E A CORDA ARREBENTOU

Resultado de imagem para CORDA ARREBENTOUDepois de umas pregações, o Padre Millériot deu a uma prisioneira, que com ele se confessara, um escapulário, fazendo-o prometer que nunca o deixaria.

Alguns dias após, tornara a encontra-la no pátio da prisão.

– Então, perguntou-lhe, como vamos?

– Ah! Meu Padre, mal o deixei de ver, tudo aqui tem ido às avessas. Eu me enforquei!

– Enforcou-se? Como isso?

– Sim, meu Padre, enforquei-me. As minhas companheiras acusam-me de uma infâmia. Aborreci-me tanto que pensei em suicidar-me. Corri para o poço do pátio para me atirar nele. Seguraram-me. Daí a pouco subi secretamente ao sótão e me enforquei com uma corda. Já parecia que me ia sufocar, quando a corda arrebentou. Foi então que me lembrei do escapulário, e me arrependi. Maria Santíssima me salvou da morte eterna. Atende-me em confissão, sim?

Na alma limpa voltou a paz de Deus.

Como Maria Santíssima é boa! – Frei Cancio Berri

A ESPADA DE DOR NAS MÃOS DE SÃO JOSÉ

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

“Levante-se, pegue o Menino e sua mãe, fuja para o Egito e fique lá até que Eu avise;  porque Herodes vai procurar o menino para o matar ”(Mt 2, 13). Esta mensagem do anjo, no meio da noite, muitos meses após o nascimento do Menino Jesus, foi um grande tormento para São José.

Essa notícia acabou com as alegrias do Natal e tornou-se o começo do cumprimento da profecia de Simeão: “E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: Eis que este (Menino) está posto para ruína e para ressurreição de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição. E uma espada trespassará a tua alma, a fim de se descobrirem os pensamentos escondidos nos corações de muitos.” (Lc 2, 34-35).

Maria, vítima toda pura, não podia se sacrificar, se imolar sozinha mais do que o próprio Cristo. Era-lhe necessário um sacrificador, alguém que os enviasse, por assim dizer, à morte. O Pai que enviou seu Filho único para ser sacrificado, enviou José para transpassar o Coração de Maria com esta dura notícia. É assim que começa uma longa série de sofrimentos. São José sabia o que estava fazendo quando acordou Maria e seu filho. Ele já podia imaginar a dor agonizante da espada que ele teria que penetrar em seu Coração Imaculado. São José não poderia fazer o contrário, porque Deus o havia ordenado dessa forma, pela voz do anjo. O tempo também estava acabando pois os homens de Herodes iam partir ao amanhecer.

As penas e os sofrimentos de uma longa jornada abriram caminho às inúmeras dificuldades de viver e trabalhar em um país estrangeiro. A espada que José havia introduzido no coração de Maria voltava sempre aele através de todas essas incontáveis ​​contrariedades. A dificuldade de sustentar sua esposa e o Menino era uma dor diária para ele. Os sofrimentos que suportaram por estarem fora da terra de Israel também pesaram em suas almas tão puras e tão sensíveis. Foi um sofrimento adicional para São José. Na verdade, ele sofreu na companhia de Jesus e Maria e suportou suas próprias tristezas com eles. Ele sabia a quem servia, e esse serviço, embora cheio de grandes sofrimentos, também era uma fonte de alegria e paz.

Assim deve ser para nós. Companheiros de Jesus e Maria, adentremos também essa espada de dor em seus corações, não pelo cumprimento de uma profecia, mas por nossos pecados e nossas negligências. Em vez de reclamarmos de nossas contrariedades, deveríamos nos considerar felizes e compartilhar com Jesus e Maria os sofrimentos desta terra, as rejeições a qual eram objeto, os pecados e as indiferenças que eles encontraram.

Para imitar São José, compartilhemos voluntariamente esses sofrimentos que são de três tipos:

1) Muitos são os sofrimentos que nos chegam de pessoas próximas a nós. Não vamos reclamar disso e carreguemos esse fardo voluntariamente.

2) Os sofrimentos também chegam a nós por nossos próprios pecados e quedas. Não nos surpreendamos, mas os suportemos, sabendo que é pela paciência que salvaremos nossas almas.

3) Os interesses e desígnios de Deus devem ser nossos e Deus deseja a salvação e a santificação de todos. É por isso que devemos ter conhecimento dos pecados do mundo e levá-los em uma oração frutífera e restauradora pela salvação das almas.

São José, testemunha silenciosa dos sofrimentos de Jesus e Maria, rogai por nós. E nós, pobres pecadores, não cessemos de gritar: Ave Maria.

NOSSA SENHORA, TESOURO DE SÃO JOSÉ

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Quando o rei Salomão subiu ao trono, Deus lhe prometeu, em sonho, que lhe daria o que quisesse. Salomão pediu “um coração dócil, para poder julgar seu povo e discernir entre o bem e o mal; pois quem pode fazer justiça ao seu povo, a esse povo tão numeroso? ”(3 Reis 3, 9).

Diante da humildade dessa resposta, Deus concedeu ao rei riqueza, longevidade e vitória sobre seus inimigos, além da sabedoria que ele desejava. Precisamente porque ele havia mostrado que preferia ser justo do que gozar dos bens que não eram necessários à sua salvação, Deus lhe cobriu de todos os bens.

De fato, certos dons de Deus não são essenciais e Ele, às vezes, não os concede a nós, a menos que estejamos desapegados deles. O patriarca Abraão teve uma dolorosa experiência no momento do sacrifício de “seu filho, seu único filho, o objeto de sua afeição” por ordem de Deus, antes que o anjo o impedisse, pois seu temor a Deus havia sido suficientemente comprovado.

Ser casado com Nossa Senhora não era necessário à salvação de José. E, no entanto, ele certamente não deixou de saber, em sua alma já tão profunda, que o tesouro que havia lhe sido confiado não tinha preço. Esse tesouro, a Providência exigiu primeiramente que o abandonasse. Vendo que Maria esperava um filho e que ele não participaria desse mistério, para observar a lei sem prejudicar sua noiva que ele sabia ser pura, resolveu deixá-la secretamente (Mt 1,19), e foi somente depois de tomar essa decisão que Deus lhe confiara expressamente Maria e o filho. Sua afeição já tão profunda foi assim purificada por um corajoso sacrifício.

Da mesma forma, Nossa Senhora renunciou à alegria e ao orgulho da maternidade dedicando sua virgindade a Deus. E Deus, que não se deixa vencer em generosidade, honrou esse propósito, concedendo milagrosamente que ele fosse mãe, e mãe de Seu Filho!

Maria era o tesouro de José, Jesus o de Maria. Mas tanto Maria como José buscaram primeiro o reino de Deus e sua justiça, e a plenitude deles era superabundante. Que eles se dignem a transformar nossos corações em bens verdadeiros!

É MAIS FÁCIL FAZER PENITÊNCIA COM A VIRGEM

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

A verdade é que, à primeira vista, a penitência nos assusta. Talvez nós simplesmente não queiramos fazê-la, ou talvez pensemos que não podemos? Mas esse modo de pensar produz maus frutos e leva à destruição da vida da graça, porque é o oposto da vida de Cristo.

A penitência, embora amarga, é tão necessária à nós quanto a comida e a bebida são para o corpo. Mas esse alimento amargo no início, carrega uma doçura espiritual muito especial, acima de tudo o que a terra pode oferecer.

Se isso não é suficiente para nos encorajar no caminho da penitência, nosso bom Pai, que está no céu, nos deu uma terna Mãe para nos moldar em sua prática. Como uma criança toma seu remédio amargo? Ele toma o que não gosta graças aos afagos de sua mãe.

É o mesmo na vida espiritual. E Maria nos ensina dessa forma em Lourdes e Fátima: “Penitência, penitência!

A vida de Nossa Senhora era, de fato, uma vida de dor sem comparação. Ora, a penitência é essencialmente a dor pelo pecado, com a firme resolução de repará-lo e não fazê-lo novamente. Pela pena de seus pecados, o homem reconhece seus delitos contra Deus, que é a fonte de toda bondade e amante das almas.

O segundo pensamento, que pode nos ajudar a perseverar na prática da penitência, é o pensamento em Jesus e Maria.

No meio da alegria do Natal, enquanto Maria segurava Jesus nos braços, Simeão profetizou: “Eis que este menino está posto para a ruína e para ressurreição de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição, e uma espada trespas­sa­rá a tua alma a fim de se descobrirem os pensamentos escondidos nos corações de muitos.” (Lc 2, 34). O Pe. Faber diz que essas palavras encheram a alma de Maria de uma dor indescritível e que lhe foi dada conhecer todos os detalhes da futura paixão de Cristo. Em outras palavras, como Jesus desejou sua paixão desde a concepção, Maria obteve essa graça 40 dias após o nascimento de seu Filho. Assim, a partir do dia da Apresentação, Jesus e Maria se uniram em uma sinfonia de dores, em uma vida de penitência.

Essa verdade profunda nos ensina exatamente como praticar a penitência. Não necessariamente de flagelações diárias ou jejuns freqüentes de pão e água. A forma mais profunda de penitência, a mais acessível e mais necessária a todos, é manter presente essa dor contínua do pecado, enquanto olha as severas penas de Cristo em nossos corações.

Você está sentado em seu escritório? Em união com Maria, deixe que as tristezas de Cristo ocupem uma parte importante de seu espírito, mesmo que você faça tarefas mais humildes em seu computador. Suas mãos que digitam e seus olhos cansados ​​são como aquelas mãos pregadas e dos olhos que buscam os corações que O buscam. É assim que Marie viveu. Ela viu as mãozinhas de Jesus bebê e sabia que um dia elas seriam pregadas em uma cruz. Ela olhou nos olhos de Jesus e viu as almas que Ele estava procurando. Cada movimento na vida de Cristo foi acompanhado por dor interior, por um verdadeiro sofrimento no Coração de Maria.

Em cada tarefa de nossa vida cotidiana, neste período da Quaresma, possamos nós reviver a vida de Maria. Que, com Maria, vejamos em cada árvore uma cruz, em cada mão um prego, em cada trabalho, cada obra, um fardo divino. Façamos todos nossos trabalhos diários neste espírito de união com o homem de dores. É assim que nossa conversão será concluída.

O MILAGRE DO SOL

Neste episódio o Sr. Bernardo Motta fala sobre as aparições de Fátima, em especial sobre o milagre do Sol. O Bernardo é católico, casado, pai de 3 filhos e Engenheiro de profissão, dedica o seu tempo livre ao estudo de Fátima, tanto do milagre, como mais recentemente do segredo “em três partes”. Uma conversa muito boa, feita pelo telefone, onde é possível perceber a paixão do Bernardo pelo tema. Mais do que paixão, salientamos que a mensagem de Fátima é uma mensagem de conversão, pessoal, da Igreja, do clero. Penso que o Bernardo explica tudo em detalhe!