VISITA APOSTÓLICA DE D. ALFONSO DE GALARRETA AO GABÃO

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

O Gabão – tão querido por Mons. Marcel Lefebvre, fundador da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, uma vez que foi missionário lá – foi a primeira parada das visitas apostólicas quer serão feitas pelo Primeiro Assistente Geral, na África.

D. Alfonso de Galarreta, Bispo Auxiliar da FSSPX, começou com uma visita de cinco dias a Libreville, de 9 a 13 de novembro de 2018.

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Em 9 de novembro de 2018, o Primeiro Assistente Geral desembarcou em solo gabonês. No dia seguinte, D. de Galarreta celebrou a missa do catecismo da Missão, que acontece todos os sábados às 10h, entre duas horas de aula. Nada menos que 250 estudantes puderam desfrutar do discurso que o bispo preparou para a ocasião. 

A Missão transformou-se numa verdadeira colmeia, cada uma fazendo seu melhor para finalizar os preparativos finais da cerimônia de confirmação marcada para o dia seguinte. 

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No domingo, 11 de novembro, antes de iniciar a Missa Pontifical, 56 crianças e adultos foram marcados com o selo de soldados de Cristo. Este lindo dia terminou com a cerimônia das Vésperas Pontificais.  

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No dia seguinte D. de Galarreta visitou a escola das meninas que está sob o patrocínio de Nossa Senhora da Providência. E assim, 163 pequenas “cabeças verdes” – assim chamadas em razão de seu uniforme, desenhado pelas mãos experientes das Irmãs da Fraternidade São Pio X – participaram com devoção da missa celebrada pelo bispo. 

À tarde, o Primeiro Assistente visitou o canteiro de obras da futura escola, que está sob a enérgica direção do Sr. Josef Huber. 

Na terça-feira 13 de novembro, foi a vez dos 250 alunos do “Juvenato” do Sagrado Coração acolherem o visitante que terminou, no meio da juventude gabonesa – o futuro do país – sua jornada nesta terra em que D. Lefebvre jamais evocou sem demonstrar emoção. 

Nas primeiras horas da manhã de 14 de novembro, D. de Galarreta viajou para Lagos, na Nigéria, onde uma escolta o recebeu o conduzi-o em segurança ao priorado de Enugu, no sudeste do país. 

UM GESTO NOBRE DE CARIDADE

CAPELAPrezados amigos, prezados leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

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Que Nossa Senhora os conduza ao caminho da santidade.

O ÓDIO DOS DEMÔNIOS CONTRA O MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO

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Fonte: Hojitas de Fe, nº 14, Seminário Nossa Senhora Corredentora, FSSPX
Tradução:
Dominus Est

Com o tempo do Advento da Igreja inicia-se um novo Ano litúrgico. Este tempo está especialmente orientado a representar-nos a longa espera do Redentor prometido. Por isso conta com quatro semanas, em recordação dos quatro mil anos que a humanidade teve de esperar o libertador que a redimiria do pecado. É, pois, um tempo ordenado a preparar o mistério da Encarnação do Senhor, ou melhor dizendo, a preparar nossas almas para receber as graças contidas na Encarnação do Verbo de Deus.

Este mistério da Encarnação, segundo o sentir dos mais ilustres teólogos católicos, dividiu em dois grandes grupos todo o mundo criado, tanto o angélico como o humano. Por essa razão, mostraremos essa verdade com certo comedimento, para sabermos como dar à Natividade do Senhor e à conveniente preparação do Advento, a importância que realmente têm.

Três pontos aqui são dignos de consideração:

• em primeiro lugar, a revelação feita aos anjos do mistério da Encarnação;

• em seguida, a rebelião de muitos deles contra este mistério, por orgulho e inveja;

• finalmente, a ação do demônio para impedir a realização do mistério da Encarnação, ou pelo menos frustrá-lo em seus frutos de salvação para as almas. Continuar lendo

COMUNICADO DA CASA GERAL DA FSSPX SOBRE O ENCONTRO ENTRE O CARDEAL LADARIA E D. DAVIDE PAGLIARANI

Fonte: FSSPX Itália – Tradução: Dominus Est

Na quinta-feira, 22 de novembro, D. Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, esteve em Roma, a convite do Cardeal Luis Ladaria Ferrer, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. D. Davide foi acompanhado por D. Emanuele du Chalard. O Cardeal Ladaria foi assistido por Mons. Guido Pozzo, Secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei .

O encontro foi realizado nos escritórios da Congregação para a Doutrina da Fé, das 16h30 às 18h30. Seu objetivo era permitir que o cardeal Ladaria e D. Pagliarani se reunissem pela primeira vez e fizessem juntos um balanço das relações entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X, depois da eleição do novo Superior Geral em julho passado.

Durante o encontro com as autoridades romanas, lembrou-se que o problema fundamental é de natureza puramente doutrinária, e nem a Fraternidade nem Roma podem eludi-lo. É precisamente por causa dessa irredutível divergência doutrinal que todas as tentativas de redigir um esboço de uma declaração doutrinal aceitável para ambos os lados fracassaram nos últimos 7 anos. Por isso que a questão doutrinal permanece absolutamente primordial.

A própria Santa Sé não diz nada de diferente quando afirma solenemente que o estabelecimento de um estatuto jurídico para a Fraternidade não poderá ser feito senão após a assinatura de um documento de caráter doutrinal.

Portanto, tudo leva a Fraternidade a retomar a discussão teológica, consciente que Deus não lhe pede, necessariamente, que convença seus interlocutores, mas que ofereça à Igreja o testemunho incondicional da Fé.

O futuro da Fraternidade está nas mãos da Providência e da Santíssima Virgem Maria, como demonstra toda a sua história, desde a sua fundação até hoje.

Os membros da Fraternidade não querem fazer outra coisa senão servir a Igreja e cooperar efetivamente em sua regeneração, a fim de dar vida pelo seu triunfo, se assim necessário. Mas não lhes cabe escolher os meios, nem os fins que somente a Deus pertence.

Menzingen, 23 de novembro de 2018

OS PAIS VERDADEIROS DE QUE PRECISAMOS

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A necessidade de nosso tempo é formar homens de caráter que se tornem autênticos líderes espirituais de suas famílias. Infelizmente, o liberalismo infectou tanto as nossas mentes, que mesmo entre católicos tradicionais homens verdadeiros se tornaram raros. Nosso propósito neste artigo é fornecer alguns conselhos úteis sobre um dos mais sérios problemas do mundo moderno ― a ausência de pais verdadeiros ― recorrendo à robusta doutrina de Santo Tomás de Aquino contida na Summa Theologica. Ao apresentar a substância dos princípios luminosos do Doutor Angélico em linguagem simples, esperamos que todos possam tirar proveito de sua sabedoria.

É no estudo de Santo Tomás sobre a virtude da fortaleza, freqüentemente identificada com a coragem, que encontraremos muitos dos elementos de que precisamos. Em latim, uma das palavras possíveis para fortaleza é “virtus” (que também significa virtude). A raiz dessa palavra é “vir”, que significa “homem”. Vê-se assim que a masculinidade está associada à coragem. Para que tenhamos verdadeiros pais, precisamos de verdadeiros homens; e verdadeiros homens são homens fortes. Mas o que é exatamente a força? Santo Tomás explica que a fortaleza é uma virtude moral relacionada com o perigo. O homem encontra muitos males ameaçadores durante sua existência e tem de encará-los de maneira razoável controlando seu medo; é a coragem que permite que o homem lide com essas dificuldades e obstáculos. Há dois atos que fluem dessa virtude: o ataque e a defesa. Por isso, a fortaleza será divida em magnanimidade, que pode ser traduzida como “grandeza de alma” (magna anima), e perseverança. A magnanimidade é o que faz com que alarguemos o nosso coração e empreendamos uma grande obra com confiança. A perseverança permite que permaneçamos firmes e resistamos ao mal por um longo tempo, resistindo à tentação de desistir.

O problema é que o pecado original danificou severamente nossa natureza humana, levando a certa perda de nossa antiga inclinação para o bem. Uma das desordens introduzidas pelo pecado original é a ferida da fraqueza, que debilita a fortaleza. Desde a queda de Adão, não é fácil ter coragem; tendemos a cair em pecados que se opõem à fortaleza. Por exemplo, o pecado da pusilanimidade (ou pequenez de alma) leva-nos a subestimar nosso próprio poder e, conseqüentemente, à paralisia. Vemos um exemplo claro dessa disposição desafortunada na história do Evangelho sobre o servo que enterrou no chão o talento de seu senhor por medo da severidade de seu mestre, em vez de se munir de esperança e fazer o talento frutificar. Ele tinha os dons necessários para realizar a tarefa, mas por desânimo não teve coragem de agir, pensando que o encargo estava além de sua capacidade. Continuar lendo

CONFRARIA DOS HOMENS PARA A CASTIDADE

Dom Lourenço Fleichman OSB
Capelão responsável

Confraria dos Homens para a Castidade é uma iniciativa da Capela Nossa Senhora da Conceição, de propor a todos os homens católicos, jovens e adultos, solteiros, casados ou viúvos, um combate mais eficaz e duradouro contra a pornografia e os pecados de impureza que assolam a sociedade moderna de modo assustador. S. Excelência, Dom Alfonso de Galarreta aprovou oficialmente a criação da Confraria.

Oferecemos esta Confraria, este combate singular, aos homens e não às mulheres, por acreditarmos que os homens devem recuperar seu papel na sociedade familiar e na sociedade civil. Papel este deixado de lado por 200 anos de Liberalismo, de hedonismo e de decadência moral da humanidade. Se um homem recupera sua saúde espiritual e a fortaleza própria do seu estado, as mulheres de sua casa, sejam elas mãe, irmãs, esposa ou filhas, seguirão o exemplo dos homens fortes e castos. O resultado esperado é o restabelecimento da ordem da natureza na sociedade, com os homens sendo valorosos, fortes, virtuosos, e as mulheres se espelhando no belo exemplo dos soldados de Cristo para serem elas também santas e virtuosas.

Mas, por favor, não vejam nessa distinção nenhuma sombra de desprezo ou diminuição do papel das mulheres. Não se trata de nada disso, pois é uma questão de vida espiritual, e não de vida social. A espiritualidade masculina é diferente da espiritualidade feminina. A Confraria trabalha nos homens, para favorecer toda a sociedade. Os homens castos elevarão a casa e a cidade a uma vida sob o domínio da graça. Isso é o que importa. Continuar lendo

AS ALMAS DO PURGATÓRIO

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FonteHojitas de Fe, 11 | Seminário Nossa Senhora Corredentora, FSSPX
Tradução:
Dominus Est

A Igreja, durante todo o mês de novembro, após ter honrado e exaltado seus filhos do céu, e invocado sua intercessão, não quer esquecer seus filhos do Purgatório. Dedica a eles a Comemoração dos Fiéis Defuntos, e dá indulgências especiais durante os primeiros oito dias de novembro, e consagra todo este mês a orar pelas almas dos defuntos. No que nos diz respeito, três motivos devem nos levar a interessar-nos por estas santas almas:

1º Primeiramente, porque são almas necessitadíssimas de nossa misericórdia e de nossos sufrágios: “Estive na prisão e me visitastes”.

2º Depois, porque um dia nós teremos que encontrá-las no Purgatório (se a bondade de Deus assim o permitir), razão pela qual muito nos interessa saber o que é dessas almas, qual é seu estado, como Deus as trata…

3º Finalmente, porque muitas vezes imaginamos o Purgatório como o lugar da justiça de Deus, de uma justiça inflexível, de uma justiça sem misericórdia: quando, na realidade, é ao contrário uma invenção da misericórdia de Deus, mesmo que seja uma misericórdia em que o homem já não pode mais merecer e deve reparar todos os pecados de sua vida.

Detenhamo-nos neste último ponto, considerando as três razões pelas quais a misericórdia divina se manifesta no Purgatório: • primeiro, no amor que as três Pessoas divinas têm por essas almas abençoadas; • segundo, no amor e na conformidade que essas almas têm para com Deus; • terceiro, no próprio sofrimento que essas almas têm que suportar. Continuar lendo

AS 5 FUNDADORAS DO MOSTEIRO DE SÃO JOSÉ (EUA) RECEBEM SEUS HÁBITOS BENEDITINOS

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Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Desde a época de São Bento e Santa Escolástica, santos irmãos, houveram mosteiros beneditinos, tanto masculinos como femininos, frequentemente fundados perto um do outro em memória da proximidade da primeira família beneditina.

Desde que Monsenhor Lefebvre abençoou a fundação do mosteiro beneditino para os homens nos Estados Unidos, em 1991, o Mosteiro de Nossa Senhora de Guadalupe, os monges foram questionados inúmeras vezes por jovens senhoras: “Quando haverá um convento beneditino nos Estados Unidos para meninas americanas? ” Mas com o passar dos anos, apesar do grande desejo, orações e esforços, parecia que um convento nunca seria fundado. Os próprios monges estavam engajados em realizar verdadeiros esforços heroicos para sobreviverem e construírem seu próprio mosteiro no meio das extremas dificuldades causadas pelo terreno rochoso, seco e implacável de uma árida montanha localizada no sudoeste do Novo México. Então, por 25 anos ou mais, as jovens senhoras de língua inglesa que sentiam o chamado para se unirem às Beneditinas não tinham outra opção senão deixar sua terra natal e sua cultura, aprender uma nova língua e entrar em um convento beneditino francês. Este inconveniente acabou por ser uma situação muito difícil para muitas.

Mas, anos de esperança, orações e sacrifícios finalmente deram frutos no tempo de Deus, e Ele escolheu 2018 para ser o ano abençoado que veria, finalmente, a fundação do Mosteiro de São José, um convento beneditino América do Norte! Este convento foi fundado com a bênção, especial patrocínio e caridade de Sua Excelência D. Bernard Fellay. Em fevereiro de 2018, ele pregou pessoalmente o primeiro retiro e orientou 10 jovens que estavam considerando fortemente a vida beneditina. Cinco delas iniciaram imediatamente seu postulado e, em 17 de outubro, estavam prontas para se tornarem noviças e, oficialmente, fundadoras deste convento americano. D. Fellay lhes havia prometido em fevereiro que voltaria e oficiaria esta cerimônia, e para o deleite de ambas as comunidades, pôde cumprir sua promessa.

Muitas outras jovens visitaram o convento neste ano, e algumas logo se juntarão em breve, enquanto outras tem discernido com seus diretores espirituais que podem entrar sem dificuldade.

As fundadoras são os frutos das paróquias da FSSPX e estão felizes por terem se unido ao ramo contemplativo da grande obra da Tradição. O Mosteiro de Nossa Senhora de Guadalupe e o Mosteiro de São José pedem suas orações pela perseverança de suas vocações, e também pedem sua ajuda para construir mais celas para as excelentes vocações que batem à sua porta.

A ACEITAÇÃO CRISTÃ DA MORTE E A GRAÇA DA PERSEVERANÇA FINAL

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Fonte: Hojitas de Fe, 261 | Seminário Nossa Senhora Corredentora, FSSPX Tradução: Dominus Est

No trabalho da santificação não basta começar bem, nem sequer progredir muito e por longo tempo; o mais necessário de tudo é terminar bem, pois em todas as coisas “o fim é que coroa a obra”. Por isso toca-nos examinar, a modo de conclusão final, a boa morte considerada sob um duplo aspecto: 1º como coroação de todo o trabalho de renúncia e mortificação; 2º como coroação de todo nosso trabalho de santificação.

1º A aceitação cristã da morte, coroação de todo o trabalho de mortificação e renúncia ao pecado.

Considerada à luz da fé, a morte aparece como a penitência por excelência para expiar os pecados cometidos, e como o sacrifício por excelência para unir-nos ao holocausto do Calvário.

1 – A morte, cristãmente aceita, constitui a penitência por excelência para reparar nossos pecados. Temos as provas disso:

  1. Na vontade formal de Deus. Todas as penitências suportadas ao longo da vida são contas parciais e antecipadas; o pagamento total que a justiça divina exige por nossas dívida é a morte. Assim o decretou Deus desde que o pecado entrou no mundo: “Morrerás indubitavelmente” (Gn 2 17); assim o proclama São Paulo: “O estipêndio do pecado é a morte” (Rm 6 23).
  2. Na conduta de Jesus Cristo. Feito nosso fiador, Jesus Cristo expiou nossos pecados por sua morte na cruz; e por isso mesmo, também nós devemos pagar à justiça divina a parte que nos corresponde, unindo o sacrifício de nossa vida ao de Jesus Cristo.
  3. Na natureza do pecado e da morte. Todo pecado tem como princípio, um apego desordenado aos bens da terra, uma satisfação culpável dos sentidos, um ato de orgulho ou de vontade própria. Pois bem, aceitar cristãmente a morte é reparar: todos os nossos apegos desordenados, aceitando a separação desgarradora de todos os bens desta terra; todos os nossos prazeres culpáveis, aceitando a morte com todo seu cortejo de sofrimentos físicos e angústias morais;  todos os nossos atos de orgulho de vontade própria, fazendo-nos obedientes à vontade Deus até o ponto de aceitar a morte, tal como apraz ao Senhor no-la enviar, e a humilhação e o esquecimento supremo do túmulo. Por isso, os autores ascéticos veem na aceitação cristã da morte um ato de caridade perfeita, que tem a virtude de expiar todas as dívidas contraídas por nossos pecados.

2 – A morte, cristãmente aceita, é o sacrifício por excelência. Com efeito, para a criatura humana: • aceitar a destruição de seu ser para reconhecer o supremo domínio de Deus sobre ela, é oferecer à divina Majestade o mais perfeito holocausto; • aceitá-la com confiança e abandono filial para com nosso Pai celestial é terminar nossa vida pelo ato mais meritório; • aceitá-la, sobretudo, em união com Jesus e seu sacrifício da cruz, morrendo com Ele pela redenção das almas, é coroar nossa vida com o mais fecundo sacrifício, a imitação de Jesus, que converteu o infame patíbulo da cruz em um altar no qual consumou o mais perfeito sacrifício para glória de seu Pai e salvação das almas. Continuar lendo

CONTRIBUA COM A TRADIÇÃO! CONTRIBUA COM A IGREJA!

CAPELAPrezados amigos, prezados leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

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Estamos, mais uma vez, pedindo vossa ajuda nessa campanha em prol da compra de um terreno e futura construção de mais uma Capela para a Tradição e para a Santa Igreja. Sabemos que o caminho é longo e árduo, por isso, toda ajuda é importante.

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A GLÓRIA E O PODER NO LEITO DA MORTE

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Cum interierit (homo), non sumet omnia, neque descendet cum eo gloria eius — “Em morrendo, nada levará (o homem) consigo; nem a sua glória descerá com ele” (Ps. 48, 17).

Sumário. É certo que a morte não respeita nem riquezas, nem poder, nem a púrpura; e quem morre (ainda que seja príncipe) nada leva consigo para a sepultura; deixa toda a glória no leito em que expira. Como é possível que os cristãos, pensando nisto, se apeguem aos bens da terra e não deixem antes tudo para se consagrarem inteiramente a Jesus Cristo, que os julgará conforme as suas obras? Se no passado fomos tão insensatos, sejamos mais prudentes para o futuro, e tomemos a resolução de sermos sempre fiéis no serviço divino.

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Quando Filipe II, rei de Espanha, estava próximo da morte, mandou vir o filho, e, abrindo o vestido real, mostrou-lhe o peito roído pelos vermes, e disse: “Príncipe, vede como se morre e como acabam todas as grandezas deste mundo!” Com razão disse Teodoreto: “A morte não respeita riqueza, nem poder, nem a púrpura; tanto os súditos como os príncipes serão reduzidos à corrupção e à podridão.” — Quem morre, ainda que seja rei, nada levará consigo ao túmulo; deixará toda a glória no leito em que expira. Em morrendo, nada levará (o homem) consigo; nem a sua glória descerá com ele. Ó Deus! Como é possível que, pensando nisto, um cristão que crê nas verdades da fé, não deixe tudo para se consagrar inteiramente a Jesus Cristo, que nos julgará segundo as nossas obras?

Refere Santo Antonino que, depois da morte de Alexandre Magno, certo filósofo exclamou: “Eis ai: o que ontem dominava a terra é hoje por ela oprimido. Aquele cuja ambição ontem nem toda a terra bastava, contenta-se hoje com o espaço de sete palmos. Ontem corria a terra à testa dos seus exércitos; hoje, meia dúzia de homens o depositam nela.” — Mas escutemos antes o que Deus nos diz: Quid superbit, terra et cinis? (1) Ó homem, não vês que és terra e cinza? De que te ensoberbeces pois? Porque só pensas e consomes o tempo com o fim de te elevares no mundo? Virá a morte e então se dissiparão todas as tuas grandezas e todos os teus projetos: In illa die peribunt cogitationes eorum (2) — “Naquele dia perecerão todos os seus pensamentos”. Continuar lendo

FOTOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX À LOURDES (2018) – TERCEIRO DIA

Fonte: La Porte Latine (aqui e aqui) – Tradução: Dominus Est

MISSA DA SEGUNDA FEIRA – 29 DE OUTUBRO

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Foram quase 5000 fiéis que, no terceiro dia da peregrinação da Tradição, participaram da Missa solene de Nossa Senhora de Lourdes, celebrada pelo Pe. Benoit de Jorna, Superior do Distrito da França, na Basílica São Pio X de Lourdes.

O ROSÁRIO E A DESPEDIDA

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Foi o padre Joel Malassagne, Prior do Priorado St. Dominic Toulouse Gragnague  quem meditou o último rosário na Gruta, na presença dos fiéis que participaram dos três dias desta peregrinação 2018.

Após o rosário meditado, o padre Benoît de Jorna, Superior do Distrito da Françaagradeceu as autoridades do santuário, os organizadores, em particular a escola de Etcharry, as comunidades amigas e renovou a Consagração do Distrito ao Imaculado e Dorido Coração de Maria. 

Finalmente deu sua benção aos fiéis presentes, desejando-lhes que venham ainda em maior número no próximo ano.

Deo gratias!

FOTOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX À LOURDES (2018) – SEGUNDO DIA

Fonte: La Porte Latine (aquiaqui e aqui) – Tradução: Dominus Est

MISSA SOLENE DO DOMINGO – 28 DE OUTUBRO

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Dada a afluência da véspera, os organizadores suspeitavam que no dia seguinte um número recorde de peregrinos da Tradição seria alcançado, neste domingo da solenidade de Cristo Rei. E, de fato, foram mais de 7000 fiéis que, neste segundo dia de Peregrinação, queriam para ir para a Missa solene celebrada pelo Pe. Davide Pagliarani, na Basílica de São Pio X em Lourdes.

O novo Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, foi assistido por Rev. Pe Patrick Troadec, diretor do Seminário de São Cura d’Ars, em Flavigny, e pelo Pe. Pierpaolo Petrucci, novo Prior-Decano de Saint-Nicolas-du-Chardonnet .

Em seu sermão, o Superior Geral da FSSPX, disse sobre sua “tremenda alegria de poder celebrar a festa de Cristo Rei neste lugar abençoado onde a terra e o Céu se tocam, onde a terra e o Céu se tocavam há 160 anos atrás, onde a terra e o céu se encontram ainda hoje “.

Ele insistiu longamente sobre a realeza de Nosso Senhor, essa realeza rejeitada pela Igreja atual, esse reino eterno, dito por São Paulo, que Nosso Senhor remeterá ao fim dos tempos, ao seu Pai ao mesmo tempo que lhe dará todos os reinos que conquistou depois de ter aniquilado todos os principados, todos as dominações, todas as potestades deste mundo. Temos que destruir todos esses obstáculos para que Deus seja tudo em todos!

E a crise da Igreja vem da recusa deste reinado por causa dos homens da Igreja que fugiram e cujo espírito foi vencido pelo modernismo. A raiz dos males que atingem a Igreja está lá e está somente lá! “Vivemos um cristianismo moderno, um cristianismo sem cruz, sem sacrifício, sem luta, sem desejo de converter almas, em uma palavra, um cristianismo sem Cristo Rei!

ROSÁRIO NA GRUTA

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Após a missa solene no domingo, 28 de outubro, milhares de peregrinos visitaram a Gruta para recitar o rosário meditado pelo Pe. Vincent Robin, Professor da Escola Saint-Jean-Bosco de Marlieux.

Depois da recitação do rosário,o Padre Davide Pagliarani renovou a consagração da Fraternidade Sacerdotal São Pio X a Cristo Rei, Príncipe da Paz e Mestre das Nações.

VÉSPERAS E PROCISSÃO DO SANTÍSSIMO

Uma vez cantadas as Vésperas Solenes, o Santíssimo Sacramento foi exposto à adoração dos fiéis. Vai começar um dos momentos mais fortes desta peregrinação: a procissão de Nosso Senhor através da esplanada do Santuário de Lourdes, onde todos poderão adorar Cristo Rei, Príncipe da Paz e Mestre das Nações através da presença real de Deus na Hóstia

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A procissão eucarística é um grande momento de fervor popular, sempre muito aguardada pelos peregrinos e pelos habitantes da cidade mariana de Lourdes. Muitas vezes, os rostos estão repletos de seriedade e alegria interior à vista do Rei dos reis levado triunfante pelo santuário mariano.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos, 
porque redimistes o mundo pela vossa santa cruz”.

BENÇÃO DOS DOENTES COM O SANTÍSSIMO SACRAMENTO

O padre Benoît de Jorna abençoou os doentes, desenhando com o ostensório o sinal da cruz perante cada um deles. Em Lourdes, Deus vem àqueles que lutam, aqueles que sofrem, aqueles que precisam ser aliviados. 

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Como o paralítico que é descido até seu Filho, eles vieram se confiar a Ele e se entregar à sua clemência. Ao lado deles, as valentes irmãzinhas de Saint-Jean-Baptiste de Rafflay demonstraram uma caridade ímpar para atender as menores necessidades materiais de cada um deles.

As honras rendidas ao Santíssimo Sacramento não se interromperam tão cedo, porque até a meia-noite, clérigos e fiéis se revezam na imensa Basílica de São Pio X para adorar a Jesus Cristo presente na Eucaristia. Estes peregrinos vindos em massa não fizeram uma vã viagem. Eles não percorreram quilômetros nem temeram os altos e baixos da greve por um simples fim de semana prolongado de mudanças de ar ou reuniões atraentes.

Em Lourdes, eles vieram receber graças e se colocar diante de Deus realmente presente no Sacramento do Altar. Tais viagens não têm preço. Nenhuma agência turística propõe um encontro com Jesus. No entanto, em Lourdes, o peregrino permanece face a face com Deus, por intermédio de Sua Santa Mãe.

FOTOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX À LOURDES (2018) – PRIMEIRO DIA

Mais de 5.000 fiéis da Tradição vieram rezar a Nossa Senhora de Lourdes pela salvação da Igreja e pelo estabelecimento do reinado de Cristo Rei.

Fonte: La Porte Latine (aqui, aqui e aqui) – Tradução: Dominus Est

MISSA SOLENE DO SÁBADO – 27 DE OUTUBRO

No primeiro dia da Peregrinação Internacional de Cristo Rei, mais de 5.000 fiéis estiveram presentes na Missa solene celebrada pelo Pe. François Knittel, Prior do Priorado de Saint-Florent d’Urmatt, na Basílica de São Pio X de Lourdes.

Ele foi auxiliado pelo Pe. Gabin Hachette, diácono, colaborador do Priorado de Sainte-Croix pelo Pe. Morin, sub-diácono, seminarista em Ecône.

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Com as leituras da Epístola, do santo Evangelho, do sermão e do canto do Credo, a missa dos ditos catecúmenos termina e dá dar lugar à Missa dita dos fiéis que começa com os ritos do ofertório.

Durante o seu sermão, o Pe. François Knittel insistiu durante muito tempo sobre o 160º aniversário das 18 aparições de Lourdes, durante as quais a Bela Senhora declarou: “Eu sou a Imaculada Conceição”. A Santíssima Virgem, ao contrário de nós, não conheceu a fealdade do pecado, ela não perdeu sua graça santificante, nós que fomos feridos pelo pecado original.

Estando terminada a Santa Comunhão, distribuída por 30 padres da FSSPX e das comunidades amigas ​​Pe. François Knittel deu a bênção final e todos se prepararam para participar nos três estações da cruz nas planícies e montanhas de Espélugues.

A VIA SACRA DE ESPÉLUGUES

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Após a Missa onde Cristo se ofereceu por nós como uma vítima propiciatória, é sempre um grande momento de emoção realizar as duas Vias Sacras onde, em união com todos os nossos doentes, cada um oferece seus sofrimentos com uma imensa confiança em Nossa Senhora. Diante do afluxo dos fiéis às Estações da Cruz, os organizadores organizaram três grupos distintos de penitentes.

A PROCISSÃO DAS VELAS

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A procissão das velas é uma oportunidade para os peregrinos “alheios à Tradição” se juntarem às nossas orações e encontrar nessa ocasião a beleza das cerimônias do período anterior ao Vaticano II ….

Milhares de fiéis se reuniram nas planícies para uma longa e magnífica procissão de velas organizada em torno da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X e das comunidades amigas.

FOTOS DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DE NOSSA SENHORA DE LUJAN (ARGENTINA)

Fonte: FSSPX Distrito da América do Sul – Tradução: Dominus Est

No dia 14 de outubro, aconteceu a peregrinação anual do Distrito da América do Sul, do Seminário de La Reja à Luján.

Cerca de 590 fiéis de todo o nosso Distrito, vindos de diversas partes do país (Argentina) e até mesmo alguns dos países vizinhos, receberam a bênção do Distrito Superior na Igreja do Seminário, prontos para ir em peregrinação à Basílica de Nossa Senhora de Luján.

A pregação de saída foi feito pelo Pe. Fidel Puga, que nos visitou vindo do México, celebrando seus 20 anos de sacerdócio junto aos padres Mario Trejo, Gustavo Camargo e Julio Coca, este último, quem celebrou a missa solene no final da peregrinação.

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Em um dia ensolarado, mas frio, privilegiado para caminhar, andando ao som do canto das Ave Marias, do Rosário e outro dia cânticos piedosos se chegou na primeira parada na praça do General Rodriguez, depois de cerca de 12 km de marcha, onde se fez a primeira parada para reparar as forças corporais e também as espirituais: antes de retornar o caminho, padre Jesús Estevez fez uma pregação para elevar novamente os espíritos.

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Outro grande trecho de aproximadamente 12 quilômetros e chegamos à entrada da cidade de Luján, nossa conhecida parada ao lado do ACA (Automóvil Club Argentino). Lá pudemos almoçar, reparar um pouco as forças e nos preparar para o último trecho de cerca de 8 quilômetros que nos separavam da casa de nossa padroeira, a Basílica de Luján. Uma última pregação pelo Padre Luis Maria Canale e partimos para enfrentar a última parte do trajeto que, embora mais curta do que as outras duas, é realizada com todo o peso e cansaço do dia, bem como a ansiedade por chegar. Neste momento, uniram-se a nós mais alguns fiéis e nossa peregrinação alcançou aproximadamente 750 pessoas.

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No final da tarde, com o sol de pondo, chegamos ao local onde se celebrou a belísisma Missa solene. Alguns fiéis que não puderam peregrinar nos aguardavam rezando nas cadeiras da capela montada pelos sacristãos do seminário, muito bonita por sinal. O número de pessoas que participaram da missa atingiu aproximadamente 850 pessoas que cantaram entusiasmadas as melodias gregorianas com grande fervor.

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Terminada a Missa fomos em procissão até a Basílica de Luján, que, estava cheia de todos os nossos paroquianos e ali, ao pé de nossa Mãe do Céu, se renovou a consagração de todo nosso Distrito, dos sacerdotes, Priorados e fiéis, à nossa patrona, a Virgem de Luján.

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A foto final em frente à Basílica e todos pudemos retornar a nossas casas, felizes por podermos nos consagrar novamente à nossa Mãe.

PAULO VI (1887-1978), UM NOVO SANTO?

Pe. Thierry Gaudray, FSSPX – Fonte: Permanencia

No dia 5 de agosto passado, o Papa Francisco falou à multidão reunida na praça São Pedro para a oração do Angelus: “Há quarenta anos, o Beato Papa Paulo VI estava vivendo as suas últimas horas nesta terra. Morreu, de fato, na noite de 6 de agosto de 1978. Recordemos dele com muita veneração e gratidão, à espera da sua canonização, em 14 de outubro próximo. Do céu interceda pela Igreja, que tanto amou, e pela paz no mundo. Este grande Papa da modernidade, o saudemos com um aplauso, todos!

Não há dúvida que, ao canonizar Paulo VI, após tê-lo feito com João XXIII e João Paulo II, Francisco tem a intenção de confirmar os católicos nas novas orientações tomadas pela Igreja desde o Concílio, e dar um novo lustro à liturgia reformada1. Paulo VI foi, de resto, o primeiro papa a lançar mão da canonização dos santos para avalizar o Concílio, anunciando, no dia 18 de novembro de 1965, antes do seu término, portanto, a introdução das causas de beatificação de Pio XII, mas também de João XXIII2.

No entanto, quão opostos eram os julgamentos desses dois papas sobre Monsenhor Montini! Se este último foi um colaborador próximo do Cardeal Pacelli por muitos anos, em 1954 foi afastado de Roma por vontade do Papa Pio XII. O sobrinho de Paulo VI testemunhou que seu tio jamais nutriu a menor ilusão a esse respeito: “para ele, tratava-se de um drama no mais pleno sentido da palavra”3. Ainda que Pio XII não tenha julgado conveniente afastar um substituto nos assuntos ordinários da secretaria de Estado sem lhe conceder uma aparente promoção, a censura não deixava de ser notória. A Sé de Milão era tradicionalmente ocupada por um cardeal, ora “Pio XII não criou mais nenhum cardeal”, e isto “para não ter de designar Monsenhor Montini”4

João XXIII, ao contrário, no dia 4 de novembro de 1958, um pouco antes da cerimônia da sua coroação, escreveu um bilhete para Monsenhor Montini afim de anunciar que esta dignidade lhe seria brevemente conferida5, e sete anos mais tarde, no seu leito de morte, disse: “Meu sucessor será o Cardeal Montini”.  Continuar lendo

D. FELLAY CONFERE SUBDIACONATO, ORDENS MENORES E TONSURA A 12 SEMINARISTAS DE LA REJA

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Sábado, 6 de outubro, 2018, D. Bernard Fellay, Bispo auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, conferiu o subdiaconato, as ordens menores e a tonsura a 12 seminaristas do Seminário de Nossa Senhora de Corredentora, em La Reja, Argentina.

– Tonsura para 5 seminaristas do segundo ano

– Primeiras Ordens Menores – Hostiário e Leitor – para 4 seminaristas do terceiro ano.

– Segundas Ordens Menores – Exorcista e Acólito – para 3 seminaristas do quarto ano.

– Subdiaconato  para 1 seminarista do quinto ano

Nas ordens antigas, a tonsura é mais visível, como ainda é usado, por exemplo, nos capuchinhos e nos beneditinos que, após a cerimônia de tonsura, não levam mais que uma coroa de cabelo.

Os seminaristas se ajoelham diante do Bispo que, em um gesto simbólico, corta quatro mechas de cabelo em forma de uma cruz. “O Senhor é parte da minha herança” (4), então diz o novo levita.

Esta é uma alusão à tribo de Levi no Antigo Testamento cujos membros, por suas funções ao serviço do Templo não possuíam territórios na Terra Prometida, o próprio Senhor se declarou sendo sua herança.

Depois de dar a tonsura, o Bispo conferiu as ordens menores:

– O Hostiário tem a tarefa de abrir e fechar as portas da igreja e garantir a santidade do local de culto. Ele também é responsável pela convocação dos fiéis, tocando o sino, às funções divinas: 

“O Hostiário deve guardar a igreja dia e noite, cuidar para que nada se perca; abrir e fechar a igreja e a sacristia; cuidar da limpeza e da decoração da igreja; tocar os sinos para indicar as horas das diferentes orações; manter a ordem do lugar e observar o silêncio e a modéstia; evitar que os infiéis entrem na igreja, perturbando os serviços, profanando os mistérios; abrir o livro ao pregador. ”

Ao tocarem as chaves da igreja, o bispo também lembra as contas que terão que prestar a Deus por esse serviço. No fundo da igreja, um a um, eles abrem a porta e tocam o sino.

De volta à frente do altar, eles são ordenados Leitores para a edificação dos fiéis. O Leitor faz as leituras do Antigo Testamento em público: dessa forma ele começa a exercer o papel sacerdotal de ensino.

“O que vossos lábios lerão, creiam-no de todo o coração e mais ainda, pratiquem-no por vossas obras … Como se mantendes de pé para ler, devereis também dar o exemplo e praticar uma virtude mais elevada que aqueles que vos ouvem.“

As quatro ordens menores – Hostiário e Leitor, Exorcista e Acólito – são graus do sacerdócio. Já não são conferidos nos seminários conciliares.

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

A VERDADEIRA POLÍTICA É SOBRENATURAL

Pe. Guillaume Devillers, FSSPX

“Civitas est communitas perfecta” (a cidade é a comunidade perfeita)

É sobre este princípio, retirado de Santo Tomás de Aquino, que muitos se baseiam para justificar a autonomia da política: a cidade, ou seja, a sociedade civil, é uma sociedade perfeita, logo, autônoma. Sem dúvida existe também outra sociedade perfeita, fundada por Cristo, a Igreja, sociedade sobrenatural ordenada à salvação das almas. Mas a graça não suprime a natureza; e portanto, permanece o fato de que a sociedade política é perfeita e, por si mesma, autônoma.

É este exatamente o pensamento de Santo Tomás? Vejamos um pouco como o santo doutor nos explica este princípio: “a cidade é a comunidade perfeita, o que Aristóteles prova mostrando que, como toda comunicação social ordena-se a alguma necessidade da vida, a comunidade perfeita será aquela ordenada a que o homem tenha suficientemente tudo o que é necessário à vida: ora, tal é a comunidade da cidade…” 1

A cidade é, portanto, a sociedade perfeita na medida em que pode satisfazer todas as necessidades do homem. Santo Tomás esclarecerá: necessidades materiais e espirituais, asseguradas pela diversidade de ofícios, tais como agricultores, artesãos, soldados, príncipes e padres 2. Para Santo Tomás, como para todos os papas que trataram destas questões, a sociedade perfeita é, portanto, antes de tudo a que une organicamente Igreja e Estado, a sociedade civil e a sociedade religiosa, o poder temporal e o poder espiritual, sob um único chefe, que é Cristo. Não há dúvida de que, em seu seio, podemos distinguir dois tipos de comunicação — espiritual e temporal — e por conseguinte, dois poderes, cada qual com sua função particular e seu fim próprio. Porém, todos os dois estão unidos sob um único chefe, que é Cristo, e seu vigário, o papa; e sobretudo, os dois estão ordenados ao um mesmo fim, a felicidade ou beatitude sobrenatural 3. Esta civitas, que é uma sociedade perfeita, é portanto a cidade católica, é a cristandade, que une em seu seio os dois poderes 4.

Santo Tomás distingue mas não separa, o que são coisas absolutamente diferentes. Distinguimos no homem a alma e o corpo, mas não os separamos 5. Estes dois elementos constituem um único ser, ordenam-se um e outro a um único fim que é a felicidade e a perfeição do homem. Podemos e devemos distinguir na sociedade humana as diferentes pessoas que a compõem, os diferentes ofícios ou trabalhos que concorrem para sua perfeição, e o temporal e o espiritual. Mas não é possível separá-los sem causar à sociedade um grande mal. Continuar lendo