
Retirado do livro: Les Mystères du royaume de la Grâce, Pe. Calmel – Tradução: Dominus Est
Sob mais de um aspecto, a Igreja de Deus pode ser definida como a cidade da graça cristã. Primeiro, no sentido óbvio de que o autor e dispensador de toda a graça, o próprio Jesus, permaneceu presente em sua Igreja por meio da Eucaristia; Ele está presente está alí em virtude de uma presença que não é diminuída e nem atenuada. Jesus em pessoa reside sempre em Sua Igreja, tão realmente presente quanto está presente à direita do Pai, tão realmente imolado quanto no Calvário, embora a presença e a imolação se realizem de modo sacramental. O autor da graça está para sempre presente em sua Igreja, não cessando de alcançá-la por contato sacramental e de cumulá-la de graças. Ele faz isso por meio de seus ministros, em virtude de poderes hierárquicos sobrenaturais, de sorte que a Igreja é constituída ao mesmo tempo como verdadeira cidade e como cidade santa.
A Igreja é ainda cidade da graça, no sentido de que a função própria e reservada dessa sociedade é de ordem sobrenatural; os poderes indestrutíveis conferidos à sua hierarquia asseguram, com a assistência indefectível do Espírito Santo, dois grandes tipos de função: por um lado, manter intacta e explicar a revelação definitiva dada por Nosso Senhor em vista de nossa salvação, de nossa vida segundo a graça; por outro lado, conferir os sacramentos, que são os sinais eficazes da graça, que nos configuram a Jesus Cristo e, ao menos para três deles, nos marcam com um caráter. Continuar lendo


























