OS 8 SINAIS DA TIBIEZA E A PENA PELA MEDIOCRIDADE NA PRÁTICA DA VIRTUDE

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Fonte: Capela Santo Agostinho

Os sinais da tibieza em geral são os oito seguintes:

Omissão fácil das práticas de piedade

A alma fervorosa tem a sua vida de piedade toda dirigida por um regulamento particular fácil de ser observado e bem criterioso. Não omite facilmente qualquer prática de piedade. E’ de uma fidelidade extrema, sobretudo à meditação. Se graves ocupações ou verdadeira necessidade a impedem, procura, logo que seja possível, suprir a falta. A alma tíbia sob qualquer pretexto omite os exercícios de piedade, passa dias sem meditação, e até mesmo sem práticas de piedade de qualquer espécie. Ora, isto é exatamente o contrário do fervor. “Não digo que isto prove tudo, diz o Pe. Faber, mas prova muito. Seja como for, sempre que existir tibieza, existirá este sintoma”.

Fazer os exercícios de piedade com negligência

Na tibieza também há oração, missas, confissões, comunhões, terços, etc., mas a rotina vai inutilizando tudo. A rotina e a má vontade. Confissões e comunhões mal preparadas, orações com inúmeras distrações voluntárias. E o pior ainda a falta de generosidade e de todo esforço para se corrigir.

Outro sinal de tibieza é a alma sentir-se aborrecida com o pensamento de que tudo vai mal na sua vida espiritual.Não se sente inteiramente à vontade com Deus. Não sabe exatamente onde está o mal, mas tem certeza de que tudo não está em ordem. É um mal-estar, um aborrecimento interior. E, sem paz, o tíbio se agita inutilmente e vai deixando arraigar-se no coração o hábito do pecado venial. Este sinal anda sempre com os dois primeiros. Desde que faltou generosidade numa alma para ser fiel aos seus deveres de piedade, estas omissões e negligências acabam deixando-a num estado lamentável de aborrecimento das coisas santas e até de Nosso Senhor. Continuar lendo

AS ALMAS DO PURGATÓRIO

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FonteHojitas de Fe, 11 | Seminário Nossa Senhora Corredentora, FSSPX
Tradução:
Dominus Est

A Igreja, durante todo o mês de novembro, após ter honrado e exaltado seus filhos do céu, e invocado sua intercessão, não quer esquecer seus filhos do Purgatório. Dedica a eles a Comemoração dos Fiéis Defuntos, e dá indulgências especiais durante os primeiros oito dias de novembro, e consagra todo este mês a orar pelas almas dos defuntos. No que nos diz respeito, três motivos devem nos levar a interessar-nos por estas santas almas:

1º Primeiramente, porque são almas necessitadíssimas de nossa misericórdia e de nossos sufrágios: “Estive na prisão e me visitastes”.

2º Depois, porque um dia nós teremos que encontrá-las no Purgatório (se a bondade de Deus assim o permitir), razão pela qual muito nos interessa saber o que é dessas almas, qual é seu estado, como Deus as trata…

3º Finalmente, porque muitas vezes imaginamos o Purgatório como o lugar da justiça de Deus, de uma justiça inflexível, de uma justiça sem misericórdia: quando, na realidade, é ao contrário uma invenção da misericórdia de Deus, mesmo que seja uma misericórdia em que o homem já não pode mais merecer e deve reparar todos os pecados de sua vida.

Detenhamo-nos neste último ponto, considerando as três razões pelas quais a misericórdia divina se manifesta no Purgatório: • primeiro, no amor que as três Pessoas divinas têm por essas almas abençoadas; • segundo, no amor e na conformidade que essas almas têm para com Deus; • terceiro, no próprio sofrimento que essas almas têm que suportar. Continuar lendo

AS 5 FUNDADORAS DO MOSTEIRO DE SÃO JOSÉ (EUA) RECEBEM SEUS HÁBITOS BENEDITINOS

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Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Desde a época de São Bento e Santa Escolástica, santos irmãos, houveram mosteiros beneditinos, tanto masculinos como femininos, frequentemente fundados perto um do outro em memória da proximidade da primeira família beneditina.

Desde que Monsenhor Lefebvre abençoou a fundação do mosteiro beneditino para os homens nos Estados Unidos, em 1991, o Mosteiro de Nossa Senhora de Guadalupe, os monges foram questionados inúmeras vezes por jovens senhoras: “Quando haverá um convento beneditino nos Estados Unidos para meninas americanas? ” Mas com o passar dos anos, apesar do grande desejo, orações e esforços, parecia que um convento nunca seria fundado. Os próprios monges estavam engajados em realizar verdadeiros esforços heroicos para sobreviverem e construírem seu próprio mosteiro no meio das extremas dificuldades causadas pelo terreno rochoso, seco e implacável de uma árida montanha localizada no sudoeste do Novo México. Então, por 25 anos ou mais, as jovens senhoras de língua inglesa que sentiam o chamado para se unirem às Beneditinas não tinham outra opção senão deixar sua terra natal e sua cultura, aprender uma nova língua e entrar em um convento beneditino francês. Este inconveniente acabou por ser uma situação muito difícil para muitas.

Mas, anos de esperança, orações e sacrifícios finalmente deram frutos no tempo de Deus, e Ele escolheu 2018 para ser o ano abençoado que veria, finalmente, a fundação do Mosteiro de São José, um convento beneditino América do Norte! Este convento foi fundado com a bênção, especial patrocínio e caridade de Sua Excelência D. Bernard Fellay. Em fevereiro de 2018, ele pregou pessoalmente o primeiro retiro e orientou 10 jovens que estavam considerando fortemente a vida beneditina. Cinco delas iniciaram imediatamente seu postulado e, em 17 de outubro, estavam prontas para se tornarem noviças e, oficialmente, fundadoras deste convento americano. D. Fellay lhes havia prometido em fevereiro que voltaria e oficiaria esta cerimônia, e para o deleite de ambas as comunidades, pôde cumprir sua promessa.

Muitas outras jovens visitaram o convento neste ano, e algumas logo se juntarão em breve, enquanto outras tem discernido com seus diretores espirituais que podem entrar sem dificuldade.

As fundadoras são os frutos das paróquias da FSSPX e estão felizes por terem se unido ao ramo contemplativo da grande obra da Tradição. O Mosteiro de Nossa Senhora de Guadalupe e o Mosteiro de São José pedem suas orações pela perseverança de suas vocações, e também pedem sua ajuda para construir mais celas para as excelentes vocações que batem à sua porta.

ESCAPARAM DA GUILHOTINA

Resultado de imagem para moça rezandoFoi em Paris, na época mais triste da Revolução Francesa. Para alguém ser preso e condenado à morte, bastava que o acusassem de monarquista ou católico intransigente.

Também os pais de Júlia Janau, uma criança de 11 anos, foram presos por causa de sua religião. Júlia, que ficara só com uma velha criada, chorava dia e noite, temendo pela sorte de seus pais.

Em sua grande aflição rezava continuamente o rosário à compassiva Mãe do Céu para que salvasse seus pais. Essa devoção do rosário ensinara-lhe sua boa mãe, dizendo-lhe que, em todo o perigo e necessidade, recorresse a Maria com muita confiança e seria socorrida.

Estava a menina ajoelhada, rezando o seu rosário, quando um representante do partido revolucionário penetrou na casa à procura de mais alguma vítima para a guilhotina.

À vista daquela criança, inocente e tímida, o carrasco sentiu-se inexplicávelmente comovido.

Dirigindo-se à pequena, perguntou: Continuar lendo

CHAMADO POR NOSSA SENHORA A UM DOENTE

Resultado de imagem para mulher leito de morteFoi durante a noite de 21 de Junho de 1860. Alguém bateu a porta do Colégio de Amiens. O porteiro acorde a portaria e,  antes de abrir, ouviu uma voz que dizia:

“O Padre Guidée que vá imediatamente a tal rua, número e andar, que lá está uma senhora a morrer e quer comungar”.

O Sacerdote, acompanhado do sacristão, se dirigiu logo à tal casa levando junto o Santo Viático.

À entrada apareceu uma empregada.

– Está aqui algum doente?

– Sim, Padre.

– Ela não pediu um Sacerdote?

– Não, Senhor.

– Conduze-nos ao quarto da doente.

A criada conduziu os dois visitantes ao quarto da enferma. Depois de saúda-la, perguntou-lhe se não chamara um Padre.

– Não, Padre; eu não sou Católica; sou protestante.

– Os protestantes, prosseguiu o Padre Guidée, não admitem o culto de Maria Santíssima. A senhora também segue o mesmo pensar?

– Não, Padre; toda vida invoquei o nome de Maria, Mãe de Deus.

Muito disposta, escutou as instruções a respeito da doutrina Católica, e prontificou-se a acreditar tudo, afirmando ser seu desejo morrer no Catolicismo.

O Padre a batizou sob condição, confessou-a em seguida (porque podia ser que já tivesse recebido o batismo) e deu-lhe a Comunhão como viático e a extrema-unção.

Com o nome de Maria nos lábios, faleceu suavemente.

Nossa Senhora mesma chamara o Sacerdote para premiar sua devota.

Como Maria Santíssima é Boa! – Frei Cancio Berri C. F. M.

A ACEITAÇÃO CRISTÃ DA MORTE E A GRAÇA DA PERSEVERANÇA FINAL

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Fonte: Hojitas de Fe, 261 | Seminário Nossa Senhora Corredentora, FSSPX Tradução: Dominus Est

No trabalho da santificação não basta começar bem, nem sequer progredir muito e por longo tempo; o mais necessário de tudo é terminar bem, pois em todas as coisas “o fim é que coroa a obra”. Por isso toca-nos examinar, a modo de conclusão final, a boa morte considerada sob um duplo aspecto: 1º como coroação de todo o trabalho de renúncia e mortificação; 2º como coroação de todo nosso trabalho de santificação.

1º A aceitação cristã da morte, coroação de todo o trabalho de mortificação e renúncia ao pecado.

Considerada à luz da fé, a morte aparece como a penitência por excelência para expiar os pecados cometidos, e como o sacrifício por excelência para unir-nos ao holocausto do Calvário.

1 – A morte, cristãmente aceita, constitui a penitência por excelência para reparar nossos pecados. Temos as provas disso:

  1. Na vontade formal de Deus. Todas as penitências suportadas ao longo da vida são contas parciais e antecipadas; o pagamento total que a justiça divina exige por nossas dívida é a morte. Assim o decretou Deus desde que o pecado entrou no mundo: “Morrerás indubitavelmente” (Gn 2 17); assim o proclama São Paulo: “O estipêndio do pecado é a morte” (Rm 6 23).
  2. Na conduta de Jesus Cristo. Feito nosso fiador, Jesus Cristo expiou nossos pecados por sua morte na cruz; e por isso mesmo, também nós devemos pagar à justiça divina a parte que nos corresponde, unindo o sacrifício de nossa vida ao de Jesus Cristo.
  3. Na natureza do pecado e da morte. Todo pecado tem como princípio, um apego desordenado aos bens da terra, uma satisfação culpável dos sentidos, um ato de orgulho ou de vontade própria. Pois bem, aceitar cristãmente a morte é reparar: todos os nossos apegos desordenados, aceitando a separação desgarradora de todos os bens desta terra; todos os nossos prazeres culpáveis, aceitando a morte com todo seu cortejo de sofrimentos físicos e angústias morais;  todos os nossos atos de orgulho de vontade própria, fazendo-nos obedientes à vontade Deus até o ponto de aceitar a morte, tal como apraz ao Senhor no-la enviar, e a humilhação e o esquecimento supremo do túmulo. Por isso, os autores ascéticos veem na aceitação cristã da morte um ato de caridade perfeita, que tem a virtude de expiar todas as dívidas contraídas por nossos pecados.

2 – A morte, cristãmente aceita, é o sacrifício por excelência. Com efeito, para a criatura humana: • aceitar a destruição de seu ser para reconhecer o supremo domínio de Deus sobre ela, é oferecer à divina Majestade o mais perfeito holocausto; • aceitá-la com confiança e abandono filial para com nosso Pai celestial é terminar nossa vida pelo ato mais meritório; • aceitá-la, sobretudo, em união com Jesus e seu sacrifício da cruz, morrendo com Ele pela redenção das almas, é coroar nossa vida com o mais fecundo sacrifício, a imitação de Jesus, que converteu o infame patíbulo da cruz em um altar no qual consumou o mais perfeito sacrifício para glória de seu Pai e salvação das almas. Continuar lendo

FOTOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX À LOURDES (2018) – TERCEIRO DIA

Fonte: La Porte Latine (aqui e aqui) – Tradução: Dominus Est

MISSA DA SEGUNDA FEIRA – 29 DE OUTUBRO

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Foram quase 5000 fiéis que, no terceiro dia da peregrinação da Tradição, participaram da Missa solene de Nossa Senhora de Lourdes, celebrada pelo Pe. Benoit de Jorna, Superior do Distrito da França, na Basílica São Pio X de Lourdes.

O ROSÁRIO E A DESPEDIDA

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Foi o padre Joel Malassagne, Prior do Priorado St. Dominic Toulouse Gragnague  quem meditou o último rosário na Gruta, na presença dos fiéis que participaram dos três dias desta peregrinação 2018.

Após o rosário meditado, o padre Benoît de Jorna, Superior do Distrito da Françaagradeceu as autoridades do santuário, os organizadores, em particular a escola de Etcharry, as comunidades amigas e renovou a Consagração do Distrito ao Imaculado e Dorido Coração de Maria. 

Finalmente deu sua benção aos fiéis presentes, desejando-lhes que venham ainda em maior número no próximo ano.

Deo gratias!

FOTOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX À LOURDES (2018) – SEGUNDO DIA

Fonte: La Porte Latine (aquiaqui e aqui) – Tradução: Dominus Est

MISSA SOLENE DO DOMINGO – 28 DE OUTUBRO

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Dada a afluência da véspera, os organizadores suspeitavam que no dia seguinte um número recorde de peregrinos da Tradição seria alcançado, neste domingo da solenidade de Cristo Rei. E, de fato, foram mais de 7000 fiéis que, neste segundo dia de Peregrinação, queriam para ir para a Missa solene celebrada pelo Pe. Davide Pagliarani, na Basílica de São Pio X em Lourdes.

O novo Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, foi assistido por Rev. Pe Patrick Troadec, diretor do Seminário de São Cura d’Ars, em Flavigny, e pelo Pe. Pierpaolo Petrucci, novo Prior-Decano de Saint-Nicolas-du-Chardonnet .

Em seu sermão, o Superior Geral da FSSPX, disse sobre sua “tremenda alegria de poder celebrar a festa de Cristo Rei neste lugar abençoado onde a terra e o Céu se tocam, onde a terra e o Céu se tocavam há 160 anos atrás, onde a terra e o céu se encontram ainda hoje “.

Ele insistiu longamente sobre a realeza de Nosso Senhor, essa realeza rejeitada pela Igreja atual, esse reino eterno, dito por São Paulo, que Nosso Senhor remeterá ao fim dos tempos, ao seu Pai ao mesmo tempo que lhe dará todos os reinos que conquistou depois de ter aniquilado todos os principados, todos as dominações, todas as potestades deste mundo. Temos que destruir todos esses obstáculos para que Deus seja tudo em todos!

E a crise da Igreja vem da recusa deste reinado por causa dos homens da Igreja que fugiram e cujo espírito foi vencido pelo modernismo. A raiz dos males que atingem a Igreja está lá e está somente lá! “Vivemos um cristianismo moderno, um cristianismo sem cruz, sem sacrifício, sem luta, sem desejo de converter almas, em uma palavra, um cristianismo sem Cristo Rei!

ROSÁRIO NA GRUTA

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Após a missa solene no domingo, 28 de outubro, milhares de peregrinos visitaram a Gruta para recitar o rosário meditado pelo Pe. Vincent Robin, Professor da Escola Saint-Jean-Bosco de Marlieux.

Depois da recitação do rosário,o Padre Davide Pagliarani renovou a consagração da Fraternidade Sacerdotal São Pio X a Cristo Rei, Príncipe da Paz e Mestre das Nações.

VÉSPERAS E PROCISSÃO DO SANTÍSSIMO

Uma vez cantadas as Vésperas Solenes, o Santíssimo Sacramento foi exposto à adoração dos fiéis. Vai começar um dos momentos mais fortes desta peregrinação: a procissão de Nosso Senhor através da esplanada do Santuário de Lourdes, onde todos poderão adorar Cristo Rei, Príncipe da Paz e Mestre das Nações através da presença real de Deus na Hóstia

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A procissão eucarística é um grande momento de fervor popular, sempre muito aguardada pelos peregrinos e pelos habitantes da cidade mariana de Lourdes. Muitas vezes, os rostos estão repletos de seriedade e alegria interior à vista do Rei dos reis levado triunfante pelo santuário mariano.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos, 
porque redimistes o mundo pela vossa santa cruz”.

BENÇÃO DOS DOENTES COM O SANTÍSSIMO SACRAMENTO

O padre Benoît de Jorna abençoou os doentes, desenhando com o ostensório o sinal da cruz perante cada um deles. Em Lourdes, Deus vem àqueles que lutam, aqueles que sofrem, aqueles que precisam ser aliviados. 

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Como o paralítico que é descido até seu Filho, eles vieram se confiar a Ele e se entregar à sua clemência. Ao lado deles, as valentes irmãzinhas de Saint-Jean-Baptiste de Rafflay demonstraram uma caridade ímpar para atender as menores necessidades materiais de cada um deles.

As honras rendidas ao Santíssimo Sacramento não se interromperam tão cedo, porque até a meia-noite, clérigos e fiéis se revezam na imensa Basílica de São Pio X para adorar a Jesus Cristo presente na Eucaristia. Estes peregrinos vindos em massa não fizeram uma vã viagem. Eles não percorreram quilômetros nem temeram os altos e baixos da greve por um simples fim de semana prolongado de mudanças de ar ou reuniões atraentes.

Em Lourdes, eles vieram receber graças e se colocar diante de Deus realmente presente no Sacramento do Altar. Tais viagens não têm preço. Nenhuma agência turística propõe um encontro com Jesus. No entanto, em Lourdes, o peregrino permanece face a face com Deus, por intermédio de Sua Santa Mãe.

FOTOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX À LOURDES (2018) – PRIMEIRO DIA

Mais de 5.000 fiéis da Tradição vieram rezar a Nossa Senhora de Lourdes pela salvação da Igreja e pelo estabelecimento do reinado de Cristo Rei.

Fonte: La Porte Latine (aqui, aqui e aqui) – Tradução: Dominus Est

MISSA SOLENE DO SÁBADO – 27 DE OUTUBRO

No primeiro dia da Peregrinação Internacional de Cristo Rei, mais de 5.000 fiéis estiveram presentes na Missa solene celebrada pelo Pe. François Knittel, Prior do Priorado de Saint-Florent d’Urmatt, na Basílica de São Pio X de Lourdes.

Ele foi auxiliado pelo Pe. Gabin Hachette, diácono, colaborador do Priorado de Sainte-Croix pelo Pe. Morin, sub-diácono, seminarista em Ecône.

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Com as leituras da Epístola, do santo Evangelho, do sermão e do canto do Credo, a missa dos ditos catecúmenos termina e dá dar lugar à Missa dita dos fiéis que começa com os ritos do ofertório.

Durante o seu sermão, o Pe. François Knittel insistiu durante muito tempo sobre o 160º aniversário das 18 aparições de Lourdes, durante as quais a Bela Senhora declarou: “Eu sou a Imaculada Conceição”. A Santíssima Virgem, ao contrário de nós, não conheceu a fealdade do pecado, ela não perdeu sua graça santificante, nós que fomos feridos pelo pecado original.

Estando terminada a Santa Comunhão, distribuída por 30 padres da FSSPX e das comunidades amigas ​​Pe. François Knittel deu a bênção final e todos se prepararam para participar nos três estações da cruz nas planícies e montanhas de Espélugues.

A VIA SACRA DE ESPÉLUGUES

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Após a Missa onde Cristo se ofereceu por nós como uma vítima propiciatória, é sempre um grande momento de emoção realizar as duas Vias Sacras onde, em união com todos os nossos doentes, cada um oferece seus sofrimentos com uma imensa confiança em Nossa Senhora. Diante do afluxo dos fiéis às Estações da Cruz, os organizadores organizaram três grupos distintos de penitentes.

A PROCISSÃO DAS VELAS

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A procissão das velas é uma oportunidade para os peregrinos “alheios à Tradição” se juntarem às nossas orações e encontrar nessa ocasião a beleza das cerimônias do período anterior ao Vaticano II ….

Milhares de fiéis se reuniram nas planícies para uma longa e magnífica procissão de velas organizada em torno da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X e das comunidades amigas.

A IGREJA CATÓLICA E A OUTRA

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Dom Lourenço Fleichman OSB

A leitura do debate em torno das Cartas do Concílio, do Padre Berto, teólogo de Mons. Marcel Lefebvre no Concílio, publicado na revista dos dominicanos franceses Le Sel de la Terre nº 45 mostrou-me, ainda uma vez o quanto a crise atual joga as almas em todas as direções no meio desta névoa espessa que cobre a Igreja.

Parece evidente que, quarenta anos após o Concílio, é necessário trabalhar mais a fundo a questão da natureza exata da crise modernista, sua essência, a base teológica explicativa de tal situação, sem esquecer os apoios nas Sagradas Escrituras e nos Padres da Igreja, também importantes. Assim, como conseqüência desta análise, devemos procurar estabelecer de modo mais sólido, até que medida um católico é obrigado a seguir a Roma modernista, seus textos, seus ritos, seus acordos.

Devemos estar sempre disponíveis para fazer acordos, sempre de boa vontade e acolhedores para os textos do Papa ou dos cardeais, para em seguida criticá-los ou, ao contrário, devemos nos afastar de verdade das autoridades romanas e levar nossa crítica ao conjunto de textos da Roma conciliar, mesmo reconhecendo, aqui ou ali, algumas frases mais tradicionais? A questão não é nova. A novidade está nas circunstâncias atuais, quarenta anos depois do concílio e quinze depois das sagrações episcopais de 1988.

É um fato que cada vez que nos aproximamos dessa espécie de máquina, de mecânica que se estabeleceu nas congregações romanas, voltamos machucados, deixando presos nas rodas padres amigos, fiéis engolidos nos meandros da nova religião; um pedaço de nossas vidas. Continuar lendo

FOTOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LUJAN (ARGENTINA)

Fonte: FSSPX Distrito da América do Sul – Tradução: Dominus Est

No dia 14 de outubro, aconteceu a peregrinação anual do Distrito da América do Sul, do Seminário de La Reja à Luján.

Cerca de 590 fiéis de todo o nosso Distrito, vindos de diversas partes do país (Argentina) e até mesmo alguns dos países vizinhos, receberam a bênção do Distrito Superior na Igreja do Seminário, prontos para ir em peregrinação à Basílica de Nossa Senhora de Luján.

A pregação de saída foi feito pelo Pe. Fidel Puga, que nos visitou vindo do México, celebrando seus 20 anos de sacerdócio junto aos padres Mario Trejo, Gustavo Camargo e Julio Coca, este último, quem celebrou a missa solene no final da peregrinação.

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Em um dia ensolarado, mas frio, privilegiado para caminhar, andando ao som do canto das Ave Marias, do Rosário e outro dia cânticos piedosos se chegou na primeira parada na praça do General Rodriguez, depois de cerca de 12 km de marcha, onde se fez a primeira parada para reparar as forças corporais e também as espirituais: antes de retornar o caminho, padre Jesús Estevez fez uma pregação para elevar novamente os espíritos.

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Outro grande trecho de aproximadamente 12 quilômetros e chegamos à entrada da cidade de Luján, nossa conhecida parada ao lado do ACA (Automóvil Club Argentino). Lá pudemos almoçar, reparar um pouco as forças e nos preparar para o último trecho de cerca de 8 quilômetros que nos separavam da casa de nossa padroeira, a Basílica de Luján. Uma última pregação pelo Padre Luis Maria Canale e partimos para enfrentar a última parte do trajeto que, embora mais curta do que as outras duas, é realizada com todo o peso e cansaço do dia, bem como a ansiedade por chegar. Neste momento, uniram-se a nós mais alguns fiéis e nossa peregrinação alcançou aproximadamente 750 pessoas.

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No final da tarde, com o sol de pondo, chegamos ao local onde se celebrou a belísisma Missa solene. Alguns fiéis que não puderam peregrinar nos aguardavam rezando nas cadeiras da capela montada pelos sacristãos do seminário, muito bonita por sinal. O número de pessoas que participaram da missa atingiu aproximadamente 850 pessoas que cantaram entusiasmadas as melodias gregorianas com grande fervor.

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Terminada a Missa fomos em procissão até a Basílica de Luján, que, estava cheia de todos os nossos paroquianos e ali, ao pé de nossa Mãe do Céu, se renovou a consagração de todo nosso Distrito, dos sacerdotes, Priorados e fiéis, à nossa patrona, a Virgem de Luján.

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A foto final em frente à Basílica e todos pudemos retornar a nossas casas, felizes por podermos nos consagrar novamente à nossa Mãe.

PAULO VI (1887-1978), UM NOVO SANTO?

Pe. Thierry Gaudray, FSSPX – Fonte: Permanencia

No dia 5 de agosto passado, o Papa Francisco falou à multidão reunida na praça São Pedro para a oração do Angelus: “Há quarenta anos, o Beato Papa Paulo VI estava vivendo as suas últimas horas nesta terra. Morreu, de fato, na noite de 6 de agosto de 1978. Recordemos dele com muita veneração e gratidão, à espera da sua canonização, em 14 de outubro próximo. Do céu interceda pela Igreja, que tanto amou, e pela paz no mundo. Este grande Papa da modernidade, o saudemos com um aplauso, todos!

Não há dúvida que, ao canonizar Paulo VI, após tê-lo feito com João XXIII e João Paulo II, Francisco tem a intenção de confirmar os católicos nas novas orientações tomadas pela Igreja desde o Concílio, e dar um novo lustro à liturgia reformada1. Paulo VI foi, de resto, o primeiro papa a lançar mão da canonização dos santos para avalizar o Concílio, anunciando, no dia 18 de novembro de 1965, antes do seu término, portanto, a introdução das causas de beatificação de Pio XII, mas também de João XXIII2.

No entanto, quão opostos eram os julgamentos desses dois papas sobre Monsenhor Montini! Se este último foi um colaborador próximo do Cardeal Pacelli por muitos anos, em 1954 foi afastado de Roma por vontade do Papa Pio XII. O sobrinho de Paulo VI testemunhou que seu tio jamais nutriu a menor ilusão a esse respeito: “para ele, tratava-se de um drama no mais pleno sentido da palavra”3. Ainda que Pio XII não tenha julgado conveniente afastar um substituto nos assuntos ordinários da secretaria de Estado sem lhe conceder uma aparente promoção, a censura não deixava de ser notória. A Sé de Milão era tradicionalmente ocupada por um cardeal, ora “Pio XII não criou mais nenhum cardeal”, e isto “para não ter de designar Monsenhor Montini”4

João XXIII, ao contrário, no dia 4 de novembro de 1958, um pouco antes da cerimônia da sua coroação, escreveu um bilhete para Monsenhor Montini afim de anunciar que esta dignidade lhe seria brevemente conferida5, e sete anos mais tarde, no seu leito de morte, disse: “Meu sucessor será o Cardeal Montini”.  Continuar lendo

VOU VER NO CÉU MINHA MÃE QUERIDA

Resultado de imagem para mulher leito de morteUm senhor muito cruel teve o gosto de festejar com um banquete o nascimento de sua filha Lucrecia. Durante o festival, levantando na mão o punhal sangrento, exclamou com voz furibunda:

– Com este matei quatorze Padres Carmelitas e cinco Franciscanos e prometi liquidar  o que tentar batizar minha filha.

Maria Santíssima, porém, velava por sua filha que ajudou a viver pura como um lírio no meio de tantos maus.

Lucrecia foi crescendo. Embora sem batismo, era devota da Mãe Celestial.

Em 1813, Lucrecia caiu enferma e a doença a levou às portas da morte.

Procuraram os parentes dispor o pai a fim de que permitisse o batismo da filha. Ele, esbravejando, renovou o juramento de matar  o Sacerdote que se apresentasse para batiza-la

Avisaram disso um Padre que, disfarçado em médico, veio para prestar socorro à doente, que fora declarada incurável.

Foi aceito. Enquanto o pai foi preparar uma bebida medicinal, prescrita pelo suposto médico, o sacerdote deu-se a conhecer e perguntou a Lucrecia se desejava ser batizada.

– Oh! Sim, Padre, há muito que suspiro pelo batismo.

O pai entrou quando o ministro de Deus acabava de pronunciar as últimas palavras sacramenteis.

– Lucrecia, disse-lhe o pai, toma este remédio.

– Meu pai, não me chame mais Lucrecia, replicou a jovem, eu me chamo agora Maria e vou ver, no Céu, minha mãe querida que me salvou.

E expirou.

Como Nossa Senhora é boa!

E que aconteceu ao pai? Quererão todos saber.

Depois de chorar duas horas a morte da querida filha, colocou a mão direita sobre o corpo frio de Maria Lucrecia, e jurou mudar de vida, reparando todas as maldades. O que prometeu, de fato, fez.

E repito aqui mais uma vez: Como Nossa Senhora é muito boa!

Como Maria Santíssima é Boa! – Frei Cancio Berri C. F. M.

D. FELLAY CONFERE SUBDIACONATO, ORDENS MENORES E TONSURA A 12 SEMINARISTAS DE LA REJA

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Sábado, 6 de outubro, 2018, D. Bernard Fellay, Bispo auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, conferiu o subdiaconato, as ordens menores e a tonsura a 12 seminaristas do Seminário de Nossa Senhora de Corredentora, em La Reja, Argentina.

– Tonsura para 5 seminaristas do segundo ano

– Primeiras Ordens Menores – Hostiário e Leitor – para 4 seminaristas do terceiro ano.

– Segundas Ordens Menores – Exorcista e Acólito – para 3 seminaristas do quarto ano.

– Subdiaconato  para 1 seminarista do quinto ano

Nas ordens antigas, a tonsura é mais visível, como ainda é usado, por exemplo, nos capuchinhos e nos beneditinos que, após a cerimônia de tonsura, não levam mais que uma coroa de cabelo.

Os seminaristas se ajoelham diante do Bispo que, em um gesto simbólico, corta quatro mechas de cabelo em forma de uma cruz. “O Senhor é parte da minha herança” (4), então diz o novo levita.

Esta é uma alusão à tribo de Levi no Antigo Testamento cujos membros, por suas funções ao serviço do Templo não possuíam territórios na Terra Prometida, o próprio Senhor se declarou sendo sua herança.

Depois de dar a tonsura, o Bispo conferiu as ordens menores:

– O Hostiário tem a tarefa de abrir e fechar as portas da igreja e garantir a santidade do local de culto. Ele também é responsável pela convocação dos fiéis, tocando o sino, às funções divinas: 

“O Hostiário deve guardar a igreja dia e noite, cuidar para que nada se perca; abrir e fechar a igreja e a sacristia; cuidar da limpeza e da decoração da igreja; tocar os sinos para indicar as horas das diferentes orações; manter a ordem do lugar e observar o silêncio e a modéstia; evitar que os infiéis entrem na igreja, perturbando os serviços, profanando os mistérios; abrir o livro ao pregador. ”

Ao tocarem as chaves da igreja, o bispo também lembra as contas que terão que prestar a Deus por esse serviço. No fundo da igreja, um a um, eles abrem a porta e tocam o sino.

De volta à frente do altar, eles são ordenados Leitores para a edificação dos fiéis. O Leitor faz as leituras do Antigo Testamento em público: dessa forma ele começa a exercer o papel sacerdotal de ensino.

“O que vossos lábios lerão, creiam-no de todo o coração e mais ainda, pratiquem-no por vossas obras … Como se mantendes de pé para ler, devereis também dar o exemplo e praticar uma virtude mais elevada que aqueles que vos ouvem.“

As quatro ordens menores – Hostiário e Leitor, Exorcista e Acólito – são graus do sacerdócio. Já não são conferidos nos seminários conciliares.

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

ENCÍCLICA IL FERMO PROPOSITO – PARA O ESTABELECIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA AÇÃO CATÓLICA

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CARTA ENCÍCLICA DE SUA SANTIDADE PAPA PIO X

Tradução: Dominus Est

Aos Veneráveis Irmãos Patriarcas, Primazes, Arcebispos, e todos os Bispos do Orbe Católico em comunhão com a Sé Apostólica:

Dirigida aos Bispos da Itália para o estabelecimento e desenvolvimento da Ação Católica, associação leiga para a propagação católica religiosa no mundo secular

Veneráveis Irmãos: Saudação e Bênção Apostólica,

O firme propósito, que havíamos concebido desde o primórdio do Nosso Pontificado, de querer consagrar todas as forças que a benignidade do Senhor se digne a nos conceder para a restauração de todas as coisas em Cristo, desperta em nosso coração uma grande confiança na poderosa graça de Deus, sem a qual não podemos pensar ou empreender aqui na terra nada de grande ou fecundo para a salvação das almas. Ao mesmo tempo, no entanto, sentimos viva mais do que nunca a necessidade de sermos secundados unanimemente e constantemente nessa nobre empresa de vós, Veneráveis Irmãos, chamados a participar do Nosso ofício pastoral; por todos os membros do clero e por cada um dos fiéis confiados a vossos cuidados. Com efeito, todos nós da Igreja de Deus somos chamados a formar um único corpo cuja cabeça é Cristo; corpo que, conforme ensina o Apóstolo Paulo, é“coordenado e unido por meio de todos os ligamentos que o servem, segundo uma operação proporcionada a cada membro, [e] opera o próprio crescimento, em ordem à sua edificação na caridade”(Ef 4, 16).E se, nessa obra de “edificação do Corpo de Cristo”,nosso primeiro dever é o de ensinar; de indicar o reto caminho a seguir e os meios para consegui-lo; de admoestar e de exortar paternalmente; é também dever de todos Nossos caríssimos filhos ao redor do mundo ouvir Nossos conselhos e de aplicá-los antes em si mesmos e cooperar eficazmente para que esses conselhos também sejam comunicados aos demais, cada um conforme a graça que recebeu de Deus, conforme seu estado e suas funções e conforme o zelo que inflamar em seu coração.

Aqui Nós queremos somente relembrar essas múltiplas obras de zelo para o bem da Igreja, da sociedade e dos indivíduos particulares — comumente designadas pelo nome de Ação Católica — que, pela graça de Deus, florescem em todos os lugares e que abundam também na nossa Itália. Bem compreendeis, Veneráveis Irmãos, quão queridas devem ser para Nós e o quanto desejamos intimamente vê-las consolidadas e favorecidas. Não somente em várias ocasiões tratamos em conversas acerca delas, ao menos com alguns de vós e com seus principais representantes na Itália, quando nos ofereciam pessoalmente a homenagem da sua devoção e de seu afeto filial, como também publicamos Nós mesmos sobre esse assunto, ou fizemos publicar com Nossa autoridade, vários documentos que todos já conheceis. É verdade que algumas dessas publicações, conforme pediam as circunstâncias, para Nós dolorosas, eram sobretudo dirigidas à remoção de obstáculos ao diligente desenvolvimento da ação católica e para condenar certas tendências indisciplinadas, que, com grave dano à causa comum, iam se insinuando. Mas Nosso coração esperava pela hora de dirigir-vos também uma palavra de paterno conforto e de exortação, com o fim de que neste terreno, pelo que Nos toca, já livre de impedimentos, continue-se na edificação e no crescimento mais amplo possível do bem. Portanto, é para Nós muito gratificante fazê-lo agora por meio desta Nossa carta para a comum consolação, na certeza de que Nossas palavras serão por todos docilmente ouvidas e obedecidas.

A AÇÃO DOS CATÓLICOS

a) Na ordem sobrenatural

Vastíssimo é o campo da ação católica, que por si mesma não exclui nada de quanto, de algum modo, direto ou indireto, pertença à divina missão da Igreja. Facilmente se reconhece a necessidade da participação individual à tão importante obra, não somente para a santificação de nossas almas, mas também para difundir e dilatar cada vez mais o Reino de Deus nos indivíduos, nas famílias e na sociedade, procurando cada um, na medida de suas forças, o bem do próximo por meio da difusão da verdade revelada, com o exercício das virtudes cristãs e com as obras de caridade ou de misericórdia espiritual ou corporal. Este é aquele caminhar digno de Deus ao qual nos exorta São Paulo, de forma que a Ele agrademos em tudo, frutificando em toda a boa obra e crescendo na ciência de Deus: “a fim de que andeis de um modo digno do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra e crescendo na ciência de Deus”(Col 1, 10).
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UM PECADOR SE CONVERTE

Resultado de imagem para leito de morteDiz S. Brígida que “assim como o magnete atrai o ferro, assim também Maria Santíssima atrai a Deus os corações”. É um fato.

Um dia foi S. Francisco Regis chamado para um enfermo que não queria de modo algum preparar-se para a morte. O infeliz negava-se a aceitar os socorros da religião, sabendo embora que o seu fim era iminente. Convencendo-se S. Francisco de que os meios humanos eram inúteis, tirou de seu breviário uma imagem de Nossa Senhora e, mostrando-a ao enfermo, disse:

– Olha! Maria te ama.

– Como! – replicou o pecador, como se acordasse de um sonho – então ela não me conhece.

– Mas eu sei que ela te ama! tornou o santo.

– Então ela não sabe que reneguei a minha fé e desprezei a minha religião?

– Sabe.

– Que insultei a seu Filho e calquei aos pés o seu sangue?

– Sabe.

– Que estas mãos estão manchadas de sangue inocente?

– Sabe.

– Padre, o Sr. fala a verdade? Continuar lendo

COMO FALAR COM DEUS NAS TRIBULAÇÕES?

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Se podemos ter certeza de alguma coisa, é que enquanto vivermos neste mundo estaremos cercados de adversidades e tristezas. Tem que ser assim se quisermos gozar um dia no céu. Santo Afonso de Ligório nos ensina como devemos nos dirigir a Deus nesses momentos, dizendo-Lhe familiarmente, como um filho a seu pai, abrindo-Lhe nossos corações e pedindo-lhe que venha em nosso auxílio.

Quando te veres sobrecarregado, alma devota, pelo peso da enfermidade, das tentações, perseguições e outras obras, acorra ao Senhor e peça-Lhe que te estenda sua poderosa mão. Bastará que, nesses casos, Lhe manifeste a cruz que te martiriza, dizendo: “Olha, Senhor, como estou cercado de tribulações”, e certamente Ele não deixará de consolar-te ou, pelo menos, lhe dará a força necessária para levar com paciência as penas que te afligem, do qual resulta, quase sempre, um bem maior que te livrará delas.

Mostre todos os pensamentos que te atormentam e os medos e tristezas que te consomem, dizendo-Lhe: “Em Ti, meu Deus, coloquei toda a minha esperança. Lhe ofereço esta tribulação e acato os desígnios de sua vontade, mas tenha piedade de mim; livra-me Senhor desta tribulação ou dar-me a força para suportá-la. ” Tenha certeza de que que não faltará a promessa que Ele nos fez em seu Evangelho, de consolar e fortalecer todas as almas atormentadas que acorrem a Ele.  Vinde a mim, Ele nos diz, todos aqueles fatigados e carregados, e eu vou aliviarei.

Deves saber que o Senhor não se ofende quando você, em suas angústias e presares, busca alívio em seus amigos; a única coisa que te pede é que acorra a Ele como seu principal favorecedor. Quando verdes como em vão acorrestes às criaturas em busca de consolo, acorra então, ao menos, ao seu Criador, e diga-Lhe: “Senhor, os homens não têm mais que palavras, não podem consolar-me, nem tampouco quero mendigar seu consolo, só Vós sois minha esperança e meu amor, só de Vós há de vir o consolo, e a única coisa que agora Lhe peço é fazer o que mais Vos agrade. Disposto estou a sofrer essas penas e trabalhos durante toda a minha vida e por toda eternidade, se tal for a Vossa vontade: a única coisa que Vos peço é que me socorras com a sua graça “.

Não temas desagradar-Lhe se algumas vezes se queixas amorosamente Dele e Lhe diga: Por que, Senhor, tem-se afastado tanto de mim?  “Bem sabes, meu Deus, que te amo e que só desejo teu amor, socorra-me com teu favor e não me abandone.” 

Se a tribulação cai com todo o seu peso em teus ombros e te rendes e te oprimes, una teus lamentos aos de Jesus Cristo aflito e moribundo na cruz, e peça-Lhe compaixão e piedade dizendo:  Meu Deus, meu Deus! Por que me abandonaste?  Esses casos devem servir-te para humilhar-te na presença de Deus, pensando que não merece nenhum tipo de consolo aquele que ousou ofender a tão soberana majestade. Para reviver sua confiança, lembre-se de que o Senhor faz ou permite tudo isso para o nosso bem maior, ou como disse São Paulo:  Todas as coisas se tornam boas para aqueles que amam a Deus .

Quanto mais humilhado e desconsolado te verdes, deves exclamar com maior fortaleza na alma:  O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem hei de temer? Espero em Vós, meu Deus, que há de me iluminar e salvar. Assim, permaneça tranquilo, certo de que jamais se perdeu quem colocou sua confiança em Deus. 

Veja que Deus te ama com um amor mais profundo do que amas a ti mesmo; não há, assim, razão para temer. Sinta-se bem com o Senhor. Com estas palavras, o Sábio nos exorta a confiar mais na misericórdia divina do que a temer a justiça divina; porque Deus está mais inclinado por natureza a perdoar do que a castigar. São Tiago já disse: A misericórdia sobrepõe o rigor do julgamento. E o apóstolo São Pedro nos aconselha que em nossos negócios, sejam temporários ou eternos, devemos confiar tudo à vontade de Deus, que tão a sério tomou nossa salvação. Descarregue no seu peito amoroso, diz o Santo, todos vossos pedidos, porque Ele cuida de vós.

Lembro-te, alma devota, estes textos da Sagrada Escritura para que esforce seu ânimo abatido, considerando que Deus prometeu salvar-te se resolverdes servi-lo e amá-lo como Ele deseja.

QUERIA MATAR O PAPA… E CONVERTEU-SE

Faz alguns anos. Pio XII estava na sua capela, a rezar o terço com um grupo de trabalhadores italianos. Acabada a reza, aproximou-se de Santo Padre Bruno Carnacchila, italiano de 31 anos de idade, e entregou-lhe um punhal, dizendo todo comovido: “Santo Padre, com este punhal jurara matar Vossa Santidade. Que Vossa Santidade me perdoe!”

Pio XII permaneceu silencioso por um momento, e, apanhando o punhal, disse apenas:

– Perdôo-te, meu filho.

Esse Bruno fora terrível comunista. Odiava a Santa religião. Não podia ver Padres. Largara completamente suas orações.

Mas quem não o abandonou foi Maria Santíssima a quem ele tanto rezara em pequeno.

Passando um dia por uma gruta de Nossa Senhora, olhara para a bela imagem, e ela fixou seus olhos nele…e converteu-o totalmente.

Após ter renunciado ao comunismo, e ter-se reconciliado com a Igreja, decidiu entregar pessoalmente o punhal ao Papa.

 

Como Maria Santíssima é Boa! – Frei Cancio Berri C. F. M.

ÚLTIMA AVE-MARIA, ÚLTIMO SUSPIRO!

Imagem relacionadaAchava-se num asilo de velhos um antigo soldado que, apesar de sua vida de caserna e acampamento, se conservava dócil e acessível às verdades religiosas.

Um sacerdote, que o visitava com freqüência, falou-lhe da devoção do rosário e ensinou-lhe o modo de rezá-lo.

Deu-lhe a Irmã um rosário e o velho militar achou tamanho consôlo em rezá-lo, que sentia muito não o ter conhecido antes, dizendo que o teria rezado todos os dias.

– Irmã, (perguntou um dia), quantos dias há em sessenta anos?

– A Irmã fez o cálculo e respondeu:

– 21.900 dias.

– Irmã, e quantos rosários teria eu que rezar cada dia para, em três anos, chegar a êsse número?

– 20 cada dia, disse-lhe a Irmã.

Daí em diante viam-no, dia e noite, com o rosário na mão.

Após três anos de sofrimentos, suportados com grande paciência, chegou ao seu último rosário.

Ali o esperava a morte, pois não viveu nem um dia nem uma hora mais. Ao terminar a última Ave-Maria, deu o último suspiro, entregou sua alma a Deus.

Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves

GRANDEZA DO CATECISMO

Irmãs da Fraternidade São Pio X

Francisco está estudando no quarto ano no colégio mais famoso da cidade. Ao voltar da aula, ele entrega à sua mãe, Andreia, o boletim com as notas do bimestre. “Que bom!”, pensa Andreia: “Francisco tirou notas excelentes em matemática e em português. Com a sua prática em idiomas, com certeza ele vai poder entrar nas melhores universidades do país!”.

E Andreia já imagina seu filho sendo um advogado de prestígio, um engenheiro com êxito ou um cientista eminente… Que mãe não tem grandes ambições para seus filhos?

Ao mesmo tempo, Gustavo – estudando no 5º. ano no Colégio São Pio X – também entrega a Silvina, sua mãe, as suas notas bimestrais. Silvina lê com atenção: Catecismo: 9; Comportamento geral exemplar: bom espírito, responsável e prestativo com os menores. Silvina sonha também com o futuro do seu filho: “O que será de Gustavo no futuro? Um bom pai com uma família numerosa? Talvez padre?” 

Que mãe não tem grandes ambições para seus filhos?

Na verdade, a maneira como os pais encaram os boletins escolares dos seus filhos revela percepções muito diferentes da vida. O que os senhores esperam da sua escola? Que lhes ensine com perfeição as equações e a geometria?

Está bem, mas “os pagãos não fazem isto também?” (São Mateus 5, 47). Matricularam seus filhos nas escolas da Tradição só porque a disciplina é melhor, porque não se empregam nelas os lamentáveis métodos educativos modernos, ou porque os resultados escolares são excelentes? Continuar lendo

O QUE DIZER A PESSOAS DE OUTRAS RELIGIÕES? – PALAVRAS DE MONS. LEFEBVRE

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Eis algumas palavras do monsenhor Marcel Lefebvre, fundador da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, sobre nossa atitude em relação às pessoas de outras religiões. Devemos ficar calados e dar-lhes razão, ou devemos dizer-lhes a verdade?

Podemos conversar com pessoas de diferentes religiões e responder quando nos pedem explicações. O que temos que dizer-lhes? Temos que deixá-las em sua boa consciência e dizer-lhes: “Não se preocupem, tendes uma religião muito bonita que, basicamente, vale a mesma que a nossa …”? Isso seria cometer um crime, porque talvez essas almas esperem de nós a verdade e não as estaríamos dando. Portanto, não se converteriam.

Um dia alguns jovens protestantes me convidaram para ir a Lausanne para lhes dar uma conferência. Queriam ouvir sobre Ecône. Eu lhes disse: “Falo-vos como bispo católico. Creio que me convidaram como tal. Não estranheis que eu os diga com franqueza o que penso do protestantismo“. Estava claro. Disse-lhes claramente que para nós existe apenas uma religião verdadeira e que Ecône representa precisamente essa convicção, pois ninguém se salva fora da Igreja Católica. Por isso somos tradicionalistas, o que não significa que desprezamos aos demais, mas para nós a religião protestante é um erro.

Pois bem, alguns dias depois esses jovens protestantes escreveram para me parabenizar. Me disseram: “É isso que queríamos ouvir. Sabemos que um católico é católico e que não admite que o protestantismo seja a verdadeira religião “. Assim não se surpreenderam.

Por outro lado, se lhes tivesse falado como fazem agora os ecumenistas, e lhes teria dito: “Em Ecône, é claro, nós amamos a Igreja Católica, mas somos amigos dos protestantes e acreditamos que sua religião é bonita…” acredito que, em primeiro lugar, não teriam ficado felizes pensando que os bajulava e que tratava de ficar bem com eles, mas no fundo, não dizia o que ele realmente acreditava. Isso os faria perder uma oportunidade de refletir sobre uma possível conversão.

Tudo isso é importante e constantemente, nós católicos, nos deparamos com situações semelhantes. Façamos um favor a essas almas e pensemos sempre em sua salvação: “Se eu não digo a verdade nem lhes ofereço a verdade, pode haver almas que se salvem e que por minha culpa não serão“. É claro que Deus pode trabalhar diretamente sem passar por nós para converter o mundo inteiro. No entanto, quis servir-se de sacerdotes e missionários. Deus conta conosco. Temos que ser um meio para a conversão de almas. Eis que há de se pensar na graça de Deus, que aproveita tal conversa ou tais palavras para abrir a alma desses protestantes e dar-lhes a graça da conversão, já que, é claro, é Ele quem converte as almas.

+ Monsenhor Marcel Lefebvre.

Extrato do livro: “Sou eu o acusado quem vos deveria julgar

ORDENAÇÕES DOS CAPUCHINHOS DE MÓRGON – 2018

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Foi em um magnífico dia de um belo final de verão que D. Alfonso de Galarreta, Bispo Auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X realizou a ordenação de 1 diácono e 2 padres para a comunidade dos Capuchinhos de Morgon .

A cerimónia foi realizada no verdejante parque do castelo de Nety – no município de Saint-Etienne-des-Ouillères – onde os Frades Menores se instalaram, com cuidado especial, uma grande tenda onde quase 300 fiéis foram apoiar, com a sua presença, os filhos do “Poverello”.

Como não lembrar que nesse dia das ordenações – 17 de setembro – é o da festa da impressão dos estigmas de São Francisco e que há 100 anos, em 20 de setembro de 1918, o Padre Pio também recebeu os estigmas visíveis em suas mãos, seus pés, seu lado e seu ombro?

PROCISSÃO DE ENTRADA

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ORDENAÇÃO DO IRMÃO CASSIANO AO DIACONATO

Foi na segunda-feira, 7 de maio de 2018, o Irmão Cassien, OFM, que já tinha feito seus votos perpétuos em 11 de fevereiro de 2018, na festa das aparições de Nossa Senhora em Lourdes, recebeu o subdiaconato das mãos de Dom Alfonso de Galarreta, responsável pelas comunidades amigáveis.

Hoje ele continua a sua subida ao sacerdócio, recebendo do mesmo pontífice, que se tornou agora Primeiro Assistente Geral do Pe. Davide Pagliarani, o diaconato.

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Em seu sermão D. de Galarreta enfatizou o papel do sacerdote como encarregado de distribuir toda a verdade do Verbum Christi, o Evangelho de Cristo, e lamentou que a Igreja oficial, ou melhor, a Igreja conciliar – frisou ele -, não garante mais essa Verdade desde que o Concílio Vaticano II começou a fazer seus inúmeros estragos.

ORDENAÇÃO SACERDOTAL DOS IRMÃOS LÉON-MARIE E AS PRIMEIRAS BENÇÃO DOS NOVOS PADRES

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Grande e terrível dia para os irmãos Léon-Marie e Gilles-Marie que se tornaram, por sua ascensão ao sacerdócio, Alter Christus, e que terão que levar a mesma cruz do Divino Mestre. Com o mesmo abandono, a mesma determinação e o mesmo amor Daquele que deu Sua vida pela nossa salvação.

A FAMÍLIA CATÓLICA, AQUELA ONDE DEUS É SERVIDO PRIMEIRO …E ONDE “NÃO RELIGIOSOS” SÃO A MINORIA

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Não poderíamos terminar essa reportagem sem mencionar, mesmo que sofram pela sua modéstia, o exemplo das famílias da Tradição que demonstram como uma verdadeira educação católica pode produzir belos e numerosos frutos.

Eis que, nas fotos acima, podemos ver que uma família de 11 filhos – a do Sr. e Sra Bernard Gelineau – deu 8 deles à Igreja: 2 sacerdotes eIrmãos na FSSPX, 1 capuchinho de Morgon,Beneditino de Bellaigues , 1 Freira beneditina de Perdechat e 1 Irmã do FSPX .

Mas isso não é tudo! Porque a irmã da Sra. Gelineau se casou com o Sr. MORILLE e de sua numerosa família saiu 1 padre da FSSPX – o Pe. Michel Gelineau -, 1 professor dominicano de Fanjeaux e 1 Clarissa de Morgon.

Quem dirá quanta dedicação, quanto sacrifício, quanta entrega de si mesmo, quanto amor por Nosso Senhor e Nossa Senhora se levou para chegar a essa abençoada “missão” de Deus?

Grandes graças foram dispensadas neste dia de ordenação onde todos puderam sentir uma grande paz, uma total serenidade e uma profunda alegria, totalmente católica.

Rezemos pela perseverança dos novos ordenados e peçamos a Deus que nos dê muitas santas vocações religiosas e sacerdotais.

Deo gratias!

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”