OS INDIFERENTES

Resultado de imagem para gustavo corção“Uma espécie de teósofo me disse: “O bem e o mal, a verdade e a mentira, a loucura e a sanidade, são apenas aspectos do mesmo movimento ascendente do Universo”. Já nessa época me ocorreu perguntar: “Supondo que não exista diferença entre o bem e o mal, ou entre a verdade e a mentira, qual é a diferença entre ascendente e descendente?” 

G.K.Chesterton

Para encontrar esse incomparável fenômeno, o indiferente da cruz, não é preciso nenhum empreendimento particularmente audaz. Não se trata de exemplar precioso, de coisa rara como um eclipse do sol que leva o astrônomo entusiasta a climas exóticos com seus óculos e sua tábua de logaritmos. Nenhum colecionador se deterá um minuto só diante dessa coisa que julgamos incomparável e incompreensível, porque o indiferente, o homem para quem o sim e o não tanto fazem, que se equilibra onde parecia impossível o equilíbrio, esse assombro enfim, tornou-se a coisa mais banal do universo. Está em todos os lugares e seu nome é legião. Para encontrá-lo basta abrir uma porta, atravessar uma rua, debruçar-se numa janela, atender um telefone.

Apesar disto, porém, ainda paramos muitas vezes, espantados diante da indiferença. Com todas as explicações clássicas sobre o assunto, tiradas da história dos últimos séculos, esclarecidas pela laicisação progressiva de todos os países cristãos, apesar da maçonaria, da economia política, do industrialismo, das guerras, da renascença e das revoluções, apesar de tudo o que se diz, seria sempre razoável esperar que os homens se dividissem e tomassem posição diante de Deus. Seria compreensível, digamos romanticamente, insensatamente, (como quem não pode compreender o contrário) que uma agitação se perpetuasse, que ao menos houvesse sempre um furor de negar lutando contra a loucura de crer. Os descendentes de Caim continuariam a assassinar os descendentes de Abel, mas a luta teria lugar em torno de um ofertório. Sob esse ponto de vista nada é mais compreensível do que essas boas e nítidas perseguições que Deus consente para que num plebiscito urgente, nervoso, os homens se separem ficando uns à direita e outros à esquerda. Tudo é compreensível, menos o indiferente.

Esse problema aflige-nos todos os dias e em todos os lugares, produzindo um estado de espírito muito mais propenso às conferências do que às orações. Um escrúpulo contínuo que se espalha numa gradação insensível desde as raias do respeito humano até os limites do ativismo frenético, se insinua em nossas ações. Cada um tem um programa, cada oportunidade que parece surgir logo se demonstra perdida. Quem cala é individualista e quem fala é energúmeno.
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DOR E PROPÓSITO

Resultado de imagem para confissão sacramentoDISCÍPULO — Padre, é coisa importante sentir a dor dos pecados cometidos?

MESTREA dor dos pecados é coisa importantíssima, de todo indispensável mesmo, para cada confissão. Sem ela o Sacramento não terá lugar. Assim como o Sacramento do Batismo não se pode realizar sem água, também não é possível o Sacramento da Penitência sem dor…

DISCÍPULO — Então todos aqueles cuja principal preocupação é a procura dos pecados, e que pouco se importam de excitar a dor, não fazem boas confissões?

MESTRE— Fazem todos confissões sacrílegas ou nulas; sacrílegas quando se conhece a própria falta de dor; nula se se ignora o fato. É verdade que a boa vontade de se confessar bem, e na diligência em fazer bem o exame a dor está incluída; portanto não há motivos para sustos.

DISCÍPULO — Como é que se deve fazer para excitar a dor dos pecados?

MESTRE— Deitemos um olhar para o inferno, merecido com os nossos pecados; contemplemos o Paraíso, perdido, com os nossos pecados. Deitemos um olhar para o crucifixo, onde Jesus agoniza por causa das nossas culpas. Pensemos que Deus é tudo e nós nada; que de uma hora para outra pode abandonar-nos; que muitos, mais moços do que nós, já estão no inferno e que, se nós ainda estamos aqui, é porque Ele usa conosco de misericórdia.

Era uma quinta feira santa. Um oficialzinho elegante chegou ao confessionário e, sem mais nada, foi dizendo:

— Padre, desculpe a minha franqueza: sou militar; não vim aqui para me confessar, mas somente para satisfazer o desejo de minha mãe e de minhas irmãs, que me observam do banco. Elas querem que eu comungue na Páscoa, mas eu não creio nisso, até me rio. Continuar lendo

MEMBROS DA IGREJA

Que os recentes acontecimentos que agitam a Igreja não nos façam esquecer a grandeza de nossa vocação!

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Não se pode salvar a si mesmo quem permanece voluntariamente fora da Igreja.

Portanto, é uma grande honra e um grande privilégio que, entre bilhões de homens, tenhamos sido escolhidos, por um amor de predileção de Nosso Senhor Todo-Poderoso, para sermos membros de sua Igreja. A consideração de nossa felicidade deve nos tornar apóstolos perante aqueles que não pertencem à Igreja Católica.

Se somos verdadeiros membros da Igreja, não permaneceremos indiferentes às suas necessidades, seus interesses e sofrimentos. Hoje, mais do que nunca, a Igreja sofre: ela sofre em seu Vigário e é para nós um grande mistério; a Igreja sofre em seus bispos, em seus padres, seus religiosos e freiras; ela sofre em seus fiéis, abandonados e dispersos, como ovelhas sem pastor; ela sofre por causa dos erros, dos escândalos, mas também pelas difamações contra ela. E nós, seus membros, permaneceremos indiferentes? Soframos com nossa Mãe, rezemos, trabalhemos, gastemos nossas forças para servi-la, defendê-la. Esqueçamos nossas pequenas preocupações pessoais e dediquemos nossa vida, nossas obras, nossa oração, nossa imolação silenciosa e oculta aos grandes interesses da Igreja.

Pe. Vincent Robin, FSSPX 

EM SEGUIDA É NECESSÁRIO PURIFICAR A ALMA DE TODA A AFEIÇÃO AO PECADO

Resultado de imagem para rezandoTodos os israelitas saíram do Egito, mas muitos deixaram lá o seu coração preso; por isso é que no deserto se lhes despertaram desejos das cebolas e viandas do Egito. Assim também há muitos penitentes que efetivamente saem do pecado, porém não lhe perdem o afeto; quero dizer: eles se propõem não recair no pecado, mas com uma certa relutância e pesar de abster-se de seus deleites. O coração os denuncia e afasta de si, mas sempre tende novamente para eles, a semelhança da mulher de Ló, que virou a cabeça para Sodoma. Privam-se do pecado, como os doentes dos melões; é verdade que não os comem com medo da morte, de que o médico os ameaçara; mas aborrecem-se da dieta, falam dela com aversão e não sabem o que fazer; ao menos, querem cheirá-los muitas vezes e tem por ditosos os que os podem comer.

Eis aí um retrato fiel dos penitentes fracos e tíbios. Passam algum tempo sem pecado, mas com pesar; muito estimariam poder pecar, se não fossem condena, dos por isso; falam do pecado com um certo gosto que o vão prazer lhes proporciona e pensam sempre que os outros se satisfazem e deleitam cometendo-o. Renuncia alguém na confissão ao propósito de vingar-se, mas daí a pouco vê-lo-ás numa roda de amigos, conversando de bom grado sobre o motivo de suas queixas; diz que sem o temor de Deus faria isso ou aquilo; que a lei divina, quanto a esse ponto de perdoar os inimigos, é muito difícil de observar; que prouvesse a Deus que fosse permitida a vingança! Ah! Quão enredado está o coração deste mísero homem pela afeição ainda que livre do pecado, e quanto se assemelha aos israelitas de que falei acima. É isso exatamente o que elevemos dizer também daquelas pessoas que, detestando seus amores pecaminosos, conservam ainda um resto de prazer em familiaridades vãs e em demonstrações demasiado vivas de acatamento e amizade. Oh! Que perigo imenso está correndo a salvação destes penitentes!

Portanto, Filotéia, uma vez que aspiras sinceramente a devoção, não só deves deixar o pecado, mas é também necessário que teu coração se purifique de todos os afetos que lhe foram as causas e são presentemente as consequências; pois, além de constituírem um contínuo perigo de recaídas, enfraqueceriam a tua alma e te abateriam o espírito — duas coisas que, como deixei dito — são irreconciliáveis com a vida devota. Essas almas, que, tendo deixado o pecado, são tão tíbias e vagarosas no serviço de Deus, assemelham-se a pessoas que tem uma cor pálida: não é que estão verdadeiramente doentes, mas bem se pode dizer que seu aspecto, seus gestos e to- das as suas ações estão doentes. Comem sem apetite, riem sem alegria, dormem sem repouso e mais se arrastam do que andam. Deste modo aquelas almas, em seus exercícios espirituais, que nem são numerosos nem de grande mérito, praticam o bem com tanto dissabor e constrangimento que perdem o brilho e graça que o fervor dá as obras de piedade.

 

Filotéia – São Francisco de Sales

AS DEMOLIÇÕES DE PAULO VI

Nota da Permanência: Retomamos a publicação da série “Breve crônica da ocupação neo-modernista na Igreja Católica”, utilíssima para quem quiser compreender como chegamos ao atual estado de coisas em Roma. Na foto ao lado, o Papa Paulo VI entrega seu anel episcopal ao “arcebispo” anglicano Ramsey.

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Quanto a Paulo VI, é claro que um filo modernista como ele, chegando a ocupar – com a permissão de Deus e em punição de nossos pecados – a Sé de Pedro, não poderia ser senão um demolidor da Igreja. Além, evidentemente, de suas intenções pessoais, ou melhor, de suas utopias pessoais.

Admirador de personagens como Blondel, Teilhard de Chardin, Henri de Lubac, do “segundo” Jacques Maritain e de outros da mesma laia, o Papa Paulo VI se emprenhou, com obstinação digna das melhores causas, à aplicar em todos os domínios as novas doutrinas do Vaticano II. Ele desmantelou todas as defesas da Igreja, em particular pela reforma do Santo Ofício; promoveu a difusão da nova teologia em todas as faculdades pontificais, universitárias e seminários (ainda hoje, como já sublinhamos, Henri de Lubac e Von Balthasar, com Karl Rahner, dominam imperturbavelmente o currículo dos estudos teológicos); obrigou os religiosos dos dois sexos a um aggionarmento catastrófico de suas Regras e Constituições segundo o “espírito” do Vaticano II (resultado: conventos vazios e vocações raras); favoreceu também o aggionarmento de padres e seminaristas a fim de que se engajassem na abertura ao mundo promovida pelo Concílio (resultado: defecção súbita de dezenas de milhares de padres e a difusão lenta mas inexorável de um espírito secularizado, que se reflete até mesmo nas vestimentas); deixou completamente impunes os propagadores de heresias e de imoralidades que, imediatamente após o Vaticano II, espalharam-se como fogo no mundo católico.

“Por ocasião da morte do Papa João — relembrava o Pe. Francisco Spadafora, célebre exegeta – dava-se como certa a eleição de Montini, e os membros do Sacro Colégio foram advertidos que isto constituiria um grave perigo para a fé. Foi tudo em vão: a maior parte dos eleitores devia as suas púrpuras aos bons ofícios de Montini, sob a influência do qual se tinha desenrolado o pontificado do Papa João: por esta razão também, sua eleição era certa. Continuar lendo

A FSSPX PEDE UM DIA DE PENITÊNCIA NESTE SÁBADO, 9 DE NOVEMBRO

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Após o Sínodo para a Amazônia, o Superior Geral da Fraternidade São Pio X, Pe. Davide Pagliarani, convidou todos os padres, religiosos e oblatas, seminaristas e membros da Terceira Ordem a observar um dia de orações e penitências reparadoras, para defender a santidade da Igreja.

O Padre Pagliarani escreve em seu Comunicado de 28 de outubro de 2019: “Tal é devido a honra que se deve à Santa Igreja Católica Romana, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, que não é idólatra e nem panteísta“.

Numa época em que a missão civilizadora do catolicismo está profundamente desnaturalizada e onde a santidade do sacerdócio é ameaçada por novas reformas, todos os fiéis são cordialmente convidados a se unirem neste sábado, 9 de novembro de 2019, jejuando e rezando, especialmente para reparar os recentes escândalos que ocorreram na capital do cristianismo.

Deus não abandona sua Igreja; as portas do inferno nunca prevalecerão sobre ela (Mt 16,18).

SEITA SATÂNICA OBTÉM RECONHECIMENTO PÚBLICO NOS ESTADOS UNIDOS

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Desde 8 de outubro de 2019, uma organização que reinvindica abertamente valores satânicos pode fazer uso, pela primeira vez, de um espaço dedicado pela Marinha dos EUA, para fazer proselitismo entre os cadetes. A organização obteve esse benefício em nome da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que proclama a liberdade religiosa e seu exercício no país.

Fundada em 2013 por Lucien Greaves e Malcolm Jarry, a organização “Templo satanico” rende culto à contradição: de um lado, reinvindica um ateísmo militante ao afirmar que não é teísta e expressar seu desejo de lutar contra os cristãos conservadores, mas, por outro lado, não hesita em proclamar-se como uma religião, a fim de se beneficiar da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos que defende a liberdade religiosa.

O Templo Satânico é, segundo seus fundadores, uma nova expressão da “Igreja de Satanás”, outra seita que mostra seu satanismo de uma maneira mais fanática, o que assusta um pouco os seguidores. No entanto, não deixa de ser uma organização anticristã que adora aquele contra quem Cristo lutou na terra, o príncipe deste mundo.

Liberdade religiosa para os satanistas!

Em 8 de outubro de 2019, os cadetes da Marinha dos EUA com sede em Annapolis, Maryland, foram informados pelos diretores que os fiéis do Templo Satânico poderão se reunir, a partir de agora, dentro da escola militar a fim de “promover um pensamento e um debate crítico sobre valores satânicos”.

O porta-voz da Academia Naval americana, Alana Garas, declarou que: “recentemente, vários cadetes que professam as crenças do Templo Satânico se uniram a fim de exigir um espaço de reunião, com o objetivo de discutir suas crenças e compartilhá-las”. E acrescentou, maliciosamente que: “é apenas um espaço dedicado ao estudo, e não à organização de um ritual satânico“. Isso significa que não haverá missas satânicas no recinto militar … mas será pregado sobre a besta da terra e do mar (Ap 13).

Atualmente, o Templo Satânico tem cerca de 100.000 seguidores nos Estados Unidos e no Canadá. Desde abril de 2019, a seita conseguiu obter o cobiçado status de “religião” nos Estados Unidos.

Um lamentável caso da aplicação da liberdade religiosa, que permeia a história e a cultura americanas. Essa liberdade foi incluída no Concílio Vaticano II pelo jesuíta americano John Courtney Murray, um dos redatores da Declaração Dignitatis humanae (7 de dezembro de 1965). De acordo com a letra e o espírito deste documento que agora permeia os discursos das autoridades da Igreja, ninguém pode negar esse suposto direito a nenhum grupo de poder, em privado ou em público, para difundir seus erros e práticas.

Gens humana ruit per vetitum, a raça humana corre em direção à impiedade defendida, escreveu Horacio em seu Odes, denunciando a orgulhosa audácia dos homens que se rebelam contra os deuses. Uma máxima em que os oficiais da Marinha dos EUA deveriam meditar, correndo o risco de sofrer um terrível naufrágio … espiritual.

O RETORNO DE TEILHARD DE CHARDIN?

 

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Em uma carta enviada em 07 de outubro de 1929 ao Pe. Christopher Godfrey, o Pe. Teilhard de Chardin, jesuíta, escreveu: “às vezes me parece que, na Igreja atual, há três pedras perecíveis perigosamente colocadas nas fundações: a primeira é um governo que exclui a democracia; o segundo é um sacerdócio que exclui e minimiza a mulher; a terceira é uma revelação que exclui, no futuro, a Profecia “(1). 

Francisco, a realização de Teilhard?

Para alguns, esta passagem mostra quanto o Padre Teilhard de Chardin estava à frente de seu tempo. Por esse motivo, ele foi mal interpretado em sua vida por todos os que estavam no comando da Igreja. Para eles, o célebre jesuíta era um profeta, com a atual evolução da Igreja provando que ele estava bem a frente de todos os outros. É realmente surpreendente ver quanto o Papa Francisco parece ser o instrumento definitivo para erradicar essas “três pedras perecíveis perigosamente colocadas nas fundações” da Igreja. Existem muitas outras palavras e escritos do Papa Francisco que mostram o quanto ele está impregnado com o modo de pensar teilhardiano (não apenas sua encíclica Laudato Si, onde cita expressamente o Pe. Teilhard de Chardin).

A implementação de uma estrutura sinodal é claramente obra do papa Francisco. A colegialidade havia aberto o governo da Igreja universal aos bispos. A sinodalidade a abre a todo o povo de Deus e leva a uma nova Igreja, democrática.

O sínodo na Amazônia parece ser o caminho para erradicar “a segunda pedra colocadas nas fundações da Igreja. A vontade do Papa parece ser banir, a partir de agora, um sacerdócio que “exclui e minimiza a mulher”.

Em um sermão datado de seu primeiro ano de pontificado (16 de dezembro de 2013), o Papa Francisco falou da seguinte maneira: “Quando no povo de Deus falta profecia, está faltando alguma coisa: falta a vida do Senhor. Quando não há profecia a força recai sobre a legalidade, toma lugar o legalismo. Quando no Povo de Deus não há profecia o vazio causado é ocupado pelo clericalismo. Que nossa oração seja assim: Senhor, que não nos esqueçamos de sua promessa! Nós todos batizados, somos profetas. Que tenhamos forças para avançar! Que não nos fechemos nas legalidades que cerram as portas. Senhor, liberta o teu povo do espírito do clericalismo e ajude o teu povo com o espírito da profecia.”

De fato, o pontificado do Papa Francisco é apenas o resultado das idéias do Concílio Vaticano II e está em continuidade com seus antecessores pós-conciliares. Isso é admiravelmente demonstrado pelo Padre Pagliarani, Superior Geral da FSSPX, na excelente entrevista que deu em 12 de setembro.

Após cinquenta anos de reformas pós-conciliares, o papa reinante está preparando o advento do Cristo cósmico“, tão querido pelo Pe. Teilhard.

Teilhard, um pensamento não católico

Mas, como escreveu o filósofo Marcel de Corte, “o teilhardismo não está à margem do catolicismo nem à beira do cristianismo, muito menos uma heresia cristã. É outra religião que usa Nosso Senhor Jesus Cristo como rolamento da “ascensão cósmica”. […] Afirmo que o Revmo. Pe. Teilhard de Chardin, padre da Companhia de Jesus, nunca foi cristão, nem de pensamento nem de alma. Ele nunca acreditou, no verdadeiro sentido da palavra acreditar, no Cristo das Escrituras. Como escreve com pertinência e moderação o Pe. Guerard des Lauriers O.P., professor da Pontifícia Universidade Lateranense: “uma doutrina que implica como conseqüência necessária a identificação de Cristo com a alma do cosmos material em evolução, essa doutrina é anticristã… Porque a fé cristã professa que o Verbo de Deus assumiu pessoalmente uma Humanidade proveniente não do cosmos, mas de uma criatura humana pessoalmente predestinada por Deus em vista dessa missão… Então deve-se declarar claramente: o Cristo de Teilhard é a figura contemporânea do anticristo.” (2)

Para um de seus amigos, o Pe. Auguste Valensin, o padre Teilhard escreveu: “Sonho com um novo São Francisco ou um novo Santo Inácio, que viria nos apresentar o novo tipo de vida cristã (mais envolvida com o mundo e mais desapegada, simultaneamente) que precisamos”

Infelizmente, é bem possível que o Concílio Vaticano II tenha gerado esse novo “São” Francisco, sonhado pelo padre Teilhard.

Pe. Thierry Legrand, padre da FSSPX.

NOTAS

Cartas inéditas, Le Rocher, 1988, p.80

2 Revista Itineraires,  nº 91, março de 1965, A Religião teilhardiana, de Marcel de Corte, págs. 144 e 149

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CAPELA“A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento; não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. (1 Cor 13, 4)

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Sabemos que o mundo que vivemos é movido por ideias, por sonhos, por propósitos que são transformados em realidade por aqueles que, como o(a) senhor(a), lutam, batalham, enfrentam a vida de frente. Por vezes, em busca dessas ideias, podemos nos deparar com circunstâncias desfavoráveis, com reveses, com situações que podem nos desanimar, nos irritar em demasia, que podem fazer com que, ainda que por um pequeno lapso de tempo, pensemos em abandonar tudo.

Nessas horas desfavoráveis, onde tudo parece nos escapar, sempre recorremos ao nosso Pai celestial, clamando por suas bênçãos, por sua proteção e pela força necessária para continuarmos.

Tratando ainda das ideias, há ideias boas e ideias ruins, há ideias que serão benéficas para todos, enquanto que há ideias que trarão prejuízos para muitos. O empreendedor, por exemplo, ao se propor um negócio, visa, além de garantir seu sustento, proporcionar à sociedade algo que gerará renda, riquezas, empregos, bens para todos.

O jovem que quer ser professor, ao se propor tal nobre função, visa, além de realizar seu sonho, seu propósito, transmitir a milhares de jovens conhecimentos que lhes serão valiosos na busca de suas próprias ideias.

Além do professor, do empreendedor, do político, do motorista, do médico, do advogado, da dona de casa, há aqueles que têm um propósito de primeira grandeza, visto que, se desapegando de tudo o que existe sobre a terra, de seus próprios sonhos, eles lutam para elevar o homem a uma dignidade e a um estado sobrenaturais, para transmitir o amor e a justiça de Deus a todos.

Ocorre que esses homens, revestidos de uma dignidade elevada, por uma razão da Providência divina, também precisam da ajuda dos seus semelhantes, do mais simples dos homens, ao mais poderoso dos reis. Tanto que vemos ao longo da história Ocidental reis e plebeus trabalharem juntos na construção dos mais belos santuários desenhados pelo gênio humano: as catedrais e capelas.

E eles o faziam porque o templo dedicado a Deus é o local onde o empresário, o operário, a dona de casa, o prefeito, o professor, onde todos nós iremos buscar a força necessária para lutarmos, para enfrentarmos de cabeça erguida os desafios que encontramos em nosso caminho, onde iremos construir o nosso castelo interior.

E esse é nosso objetivo, edificar almas, construir moradas interiores sólidas, capazes de lutarem por suas ideias e, principalmente, pelo fim último de todo homem, o CéuE para isso, recorremos à vossa generosidade, CONVIDANDO-O(A) A SER UM DE NOSSOS BENFEITORES, NOS AJUDANDO NA COMPRA DE UM TERRENO E POSTERIOR CONSTRUÇÃO DA NOSSA PEQUENA CAPELA E NOSSO CENTRO CULTURAL.

Local onde nós, onde o(a) senhor(a) e tantos outros poderão encontrar um refrigério para as lutas diárias, onde gerações e mais gerações serão formadas na justiça, na verdadeira fraternidade e no amor ao próximo, onde, juntos, poderemos oferecer ao Altíssimo, o Deus que tem nos cumulado de tantas bênçãos, um sacrifício agradável.

Sabemos da limitação financeira que a todos atinge, mas por outro lado, a necessidade atual de ministrar sacramentos e proporcionar uma boa formação religiosa e moral nos motiva entusiasticamente a buscar todos os meios possíveis para a aquisição do terreno, construção da Capela e do Centro Cultural, por amor à Nosso Senhor.

E em contrapartida a essa ajuda, comprometemos a:

  • Incluir em nossas orações cotidianas os benfeitores e suas famílias;
  • Rezar Missas pelos nossos benfeitores e suas famílias;
  • Inserir, em nosso site a logomarca de sua empresa ou o nome do benfeitor, se assim desejar.

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COMO? ATRAVÉS DE UMA DOAÇÃO ESPONTÂNEA OU MENSAL, DENTRO DE VOSSA POSSIBILIDADE.

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“Com a ajuda de todos os fiéis, ainda que mínima, concluiremos mais uma obra pela Santa Igreja Católica e o restabelecimento do Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo no Brasil”.

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UMA GRAÇA EXTRAORDINÁRIA

Resultado de imagem para maria santíssima imagemTeófilo era Sacerdote em Adanas, cidade da Cilícia, na Ásia Menor. Gozava de tanta estima que o povo o quis para Bispo. Ele, porém, por humildade, recusou a subida honra. Tempos depois, alguns malvados o caluniaram.

O Bispo, pensando que fosse verdade, lhe tirou o cargo que ele possuía. Era ele arcediago da igreja. Ficou tão aborrecido e tão desgostoso que foi ter com um mágico judeu, que pôs em comunicação com satanás, para obter dele auxílio na sua desgraça.

O demônio prometeu-lhe ajuda, com a condição, porém, de ele assinar, de próprio punho, um papel em que renunciava a Jesus e Maria, sua Mãe.

Teófilo, obcecado, acedeu e assinou a terrível renúncia.

No dia seguinte, o Bispo, tendo reconhecido a falsidade das acusações, pediu-lhe perdão e restituiu-lhe o cargo que antes ocupara.

Mas Teófilo com, com a consciência dilacerada de remorsos pelos graves pecados que fizera, não fazia outra coisa senão chorar. Para buscar remédio à sua miséria, vai a uma igreja. Lança-se aos pés de uma imagem da Virgem e diz-lhe soluçando:

– Ó Mãe de Deus, não quero entregar-me ao desespero, porque vós me restais, vós que sois tão piedosa e me podeis ajudar.

Durante quarenta dias implorou à Santíssima Virgem.

Uma noite, apareceu-lhe a Mãe de misericórdia e disse-lhe:

– Ó Teófilo, que fizestes? Renunciastes a minha amizade e a meu filho. E isso por quem? Por aquele que é teu inimigo. Continuar lendo