ENTEVISTA DO PE. DAVIDE PAGLIARINI DURANTE XIV CONGRESSO DO COURRIER DE ROME

Entrevista do Pe. Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X realizada por ocasião do XIV Congresso do “Courrier de Rome”, sobre o tema “Francisco, o papa pastoral de um concílio não dogmático

TOMADA DE BATINA, TONSURAS E SUBDIACONATO NO SEMINÁRIO SANTO TOMÁS DE AQUINO, EM DYLLWIN (EUA) – 2019

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

No dia 2 de Fevereiro de 2019, Sua Excelência D. Bernard Fellay, Bispo auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X . concedeu a batina a 24 seminaristas do primeiro ano no Seminário Santo Tomás de Aquino, em Dillwyn (EUA): 21 americanos, 2 irlandeses e 1 canadense.

Ele também conferiu a tonsura a 8 candidatos (6 americanos, 1 canadense e 1 irlandês), bem como o subdiaconato a 1 seminarista americano e a segunda ordem menor a outro.

Mons. Marcel Lefebvre, fundador da FSSPX, sempre defendeu o uso da batina como sinal de sacrifício: um sermão vivo, pregando Nosso Senhor Jesus Cristo no mundo. Foi também o sentido do sermão de D. Fellay, que pregou sobre o profundo significado dessa tomada de batina que separa esses jovens seminaristas do resto do “mundo”.

A batina, sóbria e austera, simboliza o distanciamento dos seminaristas do mundo em tudo o que pode ter de frívolo, de leve, de superficial. Ela também indica, de um ponto de vista positivo, o estreito vínculo que agora os une a Nosso Senhor Jesus Cristo.

O Seminário de Dillwyn está localizado na Virgínia, no condado de Buckingham. Foi inaugurado em 4 de novembro de 2016, na festa de São Carlos Borromeu, o grande cardeal que aplicou a reforma do Concílio de Trento em seu arcebispado de Milão.

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

 

TOMADA DE BATINA NO SEMINÁRIO SANTO CURA D’ARS EM FLAVIGNY (FRANÇA) – 2019

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

No dia 2 de fevereiro, no Seminário Santo Cura d’Ars, D. Tissier de Mallerais, bispo auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, concedeu o hábito clerical aos 16 seminaristas do primeiro ano.

Os novos levitas são franceses em sua maior parte, mas também há 2 ingleses, 1 português e 1 suíço. Cerca de 30 padres da FSSPX – de toda a França – vieram prestigiá-los, incluindo o Pe. Benoît de Jorna, Superior do Distrito da França. O Pe. Robert Brucciani, Superior do Distrito da Grã-Bretanha, assistiu o Bispo como diácono assistente. O Padre Samuel Bon, encarregado do apostolado da Fraternidade em Lisboa, Porto e Fátima, conduziu uma bela delegação de fiéis portugueses.

Os padres de Mérigny estavam representados, assim como os Capuchinhos, as Irmãs e Oblatas da FSSPX, e também as professoras Dominicanas de Brignolles e Fanjeaux.

Em sua homilia, o celebrante comparou a entrada dos levitas no santuário e a entrada de Jesus no templo no dia de Sua apresentação: a batina é um sinal de contradição. Ele citou uma Carta Circular de Mons. Lefebvre aos seus confrades, quando era Superior Geral dos Padres do Espírito Santo: “Vocês não são do mundo”(Jo 15,19)(…); “Vocês serão minhas testemunhas” (At 1, 8)!  Precisamente a batina traz essas duas finalidades, marcando a separação do mundo e o testemunho dado a Nosso Senhor. (…) A vestimenta laica, o desaparecimento de todo testemunho do traje aparece claramente como falta de fé no sacerdócio, um menosprezo do sentido religioso ao próximo e, além disso, uma covardia, uma falta de coragem em suas convicções. (11 de fevereiro de 1963)

O seminário de Flavigny está instalado na Casa Lacordaire, que acaba de celebrar 200 anos de vida religiosa. Em 4 de novembro de 1818, a propriedade que havia sido, no século XIII, a moradia do oficial de justiça real de Auxois, tornou-se o seminário menor da diocese de Dijon. De 1824 a 1846 foi a Sede das Irmãs da Providência de Vitteaux.

Em 1848, Pierre Grognot, Cura de Flavigny, ofereceu a propriedade ao Revmo. Pe Lacordaire. O famoso pregador e restaurador da Ordem Dominicana na França fez dela o noviciado dominicano da província da França. Foi nessa época que a igreja foi construída.

Após a expulsão dos dominicanos em 1880 e 1903, outras comunidades os sucederam: as Ursulinas e as Dominicanas. O convento de Saint-Dominique, desde essa época, leva o nome de Casa Lacordaire. Em 1939, as Missionárias Dominicanas mudaram sua sede para lá. Elas permaneceram até 1971, cuidando dos doentes e do oratório. Sua presença permanece gravada na memória dos flavignianos. Seu fundador descansa no cemitério da propriedade.

Em 1971, as Pequenas Irmãs de São Francisco adquiriram o prédio para fundar, com a ajuda de Mons. Coache, um ramo de observância tradicional. Eles se dedicam ao cuidado dos idosos e continuam hoje suas atividades na Bretanha, em Trévoux.

Em 1986, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X mudou-se para esta casa para formar Seminaristas e Irmãos no espírito tradicional da Igreja. Foram mais de 680 candidatos de 38 nacionalidades diferentes que passaram lá nesses 30 anos.

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

 

SEXO NÃO SE APRENDE NA ESCOLA

Fonte: Boletim Permanencia

Não se sabe exatamente o que acontece quando o Papa Francisco entra em um avião, mas é justamente a milhares de metros de atitude que costuma dar as mais desastrosas declarações. Desde o início do seu pontificado tem sido assim, ou já esquecemos o tristemente celebre “Quem sou eu para julgar”?

Não foi diferente no recente vôo de volta do Panamá quando, numa coletiva de imprensa, disparou: “Creio que nas escolas é preciso dar educação sexual. Sexo é um dom de Deus, não é um monstro”. E talvez para tranquilizar as almas mais conservadoras, ou predispostas a aceitar tudo desde que dito com certas mesuras, acrescentou: “Precisamos oferecer uma educação sexual objetiva, como é, sem colonização ideológica. Porque se nas escolas se dá uma educação sexual embebida de colonizações ideológicas, se destrói a pessoa”.

É um escândalo que uma proposta como essa venha do próprio Papa! Francisco coloca-se aqui em oposição frontal ao ensinamento claríssimo de Pio XI que, não numa conversa com jornalistas, mas na Encíclica Divini illius magistri, declarou sem meias-palavras: “Assaz difuso é o erro dos que, com pretensões perigosas e más palavras, promovem a pretendida educação sexual”.

Para que não reste dúvidas, citemos ainda o Decreto do Santo Ofício de 21 de março de 1931, que respondeu de modo taxativo sobre a possibilidade dos católicos aprovarem a educação ou iniciação sexual: Continuar lendo

DOM LOURENÇO FLEICHMAN: “É PRECISO DOBRAR A INTELIGÊNCIA À VERDADE REVELADA”

Excelente entrevista de Dom Lourenço Fleichman aos fiéis da missão da FSSPX em Parnaíba, no Piauí, publicada no site Capela Santo Agostinho.

Acerca da situação do catolicismo hoje no mundo e no Brasil, há um ressurgimento mais evidente da Tradição Católica? Que sinais e iniciativas podem indicar isso?

É evidente que houve uma mudança na vida da Tradição dentro da Igreja nos últimos anos que variou de uma certa unidade de pensamento e de doutrina, porque durante muitos anos a Tradição existia em torno da obra de Monsenhor Lefebvre e de obras próximas da Fraternidade São Pio X, entre as quais nós incluímos a própria Permanência, que já há 50 anos combate pela Tradição.

Acontece que, ao longo dos anos, algumas dissidências foram acontecendo. Umas, para a esquerda – e eu diria que são aqueles legalistas que caíram no erro de achar que tudo tem que ser na obediência ao Vaticano II, ao Papa que nos exige a adesão a Vaticano II. E, outras que caíram para a direita, e são os sedevacantistas que, ao contrário dos primeiros, ensinam que o Papa não seria Papa. E essas dissidências foram se autodividindo dentro do espírito sectário, como em geral acontece, enquanto que a Fraternidade São Pio X e as suas obras amigas permaneceram com os mesmos princípios, os mesmos critérios e as mesmas atitudes e atividades.

Então, hoje nós estamos vendo o aparecimento de todo um movimento chamado conservador, que alguns acreditam ser tradicional, mas, na verdade não é. É um movimento conservador que mistura várias tendências diferentes, várias opiniões diferentes, tanto na religião quanto na política. E tudo isso vai sendo considerado como fazendo parte do mesmo grupo, e não faz. São grupos diferentes, com princípios e critérios diferentes. Então, eu acho que essa é a principal mudança que nos trouxe hoje uma quantidade grande de grupos e pessoas e que se dizem da Tradição, mas, na verdade, não seguem a orientação da Fraternidade São Pio X ou os princípios norteadores que Dom Marcel Lefebvre nos mostrou no seu combate pela Tradição. Continuar lendo

O DIA EM QUE A TERRA PAROU

Fonte: Boletim Permanencia

Nossa Senhora de Fátima anunciou em 13 de julho de 1917 aos três pastorinhos:

“A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre.”

Essa noite alumiada ocorreu há 81 anos no reinado do Papa Ratti, Pio XI.

Registro da “noite alumiada por uma luz desconhecida”:
Prenúncio de uma guerra ainda pior que a primeira

O fenômeno ocorreu em toda a Europa e também foi percebido em várias regiões do hemisfério norte. Será que Pio XI, que conhecia essa parte do segredo, compreendeu o sinal do céu?

Vinte e um anos mais tarde, na mesma data, João XXIII assombrou o século ‘sinalizando’ um desejo intempestivo, como confessou mais tarde:

“A ideia mal surgiu em nossa mente e logo a comunicamos com fraternal confiança aos senhores cardeais, lá na Basílica Ostiense de São Paulo Fora dos Muros, junto ao sepulcro do Apóstolo dos Gentios, na festa comemorativa de sua conversão, a 25 de janeiro de 1959”. (Alocução 20/2/62) Continuar lendo

O APOSTOLADO DA FSSPX EM UMA PRISÃO NOS ESTADOS UNIDOS

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Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Um Retiro Inaciano foi conduzido pela FSSPX sob circunstâncias excepcionais: trancados a chave em Lamesa, Texas.

No início deste verão, um padre da Fraternidade teve o privilégio de pregar os Exercícios Inacianos a 40 detentos de uma prisão no oeste do Texas (EUA).

A Unidade Preston Smith, parte do sistema penitenciário em Lamesa, Texas, pode acomodar mais de 2.200 presos, em diferentes graus de confinamento. Esta prisão tem a grande graça de contar com um dedicado catequista católico tradicional, o Sr. Michael Banschbach, que visita a prisão duas vezes por mês para instruir na fé entre 40 e 50 prisioneiros. Como você pode se lembrar, da entrevista na edição de maio-junho de 2016 da Revista The Angelus, o Sr. Michael Banschbach mora em Midland, Texas, com sua grande família. Sob os auspícios e com a bênção dos sacerdotes da Fraternidade, ele iniciou um apostolado na prisão, que deu muitos frutos em todo o estado.

A prisão veio sediar o retiro após um encontro casual do capelão com um padre da Fraternidade que visitava o local para celebrar a Santa Missa para alguns dos internos. No decorrer da conversa, surgiu o tema dos Exercícios Inacianos. Alguns meses depois, o capelão da prisão perguntou ao Sr. Banschbach: “quando aquele padre virá aqui pregar um retiro?”

Então, depois de obter permissão do Superior de Distrito e de tomar as providências necessárias, o Retiro foi planejado para ocorrer entre 10 e 12 de maio de 2018. Logisticamente, as circunstâncias eram compreensivelmente muito difíceis. Os presidiários foram confinados em compartimento único – neste caso, o ginásio – e o tempo previsto era das 8:00h às 20:00h. Não havia possibilidade, como normalmente se tem em um retiro, para sair para uma caminhada ou voltar a o quarto. Os dias de 12 horas acabaram sendo dias de 14h, graças à intervenção do capelão da prisão com o diretor, que nos permitiu estendê-lo até as 22:30h. Continuar lendo

O QUE ESPECIALMENTE DEVEM OS JOVENS EVITAR

Resultado de imagem para são joão boscoFugir do ócio

O laço principal que o demônio arma á juventude é o ócio, origem funesta de todos os vícios.Persuadi-vos pois, meus caros jovens, que o homem nasceu para trabalhar e quanto evita o trabalho, está fora do seu centro e corre grande perigo de ofender a Deus.O ócio diz o Espírito        Santo, é o pai de todos os vícios e a ocupação os combate e os vence a todos.Nada atormenta mais os condenados no inferno do que o pensamento de ter passado no ócio aquele tempo, que Deus lhe tinha dado para se salvarem.Pelo contrário, nada há que tanto console os bem-aventurados no paraíso, quanto a pensar que um pouco de tempo empregado na glória de Deus lhes proporcionou uma felicidade eterna.

Não quero com isso dizer que deveis andar ocupados desde a manhã até à noite, sem nenhum descanso: eu vos quero bem e vos concedo de boa mente aquelas diversões que não são pecado.Todavia, não posso deixar que recomendar-vos de preferência aquelas coisas que, enquanto servem de recreio, também podem ser alguma utilidade.

Por exemplo, o estudo da história, de geografia e das artes mecânicas e liberais e outros estudos e trabalhos domésticos, os quais, enquanto vos distraem, podem dar-vos conhecimentos úteis e honestos e contentar os vossos superiores.Podeis, além disso, também divertir-vos, bem entendido, em jogos e divertimentos lícitos, capazes de recrear-vos sem se vos tornarem de peso.Antes porém pedi a devida licença e daí preferência aos jogos que requerem destreza de movimentos, por serem os mais úteis á saúde.Longe de vós certos enganos, pequenas fraudes, trapaças, certos ditos picantes, que muitas vezes causam discórdias e ofendem os vossos companheiros.No brinquedo na conversação ou em outro qualquer passatempo, elevai alguma vez o vosso pensamento a Deus, oferecendo aqueles mesmos divertimentos para sua honra e glória.Ómnia in glóriam Dei fácite, escreve São Paulo.São Luis, enquanto se entretinha uma vez brincando alegremente com outros seus companheiros, ao ser interrogado que teria feito, se naquele instante viesse um Anjo avisá-lo que, depois de um quarto de hora, Deus o teria chamado ao seu tremendo juízo, prontamente respondeu que teria continuado a brincar: “Porque estou, acrescentou, que estes divertimentos agradam a Deus”.

O que muito encarecidamente vos recomendo, quanto aos passatempos e recreios, é que fujais, como da peste, dos maus companheiros. Continuar lendo

A ESTATUAZINHA DE SÃO JOSÉ

Resultado de imagem para são josé estatuaDois carroceiros estavam suas carroças com os escombros de um casarão que fôra demolido. Eram bons e honrados, mas, em matéria de religião, completamente indiferentes e ignorantes. De repente um deles tirou com sua pá do montão de entulho uma estatuazinha de S. José.

– Toma – disse ao seu companheiro – um deusinho…

– Não o quebres: isto te traria má sorte.

– Tu crês em contos de avozinhas?

– É melhor que mo dês, pois, embora não sendo muito de igreja, prefiro levar um santinho para minha casa a atirá-lo no carro. Isso me sairia mal depois.

– Tens razão, replicou o outro, lembrando-se talvez do tempo de sua primeira comunhão: é melhor levá-lo…

Passaram-se anos. O carroceiro era já um velho inválido, estendido num leito de madeira carcomida. No quarto, duas cadeiras desconjuntadas, uma mesinha cambaleante e uns pedaços de cobertores. Acabava seus dias na miséria. A seu lado uma netinha de treze anos…

– Vovô, o Sr. quer, eu vou chamar o padre que nos dá catecismo; ele é bom.

– Não, filha, ainda não estou tão mal…

É sempre assim. Os pobrezinhos nunca julgam estar muito mal. Mas S. José cuidou dele.

– Mariazinha, traga-me a estátua de S. José que está ali… ela quer me falar… eu a ouço…

– Pobre vovô! a febre devora-o…

Põe-lhe nas mãos a imagem de São José e põe-se a chorar. Parece-lhe chegado o momento de insistir:

– Vovozinho, o Sr. quer falar com o vigário? Ele é tão bom; o Sr. conhece…

– Falar? falar é coisa muito vaga; diga-lhe que quero confessar-me, ouviu?

– Obrigada, meu S. José. Salvais a quem vos respeitou; obrigada, obrigada, dizia a menina, correndo em busca do padre.

Reconciliado com Deus, e beijando a estatuazinha, dizia às pessoas presentes: – Não vos esqueçais de Deus, dos deveres religiosos, da missa aos domingos. Eu não fazia nada disso e estou arrependido. S. José me salvou.

Alguns dias depois o velho carroceiro morria santamente abraçado à estatuazinha do seu grande benfeitor S. José.

Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves

A PONTIFÍCIA COMISSÃO ECCLESIA DEI É SUPRIMIDA PELO PAPA FRANCISCO

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Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Em 17 de janeiro de 2019, o Papa Francisco suprimiu a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, criada em 1988 por seu predecessor, o papa João Paulo II.

A Carta Apostólica em forma do Motu Proprio do Papa foi publicada em 19 de janeiro, ao meio-dia, pela Sala de Imprensa da Santa Sé e inserida no L’Osservatore Romano. A partir de agora, as competências da Comissão são inteiramente atribuídas à Congregação para a Doutrina da Fé, que retomará suas atividades em uma seção especial. Esta transferência, explica o Soberano Pontífice, responde a um pedido feito em uma reunião deste dicastério em 15 de novembro de 2017, aprovado por ele mesmo em 24 de novembro seguinte e validado em sessão plenária em janeiro de 2018.

O Papa recordou que, há mais de trinta anos, seguindo as consagrações episcopais de 1988, João Paulo II queria favorecer “a plena comunhão eclesial” dos “sacerdotes, religiosos e comunidades ligadas à Fraternidade fundada pelo Arcebispo Marcel Lefebvre“. O objetivo era ajudá-los a permanecerem “unidos ao Sucessor de Pedro na Igreja Católica, mantendo suas tradições espirituais e litúrgicas“. Esta preservação das tradições espirituais e litúrgicas foi assegurada em 2007 pelo Motu proprio  Summorum Pontificum do Papa Bento XVI.

Esta lembrança histórica do Papa Francisco tem o mérito de mostrar como esta Comissão Pontifícia foi fundada: pela condenação do Arcebispo Lefebvre e sua obra. Em 30 anos de existência, limitou-se principalmente aos aspectos litúrgicos, a fim de responder à “sensibilidade” dos padres e fiéis conservadores, e para contrariar o estabelecimento da Fraternidade São Pio X em todo o mundo …

Mas após o levantamento das supostas excomunhões dos Bispos da Tradição em 2009, Bento XVI considerou que as questões doutrinárias pendentes motivaram o fato que a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei passa agora a estar ligada à Congregação para a Doutrina da Fé. O objetivo é realizar discussões de caráter doutrinal com a Fraternidade de São Pio X.

Primazia da Doutrina da Fé

Hoje, o Papa Francisco considera que as comunidades religiosas que atualmente integram a Pontifícia Comissão adquiriram estabilidade: tanto em número como em atividade, asseguram a celebração da Missa segundo a “forma extraordinária“. Mas, observa ele, “os objetivos e questões tratados pela Pontifícia Comissão Ecclesia Dei são essencialmente doutrinais“. Obviamente, esses objetivos e questões são irrelevantes para essas comunidades. Assim, de fato, é com a FSSPX que eles surgem.

Esta já era a declaração feita pelos Cardeais em 15 de novembro de 2017: “Solicitou-se que o diálogo entre a Santa Sé e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X seja conduzido diretamente pela Congregação [para a doutrina da fé], as questões tratavam de ter um caráter doutrinário“.

Uma conclusão é óbvia: as chamadas comunidades Ecclesia Dei conservam “suas tradições espirituais e litúrgicas“, que obviamente não entram na discussão. Se eles permanecem ligados a uma seção da Congregação para a Doutrina da Fé, isso é algo acidental. Eles podem muito bem ter missa, as “tradições espirituais e litúrgicas”, mas não a doutrina que a acompanha.

Essa é a grande crítica que a FSSPX sempre fez a Dom Gerard e a todos aqueles que acreditaram ser seu dever romper a unidade da Tradição para negociar um acordo puramente prático. A crise da Igreja não pode ser reduzida a uma questão espiritual ou litúrgica. É mais profundo porque toca o coração da fé e a doutrina da revelação, o direito de Cristo Rei reinar aqui abaixo nos homens e nas sociedades.

MEIOS DE PERSEVERANÇA – O QUE DEVEM FAZER ESPECIALMENTE OS JOVENS

Resultado de imagem para são joão boscoComo se ao de haver nas tentações

Também na vossa tenra idade, amados jovens o demônio vos arma laços para vos cair em pecado e assim tornar a vossa alma sua escrava e inimiga de Deus.Deveis pois vigiar atentamente para não sucumbirdes quando fordes tentados, isto é, quando o demônio vos instiga a fazer mal.

Muito contribuirá a preservar-vos das tentações o evitar as ocasiões, as más conversas e os espetáculos públicos, onde não há nada de bom e de onde sempre vem algum dano á alma.Procurai estar sempre ocupados no vosso ofício, no estudo, no canto, na música e quando não tendes nada para fazer, armai altarzinhos, arranjai imagens ou quadros ou ide entreter-vos algum tempo em diversões honestas, bem entendido, com licença dos pais.Faze com que o demônio não te encontre nunca desocupado, diz São Jerônimo.

Quando fordes tentados, não espereis que a tentação se apodere de vosso coração, mas fazei logo uma coisa para livrar-vos dela, ou pelo trabalho ou pela oração.E se a tentação continuar, fazei o sinal da cruz, beijai algum objeto, bento dizendo: Maria, auxílio dos cristãos, rogai por mim; ou então: São Luis, fazei com que não ofenda o meu Deus.Indico-vos este santo, porque foi proposto pela Igreja como padroeiro especial e modelo da juventude.Ele, com efeito, para vencer as tentações, fugia de todas as ocasiões; jejuava freqüentemente a pão e água, açoitava-se de tal forma que as roupas, as paredes e o chão ficavam salpicados de seu sangue inocente.Foi assim que são Luis obteve uma completa vitória sobre todas as tentações.Assim a obtereis também vós, se procurardes imitá-lo ao menos na mortificação dos sentidos, especialmente na modéstia, e se vos encomendardes de coração a ele quando fordes tentados.

Remédios para algumas ciladas de que o demônio usa para enganar a mocidade

 O primeiro laço que o demônio costuma armar-vos para alcançar a ruína das vossas almas, é sugerir-vos o pensamento de que será muito difícil que durante quarenta, cinqüenta ou sessenta anos, que vos promete de vida, possais caminhar pela difícil vereda da virtude, sempre afastados dos prazeres. Continuar lendo

NÃO FOI POR ACASO

Resultado de imagem para santíssima virgemCerta noite o Padre Baron, Vigário em Douai, foi chamado para confessar uma moribunda. Era noite chuvosa e muito escura. Enganou-se com o número da casa, entrando noutra. No corredor disse-lhe uma senhorita que no segundo andar também havia uma senhora que ia morrer em breve.

Sobe, e bate à porta. Um homem, de rosto carrancudo, apresenta-se e pergunta o que deseja aí. O Sacerdote vê a doente no fundo do quarto. Quer adiantar-se, mas o homem, furioso, impede-o, ameaçando joga-lo escada abaixo.

A mulher, porém, com voz fraca pede: “Pelo amor de Deus, Padre, venha cá, quero confessar-me!”

O ministro de Deus, um desses homens robustos e decididos, disse ao que lhe queria vedar a passagem, que se retirasse, e já, pois atenderia a doente.

Aquele senhor, embora esbravejando de ira, afastou-se para longe.

– É a Virgem Santa quem vos mandou, falou logo a moribunda; meu marido, até hoje, resistiu a todos os meus pedidos, recusando a vinda de um Sacerdote. Faz dez anos que não posso ir à igreja por causa dele. Contudo, rezei diariamente à Nossa Senhora, cheia de confiança, esperando ser atendida. E eis a bela graça…

Confessou-se direitinho. E então o Padre perguntou como conseguira manda-lo chamar.

– Não mandei ninguém.

– Mas não sois a senhora fulana de tal? Disse-lhe o Vigário.

– Não, senhor; até nem conheço essa pessoa.

– Mas não é essa a casa número 30 da Rua S. Tiago?

– Não, senhor, aqui é número 50.

O Padre despediu-se para ir visitar a senhora que o mandara chamar, prometendo-lhe regressar para lhe dar o Santo Viático.

Meia hora depois estava de volta, para encontrar um cadáver.

Nossa Senhora permitiu que o Padre errasse o número da casa para socorrer sua piedosa devota.

 

Como Maria Santíssima é boa! – Frei Cancio Berri C. F. M.

REVISTA “GUARDE A FÉ” – Nº 2

Já está disponível (para compra ou como parte da assinatura) o número 2 da Revista Guarde a Fé, publicação da Fraternidade Sacerdotal São Pio X no Brasil:

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A Revista “Guarde a Fé – Nº 1 pode ser vista e adquirida clicando aqui

DO QUE NECESSITA UM JOVEM PARA SER VIRTUOSO?

Resultado de imagem para jovens catolicosConhecimento de Deus

Observai, queridos filhos, tudo o que existe no Céu e na terra.O sol, a lua, as estrelas, o ar, a água, o fogo; tempo houve em que todas estas coisas não existiam.Nenhuma coisa pode jamais dar a existência a si mesma.Deus com a sua onipotência, as tirou todas do nada, criando-as; é por isso que Ele se chama Criador.

Este Deus, que sempre existiu e sempre há de existir, depois de ter criado todas as coisas contidas no Céu e na terra, criou também o homem, que é a mais perfeita de todas as criaturas visíveis.Por isso, os nossos olhos, a boca, a língua, os ouvidos, as mãos, os pés, são todos dons do Senhor.

O homem distingue-se de todos os outros animais, principalmente por ter uma alma que pensa, raciocina, quer e conhece o que bem e o que é mal.Esta alma, por ser um puro espírito, não pode morrer com o corpo; mas, quando este for levado a sepultura, irá ela começar outra vida, que mais há de acabar.Se praticou o bem, será sempre feliz com Deus no Paraíso, onde gozará de todos os bens eternamente; se fez o mal, será punida com um terrível castigo, no inferno, onde padecerá para sempre o fogo e toda a sorte de tormentos.

Considerai contudo, meus filhos que nós fomos criados todos para o Paraíso e Deus, que é Pai bondoso, condena ao inferno somente quem o merecer pelos seus pecados.Óh! quanto o Senhor nos ama e quanto deseja que façamos boas obras para assim poder-nos tornar participante daquela grande felicidade, que tem reservada para todos eternamente no Céu! Continuar lendo

FÁTIMA E O DEVER DE ESTADO

Pe. Bertrand Labouche – FSSPX

Na aparição de 13 de setembro, Nossa Senhora de Fátima pediu aos três pastorinhos para não usar a corda à noite. Para converter os pobres pecadores, eles tinham decidido oferecer o sacrifício de trazer uma corda amarrada sobre os rins dia e noite, mas Nossa Senhora lhes lembrou que a noite foi feita para descansar.

“O dever antes de qualquer outra coisa”, por mais santa que seja”, dizia o Pe. Pio.

O dever de estado é um grande meio de santificação. Irmã Lúcia escreveu numa carta de 1943 o que Nosso Senhor lhe revelou sobre o assunto:

Esta é a penitência que o bom Deus agora pede: o sacrifício de cada um para impor a si mesmo uma vida de justiça na observância da Sua lei.Ele deseja que se faça conhecer com clareza este caminho às almas; pois muitas, julgando que o sentido da palavra ‘penitência’ restringe-se às grandes austeridades, por não sentirem forças nem generosidade para elas, desanimam e descansam numa vida de tibieza e pecado.

“[…] estando na capela, com licença de meus superiores, às 12 da noite, me dizia Nosso Senhor: ‘O sacrifício que o cumprimento do seu próprio dever e a observância da minha lei exige de cada um, é a penitência que agora peço e exijo.”

À fidelidade à vontade de Deus — significada pelos seus Mandamentos e pelo nosso dever de estado — somemos a conformidade àquilo que Deus deseja para nós, segundo as palavras do Anjo de Fátima aos pastorinhos: “Aceitai e suportai, com submissão, o sofrimento que o Senhor vos enviar”.

“O mais difícil não é o ímpeto do fervor das vigílias noturnas, das procissões de pés descalços sobre o solo pedregoso ou ardente, se isso não passa de um episódio passageiro. O mais difícil é a fidelidade constante aos deveres de católico mesmo quando são incômodos,às práticas piedosas, aos sacrifícios mais pequenos da vida quotidiana, com espírito de reparação, humildade e  amor” (Discurso do Papa Pio XII, 22/11/1946). O que não exclui, evidentemente, se inscrever numa peregrinação, assistir à Missa nos dias de semana ou fazer um retiro, mas com a finalidade, precisamente, de ser mais fiel ainda a seus deveres. Continuar lendo

A ESPÓRTULA E AS INTENÇÕES DE MISSA

Os fiéis que desejam que o sacerdote celebrante aplique a missa, ou melhor, o fruto especial da missa, por sua intenção particular, dão a ele uma esmola chamada “espórtula”, que pode variar de acordo com as regiões e suas custas correspondentes. Esta é uma prática fundada na razão e na tradição eclesiástica e aprovada pela Igreja, que substituiu o antigo e piedoso costume dos fiéis oferecerem a matéria da Missa e doações para o sustento digno do clero e dos pobres confiados à Igreja.

Estas ofertas livres e generosas, ao serem suprimidas ao longo do tempo, foram substituídas pelas espórtulas e direitos paroquiais ou direitos de estola, que costumam ser mal interpretados, quase sempre por ignorância ou por informação insuficiente.

Então, é possível dizer que as missas são vendidas? De nenhum modo. O sacerdote não vende a missa e os fiéis não a compram. O sacerdote oferece o fruto comunicável da Missa em benefício dos fiéis que lhe pedem.

AS INTENÇÕES DA MISSA

Os fiéis, ao pedirem uma missa e oferecerem as “espórtulas” correspondentes, indicam ao padre uma ou mais intenções, que ele leva em conta ao celebrar. Essas intenções podem ser por si ou por outra pessoa, por vivos ou falecidos, por assuntos materiais ou espirituais, em ação de graças ou pedindo por elas, etc. É possível rezar por todos os vivos, não se excluindo da intenção de orações nem mesmo os infiéis e acatólicos ou excomungados; no entanto, para estes somente é possível rezar a Missa em particular. Quanto às pessoas privadas de sepultura eclesiástica, tais como os comunistas, maçons, suicidas e duelistas, divorciados, aqueles que viviam maritalmente sem a bênção da Igreja, aqueles que tenham solicitado a cremação e aqueles que cometeram um pecado grave público, também é possível celebrar missas por eles, mas não publicamente, nem uma Missa de Requiem, seja de aniversário de falecimento ou qualquer funeral público. Continuar lendo

O FUTURO DA IGREJA E DAS VOCAÇÕES

Tradução: Permanencia

O Pe. Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, concedeu uma entrevista exclusiva ao site oficial do Distrito Francês da FSSPX, La Porte Latine, na qual relembra a fecundidade da Cruz para as vocações e as famílias. Ele enfatiza particularmente a necessidade de guardar o espírito autêntico do fundador, Dom Marcel Lefebvre, “um espírito de amor pela fé e pela verdade, pelas almas e pela Igreja”, em face da recente canonização de Paul VI e da promoção da sinodalidade na Igreja.

Faz agora cinco meses que o senhor foi eleito Superior Geral da Fraternidade São Pio X, para um mandato de doze anos. Estes cinco meses certamente lhe permitiram uma primeira visão geral sobre a obra fundada por Dom Marcel Lefebvre, em complemento à sua já rica experiência pessoal. Qual a sua impressão e quais as prioridades para os próximos anos?

A Fraternidade é uma obra de Deus, e quanto mais a conhecemos, mais a amamos. Duas coisas mais me impressionaram. Primeiro, o caráter providencial da Fraternidade: ela é o resultado de escolhas e decisões de um santo guiado unicamente por uma prudência sobrenatural e “profética”, cuja sabedoria apreciamos mais e mais à medida que os anos passam e a crise da Igreja se agrava. Depois, pude constatar outra vez que não temos a regalia de sermos poupados: o Bom Deus santifica todos os nossos membros e fiéis mediante os fracassos, as provas, as decepções, em uma palavra, pela cruz e não por outros meios.

Com 65 novos seminaristas este ano, a Fraternidade atingiu o recorde de ingressos em seus seminários dos últimos trinta anos. O senhor foi reitor do seminário de La Reja, na Argentina, durante quase seis anos. Como pretende favorecer o desenvolvimento de vocações ainda mais sólidas e numerosas?

Estou persuadido de que a verdadeira solução para aumentar o número e a perseverança das vocações não reside principalmente nos meios humanos, ou por assim dizer, “técnicos”, tais como boletins informativos, visitas apostólicas ou publicidade. Antes de tudo, uma vocação para nascer precisa de um lar onde se ame a Nosso Senhor, à Cruz e ao seu sacerdócio; um lar onde não se respira amargura nem crítica para com os padres. É por osmose, ao contato com pais verdadeiramente católicos e com padres profundamente impregnados do espírito de Nosso Senhor, que uma vocação desperta. É nesse âmbito que se deve continuar trabalhando com todas as nossas forças. Uma vocação jamais é o resultado de um raciocínio especulativo, nem de uma lição que tenhamos recebido e com a qual estejamos intelectualmente de acordo. Esses elementos só podem ajudar a responder ao chamado de Deus sob a condição de se seguir aquilo que dissemos antes. Continuar lendo

SÃO JOSÉ E A PRIMEIRA COMUNHÃO

Resultado de imagem para são joséO célebre Pe. Leonard, grande missionário na Itália, chorava toda vez que tinha de pregar um retiro de primeira comunhão.

– Mas, Padre, que é que tem o Sr.? perguntavam-lhe.

– Ah! não sabeis (respondia) que se preparam para o dia da primeira comunhão vários calvários, onde Jesus Cristo será de novo crucificado? Nada mais comum do que este crime entre os meninos. Não sabeis que muitos ocultam seus pecados na confissão; outros se confessam mal; outros não têm arrependimento; outros, enfim, não compreendem a grandeza do ato que vão fazer? Por pouco que se ame a Deus, é impossível não chorar e não sentir horror de semelhante atentado.

Impressionado com estas palavras, um piedoso Diretor de Colégio mandava rezar todos os dias do mês de março para que nenhum dos alunos cometesse tão horrendo pecado.

Nove dias antes da comunhão deviam fazer uma novena a S. José, a fim de que todos se preparassem bem para a primeira comunhão e não se encontrasse nenhum Judas entre os mesmos. Certa vez, no último dia da novena, véspera da primeira comunhão, um menino muito sobressaltado veio cedinho à procura do confessor, dizendo-lhe antes de confessar-se.

– Padre, a noite passada não pude dormir. Parecia-me ver S. José, que, irado, me dizia: “Infeliz, pedem-me os meninos que não haja entre eles nenhum Judas e tu queres ser um, pois ocultaste teus pecados de impureza”… É por isso que aqui estou para reparar todas as minhas confissões sacrílegas e dizer-lhe tudo o que tenho na consciência.

Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves

UM FELIZ E SANTO NATAL!!!

O vídeo abaixo traz uma música muito simples, mas com uma mensagem muito bonita.

Conhecida principalmente nos países de língua espanhola, é chamada “El tamborilero” ou “El niño del tambor“. Conta a história imaginária de um menino pobre, que leva consigo apenas seu tamborzinho. Não tendo nada para presentear ao Menino Jesus na noite do Seu nascimento, o pequeno “tamborilero” decide dar ao Deus Menino uma serenata com seu pequeno instrumento – e, por fim, o Recém-Nascido o olha nos olhos e lhe sorri.

Nesta era neo-pagã e orgulhosa que vivemos – (onde o “naturalismo e o humanismo” já impregnam totalmente a mente do “homem moderno e livre”, tornando-as as “religiões oficiais” daqueles que negam a verdadeira religião, negam a Nosso Senhor e seus verdadeiros ensinamentos, daqueles que “… já não suportam a sã doutrina da salvação e levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades ajustaram mestres para si (2 Tim, 4, 3)) – rezemos para que o Menino Jesus seja o único objeto de nossos pensamentos e do nosso amor. Confiemos o coração à Santíssima Virgem, para que ela, suprindo as falhas de nossa preparação, melhor o disponha para receber todas as graças que o Salvador mereceu com seu nascimento segundo a carne.

Que, pelo exemplo dessa pobre criança, nós pecadores que buscamos sempre algo que possa agradar Nosso Senhor, possamos entregar verdadeiramente a Ele tudo o que temos…tudo o que somos…todas nossas misérias, angústias e sofrimentos… e claro, a alegria em poder amá-Lo e servi-Lo nesse “vale de lágrimas”… e com a pureza de um “tamborilero”, um dia, conseguir contemplar o sorriso de Nosso Senhor, na pátria celeste.

DESEJAMOS A TODOS OS NOSSOS AMIGOS, LEITORES E BENFEITORES UM FELIZ E SANTO NATAL !

TRADUÇÃO:

O caminho que leva a Belém, desce até o vale que a neve cobriu.
Os pastorzinhos querem ver o seu Rei. Lhe trazem presentes em seu humilde alforje.
Ropopopom, ropopopom…
Nasceu na gruta de Belém o Menino Deus!

Eu gostaria colocar aos teus pés algum presente que te agrade, Senhor.
Mas Tu bem sabes que sou pobre também e não possuo nada mais que um velho tambor…
Ropopopom, ropopopom…
Em Tua honra, diante da gruta, tocarei com meu tambor.

O caminho que leva a Belém eu vou marcando com meu velho tambor.
Não há nada melhor que Te possa oferecer… Seu sonzinho rouco é um canto de amor!
Ropopopom, ropopopom…
Quando Deus me viu tocando diante dEle, sorriu para mim!

LETRA ORIGINAL

El camino que lleva a Belén, baja hasta el valle que la nieve cubrió.
Los pastorcillos quieren ver a su Rey. Le traen regalos en su humilde zurrón,
ropopopom, ropopopom.
Ha nacido en el portal de Belén el Niño Dios

Yo quisiera poner a tus pies, algún presente que te agrade, Señor.
Mas Tú ya sabes que soy pobre también, y no poseo más que un viejo tambor,
ropopopom, ropopopom.
En Tu honor, frente al portal tocaré con mi tambor.

El camino que lleva a Belén yo voy marcando con mi viejo tambor:
nada mejor hay que te pueda ofrecer, su ronco acento es un canto de amor,
ropopopom, poroponponpon.
Cuando Dios me vio tocando ante Él, me sonrió.

 

O NATAL DO CATÓLICO

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D. Lourenço Fleichman

Para nós, católicos, que procuramos viver neste mundo sem desmerecer o nome de Cristo, que procuramos guardar um mínimo de coerência e de fidelidade, quando não um sincero desejo de santidade, chegamos neste final de 2008 2018 a mais um Natal. Para eles não.

Nós, católicos, que, ao levantar pela manhã, dobramos os joelhos e piedosamente fazemos o Sinal da Cruz e a oração da manhã; que durante o dia, entre conduções e cachações, tentamos rezar uma dezena do Terço ou, quem sabe, o Terço inteiro; nós que, ao regressar ao lar, antes de deitar, agradecemos por termos sobrevivido, por termos correspondido a alguma graça, e mesmo amado, de amor canhestro e sem jeito, nesses dias de Natal poderemos cantar com júbilo nosso Adeste Fidelis e nossa felicidade será pura e verdadeira. A deles não!

Para nós é mais um Natal, sempre novo porque a graça é a única novidade neste mundo; para eles tudo é velho, pior! velhaco, corrompido, ultrapassado, pois não há nada de novo sob o sol. Por que festejam, então? Porque trocam presentes, se não buscam a santidade, se não rezam, se não crêem nesta Criança, nesse Deus, “que hoje nasceu para nós”? Ah!, se ao menos eles fossem coerentes com sua soberba, se soubessem rechaçar de todo o Cristo, não tentando desejar uma Felicidade que não lhes pertence e que, no fundo, desprezam. Permitam-me dizer: eu odeio a tal Solidariedade. Nada mais falso do que a falsa bondade dessa gente que sai por aí dando abraços em todos que encontram, os mesmos que na véspera desprezavam e de quem se riam. Que paz é essa? Que mundo é esse?

Esse mundo ainda treme de um estremecimento profundo. Seus alicerces ainda vibram enquanto telhas e janelas racham em pedaços; esse mundo ainda teme ver desabar toda a sua estrutura. Evacuar! é o grito que seguram na garganta e que deverá ser gritado quando a coisa toda desabar. “E não ficará pedra sobre pedra”. O problema é que o mundo não é um edifício. O mundo globalizado que sonhou com o governo mundial, que pregou a religião única da Liberdade Religiosa a todo preço, criou essa situação: evacuar para onde? O que acontece com as pessoas quando, presas no alto de um edifício que desaba ou pega fogo, não encontram mais saída? Num ato de desespero, de medo, de terror, lançam-se no abismo porque têm medo de sofrer. Assim acontecerá com esses homens das finanças, com os governantes falsos de um mundo de mentirinha. Porém, eles não têm para onde correr. Descobriram a grande mentira. O mundo financeiro já ruiu, e os governantes foram obrigados a mexer suas peças no tabuleiro, mudar sua estratégia e fingir que oferecem muita segurança às empresas quebradas e aos cidadãos assustados. Parece fácil e parece um alívio: alguns bilhões disso para você, outros bilhões daquilo para o outro… e não esqueçam de produzir novelas para as 6, para as 7, para as 8 horas, porque o povo tem direito a se divertir. E no meio do caminho, tem o Natal, para aliviar todas as tensões. Ora, creio que a tsunami de 2008 é bem pior do que a do Natal de 2004. Naquela, morreram alguns milhares e partiram para o juizo diante de Deus. Nessa, é toda a humanidade que se atola na mentira para esconder a sem vergonhice e a falsa moral dos grandes desse mundo. Você acredita em Barack Obama? Você acredita no livre mercado da China, ou na “conversão” de Cuba? Pois continuem, sigam em frente. Não há Natal para vocês, pois o que vocês festejam é falso como o mundo em que vivemos.

Só existe um Natal verdadeiro, mas este está escondido aos olhos do mundo. Só existe o Natal onde a fé nos transporta, ilumina a inteligência e nos revela um mundo maravilhoso que só podemos conhecer em Deus. E este mundo da fé, este mundo do Paraíso, existe de verdade, existe de modo mais verdadeiro do que o dinheiro que você usa e o crédito que eles lhe dão a peso de ouro e que lhe dá a ilusão de que você sobrevive. O mundo da fé é a única realidade que ainda subsiste, e é por isso que só os católicos podem viver o Natal. A diferença entre a felicidade mundana e a felicidade católica é que a primeira só existe por três coisas: dinheiro, prazeres e liberdades totais. Já a verdadeira felicidade prescinde do dinheiro, dando ao pobre a capacidade de se alegrar, apesar do pouco. Ela despreza os prazeres sensuais da gula, do álcool ou da carne; ao contrário, ela clama os católicos a se privarem dessas coisas para melhor se prepararem para o Natal. E, por fim, a felicidade cristã torna ridícula a falsa liberdade desse mundo nos fazendo dobrar os joelhos diante de uma Criança, de um Deus Menino, deitado numa manjedoura, “porque não tinha lugar para eles na estalagem”.

É por isso que eu queria dizer para vocês, quer sejam meus paroquianos ou leitores e amigos que nos lêem aqui, preparem-se neste Natal para uma festa sobrenatural, para as alegrias vividas na fé, no conhecimento das realidades misteriosas e fantásticas que Deus nos reserva lá no céu e das quais Ele vai nos falando aqui na terra, em cada festa litúrgica, em cada Natal. Abram seus missais e leiam estas missas com suas antífonas, seus textos maravilhosos que nos ensinam tanto, que nos fazem conhecer Jesus como ele é, como ele vive hoje no céu. Na sua segunda vinda Ele virá nas nuvens (eu creio, porque assim está escrito). Caberá, então, reconhecermos este Rosto adorável que um dia vimos no sorriso de uma Criança, nas nossas orações diante do Presépio.

 

FOTOS DAS ORDENAÇÕES DIACONAIS E SACERDOTAIS EM LA REJA (ARG) – 2018

Fonte: Seminário Ntra Sra. Corredentora – Tradução: Dominus Est

Graças a Deus fomos acompanhados por um lindo dia, quase como de primavera, fresco e ensolarado, como se ainda não tivéssemos entrado no verão. Às 9:30, D. Alfonso de Galarreta celebrou a Missa Pontifical, durante o qual, depois de um belo sermão sobre o sacerdócio, recebeu primeiramente o diaconato o seminarista argentino do 5º ano: Gaston Driollet. E logo depois, a ordenação sacerdotal dos que eram, até então, diáconos: Humberto  Bernabe  (Guadalajara, México), Pablo  Bianchetti (Buenos Aires, Argentina) e Raphael  da Silva  (Rio de Janeiro, Brasil), que foram acompanhados por uma boa afluência de sacerdotes e fiéis .

Deo gratias!

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”