A CIDADE DA GRAÇA CRISTÃ – PELO PE. CALMEL

50 ANOS DA DECLARAÇÃO DO PE. CALMEL | DOMINUS EST

Retirado do livro: Les Mystères du royaume de la Grâce, Pe. Calmel – Tradução: Dominus Est

Sob mais de um aspecto, a Igreja de Deus pode ser definida como a cidade da graça cristã. Primeiro, no sentido óbvio de que o autor e dispensador de toda a graça, o próprio Jesus, permaneceu presente em sua Igreja por meio da Eucaristia; Ele está presente está alí em virtude de uma presença que não é diminuída e nem atenuada. Jesus em pessoa reside sempre em Sua Igreja, tão realmente presente quanto está presente à direita do Pai, tão realmente imolado quanto no Calvário, embora a presença e a imolação se realizem de modo sacramental. O autor da graça está para sempre presente em sua Igreja, não cessando de alcançá-la por contato sacramental e de cumulá-la de graças. Ele faz isso por meio de seus ministros, em virtude de poderes hierárquicos sobrenaturais, de sorte que a Igreja é constituída ao mesmo tempo como verdadeira cidade e como cidade santa.

A Igreja é ainda cidade da graça, no sentido de que a função própria e reservada dessa sociedade é de ordem sobrenatural; os poderes indestrutíveis conferidos à sua hierarquia asseguram, com a assistência indefectível do Espírito Santo, dois grandes tipos de função: por um lado, manter intacta e explicar a revelação definitiva dada por Nosso Senhor em vista de nossa salvação, de nossa vida segundo a graça; por outro lado, conferir os sacramentos, que são os sinais eficazes da graça, que nos configuram a Jesus Cristo e, ao menos para três deles, nos marcam com um caráter. Continuar lendo

A FSSPX ENVIA A TODOS OS BISPOS ITALIANOS UMA PUBLICAÇÃO SOBRE FUTURAS SAGRAÇÕES

O Distrito da FSSPX na Itália enviou a todos os bispos residentes no país um livro, recém-publicado, no qual reitera as razões implícitas de suas anunciadas sagrações episcopais. O livro, publicado pela Edizioni Piane, editora oficial da FSSPX na Itália, com o eloquente título: “A Serviço da Igreja“, expõe os principais argumentos teológicos e canônicos que justificam o que D. Marcel Lefebvre, em 1988, chamou de “operação sobrevivência” da Tradição.

Fonte: FSSPX Itália – Tradução: Dominus Est

Entregue aos bispos nestes dias, o livro apresenta-se com a célebre citação de São Paulo: “Ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além daquele que já vos anunciamos, seja anátema” (Gl 1,8). Ao dizer “nós mesmos“, o Apóstolo se refere a todo o Colégio Apostólico, com Pedro à sua frente, e hoje devemos reconhecer a terrível realidade deste “evangelho” adulterado pelos próprios pastores do rebanho, que colocam as almas na necessidade de se protegerem, situação que fundamenta o direito de resistir à autoridade invocado pela Fraternidade São Pio X.

Este gesto pretende ser, escreve o Superior do Distrito, D. Gabriele D’Avino, em sua carta de apresentação aos Bispos, “um convite para renovar a reflexão sobre a crise” na Igreja e sobre a batalha que que é necessária empreender para contribuir para a sua restauração, na esperança de “poder proporcionar, com esta contribuição, um caminho comum de reflexão, estudo e debate, sempre e somente no interesse das almas e para a maior glória de Deus”. Continuar lendo

O COQUETEL INFERNAL DO LIBERALISMO E O MÉTODO REVOLUCIONÁRIO DE ENVENENAMENTO

O coquetel infernal do liberalismo e o método revolucionário de envenenamento (um texto do famoso convertido Padre Joseph Lémann)

Um texto do famoso convertido Pe. Joseph Lémann (1836-1915).

Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est

Desde o princípio, a Revolução foi venenosa, mas com arte, com habilidade; imitou e até superou as misturas de Agripina e Locusta .

Revisemos, por um momento, a Roma pagã: Locusta é uma famosa envenenadora da época dos Césares. Primeiro, ela foi incumbida de matar o Imperador Cláudio, a mando de Agripina. Em seguida, foi convocada ao conselho e incumbida de envenená-lo com engenhosidade! Um veneno de ação rápida demais tornaria evidente o assassinato de Cláudio. Um veneno de ação lenta demais lhe daria tempo para perceber o crime e garantir os direitos de Britânico, seu filho. Locusta compreende e encontra algo sofisticado em termos de venenos, que perturbará sua razão e extinguirá lentamente sua vida. Um eunuco fez o infeliz César beber esse veneno, colocando-o em um cogumelo, que ele saboreia com prazer: ele morre atordoado!

Um ano depois, Locusta se livrou de Britânico, que era um obstáculo para Nero. Desta vez, não lhe pediram um veneno lento, tímido e secreto, como aquele que ela havia preparado com tanta elegância para Cláudio, mas sim um veneno ativo, rápido e fulminante. Britânico caiu morto à mesa imperial. Continuar lendo

ASSASSINATO EM 33º GRAU: A INVESTIGAÇÃO DE GAGNON SOBRE A MAÇONARIA NO VATICANO

Assassinato em 33º Grau: A Investigação de Gagnon Sobre a Maçonaria no  Vaticano (Volume 1) | Amazon.com.br

Por Dardo Juan Calderón

Fonte: Adelante la Fe – Tradução: Dominus Est

[Nota do editor: o livro foi publicado, no Brasil, pela Editora Flos Carmeli – veja aqui]

Eis aqui um livro concebido com toda a técnica literária norte-americana para ser sucesso de vendas. Muito bem escrito, muito ameno, com humor e todas as surpresas de roteiro cinematográfico ou de novela de folhetim. Pode-se ler em algumas horas, esperando que aconteça o que promete o título – o que não acontece – mas não importa! o “embuste” de um título com “gancho” perdoa-se facilmente porque você se divertiu e diz: “que bobeira!… isso de infiltração maçônica nunca poder-se-á saber com ciência certa, tampouco a segurança de que houve tal assassinato, ou se existiu tal informe que ninguém viu. Mas dá-nos meios de ter a ideia mais conveniente à nossa fantasia!”

Devemos reconhecer que nenhum livro é “um” livro, mas tantos livros quanto são seus leitores e, em nosso caso, a perspectiva é a partir do mais antiquado “tradicionalismo”, lugar que nos leva às provisórias conclusões que aqui se arriscam e que se fazem desde a comodidade e gratidão de estar fora da ardilosa litis que se conta, longe dos dois bandos, e com a vantagem de ser um observador distante que se alimenta do Vetus Ordo.

Trata-se da luta de dois bandos que dura grande parte do século XX, dentro do Vaticano. Bandos que lutam pelo domínio do governo burocrático, perante uns Papas que não fedem nem cheiram. Melhor dizendo, às vezes fedem e às vezes cheiram, segundo lhes é inspirado o temor. Temor de serem os protagonistas de uma quebra ou cisma da Igreja, cisma que, como a espada de Dâmocles, pendeu sobre suas cabeças fazendo-lhes correr o risco de ficar com o descrédito histórico e eterno de ser, para a posteridade e perante Deus, não o Piloto da Barca de Pedro mas o Capitão do Titanic. Continuar lendo