LEÃO XIV DESEJA REDESCOBRIR O “POTENCIAL ECUMÊNICO” DA CONFISSÃO DE AUGSBURGO

Leão XIV recebe uma delegação da Federação Luterana Mundial no Vaticano, em 1º de outubro de 2026.

A quatro anos antes do quinto centenário da Confissão de Augsburgo,texto fundador do luteranismo, Leão XIVdeseja torná-la um novo passo na aproximação com os protestantes. Mas que unidade pode ser construída sobre erros aos quais a Igreja já respondeu oficialmente em 1530?

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Ao receber uma delegação da Federação Luterana Mundial, em 1º de outubro de 2026, Leão XIV expressou sua esperança de que o 500º aniversário da Confissão de Augsburgo, em 2030, se tornasse uma “profunda experiência ecumênica”, dando uma “nova energia e nova alegria” à caminhada rumo à “unidade plena e visível”.

O Papa começou por expressar a sua satisfação com o amadurecimento das relações entre luteranos e católicos nas últimas décadas. Ele destacou, em particular, como “uma etapa importante do caminho ecumênico” a Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação, assinada em Augsburgo em 1999 pela Igreja Católica e pela Federação Luterana Mundial.

Ele também mencionou os trabalhos conjuntos dedicados à Eucaristia e ao ministério eclesial. “Uma comunhão renovada na fé apostólica, nos sacramentos e nos ministérios é o objetivo de nosso caminho ecumênico de graça”, declarou ele. Continuar lendo →

IDE E “DIALOGAI” EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO

No dia 16 de setembro de 2026 foi publicado no site da Santa Sé o último documento aprovado pelo papa Leão XIV e assinado pelos prefeitos dos dicastérios para a Promoção da unidade dos cristãos, para o Diálogo inter-religioso e para a Doutrina da fé. A presença desse último, na pessoa do cardeal Fernández, é particularmente significativa: ela enfatiza a extensão doutrinária do documento.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Trata-se da nota Um caminho de esperança. Sessenta anos de diálogo e de fraternidade inter-religiosa à luz da declaração conciliar Nostra ætate. O título e o subtítulo já dizem quase tudo. Limitar-nos-emos a algumas observações. Aqueles que desejarem aprofundar a questão encontrarão material suficiente nos textos citados em nota.

A nota recorda que “a declaração Nostra ætate nasceu após a Segunda Guerra mundial e que inicialmente não se referia ao diálogo com as demais religiões, mas constituía uma resposta às trágicas consequências do antissemitismo, que culminaram na Shoah”. Foi após o seu encontro “com o judeu Jules Isaac (ateu e comunista, ndt.), tornado possível pela mediação de Maria Vingiani, fundadora do Secretariado para as Atividades Ecumênicas”, que João XXIII, “já muito sensível a essa questão, […] encarregou o cardeal Augustin Bea de redigir um texto conciliar destinado a sanar e renovar as relações entre a Igreja e o povo judeu” (§ 4). Continuar lendo →

LEÃO XIV RECEBEU OS LUTERANOS NORUEGUESES

Após receber Sarah Mullally como Arcebispa Anglicana de Canterbury, Leão XIV acolheu os bispos luteranos da Noruega e os convidou a construir a comunhão sobre o fundamento de um “batismo comum” e uma “missão compartilhada”.

Fonte: DICI – Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio

Em 26 de agosto de 2026, Leão XIV recebeu no Vaticano uma delegação de onze bispos da “Igreja da Noruega”, a denominação luterana oficial do país. Vários membros dessa delegação eram mulheres. Esses títulos de “bispo”, usados sem reservas pela própria Santa Sé, não designam, contudo, um episcopado ou sacerdócio sacramentalmente válido.

Essa invalidade remonta ao estabelecimento da Reforma no Reino da Dinamarca-Noruega em 1536-1537. Após a deposição dos bispos católicos, o reformador Johannes Bugenhagen instalou os primeiros sete “superintendentes” luteranos das dioceses dinamarquesas em 2 de setembro de 1537. Bugenhagen havia recebido a ordenação sacerdotal católica em 1509, antes de sua conversão a Lutero, mas nunca fora consagrado bispo. Portanto, não podia transmitir a autoridade episcopal que não possuía. A sucessão apostólica foi, assim, interrompida desde o início dessa nova hierarquia.

Essa ruptura material foi agravada pelo abandono da doutrina católica do sacerdócio sacrificial e pela alteração do rito e da intenção necessários para a validade do sacramento da Ordem. Quanto às mulheres agora apresentadas como “bispas”, elas são, em todo caso, fundamentalmente incapazes de receber validamente a ordenação. Continuar lendo →

UMA PEREGRINAÇÃO ISLÂMICO-CRISTÃ A LOURDES

Poucos meses antes de proibir a Fraternidade São Pio X de celebrar missas, administrar os sacramentos e realizar quaisquer orações públicas no Santuário, Lourdes recebeu uma peregrinação islâmico-cristã na presença de D. Jean-Marc Micas. Durante quatro dias, cristãos e muçulmanos foram convidados a rezar e meditar em torno de uma suposta imagem comum de Maria.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

De 18 a 21 de outubro de 2025, cerca de 100 cristãos e muçulmanos de toda a França reuniram-se em Lourdes para a primeira edição da peregrinação “Juntos com Maria”. O evento foi organizado pela associação de mesmo nome com várias entidades.

O site oficial do Santuário anunciou uma “experiência de oração, partilha, meditação e convívio”, na presença de D. Jean-Marc Micas, bispo de Tarbes e Lourdes. O objetivo declarado era permitir que os participantes “refletissem, recarregassem suas energias, partilhassem, se conhecessem melhor e avançassem juntos em um caminho de esperança”.

Uma cerimônia na capela de Nossa Senhora

Os participantes foram acolhidos na Cité Saint-Pierre, uma instalação dos Serviços Católicos de Assistência em Lourdes. Durante três dias, sucederam-se ensinamentos, discussões em pequenos grupos e momentos de oração. Entre os palestrantes estavam o Padre Jean-François Bour, um frade dominicano do Serviço Nacional para as Relações com os Muçulmanos, Tareq Oubrou, o Grande Imã de Bordeaux, bem como Georges Jousse e Hamid Demmou. Continuar lendo →

NÃO HÁ UNIDADE NA AMBIGUIDADE

Em Bourges (como em vários locais do mundo), nada de ecumenismo para os inimigos do ecumenismo.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Ao explicar aos fiéis de sua diocese o alcance das sagrações de 1º de julho, Dom Sylvain Bataille, arcebispo de Bourges, insistiu: “Não sonhemos com uma unidade de compromisso, fundada na ambiguidade“. A isso, só podemos concordar.

No entanto, na véspera de sua nomeação como Arcebispo de Bourges, em 15 de outubro de 2025, um encontro ecumênico organizado pela diocese foi realizado em sua sede episcopal com o tema: “Descobrindo Formas de Orar… com Lutero e Calvino”. Após apresentações sobre Martinho Lutero e John Calvino — uma delas feita pelo presidente da Igreja Reformada de Bourges — seguiu-se uma discussão, e depois uma oração em comum. Durante a discussão sobre a doutrina dos sacramentos, um padre católico presente insistiu no respeito tanto pela teologia protestante quanto pela católica, já que ambas evoluíram: “Em certo momento, tínhamos 12 sacramentos… Nós também evoluímos!”. Nenhuma explicação foi dada para essa afirmação. Tampouco foi mencionada a questão de que a doutrina católica expressa a verdade revelada, enquanto o protestantismo a contradiz. A cortesia ecumênica exige isso.

Deveríamos considerar isso apenas um deslize ocasional, levando em conta que uma conversa informal pode conter imprecisões, ou  até mesmo descuidos? Continuar lendo →

AS 3 FRATERNIDADES

DA FRATERNIDADE FARISAICA À FRATERNIDADE CONCILIAR

Algumas breves palavras sobre três fraternidades.

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Comecemos por duas delas: a fraternidade farisaica e a fraternidade conciliar.

 A fraternidade farisaica não hesitou em agraciar Pilatos e seus seguidores, tudo com o propósito de condenar Jesus Cristo à morte; ela tinha o diabo como pai, mas fingia ser filha de Abraão; fingia pureza, mas estava podre por dentro, daí a expressão “sepulcros caiados”. E há a fraternidade conciliar, invenção puramente modernista, que busca a unidade com todas as crenças, vendo, como se sabe, uma possibilidade de salvação por meio delas. É uma fraternidade maçônica, falsa, verdadeiramente filha do demônio, à semelhança da primeira que se fazia passar por filha de Abraão, esta se faz passar por católica, e se aquela primeira perseguiu a Cristo, esta outra, na verdade, persegue a Ele, à Sua Igreja, a toda a fé católica, tal como denunciará São Pio X na Encíclica Pascendi: “não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que meneiam eles o machado”, “ela também se faz passar por refrescante, viva, alegre, mas por trás dessa máscara de brancura está totalmente podre, por isso não se hesita em qualificá-la de sepulcro caiado. 

A fraternidade conciliar está consagrada nos documentos conciliares (Dignitatis Humanae, Nostra Aetate) e em diversos documentos escritos pelos Papas pós-conciliares, como o Ut Unum Sint de João Paulo II. mas que eles a colocaram e continuam colocando em prática. A última porcaria recém-saída do forno da tal fraternidade ocorreu há poucas horas, e o veículo Aciprensa a intitula assim: “O Vaticano reúne cristãos e religiões orientais para fortalecer a fraternidade na Europa” (25/6/2026): https://www.aciprensa.com/noticias/126359/vaticano-reune-a-cristianos-y-religiones-orientales-para-fortalecer-la-fraternidad-en-europa

 A ACI Prensa continua: “Representantes do cristianismo e das religiões orientais presentes na Europa reuniram-se em Roma para refletir sobre a fraternidade e promover o diálogo e a cooperação inter-religiosos no continente. O Dicastério para o Diálogo Inter-religioso do Vaticano organizou este encontro, que decorreu entre 23 e 24 de junho na Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino (Angelicum), em Roma, sob o título ‘Budistas, cristãos, hindus, jainistas e sikhs na Europa: Construindo a fraternidade através do diálogo e da colaboração‘”. Continuar lendo →

ITÁLIA – ULTIMATO DO RABINO CHEFE DE ROMA: “OU OS LEFEBVRISTAS OU NÓS”

Rabbi Riccardo Di Segni – Portraits in Faith

O aviso foi dado em 2010, mas diante de toda similaridade nos discursos e nas ações de Roma em relação à FSSPX, alguém duvida da contemporaneidade dela e qual a decisão tomada?

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

 “Se a paz com os ‘lefebvristas’ significa renunciar às aberturas do Concílio (Vaticano II, nota do editor), a Igreja terá que decidir: ou eles ou nós! ”, declarou o Rabino Chefe de Roma, Riccardo Di Segni, em 26 de janeiro (2010), poucos dias após a visita de Bento XVI à sinagoga de Roma, e na véspera do Dia da Lembrança dedicado às vítimas do Holocausto.

Em entrevista à revista mensal católica italiana online Il Consulente Re, Riccardo Di Segni acrescentou ainda que a expressão usada por João Paulo II durante sua visita à sinagoga em Roma, em 1986, para descrever os judeus como “irmãos mais velhos“, era “muito ambígua do ponto de vista teológico, porque os irmãos mais velhos na Bíblia são os ímpios”. 

Aos olhos do rabino-chefe, falar de “irmãos mais velhos” significa: “Vocês estavam lá, agora não tem mais relevância!” 

Por fim, Riccardo Di Segni considerou que a Comunidade de Santo Egídio (movimento leigo fundado em Roma em 1968, responsável por encontros inter-religiosos como o de Assis em 1986) era “um belo exemplo de colaboração” entre judeus e católicos.

Outras fontes:

https://www.internetica.it/PapaSinagoga010.htm?utm_source=chatgpt.com

https://chiesaepostconcilio.blogspot.com/2013/01/continua-il-gioco-delle-parti-e-la.html?utm_source=chatgpt.com&m=1

 

 

LEÃO XIV E A SRA. MULLALY – PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE

Tendo permanecido até agora indiferente às iniciativas empreendidas pelo Superior Geral da Fraternidade São Pio X para obter dele uma simples audiência, o Papa Leão XIV recebeu no Vaticano, nesta segunda-feira, 26 de abril, com todas as honras devidas a um arcebispo, a representante oficial do cisma anglicano, que incentiva o lobby LGBT, se declara aberta à possibilidade do aborto e recebeu uma ordenação inválida, perpetrada em desrespeito ao direito divino.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Uma visita estranha

“Uma mulher atravessa o pátio de São Dâmaso no Vaticano, vestida com uma batina púrpura, uma faixa, um colarinho romano, uma cruz peitoral e um anel episcopal. Cardeais a saúdam, abrem-lhe as portas e a acompanham até o gabinete do Papa. Ela posará ao lado de Leão XIV. Receberá as honras devidas a um primaz. Ela abençoará a todos, conforme o costume dos bispos. A imagem circulará pelas primeiras páginas, abrirá os noticiários televisivos, ficará gravada nos livros de história ecumênica. E a imagem dirá, sem palavras, mas com extrema eloquência, o seguinte: diante dessa pessoa e diante do sucessor de Pedro, os sinais sacramentais são intercambiáveis.. 

Essa equivalência visual é falsa. E é falsa de uma forma realmente importante, porque os sinais sagrados não são meros ornamentos protocolares. São o que Santo Agostinho chamava de verba visibilia, palavras visíveis: comunicam uma realidade teológica. […] Significam que aquele que os ostenta recebeu, pela imposição de mãos em sucessão apostólica ininterrupta, o poder da ordenação, o caráter sacramental. […] Esse poder é, na fé católica, a única razão pela qual o bispo se veste como se veste e abençoa como abençoa. Quando o sinal é separado de seu conteúdo, ele não permanece neutro: torna-se ativo na direção oposta. Informa que o conteúdo nunca importou de fato(1). Continuar lendo →

CONTORCIONISMO TEOLÓGICO

As palavras do Papa sobre a pluralidade das religiões são aceitáveis a um católico?

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Em sua edição de 5 de outubro de 2024, o quinzenário L’Homme nouveau publicou um artigo do Padre Laurent-Marie Pocquet du Haut-Jussé, da Congregação dos Servos de Jesus e de Maria, doutorado em teologia, que procura esclarecer as observações feitas pelo Papa Francisco durante a sua viagem à Indonésia: “Todas as religiões são um caminho para Deus. São – faço uma comparação – como diferentes línguas, diferentes expressões idiomáticas, para lá chegar. Mas Deus é Deus para todos”.

Infelizmente, as palavras do Papa não são novidade na boca dos pontífices que se seguiram ao Concílio Vaticano II. Podemos citar as palavras do futuro João Paulo II:

“O trapista ou o cartuxo confessam este Deus com uma vida de total silêncio. É para Ele que se volta o beduíno no deserto quando chega a hora da prece”. (Cardeal Karol Wojtyla, O sinal da contradição, Paris, Fayard, 1979, página 31).

Ou de Bento XVI: Continuar lendo →

A VELHA HISTÓRIA DO “ASSIS 86: CASO ISOLADO” NÃO FUNCIONA MAIS. A TÉCNICA DO “LAGARTO SEM CAUDA” EXPLICADA EM 2 PONTOS

La vecchia storia “Assisi ‘86: caso isolato” non funziona più. La tecnica “lucertola senza coda” spiegata in 2 punti

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

O livro Golpe na Igreja está abrindo os olhos de muitos, e isso é um grande bem. Dois artigos recentes extraídos do livro suscitaram grande atenção, em particular o de ontem do dia 10/09: Compreendendo João Paulo II para compreender Francisco. A apostasia de Assis de 86 bem explicada, sem circunstâncias atenuantes e trazida de volta ao presente) revelou um caldeirão fervente verdadeiramente interessante. Vamos analisá-lo.

Assis 86 e a sua patente apostasia são hoje indefensáveis ​​para qualquer pessoa que tenha um mínimo de conhecimento da doutrina católica (basta ler o Syllabus, Pascendi ou Mortalium Animos) ou para quem não procura se agarrar a qualquer coisa que se fantasia. Aqui, então, – em meio a dificuldades cada vez maiores – a estratégia do lagarto sem cauda é aplicada.

Seja porque, até de boa fé, pretende-se uma solução fácil, seja por razões de afeto pessoal, seja para demonstrar uma desastrada sagacidade, seja por outros assuntos de foro interno que temos o cuidado de não julgar, há quem lance o slogan: “É tudo é verdade, mas Assis 86 foi um caso isolado!”.

A ideia baseia-se numa lacuna inviável por duas razões: Continuar lendo →

COMPREEDER JOÃO PAULO II PARA COMPREENDER FRANCISCO. A APOSTASIA DE 86 BEM EXPLICADA, SEM CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES E TRAZIDA DE VOLTA AO PRESENTE

Capire Wojtyła per capire Bergoglio. L’apostasia di Assisi ’86 spiegata bene, senza attenuanti e ricondotta al presente

Esse extrato fundamental para a compreender a crise atual foi extraído da obra-prima de D. Andrea Mancinella (1956-2024): Golpe na Igreja. Documentos e crônicas sobre a subversão: das primeiras maquinações ao papado de transição, do Grupo do Reno à atualidade.

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

27 de outubro de 1986: João Paulo II convida, pessoalmente, representantes de todas as principais religiões do mundo para um encontro ecumênico de oração em Assis, cidade de São Francisco. Cerca de um mês antes, em um artigo publicado no L’Osservatore Romano para preparar a mente dos católicos para o impacto chocante de Assis, Mons. Mejìa (então vice-presidente da Pontifícia Comissão Iustitia et Pax, ex-colega de estudos do jovem Pe. Karol Wojtyla no Angelicum e depois, naturalmente, também cardeal) revelou a heresia fundamental que estava na base deste encontro ecumênico de oração: “A presença comum (de representantes de várias religiões) baseia-se, em última análise, no reconhecimento e no respeito mútuo do caminho percorrido por cada um, e da religião à qual pertence, como via de acesso a Deus “[1]. E, de fato, é somente aceitando esse indiferentismo religioso (para o qual uma religião é essencialmente tão boa como outra), repetidamente condenado pela Igreja[2], é possível aceitar o encontro de Assis  e as suas agora incontáveis repetições em todos os níveis (incluindo o diocesano e até mesmo paroquial).

Na manhã do dia 26 de outubro, João Paulo II, antes de entrar na Basílica de Santa Maria dos Anjos, apresentou o programa do encontro aos participantes: “Daqui iremos para os nossos locais de oração separados. Cada religião terá tempo e a oportunidade para se expressar no seu próprio rito tradicional. Depois, do local de nossas respectivas orações, iremos em silêncio até a praça inferior de São Francisco. Uma vez reunidas naquela praça, cada religião terá novamente a oportunidade de apresentar a sua oração, uma após a outra”[3]. Continuar lendo →

ECUMENISMO: DESTRUIDOR DAS NAÇÕES

Fonte: FSSPX África – Tradução: Dominus Est

Nosso Senhor, no dia de Sua Ascensão ao Céu, deu aos Apóstolos o que os gregos chamam de “a Grande Comissão”: “Ide, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos mandei; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos.” (1) Essas palavras de Nosso Senhor constituem a própria missão da Igreja Católica: fazer discípulos entre todas as nações, dar-lhes os sacramentos e governá-los pelas leis da graça que Nosso Senhor nos deu. 

Os diversos povos aos quais os apóstolos e seus sucessores seriam enviados se tornariam grandes nações ao receberem a doutrina e a graça de Nosso Senhor. Os rudes e brutais governantes das terras pagãs, ao receberem o batismo, não só receberam graça em abundância, mas também receberam uma ordem civilizadora, uma base sólida para o seu governo. Quando o poder civil recebe e promove a doutrina de Cristo, a abundância das bênçãos de Deus flui sobre a terra e os seus governantes. Contudo, quando Deus não é honrado e a Sua Igreja é prejudicada, em vez de ser ajudada na sua missão, a tristeza e a desolação rapidamente dominam até mesmo o mais forte dos impérios. 

A sociedade moderna orgulha-se de ser “independente” em questões religiosas. Na prossecução dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, acredita que o Estado ou a constituição civil devem ser “neutros” no que diz respeito à religião. Esta ideia recebe o nebuloso termo “liberdade religiosa”, ou seja, a garantia do exercício de qualquer religião, independentemente da sua forma. De acordo com esta visão moderna, os indivíduos no Estado moderno podem ter quaisquer crenças religiosas, desde que não interfiram na ordem pública. Dito fundamentalmente, as leis do país não devem ser influenciadas por nenhuma religião em particular, mas sim aceitá-las todas. O Estado moderno ideal é aquele que é “indiferente” à religião, ou mais propriamente, que não tem religião oficial. Continuar lendo →

SERMÃO DE D. LEFEBVRE: OS PRINCÍPIOS DA REVOLUÇÃO FRANCESA PENETRARAM EM TODAS AS INSTITUIÇÕES – 19 DE ABRIL DE 1987

“Ao longo da história, a Igreja tem feito de tudo para garantir que a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo seja mantida, confirmada, consolidada. Quando povos inteiros se convertiam, ela suplicava aos príncipes que a ajudassem – de bom grado – a organizar universidades católicas naqueles países, a ajudar no estabelecimento de mosteiros, instituições religiosas, instituições cristãs, escolas católicas”.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Os princípios da Revolução penetraram em todas as instituições

Mas as forças do mal são poderosas e o Bom Deus permitiu que essas forças satânicas finalmente penetrassem no coração dos próprios Estados cristãos, no interior dessas grandes famílias que constituíram os Estados católicos, essas grandes famílias cristãs, e que, através do protestantismo, espalhassem a discórdia. As forças do mal acabaram por destruir estes Estados cristãos decapitando os reis, arruinando os Estados católicos.

E assim, os princípios da Revolução de 1789, tendo agora penetrado em todas as instituições, minam a fé católica em todos os lugares, em todas as famílias, até mesmo nos seminários, até mesmo na Igreja e até mesmo no clero! Eis o que disse São Pio X:

“Agora vemos que o inimigo não está apenas fora da Igreja, mas dentro dela. E onde ele está especialmente trabalhando? Está nos seminários.”(1).

Por isso ele pedia aos bispos que expulsassem todos os professores modernistas dos seminários, a fim de não permitir que idéias errôneas, idéias falsas se espalhassem dentro dos seminários. Se as ideias da Revolução, as ideias contrárias à fé católica penetrarem nos seminários, sairão deles um dia padres, bispos e, então, o que será da Igreja? Continuar lendo →

ABU DHABI: INAUGURAÇÃO DA CASA DA FAMÍLIA ABRAÂMICA

A Casa é um centro inter-religioso localizado no Distrito Cultural Saadiyat em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos (EAU): foi oficialmente inaugurada na quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023 pelo Sheikh Saif bin Zayed al-Nahyan, Vice-Primeiro-Ministro e Ministro do Interior, e Sheikh Nahyan bin Mubarak al-Nahyan, Ministro da Tolerância e Convivência.

Fonte: DICI  -Tradução: Dominus Est

O Centro abriga uma igreja dedicada ao Papa Francisco, uma mesquita, dedicada a Ahmed El-Tayeb, e uma sinagoga, dedicada a Moïse Maimonide (1138-1204), autoridade rabínica da Idade Média. A inauguração foi seguida na sexta-feira pela oração islâmica, no sábado pela celebração do sábado judaico e no domingo pela missa católica.

Localizada na Ilha Saadiyat, a Casa deveria inicialmente abrir em 2022, mas a construção demorou mais do que o previsto. A Casa da Família Abraâmica decorre da assinatura do Documento sobre a Fraternidade Humana pelo Papa Francisco e pelo Imã de al-Azhar, Ahmed el-Tayeb, com o objetivo de promover a convivência entre os povos e combater o “extremismo”.

A estrutura é obra de Sir David Adjaye e foi projetada para favorecer a solidariedade e o encontro, preservando o caráter distinto de cada uma das três religiões com sua descendência comum de Abraão. Continuar lendo →

BISPO FRANCÊS CHAMA A POLÍCIA PARA RETIRAR JOVENS QUE REZARAM O TERÇO EM UMA “CELABRAÇÃO ECUMÊNICA”

Fonte: Media-Presse-Info – Tradução: Dominus Est

Cerca de 15 jovens católicos de rito romano se ajoelharam no dia 21 de janeiro na igreja de Belle-Beille para rezar o terço durante uma cerimônia ecumênica.

O Bispo de Angers, na França, D. Emmanuel Delmas, havia reunido várias confissões por ocasião da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, a fim de promover a “ abertura ” e a “tolerância”. Mas quando os católicos começaram a rezar, o diácono Joël Caillé, que estava presente, chamou a polícia.

D. Delmas disse à mídia ativista que condenou “fortemente” a oração. Segundo ele, os jovens demonstraram uma “falta de respeito pela oração” e pela “sacralidade da igreja como lugar de unidade, paz e comunhão”, o que obviamente exclui os católicos que rezam o rosário.

Uma foto reveladora publicada pelo Courrier de l’Ouest mostra jovens católicos ajoelhados em uma igreja em meio a idosos secularizados.

ESPECIAIS DO BLOG – O MODERNISMO DO PAPA JOÃO PAULO II

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Em uma “Operação Memória” de nosso blog, trazemos novamente os 3 capítulos que publicamos da transcrição da conferência dada pelo Pe. Patrick de la Rocque, FSSPX, em novembro de 2007, por ocasião de um simpósio sobre a encíclica Pascendi Dominici Gregis.

Pe. de La Rocque, atualmente Prior de Nice, participou de discussões teológicas da FSSPX com Roma entre 2009 e 2011.

PARTE 1 – A IMANÊNCIA VITAL EM JOÃO PAULO II 

PARTE 2 – A ENCARNAÇÃO NA PERSPECTIVA DE JOÃO PAULO II 

PARTE 3 – A REDENÇÃO EM JOÃO PAULO II 

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Outros textos sobre o Papa João Paulo II

A “TEOLOGIA DO CORPO” DE JOÃO PAULO II

JOÃO PAULO II, O PAPA DO HOMEM

A REVOLUÇÃO REALIZADA PELA DECLARAÇÃO “NOSTRA AETATE”: “A ANTIGA ALIANÇA NUNCA FOI REVOGADA”

A história dos Papas que visitaram a grande Sinagoga de Roma

Fonte: Sì Sì No No | Tradução: Dominus Est

Desde seu primeiro encontro com uma delegação de judeus, em 12 de março de 1979, o Papa João Paulo II cita a declaração conciliar Nostra Aetate, “cujo ensinamento exprime a fé da Igreja” (conforme esclarecerá mais tarde em Caracas, Venezuela, em 27 de janeiro de 1985).

Segundo Nostra Aetate [daqui em diante abreviada por “N.A.”], um vínculo uniria espiritualmente o povo do Novo Testamento com a progenitura de Abraão, que são não só os judeus da Antiga Aliança, mas também aqueles dos dias de hoje.

Com efeito, citando Rom. XI, 28-29, escreve o Padre Jean Stern:  «o Concílio declara a propósito dos judeus [pós-bíblicos] que eles fazem parte de um “povo muito amado de Deus do ponto de vista de eleição, por causa de seu pai, visto que os dons de Deus são irrevogáveis”. Por conseguinte, se a comunidade religiosa hebraica, formada pelo ensinamento rabínico, pertence à descendência [espiritual] de Abraão… o judaísmo [pós-bíblico] constitui uma religião»[1].

“N.A” não exprime a fé da Igreja

A declaração “N.A.”, de 28 de outubro de 1965, sobre “as relações da Igreja com as religiões não-cristãs”, fala em seu n.º 2 do budismo e do hinduísmo, no n.º 3 dos muçulmanos e no 4 fala do “vínculo com que o povo do Novo Testamento está espiritualmente ligado à descendência de Abraão”. Ora, descendência equivale à raça ou estirpe carnal de Abraão. A Igreja, ao contrário, é universal, católica, e protege a fé e a alma de todos os homens de todas as eras e do mundo todo, e por isso não há vínculo com nenhuma descendência ou raça em particular. Com efeito, não se pode relacionar espiritualmente a descendência carnal ou sanguínea com a fé, a alma ou o espírito. Esta é a primeira grande anomalia ou contradição de termos em “N.A.”. Continuar lendo →

A UNIDADE: UM FALSO ARGUMENTO PARA SEDUZIR OS FIÉIS

UNIDADE

Quando os “bons apóstolos(*)” pregam a nós, católicos tradicionais, aceitar as novidades pós-conciliares em nome da unidade cristã, dificilmente fico comovido.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

A unidade da Missa não foi destruída por nós, mas por aqueles que inventaram uma nova Missa. A unidade da fé não foi arruinada por nós, mas por aqueles que desprezam dos dogmas. A unidade na caridade não depende de nós, mas daqueles que ainda mantêm uma espécie de excomunhão de fato contra D. Lefebvre e aqueles que, como ele, permanecem fiéis à religião católica.

Com que unidade sonham esses “bons apóstolos”? Suponham, por um instante, Deus nos livre, que eles pudessem aniquilar tudo o que fosse tradicional e ainda sufocar a imensa multidão de cristãos resistentes, atordoados pela nova religião: os senhores acreditariam que esse massacre faria nascer a unidade?

Esses “bons apóstolos” não alcançariam a unidade da Missa. Pois removendo a de São Pio V, restariam ainda uma centena delas e todos os domingos trariam uma nova para os telespectadores. Esses “bons apóstolos” não alcançariam a unidade com os protestantes; eles se tornariam uma seita entre trezentas outras seitas. Estes “bons apóstolos” não seriam sequer capazes de chegar a um pensamento comum, porque seus cérebros evolutivos não sabem mais como distinguir a verdade do erro. Para eles, a única heresia é tomar a Revelação divina como verdadeira. Continuar lendo →

CARTA DE MONS. LEFEBVRE A OITO CARDEAIS, EM 27 DE AGOSTO DE 1986

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Corre-se o grande risco de nos cansarmos ou deixarmos banalizar em nossas mentes os grandes desvios doutrinários e morais que o ensino oficial da Igreja e os papas recentes fazem em particular.

É por isso que devemos ler e reler certos textos que nos permitem manter intacta a nossa capacidade de indignação, porque se baseiam na revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Abaixo uma carta de Mons. Marcel Lefebvre a oito cardeais, datada de 27 de agosto de 1986 ,por ocasião do Encontro de Assis.

“Os discursos e atos de João Paulo II no Togo, no Marrocos, na Índia, na sinagoga de Roma, suscitam nossos corações de uma santa indignação. O que os Santos do Antigo e do Novo Testamento pensam sobre isso? O que a Santa Inquisição faria se ainda existisse?

É o primeiro artigo do Credo e o primeiro mandamento do Decálogo que são desprezados publicamente por aquele que se assenta na Cátedra de Pedro. O escândalo é incalculável na alma dos católicos. A Igreja está abalada em seus alicerces. Se a fé na Igreja, única arca de salvação, desaparece, é a própria Igreja que desaparece. Toda a sua força, toda a sua atividade sobrenatural está baseada neste artigo de nossa fé.

João Paulo II continuará a arruinar a fé católica, publicamente, especialmente em Assis, com a procissão das religiões planejada nas ruas da cidade de São Francisco, e com a distribuição das religiões nas capelas e na basílica para exercer seu culto em favor da paz tal como é concebida na ONU? Isso é o que anuncia o Cardeal Etchegaray, responsável por este abominável Congresso de Religiões. É concebível que nenhuma voz autorizada seja levantada na Igreja para condenar esses pecados públicos? Onde estão os Macabeus?”

Os oito cardeais destinatários foram o cardeal Giuseppe Siri, Arcebispo de Gênova; Cardeal Paul Zoungrana, Arcebispo de Ouagadougou; Cardeal Silvio Oddi, ex-prefeito da Congregação para o Clero; Cardeal Marcelo González Martín, Arcebispo de Toledo; Cardeal Hyacinthe Thiandoum, Arcebispo de Dakar; Cardeal Alfons Stickler, bibliotecário da Biblioteca do Vaticano; Cardeal Édouard Gagnon, Presidente do Pontifício Conselho para a Família, e o Cardeal Pietro Palazzini, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.

A CRISE NA IGREJA PARTE 2 – A LIBERDADE RELIGIOSA E O ECUMENISMO

Neste episódio nossos amigos Diogo e Sara abordam os erros da Liberdade Religiosa e do Ecumenismo. Eles dão exemplos concretos da contradição entre estas “teorias” e a Tradição da Igreja, fundamentando com citações de Papas, Santos de Doutores da Igreja. Mencionam também outros testemunhos que demonstram quão nefastas e novas são estas teorias que culminam na laicização da sociedade e no abandono da prática religiosa. Terminam fazendo a ponte para a parte 3 desta série de episódios sobre a crise da Igreja, a infiltração comunista e maçônica na Igreja Católica.

JOÃO PAULO II, UM NOVO PAULO

Pe. Dominique Bourmaud – FSSPX

«Esperamos que a Providência conserve-nos por muito tempo a Paulo VI, mas o dia em que precisarmos de um Papa, eu já tenho o meu candidato: é Wojtyla. Só que isso é impossível, não tem a menor probabilidade!» — De Lubac 1.

De Lubac tinhas seus motivos para apoiar a eleição de um cardeal polonês, cuja eleição surpreendeu muitas pessoas. Durante o conclave, estava presente, obviamente, o cardeal primaz Wyszynski, que encarnava a Igreja dos mártires. Mas ele não era nenhum papabile, porque denunciava muito abertamente a Igreja pós-conciliar, uma Igreja cujo credo tornou-se elástico e cuja moral fez-se relativista, uma Igreja mergulhada na penumbra, uma Igreja que havia fechado os olhos diante do pecado. Por outro lado, o cardeal Wojtyla era moderno e, mais ainda, um modernista de fato e de direito. O arcebispo de Cracóvia apoiava a edição polonesa da revista Communio e, uma vez eleito Papa, não tardaria em promover ao cardinalato os seus três fundadores, Ratzinger, De Lubac e Von Balthasar, embora este último tenha vindo a falecer na véspera de sua entronização. 

O padre Meinvielle, em um livro memorável escrito em 1970 2, anunciava a formação de uma dupla Igreja: a Igreja da promessa, que professaria a fé incorruptível de seu Fundador, e a Igreja da propaganda, a serviço da gnose cristã e progressista. O mesmo Papa poderia, inclusive, presidir ambas as Igrejas. Professaria a doutrina imaculada da fé, mas em seus atos equívocos sustentaria a Igreja da propaganda. Este livro, escrito no tempo de Paulo VI, descreve-o admiravelmente. Sob o pontificado de João Paulo II, não é necessário dizê-lo, a duplicidade e o engano sobre o depósito revelado tornou-se algo comum em Roma. Depois de esboçar uma rápida biografia do Papa, estudaremos seu verdadeiro pensamento. Deste modo estaremos em melhores condições para definir a finalidade do seu pontificado: o estabelecimento da religião universal. Se Paulo VI foi qualificado simplesmente de novo Moisés, João Paulo II é melhor qualificado como um segundo São Paulo, mas de um novo tipo.

O caminho de Damasco 

Karol Wojtyla é um filósofo, um moralista para ser mais exato. Na medida em que sua filosofia segue a corrente existencialista, fica evidente que seu universo mental é muito diferente do pensamento de um realista. Seu sonho é reconciliar Kant com Santo Tomás, Scheler e Heidegger3. Sua visão, que pode ser considerada original, depende principalmente do existencialismo subjetivo e antropológico. João Paulo II é, sobretudo, um intelectual, ou melhor, um teórico. Argumenta a partir de princípios e não de experiências. Defendeu o documento sobre a liberdade religiosa no Concílio e opôs-se àqueles que queriam publicar uma condenação severa do ateísmo4. Para ele, o ateísmo deveria ser estudado, com a ajuda da sociologia e da psicologia, não como negação de Deus, mas sim como um estado de consciência da pessoa humana5. Ecumenista convicto, visitou vários vezes Taizé, esta comunidade de monges protestantes que ele queria usar como ponte ecumênica. 

São Paulo recebeu sua vocação no caminho para Damasco, quando ao cair de sua montaria, lançou-se aos pés de Cristo. João Paulo II teve uma conversão não menos fulminante, mas aparte disto bastante diferente. Foi em Roma, durante o Concílio. De fato, o Concílio ajudou-lhe a fazer a síntese de sua fé pessoal. O que entende por «fé pessoal»? Ele mesmo o explica:  Continuar lendo →

AS FALSAS RELIGIÕES FORAM INVENTADAS PELO DEMÔNIO – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

“Os Papas, que de modo algum eram liberais e que permaneceram firmes na fé, sempre distinguiram explicitamente a verdadeira religião das falsas. De que espírito vem as falsas religiões? De Deus ou do demônio? Se são falsas foram inventados pelo espírito do erro e da mentira, e o mestre da mentira e do erro é o demônio “.

Os progressistas ficam furiosos se dissermos que as outras religiões são falsas. Eles não suportam ouvir isso. “Assim que os senhores condenam todas as outras religiões?” “Todas as outras religiões são más?” É algo visceral para eles e seu conceito concorda com o próprio princípio do liberalismo, segundo o qual todas as religiões são boas. 

“Os senhores acreditam – dizem – que apenas a religião católica é boa e capaz de fazer o bem à sociedade. Mas veja a piedade dos muçulmanos ou budistas …”

As falsas religiões foram inventadas pelo demônio justamente para afastar populações e países inteiros de Nosso Senhor, e impedir-lhes que se tornem católicos e ouçam a Verdade. Não há dúvida. Por isso que é quase impossível converter muçulmanos. Continuar lendo →

TRABALHANDO E CAMINHANDO EM SENTIDOS OPOSTOS

Talvez essa vigília não seja tão escandalosa como tantas que temos aqui no Brasil (principalmente em relação ao sincretismo com religiões pagãs), mas vale o exemplo de como deve ser nossa postura perante o novo ecumenismo pós-conciliar, que ofende tanto a Nosso Senhor, e mostra como a igreja conciliar caminha em sentido oposto ao da Igreja Católica, como já dito por D. Lefebvre. Parabéns ao Priorado da FSSPX em Albano (Itália) pelo belo exemplo dado.


Fonte: FSSPX Itália – Tradução: Dominus Est

No sábado, 20 de janeiro, por ocasião da “vigília ecumênica” organizada pela diocese de Albano-Laziale e presidida pelo bispo D. Marcello Semeraro, um grupo de fiéis da Fraternidade São Pio X se reuniu perto da Catedral com a intenção de informar aos participantes da vigília sobre a insensatez de tal prática que, de modo algum, pode ser definida como católica e que destrói profundamente o conceito de “unidade dos cristãos” cuja única base é a integridade da fé.

Na entrada e na saída da igreja foram distribuídos folhetos para alertar sobre o erro praticado hoje e para esclarecer acerca da verdadeira posição do Magistério a este respeito.

Durante a celebração, foi recitado um rosário liderado pelos sacerdotes da Fraternidade, em espírito de reparação ao falso ecumenismo que ofende a Deus e faz os não-católicos permanecerem no erro. Algumas horas antes, na capela do Priorado, foi celebrada uma Missa de reparação. 

Do site da Diocese de Albano-Laziele:

“[…] Sábado, 20 de janeiro, às 19:30h na Catedral de Albano, será celebrada a Vigília ecumênica diocesana, presidida pelo bispo de Albano Marcello Semeraro com a pregação do bispo da diocese ortodoxa romena da Itália, Monsenhor Siluan e a abertura pelo pastor da Igreja Evangélica Batista de Ariccia, Giuseppe Miglio (vice-presidente da UCEBI). A animação litúrgica será organizada pela comunidade evangélica, da comissão ecumênica diocesana, o coral polifônico ortodoxo “San Romano il melode” e pelo organista da Igreja Batista de Ariccia, Alberto Annarilli “.

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Nota do nosso Blog: para entender o verdadeiro significado do ecumenismo, segundo o magistério da Igreja, deve-se ler a Encíclica Mortalium Animos, de Pio XI.

“ERA UMA VEZ A COMPANHIA DE JESUS”….OU…. “A DANÇA DIVINA”

Da deriva do Geral dos Jesuítas ao porto dos novos cultos pagãos!

Fonte: Fine dei Tempi – Tradução: Dominus Est

Padre Arturo Sosa Abascal (Superior Geral dos Jesuítas, aquele mesmo que disse que o demônio era uma figura simbólica) em uma oração comum em um templo budista, para render homenagem a um confrade falecido, enterrado em um cemitério budista!

Mas o mal para quem anda em más companhias não termina aqui.

Como um padre jesuíta pode ser um dançarino hindú? Parece loucura, mas é tudo verdade!

Padre Saju George SJ

O Pe. Saju George pertence à província de Kolkata…. e o mesmo também afirma que:

“A dança clássica indiana é uma expressão do patrimônio religioso e filosófico da Índia. Ela envolve todo o ser, corpo e alma, e é considerada  como uma forma de oração. A mais antiga tradição também a tem como uma forma de saudação (Sadhana). A alma encontra nela um meio para realizar seu desejo de união com o universal”.  Continuar lendo →

O ECUMENISMO MODERNO E SEUS ESCÂNDALOS – LITURGIA LUTERANO-CATÓLICA EM SALAMANCA

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Foi presidida sobre pelo bispo Brian Farrell, secretário do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, e por Martin Junge, secretário-geral da Federação Luterana Mundial. O ato contou, entre os pregadores, com cardeal Ricardo Blázquez, arcebispo de Valladolid e presidente da Conferência Episcopal Espanhola e Pedro Zamora, pastor da Igreja Evangélica Espanhola.

O ato consistiu, informa a Universidade Pontifícia de Salamanca, em “uma comemoração ecumênica, entre luteranos e católicos, que reflete em sua estrutura litúrgica básica o tema da ação de graças, da confissão e do arrependimento, e o testemunho e compromisso comum” .

É chamativa a referência à confissão, detestada pelos protestantes na medida que exige a mediação do sacerdote para o perdão dos pecados e rompe a ideia de Lutero da salvação pela sola fide [somente a fé]. Este ato parece desprovido de toda condição sacramental.

Se começa a perder (e, felizmente, diríamos) uma referência à Eucaristia e ao sacramento ordenado a ela, que é da Ordem Sacerdotal. Foram excluídos dessa relação porque, de acordo com Martin Junge, “seu caráter sacramental e a definição teológica do ministério e sua publicação dentro do contexto eclesial não oferece, até o momento, uma base comum com a suficiente convergência para seguir avançando nos processos de unidade“.

E essa realidade é pertinaz: ou os luteranos aceitam a teologia católica da Santa Missa, e então já não serão luteranos ou católicos a abandonam, e, então, já não serão católicos. O que não haverá nunca é uma liturgia luterano-católica, e tampouco foi essa de Salamanca. Foi uma liturgia luterana, embora participando dela um bispo da Cúria e um cardeal.

A dita cerimônia encerrava um congresso de Teologia Ecumênica por ocasião do quinto centenário da Reforma, celebrado sob o título Do conflito à comunhão.

Nela se produziam algumas das vazias declarações que são frequentes no campo ecumênico: “Nossos diferentes tradições teológicas, litúrgicas, espirituais e canônicas são uma variedade de dons que temos de cuidar, compartilhar e apresentar, e dessas legítimas diferenças, aprofundar e lutar pela unidade” disse a reitora da Universidade Pontifícia de Salamanca, Mirian de las Mercedes Cortes Dieguez. Se católicos e protestantes tem apenas “tradições” distintas (de modo que pode ser entendidos os ritos católicos orientais e o latino), se ademais essas tradições são “dons” (entende-se que do Espírito Santo) e se as diferenças que nos separam são “legítimas” … o que detém esse movimento ecumênico oficialista de chegar até as últimas consequências? Se é “legítimo” e é um “dom” que os luteranos celebrem uma “ceia” sem consagração sacramental nem transubstanciação, para que continuar dialogando sobre o tema? Vamos nos unir em um sincretismo absoluto que tolere os opostos e esquecer o princípio da contradição, e pronto!

Tanto mais, como apontou o decano da Faculdade de Teologia, Gonzalo Tejerina Arias, “a unidade não tem marcha à ré, é o futuro do cristianismo: a unidade dos crentes é o único horizonte do futuro do cristianismo“. Dizer que a “unidade” é o futuro é esquecer de que a “unidade” é uma das notas essenciais atuais (não futuras) da verdadeira Igreja. O futuro desejável é que regressem a ela quem delas se separou. Dessa forma, apontar como “único horizonte de futuro” do cristianismo uma união de compromisso entre católicos, hereges e cismáticos é um verdadeiro insulto à virtude teologal da Esperança e uma falta de caridade para com os errantes. É assinalar  que, sem o ecumenismo, a Igreja morreria, contra a promessa de Nosso Senhor da sua sobrevivência até o fim dos tempos.

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Nota do Blog: sobre o verdadeiro ecumenismo, indicamos a leitura da Encíclica Mortalium Animos, de Pio XI