A SANTA MISSA É DE GRANDE AUXÍLIO PARA AS ALMAS DO PURGATÓRIO

Resultado de imagem para missa purgatórioPara concluir esta instrução, refleti que não foi premeditadamente que eu disse anteriormente que uma única Santa Missa, tomada em si e em relação ao seu valor intrínseco, basta para esvaziar inteiramente o Purgatório e abrir a todas as almas, que lá se acham, as portas do Paraíso. Com efeito, este Divino Sacrifício vai em auxílio das almas dos falecidos, não só satisfazendo por suas dívidas como propiciatório, mas ainda obtendo-lhes a libertação, como impetratório. Isto decorrente claramente da conduta da Igreja, que não somente oferece a Santa Missa pelas almas sofredoras, como também insere orações para libertá-las.

Ora, a fim de excitar vossa compaixão por essas santas almas, sabei que o fogo em que estão mergulhados é tão devorador quanto o do próprio Inferno; tal é a opinião de São Gregório. Instrumento da Justiça Divina, ele age sobre as almas com tão grande ardor que lhes causa dores intoleráveis e superiores a todos os suplícios que jamais se pode ver, experimentar ou sequer imaginar aqui na Terra. Muito mais, porém, sofrem elas pela pena de dano, e é a privação da bem-aventurada Visão de DEUS. Elas experimentam, diz São Tomás, uma insuportável angústia, causada pelo desejo que têm de ver o Soberano Bem, desejo que não pode ser satisfeito.

Pois bem, consulta-vos intimamente e respondei à pergunta: Se vísseis vosso pai e vossa mãe a ponto de afogar-se num lago e que para salvá-los vos bastasse estender a mão, não seríeis levados, pela caridade e pela Justiça, a socorrê-los? E então! vedes com os olhos da Fé tantas pobres almas de vossos parentes próximos, queimando vivas num lago de fogo, e não quereis impor-vos um pequeno incômodo para assistir devotamente à uma Santa Missa em seu sufrágio! De que é feito o vosso coração?

Pois quem pode duvidar que a Santa Missa leve um grande auxílio a essas pobres almas? Quanto a isto, ouvi São Jerônimo. Ele vos dirá claramente que, ao celebrar-se a Santa Missa por uma alma do Purgatório, o fogo tão devorante que ordinariamente a consome, suspende sua ação e ela não sofre pena alguma enquanto dura o Sacrifício. Animae quae sunt in Purgatorio pro quibus solet sacerdos in Missa orare, ínterim nullum tormentum sentiunt dum Missa celebratur.

Além disso, afirma que, a cada Santa Missa, muitas almas ficam livres do Purgatório e voam para o Paraíso? Missa celebrata, plures animae exeunt de Purgatorio.
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A SANTA MISSA É UM MEIO SEGURO PARA OBTER AS MISERICÓRDIAS DIVINAS

missaIpse (Iesus) est propitiatio pro peccatis nostris – “Ele (Jesus) é a propiciação pelos nossos pecados” (I Io. 2, 2).

Sumário. A Santa missa é por excelência a oração propiciatória e a reparadora; é ela que continuamente atrai sobre nós as divinas misericórdias e impede a divina justiça de tomar as vinganças merecidas pelos nossos pecados. Eis porque, depois da vinda de Jesus Cristo, não se vêem mais aqueles castigos tão freqüentes e tão formidáveis que se observam na antiga Lei. Tomai, pois, a resolução de assistir cada dia e com a devida atenção ao santo sacrifício, mesmo à custa de algum incômodo ou de algum interesse temporal.

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Considera que a Santa Missa é um sacrifício propiciatório, isto é, que torna Deus propício para nos perdoar não só as penas temporais, que ficam a pagar depois do perdão da culpa, mas também a própria culpa. Quanto à pena, a Missa perdoa-a diretamente, pelo menos em parte, não só aos vivos, mas também às almas dos defuntos. Pelo que São Jerônimo afirma: “Cada Missa celebrada com devoção faz sair diversas almas do purgatório.”

Quanto às culpas, perdoa-as, posto que só indiretamente, e as perdoa todas, por mais graves que sejam, conforme a declaração do Concílio de Trento: Peccata etiam ingentia dimittit (1) . O que quer dizer que, por meio do Sacrifício do Altar, concede a graça, pela qual o homem é levado a arrepender-se e a purificar-se no Sacramento da Penitência. – Santa Matilde viu um dia que a Santíssima Virgem amolecia um diamante mergulhando-o no Sangue do Coração de Jesus. Com tal visão, o Senhor lhe quis dar a entender que não há coração tão duro que não fique amolecido só com ser tingido no Sangue do Cordeiro Divino, que Se imola sobre o Altar. Continuar lendo

ITINERÁRIO DE UM CATÓLICO NÃO PERPLEXO

Resultado de imagem para church aloneFonte: DICI –  Tradução: Dominus Est

Final de agosto de 1976, George assistia à missa de Lille que apresentou ao mundo inteiro a luta de Dom Lefebvre pela Tradição. Seu Cura havia ameaçado: “O senhor está seguindo um bispo rebelde que celebra uma missa proibida.”  

Em 1988, ele foi às sagrações episcopais em Ecône, e seu Cura, na missa que ele tinha deixado de ir, o advertiu: “Vocês todos estão cismáticos, o senhor e seus bispos”  

Quando se casou em Saint Nicolas du Chardonnet, o Cura assegurou-lhe que ele não era válido. Ele tinha o costume de confessar a um sacerdote dessa igreja, e seu Cura lhe disse que ele poderia muito bem visitar uma assistente social porque o padre não podia absolver os pecados mais do que ela.

Em 2007, George soube que a Missa Tridentina nunca havia sido ab-rogada, e que há 30 anos ele não participava de uma massa proibida. Em 2009, apesar dos brados furiosos de seu Cura, o bispo que tinha confirmado seus filhos não era mais excomungado.  

Em 2015, o sacerdote que recebe sua confissão, a faz validamente, o que ele não tinha dúvida, mas que deveria acalmar seu Cura – talvez não ao ponto de ir ele mesmo se confessar em St. Nicolas… Neste mês, ele ficou sabendo que o padre o casou validamente e não há nenhuma obrigação de se “casá-lo” novamente, o que certamente permitirá que seu Cura lhe felicite, com algumas décadas de atraso …

George nunca foi um católico perplexo. Hoje ele tem uma certeza: apesar de todas as críticas, ele fez bem em seguir Monsenhor Lefebvre, que transmitiu o que ele mesmo recebeu.

Pe. Alain Lorans

FOTOS DO TRÍDUO PASCAL DA FSSPX EM RIBEIRÃO

QUINTA-FEIRA SANTA (13/04) – MISSA “IN COENA DOMINI“ E ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO 

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SEXTA-FEIRA SANTA (14/04) – VIA SACRA E SOLENE AÇÃO LITÚRGICA

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SÁBADO SANTO (15/04) – VIGÍLIA PASCAL E MISSA DA VIGÍLIA

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PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA – TRÍDUO PASCAL

Resultado de imagem para paques fsspxPrezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Segue a programação do Tríduo Pascal a ser realizado na semana que vem:

Quinta-feira Santa (13/04):

18:30h – Confissões

19:30h – Terço

20:00h – Missa “in coena Domini, seguida da adoração do Santíssimo até meia-noite

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Sexta-feira Santa (14/04):

14:00h – Confissões

15:00h – Via Sacra

15:30h – Solene Ação Litúrgica

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Sábado Santo (15/04):

21:30h – Confissões

22:30h – Vigília Pascal

00:00h – Missa da Vigília

(a Missa começa à 00h do Domingo, então já cumpre com o preceito dominical)

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Mais informações pelo: gespiox@yahoo.com.br

 

CRIADA OFICIALMENTE A “CASA AUTÔNOMA DO BRASIL”

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Conforme anunciado anteriormente, nesse último domingo, 19/03, foi criada oficialmente a Casa Autônoma da FSSPX no Brasil.

A data foi escolhida para que essa nova etapa da Fraternidade no Brasil esteja sob o patrocínio de São José, patrono da Igreja.

Mais de 300 pessoas se apertaram no Priorado Pe. Anchieta para assistir a Missa solene cantada pelo Pe. Pablo Suárez (ecônomo da FSSPX), tendo como assistentes o Pe. Juan María de Montagut (antigo Prior do Priorado de São Paulo, agora Superior da Casa Autônoma) e o Pe. Mario Trejo (Superior do Distrito da América do Sul).

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Nessa nova etapa, pelos regulamentos internos da FSSPX, haverá maior autonomia na administração dos 3 Priorados existentes no Brasil (São Paulo/SP, Santa Maria/RS e Bom Jesus do Itabapoana/RJ) que são responsáveis por 16 centros de Missa e capelas pelo Brasil, bem como na abertura de novas Missões. Hoje a Fraternidade conta com 10 padres aqui no país (inclusive 1 recém ordenado em 2016) e mais 5 seminaristas brasileiros que serão ordenados em 2017/2018 em La Reja (Arg) e que contribuirão na expansão do apostolado em nossa terra.

Após a Missa houve um almoço comemorativo em um hotel da cidade.

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No final da tarde houveram também: o Canto solene das Vésperas e a Benção do Santíssimo.

Rezemos para que a FSSPX cresça no seu trabalho em favor da Igreja. Que São José e São Pio X mantenha seus incansáveis padres firmes em suas missões e que Nossa Senhora (ouvindo nossas orações – na Cruzada de Rosários pelo centenário de Fátima) dê uma proteção especial à Fraternidade.

“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

 

ATENÇÃO – TRÍDUO PASCAL (FSSPX) EM RIBEIRÃO PRETO

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Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

É com grande alegria que anunciamos os horários do Tríduo Pascal no rito tridentino, em Ribeirão.

Publicamos com certa antecedência para que os interessados possam se programar para presenciar as belíssimas cerimônias que teremos. Segue….

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Quinta-feira Santa (13/04):

18:30h – Confissões

19:30h – Terço

20:00h – Missa “in coena Domini, seguida da adoração do Santíssimo até meia-noite

Sexta-feira Santa (14/04):

14:00h – Confissões

15:00h – Via Sacra

15:30h – Solene Ação Litúrgica

Sábado Santo (15/04):

21:30h – Confissões

22:30h – Vigília Pascal

00:00h – Missa da Vigília

(a Missa começa à 00h do Domingo, então já cumpre com o preceito dominical)

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 Mais informações pelo: gespiox@yahoo.com.br

 

MISSA NOVA: UM CASO DE CONSCIÊNCIA

novaCLIQUE NA IMAGEM PARA LER O LIVRO

No dia 10 de abril de 1970, Paulo VI recebeu a comissão que elaborava o novo “Ordo Missae”. Nesta audiência, o Pontífice deixou-se fotografar ao lado dos observadores das “Comunidades eclesiais não católicas” que participaram da referida Comissão (os pastores protestantes: Dr Georges, Côn. Jasper, Dr. Sephard, Dr. Konneth, Dr. Smith, Fr. Max Thurian). A fotografia foi publicada na Revista “Notitiae”, da Sagrada Congregação para o Culto Divino, nº 54, maio de 1970. Na oportunidade, o Papa dirigiu aos presentes uma Alocução em que agradece sua colaboração: “Nós temos de agradecer-vos muito vivamente (…). O que vos era pedido, não era fácil com efeito (…): redigir de uma maneira nova textos litúrgicos provados por um longo uso, ou estabelecer fórmulas inteiramente novas” (cfr.“ La Documentation Catholique, 3-5-70. nº 1562, 52º ano, T. LXVII).

Sobre a intervenção ativa destes ‘observadores’ eis o testemunho de Mons. W.W.Baum, “diretor executivo” dos assuntos ecumênicos da Conferência Episcopal Americana: “Eles não lá estiveram como simples observadores, mas também como consultores, e participaram plenamente das discussões sobre a renovação litúrgica católica. Não faria muito sentido caso se contentassem em ouvir, mas contribuem de fato” (Detroit News, 27 de junho de 1967).”

A IGREJA SAINT-NICOLAS DU CHARDONNET (FSSPX) COMEMORA 40 ANOS DE RETORNO À TRADIÇÃO

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Perante mais de 1.600 fiéis que a Missa Pontificial – Missa do Coração Imaculado de Maria – foi celebrada por D. Bernard Tissier de Mallerais, bispo auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Pe. Christian Bouchacourt foi primeiro assistente e os Revmos. padres Patrick de La Rocque e Xavier Beauvais – atual e antigo cura de St. Nicolas du Chardonnet – foram os diáconos assistentes. Foram os dois padres provenientes dessa paróquia que oficiaram os papéis de diácono e subdiácono: Revmos padres Jean-Baptiste Quilliard e Guillaume Scarcella .

Sua Excelência honrava Nossa Senhora Rainha do Clero, quando vinha rezar em Saint-Nicolas em 1966-1967, enquanto estava estudando em Paris e não conhecia ainda a FSSPX, que seria fundada três anos mais tarde. Obviamente, a Providencia já o assistia!

Ele posteriormente insistiu sobre a “Professio Dei” que todos devem pronunciar para serem verdadeiramente católicos face aos erros professados nos diversos níveis da igreja.

Mons.  La Rocque convidou a todos, se Deus quiser, para os cinquenta anos do retorno do “farol da Tradição” ao verdadeiro e único culto católico: será em 2027 …

Algumas datas que foram lembradas por D. Tissier de Mallerais por ocasião desse quadragésimo aniversário:

  • 1517 – Lutero se revolta contra a Igreja Católica; 
  • 1717 – A Maçonaria assume seu funesto impulso de destruição e ódio contra Deus; 
  • 1917, o comunismo se instala pelo sangue na Rússia e Nossa Senhora aparece em Fátima para nos advertir e pedir para fazermos penitência; 
  • 1977 – a Saint-Nicolas-du-Chardonnet é devolvida ao culto católico.

Clique aqui e faça um tour pela belíssima igreja de Saint-Nicolas

UM LAR CRISTÃO

Fonte: FSSPX México – Tradução: Sensus Fidei

É a oração em família que fortalecerá a união de suas almas, que lhes dará força, incentivo e conforto nas dificuldades e provações e que atrairá as bênçãos do céu em seu lar.

“Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, nós lhes suplicamos queridos esposos…” — disse o Papa Pio XII —”… que guardem intacta a bela tradição das famílias cristãs: a oração da noite em família. A família reúne-se, no final de cada dia, para implorar a bênção de Deus e honrar a Virgem Imaculada através da recitação do Santo Rosário… os louvores de todos aqueles que irão dormir sob o mesmo teto … “.

Complementando essa vida de oração, o lar também encontrará sua força para frequentar os sacramentos: a confissão frequente, especialmente em momentos de tentações e dificuldades, e também para frequentar o Sacramento da Eucaristia e a Santa Missa, enquanto renovação do Sacrifício Calvário. Porque a união de Nosso Senhor com a humanidade (da qual o matrimônio é a imagem) foi realizada sobre a Cruz, não devemos esquecer. É nesse momento que Nosso Senhor deu sua vida por sua Esposa Mística nascida do sangue e da água vertidos de seu Coração trespassado. Então, é a assistência frequente e fervorosa ao Santo Sacrifício da Missa que manterá e ressuscitará a graça de seu matrimônio. A Santa Missa é a pedra angular da família cristã e, portanto, ela é a fonte da civilização cristã.

Como a Missa nova atenuou de forma alarmante tudo o que pode lembrar-nos que a Missa é realmente o Sacrifício da Cruz, é preciso fundamentar seus lares na Missa Tradicional, não se pode construir sobre a areia… deve-se construir sobre a rocha. Sua fidelidade e esforços para participar da Missa Tradicional (mesmo que seja necessário levantar cedo e percorrer muitos mais quilômetros) obterão as graças de paz e bem-aventuranças em seus lares, fundamentados na Cruz de Jesus Cristo.

Pe. M.D. Roulon, O.P., Les Sacraments

A SANTA MISSA DÁ A DEUS UMA HONRA INFINITA

Resultado de imagem para missa fsspxLaudate eum secundum multitudinem magnitudinis eius — “Louvai (a Deus) segundo a multidão da sua grandeza” (Ps. 150, 2).

Sumário. Todas as honras que foram tributadas a Deus, e Lhe serão ainda tributadas por todas as criaturas, sem excetuar a divina Mãe, nunca poderão igualar a honra que Lhe é dado por uma única Missa, porquanto nesta é sacrificada a Deus uma vítima de valor infinito, que Lhe dá uma honra infinita. Que honra, pois, para nós, que se nos permite assistirmos cada dia e até mais de uma vez a este divino sacrifício! Ouçamos quantas Missas possamos, particularmente neste tempo do carnaval, para desagravar o Senhor dos ultrajes que recebe.

Nunca um sacerdote celebrará a santa Missa com a necessária devoção, nem nunca o cristão lhe assistirá com o devido respeito, se não tiverem de tamanho sacrifício a estimação que merece. “É certo”, diz o Concílio de Trento, “que o homem não faz ação mais sublime e mais santa do que a celebração da Missa” (1); mais, Deus mesmo não pode fazer que se cometa no mundo ação mais sublime do que esta. — A Missa não é somente uma recordação do sacrifício da Cruz, senão o mesmo sacrifício, porque em ambos o oferente é o mesmo, a mesma é a vítima, a saber: o Verbo incarnado. A diferença está unicamente no modo de se oferecer; porquanto o sacrifício da Cruz foi feito com derramamento de sangue, e o sacrifício da Missa é incruento. No primeiro Jesus Cristo morreu verdadeiramente, no segundo morre de morte mística.

Por isso todos os sacrifícios antigos, apesar da grande glória que deram a Deus, não foram senão uma sombra e figura de nosso sacrifício do altar. Todas as honras que jamais têm dado e darão a Deus os anjos com os seus louvores, os homens com as suas boas obras, penitências e martírios, e mesmo a divina Mãe com a prática das mais sublimes virtudes, nunca chegaram nem poderão chegar a glorificar o Senhor tanto como uma só Missa. A razão é que todas as horas das criaturas são honras finitas, mas a glória que Deus recebe no sacrifício do altar, no qual se Lhe oferece uma vítima de valor infinito, é uma glória igualmente infinita. — Numa palavra, a Missa é uma ação pela qual se tributa a Deus a maior honra que Lhe pode ser tributada. Pela Missa cumprimos o nosso dever primário, sublime e essencial, o de louvarmos a Deus segundo a sua grandeza: Laudate eum secundum multitudinem magnitudinis eius.
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A SANTA MISSA NOS LIVRA DE UMA MULTIDÃO DE MALES

Resultado de imagem para missa tridentinaAcreditai que, além dos favores que solicitamos na Santa Missa, nosso Boníssimo Deus nos concede muitos outros sem que o peçamos. É o que ensina claramente São Jerônimo: Absque dúbio dat nobis Dominus quod in Missa petimus; et, quod magis est, saepe dat quaod non petimus. “Sem dúvida alguma, o Senhor nos dá todas as graças que pedimos na Santa Missa, contanto que nos sejam de vantagem; mas, o que é mais admirável, muitas vezes nos dá o que não pedimos”. 

Podemos dizer, por isso, que a Santa Missa é o Sol do gênero humano espalhando seus raios sobre os bons e sobre os maus, e alma não há tão pérfida sobre a Terra que, assistindo à Santa Missa, dela não aufira qualquer grande bem, e muitas vezes mesmo sem nele pensar ou pedi-lo. 

Santo Antonino conta que um dia dois jovens libertinos passeavam numa floresta. Um deles havia assistido à Santa Missa e o outro não. Levantou-se subitamente furiosa tempestade, e no meio dos trovões e relâmpagos ouviram eles uma voz que clamava: “Mata! Mata!” No mesmo instante o raio esbraseou o ar e feriu aquele que não assistira à Santa Missa. O companheiro, apavorado, prosseguiu o caminho buscando um refúgio, quando ouviu novamente a mesma voz, que repetia. “Mata! Mata!” O pobre rapaz nada mais esperava senão a morte. Uma outra voz, porém, respondeu: “Não posso, pois ele assistiu à Santa Missa. A Santa Missa a que ele assistiu impede-me de feri-lo”. 

Oh! Quantas vezes DEUS não vos livrou da morte, ou, pelo menos, de numerosos e graves perigos, graças às Santas Missas a que tiverdes assistido! Disso nos assegura São Gregório no quarto de seus Diálogos: “Per auditionem Missae homo liberatur a miltis malis at periculis”, diz o santo Doutor. “Sim, é verdade que aquele que assiste devotamente à Santa Missa será preservado de muitos males e perigos, se bem que disto não se aperceba”. Continuar lendo

PRIMEIRA MISSA DO REVMO. PE. FLÁVIO DE MORAIS

O Revmo. Pe. Flavio de Morais celebrou sua primeira Missa solene, no domingo – 18 de dezembro (IV domingo do Advento), assistido pelo seu Pai espiritual Dom Lourenço, monge beneditino, que lhe dirigiu profundas e comoventes palavras durante o sermão para prepara-lo para sua nova e sublime missão, e acompanhado também por seus colegas de seminário que lhe assistiam como ministros, o novo padre ofereceu com grande devoção a Hóstia imaculada e o Cálice da eterna salvação, para a maior glória de Deus e a santificação das almas. 

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes

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Sobre a ordenação do Revmo. Pe. Flavio de Morais e a elevação ao Diaconato de outros 5 seminaristas (entre eles 3 brasileiros), clique aqui.

DA ASSISTÊNCIA À SANTA MISSA

missaImmolabit (agnum) universa multitudo filiorum Israel — “Toda a multidão dos filhos de Israel imolará (um cordeiro)” (Ex. 12, 6).

Sumário. Para ouvir a missa com devoção, devemos ter bem presente que o sacrifício do altar é o mesmo que foi um dia oferecido no Calvário, posto que se ofereça sem derramamento de sangue. Avivemos, pois, a nossa fé, e, quando assistirmos aos augustos mistérios, afiguremo-nos que em companhia de Maria Santíssima e de São João estamos ao pé da árvore da Cruz, para oferecer ao Pai Eterno a vida de seu Filho adorável. E, quando tivermos a ventura de comungar, façamos que bebemos o Sangue preciosíssimo do Coração amável de Jesus Cristo.

Para ouvir a missa com devoção, devemos ter bem presente que o sacrifício do altar é o mesmo que foi oferecido um dia no Calvário; com esta diferença: que ali o sangue de Jesus se derramou realmente, e aqui só se derrama misticamente. Se então tivesses estado no Calvário, com que devoção e ternura terias assistido a tão sublime sacrifício! Aviva, pois, a tua fé e pensa que a mesma oferenda de então se renova sobre o altar pela mão do sacerdote. Por isso, cada vez que assistires à missa, afigura-te que em companhia de Maria Santíssima e de São João te achas ao pé da árvore da Cruz, para ofereceres a Deus Pai a vida de seu adorável Filho. Se tiveres ainda a ventura de comungar, faze que da chaga do sagrado Coração de Jesus estás bebendo o seu preciosíssimo Sangue.

Além disso deves lembrar-te que o assistir à missa é de algum modo oferecê-la; porque o sacerdote, sendo ministro público, obra, fala e ora em nome de todos os fiéis e em particular daqueles que assistem. De modo que, ouvindo devotamente a missa, também tu, posto que não sejas sacerdote, ofereces de algum modo a Deus um sacrifício de valor infinito, e pagas-Lhe, segundo a justiça, as quatro grandes dividas que Lhe deves: a de honrá-Lo tanto como merece a sua grandeza; a de satisfazer-Lhe, conforme exige a sua justiça; a de agradecer-Lhe à proporção da sua liberalidade; e finalmente a de pedir-Lhe tudo o que exige a nossa miséria. Continuar lendo

PELA SANTA MISSA PODEMOS OBTER TODAS AS GRAÇAS DE QUE NECESSITAMOS

Resultado de imagem para missa fsspxNão termina, porém, aí a soberana utilidade da Santa Missa, pois ela nos permite ainda cumprir a quarta obrigação que temos para com DEUS: Orar e pedir-lhe (necessários) novos favores.

Já sabeis quão grande são vossas misérias, tanto de corpo como de alma, e. pro consequência, a Necessidade que tendes de recorrer a DEUS, a fim de que a todo momento Ele vos assista e vos socorra, pois só Ele é o Autor e o Princípio de todos os nossos bens temporais e eternos. Mas, doutra parte, ousaríeis pedir-Lhe novos benefícios, vendo a suprema ingratidão com que tendes correspondido às suas graças anteriores? 

Não vos servistes, talvez, mesmo dessas graças para ofendê-Lo? Todavia, tende confiança! Pois, se não mereceis essas graças, JESUS mereceu-as por vós, e para este fim. Ele quis ser, na Santa Missa, uma Hóstia pacífica, isto é, um Sacrifício impetratório para obter-nos de Seu PAI tudo aquilo de que temos necessidade. Sim, sim, na Santa Missa, nosso adorável JESUS, o primeiro e Sumo Pontífice, recomenda a Seu PAI a nossa causa e intercede por nós, constituindo-se nosso amoroso e incomparável Advogado.

E se soubéssemos que a augusta Virgem unia suas preces às nossas, para nos alcançar a graça que desejamos; que confiança não teríamos, de ser atendidos? Que confiança, portanto, que segurança não devemos ter, sabendo que na Santa Missa o próprio JESUS pede por nós e se faz nosso Advogado? Continuar lendo

FOTOS DA SOLENIDADE DE CRISTO REI EM TORONTO (CAN) – 2016

Realizada ontem (30/10), na Igreja da Transfiguração, em Toronto/Canadá.

Dia especial também que marcou os 25 anos da criação da Capela (FSSPX).

Créditos das fotos à nossa amiga Gercione Lima.

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PELA SANTA MISSA AGRADECEMOS DIGNAMENTE A DEUS TODOS OS BENEFÍCIOS

Resultado de imagem para missa fsspxA terceira dívida ou obrigação é a do reconhecimento pelos benefícios de que nos cumulou carinhosamente nosso DEUS. Computai todos os favores que dele tendes recebido, os bens da natureza e da Graça, o corpo, a alma, os sentidos, as faculdades, a saúde, a vida… A própria Vida, enfim, de seu Filho JESUS, e a Morte que por nós sofreu, elevam além de qualquer medida a divida de gratidão que temos para com DEUS. Como poderemos agradecer-Lhe suficientemente?

Se, duma parte, a lei da gratidão é observada mesmo pelos animais selvagens, que às vezes mudam sua ferocidade em afeição àqueles que lhe fazem bem (como quando recebem alimento ou um afago carinhoso), quanto mais deverá ser ela observada entre os homens, dotados de razão e tão prodigiosamente favorecidos pela liberalidade de DEUS! Doutra parte, porém, nossa miséria é tão grande que não temos sequer o meio de satisfazer pelos menores benefícios recebidos de DEUS. Pois o menor de todos, provindo das Mãos de tão grande REI e acompanhado dum Amor infinito, adquire um preço infinito e nos obriga a um reconhecimento também infinito. Infelizes que somos! Se não podemos suportar o peso de um só benefício, como poderemos arcar com o fardo de Graças inumeráveis?

Sendo assim, portanto, estaremos destinados à triste contingência de viver e morrer ingratos para com nosso Benfeitor. Consolai-vos, porém, pois o meio de dar ações de graças suficientes ao Boníssimo DEUS nos é ensinado pelo rei Davi, que, contemplando com espírito profético o Divino Sacrifício, confessava que só ele bastava para dar a DEUS ações de graças adequadas. “Quid retribuam Domino proomnibusquaeretribuitmihi?”, perguntava. “Que retribuirei ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?” Continuar lendo

A SANTA MISSA É UM MEIO EFICAZ PARA OBTERMOS AS GRAÇAS DE DEUS

Santa MissaIn omnibus divites facti estis in illo — “Em todas as coisas fostes enriquecidos nele” (1 Cor, 1, 5).

Sumário. Posto que o Senhor esteja sempre disposto a nos conceder as suas graças, dispensa-as todavia com mais largueza no tempo da missa aos rogos do sacerdote, juntos aos de Jesus Cristo que é o oferente principal. Os mesmos anjos aproveitam o tempo da missa para intercederem mais eficazmente em nosso favor; e o que então se não obtém, obter-se-á dificilmente em outro tempo. Que tesouros podemos, pois, ajuntar pela celebração devota do divino sacrifício e pela sua devota assistência!

I. Considera que a santa missa é um verdadeiro sacrifício impetratório, isto é, instituído para alcançar de Deus os auxílios e as graças de que necessitamos. É uma verdade da fé que o Pai Eterno dispensa seus favores sempre que forem pedidos pelos merecimentos de Jesus Cristo: Si quid petieritis Patrem in nomine meo, dabit vobis (1) — “Se pedirdes alguma coisa a meu Pai em meu nome, Ele vô-la dará”. Observa, porém, São João Crisóstomo, que no tempo da missa Deus os dipensa com maior largueza aos rogos do sacerdote, porque estes então são acompanhados e reforçados pelos rogos do próprio Jesus Cristo, o oferente principal, que neste sacrifício se oferece ao Pai, afim de nos obter as graças. Pelo que um grande servo de Deus dizia: Quando celebro e tenho Jesus Cristo na mão, alcanço tudo que desejo.

Se soubéssemos que todos os Santos do paraíso, em união com a divina mãe, intercedem por nós, que confiança não teríamos de tudo suceder para nosso proveito? Pois bem, é certíssimo que um só pedido de Jesus Cristo vale infinitamente mais do que todos os pedidos dos Santos. Este pedido, posto que, na palavra de São Paulo, Jesus Cristo o faça por nós continuamnete no céu (Qui etiam  interpellat pro nobis (2)  — “Que também intercede por nós”) fá-lo todavia especialmente na hora da missa, na qual se renova o sacrifício da Cruz. Continuar lendo

O ÓDIO DE SATANÁS CONTRA A MISSA (TRIDENTINA)

SntMssFonte: FSSPX Sudamerica – Tradução: Sensus fidei

Em 1957 Jean Ousset publicava sua obra-prima, “Para que Ele reine”. O texto a seguir se encontra nas primeiras edições, tanto francesas como espanholas. Em perfeito acordo com a doutrina tradicional da Igreja, o autor mostra-nos aqui como a Missa (Tridentina) está no centro do combate apocalíptico que se desenvolve entre a revolução satânica e a Igreja. Com esta precisão, no entanto: a Missa sim, mas “a Missa dita e bem dita”, ou seja, de acordo com a vontade mesma de Deus expressa pelos sagrados cânones da Igreja.

Consideremos que a Missa nova como celebrada hoje, ainda não tinha sido inventada pelo Padre Bugnini, de infeliz memória, mas já se começava a difundir no clero um espírito de inovação que logo acabaria em desastre conciliar e pós-conciliar.

Estas páginas são admiráveis e merecem ser lidas e meditadas por todos os que desejam trabalhar de forma eficaz “para que Ele reine”. Trata-se, em primeiro lugar, pela Missa que Nosso Senhor reinará nos corações e nas instituições sociais ou políticas para que as almas se salvem.

Mons. Lefebvre aprovou integralmente não só o livro, mas também a obra da Cidade Católica, com todos os princípios doutrinais e modos de ação que ela professava e que o livro expõe.

Ignoramos as razões pelas quais este capítulo fundamental sobre a Missa foi suprimido das edições posteriores.[1] Mas é evidente que ele não se encaixa absolutamente nem com os novos ensinamentos ecumênicos e liberais do Concílio Vaticano II, nem com o rito reformado da nova missa que os expressa. Continuar lendo