ufanam de pertencer a uma instituição que se quer como “expressão e instrumento do regime democrático” (art. 134, CF), o que está em linha com a retórica de proteção dos indefesos.

Eis que, chamada a se manifestar numa ação judicial em que o STF mais uma vez se esforça para espezinhar a lei natural (e atrair para si a vingança clamada aos céus), a Defensoria Pública da União opinou pela “descriminalização” da “interrupção da gravidez” (leia-se: homicídio de um ser humano em formação) até o 3º mês de gestação. Fundamentos? O cardápio de falácias liberais e feministas de sempre: machismo (misoginia, segundo a última reforma vocabular da Novilíngua) institucional de nossas leis, feitas por homens para vitimar mulheres; impossibilidade de se impor a maternidade; direitos sexuais e reprodutivos; dignidade humana (sempre ela!) e outros filhos do demônio. Continuar lendo

A INIQUIDADE GARANTIDA

Fonte: Boletim Permanencia

A valente linhagem de católicos antiliberais dos últimos séculos nos ensina que “não há maior sectário do que um liberal”, já que ele é “um fanático da liberdade” somente enquanto ela convém a suas utopias e interesses. Desde o jacobino Saint-Just a bradar “nenhuma liberdade aos inimigos da liberdade”, até Sir Karl Popper proclamando “em nome da tolerância, o direito de não tolerar os intolerantes”, não poucos desses fanáticos fizeram o involuntário favor de confirmar a justeza de seus adversários católicos.

O dia de hoje deverá trazer mais uma dessas confirmações, vinda agora de uma das máximas instituições políticas do país: o Supremo Tribunal Federal está para julgar a criminalização da “homofobia”. Um dos efeitos da tragédia será transformar em “discurso de ódio” qualquer afirmação um pouco mais assertiva, um pouco mais firme, da obviedade de que “homem é homem, mulher é mulher”, e fazer passar por crime o ato de misericórdia espiritual de corrigir os que erram, e erram grave (Catecismo de São Pio X, nº 941). Mais uma vez, o falso princípio da dignidade da pessoa humana levará à legalização do pecado e à criminalização da misericórdia. 

O STF é conhecido como um verdadeiro templo do garantismo penal. Garantismo é a tendência de juristas que reforçam a prevalência das garantias do acusado sobre as exigências da ordem pública e da contenção do banditismo. Opõem-se aos punitivistas, alcunha derrisória que deram aos seus adversários doutrinais. Temas como regime de cumprimento das penas, nulidades processuais, política de desencarceramento, legítima defesa do policial e autos de resistência são alguns dos muitos que dividem esses dois campos.

Como o topo da pirâmide judiciária brasileira é marcadamente garantista, temos a peculiar situação de um país assolado pela criminalidade onde algemar um preso em flagrante (mesmo sem nenhuma violência) pode configurar um abuso de autoridade, ou onde o banho quente ― do qual algumas famílias pobres talvez ainda se privem, e do qual graças a Deus são privados os acampamentistas de São Domingos Sávio ― é considerado um direito inalienável do presidiário em razão de sua dignidade humana. E se nossa Corte Suprema ainda não virou o apertado escore que assegura a execução da pena após a condenação em segunda instância, é apenas por um equilíbrio instável e provisório, que aparentemente resultou de uma pressão dos nossos militares.

Mas é preciso fazer as devidas distinções: nem toda garantia é expressão do garantismo. No bojo do direito penal estão algumas regras que, nutridas pelas raízes longínquas do direito romano, são verdadeiras conquistas civilizacionais. Um dos melhores exemplos é o direito que tem o acusado de se defender, regra justa que a própria Sabedoria Divina chancelou na Sagrada Escritura: “Parece ter razão o que expõe primeiro a sua causa; vem depois a parte adversa, e então se examina a fundo a questão” (Pr 18, 17).

Também assim a norma que diz: “não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal”  nullum crimen, nulla poena sine lege praevia. Embora a fórmula latina desse princípio seja recente, suas origens estão na regra geral da irretroatividade das leis: “omnia constituta non praeteritis calumniam faciunt, sed futuris regulam ponunt”, na expressão do Código de Teodósio I (393 AD) ― a propósito, o imperador romano do Edito de Tessalônica, que definiu a ortodoxia católica como religião oficial. E seria de perguntar se a regra de aplicação pro futuro da lei nova não está implícita nos artigos da questão 97 da Suma Teológica (IaIIae), em que Santo Tomás trata da mudança das leis.

O triste espetáculo que, salvo milagre, se desenha para a tarde de hoje (ou para um pouco depois, se houver um pedido de vista) não é só mais um abjeto ataque à Lei Natural, mais uma zombaria de homens que substituíram o Decálogo pela Declaração dos Direitos do Homem, que trocaram a Cruz pela constituição (e alguns falam em “redenção constitucional”). Para avançar a Revolução, os senhores ministros terão desta vez de se desfazer não apenas dos preceitos da moral (a isto já estão acostumados), mas até mesmo das garantias penais que se ufanam de resguardar.

A Revolução nasceu, nos domínios da política, como um rebento dos Parlamentos. Foram deles os séculos XVIII-XIX com suas assembléias gerais, suas constituições, seus monarcas decapitados, seus códigos civis. No séc. XX, o timão da nau revolucionária passou às mãos do Executivo ― os totalitarismos de esquerda e de direita, as ditaduras do proletariado, o New Deal, o Estado-providência foram todos mecanismos de aprofundamento da revolução através do engrandecimento do Poder Executivo, à custa do protagonismo parlamentar.

Agora ― e o caso brasileiro é exemplar ― o Judiciário é a bola da vez. Por ele, avança a agenda tão antinatural que nem os nossos congressistas (nem eles!) ousam aprovar: aborto, eutanásia, “casamento” homossexual, “homofobia” etc. A Revolução precisa seguir, ainda que negando hoje o que exaltou ontem.

A se confirmar a fácil profecia, os garantistas do Supremo Tribunal Federal mandarão às favas a garantia do nullum crimen, nulla poena sine lege. Criarão de suas eminentes entranhas um crime jamais definido em código nenhum do Brasil, por meio de analogia ― o que o direito penal repudia com toda veemência.

Pela primeira vez, os veremos lançar mão de rocambolescas interpretações jurídicas em desfavor do réu ― logo o réu, esse ente quase idolatrado pelas constituições liberais, esse beneficiário do in dubio, esse contemplado pelas “leis posteriores mais favoráveis”. E não devemos nos espantar demais se suas excelências ainda concluírem que esse “crime” retroage porque sempre esteve implícito nas leis ― ainda que ninguém o houvesse enxergado antes.

Diante da lei divina, isso se chama praticar um ato que clama aos céus por vingança, como ensina o Catecismo de São Pio X (nº 963, “pecado impuro contra a natureza”). Diante da lei dos homens, diante mesmo dos princípios de separação de poderes do Estado moderno, isso se chama golpe. Sim, golpe de um dos poderes constituídos contra os demais.

Nós, católicos, não precisamos do apoio da constituição de 1988 para dar nome aos bois e chamar uma aberração de aberração. Mas os senhores congressistas, ainda que já não tenham Fé, se quiserem resguardar algo de sua relevância, se quiserem ser mais do que carimbadores de projetos econômicos do Executivo, deverão fazer valer sua última oportunidade de se opor à avalanche da ditadura da toga. Já perderam as chances do passado, a maior das quais se deu quando os onze iluminados decidiram (por unanimidade!) que “um homem e uma mulher”, texto explícito da constituição de 88, pode significar “dois homens” ou “duas mulheres” ou sabe-se lá quais outras infinitas combinações. Não houve voz que se levantasse na tribuna da Câmara ou do Senado, não digo para defender a moral e a natureza (seria pedir demais), mas para defender as prerrogativas da corporação parlamentar, para acusar os ministros de golpistas.

Se falsidades como a soberania popular, voto majoritário, separação de poderes ainda lhes são caras, é preciso que os parlamentares ajam imediatamente nesta sua última oportunidade. Se não há entre eles quem defenda o Bem por amor à Verdade, que ao menos se oponham ao mal, nem que seja por apego aos erros liberais ou por defesa das honras do cargo.

De resto, fica reforçada a constatação já mil vezes registrada pelos heróis do antiliberalismo católico, como um Louis Veuillot: é suicida o estratagema de defender a verdade e o bem com os falsos princípios do erro e do vício, tentar frear a Revolução com o recurso às bandeiras de 1789, numa palavra, tentar enganar o demônio. Os defensores da tresloucada idéia da “Igreja livre no Estado livre”, se já não estiverem cegos, devem abrir os olhos à gritante realidade de que a liberdade dos liberais é uma quimera, é a liberdade do pecado, é a arma da Revolução contra a Revelação ― aqui aberta e declarada, ali tímida e disfarçada, mas sempre a mesma inimizade. Não há como entrar nesse jogo e sair ganhando, e o motivo foi o Pe. Garrigou-Lagrange quem melhor definiu: “A Igreja é intolerante por princípio, porque crê; mas tolerante na prática, porque ama. Os inimigos da Igreja são tolerantes por princípio, porque não crêem; e intolerantes na prática, porque não amam.”

O SÍNODO DA AMAZÔNIA (1)

Sínodo da Amazônia: pretexto para promover a primeira etapa da ordenação de mulheres, seguindo os passos da Igreja Anglicana

Fonte: Boletim Permanencia

É curiosa a situação do pontificado do Papa Francisco. Sendo o mais liberal de todos os papas pós Vaticano II, Francisco parece querer levar o liberalismo do Concílio ao seu grau máximo. Tanto por suas frases de efeito como pela prática de aceitar e elogiar pecadores públicos, e mesmo pelas liberdades que deu à Fraternidade São Pio X, Francisco parece não ter medida no seu plano de abrir tudo a todos.

Poderíamos denunciar os erros doutrinários e morais contidos em seus pronunciamentos ou em seus documentos, mas estamos diante de uma situação nova, ao vermos cardeais e bispos do clero oficial atacarem o papa com acusações por vezes mais salgadas e agressivas do que tudo o que a Fraternidade São Pio X já publicou contra os papas do Vaticano II.

Pela primeira vez em 50 anos vemos textos, conferências, livros sendo publicados contra os excessos doutrinários do atual papa. Poderíamos pensar que essa situação é altamente favorável à Tradição, pois poderia significar uma aproximação desses bispos da Tradição, mas a realidade é outra.

Qual é o objeto da reclamação dos bispos contra o papa? O que eles pretendem é que Francisco se mantenha nos termos estipulados pelo Concílio Vaticano II, o que é inadmissível para nós, pois são esses textos do Concílio que se afastaram da fé católica a ponto de não se encontrar mais, no mundo atual, quem de fato creia em tudo o que Deus nos revelou e nos ensina a Igreja. Continuar lendo

TOMADA DE BATINA NO SEMINÁRIO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, EM ZAITZKOFEN (ALE) – 2019 – O APELO ENÉRGICO DE D. DE GALARRETA

0f8a0528

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Nos dias 2 e 3 de fevereiro de 2019, em Zaitzkofen (Alemanha), D. Alfonso de Galarreta oficiou as cerimônias de tomada batina, recebimento de tonsura e primeiras ordens menores. No total, foram 11 os candidatos ao sacerdócio, que refletiam, mais uma vez, a juventude e a vitalidade do seminário alemão da Fraternidade de São Pio X.

Este slideshow necessita de JavaScript.

O 02 de fevereiro de 2019 foi um dia de grande festa no Seminário do Sagrado Coração de Jesus, em Zaitzkofen: 6 seminaristas do primeiro ano receberam a batina e outros cinco receberam a tonsura, e no dia seguinte, as primeiras ordens menores.

As cerimônias de 2 e 3 de fevereiro foram oficiadas pelo Primeiro Assistente Geral da FSSPX, D. Alfonso de Galarreta.

Na homilia proferida durante a cerimônia de tomada da batina, o Bispo destacou as profundas razões da crise que atualmente atravessa a Igreja.

No dia seguinte, durante a Missa da cerimônia das ordens menores, D. de Galarreta recordou a importância do combate da Fraternidade para defender a Tradição, enquanto a confusão reina na Igreja.

O pontífice falou com tristeza sobre as dioceses alemãs onde já se pratica a intercomunhão com os protestantes, desprezando a Tradição da Igreja, e citou o cardeal-arcebispo de Utrecht (Holanda), D. Willem Jacobus Eijk, que denunciou “uma apostasia idêntica à mencionada pelo Apóstolo São Paulo “.

Guardem intacta a memória de Mons. Lefebvre e Mons. de Castro Mayer, que nos deram o exemplo a ser fiéis testemunhas da fé“, disse aos jovens levitas.

Este ano, uma equipe de jornalistas austríacos que fizeram uma reportagem sobre a Fraternidade, filmaram a cerimônia e gravaram várias entrevistas com vários sacerdotes, seminaristas e familiares: um fato que contribui, de certa forma, para o testemunho sobre a força da Tradição na Alemanha.

*************************************

Assim, completam-se as primeiras cerimônias de tomada de batina, tonsura e ordens menores do ano de 2019 nos Seminários da FSSPX no Hemisfério Norte.

As outras duas foram:

*************************************

“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

AS REDES DO DEMÔNIO

A guerra nos mundos: o natural e o sobrenatural.
As redes de um são a cara das redes do outro

Fonte: Boletim Permanencia

O artigo é oportuníssimo – basta ler o título para saber que estamos no Brasil: “Os demônios nunca são neutros em política”. E ainda que não haja nenhuma referência o país, quem tenha olhos para ler verá nitidamente como a rede demoníaca se reflete em outras redes – fomentando sempre e essencialmente o conflito, a discórdia – e a raiva, que obscurece a inteligência e excita as paixões.

Outra conclusão oportuna: a guerra é sempre sobrenatural. Guardada a óbvia ressalva: só crê nisso – e atua orientado por esse principio – quem é genuinamente católico.

“A oração é tão poderosa quanto os maiores exércitos ou as maiores fortunas. Só com a sua oração, uma pessoa humilde e desconhecida pode, por exemplo, evitar guerras e impedir que ideologias malignas chegam ao poder. Só os demônios sabem até que ponto a oração é temível para eles.”, escreve o padre Fortea em seu livro Suma Demoniaca.

Reproduzimos a seguir o artigo original do Aleteia:

Exorcista alerta: “Os demônios nunca são neutros em política”

O mal exerce grande influência sobre os poderes deste mundo, mas “a oração é tão poderosa quanto os maiores exércitos ou as maiores fortunas”

O pe. José Antonio Fortea é um dos mais conhecidos exorcistas da nossa época. No seguinte extrato de sua Svmma Daemoniaca, ele fala da relação entre a estratégia do mal e o uso dos poderes terrenos a seu favor. Vale a reflexão.

O grande poder do demônio é tentar, e, como os demônios se comunicam entre si, podem coordenar-se para tentar em uma mesma direção.

Em 1932, os demônios compreenderam perfeitamente que, para o cumprimento de seus fins, era necessário tentar as pessoas para que se votasse num candidato que até então era um completo desconhecido: Hitler.

Isto significa que a sua ascensão ao poder se deu pela ação dos demônios? Não. Mas eles, sem dúvida, ajudaram.

Do mesmo modo, devemos recordar-nos que o Santos Padres dos primeiros séculos da igreja, ao tratarem da perseguição contra os cristãos, destacaram como primeira e principal causa a instigação do demônio tanto sobre as massas quanto sobre os governantes.

Outro exemplo poderia ser o do cardeal Nasalli Rocca: em sua Carta Pastoral da Quaresma (Bolonha, 1946), ele escreveu que o secretário do Papa, monsenhor Rinaldo Angeli, tinha contado a ele, várias vezes, que Leão XIII havia tido uma visão em que os espíritos se concentravam sobre Roma; pois bem, esta foi a origem da oração que ele pediu a toda a Igreja que rezasse e que foi expedida aos prelados em 1886.

Sim, os demônios também têm suas estratégias e combinam levá-las a termo. Podem concentrar-se em determinado lugar. Eles ambicionam todas as almas, mas sabem muito bem que algumas pessoas têm o dom de persuadir outras, pela sua cultura, pelo seu poder ou pelo seu dinheiro. As forças do mal, portanto, são conscientes de que essas elites são especialmente desejáveis.

Os demônios nunca são neutros em política: analisam a situação e estão seguros de quais serão as pessoas que mais favorecerão as suas estratégias. Felizmente, o lado do bem tem anjos e muitas pessoas que, com a sua oração, destroem os planos das trevas. Por isso a oração e o sacrifício são tão importantes. Os mosteiros e as pessoas orantes são as forças invisíveis que não somente combatem o poder do inferno neste mundo, mas também remetem abundantemente a nós todo tipo de bênção.

Em qualquer caso, a explicação de uma luta invisível de poderes espirituais não nos deve fazer esquecer que os autores da nossa história somos nós mesmos. Essas forças invisíveis do mal não são mais que uma influência, e, no final das contas, cada homem faz o que quer e é responsável pelos seus atos. Nem todos os demônios do mundo podem obrigar alguém, ainda que seja um pecador, a tomar uma decisão se ele decide tomar outra.

A oração é tão poderosa quanto os maiores exércitos ou as maiores fortunas. Só com a sua oração, uma pessoa humilde e desconhecida pode, por exemplo, evitar guerras e impedir que ideologias malignas chegam ao poder. Só os demônios sabem até que ponto a oração é temível para eles.

___________

Pe. José Antonio Fortea, exorcista espanhol, na “Svmma Daemoniaca”, 78, 79.

 

MUDANÇAS NA MISSÃO DA FSSPX EM RIBEIRÃO

Imagem relacionada

Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Informamos que, a partir de março, devido a adequações administrativas na Casa Autônoma da FSSPX no Brasil, teremos algumas mudanças em nossa Missão.

  • Primeiramente o responsável pela missão será o Revmo. Pe. Carlos Herrera, que substitui o Pe. Rodolfo (que será responsável por outras missões), na qual agradecemos profundamente, de coração, por cuidar tão bem de nossas almas durante esses 5 anos. 
  • Em segundo lugar as Missas deixam de ter como data base o segundo domingo do mês e passam a ser no último domingo de cada mês (tendo também a sexta e o sábado que o precedem).

Assim, o cronograma das Missas será:

DATAS

Os novos horários estão em nosso blog na página: Agenda Missas

Com essa mudança, além do aumento do número de Missas, os padres terão mais tempo para o apostolado: catecismo, orientações, palestras, confissões, visitas a doentes, etc

Peço que rezem sempre, e muito, pelo apostolado da FSSPX.

Deo Gratias

PENSA O SENHOR QUE A MÃE DO CÉU ME ABANDONARÁ?

Resultado de imagem para maria santíssimaUm Bispo da Escócia perdeu-se, certo dia, na floresta. Depois de andar muito tempo sobreveio-lhe a noite. Uma luzinha guiou-o a uma casa pobre, habitada por gente piedosa.

Receberam o hóspede, sem saber quem era, pois o Bispo estava envolvido em grande manto. Esse também não sabia se os habitantes desse lar eram Católicos ou protestantes.

O Senhor Bispo notou que reinava tristeza em casa. Perguntou o que havia. Disse-lhe a dona da casa que o pai, já muito idoso, estava gravemente doente, e o pior era que não queria se convencer de que morreria. Por isso não se preparava para receber a morte.

– Posso vê-lo? Disse o Bispo.

– De boa vontade, tornou a senhora.

E introduziu o ilustre visitante no quarto do enfermo.

Depois de conversar amigavelmente durante minutos, procurou leva-lo ao pensamento da morte. Mas o bom homem pareceu recuperar todo vigor e, elevando o corpo da cama exclamou:

– Não, não morrerei!                               

– Mas, meu amigo, lembre-se de que todos devemos morrer; e sua moléstia e sua idade…

– Eu lhe digo que não morrerei. É impossível!

E por mais que o senhor Bispo procurasse persuadi-lo, sempre recebia como resposta: “Não morrerei!” Continuar lendo

O MINISTÉRIO PÚBLICO CONTRA A FÉ

Oratório público do Morro da Providência (vê-se ao fundo, no centro da imagem, o morro do Corcovado, ainda sem o Cristo). O oratório continua de pé. (foto de Augusto Malta)

Fonte: Boletim Permanencia

A idéia de religião como “foro íntimo” é algo novo, produto do individualismo moderno. É a porta de entrada do liberalismo religioso. Desse patamar liberal à anti-religiosidade a distância é tênue, ou melhor, não há diferença.

Na segunda feira, dia 4, o jornal O Globo noticiou que o Ministério Público entrou com uma ação para obrigar a prefeitura do Rio de Janeiro a remover todos os oratórios construídos em praças públicas da cidade a partir de 1988.

O pomo da discórdia é o oratório construído em 2017, que fica na Praça Milton Campos, no Leblon, erigido em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem milagrosa de Nossa Senhora Aparecida, no Rio Paraíba.

A alegação do MP é a de proteção da laicidade do Estado. Em defesa, a diretoria jurídica da Arquidiocese classificou a medida como um “grave caso de intolerância religiosa”.

Mas o que está por trás dessa ação do MP?

O que está no fundo dessa questão, sob o argumento de “laicidade”, é a idéia de que a religião é tema de “foro íntimo”, tão somente privado, e que todo ambiente público deve ser “laico”. Continuar lendo

SETE CONSIDERAÇÕES DE SÃO JOÃO BOSCO PARA OS VÁRIOS DIAS DA SEMANA

Resultado de imagem para são joão boscoDesejando eu muito que cada dia façais um pouco de leitura espiritual, e como acho que nem todos podeis ter á mão livros apropriados para isto, apresento-vos aqui sete breves considerações, uma para cada dia da semana, com o fim de servirem aos que não podem ler outros livros deste gênero.Antes de começar a leitura, reze de joelhos esta oração:

“Meu Deus, arrependo-me de todo meu coração de vos ter ofendido; concedei-me a graça de compreender bem as verdades que vou meditar e abrasai-me no vosso amor.Virgem Maria, Mãe de Jesus, Anjo de minha guarda, Santos e Santas do Céu, roguem por mim”.

Domingo

Fim do homem

  Considera, meu filho, que este teu corpo, esta tua alma te foram dados por Deus, sem nenhum merecimento de tua parte, quanto te criou á sua imagem.Ele te fez seu filho no Santo Batismo; amou-te e ama-te ainda com ternura de pai e criou-te para este único fim: para que o ames e o sirvas nesta vida e possas assim ser um dia eternamente feliz com Ele no Céu.

Não estás portanto no mundo somente para gozar, nem para enriquecer, nem para comer, beber e dormir, como os animais; o teu fim é muitíssimo mais nobre e mais sublime; o teu fim é amar e servir ao teu Deus e salvar a tua alma.Se assim fizeres, quantas consolações, experimentarás na hora da morte! Mas se não procurares servir a Deus, quantos remorsos terás no fim da vida! As riquezas, os prazeres que buscaste com tanto empenho, somente te servirão para amargurar o teu coração e então conhecerá o mal que tais coisas fizeram á tua alma.

 Meu filho, não queiras de modo algum ser do número daqueles que pensam somente em satisfazer o corpo com atos, conversas e divertimentos maus.Naquela hora extrema, esses se encontrarão em grande perigo de se condenarem eternamente.Um secretário do rei da Inglaterra expirava dizendo: “Ai de mim! Gastei tanto papel em escrever as cartas do meu príncipe e não usei uma folha para tomar nota dos meus pecados e fazer uma boa confissão!”. Continuar lendo

AJUDEM NA CAMPANHA DE NOSSA CAPELA

CAPELAPrezados amigos, prezados leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vocês que acessam e gostam de nosso blog, vocês que acompanham as ações da FSSPX pelo mundovocês que lutam pelo Reinado Social de Nosso Senhor, vocês que sabem que a Tradição é a única solução para a restauração a Igreja… AJUDE-NOS! 

Estamos, mais uma vez, pedindo vossa ajuda nessa campanha em prol da compra de um terreno e futura construção de mais uma Capela para a Tradição e para a Santa Igreja. Sabemos que o caminho é longo e árduo, por isso, toda ajuda é importante.

CLIQUE AQUI PARA ALGUMAS PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O PROJETO

OU

CLIQUE AQUI E LEIA O TEXTO COMPLETO DA CAMPANHA!

Faça um gesto nobre de caridade, por amor à Santa Igreja!!

Ad Majorem Dei Gloriam

Aproveitamos para agradecer a todos que nos ajudam ou ajudaram em algum momento nessa campanha, mesmo de forma anônima. Contem com nossas orações.

Que Nossa Senhora os conduza ao caminho da santidade.

ENTEVISTA DO PE. DAVIDE PAGLIARINI DURANTE XIV CONGRESSO DO COURRIER DE ROME

Entrevista do Pe. Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X realizada por ocasião do XIV Congresso do “Courrier de Rome”, sobre o tema “Francisco, o papa pastoral de um concílio não dogmático

TOMADA DE BATINA, TONSURAS E SUBDIACONATO NO SEMINÁRIO SANTO TOMÁS DE AQUINO, EM DYLLWIN (EUA) – 2019

Este slideshow necessita de JavaScript.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

No dia 2 de Fevereiro de 2019, Sua Excelência D. Bernard Fellay, Bispo auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X . concedeu a batina a 24 seminaristas do primeiro ano no Seminário Santo Tomás de Aquino, em Dillwyn (EUA): 21 americanos, 2 irlandeses e 1 canadense.

Ele também conferiu a tonsura a 8 candidatos (6 americanos, 1 canadense e 1 irlandês), bem como o subdiaconato a 1 seminarista americano e a segunda ordem menor a outro.

Mons. Marcel Lefebvre, fundador da FSSPX, sempre defendeu o uso da batina como sinal de sacrifício: um sermão vivo, pregando Nosso Senhor Jesus Cristo no mundo. Foi também o sentido do sermão de D. Fellay, que pregou sobre o profundo significado dessa tomada de batina que separa esses jovens seminaristas do resto do “mundo”.

A batina, sóbria e austera, simboliza o distanciamento dos seminaristas do mundo em tudo o que pode ter de frívolo, de leve, de superficial. Ela também indica, de um ponto de vista positivo, o estreito vínculo que agora os une a Nosso Senhor Jesus Cristo.

O Seminário de Dillwyn está localizado na Virgínia, no condado de Buckingham. Foi inaugurado em 4 de novembro de 2016, na festa de São Carlos Borromeu, o grande cardeal que aplicou a reforma do Concílio de Trento em seu arcebispado de Milão.

**************************

“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

 

TOMADA DE BATINA NO SEMINÁRIO SANTO CURA D’ARS EM FLAVIGNY (FRANÇA) – 2019

Este slideshow necessita de JavaScript.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

No dia 2 de fevereiro, no Seminário Santo Cura d’Ars, D. Tissier de Mallerais, bispo auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, concedeu o hábito clerical aos 16 seminaristas do primeiro ano.

Os novos levitas são franceses em sua maior parte, mas também há 2 ingleses, 1 português e 1 suíço. Cerca de 30 padres da FSSPX – de toda a França – vieram prestigiá-los, incluindo o Pe. Benoît de Jorna, Superior do Distrito da França. O Pe. Robert Brucciani, Superior do Distrito da Grã-Bretanha, assistiu o Bispo como diácono assistente. O Padre Samuel Bon, encarregado do apostolado da Fraternidade em Lisboa, Porto e Fátima, conduziu uma bela delegação de fiéis portugueses.

Os padres de Mérigny estavam representados, assim como os Capuchinhos, as Irmãs e Oblatas da FSSPX, e também as professoras Dominicanas de Brignolles e Fanjeaux.

Em sua homilia, o celebrante comparou a entrada dos levitas no santuário e a entrada de Jesus no templo no dia de Sua apresentação: a batina é um sinal de contradição. Ele citou uma Carta Circular de Mons. Lefebvre aos seus confrades, quando era Superior Geral dos Padres do Espírito Santo: “Vocês não são do mundo”(Jo 15,19)(…); “Vocês serão minhas testemunhas” (At 1, 8)!  Precisamente a batina traz essas duas finalidades, marcando a separação do mundo e o testemunho dado a Nosso Senhor. (…) A vestimenta laica, o desaparecimento de todo testemunho do traje aparece claramente como falta de fé no sacerdócio, um menosprezo do sentido religioso ao próximo e, além disso, uma covardia, uma falta de coragem em suas convicções. (11 de fevereiro de 1963)

O seminário de Flavigny está instalado na Casa Lacordaire, que acaba de celebrar 200 anos de vida religiosa. Em 4 de novembro de 1818, a propriedade que havia sido, no século XIII, a moradia do oficial de justiça real de Auxois, tornou-se o seminário menor da diocese de Dijon. De 1824 a 1846 foi a Sede das Irmãs da Providência de Vitteaux.

Em 1848, Pierre Grognot, Cura de Flavigny, ofereceu a propriedade ao Revmo. Pe Lacordaire. O famoso pregador e restaurador da Ordem Dominicana na França fez dela o noviciado dominicano da província da França. Foi nessa época que a igreja foi construída.

Após a expulsão dos dominicanos em 1880 e 1903, outras comunidades os sucederam: as Ursulinas e as Dominicanas. O convento de Saint-Dominique, desde essa época, leva o nome de Casa Lacordaire. Em 1939, as Missionárias Dominicanas mudaram sua sede para lá. Elas permaneceram até 1971, cuidando dos doentes e do oratório. Sua presença permanece gravada na memória dos flavignianos. Seu fundador descansa no cemitério da propriedade.

Em 1971, as Pequenas Irmãs de São Francisco adquiriram o prédio para fundar, com a ajuda de Mons. Coache, um ramo de observância tradicional. Eles se dedicam ao cuidado dos idosos e continuam hoje suas atividades na Bretanha, em Trévoux.

Em 1986, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X mudou-se para esta casa para formar Seminaristas e Irmãos no espírito tradicional da Igreja. Foram mais de 680 candidatos de 38 nacionalidades diferentes que passaram lá nesses 30 anos.

**************************

“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”