ESPECIAIS DO BLOG: NO CÉU NOS RECONHECEREMOS

Imagem relacionadaEm uma “Operação Memória” de nosso blog, trazemos novamente os capítulos do Livro: No Céu nos Reconheceremos – Cartas de Consolação, do Pe. R. P. Blot, de 1890.

O livro mostra através de histórias e exemplos como será possível o reconhecimento de parentes e amigos no céu.

Aproveitem a leitura.

PRÓLOGO

CARTAS DE CONSOLAÇÃO

FOTOS E VÍDEO DA RECONCILIAÇÃO DA IGREJA DE SÃO WILLIBRORD, EM UTRECHT (HOLANDA)

No dia 12 de novembro de 2017, dia seguinte à festa de São Martinho – padroeiro da arquidiocese de Utrecht – D. Fellay , Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, reconciliou a igreja de São Willibrord, localizada no centro histórico da cidade de Utrecht e comprada recentemente pela FSSPX (veja aqui).

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Cerca de 600 fiéis vindos da Holanda, Bélgica, Luxemburgo e Alemanha estiveram presentes. A cerimônia começou com o rito da reconciliação previsto no Pontifício Romano para devolver ao culto católico um edifício sagrado, após terem sido usados para fins profanos. O bispo iniciou procedendo com a benção da água gregoriana, mistura de água, vinho, sal e cinzas, para em seguida aspergir as paredes interiores, bem como o piso/chão em  forma de cruz, a fim de purificar a igreja de suas impurezas profanas.

Em sua homilia, D. Fellay recordou que a beleza artística daquele local de culto é um reflexo da beleza divina, cuja alma cristã é também uma imagem. Ele prosseguiu salientando que aquele edifício sagrado foi devolvido à liturgia tradicional para a qual foi construído – uma liturgia que “nunca foi revogada”, como afirmou o Papa Bento XVI no Motu Proprio  Summorum pontificum, de 7 de julho de 2007. A cerimônia prosseguiu com a Missa Pontifical celebrada no faldistório, com a participação dos seminaristas de ZaitzkofenA liturgia foi reforçada pela magnífica combinação do órgão e do coral.

A igreja de São Willibrord foi construída na década de 1870 por ocasião do restabelecimento da hierarquia católica na Holanda. Localizado no centro histórico de Utrecht, é um dos tesouros escondidos da cidade e uma das mais belas igrejas neogóticas do país.

Ricamente ornamentada e em perfeito estado de preservação após uma esplêndida restauração interior, o edifício restitui de maneira única o ambiente medieval da época anterior à iconoclastia calvinista. Além disso, Os monumentais órgãos – construídos pelo conterrâneo Michaël Maarschalkerweerd – são uma das atrações do edifício.

No colapso que seguiu o Concílio Vaticano II, havia uma discussão sobre a destruição dessa jóia. Salva do desastre pela tenacidade do padre Winand Kotte, a igreja foi classificada  como um monumento histórico e designada como um projeto piloto para a conservação do patrimônio arquitetônico europeu.

Retornando ao verdadeiro culto uma jóia arquitetônica dedicada a São Willibrord (657-739),  primeiro bispo de Utrecht, apóstolo da Frísia e da Holanda, a Fraternidade São Pio X, de fato, ilustra o lema de seu santo padroeiro: “Omnia institutare in Christo “.

Após um almoço que reuniu a maioria dos fiéis, o dia foi concluído pela adoração eucarística e a recitação do rosário. É foi assim que a igreja de São Willibrod encontrou seu destino original: o culto do Deus verdadeiro, o único Salvador e Mestre de todas as coisas, nosso Senhor Jesus Cristo.

Endereço da Igreja:

Sint Willibrordkerk 
Minrebroederstraat 21, 
3512 GS Utrecht, Holanda

Para mais informações, entrem em contato com o Priorado Saint Clement, em Gerwen (Holanda)

QUÃO POUCOS SÃO OS QUE AMAM A CRUZ DE JESUS

Resultado de imagem para carregar cruz de jesusMuitos encontram Jesus e são agora apreciadores de seu reino celestial; mas poucos que queiram levar a sua cruz. Tem muitos sequiosos de consolação, mas poucos da tribulação; muitos companheiros à sua mesa, mas poucos de sua abstinência. Todos querem gozar com ele, poucos sofrer por ele alguma coisa. Muitos seguem a Jesus até ao partir do pão, poucos até beber o cálice da paixão. Muitos veneram seus milagres, mas poucos abraçam a ignomínia da cruz. Muitos amam a Jesus, enquanto não encontram adversidades. Muitos O louvam e bendizem, enquanto recebem d’Ele algumas consolações; se, porém, Jesus se oculta e por um pouco os deixa, caem logo em queixumes e desânimo excessivo.

Aqueles, porém, que amam a Jesus por Jesus mesmo e não por própria satisfação, tanto O louvam nas tribulações e angústias, como na maior consolação. E posto que nunca lhes fosse dada a consolação, sempre O louvariam e Lhe dariam graças.

Oh! Quanto pode o amor puro de Jesus, sem mistura de interesse ou amor-próprio! Não são porventura mercenários os que andam sempre em busca de consolações? Não se amam mais a si do que a Cristo os que estão sempre cuidando de seus cômodos e interesses? Onde se achará quem queira servir desinteressadamente a Deus?

É raro achar um homem tão espiritual que esteja desapegado de tudo. Pois o verdadeiro pobre de espírito e desprendido de toda criatura – quem o descobrirá? Tesouro precioso que é necessário buscar nos confins do mundo (Prov 31,10). Se o homem der toda a fortuna, não é nada. E se fizer grande penitência, ainda é pouco. Compreenda embora todas as ciências, ainda estão muito longe. E se tiver grande virtude de devoção ardente, muito ainda lhe falta, a saber: uma coisa que lhe é sumamente necessária. Que coisa será esta? Que, deixado tudo, se deixa a si mesmo e saia totalmente de si, sem reservar amor-próprio algum, e, depois de feito tudo que soube fazer, reconheça que nada fez.

Não tenha em grande conta o pouco que nele possa ser avaliado por grande: antes, confesse sinceramente que é um servo inútil, como nos ensina a Verdade. Quando tiverdes cumprido tudo que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis (Lc 17,10). Então, sim, o homem poderá chamar-se verdadeiramente pobre de espírito e dizer com o profeta: Sou pobre e só neste mundo (Sl 24,16). Entretanto, ninguém é mais poderoso, ninguém mais livre que aquele que sabe deixar-se a si e a todas as coisas e colocar-se no último lugar.

Imitação de Cristo – Tomás de Kempis

A REALEZA DE CRISTO NO CORAÇÃO DE NOSSO COMBATE

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Durante a apresentação da Fraternidade São Pio X, na edição anterior, foi observado o seguinte ponto: “Um outro elemento central da “espiritualidade” da Fraternidade São Pio X é indicado pelos Estatutos em duas discretas frases:

“Eles terão pelo Reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo uma devoção sem limites, compatível com a infinidade de Seu Reino: sobre as pessoas, as famílias e as sociedades. Se eles devem manifestar uma opção política, sempre será no sentido deste Reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo “.

Pareceu-me útil desenvolver este ponto pouco mencionado, por dois motivos principais: 

– O primeiro é o incrível mal entendimento atual da doutrina do Reinado de Cristo, de Cristo Rei, embora o Papa Pio XI, em particular, expôs longa e metodicamente essa doutrina, que é o coração da fé católica. Uma espécie de placa de chumbo caiu nesta parte da doutrina católica, transformando-a em um “buraco negro” na vida cristã. É por isso que esta questão é um pouco mais longa do que o habitual, de forma a dispor de tempo para explicar, mesmo que brevemente, esse elemento do dogma católico. Continuar lendo

HÁ 100 ANOS ATRÁS, O COMUNISMO ATACOU A IGREJA E O MUNDO

news-header-imageEm Março de 1917, Lênin vivia na pobreza em Zurique. Ele era o líder exilado de um pequeno, extremista e revolucionário partido. Oito meses depois, em Outubro de 1917, ele se tornaria o mestre da Rússia, um país com mais de 160 milhões de habitantes e superfície geográfica cobrindo um sexto das terras inabitadas da Terra. Ele estabeleceu neste país um dos piores regimes que o mundo já teve conhecimento.

Fonte: SSPX – USA — Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo Sr. Fernando Scorsin 

Antes de encontrar seu caminho de volta a Rússia, Vladimir Ilitich Oulianov estava vivendo uma vida medíocre em Zurique, gastando seu tempo em escrever artigos para publicações Marxistas obscuras e em desprender longos debates nas cafeterias.

Mas no meio da Primeira Guerra Mundial, com o apoio do governo do Kaiser Guilherme II, Lênin viajou pela Alemanha e Escandinávia para retornar a Rússia. Esta viagem de oito dias, de 27 de Março a 3 de Abril, 1917, mudou o aspecto do mundo.

Milhões de projéteis destrutivos foram atirados durante a guerra mundial”, escreveu Stefan Zweig no Le Wagon-pomblé (o vagão-guia que transportava Lênin e cerca de trinta bolcheviques pela Europa, nota da tradução), mas “nenhum voou mais longe, nenhum teve papel mais decisivo em toda a história recente que este trem saído da fronteira Suíça, carregado com os mais perigosos e determinados revolucionários do século, que atravessou a Alemanha e pousou em São Petersburgo, onde explodiu a ordem a reinante”.

Ele era um homem insignificante e preocupado quando chegou em Petrogrado, na noite de 16 de Abril de 1917; ele temia a possibilidade de ser preso por traição, assim que desembarcasse do trem, pelo governo temporário regido pelo Príncipe Georgy Lvov, que estava no cargo desde de abdicação do Czar. Durante esta jornada, ele escreveu suas Teses de Abril, advogando por uma revolução radical proletária, a qual não incluía a revolução da classe-média prescrita pela teoria Marxista. Continuar lendo

SUMMORUM PONTIFICUM 2017 – PODE O ENRIQUECIMENTO MÚTUO “CURAR A FERIDA”?

Procissão em direção à Basílica de São Pedro por ocasião da conferência Summorum Pontifcum.

Os adeptos ao chamado de Bento XVI para o «enriquecimento mútuo» destacaram-se proeminentemente na conferência e peregrinação Summorum Pontificum.

Fonte: SSPX – USA — Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo Sr. Adolfo José Guimarães Correa 

O cardeal Robert Sarah, chefe da Congregação para o Culto Divino, esteve entre os oradores em Roma, de 14 a 17 de setembro de 2017, assim como o Arcebispo Pozzo, secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, responsável pelos grupos ligados à Missa Tradicional como a Fraternidade São Pedro e o Instituto Cristo Rei.

O arcebispo Pozzo declarou em seu discurso:

«Penso que é necessário voltar a um aspecto fundamental do Summorum Pontificum, ou seja, o desejo de curar a ferida, não apenas litúrgica, mas eclesiológica, entre o antigo e o novo… Creio que o rito antigo, com o seu patrimônio de fé e santidade, pode enriquecer o novo; enquanto o novo, por sua vez, pode representar essa legítima aspiração para o desenvolvimento teológico e litúrgico em continuidade e fidelidade à tradição.»

O que é «Enriquecimento Mútuo»?

A expressão «enriquecimento mútuo» ocorre famosamente nas palavras do Papa Bento XVI em sua Carta aos Bispos do Mundo para Apresentar o «Motu Proprio» sobre o Uso da Liturgia Romana anterior à Reforma realizada em 1970, quando afirmou: «As duas Formas do uso do Rito Romano podem enriquecer-se mutuamente». Nesta carta, ele procurou dissipar os receios de que, em primeiro lugar, a liberação da Missa Tradicional poria em questão a autoridade do Concílio Vaticano II e, em segundo lugar, o receio de que o uso do rito tradicional causaria divisão dentro da Igreja.

Nessa mesma carta, Bento XVI forneceu exemplos do enriquecimento mútuo que ele previa: pequenos ajustes no antigo Missal, como inserções de «…novos santos e alguns dos novos Prefácios…» e maior sacralidade, reverência e obediência às rubricas na Celebração da Missa Nova: «na celebração da Missa segundo o Missal de Paulo VI, poder-se-á manifestar, de maneira mais intensa do que frequentemente tem acontecido até agora, aquela sacralidade que atrai muitos para o uso antigo».

A expressão rapidamente se tornou uma frase favorita, em particular para aqueles que desejavam a Missa Antiga, mas que, por razões várias, atenuaram a sua oposição aberta ao Novus Ordo ou ao Concílio Vaticano II. Isso encaixa bem com a noção de Bento XVI de «hermenêutica da continuidade», a ideia de que o Concílio Vaticano II e as ambiguidades nele contidas podem ser interpretadas à luz da tradição. Continuar lendo

“HONRARÁS PAI E MÃE”

Resultado de imagem para familia católicosOs discípulos da Sabedoria são uma assembléia de justos e a sua comunidade é marcada pela obediência e o amor.

Ouvi, ó filhos, a advertência de um pai, e procedei de tal modo que sejais salvos.

Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe.

Quem honra seu pai intercederá pelos pecados, evitará cair neles e será ouvido na oração quotidiana.

Quem respeita sua mãe é como alguém que ajunta tesouros.

Quem honra seu pai terá alegria em seus próprios filhos; e, no dia em que orar, será atendido.

Quem honra seu pai terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da mãe.

Quem teme o Senhor honra seus pais e como a senhores servirá aos que o geraram.

Com obras e palavras honra teu pai, para que dele venha sobre ti a bênção.

A bênção do pai consolida a casa dos filhos, mas a maldição da mãe destrói até os alicerces.

Não te glories da injúria sofrida por teu pai, pois não é glória para ti a sua afronta.

A glória de cada um vem da honra de seu pai, e é uma desonra para o filho a mãe desprezada.

Filho, ampara a velhice de teu pai e não lhe causes desgosto enquanto vive.

Mesmo que esteja perdendo a lucidez, sê tolerante com ele e não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida.

A ajuda prestada a teu pai não será esquecida, mas será plantada em lugar dos teus pecados e contada como justiça para ti; no dia da aflição serás lembrado e teus pecados se dissolverão, como o gelo em dia de sol.

Como é infame, quem desampara seu pai, e é amaldiçoado por Deus, quem exaspera sua mãe!

Eclo 3, 1-18

MAIS UMA DE FRANCISCO VERSUS DOUTRINA CATÓLICA

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O Papa Francisco fez um discurso sobre a pena de morte em uma reunião organizada pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, por ocasião do 25º aniversário da publicação do ambíguo e contraditório Catecismo da Igreja Católica, em 1992.

Resumindo, o Papa disse que “é preciso afirmar com força que a sentença à pena de morte é uma medida desumana que humilha”.

“É em si mesma contrária ao Evangelho porque, com ela, decide-se voluntariamente uma vida humana, que é sempre sagrada aos olhos do Criador, e da qual Deus, em última instância, é o único juiz”, acrescentou.

Francisco manifestou que “ninguém pode tirar não só a vida como a possibilidade de uma redenção moral e existencial que seja em favor da comunidade”.

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Bom, perante tudo isso, qual a verdadeira posição da Igreja Católica sobre o assunto?

Não vamos fazer um estudo. Vamos apenas citar alguns trechos sobre tal, de acordo a doutrina da Igreja. Aliás, um bom estudo do Pe. Jean-Michel Gleize pode ser lido clicando aqui.

Será que todos os filósofos, teólogos e papas que apoiaram a legitimidade da pena de morte, diante do atual Pontífice, traíram o Evangelho?

Façamos então uma comparação da opinião de Francisco com o ensinamento da Igreja: Continuar lendo

OS PRINCÍPIOS DA AÇÃO CATÓLICA – PARTE 4/4

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/08/Meeting_of_doctors_at_the_university_of_Paris.jpgPelo Pe. François-Marie Chautard

Fonte: Le Chardonnet nº 269 – Tradução: Dominus Est

Por mais pertinente que sejam os campos de ação do Apóstolo, e por mais elevado que esse campo seja na sociedade, sua eficácia depende necessariamente de algumas condições pessoais.

Ora, o católico que deseja ver o reino de Jesus Cristo intervém em dois tipos de esfera bem distintas: uma puramente espiritual e a outra puramente temporal. Além disso, o verdadeiro apóstolo deve ser dotado de qualidade espirituais e humanas.

Meios sobrenaturais

Um adágio filosófico extremamente simples ensina que a causa é proporcional ao efeito. Se o apóstolo pretende fazer uma obra sobrenatural, ele mesmo deve ser profundamente sobrenatural. Caso contrário, sua ação será humana e o fruto… humano. Se o apóstolo quer obter um fruto bem profundo e durável, ele mesmo deve ter um vida interior profunda.

O apóstolo deve, portanto, ter necessariamente como apoio uma profunda vida interior. Por isso é que os papas insistem tanto na vida de oração que deve dirigir toda a ação católica, que por sua vez é um prolongamento da ação salvífica de Cristo e dos Apóstolos. E, com efeito, trata-se de uma verdadeira vida de oração, e não do cumprimento de alguns exercícios de piedade. É uma vida de piedade, e não um verniz de piedade que não teria qualquer influência sobre a maneira de viver e julgar.

Essa vida de oração deve igualmente ser acompanhada de uma vida de fé sólida e instruída. E a formação doutrinal deve também ter uma importância de primeira ordem. Enfim, o apóstolo não deve poupar-se de um verdadeiro espírito de sacrifício.

Conforme escreveu São Pio X, «Antes de tudo, é preciso estar profundamente convencido de que o instrumento é inútil se ele não é apropriado ao trabalho que se quer executar. Conforme o que foi evidenciado acima, a ação católica, na medida em que se propõe a restaurar todas as coisas em Cristo, constitui um verdadeiro apostolado para a honra e glória do próprio Cristo. Para bem cumpri-lo é preciso que se tenha a graça divina e que o apóstolo só a receba se estiver unido a Cristo. Somente quando tivermos formado em nós Jesus Cristo é que podemos mais facilmente trazê-Lo às famílias e à sociedade. Todos aqueles que são chamados a dirigir ou que se consagram à promover o movimento católico, devem ser católicos à toda prova, convictos de sua fé, firmemente instruídos nos assuntos religiosos, sinceramente submissos à Igreja e especialmente à suprema Sé Apostólica e ao Vigário de Jesus Cristo sobre a terra; eles devem ser homens de piedade verdadeira, de varonil virtude, íntegros nos costumes e de uma vida de tal modo intemerata que eles sirvam a todos de eficaz exemplo. Continuar lendo

OS PRINCÍPIOS DA AÇÃO CATÓLICA – PARTE 3/4

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a3/Leo_XIII.jpg/240px-Leo_XIII.jpgPelo Pe. François-Marie Chautard

Fonte: Le Chardonnet nº 268 – Tradução: Dominus Est

Cristianizar a sociedade em todos os seus elementos e fazer irradiar Cristo Rei: tal é o desejo caro a muitos corações católicos.

Ainda é preciso saber como se tomar uma decisão acerca dos meios. Por isso, após ter evocado os grandes princípios da Ação católica, resta-nos ver como aplicá-los: em quais campos de ação[1] e segundo quais condições.

«Ademais, importa — observa São Pio X — definir claramente as obras pelas quais as forças católicas devem se esforçar empregando toda sua energia e constância. Essas obras devem ser de uma tão evidente importância, responder de tal maneira aos desejos da sociedade atual, adaptar-se tão bem aos interesses morais e materiais — sobretudo os do povo e das classes mais pobres —, que, enquanto instiga nos promotores da ação católica a melhor atividade para obter os resultados importantes e certos que se devem esperar dessas obras, elas sejam também facilmente compreendidas e alegremente bem-vindas por todos»[2].

Privilegiar as estruturas

Além disso, mantidas inalteradas todas as outras coisas, parece necessário visar ainda mais as estruturas[3] que os indivíduos. O indivíduo afeta os demais indivíduos e desaparece em seguida. A estrutura permanece.

Privilegiar as estruturas já existentes

Essa atenção às instituições é dupla. Por um lado ela visa dar novamente um respiro às estruturas existentes, isto é, dar um verdadeiro espírito cristão; por outro lado ela visa fundar novas estruturas.

Esse apostolado pode então se ordenar em duas palavras: conservar e desenvolver. Antes de fazer melhor do que aquilo que existe, convém antes fazer bem aquilo que existe. Também vale mais proteger e desenvolver as obras existentes.

Infelizmente, esse princípio é frequentemente esquecido. Seduzido por uma idéia que lhe parece genial, o apóstolo se lança de cabeça numa obra que aos seus olhos parece indispensável: uma nova confraria, um novo círculo, um grupo de oração em torno de uma devoção esquecida há muito e que lhe parece imperativo ressuscitar[4]. Na Ação católica, assim como em tudo, é preciso desconfiar da tentação que tem aparência de bem.

Com efeito, frequentemente é preferível apoiar o que já existe. Além disso, é um meio certo de evitar o apego à uma obra pessoal e todos os inconvenientes humanos que ela traz consigo. Continuar lendo

FOTOS DA PEREGRINAÇÃO DA FSSPX À LUJÁN (ARG) – 2017

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Fonte: FSSPX Sud America – Tradução: Dominus Est 

Como acontece todos os anos, durante o longo fim de semana marcado pelo feriado de 12 de outubro, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X fez sua peregrinação La Reja-Luján.

Com a presença de alguns peregrinos desde a noite anterior no Seminário “Nossa Senhora Co-Redentora”, a manhã do domingo, 15 de maio, viu os fiéis que sob o lema “Ao final meu Coração Imaculado triunfará”, se preparavam para caminhar reunindo-se na igreja para ouvir a exortação inicial do padre Fernando Rivero, seguida pela bênção dada pelo Superior do Distrito, padre Mario Trejo. Minutos depois, a marcha começou.

Reunidos em grupos, identificados por estandartes de devoções marianas ou pertencentes a diversos apostolados e bandeiras, 540 peregrinos caminharam e rezaram as dezenas do Rosário, liderado por seminaristas que integravam os ditos grupos. Decidiu-se fazer duas paradas para descansar e ouvir breves exortações que recarregavam os espíritos para prosseguir a rota.

Para o almoço contou-se – assim como todo ano – com um quiosque e, no caso de necessidade, havia também um serviço de auxílio com carros, para apoiar aqueles que tiveram alguma dificuldade em completar a marcha, que foi concluída em um clima de alegria, para o qual o clima certamente ajudou, com céu claro e temperatura agradável, ideal para a caminhada.

Depois do meio da tarde, estávamos chegando em Luján. Outros fiéis, que não puderam fazer a caminhada, já haviam chegado na cidade a bordo de alguns ônibus fretados, somando-se aos nossos peregrinos o número aproximado de mil pessoas. As instalações do “Ateneo 9 de Julio” já estavam organizadas, onde a Missa Solene seria celebrada às 18h30, celebrada pelo Diretor do Seminário, o Padre Davide Pagliarani. O Seminário foi encarregado da preparação do lugar onde se realizou a Santa Missa, que, aliás, era muito lindo e digno, pela qual começou a ordenadamente o translado até a Basílica de Luján, para realizar ali a consagração da nossa Fraternidade, nosso Distrito e todos os nossos fiéis ao Imaculado Coração.

OS PRINCÍPIOS DA AÇÃO CATÓLICA – PARTE 2/4

https://www.herodote.net/_images/8-papaute2-henri4-agenouille-gregoire7-vatican.jpgPelo Pe. François-Marie Chautard

Fonte: Le Chardonnet nº 260 – Tradução: Dominus Est

No artigo anterior foram evocados os objetivos assim como os três princípios da ação católica tais como o Magistério nos deu em seus ensinamentos:

O objetivo da ação católica é contribuir para a instauração do Reino de Jesus Cristo nos indivíduos, nas famílias e nas sociedades.

Esses três primeiros princípios[1] da ação católica são os seguintes:

A ação católica deve se adaptar à ordem natural e impregná-la da graça. Em poucas palavras, ela deve cristianizar a ordem das coisas.

Sendo a natureza do homem sociável, a ação católica deve impregnar sem destruir toda a vida social e política do homem, ou seja, cristianizar os corpos intermediários e, finalmente, todas as instituições sociais e políticas.

Sendo dupla a natureza das obras humanas — temporal e espiritual —, os princípios da ação católica variam de acordo com esses dois modos. E esses princípios engendram outros:

Quarto princípio: a ação católica deve estar submissa à autoridade eclesiástica

Se a ação católica visa instaurar o Reinado de Nosso Senhor na ordem puramente espiritual ou temporal, sua ação é eminentemente sobrenatural e diz respeito à ordem da graça. Ora, o que diz respeito à ordem da graça diz respeito à autoridade eclesiástica. Por conseguinte, a obediência condiciona o sucesso do apostolado, conforme ensina Pio XII:

«Essa estreita colaboração do laicato ao apostolado hierárquico, em uma inteligente e alegre obediência em relação aos chefes espirituais que o Espírito Santo colocou para reger a Igreja de Deus, é a garantia de sucessos sobrenaturais divinamente prometidos aos mensageiros do Evangelho (…)»[2].

Contrariamente a isso, afastar-se da tutela eclesiástica nas esferas que lhe pertencem equivale a se privar das bênçãos do Céu. Continuar lendo

FOTOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX À LOURDES (2017) – TERCEIRO DIA

MISSA DA SEGUNDA FEIRA (23/10)

Foram mais de 3.000 fiéis que, neste terceiro dia de peregrinação da Tradição, assistiram à missa votiva de Cristo Rei, celebrada pelo padre Philippe Brunet na Basílica de São Pio X em Lourdes.

O Superior das Casas Autônomas de Espanha e Portugal foi assistido pelo Pe. Ludovic Girod , Diretor da Escola de São João Bosco Marlieux e pelo Pe. Arnaud d’Humières, Prior de Dijon.

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O ROSÁRIO E A DESPEDIDA

Foi o padre Michel Poinsinet de Sivry, diretor da Escola São João Batista de La Salle de Camblain, que meditou o último rosário na Gruta, na presença dos fiéis que participaram dos três dias desta peregrinação 2017.

Após o rosário meditado, o padre Christian Bouchacourt, Superior do Distrito da França, agradeceu as autoridades do santuário, os organizadores, em particular a escola de Etcharry, as comunidades amigas e deu sua benção aos fiéis presentes, desejando-lhes que venham ainda em maior número no próximo ano.

Deo gratias!

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FOTOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX À LOURDES (2017) – SEGUNDO DIA

MISSA DO DOMINGO (22/10)

Foram cerca de 5.000 fiéis que, neste segundo dia de peregrinação da Tradição, assistiram à Missa solene celebrada pelo Pe. Emeric Baudot na Basílica de São Pio X em Lourdes. O Primeiro Assistente do Distrito da França foi assistido pelo Padre Guillaume Gaud, Prior de Brest-Guipavas e pelo Padre Sebastien Gabard, Prior de Bergerac .

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ROSÁRIO NA GRUTA

Após a missa solene em domingo, 23 de outubro, milhares de peregrinos visitam a Gruta para recitar o rosário meditado pelo Pe. Jean-Marie Salaün, Prior de Grenoble-Meylan .

Depois da recitação do rosário, Pe. Christian Bouchacourt, Superior do Distrito da França, cercado por seus dois assistentes, Padres Emeric Baudot e Loïc Duverger, renovaram a consagração da Fraternidade Sacerdotal São Pio X a Cristo Rei, Príncipe da Paz e Mestre das Nações.

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VÉSPERAS E PROCISSÃO DO SANTÍSSIMO

Uma vez cantadas as Vésperas Solenes, o Santíssimo Sacramento foi exposto à adoração dos fiéis. Vai começar um dos momentos mais fortes desta peregrinação: a procissão de Nosso Senhor através da esplanada do Santuário de Lourdes, onde todos poderão adorar Cristo Rei, Príncipe da Paz e Mestre das Nações através da presença real de Deus na Hóstia

A procissão eucarística é um grande momento de fervor popular, sempre muito aguardada pelos peregrinos e pelos habitantes da cidade mariana de Lourdes. Muitas vezes, os rostos estão repletos de seriedade e alegria interior à vista do Rei dos reis levado triunfante pelo santuário mariano.

” Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos, 
porque redimistes o mundo pela vossa santa cruz “.

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BENÇÃO DOS DOENTES COM O SANTÍSSIMO SACRAMENTO

O padre Emeric Baudot abençoou os doentes, desenhando com o ostensório o sinal da cruz perante cada um deles. Em Lourdes, Deus vem àqueles que lutam, aqueles que sofrem, aqueles que precisam ser aliviados. Como o paralítico que é descido até seu Filho, eles vieram se confiar a Ele e se entregar à sua clemência. Ao lado deles, as valentes irmãzinhas de Saint-Jean-Baptiste de Rafflay demonstraram uma caridade ímpar para atender as menores necessidades materiais de cada um deles.

As honras rendidas ao Santíssimo Sacramento não se interromperam tão cedo, porque até a meia-noite, clérigos e fiéis se revezam na imensa Basílica de São Pio X para adorar a Jesus Cristo presente na Eucaristia. Estes peregrinos vindos em massa não fizeram uma vã viagem. Eles não percorreram quilômetros nem temeram os altos e baixos da greve por um simples fim de semana prolongado de mudanças de ar ou reuniões atraentes.

Em Lourdes, eles vieram receber graças e se colocar diante de Deus realmente presente no Sacramento do Altar. Tais viagens não têm preço. Nenhuma agência turística propõe um encontro com Jesus. No entanto, em Lourdes, o peregrino permanece face a face com Deus, por intermédio de Sua Santa Mãe.

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FOTOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX À LOURDES (2017) – PRIMEIRO DIA

A MISSA DO SÁBADO (21/10) 

Cerca de 4.000 fiéis que, neste primeiro dia de peregrinação da Tradição, participaram da Missa solene celebrada pelo Pe. Patrick Troadec, na Basílica de São Pio X em Lourdes. O Diretor do Seminário Santo Cura d’Arns de Flavigny foi assistido pelo Pe. Louis-Edouard Meugniot, Diretor da Escola Estrela da Manhã de Eguelshardt e pelo Pe. Michel Poinsinet-de-Sivry, Diretor da Escola São João Batista de La salle de Camblain.

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A VIA SACRA DE ESPÉLUGUES

Após a Missa onde Cristo se ofereceu por nós como uma vítima propiciatória, é sempre um grande momento de emoção realizar as duas Vias Sacras onde, em união com todos os nossos doentes, cada um oferece seus sofrimentos com uma imensa confiança em Nossa Senhora. Diante do afluxo dos fiéis às Estações da Cruz, os organizadores organizaram três grupos distintos de penitentes.

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A VIA SACRA DOS DOENTES

“Sobre vossa herança fizestes cair generosa chuva, e restaurastes suas forças fatigadas” (Sl 67,10)

“Quando atravessam o vale árido, eles o transformam em fontes, e a chuva do outono vem cobri-los de bênçãos. 8.Seu vigor aumenta à medida que avançam, porque logo verão o Deus dos deuses em Sião. 9.Senhor dos exércitos, escutai minha oração, prestai-me ouvidos, ó Deus de Jacó.” (Sl 83,7-9)

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A PROCISSÃO DAS VELAS

A procissão das velas é uma oportunidade para os peregrinos “estranhos à Tradição” se juntarem às nossas orações e encontrar nessa ocasião a beleza das cerimônias do período anterior ao Vaticano II ….

Milhares de fiéis se reuniram nas planícies para uma longa e magnífica procissão de velas organizada em torno da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X e das comunidades amigas.

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OS PRINCÍPIOS DA AÇÃO CATÓLICA – PARTE 1/4

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/65/Chlodwigs_taufe.jpg/300px-Chlodwigs_taufe.jpgPelo Pe. François-Marie Chautard

Fonte: Le Chardonnet nº 260 – Tradução: Dominus Est

Conforme diagnosticou São Pio X na sua encíclica Notre charge apostolique de 25 de agosto de 1910, o «pecado original» do Sillon não consistia numa falta de generosidade, mas sim numa falta de formação.

Esse fato é importante: M. Sangnier e seus adeptos foram católicos piedosos e zelosos; infelizmente esse ardor foi desviado por uma cruel falta de conhecimento, e por se emanciparem da autoridade eclesiástica. É por isso que, antes de se lançar no campo da ação[1], é indispensável instruir-se.

Ademais, antes mesmo de buscar os princípios da ação católica, é importante conhecer a natureza da ação católica. Mas para aprender isso convém examinar o objetivo da ação católica.

I – OBJETIVO DA AÇÃO CATÓLICA: A CRISTANDADE

São Pio X forneceu uma descrição da natureza da Ação católica em sua magistral encíclica Il fermo proposito de 11 de junho de 1905:

«Com efeito, todos nós da Igreja de Deus somos chamados à formar um único corpo cuja cabeça é Cristo; corpo do qual, conforme ensina o Apóstolo Paulo, “coligado e unido por todas as juntas, por onde se lhe subministra o alimento, obrando à proporção de cada membro, toma aumento de um corpo perfeito para se edificar em caridade”.

E assim nessa obra de “edificação do Corpo de Cristo” (…) Nosso primeiro dever é o de ensinar, de indicar o método a seguir e os meios a se empregar, de advertir e de exortar paternalmente; é também dever de todos Nossos caríssimos filhos ao redor do mundo ouvir Nossos conselhos e de aplicá-los antes em si mesmos e cooperar eficazmente para que eles também sejam comunicados aos demais, cada um conforme a graça que recebeu de Deus, conforme seu estado e suas funções e conforme o zelo que inflamar em seu coração.

Aqui Nós queremos somente relembrar essas múltiplas obras de zelo para o bem da Igreja, da sociedade e dos indivíduos — comumente designadas pelo nome de Ação Católica — que, pela graça de Deus, florescem em todos os lugares…». Continuar lendo

ESPECIAIS DO BLOG: O DRAMA DO FIM DOS TEMPOS

Imagem relacionadaEm uma “Operação Memória” de nosso blog, trazemos novamente os capítulos do Livro: O DRAMA DO FIM DOS TEMPOS, do Pe. Emmanuel-André, Prior do Mosteiro de Mesnil-Saint-Loup. Foram redigidas em 1884-1885, e foram publicadas em 1985.

Padre Emmanuel-André dá precisões surpreendentes sobre o indiferentismo religioso, que corresponde exatamente à heresia ecumênica de nossos dias. Que teria ele dito ou escrito se vivesse em nossa época!? Por seus escritos ele nos encoraja a permanecermos firmes na fé da Igreja Católica e a recusar os compromissos que arruínam a liturgia, sua doutrina e sua moral.

Aproveitem a leitura.

HOJE O “MILAGRE DO SOL” COMPLETA 100 ANOS

Um testemunho do Milagre do Sol: “Se não fosse católico, nesse momento ter-me-ia convertido”

Fonte: Observador

Bernardo Motta reuniu em livro cerca de centena e meia de testemunhos do Milagre do Sol. O livro sai no último dia das celebrações do Centenário das Aparições de Fátima. Leia aqui um dos depoimentos.

Há 100 anos, a 13 de outubro de 1917, dezenas de milhares de pessoas assistiram, à hora prevista, ao chamado “Milagre do Sol” — um sinal pedido a Nossa Senhora por irmã Lúcia, três meses antes, para que todos acreditassem nas aparições de Fátima. Bernardo Motta recolheu cerca de centena e meia de depoimentos de testemunhas oculares, que transcreveu e reuniu num livro. O Milagre do Sol segundo testemunhas oculares chega às livrarias esta sexta-feira — o dia em que se encerram as celebrações do Centenário das Aparições de Fátima.

O Observador pré-publica um desses depoimentos: o do e Luís António Vieira de Magalhães e Vasconcelos.

«Depoimento que faz pela sua honra e pela sua fé de cristão, Luís António Vieira de Magalhães e Vasconcelos, solteiro, advogado e oficial do registo civil no concelho de Vila Nova de Ourém, sobre os factos ocorridos nas proximidades do lugar da Fátima, deste concelho, no ano de 1917. Já há meses corriam variadas versões de que a Virgem Nossa Senhora aparecia nas proximidades do lugar da Fátima a umas pequenas pastoras. Eu tinha conhecimento dessas versões e sabia que era grande a afluência de gente de várias categorias sociais ao local indicado pelas referidas pastoras, principalmente nos dias 13 de cada mês, pois eram os dias em que estas diziam que se davam as aparições. Tais boatos começaram a interessar-me e por esse motivo pretendi então informar-me do que se passava. Falando com algumas pessoas que lá tinham estado no dia treze de setembro, umas declararam-me que nada tinham visto, outras que tinham visto uma estrela, outras faziam descrições fantásticas. Tão pouca uniformidade havia nos seus depoimentos que me convenci de que se tratava de uma “blague” sem o menor fundamento. Esta minha convicção mais se avigorou, quando dias depois falei com um venerando sacerdote deste concelho, que me disse ter sabido casualmente que as pequenas pastoras tinham em casa um livro onde se descreviam os milagres de Nossa Senhora de Lourdes e da Virgem de La Salette. Este venerando Sacerdote mostrava-se pouco inclinado a acreditar na sinceridade das revelações feitas pelas pequenas. Continuar lendo

ORDENAÇÕES NO SEMINÁRIO DE LA REJA (ARG)

No sábado, 7 de outubro de 2017, Festa de Nossa Senhora do Rosário, o Superior Geral da Fraternidade São Pio X, D. Bernard Fellay, celebrou uma Missa Pontifical no seminário de Nossa Senhora Corredentora em La Reja (Argentina). Dezoito seminaristas receberam tonsuras, ordens menores ou o sub-diaconato.

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  • 5 seminarista do 2º ano receberam a tonsura eclesiástica e entraram no clericato.
  • 5 seminaristas do 3º ano receberam as primeiras ordens menores de porteiro e leitor.
  • 1 seminarista do 4º ano recebeu as segundas ordens menores de exorcista e acólito.
  • 7 seminaristas do 5º ano receberam a ordenação ao sub-diaconato. Destes, 4 são argentinos, 2 brasileiros e 1 mexicano.

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

O CARDEAL BURKE PODERIA FALAR DE “CISMA” EM RELAÇÃO À FSSPX?

news-header-imageFonte: DICI – Tradução: Dominus Est

No dia 15 de julho de 2017, o Cardeal Raymond Burke, Patrono da Ordem de Malta e ex-Presidente do Tribunal de Assinatura Apostólica, fez uma conferência em Medford, Oregon, nos Estados Unidos. Interrogado sobre a Fraternidade São Pio X, respondeu que, segundo ele, esta sociedade de sacerdotes está “em estado de cisma”, isso “desde que o falecido Mons. Marcel Lefebvre ordenou quatro bispos sem o mandato do Romano Pontífice. Portanto, não é legítimo assistir à Missa ou receber os sacramentos em uma igreja que está sob a jurisdição da Fraternidade São Pio X. “

Proveniente de um dos quatro cardeais signatários da Dubia sobre as passagens heterodoxas da Amoris lætitia, esta declaração, publicada na Internet por um blogueiro americano em 30 de setembro, é surpreendente em diversos aspectos.

O cardeal Burke, eminente canonista, se manifesta, sem dúvida, de forma jurídica, mas parece ignorar que, ainda que as sagrações episcopais de 1988 tenham merecido as sanções mais elevadas aos seus autores, nem os membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, nem os fiéis que frequentam seus priorados, nunca foram declarados cismáticos.

Certamente, o prelado romano sabe que o Papa Bento XVI levantou, em 21 de janeiro de 2009, qualquer tipo de sanção a que os bispos da Fraternidade incorreram e, portanto, admite que os bispos da Fraternidade “não estão mais excomungados”, mas, segundo ele “não estão em plena comunhão com a Igreja Católica.” Esta “anomalia” lhe parece incompreensível, como o fato do Papa Francisco dar o poder ordinário de confessar a todos os sacerdotes da Fraternidade, e até mesmo reconhecê-los como testemunhas qualificadas da Igreja para os casamentos dos seus fiéis. Então, para declarar pura e simplesmente “em um estado de cisma”, há um passo que nenhum papa autorizou atravessar, mas que o Cardeal Burke cruza um pouco rápido demais. Continuar lendo

CAUSAS E TÁTICAS MODERNISTAS

Para mais a fundo conhecermos o modernismo e o mais apropriado remédio acharmos para tão grande mal, cumpre agora, Veneráveis Irmãos, indagar algum tanto das causas donde se originou e porque se tem desenvolvido. Não há duvidar que a causa próxima e imediata é a aberração do entendimento. As remotas, reconhecemo-las duas: o amor de novidades e o orgulho. O amor de novidades basta por si só para explicar toda a sorte de erros. Por esta razão o Nosso sábio predecessor Gregório XVI, com toda a verdade escreveu (Encicl. “Singulari Nos” 7/07/1834): «Muito lamentável é ver até onde se atiram os delírios da razão humana, quando o homem corre após as novidades e, contra as admoestações de São Paulo, se empenha em saber mais do que convém e, confiando demasiado em si, pensa que deve procurar a verdade fora da Igreja Católica, onde ela se acha sem a menor sombra de erro». Contudo, o orgulho tem muito maior força para arrastar ao erro os entendimentos; e é o orgulho que, estando na doutrina modernista como em sua própria casa, aí acha à larga de que se cevar e com que ostentar as suas manifestações.

Efetivamente, o orgulho fá-los confiar tanto em si que se julgam e dão a si mesmos como regra dos outros. Por orgulho loucamente se gloriam de ser os únicos que possuem o saber, e dizem desvanecidos e inchados: Nós cá não somos como os outros homens. E, de fato, para o não serem, abraçam e devaneiam toda a sorte de novidades, até das mais absurdas. Por orgulho repelem toda a sujeição, e afirmam que a autoridade deve aliar-se com a liberdade.

Por orgulho, esquecidos de si mesmos, pensam unicamente em reformar os outros, sem respeitarem nisto qualquer posição, nem mesmo a suprema autoridade. Para se chegar ao modernismo não há, com efeito, caminho mais direto do que o orgulho. Se algum leigo ou também algum sacerdote católico esquecer o preceito da vida cristã, que nos manda negarmos a nós mesmos para podermos seguir a Cristo, e se não afastar de seu coração o orgulho, ninguém mais do ele se acha naturalmente disposto a abraçar o modernismo! – Seja portanto, Veneráveis Irmãos, o vosso primeiro dever   resistir a esses homens soberbos, ocupá-los nos misteres mais humildes e obscuros, a fim de serem tanto mais deprimidos  quanto mais se enaltecem, e, postos na ínfima plana, tenham menor campo a prejudicar. Além disto, por vós mesmos ou pelos reitores dos seminários, procurai com cuidado conhecer os jovens que se apresentam candidatos às fileiras do clero; e se algum deles for de natural orgulhoso, riscai-o resolutamente do número dos ordinandos. Neste ponto, quisera Deus que se tivesse sempre agido com a vigilância e fortaleza que era mister! Continuar lendo

TOMADA DE BATINA EM LA REJA – ARGENTINA – 2017

No domingo 17 de setembro, festa da impressão das chagas de São Francisco, os seminaristas do primeiro ano, providencialmente, com grande alegria e entusiasmo, receberam o santo hábito da batina, dando assim seus primeiros passos à renúncia ao mundo e à entrega total à Deus.

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A cerimônia teve lugar depois do sermão e, havendo terminado este, os seminaristas do ano de espiritualidade subiram ao altar e apresentaram suas batinas para que estas fossem abençoadas, depois do qual saíram à sacristia para revestirem-se pela primeira vez do hábito sagrado, e assim depois de alguns minutos, com grande alegria dos familiares que os acompanhavam, entraram revestidos com batina e sobrepeliz para receber das mãos do Padre Diretor uma pequena cruz de madeira, para que de agora em diante busquem somente identificar-se com Ele.

Queira Deus conceder-lhes a perseverança e fidelidade à sua graça.

Dos 7 seminaristas que receberam a batina, 3 deles são mexicanos, 2 argentinos, 1 colombiano e 1 de Republica Dominicana.

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Nota do Blog: rezemos também, de forma particular, pelos 5 seminaristas brasileiros que serão ordenados em dezembro: 3 ao sacerdócio e 2 ao diaconato.

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

TOMADA DE HÁBITOS E PRIMEIROS VOTOS ENTRE OS IRMÃOS DA FSSPX

Em Zaitzkofen

No domingo, 24 de setembro, no seminário Sagrado Coração de Jesus, em Zaitzkofen, na Alemanha, um Irmão postulante da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, recebeu seu hábito e, assim, começou o noviciado.

Nativo da Alemanha, o jovem recebeu o hábito do Reitor, Pe. Franz Schmidberger: uma simples batina com uma cinta fina. Na capela da Imaculada Conceição, ele recebeu também um crucifixo e um novo nome “Andreas” (vocábulo do irmão de São Pedro, o apóstolo São André).

Em sua pregação, o Pe. Frantz Schmidberger sublinhou a relação entre a crise da Igreja e o declínio da vida religiosa.

Ele mostrou ao jovem irmão, como “conselho especial”, as seis vantagens da vida religiosa registrada por São Bernardo de Claraval:

  • Conduz a uma vida mais pura seguindo os conselhos evangélicos; 
  • Raramente cai no pecado; 
  • Se levanta e se purifica mais rápido graças à prática sacramental e o exemplo dos outros religiosos; 
  • Se impregna mais profundamente do orvalho da graça; 
  • Morre com maior confiança, pois um já escolheu Deus como sua verdadeira e única possessão nesta vida; e assim Deus será o bem supremo na vida futura; 
  • Receberá como recompensa, os mais abundantes bens eternos no céu: há uma coroa especial para aqueles que consagraram suas vidas à virgindade.

A FSSPX atribui grande importância à vocação dos Irmãos (atualmente em número de 117), que se comprometem a respeitar as regras dos Irmãos da Fraternidade de São Pio X, tal como D. Lefebvre redigiu:

“Seu primeiro objetivo é a glória de Deus, sua santificação e a salvação das almas” (n. ° 3).

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Em Flavigny

No dia 28 de setembro, na presença de vários sacerdotes e muitos fiéis, que o Pe. Patrick Troadec – Diretor do Seminário Santo Cura d’Ars, de Flavigny (Fra) – entregou a batina 2 Irmãos postulantes que pronunciaram em seguida, com um terceiro irmão, sua oblação na Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, que marca o início do noviciado dos mesmos:

“Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, aceito as promessas que acabastes de fazer e, em troca, os recebo na qualidade de noviços da Fraternidade São Pio X.”

Então o celebrante deu a cada novato um crucifixo, objeto de sua meditação ao longo de todo noviciado:

“Receba esta cruz, sinal da paixão de Jesus Cristo, para que ela seja para vós o fundamento da fé, a defesa nas adversidades e a eterna bandeira da vitória”.

Entre os três noviços, há 2 franceses e 1 italiano. Quatro novos postulantes, todos franceses, se juntaram ao seminário e começaram hoje sua formação.

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Na sexta-feira, 29 de setembro de 2017, sete Irmãos pronunciaram seus votos em Flavigny na festa de São Miguel arcanjo. Três deles pela primeira vez: 1 francês, 1 camaronês e 1 canadense, na presença do Pe. Christian Bouchacourt e de um uma bela delegação de sacerdotes e irmãos do Distrito da França e da Fraternidade da Transfiguração de Mérigny, sem contar os inúmeros fiéis que cercaram os irmãos professos.

A Missa solene foi celebrada pelo Superior do Seminário Saint-Curé-d’Ars, de Flavignyo Pe. Patrick Troadec , assistido pelos padres Michaël Demierre e Jean-Marie Mavel .  

O Pe. Alain Delagneau , em seu sermão, propôs três imagens para encorajar os irmãos a serem fiéis: a vida de São José e sua prática exemplar de castidade, pobreza e obediência; São Miguel arcanjo e seu espírito contemplativo, que o fez pronunciar seu grito de guerra: ”  Quem é como Deus?  “; e a paixão de Nosso Senhor, conforto nas dificuldades e convite constante à auto-entrega.

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Nota do blog: A FSSPX conta hoje com 117 Irmão professos. Para saber mais sobre essa vocação, clique aqui.

PALESTRAS DA FSSPX (EM DVD) NOVAMENTE À DISPOSIÇÃO

Resultado de imagem para fsspxPrezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Por duas vezes esse ano fizemos campanha para divulgação da boa e tradicional doutrina católica, bem como do trabalho da FSSPX, através da venda de palestras que são proferidas pelos padres do Priorado de Santa Maria/RS (revejam aqui  e aqui). As unidades foram vendidas muito rapidamente, com a graça de Deus.

Mais uma vez estamos disponibilizando alguns cursos, descritos abaixo.

Infelizmente a quantidade é pequena e os primeiros a enviarem email (gespiox@yahoo.com.br) com a solicitação, terão suas reservas atendidas.

As descrições, quantidade e valores (já com frete PAC incluso) estão abaixo:

A REPÚBLICA DE PLATÃO

(4 UNIDADES – R$ 40,00)

  • Introdução
  • O Mundo Grego
  • A Vida de Platão
  • Resenha do Diálogo da República
  • A Virtude da Justiça
  • Paralelo entre a Alma e a Pólis
  • A Justiça e a Sabedoria
  • A Solução Cristã ao Dilema de Platão
  • Conclusão

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A UNIVERSIDADE MEDIEVAL

(3 UNIDADES – R$ 40,00)

  • Introdução
  • Antecedentes Históricos
  • Civilização Escolástica
  • Os Mosteiros
  • O Aparecimento das Universidades

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A GESTA DE SANTA JOANA D’ARC

(ESGOTADO – R$ 40,00)

  • Introdução
  • Fim dos Tempos
  • Guerra dos Cem Anos
  • Missão de Jeanne
  • Batalha de Orleans e Sagração em Reims
  • Universidade de Paris
  • Processo e Martírio
  • Reabilitação e Canonização
  • Retrato Moral
  • Conclusão

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A EDUCAÇÃO CATÓLICA DOS FILHOS

(10 UNIDADES – R$ 40,00)

  • A Família, Base da Educação
  • A Alma Humana
  • A Prudência da Educação
  • A Ordem do Bem Comum
  • A Cidade de Deus
  • Conclusão

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NOITE ESCURA – VIDA, OBRA E DOUTRINA DE SÃO JOÃO DA CRUZ

(Esgotado – R$ 40,00)

  • Introdução Geral
  • O desastroso século XVI
  • El Gran Imperio
  • Contemplação
  • História da Ordem Carmelita
  • Formação de São João da Cruz
  • A Reforma Teresiana
  • Prisão de Toledo
  • Prisão de Toledo e Escritos
  • Subida ao Monte Carmelo
  • Noite Escura
  • Crise Interna
  • Paixão e Morte de Fr. Juan
  • Santa Teresinha, autêntica interprete
  • Conclusão

VÍDEO DA PEREGRINAÇÃO INTERNACIONAL DA FSSPX À FÁTIMA

Como é sabido, nos dias 19 e 20 de agosto a FSSPX fez uma Peregrinação Internacional pelo centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima. A reportagem que publicamos sobre esse evento pode ser vista aqui, aqui e aqui.

Cerca de 10.000 fiéis de todo o mundo estiveram presentes para agradecer, pedir perdão e render graças à nossa Mãe querida.

Publicamos agora um belíssimo vídeo dessa Peregrinação:

INDIFERENTES À MISSA NOVA?

Dois ritos diferentes coexistindo para a celebração da Missa. Realmente devemos considerá-los como duas expressões de uma mesma coisa? Certamente isso não é uma questão de gosto: é a fé católica que está em jogo. Lembremo-nos de como devemos julgar a missa reformada de 1969.

Fonte: FSSPX/Distrito da América do Sul – Tradução: Dominus Est 

Muitos problemas seriam resolvidos se fossemos ao menos indiferentes à Nova Missa. De Roma não nos pedem outra coisa. De tantos católicos perplexos com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, muitos acreditaram que o mal do novo rito viria apenas da maneira de celebrá-lo e os peregrinam pelas paróquias buscando padres, sempre escassos, que celebrem com piedade e não deem a comunhão nas mãos. Outros, melhor informados, sabem que a diferença não está nos modos do sacerdote, senão no próprio rito e reivindicam a Missa tradicional argumentando, com alguma hipocrisia, o enriquecimento que implica a pluralidade de ritos: o novo é bom, mas o antigo também, melhor então ficar com os dois!

Embora não haja tolos em Roma, eles deixaram correr essa desculpa para os grupos tradicionais que se amparam na Comissão “Ecclesia Dei”. Além disso permitiram para os Padres tradicionalistas da diocese de Campos, no Brasil, que ficassem com seu rito tradicional mesmo dizendo que a Nova Missa é “menos boa”. Mas em Roma perturba nossa Fraternidade porque não só não se diz que é boa, mas que a combate como perversa, perturbando a perplexidade que depois de quarenta anos de Concílio tantos católicos não deixam de sofrer. Se, ao menos, fôssemos indiferentes – que os outros rezem como queiram – Roma nos deixaria em paz. 

Podemos ser indiferentes à Nova Missa?

Na véspera de sua Paixão, havendo chegado a hora de oferecer seu sacrifício redentor a seu Pai, Nosso Senhor fez uma aliança com Sua Igreja: Hæc quotiescumque feceritis, em mei memoriam facietis (Lembre-se de que morri por vossos pecados, que me lembrarei de vós na presença do Pai). E, sendo Deus, nos deixou o imenso mistério da Missa, pelo qual seu Sacrifício permanece sempre vivo, sempre novo, permitindo-nos assistir como ladrões arrependidos: Memento Domine, famulorum famularumque tuarum (Lembra-te Senhor de nós agora que estais em seu Reino).

A memória viva da Paixão que se renova pela dupla consagração graças aos poderes do Sacerdócio, a união misteriosa com a Vítima Divina que se realiza pela comunhão é a única maneira que tem o coração duro do homem para retornar ao amor de Deus, porque nada chama tanto ao amor como conhecer-se muito amado, e a Paixão de Nosso Senhor foi a maior demonstração de amor: ninguém ama mais do que aquele que dá a vida por seu amigo. É por isso que a obra da Redenção que Cristo realizada na Cruz não se faz eficaz para nós senão graças ao Sacrifício da Missa. Continuar lendo

O PRINCIPAL MOTIVO DA PERDIÇÃO

Resultado de imagem para confissãoDiscípulo (D) — Padre, poderia explicar-me a razão deste livro?

Mestre (M) — Chamei-o assim por causa do fato seguinte:

Conta-se certa moça, tendo caído por desgraça num desses pecados que tanto envergonham na confissão, vivia triste e desconsolada. Passaram-se assim muitos meses, sem que nenhuma das companheiras da coitada descobrisse a causa de tanta aflição. Nesse ínterim, aconteceu que a sua melhor amiga, muito virtuosa e devota, morreu santamente.

Uma noite, a chamam pelo nome, quando está no melhor do sono; reconhece perfeitamente a voz da amiguinha morta que vai repetindo:

Confesse-se bem… se você soubesse o quanto Jesus e bom!

A moça tomou aquela voz por uma revelação do céu, criou coragem e, decidida, confessou o pecado que era a causa de tanta vergonha e de tantas lágrimas. Naquela ocasião, tamanha foi a sua comoção, tão grande o seu alívio que depois disso, contava o fato a todo o mundo, e repetia por sua vez: “Experimentem e vejam o quanto Jesus é bom”.

D. — Muito bem! — acredito nisso plenamente, porque, já fiz mais de cem vezes a
experiência de tal verdade.

M. — Pois então agradeça a Deus de todo o coração e continue a fazer boas confissões. Ai daquele que envereda, pelo caminho do sacrilégio! É essa a maior desgraça que nos pode acontecer, porque dela não teremos mais a força de nos afastar, e assim prosseguiremos, talvez até à morte, precipitando-nos no abismo da perdição eterna.

D. — É assim tão nefanda uma confissão mal feita?

M. — É o principal motivo, a causa capital da perdição!

D. — Deveras?
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14 DE SETEMBRO: EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

Está página é extraída do Boletim de Nossa Senhora da santa Esperança, de Março de 1903 (reeditada em Le Sel de la Terre, no. 44, consagrado ao Pe. Emmanuel-André). O Padre Emmanuel pronunciou o seu último sermão na festa da Exaltação da Santa Cruz, no Domingo, 14 de Setembro de 1902, seis meses antes de morrer. Trata do espírito da Cruz, que é “a participação do próprio espírito de Nosso Senhor, levando a Cruz, pregado à Cruz e morrendo na Cruz”. 

exal

O ESPÍRITO DA CRUZ

O último sermão do Padre Emmanuel

Irmãos, há muito tempo que não me vedes aqui; não venho aqui com freqüência.

Vou falar-vos de uma coisa da qual nunca falei, nem aqui, nem algures. E essa coisa desejo-a a todos; sei bem que o meu desejo não chegará a todos. Vou falar-vos do espírito da Cruz.

Quando o Bom Deus cria um corpo humano, dá-lhe uma alma, é um espírito humano; quando o Bom Deus dá a uma alma a graça do batismo, ela tem o espírito Cristão.

O espírito da Cruz é uma graça de Deus. Há a graça que faz apóstolos, e assim por diante. O que é o espírito da Cruz?

O espírito da Cruz é uma participação do próprio espírito de Nosso Senhor levando a Sua Cruz, pregado à Cruz, morrendo na Cruz. Nosso Senhor amava a Sua Cruz, desejava-a. Que pensava Ele levando a Sua Cruz, morrendo na Cruz? Há aí grandes mistérios: quando se tem o espírito da Cruz, entra-se na inteligência destes mistérios. Existem poucos Cristãos com o espírito da Cruz, vêm-se as coisas de modo diferente do comum dos homens.

O espírito da Cruz ensina a paciência; ensina a amar o sofrimento, a fazer sacrifícios. Continuar lendo