“TENHO ORGULHO DE VOCÊ”

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Irmãs da FSSPX

“Senta direito! Guarde os sapatos! Faça menos barulho! Quieto! Você é incorrigível! Vem aqui, agora! Não mexa nisso! Presta atenção!” Uma ladainha assim, de censuras repetidas ao longo do dia pode quebrar até mesmo as vontades mais firmes. Sem dúvida, os pais estão obrigados a advertir, admoestar e castigar os filhos. Mas é também importante encorajá-los — e ainda mais do que censurá-los — e, para isso, é preciso saber elogiar com discernimento. Qual a maneira mais apta de estimulá-los: “Se não me aparecer aqui com nota boa, você me paga!” ou  “Estuda, meu filho, você vai conseguir. Tenho certeza de que não me decepcionará”?

O otimismo é uma grande qualidade do educador. Ele permite enxergar as aptidões da criança (sempre existem algumas), ter esperança no seu progresso apesar das dificuldades, não se desencorajar diante do tamanho da tarefa. O otimismo, por sua vez, faz com que a criança adquira confiança em si mesma, o que é indispensável para toda empreitada.

Alain é bagunceiro: o seu quarto nunca está arrumado, os sapatos sujos estão misturados com o Playmobil. Devemos gritar, chamar-lhe de imprestável, reclamar que já mandamos cinquenta vezes que ele arrume aquela bagunça? Claro que não! Isso só fará enraizar no seu espírito a idéia de que ele não mudará nunca. É preciso de início fixar um objetivo simples, concreto, acessível. O sucesso nesse ponto particular servirá de encorajamento para lhe fazer progredir para uma tarefa mais árdua: “Para aprender a arrumar o seu quarto, você vai começar dobrando suas roupas toda noite.  Não é difícil, você é capaz e eu vou te mostrar como fazer”. Durante um tempo suficientemente longo (um mês, um trimestre…), nós o ajudamos a cumprir essa tarefa, fechando os olhos para o resto, que virá a seu tempo. “Bravo, vejo que você é capaz de ser um rapaz ordeiro, passou uma semana arrumando as roupas sem que eu tivesse de te mandar fazer. Parabéns! Agora que já sabe fazer isso, você vai começar a pôr os cadernos em ordem depois de terminar a lição. Papai vai colocar uma prateleira para que seja mais fácil.” Continuar lendo

DO MAGISTÉRIO VIVO E DA TRADIÇÃO – PARA UMA “RECEPÇÃO TOMISTA” DO VATICANO II?

Concílio Vaticano II. Um Guia de Leitura | by IHU | Instituto Humanitas  Unisinos | Medium

Fonte: Courrier de Rome – Tradução: Dominus Est

Nos dias 15 e 16 de maio de 2009 ocorreu, nas instalações do Instituto católico de Toulouse, um colóquio organizado pela Revue thomiste e pelo Instituto Santo Tomás de Aquino, sob a direção do Padre Serge Thomas Bonino, O.P. O colóquio tinha como tema: «Vaticano II – Ruptura ou continuidade. Apresentação das hermenêuticas». Cerca de cem ouvintes, a maioria do clero, estavam presentes. A ausência da Fraternidade São Pio X parece ter sido notada com grande pesar pelos próprios organizadores. A publicação das Atas do colóquio foi anunciada para 2010. Mas os ditos do Padre Bonino em seu convite já explica suficientemente o sentido dessa iniciativa: «Nosso colóquio se propõe a refletir sobre a maneira pela qual a corrente teológica originada em Santo Tomás de Aquino pode colaborar para uma Recepção do Vaticano II que honre o Concílio como um ato da Tradição viva». Para atingir esse objetivo, o método é todo ele exposto: «Trata-se de destacar simultaneamente o aspecto “memória” e o aspecto “novidade” desse ensinamento magno do Magistério do século XX. É a exigência que o Papa Bento XVI indicava aos teólogos em seu discurso à Cúria romana em 22 de dezembro de 2005 quando ele propunha distinguir entre “hermenêutica da continuidade” e “hermenêutica da ruptura”».

Partindo desse fato que o Discurso de 22 de dezembro dirigido pelo papa Bento XVI à Cúria afirma a continuidade dos ensinamentos do Vaticano II em relação à Tradição viva da Igreja, os organizadores desse colóquio quiseram refletir sobre a maneira pela qual a teologia tomista poderia justificar essa continuidade, no âmbito da hermenêutica proposta por Bento XVI. Na intenção do papa, a hermenêutica da continuidade deveria triunfar sobre as extrapolações progressistas advindas da hermenêutica da ruptura a qual o Discurso à Cúria denuncia enquanto tal. É por isso que, retomando a proposta do Padre Bonino, a continuidade viva deve se definir como a síntese de dois aspectos: o aspecto memória e o aspecto novidade, ou, retomando as expressões de Bento XVI, longe de qualquer ruptura, ela deve corresponder a uma síntese de fidelidade e dinamismo. A partir de então, caberia à teologia elaborar os elementos especulativos dessa síntese, e o colóquio de Toulouse quis preparar o terreno para uma contribuição tomista à hermenêutica do Concílio.

É justificável tal proposta? Para responder a essa questão, examinaremos primeiro se o Vaticano II pode se apresentar como um «ensinamento magno do Magistério do século XX», e verificaremos por esse meio qual é o valor do magistério do Concílio (1ª parte). Em seguida, examinaremos o significado preciso do Discurso de 22 de dezembro de 2005 e determinaremos por meio desse exame em qual o sentido o Papa Bento XVI concebe a hermenêutica do Concílio (2ª parte). Isso nos proporcionará depois a ocasião para resgatar a definição de Tradição, que é o ponto fundamental do qual depende a solução das graves dificuldades suscitadas no último Concílio (3ª parte). Continuar lendo

ESPECIAL CORONAVÍRUS: SERMÕES DA FSSPX COSTA RICA

FSSPX – Un Católico Perplejo

SÃO JOÃO BOSCO E A MAÇONARIA

Dom Bosco – Wikipédia, a enciclopédia livreFonte: Rivista La Tradizione Cattolica (FSSPX Itália) – Tradução: Dominus Est

“O Piemonte, naquela época, era um dos reinos mais católicos do mundo em sua legislação. Os liberais, porém, reivindicavam de tempos em tempos novos direitos do Estado, que prejudicavam a Igreja, na qual, como mãe piedosa, por vezes condescendia em algum ponto disciplinar para prevenir males piores (1)”(2).

Estamos no século XIX, quando os efeitos da Revolução Francesa não apenas sobreviverão na Europa, mas se desenvolverão a ponto de contaminar a cultura cristã do Continente. A “Restauração”, após o Império napoleônico, foi um parênteses histórico ilusório: os soberanos, caídos de seus tronos sob a guilhotina ou levados ao exílio, de fato retornaram aos Estados, mas foram gradualmente encurralados pelo pensamento dominante: o liberalismo, apoiado cada vez mais por intelectuais, políticos, homens de governos constitucionalizados e parlamentarizados. A França de Voltaire e a Inglaterra do maçom Henry John Temple, terceiro visconde Palmerston (1784-1865) impuseram suas ideias a todo o continente, substituindo gradualmente o pensamento católico. E a Igreja se tornou o verdadeiro inimigo a ser abatido.

Do estado confessional à liberdade religiosa

O primeiro artigo do Estatuto Albertino (4 de março de 1848), composto por 84 artigos, dizia: “A Religião Católica, Apostólica e Romana é a única religião do Estado. Os outros cultos já existentes são tolerados”. O sentimento profundamente católico do Rei Carlo Alberto (1798-1849) entrou em conflito com os interesses políticos que o levaram a simpatizar com o Conde Ilarione Petitti di Roreto (1790-1850), Conde Federico Sclopis di Salerano (1798-1878), Conde Stefano Gallina (1802-1867) e o Marquês Roberto Taparelli d’Azeglio (1790-1862), partidários das ideias liberais. Os chefes das sociedades secretas e carbonários da península italiana, ligadas a Paris e Bruxelas, vieram em segredo a Turim para se encontrar com o rei saboiano e lançar as bases da liberdade religiosa.

É de grande interesse o que escreveu o primeiro biógrafo de Dom Bosco (1815-1888), Giovanni Battista Lemoyne, SDB (1839-1916), muito bem informado sobre os fatos de seu tempo:

“O Rei [Carlo Alberto] queria libertar a Itália para fazer florescerem a religião e a justiça por lá; e certamente se tivesse sucesso, após a vitória ele converteria ou extinguiria o liberalismo, que agora ele apreciava como um meio. Continuar lendo

ENQUETE: O QUE MOTIVA OS JOVENS A ENTRAR NO SEMINÁRIO DA FSSPX?

Enquête : Qu'est-ce qui motive de jeunes hommes à entrer au Séminaire de la  FSSPX ? • La Porte Latine

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est 

Para responder a essa pergunta, reproduzimos a seguir trechos das cartas escritas pelos futuros seminaristas de Flavigny (Seminário da FSSPX na França). Classificamos esses extratos de acordo com seu conteúdo. Os senhores poderão assim descobrir o estado de espírito dos vossos futuros sacerdotes, no alvorecer da sua formação. É muito instrutivo.

Pe. Guillaume Gaud, Diretor

+ 11 de outubro de 2020,

na festa da Divina Maternidade da Santíssima Virgem.

UMA BUSCA PELA SANTIDADE

“Desejo desligar-me do mundo para melhor seguir a Nosso Senhor, pois uma infinidade de correntes nos impede de nos elevar. Tenho visto como é proveitoso para a alma desligar-se de um grande número de ferramentas modernas para melhor se concentrar no que realmente importa: o verdadeiro lugar que nos entregamos ao Senhor.”

“Durante a minha estada no Seminário Santo Cura d’Ars, fiquei tocado pela beleza dos ofícios, pela vida de oração, pela qualidade dos cursos e pela caridade que reina entre os seminaristas. Meu objetivo de vida é, pela graça de Deus, tornar-me um santo. Tenho a impressão de que os talentos que Deus me confiou podem permitir-me, com a graça, viver esta vida totalmente divina por meio do sacerdócio.”

“Tenho claramente diante dos meus olhos que sou indigno e incapaz de abraçar tal estado de perfeição de vida e de perseverar nele sem a graça divina, mas também estou certo de que o Bom Deus não me recusará se, renunciando a mim mesmo e confiando plenamente nEle, tornar-me dócil aos seus ensinamentos e à sua vontade. “

“Sendo a vocação um chamado a um generoso dom de si, sinto-me pronto a doar-me e a ser médico de almas, aspecto do sacerdócio que mais me atrai. “ Continuar lendo

O CASAMENTO PARA OS INDIVIDUALISTAS E PARA OS CATÓLICOS

Boda con el rito tradicional en Mexico | Una Voce Cordoba“Para os individualistas, o casamento é o epílogo de uma história de amor; para nós é o prólogo de uma história de amor. No primeiro caso o amor é exigente e se acerca do guichê  nupcial para receber os juros; no segundo caso o amor é paciente e fecundo, e não procura o seu próprio interesse.

Para os individualistas o casamento é uma empresa que visa primordialmente o lucro; para nós é empresa que visa primordialmente a produção. O individualista sonha em obter no casamento um fruto e um descanso. Nós outros, na medida em que bem servimos nosso ideal, queremos a aventura fecunda dos grandes descobridores: os noivos partem juntos numa nau armada para descobrir, colonizar e cristalizar terras desconhecidas. Com uma diferença,  enquanto  os outros tiveram de batizar e de alfabetizar silvícolas que o acaso lhes entregara, os noivos terão  de cuidar, lá  para onde vão, dos ferozes aborígenes que eles mesmos geraram.

Ao contrário do que pretendem os individualistas, o casamento para nós é a fundação de uma pequenina pátria, cristal formador da pátria maior e comum. E se todos concordam que valha a pena dar a vida pela Pátria comum, em que por acaso nascemos, por que não  haveremos de dar a vida pela pátria pequenina que nós mesmos fundamos?” 

Claro e Escuro – Gustavo Corção

MAIS UM BRASILEIRO ORDENADO EM LA REJA – 2020

ORDENAÇÕES SACERDOTAIS – 2020

No sábado passado, 21 de novembro de 2020, D. Bernard Fellay, conferiu as ordenações ao diaconato e ao sacerdócio dos seminaristas do 5º e 6º ano, respectivamente.

Dois diáconos e três sacerdotes foram ordenados no Seminário Internacional “Nossa Senhora Corredentora” da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), em La Reja, na Argentina.

Sacerdotes:

Jhony Vázquez, da Guatemala

João María Ferreira da Costa, do Brasil

Marcelo Cuervo, da Argentina

Diáconos:

Daniel Limay, da Argentina

Marcelo Oliveira, do Paraguai

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Nota do blog 1: Junte-se à FSSPX na Cruzada de Rosários pelas Missas e pelas Vocações (leia aqui)

Nota do blog 2: Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:

Nota do blog 3: Mais números sobre a FSSPX podem ser vistos clicando aqui.

Nota do blog 4: Perguntas e respostas sobre a FSSPX podem ser vistas clicando aqui.

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

 

UMA CONGREGAÇÃO DE IRMÃS, FUNDADA PARA AJUDAR OS PADRES E ORAR POR ELES

UMA NOVA SUPERIORA GERAL PARA AS IRMÃS DA FSSPX | DOMINUS EST

Fonte: FSSPX Itália – Tradução: Dominus Est

Fundada em 1974 com a tomada de hábito das primeiras religiosas, a Congregação das Irmãs da Fraternidade São Pio X visa ajudar o apostolado dos padres da FSSPX. Seus fundadores, D. Marcel Lefebvre e sua irmã, Madre Marie-Gabriel Lefebvre, eram ambos da Congregação Missionária do Espírito Santo.

Quando a crise da Fé estendeu sua devastação às almas após o Concílio Vaticano II, D. Lefebvre, guiado pela Providência, fundou a Fraternidade Sacerdotal, e depois a Fraternidade das Irmãs, confiando os primeiros passos a Madre Marie-Gabriel. As Irmãs exercem seu apostolado aos pés do altar, com participação no Santo Sacrifício da Missa, da qual retiram o seu espírito de entrega total, e com uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento, intercedendo pelos sacerdotes e pela hierarquia do Igreja. Seguindo Nossa Senhora da Compaixão, sua principal Padroeira, eles se oferecem em união com a Vítima divina para a salvação das almas, e especialmente das almas sacerdotais.

Uma espiritualidade centrada na Santa Missa

A espiritualidade centrada na Santa Missa é alimentada também pelas Horas da Prima, Sexta e Completas (Laudes, Sexta, Vésperas e Completas aos domingos e festas), meditação, leitura espiritual, o rosário. O embelezamento dos lugares e ofícios litúrgicos será a consequência lógica: o estudo do canto gregoriano e da arte floral, a confecção do linho e das vestes litúrgicas fazem parte das suas várias atividades. Religiosas, eles se consagram a Deus com os três votos: de pobreza, castidade e obediência, após dois anos e meio de formação em um dos quatro noviciados. Em seguida, são enviados a uma das 28 comunidades que atualmente formam a Congregação. Lá encontrarão a vida comum, que é para elas um poderoso suporte nas dificuldades e nas alegrias.

O apostolado que nasce da vida interior

O seu apostolado externo nasce da vida interior de união com Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela favorece e completa a dos sacerdotes da FSSPX em seus Priorados, nas Missões, nas escolas, nas casas de retiro, nas casas para idosos, nos Seminários. As Irmãs dedicam-se voluntariamente às incumbências materiais como o ensino nas escolas (disciplinas gerais nas séries elementares, cursos práticos nas séries secundárias), aulas de catecismo (nas escolas ou Priorados), campos e oratórios, visitas a os idosos e os enfermos, às oficinas, à direção dos coros paroquiais, etc., de acordo com os diversos trabalhos realizados. A Casa Matriz é a sede da obra do Catecismo por Correspondência dedicada à Nossa Senhora de Fátima, bem como o secretariado francês da Cruzada Eucarística. Em 2019, a Congregação contava com mais de 180 Irmãs professas (de 18 nacionalidades diferentes), divididas em 10 países: França, Bélgica, Suíça, Alemanha, Itália, Estados Unidos, Argentina, Gabão, República Dominicana e Austrália. Os noviciados, lugares de formação das religiosas, estão localizados na França, Alemanha, Estados Unidos e Argentina.

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