ATENÇÃO – MAIS CURSOS DA FSSPX A DISPOSIÇÃO

O Priorado da FSSPX em Santa Maria/RS está disponibilizando outros 3 Cursos na Plataforma Hotmart.

Os dois primeiros são bem apropriados para nossos dias atuais. O de Fátima mostra como o socialismo que a Igreja tanto combate é a consequência inevitável do liberalismo. O outro, da Revolução Francesa, mostra como essa agitação atual que o País (e também o mundo) passa se dá no espírito dela.

Curso ministrado pelo Pe. Luiz Cláudio Camargo, da FSSPX (Fraternidade Sacerdotal São Pio X) em 2017, no Priorado Imaculado Coração de Maria, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Dividido em sete aulas.

  • Introdução geral
  • As cinco Rússias
  • Liberalismo e nihilismo
  • Revolução soviética
  • “Nossa Senhora disse-me” (Resumo das aparições)
  • “A Rússia espalhará os seus erros pelo mundo” (Natureza do comunismo)
  • Conclusão: França e Rússia

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Curso ministrado pelo Pe. Luiz Cláudio Camargo, da FSSPX (Fraternidade Sacerdotal São Pio X) em 2017, no Priorado Imaculado Coração de Maria, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Dividido em treze aulas.

  1. Introdução
  2. Enciclopedismo: a revolução é contra Deus
  3. Rebelião das nações, ou o problema dos jesuítas
  4. Rebelião das nações II, ou o problema da nobreza
  5. Luís XVI e os notáveis do reino
  6. Revolução burguesa
  7. A burguesia instala se no poder – Marat, Desmoulins, Sieyès, Mirabeau Video link
  8. O poder passa aos agitadores – Girondinos, Jacobinos, Danton
  9. Terror como método – Robespierre, Saint-Just
  10. A República burguesa, ou termidor
  11. Napoleão: “Eu sou a Revolução”
  12. O Império, ou o conservadorismo revolucionário
  13. Conclusão: o Estado moderno

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Curso ministrado pelo Pe. Luiz Cláudio Camargo, da FSSPX (Fraternidade Sacerdotal São Pio X) em 2018, no Priorado Imaculado Coração de Maria, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Dividido em oito aulas.

  1. Introdução geral
  2. O que é heresia?
  3. Arianismo: o racionalismo naturalista
  4. Maometismo: a heresia que veio de fora
  5. Heresia albigense: um corpo estranho
  6. Protestantismo: dissolução da unidade
  7. Modernismo I: dissolução da inteligência
  8. Modernismo II: encíclica Pascendi. Conclusão

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13 DE AGOSTO EM FÁTIMA: A APARIÇÃO QUE A MAÇONARIA QUERIA EVITAR

Durante a sua primeira aparição às três crianças de Fátima, no domingo, 13 de maio de 1917, a Virgem pediu-lhes que viessem todos os dias 13 dos meses seguintes. Mas em 13 de agosto, quando uma multidão de 20.000 pessoas já lotava a Cova da Iria, nenhum dos três pastores esteve presente.

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ATENÇÃO – MAIS CURSOS DA FSSPX A DISPOSIÇÃO: OS SANTOS PADRES E J. R. R. TOLKIEN

O Priorado da FSSPX em Santa Maria/RS está disponibilizando outros 2 Cursos na Plataforma Hotmart:

Curso ministrado pelo Pe. Luiz Cláudio Camargo, da FSSPX (Fraternidade Sacerdotal São Pio X) em 2019, no Priorado Imaculado Coração de Maria, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Dividido em 16 aulas.

  • Introdução geral
  • Padres apostólicos e as atas dos mártires
  • As escolas de Alexandria e de Antioquia
  • Monaquismo primitivo e beneditino
  • Santos Padres gregos – São Basílio Magno, São Gregório Nazianzeno, São João Crisóstomo e Santo Atanásio
  • Santo Ambrósio: vida
  • Santo Ambrósio: obras
  • São Jerônimo: vida
  • São Jerônimo: obras
  • Santo Agostinho: sua caída
  • Santo Agostinho: seu caminho de regresso
  • Santo Agostinho: obras
  • São Gregório Magno: na confluência de dois mundos
  • São Gregório Magno: obras
  • Santos Padres surgidos dos bárbaros convertidos
  • Conclusão

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Curso ministrado pelo Pe. Luiz Cláudio Camargo, da FSSPX (Fraternidade Sacerdotal São Pio X) em 2010, no Priorado Imaculado Coração de Maria, em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Dividido em 4 aulas:

  • O Drama da Inglaterra
  • Vida de Tolkien
  • Objeções a sua obra e respostas
  • O Senhor dos Anéis

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ESPECIAIS DO BLOG: A LEI ANTIGA E A LEI EVANGÉLICA SEGUNDO O VATICANO II E SEGUNDO A TRADIÇÃO CATÓLICA

Concílio trouxe maior participação dos leigos na missão de evangelizar -  Vatican News

Qual é a posição tradicional da Igreja em relação ao povo judeu e qual foi a posição que os homens da Igreja adotaram a partir do Concílio Vaticano II?

Para responder a esta questão, o autor deste estudo primeiro mostra a posição adotada pelos homens da Igreja desde o Concílio Vaticano II (1962-1965) e depois a contrasta com o ensinamento tradicional de Santo Tomás de Aquino em sua Suma Teológica, percorrendo os trechos da Ia-IIa que vão desde a questão 98 até a 107, que corresponde ao Tratado da lei; segundo o célebre dominicano tomista Thomas Pégues (1866-1936), sob certo aspecto este tratado é o mais teológico de toda a Suma. E para arrematar o assunto, adicionamos como apêndice um texto já publicado de outro autor que aborda de maneira mais resumida o mesmo assunto.

Introdução

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV

Apêndice A revolução realizada pela declaração “Nostra Aetate”: “A Antiga Aliança nunca foi revogada” (por Agobardo)

A LEI ANTIGA E A LEI EVANGÉLICA SEGUNDO O VATICANO II E SEGUNDO A TRADIÇÃO CATÓLICA – PARTE IV (FINAL)

Fonte: Sì Sì No No – Tradução: Dominus Est

A Nova Lei cumpre a Antiga, porque cumpre tudo que a Lei Antiga prometia e realiza suas figuras (S. Th., I-II, q. 107, a. 2)

Nosso Senhor Jesus Cristo afirmou: “Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas; não vim (para os) abolir, mas sim (para os) cumprir” (Mt. V, 17). Santo Tomás explica que por tal afirmação a Nova Lei está para a Antiga como o perfeito para o imperfeito. Agora, o que é perfeito completa o que está faltando no imperfeito. Nesse sentido, a Nova Lei completa a Antiga, pois preenche aquilo que faltava à Antiga. Ora, na Lei Antiga duas coisas podem ser consideradas:

1°) o fim, que é tornar os homens justos e virtuosos para que possam obter a Bem-aventurança (e este é o objetivo de toda lei). Portanto, a finalidade da Lei Antiga era a santificação dos homens, que, no entanto, excede as capacidades da Lei mosaica, enquanto a Lei Evangélica aperfeiçoa e cumpre a Lei Antiga, porque justifica em virtude da Paixão de Cristo. São Paulo, inspirado por Deus, escreve: “O que era impossível à Lei [Antiga], porque se achava sem força por causa da carne, Deus o realizou, enviando seu Filho em carne semelhante à do pecado, por causa do pecado condenou o pecado na carne, para que a justiça prescrita pela Lei [Nova] fosse cumprida em nós” (Rom. VIII, 3). Por este lado, a Nova Lei dá aquilo que a Antiga Lei apenas prometia e ainda não podia conferir: a graça do Espírito Santo pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo;

2°) os preceitos que Cristo cumpriu com sua obra e doutrina. Com a obra sendo circuncidado e observando todas as práticas legais até então em vigor. Com seus ensinamentos completou a Lei Antiga de três maneiras: a) explicando seu verdadeiro “significado” (o “espírito” que vivifica); isso fica claro quanto ao assassinato e adultério, para dar um exemplo; segundo os escribas e fariseus, com efeito, bastava não cometer o ato externo para não pecar, mas esse não era o verdadeiro sentido da Lei Antiga e Jesus Cristo lembra disso ensinando que mesmo o único ato interno, o pensamento consentido, já é pecado para a Lei de Moisés, então distorcida pela lei rabínica; b) indicando uma forma mais eficaz e segura de observar as regras da Lei Antiga. Por exemplo, a Lei Antiga ordenava o não perjúrio e Nosso Senhor nos ensina que para ter mais certeza de observar este preceito (que Ele não veio abolir), devemos abster-nos completamente de jurar, exceto em casos de necessidade (por exemplo, no Tribunal); c) acrescentando à Lei Antiga alguns conselhos de perfeição que facilitem o cumprimento dos Dez Mandamentos. Portanto, a Nova Lei abole a observância da Antiga Lei apenas em seus preceitos cerimoniais, que prefiguravam o Cristo vindouro (ad 1um), mas não em seus preceitos morais, que são completados nas três maneiras mencionadas acima, e portanto não foram ab-rogados. Continuar lendo

PONTO DE VISTA: QUAIS SÃO OS “VALORES DO OCIDENTE” A SE SUSTENTAR CONTRA A RÚSSIA?

O conflito entre Rússia e Ucrânia é apresentado pela grande mídia como uma cruzada pela defesa dos “valores ocidentais”, pela liberdade e pela democracia. Seria o caso então de se perguntar qual a natureza exata desses valores.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

É assim que antes de se unir — eventualmente — a todos os seus contemporâneos, numa vasta unanimidade consensual, Davide Lovat, um leitor do blog do vaticanista Aldo Maria Valli, prefere — de maneira sensata — refletir sobre quais são os valores do Ocidente hoje. Eis as partes principais da sua resposta, tais como elas foram relatadas pelo vaticanista italiano em 1 de março de 2022:

“Quais são os valores do Ocidente hoje? Houve um tempo em que eles consistiam em valores cristãos, mas hoje esses valores foram totalmente deixados de lado e são combatidos sem descanso. Então quais são eles? Tentarei listá-los aqui, adicionando um breve comentário, mas não necessariamente por ordem de importância.

“Então comecemos: há a celebração da memória da Shoah [nota do blog: o holocausto judeu da segunda guerra], o orgulho gay para afirmar socialmente a teoria de gênero, o cientificismo, o positivismo jurídico, o sincretismo religioso, o ecologismo, o imigracionismo para nutrir o multiculturalismo, a libertinagem (isto é, a pornografia, a prostituição, o aborto, a eutanásia, os “baseados” e as drogas), o estatismo elevado à dimensão continental e a cultura do cancelamento ligada ao progressismo ideológico. Continuar lendo

A LEI ANTIGA E A LEI EVANGÉLICA SEGUNDO O VATICANO II E SEGUNDO A TRADIÇÃO CATÓLICA – PARTE III

Fonte: Sì Sì No No – Tradução: Dominus Est

A Nova Lei é em primeiro lugar a graça do Espírito Santo e em segundo a Lei escrita (S. Th., I-II, q. 106, a. 1)

Santo Tomás inicia com a citação de Jeremias: “Estão a chegar os dias, diz o Senhor, em que farei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá” (XXXI, 31). Depois cita São Paulo, que explica assim a profecia, citando a Jeremias: “Mas esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu espirito, gravá-las-ei no seu coração” (Heb. VIII, 10).

O Angélico desenvolve o dado revelado afirmando que cada coisa é constituída pelo seu elemento principal. Ora, aquilo que é principal no Novo Testamento é a graça do Espírito Santo, que deriva da Fé em Jesus Cristo. Por conseguinte, a Nova Lei é principalmente a graça do Espírito Santo, concedida a todo aquele que crê em Jesus Cristo. São Paulo, com efeito, chama de Lei a graça da Fé [‘per Legem fidei’] (Rom. III, 27), e em termos ainda mais explícitos escreve: “Com efeito, a lei do Espirito de vida em Jesus Cristo me livrou da lei do pecado e da morte” (Rom. VIII, 2). É por isso que Santo Agostinho ensina que “assim como a lei das obras foi escrita nas tábuas de pedra, assim a lei da fé foi escrita nos corações dos fiéis” (De Spiritu et littera, c. 24).

Todavia – continua Santo Tomás – a Nova Lei contém alguns dados, seja em matéria de Fé ou Costumes, os quais são como elementos aptos a predispor à graça do Espírito Santo ou a viver desta graça por meio das boas obras; e eles são aspectos secundários da Lei, que os cristãos devem aprender. Donde a conclusão que a Nova Lei é principalmente uma Lei infusa e secundariamente uma Lei escrita. Continuar lendo

A LEI ANTIGA E A LEI EVANGÉLICA SEGUNDO O VATICANO II E SEGUNDO A TRADIÇÃO CATÓLICA – PARTE II

Fonte: Sì Sì No No – Tradução: Dominus Est

Os preceitos da Lei Mosaica

Na questão seguinte (S. Th., I-II, q. 99), o Doutor Comum trata dos Preceitos da Lei de Moises. Na Lei Antiga haviam três tipos de preceitos: a) preceitos morais, que se resumem às normas da Lei natural; b) preceitos cerimoniais, que são especificações do culto devido a Deus; c) preceitos judiciais, que são determinações da justiça entre os homens [dar a cada um o que é seu].

Por que a Lei Antiga continha ameaças e promessas de bens temporais (S. Th., I-II, q. 99, a. 6)

Como nas ciências especulativas se propõem argumentos adequados às condições de quem escuta (começando pelas coisas mais conhecidas para chegar às menos conhecidas), da mesma maneira quem quer induzir um homem a observar preceitos deve partir das coisas as quais ele é mais afeiçoado (por exemplo, com pequenos presentes pode-se facilmente convencer as crianças a fazer alguma boa ação). Na q. 98, artigos 1, 2 e 3, vimos que a Lei Antiga predispunha a Cristo como as virtudes imperfeitas predispõem à perfeição: a Lei Antiga foi dada, portanto, a um povo ainda imperfeito.

Ora, para o homem a perfeição consiste no tender aos bens espirituais desprezando os temporais (perfeição relativa “in via”, que será completa só “in Patria”), enquanto é próprio dos imperfeitos desejar bens temporais, mas sempre em ordem a Deus; os perversos, ao contrário, colocam seu fim não em Deus, mas nos bens criados e temporais. Por isso era conveniente que a Lei Antiga conduzisse os homens ainda imperfeitos a Deus com a promessa de bens temporais (in corpore). Continuar lendo

A LEI ANTIGA E A LEI EVANGÉLICA SEGUNDO O VATICANO II E SEGUNDO A TRADIÇÃO CATÓLICA – PARTE I

Fonte: Sì Sì No No – Tradução: Dominus Est

Antigo e Novo Testamento segundo a doutrina tradicional

Santo Tomás de Aquino, sempre fiel à doutrina tradicional, divide a Lei divina em Lei Antiga (S. Th., I-II, qq. 98-105) e Lei Nova (qq. 106-108). A Lei Antiga é subdividida em preceitos morais [q. 100], preceitos cerimoniais [qq. 101-103] e preceitos sociais ou judiciais [qq. 104-105].

A Lei de Moisés era boa, mas imperfeita (S. Th., I-II, q. 98, a. 1)

Uma lei é boa se é consoante com a reta razão. A Lei Antiga, reprimindo a concupiscência contrária à razão [Ex. XX, 15] e proibindo todos os pecados, concordava com a razão e por isso era boa. Deve-se notar, porém, que o bem tem diversos graus, como afirma São Dionísio: com efeito, há um bem perfeito e um bem imperfeito. A bondade de um meio ordenado ao fim é perfeita se o meio é tal que por si é suficiente para induzir ao fim. É imperfeito, porém, o bem que faz algo para que se atinja o fim, mas não é suficiente para que se conduza ao fim. (Assim o remédio perfeitamente bom é aquele que cura o homem; o imperfeito ajuda o homem, mas não pode curar). O fim da Lei divina é levar o homem ao fim da felicidade eterna; tal fim é impedido por qualquer pecado, e não só pelos atos exteriores, mas também interiores. E assim aquilo que é suficiente para a perfeição da lei humana, a saber, de modo que proíba os pecados e imponha uma pena, não basta para a perfeição da Lei divina, mas é necessário que torne o homem totalmente idôneo para a perfeição da felicidade eterna. Ora, isso não se pode fazer a não ser pela graça do Espírito Santo. Tal graça a Lei Antiga não pode conferir; reserva-se isso a Cristo, porque, como é dito no Evangelho de São João: “A lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade foram feitas por Jesus Cristo” (Jo. I, 17). E daí é que a Lei Antiga é certamente boa, mas imperfeita, segundo a Carta de São Paulo aos Hebreus: “A Lei não levou nada à perfeição” (Heb. VII, 19).

A Lei do Antigo Testamento traz ao conhecimento aquilo que é bom e aquilo que é mau, mas só a Encarnação, Paixão e Morte de Cristo dão a força ao homem para que ele faça o bem e fuja do mal, ou seja, para que ele observe a Lei. Só a Lei Nova pode conduzir à felicidade eterna, porque ela é a graça do Espírito Santo derramada sobre nós pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Lei Antiga não podia conferir por si a graça santificante; podia só contribuir, de modo extrínseco, para a obtenção do fim último. Continuar lendo

A LEI ANTIGA E A LEI EVANGÉLICA SEGUNDO O VATICANO II E SEGUNDO A TRADIÇÃO CATÓLICA – INTRODUÇÃO

Fonte: Sì Sì No No – Tradução: Dominus Est

Mosaísmo e talmudismo

Segundo a doutrina católica tradicional, compendiada e sublimada pelo Doutor Comum da Igreja, Santo Tomás de Aquino, a Lei talmúdica é essencialmente má na medida em que é anticristã, enquanto a Lei mosaica é boa, ainda que imperfeita, na medida em que preparava para o Cristo vindouro.

O judaísmo atual é mais herdeiro do Talmud do que da Lei mosaica: «Se ainda os israelitas estivessem na obediência ao mosaísmo puro, […] se eles tivessem como livro sagrado somente a Bíblia [sem o Talmud, n.d.a], talvez eles tivessem se fundido à Igreja nascente[…]. Uma coisa impediu essa fusão, […] foi a elaboração do Talmud, o domínio e a autoridade dos doutores que ensinaram uma pretensa tradição [a falsa Cabala, n.d.a]. O judeu […] se entrincheirou atrás dessas cercas que havia erguido em volta da Torá Esdras e dos primeiros escribas, depois dos fariseus e dos talmudistas herdeiros de Esdras, deformadores do mosaísmo primitivo e inimigos dos profetas» (LAZARE, Bernard. L’Antisemitisme son histoire et ses causes, Documents et temoignages, Vienne, 1969, p.14).

E ainda: «Pode-se dizer que o verdadeiro mosaísmo […] teria conduzido ao cristianismo, se o farisaísmo e o talmudismo não estivessem lá para manter a massa dos judeus nos vínculos das estritas observâncias e nas práticas rituais estritas» (LAZARE, op. cit. p. 16). Continuar lendo

SOBRE A CADEIRA DE MOISÉS SENTARAM-SE OS ESCRIBAS E OS FARISEUS – PARTE 3/3

Os Fariseus de hoje | Blog do Ronildo

Fonte: Sì Sì No No – 15 de dezembro de 2020 | Tradução: Dominus Est

O dízimo e a caridade

No versículo 23 do capítulo 23 do Evangelho de São Mateus, Jesus diz: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque pagais o dízimo […] e desprezais os pontos mais graves da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade”.

O preceito de Moisés sobre o pagamento do dízimo (Lv. 27, 30-33; Dt. 12, 2-27) dizia respeito a animais domésticos e alguns dos alimentos mais comuns produzidos a partir da terra (trigo, frutos das árvores, vinho, azeite…), mas os fariseus, para mostrar a todos, em vão, o seu zelo e a sua santidade exterior, chegaram ao ponto de pagar e, sobretudo, cobrar o dízimo também pelos produtos menos significativos da terra e pelas menores ervas (hortelã, endro(1) e cominho(2)). Contudo, isso não os impediu de negligenciar, especialmente se não fossem observados, os preceitos mais graves da Lei mosaica, como por exemplo a administração da justiça (que devolve aos outros o que lhe é devido) e da misericórdia (que inclui as obras de caridade e dá mais do que é estritamente devido) ou a fidelidade às alianças com Deus e para com o próximo.

Santo Tomás de Aquino (Comentário ao Evangelho segundo Mateus, n.º 1869) explica: “A intenção principal dos fariseus em fazer boas obras era a simulação. Muitos sacerdotes eram diligentíssimos em exigir o menor dízimo que lhes eram devidos, como aqueles pagos com o cominho e a hortelã, enquanto o que os fiéis deviam a Deus, como a justiça e a misericórdia, era negligenciado pelos sacerdotes, que cuidavam antes de tudo de seus próprios interesses e não dos de Deus”.

Porém, não se deve acreditar que Jesus proibiu o pagamento do dízimo, pois também disse: “Estas coisas [dízimos] devem ser feitas sem omitir aquelas [misericórdia e justiça]”, querendo Jesus dizer por isso que não condena o pagamento do dízimo como intrinsecamente mau. De fato, Ele diz que se deve fazer isso (ou seja, pagar o dízimo), mas sem omitir os deveres de caridade fraterna, como os fariseus hipocritamente o faziam. Continuar lendo

SOBRE A CADEIRA DE MOISÉS SENTARAM-SE OS ESCRIBAS E OS FARISEUS – PARTE 2/3

jesus discute com fariseus | Fé Católica de Sempre

Fonte: Sì Sì No No – 30 de novembro de 2020 | Tradução: Dominus Est

As sete maldições de Jesus contra o farisaísmo (versículos 13-29)

Com o versículo 13 começa a série de maldições ou “Ai de vós”, dirigidas diretamente contra os fariseus, que Jesus repete por sete vezes, até o versículo 29.

Primeiro “Ai de vós”: Não entrais e não deixais que outros entrem no céu

Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que fechais o Reino dos Céus aos homens, pois nem vós entrais nem deixais que entrem os que estão para entrar” (v. 13).

O Aquinate observa: “Só se fecha o que está aberto. Ora, os ensinamentos de Cristo eram abertos e claríssimos, mas os fariseus os fecharam, tornando-os sombrios e difíceis. Por exemplo, quando o Redentor realizava milagres que provavam sua messianidade, eles diziam que Ele os realizava por meio de Belzebu, o príncipe dos demônios. Além disso, pela sua vida ruim, fecharam o acesso ao Céu, porque através do mau exemplo induziam o povo, simples fiéis, ao pecado” (Santo Tomás de Aquino, Comentário ao Evangelho segundo Mateus, n.º 1858).

São João Crisóstomo observa: “Os fariseus e os escribas não apenas se esquivam de seus deveres, mas, pior ainda, corrompem também os outros. Tais homens são chamados de pestilentos porque seu propósito é a perdição dos homens e são diametralmente opostos aos verdadeiros e bons mestres, que ensinam para salvar os outros. Eles são inúteis e incapazes de salvar os homens, pois não são apenas negligentes nisso, mas também traidores, pois corrompem e pervertem seus discípulos com o exemplo de sua vida perversa” (Comentário ao Evangelho de São Mateus, Discurso LXXIII, n.º 1).

Os fariseus com suas calúnias, suas blasfêmias e as falsas ideias que espalharam sobre o Messias, conquistador terrestre e libertador dos judeus do jugo romano, haviam distanciado o povo de Jesus (cf. M. SALES, Comentário ao Evangelho segundo Mateus). Continuar lendo

SOBRE A CADEIRA DE MOISÉS SENTARAM-SE OS ESCRIBAS E OS FARISEUS – PARTE 1/3

Quem eram os fariseus? E o que significa verdadeiramente este nome? |  Jornal da Madeira

Fonte: Sì Sì No No – 15 de novembro de 2020 | Tradução: Dominus Est

No Evangelho de São Mateus (23, 1-39), na Terça-feira Santa, Jesus fez um longo discurso onde ataca frontalmente os escribas e os fariseus, sobretudo no que diz respeito ao seu comportamento moral, mas também por alguns dos seus desvios doutrinários, que começaram (como veremos melhor a seguir) a distorcer o Judaísmo do Antigo Testamento e a preparar o caminho para o Judaísmo pós-bíblico.

Para compreender melhor o significado deste discurso do Redentor, é necessário primeiro dividi-lo em várias seções e depois ver o que a Tradição patrística, escolástica e exegética nos dizem em seus comentários sobre ele.

Prefácio: “Dixit Dominus Domino Meo” (Mt. 22, 44)

A fase que precede e que desencadeia o sermão de Jesus (Mt 23, 1-39) encontra-se também no final do Evangelho de São Mateus, no final do capítulo 22 (versículos 41-45). O Redentor acaba de encurralar os fariseus que se reuniram para lhe montar uma armadilha, perguntando-lhes: “Que vos parece do Cristo? De quem é ele filho?” (Mt 22, 41), ou seja, o Messias para vós é um simples homem, um Messias terreno ou é Deus? Os fariseus respondem que ele é filho de Davi, portanto é um simples homem, que devolverá a liberdade a Israel, expulsando os romanos. Então Jesus os incita citando o Salmo (109, 1) de Davi: “Disse o Senhor [Deus Pai] ao Meu Senhor [Filho de Deus], senta-te à minha mão direita” e pergunta-lhes: Como Davi, o Autor inspirado dos Salmos, escreveu que o Messias é seu Senhor?

Primeira parte

Então, “se Davi o chama de Senhor, como pode [o Messias] ser seu filho?”. Os fariseus não sabiam o que responder e “daquele dia em diante não houve mais quem ousasse interrogá-lo” (v. 46), mas em vez de se converterem decidiram prendê-lo e entregá-lo aos romanos para ser executado, como aconteceu três dias depois. Foi então que Jesus voltou a falar e, contra-atacando, disse-lhes: “Sobre a cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus…” (23, 1). Continuar lendo

ITÁLIA: AFRESCOS DE PÁDUA INSCRITOS NO PATRIMÔNIO MUNDIAL

Os afrescos do século 14, inscritos em 24 de julho de 2021 na Lista de Patrimônio Mundial da UNESCO, estão localizados em oito edifícios religiosos e seculares situados na histórica cidade murada de Pádua. Produzidos entre 1302 e 1397 por vários artistas para diferentes mandantes, os afrescos apresentam, no entanto, uma unidade de estilo e conteúdo.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Para D. Claudio Cipolla, Bispo da cidade italiana, a decisão constitui um importante reconhecimento, tanto sob o plano artístico e turístico, como também  de fé.

Eles compreendem o ciclo de afrescos de Giotto na Capela Scrovegni, considerado como o início de uma revolução na história das pinturas murais, bem como os ciclos de afrescos de diferentes artistas: Guariento di Arpo, Giusto de Menabuoi, Altichiero da Zevio , Jacopo Avanzi e Jacopo da Verona.

Este conjunto ilustra como se desenvolveu, durante o século 14, a arte dos afrescos. Inspirados pelos avanços da ciência óptica, Giotto e outros artistas usaram ali a perspectiva espacial pela primeira vez, retratando figuras humanas com características individuais e expressões de emoção.

Pádua, no Veneto, local de nascimento de Tito Lívio, está localizada a cerca de 40 Km a oeste de Veneza. A Cappella degli Scrovegni – batizada em homenagem à família de banqueiros que mandaram pintar os afrescos nesta capela particular próxima a seu palácio – é também conhecida como Capela da Arena – e tem uma única nave, que foi pintada com afrescos de Giotto di Bondone (1267-1337), em 855 dias entre 1302 e 1305. Continuar lendo

OS CATÓLICOS INVENTARAM A CIÊNCIA

Pe. Paul Robinson, FSSPX

“Eu arguo não apenas que não há inerente conflito entre religião e ciência, como também que a teologia católica foi essencial para a promoção desta. Na demonstração dessa tese eu primeiro resumi muito dos recentes trabalhos históricos que mostram que a religião não causou a “Era das Trevas” – O conto de que após a queda de Roma uma longa noite de ignorância e superstição teria se estabelecido sobre a Europa. De fato, a Idade Média, foi uma era de profundo e rápido progresso tecnológico no final da qual a Europa ultrapassou o resto do mundo. Além disso, a chamada Revolução Científica do século XVI foi o resultado dos desenvolvimentos iniciados pelos escolásticos no século XI. Portanto, minha atenção inclinou-se para o porquê de os escolásticos interessarem-se pela ciência. Por que a desenvolveram na Europa durante esse período? Por que não desenvolveram outra coisa? Eu achei as respostas a estes questionamentos nas características sem iguais da teologia católica.”   

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Estas não são palavras de um católico, não são palavras de um “lobista” da religião. Ao contrário, elas vêm da boca do sociólogo e historiador Rodney Stark, e elas aparecem em um livro que escreveu para a editora da Universidade de Princeton1. Além disso, ele ressalta que “foi o cristianismo e não o protestantismo que sustentou a ascensão da ciência”; e que “alguns de meus argumentos centrais já se tornaram convencionais entre os historiadores da ciência.”

Neste artigo, vamos defender as afirmações de Stark explicando, primeiramente, o que era necessário para a ascensão da ciência, em seguida, porque esta ascensão não aconteceu antes da Idade Média e por fim, porque a teologia católica deu origem a ciência.

As demandas da ciência

A ciência, como conhecemos hoje, possui um específico método para investigação da realidade que envolve conduzir experimentos na natureza, medindo e quantificando os resultados, formulando teorias sobre suas leis baseadas nessas medições. A razão pela qual podemos falar de “nascimento da ciência” é que esse método não existiu durante a maior parte da história do mundo. Durante esse tempo, ninguém viu a necessidade de escrutinar a matéria de perto e ninguém viu o quão útil a medição e a matemática podiam ser para a compreensão do tecido do mundo cósmico. Desde que o método científico foi inventado, pelos escolásticos medievais católicos, quase todos clérigos, foi empregado com retumbante sucesso para o avanço do conhecimento humano.
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O CAVALEIRO E O PACTO COM O DIABO

Gárgula, da catedral Notre Dame de Paris.Um cavaleiro nobre, poderoso e rico despendeu todos os seus bens e caiu em muito grande miséria. Tinha uma esposa muito casta e devota da Santíssima Virgem Maria.

Havendo uma grande festa na cidade, o cavaleiro queria fazer muitas despesas, mas não tinha mais dinheiro. Por vergonha, foi se esconder numa mata até que passasse a festa.

Estando ele naquele lugar, apareceu-lhe uma criatura muito espantosa em um cavalo assustador, e perguntou-lhe por que estava assim tão triste.

O cavaleiro contou-lhe toda sua história. E a criatura espantosa lhe disse:
— Se quiseres fazer o que eu te mandar, eu te farei ter mais riquezas e mais honras que antes.

O cavaleiro lhe prometeu que faria tudo o que ele quisesse, se ele cumprisse o que estava prometendo. E o demônio lhe disse:
— Vai à tua casa e cava um lugar. Acharás muito ouro. E promete-me que tal dia trarás aqui a tua mulher.

O cavaleiro prometeu. Foi para casa e achou muita riqueza, segundo lhe dissera o diabo, e começou a viver como antes.

Quando veio o dia em que prometera levar sua mulher ao diabo, disse-lhe que subisse em um cavalo, porque haviam de ir longe. Apesar de grande temor, ela não ousou contradizer o marido e foi com ele, recomendando-se a Santa Maria.

Indo eles pelo caminho, viram uma igreja. Ela entrou e o marido ficou fora esperando-a. Enquanto ela rezava devotamente à Santa Virgem, adormeceu.

A Virgem tomou a semelhança daquela mulher, saiu da igreja, montou no cavalo e seguiu viagem com o cavaleiro, o qual pensava que tinha ao lado a sua mulher. Continuar lendo

O PAPA FRANCISCO E O “GREAT RESET”

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes do Dia de Martin Luther King – um memorial em homenagem à vida e realizações do pastor batista – onde encoraja todos os filhos de Deus a serem pacificadores.

O sonho de Martin Luther King “continua vivo”, escreveu o Papa em mensagem enviada em 18 de janeiro de 2021 aos participantes desta comemoração (“Beloved Community Commemorative Service”) que encerra uma semana de celebrações nos Estados Unidos.

O Papa se refere ao famoso “sonho” expresso em um discurso proferido em 28 de agosto de 1963, inspirado nos princípios de Gandhi e direcionado contra a segregação americana.

No mundo de hoje, que enfrenta cada vez mais os desafios das injustiças sociais, divisões e conflitos que impedem a realização do bem comum, acrescenta o Papa, o sonho da harmonia e da igualdade para todos os povos de Martin Luther King, alcançada por meios pacíficos e não violentos, ainda permanece vivo.”

O Papa continua: “cada um de nós é chamado a ser um pacificador, que une ao invés de dividir, que reprime o ódio em vez de alimentá-lo, que abre caminhos de diálogo em vez de erguer novos muros”, citando sua encíclica Fratelli tutti (n ° 284). “É apenas nos esforçando todos os dias para colocar esta visão em prática que podemos trabalhar juntos para criar uma comunidade construída sobre a justiça e o amor fraterno”, disse ele. Continuar lendo

O QUE IMPEDE A CONSAGRAÇÃO DA RÚSSIA AO IMACULADO CORAÇÃO? O VATICANO II

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Nossa Senhora pediu que a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração fosse realizada pelo Papa e por todos os bispos do mundo. Esta consagração nunca foi realizada conforme o pedido da Santíssima Virgem. Mas, por que é tão difícil realizar esta consagração, tão simples em si mesma?

Primeira razão

A consagração ao Imaculado Coração de Maria é um ato religioso dirigido a uma nação, isto é, a uma realidade política. É, portanto, contrária ao liberalismo político dos Estados preconizado pelo Concílio Vaticano II nos textos Dignitatis Humanae e Gaudium et Spes .

Segunda razão

Além disso, a consagração a Maria nada mais é do que uma “preparação para o reino de Jesus Cristo” [1]. Agora, desde o Concílio, a Roma modernista não parou de descoroar Jesus Cristo socialmente. Com efeito, foi ela quem sistematicamente organizou a apostasia das nações católicas em nome do Vaticano II [2].

Terceira razão

Essa consagração faria com que os cismáticos da Igreja Ortodoxa voltassem ao seio da Igreja Católica. É, portanto, contrário à teoria conciliar das “igrejas irmãs” (o famoso subsistit in da Lumen Gentium), segundo a qual as igrejas católica, ortodoxa e protestante são três partes da Igreja de Cristo. Continuar lendo

A FORMAÇÃO DA ELITE

Saint Louis Educated by His Mother, Blanche of CastilleDesde tempos imemoriais as massas foram escrutinadas a fim de se descobrir nelas os líderes. Embora tenha havido épocas mais felizes em que os homens superiores apareceram em maior número, a raridade deles, por outro lado, foi a situação mais habitual da humanidade. Os homens, os verdadeiros homens são raros. Montalembert podia afirmar: “São sempre os homens que faltam com as doutrinas, com as crenças e com os deveres”.

Se Diógenes voltasse à vida, ele poderia ainda, com lampião em mãos, andar pelas ruas em pleno meio dia em busca de homens completos, competentes, capazes de cumprir, por sua superioridade, uma missão de elite.

No entanto, talentos não faltam. Deus os dá em profusão, colocando-os em todas as classes da sociedade. Num instante eles brilham e trazem à luz grandes esperanças de beleza, força, piedade, integridade e fé; mas logo em seguida, arrebatados pelo caminho da vida material e dos prazeres, eles vão embora sem dar à religião e nem à pátria tudo o que elas tinham direito de esperar. Esses homens acabam não subindo até as alturas das elites. O que falta então? O que falta é a formação contínua e aperfeiçoada; o que falta é o esforço individual, é a constância no esforço.

O egoísmo mata a elite. Os interesses temporais, a avidez de facilidades, de luxo, de posições lucrativas, de honras e de sucesso mundano sempre atravancaram as dedicações e o dom de si ao bem comum.

Ademais, é com constante preocupação do bem comum que a Igreja sempre se empenhou em extrair das massas elites capazes de dirigi-la, capazes de serem forças vivas da religião e da sociedade.

Pouco tempo atrás, do alto da tribuna francesa, a ilustre e franca voz do Sr. Jean Lecour Grandmaison proclamava esta verdade: “O que caracteriza o cristianismo é o culto dos pequeninos, dos fracos, dos que choram. É o misereor super turbam e o chamado constante do peso da responsabilidade das elites”. Continuar lendo

“TODO ESQUERDISTA É UM DEFORMADO…” – OS FILHOS DO ÓDIO

ARTIGO: Desculpe-me, mas você é um inocente útil |Todo esquerdista é um deformado. E quanto mais culto, quanto mais vinculado aos seus precursores, humanistas no século XVI, “filósofos” ou “esclarecidos” do século XVIII e logo depois, os jacobinos e em seguida os maçons, todos os socialistas de todos os matizes firmam-se obstinadamente em certos postulados arbitrários e na certeza fanática de suas convicções. Quando lhes ocorre chocarem-se com os fatos, pior para os fatos. Se o povo simples, ainda não atingido por suas arengas, repele-os, muitas vezes por simples enfado (são chatíssimos), logo constróem em suas cabeças uma contorção pela qual ficam sendo “reacionários” ou “vendidos” os que não se deixam sensibilizar pelos seus esquemas, todos de conflito: ricos contra pobres, progressistas contra reacionários, inovadores contra “apegados aos seus privilégios de classe”, etc., etc.

Esta deformação mental, porém, tem raízes mais profundas e mais sombrias. Os socialistas são, realmente, almas ressentidas, poços de rancor generalizados, filhos do ódio. Seu ódio, normalmente, volta-se para os que servem-lhes de pretexto ou contra aqueles que lhes barram o caminho.

Que eles são filhos do ódio, sentiu o poeta e exprimiu-o muitíssimo bem. Fernando Pessoa, no seu poema “Ontem à tarde…” (Alberto Caeiro) vai fundo na percepção do que o socialista é: Continuar lendo

MAS, O QUE É A REVOLUÇÃO?

Jean-Joseph Gaume – Wikipédia, a enciclopédia livreMas o que é a Revolução? Fazer uma pergunta semelhante é evidenciar sua importância.

Se, arrancando a máscara da Revolução, lhe perguntardes: Quem sois? Ela vos dirá: 

Eu não sou o que pensam de mim; Muitos falam de mim, mas poucos me conhecem. Eu não sou nem o Carbonarismo, que conspira na sombra, nem a rebelião que brame nas ruas, nem a mudança da Monarquia em República, nem a substituição de uma dinastia por outra, nem o desvio momentâneo da ordem pública. Não sou nem os urros dos Jacobinos, nem os furores da Montanha, nem o combate das barricadas, nem a pilhagem, nem o incêndio, nem a lei agrária, nem a guilhotina, nem os afogamentos. Eu não sou nem Marat, nem Robespierre, nem Babeuf, nem Mazzini, nem Kossuth. Esses homens são meus filhos, mas eles não são eu. Todas essas coisas são minhas obras, mas elas não são eu. Esses homens e essas coisas são fatos passageiros, e eu, eu sou um estado permanente. 

Eu sou o ódio contra toda ordem religiosa e social não estabelecida pelo homem, e na qual ele não é rei e deus ao mesmo tempo; eu sou a proclamação dos direitos do homem contra os direitos de Deus; eu sou a filosofia da revolta, a política da revolta, a religião da revolta; eu sou a “negação armada” [Nihilum armatum]; eu sou a fundação do Estado religioso e social alicerçado na vontade do homem no lugar da vontade de Deus! Em uma palavra, eu sou a anarquia; pois eu sou ‘Deus destronado e o homem em seu lugar’. Eis porque eu me chamo “Revolução”, ou seja, a “desordem”, pois eu coloco em cima o que, segundo as leis eternas, deve estar em baixo, e em baixo o que deve estar em cima.

Esta definição é precisa: a própria Revolução vai nos provar ao enumerar suas exigências. O que sempre pediu e o que ainda pede a Revolução?

A Revolução sempre pediu, ela ainda pede a destruição da ordem social e religiosa existente. Ela a ataca incessantemente, sobre todos os pontos e de mil maneiras: pela injúria, pela calúnia, pelo sarcasmo, pela violência; ela a chama escravidão, superstição, degradação. Ela quer tudo destruir, a fim de tudo refazer.

Trecho do livro La Révolution, recherches historiques, Tomo I – Mons. Gaume – Tradução: Dominus Est

AS ORDENS DE CAVALARIA E OS TEMPLÁRIOS

Trabalho organizado pelo Prof. Cláudio de Cicco onde analisa as fontes históricas dos estudos sobre as Ordens de Cavalaria, suas origens, seu espírito, características, fins, código de honra, sua aprovação por São Bernardo de Claraval assim como as calúnias proferidas por Felipe o Belo Rei da França com o intuito de se apossar de seus bens materiais que culminara na extinção, em partes, dessa fantástica organização católica cujo espírito ressoa através do Século XXI nas almas daqueles que ainda lutam pelo Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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PANDEMIA, IGREJA E ESTADO – A HIERARQUIA DOS BENS

Breve considerações para os tempos de epidemia

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

“É por isso que, do mesmo modo que a ninguém é lícito descurar seus deveres para com Deus, e que o maior de todos os deveres é abraçar de espírito e de coração a religião, não aquela que cada um prefere, mas aquela que Deus prescreveu e que provas certas e indubitáveis estabelecem como a única verdadeira entre todas, assim também as sociedades não podem sem crime comportar-se como se Deus absolutamente não existisse, ou prescindir da religião como estranha e inútil, ou admitir uma indiferentemente, segundo seu beneplácito.” (1) .

1 – Essas fortes palavras do Papa Leão XIII não são a expressão de uma visão retrógrada, pois o Vigário de Cristo designa o próprio princípio da ordem social cristã, ordem necessária para uma expressão da sabedoria divina. O Cardeal Billot deu a justificação teológica para isso na segunda parte de seu Tratado sobre a Igreja (2).

2 – Essa ordem encontra sua profunda raiz na própria natureza do homem e em sua elevação gratuita a uma ordem sobrenatural. Os bens exteriores ao homem (as riquezas) são ordenados ao seu bem-estar corporal e o bem-estar corporal do homem é ordenado ao seu bem-estar espiritual natural, ou seja, ao bem natural de sua alma, e este bem natural da alma está, de alguma forma, ordenado ao fim último sobrenatural, à união sobrenatural do homem com Deus, pela qual a Igreja é responsável. É nessa medida exata em que o bem natural da alma é a condição necessária, embora não suficiente, do bem sobrenatural, uma vez que a graça pressupõe a natureza. Essa hierarquia de bens resulta na hierarquia dos poderes que cabe a eles adquirir (3).

3 – O poder do Estado tem (entre outros) em sua ordem própria, preservar a saúde pública (que é o bem do corpo) e de neutralizar para isso os efeitos nocivos de uma doença contagiosa. O poder da Igreja tem por fim, em sua ordem própria, assegurar o exercício do culto devido a Deus e determinar para isso, por meio de preceito, as condições concretas da santificação do domingo. Por serem distintas, cada um em sua própria ordem, o poder do Estado e o poder da Igreja não devem estar separados (4), porque o bem que cabe ao Estado não é, de fato, um fim último; ele mesmo é ordenado ao fim de ordem sobrenatural. Santo Tomás explica isso muito claramente no De Regimine, livro I, capítulo XV: “É o Papa quem cuida do fim último, a quem deve estar sujeito aqueles que cuidam dos fins intermediários, e é por suas ordens que eles devem ser direcionados”. (N ° 819). O Papa, portanto, exerce um poder “arquitetônico” em relação aos chefes de Estado e essa expressão significa que o Papa é responsável pelo fim último, segundo o qual os chefes de Estado são obrigados a organizar todo o governo da sociedade.

4 – A saúde, que é um dos principais aspectos do bem-estar corporal do homem, nada tem a ver com a santidade, pois é ordenada de alguma maneira ao exercício do culto e à santificação do domingo. Com efeito, mesmo que não seja necessário ter uma boa saúde para ser um santo e mesmo que alguém possa ser um santo sem ter uma boa saúde, normalmente, para poder ir à missa no domingo, um dos pré-requisitos é ter uma boa saúde. O papel do Estado é, portanto, preservar a saúde pública (e neutralizar uma epidemia) para assim oferecer a melhor condição para o exercício do culto, pelo qual a Igreja é responsável, e tornar ordinariamente possível a santidade. O Papa Leão XIII diz, com efeito, que “em uma sociedade de homens, a liberdade digna do nome consiste em que, com o auxilio das leis civis, possamos viver mais facilmente segundo as prescrições da lei eterna” (5). O Estado está, portanto, nessa questão, como em qualquer outra, na dependência da Igreja e subordinado a ela na medida exata em que seu papel é colocar o bem temporal, pelo qual é responsável, a serviço do bem eterno, cujo o Igreja é responsável. “O temporal“, diz Billot, “deve garantir que não haja impedimento à realização do espiritual e deve estabelecer indultos sob as quais pode ser obtido em completa liberdade“. E ele acrescenta que o fim temporal “não deve colocar nenhum obstáculo ao fim espiritual, e, se ele vir a se opor, deve favorecer o espiritual, mesmo à custa de seu próprio detrimento”(6). Palavras surpreendentes aos olhos da razão, mas palavras verdadeiras aos olhos da razão iluminada pela fé. Porque “é melhor entrar com um olho na vida eterna do que ser lançado com dois olhos no fogo do inferno”(7) . Continuar lendo

HITLER QUERIA SEQUESTRAR O PAPA: O PLANO SECRETO DO VATICANO PARA PROTEGER PIO XII

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Documentos inéditos dos arquivos da Gendarmeria Pontifícia revelam o plano secreto implementado para defender a Santa Sé e “exfiltrar” o Papa Pio XII, no caso de uma ocupação do Vaticano. 

Entre 8 de setembro de 1943 – data da ocupação de Roma pelos alemães – e a libertação da Cidade Eterna, em 4 de junho de 1944, o Vaticano se viu nos olhos de um ciclone. Esse período é destacado pelo historiador Cesare Catananti em seu livro Il Vaticano nella tormenta, publicado pelas edições San-Paolo, em 17 de janeiro de 2020.

Por meio de documentos que ele pôde, excepcionalmente, consultar na sede da gendarmeria papal, o historiador demonstra que o chanceler alemão havia planejado a invasão dos 44 hectares do Vaticano, bem como o sequestro do soberano pontífice. Ele seria deportado então para Munique ou para o Liechtenstein. 

O secretário de Estado, tendo sido informado sobre esse projeto, colocou em prática um verdadeiro plano de guerra. O Vaticano montou uma barricada: reforço das grandes portas com monumentais barras e sacos de areia, organização da defesa pela guarda suíça, fornecimento de água e comida para se preparar para um longo cerco. 

Se Hitler não recuasse por nada e decidisse enviar seus panzers para romper a muralha, não havia problema, o plano de defesa previa uma redistribuição tática nos palácios apostólicos, com, como fase final, um corpo a corpo sangrento com a guarda nobre, à porta do apartamento pontifício, onde o agressor pensaria ter encontrado o soberano pontífice. 

O tempo ganho por uma luta tão heróica e desesperada seria usado para permitir que o sucessor de Pedro e seus familiares chegassem à torre gregoriana – também chamada Torre dos Ventos – localizada ao norte da Basílica do Vaticano. Através de passagens secretas, todos poderiam chegar rapidamente a um lugar seguro, com o apoio do MI9 britânico. 

A invasão não ocorreu, mas a história está cheia de reviravoltas. Em junho de 1944, na época da libertação de Roma, Pio XII abriria a muralha leonina aos soldados alemães – os mesmos que deveriam pegá-lo alguns meses antes – a fim de protegê-los das represálias de uma população exacerbada e com sede de vingança.