CONSELHOS PRÁTICOS PARA CARREGARMOS NOSSA CRUZ

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Perguntava São Francisco de Sales: “Sabeis do que os anjos nos invejam? É que nós podemos sofrer por Deus; eles nunca sofreram e nem sofrerão por Ele“. Todos temos que carregar nossa cruz se quisermos chegar ao céu. Aprendamos a carregá-la com amor incansável e fé, obtendo ao longo do caminho as maiores graças e méritos possíveis.

Três maneiras de carregar a cruz

O divino mestre, querendo dar a conhecer a Santa Verônica de Juliani as almas que Lhe eram mais amadas, lhe mostrou uma multidão de pessoas que levavam a cruz  em suas mãos. Logo, estas se ordenaram e a Santa pôde ver que entre as mãos se distinguiam algumas cruzes grandes e outras pequenas. As almas as carregavam de maneiras diferentes: as primeiras que tinham uma grande cruz a carregavam nas mãos, significando que não apenas tinham prazer em carregá-la, mas também convidavam outras almas com alegria e entusiasmo para que caminhassem em posse delas. As segundas tinham sua cruz abraçada como um objeto muito precioso e amado. As terceiras carregavam-na sobre os ombros e parecia que a cruz caía no chão devido ao seu peso.

Nosso Senhor revelou à Santa que aqueles que lideravam a procissão eram os sacerdotes: carregavam sua cruz nas mãos para significar que se esforçam muito para dar a conhecer aos homens o valor e o preço da cruz. As segundas eram muitas religiosas de diferentes ordens e alguns leigos que abraçaram a cruz com muito amor, indicando que se compraziam em sofrer, e o Senhor as consolavam e as bendiziam. As terceiras eram muitas almas que carregavam a cruz com tanto cansaço que mal podiam dar um passo. Nosso Senhor deixou a entender à Santa Verônica que essas últimas também eram Suas, mas que carregavam a cruz com tanta tristeza porque não eram nada valentes nem esforçadas, e porque ainda não haviam saboreado as alegrias do sofrimento.  Continuar lendo

UMA MISSA TRIDENTINA PARA “SÃO” PAULO VI?

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Já é oficial há alguns dias (nota 1) … As comunidades Summorum Pontificum  (nota 2) poderão celebrar a missa tradicional em homenagem a “São” Paulo VI no dia de sua festa, 29 de maio, assim como a de “Santa” Madre Teresa ou de “São” João Paulo II (nota 3) . Bento XVI quis assim e foram necessários anos de reflexão para destronar os Santos tradicionais, a fim de abrir espaço para a coorte de novos Santos.

“Se me amas, Simão Pedro, apascenta meus cordeiros, apascenta minhas ovelhas” (Introito da Missa dos soberanos pontífices). “Eis que te constituo hoje sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares e destruires, para arruinares e dissipares, para edificares e plantares.” (Ofertório). Para São Pio X, sim; para João XXIII, Paulo VI e João Paulo II, não!

Dos 177 Santos que compõe o missal tradicional, 70 deles foram eleitos pela comissão romana e mantêm a supremacia sobre os santos do Concílio, mas os outros terão que ceder seu lugar se o padre preferir celebrar em honra de um novo Santo. A lista é longa, já que João Paulo II canonizou mais Santos que seus predecessores dos últimos 5 séculos juntos… E Francisco já procedeu com 51 canonizações (ou 899 pessoas).

As Missas celebradas nos Priorados da FSSPX obtêm, portanto, uma distinção adicional em relação às comunidades Ecclesia Dei: não pela una cum que recitamos, mas pelo “rito extraordinário” deles que se afasta da liturgia tradicional, concordando com as novidades da Roma modernista. Continuar lendo

DISTRITO ASIÁTICO DA FRATERNIDADE SÃO PIO X: DEUS É FIEL

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

O Deus de paz, em pessoa, vos santifique em tudo, a fim de que todo o vosso ser, o espírito, a alma e o corpo, se conservem sem culpa para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é aquele que vos chamou, o qual fará isso. (1 Tes 5, 23-24)

Devido às dimensões do Distrito da Àsia e do número insuficiente de padres, várias capelas só podem ser visitadas ocasionalmente. Esses fiéis são menos “sortudos” que outros? Deus os abandonou e os esqueceu?

Um evento trágico ocorreu recentemente em um local do distrito, onde a missa é oferecida apenas uma vez por mês: um de nossos fiéis morreu subitamente de um ataque cardíaco. Sim, um evento trágico, mas muito consolador em suas circunstâncias. 

Na noite anterior, a Missa dominical foi oferecida, em uma sala alugada, por um padre da Fraternidade. O Evangelho falava da morte. O catecismo após a missa falava sobre o purgatório. Posteriormente, um dos fiéis abrigou generosamente o padre para jantar e passar a noite em sua casa. Ele gentilmente insistiu em levar a mala do padre ao seu quarto. De manhã, o padre havia recitado parte do Ofício Divino, conforme solicitado pela Santa Madre Igreja. Sem dúvida, o bom Senhor conduziu essas orações pela alma desse cavalheiro que posava ao lado e estava à beira da morte.

No café da manhã, o bom anfitrião disse-lhe que, após a morte de sua mãe muito idosa, ele queria reformar sua casa e usar o andar de cima para uma capela mais permanente da FSSPX, mantendo o térreo para o quarto do padre, o dele e seu escritório. Antes de partir para o aeroporto, o senhor pediu ao Padre que abençoasse sua mãe. O padre respondeu favoravelmente e igualmente abençoou esse bom homem. Eles então entraram no carro para serem conduzidos por outro fiel que acabava de chegar. Continuar lendo

RESULTADO DO SORTEIO DO ORATÓRIO

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Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Após algumas postergações, devido à suspensão temporária das missões da FSPPX pela pandemia, o Pe. Carlos, na presença do Pe. Fancisco e alguns fiéis, fez o sorteio do belíssimo oratório que estávamos rifando.

A feliz ganhadora foi a Sra. Rosângela, de Cabreúva/SP, na qual entraremos em contato, em breve.

Nós, da missão da FSSPX em Ribeirão Preto agradecemos, de coração, a todos que ajudaram nessa campanha, seja pelo esforço nas vendas, seja pela compra dos números, e também pelas orações….

Que Nossa Senhora possa recompensá-los de alguma forma.

Muito obrigado e contem com nossas orações.

RESUMO DO CATECISMO DA CRISE DA IGREJA – PE. RUBIO

Nesta conferência, Pe. Rubio, FSSPX, nos oferece um resumo dos principais pontos abordados pela grande obra do Padre Gaudron “Catecismo Católico da Crise na Igreja“, que é altamente recomendável.
O livro pode ser comprado clicando aqui ou aqui.

SORTEIO DO ORATÓRIO

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Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Infelizmente, já tivemos que prorrogar o sorteio do Oratório uma vez, do dia 29/03 para 26/04, datas essas que teríamos Missas aqui na cidade.

Porém, devido a todo esse momento que estamos passando, tivemos que cancelar mais uma vez, visto que não tivemos a visita do padre nesse período.

Por isso, informo que o sorteio será realizado apenas no momento que tivermos restabelecida a Missão da FSSPX aqui em Ribeirão, para que possamos fazer tudo da melhor forma.

Rezemos ao nosso Bom Deus que tenha misericórdia de seu povo, para que possamos ter de volta a frequência aos sacramentos pelo bem de nossas almas e, assim, fazer o sorteio do Oratório.

A venda dos números continuará nesse período. Se houver alguém interessado, clique aqui para mais informações.

Pedimos paciência e oração a todos.

Que Nossa Senhora e São José intercedam por nós.

HISTÓRIA DA POLIFONIA SACRA

Pe. Gustavo Camargo, FSSPX

Introdução

As seguintes anotações são, em sua maioria, resumos de diferentes livros de música que, por interesse pessoal, fui fazendo ao longo dos anos. Têm valor de resumo somente. São poucas as apreciações pessoais. É que me parece interessante primeiro conhecer o aspecto histórico do desenvolvimento da música, especialmente da música sacra, através dos séculos, para só depois estudar mais a fundo a sua essência mesma, a sua linguagem. 

Para a parte histórica, os resumos foram feitos sobretudo com base em História da Música, de Franco Abbiati (Edições Uteha, em cinco tomos). São poucas as citações entre aspas desta obra. Em geral, resumi a ideia com minhas próprias palavras. Mas a substância vem toda dela [N. do T.: da obra].

São Pio X, em seu Motu Proprio Codex musicae sacrae juridicus, diz que: “(…) o canto gregoriano considera-se, de certo modo, como o mais elevado ideal da música sacra, de maneira que, com razão, se pode assentar como geralmente válida a seguinte regra: uma obra musical que seja apropriada para o uso religioso será tanto mais sagrada e litúrgica, quanto mais, por sua posição, espírito e irradiação, aproximar-se do ‘melos’ gregoriano. Pelo contrário, será menos adequada ao serviço divino quanto mais afastar-se desse modelo”. 

Segundo São João da Cruz, a realização artística deve ser simples, pura, evocadora e despojada – para ser pura e simples – para conduzir a alma a Deus sem retê-la no gozo estético1. A arte na liturgia, como acessório que é do culto, deve subordinar-se estritamente a seu fim, a sua função. Será, pois, mais própria para a liturgia, a música que, ao ser escutada nas funções religiosas, não inclinar o ouvinte a deter-se nela, a estancar-se no gozo estético que produz; senão a levar sua alma, através desse gozo, ao recolhimento, à oração e a dispor-se para melhor receber as graças de Deus.

Tendo isso em conta, vejamos agora, pois, essa música que nasceu junto do templo sagrado, para dar mais esplendor e beleza às suas cerimônias, ajudando a piedade e a elevação das almas. Neste aspecto, a “economia de meios” é muitas vezes bastante útil para transmitir a “mensagem” inerente a toda arte. Ela faz com que a parte material, não sendo tão grande, permita expressão mais pura do elemento formal, cuja natureza é intelectual. Em outras palavras: os aspectos materiais da música são a melodia, a harmonia e o ritmo; estes elementos, se demasiado abundantes, sufocam a mensagem da música litúrgica – inspirar piedade. Portanto, a economia de meios, i. e., a sobriedade, muitas vezes permite à arte transmitir a sua mensagem mais puramente2. A moderação caracteriza toda a polifonia sagrada, e, mais especialmente, segundo São Pio X, a Palestrina, considerado o principal compositor da idade de ouro da polifonia clássica, como veremos adiante. Continuar lendo

D. FELLAY CONFERE ORDENAÇÕES DAS ORDENS MENORES A 17 SEMINARISTAS NOS EUA

Na manhã de sábado, 18 de abril, Mons. Bernard Fellay celebrou a Missa anual de Ordenação das quatro Ordens Menores e do Subdiaconato.

Fonte: St. Thomas Aquinas Seminary  – Tradução: Dominus Est

No sábado de Páscoa, comumente chamado Sabbato in Albis, D. Fellay ordenou 13 seminaristas nas Ordens Menores: 3 para as Ordens de Hostiário e Leitor e 10 para as Ordens de Exorcista e Acólito. Outros 4 seminaristas deram o passo decisivo para as ordens maiores ao receberem o Subdiaconato.

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O Hostiário é encarregado de guardar e cuidar da igreja e o Leitor da catequese. O Exorcista recebeu o poder de expulsar demônios em nome de Cristo. O Acólito dá mais um passo aproximando-se do altar, em sua participação no Santo Sacrifício e é especialmente chamado à levar a luz de Cristo aos fiéis por meio de seus ensinamentos e exemplos.

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Aqueles que recebem o Subdiaconato fazem sua perpétua e irrevogável entrega de si a Deus e Sua Igreja. O passo, que é dado em seu rito de ordenação, simboliza sua completa e total renúncia a tudo o que não é de Cristo e sua resolução de não participar de nada além do que Lhe diz respeito. O Subdiácono se afasta, para sempre, das coisas do mundo e compromete-se exclusivamente a Cristo e Sua Noiva Imaculada, a Igreja. Com essa entrega voluntária, o Subdiácono está vinculado a uma vida de perfeita castidade e à recitação diária do Ofício Divino, unindo sua própria oração às orações de todo o Corpo Místico. O Subdiácono também sobe os degraus do altar onde assiste diretamente o Diácono durante a Missa e derrama, no cálice, a gota de água durante o ofertório.

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Antes de conferir as ordens, D. Fellay lembrou aos ordenandos:

“Esses passos que a Igreja oferece, esses sete passos em direção à ordenação sacerdotal devem nos lembrar a majestade desse chamado. A infinita majestade de Deus e do Santo Sacrifício exigem essa reverência, essa preparação, passo a passo em direção ao altar.”

Em meio a esse tempo de incertezas, agradeçamos a Deus por Seus muitos dons, mas principalmente pelo dom das vocações sacerdotais.

NOTA DO BLOG: Sobre as Ordens na Igreja, leiam esse post sobre o assunto: AS ORDENS SAGRADAS