AS MAIS BELAS IGREJAS DA FSSPX – PARTE 3 – SAINT JOSEPH (QUEBEC/CANADÁ)

A FSSPX está presente em 37 países e visita regularmente outros 35. Em suas Missões, uma grande quantidade de Missas, sacramentos, catecismo e formações são oferecidos em casas, salas de hotel, escritórios, zonas rurais, garagens e até mesmo em cabanas de madeira ou sapê, dependendo do local do mundo, mas sempre de modo zeloso e digno.

Porém, em seu apostolado, a Fraternidade também tem a graça de manter várias capelas e lindíssimas igrejas, inclusive centenárias.

No post de hoje veremos uma delas: Saint Joseph, em Québec/Canadá:

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MAS, O QUE É A REVOLUÇÃO?

Jean-Joseph Gaume – Wikipédia, a enciclopédia livreMas o que é a Revolução? Fazer uma pergunta semelhante é evidenciar sua importância.

Se, arrancando a máscara da Revolução, lhe perguntardes: Quem sois? Ela vos dirá: 

Eu não sou o que pensam de mim; Muitos falam de mim, mas poucos me conhecem. Eu não sou nem o Carbonarismo, que conspira na sombra, nem a rebelião que brame nas ruas, nem a mudança da Monarquia em República, nem a substituição de uma dinastia por outra, nem o desvio momentâneo da ordem pública. Não sou nem os urros dos Jacobinos, nem os furores da Montanha, nem o combate das barricadas, nem a pilhagem, nem o incêndio, nem a lei agrária, nem a guilhotina, nem os afogamentos. Eu não sou nem Marat, nem Robespierre, nem Babeuf, nem Mazzini, nem Kossuth. Esses homens são meus filhos, mas eles não são eu. Todas essas coisas são minhas obras, mas elas não são eu. Esses homens e essas coisas são fatos passageiros, e eu, eu sou um estado permanente. 

Eu sou o ódio contra toda ordem religiosa e social não estabelecida pelo homem, e na qual ele não é rei e deus ao mesmo tempo; eu sou a proclamação dos direitos do homem contra os direitos de Deus; eu sou a filosofia da revolta, a política da revolta, a religião da revolta; eu sou a “negação armada” [Nihilum armatum]; eu sou a fundação do Estado religioso e social alicerçado na vontade do homem no lugar da vontade de Deus! Em uma palavra, eu sou a anarquia; pois eu sou ‘Deus destronado e o homem em seu lugar’. Eis porque eu me chamo “Revolução”, ou seja, a “desordem”, pois eu coloco em cima o que, segundo as leis eternas, deve estar em baixo, e em baixo o que deve estar em cima.

Esta definição é precisa: a própria Revolução vai nos provar ao enumerar suas exigências. O que sempre pediu e o que ainda pede a Revolução?

A Revolução sempre pediu, ela ainda pede a destruição da ordem social e religiosa existente. Ela a ataca incessantemente, sobre todos os pontos e de mil maneiras: pela injúria, pela calúnia, pelo sarcasmo, pela violência; ela a chama escravidão, superstição, degradação. Ela quer tudo destruir, a fim de tudo refazer.

Trecho do livro La Révolution, recherches historiques, Tomo I – Mons. Gaume – Tradução: Dominus Est

OCASIÕES EM QUE PARECE NÃO TERMOS MAIS FORÇAS PARA RESISTIR

Fonte: Capela Santo Agostinho

A Providência de Deus é admirável e infinita. Intervém em tudo e tudo faz reverter em glória Sua. Deus fornece aos homens todos os meio necessários para chegarem ao seu fim.  O sol comunica a sua luz e virtude a todo o universo. Sem ele não haveria beleza nem bondade neste mundo corpóreo.

A Providência e a Bondade divinas animam todas as almas para a sua salvação e convidam todos os corações para o seu amor e serviço, sem que ninguém se subtraia às suas celestes influências. Com esta intenção Deus nos fez à Sua imagem e semelhança pela encarnação, depois da qual sofreu a morte para remir e salvar toda a raça humana.

É fora de dúvida que devíamos contemplar cem vezes por dia esta amorosa Providência de Deus que tem sempre o seu coração voltado para nós.

Deus meu, quanto prazer deviam ter as nossas inteligências, nos frequentes pensamentos da vossa divindade, pois que é tão boa, tão bela e tão doce para conosco e tão disposta a comunicar-se soberanamente!

Ah, quanto Deus nos ama! Como nos protege e conduz suavemente! Quer que sejamos seus. Não procuremos pois outros braços para descansar  senão os da Sua Divina Providência. Não espalhemos ao longe a nossa vista e não descansemos o espírito senão n’Ele. Contentemo-nos de sermos governados por ele. Não pensemos tanto em nós e vivamos sempre ao sabor da Sua Divina Providência. Tudo irá muito bem se a nossa alma não seguir outro caminho e os nossos negócios sairão bem quando Deus nos assistir. Pode morrer a criança quando estiver nos braços de um Pai poderosíssimo? Continuar lendo

O TEMPO DE FÁTIMA ACABOU?

Nossa Senhora de Fátima - 13 de Maio

Fonte: Permanencia

A história prova Fátima. A Rússia NÃO se converteu nem está se convertendo!

O tema da minha palestra é: “O tempo de Fátima se encerrou?” Entendo por “tempo de Fátima” o tempo em que a mensagem e os pedidos de Fátima, bem como os eventos que com ela têm fortes ligações, nos trazem sua lembrança, ou lhe fazem alusão, mantêm-se atuais.

Esta aula consiste em duas partes: na primeira, nomearei alguns eventos históricos que aconteceram em datas importantes desde o ponto de vista de Fátima. Na segunda parte falarei porque a Rússia não se converteu nem está se convertendo – um dos pontos-chave para entendermos se o tempo de Fátima se encerrou, ou se ainda o estamos vivenciando. 

Primeira parte: A história prova Fátima. 

Não posso lembrar exatamente a primeira vez que escutei sobre Fátima. Isto ocorreu quando eu ainda era universitário ou quando ainda ia para a escola. Mas sempre me interessei por história e sempre pensei que a história do mundo tem algum propósito (a mensagem de Fátima teve grande dimensão histórica), e também como russo (Fátima teve uma grande relação com a Rússia), desde o começo fascinei-me com os eventos daquela longínqua vila portuguesa no ano de 1917 (ano que eu, como anticomunista convicto desde tenra idade, penso ser o ano mais trágico da história russa), e comecei a refletir sobre o que aquilo significava para a Rússia, para o mundo e para toda a humanidade. O que descobri foi um dos fatores que influenciaram a minha conversão à fé católica. Porém mesmo quando já era católico, durante meus estudos e pesquisas históricas, descobri mais fatos que somente reforçaram minha fé e credo na autenticidade de Fátima. 

Para mim, um dos fatos, ou melhor, série de fatos, é que muitos dos notáveis eventos históricos depois de 1917 aconteceram em “datas de Fátima” (com isso quero dizer os dias 13 dos meses de maio a outubro, com exceção de agosto, em que o dia é 19 – dias das aparições de Nossa Senhora de Fátima) e o fato de que eles provam a propagação dos “erros da Rússia” pelo mundo. Alguns desses eventos são amplamente conhecidos, outros não. Descobri a maioria dos eventos por conta própria, embora depois eu tenha encontrado alguns deles nas obras dos autores chamados “fatimistas”. 

Para relatar todos eles seria necessário escrever um livro, pois não é algo para o formato de uma curta palestra, portanto durante a minha conferência irei me ater  apenas a citar os mais impressionantes e fascinantes e, talvez, alguns pouco conhecidos. 

13 de junho de 1918 – Próximo à cidade russa de Perm, os bolcheviques assassinaram o primeiro membro da família imperial russa, ninguém menos que o grande duque Miguel, em favor do qual o imperador Nicolau II abdicou do trono na primavera de 1917. Embora Miguel não tenha aceitado o trono, de acordo com alguns historiadores e juristas ele foi, de fato, o último detentor do trono russo. A dinastia Romanov começou com Miguel e terminou com Miguel. De certo modo, podemos considerar seu assassinato simbolicamente como o fim da Velha Rússia. O corpo do grande duque até hoje não foi encontrado.  Continuar lendo

UM GESTO NOBRE DE CARIDADE NESSE MÊS?

CAPELA“A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento; não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. (1 Cor 13, 4)

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Sabemos que o mundo que vivemos é movido por ideias, por sonhos, por propósitos que são transformados em realidade por aqueles que, como o(a) senhor(a), lutam, batalham, enfrentam a vida de frente. Por vezes, em busca dessas ideias, podemos nos deparar com circunstâncias desfavoráveis, com reveses, com situações que podem nos desanimar, nos irritar em demasia, que podem fazer com que, ainda que por um pequeno lapso de tempo, pensemos em abandonar tudo.

Nessas horas desfavoráveis, onde tudo parece nos escapar, sempre recorremos ao nosso Pai celestial, clamando por suas bênçãos, por sua proteção e pela força necessária para continuarmos.

Tratando ainda das ideias, há ideias boas e ideias ruins, há ideias que serão benéficas para todos, enquanto que há ideias que trarão prejuízos para muitos. O empreendedor, por exemplo, ao se propor um negócio, visa, além de garantir seu sustento, proporcionar à sociedade algo que gerará renda, riquezas, empregos, bens para todos.

O jovem que quer ser professor, ao se propor tal nobre função, visa, além de realizar seu sonho, seu propósito, transmitir a milhares de jovens conhecimentos que lhes serão valiosos na busca de suas próprias ideias. Continuar lendo

AS MAIS BELAS IGREJAS DA FSSPX – PARTE 2 – LA VISITATION SAINTE CLAIRE (NICE)

A FSSPX está presente em 37 países e visita regularmente outros 35. Em suas Missões, uma grande quantidade de Missas, sacramentos, catecismo e formações são oferecidos em casas, salas de hotel, escritórios, zonas rurais, garagens e até mesmo em cabanas de madeira ou sapê, dependendo do local do mundo, mas sempre de modo zeloso e digno.

Porém, em seu apostolado, a Fraternidade também tem a graça de manter várias capelas e lindíssimas igrejas, inclusive centenárias.

No post de hoje veremos uma delas: La Visitation Sainte Claire, em Nice, na França:

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D. ATHANASIUS SCHNEIDER: “ESTAMOS AGORA TESTEMUNHANDO A CULMINAÇÃO DO DESASTRE ESPIRITUAL NA VIDA DA IGREJA QUE O ARCEBISPO LEFEBVRE JÁ HAVIA APONTADO COM TANTA VIGOR HÁ 40 ANOS.”

Fonte: Corrispondenza Romana – Tradução: Dominus Est

[…] O período após o Concílio nos deu a impressão de que um de seus principais frutos foi a burocratização. Essa burocratização mundana nas décadas seguintes ao Concílio frequentemente paralisou o fervor espiritual e sobrenatural em uma medida considerável e, ao invés da primavera anunciada, chegou uma época de inverno espiritual. Bem conhecidas e inesquecíveis permanecem as palavras com as quais Paulo VI honestamente diagnosticou o estado da saúde espiritual da Igreja após o Concílio: “Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia se sol na história da Igreja. Mas ao invés do sol, vieram as nuvens, a tempestade, a escuridão, a busca, a incerteza. Pregamos o ecumenismo e nos distanciamos cada vez mais dos outros. Buscamos cavar abismos ao invés de preenchê-los. ”(Homilia de 29 de junho de 1972).

Nesse contexto, foi Arcebispo Marcel Lefebvre, em particular (embora não tenha sido o único a fazer), quem  iniciou em uma escala mais ampla e com franqueza similar à de alguns dos grandes Padres da Igreja, a protestar contra o enfraquecimento e a diluição da fé católica, particularmente no que diz respeito ao caráter sacrifical e sublime do rito da Santa Missa, que se espalhava na Igreja, sustentado ou ao menos tolerado também pelas autoridades de alto escalão da Santa Sé. Em uma carta dirigida ao Papa João Paulo II, no início de seu pontificado, o Arcebispo Lefebvre descreve de maneira realista e apropriada, em um breve resumo, a verdadeira magnitude da crise na Igreja. Impressiona a perspicácia e o caráter profético da seguinte afirmação: “O dilúvio de novidades na Igreja, aceito e encorajado pelo Episcopado, um dilúvio que arrasa tudo em seu caminho: fé, moral, Igreja, instituição: não podiam tolerar a presença de um obstáculo, de uma resistência. Tivemos então a oportunidade de nos deixar levar pela corrente devastadora e nos unirmos ao desastre, ou resistir ao vento e às ondas para proteger nossa fé católica e o sacerdócio católico. Não podemos duvidar. Não podíamos hesitar. As ruínas da Igreja estão aumentando: ateísmo, abandono de igrejas, desaparecimento de vocações religiosas e sacerdotais são de tal magnitude que os Bispos começam a despertar” (Carta de 24 de dezembro de 1978). Estamos agora testemunhando a culminação do desastre espiritual na vida da Igreja que o Arcebispo Lefebvre já havia apontado com tanta vigor há 40 anos. […]

Trecho da entrevista de D. Schneider ao site Corrispondenza Romana.

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Nota do Blog: Assim como uma outra entrevista de D. Schneider publicada tempos atrás, sabemos que temos de tomar estas palavras com contrapeso e medida. É positivo que um prelado tenha esta posição em relação à D. Lefebvre, mas há outras coisas com o qual não poderemos concordar.

Mons. Viganó, de forma impressionante, tem se mostrado muito mais firme em relação ao Vaticano II e a crise da Igreja. Vejam esses dois posts recentes:

Rezemos para que os prelados conservadores tenham também o exemplo de Dom Salvador Lazo, que pode ser lida nesse post: DOM SALVADOR LAZO, BISPO EMÉRITO DE SÃO FERNANDO DA UNIÃO (FILIPINAS) – DA TRADIÇÃO CATÓLICA À TRADIÇÃO CATÓLICA

MONS. VIGANÒ, SUAS CARTAS E D. LEFEBVRE

viganoFonte: SSPX Great Britain – Tradução: Dominus Est 

“Calcam, Senhor, o teu povo, e oprimem a tua herança; trucidam a viuva e o peregrino, tiram a vida aos órfãos.” (Sl 94, 5-6) 

Meus caros irmãos,

Há um senso coletivo de que o mundo está à beira de mudanças dramáticas. De certo, a crise do Covid-19 e a recente agitação civil em muitos países – ambos com características de uma sinistra orquestração – tem sido ocasião de um condicionamento social em massa e de uma violação dramática dos direitos religiosos e civis. Lamentavelmente, parece que deve acontecer o mesmo de sempre. A grande mídia está criando expectativas com expressões como “o novo normal”, o colapso econômico é iminente e o Fórum Econômico Mundial – uma organização para os “minions” da Nova Ordem Mundial – lançou uma iniciativa chamada “The Great Reset”, que parece augurar a imposição de um controle individual mais direto, do ecologismo e da cultura da morte em todo o planeta.

“E dizem: Não o vê o Senhor, nem o nota o Deus de Jacob.” (Sl 94, 7) 

Enquanto isso, Deus é ignorado em toda essa agitação e os homens de boa vontade estão sendo manipulados para fazer uma escolha entre apoiar o “novo normal” dos marxistas culturais ou enfrentar a exclusão social e econômica.

“Quem se levantara por mim contra ob malfeitores? Quem estará por mim contra os que praticam a iniquidade?” (Sl 94,16) 

Não podemos perder a esperança, no entanto, o mal que está nos visitando é a ocasião de um grande heroísmo por parte daqueles que se mantêm firmes na fé católica. Os membros da FSSPX sempre se recordam dos atos heróicos do Arcebispo Marcel Lefebvre, seu fundador, para dar um exemplo de fidelidade à fé. Ele enfrentou os malfeitores que fomentaram uma revolução na Igreja e fundou a FSSPX para continuar o trabalho da Igreja através da formação de padres católicos. Continuar lendo

A TRADIÇÃO NA NIGÉRIA: ATUALIZAÇÃO SOBRE O TRABALHO

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Caros amigos benfeitores,

É isso aí ! Graças à sua generosidade, o primeiro edifício está sendo levantado. Trata-se da construção de um grande prédio de 30m x 10m que abrigará o Priorado e, numa primeira etapa, o início de uma escola (3 grandes salas de aula, biblioteca e sala dos professores, 3 escritórios para os Padres) e uma capela temporária (que abrirá no domingo para acomodar 200 ou 300 fiéis). 

A Providência é boa: temos agora um excelente fiel vindo da Alemanha para controlar os trabalhos e estamos muito satisfeitos com a empresa que os iniciou. Infelizmente, como sempre acontece nas construções, os custos são bem superiores ao provisionado, mas podemos perceber a qualidade. Temos condições de pagar pelo trabalho estrutural, mas corremos o risco de faltar dinheiro: eletricidade, encanamento, serralheria, revestimentos…

nigPor isso, contamos com vossa fidelidade para poder concluir o trabalho. É hora de nos apoiar! E com essa alegria de finalmente ver a Missão crescer, junta-se a ordenação de nosso primeiro seminarista, padre Martin Anozie. Que ele seja o primeiro de uma longa série! Acredite que os senhores estão nas orações dele e nas de toda a comunidade.

Padre Peter

Para o Download da Revista SOS África n ° 13, clique aqui

MONS. VIGANÒ EM 2020, MONS. LEFEBVRE EM 1966

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Em resposta à carta de uma religiosa de clausura, em 29 de maio de 2020, Mons. Carlo Maria Viganò, ex-núncio apostólico nos Estados Unidos, fala da atual crise na Igreja como como “a metástase do câncer conciliar“. Esta carta e a resposta de Monsenhor Viganò foram publicadas em 31 de maio por Marco Tosatti em seu blog Stilum Curiæ e traduzidas por Jeanne Smits em 2 de junho.

A afirmação do diplomata romano encontra-se no seguinte parágrafo: “Acredito que o ponto essencial para liderar efetivamente uma batalha espiritual, doutrinal e moral contra os inimigos de Cristo é a certeza de que a crise atual é a metástase do câncer conciliar: se não entendermos a relação de causa e efeito entre o Vaticano II e suas consequências lógicas e necessárias nos últimos 60 anos, não será possível restaurar o timão da Igreja na direção do curso estabelecido pelo timoneiro divino e mantido por 2000 anos. Temos sido catequizados há décadas com seu abominável “não há volta” em questões de liturgia, fé, moral, penitência, ascetismo: hoje também ouvimos repetir servilmente as mesmas expressões na esfera civil, enquanto se tenta doutrinar as massas com a ideia de que “nada será como antes”. O modernismo e o Covid-19 estão ligados pela mesma marca e, para aqueles que tem o olhar no transcendente, não é difícil entender que o pior medo daqueles que querem que acreditemos que a corrida ao abismo é inevitável e imparável, é que podemos não acreditar neles, podemos ignorá-los, desmascarar sua conspiração. Esta é a nossa tarefa hoje: abrir os olhos de muitas pessoas, incluindo clérigos e religiosos que ainda não estabeleceram o panorama geral e que se limitam a olhar a realidade de maneira parcial e desordenada. Depois de fazê-los entender o mecanismo, também entenderão todo o resto.

“Sim, podemos voltar atrás; podemos garantir que os bens dos quais fomos fraudulentamente despojados sejam devolvidos para nós. Mas isso só será alcançado na consistência da doutrina, sem flexibilização, sem abrir mão de nada, sem oportunismo. O Senhor se dignará a conceder-nos uma parte de sua vitória, mesmo que sejamos fracos e sem meios materiais, mas somente se nos abandonarmos completamente a Ele e a Sua Mãe Santíssima.” Continuar lendo

MÊS DE JULHO, DEDICADO AO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE JESUS CRISTO

sangueFoste imolado e resgataste para Deus, ao preço de teu sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça” (Ap 5,9).

Fonte: Fojitas de Fe, 203, Seminário Nossa Senhora Corredentora
Tradução: 
Dominus Est

A Igreja dedica todo o mês de julho ao amor e adoração do Preciosíssimo Sangue de nosso Salvador Jesus. É justo que nós adoremos na santa humanidade de Cristo, com um culto especial, aquelas partes que são mais significativas de algum mistério ou perfeição divina; e assim honramos:

• SEU CORAÇÃO: para prestar culto ao seu amor infinito;

• SUAS CHAGAS: para prestar culto a suas dores e sua paixão;

• SEU SANGUE: para prestar culto ao preço de nossa Redenção.

No entanto, esse culto do Sangue do Salvador assume um caráter festivo no mês de julho e na festa com a qual este mês inicia. Já na Quinta-feira Santa celebramos a instituição da Eucaristia e na Sexta-feira Santa o Sangue de Cristo derramado por nós; mas o acento da celebração centrava-se em sentimentos de dor, de compunção, de contrição. A Igreja volta depois a dar culto à Sagrada Eucaristia na festa de Corpus Christi, e também à Paixão e Sangue do Salvador, mas com maior ênfase nos sentimentos de alegria e triunfo.

Por este culto nós agradecemos a Nosso Senhor a Redenção como uma vitória já obtida, e nos exultamos em tomar parte entre o número dos redimidos, daqueles que foram lavados no Sangue do Cordeiro. E prestamos culto de latria ao Sangue do Redentor, reconhecendo especialmente uma virtude salvadora, como se vê: Continuar lendo

FIDELIDADE À NOVIDADE OU RUPTURA COM A TRADIÇÃO?

Bonifácio VIII, o Papa da Unam Sanctam : “uma outra época”, não é mesmo?

Sobre um artigo no Vatican News

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

No último dia 22 de junho, foi publicado no site de informações do Vaticano, o Vatican.News, um artigo sobre críticas doutrinárias direcionadas diretamente ao Concílio Vaticano II, “não de certa interpretação de alguns textos“, mas dos “próprios textos do Concílio“.

Este texto tem uma perspectiva política eclesial. Essas críticas do próprio Concílio vêm, segundo o autor, dos mesmos “que insistem em opor o papa Francisco a seus predecessores imediatos“. No entanto, questionar o Vaticano II também equivale a repudiar “o magistério de “São” João Paulo II e Bento XVI” cujos atos “representam desenvolvimentos evidentes do último Concílio“. E o artigo apresenta alguns exemplos dessa “verdadeira audácia” dos predecessores de Francisco, que não hesitaram em contestar Bonifácio VIII e sua Bula Unam Sanctam (“era outra época”), Pio VI e a  Mirari Vos de Grégorio XVI, as quais se opõem “ao Concílio Vaticano II com suas declarações: Dignitatis Humanae sobre liberdade religiosa e a Nostra Aetate sobre o diálogo com religiões não-cristãs”. Portanto, sendo lógico, o autor parece insinuar: eles condenam não apenas Francisco e o Concílio, mas também seus dois antecessores …

Este texto tem uma dimensão doutrinal: retoma a censura já dirigida por João Paulo II à D. Lefebvre, acusando os críticos do último Concílio de terem uma noção incompleta do “desenvolvimento da doutrina“, que o papa polonês chamou “Tradição viva”. O artigo também cita D. Lefebvre e “o cisma dos tradicionalistas lefebvristas” como o exemplo de “alguns que não aceitaram os novos avanços e que pararam no tempo“.

É para responder a esse último sofisma oferecemos esse extrato do livro do Padre Gaudron (FSSPX), Catecismo Católico da Crise da Igreja. No Brasil ele pode ser comprado na Livraria Caritatem, Editora Santa Cruz e na Editora Permanencia.

E para ir mais além, convidamos a todos a lerem esta análise do Pe. Gleize, professor do seminário de Ecône.

QUESTÃO 99

  • A Fraternidade Sacerdotal São Pio X tem uma noção falsa da Tradição?

Reprova-se, hoje, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X por ter uma noção por demais estática da Tradição. A Roma Conciliar lhe opõe a “Tradição Viva” (1) – o adjetivo “viva” querendo sugerir que a Tradição pode evoluir como qualquer ser animado. Mas está justamente aí o erro modernista do historicismo: a Verdade doutrinal nunca poderia ser atingida de modo definitivo, mas seria percebida e expressa de modo diferente no curso dos diferentes séculos. Esse erro foi condenado pelos Papas Pio XII e São Pio X.  Continuar lendo

CRISE NA IGREJA: O SACERDÓCIO

Excelente sermão do Revmo. Pe. Samuel Bon, do Priorado São Pio X de Lisboa, por ocasião do IV Domingo depois de Pentecostes 2020, sobre o verdadeiro significado do sacerdócio católico, a sua importância e a sua íntima ligação com o Santo Sacrifício da Missa