DISTRITO ASIÁTICO DA FRATERNIDADE SÃO PIO X: DEUS É FIEL

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

O Deus de paz, em pessoa, vos santifique em tudo, a fim de que todo o vosso ser, o espírito, a alma e o corpo, se conservem sem culpa para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é aquele que vos chamou, o qual fará isso. (1 Tes 5, 23-24)

Devido às dimensões do Distrito da Àsia e do número insuficiente de padres, várias capelas só podem ser visitadas ocasionalmente. Esses fiéis são menos “sortudos” que outros? Deus os abandonou e os esqueceu?

Um evento trágico ocorreu recentemente em um local do distrito, onde a missa é oferecida apenas uma vez por mês: um de nossos fiéis morreu subitamente de um ataque cardíaco. Sim, um evento trágico, mas muito consolador em suas circunstâncias. 

Na noite anterior, a Missa dominical foi oferecida, em uma sala alugada, por um padre da Fraternidade. O Evangelho falava da morte. O catecismo após a missa falava sobre o purgatório. Posteriormente, um dos fiéis abrigou generosamente o padre para jantar e passar a noite em sua casa. Ele gentilmente insistiu em levar a mala do padre ao seu quarto. De manhã, o padre havia recitado parte do Ofício Divino, conforme solicitado pela Santa Madre Igreja. Sem dúvida, o bom Senhor conduziu essas orações pela alma desse cavalheiro que posava ao lado e estava à beira da morte.

No café da manhã, o bom anfitrião disse-lhe que, após a morte de sua mãe muito idosa, ele queria reformar sua casa e usar o andar de cima para uma capela mais permanente da FSSPX, mantendo o térreo para o quarto do padre, o dele e seu escritório. Antes de partir para o aeroporto, o senhor pediu ao Padre que abençoasse sua mãe. O padre respondeu favoravelmente e igualmente abençoou esse bom homem. Eles então entraram no carro para serem conduzidos por outro fiel que acabava de chegar. Continuar lendo

O SANTO SUDÁRIO – UM RETRATO DA PAIXÃO DE CRISTO

Tiago Ferreira da Costa

Acabamos de assistir ao impressionante filme “A Paixão de Cristo” que tem suscitado tanta polêmica. O trabalho que vou apresentar tem por finalidade mostrar como o Santo Sudário de Turim corresponde perfeitamente a tudo que Nosso Senhor sofreu, em sua flagelação, em sua Via Sacra, na sua horrível morte na Cruz. Permanece para nós a imagem rápida, sutil, mas quão bela e verdadeira, do “esvaziamento” do sudário, como o filme nos apresentou. Que seja esta imagem o ponto de partida do nosso estudo.

1 – O objeto Sudário

1.1. – A mortalha

O Sudário é uma mortalha de linho, um tecido de boa qualidade, trançado em “espinha de peixe” no Oriente Próximo; “uma sarja facilmente encontrada nas lojas de Jerusalém no princípio do séc. I”. Mede 4,30 m x 1,10 m e tem estampada a  figura bem esmaecida de um corpo de homem, tanto de frente quanto de costas, em posição de sepultamento. Vêem-se ainda marcas de queimaduras, de dobras e alguns remendos. Muito importante também são as marcas de cor sépia que, à primeira vista, nos leva imediatamente a pensar em sangue emanado das feridas que se pode apenas perceber no corpo, visto a olho nu. Voltaremos a este assunto mais à frente, pois ele tem uma importância capital. 

O quadro de Giovanni Battista della Rovere nos mostra com muita propriedade como os judeus costumavam preparar o morto para o enterro, envolvendo-o numa mortalha comprida que passava por baixo, pelas costas, dobrava pela cabeça e voltava novamente cobrindo a parte da frente do corpo. Esta a razão dos 4,30 m de comprimento. (Continue a leitura)

1.2 – Um pouco de história 

Através de gravuras, quadros e manuscritos antigos que nos contam histórias de nobres, cavaleiros e até saqueadores, pode-se traçar com certa precisão um roteiro por onde teria andado o sudário desde a morte de Cristo até o ano de 1356, em Lirey.  Continuar lendo

UM BELO EXEMPLO SOBRE A ORAÇÃO, TÃO NECESSÁRIA ÀS VOCAÇÕES RELIGIOSAS

323 VOCAÇÕES RELIGIOSAS – A ORAÇÃO FAZ MILAGRES 

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Grande é, na verdade, a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a sua messe.” (Lc. 10, 2).

Em 1881, as mulheres de Lu (Monferrato), uma pequena cidade ao norte da Itália, levaram muito a sério essa exortação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Toda semana elas se reuniam em sua igreja rezando junto com seu pároco em frente ao Sacrário para pedir vocações religiosas. Além disso, rezaram com essa intenção todo primeiro domingo do mês após receber a Santa Comunhão, e no final da Missa, rezavam juntas a seguinte oração:

“Oh Senhor, dei-me a graça de que um dos meus filhos se torne sacerdote. Eu mesma quero viver como uma boa cristã e instruir meus filhos para todo o bem, para que eu consiga a graça de poder oferece- Lhe, ó Senhor, um santo sacerdote.”

Deus escutou aquelas súplicas como ninguém havia esperado: dentro de algumas dezenas de anos, havia na pequena cidade de Lu, que contava com apenas 3.000 habitantes, 323 vocações religiosas, entre eles: 2 bispos, 152 padres e 171 religiosas. O mais conhecido dos sacerdotes é Filipo Rinaldi, que fora o terceiro sucessor de São João Bosco na direção da Ordem dos Salesianos.

A Santa Igreja precisa de muitos santos sacerdotes. Como isso pode ser acontecer? Nosso Senhor nos dá a solução: “Grande é a messe“, diz Ele, “mas os operários são muito poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a sua messe“. Há, portanto, uma solução para a falta de sacerdotes; um remédio eficaz. Não importa a idade que tenhamos, sempre podemos contribuir efetivamente para a obtenção de santos sacerdotes: é necessário rezar, rezar ao Deus bom todos os dias, para que ele possa enviar operários à sua messe. Se não temos padres é, sobretudo, porque não rezamos o suficiente para obtê-los.

ORAÇÃO PARA PEDIR VOCAÇÕES RELIGIOSAS

O Pai Nosso Sacerdotal:

Pai nosso que estais no céu …

Para que Vosso nome seja santificado, para que sejais conhecido e amado por todos os homens … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.

Para que o Vosso Reino venha e para que a Igreja se expanda por toda a face da Terra … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.

Para que todos conheçamos Vossa Vontade e possamos cumpri-la … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.

Para que todos os homens tenham sempre à sua disposição o Pão Diário: a Santa Eucaristia e que saibam aproveitá-la … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.

Para que possamos obter o perdão de Deus no Tribunal da Penitência e para que, em todos os lugares, reine a santa caridade e a paz… DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.

Para que possamos resistir às tentações, aos ataques e às seduções do demônio … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.

Para que sejamos livres de todo mal e cheios de todo bem … DAI-NOS SANTOS SACERDOTES.

Padre Lionel Héry 

Oh, Jesus, eterno Pastor das almas,
dignai-Vos enxergar com olhos de misericórdia
para esta porção do seu amado rebanho.
Senhor, gememos na orfandade,
dai-nos vocações, dai-nos sacerdotes e religiosos santos.
Pedimos isso através da intercessão de Vossa Mãe Imaculada, Santa Maria de Guadalupe.
Ó Jesus, dai-nos sacerdotes segundo vosso coração. Amém

Senhor, dai-nos sacerdotes
Senhor, dai-nos santos sacerdotes
Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes
Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas
Senhor, dai-nos famílias católicas

São Pio X, rogai por nós

HISTÓRIA DA POLIFONIA SACRA

Pe. Gustavo Camargo, FSSPX

Introdução

As seguintes anotações são, em sua maioria, resumos de diferentes livros de música que, por interesse pessoal, fui fazendo ao longo dos anos. Têm valor de resumo somente. São poucas as apreciações pessoais. É que me parece interessante primeiro conhecer o aspecto histórico do desenvolvimento da música, especialmente da música sacra, através dos séculos, para só depois estudar mais a fundo a sua essência mesma, a sua linguagem. 

Para a parte histórica, os resumos foram feitos sobretudo com base em História da Música, de Franco Abbiati (Edições Uteha, em cinco tomos). São poucas as citações entre aspas desta obra. Em geral, resumi a ideia com minhas próprias palavras. Mas a substância vem toda dela [N. do T.: da obra].

São Pio X, em seu Motu Proprio Codex musicae sacrae juridicus, diz que: “(…) o canto gregoriano considera-se, de certo modo, como o mais elevado ideal da música sacra, de maneira que, com razão, se pode assentar como geralmente válida a seguinte regra: uma obra musical que seja apropriada para o uso religioso será tanto mais sagrada e litúrgica, quanto mais, por sua posição, espírito e irradiação, aproximar-se do ‘melos’ gregoriano. Pelo contrário, será menos adequada ao serviço divino quanto mais afastar-se desse modelo”. 

Segundo São João da Cruz, a realização artística deve ser simples, pura, evocadora e despojada – para ser pura e simples – para conduzir a alma a Deus sem retê-la no gozo estético1. A arte na liturgia, como acessório que é do culto, deve subordinar-se estritamente a seu fim, a sua função. Será, pois, mais própria para a liturgia, a música que, ao ser escutada nas funções religiosas, não inclinar o ouvinte a deter-se nela, a estancar-se no gozo estético que produz; senão a levar sua alma, através desse gozo, ao recolhimento, à oração e a dispor-se para melhor receber as graças de Deus.

Tendo isso em conta, vejamos agora, pois, essa música que nasceu junto do templo sagrado, para dar mais esplendor e beleza às suas cerimônias, ajudando a piedade e a elevação das almas. Neste aspecto, a “economia de meios” é muitas vezes bastante útil para transmitir a “mensagem” inerente a toda arte. Ela faz com que a parte material, não sendo tão grande, permita expressão mais pura do elemento formal, cuja natureza é intelectual. Em outras palavras: os aspectos materiais da música são a melodia, a harmonia e o ritmo; estes elementos, se demasiado abundantes, sufocam a mensagem da música litúrgica – inspirar piedade. Portanto, a economia de meios, i. e., a sobriedade, muitas vezes permite à arte transmitir a sua mensagem mais puramente2. A moderação caracteriza toda a polifonia sagrada, e, mais especialmente, segundo São Pio X, a Palestrina, considerado o principal compositor da idade de ouro da polifonia clássica, como veremos adiante. Continuar lendo

D. FELLAY CONFERE ORDENAÇÕES DAS ORDENS MENORES A 17 SEMINARISTAS NOS EUA

Na manhã de sábado, 18 de abril, Mons. Bernard Fellay celebrou a Missa anual de Ordenação das quatro Ordens Menores e do Subdiaconato.

Fonte: St. Thomas Aquinas Seminary  – Tradução: Dominus Est

No sábado de Páscoa, comumente chamado Sabbato in Albis, D. Fellay ordenou 13 seminaristas nas Ordens Menores: 3 para as Ordens de Hostiário e Leitor e 10 para as Ordens de Exorcista e Acólito. Outros 4 seminaristas deram o passo decisivo para as ordens maiores ao receberem o Subdiaconato.

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O Hostiário é encarregado de guardar e cuidar da igreja e o Leitor da catequese. O Exorcista recebeu o poder de expulsar demônios em nome de Cristo. O Acólito dá mais um passo aproximando-se do altar, em sua participação no Santo Sacrifício e é especialmente chamado à levar a luz de Cristo aos fiéis por meio de seus ensinamentos e exemplos.

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Aqueles que recebem o Subdiaconato fazem sua perpétua e irrevogável entrega de si a Deus e Sua Igreja. O passo, que é dado em seu rito de ordenação, simboliza sua completa e total renúncia a tudo o que não é de Cristo e sua resolução de não participar de nada além do que Lhe diz respeito. O Subdiácono se afasta, para sempre, das coisas do mundo e compromete-se exclusivamente a Cristo e Sua Noiva Imaculada, a Igreja. Com essa entrega voluntária, o Subdiácono está vinculado a uma vida de perfeita castidade e à recitação diária do Ofício Divino, unindo sua própria oração às orações de todo o Corpo Místico. O Subdiácono também sobe os degraus do altar onde assiste diretamente o Diácono durante a Missa e derrama, no cálice, a gota de água durante o ofertório.

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Antes de conferir as ordens, D. Fellay lembrou aos ordenandos:

“Esses passos que a Igreja oferece, esses sete passos em direção à ordenação sacerdotal devem nos lembrar a majestade desse chamado. A infinita majestade de Deus e do Santo Sacrifício exigem essa reverência, essa preparação, passo a passo em direção ao altar.”

Em meio a esse tempo de incertezas, agradeçamos a Deus por Seus muitos dons, mas principalmente pelo dom das vocações sacerdotais.

NOTA DO BLOG: Sobre as Ordens na Igreja, leiam esse post sobre o assunto: AS ORDENS SAGRADAS

PANDEMIA, IGREJA E ESTADO – A HIERARQUIA DOS BENS

Breve considerações para os tempos de epidemia

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

“É por isso que, do mesmo modo que a ninguém é lícito descurar seus deveres para com Deus, e que o maior de todos os deveres é abraçar de espírito e de coração a religião, não aquela que cada um prefere, mas aquela que Deus prescreveu e que provas certas e indubitáveis estabelecem como a única verdadeira entre todas, assim também as sociedades não podem sem crime comportar-se como se Deus absolutamente não existisse, ou prescindir da religião como estranha e inútil, ou admitir uma indiferentemente, segundo seu beneplácito.” (1) .

1 – Essas fortes palavras do Papa Leão XIII não são a expressão de uma visão retrógrada, pois o Vigário de Cristo designa o próprio princípio da ordem social cristã, ordem necessária para uma expressão da sabedoria divina. O Cardeal Billot deu a justificação teológica para isso na segunda parte de seu Tratado sobre a Igreja (2).

2 – Essa ordem encontra sua profunda raiz na própria natureza do homem e em sua elevação gratuita a uma ordem sobrenatural. Os bens exteriores ao homem (as riquezas) são ordenados ao seu bem-estar corporal e o bem-estar corporal do homem é ordenado ao seu bem-estar espiritual natural, ou seja, ao bem natural de sua alma, e este bem natural da alma está, de alguma forma, ordenado ao fim último sobrenatural, à união sobrenatural do homem com Deus, pela qual a Igreja é responsável. É nessa medida exata em que o bem natural da alma é a condição necessária, embora não suficiente, do bem sobrenatural, uma vez que a graça pressupõe a natureza. Essa hierarquia de bens resulta na hierarquia dos poderes que cabe a eles adquirir (3).

3 – O poder do Estado tem (entre outros) em sua ordem própria, preservar a saúde pública (que é o bem do corpo) e de neutralizar para isso os efeitos nocivos de uma doença contagiosa. O poder da Igreja tem por fim, em sua ordem própria, assegurar o exercício do culto devido a Deus e determinar para isso, por meio de preceito, as condições concretas da santificação do domingo. Por serem distintas, cada um em sua própria ordem, o poder do Estado e o poder da Igreja não devem estar separados (4), porque o bem que cabe ao Estado não é, de fato, um fim último; ele mesmo é ordenado ao fim de ordem sobrenatural. Santo Tomás explica isso muito claramente no De Regimine, livro I, capítulo XV: “É o Papa quem cuida do fim último, a quem deve estar sujeito aqueles que cuidam dos fins intermediários, e é por suas ordens que eles devem ser direcionados”. (N ° 819). O Papa, portanto, exerce um poder “arquitetônico” em relação aos chefes de Estado e essa expressão significa que o Papa é responsável pelo fim último, segundo o qual os chefes de Estado são obrigados a organizar todo o governo da sociedade.

4 – A saúde, que é um dos principais aspectos do bem-estar corporal do homem, nada tem a ver com a santidade, pois é ordenada de alguma maneira ao exercício do culto e à santificação do domingo. Com efeito, mesmo que não seja necessário ter uma boa saúde para ser um santo e mesmo que alguém possa ser um santo sem ter uma boa saúde, normalmente, para poder ir à missa no domingo, um dos pré-requisitos é ter uma boa saúde. O papel do Estado é, portanto, preservar a saúde pública (e neutralizar uma epidemia) para assim oferecer a melhor condição para o exercício do culto, pelo qual a Igreja é responsável, e tornar ordinariamente possível a santidade. O Papa Leão XIII diz, com efeito, que “em uma sociedade de homens, a liberdade digna do nome consiste em que, com o auxilio das leis civis, possamos viver mais facilmente segundo as prescrições da lei eterna” (5). O Estado está, portanto, nessa questão, como em qualquer outra, na dependência da Igreja e subordinado a ela na medida exata em que seu papel é colocar o bem temporal, pelo qual é responsável, a serviço do bem eterno, cujo o Igreja é responsável. “O temporal“, diz Billot, “deve garantir que não haja impedimento à realização do espiritual e deve estabelecer indultos sob as quais pode ser obtido em completa liberdade“. E ele acrescenta que o fim temporal “não deve colocar nenhum obstáculo ao fim espiritual, e, se ele vir a se opor, deve favorecer o espiritual, mesmo à custa de seu próprio detrimento”(6). Palavras surpreendentes aos olhos da razão, mas palavras verdadeiras aos olhos da razão iluminada pela fé. Porque “é melhor entrar com um olho na vida eterna do que ser lançado com dois olhos no fogo do inferno”(7) . Continuar lendo

HITLER QUERIA SEQUESTRAR O PAPA: O PLANO SECRETO DO VATICANO PARA PROTEGER PIO XII

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Documentos inéditos dos arquivos da Gendarmeria Pontifícia revelam o plano secreto implementado para defender a Santa Sé e “exfiltrar” o Papa Pio XII, no caso de uma ocupação do Vaticano. 

Entre 8 de setembro de 1943 – data da ocupação de Roma pelos alemães – e a libertação da Cidade Eterna, em 4 de junho de 1944, o Vaticano se viu nos olhos de um ciclone. Esse período é destacado pelo historiador Cesare Catananti em seu livro Il Vaticano nella tormenta, publicado pelas edições San-Paolo, em 17 de janeiro de 2020.

Por meio de documentos que ele pôde, excepcionalmente, consultar na sede da gendarmeria papal, o historiador demonstra que o chanceler alemão havia planejado a invasão dos 44 hectares do Vaticano, bem como o sequestro do soberano pontífice. Ele seria deportado então para Munique ou para o Liechtenstein. 

O secretário de Estado, tendo sido informado sobre esse projeto, colocou em prática um verdadeiro plano de guerra. O Vaticano montou uma barricada: reforço das grandes portas com monumentais barras e sacos de areia, organização da defesa pela guarda suíça, fornecimento de água e comida para se preparar para um longo cerco. 

Se Hitler não recuasse por nada e decidisse enviar seus panzers para romper a muralha, não havia problema, o plano de defesa previa uma redistribuição tática nos palácios apostólicos, com, como fase final, um corpo a corpo sangrento com a guarda nobre, à porta do apartamento pontifício, onde o agressor pensaria ter encontrado o soberano pontífice. 

O tempo ganho por uma luta tão heróica e desesperada seria usado para permitir que o sucessor de Pedro e seus familiares chegassem à torre gregoriana – também chamada Torre dos Ventos – localizada ao norte da Basílica do Vaticano. Através de passagens secretas, todos poderiam chegar rapidamente a um lugar seguro, com o apoio do MI9 britânico. 

A invasão não ocorreu, mas a história está cheia de reviravoltas. Em junho de 1944, na época da libertação de Roma, Pio XII abriria a muralha leonina aos soldados alemães – os mesmos que deveriam pegá-lo alguns meses antes – a fim de protegê-los das represálias de uma população exacerbada e com sede de vingança. 

REVISTA PERMANÊNCIA 297 – TEMPO DA QUARESMA 2020 – ACESSO GRATUITO

Devido à situação atual de bloqueio no Rio de Janeiro, não conseguiremos entregar a Revista Permanência senão com grande atraso. Sendo assim, decidimos disponibilizá-la excepcionalmente pela internet a todos nossos leitores. 

Clique na imagem acima, ou nesse link para acessar. 

São mais de 200 páginas de formação católica.

Enviem para os amigos, divulguem nosso trabalho e assinem nossa revista

OPERAÇÃO MEMÓRIA: O MAGISTÉRIO DA IGREJA E A POLÍTICA

Resultado de imagem para VATICANOEm tempos de tamanha desorientação espiritual, a área mais atacada depois da Verdadeira Religião é a política, pois é por ela que se ordena arquitetonicamente as demais práticas da sociedade tendo como fim o bem humano último, que é a bem-aventurança. Sabedora disso, a Igreja não desamparou seus fiéis e, ao longo de séculos tão turbulentos como têm sido estes após a Revolução Francesa, houve uma profusão de grandes orientações do Magistério autêntico para orientar o fiel nesse mar revolto que se tornou a sociedade. Abaixo seguem algumas dessas Encíclicas traduzidas por nós especialmente aqui para o blog:

1 – Diuturnum Illud – A origem do poder civil (Leão XIII)

Nesta primeira encíclica do corpus politicum leonianum explica-se as questões relacionadas à origem do poder e às obrigações dos súditos em relação aos governantes.

2 – Il Fermo Proposito – Para o estabelecimento e desenvolvimento da Ação Católica (São Pio X)

Aqui, São Pio X delimita o campo de ação do católico na sociedade. “Qual deve sê-lo?” “Como deve estar munido o católico?” “O que é verdadeiramente ação política?“ são algumas das perguntas que são respondidas.

3 – Ubi Arcano Dei Consilio – A busca da Paz de Cristo no Reino de Cristo (Pio XI)

Após a Primeira Guerra Mundial, o mundo estava em escombros. Tudo estava desarrumado. Alguma direção precisava ser dada. Eis então que vem essa primeira encíclica de Pio XI que serve doutrinalmente como prefácio da Quas Primas.

4 – Quas Primas – Sobre Cristo Rei (Pio XI)

Segundo o Padre Álvaro Calderón, FSSPX, essa encíclica é nada mais nada menos que a Carta Magna da Cristandade. Ela vem coroar esse grande esforço iniciado por Bonifácio VIII com a Bula Unam Sanctam (1302) e que teve seu primeiro grande arranque com Gregório XVI na Encíclica Mirari Vos já no mundo pós-Revolução (1832).

TRATADO DO MINISTÉRIO ECLESIÁSTICO

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TRATADO DO MINISTÉRIO ECLESIÁSTICO (escrito em 1863)

Padre Emmanuel Marie André (Abade do Mosteiro de Nossa Senhora da Santa Esperança)

Mesnil-Saint Loup — França

[Nota da Permanência: O Padre Emmanuel-André já é conhecido dos nossos leitores e fiéis, pelos livros editados pela nossa editora. Agora apresentamos um curto, porém denso Tratado sobre a vida sacerdotal, seu fundamento, sua santidade, e também seus desvios. Que todos os nossos leitores possam aproveitar de tão belo texto e pedir muito à Virgem Maria que nos envie muitos santos padres, fiéis à Tradição, fiéis à Santa Igreja, fiéis ao Sangue derramado por Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a Cruz.]

FESTA DE SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM MARIA

abcAcesse a leitura da Festa de São José, por Santo Afonso de Ligório, clicando na imagem acima.

Outras excelentes leituras sobre São José são:

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Para acessar todos os posts publicados relacionados ao glorioso São José, clique aqui.

CARTA DO SUPERIOR GERAL AOS FIÉIS EM TEMPOS DE EPIDEMIA

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Carta do Pe. Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, dirigida a todos os fiéis confinados em seus lares e que não têm mais acesso à Santa Eucaristia, devido à epidemia do coronavírus.

Caríssimos fiéis,

Neste momento de provação, certamente difícil para todos vós, gostaria de vos dirigir algumas reflexões.

Não sabemos quanto tempo durará a situação atual, nem, sobretudo, como as coisas evoluirão nas próximas semanas. Diante dessa incerteza, a tentação mais natural é buscar desesperadamente garantias e explicações nos comentários e hipóteses dos mais instruídos “especialistas”. Muitas vezes, no entanto, essas hipóteses – atualmente abundante por todos os lados – se contradizem e aumentam a confusão, em vez de trazer um pouco de serenidade. Sem dúvida, a incerteza é parte integrante desta prova. Cabe a nós saber como tirar proveito disso.

Se a Providência permite uma calamidade ou um mal, sempre o faz para obter um bem maior que, direta ou indiretamente, incide sempre  em nossas almas. Sem essa premissa essencial, corremos o risco de nos desesperar, porque uma epidemia, uma outra calamidade ou qualquer provação sempre nos acharão insuficientemente preparados.

Neste ponto, o que Deus quer que entendamos? O que Ele espera de nós nesta Quaresma em particular, quando Ele parece ter decidido quais sacrifícios devemos fazer?

Um simples micróbio é capaz de colocar a humanidade de joelhos. Na era das grandes conquistas tecnológicas e científicas, é, sobretudo, o orgulho humano que ele coloca de joelhos. O homem moderno, tão orgulhoso de suas realizações, que instala cabos de fibra ótica no fundo dos oceanos, constrói porta-aviões, usinas nucleares, arranha-céus e computadores, que depois de pisar a lua continua sua conquista até Marte, este homem é impotente diante de um micróbio invisível. O alvoroço midiático nos últimos dias e o medo que podemos ter disso não devem nos fazer perder esta lição profunda e fácil de entender, para os corações simples e puros que examinam com fé os dias atuais. A Providência ainda hoje ensina por meio de eventos. A humanidade – e cada um de nós – tem a oportunidade histórica de retornar à realidade, à realidade e não ao virtual, composto de sonhos, mitos e ilusões.

Traduzida em termos evangélicos, esta mensagem corresponde às palavras de Jesus que nos pede para permanecermos unidos, o mais próximo possível, a Ele, porque sem Ele nada podemos fazer ou resolver, qualquer problema que seja (cf. Jo 15, 5). Nossos tempos incertos, a expectativa de uma solução, o sentimento de nosso desamparo e de nossa fragilidade devem nos encorajar a buscar Nosso Senhor, implorar-Lhe, pedir Seu perdão, rezar a Ele com mais fervor e, acima de tudo, abandonar-nos a Sua Providência.

A isto se acrescenta a dificuldade, ou mesmo, a impossibilidade de participar livremente da Santa Missa, o que aumenta a dureza dessa provação. Mas resta, em nossas mãos, um meio privilegiado e uma arma mais poderosa que a ansiedade, a incerteza ou o pânico que podem causar a crise do coronavírus: trata-se do Santo Rosário, que nos liga à Santíssima Virgem e ao céu.

Chegou a hora de rezar o rosário em nossas casas de forma mais sistemática e com mais fervor do que o habitual. Não percamos nosso tempo diante das telas e não se deixemos dominar pela febre midiática. Se tivermos que observar o confinamento, aproveitemos a oportunidade para transformar nossa “prisão domiciliar” em uma espécie de feliz retiro familiar, durante o qual a oração encontre seu lugar, seu tempo e a importância que merece. Leiamos os Evangelhos por completo, meditemo-los calmamente, escutemo-los em paz: as palavras do Mestre são as mais eficazes, porque alcançam facilmente a inteligência e o coração.

Agora não é o momento de deixar o mundo adentrar nossos lares, agora que as circunstâncias e as ações das autoridades nos separam do mundo! Tiremos proveito dessa situação. Demos prioridade aos bens espirituais que nenhum germe pode atacar: acumulemos tesouros no céu, onde nem os vermes nem a ferrugem nos destroem. Pois onde está nosso tesouro, alí está também nosso coração (cf. Mt 6, 20-21).

Aproveitemos a oportunidade de mudar nossas vidas, conscientes de como nos abandonar à Providência divina. E não nos esqueçamos de rezar por aqueles que estão sofrendo nesse momento. Devemos recomendar ao Senhor todos aqueles a quem o dia do julgamento se aproxima, e pedir-Lhe que tenha misericórdia de tantos contemporâneos nossos que permanecem incapazes de tirar boas lições dos acontecimentos atuais para suas almas. Rezemos para que, uma vez superada as provações, eles não voltem à sua vida anterior, sem mudar nada. As epidemias sempre serviram para trazer os tíbios à prática religiosa, ao pensamento de Deus, à detestação do pecado. Temos o dever de pedir essa graça a cada um de nossos conterrâneos, sem exceção, incluindo – e acima de tudo – aos pastores que não têm espírito de fé e que não sabem mais discernir a vontade de Deus.

Não desanimemos: Deus nunca nos abandona. Saibamos meditar nas palavras cheias de confiança que nossa Santa Madre Igreja coloca nos lábios do sacerdote em tempos de epidemia: “Ó Deus que não quereis a morte, mas a conversão dos pecadores, volvei com bondade ao vosso povo que se volta para Vós e, enquanto fiel a Vós, livrai-o com misericórdia do flagelo de Vossa cólera ”.

Recomendo a todos ante o Altar e à paternal proteção de São José. Que Deus vos abençoe!

Pe. Davide Pagliarani +

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Leiam também o post do Sermão do Pe. Puga: CORONAVÍRUS: UMA VISÃO SOBRENATURAL

 

ATENÇÃO!!! O SORTEIO DO ORATÓRIO ESTÁ CHEGANDO (29/03) – PARTICIPE E AJUDE-NOS!!!

Prezados amigos, fiéis, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Estamos finalizando mais uma Ação em prol da “Campanha de nossa Capela”, para honra e glória de Nosso Senhor e de Sua Santa Igreja, e por isso contamos com sua generosidade nessa “reta final”.

Lembrando a todos, é uma “Ação entre amigos, fiéis, leitores e benfeitores”, onde sortearemos esse belíssimo oratório aos que quiserem e puderem nos ajudar.

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Esse oratório mede 1,20m de altura x 0,60m de largura. Um trabalho incrível!

O VALOR DE CADA NÚMERO É DE R$15,00 E AS VENDAS POR EMAIL TERMINAM DIA 26/03

Para isso, é necessário que:

1 – Façam o depósito/transferência do valor correspondente à quantidade de números que estão comprando na conta abaixo (também pode ser feito nas lotéricas);

ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA E CULTURAL SÃO PIO X
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Agência. 1374
Conta Poupança: 401124-3 (Operação: 013)

CNPJ: 09.385.198/0001-43

2 – Enviem o comprovante, os dados do benfeitor (Nome, Endereço completo e telefone)  e também o(s) número(s) correspondente(s) que escolherem, entre 1 e 1500 (que estão disponíveis NESSA PLANILHA), para o email: capela@catolicosribeiraopreto.com

O sorteio será após a Missa do dia 29/03 e será feito pelo padre responsável pela nossa Missão, Pe. Carlos Herrera.

Se quiserem saber mais sobre a Campanha de nossa capela, clique aqui.

Os que, por ventura, não puderem adquirir seu(s) número(s), pedimos que, por caridade, rezem por nós, pela intercessão de São José e Nossa Senhora, a quem tanto pedimos.

Contamos com a colaboração de todos.

NOVO SUPERIOR DO DISTRITO DA AMÉRICA DO SUL: PADRE JOAQUÍN CORTÉS

Fonte: FSSPX Sud-América – Tradução: Dominus Est

Perto de completar seu mandato de 6 anos, o Revmo. Pe. Mario Trejo anunciou oficialmente, por carta circular, quem seria seu sucessor. O Revmo. Pe Joquín Cortés, seu primo, assumirá o cargo em agosto deste ano. Fica tudo em família…!!

Queridos fiéis:     

Chegando ao fim do meu mandato, tenho a alegria de anunciar-lhes que o Pe. Joaquín Cortés foi nomeado Superior do Distrito da América do Sul pelo Superior Geral (Pe. Davide Pagliarani). Ele assumirá o novo cargo em 15 de agosto próximo.

O Pe. Cortés, ordenado em La Reja em 1999, exerceu o sacerdócio como Prior de Santiago do Chile e de Mendoza, na Argentina. Por mais de um ano, foi meu colaborador mais próximo, junto com o Pe. Rubio, nos destinos do Distrito. Nos seus vinte anos de sacerdócio, realizou um magnífico apostolado, como bem atestam os fiéis dos Priorados mencionados.

De minha parte, não me despedirei muito, porque também tenho a alegria de lhes dizer que ficarei nessas terras (Argentina) ocupando o lugar do Padre Cortés em Mendoza. Depois de longos anos de grandes preocupações, graças à Providência e ao nosso Superior Geral, poderei descansar trabalhando em um Priorado digno de admiração pela dedicação de seus fiéis e sua vida paroquial.

Aproveito esta oportunidade para agradecer-lhes, de todo o coração, pela constante generosidade com as obras de nosso amado Distrito e os exorto a continuarem colaborando estreitamente com essa grande família sacerdotal fundada por esse herói da fé e amor pela Igreja, como foi o Mons. Marcel Lefebvre.

Com minha gratidão e bênção,  

Padre Mario Trejo +

Casa María Rainha, 8 de março de 2020

CORONAVÍRUS: UMA VISÃO SOBRENATURAL

[Nota da Permanência: reproduzimos a seguir nossa tradução do belíssimo sermão do Pe. Denis Puga – FSSPX, dado no sábado passado (7/3/20) na igreja de Saint Nicolas-du-Chardonnet, Paris, após a “Missa votiva para tempos de epidemia”]

Caríssimos fiéis,

Desde tempos imemoriais, sempre foi prática da Igreja, em tempos de calamidade pública, recorrer ao Senhor, especialmente em tempos de epidemia. Sem dúvida, esta não é a primeira e nem será a última na história da humanidade. Mas, as epidemias sempre têm algo de inquietante, já que, como os demônios, você não pode ver o que está atacando você. E assim a Igreja se volta para o bom Deus, especialmente por meio dessa missa muito antiga, que celebramos para pedir a Ele que nos proteja do mal.

O que a Igreja pede a Deus?

O que a Igreja pede com essas orações? Ela certamente pede a Deus que afaste de nós essas doenças; e, se fomos infectados, que nós as vençamos; e, se é chegada a hora da nossa morte, que nos encontre preparados. Mas não só isso: ela pede ainda a luz de Deus para que, durante esses períodos que são sempre especiais, muitas vezes marcados pela desordem social, o católico manifeste a sua fé e a sua virtude, posta à prova pela falta de confiança, egoísmo e falta de caridade. Ela também pede auxílio para todos aqueles que, especialmente entre os católicos, terão que cumprir nesses tempos seu dever de estado de modo cristão. Tenho em mente especialmente os médicos, as enfermeiras e todos aqueles que cuidam dos doentes, pois sempre foi uma das missões da Igreja cuidar dos que sofrem e dos doentes.

A Igreja também ora pelas autoridades públicas, porque esse tipo de provação, esse tipo de calamidade, exige que sejamos governados de maneira justa, com prudência, com sabedoria, mesmo se não compactuamos — longe disso — com todas as posições e opiniões daqueles que nos governam. Há momentos em que devemos pedir ao bom Senhor, como São Pedro disse tão bem, que os ilumine para que possamos nos submeter a sábios mandamentos.

O sentido desses acontecimentos

A Igreja também pede para que entendamos o significado desses eventos. Nossa primeira reação deve ser um reflexo do olhar sobrenatural e aqui, talvez o mais preocupante, caríssimos fiéis, nos dias que correm, não é tanto essa epidemia, não é tanto o que está acontecendo, mas ver que o medo entrou na Igreja, e com ele a preocupação e a falta de fé. Continuar lendo

ENTREVISTA DE MONS. ATHANASIUS SCHNEIDER: “…NO FUTURO, NÓS VAMOS AGRADECER A ELE (D. LEFEBVRE) POR TER FEITO ISSO…”

Entrevista de Mons.. Athanasius Schneider ao Dr. Taylor Marshal que, entre várias coisas, falaram sobre a FSSPX.

“Claro que para nós, não é nenhuma novidade, e nunca acreditamos na validade de quaisquer penas que supostamente foram-nos impostas. No entanto, é importante ver o Visitador Apostólico da FSSPX pedir aos Bispos para não serem INJUSTOS e LEGALISTAS, e lembrar-se que o primeiro princípio do Direito Canónico é a salvação das almas, e não o cumprir normas da Lei positiva eclesiástica, simplesmente por cumpri-las.

Temos a experiência de 50 anos neste combate. Sabemos que temos de tomar estas palavras (de Mons. Schneider) com contrapeso e medida. É positivo que um prelado tenha esta posição em relação à FSSPX, mas há outras coisas com o qual não poderemos concordar.” (Pe. Samuel Bon, FSSPX)

O MILAGRE DO SOL

Neste episódio o Sr. Bernardo Motta fala sobre as aparições de Fátima, em especial sobre o milagre do Sol. O Bernardo é católico, casado, pai de 3 filhos e Engenheiro de profissão, dedica o seu tempo livre ao estudo de Fátima, tanto do milagre, como mais recentemente do segredo “em três partes”. Uma conversa muito boa, feita pelo telefone, onde é possível perceber a paixão do Bernardo pelo tema. Mais do que paixão, salientamos que a mensagem de Fátima é uma mensagem de conversão, pessoal, da Igreja, do clero. Penso que o Bernardo explica tudo em detalhe!

TOMADAS DE BATINA E TONSURAS EM 3 SEMINÁRIOS DA FSSPX NO HEMISFÉRIO NORTE

Seminário de Flavigny, França

D. Bernard Fellay entregou o hábito eclesiástico a 8 seminaristas, todos franceses.

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Seminário de Zaitzkofen, Alemanha

D. Alfonso de Galarreta, bispo auxiliar da Fraternidade São Pio X e primeiro Assistente Geral, entregou o hábito eclesiástico a 9 candidatos: 5 suíços, 3 alemães e 1 polonês.

Ele também concedeu a tonsura a outros 5 candidatos: 2 austríacos, 1 alemão, 1 lituano e 1 suíço, bem como as Ordens Menores a 6 seminaristas.

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Seminário de Dillwyn, Estados Unidos

D. Tissier de Mallerais entregou o hábito eclesiástico a 17 seminaristas, sendo 16 americanos e 1 canadense.

Conferiu também a tonsura a 20 seminaristas, sendo 18 americanos e 2 irlandeses.

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

SÃO PIO X CONTRA O SIONISMO: “OS JUDEUS NÃO RECONHECERAM NOSSO SENHOR, É POR ISSO QUE NÃO PODEMOS RECONHECER O POVO JUDEU”.

Fonte: Media-Press.Info – Tradução: Dominus Est

Entrevista com o Papa São Pio X, relatada por Theodore Herzl, pai do sionismo, em seu jornal em 25 de janeiro de 1904:

Fui levado à casa do papa através de um grande número de pequenos salões. Ele me recebeu de pé e estendeu a mão, que eu não beijei (…).
Apresentei-lhe brevemente meu caso. Ele respondeu em um tom severo e categórico (…):

Nós não podemos apoiar esse movimento [sionista]. Não podemos impedir os judeus de irem a Jerusalém, mas não podemos de forma alguma apoiar isso. Mesmo que nem sempre fosse santa, a terra de Jerusalém foi santificada pela vida de Jesus Cristo. Como chefe da Igreja, não posso lhe dizer outra coisa. Os judeus não reconheceram Nosso Senhor, e é por isso que não podemos reconhecer o povo judeu. (…)

Eis aí, pensei, o antigo conflito que recomeça entre Roma e Jerusalém; ele representa Roma, eu Jerusalém. (…)

Mas o que o senhor diz, Santo Padre, sobre a situação atual? – perguntei.

Sei muito bem que é desagradável ver os turcos de posse de nossos lugares santos”, respondeu ele. Somos forçados a suportar. Mas apoiar os judeus para que possam obtê-los – os Lugares Santos – é algo que não podemos fazer.

Enfatizei que nossa motivação era o sofrimento dos judeus e que pretendíamos deixar de lado questões religiosas.

Sim, disse ele, “mas nós, e especialmente eu como chefe da Igreja, não podemos. Dois casos podem surgir: Continuar lendo