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	<title>DOMINUS EST &#187; Igreja Católica</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>A PASCENDI EXPLICADA &#8211; LUZES DA ENCÍCLICA PARA OS CATÓLICOS DE HOJE</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 15:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Magistério]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[São Pio X]]></category>

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		<description><![CDATA[“Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis.” Papa São Pio X Introdução: Cem anos depois: o modernismo ainda mata Quando voltei a ler a encíclica “Pascendi” (08/09/1907) de São Pio X, tive &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class=" aligncenter" src="https://www.abim.inf.br/wp-content/uploads/2014/08/Sao-Pio-X-artigo-11.jpg" alt="PASCENDI — a monumental encíclica que fulminou a heresia modernista (PARTE  II) – Agência Boa Imprensa – ABIM" width="247" height="353" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;"><em>“Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis.” </em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Papa São Pio X </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Introdução: Cem anos depois: o modernismo ainda mata</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando voltei a ler a encíclica “<em>Pascendi</em>” (08/09/1907) de São Pio X, tive um profundo sentimento de agradecimento para com o último Papa canonizado. Esse documento é uma pedra angular na defesa verdadeira e equilibrada do catolicismo. Tem a assinatura de um Papa Santo, cheio de Fé e de Caridade. Lembra a voz do Bom Pastor, reconhecida pelas ovelhas. Lembra que não existe pregação caritativa da Verdade sem condenação explícita dos erros e heresias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O santo Papa do século XX nos entrega nesta encíclica um trabalho fundamental, preciso e paciente. Explica para os católicos, com uma precisão que maravilha, todo o sistema modernista. Define o erro com as palavras adequadas e mostra a raiz do mal. Encontrada a raiz do mal, as soluções e os remédios seguem naturalmente.  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Prezado leitor, o modernista não é utópico, sonhador, idealista. Isso é a sua aparência exterior. O modernista é visceralmente orgulhoso. Orgulhoso na sua inteligência e também na sua vontade. O modernismo é um sistema que mente ao homem sobre a realidade da sua natureza. Atribui ao homem faculdades que não são de seu alcance. Diz assim que: “<strong>a <em>religião, no homem Jesus Cristo assim como em nós, é fruto inteiramente espontâneo da natureza</em></strong><em>.”. </em>E São Pio X conclui:<em> “Nada pode vir mais a propósito para dar cabo de toda a ordem sobrenatural.</em>”. Mas ao mesmo tempo o modernismo recusa reconhecer outras faculdades que são próprias a todos os homens quando conhecem uma coisa qualquer ou uma realidade. Nega a capacidade da inteligência humana de conhecer a natureza, a essência das coisas. Pela abstração a inteligência humana conhece muito mais do que a cor do pôr-do-sol! Conhece a beleza do pôr-do-sol. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dessa maneira, o modernista conhece apenas a cor da religião e nada de sua beleza e grandeza essencial. Conhecem ainda as palavras típicas da religião católica, mas sem poder dar definições definitivas a cada uma delas. Usam as palavras Missa, Deus, alma, graça, religião, fé, dogma, tradição para se servir delas e defini-las segundo a experiência religiosa de cada um! O modernismo não quer mais receber de Deus a religião, mas construir uma que o ‘elevará’ até a divinização do Homem pelo Homem.</span><span id="more-14259"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estimado leitor, como seria aparentemente terrível falar assim se um Santo Papa não o houvesse feito primeiro! São Pio X tinha motivos bem fundados para escrever essa encíclica, a saber, a gravidade sem precedente do mal descrito dentro da Igreja. Há cem anos que a ‘<em>Pascendi</em>’ foi escrita e o diagnóstico segue em pé. “<em>E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, esse precioso documento deve nos ajudar a atravessar a tempestade sem cair nos erros e nas armadilhas. O Evangelho que pregou Nosso Senhor Jesus Cristo deve ser o Evangelho pregado hoje pela Igreja católica fundada por Jesus Cristo. A pregação não se dirige aos mesmos homens, mas deve ser essencialmente a mesma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Podemos fazer uma aplicação prática que manifesta a atualidade da encíclica ‘<em>Pascendi</em>’. Vejam por exemplo, neste documento fundamental da Igreja, como o modernismo desvirtua o culto católico, reduzido a um conjunto de sinais capazes de despertar sentimentos religiosos. Se oficialmente a Santa Missa é devolvida pelo Papa Bento XVI a muitos católicos, qual é a razão desse bem? Devolver à Santa Missa e a sua teologia o seu devido lugar, ou reconhecer a validade da experiência religiosa e da <strong>sensibilidade religiosa</strong> de muitos católicos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alguns vão responder também: os dois! Ou: um pouco dos dois! Mas os dois não são compatíveis. Um exclui o outro. A doutrina modernista exclui a doutrina católica. O que é errado exclui o verdadeiro! Agora, podemos também considerar, como o faz Dom Fellay na última carta aos amigos e benfeitores, que por ser incompatíveis um com o outro, uma presença publicamente e claramente autorizada da Verdade litúrgica no seio da Igreja, provocará também uma luta doutrinal contra o erro. Do lado dos modernistas o motivo pode ser pernicioso, mas do lado de Deus, esse mesmo motivo poderá ser não a causa, mas a ocasião de um bem maior. O homem nunca pode fazer um mal para que dele venha um bem, mas Deus sabe tornar o mal ocasião de bem. O pecado original, mal moral gravíssimo, foi a ocasião de dar para nós o divino Redentor, e a liturgia canta: “<em>Oh felix culpa</em>” na Vigília de Páscoa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, rezemos pela Igreja e por nós, e peçamos a São Pio X os dons do Espírito Santo que o animaram desde a sua juventude até sua santa morte e seu triunfo como santo no céu. Procuremos as graças escondidas nas chagas gloriosas do Salvador para discernir sempre entre o bem e o mal, e escolher o bem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Padre Joël Danjou Nos 100 anos da Encíclica <em>Pascendi Dominici Gregis</em> do Papa São Pio X</span></p>
<p style="text-align: center;">*****************************</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>1) OS FUNDAMENTOS da filosofia religiosa modernista</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Dois princípios entrelaçados: Agnosticismo e imanência vital</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O fundamento da filosofia religiosa modernista é o agnosticismo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Segundo o agnosticismo, a razão humana só consegue conhecer fenômenos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“(&#8230;) <em>A razão humana fica inteiramente reduzida à consideração dos fenômenos, isto é, só das coisas perceptíveis e pelo modo como são perceptíveis</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pensando assim, o filósofo modernista diz que não pode conhecer a realidade como ela é, não conhece o que são as coisas. Não se trata mais de compreender a realidade, mas o que aparece.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, o homem estabelece primeiro, por ele mesmo, certa ciência da realidade conhecendo os fenômenos. E, depois, ele aplica este conhecimento imperfeito e superficial sobre a realidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dessa maneira, o agnosticismo diz que não conhece a realidade, mas admite um conhecimento sensível da realidade, os fenômenos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por esse caminho, a conclusão lógica é a negação da existência de Deus. Se não consegue definir ou dizer o que é uma pêra ou uma maçã que vê, que poderá dizer de Deus que ninguém vê! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal homem, cuja inteligência pretende não poder dizer o que é a realidade, mas só designá-la ou qualificá-la, se torna prisioneiro e encarcerado em si mesmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, tudo o que consegue dizer ou viver esse homem é uma expressão do que está nele. O homem diz às coisas o que são. Estamos no subjetivismo: O sujeito, o &#8220;eu&#8221; é afirmado em primeiro lugar, e daí se segue o resto!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Mas, então, por que um modernista não professa diretamente e imediatamente o ateísmo?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porque não nega o sensível. A religião pode observar-se também de maneira sensível: <em>Vejo uma pessoa rezar</em>! Logo, o filósofo modernista deve explicar esse fenômeno.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Qual será a única resposta possível?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A religião vem do interior do homem (imanente = <em>in</em>&#8211;<em>manere</em> = dentro-permanecer = permanece dentro) e pertence aos fenômenos sensíveis. É o que a encíclica <em>Pascendi</em> chama de “<em>imanência vital</em>”. A religião é uma forma de vida humana (<em>vita</em> = vida, <em>vitalis</em> = vital) que nasce e permanece dentro dos homens, e procura e reage aos fenômenos. É, segundo os modernistas, uma necessidade do homem, ou, em outros termos, do coração humano. Há, no homem, uma necessidade do divino.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A fé modernista é a aceitação voluntária pela consciência desta necessidade do divino que o homem experimenta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A fé é a resposta à necessidade do divino cuja origem exata não é conhecida. Não posso conhecer as coisas além do sensível, mas pela “fé”, aceito a realidade da experimentação deste “além”. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A experiência do divino é a única prova formal da sua existência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Explicação</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O filósofo modernista explica que o conhecimento da ciência e da história se mantém necessariamente entre dois limites.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“&#8230; <em>a ciência e a história, dizem eles, acham-se fechadas entre dois termos: um externo, que é o mundo visível; outro interno, que é a consciência</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além do mundo visível e da consciência “&#8230; <em>acha-se o incognoscível. Diante deste incognoscível, seja que ele se ache fora do homem e fora de todas as coisas visíveis, seja que ele se ache oculto na subconsciência do homem, a necessidade de um quê divino, sem nenhum ato prévio da inteligência</em>&#8230; (&#8230;)&#8230; <em>gera no ânimo já inclinado um certo sentimento particular&#8230;.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O fato de descobrir a existência do incognoscível não corresponde a um ato da inteligência, mas a uma experiência religiosa. Assim, visito um convento, uma igreja, vejo um filme, escuto o testemunho de um convertido&#8230; e nasce em mim uma atitude interior, uma impressão que não consigo explicar, quer com os elementos do mundo visível, quer com a minha consciência atual das coisas e deste fenômeno!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que nasce então em mim é um certo sentimento que responde à necessidade de aderir ou aproximar-se deste misterioso “quê” divino. E considero tal sentimento essencial, porque é ele que, “&#8230; <em>de certa maneira, une o homem com Deus. É precisamente a este sentimento que os modernistas dão o nome de fé e tem-no como princípio de religião</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que é a Revelação, Deus que se revela, para o modernismo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para o modernismo a Revelação é o divino manifestado. Mas, manifestado adentro do homem. Segundo a encíclica <em>Pascendi</em>, a “Revelação” modernista, ou ao menos o seu princípio, é “<em>aquele sentimento religioso, que se manifesta na consciência</em>” (que chamam “fé”: assentimento da consciência à necessidade subconsciente do divino), ou “<em>também <strong><u>o mesmo Deus a manifestar-se às almas</u></strong></em>” pelo meio desta fé.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Revelação não é mais externa ao homem, assim como o ensina o catolicismo (A Revelação tem duas fontes: a Tradição e a Sagrada Escritura), mas interna, imediata, direta, sem intermediário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“&#8230; <em>sendo Deus ao mesmo tempo objeto e causa da fé, essa revelação é de Deus como objeto e também provém de Deus como causa; isto é, tem a Deus ao mesmo tempo como revelante e revelado. Segue-se daqui, Veneráveis Irmãos, a absurda afirmação dos modernistas, segundo a qual toda a religião, sob diverso aspecto, é igualmente natural e sobrenatural.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O natural pode ser ao mesmo tempo o sobrenatural! É contraditório.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há uma grave confusão e, logicamente, graves conseqüências: “<em>Segue-se daqui a promíscua significação que dão aos termos consciência e revelação. Daqui a lei que dá a consciência religiosa, a par com a revelação, como regra universal, à qual todos se devem sujeitar, inclusive a própria autoridade da Igreja, seja quando ensina seja quando legisla em matéria de culto ou de disciplina</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><u>A lei deve erigir a consciência religiosa como regra universal do agir</u></strong>. Desse ponto se segue que a liberdade de consciência e a liberdade religiosa não podem ter limites. <strong><u>Toda consciência humana é divinizada</u></strong>. Isto explica todo o concílio Vaticano II e o magistério pós-conciliar! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>O sentimento religioso, que por imanência vital surge dos esconderijos da subconsciência, é pois o gérmen de toda a religião e a razão de tudo o que tem havido e haverá ainda em qualquer religião</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“(&#8230;) <em>Fica-se pasmo em se ouvindo afirmações tão audaciosas e sacrílegas! Entretanto, Veneráveis Irmãos, não é esta linguagem usada temerariamente só pelos incrédulos. Homens católicos, até muitos sacerdotes</em> [<strong>E essa encíclica tem 100 anos!</strong>&#8230;]<em>, afirmaram estas coisas publicamente, e com delírios tais se vangloriam de reformar a Igreja. Já não se trata aqui do velho erro, que à natureza humana atribuía um quase direito à ordem sobrenatural. Vai-se muito mais longe ainda; <strong>chega-se até a afirmar que a nossa santíssima religião, no homem Jesus Cristo assim como em nós, é fruto inteiramente espontâneo da natureza</strong>. Nada pode vir mais a propósito para dar cabo de toda a ordem sobrenatural.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O que é a religião neste sistema?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A religião é o testemunho da resposta da consciência humana ao sentimento do divino em nós. <u>Todas as religiões</u> são eflorescências dessa necessidade do divino. E como há uma diversidade de expressões há também diversas religiões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Temos, pois, assim a origem de toda a religião, até mesmo da sobrenatural; e estas não passam de meras explicações do sentimento religioso. Nem se pense que a católica é excetuada; está no mesmo nível das outras, pois não nasceu senão pelo processo de imanência vital na consciência de Cristo, homem de natureza extremamente privilegiada, como outro não houve nem haverá&#8221;, </em>Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>E o que é o dogma?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando a inteligência vai pensar e analisar esses sentimentos religiosos do homem, ela irá traduzir “<em>em representações mentais os fenômenos de vida, que nele aparecem, e depois os manifesta com expressões verbais</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em uma primeira etapa, a inteligência exprime esses sentimentos com proposições simples, mas “<em>depois, com reflexão e penetração mais íntima, ou, como dizem, elaborando o seu pensamento, exprime o que pensou com proposições secundárias, derivadas certamente da primeira, porém, mais polidas e distintas. Estas proposições secundárias, se forem finalmente sancionadas pelo supremo magistério da Igreja, constituirão o dogma</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O dogma é útil ao crente para que possa dar razão a sua fé. A inteligência do crente analisa a sua fé, a consciência do divino, e encontra fórmulas para determiná-lo. Porém, segundo a definição da fé modernista, a consciência do divino de ontem, de hoje e de amanhã, corresponde a diferentes experiências e percepções do sentimento religioso. O verdadeiro dogma modernista é necessariamente vivo e adaptado à expressão vital do religioso em mim! Ou seja, o dogma na sua formulação muda segundo as experiências variadas ou repetidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, a Encíclica <em>Pascendi</em> mostra que tal dogma tem duas funções para o crente. Primeira, ser <u>símbolo</u> do divino intrínseco, mas símbolo sempre incompleto porque não se pode definir o que são as coisas. As fórmulas dogmáticas “<em>são expressões inadequadas</em>” do objeto do dogma. Segunda função, o dogma é também <u>instrumento</u> do homem para falar do divino aos outros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Agora, como todo conhecimento está limitado aos fenômenos sensíveis e a fé depende deles, na medida em que o dogma é a expressão desta fé, então o dogma deve variar tanto como as várias sensações religiosas do crente. Caso contrário não seria mais símbolo verdadeiro do divino!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E enquanto instrumento, pelo dogma, o homem deverá falar de maneira infinitamente variada do que está vivendo, do seu “vivido”. Em hipótese contrária seria a morte da religião! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Daí surge uma nova “tradição”</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O princípio da experiência religiosa é transmitido à Tradição. Ela é comunicação e transmissão da fé, ou seja, transmissão da experiência religiosa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nova tradição é a transmissão das experiências sensíveis vividas. E, enquanto vividas, pertencem imediatamente ao âmbito da religião. As experiências fixas, ao contrário, não são expressões da religião. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal tradição tem, portanto, uma virtude sugestiva. Provoca uma reação sensível, faz tomar consciência do vivido do homem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vemos, assim, por exemplo, como é justo dizer que o “carismatismo” é um modernismo organizado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com efeito, o modernista crente explica assim a presença da realidade divina na sua alma: “<em>Se, porém, procurarmos saber que fundamento tem esta asserção do crente, respondem os modernistas: é a experiência individual. — Com esta afirmação, enquanto na verdade discordam dos racionalistas, <u>caem na opinião dos protestantes e</u> <u>dos pseudo-místicos</u></em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Os sacramentos</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São sinais sensíveis que produzem (eles mesmos) uma “graça”, uma virtude sugestiva, que provoca uma reação sensível, que desperta o sentimento. O cristão é “interpelado” pelos ritos, pelos gestos, pelas palavras e pelos sinais. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, para não perder a sua força sugestiva, o sacramento deve seguir interpelando o crente. Por isso a necessidade de poder variar os gestos, as palavras&#8230; e de reformar as reformas litúrgicas!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Do culto não haveria muito que dizer, se debaixo deste nome não se achassem também os Sacramentos, a respeito dos quais muito erram os modernistas. Pretendem que o culto resulta de um duplo impulso; pois que, como vimos, pelo seu sistema, tudo se deve atribuir a íntimos impulsos. O primeiro é dar à religião, alguma coisa de sensível; o segundo é a necessidade de propagá-la, coisa esta que se não poderia realizar sem uma certa forma sensível e sem atos santificantes, que se chamam Sacramentos. <strong>Os modernistas, porém, consideram os Sacramentos como meros símbolos ou sinais, bem que não destituídos de eficácia</strong>. E para indicar essa eficácia, servem-lhes de exemplo certas palavras que facilmente vingam, por terem conseguido a força de divulgar certas idéias de grande eficácia, que muito impressionam os ânimos. E assim como aquelas palavras são destinadas a despertar as referidas idéias, assim também o são os Sacramentos com relação ao sentimento religioso; nada mais do que isto. Falariam mais claro afirmando logo que os Sacramentos foram só instituídos para nutrirem a fé. Mas esta proposição é condenada pelo Concílio de Trento (Sess. VII, de Sacramentis in genere, cân.5): Se alguém disser que estes Sacramentos foram só instituídos para nutrirem a fé, seja anátema</em>.” (Pascendi – <em>o modernista teólogo</em>).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A Igreja</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja nasce de duas necessidades:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Necessidade de comunicar sua fé aos outros</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Necessidade de organizar-se quando a fé é comum a vários, quando se torna coletiva, a fim de conservar e propagar esse tesouro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja, portanto, é o fruto da consciência religiosa coletiva, a reunião de todas as reações individuais. Um conjunto de pessoas que se juntam porque fazem experiências semelhantes do divino e que se organizam para proteger, desenvolver e dar a conhecer esse bem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, uma igreja é também um grupo de consciências que consta de uma mesma origem vital. Para os católicos, Jesus Cristo. Para os muçulmanos, Maomé, para certos protestantes, Lutero, para outros, Calvino, etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Constituem-se grupos, faz-se “igreja” que é a consciência universal. E, é enquanto há “posta em comum”, que se constitui a Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Cumpre, entretanto, desde já, notar que, posta esta doutrina da experiência unida à outra do simbolismo, <strong>toda religião</strong>, não executada sequer a dos idólatras, <strong>deve ser tida por verdadeira</strong>. E na verdade, porque não fora possível o se acharem tais experiências em qualquer religião? E não poucos presumem que de fato já se as tenha encontrado. Com que direito, pois, os modernistas negarão a verdade a uma experiência afirmada, por exemplo, por um maometano? Com que direito reivindicarão experiências verdadeiras só para os católicos? E os modernistas de fato não negam, ao contrário, concedem, uns confusa e outros manifestamente, que todas as religiões são verdadeiras. É claro, porém, que eles não poderiam pensar de outro modo. Em verdade, postos os seus princípios, em que se poderiam porventura fundar para atribuir falsidade a uma religião qualquer? Sem dúvida seria por algum destes dois princípios: ou por falsidade do sentimento religioso, ou por falsidade da fórmula proferida pela inteligência. Ora, o sentimento religioso, ainda que às vezes menos perfeito, é sempre o mesmo; e a fórmula intelectual para ser verdadeira basta que corresponda ao sentimento religioso e ao crente, seja qual for a força do engenho deste. <strong>Quando muito, no conflito entre as diversas religiões, os modernistas poderão sustentar que a católica tem mais verdade, porque é mais viva, e <u>merece mais o título de cristã</u>, porque mais completamente corresponde às origens do cristianismo</strong>. &#8211; A ninguém pode parecer absurdo que estas conseqüências todas dimanem daquelas premissas. <strong>Absurdíssimo é</strong>, porém, que católicos e sacerdotes que, como preferimos crer, têm horror a tão monstruosas afirmações, se ponham quase em condição de admiti-las.&#8221;, </em>Pascendi &#8211; O modernista crente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A autoridade</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como qualquer organização, essa igreja vai precisar de um chefe. Mas essa autoridade deverá estar, sobretudo, atenta às experiências, ouvindo essas experiências individuais de cada um para não desfigurar a consciência coletiva do grupo, estar ao serviço de cada um para nutrir seus sentimentos religiosos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por exemplo: Encontrar o rito que melhor convém a cada um, mas conservando ao mesmo tempo a unidade do grupo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para que o grupo fique unido, para evitar uma dissociação que diminui a força do sentimento coletivo, essa autoridade pode e deve condenar o que representa um perigo para esta unidade coletiva a fim de preservar a consciência universal que é a fé. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por exemplo: A autoridade dará um golpe contra a teologia da libertação quando considera que exagera no progressismo, e outro golpe contra Dom Lefebvre que exageraria na sua fidelidade (“fixista”) à Igreja de sempre! Assim, a autoridade não passa de um simples serviço vital de organização e de controle. O Papa só toma o “pulso” universal do grupo a fim de prever e evitar abusos mortais à consciência coletiva e preservar sua identidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, no modernismo, o chefe religioso é um ‘organizador de compartilhamento’. Não há mais autoridade propriamente dita. A autoridade não vem mais de Deus imediatamente. “<em>Assim como a Igreja emanou da coletividade das consciências, a autoridade emana virtualmente da mesma Igreja. A autoridade, portanto, da mesma sorte que a Igreja, nasce da consciência religiosa, <u>e por esta razão fica dependente da</u> <u>mesma</u></em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se a autoridade esquece ou parece desprezar essa consciência religiosa estará legitimamente declarada tirânica, retrógrada ou ultra conservadora!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quanto às relações da Igreja com as sociedades temporais, os estados temporais, elas estão inevitáveis.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A regra de atuar nesta matéria deverá considerar a natureza e o fim de cada uma destas sociedades. Quanto à natureza, os modernistas recusam seguir a doutrina multissecular da Igreja, que ensina que Ela é instituída diretamente por Deus. Para eles, a Igreja e o Estado são sociedades feitas pelo homem e que respondem essencialmente a diferentes necessidades do homem. Ora, mesmo assim, observam que os fins e objetivos de cada uma delas são essencialmente distintos. Fim espiritual para a Igreja, fim temporal para o Estado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como conseqüência, temos, segundo os modernistas, duas sociedades existindo e necessitadas pelo bem do ‘homem total’ e cujos objetivos são efetivamente e absolutamente distintos. Daí, Deus estando afastado das suas constituições essenciais, não se pode falar da superioridade de uma sobre a outra. Cada uma deverá certamente respeitar a outra, mas não será mais admitido ensinar que o temporal possa ser subordinado ao espiritual. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Falava-se outrora do temporal sujeito ao espiritual, de questões mistas, em que a Igreja intervinha qual senhora e rainha, porque então se tinha a Igreja como instituída imediatamente por Deus, enquanto autor da ordem sobrenatural. Mas estas crenças já não são admitidas pela filosofia, nem pela história. Deve, portanto, a Igreja separar-se do Estado, e assim também o católico do cidadão.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Reclamando então a separação da Igreja e do Estado, os modernistas reclamam necessariamente também a separação do católico e do cidadão, do católico na sua vida privada e do católico na vida pública. Mas esta separação e aparente igualdade de tratamento levam necessariamente à submissão do espiritual ao temporal!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com efeito, a cada instante o católico dará a impressão de entrar no terreno do outro! Ser católico unicamente na vida privada significa ser invisível na vida pública! E isto não se consegue sem esconder as necessárias conseqüências visíveis da religião! Mas como é absolutamente impossível evitar toda manifestação pública exterior da religião, a Igreja deverá aceitar submeter-se ao Estado nestas circunstâncias! Culto, sacramentos (matrimônio!), atividades eclesiásticas, questões morais, todas essas manifestações exteriores da religião entram também no âmbito temporal das sociedades. O Estado separado da Igreja reclamará então a submissão da Igreja à suas decisões nestas matérias públicas! Lógica fria! Mas lógica!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>No entanto, à escola dos modernistas não basta que o Estado seja separado da Igreja. Assim como a fé deve subordinar-se à ciência, quanto aos elementos fenomênicos, assim também nas coisas temporais a Igreja tem que sujeitar-se ao Estado. Isto não afirmam talvez muito abertamente; mas por força de raciocínio são obrigados a admiti-lo. Em verdade, admitido que o Estado tenha absoluta soberania em tudo o que é temporal, se suceder que o crente, não satisfeito com a religião do espírito, se manifeste em atos exteriores, como, por exemplo, em administrar ou receber os Sacramentos, isto já deve necessariamente cair sob o domínio do Estado. Postas as coisas neste pé, para que servirá a autoridade eclesiástica? Visto que esta não tem razão de ser sem os atos externos, estará em tudo e por tudo sujeita ao poder civil. É esta inelutável conseqüência que leva muitos dentre os protestantes liberais a desembaraçar-se de todo o culto externo e até de toda a sociedade religiosa externa, procurando pôr em voga uma religião, que chamam individual. — E se os modernistas, desde já, não se atiram francamente a esses extremos, insistem pelo menos em que a Igreja se deixe espontaneamente conduzir por eles até onde pretendem levá-la e se amolde às formas civis.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E o ‘<em>modernista reformador</em>’ insiste: “<em>Deve mudar-se a atitude da autoridade eclesiástica nas questões políticas e sociais, de tal sorte que não se intrometa nas disposições civis, mas procure amoldar-se a elas, para penetrá-las no seu espírito”, </em>Pascendi. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A encíclica denuncia claramente essas idéias que, infelizmente, triunfaram nos anos sessenta no concílio Vaticano II. Hoje, a hierarquia modernista de nosso século nascente chora e se lamenta frente à invasão planetária do aborto e de tantos outros males públicos, mas não quer enxergar as causas que ela mesma promoveu e edificou!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O princípio radical do modernismo: A evolução de tudo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como vimos, o modernismo tem um quadro e certos limites, mas o seu fundamento seguro é o âmbito do sensível, os fenômenos. Ora, o sensível é variável. Logo, o modernismo reclamará, como uma necessidade e uma condição absoluta, uma religião evolutiva. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Têm eles por princípio geral que numa religião viva, tudo deve ser mutável e mudar-se de fato. Por aqui abrem caminho para uma das suas principais doutrinas, que é a evolução. O dogma, pois, a Igreja, o culto, os livros sagrados e até mesmo a fé, se não forem coisas mortas, devem sujeitar-se às leis da evolução. Quem se lembrar de tudo o que os modernistas ensinam sobre cada um desses assuntos, já não ouvirá com pasmo a afirmação deste princípio. Posta a lei da evolução, os próprios modernistas passam a descrever-nos o modo como ela se efetua. E começam pela fé. Dizem que a forma primitiva da fé foi rudimentar e indistintamente comum a todos os homens; porque se originava da própria natureza e vida do homem. Progrediu por evolução vital; quer dizer, não pelo acréscimo de novas formas, vindas de fora, mas por uma crescente penetração do sentimento religioso na consciência</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta evolução é considerada boa porque é o resultado de uma oposição frutuosa entre uma força conservadora e outra progressista.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Estudando, pois, mais a fundo o pensar dos modernistas, deve-se dizer que a evolução é como o resultado de duas forças que se combatem, sendo uma delas progressiva e outra conservadora. A força conservadora está na Igreja e é a tradição. O exercício desta é próprio da autoridade religiosa, quer de direito, pois que é de natureza de toda autoridade adstringir-se o mais possível à tradição; quer de fato, pois que, retraída das contingências da vida, pouco ou talvez nada sente dos estímulos que impelem ao progresso. Ao contrário, a força que, correspondendo às necessidades, arrasta ao progresso, oculta-se e trabalha nas consciências individuais, principalmente naquelas que, como eles dizem, se acham mais em contato com a vida. — Neste ponto, Veneráveis Irmãos, já se percebe o despontar daquela perniciosíssima doutrina que introduz na Igreja o laicato como fator de progresso. De uma espécie de convenção entre as forças de conservação e de progresso, isto é, entre a autoridade e as consciências individuais, nascem as transformações e os progressos. As consciências individuais, ou pelo menos algumas delas, fazem pressão sobre a consciência coletiva; e esta, por sua vez, sobre a autoridade, obrigando-a a capitular e pactuar.</em>”, Pascendi. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O progresso vem dos compromissos e das transações entre as duas forças! A base pressiona a autoridade que pode assim colecionar as reações individuais. Se a pressão se desenvolve e se torna mais viva, a autoridade deverá tomar conta dela e, assim, modificar as posições do momento presente para outras, novas e mais adaptadas à consciência coletiva.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É um equilíbrio sempre instável, não perdura, o seu destino é mudar sempre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste contexto, quando um pseudo-teólogo, modernista ou progressista demais, está publicamente repreendido, ele é imediatamente considerado pelos colegas como vítima necessária do progresso. Ele mesmo proclama não poder entender que a Igreja o condena quando favorece o seu bem, o seu progresso!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Traçado este caminho, eles continuam; continuam, com desprezo das repreensões e condenações, ocultando audácia inaudita com o véu de aparente humildade. Simulam finalmente curvar a cabeça; mas, no entanto a mão e o pensamento prosseguem o seu trabalho com ousadia ainda maior. E assim avançam com toda a reflexão e prudência, tanto porque estão persuadidos de que a autoridade deve ser estimulada e não destruída, como também porque precisam de permanecer no seio da Igreja, para conseguirem pouco a pouco assenhorear-se da consciência coletiva, transformando-a; mal percebem porém, quando assim se exprimem, que estão confessando que a consciência coletiva diverge dos seus sentimentos, e que portanto não têm direito de declarar-se intérpretes da mesma.</em>”, Pascendi. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O sistema modernista está então claramente apoiado sobre princípios determinados: agnosticismo, imanência vital, evolucionismo. Mas a conseqüência concreta destes princípios desastrosos e caóticos é necessariamente confusa e nebulosa. Daí a impressão que têm os católicos de que o modernismo não tem bases claras e sólidas. Mas não é assim.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Imaginemos encontrar um homem jogando pela janela, um atrás do outro, todos os livros da sua biblioteca. “Perdeu a cabeça”, dizem os sensatos! “Deve estar todo confuso!” “Não se dá mais conta do que está fazendo!” Mas ele poderia responder no seu interior: “Confuso? Eu? Não! Estou apenas procurando uma citação de alguém que possa exprimir o sentimento que sinto vibrar agora dentro de mim! O resto não vale mais nada!”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Até o novo direito humano: o direito de contradizer Deus</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A última conseqüência do sistema modernista será a legitimação necessária de afirmações contraditórias. A religião do sentimento divino imanente leva necessariamente a sentir hoje o que não sentia assim ontem. Mas os dois sentimentos são válidos no seu contexto, no seu tempo!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“(&#8230;) <em>Posto isto, que será dos dogmas da Igreja? Também estes estão cheios de evidentes contradições; mas, além de serem aceitos pela lógica da vida, não se acham em oposição com a verdade simbólica; pois, neles se trata do infinito, que tem infinitos aspectos. Enfim, tanto eles aprovam e defendem essas teorias, que não põem dúvida em declarar que se não pode render ao Infinito maior preito de homenagens, do que afirmando acerca do mesmo coisas contraditórias! <u>E admitindo-se a contradição, que é</u> <u>o que se não admitirá?</u></em>”, Pascendi </span></p>
<h1 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2) AS CAUSAS DO MODERNISMO</span></h1>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2.1) Causas morais: <u>Curiosidade</u> e <u>orgulho</u></span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A perversão do espírito é evidentemente a mais grave. Tal perversão tem duas causas principais, a curiosidade sem regras &#8211; ou o amor das novidades &#8211; e o orgulho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>O amor de novidades basta por si só para explicar toda a sorte de erros.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto ao orgulho, este se manifesta já na própria raiz do modernismo, quando pretende elevar-se para dominar o real e não estar mais submisso a ele. É certamente poderosa a razão humana, mas foi feita para ser submissa ao real. Quanto mais a inteligência conhece o real, mais se abre e se desabrocha. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O homem não deve dizer “penso, então o real é assim”, mas, “penso que o real é assim”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Por orgulho, esquecidos de si mesmos, pensam unicamente em reformar os outros, sem respeitarem nisto qualquer posição, nem mesmo a suprema autoridade. <strong>Para se chegar ao modernismo não há, com efeito, caminho mais direto do que o orgulho</strong>. Se algum leigo ou também algum sacerdote católico esquecer o preceito da vida cristã, que nos manda negarmos a nós mesmos para podermos seguir a Cristo, e se não afastar de seu coração o orgulho, ninguém mais do que ele se acha naturalmente disposto a abraçar o modernismo!</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma conseqüência concreta desta disposição errada e perversa é a recusa da autoridade que representa o real, o que é. Daí surge inevitavelmente o velho conflito entre liberdade e autoridade. E daí também as fortes recomendações e ordens do Papa São Pio X: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Seja portanto, Veneráveis Irmãos, o vosso primeiro dever resistir a esses homens soberbos, ocupá-los nos misteres mais humildes e obscuros, a fim de serem tanto mais deprimidos quanto mais se enaltecem, e, postos na ínfima plana, tenham menor campo a prejudicar. Além disto, por vós mesmos ou pelos reitores dos seminários, procurai com cuidado conhecer os jovens que se apresentam candidatos às fileiras do clero; e se algum deles for de natural orgulhoso, riscai-o resolutamente do número dos ordinandos. Neste ponto, quisera Deus que se tivesse sempre agido com a vigilância e fortaleza que era mister!</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O orgulho de um modernista &#8211; Um exemplo histórico</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>&#8220;Teólogo&#8221; do Concílio Vaticano II, o padre Yves Congar reconhece que a liberdade religiosa não existe mas prefere inventá-la falsamente! </em></strong> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Eu contribuí aos últimos parágrafos da declaração Dignitatis Humanae (Vaticano II – Declaração sobre a liberdade religiosa) – os quais menos me satisfazem. <u>Tratava-se de mostrar que o tema da liberdade religiosa já aparecia nas Escritura</u>. <strong><u>Ora, não aparece aí</u></strong>. <strong><u>Então</u></strong>, eu trabalhei com dois biblistas, um jesuíta, o Padre Lyonnet, e um dominicano, o Padre Bento, da Escola Bíblica de Jerusalém. Nós nos esforçamos em mostrar como Jesus mesmo não tinha sido violento” </em>(Padre Yves Congar, OP, co-fundador em 1965 da revista modernista <em>Concilium,</em> <em>apud “</em>À direita do Pai”, 1994)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pela curiosidade e o orgulho a inteligência está descontrolada e quer saber tudo por si mesma. Há, então, no fundamento do modernismo, uma verdadeira disposição habitual de má vontade, mais ou menos consciente ou voluntária, muito difícil de corrigir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>2.2) Causa intelectual: <u>a ignorância</u></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A aliança de uma falsa filosofia com a fé produz todo um sistema falso. Esse sistema encontra três grandes obstáculos que os modernistas intentam desprezar, silenciar ou corromper.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Três obstáculos incomodam sobremaneira os modernistas:</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">A filosofia escolástica e o “<em>método escolástico de raciocinar</em>”</span></li>
<li><span style="color: #000000;">A autoridade dos Padres com a Tradição</span></li>
<li><span style="color: #000000;">O magistério eclesiástico</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Saibamos observar como os modernistas usando os Padres da Igreja têm habitualmente o objetivo de opô-los explicitamente ou implicitamente aos santos teólogos escolásticos (cujo mestre e doutor comum é santo Tomás de Aquino). Costumam citar os primeiros para fazer pensar que os outros são secos e frios, sem contato direto com o “vivido”. Explicaremos esta impressão quando falarmos dos remédios para modernismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também usarão os escritos dos Santos Padres, sem a luz da Igreja para compreendê-los corretamente. Porém, são precisamente os esclarecimentos dos escolásticos, dos tomistas, que permitem saborear com prudência e com bons frutos esses escritos influenciados pela filosofia outrora dominante, o platonismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E não esqueçamos que os modernistas têm uma visão extremamente falsa da Tradição, reduzida a uma comunicação da experiência religiosa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>São também muito astuciosos em desvirtuar a natureza e a eficácia da Tradição, a fim de privá-la de todo o peso e autoridade. Porém, nós, os católicos, teremos sempre do nosso lado a autoridade do segundo Concílio de Nicéia, que condenou «aqueles que ousam&#8230;, à maneira de perversos hereges, desprezar as tradições eclesiásticas e imaginar qualquer novidade&#8230; ou pensar maliciosa e astutamente em destruir o que quer que seja das legítimas tradições da Igreja católica».</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vemos assim que o magistério tradicional incomoda e bloqueia as afirmações e conclusões dos modernistas. “<em>Põem, finalmente, todo o empenho em diminuir e enfraquecer o magistério eclesiástico, ora deturpando-lhe sacrilegamente a origem, a natureza, os direitos, ora repetindo livremente contra ele as calúnias dos inimigos.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E, apesar da noção distorcida que têm do magistério, quando séculos de ensino e escritos da hierarquia eclesiástica condenam e contradizem o que pensam, escrevem e pregam, não encontram outro remédio senão recorrer a “lei do silêncio”. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Em vista disto, Veneráveis Irmãos, não é para admirar que os católicos, denodados defensores da Igreja, sejam alvo do ódio mais desapoderado dos modernistas. Não há injúria que lhes não atirem em rosto; mas de preferência os chamam ignorantes e obstinados. Se a erudição e o acerto de quem os refuta os atemoriza, procuram descartá-lo, recorrendo ao silêncio.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>2.3) Mais duas notas e causas do modernismo!</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Os que têm costume de <em>escrever com demais liberdade</em> ou precipitação.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal costume resulta de uma falta de rigor e de trabalho. O leigo ou o clero que atua assim vai deixando mais facilmente de lado os princípios e procura naturalmente fazer “algo novo”, diferente, para ser lido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Lamentamos esses muitos que, embora não se tenham adiantado tanto, tendo contudo respirado esse ar infeccionado, já pensam, falam e escrevem com tal liberdade, que em católicos não assenta bem. Vemo-los entre os leigos; vemo-los entre os sacerdotes; e, quem o diria? Vemo-los até no seio das famílias religiosas</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>O mau espírito</em> que anima os modernistas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é o aspecto mais visível, mas é gravíssimo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Podem estar eles na persuasão de fazerem coisa agradável a Deus e à Igreja; na realidade, porém, ofendem gravemente a Deus e à Igreja, se não com suas obras, de certo com o espírito que os anima e com o auxílio que prestam ao atrevimento dos modernistas.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vemos neste caso que é a prática que vai revelar claramente ou desmascarar os modernistas. Os católicos devem preservar-se e proteger-se deste mau espírito. Devem conhecer e aprender a reconhecer os bons livros, lê-los e voltar também a lê-los de vez em quando para lembrar os grandes princípios e esclarecer as idéias pervertidas pelas máximas do mundo. </span></p>
<h1 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3) OS REMÉDIOS</span></h1>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após uma detalhada analise do sistema modernista e de suas causas, São Pio X não deixa a Igreja sem esperança e grandes remédios. O Bom Pastor denuncia os erros e sara as almas. Não foge diante do modernismo e de seus falsos ensinos como o mercenário diante do lobo. Não ensina tampouco que o lobo é um amigo! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos remédios que resumimos aqui, podemos também reconhecer ainda que quem lê São Pio X, seja modernista ou católico, não precisa de uma segunda leitura ‘<em>com a lupa</em>’ para entender ou interpretar o que está afirmado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3.1) A filosofia escolástica</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> “<em>No que se refere aos estudos, queremos em primeiro lugar e mandamos terminantemente, que a filosofia escolástica seja tomada por base dos estudos sacros</em>” (&#8230;) “<em>O que importa saber, antes de tudo, é que a filosofia escolástica, que mandamos adotar, é principalmente a de Santo Tomás de Aquino; a cujo respeito queremos fique em pleno vigor tudo o que foi determinado pelo Nosso Predecessor e, se há mister, renovamos, confirmamos e mandamos severamente sejam por todos observadas aquelas disposições. Se isto tiver sido descuidado nos seminários, insistam e exijam os Bispos que para o futuro se observe. Tornamos extensiva a mesma ordem aos Superiores das Ordens religiosas. E todos aqueles que ensinam fiquem cientes de que não será sem graves prejuízos que especialmente em matérias metafísicas, se afastarão de Santo Tomás. Fundamentada assim a filosofia, sobre ela se erga com a maior diligência o edifício teológico</em>.”, Pascendi<em>.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A teologia escolástica dogmática estuda a Verdade, Deus, sem fazer considerações históricas. É o trabalho e os raciocínios da inteligência iluminada pelos dados da Fé. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A teologia chamada “positiva” estuda também Deus, mas a partir dos escritos históricos e suas circunstâncias. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As tentativas modernistas quanto à teologia positiva consistem em exagerar a sua faceta viva. A história conta fatos vividos. Logo, dizem que a teologia positiva estuda a Fé vivida. Daí, para os modernistas, será muito fácil dar mais um passo dizendo que a fé fundada e verdadeira é só uma fé vivida e legitimar o falso princípio da necessária evolução desta fé. E inevitavelmente chegam assim a relativizar a Verdade! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outra conseqüência imediata desse desvio será a repugnância com relação à escolástica, acusada implicitamente de estudar uma fé morta!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma aplicação concreta desta atitude modernista foi o caso dos catecismos! Os catecismos seguindo o método tradicional, com boa doutrina (!!!) e com perguntas e respostas, método aconselhadíssimo e usado por São Pio X, desapareceram nos anos sessenta após o concílio Vaticano II. Considerados secos e inaptos, foram substituídos por outros com desenhos (muitos deles horríveis) e textos teoricamente mais vivos e bem adaptados à juventude! O resultado é hoje visível&#8230; um imenso vazio onde entraram facilmente abundantes seitas de qualquer espécie.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Terminemos então este parágrafo lembrando que o papel da teologia positiva é de ajudar e confirmar a teologia dogmática, e não de incitar o teólogo ou os leigos a criticar ou desprezar a escolástica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3.2) A exclusão dos modernistas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Papa São Pio X reclama uma grande vigilância: “<em>Todo aquele que tiver tendências modernistas, seja ele quem for, deve ser afastado quer dos cargos quer do magistério; e se já tiver de posse, cumpre ser removido. Faça-se o mesmo com aqueles que, às ocultas ou às claras, favorecerem o modernismo, louvando os modernistas, ou atenuando-lhes a culpa, ou criticando a escolástica, os Santos Padres, o magistério eclesiástico, ou negando obediência a quem quer que se ache em exercício do poder eclesiástico</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Não deve ser menor a vossa vigilância e severidade na escolha daqueles que devem ser admitidos ao Sacerdócio. Longe, muito longe do clero esteja o amor às novidades; Deus não vê com bons olhos os ânimos soberbos e rebeldes! — A ninguém doravante se conceda a láurea da teologia ou direito canônico, se primeiro não tiver feito todo o curso de filosofia escolástica</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3.3) As publicações autorizadas ou proibidas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como diz São Pio X, o modernista reformador reclama que : « <em>Também devem ser transformadas as Congregações romanas, e antes de todas, as do Santo Ofício e do Índice. »,</em> Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porém, São Pio X é Papa e portanto rege, ensina e santifica. Conseqüentemente, decide proteger os sacerdotes e os fiéis instituindo, além do ‘Índice’ instaurado pelo Concílio de Trento, a ‘<em>imprimatur</em>’. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Acresce também saber que, assim como todo e qualquer alimento não serve igualmente para todos, da mesma sorte um livro que pode ser inocente num lugar, já noutro, por certas circunstâncias, pode tornar-se nocivo.”, </em>Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“No entanto não basta impedir a leitura ou a venda de livros maus; cumpre, outrossim, impedir-lhes a impressão. Usem pois, os Bispos a maior severidade em conceder licença para impressão. — E visto como é grande o número de livros que, segundo a Constituição Officiorum, hão mister da autorização do Ordinário, é costume em certas dioceses designar, em número conveniente, Censores, por ofício, para o exame dos manuscritos. Louvamos com efusão de ânimo essa instituição de censura; e não só exortamos, mas mandamos que se estenda a todas as dioceses. Haja, portanto, em todas as Cúrias episcopais censores para a revisão dos escritos em via de publicação”, </em>Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>O Censor dará o seu parecer por escrito. Se for favorável, o Bispo permitirá a impressão com a palavra ‘Imprimatur’, que deverá ser precedida do ‘Nihil obstat’ e do nome do Censor.”,</em> Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>CONCLUSÃO do Papa São Pio X</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis. Por certo os inimigos da Igreja hão de valer-se disto, para de novo repisarem a velha acusação, com que procuram fazer-Nos passar por inimigos da ciência e dos progressos da civilização”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“(&#8230;) <em>Queira Deus secundar os Nossos desígnios, e auxiliarem-nos todos quantos têm verdadeiro amor à Igreja de Jesus Cristo. – Entretanto, Veneráveis Irmãos, para vós, em cuja obra e zelo tanto confiamos, pedimos de coração a plenitude das luzes celestiais, afim de que, nesta época de tão grande perigo para as almas, devido aos erros que de toda parte se infiltram, descortineis o que deveis fazer e o executeis com todo o ardor e fortaleza. Que vos assista com seu poder Jesus Cristo, autor e consumidor da fé; que vos assista com o seu socorro a Virgem Imaculada, destruidora de todas as heresias. E Nós, como penhor da Nossa afeição e como arras das divinas consolações no meio de vossos trabalhos, de coração vos damos a vós, ao vosso clero, e ao vosso povo a Benção Apostólica. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Dado em Roma, junto a São Pedro, no dia 8 de setembro de 1907, no quinto ano do Nosso Pontificado. PIO X, PAPA.”</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pelo Pe. Joël Danjou, FSSPX(*)</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">(*) Hoje o Pe. Danjou não se encontra mais na FSSPX</p>
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		<title>OS NÚMEROS DAS SAGRAÇÕES EM ÉCÔNE</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:32:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Milhares de fiéis em Écône: os números das sagrações episcopais No dia 1º de julho de 2026, as sagrações episcopais em Ecône reuniu uma multidão de cerca de 65 paises dos cinco continentes. Participantes TOTAL: 16.639 CLERO E RELIGIOSOS: 1.422 &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/os-numeros-das-sagracoes-em-econe/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<header class="l-site-header lg-row">
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<div id="block-custom-branding" class="block branding" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Milhares de fiéis em Écône: os números das sagrações episcopais</strong></span></div>
</div>
</div>
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<figure class="content-image__image"><source srcset="/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.webp?itok=vR9gjzJi 1x" type="image/webp" media="(min-width: 992px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/content_image_16_9_tablet/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.webp?itok=om-CzxUl 1x" type="image/webp" media="(min-width: 768px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/content_image_16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.webp?itok=VpvdLv3z 1x" type="image/webp" media="(min-width: 480px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.webp?itok=ZbxxTvq6 1x" type="image/webp" /><source srcset="/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.jpg?itok=vR9gjzJi 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 992px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/content_image_16_9_tablet/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.jpg?itok=om-CzxUl 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 768px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/content_image_16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.jpg?itok=VpvdLv3z 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 480px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.jpg?itok=ZbxxTvq6 1x" type="image/jpeg" /><span style="color: #000000;"><img class="aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.jpg?itok=vR9gjzJi" alt="" width="1920" height="1080" /></span></figure>
</div>
</div>
<div class="lg-row">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<div class="intro-text intro-text--bold">
<p style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto"><span style="color: #000000;">No dia</span> 1º de julho de 2026, as sagrações episcopais em Ecône reuniu uma multidão de cerca de 65 paises dos cinco continentes.</span></span></p>
</div>
</div>
</div>
<div class="paragraph paragraph--type--p-content-text js-content content-text lg-row" style="text-align: justify;">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<h2 style="text-align: center;"><span dir="auto" style="color: #000000;"><span dir="auto">Participantes</span></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span dir="auto"><span dir="auto">TOTAL: 16.639</span></span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span dir="auto"><span dir="auto">CLERO E RELIGIOSOS: 1.422</span></span></strong></span></p>
<ul>
<li><span dir="auto"><span dir="auto">Bispos: 6</span></span></li>
<li><span dir="auto"><span dir="auto">Sacerdotes: 552 (506 da FSSPX, 46 amigos das mais diversas Ordens, incluindo orientais)</span></span></li>
<li><span dir="auto"><span dir="auto">Irmãos: 141 (103 da FSSPX, 38 amigos)</span></span></li>
<li><span dir="auto"><span dir="auto">Seminaristas: 248</span></span></li>
<li><span dir="auto"><span dir="auto">Religiosas: 475 (166 Irmãs da FSSPX, 63 Oblatas da FSSPX, 246 religiosas amigas das mais diversas Ordens)</span></span></li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span dir="auto"><span dir="auto">FIÉIS: 15.217</span></span></strong></span></p>
</div>
</div>
<div class="paragraph paragraph--type--p-content-text js-content content-text lg-row" style="text-align: justify;">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<h2><span dir="auto"><span dir="auto">Nacionalidades</span></span></h2>
<p><span dir="auto"><span dir="auto">Mais </span></span><strong><span dir="auto"><span dir="auto">de 65 nacionalidades</span></span></strong><span dir="auto"><span dir="auto"> estiveram representadas no dia das sagrações.</span></span></p>
</div>
</div>
<div class="paragraph paragraph--type--p-content-image content-image lg-row" style="text-align: justify;">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<figure class="content-image__image"><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_desktop_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.webp?itok=UsAWf7Xb 1x" type="image/webp" media="(min-width: 992px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.webp?itok=ESmGupj8 1x" type="image/webp" media="(min-width: 768px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_tablet/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.webp?itok=ZqWgNdcP 1x" type="image/webp" media="(min-width: 480px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.webp?itok=pRVUyo6N 1x" type="image/webp" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_desktop_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.jpg?itok=UsAWf7Xb 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 992px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.jpg?itok=ESmGupj8 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 768px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_tablet/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.jpg?itok=ZqWgNdcP 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 480px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.jpg?itok=pRVUyo6N 1x" type="image/jpeg" /><img src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.jpg?itok=pRVUyo6N" alt="" width="480" height="270" /></figure>
<p style="text-align: center;"><em><span dir="auto"><span dir="auto">Nacionalidades dos participantes.</span></span></em></p>
</div>
</div>
<div class="paragraph paragraph--type--p-content-text js-content content-text lg-row" style="text-align: justify;">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<h2 style="text-align: center;"><span dir="auto"><span dir="auto">Clero e religiosos</span></span></h2>
<p><span dir="auto"><span dir="auto">As sagrações episcopais de 1 de julho de 2026 reuniram em Écône uma representação particularmente grande da Fraternidade São Pio X e das comunidades religiosas a ela ligadas.</span></span></p>
</div>
</div>
<div class="paragraph paragraph--type--p-content-image content-image lg-row" style="text-align: justify;">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<figure class="content-image__image"><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_desktop_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.webp?itok=bpVcD3GO 1x" type="image/webp" media="(min-width: 992px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.webp?itok=S6hkmT_y 1x" type="image/webp" media="(min-width: 768px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_tablet/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.webp?itok=aeaZlNAV 1x" type="image/webp" media="(min-width: 480px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.webp?itok=tey1Z-vS 1x" type="image/webp" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_desktop_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.jpg?itok=bpVcD3GO 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 992px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.jpg?itok=S6hkmT_y 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 768px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_tablet/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.jpg?itok=aeaZlNAV 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 480px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.jpg?itok=tey1Z-vS 1x" type="image/jpeg" /><img src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.jpg?itok=tey1Z-vS" alt="" width="480" height="270" /></figure>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em><span dir="auto"><span dir="auto">Clérigos e figuras religiosas estavam presentes.</span></span></em></span></p>
</div>
</div>
<div class="paragraph paragraph--type--p-content-text js-content content-text lg-row">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<h2 style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Voluntários</span></span></h2>
<p style="text-align: justify;"><strong><span dir="auto"><span dir="auto">550</span></span></strong><span dir="auto"><span dir="auto"> voluntários dedicados, sem os quais nada teria sido possível, trabalharam em diversos departamentos:</span></span></p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Posto geral de coordenação e comando</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Segurança pessoal</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Serviços médicos e de resgate</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Trânsito, acesso e estacionamento</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Recepção e orientação</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Gestão de posicionamento e fluxo</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Supervisão de cerimônias e procissões</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Logística e administração</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Montagem e instalações</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Eletricidade e equipamentos técnicos</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Som e vídeo</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Decoração floral e sacristia</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Alojamento</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Transporte e traslados</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Restauração e distribuição de água</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Comunicação e recepção de mídia</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Informações e anúncios públicos</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Gestão de voluntários</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Limpeza e restauração do local</span></span></li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>ACESSE NOSSO “<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI</a></span>.</strong></span></p>
</div>
</div>
</article>
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		<title>A NOVA TEOLOGIA – PELO PE. GARRIGOU-LAGRANGE – PARTE 3/3</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-33/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 15:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Garrigou Lagrange]]></category>

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		<description><![CDATA[ Fonte: Permanencia Leia a parte 1 clicando aqui. Leia a parte 2 clicando aqui. O primeiro artigo do Pe. Garrigou-Lagrange provocou uma resposta mais ou menos irritada, segundo se pode deduzir do segundo com que o ilustre dominicano respondeu às objeções suscitadas pelo &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-33/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://m.media-amazon.com/images/I/71po7DlpBHL.jpg" alt="Amazon.com.br: Réginald Garrigou-Lagrange: livros, biografia, última  atualização" width="238" height="336" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"> <strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/index.php/paginas/detalhar/522">Permanencia</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Leia a parte 1 <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-13/">clicando aqui.</a></span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Leia a parte 2 <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-23/">clicando aqui.</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O primeiro artigo do Pe. Garrigou-Lagrange provocou uma resposta mais ou menos irritada, segundo se pode deduzir do segundo com que o ilustre dominicano respondeu às objeções suscitadas pelo precedente. Esta irritação, em boa parte, procede do fato de ter o Pe. Garrigou-Lagrange sublinhado a inclinação pronunciada da nova teologia para a heresia, se é que não constitui ela mesma uma heresia pura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nada mais agasta, ao que parece, aos novos teólogos do que esta pecha de heretizantes. Não obstante, deixando o juízo definitivo à Santa Sé, e, quanto à consciência, a Deus Nosso Senhor, notamos uma semelhança não pequena entre eles e aqueles que, no decurso da história, tentaram dilacerar a túnica inconsútil de Jesus Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seu modo de proceder dispersivo, sem uma exposição sistemática, como idéias que surgem espalhadas em diversos lugares e diversos autores, lembra os Modernistas, dos quais notara Pio X, de santa memória, na grande encíclica Pascendi: “os Modernistas, com astuciosíssimo engano, costumam apresentar suas doutrinas, não coordenadas e juntas como num todo, mas dispersas, e como separadas umas das outras, a fim de serem tidos por duvidosos e incertos, ao passo que de fato estão firmes e constantes” [fn]É interessante observar uma identidade de pensamento e método entre os novos teólogos e os que escritores, como Jules Romains, atribuem a certas sociedades secretas: “Je vous dit, reprit Lengnau (o mestre que iniciava o estudante nos segredos da Loja): même sur le plan mystique. J’insiste: <em>l’Unité en question va plus loin</em> que l’organisation politique, matérielle, même rationelle du genre humain&#8230; elle la depasse, <em>la transcende</em>, et du même coup la traîne derrière elle comme un pêcheur traîne son filet&#8230; Une foule d’idées traversait précipitamment l’espirit de Jerphanion. Il pensait à Auguste Comte, et au Grand Etre, à tel passage de Hegel, à telle effusion de Renan, à certains hymnes mystérieux de Hugo&#8230; “Il a raison de dire que<em>quelque chose rejoint ces hommes-lá</em>. Um certain même avènement a été désiré, annoncé par eux, par d’autres encore. <em>Il y a une tradition de prophéties</em>&#8230;” (<em>Recherche d’une Eglise</em>, Flammarion, Paris, pp. 298/9.). — Os grifos são nossos.[/fn].</span><span id="more-35431"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O expediente de não saírem com publicações impressas e lançadas ao grande público, especialmente quando expõem seu pensamento de modo mais coordenado; mas de se utilizarem de folhetos datilografados ou mimeografados, que se espalham clandestinamente, também não é novo. Ario, o grande heresiarca do século IV, agia de maneira semelhante com suas palestras particulares em reuniões de família.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Irritam-se os novos teólogos, quando se diz que eles se encaminham “pelas veredas do ceticismo, da fantasia e da heresia” (pág. 134), ou então acusam de falta de probidade citar escritos não publicados, mas espalhados clandestinamente entre o clero (pág. 13).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É maneira usual dos heresiarcas. Queixaram-se os Modernistas de Pio X, os Baianistas de S. Pio V, e a história registra atitudes parecidas em outros chefes das grandes apostasias. Sempre quiseram ser tidos como católicos probos e íntegros, professando, porém, um Credo diferente e oposto ao revelado. Quanto à falta de probidade assacada contra o Pe. Garrigou-Lagrange, nenhuma resposta melhor do que a do exímio teólogo: “Se há falta de probidade, é ela daquele que denuncia o escândalo, ou daquele que o provoca?” (Pág. 13).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deu sempre bom resultado assumir a pessoa, contra a qual se levanta uma suspeita qualquer, o papel de vítima, e voltar as acusações contra os acusadores. Quem quer que conheça rudimentos de História Eclesiástica, sabe as perseguições que S. Atanásio deveu às intrigas de Ario, e a maneira azeda com que Nestório invectivava a S. Cirilo de Alexandria. Hoje clamam os novos teólogos, ao serem apontados como heretizantes: Há nisso falta de caridade, e arrogância de direitos que só competem à Igreja; porquanto ninguém tem direito de julgar ao próximo, nem pode prevenir o juízo da Santa Igreja censurando qualquer opinião nova como heretizante. (Cfr. pág. 13).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Realmente há falta de caridade, quando uma pessoa percebe o mal iminente a que está seu irmão exposto, e não corre a socorrê-lo. Precisamente o que fazem aqueles que denunciam uma corrupção ardilosa que ameaça a integridade da fé nos indivíduos mais simples. Como também há falta de caridade, quando uma pessoa desconhece as diretrizes da Santa Igreja, e, sem procurar conhecê-las, temerariamente difunde orientações que conduzem à heresia. Nestes termos é fácil de ver-se onde há verdadeira caridade, onde ausência dela.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também não há nenhuma violação dos direitos da Igreja. Responde muito bem o Pe. Garrigou-Lagrange: “Não é interdito a um teólogo dizer que tal posição nova conduz, segundo sua opinião, à heresia, e mesmo que ela lhe parece herética. Ele diz do ponto de vista da ciência teológica, e suas deduções, sem falar <em>auctoritative</em>, como faria um juiz em um tribunal eclesiástico”. (Pág. 13).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa distinção que aí está, muito bem formulada por um dos maiores teólogos contemporâneos, é de senso comum. Quando a Igreja define uma posição, estabelece um princípio, ou proscreve uma doutrina, ela não tem intenção de impedir que seus filhos tomem a sério sua palavra, e, pois, se sirvam dela como critério para discernir, por meio das doutrinas conhecidas, as futuras que possam surgir e a elas se oponham. Também é de senso comum. Se, p. ex., a Igreja diz que é de fé que Jesus Cristo é uma pessoa distinta do mundo, um indivíduo que não se pode confundir com os outros seres criados, ao mesmo tempo condena como heresia toda opinião que se opõe a esta verdade. Se, portanto, aparece uma teoria que nos venha dizer que Jesus Cristo é o “centro do mundo cósmico”, e diga que só assim satisfaz às “tendências panteístas” de seu íntimo, não será a Igreja que irá censurar aqueles que denunciam como heretizante o desvio doutrinário da nova corrente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta maneira de agir, aliás, obedece a uma norma que dava S. João na sua 1ª epístola, cap. 4. Recomenda aí o apóstolo aos fiéis que, antes de aceitarem uma doutrina, a comparem com a anteriormente recebida dos apóstolos e da Igreja, a fim de verificar se é certa: “Caríssimos, não creiais a todo o espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus”. A razão é “porque se levantaram muitos profetas no mundo”, como, aliás, em todos os tempos, segundo a profecia de S.Paulo, “<em>oportet hæreses esse</em>”. Como hão de examinar os fiéis os novos espíritos? Mediante comparação com a doutrina pregada pela Igreja. “Eis como se conhece o espírito que é de Deus: todo o espírito que confirmar que Jesus Cristo veio em carne é de Deus, e todo o espírito que divide a Jesus não é de Deus”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis, pois, os fiéis não somente autorizados, mas exortados a não darem ouvidos às novidades, mas a “prová-las”, antes de aceitá-las, por meio de uma acareação com a doutrina da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta prudência não é ociosa pretensão. Nas epístolas de S. Paulo são freqüentes as exortações aos fiéis que fujam aos falsos doutores, e é bem conhecida a advertência aos Gálatas: “Se alguém vos anunciar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja anátema” (1, 9). Comenta o Ambrosiaster estas exortações de S. Paulo, dizendo que o perigo apresentado pelos falsos doutores consiste no fato que “costumam falaciosamente, como por imitação, dizer coisas boas, e, entre estas, misturar coisas más, para que, mediante as coisas boas que se aceitam, também passem as que são más; e como ambas procedem de uma mesma pessoa, não se podem discernir umas das outras, e assim, pelo que é legítimo, se recomenda o que é reprovável”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não se diga, portanto, que a Igreja reprova esta prudência dos fiéis. O que a Igreja não quer é que se julguem as intenções. Escrevendo contra os Modernistas, cuja astuciosa falácia verberava com muita firmeza, Pio X abstém-se de pronunciar-se sobre as intenções: “postas de lado as intenções de que só Deus é juiz”. As intenções é que pertence a Deus julgá-las. Neste terreno, não podemos ir além das suspeitas, atendendo à maneira usual de agir dos homens. Formar juízo definitivo somente Deus pode fazer.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que não impede aos bons denunciar o mal “objetivo” constituído pela doutrina errônea; e assim, caridosamente, armar os espíritos incautos contra qualquer emboscada traiçoeira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ás vezes, apela-se para Bento XV, na Constituição <em>Sollicita ac provida</em>, de 9 de julho de 1753, onde o Papa, fixando as providências a respeito da proibição de livros, recomenda que sejam eles lidos com atenção, por inteiro, pois pode acontecer que “o que é obscuro em um trecho seja dito de modo mais claro em outro”. É real. Mas o Papa não diz que se aprovem livros, onde haja erros claramente expostos, ainda que nos mesmos se digam coisas certas e dignas de aplausos. É mesmo assim que se entende a proibição “<em>donec corrigatur</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há certos espíritos que acreditam que as heresias começam fora da Igreja, em luta franca contra a verdade e a revelação. Puro engano. Não seriam heresias. Corroborando a observação do Ambrosiaster leia-se esta página de Sarda y Salvany, publicista espanhol do século passado:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“As heresias que estudamos hoje, no dilatado curso dos séculos que medeiam entre a vinda de Jesus Cristo e os tempos em que vivemos, apresentam-se-nos, à primeira vista, como pontos clara e definidamente circunscritos a seu respectivo período histórico, podendo-se, segundo parece, demarcar como a compasso o ponto onde começam e onde terminam, isto é, a linha geométrica que separa estes pontos negros do restante do campo iluminado em que se ostentam. Porém, esta apreciação, se bem advertimos, não passa de uma ilusão da distância. Um estudo mais detido, que com a lente de uma boa crítica nos acerque daquelas épocas, e ponha em verdadeiro contacto intelectual com elas, nos permitirá observar que nunca em alguns desses períodos históricos aparecem assaz geometricamente definidos os limites que separam o erro da verdade — não na realidade dela, porque esta, claramente formulada, a dá a definição da Igreja, mas na sua apreensão e profissão externa, isto é, no modo por que a respectiva geração se houve para negá-la ou professá-la com mais ou menos franqueza. O erro na sociedade é como uma feia nódoa numa tela de primoroso tecido. Vê-se claramente, mas custa precisar-lhe os limites; são vagas suas fronteiras como os crepúsculos que separam o dia que finda, da noite que se avizinha, e por sua vez, a noite que passa, do dia que renasce. Precedem o erro, que é negra sombra, seguem-no e rodeiam-no umas como vagas penumbras, que podem tomar-se às vezes pela mesma sombra, iluminada todavia por um outro reflexo de luz moribunda; ou pela mesma luz, empanada e obscurecida já pelas primeiras sombras. Assim, todo o erro claramente formulado na sociedade cristã teve em volta de si outra como atmosfera do mesmo erro, porém menos denso e mais tênue e moderado[fn]<em>El liberalismo es pecado</em>, cap. VIII. In “Propaganda Católica”, t. VI, pp. 30 ss. Barcelona, 1887).[/fn]”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O pior mal não causam propriamente os hereges, e sim os semi-hereges. Aqueles são lançados fora da Igreja, como membros deteriorados que se amputam. Estes persistem em permanecer dentro da Igreja e aí constituem “atmosfera do mesmo erro”, ou seja um ambiente constante a tentar os fiéis que atenuem sua fé e se aproximem do falso. Maior mal causou à Igreja o Semi-arianismo que o Arianismo; o Semi-pelagianismo que o Pelagianismo, e hoje não é tanto o Protestantismo que nos preocupa como o Jansenismo, o semi-protestantismo que reponta no Silonismo, no Americanismo, e em todas as correntes liberais. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também não se creia que passou o tempo das heresias. O “<em>oportet hæreses esse</em>” de S. Paulo é de todos os tempos. Por isso, merecem louvores especiais aqueles que, como o Pe. Garrigou-Lagrange, ou o Pe. Sarda y Salvany, se põem a estacada, expondo-se às iras mal dissimuladas dos inovadores[fn]Sardá y Salvany foi mesmo acusado perante a Santa Sé, o que lhe valeu uma preciosa aprovação especial da Sagrada Congregação do Índice em 10 de Janeiro de 1887.[/fn], para alertar os incautos contra aqueles infelizes que tomaram a si a tarefa inglória de realizar a profecia do Apóstolo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Terminemos com duas observações de Belloc[fn]<em>The Great Heresies</em>, trad. Esp. De “La Espiga de Oro”, Buenos Aires, 1943, pags. 15-18.[/fn] que mostram a importância e atualidade que tem na Igreja o papel desempenhado pelos apologetas. Não é apenas — se é isto que se pode chamar “apenas” — a manifestação viva de seu amor por Jesus Cristo, que não sofre uma deturpação de sua doutrina. Não é apenas uma atitude intelectual restrita a uma parte da Economia da graça, o Dogma; — diriam a menos importante, tal o conceito superior que geralmente têm da Moral aqueles que separam estes dois campos. Não. A heresia, como o dogma, interessa a vida inteira do indivíduo. O homem realiza sua idéia, e conforme seu pensamento, assim será toda a estrutura de sua atividade. O que quer dizer que tanto o dogma, como a heresia podem determinar uma civilização, ou uma espiritualidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Se recordamos o simples fato de que um estado — adverte Belloc — uma comunidade humana, ou uma cultura geral tem que se inspirar em algum corpo de normas morais, e que não pode haver corpo de normas morais sem doutrina, e se conviermos em chamar religião a todo corpo consistente de normas morais e de doutrina, então a importância da heresia como tema será clara, porque heresia não significa senão “a proposição de novidades em religião mediante a exceção, do que fora a religião aceita, de um ou outro ponto, sua negação ou substituição por outra doutrina até então desconhecida”. Um exemplo: “Um homem que crê que o Arianismo é só questão de palavras, não adverte que o mundo ariano teria sido muito mais parecido ao mundo maometano, do que o veio a ser na realidade o mundo europeu. Esse homem está muito menos em contacto com a realidade do que Atanásio ao afirmar que a orientação doutrinária era de capital importância. Esse Concílio de Paris que inclinou a balança em favor da tradição trinitária teve tanto efeito como uma batalha decisiva, e não compreendê-lo é ser um pobre historiador’.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outra observação de Belloc refere-se à atualidade da heresia. “Vivemos hoje, diz o publicista inglês, sob um regime de heresia, que só se distingue dos períodos anteriores, porque o espírito herético se generalizou e se apresenta em variadas formas”. O espírito herético é bem o que caracterizamos como a semi-heresia, que não é uma apostasia declarada, mas uma deturpação da mentalidade católica num sentido heretizante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apresentando sua obra sobre as Grandes Heresias, termina Belloc com esta advertência, que cremos confirmada pelo que verificamos através dos artigos do Pe. Garrigou-Lagrange. Com ela encerremos estas notas, que, parece-nos, tem nela sua explicação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Como se verá, falo do “ataque moderno” porque, para falar de uma coisa, é mister dar-lhe um nome. Porém, a maré montante que ameaça cobrir-nos é tão difusa que cada um deve dar-lhe seu próprio nome: até hoje não possui nome comum. Isto acontecerá talvez, não porém antes que o conflito entre o moderno espírito anticristão e a permanente tradição da Fé se torne agudo, mediante a perseguição, o triunfo ou a derrota. Então quiçá se chame Anticristo”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Revista Eclesiástica Brasileira, vol. 7, fasc. 4, Dezembro de 1947.)</span></p>
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		<title>ASSISTA &#8220;TRADITIO, POR AMOR À IGREJA&#8221; &#8211; SÉRIE COMPLETA</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 13:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[TRADITIO – POR AMOR À IGREJA é uma série documental em três partes dedicada à vida e ao apostolado dos sacerdotes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em todo o mundo. Produzida ao longo de dois anos por dois jovens &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/assista-traditio-por-amor-a-igreja-serie-completa/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://infovaticana.com/wp-content/uploads/2026/06/ChatGPT-Image-3-jun-2026-13_48_36-1066x600.png" alt="A FSSPX lança «Traditio», uma série documental sobre seu apostolado no  mundo – INFOVATICANA" width="573" height="331" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">TRADITIO – POR AMOR À IGREJA é uma série documental em três partes dedicada à vida e ao apostolado dos sacerdotes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em todo o mundo. Produzida ao longo de dois anos por dois jovens estudantes da Suíça e da Alemanha em colaboração com a Casa Geral da FSSPX, a série totaliza mais de quatro horas de filmagem e constitui um dos projetos cinematográficos mais extensos e ambiciosos já realizados pela Fraternidade.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>CONHEÇA A FUNDO TODA A OBRA DA FSSPX, O SIGNIFICADO DA TRADIÇÃO E O VERDADEIRO TRABALHO DA IGREJA.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Legendas disponíveis em francês, inglês, alemão, espanhol, italiano, português, polonês e holandês. Clique em ⚙️ e depois em «Legendas» para escolher o seu idioma.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=V9UQYkXffG0">PARTE 1 – TORNAR-SE SACERDOTE – UMA OBRA DE FÉ</a></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=8038DkjW-2M">PARTE 2 – MISSIONÁRIOS CATÓLICOS AO REDOR DO MUNDO – UMA OBRA DE ESPERANÇA</a></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=Yls1km5Z6-E"><strong>PARTE 3 – DAR A PRÓPRIA VIDA: UMA OBRA DE CARIDADE</strong></a></span></p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>A NOVA TEOLOGIA – PELO PE. GARRIGOU-LAGRANGE – PARTE 2/3</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2026 16:12:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
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		<category><![CDATA[Pe. Garrigou Lagrange]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Permanencia Leia a parte 1 clicando aqui. É natural que se investigue a causa desta nova teologia. Responde um bom juiz, diz o Pe. Garrigou-Lagrange, que ela procede da freqüência com os mestres do pensamento moderno. “Recolhemos os frutos da &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-23/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://m.media-amazon.com/images/I/71po7DlpBHL.jpg" alt="Amazon.com.br: Réginald Garrigou-Lagrange: livros, biografia, última  atualização" width="212" height="298" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/index.php/paginas/detalhar/522">Permanencia</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Leia a parte 1 <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-13/">clicando aqui.</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É natural que se investigue a causa desta nova teologia. Responde um bom juiz, diz o Pe. Garrigou-Lagrange, que ela procede da freqüência com os mestres do pensamento moderno. “Recolhemos os frutos da freqüência, sem precauções, dos cursos universitários. Querem freqüentar os mestres do pensamento moderno para convertê-los, e deixam-se converter por eles. Aceitam, pouco a pouco, suas idéias, seus métodos, seu desdém pela escolástica, seu historicismo, seu idealismo e todos os seus erros”. (Pág. 142).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem achar que aí se encontra toda a explicação, é certo que os novos teólogos almejam a independência dos filósofos modernos diante das decisões da Santa Sé. Aduz o Pe. Garrigou-Lagrange vários testemunhos desta atitude de rebeldia, envolta no menosprezo mais ou menos voltaireano do que é tradicional e venerável, quase diríamos sagrado nas escolas católicas: a filosofia de S. Tomás.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vimos acima como a definição clássica da verdade não agradou aos novos que a reputam “quimérica e abstrata”. Em outro passo, louva-se um “feliz adormecimento que protege o tomismo canonizado, e também, como dizia Péguy, enterrado, enquanto vivem os pensamentos votados, em seu nome, à contradição”. (Gaston Fessards, S.J., em <em>Etudes </em>de Nov. 1945, pp. 269/70.) (Pág. 133).</span><span id="more-35429"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Às vezes, pretendem uma distinção entre S. Tomás e os tomistas, como se tivessem estes deturpado o pensamento do Angélico. Compreende-se. Atacar de frente a S. Tomás é por demais audacioso. Convém melhor apresenta-lo como se também ele, séculos atrás, partilhasse as mesmas idéias. É assim que o Pe. Lubac, a propósito da distinção entre Deus, autor da ordem natural, e Deus, autor da ordem sobrenatural, afirma jamais ter S. Tomás admitido semelhante distinção forjada mais tarde pelos tomistas[fn]<em> Surnaturel</em>, 1946, 254 (pág. 132).[/fn]. O Pe. Garrigou-Lagrange aduz vários lugares de S. Tomás em que S. Tomás diz de modo insofismável que “o fim para o qual as coisas criadas são ordenados por Deus, é duplo. Um, que excede a proporção e a faculdade da natureza criada&#8230; Outro, proporcionado à natureza criada” (1, q. 23, a 1). Aliás, não se admitindo esta distinção clássica entre a ordem natural e a sobrenatural é difícil explicar a doutrina católica, segundo a qual, não tem a natureza humana qualquer exigência de ordem sobrenatural, e, por sua vez, deverá tender, por sua natureza, a um fim que lhe seja proporcionado, ou seja um fim dentro da ordem natural. Parece-nos mesmo que, após a condenação de Baio, é difícil ao católico manter-se dentro da ortodoxia e não aceitar aquela distinção; certamente renunciará ao meio que teria em mãos para explanar o que aceita por definição da Igreja[fn] O livro do Pe. Lubac mereceu uma nota elogiosa de Jules Lebreton <em>(Recherches de Science Religieuses</em>, 1947, p. 77). É um livro mais de investigação histórica do que de exposição escolástica. Este mesmo fato deveria levá-lo a uma melhor observação de S. Tomás. Infelizmente é difícil a pessoa na exposição de doutrinas alheias não se deixar levar pelas idéias que admite. Na questão livre entre os teólogos católicos a respeito da aspiração da alma a um conhecimento imediato da Causa Primeira, que viria a ser um conhecimento intuitivo de Deus, e, em concreto, a visão facial, é o Pe. Lubac partidário da sentença afirmativa. Eis o que leva ao cochilo na apresentação do pensamento de S. Tomás. Qualquer que seja o valor da obra de Lubac, a observação do Pe. Garrigou-Lagrange é pertinente.[/fn].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Às vezes encontramos expressões ainda mais ousadas. Atingem declarações dos órgãos supremos de orientação na Igreja. Assim em <em>Etudes</em> (Abril de 1946), lê-se que o “neo-tomismo e as decisões da Comissão Bíblica são um anteparo, não, porém, uma resposta”. (Pág. 13).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este afastamento da Escolástica não se faz sem temeridade. A Santa Sé constante e insistentemente recomenda aos seus filhos que tomem como guia seguro e certo nas especulações do espírito, quer em teologia, quer em filosofia, a S. Tomás de Aquino. Leão XIII, com a Æterni Patris, fomentou os estudos escolásticos, especialmente de S. Tomás. Recorda, nessa encíclica, a alta consideração em que tiveram ao Doutor Angélico os Sumos Pontífices seus predecessores; bem como a atitude de toda a Igreja nos Concílios de Lião, Viena, Florença e Vaticano, e especialmente no de Trento, no qual a Suma Teológica foi livro de consulta ao lado das Sagradas Escrituras e dos decretos dos Papas. Lamenta, então, o Santo Padre o afastamento de S. Tomás que temerariamente se permitiam alguns autores. Pio X, no motu-prórprio <em>Doctoris Angelici</em> de 29 de junho de 1914, volta sobre as mesmas considerações de Leão XIII. Enfim, o Código de Direito Canônico preceitua aos professores que nos estudos de filosofia racional e teologia sigam o método, a doutrina e os princípios de S. Tomás, coisas que devem conservar santamente, e nas quais formar os alunos. (Cân. 1366, 2.).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O motivo desta predileção — que não é fruto do arbítrio pessoal deste ou daquele Papa, mas uma atitude geral da Santa Igreja, e, pois, graça do Espírito Santo que, como alma, preside às manifestações do Corpo Místico de Cristo — esta predileção, dizíamos, justifica Pio X na encíclica <em>Pascendi</em>, de 8 de setembro de 1907, em que condenou o Modernismo, com estas palavras: “afastar-se ainda que pouco de S. Tomás, especialmente em questões metafísicas, não se faz sem grande detrimento. Um pequeno erro no começo torna-se grande no fim”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ninguém, portanto, se afasta de S. Tomás sem temeridade. Quer dizer, então, daqueles que condenam e combatem seu pensamento, método e doutrina?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, dirão, trata-se de filosofia, assunto cuja alçada pertence à razão humana. Nestes assuntos deve dar-se ao indivíduo plena liberdade, a fim de que decida de conformidade com suas convicções. Se a filosofia tomista não o satisfaz, há de se lhe permitir que escolha outra. Eis o que parece de bom senso!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A isto oporemos algumas observações.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A razão não goza de uma liberdade desenfreada para admitir o que lhe melhor lhe pareça. Não é uma faculdade livre, mas necessária. Não tem auto-determinação: deve obedecer ao real, sujeitar-se à verdade que a ela se impõe por si mesma. De maneira geral, pois, não pode o homem escolher esta ou aquela filosofia. Há de admitir aquela que se conformar com a realidade, aquela que justificar, com argumentos certos, as suas conclusões. A inteligência foi feita para o real, e é obedecendo ao real que se enobrece e aperfeiçoa, que descansa na verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Depois, em questões teológicas, na conceituação dos dados revelados, não tem o homem terminologia e idéias apropriadas que correspondam com precisão à realidade transcendente. Não. É em termos humanos, em conceitos humanos que se filtram os mistérios divinos. Conceitos e termos fornece-os a filosofia. Importa, portanto, muito à teologia qual filosofia admitir-se. Conforme a filosofia, conforme a interpretação que se der à realidade, assim se formarão os conceitos que vão acolher as verdades reveladas. Vem aqui a propósito a observação de Billot, no seu tratado do Verbo Encarnado, ao comentar a 3ª parte da Suma Teológica[fn] 6ª edição, Roma, 1922, págs. 55-56.[/fn]:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Não é indiferente ao fiel o sistema filosófico em que se traduz em conceitos a realidade das coisas, sob pretexto de que a filosofia, por isso que de ordem natural, goza de autonomia diante da teologia. De fato. Os mistérios da revelação expressos analógica, mas verdadeiramente, em linguagem humana, de maneira que a filosofia está para a teologia, como o léxico de que nos auxiliamos para externar nosso pensamento. Se o léxico é bom, se dá palavras ao significado próprio, podemos alimentar esperanças de sermos entendidos”. E exemplifica: “Se lês uma homilia ou tratado no qual ocorre falar-se de padres e diáconos, e não sabes que seja “diácono”, recorres a um léxico, no qual encontras: <em>Diácono, espécie de padre</em>. Este léxico não te será útil para bem entender o tratado, na parte referentes aos diáconos e sua relação com os padres”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim acontece com a filosofia, o léxico humano que nos auxiliará a entender os mistérios divinos, uma vez que é em termos humanos que se manifesta aos homens a Sabedoria Eterna. Se não for reto e objetivo, o sistema filosófico só concorre para germinar erros e depravar dogmas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pode a razão humana por si mesma, utilizando seu vigor natural, e as leis essenciais de sua ação, ajuizar se é ou não objetiva uma filosofia. Não obstante, a quantos enganos não está sujeita esta nossa pobre e orgulhosa razão natural?! Além disso, quantos estudos, e quanto engenho não pedem, por vezes, as subtis roupagens que envolvem os sistemas falsos, para serem rasgadas e manifestarem o vício que encobrem? Tanto mais que a reduzida capacidade de uma inteligência finita traz consigo a tentação do desassossego de quem aspira ao infinito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por tudo isso, dotou sabiamente Jesus Cristo à sua Igreja de infalibilidade em tudo que concerne à conservação e explanação da verdade revelada. Têm assim os homens um guia seguro nas questões mais fundamentais de sua vida: a verdade religiosa. É em função desta missão divina, que a Igreja, não somente pode, mas deve apontar ao Gênero Humano os sistemas filosóficos errôneos, por isso que conduzem a uma incompreensão inexata e falsa da revelação; bem como pode e deve indicar a orientação que devem os fiéis tomar em questões de filosofia para entenderem bem o legado doutrinário que a Munificiência Divina se dignou outorgar-lhes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis em que se fundamenta a preferência da Santa Igreja pela filosofia tomista. Ela foi proclamada meio indispensável para a vitoriosa defesa da verdade revelada contra os ataques da heresia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Teimar, pois, em querer reduzir os dogmas revelados a termos de outra filosofia é, no mínimo, temerário, e não se fez ainda sem incidir em graves erros em matéria de Fé. A atitude que analisamos neste artigo é mais uma ilustração desta verdade. Atendessem estes novos teólogos às recomendações e preceitos da Santa Igreja, em questões de filosofia, e não teriam chegado às enormidades que acima comentamos.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-33/">Continua&#8230;..</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Revista Eclesiástica Brasileira, vol. 7, fasc. 4, Dezembro de 1947.)</span></p>
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		<title>A NOVA TEOLOGIA – PELO PE. GARRIGOU-LAGRANGE – PARTE 1/3</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 13:51:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Garrigou Lagrange]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Permanência  O Pe. Garrigou-Lagrange, professor no “Angelicum”, que é a Universidade dos Dominicanos em Roma, nos põe a par de uma nova orientação teológica, em dois artigos publicados na revista da mesma Universidade em 1946, fasc. 3 e 4, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-13/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://m.media-amazon.com/images/I/71po7DlpBHL.jpg" alt="Amazon.com.br: Réginald Garrigou-Lagrange: livros, biografia, última  atualização" width="197" height="277" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #3366ff;"><a style="color: #3366ff;" href="https://permanencia.org.br/index.php/paginas/detalhar/522">Permanência</a></span> </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Pe. Garrigou-Lagrange, professor no “Angelicum”, que é a Universidade dos Dominicanos em Roma, nos põe a par de uma nova orientação teológica, em dois artigos publicados na revista da mesma Universidade em 1946, fasc. 3 e 4, e 1947, fasc. 2[fn] “La nuovelle théologie oú va-t-elle?” e “Verité et immutabilité du Dogme”. Estes dois artigos, publicados em separata, trazem, respectivamente, a seguinte paginação: 126-145 e 1-16, Nestas notas vêm citados pelas páginas.[/fn]. Como ele diz que é “estrita obrigação de consciência para os teólogos tradicionais responderem (a estas aberrações)”, “do contrário faltariam gravemente ao seu dever, falta de que deverão dar contas a Deus” (pág. 135), parece-nos oportuno comunicar também aos leitores brasileiros o que se passa na Velha Europa (somente lá?) de hostil e perigoso dentro dos arraiais da mesma Igreja. Vamos nos servir do material fornecido pelo grande teólogo dominicano, e restringir-nos às suas informações, esquecendo, no momento, o que possamos conhecer por outras vias</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/index.php/paginas/detalhar/522">Permanencia</a></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>I</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cremos poder afirmar — sempre através do que colhemos nos artigos do Pe. Garrigou-Lagrange — que a primeira preocupação da “Nova Teologia” é criar ambiente favorável às suas idéias, que ela reconhece que são novas e, na aparência, chocantes. É assim que estabelece um princípio, à sua primeira vista sedutor: “Uma teologia que não fosse atual, seria uma teologia falsa” (pág. 126) [fn] Esta frase é do Pe. Henri Bouillard, S. J. <em>(Conversion et grâce chez S. Thomas d’Aquin</em>, 1944, pág. 219).[/fn]. Em outras palavras, deve a ciência teológica, como as demais, acompanhar um progresso que não é exclusivo das ciências experimentais, mas se faz sentir também nas disciplinas transcendentes, a Filosofia e a Teologia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando sabemos o medo que têm os homens de passar por retrógrados, percebemos quanto vai de ardiloso nesta afirmação. Mais. Tomam os novos teólogos o cuidado de amortecer os escrúpulos, que porventura possam surgir, diante de uma doutrina muito estranha: “Isto — dizem — parece a princípio uma loucura; não obstante, visto de perto, não deixa de ter sua verossimilhança, e é mesmo aceito por muitos” (pág. 134). A curiosidade, a tentação do novo, o temor de ser tido por espírito tacanho, estreito, sem visão, a ilusão de que a corrente nova é grande e autorizada, levam facilmente os espíritos menos prevenidos a se deixar seduzir. Atesta um professor, em carta ao do Pe. Garrigou-Lagrange, que estes escritos “exercem grande influência sobre os espíritos medianos” (pág. 1452), que são a maioria.</span><span id="more-35427"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Convém notar que esta nova teologia não se apresenta como um todo sistemático. Seria mais fácil descobrir-se o erro. Ela surge mais como tendência — que, porém, brota de um princípio, de uma convicção, de um sistema — tendência que reponta aqui e acolá, ora em livros, ora em artigos de revista, ora, quando as idéias são mais arrojadas, em folhetos datilografados ou mimeografados que se espalham, mais ou menos clandestinamente, entre seminaristas, padres e leigos católicos. Este fato torna o perigo maior. Uma tendência que se esboça pode atrair um espírito desprevenido, que certamente não aceitaria a conseqüência lógica, mas não prevista, contida no bojo da orientação. Ora, acontece que o agrado inicial pode alimentar a simpatia, e quando o indivíduo vir a seqüela de sua primeira imprudência, já se sente tão dentro do novo sistema, tão comprometido com ele, que somente com grande humildade poderá voltar atrás.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por este motivo salientemos primeiros as idéias mestras que formam o arcabouço da nova teologia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aquele princípio “uma teologia que não fosse atual, não seria verdadeira” supõe, no fundo, a nova definição da verdade pela qual a filosofia contemporânea evolucionista substitui a clássica dos escolásticos. Segundo estes, e o senso comum, a verdade está na conformação de nossa inteligência com o objeto extra-mental. O homem está de posse da verdade, quando aquilo que afirma no seu conceito corresponde, na ordem das coisas, à realidade objetiva, àquilo que de fato existe. Esta noção da verdade liberta-a das ilusões, pois obriga a inteligência a acompanhar as leis imutáveis do ser, e dá substância às concepções mentais. Se o homem apreendeu a coisa extra-mental no que ela tem de próprio, está com a verdade; do contrário, seu conceito será falso ou errôneo. Compreende-se como nesta definição se possa falar na imutabilidade da verdade, uma vez que a essência das coisas goza de uma perenidade, eis que permanece através das variações acidentais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nova filosofia pretende que esta definição seja “quimérica e abstrata” (pág. 2), e que deva ceder lugar a uma nova, mais ao sabor da nova visão do universo que tudo engloba numa total evolução. A verdade seria, então, a “adequação real da mente e da vida” [fn] Pág. 129. Esta definição é de Blondel nos Anuales de Philosophie chrétienne, 15 de junho de 1906, pág. 235. O Pe. Garrigou-Lagrange mostra que, nos últimos livros, Maurice Blondel, de fato, não abandona sua primeira posição. Crf. págs. 129/30 e 3 ss.[/fn]. Esta definição não é lá muito clara. Torna-se, no entanto, colocada à luz da filosofia que a engendrou, isto é, a filosofia da ação, ou do fenômeno, do vir-a-ser. Percebe-se, então, por que a definição tradicional não agradava. Ela supõe a distinção entre a pessoa que entende e o objeto conhecido; ao passo que na filosofia nova o conhecimento não é mais do que uma consciência própria da evolução do espírito. E como este evolui sempre, é mister que a verdade o acompanhe, jamais seja algo de fixo e imóvel, mas se absorva no “fieri” contínuo da vida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Percebendo o mal contido nesta estranha noção da verdade, a Santa Sé condenou-a mais de uma vez. Pio X, pelo decreto <em>Lamentabili</em>, proscreveu esta tese dos Modernistas: “A verdade não é mais imutável do que o homem, pois com ele, nele e por ele evolui” (Denz. 2058), e Pio XI, em decreto do Santo Ofício de 1° de Dezembro de 1924, condena 12 teses da filosofia nova. Eis o teor da tese n° 5: “A verdade não se encontra em nenhum ato particular da inteligência, no qual haveria uma conformidade com o objeto, como dizem os escolásticos, mas a verdade está sempre em “fieri”, e consiste na adequação progressiva da inteligência e da vida, isto é, num certo moto perpétuo, pelo qual a inteligência se esforça por desenvolver e explicar aquilo que produz a experiência ou exige a ação: de maneira, porém, que em todo o progresso nada haja nunca de definitivo e permanente”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Previu, portanto, a Santa Sé, as conseqüências desta mudança introduzida na conceituação tradicional da verdade. Estas condenações, no entanto, não impediram que os novos teólogos enveredassem pelo caminho aberto com a definição blondeliana. Nem os atemorizou uma outra proposição proscrita pelo decreto acima citado, a última da série: “Ainda depois de recebida a fé, não deve o homem descansar nos dogmas da religião, e a eles aderir de modo fixo e imóvel, mas deve permanecer sempre nos anseios de progredir para uma ulterior verdade, a saber, evoluindo em conceitos novos, corrigindo mesmo aquilo que creu”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não obstante isso que aí está, é dentro desta nova concepção que se situa a nova teologia&#8230; que também fala da imutabilidade do dogma; mas concebe-a a seu modo, ajustada ao espírito moderno. Eis como, em termos formais, Bouillard define as condições para que uma verdade conserve sua perenidade: “Quando o espírito evolui, uma verdade imutável não se mantém senão graças a uma evolução simultânea e correlativa de todas as noções, conservando entre elas uma mesma relação” [fn] Pe. Henri Bouillard, S. J., <em>Conversion et grâce chez S. Thomas d’Aquin</em>, 1944, pág. 219. (Apud A. cit. pág. 126.).[/fn]. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Expliquemos: Numa verdade distinguimos as noções e a relação em que se encontram. As noções são expressas pelo sujeito e predicado de uma proposição; a relação entre elas é ditada pela cópula verbal. Para que a verdade se conserve imutável — dizem eles — é preciso que as noções acompanhem a evolução do espírito, de maneira simultânea e correlata; a relação entre elas, no entanto, deve manter-se a mesma. Não se pense que esta evolução determina apenas uma explicação maior de um conceito menos claro, de maneira que a uma noção obscura se substitui outra equivalente, mais precisa. Não. A noção nova será “outra”, o que quer dizer: diversa. Neste ponto, o Autor criticado pelo Pe. Garrigou-Lagrange é bem explícito, em que pese aos seus defensores. Ele que diz que, “para que a teologia continue a oferecer um sentido ao espírito, possa fecundá-lo e progredir com ele, é preciso que ela também renuncie a estas noções”, e explica, como renunciou ao sistema astronômico de Ptolomeu (pág. 9). Portanto: a imutabilidade do Dogma, para estes autores, pede que se abandonem as noções tradicionais, substituídas por outras mais conformes à evolução do espírito, como a astronomia abandonou o sistema de Ptolomeu.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nestes termos, qualquer pessoa que reflita um pouco percebe que, o que aí se afirma, é tudo menos uma imutabilidade. De fato, a substância do Dogma, não está na nua relação expressa pelo verbo, mas na relação entre estas determinadas noções. Em outras palavras, importa muito mais no Dogma a noção do que a cópula verbal, de maneira que, variadas as noções, já não se pode falar numa mesma verdade, no mesmo Dogma. Se a noção é outra, a proposição será outra, o Dogma será outro. Por exemplo: Se as noções de “natureza” e “pessoa” não são hoje as mesmas como há duzentos anos atrás, ninguém dirá que o Dogma que afirma haver em Deus uma natureza e três Pessoas é o mesmo de duzentos anos atrás, ainda que a fórmula dogmática conserve a mesma relação expressa pelo verbo “ser”, ou, em outras palavras, seja idêntica à anterior “em Deus há uma natureza e três Pessoas”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isto posto, a que se reduzem as fórmulas conciliares? Mudadas as noções, não restam senão destroços de um Dogma que o foi algum tempo, e que hoje é lembrado apenas pela identidade externa dos termos em que são expressas as noções novas que substituíram as antigas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isto assim exposto é claro: Para fugir a estas conclusões, baralham os novos teólogos suas explicações em períodos longos que nada explanam, e menos ainda respondem às dificuldades levantadas. Examinemos uma de suas explicações, salientando a confusão que ela engendra, a poeira atirada nos olhos. É de H. Bouillart, <em>Conversion et grâce chez S. Thomas de Aquin</em>, 1944, pág. 221 (págs. 127/8): “Perguntar-se-á talvez se ainda é possível considerar como contingentes as noções implicadas nas definições conciliares? Não seria comprometer o caráter irreformável destas definições?”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis o problema posto em tese, e que deveria ser resolvido em tese. O autor, no entanto, atenua logo uma resposta — a única possível dentro da lógica do sistema — que chocaria pelo seu caráter modernista. Em vez de dar logo a resposta como se espera, desce à consideração de um exemplo, em que se conjugam duas questões que o autor não distingue, e assim deixa criada uma atmosfera de obscuridade propícia ao encaminhamento de sua conclusão. Vejamos. Continua o autor: “O Concílio de Trento, sess. 6, cap. 7, cân.10, por exemplo, empregou, no seu ensinamento sobre a justificação, a noção de causa formal. Não teria ele, por esse fato mesmo, consagrado esse emprego, e conferido à noção de graça-forma, um caráter definitivo?” E conclui: “Nullement.” Neste exemplo deveria ele primeiro distinguir o que a noção de causa formal vulgarmente significa, e que todos ou admitem ou se excluem da Igreja; e a noção filosófica mais trabalhada, na qual pode haver divergência entre os sábios, conservando, porém, o fundo comum que a noção sempre envolve. O Concílio não canonizou esta ou aquela escola filosófica; mas o Concílio impôs que a graça seja considerada aquilo que vulgarmente se entende por causa formal, ou seja, aquela realidade que uma vez na alma, nela causa determinada mudança permanente. A resposta, pois, “Nullemente”, válida na primeira consideração, absolutamente não pode admitir-se na segunda. A pessoa, não obstante, que não se detivesse mais no exame do que precede, poderia deixar-se levar pela consideração comum entre os estudantes de Teologia de que a Igreja não pretende dirimir questões livres nas escolas católicas, e assim aceitar a conclusão do autor. Estaria o caminho aberto para o que segue, e, inconscientemente, viria o leitor a admitir as aberrações que salientamos acima.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Leiamos o resto deste período e se verá:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Não estava certamente na intenção do Concílio canonizar uma noção aristotélica, nem mesmo uma noção teológica concebida sob a influência de Aristóteles. Ele queria simplesmente afirmar, contra os Protestantes, que a justificação é uma renovação interior”. — Não é somente isto, mas que é uma renovação interior mediante um dom recebido na alma e a ela inerente. — Continuemos: “Utilizou-se, para este fim, de noções comuns na teologia do tempo”. Mas, atendendo ao seu significado perene, e, portanto, irreformável, o que impede que elas sejam substituídas por outras que não sejam equivalentes, contrariamente à conclusão que o autor pretende, com sua exemplificação, torna aceita: “Mas, pode-se substituir por outras, sem modificar o sentido de seu ensinamento”. Se estas outras noções fossem equivalentes, ainda bem; mas sendo diversas, da mesma maneira que a astronomia moderna substituiu o sistema solar de Ptolomeu, absolutamente não é admissível.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Temos, pois, aí analisado o princípio que orienta as especulações da nova teologia. Representa uma revolução na Dogmática, uma destruição do Sagrado Depósito entregue à guarda da Igreja e à crença dos fiéis. Advertiu-o bem S.S. Pio XII: “Se tal opinião for aceita, que será da unidade e estabilidade da Fé?” (Osserv. Rom., 19 de Set. de 1946, pág. 134).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alguns exemplos ilustram melhor o que afirmamos acima. Estes exemplos não são formados a título de explanar princípios ou teorias por quem as expõe ou critica. Não. São aplicações feitas pelos próprios corifeus da nova teologia. “Estas conseqüências, diz o Pe. Garrigou-Lagrange, é difícil não vê-las em certos folhetos datilografados que são distribuídos (alguns desde 1934) ao Clero, aos seminaristas, aos intelectuais católicos” (pág. 134). São, portanto, eles mesmos, os novos teólogos que, para se manterem coerentes, conscientemente, modificam a conceituação tradicional do Dogma segundo suas novas idéias. E como veremos, este ajustamento fere profundamente a verdade revelada, de maneira a se poder perguntar se alguma coisa permanece do que a Sabedoria Divina trouxe à terra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma destas aplicações refere-se à presença real de Jesus Cristo na SS. Eucaristia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta presença real de Jesus Cristo, tão verdadeiramente como está no Céu, é um mistério; mas, como todos os mistérios, admite uma explicação analógica tomada às coisas criadas, que nos auxilia à formação de um conceito aproximado da realidade transcendente: S. Tomás de Aquino, para esclarecer este dado da revelação, aduz o fato da presença da substância no corpo. Jesus, segundo sua doutrina, está na SS. Eucaristia “<em>ad modum substantiæ</em>”. Da mesma maneira que a substância ocupa lugar mediante os acidentes que a determinam no espaço, assim Jesus Cristo ocupa lugar mediante os acidentes de pão e vinho sob os quais se encontra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Toda a explanação envolve estes pontos: A presença de Jesus na Eucaristia é determinada pela transubstanciação de toda a substância do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Jesus Cristo. Em virtude desta transubstanciação o Corpo e Sangue de Jesus vêm a se encontrar onde estava antes a substância do pão e do vinho; e como esta se achava em determinado lugar mediante os acidentes próprios, assim Jesus passa a ocupar o mesmo lugar, graças aos mesmos acidentes permanecem, e sob os quais se vela o Divino Mestre. Por isso a presença real exige a permanência dos acidentes do pão e do vinho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também com respeito aos acidentes sob os quais se encontram, o Corpo e Sangue de Jesus Cristo estão na mesma relação em que estava a substância de pão e vinho com referência aos seus acidentes. Distinta destes, da quantidade, da cor, do sabor, etc., está a substância em todo o corpo e em todas as partes do corpo, que faz tal, desta determinada natureza. Por exemplo, o pão é pão devido à substância de pão que o constitui. Esta substância, porém, não se encontra apenas um determinado lugar do pão. Ela se encontra em toda a extensão do pão e em cada uma de suas partes continua a ser pão, porque conserva a mesma substância que antes possuía.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vindo ocupar o lugar deixado pela substância de pão e vinho que nele se transubstanciou, o Corpo e Sangue de Jesus Cristo conservam a mesma relação quanto ao lugar que ocupam, na hóstia, isto é, estão em toda a hóstia e em cada um das partes da mesma, da mesma maneira na qual se achava a substância de pão e vinho, com exceção apenas da condição de sujeito de inesão dos acidentes. Está envolvido pelos acidentes de pão e vinho, sem com eles se confundir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta, em resumo, a doutrina escolástica traçada por S. Tomás de Aquino. Em substância, foi ela canonizada pelo Concílio Tridentino, e passou a fazer parte da doutrina católica. O Concílio fixou também o termo “transubstanciação”. Diz o Concílio na sess. 13: “Cristo todo inteiro se encontra sob a espécie de pão e sob qualquer de suas partes, todo igualmente sob a espécie de vinho e sob suas partes” (cap. 3; Denz. 876). Motivo pelo qual “é anátema quem negar que Jesus Cristo inteiro está em toda a hóstia e em qualquer parte em que se divide a hóstia” (Denz. 885). O Santo Sínodo declara: “Pela consagração do pão e do vinho se faz a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo Senhor Nosso, e de toda a substância de vinho na substância do seu Sangue. Esta conversão é de modo conveniente e próprio chamada pela Igreja Católica, transubstanciação” (cap. 4; Denz. 877). E no cânon correspondente (Denz. 884) lança anátema contra aqueles que afirmam “que no Sacrossanto Sacramento da Eucaristia permanece a substância do pão e do vinho conjuntamente com o Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou negam aquela admirável conversão de toda a substância de pão e vinho no Corpo e Sangue de Cristo Jesus, conversão que, com muita propriedade (“aptissime”), a Igreja Católica denomina transubstanciação.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta a doutrina tradicional canonizada irreformavelmente pelo Concílio de Trento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que fazem os novos teólogos? Primeiro insurgem-se contra a fórmula escolástica “<em>ad modum substantiæ</em>”. Dizem que, na sua clareza falaciosa, suprime o mistério em vez de esclarece-lo. Aliás, para conceber esse mistério, é mister substituir ao método de reflexão dos escolásticos o método cartesiano e spinosista. Depois, censuram a palavra “transubstanciação”. Este termo tem, dizem, o inconveniente de se ajustar ao modo como os escolásticos entendem esta transformação, e esta maneira de concebê-la é falsa. Apresentam, então, o que lhes parece que venha a ser transubstanciação. O pensamento, exposto numa antítese ao escolástico, marca bem sua novidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Nas perspectivas escolásticas, nas quais a realidade é a “substância”, a coisa não poderá mudar realmente a não ser que a substância se mude&#8230; pela transubstanciação. Nas nossas perspectivas  atuais&#8230; quando em virtude da oblação que foi feita segundo um rito determinado por Cristo, o pão e o vinho tornaram-se o símbolo eficaz do sacrifício de Cristo, e por conseguinte de sua presença espiritual, o ser religioso (do pão e vinho) mudou-se”. Eis, acrescentam, o que podemos designar pela palavra “transubstanciação”. (Pág. 140).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta explanação se esclarece melhor, quando se sabe que, segundo estes autores, em todas as coisas devemos distinguir dois elementos: a realidade material, e o sinal que ela é de realidades espirituais. “Pode-se conceber que uma coisa, tornando-se por vontade de Deus o sinal de uma coisa outra do que aquela que naturalmente significa, se torne ela mesma <em>outra</em>sem que se mude na aparência”. (Pág. 140, nota).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem não vê que, nesta concepção, mudou-se completamente o Dogma? Quem não percebe que, nestas novas perspectivas, absolutamente não se pode salvar a expressão do Concílio Tridentino, segundo o qual na Eucaristia se opera a conversão de <em>toda </em>a substância de pão (e não apenas de seu sinal, seu ser espiritual) no Corpo, e de <em>toda</em> a substância do vinho (e não apenas, repitamos, de seu ser espiritual, seu sinal) no Sangue de Jesus Cristo, permanecendo apenas as aparências de pão e vinho?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há ainda outras aplicações. A Encarnação, por ex., é concebida de maneira semelhante: “Embora Cristo seja verdadeiramente Deus, não se pode dizer que, por Ele, havia uma presença de Deus sobre a terra da Judéia&#8230; Deus não estava mais presente na Palestina que alhures. O <em>sinal eficaz</em> desta presença divina manifestou-se na Palestina no primeiro século de nossa era, é tudo quanto se pode dizer”. (Pág. 141).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estamos na escola simbolista, ou seja, na teologia modernista. Para os modernistas, sim, que as fórmulas dogmáticas não passam de símbolos práticos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outras amostras poderiam ser dadas. O Pe. Garrigou-Lagrange aduz algumas outras. As duas por nós citadas são suficientes para dar uma idéia da orientação desta nova teologia. É, porém, a concepção que os novos formam do Universo e da realidade divina que evidencia a distância enorme, o abismo intransponível que os separa da tradição da Igreja. Pode-se dizer que é uma verdadeira heresia panteísta que dita a nova criteriologia, e fundamenta a nova ciência teológica. Leia-se esta página, a 15ª, de um daqueles folhetos espalhados entre seminaristas, padres e leigos, que se intitula “<em>Comment je crois</em>”:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Se queremos, nós os cristãos, conservar ao Cristo as qualidades que fundamentam seu poder e nossa adoração, nada temos de melhor, ou mesmo, não temos nada mais a fazer senão aceitar até o fim as mais modernas concepções da Evolução. Sob a pressão combinada da Ciência e da Filosofia, o Mundo se impõe cada vez mais à nossa experiência e ao nosso pensamento como um sistema unido de atividades que se elevam gradualmente na direção da liberdade de consciência. A única interpretação satisfatória deste <em>processus</em> é de considerá-lo irreversível e convergente. Assim se define diante de nós um Centro cósmico Universal, onde tudo termina, tudo se sente, tudo se ajusta. Pois bem. É neste pólo físico da universal Evolução que é necessário, segundo meu parecer, colocar e reconhecer a plenitude do Cristo&#8230; A Evolução descobrindo um vértice para o mundo, torna o Cristo possível assim como o Cristo dando um sentido ao Mundo torna possível a Evolução”. (Pág. 137).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesta concepção, não há lugar para Jesus Cristo, Pessoa distinta do universo e demais criaturas. Estamos diante de um Panteísmo evolucionista, freqüente na Filosofia moderna. E não se pense que sejam frases soltas, mais ou menos inconsistentes que poderiam escapar à pena num momento de delírio. A tese é firmada com plena consciência:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Tenho perfeita consciência do que há de vertiginoso nesta idéia, continua o autor do tal folheto, mas imaginando uma tal maravilha, não faço outra coisa mais do que transcrever em termos de realidade física as expressões jurídicas, nas quais a Igreja depositou a Fé&#8230; De minha parte, tomei comigo o compromisso de seguir, sem hesitação, na única direção na qual me parece possível fazer progredir, e por conseguinte, salvar minha fé”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ou as palavras perderam seu significado, ou que aí se afirma é precisamente o contrário de tudo quanto a Igreja sempre ensinou, e fixou nas suas fórmulas dogmáticas. Como pretende este autor conservar-se no seio da Igreja? Nada mais oposto ao dualismo cristão do que o Panteísmo. Toda a concepção católica do universo opõe a um Deus pessoal, transcendente, os outros seres, dele distintos como criaturas que o devem servir e glorificar. E a união realizada em Jesus Cristo entre a natureza humana e a divina, ou entre Deus e o homem pela graça, só se compreende admitida aquela distinção. Não obstante houve sempre na Igreja uma mística heterodoxa que descambou para o Panteísmo. A Igreja fulminou sempre sobre ela seus mais severos anátemas. Estes autores não poderiam ignorá-lo. E, no entanto, é conscientemente que abraçam o Panteísmo. A razão é simples. O Catolicismo tradicional tinha-os decepcionado. O que lhes agrada é um novo Cristianismo, que nada tem de semelhante ao primeiro:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“O Catolicismo tinha-me decepcionado à primeira vista, por suas representações estreitas do Mundo, e por sua incompreensão do papel da Matéria. Agora reconheço que, na trilha do Deus Encarnado que ele me revela, eu não posso ser salvo a não ser fazendo corpo com o universo. E são, pelo mesmo modo, minhas aspirações “panteístas” as mais profundas que se encontram satisfeitas, asseguradas, orientadas. O Mundo em torno de mim se torna divino&#8230;”. (Pág. 137).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis o princípio ontológico. O mundo é um todo que na sua plenitude engloba todas as coisas. No seu centro está Cristo, no qual terminam todas as coisas, em cuja plenitude tudo se confunde. Poderá haver algo de mais contrário a tudo quanto a Revelação nos ensina a respeito de Cristo, do mundo e do homem?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não há ponto em que mais prime a Igreja por sua intolerância do que aquele que concerne às diversas confissões religiosas não cristãs, todas elas rejeitadas como falsas e errôneas, porque opostas à única verdadeira Religião, a católica contida no depósito confiado à Igreja de Roma, e por ela autenticamente proposta a todos os povos. Ora, na concepção destes novos teólogos, naturalmente todas as religiões devem ser tidas como boas e verdadeiras, pois não passam de momentos de Evolução que convergem para a mesma unidade central cósmica universal, a plenitude de Cristo. É o que explicitamente afirmam:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Uma convergência geral das religiões para um Cristo-universal, que, no fundo, satisfaz a todas: tal me parece ser a única conversão possível ao mundo, e a única forma imaginável para uma Religião do futuro”. (Págs. 137-138).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis nos diante de uma apostasia completa. O evolucionismo panteísta absoluto não deixa subsistir nenhum dos dogmas cristãos (cfr. p.14). E pretender que isso seja o cristianismo verdadeiro, a transcrição real das fórmulas jurídicas da Igreja, somente numa época de confusão geral dos espíritos, em que se torna possível afirmar os maiores disparates, e encontrar quem os leia e lhes dê crédito! [fn]Idéias semelhantes a estas — diz o Pe. Garrigou-Lagrange — podem ver-se em artigo do Pe. Teilhard de Chardin, “Vie et planètes” aparecido nos “Etudes” de Maio de 1946, especialmente, págs. 158-160 e 168. Veja-se também “Cahiers du Monde nouveau”, Agosto de 1946: “Um grand Evènement qui se dessine: la Planétisation humaine”. (Pág. 138, nota.) Há na mística judaica concepção parecida: “The importance of cosmogony for mystical speculation is equally exemplified by the case of Jewish mysticism. The consensus of Kabbalistic opinion regards the mystical way to God. To know the stages of the creative process is also to know the stages of one´s own return to the root of all existence&#8230; procession and reversion together constitute a single movement, the diastole-systole, which is the life of the universe”. (Gershon G. Scholem: <em>Major Tends In Jewish Mysticism</em>, p. 20. Schocken Books Inc. New York, 1946.).[/fn].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A noção “atual” de “pecado original” aplica a nova concepção do universo e do cristianismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tradicionalmente, segundo o Dogma que se encontra claramente revelado em S. Paulo, na sua Carta aos Romanos, cap. V, o pecado original supõe a existência de um primeiro homem, indivíduo distinto dos demais homens, aos quais, não obstante, comunicará, por via de geração, a existência. Este indivíduo, por uma desobediência, mereceu a morte, e perdeu para si e seus descendentes os privilégios gratuitamente concedidos por Deus ao Gênero Humano, na pessoa de seu chefe. A este pecado, ocorrido nos primórdios da Humanidade, opõe-se a justificação por obra de Jesus Cristo, o segundo Adão, também como o primeiro indivíduo distinto dos demais homens, para quem, com sua paixão e morte mereceu, junto de Deus, a remissão da culpa e restituição dos privilégios perdidos, alguns nesta vida, outros somente na outra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na nova concepção, já vimos que Jesus Cristo não é um indivíduo, uma pessoa distinta do universo. O ideal, vimos, é o Cristo-universal, com o qual fazemos o corpo, atendendo às aspirações panteístas próprias. Também o Adão e o pecado original, não são considerados: pessoa distinta individual, e falta precisa e determinada. Em primeiro lugar, o pecado, enquanto atinge a alma, é algo de espiritual e intemporal[fn]Concepção análoga na mística judaica: “The historical aspects of religion have a meaning for the mystic chiefly as symbols of acts which he conceives as being divorced from time, or constantly repeated in the soul of every man”. (Scholem, o.c., p. 19.).[/fn]. Por conseguinte, pouco importa que tenha sido cometido no começo da humanidade, ou no decurso das idades. Assim, o pecado original não é a conseqüência de uma falta voluntária do primeiro homem, transmitida aos seus descendentes. Ele procede das faltas dos homens que influenciaram sobre a humanidade. Não é difícil entrever, neste conceito, a idéia do todo universal exposta de maneira clara na página que citávamos há pouco.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Resumindo: A nova teologia adere satisfeita à tendência modernista evolucionista em voga na filosofia moderna. Para ser coerente, uma vez admitido este monismo, procura ajustar os ensinamentos da Igreja, à sua nova concepção do universo, identificando, com o cosmos, a realidade viva da Igreja que é Jesus Cristo, dando uma interpretação nova aos dogmas da Igreja, em oposição aos seus conceitos verdadeiros, que são aqueles estabelecidos pelo Magistério Infalível, especialmente nas fórmulas conciliares. Como, por outra parte, não pretende desligar-se do grêmio da Igreja, auxilia-se de uma nova definição da verdade, para seu mal, também condenada pela Santa Sé[fn] Esta concepção da filosofia moderna, quanto ao conhecimento conceitual, provém do fato que a realidade transborda sempre ao conceito. Daí o anseio de uma inteligência voltada para o infinito por um melhor e mais perfeito meio de dominar o mundo real. Todas as tentativas, porém, no sentido de esgotar a inteligibilidade da coisa por parte da inteligência humana estão votadas ao fracasso. Deve ela reconhecer acima de si o conhecimento angélico, e, sobretudo o divino. Não obstante, pode o homem atingir a realidade com um conhecimento certo, objetivo e suficiente para ajuizar as coisas e normar sua vida. No fundo, esta angústia da filosofia moderna, ou desta revolta contra a escolástica e a Igreja, prende-se ao primeiro pecado, ao desejo desordenado de apossar-se das propriedades divinas, ao consentimento na tentação da serpente: “Eritis sicut dii”.[/fn].</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-23/">Continua&#8230;</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Revista Eclesiástica Brasileira, vol. 7, fasc. 4, Dezembro de 1947.)</span></p>
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		<title>VÍDEO DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX A APARECIDA &#8211; 2026</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Jul 2026 16:47:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na névoa matinal que, nesta época do ano, envolve as colinas de Campos do Jordão (Estado de São Paulo), na terça-feira, 12 de maio, um pequeno grupo de peregrinos inicia o “Caminho da Fé”. Guiados pelos padres Juan María de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/video-da-tradicional-peregrinacao-da-fsspx-a-aparecida-2026/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/6KeMsTSrcOA?si=W_ihY2jK1-99d8q0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Na névoa matinal que, nesta época do ano, envolve as colinas de Campos do Jordão (Estado de São Paulo), na terça-feira, 12 de maio, um pequeno grupo de peregrinos inicia o “Caminho da Fé”. </span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Guiados pelos padres Juan María de Montagut e Cormack McCall, eles percorrerão, durante 5 dias, os 130 km que os separam do santuário mariano de Aparecida. Esse famoso itinerário de peregrinação é sinalizado e possui etapas, assim como em Santiago de Compostela. </span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">“O Caminho da Fé” faz jus ao seu nome, pois, em meio à confusão religiosa propagada pelo protestantismo evangélico, a Santíssima Virgem Maria é o farol que guia os homens para a salvação que somente a Igreja Católica pode oferecer. No Brasil, esse farol manifestou-se de forma impressionante há 300 anos, em 12 de outubro de 1717. </span><span id="more-35336"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Enquanto três pescadores trabalhavam à exaustão sem pescar nada no rio Paraíba, de repente encontraram em sua rede o corpo sem cabeça de uma imagem da Virgem Maria. Contra todas as expectativas, ao lançarem novamente a rede, conseguiram encontrar imediatamente a cabeça, que se encaixou perfeitamente no corpo. Com cuidado, envolveram o objeto em um lenço antes de prosseguirem com seu trabalho no rio. A pesca foi então milagrosa. Os pescadores deram a ela o nome de “Aparecida”, isto é, “aquela que apareceu”.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;"> Hoje, a humilde imagem milagrosa da Virgem Maria repousa na segunda maior basílica do mundo, no município de Aparecida, que recebe nada menos que 10 milhões de peregrinos por ano. </span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">Seguindo os passos de nossos caminhantes, às 8h30 da manhã deste sábado, dia 16, em Pindamonhangaba, juntam-se para a última etapa 1.560 peregrinos vindos de todo o Brasil para a Peregrinação Nacional da Fraternidade São Pio X. </span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Eles serão acompanhados nestes últimos 21 quilômetros por 12 sacerdotes da Fraternidade, os monges beneditinos de Niterói e 4 sacerdotes amigos. Após a missa solene na cidade de Potim, a peregrinação chega ao fim diante da colossal Basílica de Aparecida. </span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">O Superior do distrito, em nome de todos os seus fiéis, deposita então aos pés da Virgem Maria o envelope contendo mais de 100.000 terços oferecidos nas intenções das próximas sagrações episcopais.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;"> Viva a Mãe de Deus e nossa, viva a Senhora Aparecida!</span></p>
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		<title>VÍDEO: EDIÇÃO DA TRADICIONAL PEREGRINAÇÃO DA FSSPX DE CHARTRES A PARIS</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 16:14:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
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		<description><![CDATA[De 23 a 25 de maio de 2026, mais de 7.000 peregrinos da França, Alemanha, Suíça, Irlanda, Reino Unido, Canadá e Polônia se reuniram aos pés da Catedral de Notre-Dame de Chartres para três dias de caminhada, oração e penitência &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/video-edicao-da-tradicional-peregrinacao-da-fsspx-de-chartres-a-paris/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="lg-row">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<div class="intro-text intro-text--bold" style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/YiL2Is4rtU4?si=thpno6IDpJBKLD-R" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
</div>
</div>
<div class="intro-text intro-text--bold" style="text-align: center;"></div>
<div class="intro-text intro-text--bold" style="text-align: center;">
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">De 23 a 25 de maio de 2026, mais de 7.000 peregrinos da França, Alemanha, Suíça, Irlanda, Reino Unido, Canadá e Polônia se reuniram aos pés da Catedral de Notre-Dame de Chartres para três dias de caminhada, oração e penitência rumo a Paris.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Este ano, o próprio Cristo nos deu o tema da nossa peregrinação: &#8220;A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai ao Senhor que envie trabalhadores para a sua colheita!&#8221; Um convite à oração por vocações sacerdotais e religiosas santas e sólidas, das quais a Igreja precisa hoje mais do que nunca.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Após a missa de abertura e a bênção das bandeiras, juntamente com as intenções de 700 fiéis em oração, os peregrinos partiram para Paris sob um sol já escaldante. </span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Saudemos a coragem e o fervor de todos os peregrinos, bem como a dedicação exemplar daqueles que trabalharam nos bastidores para tornar esta peregrinação um sucesso, apesar do calor sufocante.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Que estes três dias de caminhada e oração irradiem luz em nossas famílias, nossas paróquias e nossa comunidade, e nos proporcionem muitas vocações santas!</span></p>
</div>
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		<title>CARTA AO SANTO PADRE SOBRE O DECRETO DO DICASTÉRIO PARA A DOUTRINA DA FÉ</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 20:12:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Magistério]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[O Superior Geral À Sua Santidade o Papa Leão XIV Écône, 3 de julho de 2026 Entre vós, se o filho pedir pão a um pai, dará ele uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, dará uma cobra em &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/carta-ao-santo-padre-sobre-o-decreto-do-dicasterio-para-a-doutrina-da-fe/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><img class="alignnone" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/07/sacres-2026-photo-cour-St-Pie-X-1536x1024.jpg" alt="" width="1536" height="1024" /></span></p>
<p><span style="color: #000000;">O Superior Geral</span></p>
<p><span style="color: #000000;">À Sua Santidade</span><br />
<span style="color: #000000;">o Papa Leão XIV</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Écône, 3 de julho de 2026</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<span style="color: #000000;">Entre vós, se o filho pedir pão a um pai, dará ele uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, dará uma cobra em vez de um peixe? Ou, se lhe pedir um ovo, dará um escorpião? Ora, se vós, sendo maus, sabeis bem dar aos vossos filhos o que é bom para eles, quanto mais o vosso Pai não está disposto a dar, lá do céu, o seu Espírito de graça àqueles que lho pedirem? (Lc 11, 11-13)</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santíssimo Padre,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A notificação da decisão tomada pela Santa Sé a respeito da Fraternidade São Pio X, assinada por Sua Eminência o Cardeal Fernández, chegou até nós e agora é de conhecimento público.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Parece-nos que esta decisão traz à luz, mais uma vez, o contexto profundamente trágico em que se encontra a Igreja universal. O que a Fraternidade São Pio X fez, e continuará a fazer, nada mais é do que uma iniciativa extraordinária para a salvação das almas, em meio à confusão doutrinal e moral em que a Igreja está mergulhada. De modo algum pretendemos substituir a Igreja, e não temos outra ambição senão a de permanecermos fiéis a ela.<span id="more-35394"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em consciência, não acreditávamos que pudéssemos nos esquivar do dever moral que temos para com as almas, como já explicamos, tanto em particular quanto em público, a Vossa Santidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Havíamos pedido pão, isto é, uma medida de compreensão para uma sincera questão de consciência — um ato de paternidade dirigido não tanto à Fraternidade São Pio X, mas às almas, prometendo-Vos formá-las em verdadeiros filhos da Igreja Romana; infelizmente, recebemos uma pedra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Havíamos pedido um peixe, isto é, a possibilidade de obter temporariamente os meios necessários para continuar a formar bons sacerdotes, para que pudessem prosseguir a sua missão de dar a conhecer Nosso Senhor às almas; infelizmente, recebemos uma serpente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Havíamos pedido um ovo, prometendo devolvê-lo assim que possível. De fato, a sagrada Tradição que preservamos nas almas pertence à Igreja, nossa Mãe — e não à Fraternidade São Pio X — e temos certeza de que um dia um Papa desejará utilizá-la para o bem da Igreja universal; infelizmente, recebemos um escorpião.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Havíamos pedido para sermos instruídos e confirmados na fé de todos os tempos; em vez disso, fomos declarados cismáticos pela segunda vez.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apesar das sanções que nos foram impostas, a Fraternidade São Pio X renova sinceramente a promessa que já expressou a Vossa Santidade. Permita-me, a este respeito, reiterar livremente o que já afirmei anteriormente:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Fraternidade promete a Vós […] dedicar todas as suas energias à preservação da Tradição e colocá-la a serviço da Igreja. Ao fazê-lo, a Fraternidade São Pio X não se limita a manter antigos costumes; ela fomenta e preserva vocações sacerdotais, vocações religiosas e famílias numerosas e profundamente cristãs — em suma, tudo o que manifesta a vitalidade da Igreja, da graça e da fé católica. Nossa intenção não é oferecer à Igreja um museu de antiguidades, mas sim a totalidade da Tradição: fecunda, fonte de vida espiritual, encarnada e vivida nas almas.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[&#8230;] Tenho certeza de que um dia o próprio Vossa Excelência, ou um de Seus sucessores, poderá e estará disposto a utilizar este serviço, cuja oferta, dentro da Igreja e para a Igreja, constitui a nossa única razão de ser.” </span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Carta pessoal dirigida a Sua Santidade em 21 de novembro de 2025)</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, acima de tudo, a Fraternidade São Pio X promete-Vos hoje que não receberá estas novas sanções — objetivamente injustas e inválidas — com amargura ou revolta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estas recentes condenações, tal como as do passado, atingem aquilo que nos é mais caro: a nossa ligação à nossa Mãe, a Igreja Romana. Contudo, mesmo nesta provação, tudo deve cooperar para o bem das almas e da própria Igreja. Por isso, estas condenações obrigam-nos a amar ainda mais a Santa Igreja e a prover as suas necessidades com todas as nossas forças, agora mais do que nunca. Por esta mesma razão, a Fraternidade São Pio X oferece de bom grado o sofrimento causado por estas novas sanções para o bem da Igreja universal e de Vossa Santidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Temos certeza de que um dia o Senhor, ou um de seus sucessores, desejará adotar o programa de São Pio X: “Restaurar todas as coisas em Cristo” (Instaurare omnia in Christo). Nesse dia, o Santo Padre descobrirá na Fraternidade São Pio X não um ninho de serpentes e escorpiões, mas um pequeno exército de filhos leais, prontos a fazer tudo para apoiá-Lo na restauração de todas as coisas em Nosso Senhor e para reivindicar perante toda a humanidade os direitos imprescritíveis de Cristo Rei sobre todas as almas e sobre todas as nações.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Naquele dia, o Santo Padre descobrirá, com grande alegria e profunda consolação, almas autenticamente católicas cujo vínculo com a Igreja nunca se fundou nas areias movediças de um diálogo ambíguo, mas na rocha da fé de Pedro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pedimos à Santíssima Virgem Maria que apresse o alvorecer desse dia e rezamos, acima de tudo, para que Vossa Santidade possa experimentar essa alegria e consolação o mais breve possível.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entretanto, se for possível, apesar da Sua recente decisão, abençoe-nos como Seus filhos. Para nós, nada mudou e nada jamais mudará.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Confiando na Divina Providência, da qual nada está oculto e que perscruta as profundezas do coração de cada homem, p<span style="font-weight: 300;">ermaneço, Santíssimo Padre, vosso filho devotíssimo no Senhor.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dom Davide Pagliarani</span></p>
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		<title>LEÃO XIV, AS &#8220;CHAVES DE SÃO PEDRO&#8221; E A FRATERNIDADE SÃO PIO X</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 17:43:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Marcel Lefebvre]]></category>

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		<description><![CDATA[Um sermão do Papa mostra que a verdadeira questão em disputa entre o Vaticano e a FSSPX reside na mudança de conceito de verdade e na relação correta entre obediência e verdade. Fonte: Vitis Vera &#8211; Tradução: Dominus Est (Vitis &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/leao-xiv-as-chaves-de-sao-pedro-e-a-fraternidade-sao-pio-x/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTF9N-LaW3tBuWLMNkK_ZK7aOM2CP9G5BNdHU9P3DPwxfNjMBkL" alt="La FSSPX ante el abismo del cisma: El biógrafo del Papa San ..." width="446" height="231" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Um sermão do Papa mostra que a verdadeira questão em disputa entre o Vaticano e a FSSPX reside na mudança de conceito de verdade e na relação correta entre obediência e verdade.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://vitisvera.substack.com/p/leone-xiv-le-chiavi-di-san-pietro">Vitis Vera</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Vitis Vera, blog de Matteo D&#8217;Amico) No dia 29 de junho, durante a missa solene da festa de São Pedro e São Paulo, o Papa proferiu um sermão na qual se deteve no tema da unidade, oferecendo uma interpretação específica da simbologia das “<em>chaves de São Pedro</em>”. Creio que não seja imprudente supor que, implicitamente, ele tenha procurado abordar a situação da <em>Fraternidade São Pio X</em> e as sagrações de 1º de julho:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Esta solicitude fiel e paciente pela unidade está bem representada no símbolo das chaves, com o qual frequentemente o identificamos (cf. Mt 16, 19). Com efeito, uma chave não derruba portas, mas abre-as e fecha-as, procurando no seu interior as alavancas certas e acompanhando os seus movimentos, para que os bloqueios desapareçam, os trincos deslizem e as dobradiças girem livremente, unindo os espaços e transformando tantos compartimentos isolados numa única casa acolhedora</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa interpretação nos parece realmente original, mas pouco ligada à Tradição da Igreja. Para Leão, aliás, as chaves servem para abrir portas suavemente, unindo cômodos que, de outra forma, estariam separados e criando a unidade de um único ambiente. É óbvia, creio eu, a alusão à Igreja/casa comum com muitas divisões (muitas diversidades) que o Papa procura fundir em um único “espaço”, no qual, precisamente, todos possam coexistir, apesar da diversidade de ideias. Nada de dramático e tudo muito horizontal, mundano: São Pedro surge como um facilitador de contatos e de amizade entre as diversidades, uma espécie de conciliador dialético das diferenças. Não parece estar em jogo nada que remeta ao drama luminoso da vida eterna, à alternativa entre a salvação e a perdição das almas.</span><span id="more-35382"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na verdade, segundo a Tradição, as chaves que Cristo confia a São Pedro, na qualidade de primeiro Papa, são um símbolo supremo de poder:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8221; <em>E eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus, e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus.</em> &#8221; (Mateus 16, 18-19)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aqui, São Pedro surge como o supremo <em>katékhon</em> contra as forças infernais, e as chaves são as chaves de acesso ao reino dos céus, à vida eterna, ao paraíso. É São Pedro quem tem o poder de definir infalivelmente a verdade e o erro, de guardar imutável o <em>depositum</em> da fé, de definir os limites que separam aqueles que pertencem ao rebanho de Cristo (os católicos que guardam a fé ortodoxa, aquilo em que sempre se acreditou) e aqueles que estão excluídos (os hereges que rejeitam os dogmas ensinados pela Igreja). As chaves são as chaves do Reino dos Céus, pois são também as chaves que permitem acessar e pertencer à Santa Igreja Católica, a qual, como Igreja militante, representa a antecipação e a presença do Reino dos Céus no mundo e na história.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São Pedro, portanto, é antes de tudo o guardião da fé, não o unificador de todas as divergências e diferenças possíveis, não o harmonizador de dissensões e interpretações opostas, não o ponto de equilíbrio entre dogma e heresia, entre verdade e erro. Pedro deve dividir, não unificar, rasgando com a espada da verdade a névoa teológica e o caos doutrinário que são “<em>como a noite em que todas as vacas são pretas</em>”: um abismo vazio no qual os homens se perdem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Parece-me, portanto, que duas ideias muito diferentes sobre o significado das “chaves de São Pedro</em>” estão em conflito aqui.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mais adiante, Leo acrescenta:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Da mesma forma, a comunhão na Igreja não se constrói endurecendo nas próprias posições, mas procurando, no coração de todos, os pontos de encontro na Verdade, à luz da qual cada um se torna, para o outro, instrumento de crescimento.</em>” (<a style="color: #000000;" href="https://www.vatican.va/content/leo-xiv/it/homilies/2026/documents/20260629-pietro-e-paolo.html">https://www.vatican.va/content/leo-xiv/it/homilies/2026/documents/20260629-pietro-e-paolo.html</a>).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É verdade, não devemos ser rígidos <em>em nossas &#8220;próprias posições</em> &#8220;, mas devemos ser rígidos em nossa crença na verdade; uma coisa é, de fato, uma “<em>posição</em>” (discutível e subjetiva, relativa e passageira), outra coisa é a <em>verdade </em>da fé, ou seja, o <em>dogma </em>(que, por definição, não pode mudar).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No confronto com o erro e com a heresia, a Igreja sempre se  manteve &#8220;<em>rígida</em>&#8220;, a ponto de, nos solenes concílios ecumênicos (pensemos, por exemplo, em Trento), toda proclamação de um dogma que refutasse o erro oposto dos hereges terminar com anatematização de qualquer um que ousasse recusar a definição da verdade dada: &#8220;<em>Anàthema sit</em> !&#8221; era a fórmula usada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para o Pontífice, a &#8221; <em>comunhão</em> &#8220;, ou unidade, parece ter se tornado mais importante do que a verdade, e isso é demonstrado pela longa frase final que citamos:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A comunhão na Igreja se constrói <em>“buscando, no coração de todos, pontos de encontro com a Verdade”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato — em condições normais, de ordem — é a Igreja Magisterial, guiada pelo Papa, que, ao proclamar as verdades da doutrina cristã, ensinar os dogmas e a lei moral, dar a interpretação correta das Escrituras, proteger a unidade e a catolicidade do culto litúrgico, definir e administrar os sacramentos de acordo com a Tradição, garante a comunhão entre os fiéis; os fiéis estão em comunhão entre si porque compartilham o mesmo batismo, a mesma fé, a mesma estrutura hierárquica com o Papa à frente, a mesma Missa. Portanto, a comunhão se fundamenta na verdade da qual o Papa deve ser o garante e guardião, e não é algo que deva ser &#8221; <em>construído</em> &#8221; (não está claro por quem) de baixo para cima, espontaneamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A impressão geral é que, no texto do Papa, a comunhão tenha mais valor do que a verdade, que, na melhor das hipóteses, parece ter sido rebaixada a um instrumento, a um meio capaz de conduzir à comunhão. Mas, para a fé cristã, em última instância, Cristo é a própria Verdade, é o Verbo encarnado, e é o fim último de todo fiel, o centro de tudo, o bem supremo e eterno; não é um mero meio em relação a um fim que o transcende — a comunhão —, que corre o risco de se tornar preponderante e até mesmo de se sobrepor à verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por fim, buscar &#8221; <em>nos corações de todos os pontos de convergência na Verdade</em> &#8221; é, a meu ver, uma expressão um tanto ambígua: Leão XIV parece querer dizer que nos corações de todos (os membros da Igreja Católica) é possível encontrar “<em>pontos de encontro</em>” na verdade, mas não, portanto, a mesma e comum verdade. Ou seja, não é possível encontrar a mesma verdade em todos, mas é possível encontrar em todos pontos de encontro parciais e limitados, nos quais se descobre que uma parte da verdade única e universal é compartilhada. Esse seria o fundamento da comunhão eclesial. É por isso que não se deve endurecer nas próprias posições; ou, o conceito é o mesmo, é por isso que não se deve ter uma ideia “<em>rígida</em>” do dogma católico, da Tradição e do ensinamento da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A verdade não pode ser rigidamente enquadrada em fórmulas, em símbolos da fé ou em catecismos, pois isso corre o risco de impedir a “comunhão” com aqueles que vivem outras formas de expressão da verdade, ou verdades diferentes. Esses são conceitos já expressos por Francisco, que exortava a não lançar dogmas e verdades “<em>como pedras</em>”. Estamos, no fundo, diante do “<em>mobilismo dogmático</em>” tão característico do modernismo, que nada odeia tanto quanto a clareza doutrinária, as definições dogmáticas, a proclamação da verdade e a condenação do erro — todas coisas que correm o risco de “dividir”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Parece-me que nessa visão diferente da verdade (e, portanto, do papel da Igreja) reside a dificuldade do Pontífice reinante e de todo o episcopado católico em compreender a posição da <em>Fraternidade São Pio X</em>, que nada mais faz do que permanecer, com razão, ligada à ideia de verdade que a Igreja sempre fez sua.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para a <em>Fraternidade,</em> o bem da verdade, a ser crida e ensinada de forma incorrupta — é mais importante do que uma obediência não fundamentada na verdade (ou que implique a renúncia a denunciar o erro).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para o Papa Leão e para a atual Hierarquia, a obediência, a “comunhão” e a unidade jurídica exterior são mais importantes do que a verdade — que, aliás, não deve obstruir a unidade (não se deve &#8220;enrijecer&#8221;&#8230;) e a obediência. A obediência torna-se, assim, uma obediência vazia, um mero fetiche: obedeço, sim, mas ao mero poder, não à verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas o poder e a autoridade, inclusive os do Papa, só são legítimos e autênticos se se basearem na Verdade, pois foram criados para a Verdade, e de forma alguma podem prevalecer sobre a própria Verdade, nem colocá-la em risco, distorcê-la, esquecê-la ou ocultá-la, por exemplo, para agradar aos poderes mundanos, às forças terríveis e ameaçadoras que dominam este mundo de trevas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O estado de grave e universal necessidade em que a Igreja se encontra, que D. Lefebvre profeticamente compreendeu já em 1970, decorre, em última análise, dessa atroz adulteração do próprio conceito de verdade, agora concebido como uma realidade mutável, dialeticamente habitada por contradições, que incessantemente emergem de baixo, dos sentimentos do &#8220;povo de Deus&#8221;, expressando simbolicamente um sentimento religioso obscuro e inconsciente. Nessa perspectiva, a Igreja — na realidade, a facção jacobina que a controlou a partir de 1962 — torna-se a vanguarda revolucionária que compreende o que os fiéis sentem e exigem como uma nova verdade a ser crida, e adapta prontamente a liturgia, os dogmas, o catecismo, a formação seminarística e as normas morais, para não se “tornar rígida” nem ficar para trás em relação ao que o mundo deseja ouvir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No modernismo generalizado, a Igreja perde, assim, seu papel de “<em>única arca de salvação</em>”, passando a ser o eco pálido e histérico do mundo e de seus desejos volúveis e insanos, de sua dissolução, de sua ruína. O homem de Igreja “moderno” (seja clérigo, seja fiel) é, assim, tomado por um voluptuoso <em>cupio dissolvi</em>: vê com alegria o desaparecimento dos sinais daquilo que a Igreja sempre foi, tanto no plano litúrgico quanto no doutrinário. Uma embriaguez insensata o leva a regozijar-se com a destruição do que há de mais sagrado, com a profanação de toda memória, com a zombaria da piedade popular ou dos costumes que atravessaram os milênios.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A “nova” Igreja, saída da oficina judaico-maçônica do Concílio Vaticano II, pode tolerar tudo, exceto a <em>Fraternidade São Pio X</em>, que, aos seus olhos, encarna justamente a imagem odiosa da “velha” Igreja, doutrinariamente rígida e fechada ao “diferente” e aos “diferentes” de todo tipo, que deve morrer e ser esquecida por todos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A <em>Fraternidade </em>tem um enorme defeito: possui fé. Ainda acredita na divindade e humanidade de Nosso Senhor Jesus Cristo; acredita na virgindade da Santíssima Maria; acredita nos milagres e se recusa a interpretá-los como meros símbolos ou como “narrações” das primeiras comunidades de fiéis; acredita na imortalidade da alma; acredita no julgamento particular de cada alma após a morte; acredita no fogo eterno do inferno para aqueles que não serão salvos; acredita na Presença Real de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento do altar; prega com firmeza a castidade pré-matrimonial; honra a virgindade consagrada; condena a homossexualidade; ensina a gravidade do pecado daqueles que recorrem à contracepção; professa a necessidade de que todos os homens, incluindo judeus e muçulmanos, se convertam, recebam o batismo e ingressem na Igreja Católica para salvar suas almas; poderíamos continuar por muito mais tempo, mas a própria <em>Fraternidade </em>já publicou uma lista muito mais completa de artigos doutrinários em uma completa profissão de fé católica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas os homens da Igreja de hoje têm, justamente, horror dessas verdades sempre ensinadas pela Igreja e sempre acreditadas por quem é sinceramente católico, enquanto, como sempre, são abominadas pelos hereges.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os homens da Igreja temem as verdades da fé e fogem delas porque sabem, ou intuem, que nada, como a verdadeira doutrina cristã e a verdadeira moral cristã, os exporia ao ódio e à perseguição de um mundo inimigo de Deus e esquecido de toda verdade eterna, de toda fé, de toda verdadeira caridade. Aliás, aproximam-se os tempos em que uma profissão integral da fé católica poderá levar, na melhor das hipóteses, a condenações criminais e a anos de prisão. Se se deseja agradar ao mundo, sabemos disso, é preciso falar de emergência climática, de poluição, de migrantes, de paz, de desmatamento da Amazônia; é preciso fingir que o diálogo ecumênico faz sentido, conversar amigavelmente com hereges e não crentes, convidar rabinos e imãs para as paróquias, abrir as portas aos gays e ao mundo LGBT, inserir com rara coragem algumas mulheres nos altos cargos dos órgãos do Vaticano e, por fim, não condenar ninguém e esquecer as obras de caridade espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A <em>Fraternidade São Pio X</em>, uma pequena realidade que não faz nada para se destacar no mundo e se tornar conhecida, e que cresceu no silêncio e no esquecimento, no desprezo e na perseguição, quer se goste ou não, é um dos sinais de contradição que Deus escolheu para impedir que os muitos progressistas, aos modernistas, aos conservadores</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">hipócritas, uma hierarquia morna e distraída, se acomodem na falsa paz daqueles que negam o estado de necessidade ou daqueles que pensam – mesmo de boa fé – que a obediência deve sempre prevalecer sobre a verdade, mesmo quando a casa está em chamas e as almas estão perdidas ou não têm ninguém para ajudá-las: “ <em>A língua do bebê grudou no palato de tanta sede; as crianças pediam pão e não havia quem lhes partisse</em>” (Jeremias, Lamentações, 4, 4).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deus permitiu a crise desencadeada pelo Concílio Vaticano II e a revolução litúrgica da Missa idealizada por Paulo VI, mas não permitiu que houvesse ao menos uma voz profeticamente capaz de recordar, a qualquer custo, para o bem da Igreja universal, <em>Quod semper, quod ubique, quod ab omnibus creditum est.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dessa perspectiva, a excomunhão iníqua e completamente injusta dos bispos da <em>Fraternidade São Pio X</em> torna-se precisamente o selo sobrenatural e misterioso da correção da posição da própria <em>Fraternidade</em> e de seu papel insubstituível a serviço da Igreja, para o bem das almas.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>ACESSE NOSSO “<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI</a></span>.</strong></span></p>
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