ESCAPARAM DA GUILHOTINA

Resultado de imagem para moça rezandoFoi em Paris, na época mais triste da Revolução Francesa. Para alguém ser preso e condenado à morte, bastava que o acusassem de monarquista ou católico intransigente.

Também os pais de Júlia Janau, uma criança de 11 anos, foram presos por causa de sua religião. Júlia, que ficara só com uma velha criada, chorava dia e noite, temendo pela sorte de seus pais.

Em sua grande aflição rezava continuamente o rosário à compassiva Mãe do Céu para que salvasse seus pais. Essa devoção do rosário ensinara-lhe sua boa mãe, dizendo-lhe que, em todo o perigo e necessidade, recorresse a Maria com muita confiança e seria socorrida.

Estava a menina ajoelhada, rezando o seu rosário, quando um representante do partido revolucionário penetrou na casa à procura de mais alguma vítima para a guilhotina.

À vista daquela criança, inocente e tímida, o carrasco sentiu-se inexplicávelmente comovido.

Dirigindo-se à pequena, perguntou: Continuar lendo

DO DESPRENDIMENTO DOS BENS DA TERRA

Resultado de imagem para mãe rezandoOs Romanos, diz Fénelon, e antes deles os Gre­gos, ensinavam a seus filhos a não estimarem senão a glória, e a quererem, não possuir riquezas, mas vencer os reis que as possuíam, julgando que só pela virtude se podia ser feliz. Quando, serão os filhos do século mais sábios que os filhos da luz?

Quando deixarão de correr após as vaidades os discípulos daquele que não teve uma pedra onde repousasse a cabeça, e que começou as Suas prédicas evangélicas, por estas palavras: — «Bem-aventurados os que têm o coração desprendido dos bens deste mundo!» Os exemplos dos pagãos deveriam cobrir de confusão os pais cristãos, que só sabem ensinar uma única ciência a seus filhos—a de fazerem fortuna; que os habituam a não considerarem feli­zes, senão os poderosos; que só julgam do merecimento dos homens, pelas suas riquezas. Vós, ao menos, piedosas mães, apreciais pelo seu justo valor o que o mundo tão cegamente ambiciona.

As riquezas fornecem, é fato, o meio de fazer boas obras, e de socorrer os pobres, com a esmola. É a única vantagem que elas podem oferecer. E para isso é necessário que quem as possui, tenha o necessário desprendimento, para fazer delas esse nobre uso. Mas o mais das vezes fomentam no homem a luxúria e o orgulho, que são as duas fontes de todos os nossos males. As preocupações que dão, afastam os pensamentos sérios da fé e das práticas da religião; e é fora de dúvida, que a indiferença religiosa, que é a chaga do nosso século, tem origem nesta sede de bem estar material que devora a socie­dade. De sorte que, as riquezas trazem-nos mais perigos para nossa alma, do que verdadeira felicidade. Afinal, consideradas em si próprias, que são as rique­zas senão um pouco de pó e cinza que em breve temos de deixar? E nada podem acrescentar ao valor pessoal do seu possuidor, visto que não fazem parte dele.

Uma mãe, segundo a vontade de Deus, encontrará na sua fé, e na sua razão bastante grandeza de alma, para se elevar acima dos pensamentos mundanos, para desprezar os bens da terra, e para ensinar os filhos a desprezá-los. Citar-lhes-á o exemplo de Sa­lomão que preferiu a sabedoria a todas as prosperidades, e a todas as riquezas que o Senhor lhe oferecia, e especialmente o de Jesus Cristo nascendo num presépio, e morrendo numa cruz. Continuar lendo

DO AMOR DO TRABALHO

Resultado de imagem para mãe catolica quadroO meio mais eficaz de combater, entre as crian­ças, a voluptuosidade e as suas tristes conseqüências, é fazer-lhes amar uma vida ativa e laboriosa. Nada é mais recomendado na sagrada Escritura, que o trabalho; e nada, depois do temor e do amor de Deus, é mais útil ao homem, que o hábito do traba­lho, que, procurando-lhe o pão de cada dia, exerce e desenvolve as suas faculdades; oferece-lhe verda­deiras consolações no meio das vicissitudes e con­trariedades da vida; arranca-o aos perigos da ociosi­dade, e faz-lhe expiar as suas faltas e fraquezas.

Enganam-se, pois, os país, que, condenados ao trabalho desde a manha até à noite, maldizem o que chamam a sua triste sorte, e ensinam a seus filhos a não considerarem senão como um suplício, o que é um grande benefício. Mas ainda é mais fatal a ilusão dos que, ou por negligência, ou por qualquer outro motivo, deixam seus filhos na mais completa ociosi­dade.

O ilustre bispo de Orleans, combatendo este fato: — «Quereis, brada, ser alguma coisa neste mundo, sem fazerdes nada? Isso é impossível; todas as leis morais e sociais se opõem a semelhante absurdo. Exigir que um rapaz de dezoito anos seja vir­tuoso, conserve o gosto do trabalho, e se torne um homem distinto, vivendo nos passeios de Paris, ou de qualquer outra grande cidade, numa faustosa ociosidade, com os cavalos, os charutos, os cães, a caça, os bailes, os teatros, e toda a louca vida do mundo; respondo simplesmente: é um absurdo. E poderia dizer qualquer coisa ainda com maior severidade.»

A terra sem cultura produz tojos e silvados, em cujos centros medonhos répteis vivem à sua vontade. A água estagnada corrompe-se, e a traça rói e devora o vestuário que se não usa… tristes imagens do estado infeliz de uma alma ociosa. S. Bernardo cha­ma à ociosidade o esgoto de todas as tentações, de todos os maus e inúteis pensamentos, e também a madrasta das virtudes, a morte da alma, a sepultura dum homem vivo, o receptáculo de todos os males.

«Sois ricos? pergunta Mgr. Dupanloup. Essa razão, em vez de vos justificar, torna mais culpada a vossa ociosidade. Então, pelo fato de terdes sido pago adiantadamente, não merecestes o vosso salá­rio? Que respondereis no tribunal de Deus, quando Ele vos pedir contas do talento que vos confiou, isto é da alma de vosso filho e da inutilidade da sua vida?» Continuar lendo

GRANDEZA DO CATECISMO

Irmãs da Fraternidade São Pio X

Francisco está estudando no quarto ano no colégio mais famoso da cidade. Ao voltar da aula, ele entrega à sua mãe, Andreia, o boletim com as notas do bimestre. “Que bom!”, pensa Andreia: “Francisco tirou notas excelentes em matemática e em português. Com a sua prática em idiomas, com certeza ele vai poder entrar nas melhores universidades do país!”.

E Andreia já imagina seu filho sendo um advogado de prestígio, um engenheiro com êxito ou um cientista eminente… Que mãe não tem grandes ambições para seus filhos?

Ao mesmo tempo, Gustavo – estudando no 5º. ano no Colégio São Pio X – também entrega a Silvina, sua mãe, as suas notas bimestrais. Silvina lê com atenção: Catecismo: 9; Comportamento geral exemplar: bom espírito, responsável e prestativo com os menores. Silvina sonha também com o futuro do seu filho: “O que será de Gustavo no futuro? Um bom pai com uma família numerosa? Talvez padre?” 

Que mãe não tem grandes ambições para seus filhos?

Na verdade, a maneira como os pais encaram os boletins escolares dos seus filhos revela percepções muito diferentes da vida. O que os senhores esperam da sua escola? Que lhes ensine com perfeição as equações e a geometria?

Está bem, mas “os pagãos não fazem isto também?” (São Mateus 5, 47). Matricularam seus filhos nas escolas da Tradição só porque a disciplina é melhor, porque não se empregam nelas os lamentáveis métodos educativos modernos, ou porque os resultados escolares são excelentes? Continuar lendo

ORDENAÇÕES DOS CAPUCHINHOS DE MÓRGON – 2018

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Foi em um magnífico dia de um belo final de verão que D. Alfonso de Galarreta, Bispo Auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X realizou a ordenação de 1 diácono e 2 padres para a comunidade dos Capuchinhos de Morgon .

A cerimónia foi realizada no verdejante parque do castelo de Nety – no município de Saint-Etienne-des-Ouillères – onde os Frades Menores se instalaram, com cuidado especial, uma grande tenda onde quase 300 fiéis foram apoiar, com a sua presença, os filhos do “Poverello”.

Como não lembrar que nesse dia das ordenações – 17 de setembro – é o da festa da impressão dos estigmas de São Francisco e que há 100 anos, em 20 de setembro de 1918, o Padre Pio também recebeu os estigmas visíveis em suas mãos, seus pés, seu lado e seu ombro?

PROCISSÃO DE ENTRADA

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ORDENAÇÃO DO IRMÃO CASSIANO AO DIACONATO

Foi na segunda-feira, 7 de maio de 2018, o Irmão Cassien, OFM, que já tinha feito seus votos perpétuos em 11 de fevereiro de 2018, na festa das aparições de Nossa Senhora em Lourdes, recebeu o subdiaconato das mãos de Dom Alfonso de Galarreta, responsável pelas comunidades amigáveis.

Hoje ele continua a sua subida ao sacerdócio, recebendo do mesmo pontífice, que se tornou agora Primeiro Assistente Geral do Pe. Davide Pagliarani, o diaconato.

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Em seu sermão D. de Galarreta enfatizou o papel do sacerdote como encarregado de distribuir toda a verdade do Verbum Christi, o Evangelho de Cristo, e lamentou que a Igreja oficial, ou melhor, a Igreja conciliar – frisou ele -, não garante mais essa Verdade desde que o Concílio Vaticano II começou a fazer seus inúmeros estragos.

ORDENAÇÃO SACERDOTAL DOS IRMÃOS LÉON-MARIE E AS PRIMEIRAS BENÇÃO DOS NOVOS PADRES

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Grande e terrível dia para os irmãos Léon-Marie e Gilles-Marie que se tornaram, por sua ascensão ao sacerdócio, Alter Christus, e que terão que levar a mesma cruz do Divino Mestre. Com o mesmo abandono, a mesma determinação e o mesmo amor Daquele que deu Sua vida pela nossa salvação.

A FAMÍLIA CATÓLICA, AQUELA ONDE DEUS É SERVIDO PRIMEIRO …E ONDE “NÃO RELIGIOSOS” SÃO A MINORIA

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Não poderíamos terminar essa reportagem sem mencionar, mesmo que sofram pela sua modéstia, o exemplo das famílias da Tradição que demonstram como uma verdadeira educação católica pode produzir belos e numerosos frutos.

Eis que, nas fotos acima, podemos ver que uma família de 11 filhos – a do Sr. e Sra Bernard Gelineau – deu 8 deles à Igreja: 2 sacerdotes eIrmãos na FSSPX, 1 capuchinho de Morgon,Beneditino de Bellaigues , 1 Freira beneditina de Perdechat e 1 Irmã do FSPX .

Mas isso não é tudo! Porque a irmã da Sra. Gelineau se casou com o Sr. MORILLE e de sua numerosa família saiu 1 padre da FSSPX – o Pe. Michel Gelineau -, 1 professor dominicano de Fanjeaux e 1 Clarissa de Morgon.

Quem dirá quanta dedicação, quanto sacrifício, quanta entrega de si mesmo, quanto amor por Nosso Senhor e Nossa Senhora se levou para chegar a essa abençoada “missão” de Deus?

Grandes graças foram dispensadas neste dia de ordenação onde todos puderam sentir uma grande paz, uma total serenidade e uma profunda alegria, totalmente católica.

Rezemos pela perseverança dos novos ordenados e peçamos a Deus que nos dê muitas santas vocações religiosas e sacerdotais.

Deo gratias!

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

DO ESPÍRITO DO MUNDO

Resultado de imagem para mãe pinturaO amor de Deus e o espírito de Nosso Senhor não podem estabelecer a sua morada num coração onde reinam o espírito e o amor do mundo; ora tudo o que cerca as crianças junta-se às suas próprias inclinações, para as levar para o amor deste mundo perverso, que é o inimigo jurado de Jesus Cristo «Em volta da crianças, diz o judicioso Rollin, não há senão louvores aos que amontoam grandes rique­zas, que têem grandes equipagens, que vivera princi­pescamente, que têm ricos palacetes… Carecem, pois, estas crianças dum monitor fiel e assíduo, dum advogado que defenda, junto delas, a causa da ver­dade, da honra e da razão, que lhes faça notar a falsidade que reina em quase todos os discursos, e conversações dos homens.» Carecem dum guia in­teligente, que as arranque a esses jardins íloridos que o mundo lhes apresenta, e que só servem para a sua perdição, afim de que possam entrar no cami­nho espinhoso das virtudes cristãs, que conduz à eterna felicidade. Quem será esse monitor fiel, esse benfazejo guia, senão uma atenta mãe, que faça notar a seus filhos a vaidade de tudo o que passa, repetin­do-lhes muitas vezes: — «Não ameis o mundo, meus filhos, porque o mundo só vive de falsidades. Não há no mundo senão concupiscência da carne, concu­piscência dos olhos e orgulho.» Três fontes enve­nenadas de todos os nossos males e de todas as nossas iniquidades, que é preciso extirpar do cora­ção das crianças. «Quem não sabe que, na grande obra da educação, temos a lutar contra a tríplice concupiscência, nada sabe, e nada pode, diz o ilus­tre bispo d’Orleans.»

É pois a sensualidade o primeiro inimigo que temos a combater, isto é o amor do que lisonjeia o corpo, a moleza, a ociosidade com o vício que a se­gue de perto. Já neste livro nos insurgimos contra certas mães que concedem e procuram a seus filhos tudo o que pode lisonjear os seus gostos; inútil será tornar a falar sobre este ponto. Mas por quan­tas outras facilidades se não intertêem estas fraque­zas nas crianças! Satisfazem-se todos os seus capri­chos, para que nada tenham a sofrer; até lhes chegam a tirar o ar, com medo que tenham muito calor no verão, e muito frio no inverno. Mal se acusam da mais pequena dor, logo lhes tiram o estudo, e à menor indisposição, pai, mãe e criados andam numa roda viva, prodigalizando-lhes mil atenções e cuidados. Deixam-nas dormir até tarde na cama; talvez até as deixam estar na cama, sem dor­mir, e lamentam-nas, pelo que sofrem no colégio.

Parecem fúteis estes pormenores, mas têm um grande alcance, pelas fantasias que se sofrem aos meninos e que tão legítimas se julgam. No entre­tanto o conjunto de todas as estas sensualidades tira-lhes toda a energia, e toda a força física e moral, não lhes deixando ardor senão para o pecado. Continuar lendo

PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO

Resultado de imagem para casamento tridentinoA elevada significação do casamento é por mais olvidada em nossos dias. Grande número dos casamentos modernos são apenas fruto da irreflexão e fascinação.

Este desprezo do casamento constitui a causa precípua do mal que enferma o nosso século. Oxalá consiga a nossa juventude ter de novo em lato apreço o matrimônio, na sublime significação, e possam principalmente, as que foram chamadas por Deus a esse estado, abraçá-lo depois de uma boa preparação e com os melhores propósitos.

1º – O casamento tem alta significação para a moça que o contrai.

A sua felicidade futura não depende deste passo? Ofereça ela (donzela cristã) a sua mão a um jovem bom e digno, que lhe convenha; dedique-lhe amor fiel para fusão das suas vidas; viva com ele em paz e harmonia. E não se dirá então que ela é realmente feliz? Em tal casamento, cada um dulcifica a vida do outro; auxiliam-se e sustentam-se mutuamente; a alegria duplica-se e eleva-se pela correspondência; carrega-se a cruz mais facilmente, e as amarguras da vida perdem a sua aspereza e seus espinhos.

E quanto não lucra, às vezes, uma mulher em beleza de caráter, em nobreza de sentimentos, em fineza de fé e religiosidade, mercê da convivência de longos anos com um marido virtuoso e excelente? Portanto, para uma moça, que não foi chamada por Deus ao santo estado religioso, é uma grande graça e alta felicidade, unir-se em matrimônio com um jovem excelente. Pelo contrário, se o casamento, não conseguir a fusão completa do corpo e do espírito já não proporcionará felicidade à mulher. Ainda que a casa onde reside seja um palácio suntuoso; embora seja distinta e influente a posição que ela ocupa na sociedade, não se sentirá, deveras, feliz e contente; a despeito do brilho da sua situação externa, a vida lhe será um fardo opressivo. Continuar lendo

DO AMOR DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Imagem relacionadaCom o leite, fez Santa Mônica receber a Santo Agostinho o nome e o amor de Jesus Cristo.

Também, no meio dos erros da sua moci­dade, S. Agostinho nunca pode esquecer essa ra­diosa e comovente figura de Nosso Senhor. Lemos a este propósito o que ele próprio escreveu no livro das suas Confissões: «O nome de Jesus Cristo, diz ele, ficou sempre no fundo do meu coração; e sem este nome nenhum livro, por mais interessante que fosse, podia satisfazer a minha alma.»

Em tempos mais próximos de nós, Virgínia Bruni, essa admirável viúva, de quem por várias vezes temos falado, conversava muitas vezes com os filhos acerca dos benefícios de que nos enche Jesus Cristo. Quando lhes dava alguma coisa, nunca dei­xava de observar que tudo provinha de Jesus Cristo. Depois do jantar, e depois da ceia, levava-os à igreja, para dar graças ao Divino Mestre, a quem lhes fazia pedir a benção e socorro para eles e para sua mãe. Quando cometiam alguma falta, exigia que, primeiro que tudo, pedissem perdão a Jesus Cristo; e quando os via humilhados e arrependidos: «Está bem, lhes dizia, Jesus Cristo é tão bom que já vos perdoou; e eu também vos perdôo.» Estas admiráveis mães tinham compreendido que o prin­cipal a colocar diante dos olhos das crianças é Jesus Cristo, o centro do toda a religião e nossa única esperança.

No nosso século principalmente, em que a pes­soa adorável do Filho de Deus é o objeto de tantas e tão horríveis blasfêmias, as mulheres cristãs não devem desprezar nada para inspirar a seus filhos um grande respeito e um ardente amor pelo divino Salvador.

Jesus Cristo é o Libertador prometido a Adão, quando foi expulso do paraíso terrestre; para Ele se voltavam os desejos dos patriarcas, dos profetas, dos justos da antiga lei, e de todas as nações, que suspiravam pela Sua vinda. Jesus Cristo é o Mediador entre o Céu, e a terra; só por Ele podemos ser salvos; é o Filho de Deus, o Verbo eterno, o próprio Deus, revestido da nossa natureza, afim de estar, de alguma forma, mais perto dos homens, e de poder mais facilmente assenhorear-se dos seus cora­ções. Como é o explendor da glória do Padre, sus­tenta tudo com o Seu poder, sendo constituído o herdeiro do universo. Jesus Cristo ó o juiz dos vivos e dos mortos, e a recompensa para que todos nós tendemos, é o início e o fim, o princípio e o termo. Continuar lendo

A MÃE: O CORAÇÃO DA CASA

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

É sabido que a mãe deve ser o coração da casa. Eis um exemplo concreto: a mãe de Mons. Marcel Lefebvre.

A mãe [Sra. Lefebvre] nunca esperava estar totalmente recuperada para ter seus filhos batizados. A família ia sem ela à igreja, e somente em seu retorno aceitava pegar o bebê em seus braços, renascido para a vida divina e adornado com a graça santificante.

(…)

A mãe da família era uma alma profundamente espiritual e extremamente apostólica: recordemos duas características de sua fisionomia moral, que Marcel herdaria. Enfermeira formada da Cruz Vermelha, dedicava um dia e meio por semana cuidando dos doentes do ambulatório, realizando o trabalho que desagradava os outros. Ela e seu marido fizeram parte da Conferência de São Vicente de Paulo, mas seu maior apostolado era o da terceira ordem franciscana: pelo estímulo da Sra. Lefebvre, convertida em presidente do discretório de Tourcoing, a fraternidade das “Irmãs” da terceira ordem chegou a 800 membros, com professoras de noviças escolhidos por ela e retiros fechados.

Dirigida espiritualmente pelo padre Huré, montfortiano, sua alma foi elevada a uma vida de união constante com Jesus Cristo; praticava a oração e leitura espiritual; viril e magnânima, se exercitava na mortificação e na renúncia, e em 1917 fez o “voto dos mais perfeitos” (renovado  de confissão em confissão). Vivia pela fé, recomendando todos os acontecimentos a Deus e à sua vontade. A característica mais constante de sua alma e seu espírito era a ação de graças à Divina Providência.

(…)

O lar da família dos Lefebvre era um santuário com seu ritual próprio. Enquanto o pai, acompanhado de Louise, assistia a Missa das 06:15h, no qual acolitava ao pároco, a mãe acordava as crianças traçando-lhes o sinal da cruz na testa e pedindo-lhes para oferecer as obras do dia; depois ia à missa das 07:00h com seus filhos em idade de caminhar, a menos que, sendo já mais velhos, assistiriam a Missa no internato.

Todas as tardes a oração em comum aliviava os reveses da jornada e unia os corações na mesma caridade de Deus. As crianças não iam dormir sem receber a bênção de seus pais.

“Durante o mês de maio, dizia Christiane, íamos em peregrinação a La Marlière, ao lado da cidade de Tourcoing, perto da fronteira com a Bélgica. Procurávamos fazer uma novena de peregrinações durante o mês. Tínhamos que levantar às 05:00h, fazíamos 45 minutos de caminhada (e em jejum), para assistir à Missa das seis e voltar a tempo para as nossas aulas.

Marcel Lefebvre – Dom Bernard Tissier de Mallerais

A RESSURREIÇÃO DOS CORPOS NO DIA DO JUÍZO

ressEcce mysterium vobis dico: Omnes quidem resurgemus, sed non omnes immutabimur – “Eis que vos digo um mistério: todos certamente ressuscitaremos, mas nem todos seremos mudados” (1 Cor 15, 51)

Sumário. Mortos todos os homens, a trombeta soará e todos ressuscitarão. Todos retomarão o mesmo corpo com que serviram a Deus nesta terra, ou o ofenderam. Que diferença haverá entre os corpos dos escolhidos e dos réprobos! Estes serão negros, horrendos e nauseabundos; aqueles serão alvos, belos e mais resplandecentes que o sol. Meu irmão, qual será a tua sorte nesse dia?… Se quisermos que o nosso corpo apareça dignamente ao lado dos Bem-aventurados, apliquemo-nos a mortificá-lo e a guardá-lo pela penitência, sujeito à alma.

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O Juízo universal será precedido do fogo do céu que devorará a terra e todos os homens que então viverem: Terra et quae in ipsa sunt opera exurentur (1) – “A terra será presa do fogo, com todas as obras que nela se contém”. Palácios, campos, cidades, reinos, tudo deverá ser reduzido a um montão de cinzas. É preciso que esta infecionada habitação dos pecados seja purificada pelo fogo. Eis como deve ser o fim de todas as riquezas, pompas e delícias deste mundo. – Mortos todos os homens, a trombeta soará e todos ressuscitarão: Canet enim tuba, et mortui resurgent(2). Dizia São Jerônimo:

“Todas as vezes que penso no dia do Juízo, tremo pelo corpo todo; julgo ouvir a cada instante esta terrível trombeta: Ressuscitai, ó mortos, vinde ao juízo.”

Ao som desta trombeta, as almas gloriosas dos bem-aventurados descerão do céu, para se unirem aos corpos com que serviram a Deus nesta vida; e as almas infelizes dos condenados subirão do inferno para se unirem aos corpos malditos, com que ofenderam a Deus. – Oh! Que diferença haverá então entre os corpos dos bem-aventurados e os dos réprobos! Os bem-aventurados aparecerão belos, puros, resplandecentes como o sol: Tunc fulgebunt iust sicut sol (3). Feliz de quem nesta vida sabe mortificar a carne, recusando-lhe os prazeres proibidos; ou, para a refrear mais, lhe recusa até os gozos permitidos, como fizeram os santos! Como estará então contente por ter vivido assim um São Pedro de Alcântara, que depois da morte disse a Santa Teresa: Continuar lendo

OS BATIZADOS DOS BEBÊS VIOLAM OS “DIREITOS HUMANOS”? SEGUNDO A EX-PRESIDENTE IRLANDESA, SIM!

news-header-imageFonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Mary McAleese, ex-Chefe de Estado da República da Irlanda entre 1997 e 2011, não hesitou em afirmar que o batismo de crianças na Igreja “viola os direitos humanos”.

Faz-se “conscritos infantis que são mantidos em obrigações vitalícias de obediência”, exclamou a ex-Presidente irlandesa em 23 de junho de 2018, em uma coluna do Irish Times. Ela adicionou:

Você não pode impor, realmente, obrigações a pessoas com apenas duas semanas de vida e não pode dizer a elas aos 7 ou 8, 14 ou 19 anos: eis o que você contratou, eis o que você assinou” porque na verdade elas não o fizeram.

As observações da antiga chefe de Estado baseiam-se em uma noção absoluta da liberdade total: “Vivemos agora em tempos em que temos o direito à liberdade de consciência, liberdade de crença, liberdade de opinião, liberdade de religião e liberdade para mudar de religião. A Igreja Católica ainda precisa abraçar esse pensamento por completo”, concluiu.

Não há nada de surpreendente nisso; embora ela tenha sido criada na religião católica e tenha um diploma em Direito Canônico, Mary McAleese se distanciou da Igreja. Conhecida por seu apoio à causa de homossexuais e às “mulheres sacerdotisas”, a ex-presidente acusou o ensinamento da Igreja sobre o casamento de ser “homofóbico”.

OS DOIS ROCHEDOS

Resultado de imagem para amigasExistem dois rochedos, que podem ser danosos para a juventude hodierna, e contra os quais infelizmente se despedaçam não poucas moças. São eles as amizades levianas e os maus livros.

Não tenhas amizade com pessoas de sentimentos levianos. É coisa muito importante saber escolher as amizades. Com os bons serás boa, com os maus tornar-te-ás má. Se a gota da chuva cair sobre a flor, converter-se-á em gota de orvalho e brilhará à luz do sol, qual pérola preciosa; mas se cair sobre a poeira da rua, tornar-se-á lama, lodo. A mocidade, facilmente, cria simpatia e amizades, o caráter vivo, entusiasta e aberto dos jovens inclina-os a procurar comunicação e correspondência.

A consciência de sua inexperiência, estimulada pelo isolamento e solidão, desperta no jovem o desejo de se unir a outrem e encontrar um coração que pulse em uníssono com o seu, numa sintonia de afetos e ideais. Esta inclinação afetiva pode ser uma cilada à pureza da jovem, principalmente por causa de sua suscetibilidade às impressões várias, devido ao caráter terno e maleável, e pelo espírito elástico e irrequieto, que se deixa facilmente empolgar. Como poderão as palavras carinhosas de um amigo não produzir-lhe uma impressão que dificilmente se apagará?! Como certos princípios não atuarão sobre ela de maneira perniciosa? Como os seus atos não a estimularão a imitá-la? Não é este um fato constatado quando existe certa semelhança de caráter, igualdade de gênio; ou quando as pessoas amigas se distinguem por talentos magníficos, por sua amabilidade natural e proceder atraente, por agradáveis dotes de conversação, por certa ousadia à qual dificilmente se resiste?

Quão pernicioso não será para ti a convivência com tais pessoas, se forem acostumadas com conversas levianas contra a religião e os bons costumes! Como não te hás de tornar, em pouco tempo, vacilante na tua santa fé e na virtude! Embora tais conversações, no começo, te repugnem sobremodo, ainda que tenhas recebido aprimorada formação e gozes de natural tendência para o bem, o mau influxo de tal amizade não desaparecerá, principalmente se houver assídua convivência e trato recíproco. Dia a dia as gotas do veneno imoral irão penetrando na tua alma até que enfim perderás de todo o bom espírito e te perverterás. Continuar lendo

MISSA DAS CRIANÇAS NA FSSPX

Como é uma Missa para as crianças na FSSPX?

Eis abaixo uma delas, em São Nicolau du Chardonnet, uma das paróquias da FSSPX em Paris.

Ao contrário do que vemos em muitas catedrais e paróquias conciliares (entregues ao modernismo e já com a total perda da noção do ridículo, visto que para esses a Missa é uma ceia, um simples memorial…), obviamente nas Missas da FSSPX não há sacerdote-palhaço, nem fantoches, nem catequistas alienados, nem musiquinhas bobas, nem animadores idiotas… porque as crianças, muito bem catequizadas, são sensíveis ao verdadeiro sacrifício da Missa, que os capta sem necessidade de outra coisa.

A DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO – CRIME QUE CLAMA VINGANÇA AO CÉU

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Fonte: Hojitas de Fe, 253, Seminário Nossa Senhora Corredentora, FSSPX
Tradução:
Dominus Est

O livro de Daniel, ao contar-nos o episódio da casta Susana, em que dois judeus iníquos, velhos maliciosos, tentaram condenar uma mulher inocente à morte, para dissimular a paixão que os inflamava e se vingarem daquela que não cedera, diz deles:

“Naquele ano tinham sido constituídos juízes dois velhos dentre o povo, daqueles de quem o Senhor falou, quando disse: A iniquidade saiu da Babilônia por meio de velhos que eram juízes, os quais pareciam governar o povo.” (Dn13 5).

O mesmo está acontecendo em nossa terra natal [Argentina]. Em 13 de junho de 2018, o projeto de lei de descriminalização do aborto foi aprovado na Argentina, na Câmara dos Deputados da Nação. Já em 25 de maio, havia sido na Irlanda, por 65% dos votos, e no Chile, em setembro de 2017. A iniquidade vem daqueles mesmos que estão encarregados de governar o povo, dando-lhes leis; os inocentes, neste caso os nascituros, são condenados à morte por aqueles mesmos que deveriam velar por suas vidas, e isso por causa de interesses sórdidos, paixões não confessadas.

Confrontado o caos de ideias e argumentos sobre a questão do aborto exibidos, é necessário fazer uma pontuação de esclarecimento, para apresentar a realidade como ela é. Iniciemos com algumas reflexões. Continuar lendo

MOÇAS QUE PERMANECERAM SOLTEIRAS NO MUNDO

Resultado de imagem para jovens modestasHá muitas jovens que não se casam. Algumas não sentem desejo, nem inclinação para o casamento, mas não pensam tampouco em ser freiras, e destarte permanecem solteiras por sua livre escolha. Outras há que optariam pela vida conjugal, mas o destino e as circunstâncias não lhes permitem dar tal passo. Devem estas fazer de necessidade virtude e, com sujeição cristã, reconhecer a mão de Deus, no governo de sua vida, entregando-se humilde e pacientemente à sua santa vontade.

Desejaria fazer agora algumas observações para louvor e consolação dessas almas.

1º – As jovens que permanecem solteiras são grandes perante Deus.

Serão grandes perante Ele, se guardaram fiel e integralmente a pureza virginal; pois, mediante esta virtude, se tornam particularmente agradáveis a Deus. A elas se aplica o alto encômio da Sagrada Escritura: “Oh! Quão formosa é a geração casta com seu brilho! Sua memória é imortal, e é louvada diante de Deus e diante dos homens”. (Sal., 4,1) Santo Efrém exclama entusiasmado: “Oh! Virgindade! Tu és o que o Autor de todas as coisas ama com predileção e em ti ocultou riquezas imperecedouras!”

Estas moças serão grandes perante Deus, se rezarem bem e com fervor. Enquanto os demais membros da família desprezam a oração ou a fazem com negligência, elas se entregam muitas vezes a este piedoso exercício conscienciosamente. Oram durante o dia, quando os outros se preocupam em coisas materiais, oram durante a noite e se prostram diante de Deus em seu quarto silencioso, enquanto os demais se entregam somente ao descanso e às diversões; oram na igreja diante do Santíssimo Sacramento, que em regra ninguém como elas tão assiduamente visita; oram durante o trabalho que executam com boa intenção, para honrar e servir a Deus.

As moças que permanecem solteiras são, freqüentemente grandes diante de Deus, em virtude do sacrifício que lhe oferecem. Sacrificam por vezes a sua juventude, com as alegrias e prazeres permitidos a essa idade; sacrificam um casamento que lhes promete esperanças e, com isto, segura garantia para o porvir. Continuar lendo

EDUCAÇÃO SOBRENATURAL

Resultado de imagem para mãe catolicaHá duas vidas em teu filho. Sobretudo a vida sobrenatural deve preocupar-te, vivamente. Dela depende a felicidade eterna dos teus. Seguindo o Pe. Bethléem, vamos expor-te o seguinte sobre esse assunto:

Por educação sobrenatural  se deve entender a criação, a iluminação da alma, o amparo, a ressurreição, a frutificação, a extensão e a transformação da vida sobrenatural da graça. O educador precisa satisfazer várias condições para conseguir seu intento. Deve viver no estado de graça, ter um grande espírito de fé, possuir uma sólida instrução religiosa e ser profundamente piedoso.

Do contrário não saberá falar com convicção sobre o amor de Deus e o horror ao pecado. Deixar-se-á guiar pelas praxes pagãs do mundo. Não saberá falar à alma infantil.

Nasce a vida sobrenatural com o batismo. Já dissemos que a mãe cristã deverá guardar a data do batizado do filho, para celebrá-la como “aniversário” do nascimento sobrenatural. Ilumina-se esta vida pela instrução religiosa, que aliás é gravíssimo dever que pesa sobre os pais.

Não se reduz a instrução ao mero conhecimento de rezas e orações. Requer o estudo das verdades do catecismo. Criança que desconhece o catecismo é uma analfabeta nas letras da vida eterna. As lado da instrução vem a formação da consciência, que é a voz de Deus dentro da alma. A educadora prudente pode contribuir para isso, suprindo, esclarecendo, tornando simples, dirigindo, preservando e exercitando a consciência dos filhos.

… De que preservarás a consciência dos teus?

Do pecado, do escrúpulo, das ilusões (sobre as promessas da vida, sobre a retidão das intenções, sobre as confissões, que se devem fazer). Amparos da vida sobrenatural são a oração, a crisma, a comunhão. A primeira traz a graça diária. O sacramento da fortaleza nos confirma na vida e a Eucaristia nutre essa vida…

A vida sobrenatural ressucita, quando morta pelo pecado, no sacramento da confissão. A assiduidade à confissão é, portanto ótimo fator educativo e de valor sobrenatural. Os frutos desta vida sobrenatural são a fé, a esperança, o amor a Deus, o amor à Igreja Católica, o zelo pela alma do próximo. Quantos horizontes iluminados, leitora!

Realmente, não é pequena a tarefa de uma educadora que quer educar sugundo as intenções de Deus. Mas sua recompensa não fica atrás dos sacrifícios e nem depende dos frutos que conseguir. Por isso, confiança em Deus, muita oração, muito estudo e mãos ao trabalho!

As três chamas do lar– Pe. Geraldo Pires de Souza

SANTIFICAÇÃO E OS DEVERES PROFISSIONAIS

Fonte: Capela Santo Agostinho

As relações profissionais são meio de santificação ou obstáculo ao progresso, segundo a maneira como se encaram e desempenham os deveres do próprio estado. Os deveres, que nos impões a nossa profissão, são em si conformes à vontade de Deus; se os cumprimos como tais, com intenção de obedecer a Deus e de nos regular segundo as leis da prudência, da justiça e da caridade, contribuem para a nossa santificação. Se, pelo contrário, não temos outro fim em nossas relações profissionais, mais do que granjear honras e riquezas, com desprezo das leis da consciência, convertem-se essas relações numa fonte de pecado e escândalo.

O primeiro dever, pois, aceitar a profissão que a Providência nos conduziu como a expressão da vontade de Deus sobre nós e perseverar nela, enquanto não tivermos razões legítimas de mudar. Quis Deus, na verdade, que houvesse diferentes artes e ofícios, diversas profissões, e, se nos encontramos numa delas por uma série de acontecimentos providenciais, podemos crer que é essa, a nosso respeito, a vontade de Deus. Excetuamos o caso em que, por motivos acertados e legítimos, julgássemos dever mudar de situação; tudo o que é conforme à reta razão entra efetivamente no plano providencial.

Assim, pois, patrão ou operário, industrial ou comerciante, agricultor ou financeiro que um seja, o seu dever é exercer a própria profissão, para se submeter à vontade divina, desempenhando-se dela segundo as regras da justiça, da equidade e da caridade. Então nada impede que santifiquemos cada uma das ações, referindo-as ao último fim; o que de forma alguma exclui o fim secundário de ganhar o necessário à própria subsistência e à da família. De fato, houve santos em todas as condições. Continuar lendo

O ESTADO RELIGIOSO

Resultado de imagem para irmã fsspxA maioria das moças é, sem dúvida, chamada ao casamento. Deus, no entanto, escolhe, às vezes, uma distinta jovem para o estado religioso, onde ela O deverá servir, com grande fidelidade e amor, pertencer-Lhe de certo modo totalmente e tornar-se Sua esposa mística. Sua vida toda com suas energias, desejos e esforços, transforma-se numa agradável oblação, num sacrifício generoso a Deus, à humanidade sofredora, ou à mocidade ignorante.

Tal vocação é, por certo, grande honra e graça especial, pelo que não se poderia deixar de felicitar a uma jovem assim contemplada.

1º- O estado religioso é muito elevado.

É antes de tudo um estado de virtude e perfeição. Quem o segue se compromete a trabalhar nele seriamente para a salvação, porquanto além do exercício das demais virtudes, também se observam os conselhos evangélicos. Pode acontecer que alguns membros isolados não se esforcem com zelo eficaz para a perfeição, que um ou outro não haja rompido inteiramente com o mundo e, até mesmo, com o pecado. São, todavia exceções; em regra, há nos conventos de religiosos um sério e fervoroso esforço para a conquista da virtude. O mesmo também se verifica nos conventos de religiosas. Que bela vida de oração e piedade aí domina!

Quanto amor e fidelidade os religiosos dedicam a Jesus Cristo. Quão alegremente visitam o Santíssimo Sacramento! Com que boa vontade e com que prazer executam eles os trabalhos determinados! Como observam conscienciosamente a disciplina e as prescrições da regra!

Que de esforços para mutuamente praticar a caridade fraterna e suportar com paciência as cruzes quotidianas! É incontestável que de modo geral reina em nossas Ordens religiosas e nos conventos femininos uma vida florescente de virtudes. O estado religioso é um coeficiente inestimável para a salvação da humanidade. Não quero aqui relatar o que testifica a história sobre a atuação das Ordens religiosas, para incrementar o Cristianismo, para a formação, para a cultura, para as ciências e para as artes. Continuar lendo

UNS CONSELHOS OPORTUNOS

Resultado de imagem para mulher piedosa– Levantar cedo – é hábito precioso, indispensável à mãe de família. Procura-lhe a vantagem de ter muito tempo de folga antes do almoço para seus exercícios de piedade, para percorrer a casa, a ver se está tudo em ordem, se foram bem exexutadas suas ordens da véspera. Dá-lhe tempo para assear e vestir os filhos, repartir os trabalhos e tomar todas as providências necessárias.

– Seguir uma economia discreta – encanta o marido e educa os filhos e conserva as coisas. Partidária de tal economia, a mãe de família nada deixa perder, nada estraga; conserta, remenda, aproveita, zela, arrecada, guarda em boa ordem tudo, de modo que, quando é preciso, tem à mão o que quer, sem perder tempo e paciência em procuras inúteis.

Ela sabe que tudo tem serventia, e que não se deve desperdiçar a menor parcela do dom de Deus, como diz a Escritura (Ecli 14,14). Sabe que pequenas despesas inúteis fazem, afinal, a ruína e que vintens poupados dão, ao cabo de algum tempo, centenas de mil réis. Assim, por seu trabalho e economia, aumenta, como abelha solícita, os recursos da família, e até vale ao marido nos dias de maior apuro, não falando dos pobres de quem é a providência visível.

Todos a louvam por trazer tudo em casa muito poupado, em grande ordem, asseio e lustre, evitando luxos e vaidades, contentando-se de modesta simplicidade, de forma a ser o menos onerosa possível a seu marido. Continuar lendo

HOMEM DESDE O MOMENTO DA CONCEPÇÃO

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Concebido no ventre de sua mãe, esse pequeno embrião, dê a ele o nome que quiser, já é um homem. Se antigamente poderia duvidar-se que houvesse uma nova vida humana no ventre de uma mãe, desde o momento da concepção da criança – com tudo o que isso implica –, a ciência hoje não nos deixa nenhuma dúvida: interromper a gravidez voluntariamente, ainda que fosse possível fazê-lo no primeiro momento da concepção, seria assassinar um inocente e privá-lo para sempre da visão de Deus. Tal crime não pode ser descriminalizado sem incorrer em terríveis castigos para uma nação inteira.

A alma do embrião na biologia tomista

Este poderia ser o título de um livro inteiro e estamos escrevendo apenas um artigo em uma revista de divulgação, mas diremos algumas coisas. Interessa enormemente ao moralista e ao teólogo definir com precisão o momento em que o homem recebe a alma espiritual, e o instante em que a perde. Porém determinar precisamente o momento da concepção de um organismo vivo, com suas diferentes etapas e também o instante de sua morte, não pertence propriamente ao moralista nem ao que é comumente entendido por um teólogo, senão ao biólogo.

E hoje que a biologia moderna fez progressos tão maravilhosos, parece que a “Suma Teológica” de São Tomás de Aquino já não tem mais nada a nos dizer. Mas, certamente, não é assim.

A ciência moderna perdeu, há muito tempo, a sabedoria, pois desconfiou da inteligência e se apegou à observação e à medida. Daí que seus progressos foram reduzidos à ordem puramente corporal e material, que é sensível e quantificável, perdendo de vista de toda a realidade que se eleve acima deste horizonte, pois já não sabe ver com a mente.

Ela perdeu a capacidade de perceber, então, não só a realidade da alma espiritual, própria do homem, mas também a dos princípios animadores dos organismos vivos – a alma animal e vegetal – que, embora dependam, em sua existência, da organização material – que poderíamos chamar de físico-química – no entanto, não apenas não se reduzem a ela, senão que, precisamente, a organizam e a governam. Essa carência não causa tantos problemas para a física, mas é uma catástrofe na biologia.  Continuar lendo

SERMÃO SOBRE O MATRIMÔNIO

Resultado de imagen para imagenes sagrada familia de nazaretFonte: Los Cocodrilos del Foso – Tradução: Bruno Rodrigues da Cunha

Nem tudo o que se encontra na Suma Teológica, de Santo Tomás, é exclusivamente para teólogos. Uma das pérolas mais acessíveis e úteis lá encontradas é seu pequeno tratado acerca dos bens do matrimônio.

Ele começa dizendo: “Nenhum homem sábio deve aceitar um prejuízo se ele não vier compensado por um bem igual ou maior”. E observa que o matrimônio traz juntamente consigo bens e males. Quem se casa aceita sofrer estes para alcançar aqueles.

Até essa frase, todos estão de acordo. Mas, daqui em diante — e é assustador percebê-lo — entre o que ensina Santo Tomás, resumindo toda a Tradição e bom senso católicos, e o sentir comum de hoje, não há uma mera divergência, e sim uma total e exata inversão. Aquilo que para o Doutor da Igreja são males, agora são considerados bens, e os bens, males. Deixemos bem claro que falamos de pessoas que se consideram católicas, de forma sincera.

Embora devamos reconhecer que tanto nos tempos de maior fé, como na época de Santo Tomás, quanto nos tempos de muita incredulidade, como hoje, muitos renunciam ao matrimônio (claro, antigamente renunciavam antes do casamento para se entregar a Deus, e hoje renunciam depois dele, para entregar-se a… sabe-se lá Deus). Ainda assim, tanto antes quanto agora, a grande maioria segue casando. E é curioso, porque apesar dessa inversão exata de valores, o saldo continua sendo positivo.

Quais são, segundo Santo Tomás, os males que o casamento traz consigo? Em primeiro lugar, uma decaída da atividade espiritual, devido à veemência das paixões própria do trato conjugal. E em segundo lugar, a “tribulação da carne”, ou seja, as preocupações e os trabalhos ocasionados pelas necessidades temporais.

Contudo, esses não tão pequenos males são extensamente superados por três grandes bens: a prole, a fidelidade e o sacramento. São os filhos, a prole, o primeiro e o grande bem do matrimônio, aquilo pelo qual Deus o instituiu. O segundo bem é a fidelidade, pela qual o homem se une com uma única mulher, e a mulher com um único homem, tendo cada um no outro um apoio em que poderão confiar. E o terceiro bem, selo sagrado dos demais, é o sacramento, pelo qual o matrimônio se vê transformado por Deus em laço indissolúvel e fonte de santidade para toda a família. Continuar lendo

BENEVOLÊNCIA PARA COM O PRÓXIMO

Resultado de imagem para donzela catolica“Deus quando formou o coração do homem, plasmou-o na bondade”, estas palavras do genial Bossuet se aplicam a todos nós, principalmente à mulher, a quem Deus enriqueceu com tesouros de bondade e delicadezas tais, que a torna apta para suavizar as horas amargas da vida.

Á vista da desgraça alheia, não se comove o coração da mulher muito mais depressa que o do homem? Não chora a moça e a mulher de vezes antes, sobre o infortúnio alheio? Não estendem com mais prazer sua mão benfazeja para suavizar a necessidade alheia? Em regra não resolvem dez moças consagrar-se, como irmãs de caridade, às obras de misericórdia cristã, antes que só rapaz queira prestar-se a tal sacrifício?

Este traço de bondade e benevolência, com que Deus marcou coração feminino, deves, jovem cristã, procurar conservá-lo e avivá-lo sempre mais. Não te é apenas um adorno: também se lhe anexa um grande poder, muito salutar e benfazejo a outrem.

O conhecido escritor inglês Faber, assim se exprime sobre o poder da benevolência:

“Vejo uma multidão de pequenos entes, com as faces veladas, quem em união com a graça e com os anjos executam as suas obras. Esvoaçam por toda a parte. Consolam os tristes, tranqüilizam os aflitos, acalmam os enfermos, acendem nos olhos dos moribundos um raio de esperança, mitigam as dores dos corações aflitos e desviam os homens do pecado. Parecem dotados de força surpreendente: conseguem o que os anjos não podem; insinuam-se nos corações, a cujas portas se lhes abrem, voam de novo estes pequenos mensageiros do Pai do Céu, para levar a graça. Estes pequenos, mas poderosos entes, são os atos de bondade, que da manhã à noite se acham ao serviço do bom Deus”.

Servindo-se de uma comparação tirada da vida dos animais, certo escritor francês procura expor o benefício influxo da benevolência, fazendo-nos ver como os próprios animais não são insensíveis ao toque da bondade. É a história de um pobre cãozinho, que corre apressado ao longo do muro e se esconde quanto pode. As crianças perseguem-no. Os trausentes o repelem a pontas-pé. É um cão do campo, cujo dono o expulsou. Magro, faminto, imundo, passa as noites ao relento nos portões, de orelha em pé, receoso de ser enxotado impiedosamente. Ninguém lhe dá um olhar carinhoso, e até os outros cães o assaltam com desprezo, por não serem tão magros quanto ele. Passa um homem; o pobre animal adivinha nele um salvador e se lhe arroja aos pés, implorando alguma coisa com um olhar de amargura e tristeza. Continuar lendo

DO AMOR DE DEUS

Imagem relacionada“Não há idade na vida a que convenha mais a piedade, do que à mocidade, escreve Mgr. Dupan­loup, não só porque a piedade brilha nas frontes jovenís com mais resplendor; não só por causa do encanto inexprimível com que ela embeleza todas as qualidades naturais da infância, mas sobretudo por esta simples e profunda razão: é que a pie­dade não é outra coisa, senão o amor de Deus, e não sei que haja coração neste mundo a que seja mais fácil inspirar este amor que ao coração das crianças. Tudo aí está ainda puro, generoso, ardente: tudo aí está feito, para este nobre e santo amor, e essa bem-aventurada chama de vida acende-se com uma facilidade maravilhosa.”

Mas se o coração da criança é um santuário onde o amor divino se compraz em estabelecer a sua morada, também a inocência da primeira idade da vida reclama esse amor celeste para aí encon­trar a sua força e apoio. — «Efetivamemente, continua o ilustre bispo de Orleans, um homem já feito, pode vir a ser virtuoso, com uma religião sincera e sólida, posto que sem fervor; mas as crian­ças e os mancebos não o podem fazer, porque sem a piedade fervorosa, não têem nem bastante apoio, nem suficiente força para a sua virtude. Na sua idade, a fé não é ainda bastante profunda, nem a fidelidade bastante generosa, porque, como são corações tenros e fracos, caem facilmente, se a piedade os não sus­tentar.

Quem conhece, como eu, a fragilidade destas pequenas plantas, será também da mesma opinião. Sim, o sopro da graça eleva-as facilmente para o Céu, mas o sopro do vício, fá-las cair desamparadas sobre a terra. Quem lhes há de dar a força, para resistirem aos ataques do respeito humano, às influências dos maus exemplos e dos conselhos pérfi­dos, a todos os laços dum mundo corruptor e cor­rompido? Quem sustentará a sua fraqueza, sobre tantos declives e inclinações perigosas, e contra o mal que de toda a parte as cercará? Repito: se o temor e o amor de Deus, se a piedade corajosa lhes faltar, cairão infalivelmente. Despedaçar-se-ão os laços que os prendiam à virtude, e o sorriso da indiferença e do desdem, da impiedade e até do vício, será em breve visto sobre lábios frescamente tintos do sangue de seu Deus numa primeira comu­nhão.»

É preciso pois que o coração da mãe seja um foco que aqueça e abrase, com seus ardores, o cora­ção da criança. Convém que esse pequeno ser, que começa a sorrir, e por conseqüência a compreen­der, não repouse nos braços maternos, sem ler nos olhares e nas feições de sua mãe alguma coisa de celeste que a faça elevar até ao amor de Deus. Continuar lendo