
O anseio por um maior sentido do sagrado foi qualificado como patológico por um liturgista.
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
O crescente interesse pela liturgia tradicional entre os jovens suscita reações mais ou menos ponderadas. Na linha do Papa Francisco, que suspeita de um desequilíbrio entre os padres envolvidos[1], é um estudioso da Diocese de Estrasburgo, professor da Universidade “Miséricordia” de Friburgo, que qualifica esse movimento de patológico[2].
Como seria de esperar, ele vê nisto um “recuo de identidade” motivado pelo “medo[3] do que está por vir” e baseado numa “profunda subjetividade”, uma vez que estes jovens têm a audácia de decidir por si próprios o que satisfaz as suas aspirações, em vez de ouvir os sábios. As antigas práticas litúrgicas fazem-lhe lembrar os encantamentos dos profetas de Baal.
O artigo faz referência ao padre Congar[4], que, na esteira do Concílio, considerava necessário esclarecer o conceito de sagrado, afirmando que o Novo Testamento declara sagrado “tudo o que é santificado pelo uso do homem”. Ao fazê-lo, ele aboliu o sagrado do Antigo Testamento; a antiga Lei, de fato, separa rigorosamente os lugares, os objetos e o próprio povo — seres sagrados — do profano e do impuro; por sua vez, Jesus libertou do Templo[5], dos rituais de purificação e dos rigores do sábado; em seu seguimento, os Apóstolos triunfarão sobre os judaizantes que querem impor os costumes judaicos aos pagãos batizados: doravante, nada está excluído da presença de Deus. O Concílio, por sua vez, falava do papel dos leigos na “consagração do mundo[6]” na sequência do Salvador que “de certa forma se uniu a todo homem[7]” (n.º 22, §2). Continuar lendo

















