D. VIGANÒ FALA SOBRE D. LEFEBVRE, FSSPX, CITA D. TISSIER, ENTRE OUTROS TEMAS REFERENTES À TRADIÇÃO E A IGREJA

Fonte: Dies Irae

Caro Dr. Kokx,      

Li, com grande interesse, um seu artigo intitulado Perguntas para Viganò: Sua Excelência tem razão sobre o Vaticano II, mas o que acha que deveriam fazer os católicos agora?, publicado, a 22 de Agosto, no Catholic Family News. Tratando-se de questões muito importantes para os fiéis, respondo-lhe de bom grado.  

Pergunta-me: «O que significa “separar-se” da igreja conciliar segundo o Arcebispo Viganò?». Respondo-lhe com uma questão: o que significa separar-se da Igreja Católica de acordo com os defensores do Concílio? Embora seja evidente que não é possível misturar-se com aqueles que propõem doutrinas adulteradas do manifesto ideológico conciliar, deve-se notar que o simples facto de sermos baptizados e membros vivos da Igreja de Cristo não implica a adesão à estrutura conciliar; isto vale, antes de mais, para os simples fiéis e para os clérigos seculares e regulares que, por várias razões, se consideram sinceramente Católicos e que reconhecem a Hierarquia.

Em vez disso, deve ser esclarecida a posição daqueles que, declarando-se Católicos, abraçam as doutrinas heterodoxas que se difundiram nas últimas décadas, com a consciência de que essas representam uma ruptura com o Magistério precedente. Neste caso, é legítimo questionar a sua real pertença à Igreja Católica, na qual, todavia, ocupam cargos oficiais que lhes conferem autoridade. Uma autoridade exercida ilicitamente, se a finalidade que se propõe é obrigar os fiéis a aceitar a revolução imposta depois do Concílio.

Uma vez esclarecido este ponto, é evidente que não são os fiéis tradicionalistas – ou seja, os verdadeiros Católicos, nas palavras de São Pio X – que devem abandonar a Igreja na qual têm pleno direito de permanecer e da qual seria lamentável separar-se; mas os Modernistas, que usurpam o nome católico precisamente porque é o único elemento burocrático que lhes permite que não sejam considerados como qualquer outra seita herética. Esta sua pretensão serve, de facto, para evitar que acabem entre as centenas de movimentos heréticos que, ao longo dos séculos, acreditaram poder reformar a Igreja segundo a própria vontade, colocando o seu orgulho acima da humilde custódia do ensinamento de Nosso Senhor. Mas como não é possível reivindicar a cidadania de uma Pátria de que não se partilha a língua, a lei, a fé e a tradição, assim é impossível que aqueles que não partilham a fé, a moral, a liturgia e a disciplina da Igreja Católica possam reivindicar o direito de permanecer nela e até mesmo de ascender aos graus da Hierarquia. Continuar lendo

UM CARDEAL: UM DIA D. LEFEBVRE SERÁ RECONHECIDO COMO DOUTOR DA IGREJA

Fonte: Santa Iglesia Militante – Tradução: Dominus Est

(Dra. Maike Hickson – Catholic Family News – 27/08/20) O professor Armin Schwibach, professor de filosofia e correspondente do site austríaco Kath.net. em Roma, relatou no Twitter que um cardeal lhe havia feito, recentemente, alguns comentários de apoio ao Arcebispo Marcel Lefebvre, falecido fundador da Fraternidade São Pio X (FSSPX).

Em 21 de agosto, Schwibach escreveu : “Como disse, recentemente, um cardeal: o Arcebispo Lefebvre, um dia, será reconhecido como Doutor da Igreja. Para tanto, os “outros” devem estar à altura dele.” O Catholic Family News se aproximou do professor Schwibach e confirmou que, de fato, um cardeal da Igreja Católica lhe havia dito recentemente essas palavras. Em outra ocasião segundo Schwibach, esse mesmo Cardeal acrescentou que Lefebvre era “profético”. No entanto, o Cardeal pronunciou essas palavras em particular e não quer dizê-las em público.

Este fato confiável, conforme revelado por Schwibach, é de grande importância para a Igreja Católica, pois mostra que existem outros prelados de alto escalão além do Arcebispo Carlo Maria Viganò e do Bispo Athanasius Schneider que estão vendo a validade das críticas sustentadas pelo próprio D. Lefebvre ao Concílio Vaticano II, de aspectos do Magistério pós-conciliar e da Missa Novus Ordo. Continuar lendo

O NOVO CONCEITO DE PENITÊNCIA

Qual é a matéria do sacramento da Confissão?O sacramento da penitência não pode ser senão individual. Por definição e conforme a sua essência, ele é, como lembrei mais acima, um ato judiciário, um julgamento. Não se pode julgar sem estar a par de uma causa; é preciso ouvir a causa de cada um para julgá-la e depois perdoar ou reter os pecados. S. S. João Paulo II insistiu várias vezes neste ponto, dizendo notadamente no dia 1°. de abril de 1983 a bispos franceses que a confissão pessoal das faltas seguida da absolvição individual “é antes de tudo uma exigência de ordem dogmática”. Por conseguinte é impossível justificar as cerimônias de “reconciliação” explicando que a disciplina eclesiástica se abrandou, que se adaptou às exigências do mundo moderno. Não se trata de um caso de disciplina.

Havia precedentemente uma exceção; a absolvição geral dada em caso de naufrágio, de guerra: absolvição aliás cujo valor é discutido pelos autores. Não é permitido fazer da exceção uma regra. Se se consultam os Atos da Sé apostólica salientam-se as expressões seguintes tanto nos lábios de Paulo VI como nos de João Paulo II em diversas ocasiões: “o caráter excepcional da absolvição coletiva”, “em caso de grave necessidade”, “caráter inteiramente excepcional”, “circunstâncias excepcionais”…

As celebrações deste gênero não deixaram, contudo, de se tornar um hábito, sem, entretanto, serem freqüentes numa mesma paróquia, à falta de fiéis dispostos a pôr-se em ordem com Deus mais de duas ou três vezes no ano. Não se experimenta mais a necessidade disto, o que era de prever, visto que a noção de pecado se extinguiu nos espíritos. Quantos sacerdotes lembram a necessidade do sacramento da penitência? Um fiel me disse que, confessando-se conforme os seus deslocamentos numa ou noutra das igrejas parisienses onde ele sabe poder encontrar um “sacerdote de acolhimento”, recebe freqüentemente as felicitações ou os agradecimentos deste, todo surpreso de ter um penitente.

Estas celebrações submetidas à criatividade dos “animadores” compreendem cantos; ou então se coloca um disco. Depois se dá um lugar à liturgia da palavra antes de uma prece litânica à qual a assembléia responde: “Senhor, tende piedade do pecador que sou”, ou uma espécie de exame de consciência geral. O “Eu pecador me confesso a Deus” precede a absolvição dada uma vez por todas e a todos os assistentes, o que não deixa de pôr um problema: uma pessoa presente que não a desejasse vai receber a absolvição contra a sua vontade? Vejo numa folha roneotipada distribuída aos participantes de uma destas cerimônias, em Lourdes, que o responsável se coloca a questão: “Se desejamos receber a absolvição, venhamos mergulhar nossas mãos na água da fonte e tracemos sobre nós o sinal da cruz” e, no fim: “Sobre aqueles que se benzeram com o sinal da cruz com a água da fonte o sacerdote impõe as mãos (?). Unamo-nos à sua prece e recebamos o perdão de Deus.”
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O NOVO CONCEITO DE MATRIMÔNIO E A INVERSÃO DE SEU FIM PRIMÁRIO

PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO | DOMINUS ESTO matrimônio foi sempre definido por seu fim principal, que era a procriação, e seu fim secundário, que era o amor conjugal. Pois bem, no concílio, se quis transformar esta definição e dizer que não havia mais fim primário, mas que os dois fins que acabo de citar eram equivalentes. Foi o cardeal Suenens que propôs esta mudança e eu me lembro ainda do cardeal Brown, superior geral dos dominicanos, levantando-se para dizer: “Caveatis, caveatis! (Tomai cuidado!) Se aceitamos esta definição, nós vamos contra toda a Tradição da Igreja e pervertemos o sentido do matrimônio. Não temos o direito de modificar as definições tradicionais da Igreja.”

Ele citou textos em apoio de sua advertência e a emoção foi grande na nave de São Pedro. O Santo Padre pediu ao cardeal Suenens que este moderasse os termos que tinha empregado e mesmo os mudasse. A Constituição pastoral Gaudium et Spes contém mais de uma passagem ambígua, onde o acento é posto na procriação “sem subestimar por isso os outros fins do matrimônio”. O verbo latino post habere permite traduzir: “sem colocar em segundo plano os outros fins do casamento”, o que significaria: pô-los todos no mesmo plano. É assim que se quer entendê-lo hoje em dia; tudo o que se diz do casamento se liga à falsa noção expressa pelo cardeal Suenens que o amor conjugal — que bem se chamou simplesmente e mais cruamente “sexualidade” — vem à testa dos fins do matrimônio. Conseqüência: a título da sexualidade, todos os atos são permitidos: contracepção, limitação dos nascimentos, e enfim aborto.

Uma má definição e eis-nos em plena desordem.

A Igreja em sua liturgia tradicional, faz o padre dizer: “Senhor, assisti em vossa bondade as instituições que vós estabelecestes para a propagação do gênero humano…” Ela escolheu a passagem da Epístola de São Paulo aos Efésios que precisa os deveres dos esposos, fazendo de suas relações recíprocas uma imagem das relações que unem Cristo e a sua Igreja. Hoje, muito freqüentemente, os próprios esposos são convidados a compor a sua missa, sem mesmo serem obrigados a escolher a epístola nos livros santos, substituindo-a por um texto profano, tomando uma passagem do Evangelho sem relação com o sacramento recebido. O sacerdote, em sua exortação, se acautela de fazer menção das exigências às quais eles se devem submeter, por medo de apresentar uma imagem rebarbativa da Igreja, eventualmente de chocar os divorciados presentes na assistência.
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O NOVO CONCEITO DE BATISMO

A Bíblia ordena batizar bebês? – EvangelismoO primeiro efeito do batismo é a remissão do pecado original, isto se sabia, transmitido de pai para filho e de mãe para filha.

Mas eis que não se fala mais disto em parte alguma. A cerimônia simplificada que se realiza na igreja evoca o pecado num contexto tal que parece tratar-se daquele ou daqueles que cometerá o batizado na sua vida e não da falta original com a qual nós todos nascemos carregados.

O batismo aparece por conseqüência simplesmente como um sacramento que nos une a Deus, ou antes, nos faz aderir à comunidade. Assim se explica o rito de “recepção” que se impõe em certos lugares como uma primeira etapa, numa primeira cerimônia. Isto não é devido a iniciativas particulares, uma vez que nós encontramos amplos desenvolvimentos sobre o batismo por etapas nas fichas do Centro nacional de pastoral litúrgica. Chama-se também batismo diferido. Após a recepção, o “encaminhamento”, a “busca”, o sacramento será ou não administrado, quando a criança puder, segundo os termos utilizados determinar-se livremente, o que pode ocorrer numa idade bastante avançada, dezoito anos ou mais. Um professor de dogmática muito apreciado na nova Igreja estabeleceu uma distinção entre os cristãos cuja fé e cultura religiosa ele julga capaz de atestar, e os outros — mais de três quartos do total — aos quais não atribui senão uma fé suposta quando eles pedem o batismo para seus filhos. Estes cristãos “da religião popular” são descobertos no decorrer das reuniões de preparação e dissuadidos de ir além da cerimônia de acolhimento. Esta maneira de agir seria “mais adaptada à situação cultural de nossa civilização”. 

Recentemente, devendo um pároco do Somme inscrever duas crianças para a comunhão solene, exigiu as certidões de batismo, que lhe foram enviadas pela paróquia de origem da família. Ele verificou então que uma das crianças tinha sido batizada mas que a outra não, contrariamente ao que acreditavam os seus pais. Ela havia simplesmente sido inscrita no registro de recepção. É uma das situações que resultam destas práticas; o que se dá é efetivamente um simulacro de batismo, que os fiéis tomam de boa fé pelo verdadeiro sacramento. Continuar lendo

D. ATHANASIUS SCHNEIDER: “ESTAMOS AGORA TESTEMUNHANDO A CULMINAÇÃO DO DESASTRE ESPIRITUAL NA VIDA DA IGREJA QUE O ARCEBISPO LEFEBVRE JÁ HAVIA APONTADO COM TANTA VIGOR HÁ 40 ANOS.”

Fonte: Corrispondenza Romana – Tradução: Dominus Est

[…] O período após o Concílio nos deu a impressão de que um de seus principais frutos foi a burocratização. Essa burocratização mundana nas décadas seguintes ao Concílio frequentemente paralisou o fervor espiritual e sobrenatural em uma medida considerável e, ao invés da primavera anunciada, chegou uma época de inverno espiritual. Bem conhecidas e inesquecíveis permanecem as palavras com as quais Paulo VI honestamente diagnosticou o estado da saúde espiritual da Igreja após o Concílio: “Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia se sol na história da Igreja. Mas ao invés do sol, vieram as nuvens, a tempestade, a escuridão, a busca, a incerteza. Pregamos o ecumenismo e nos distanciamos cada vez mais dos outros. Buscamos cavar abismos ao invés de preenchê-los. ”(Homilia de 29 de junho de 1972).

Nesse contexto, foi Arcebispo Marcel Lefebvre, em particular (embora não tenha sido o único a fazer), quem  iniciou em uma escala mais ampla e com franqueza similar à de alguns dos grandes Padres da Igreja, a protestar contra o enfraquecimento e a diluição da fé católica, particularmente no que diz respeito ao caráter sacrifical e sublime do rito da Santa Missa, que se espalhava na Igreja, sustentado ou ao menos tolerado também pelas autoridades de alto escalão da Santa Sé. Em uma carta dirigida ao Papa João Paulo II, no início de seu pontificado, o Arcebispo Lefebvre descreve de maneira realista e apropriada, em um breve resumo, a verdadeira magnitude da crise na Igreja. Impressiona a perspicácia e o caráter profético da seguinte afirmação: “O dilúvio de novidades na Igreja, aceito e encorajado pelo Episcopado, um dilúvio que arrasa tudo em seu caminho: fé, moral, Igreja, instituição: não podiam tolerar a presença de um obstáculo, de uma resistência. Tivemos então a oportunidade de nos deixar levar pela corrente devastadora e nos unirmos ao desastre, ou resistir ao vento e às ondas para proteger nossa fé católica e o sacerdócio católico. Não podemos duvidar. Não podíamos hesitar. As ruínas da Igreja estão aumentando: ateísmo, abandono de igrejas, desaparecimento de vocações religiosas e sacerdotais são de tal magnitude que os Bispos começam a despertar” (Carta de 24 de dezembro de 1978). Estamos agora testemunhando a culminação do desastre espiritual na vida da Igreja que o Arcebispo Lefebvre já havia apontado com tanta vigor há 40 anos. […]

Trecho da entrevista de D. Schneider ao site Corrispondenza Romana.

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Nota do Blog: Assim como uma outra entrevista de D. Schneider publicada tempos atrás, sabemos que temos de tomar estas palavras com contrapeso e medida. É positivo que um prelado tenha esta posição em relação à D. Lefebvre, mas há outras coisas com o qual não poderemos concordar.

Mons. Viganó, de forma impressionante, tem se mostrado muito mais firme em relação ao Vaticano II e a crise da Igreja. Vejam esses dois posts recentes:

Rezemos para que os prelados conservadores tenham também o exemplo de Dom Salvador Lazo, que pode ser lida nesse post: DOM SALVADOR LAZO, BISPO EMÉRITO DE SÃO FERNANDO DA UNIÃO (FILIPINAS) – DA TRADIÇÃO CATÓLICA À TRADIÇÃO CATÓLICA

MONS. VIGANÒ, SUAS CARTAS E D. LEFEBVRE

viganoFonte: SSPX Great Britain – Tradução: Dominus Est 

“Calcam, Senhor, o teu povo, e oprimem a tua herança; trucidam a viuva e o peregrino, tiram a vida aos órfãos.” (Sl 94, 5-6) 

Meus caros irmãos,

Há um senso coletivo de que o mundo está à beira de mudanças dramáticas. De certo, a crise do Covid-19 e a recente agitação civil em muitos países – ambos com características de uma sinistra orquestração – tem sido ocasião de um condicionamento social em massa e de uma violação dramática dos direitos religiosos e civis. Lamentavelmente, parece que deve acontecer o mesmo de sempre. A grande mídia está criando expectativas com expressões como “o novo normal”, o colapso econômico é iminente e o Fórum Econômico Mundial – uma organização para os “minions” da Nova Ordem Mundial – lançou uma iniciativa chamada “The Great Reset”, que parece augurar a imposição de um controle individual mais direto, do ecologismo e da cultura da morte em todo o planeta.

“E dizem: Não o vê o Senhor, nem o nota o Deus de Jacob.” (Sl 94, 7) 

Enquanto isso, Deus é ignorado em toda essa agitação e os homens de boa vontade estão sendo manipulados para fazer uma escolha entre apoiar o “novo normal” dos marxistas culturais ou enfrentar a exclusão social e econômica.

“Quem se levantara por mim contra ob malfeitores? Quem estará por mim contra os que praticam a iniquidade?” (Sl 94,16) 

Não podemos perder a esperança, no entanto, o mal que está nos visitando é a ocasião de um grande heroísmo por parte daqueles que se mantêm firmes na fé católica. Os membros da FSSPX sempre se recordam dos atos heróicos do Arcebispo Marcel Lefebvre, seu fundador, para dar um exemplo de fidelidade à fé. Ele enfrentou os malfeitores que fomentaram uma revolução na Igreja e fundou a FSSPX para continuar o trabalho da Igreja através da formação de padres católicos. Continuar lendo

MONS. VIGANÒ EM 2020, MONS. LEFEBVRE EM 1966

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Em resposta à carta de uma religiosa de clausura, em 29 de maio de 2020, Mons. Carlo Maria Viganò, ex-núncio apostólico nos Estados Unidos, fala da atual crise na Igreja como como “a metástase do câncer conciliar“. Esta carta e a resposta de Monsenhor Viganò foram publicadas em 31 de maio por Marco Tosatti em seu blog Stilum Curiæ e traduzidas por Jeanne Smits em 2 de junho.

A afirmação do diplomata romano encontra-se no seguinte parágrafo: “Acredito que o ponto essencial para liderar efetivamente uma batalha espiritual, doutrinal e moral contra os inimigos de Cristo é a certeza de que a crise atual é a metástase do câncer conciliar: se não entendermos a relação de causa e efeito entre o Vaticano II e suas consequências lógicas e necessárias nos últimos 60 anos, não será possível restaurar o timão da Igreja na direção do curso estabelecido pelo timoneiro divino e mantido por 2000 anos. Temos sido catequizados há décadas com seu abominável “não há volta” em questões de liturgia, fé, moral, penitência, ascetismo: hoje também ouvimos repetir servilmente as mesmas expressões na esfera civil, enquanto se tenta doutrinar as massas com a ideia de que “nada será como antes”. O modernismo e o Covid-19 estão ligados pela mesma marca e, para aqueles que tem o olhar no transcendente, não é difícil entender que o pior medo daqueles que querem que acreditemos que a corrida ao abismo é inevitável e imparável, é que podemos não acreditar neles, podemos ignorá-los, desmascarar sua conspiração. Esta é a nossa tarefa hoje: abrir os olhos de muitas pessoas, incluindo clérigos e religiosos que ainda não estabeleceram o panorama geral e que se limitam a olhar a realidade de maneira parcial e desordenada. Depois de fazê-los entender o mecanismo, também entenderão todo o resto.

“Sim, podemos voltar atrás; podemos garantir que os bens dos quais fomos fraudulentamente despojados sejam devolvidos para nós. Mas isso só será alcançado na consistência da doutrina, sem flexibilização, sem abrir mão de nada, sem oportunismo. O Senhor se dignará a conceder-nos uma parte de sua vitória, mesmo que sejamos fracos e sem meios materiais, mas somente se nos abandonarmos completamente a Ele e a Sua Mãe Santíssima.” Continuar lendo

A MISSA NOVA LEVA AO PECADO CONTRA A FÉ – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

A missa nova é escandalosa, não no sentido do escândalo que causa estranheza. Não se trata disso. O escândalo é que conduz ao pecado. Pois bem, a nova missa leva ao pecado contra a fé, que é um dos pecados mais graves e perigosos, porque a perda da fé é, verdadeiramente, afastar-se da Revelação, de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Igreja.

Isso equivale a concluir que uma pessoa que estava ciente e está a par do perigo dessa missa e que foi a ela, cometeria, é claro, pelo menos um pecado venial. Por que, me direis, por que não nos diz ser um pecado mortal? Porque acredito que assistir uma só vez essa missa não constitui um perigo próximo. Acredito que o perigo se torna grave e, portanto, se torna motivo de um pecado grave, pela repetição. (…) O pecado torna-se grave se uma pessoa consciente e está a par do assunto frequenta regularmente e diz: “Ah, pra mim é a mesma coisa, não tenho medo quanto a minha fé”!, sendo que sabe perfeitamente que é algo perigoso. Ele sabe: é testemunha que as crianças perderam a fé porque assistiam regularmente a missa nova, é testemunha de que os pais deixaram a Igreja … mas, enfim, vai a ela de qualquer jeito. Nesse caso, é evidente que ele está realmente colocando em risco sua fé.

Para julgar a falta subjetiva dos que celebram a missa nova ou dos que a assistem, devemos aplicar as regras do discernimento de espíritos, segundo as diretrizes da teologia moral e pastoral. Devemos agir sempre como médicos de almas e não como justiceiros ou carrascos, como são tentados a fazer aqueles que são animados por um zelo amargo e não por um zelo verdadeiro(1) . Os jovens sacerdotes devem inspirar-se nas palavras de São Pio X em sua primeira encíclica e em muitos textos de autores espirituais conhecidos, como os de D. Chautard em A alma de todo apostolado, de Garrigou-Lagrange no segundo volume de  Perfeição cristã e Contemplação e D. Marmion em Cristo Ideal do Monge . 

Diretrizes práticas 

Os fiéis católicos devem fazer todo o possível para manter a fé católica intacta e íntegra: assistir à Missa de sempre quando puderem, ainda que seja uma vez por mês e colaborar ativamente para ajudar os sacerdotes fiéis na celebração da Missa da sempre e na distribuição dos sacramentos segundo os ritos antigos e o catecismo antigo.

Quando não podem ir a essas missas, podem lê-la aos domingos no missal, em família se possível, como os cristãos dos países missionários, que só recebem a visita do padre duas ou três vezes por ano e, às vezes, apenas uma!

Damos essas diretrizes para que cada uma possa seguir a linha de conduta mais favorável para a preservação da fé. É evidente que o preceito de domingo é obrigatório apenas quando há uma Missa de sempre acessível. É a época do heroísmo. Acaso não é uma graça de Deus viver nestes tempos turbulentos, para poder encontrar a Cruz de Jesus, seu sacrifício redentor, e estimar em seu justo valor essa fonte de santidade da Igreja, colocá-la novamente em  honra e apreciar melhor a grandeza do sacerdócio?

Entender melhor a Cruz de Jesus é elevar-se ao céu e aprofundar na verdadeira espiritualidade católica do sacrifício, e o sentimento de sofrimento, da penitência, da humildade e da morte.

A Missa de Sempre – Mons. Marcel Lefebvre +

VALIDADE NÃO É SUFICIENTE PARA FAZER QUE UMA MISSA SEJA BOA – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Validade é uma palavra enganosa. Para muitas pessoas que não estão acostumadas a termos teológicos e canônicos, validade significa que é válida. (…) Não se trata disso! Validade significa que a presença e a eficácia da graça que está no sacramento, a eficácia do efeito, podem estar presentes, mesmo que a cerimônia seja sacrílega! Uma Missa válida pode também ser sacrílega!

A missa reformada é apenas “menos boa”?

Uma vez examinadas as debilidades da reforma litúrgica, a nova Missa é apenas menos boa que a tradicional ou pode ser qualificada como ruim? Todas as Missas válidas são boas? 

Embora a validade da nova missa possa não estar em risco, é uma missa envenenada, porque a partir do momento que as verdades católicas da Missa não são mais confirmadas a fim de agradar aos protestantes, a fé nessas verdades também desaparecem pouco a pouco. É algo tão evidente ver as conseqüências da nova Missa! Por esse motivo, é impossível dizer que essa reforma é apenas ruim de uma maneira puramente acidental, puramente exterior e extrínseca.

Consideramos que a reforma da Missa, tendo sida composta por protestantes, tem uma influência ecumenista que produz um efeito que deixa, de tal modo, um sabor protestante e que, aos poucos, faz desaparecer a noção do sacrifício propiciatório, pelo qual as mudanças que foram realizadas na Missa tornam-na perigosa e envenenada.

Como essa reforma é fruto do liberalismo e do modernismo, está totalmente envenenada; sai da heresia e termina nela, embora todos os seus atos não sejam formalmente heréticos.

Eis os fatos que mostram que se perde a fé nas realidades dogmáticas essenciais da Missa. (…) É relativamente fácil estudar a nocividade da Missa nova, que não vale para nada a conclusão de algumas pessoas, às vezes muito próximas de nós e que são supostamente “tradicionalistas”, a quem se ouve dizer : “A Missa antiga é melhor, é claro, mas a outra não é ruim.” Foi o que disse o abade de Fontgombault respondendo a uma pessoa que lhe escreveu dizendo que ele não podia ser oblata beneditina daquela abadia porque estavam ligados à Missa Nova. O abade de Fontgombault respondeu: “Sim, é verdade. Reconheço, de fato, que a massa antiga é melhor, mas o novo não é ruim e, portanto, a dizemos para obedecer ”.

Não aceitamos essa conclusão de forma alguma! Dizer que a Missa nova é boa: não! A Missa nova não é boa! Se fosse boa, começaríamos a dizê-la amanhã. Se é boa, devemos obedecer. Se a Igreja nos dá algo bom e nos diz: “Os senhores precisam fazer assim“, qual seria o motivo para dizer não? Enquanto isso dizemos: “Essa Missa está envenenada; é má e faz perder, gradualmente, a fé ”, estamos claramente obrigados a rejeitá-la.

A Missa de Sempre – MONS. MARCEL LEFEBVRE +

O QUE ACONTECEU DEPOIS DO CONCÍLIO? – A DESTRUIÇÃO DO ENSINO RELIGIOSO

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Neste quinto artigo de uma série que publicaremos, extraídos de uma conferência proferida por D. Lefebvre em Roma, em 6 de julho de 1977, intitulada “A Igreja depois do Concílio“, explicaremos uma a uma as conseqüências desastrosas e a tempestade causada pelas mudanças feitas no Concílio Vaticano II.

Porque temos o dever de adorar a Deus, temos o direito de ter nossas igrejas, nossas escolas católicas. O mesmo se aplica no caso da família. Por termos o dever de fundar uma família cristã, temos o direito de ter tudo o que sirva para defender a família cristã. Daí o decálogo. Nunca vi os direitos do homem em um catecismo antigo, mas sempre vi o Decálogo. O decálogo deveria ser a lei básica e fundamental de toda sociedade. Se colocarmos o Decálogo como base, não teremos divórcio, nem contracepção ou aborto. Devemos retornar ao nosso Catecismo do Concílio de Trento, de São Pío X, de São Carlos Borromeu. Eis a base de nossa civilização cristã, a base de nossa fé: o Credo, o Decálogo, o santo sacrifício da Missa, os sacramentos e o “Pater Noster”, a oração de Nosso Senhor. Mas nossos catecismos atuais não servem pra nada. Levei ao cardeal Wright aos catecismos canadenses e ele imediatamente me disse: “Esses catecismos não são católicos“.

Na reunião que tive com três cardeais: Wright, Garrone e Tabera, disse a um deles: “Eminência, o senhor me ataca pelo seminário Ecône, mas eu ataco por todos os catecismos. Depois do Papa, o senhor é responsável pelos catecismos de todo o mundo.” O cardeal me disse que escreveu uma carta para a Catequese, mas não lhe obedeceram. O catecismo de Paris é abominável, modernista, totalmente anticatólico e decididamente herético. Enviei o prospecto com a catequese de Paris ao cardeal Seper. Eis sua resposta: “Roma, 23 de fevereiro de 1974. Recebi sua carta de 2 de janeiro com o material anexo. Muito obrigado. Irei estudá-lo todo. O que o senhor me mostra é surpreendente, abominável. O que resta do catolicismo? Não entendo como a autoridade eclesiástica não reage nesse lugar. Roma não pode intervir em todos os lugares e, especialmente, a tempo. E se Roma não pode intervir, estamos mal.” O próprio cardeal diz: “O que resta do catolicismo?”

A situação da Igreja é realmente trágica. Em Houston, nos Estados Unidos, para confirmar as crianças, o bispo exige que pais e os filhos fiquem com um pastor protestante e o rabino por 15 dias para receber lições de ecumenismo. Somente depois podem receber confirmação.

O QUE ACONTECEU DEPOIS DO CONCÍLIO? – A MUDANÇA DOS RITOS E ORAÇÕES

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Neste quarto artigo de uma série que publicaremos, extraídos de uma conferência proferida por D. Lefebvre em Roma, em 6 de julho de 1977, intitulada “A Igreja depois do Concílio“, explicaremos uma a uma as conseqüências desastrosas e a tempestade causada pelas mudanças feitas no Concílio Vaticano II.

Devo insistir no por que tudo deriva da nova definição de Igreja, de haver mudado o conceito de Igreja. E o mudaram para alcançar a comunhão com todas as religiões. Era necessário mudar o culto, a liturgia não poderia ser deixada intacta. Nossa liturgia era católica demais, manifestava claramente a vitória de nosso Senhor Jesus Cristo, com a cruz, sobre o pecado, sobre o mundo, sobre a morte…Tudo foi modificado.

Se eu tivesse mais tempo – mas não quero abusar de vossa paciência -, falaria sobre um trabalho que um de nossos padres realizou sobre as modificações das orações. É um estudo extraordinário para ver o espírito com o qual eles fizeram a reforma litúrgica. As orações litúrgicas foram modificadas no sentido pacifista: não há mais hereges, não há mais inimigos da Igreja, não há mais pecado original, o combate não é mais necessário, não há mais lutas espirituais.

O canonista Rose, belga, membro da Comissão Litúrgica, que renunciou indignado com o que acontecia, fez um trabalho sobre a liturgia dos defuntos, na qual ele demonstra que foram suprimidos os dogmas: na liturgia dos defuntos, foi suprimida a palavra “alma”. Porque? Porque como não há mais distinção entre corpo e alma, não se fala mais do purgatório. É incrível.

Tudo isso para agradar aos não-católicos, para poder estar com todos aqueles que não acreditam no que acreditamos, que não acreditam na distinção entre alma e corpo. Mas devemos permanecer católicos, não podemos inesperadamente nos tornar membros de todas as religiões, mudar toda a nossa liturgia para agradá-los.

Uma mudança capital é a mudança da festa de Cristo Rei. Não se deseja mais o Reino Social de Nosso Senhor Jesus Cristo. A festa de Cristo Rei foi colocada no final do ano litúrgico, porque Ele virá na Parusia, no fim do mundo. Aqui na terra já não deve mais reinar, ou apenas sobre os indivíduos, estritamente em privado, nas famílias, mas já não publicamente, nem mais na sociedade civil. No hino de Cristo Rei foram suprimidas as duas estrofes que proclamavam Nosso Senhor como Rei da família, do Estado, da cidade. Está claro por que foram suprimidos.

Aqui está uma das estrofes que foram suprimidas:

“O nationum praesides honore tollant publico, colant magistri, judices, leges et artes exprimant.”

É o reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre os povos, juristas, juízes, leis e artes, que devem honrá-lo. São coisas muito graves.

O QUE ACONTECEU DEPOIS DO CONCÍLIO? – A MUDANÇA DOS SACRAMENTOS

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Neste terceiro artigo de uma série que publicaremos, extraídos de uma conferência proferida por D. Lefebvre em Roma, em 6 de julho de 1977, intitulada “A Igreja depois do Concílio“, explicaremos uma a uma as conseqüências desastrosas e a tempestade causada pelas mudanças feitas no Concílio Vaticano II.

Todos os sacramentos foram modificados no sentido de uma comunhão humana, apenas humana – já não mais uma comunhão sobrenatural -, uma espécie de coletivização. Coletivizaram os sacramentos.

O batismo tornou-se apenas a iniciação em uma comunidade religiosa; não é mais a destruição do pecado original para ser purificado no Sangue de Jesus Cristo, para ressuscitar no Sangue de Jesus Cristo, afastar-se do pecado e de Satanás através dos exorcismos que se faziam no batismo. Se é apenas uma iniciação à comunidade religiosa, o batismo pode servir para todos, também aos não-cristãos.

O mesmo conceito é encontrado na comunhão. A comunhão é agora, como dizia, uma assembléia, um tipo de comunidade que se comunica, que compartilha o pão da comunidade. Também temos absolvição coletiva, a penitência coletiva. Daí segue-se que o sacerdote não é mais o santificador marcado pelo caráter sacerdotal para oferecer o santo sacrifício da Missa. Ele se torna o presidente da assembléia. E se o sacerdote é apenas o presidente, ele pode ser escolhido dentre os fiéis. Conseqüentemente, não é mais necessário que o sacerdote seja celibatário. Ele pode, perfeitamente, se casar.

Tudo isso deriva do novo conceito de igreja. Chega agora a dar coletivamente a Extrema Unção. Em Lourdes, na cidade mariana, convidaram para reunirem-se todos os que tinham mais de 65 anos para receberem, coletivamente, a extrema unção. Isso é grave, muito grave, porque assim o sacramento já não é mais válido. O sujeito da extrema unção deve ser um doente. E até agora eu nunca tinha ouvido falar que depois dos 65 anos fossemos todos doentes. Não é por ter 65 anos que estamos doentes.  Si quis infirmatur “, diz São Tiago, “Está entre vós algum enfermo, chame o sacerdote e lhe administre…”, mas se não está doente,  não se pode estar sujeito a extrema unção. Isso é muito sério porque denota uma orientação totalmente nova.

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NOTA DO BLOG: D. Lefebvre explica muito bem isso em sua Carta Aberta aos Católicos Perplexos, no capítulo: O NOVO BATISMO, O NOVO CASAMENTO, A NOVA PENITÊNCIA, A NOVA EXTREMA-UNÇÃO

O QUE ACONTECEU DEPOIS DO CONCÍLIO? – A MUDANÇA DA DEFINIÇÃO DE IGREJA

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Neste segundo artigo de uma série que publicaremos, extraídos de uma conferência proferida por D. Lefebvre em Roma, em 6 de julho de 1977, intitulada “A Igreja depois do Concílio“, explicaremos uma a uma as conseqüências desastrosas e a tempestade causada pelas mudanças feitas no Concílio Vaticano II.

Em suma, qual foi um dos resultados mais graves do Concílio? No meu parecer, o de haver mudado a definição de Igreja. Sua definição foi modificada. A Igreja já não é uma sociedade divina, visível e hierárquica, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo para a salvação das almas. Não, a partir de agora a Igreja é uma “comunhão“.

O que significa isto? O que se quer dizer com “Igreja-comunhão”? Comunhão com todas as religiões? 

Será a Comunhão que acolherá dentro da Igreja vários grupos religiosos totalmente diferentes da Igreja Católica. E virá não apenas a aceitar religiões cristãs não-católicas, mas também religiões não-cristãs e até mesmo não-crentes. Haverá uma Comissão para as religiões não-cristãs e uma Comissão para não-crentes, para os ateus dentro da Igreja Católica.

Isso fica claro em uma ata do Secretariado para não-cristãos, datado de 14 de abril de 1972:

O final desta sessão: as religiões não-cristãs tradicionais, caracterizando-se em seu objetivo, entram no propósito geral deste Secretariado, que é o desenvolvimento, no interior da Igreja, dos pontos de vista objetivos do diálogo e encontro das várias religiões, a descoberta de recíproco conhecimento e estima para trabalhar juntos.

Trabalhar juntos em quê? Como se pode “trabalhar em conjunto” com ateus? “Na libertação histórica do homem e em sua autêntica inserção no sentido último da vida e da história humana”. 

O que isso significa? Onde está a salvação, onde está a graça, onde está Nosso Senhor Jesus Cristo? Não há nada sobre isso. E acrescenta: “Essas religiões podem fazer parte do patrimônio da humanidade, podem contribuir para a construção do homem, a união entre os homens, enfim, a um encontro total com Cristo“. 

Um encontro total com Cristo nas religiões, para os “não-cristãos”! E este é um autêntico documento do Vaticano.

Para alcançar essa união, a essa comunhão com as religiões não-católicas, não-cristãs, com não-crentes, é necessário (como já escrevi) “satelitizar a Igreja“. Não deve mais haver essa união centralizada da Igreja, devem ser criados satélites que serão as Conferências Episcopais nacionais. São os satélites que gravitam em torno da Igreja, e pode haver outros satélites: os anglicanos, os ortodoxos, também algumas seções muçulmanas, budistas, todas sendo seções da Igreja, uma “comunhão“. É por isso que a definição da Igreja foi alterada, com todas as suas conseqüências. A reforma foi feita no sentido da “comunhão”, toda reforma litúrgica tem esse sentido.

O QUE ACONTECEU DEPOIS DO CONCÍLIO? – A MUDANÇA DA MISSA

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Neste primeiro artigo de uma série que publicaremos, extraído de uma conferência proferida por D. Lefebvre em Roma, em 6 de julho de 1977, intitulada “A Igreja depois do Concílio”, explicaremos uma a uma as consequências desastrosas e a tempestade causada pelas mudanças feitas no Concílio Vaticano II.

Na Santa Missa, o Sacrifício foi substituído pela Ceia. Assim, ao invés do Sacrifício da Cruz, se insistirá sobre a Ceia, sobre a comunhão e a participação dos fiéis. Essa orientação é completamente contrária à Tradição da Igreja e à fé da Igreja.

O que é importante em nossa Missa é o sacrifício. O sacrifício da Missa não é apenas uma ceia, não é a ceia evangélica, é um verdadeiro sacrifício. Porque também se o sacerdote oferece, sozinho, o Sacrifício da Missa, isto vale o mesmo que se mil pessoas estivessem com ele, como se houvesse uma multidão na Igreja. Agora, pelo contrário, parece que a Missa é sobretudo uma assembleia e que o padre é o presidente da assembleia. Presidente, e não sacrificador. É uma nova noção da Missa. Como podem ver, é uma mudança radical, muito grave.

Não digo que a nova Missa seja herética, nunca disse isso; mas enfatizo que há cada vez mais Missas inválidas, porque se alteram as bases da mesma. Eu realmente acho que esta Missa é uma Missa equívoca, porque pode ser dita tanto por protestantes como por católicos. Os protestantes concordam em dizer esta Missa. Tenho aqui um documento que prova isso, um documento dos protestantes da Alsácia que se reuniram, documento da “Confissão de Augsburgo na Alsácia-Lorena”. O documento diz: Continuar lendo

A DIMINUIÇÃO DO NÚMERO DE MISSAS – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE

Eis aqui algumas palavras de Mons. Lefebvre, fundador da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, sobre a dramática diminuição do número de Missas na atualidade e, consequentemente, Da secularização e profanação do padre que, não encontrando sua razão de ser, sente a necessidade do mundo e de encontrar uma saída.

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

A diminuição da prática religiosa e do número de vocações

Alguns dirão: “Não tem nada a ver com a liturgia se agora há muito menos pessoas nas igrejas. A causa de tudo isso é o ambiente materialista.” Mas são os próprios progressistas que reconhecem essa relação. Por exemplo, Mons. Grégoire, bispo de Montreal, fez uma longa apresentação sobre a situação em sua diocese. Ele disse explicitamente: “Pensamos que a reforma litúrgica tem um papel importante no fato de que os fiéis abandonam as igrejas“. O cardeal Ratzinger reconheceu o mesmo. Não somos nós apenas que dizemos isso. Devemos realmente negar as evidências para dizer que a liturgia não tem nada a ver. O mesmo acontece com a ausência de vocações e a ruína do sacerdócio. O padre está essencialmente ligado à Missa. Não se pode conceber o sacrifício sem sacerdote ou o sacerdote sem sacrifício. Há uma relação essencial entre o padre e o sacrifício. Vocês acreditam que todos os padres que abandonaram seu sacerdócio o teriam feito se seus corações não tivessem sido afetado pela destruição do sacrifício? Obviamente que não.

Se desaparece a Cruz de Nosso Senhor, se seu Corpo e Sangue não estão mais presentes, os homens se encontram ao redor de uma mesa deserta e sem vida. Nada mais os une. E é isso que está acontecendo: não há mais vida! As pessoas percebem e daí vem seu cansaço e o tédio que começam a se expressar em toda parte, e o desaparecimento das vocações, que já não têm mais razão de existir.

Daí a secularização e profanação do padre que, não encontrando sua razão de ser, sente a necessidade do mundo e de encontrar uma saída. O padre já não sabe mais quem ele é. E por isso lança ao mundo sem saber onde vai parar ou sem saber para que foi criado. O padre se profana, se seculariza, vai ao mundo e acaba se casando. Ele termina percebendo que, depois de tudo,  pode ter uma profissão e também celebrar o culto no domingo […]. Continuar lendo

FIDELIDADE NA TEMPESTADE – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE

“Se tivermos que sofrer o martírio moral que supõe ser, de certo modo, desprezados e repreendidos pelos que deveriam ser nossos pais na fé, pois bem, vamos encarar esse sofrimento e antes de tudo guardemos a fé”.

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Se temos que sofrer, pois bem, soframos por nossa fé! Não somos os primeiros: quantos mártires antes de nós sofreram para manter a fé! Deus o quer e também a Santíssima Virgem, que é nossa mãe. Como somos da família da Virgem, queremos manter a fé que Ela sempre professou. Existe algo no coração da Virgem que não seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo? Pois bem, também queremos ter em nossos corações um único nome, o nome de Jesus, assim como a Santíssima Virgem.

Temos certeza de que um dia a verdade voltará. Não pode ser de outra forma, porque Deus não abandona sua Igreja.

Portanto, sem nenhuma rebelião, amargura ou ressentimento, prossigamos nosso trabalho de formação sacerdotal à luz do magistério de sempre, convencidos de que não podemos prestar maior serviço à Santa Igreja Católica, ao Sumo Pontífice e às gerações futuras.

Trabalhando assim, com a graça de Deus, o socorro da Virgem Maria, de São José e de São Pio X, estamos convencidos de que permanecemos fiéis à Igreja Católica e Romana e a todos os sucessores de Pedro, e que somos dispensadores fiéis dos mistérios de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo Espírito Santo.”

+ Monsenhor Marcel Lefebvre

Retirado do livro: A Missa de Sempre

29 DE NOVEMBRO: ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DE MONS. MARCEL LEFEBVRE

Resultado de imagem para MARCEL LEFEBVRE"Na quarta-feira, 29 de novembro de 1905, nasceu em Tourcoing Marcel Lefebvre, terceiro filho de René Lefebvre e Gabrielle. Já era muito tarde para batizar o recém-nascido. Assim, foi no dia seguinte, na festa do apóstolo Santo André, que Marcel, François, Marie e Joseph foram levados à fonte batismal da igreja de Notre-Dame.

D. Tissier de Mallerais escreve:

A mãe nunca esperou estar de pé para ter seus filhos batizados. A família foi sem ela à igreja, e foi apenas em seu retorno que ela consentiu em beijar o bebê, renascido para a vida divina e adornado a com graça santificante. Ao abraçar Marcel, a quem sua empregada Louise lhe apresentou, ela foi iluminada por uma daquelas intuições que lhe eram habituais e disse: “Este terá um grande papel a desempenhar na Santa Igreja junto ao Santo Padre“.

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Para saber mais sobre sua vida há um DOCUMENTÁRIO em vídeo que pode ser adquirido clicando AQUI ou AQUI

Há também um SITE DA FSSPX DEDICADO À D. LEFEBVRE

E em nosso blog uma PÁGINA COM O RESUMO DE SUA VIDA e dois de seus livros que são importantíssimos no entendimento da crise na Igreja: CARTA ABERTA AOS CATÓLICOS PERPLEXOS e DO LIBERALISMO À APOSTASIA.

COMUNHÃO NA MÃO E DISTRIBUÍDA POR QUALQUER PESSOA – POR D. LEFEBVRE

Os padres já não fazem sequer a genuflexão diante da sagrada Eucaristia. Já não tem respeito pelo Santíssimo Sacramento. Qualquer pessoa distribui as formas sagradas. Não pode ser que nosso Deus seja tratado dessa maneira. (…) As pessoas que tratam Nosso Senhor Jesus Cristo como o tratam nas cerimônias eucarísticas atuais são pessoas que não creem na divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não pode haver outra conclusão (1).

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

No entanto, é o Concílio de Trento que declara que Nosso Senhor está presente mesmo nas ínfimas partículas da sagrada Eucaristia. Por isso, que tamanha falta de respeito há  por parte daquelas pessoas que possam vir a ter partículas da Eucaristia em suas mãos e que voltam aos seus lugares sem purificá-las! (2)

Os fiéis que realmente acreditam na presença real de Nosso Senhor entendem muito bem que são os ministros (sacerdotes) que devem entregar a sagrada Eucaristia e não querem de modo algum comungar na mão. (3)

Na Santa Missa, as reformas introduzidas fazem perder a fé na presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia. Para um católico, as reformas são de tal ordem que é difícil – e até impossível para crianças que não conheciam como era antes, como nós, que somos mais velhos e conhecemos – acreditar na presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não pode ser que o Santíssimo Sacramento seja tratado da maneira como se trata hoje e, ao mesmo tempo, crer que na Eucaristia estão realmente presentes o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Dada a maneira como a sagrada Eucaristia é distribuída, a maneira de se aproximar para recebê-la sem genuflexão ou sinais de respeito, e a maneira de se comungar e retornar ao local depois de haver comungado, não é possível que ainda se creia na presença de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento. (4)

A Missa de Sempre – Mons. Marcel Lefebvre+

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Um texto mais aprofundado sobre o assunto pode ser lido neste link: A SACRÍLEGA COMUNHÃO NA MÃO

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(1) Homilia, confirmações, Doué-la-Fontaine, 19 de maio de 1977

(2) Retiro Sacerdotal, Hauterive, agosto de 1972.

(3) Retiro, Avrillé, 18 de outubro de 1989.

(4) Homilia, confirmações, Doué-la-Fontaine, 19 de maio de 1977.

EM 21 DE NOVEMBRO….HÁ 45 ANOS…

“Nós aderimos de todo o coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a manutenção dessa fé, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade.

Pelo contrário, negamo-nos e sempre nos temos negado a seguir a Roma de tendência neomodernista e neoprotestante que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II, e depois do Concílio em todas as reformas que dele surgiram.

Todas estas reformas, com efeito, contribuíram, e continuam contribuindo, para a demolição da Igreja, a ruína do sacerdócio, a destruição do Sacrifício e dos Sacramentos, a desaparição da vida religiosa, e a implantação de um ensino naturalista e teilhardiano nas universidades, nos seminários e na catequese, um ensino surgido do liberalismo e do protestantismo, condenados múltiplas vezes pelo magistério solene da Igreja.

Nenhuma autoridade, nem sequer a mais alta na hierarquia, pode obrigar-nos a abandonar ou a diminuir a nossa fé católica, claramente expressa e professada pelo magistério da Igreja há dezenove séculos.

‘Se ocorresse – disse São Paulo – que eu mesmo ou um anjo do céu vos ensinasse outra coisa distinta do que eu vos ensinei, seja anátema’ (Gal. 1, 8).

Não é isto o que nos repete hoje o Santo Padre? E se se manifesta uma certa contradição nas suas palavras e nos seus atos, assim como nos atos dos dicastérios, então elegeremos o que sempre foi ensinado e seremos surdos ante as novidades destruidoras da Igreja.

Não se pode modificar profundamente a lex orandi (lei da oração, liturgia) sem modificar a lex credendi (lei da Fé, doutrina, magistério). À Missa nova corresponde catecismo novo, sacerdócio novo, seminários novos, universidades novas, uma Igreja carismática e pentecostalista, coisas todas opostas à ortodoxia e ao magistério de sempre.

Esta Reforma, por ter surgido do liberalismo e do modernismo, está completamente empeçonhada, surge da heresia e acaba na heresia, ainda que todos os seus atos não sejam formalmente heréticos. É, pois, impossível para todo o católico consciente e fiel adotar esta reforma e submeter-se a ela de qualquer modo que seja.

A única atitude de fidelidade à Igreja e à doutrina católica, para bem da nossa salvação, é uma negativa categórica à aceitação da Reforma.

E por isso, sem nenhuma rebelião, sem amargura alguma e sem nenhum ressentimento, prosseguimos a nossa obra de formação sacerdotal à luz do magistério de sempre, convencidos de que não podemos prestar maior serviço à Santa Igreja Católica, ao Soberano Pontífice e às gerações futuras.

Por isso, cingimo-nos com firmeza a tudo o que foi crido e praticado na fé, costumes, culto, ensino do catecismo, formação do sacerdote e instituição da Igreja, pela Igreja de sempre, e codificado nos livros publicados antes da influência modernista do Concílio, à espera de que a verdadeira luz da Tradição dissipe as trevas que obscurecem o céu da Roma eterna.

Fazendo assim, com a graça de Deus, o socorro da Virgem Maria, de São José e de São Pio X, estamos convictos de permanecer fiéis à Igreja Católica e Romana e a todos os sucessores de Pedro, e de ser os ‘fideles dispensatores mysteriorum Domini Nostri Jesu Christi in Spiritu Sancto’. Amem. (cf. I Cor. 4, 1 e ss.)”

+ Marcel Lefebvre
21 de novembro de 1974

A MISSA EM VERNÁCULO: FRUTO DO RACIONALISMO – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Um exemplo da penetração do racionalismo na nova liturgia é o que, precisamente, se pretende que os fiéis entendam tudo. O racionalismo não aceita que haja algo que não se possa compreender. Tudo deve ser julgado pela razão.

É claro que, durante nossos atos litúrgicos haja muitas pessoas não entendem o latim, a língua sagrada ou as orações que são ditas em voz baixa, pois o padre está de frente para o crucifixo e os fiéis não veem o que ele faz, nem podem seguir todos os seus gestos. Há um certo mistério.

É verdade que existe um mistério e uma língua sagrada, mas, embora os fiéis não entendam o mistério, a consciência desse mistério de Nosso Senhor lhes é aproveitada muito mais do que ouvir em voz alta e em sua língua toda a missa.

Em primeiro lugar, ainda que no próprio idioma, alguns textos são, geralmente, difíceis; às vezes é difícil entender as verdades. A falta de atenção deve ser levada em consideração; as pessoas se distraem, escutam um pouco, entendem uma frase e depois nada … Elas não podem segui-la ou entendê-la por completo. As mesmas pessoas reclamam que se cansam quando se fala todo o tempo em voz alta não podem se recolher nem um momento.

A oração, antes de tudo, é uma ação espiritual, como Nosso Senhor disse à samaritana: “Os verdadeiros adoradores que pede meu Pai são aqueles que o adoram em espírito e em verdade“. A oração é mais interior do que exterior. Se existe uma oração exterior, é para favorecer a oração interior de nossa alma, a oração espiritual, a elevação de nossa alma a Deus.

O Papa Paulo VI decidiu abandonar o latim 

Em 7 de março de 1965, o Papa Paulo VI [declarou] à multidão de fiéis reunidos na Praça de São Pedro (…): “É um sacrifício da Igreja renunciar ao latim, língua sagrada, bela, expressiva e elegante. Ela sacrificou séculos de tradição e de unidade da língua por uma crescente aspiração à universalidade.”

E em 4 de maio de 1967, o “sacrifício” foi consumado pela Instrução Três Abhinc Annos,  que estabelecia o uso do vernáculo para a recitação em voz alta do Cânon da Missa.

Esse “sacrifício”, no espírito de Paulo VI, parece ter sido definitivo. Ele explica novamente em 26 de novembro de 1969, ao apresentar o novo rito da Missa: “Não é mais o latim, mas o vernáculo, a principal língua da missa. Para quem conhece a beleza, o poder do latim, sua capacidade de expressar coisas sagradas, certamente será um grande sacrifício vê-lo substituído pelo vernáculo.

Perdemos a língua dos séculos cristãos, tornamo-nos intrusos e profanos no aspecto literário da expressão sagrada. Perdemos assim, em grande parte, essa admirável e incomparável riqueza artística e espiritual que é o canto gregoriano. Obviamente, temos razão de nos sentirmos arrependidos e perplexos”. (…) [No entanto], “a resposta parece trivial e prosaica – disse – porém boa, porque é humana e apostólica. A compreensão da oração é mais valiosa do que os antigos vestidos de seda, elegância real com a qual estava vestida. Mais preciosa é a participação do povo, do povo de hoje que quer que se fale claramente, de maneira inteligível que se possa traduzir em sua linguagem profana. Se a nobre língua latina nos separasse das crianças, dos jovens, do mundo de trabalho e dos negócios, se fosse uma tela opaca em vez de ser um cristal transparente, teríamos uma atitude correta, nós, pescadores de almas, conservando-a na exclusividade da linguagem da oração e da religião?”

A Missa de Sempre – Mons. Marcel Lefebvre +
 

Nota:  Entendemos por “racionalismo” o erro que consiste em julgar as realidades unicamente segundo a ordem da razão, tomando como princípio supremo a ordem natural, acessível à razão. O racionalismo rejeita o que revela a ordem sobrenatural: mistério, milagres etc., e julga e compreende tudo unicamente segundo a inteligência humana.

D. LEFEBVRE – 90 ANOS DE SACERDÓCIO

Image result for dom lefebvre fotoFonte: Boletim Permanencia

Que graça extraordinária para um jovem subir ao altar como ministro de Nosso Senhor, ser um outro Cristo! Nada é mais belo nem mais grandioso aqui na terra. Para isto vale a pena abandonar sua família, renunciar a constituir uma, renunciar ao mundo, aceitar a pobreza.” ― Dom Marcel Lefebvre. Carta Aberta aos Católicos Perplexos, capítulo 7.

Quantas jovens almas, pelas mãos de Dom Lefebvre, terão subido ad altare Dei! Quantas almas, graças a ele, terão encontrado a alegria de consagrar inteiramente sua mocidade, sua maturidade, sua velhice, ad Deum qui laetificat juventutem meam!

Naqueles dias em que, por mistério de permissão divina, os mais altos hierarcas da Igreja começaram a render-se ao culto do homem, ao elogio do mundo, aos sinais dos tempos, suscitou a Divina Providência um bispo para salvar a pureza da Fé, para guardar o Santo Sacrifício da Missa e os sacramentos de sempre, para fazer sobreviver o sacerdócio católico. Depois de uma vida de Fé firme como a rocha, pôde certamente dizer a Nosso Senhor, no dia do seu venturoso juízo, o epitáfio que mandara talhar na rocha de seu túmulo: Tradidi quod et accepi.

No dia de hoje, cá na terra, comemoramos os noventa anos de ordenação de Dom Lefebvre. No hoje eterno do Céu, o Eterno Sacerdote o parabeniza:

Muito bem, Marcel. Muito bem, meu sacerdote!

O intrépido bispo, talvez se possa dizê-lo, sorrirá o mesmo sorriso manso, com a mesma serena expressão dos seus dias de combate. E que combate! E nós cá debaixo, nós os herdeiros de sua peleja, podemos bem rogar e suplicar e esperar daquela alma indelevelmente sacerdotal, bendita pelo caráter e mais ainda pela glória, que peça por nós ao divino interlocutor:

Senhor, dai-lhes sacerdotes! Dai-lhes santos sacerdotes!

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Oração de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face:

Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder. Conservai imaculadas as suas mãos ungidas, que tocam todos os dias em vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio. Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco, e preservai-os do contágio do mundo. Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho, em Corpo e Sangue, o poder de transformar os corações dos homens. Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!”

 

GOLPE DE MESTRE DE SATANÁS

O Golpe de Mestre de Satanás, por Mons. Marcel Lefebvre.

Neste pronunciamento, Mons. Lefebvre desmascara o golpe de mestre que a inteligência perversa do demônio inventou para prejudicar a Igreja pós-Vaticano II: levar à desobediência por meio da obediência.

Por outro lado, repetimos com São Pedro: “Devemos obedecer a Deus e não aos homens” (Atos dos Apóstolos), ou com São Bernardo: “Aquele que pela obediência se submete ao mal está aderido à rebelião contra Deus e não à submissão devida a Ele“.

É POSSÍVEL A CONVERSÃO DOS MUÇULMANOS? – MONS. LEFEBVRE

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Para aqueles que estão acostumados com o mantra de que o Islã é uma religião pacífica e virtuosa, esse “juízo do Islã” de D. Lefebvre é um abridor de olhos. Descreve – por experiência própria – não apenas as imoralidades desta falsa religião, mas também as dificuldades de converter muçulmanos ao catolicismo.

Durante seu longo mandato na África, D. Lefebvre adquiriu um profundo conhecimento das falsas religiões, da bruxaria e, em particular, do islamismo.

O Vaticano e os bispos, com a prática de um ecumenismo sem sentido, têm multiplicado seus “encontros de oração” junto com todas as religiões desde o Concílio Vaticano II, e especialmente depois da reunião de Assis, em 1986.

Hoje, quando ouvimos falar de islamismo, é constante e em toda parte – tanto pelo lado civil quanto político, como também religioso – ouvir falar dele como um exemplo, uma fonte de enriquecimento e um testemunho de particular interesse.

Este artigo foi retirado da revista francesa Fideliter (setembro-outubro de 1987, nº 59): “Monsenhor Lefebvre: meus quarenta anos de episcopado“.

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UM JUÍZO DO ISLÃ, POR MONSENHOR MARCEL LEFEBVRE

São Pio V protegeu os católicos espanhóis contra o Islã

Numa época em que o Islã está tendo um avanço galopante na África e também na Europa, é apropriado retornar ao Magistério. Devemos ler as cartas que o Papa Pio V escreveu ao rei da Espanha. O pontífice julga o Islã, uma religião que ele, vencedor da Batalha de Lepanto (7 de outubro de 1571), conhece muito bem e da qual ele alerta sobre o perigo que representa para o catolicismo. Continuar lendo

OTIMISMO NA JUVENTUDE – PALAVRAS DE MONS. LEFEBVRE

Eis algumas palavras do monsenhor Marcel Lefebvre sobre os jovens velentes que escapam da influência do atual ambiente corrompido e que representam uma verdadeira esperança para a Igreja.

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Outra razão para o otimismo é o Espírito Santo, que trabalha em tantos jovens como em um novo Pentecostes. Como é possível que tantos jovens, tão bem formados, entusiastas e apaixonados como os outros, entre os que vivem, não se tenham deixado contaminar pela contestação, pelo espírito de rebeldia ou pela busca de prazeres? Como escaparam da influência de um ambiente intelectualmente corrompido e muitas vezes moralmente? Este é claramente o milagre que se manifesta diante de nós de uma maneira cada vez mais evidente. Há grupos de jovens, geralmente universitários ou jovens empregados, seja na França, na Itália ou na América do Sul, que são a verdadeira esperança da Igreja. A imprensa mundial não se ocupa com tais jovens nem com suas atividades. Prefere hippies, os cabeludos e outras espécies de desequilibrados, e também se interessa pelos autênticos anarquistas, como Cohn Bendit e outros parecidos.

Não podemos deixar de comprovar que está surgindo uma nova juventude, diante de outra decadente, desequilibrada, sedenta por rebelião, destruição e contestação. Temos que fazer todos os esforços necessários para sustentar a juventude sã e autenticamente cristã. Dela surgirão cada vez mais numerosas as boas vocações sacerdotais e religiosas e, certamente, também dela emergirão novas fundações cheias de vitalidade à medida que se nutrem nas verdadeiras fontes tradicionais de santidade. Dela sairão as verdadeiras famílias cristãs, sãs ​​e com muitos filhos, e igualmente cidadãos clarividentes, velentess e capazes de fazer valer suas convicções religiosas em todas as esferas da vida individual e social.

De agora em diante, não é mais tempo para compromissos, diálogos de surdos ou mãos estendidas ao demônio; o que existem são crentes e não-crentes, verdadeiros adoradores de Deus e ímpios; aqueles que acreditam numa moral individual, social, econômica e política estabelecida por Deus e procuram submeter-se a ela, e aqueles que inventam uma moralidade a serviço de seus instintos egoístas.

Há de se escolher. Agora, uma juventude mais numerosa do que se pensa já escolheu, como os cruzados de outra época ou como os filhos de São Francisco, confiando na Cruz de Jesus Cristo, pelo qual eles vencerão.

Cartas Pastorais e Escritas – Mons. Marcel Lefebvre +

O ESPÍRITO SANTO E A MISSA NOVA

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

O Espírito Santo nos incita à oração, à união com Nosso Senhor Jesus Cristo, à união com Deus, através da oração. Então é o dom da piedade que o Espírito Santo nos dá. Dom de piedade que se manifesta particularmente pela virtude da religião, que eleva nossas almas a Deus; virtude da religião que faz parte da virtude da justiça. Pois é justo e digno que rendamos um culto e o culto que Deus quer que Lhe rendamos, através de Nosso Senhor Jesus Cristo, através do sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, através da Santa Missa. Deus queria que Lhe rendêssemos toda honra e toda glória, com Nosso Senhor Jesus Cristo, por Nosso Senhor Jesus Cristo, em Nosso Senhor Jesus Cristo, no Santo Sacrifício da Missa. É o que os senhores vêm fazer, é o que a Igreja nos pede para fazer todos os domingos: nos unir ao sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta é a mais bela oração. Esta é a maior oração. Então, é aqui que o Espírito Santo nos inspira essa virtude da religião, esse espírito de profunda devoção, muito mais espiritual do que sensível.

É porque, novamente, há um erro na reforma litúrgica, quando é dada muita ênfase à participação dos fiéis. Eu mesmo ouvi Mons. Bugnini – aquele que tem sido a chave mestra da reforma litúrgica – nos dizer: “Toda essa reforma foi feita com o objetivo de tornar os fiéis mais participativos na liturgia”.

Mas qual participação? A participação exterior, a participação oral. Mas nem sempre são as melhores participações.

Por que a participação exterior? Por que essas cerimônias, por que essas músicas, por que essas orações vocais? Para a união interior, para a união espiritual, para a participação espiritual, sobrenatural, para unir nossas almas a Deus. Continuar lendo

TRECHO DO FANTÁSTICO SERMÃO DE MONS. MARCEL LEFEBVRE EM LILLE (1976)

“Pois se, ao invés do que fiz naquele tempo eu tivesse formado meus seminaristas assim como eles são formados hoje em dia nos seminários atuais eu que seria excomungado.

Se tivesse ensinado o catecismo assim como ele está sendo ensinado hoje nas escolas, eu é que seria chamado de herege.

Se eu tivesse celebrado a Santa Missa do modo que ela é celebrada hoje, eu é que seria considerado suspeito de heresia e fora do âmbito da Igreja.

Isto que acontece está além da minha compreensão.

Isto significa que alguma coisa mudou dentro da Igreja.

Na hora de minha morte, quando Nosso Senhor me perguntar: “O que fizeste com seu episcopado? ” O que fizeste dom sua graça episcopal e sacerdotal? Eu não quero ouvir de seus lábios as terríveis palavras: “Ajudastes a destruir a Igreja assim como os demais”.”