<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>DOMINUS EST &#187; Igreja Católica</title>
	<atom:link href="http://catolicosribeiraopreto.com/category/igreja-catolica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://catolicosribeiraopreto.com</link>
	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
	<lastBuildDate>Thu, 01 Oct 2026 19:28:43 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=4.2.2</generator>
	<item>
		<title>IRMÃ MARY MICHAEL, PRIMEIRA IRMÃ DA FSSPX: 50 ANOS DE SUA PROFISSÃO</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/irma-mary-michael-primeira-irma-da-fsspx-50-anos-de-profissao/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/irma-mary-michael-primeira-irma-da-fsspx-50-anos-de-profissao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 13:07:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Irmãs da FSSPX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35857</guid>
		<description><![CDATA[Há meio século, o ramo feminino fundado por D. Lefebvre acolheu a sua primeira irmã professa. No dia 29 de setembro de 2026, a Irmã Mary Michael celebrou um jubileu na Austrália que a liga diretamente às origens da obra. &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/irma-mary-michael-primeira-irma-da-fsspx-50-anos-de-profissao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/recadrage_goulburn_2026.png.jpg?itok=MnA482J8" alt="" width="539" height="307" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Há meio século, o ramo feminino fundado por D. Lefebvre acolheu a sua primeira irmã professa. No dia 29 de setembro de 2026, a Irmã Mary Michael celebrou um jubileu na Austrália que a liga diretamente às origens da obra. Nascida Janine Ward, ela foi, de fato, a primeira postulante das Irmãs da Fraternidade, tendo feito os seus votos em 1976.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/soeur-mary-michael-premiere-soeur-la-fsspx-50-ans-profession-61396">DICI</a></span> – Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 29 de setembro de 2026, festa de São Miguel Arcanjo, a Irmã Mary Michael celebrou o 50° aniversário de sua primeira profissão religiosa no Priorado da Santa Cruz em Goulburn, Nova Gales do Sul, Austrália. O Superior Geral da Fraternidade São Pio X, Padre Davide Pagliarani, celebrou uma missa solene no local, na presença de várias irmãs e 24 sacerdotes do Distrito da Austrália.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/2026-09-29_srmarymichael_50-_pxl_20260929_015955074.jpg" alt="" width="550" height="316" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em seu sermão, o Superior Geral apresentou a Santíssima Virgem Maria como modelo de abnegação e perseverança. Ele agradeceu à Irmã Maria Miguel pelo exemplo que ela, por sua vez, dá a todos os membros da Fraternidade e exortou as Irmãs a meditarem constantemente, seguindo o exemplo de Nossa Senhora, sobre as palavras, os atos e toda a vida de seu divino Filho.</span></p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/2026-09-29_srmarymichael_50-_pxl_20260929_021807453.jpg" alt="" width="533" height="254" /></p>
<p><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/2026-09-29_srmarymichael_50-_pxl_20260929_032837529.mp_.jpg" alt="" width="536" height="302" /></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">&#8220;MONSENHOR, POSSO ENTRAR NA VOSSA CONGREGAÇÃO DE IRMÃS?&#8221;</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/a10-33.jpg" alt="" width="327" height="480" /></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No início da década de 1970, Janine Ward, uma jovem australiana de Melbourne, desejava consagrar-se a Deus. Ela então dirigiu um pedido bastante incomum a D. Marcel Lefebvre: &#8220;<em>Monsenhor, posso entrar na vossa congregação de irmãs?&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O problema era que ainda não havia Irmãs.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/gallery_thumbnail/public/fsspxactualites/fsspxnews/1974_ward.png.jpg?itok=8YRPY60K" alt="22 de setembro de 1974: Primeira investidura das Irmãs da Fraternidade em Écône. Madre Marie-Gabriel e Irmã Mary Michael." width="373" height="254" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Elas existiam na minha mente</em>”, diria mais tarde D. Lefebvre sobre essa futura congregação. Já existia um “<em>embrião</em>” dela nos estatutos da Fraternidade Sacerdotal, que previa a filiação de religiosas quando a Providência as suscitasse. Assim, em outubro de 1972, o fundador anunciou a seus amigos e benfeitores sua “esperança de, em breve, fundar um noviciado das Irmãs Auxiliares do Sacerdócio”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O pedido de Janine Ward ajudaria a concretizar este projeto. No outono de 1973, as duas primeiras postulantes foram confiadas à Madre Marie-Gabriel, irmã de D. Lefebvre e Missionária do Espírito Santo. Ela concordou, não sem hesitação, em ajudar seu irmão a formar a nova comunidade religiosa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 2 de outubro de 1973, Janine Ward chegou a Écône depois atravessar mundo, vinda da Austrália. Ela era a primeira postulante. Quatro dias depois, uma jovem americana juntou-se a ela. Juntamente com a Madre Marie-Gabriel, irmã de D. Lefebvre, essas duas jovens formaram, nas palavras deste último, o ramo feminino da Fraternidade São Pio X.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/gallery_thumbnail/public/fsspxactualites/fsspxnews/1_prise_dhabit_a_econe.jpg?itok=DhRXHnuT" alt="Tomando o hábito em Écône em 1974: as primeiras Irmãs da Fraternidade em torno do Arcebispo Lefebvre. A Irmã Mary Michael está em pé à sua direita." width="382" height="260" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A pedido de D. Lefebvre, as duas postulantes foram acolhidas pelas Irmãs Dominicanas do Espírito Santo. Antes mesmo de poderem iniciar efetivamente sua formação religiosa, tiveram que aprender francês.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/gallery_thumbnail/public/fsspxactualites/fsspxnews/a10-46.jpg?itok=DDCdgCwZ" alt="Tomando o hábito em Écône em 1974: as primeiras Irmãs da Fraternidade em torno do Arcebispo Lefebvre. A Irmã Mary Michael está em pé à sua direita." width="366" height="249" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No ano seguinte, outras quatro jovens, dos Estados Unidos, Espanha e França, juntaram-se em Écône. Em 22 de setembro de 1974, Janine Ward recebeu o hábito religioso e tornou-se Irmã Mary Michael.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/fsspxactualites/fsspxnews/1974_albano.png" alt="" width="376" height="251" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No dia seguinte, o pequeno noviciado partiu de Écône para Albano, perto de Roma. Esta casa, destinada a seminaristas, acolheria as Irmãs em seus primeiros passos durante três anos. Sua chegada começou de forma significativa com uma peregrinação a Roma. Nos túmulos de São Pedro e São Pio X, sob a proteção de Nossa Senhora da Compaixão, as primeiras Irmãs vieram implorar a bênção de Deus sobre seu trabalho e demonstrar sua devoção à Sé de Pedro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi em Albano que, dois anos depois, em 29 de setembro de 1976, a Irmã Mary Michael pronunciou seus primeiros votos de pobreza, castidade e obediência. Ela se tornou, assim, a primeira freira professa da Fraternidade São Pio X.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Foi esse compromisso, assumido há 50 anos, que ela acaba de comemorar em seu país natal.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Oferecer-se à Vítima divina&#8221;</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dom Lefebvre queria conferir às irmãs uma vocação própria, intimamente ligada ao sacrifício da Missa e ao sacerdócio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele resumiu, da seguinte forma, o espírito da instituição nos primeiros rascunhos de seus estatutos: &#8220;Assim como a Mãe de Jesus participou, por meio de sua Compaixão, da obra sacerdotal de Jesus, morrendo na cruz pela redenção das almas, as Irmãs da Fraternidade São Pio X terão uma devoção especial ao sacrifício da Missa e à Vítima Eucarística.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seu objetivo principal é, portanto, &#8220;<em>oferecer-se com a Vítima divina à imagem e seguindo os passos de Nossa Senhora da Compaixão</em>&#8220;. Dom Lefebvre insistia nisso: &#8220;<em>O fim espiritual é o principal, e é isso que importa; o restante é meramente um meio&#8221;</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A essa vida interior, soma-se uma missão apostólica: &#8220;<em>facilitar e complementar o apostolado sacerdotal&#8221;</em>. As Irmãs, portanto, auxiliam os sacerdotes por meio de tarefas muitas vezes discretas nos priorados, seminários e casas da Fraternidade, mas também por meio do ensino, da catequese e de diversas obras de caridade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa união entre contemplação e ação está no cerne do pensamento do fundador. A adoração eucarística, em particular, deve ocupar um lugar especial em sua vida religiosa. <em>&#8220;Conto muito&#8221;</em>, escreveu-lhes ele, &#8220;<em>com a hora de adoração de vocês para a santificação da Fraternidade</em>.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após os primeiros passos em Albano, o noviciado foi estabelecido em 1978 em Saint-Michel-en-Brenne, na França. Outros noviciados foram posteriormente abertos nos Estados Unidos, na Argentina e na Alemanha, enquanto comunidades de Irmãs se espalharam pelas diversas obras da Fraternidade em todo o mundo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cinquenta anos após os primeiros votos da Irmã Mary Michael, a obra nascida com grande simplicidade, se expandiu amplamente. Em abril de 2026, as Irmãs da Fraternidade somavam 226 irmãs professas e 20 noviças, presentes em muitos países a serviço das obras da Fraternidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um desenvolvimento que as duas jovens postulantes reunidas em torno da Madre Marie-Gabriel no outono de 1973 dificilmente poderiam imaginar!</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/irma-mary-michael-primeira-irma-da-fsspx-50-anos-de-profissao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>POLÔNIA: 700 PEREGRINOS AOS PÉS DE NOSSA SENHORA DE CZĘSTOCHOWA</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/polonia-700-peregrinos-aos-pes-de-nossa-senhora-de-czestochowa/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/polonia-700-peregrinos-aos-pes-de-nossa-senhora-de-czestochowa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 19:07:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35758</guid>
		<description><![CDATA[De 4 a 15 de agosto de 2026, a 32ª Peregrinação Internacional da Tradição Católica ligou Varsóvia a Jasna Góra. Durante 11 dias, os fiéis caminharam em direção ao grande santuário mariano da Polônia, sob a orientação espiritual dos sacerdotes &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/polonia-700-peregrinos-aos-pes-de-nossa-senhora-de-czestochowa/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/img_0778-235_0.jpg?itok=_Uv55mnu" alt="" width="529" height="307" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">De 4 a 15 de agosto de 2026, a 32ª Peregrinação Internacional da Tradição Católica ligou Varsóvia a Jasna Góra. Durante 11 dias, os fiéis caminharam em direção ao grande santuário mariano da Polônia, sob a orientação espiritual dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não se tratava apenas de chegar a Częstochowa, mas de apresentar intenções pessoais, familiares e religiosas diante da imagem milagrosa da Virgem Negra, aceitando as dificuldades da jornada em espírito de penitência e oração. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O tema escolhido para esta 32ª edição resumia essa orientação profundamente mariana: &#8220;<em>A Santíssima Virgem Maria, Corredentora e Medianeira de todas as graças&#8221;</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>De Varsóvia a Jasna Góra</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A partida ocorreu no dia 4 de agosto da Igreja da Imaculada Conceição em Varsóvia-Radość. A Peregrinação teve início com uma Missa reazada pelo Padre Karol Stehlin, que proferiu um sermão para preparar os fiéis para os 11 dias de caminhada.</span><span id="more-35758"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todos os dias começavam com a Missa, que permanecia sendo o ponto central da Peregrinação. Ao longo do caminho, sucediam-se as Horas em honra da Virgem Santíssima, as três partes do Rosário, as ladainhas e os cânticos religiosos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/OERQY6B1lgA?si=vncsmzIO2h1N5yXW" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma conferência diária permitia aos sacerdotes instruir os fiéis, enquanto um tempo era reservado para a meditação silenciosa sobre os mistérios da fé. Os peregrinos também podiam se confessar ou conversar com os sacerdotes durante a caminhada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Uma edição particularmente árdua</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As condições climáticas tornaram a caminhada ainda mais árdua do que o habitual; as chuvas alternavam-se com sol intenso, e as temperaturas por vezes atingiram os 40ºC. A caminhada, portanto, não foi simplesmente uma demonstração pública de fé, mas uma verdadeira provação física oferecida a Deus. A oração comunitária sustentou os peregrinos, cada um levando para Jasna Góra as intenções que desejavam apresentar perante o trono da Rainha da Polônia.</span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/bsrBd0MCGi0?si=HlkgsF9VAQ63ZLeC" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os serviços de peregrinação tornaram possível esta caminhada. Equipes médicas cuidaram de ferimentos e mal-estares, veículos transportaram bagagens e recolhiam aqueles que não conseguiam completar uma etapa, cozinhas serviram três refeições por dia e, por fim, um serviço de segurança garantiu a segurança nas estradas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na última parte da jornada, 6 Irmãs Consoladoras do Sagrado Coração de Jesus, vindas de Narni, na Itália, juntaram-se aos peregrinos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Setecentas vozes diante da Virgem Negra</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No dia 14 de agosto, véspera da Festa da Assunção, a longa procissão finalmente chegou a Jasna Góra. Setecentas vozes então se ergueram diante da imagem milagrosa de Nossa Senhora de Częstochowa para entoar a <em>Salve Regina</em> e, em seguida, a <em>Bogurodzica</em> .</span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lR4-VyLLOCQ?si=GoNOHGT0PMqN6y2r" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este hino, cujo título significa &#8220;Mãe de Deus&#8221;, é uma das mais antigas canções religiosas preservadas em língua polonesa. Sua melodia acompanhou os grandes momentos da história católica polonesa por séculos. Cantado por peregrinos da Tradição diante da Virgem Negra, ele assumiu aqui seu significado pleno: uma profissão pública da fé católica e da devoção mariana recebida de gerações anteriores.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A peregrinação terminou em 15 de agosto, Festa da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, após a Missa da manhã. A Missa que iniciou a jornada em Varsóvia marcou, assim, também seu encerramento, aos pés de Nossa Senhora de Częstochowa.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>VEJAM TAMBÉM AS FOTOS <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://photos.google.com/share/AF1QipMuRv2f1UpB30KrtyGekzJrXv69yp-CdKjk_X4juyeppuLSVSG_spxjZHsS86J9BA?key=X1k0VU9LdGZDclJONVFQdXNzaEtSZy0zXzRBcTZ3">CLICANDO AQUI</a></span>.</strong></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/polonia-700-peregrinos-aos-pes-de-nossa-senhora-de-czestochowa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>UM GRAVE EQUÍVOCO SOBRE A CULTURA CATÓLICA</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/um-grave-equivoco-sobre-a-cultura-catolica/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/um-grave-equivoco-sobre-a-cultura-catolica/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 14:04:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35698</guid>
		<description><![CDATA[Por Dardo Juan Calderón Fonte: Revista Ultramontano Por ocasião da publicação do livro &#8220;O nascimento da Cultura Cristã&#8221; de Rubén Peretó Rivas, publicou-se no site Infocatólica uma entrevista com o autor em que, para além daqueles primeiros tempos da cristandade &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/um-grave-equivoco-sobre-a-cultura-catolica/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://hqtmhlmqwliaxdjjzleb.supabase.co/storage/v1/object/public/imagenes/autor-dardo-juan-calderon-1779251169158.png" alt="Dardo Juan Calderón" width="225" height="225" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Por Dardo Juan Calderón</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.ultramontano.com/un-grave-equivoco-sobre-la-cultura-cristiana-27196">Revista Ultramontano</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por ocasião da publicação do livro <strong>&#8220;O nascimento da Cultura Cristã&#8221;</strong> de Rubén Peretó Rivas, publicou-se no site <em>Infocatólica</em> uma entrevista com o autor em que, para além daqueles primeiros tempos da cristandade que a obra percorre, tenta-se uma definição sobre <strong>&#8220;em que consiste essa cultura&#8221;</strong> e <strong>&#8220;quais são os seus momentos mais altos&#8221;</strong>, partindo do pressuposto de que o entrevistado é um &#8220;especialista&#8221;. No meio da entrevista, e a modo de conclusão, recorrendo à obra de John Senior, responde à pergunta fazendo um panorama descritivo de todos aqueles fenômenos que constituem essa cultura nos âmbitos artísticos e intelectuais; arquitetura, literatura, pensamento filosófico e teológico de vários autores durante a idade média e, em concordância com a ideia de Senior, dois pontos centrais: primeiro, <strong>&#8220;a ideia de justiça, de perdão e de humildade, todos derivados do mandamento de amor ao próximo que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo&#8221; </strong>e<strong> &#8220;Em segundo lugar, uma série de tradições e rituais… sobretudo o tesouro enorme da Santa Missa. Todos eles formam parte da cultura cristã e nos identificam como herdeiros e membros dessa cultura. John Senior com acerto afirma que a missa é o centro e o coração da cultura cristã, já que foi em torno da celebração da santa missa onde e como se formou a nossa cultura&#8221;.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tudo muito lindo, sim, sim. Mas não.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tratando de sair do ambiente esteticista e emotivo em que estes dois autores se instalam, para gozo de seu frívolo mundinho católico, ensaiemos uma resposta mais adequada: a cultura cristã forma-se na consideração e adoção espiritual da Revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo e seus Apóstolos, guardada e interpretada pelo Magistério da Igreja – para isso instituída pelo próprio Cristo – que se encarna numa sociedade política que busca o cumprimento das promessas evangélicas, produzindo com este sentido tudo o que é relacionado à vida de uma sociedade concreta na história. Transformando sob uma nova luz todos os elementos culturais positivos das culturas humanas anteriores.</span><span id="more-35698"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A cultura cristã é o resultado de uma sociedade iluminada, em todas as suas expressões, pela Santa Igreja Católica, Apostólica e Romana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste processo, o elemento central é a &#8220;inteligência&#8221; que da Revelação faz o Magistério da Igreja, e não podemos esquecer que esse esforço da inteligência tem o seu momento culminante na obra teológico-filosófica de Santo Tomás de Aquino. Com ela podemos entender, apreender e julgar o acerto de todas as expressões culturais pré-cristãs e cristãs que compuseram essa cultura, como também o desacerto da anti-cultura anticristã da modernidade. Dir-me-ão: como fica o Magistério? Pois Santo Tomás não é &#8220;revelação&#8221;; mas a partir de Santo Tomás todo o Magistério infalível se expressará a partir desta Teologia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Revelação, a liturgia – especialmente a Santa Missa – os sacramentos e todos os mistérios da nossa religião têm o seu sustento numa &#8220;doutrina&#8221;, e são compreendidos e aprendidos (na medida humana possível) na sua maior profundidade possível a partir da Teologia de Santo Tomás, constituindo por isso o &#8220;fato&#8221; cultural mais importante da cristandade. O que não implica desmerecimento do efeito salvífico que a Celebração dos Mistérios, com o derramamento da graça sobre as almas, sempre produziu desde a sua primeira ocorrência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esclareçamos. Há marcos literários, arquitetônicos, musicais etc. dentro da Cultura Cristã. Mas o marco da inteligência, que é a expressão cultural humana primordial, foi Santo Tomás.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E isto é o que não percebem – e até negam – os dois autores que trazemos, Senior e no seu seguimento Peretó Rivas, produzindo e encarnando a ideia de que a mensagem da Revelação não está dirigida em primeiro lugar à inteligência humana, mas às suas emoções. E com isso, desancorando o cultural do inteligente, vindo a encalhar numa espécie de élan estético e até gnóstico, que se liberta do Magistério Eclesiástico para se abrir no caos dos sentimentos, tornando impossível uma restauração da correta intelecção da nossa cultura e da nossa fé, que foi enormemente afetada por esta tendência emotiva, profundamente protestante. Diz na entrevista: <strong>&#8220;Este ano tive a possibilidade de visitar a catedral de Zamora, um edifício românico, de uma beleza maciça e impactante, construído no século XII. Quando passeava por ela, fria e vazia, dizia-me: &#8216;Isto é a cultura cristã'&#8221;</strong>. O que estava vazia, porém quente, era a sua cabeça. Muitos jamais visitaremos a Catedral de Zamora, mas quando leio o Tomismo, digo-me: <strong>&#8220;Isto é a cultura cristã&#8221;</strong>, com a cabeça cheia e fria. A catedral é &#8220;produto&#8221; da cultura católica; a inteligência do <em>traditum</em> é a cultura católica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Provemos o dito. Ambos autores são avessos ao tomismo; aversão expressa de maneiras ambíguas para não serem escandalosos, mas suficientes para se perceber. Peretó diz de maneira camuflada com o seu personagem The Wanderer, num artigo que se intitula &#8220;<em>La segunda redención</em>&#8221; e que, pela sua importância, publicou duas vezes. O artigo, escrito em 2007, já era frívolo, mas a sua reedição estabelece uma espécie de contumácia na frivolidade. A afirmação que ali se faz é a seguinte: <strong>&#8220;Posso estar equivocado, mas parece-me um erro a pretensão de constituir a doutrina tomista em regra de juízo da catolicidade de uma pessoa ou de uma doutrina&#8221;</strong>. Entende o autor que não seria católico tudo o anterior a Santo Tomás, salvo se se entendesse como uma prefiguração do mesmo, e dessa forma a redenção necessariamente se faria tomista e não cristã. Mas não somos tolos: o problema não é se o anterior devia ser tomista, mas se ele, Pereto, deve ser tomista; o seu argumento é sofístico e implica o desgosto de ver-se &#8220;atado&#8221; pelo Magistério. Retorna aos antigos para demonstrar que se podia ser católico sem ser tomista, logo ele, Pereto, quer ser católico, daqui em diante, sem ser tomista. Podia-se ser cristão sem São Paulo, como Estêvão antes de São Paulo? Com certeza. Mas não depois.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Senior tem o mesmo problema e exprime-o mais rebuscadamente quando ensaia a Restauração da Cultura Cristã, pondo-se na posição de recuperar muitos dos efeitos, mas não a &#8220;inteligência&#8221; cristã que se decantou no tomismo. Mais ainda: foge do tomismo e descarta-o. Vejamos: <strong>&#8220;Eu não preconizo nada que se pareça com uma renovação do tomismo&#8221;… &#8220;não preconizo de modo algum uma volta a Santo Tomás, como não preconizaria a construção de uma réplica do Mont Saint Michel ou de Chartres&#8221;</strong>. Uma restauração da cultura cristã sem Santo Tomás?! E vêm as desculpas, pondo Santo Tomás nas nuvens, julgando-o incompreensível para a mentalidade contemporânea. Para enfrentar o tomismo, diz-nos, há que percorrer todas as artes liberais, a gramática, a lógica, a retórica, as matemáticas, a música — toda a educação musical! — com a sua história, a literatura, a dança e… a ginástica! <strong>&#8220;porque a ginástica é o fundamento de todo saber segundo a máxima nihil in intellectu nisi prius in sensu&#8221;</strong>. Isto é: impossível. Descartado Santo Tomás de toda possibilidade de restauração; ufa! Livramo-nos desse peso!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que o artigo propõe é a velha e batida postura de um esteticismo católico que transcorre fora do tempo e do espaço, que se perfila na romântica postura de um &#8220;caminhante&#8221; sem raízes, sem Magistério, que toma e deixa o que lhe agrada ou não, e cujo único critério de catolicidade é uma libérrima relação com um Cristo que encontra nas nuvens e não na encruzilhada histórica em que Ele o pôs, livre para libar das flores do jardim a que mais apraz ao seu &#8220;<em>bon goût</em>&#8220;. Não quero cair em psicologismos ferinos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dizia um bom padre comentando esta passagem de Senior: <strong>&#8220;seria interessante saber que exercícios de ginástica praticava Santo Tomás antes de escrever a Summa. Tende-se a crer que se contentava com pôr-se de joelhos para recitar &#8216;o creator ineffabilis…'&#8221;. &#8220;O estudo de Santo Tomás não requer em absoluto este longo preâmbulo; basta ter bom senso e boa vontade. Há inúmeras passagens acessíveis a todos e bons autores para as mais difíceis, bons comentadores com simpleza: o Padre Emmanuel, Dom Lefebvre com o seu &#8216;Itinerário Espiritual seguindo Santo Tomás de Aquino'&#8221;</strong>. No nosso meio abundam excelentes comentários e recomendo-vos os sermões dos padres da FSSPX, de estrita estrutura tomista.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santo Tomás é perfeitamente acessível e não há restauração possível da Cultura Cristã sem ele, restauração que parte da inteligência da nossa fé a partir do Magistério. A questão litúrgica depende da doutrina que a rodeia e a significa, não do seu valor cultural ou estético julgado pelas emoções que inspira muito subjetivamente. A beleza surge da Verdade, não o contrário.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/um-grave-equivoco-sobre-a-cultura-catolica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>INICIA-SE HOJE A NOVENA PELAS VOCACÕES PARA A FESTIVIDADE DE SÃO PIO X</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/inicia-se-hoje-a-novena-pelas-vocacoes-para-a-festividade-de-sao-pio-x-2/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/inicia-se-hoje-a-novena-pelas-vocacoes-para-a-festividade-de-sao-pio-x-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 17:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Orações e Piedade]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Novena]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=27909</guid>
		<description><![CDATA[A pedido dos Superiores da FSSPX, convidamos todos os fiéis a se unirem a esta novena, que do dia 25 de agosto até 2 de setembro será rezada pela nossa Fraternidade em todas as capelas do Brasil, a fim de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/inicia-se-hoje-a-novena-pelas-vocacoes-para-a-festividade-de-sao-pio-x-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class="" src="https://cdnarautos.s3.amazonaws.com/2021/07/R236-D-HAG-Sao-Pio-X-em-1904.jpg" alt="São Pio X – Grande Papa na História, grande Santo na Igreja – Revista  Arautos do Evangelho" width="492" height="338" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A pedido dos Superiores da FSSPX, convidamos todos os fiéis a se unirem a esta novena, que do dia 25 de agosto até 2 de setembro será rezada pela nossa Fraternidade em todas as capelas do Brasil, a fim de pedir pelo florescimento e pela perseverança das vocações sacerdotais e religiosas. Todos os dias se rezará pelo menos uma dezena do Terço, se possível em família, e depois a seguinte oração:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Senhor Jesus, Bom Pastor, que viestes buscar as ovelhas desgarradas a fim de salvá-las, e instituístes o sacerdócio para continuar a vossa obra até o fim dos tempos, a Vós insistentemente pedimos: Enviai operários à vossa messe! Concedei santos sacerdotes à vossa Igreja, e enviai-lhe também religiosos e religiosas. Enchei as famílias católicas do amor ao sacerdócio e do espírito de sacrifício, para que todos aqueles que Vós escolhestes respondam fielmente ao vosso chamado. Sustentai todos os sacerdotes, religiosos e religiosas na sua árdua missão. Concedei que sejam fiéis à Tradição católica pela oração, por suas palavras e por seu exemplo, para estender o vosso Reino sobre as sociedades e sobre os corações dos homens, e assim levar à vida eterna o maior número possível de almas. Amém.&#8221;</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;"><em>Senhor, dai-nos sacerdotes.</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;"><em>Senhor, dai-nos santos sacerdotes.</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;"><em>Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes.</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;"><em>Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas.</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;"><em>Maria, Mãe do Sacerdócio, rogai por nós.</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;"><em>São José, Padroeiro das vocações, rogai por nós.</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;"><em>São Pio X, rogai por nós.</em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">********************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Para saber sobre as vocações masculina e feminina, acesse nosso &#8220;Especial&#8221; através desse link: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-do-blog-as-vocacoes-sacerdotais-e-religiosas/">https://catolicosribeiraopreto.com/especial-do-blog-as-vocacoes-sacerdotais-e-religiosas/</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/inicia-se-hoje-a-novena-pelas-vocacoes-para-a-festividade-de-sao-pio-x-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>12 SEMINARISTAS RECEBEM A BATINA EM LA REJA, ENTRE ELES 3 BRASILEIROS &#8211; 2026</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/12-seminaristas-recebem-a-batina-em-la-reja-entre-ele-3-brasileiros-2026/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/12-seminaristas-recebem-a-batina-em-la-reja-entre-ele-3-brasileiros-2026/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 16:15:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Sacerdócio]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35642</guid>
		<description><![CDATA[Na Festa da Assunção, em 15 de agosto de 2026, doze seminaristas do Seminário Internacional de Nossa Senhora Corredentora, em La Reja, Argentina, receberam suas batinas do Padre de Lassus, diretor do Seminário. Originários de 10 países diferentes, eles marcaram, assim, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/12-seminaristas-recebem-a-batina-em-la-reja-entre-ele-3-brasileiros-2026/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="lg-row">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<p class="intro-text intro-text--bold" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/toma_de_sotana_2026_103_batch.jpg?itok=r5AgRX0G" alt="" width="531" height="307" /></p>
<p class="intro-text intro-text--bold" style="text-align: justify;"><span dir="auto" style="color: #000000;">Na Festa da Assunção, em 15 de agosto de 2026, doze seminaristas do Seminário Internacional de Nossa Senhora Corredentora, em La Reja, Argentina, receberam suas batinas do Padre de Lassus, diretor do Seminário.</span></p>
<p class="intro-text intro-text--bold" style="text-align: justify;"><span dir="auto" style="color: #000000;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/gallery_thumbnail/public/fsspxactualites/fsspxnews/toma_de_sotana_2026_2_batch.jpg?itok=RHEmJzjh" alt="" width="362" height="246" /> </span></p>
<p class="intro-text intro-text--bold" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span dir="auto">Originários de 10 países diferentes, eles marcaram, assim, um passo significativo em sua formação para o sacerdócio: </span>1 chileno, 1 peruano, 1 colombiano, 2 mexicanos, 3 brasileiros, 1 filipino, 1 argentino, 1 equatoriano e 1 cubano.</span></p>
<p class="intro-text intro-text--bold"><img class="aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/gallery_thumbnail/public/fsspxactualites/fsspxnews/toma_de_sotana_2026_5_batch.jpg?itok=Oh_6isHF" alt="" width="325" height="221" /></p>
<p class="intro-text intro-text--bold" style="text-align: center;"><img class="" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/gallery_thumbnail/public/fsspxactualites/fsspxnews/toma_de_sotana_2026_9_batch.jpg?itok=9Fo5oJGb" alt="" width="323" height="220" /></p>
<p class="intro-text intro-text--bold" style="text-align: center;"><img class="" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/gallery_thumbnail/public/fsspxactualites/fsspxnews/toma_de_sotana_2026_13_batch.jpg?itok=V8oAx9l5" alt="" width="322" height="219" /></p>
<p class="intro-text intro-text--bold"><img class="aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/gallery_thumbnail/public/fsspxactualites/fsspxnews/toma_de_sotana_2026_23_batch.jpg?itok=7fZJPYHo" alt="" width="320" height="218" /></p>
<p class="intro-text intro-text--bold" style="text-align: center;"><img class="" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/gallery_thumbnail/public/fsspxactualites/fsspxnews/toma_de_sotana_2026_36_batch.jpg?itok=Xw6FVeL2" alt="" width="319" height="217" /></p>
<p class="intro-text intro-text--bold" style="text-align: center;"><img class="" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/gallery_thumbnail/public/fsspxactualites/fsspxnews/toma_de_sotana_2026_46_batch.jpg?itok=ceVbWOEg" alt="" width="320" height="221" /></p>
<p class="intro-text intro-text--bold" style="text-align: center;"><img class="" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/gallery_thumbnail/public/fsspxactualites/fsspxnews/toma_de_sotana_2026_60_batch.jpg?itok=haVTrbAO" alt="" width="318" height="216" /></p>
<p class="intro-text intro-text--bold" style="text-align: center;"><img class="" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/gallery_thumbnail/public/fsspxactualites/fsspxnews/toma_de_sotana_2026_71_batch.jpg?itok=YPQusdZq" alt="" width="320" height="218" /></p>
<p class="intro-text intro-text--bold" style="text-align: center;"><img class="" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/gallery_thumbnail/public/fsspxactualites/fsspxnews/toma_de_sotana_2026_108_batch.jpg?itok=EemqX-KN" alt="" width="324" height="224" /></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span class="tm11">Nota do blog:</span></strong></span><u><span class="tm9"> </span></u><strong><span class="tm11">Colocamos abaixo alguns links sobre a vocação sacerdotal:</span></strong></span></p>
<ul class="Normal tm6 tm12">
<li class="tm13"><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff; text-decoration: underline;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/cinco-sinais-de-uma-vocacao/">CINCO SINAIS DE UMA VOCAÇÃO</a></strong></span></li>
<li class="tm13"><span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-vocacao-sacerdotal/"><span class="tm11">A VOCAÇÃO SACERDOTAL</span></a></u></strong></span></li>
<li class="Normal tm6 tm13"><span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/tenho-vocacao/"><span class="tm11">TENHO VOCAÇÃO?</span></a></u></strong></span></li>
<li class="Normal tm6 tm13"><span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com/a-formacao-de-futuros-sacerdotes/"><span class="tm11">A FORMAÇÃO DE FUTUROS SACERDOTES</span></a></u></strong></span></li>
<li class="Normal tm6 tm13"><span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/enquete-o-que-motiva-os-jovens-a-entrar-no-seminario-da-fsspx/"><span class="tm11">ENQUETE: O QUE MOTIVA OS JOVENS A ENTRAR EM UM SEMINÁRIO DA FSSPX</span></a></u></strong></span></li>
<li class="Normal tm6 tm13"><span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/seminarios-formacao-de-futuros-lideres-para-a-igreja/"><span class="tm11">SEMINÁRIOS: FORMAÇÃO DE FUTUROS LÍDERES PARA A IGREJA</span></a></u></strong></span></li>
<li class="Normal tm6 tm13"><span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/no-coracao-de-um-seminario-catolico/"><span class="tm11">NO CORAÇÃO DE UM SEMINÁRIO CATÓLICO</span></a></u></strong></span></li>
<li class="Normal tm6 tm13"><span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/os-seminarios-da-fsspx/"><span class="tm11">OS SEMINÁRIOS DA FSSPX</span></a></u></strong></span></li>
<li class="Normal tm6 tm13"><span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff; text-decoration: underline;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-ordens-sagradas/">AS ORDENS SAGRADAS</a></strong></span></li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><span class="tm9" style="color: #000000;">**************************</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em><span class="tm14">“Senhor, dai-nos sacerdotes,</span></em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em><span class="tm14">Senhor, dai-nos santos sacerdotes,</span></em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em><span class="tm14">Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,</span></em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em><span class="tm14">Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,</span></em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em><span class="tm14">Senhor, dai-nos famílias católicas, </span></em></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em><span class="tm14">São Pio X, rogai por nós”</span></em></strong></span></p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/12-seminaristas-recebem-a-batina-em-la-reja-entre-ele-3-brasileiros-2026/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A PASCENDI EXPLICADA &#8211; LUZES DA ENCÍCLICA PARA OS CATÓLICOS DE HOJE</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 15:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Magistério]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[São Pio X]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=14259</guid>
		<description><![CDATA[“Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis.” Papa São Pio X Introdução: Cem anos depois: o modernismo ainda mata Quando voltei a ler a encíclica “Pascendi” (08/09/1907) de São Pio X, tive &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><img class=" aligncenter" src="https://www.abim.inf.br/wp-content/uploads/2014/08/Sao-Pio-X-artigo-11.jpg" alt="PASCENDI — a monumental encíclica que fulminou a heresia modernista (PARTE  II) – Agência Boa Imprensa – ABIM" width="247" height="353" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;"><em>“Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis.” </em></span></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Papa São Pio X </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Introdução: Cem anos depois: o modernismo ainda mata</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando voltei a ler a encíclica “<em>Pascendi</em>” (08/09/1907) de São Pio X, tive um profundo sentimento de agradecimento para com o último Papa canonizado. Esse documento é uma pedra angular na defesa verdadeira e equilibrada do catolicismo. Tem a assinatura de um Papa Santo, cheio de Fé e de Caridade. Lembra a voz do Bom Pastor, reconhecida pelas ovelhas. Lembra que não existe pregação caritativa da Verdade sem condenação explícita dos erros e heresias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O santo Papa do século XX nos entrega nesta encíclica um trabalho fundamental, preciso e paciente. Explica para os católicos, com uma precisão que maravilha, todo o sistema modernista. Define o erro com as palavras adequadas e mostra a raiz do mal. Encontrada a raiz do mal, as soluções e os remédios seguem naturalmente.  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Prezado leitor, o modernista não é utópico, sonhador, idealista. Isso é a sua aparência exterior. O modernista é visceralmente orgulhoso. Orgulhoso na sua inteligência e também na sua vontade. O modernismo é um sistema que mente ao homem sobre a realidade da sua natureza. Atribui ao homem faculdades que não são de seu alcance. Diz assim que: “<strong>a <em>religião, no homem Jesus Cristo assim como em nós, é fruto inteiramente espontâneo da natureza</em></strong><em>.”. </em>E São Pio X conclui:<em> “Nada pode vir mais a propósito para dar cabo de toda a ordem sobrenatural.</em>”. Mas ao mesmo tempo o modernismo recusa reconhecer outras faculdades que são próprias a todos os homens quando conhecem uma coisa qualquer ou uma realidade. Nega a capacidade da inteligência humana de conhecer a natureza, a essência das coisas. Pela abstração a inteligência humana conhece muito mais do que a cor do pôr-do-sol! Conhece a beleza do pôr-do-sol. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dessa maneira, o modernista conhece apenas a cor da religião e nada de sua beleza e grandeza essencial. Conhecem ainda as palavras típicas da religião católica, mas sem poder dar definições definitivas a cada uma delas. Usam as palavras Missa, Deus, alma, graça, religião, fé, dogma, tradição para se servir delas e defini-las segundo a experiência religiosa de cada um! O modernismo não quer mais receber de Deus a religião, mas construir uma que o ‘elevará’ até a divinização do Homem pelo Homem.</span><span id="more-14259"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estimado leitor, como seria aparentemente terrível falar assim se um Santo Papa não o houvesse feito primeiro! São Pio X tinha motivos bem fundados para escrever essa encíclica, a saber, a gravidade sem precedente do mal descrito dentro da Igreja. Há cem anos que a ‘<em>Pascendi</em>’ foi escrita e o diagnóstico segue em pé. “<em>E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos</em>.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, esse precioso documento deve nos ajudar a atravessar a tempestade sem cair nos erros e nas armadilhas. O Evangelho que pregou Nosso Senhor Jesus Cristo deve ser o Evangelho pregado hoje pela Igreja católica fundada por Jesus Cristo. A pregação não se dirige aos mesmos homens, mas deve ser essencialmente a mesma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Podemos fazer uma aplicação prática que manifesta a atualidade da encíclica ‘<em>Pascendi</em>’. Vejam por exemplo, neste documento fundamental da Igreja, como o modernismo desvirtua o culto católico, reduzido a um conjunto de sinais capazes de despertar sentimentos religiosos. Se oficialmente a Santa Missa é devolvida pelo Papa Bento XVI a muitos católicos, qual é a razão desse bem? Devolver à Santa Missa e a sua teologia o seu devido lugar, ou reconhecer a validade da experiência religiosa e da <strong>sensibilidade religiosa</strong> de muitos católicos?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alguns vão responder também: os dois! Ou: um pouco dos dois! Mas os dois não são compatíveis. Um exclui o outro. A doutrina modernista exclui a doutrina católica. O que é errado exclui o verdadeiro! Agora, podemos também considerar, como o faz Dom Fellay na última carta aos amigos e benfeitores, que por ser incompatíveis um com o outro, uma presença publicamente e claramente autorizada da Verdade litúrgica no seio da Igreja, provocará também uma luta doutrinal contra o erro. Do lado dos modernistas o motivo pode ser pernicioso, mas do lado de Deus, esse mesmo motivo poderá ser não a causa, mas a ocasião de um bem maior. O homem nunca pode fazer um mal para que dele venha um bem, mas Deus sabe tornar o mal ocasião de bem. O pecado original, mal moral gravíssimo, foi a ocasião de dar para nós o divino Redentor, e a liturgia canta: “<em>Oh felix culpa</em>” na Vigília de Páscoa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, rezemos pela Igreja e por nós, e peçamos a São Pio X os dons do Espírito Santo que o animaram desde a sua juventude até sua santa morte e seu triunfo como santo no céu. Procuremos as graças escondidas nas chagas gloriosas do Salvador para discernir sempre entre o bem e o mal, e escolher o bem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Padre Joël Danjou Nos 100 anos da Encíclica <em>Pascendi Dominici Gregis</em> do Papa São Pio X</span></p>
<p style="text-align: center;">*****************************</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>1) OS FUNDAMENTOS da filosofia religiosa modernista</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Dois princípios entrelaçados: Agnosticismo e imanência vital</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O fundamento da filosofia religiosa modernista é o agnosticismo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Segundo o agnosticismo, a razão humana só consegue conhecer fenômenos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“(&#8230;) <em>A razão humana fica inteiramente reduzida à consideração dos fenômenos, isto é, só das coisas perceptíveis e pelo modo como são perceptíveis</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pensando assim, o filósofo modernista diz que não pode conhecer a realidade como ela é, não conhece o que são as coisas. Não se trata mais de compreender a realidade, mas o que aparece.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, o homem estabelece primeiro, por ele mesmo, certa ciência da realidade conhecendo os fenômenos. E, depois, ele aplica este conhecimento imperfeito e superficial sobre a realidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dessa maneira, o agnosticismo diz que não conhece a realidade, mas admite um conhecimento sensível da realidade, os fenômenos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por esse caminho, a conclusão lógica é a negação da existência de Deus. Se não consegue definir ou dizer o que é uma pêra ou uma maçã que vê, que poderá dizer de Deus que ninguém vê! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal homem, cuja inteligência pretende não poder dizer o que é a realidade, mas só designá-la ou qualificá-la, se torna prisioneiro e encarcerado em si mesmo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, tudo o que consegue dizer ou viver esse homem é uma expressão do que está nele. O homem diz às coisas o que são. Estamos no subjetivismo: O sujeito, o &#8220;eu&#8221; é afirmado em primeiro lugar, e daí se segue o resto!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Mas, então, por que um modernista não professa diretamente e imediatamente o ateísmo?</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porque não nega o sensível. A religião pode observar-se também de maneira sensível: <em>Vejo uma pessoa rezar</em>! Logo, o filósofo modernista deve explicar esse fenômeno.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Qual será a única resposta possível?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A religião vem do interior do homem (imanente = <em>in</em>&#8211;<em>manere</em> = dentro-permanecer = permanece dentro) e pertence aos fenômenos sensíveis. É o que a encíclica <em>Pascendi</em> chama de “<em>imanência vital</em>”. A religião é uma forma de vida humana (<em>vita</em> = vida, <em>vitalis</em> = vital) que nasce e permanece dentro dos homens, e procura e reage aos fenômenos. É, segundo os modernistas, uma necessidade do homem, ou, em outros termos, do coração humano. Há, no homem, uma necessidade do divino.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A fé modernista é a aceitação voluntária pela consciência desta necessidade do divino que o homem experimenta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A fé é a resposta à necessidade do divino cuja origem exata não é conhecida. Não posso conhecer as coisas além do sensível, mas pela “fé”, aceito a realidade da experimentação deste “além”. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A experiência do divino é a única prova formal da sua existência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Explicação</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O filósofo modernista explica que o conhecimento da ciência e da história se mantém necessariamente entre dois limites.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“&#8230; <em>a ciência e a história, dizem eles, acham-se fechadas entre dois termos: um externo, que é o mundo visível; outro interno, que é a consciência</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Além do mundo visível e da consciência “&#8230; <em>acha-se o incognoscível. Diante deste incognoscível, seja que ele se ache fora do homem e fora de todas as coisas visíveis, seja que ele se ache oculto na subconsciência do homem, a necessidade de um quê divino, sem nenhum ato prévio da inteligência</em>&#8230; (&#8230;)&#8230; <em>gera no ânimo já inclinado um certo sentimento particular&#8230;.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O fato de descobrir a existência do incognoscível não corresponde a um ato da inteligência, mas a uma experiência religiosa. Assim, visito um convento, uma igreja, vejo um filme, escuto o testemunho de um convertido&#8230; e nasce em mim uma atitude interior, uma impressão que não consigo explicar, quer com os elementos do mundo visível, quer com a minha consciência atual das coisas e deste fenômeno!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que nasce então em mim é um certo sentimento que responde à necessidade de aderir ou aproximar-se deste misterioso “quê” divino. E considero tal sentimento essencial, porque é ele que, “&#8230; <em>de certa maneira, une o homem com Deus. É precisamente a este sentimento que os modernistas dão o nome de fé e tem-no como princípio de religião</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que é a Revelação, Deus que se revela, para o modernismo?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para o modernismo a Revelação é o divino manifestado. Mas, manifestado adentro do homem. Segundo a encíclica <em>Pascendi</em>, a “Revelação” modernista, ou ao menos o seu princípio, é “<em>aquele sentimento religioso, que se manifesta na consciência</em>” (que chamam “fé”: assentimento da consciência à necessidade subconsciente do divino), ou “<em>também <strong><u>o mesmo Deus a manifestar-se às almas</u></strong></em>” pelo meio desta fé.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Revelação não é mais externa ao homem, assim como o ensina o catolicismo (A Revelação tem duas fontes: a Tradição e a Sagrada Escritura), mas interna, imediata, direta, sem intermediário.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“&#8230; <em>sendo Deus ao mesmo tempo objeto e causa da fé, essa revelação é de Deus como objeto e também provém de Deus como causa; isto é, tem a Deus ao mesmo tempo como revelante e revelado. Segue-se daqui, Veneráveis Irmãos, a absurda afirmação dos modernistas, segundo a qual toda a religião, sob diverso aspecto, é igualmente natural e sobrenatural.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O natural pode ser ao mesmo tempo o sobrenatural! É contraditório.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há uma grave confusão e, logicamente, graves conseqüências: “<em>Segue-se daqui a promíscua significação que dão aos termos consciência e revelação. Daqui a lei que dá a consciência religiosa, a par com a revelação, como regra universal, à qual todos se devem sujeitar, inclusive a própria autoridade da Igreja, seja quando ensina seja quando legisla em matéria de culto ou de disciplina</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><u>A lei deve erigir a consciência religiosa como regra universal do agir</u></strong>. Desse ponto se segue que a liberdade de consciência e a liberdade religiosa não podem ter limites. <strong><u>Toda consciência humana é divinizada</u></strong>. Isto explica todo o concílio Vaticano II e o magistério pós-conciliar! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>O sentimento religioso, que por imanência vital surge dos esconderijos da subconsciência, é pois o gérmen de toda a religião e a razão de tudo o que tem havido e haverá ainda em qualquer religião</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“(&#8230;) <em>Fica-se pasmo em se ouvindo afirmações tão audaciosas e sacrílegas! Entretanto, Veneráveis Irmãos, não é esta linguagem usada temerariamente só pelos incrédulos. Homens católicos, até muitos sacerdotes</em> [<strong>E essa encíclica tem 100 anos!</strong>&#8230;]<em>, afirmaram estas coisas publicamente, e com delírios tais se vangloriam de reformar a Igreja. Já não se trata aqui do velho erro, que à natureza humana atribuía um quase direito à ordem sobrenatural. Vai-se muito mais longe ainda; <strong>chega-se até a afirmar que a nossa santíssima religião, no homem Jesus Cristo assim como em nós, é fruto inteiramente espontâneo da natureza</strong>. Nada pode vir mais a propósito para dar cabo de toda a ordem sobrenatural.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O que é a religião neste sistema?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A religião é o testemunho da resposta da consciência humana ao sentimento do divino em nós. <u>Todas as religiões</u> são eflorescências dessa necessidade do divino. E como há uma diversidade de expressões há também diversas religiões.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Temos, pois, assim a origem de toda a religião, até mesmo da sobrenatural; e estas não passam de meras explicações do sentimento religioso. Nem se pense que a católica é excetuada; está no mesmo nível das outras, pois não nasceu senão pelo processo de imanência vital na consciência de Cristo, homem de natureza extremamente privilegiada, como outro não houve nem haverá&#8221;, </em>Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>E o que é o dogma?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando a inteligência vai pensar e analisar esses sentimentos religiosos do homem, ela irá traduzir “<em>em representações mentais os fenômenos de vida, que nele aparecem, e depois os manifesta com expressões verbais</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em uma primeira etapa, a inteligência exprime esses sentimentos com proposições simples, mas “<em>depois, com reflexão e penetração mais íntima, ou, como dizem, elaborando o seu pensamento, exprime o que pensou com proposições secundárias, derivadas certamente da primeira, porém, mais polidas e distintas. Estas proposições secundárias, se forem finalmente sancionadas pelo supremo magistério da Igreja, constituirão o dogma</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O dogma é útil ao crente para que possa dar razão a sua fé. A inteligência do crente analisa a sua fé, a consciência do divino, e encontra fórmulas para determiná-lo. Porém, segundo a definição da fé modernista, a consciência do divino de ontem, de hoje e de amanhã, corresponde a diferentes experiências e percepções do sentimento religioso. O verdadeiro dogma modernista é necessariamente vivo e adaptado à expressão vital do religioso em mim! Ou seja, o dogma na sua formulação muda segundo as experiências variadas ou repetidas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, a Encíclica <em>Pascendi</em> mostra que tal dogma tem duas funções para o crente. Primeira, ser <u>símbolo</u> do divino intrínseco, mas símbolo sempre incompleto porque não se pode definir o que são as coisas. As fórmulas dogmáticas “<em>são expressões inadequadas</em>” do objeto do dogma. Segunda função, o dogma é também <u>instrumento</u> do homem para falar do divino aos outros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Agora, como todo conhecimento está limitado aos fenômenos sensíveis e a fé depende deles, na medida em que o dogma é a expressão desta fé, então o dogma deve variar tanto como as várias sensações religiosas do crente. Caso contrário não seria mais símbolo verdadeiro do divino!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E enquanto instrumento, pelo dogma, o homem deverá falar de maneira infinitamente variada do que está vivendo, do seu “vivido”. Em hipótese contrária seria a morte da religião! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Daí surge uma nova “tradição”</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O princípio da experiência religiosa é transmitido à Tradição. Ela é comunicação e transmissão da fé, ou seja, transmissão da experiência religiosa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A nova tradição é a transmissão das experiências sensíveis vividas. E, enquanto vividas, pertencem imediatamente ao âmbito da religião. As experiências fixas, ao contrário, não são expressões da religião. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal tradição tem, portanto, uma virtude sugestiva. Provoca uma reação sensível, faz tomar consciência do vivido do homem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vemos, assim, por exemplo, como é justo dizer que o “carismatismo” é um modernismo organizado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com efeito, o modernista crente explica assim a presença da realidade divina na sua alma: “<em>Se, porém, procurarmos saber que fundamento tem esta asserção do crente, respondem os modernistas: é a experiência individual. — Com esta afirmação, enquanto na verdade discordam dos racionalistas, <u>caem na opinião dos protestantes e</u> <u>dos pseudo-místicos</u></em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Os sacramentos</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São sinais sensíveis que produzem (eles mesmos) uma “graça”, uma virtude sugestiva, que provoca uma reação sensível, que desperta o sentimento. O cristão é “interpelado” pelos ritos, pelos gestos, pelas palavras e pelos sinais. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, para não perder a sua força sugestiva, o sacramento deve seguir interpelando o crente. Por isso a necessidade de poder variar os gestos, as palavras&#8230; e de reformar as reformas litúrgicas!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Do culto não haveria muito que dizer, se debaixo deste nome não se achassem também os Sacramentos, a respeito dos quais muito erram os modernistas. Pretendem que o culto resulta de um duplo impulso; pois que, como vimos, pelo seu sistema, tudo se deve atribuir a íntimos impulsos. O primeiro é dar à religião, alguma coisa de sensível; o segundo é a necessidade de propagá-la, coisa esta que se não poderia realizar sem uma certa forma sensível e sem atos santificantes, que se chamam Sacramentos. <strong>Os modernistas, porém, consideram os Sacramentos como meros símbolos ou sinais, bem que não destituídos de eficácia</strong>. E para indicar essa eficácia, servem-lhes de exemplo certas palavras que facilmente vingam, por terem conseguido a força de divulgar certas idéias de grande eficácia, que muito impressionam os ânimos. E assim como aquelas palavras são destinadas a despertar as referidas idéias, assim também o são os Sacramentos com relação ao sentimento religioso; nada mais do que isto. Falariam mais claro afirmando logo que os Sacramentos foram só instituídos para nutrirem a fé. Mas esta proposição é condenada pelo Concílio de Trento (Sess. VII, de Sacramentis in genere, cân.5): Se alguém disser que estes Sacramentos foram só instituídos para nutrirem a fé, seja anátema</em>.” (Pascendi – <em>o modernista teólogo</em>).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A Igreja</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja nasce de duas necessidades:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Necessidade de comunicar sua fé aos outros</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8211; Necessidade de organizar-se quando a fé é comum a vários, quando se torna coletiva, a fim de conservar e propagar esse tesouro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Igreja, portanto, é o fruto da consciência religiosa coletiva, a reunião de todas as reações individuais. Um conjunto de pessoas que se juntam porque fazem experiências semelhantes do divino e que se organizam para proteger, desenvolver e dar a conhecer esse bem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, uma igreja é também um grupo de consciências que consta de uma mesma origem vital. Para os católicos, Jesus Cristo. Para os muçulmanos, Maomé, para certos protestantes, Lutero, para outros, Calvino, etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Constituem-se grupos, faz-se “igreja” que é a consciência universal. E, é enquanto há “posta em comum”, que se constitui a Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>&#8220;Cumpre, entretanto, desde já, notar que, posta esta doutrina da experiência unida à outra do simbolismo, <strong>toda religião</strong>, não executada sequer a dos idólatras, <strong>deve ser tida por verdadeira</strong>. E na verdade, porque não fora possível o se acharem tais experiências em qualquer religião? E não poucos presumem que de fato já se as tenha encontrado. Com que direito, pois, os modernistas negarão a verdade a uma experiência afirmada, por exemplo, por um maometano? Com que direito reivindicarão experiências verdadeiras só para os católicos? E os modernistas de fato não negam, ao contrário, concedem, uns confusa e outros manifestamente, que todas as religiões são verdadeiras. É claro, porém, que eles não poderiam pensar de outro modo. Em verdade, postos os seus princípios, em que se poderiam porventura fundar para atribuir falsidade a uma religião qualquer? Sem dúvida seria por algum destes dois princípios: ou por falsidade do sentimento religioso, ou por falsidade da fórmula proferida pela inteligência. Ora, o sentimento religioso, ainda que às vezes menos perfeito, é sempre o mesmo; e a fórmula intelectual para ser verdadeira basta que corresponda ao sentimento religioso e ao crente, seja qual for a força do engenho deste. <strong>Quando muito, no conflito entre as diversas religiões, os modernistas poderão sustentar que a católica tem mais verdade, porque é mais viva, e <u>merece mais o título de cristã</u>, porque mais completamente corresponde às origens do cristianismo</strong>. &#8211; A ninguém pode parecer absurdo que estas conseqüências todas dimanem daquelas premissas. <strong>Absurdíssimo é</strong>, porém, que católicos e sacerdotes que, como preferimos crer, têm horror a tão monstruosas afirmações, se ponham quase em condição de admiti-las.&#8221;, </em>Pascendi &#8211; O modernista crente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>A autoridade</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como qualquer organização, essa igreja vai precisar de um chefe. Mas essa autoridade deverá estar, sobretudo, atenta às experiências, ouvindo essas experiências individuais de cada um para não desfigurar a consciência coletiva do grupo, estar ao serviço de cada um para nutrir seus sentimentos religiosos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por exemplo: Encontrar o rito que melhor convém a cada um, mas conservando ao mesmo tempo a unidade do grupo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para que o grupo fique unido, para evitar uma dissociação que diminui a força do sentimento coletivo, essa autoridade pode e deve condenar o que representa um perigo para esta unidade coletiva a fim de preservar a consciência universal que é a fé. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por exemplo: A autoridade dará um golpe contra a teologia da libertação quando considera que exagera no progressismo, e outro golpe contra Dom Lefebvre que exageraria na sua fidelidade (“fixista”) à Igreja de sempre! Assim, a autoridade não passa de um simples serviço vital de organização e de controle. O Papa só toma o “pulso” universal do grupo a fim de prever e evitar abusos mortais à consciência coletiva e preservar sua identidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, no modernismo, o chefe religioso é um ‘organizador de compartilhamento’. Não há mais autoridade propriamente dita. A autoridade não vem mais de Deus imediatamente. “<em>Assim como a Igreja emanou da coletividade das consciências, a autoridade emana virtualmente da mesma Igreja. A autoridade, portanto, da mesma sorte que a Igreja, nasce da consciência religiosa, <u>e por esta razão fica dependente da</u> <u>mesma</u></em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se a autoridade esquece ou parece desprezar essa consciência religiosa estará legitimamente declarada tirânica, retrógrada ou ultra conservadora!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Quanto às relações da Igreja com as sociedades temporais, os estados temporais, elas estão inevitáveis.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A regra de atuar nesta matéria deverá considerar a natureza e o fim de cada uma destas sociedades. Quanto à natureza, os modernistas recusam seguir a doutrina multissecular da Igreja, que ensina que Ela é instituída diretamente por Deus. Para eles, a Igreja e o Estado são sociedades feitas pelo homem e que respondem essencialmente a diferentes necessidades do homem. Ora, mesmo assim, observam que os fins e objetivos de cada uma delas são essencialmente distintos. Fim espiritual para a Igreja, fim temporal para o Estado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como conseqüência, temos, segundo os modernistas, duas sociedades existindo e necessitadas pelo bem do ‘homem total’ e cujos objetivos são efetivamente e absolutamente distintos. Daí, Deus estando afastado das suas constituições essenciais, não se pode falar da superioridade de uma sobre a outra. Cada uma deverá certamente respeitar a outra, mas não será mais admitido ensinar que o temporal possa ser subordinado ao espiritual. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Falava-se outrora do temporal sujeito ao espiritual, de questões mistas, em que a Igreja intervinha qual senhora e rainha, porque então se tinha a Igreja como instituída imediatamente por Deus, enquanto autor da ordem sobrenatural. Mas estas crenças já não são admitidas pela filosofia, nem pela história. Deve, portanto, a Igreja separar-se do Estado, e assim também o católico do cidadão.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Reclamando então a separação da Igreja e do Estado, os modernistas reclamam necessariamente também a separação do católico e do cidadão, do católico na sua vida privada e do católico na vida pública. Mas esta separação e aparente igualdade de tratamento levam necessariamente à submissão do espiritual ao temporal!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com efeito, a cada instante o católico dará a impressão de entrar no terreno do outro! Ser católico unicamente na vida privada significa ser invisível na vida pública! E isto não se consegue sem esconder as necessárias conseqüências visíveis da religião! Mas como é absolutamente impossível evitar toda manifestação pública exterior da religião, a Igreja deverá aceitar submeter-se ao Estado nestas circunstâncias! Culto, sacramentos (matrimônio!), atividades eclesiásticas, questões morais, todas essas manifestações exteriores da religião entram também no âmbito temporal das sociedades. O Estado separado da Igreja reclamará então a submissão da Igreja à suas decisões nestas matérias públicas! Lógica fria! Mas lógica!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>No entanto, à escola dos modernistas não basta que o Estado seja separado da Igreja. Assim como a fé deve subordinar-se à ciência, quanto aos elementos fenomênicos, assim também nas coisas temporais a Igreja tem que sujeitar-se ao Estado. Isto não afirmam talvez muito abertamente; mas por força de raciocínio são obrigados a admiti-lo. Em verdade, admitido que o Estado tenha absoluta soberania em tudo o que é temporal, se suceder que o crente, não satisfeito com a religião do espírito, se manifeste em atos exteriores, como, por exemplo, em administrar ou receber os Sacramentos, isto já deve necessariamente cair sob o domínio do Estado. Postas as coisas neste pé, para que servirá a autoridade eclesiástica? Visto que esta não tem razão de ser sem os atos externos, estará em tudo e por tudo sujeita ao poder civil. É esta inelutável conseqüência que leva muitos dentre os protestantes liberais a desembaraçar-se de todo o culto externo e até de toda a sociedade religiosa externa, procurando pôr em voga uma religião, que chamam individual. — E se os modernistas, desde já, não se atiram francamente a esses extremos, insistem pelo menos em que a Igreja se deixe espontaneamente conduzir por eles até onde pretendem levá-la e se amolde às formas civis.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E o ‘<em>modernista reformador</em>’ insiste: “<em>Deve mudar-se a atitude da autoridade eclesiástica nas questões políticas e sociais, de tal sorte que não se intrometa nas disposições civis, mas procure amoldar-se a elas, para penetrá-las no seu espírito”, </em>Pascendi. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A encíclica denuncia claramente essas idéias que, infelizmente, triunfaram nos anos sessenta no concílio Vaticano II. Hoje, a hierarquia modernista de nosso século nascente chora e se lamenta frente à invasão planetária do aborto e de tantos outros males públicos, mas não quer enxergar as causas que ela mesma promoveu e edificou!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O princípio radical do modernismo: A evolução de tudo</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como vimos, o modernismo tem um quadro e certos limites, mas o seu fundamento seguro é o âmbito do sensível, os fenômenos. Ora, o sensível é variável. Logo, o modernismo reclamará, como uma necessidade e uma condição absoluta, uma religião evolutiva. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Têm eles por princípio geral que numa religião viva, tudo deve ser mutável e mudar-se de fato. Por aqui abrem caminho para uma das suas principais doutrinas, que é a evolução. O dogma, pois, a Igreja, o culto, os livros sagrados e até mesmo a fé, se não forem coisas mortas, devem sujeitar-se às leis da evolução. Quem se lembrar de tudo o que os modernistas ensinam sobre cada um desses assuntos, já não ouvirá com pasmo a afirmação deste princípio. Posta a lei da evolução, os próprios modernistas passam a descrever-nos o modo como ela se efetua. E começam pela fé. Dizem que a forma primitiva da fé foi rudimentar e indistintamente comum a todos os homens; porque se originava da própria natureza e vida do homem. Progrediu por evolução vital; quer dizer, não pelo acréscimo de novas formas, vindas de fora, mas por uma crescente penetração do sentimento religioso na consciência</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta evolução é considerada boa porque é o resultado de uma oposição frutuosa entre uma força conservadora e outra progressista.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Estudando, pois, mais a fundo o pensar dos modernistas, deve-se dizer que a evolução é como o resultado de duas forças que se combatem, sendo uma delas progressiva e outra conservadora. A força conservadora está na Igreja e é a tradição. O exercício desta é próprio da autoridade religiosa, quer de direito, pois que é de natureza de toda autoridade adstringir-se o mais possível à tradição; quer de fato, pois que, retraída das contingências da vida, pouco ou talvez nada sente dos estímulos que impelem ao progresso. Ao contrário, a força que, correspondendo às necessidades, arrasta ao progresso, oculta-se e trabalha nas consciências individuais, principalmente naquelas que, como eles dizem, se acham mais em contato com a vida. — Neste ponto, Veneráveis Irmãos, já se percebe o despontar daquela perniciosíssima doutrina que introduz na Igreja o laicato como fator de progresso. De uma espécie de convenção entre as forças de conservação e de progresso, isto é, entre a autoridade e as consciências individuais, nascem as transformações e os progressos. As consciências individuais, ou pelo menos algumas delas, fazem pressão sobre a consciência coletiva; e esta, por sua vez, sobre a autoridade, obrigando-a a capitular e pactuar.</em>”, Pascendi. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O progresso vem dos compromissos e das transações entre as duas forças! A base pressiona a autoridade que pode assim colecionar as reações individuais. Se a pressão se desenvolve e se torna mais viva, a autoridade deverá tomar conta dela e, assim, modificar as posições do momento presente para outras, novas e mais adaptadas à consciência coletiva.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É um equilíbrio sempre instável, não perdura, o seu destino é mudar sempre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste contexto, quando um pseudo-teólogo, modernista ou progressista demais, está publicamente repreendido, ele é imediatamente considerado pelos colegas como vítima necessária do progresso. Ele mesmo proclama não poder entender que a Igreja o condena quando favorece o seu bem, o seu progresso!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Traçado este caminho, eles continuam; continuam, com desprezo das repreensões e condenações, ocultando audácia inaudita com o véu de aparente humildade. Simulam finalmente curvar a cabeça; mas, no entanto a mão e o pensamento prosseguem o seu trabalho com ousadia ainda maior. E assim avançam com toda a reflexão e prudência, tanto porque estão persuadidos de que a autoridade deve ser estimulada e não destruída, como também porque precisam de permanecer no seio da Igreja, para conseguirem pouco a pouco assenhorear-se da consciência coletiva, transformando-a; mal percebem porém, quando assim se exprimem, que estão confessando que a consciência coletiva diverge dos seus sentimentos, e que portanto não têm direito de declarar-se intérpretes da mesma.</em>”, Pascendi. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O sistema modernista está então claramente apoiado sobre princípios determinados: agnosticismo, imanência vital, evolucionismo. Mas a conseqüência concreta destes princípios desastrosos e caóticos é necessariamente confusa e nebulosa. Daí a impressão que têm os católicos de que o modernismo não tem bases claras e sólidas. Mas não é assim.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Imaginemos encontrar um homem jogando pela janela, um atrás do outro, todos os livros da sua biblioteca. “Perdeu a cabeça”, dizem os sensatos! “Deve estar todo confuso!” “Não se dá mais conta do que está fazendo!” Mas ele poderia responder no seu interior: “Confuso? Eu? Não! Estou apenas procurando uma citação de alguém que possa exprimir o sentimento que sinto vibrar agora dentro de mim! O resto não vale mais nada!”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Até o novo direito humano: o direito de contradizer Deus</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A última conseqüência do sistema modernista será a legitimação necessária de afirmações contraditórias. A religião do sentimento divino imanente leva necessariamente a sentir hoje o que não sentia assim ontem. Mas os dois sentimentos são válidos no seu contexto, no seu tempo!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“(&#8230;) <em>Posto isto, que será dos dogmas da Igreja? Também estes estão cheios de evidentes contradições; mas, além de serem aceitos pela lógica da vida, não se acham em oposição com a verdade simbólica; pois, neles se trata do infinito, que tem infinitos aspectos. Enfim, tanto eles aprovam e defendem essas teorias, que não põem dúvida em declarar que se não pode render ao Infinito maior preito de homenagens, do que afirmando acerca do mesmo coisas contraditórias! <u>E admitindo-se a contradição, que é</u> <u>o que se não admitirá?</u></em>”, Pascendi </span></p>
<h1 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2) AS CAUSAS DO MODERNISMO</span></h1>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">2.1) Causas morais: <u>Curiosidade</u> e <u>orgulho</u></span></h2>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A perversão do espírito é evidentemente a mais grave. Tal perversão tem duas causas principais, a curiosidade sem regras &#8211; ou o amor das novidades &#8211; e o orgulho.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>O amor de novidades basta por si só para explicar toda a sorte de erros.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quanto ao orgulho, este se manifesta já na própria raiz do modernismo, quando pretende elevar-se para dominar o real e não estar mais submisso a ele. É certamente poderosa a razão humana, mas foi feita para ser submissa ao real. Quanto mais a inteligência conhece o real, mais se abre e se desabrocha. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O homem não deve dizer “penso, então o real é assim”, mas, “penso que o real é assim”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Por orgulho, esquecidos de si mesmos, pensam unicamente em reformar os outros, sem respeitarem nisto qualquer posição, nem mesmo a suprema autoridade. <strong>Para se chegar ao modernismo não há, com efeito, caminho mais direto do que o orgulho</strong>. Se algum leigo ou também algum sacerdote católico esquecer o preceito da vida cristã, que nos manda negarmos a nós mesmos para podermos seguir a Cristo, e se não afastar de seu coração o orgulho, ninguém mais do que ele se acha naturalmente disposto a abraçar o modernismo!</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma conseqüência concreta desta disposição errada e perversa é a recusa da autoridade que representa o real, o que é. Daí surge inevitavelmente o velho conflito entre liberdade e autoridade. E daí também as fortes recomendações e ordens do Papa São Pio X: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Seja portanto, Veneráveis Irmãos, o vosso primeiro dever resistir a esses homens soberbos, ocupá-los nos misteres mais humildes e obscuros, a fim de serem tanto mais deprimidos quanto mais se enaltecem, e, postos na ínfima plana, tenham menor campo a prejudicar. Além disto, por vós mesmos ou pelos reitores dos seminários, procurai com cuidado conhecer os jovens que se apresentam candidatos às fileiras do clero; e se algum deles for de natural orgulhoso, riscai-o resolutamente do número dos ordinandos. Neste ponto, quisera Deus que se tivesse sempre agido com a vigilância e fortaleza que era mister!</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O orgulho de um modernista &#8211; Um exemplo histórico</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>&#8220;Teólogo&#8221; do Concílio Vaticano II, o padre Yves Congar reconhece que a liberdade religiosa não existe mas prefere inventá-la falsamente! </em></strong> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Eu contribuí aos últimos parágrafos da declaração Dignitatis Humanae (Vaticano II – Declaração sobre a liberdade religiosa) – os quais menos me satisfazem. <u>Tratava-se de mostrar que o tema da liberdade religiosa já aparecia nas Escritura</u>. <strong><u>Ora, não aparece aí</u></strong>. <strong><u>Então</u></strong>, eu trabalhei com dois biblistas, um jesuíta, o Padre Lyonnet, e um dominicano, o Padre Bento, da Escola Bíblica de Jerusalém. Nós nos esforçamos em mostrar como Jesus mesmo não tinha sido violento” </em>(Padre Yves Congar, OP, co-fundador em 1965 da revista modernista <em>Concilium,</em> <em>apud “</em>À direita do Pai”, 1994)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pela curiosidade e o orgulho a inteligência está descontrolada e quer saber tudo por si mesma. Há, então, no fundamento do modernismo, uma verdadeira disposição habitual de má vontade, mais ou menos consciente ou voluntária, muito difícil de corrigir.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>2.2) Causa intelectual: <u>a ignorância</u></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A aliança de uma falsa filosofia com a fé produz todo um sistema falso. Esse sistema encontra três grandes obstáculos que os modernistas intentam desprezar, silenciar ou corromper.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Três obstáculos incomodam sobremaneira os modernistas:</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">A filosofia escolástica e o “<em>método escolástico de raciocinar</em>”</span></li>
<li><span style="color: #000000;">A autoridade dos Padres com a Tradição</span></li>
<li><span style="color: #000000;">O magistério eclesiástico</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Saibamos observar como os modernistas usando os Padres da Igreja têm habitualmente o objetivo de opô-los explicitamente ou implicitamente aos santos teólogos escolásticos (cujo mestre e doutor comum é santo Tomás de Aquino). Costumam citar os primeiros para fazer pensar que os outros são secos e frios, sem contato direto com o “vivido”. Explicaremos esta impressão quando falarmos dos remédios para modernismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também usarão os escritos dos Santos Padres, sem a luz da Igreja para compreendê-los corretamente. Porém, são precisamente os esclarecimentos dos escolásticos, dos tomistas, que permitem saborear com prudência e com bons frutos esses escritos influenciados pela filosofia outrora dominante, o platonismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E não esqueçamos que os modernistas têm uma visão extremamente falsa da Tradição, reduzida a uma comunicação da experiência religiosa. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>São também muito astuciosos em desvirtuar a natureza e a eficácia da Tradição, a fim de privá-la de todo o peso e autoridade. Porém, nós, os católicos, teremos sempre do nosso lado a autoridade do segundo Concílio de Nicéia, que condenou «aqueles que ousam&#8230;, à maneira de perversos hereges, desprezar as tradições eclesiásticas e imaginar qualquer novidade&#8230; ou pensar maliciosa e astutamente em destruir o que quer que seja das legítimas tradições da Igreja católica».</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vemos assim que o magistério tradicional incomoda e bloqueia as afirmações e conclusões dos modernistas. “<em>Põem, finalmente, todo o empenho em diminuir e enfraquecer o magistério eclesiástico, ora deturpando-lhe sacrilegamente a origem, a natureza, os direitos, ora repetindo livremente contra ele as calúnias dos inimigos.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E, apesar da noção distorcida que têm do magistério, quando séculos de ensino e escritos da hierarquia eclesiástica condenam e contradizem o que pensam, escrevem e pregam, não encontram outro remédio senão recorrer a “lei do silêncio”. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Em vista disto, Veneráveis Irmãos, não é para admirar que os católicos, denodados defensores da Igreja, sejam alvo do ódio mais desapoderado dos modernistas. Não há injúria que lhes não atirem em rosto; mas de preferência os chamam ignorantes e obstinados. Se a erudição e o acerto de quem os refuta os atemoriza, procuram descartá-lo, recorrendo ao silêncio.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>2.3) Mais duas notas e causas do modernismo!</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Os que têm costume de <em>escrever com demais liberdade</em> ou precipitação.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal costume resulta de uma falta de rigor e de trabalho. O leigo ou o clero que atua assim vai deixando mais facilmente de lado os princípios e procura naturalmente fazer “algo novo”, diferente, para ser lido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Lamentamos esses muitos que, embora não se tenham adiantado tanto, tendo contudo respirado esse ar infeccionado, já pensam, falam e escrevem com tal liberdade, que em católicos não assenta bem. Vemo-los entre os leigos; vemo-los entre os sacerdotes; e, quem o diria? Vemo-los até no seio das famílias religiosas</em>.”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>O mau espírito</em> que anima os modernistas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é o aspecto mais visível, mas é gravíssimo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Podem estar eles na persuasão de fazerem coisa agradável a Deus e à Igreja; na realidade, porém, ofendem gravemente a Deus e à Igreja, se não com suas obras, de certo com o espírito que os anima e com o auxílio que prestam ao atrevimento dos modernistas.</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vemos neste caso que é a prática que vai revelar claramente ou desmascarar os modernistas. Os católicos devem preservar-se e proteger-se deste mau espírito. Devem conhecer e aprender a reconhecer os bons livros, lê-los e voltar também a lê-los de vez em quando para lembrar os grandes princípios e esclarecer as idéias pervertidas pelas máximas do mundo. </span></p>
<h1 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">3) OS REMÉDIOS</span></h1>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após uma detalhada analise do sistema modernista e de suas causas, São Pio X não deixa a Igreja sem esperança e grandes remédios. O Bom Pastor denuncia os erros e sara as almas. Não foge diante do modernismo e de seus falsos ensinos como o mercenário diante do lobo. Não ensina tampouco que o lobo é um amigo! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos remédios que resumimos aqui, podemos também reconhecer ainda que quem lê São Pio X, seja modernista ou católico, não precisa de uma segunda leitura ‘<em>com a lupa</em>’ para entender ou interpretar o que está afirmado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3.1) A filosofia escolástica</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> “<em>No que se refere aos estudos, queremos em primeiro lugar e mandamos terminantemente, que a filosofia escolástica seja tomada por base dos estudos sacros</em>” (&#8230;) “<em>O que importa saber, antes de tudo, é que a filosofia escolástica, que mandamos adotar, é principalmente a de Santo Tomás de Aquino; a cujo respeito queremos fique em pleno vigor tudo o que foi determinado pelo Nosso Predecessor e, se há mister, renovamos, confirmamos e mandamos severamente sejam por todos observadas aquelas disposições. Se isto tiver sido descuidado nos seminários, insistam e exijam os Bispos que para o futuro se observe. Tornamos extensiva a mesma ordem aos Superiores das Ordens religiosas. E todos aqueles que ensinam fiquem cientes de que não será sem graves prejuízos que especialmente em matérias metafísicas, se afastarão de Santo Tomás. Fundamentada assim a filosofia, sobre ela se erga com a maior diligência o edifício teológico</em>.”, Pascendi<em>.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A teologia escolástica dogmática estuda a Verdade, Deus, sem fazer considerações históricas. É o trabalho e os raciocínios da inteligência iluminada pelos dados da Fé. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A teologia chamada “positiva” estuda também Deus, mas a partir dos escritos históricos e suas circunstâncias. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As tentativas modernistas quanto à teologia positiva consistem em exagerar a sua faceta viva. A história conta fatos vividos. Logo, dizem que a teologia positiva estuda a Fé vivida. Daí, para os modernistas, será muito fácil dar mais um passo dizendo que a fé fundada e verdadeira é só uma fé vivida e legitimar o falso princípio da necessária evolução desta fé. E inevitavelmente chegam assim a relativizar a Verdade! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outra conseqüência imediata desse desvio será a repugnância com relação à escolástica, acusada implicitamente de estudar uma fé morta!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma aplicação concreta desta atitude modernista foi o caso dos catecismos! Os catecismos seguindo o método tradicional, com boa doutrina (!!!) e com perguntas e respostas, método aconselhadíssimo e usado por São Pio X, desapareceram nos anos sessenta após o concílio Vaticano II. Considerados secos e inaptos, foram substituídos por outros com desenhos (muitos deles horríveis) e textos teoricamente mais vivos e bem adaptados à juventude! O resultado é hoje visível&#8230; um imenso vazio onde entraram facilmente abundantes seitas de qualquer espécie.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Terminemos então este parágrafo lembrando que o papel da teologia positiva é de ajudar e confirmar a teologia dogmática, e não de incitar o teólogo ou os leigos a criticar ou desprezar a escolástica.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3.2) A exclusão dos modernistas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Papa São Pio X reclama uma grande vigilância: “<em>Todo aquele que tiver tendências modernistas, seja ele quem for, deve ser afastado quer dos cargos quer do magistério; e se já tiver de posse, cumpre ser removido. Faça-se o mesmo com aqueles que, às ocultas ou às claras, favorecerem o modernismo, louvando os modernistas, ou atenuando-lhes a culpa, ou criticando a escolástica, os Santos Padres, o magistério eclesiástico, ou negando obediência a quem quer que se ache em exercício do poder eclesiástico</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>Não deve ser menor a vossa vigilância e severidade na escolha daqueles que devem ser admitidos ao Sacerdócio. Longe, muito longe do clero esteja o amor às novidades; Deus não vê com bons olhos os ânimos soberbos e rebeldes! — A ninguém doravante se conceda a láurea da teologia ou direito canônico, se primeiro não tiver feito todo o curso de filosofia escolástica</em>”, Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3.3) As publicações autorizadas ou proibidas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como diz São Pio X, o modernista reformador reclama que : « <em>Também devem ser transformadas as Congregações romanas, e antes de todas, as do Santo Ofício e do Índice. »,</em> Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Porém, São Pio X é Papa e portanto rege, ensina e santifica. Conseqüentemente, decide proteger os sacerdotes e os fiéis instituindo, além do ‘Índice’ instaurado pelo Concílio de Trento, a ‘<em>imprimatur</em>’. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Acresce também saber que, assim como todo e qualquer alimento não serve igualmente para todos, da mesma sorte um livro que pode ser inocente num lugar, já noutro, por certas circunstâncias, pode tornar-se nocivo.”, </em>Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“No entanto não basta impedir a leitura ou a venda de livros maus; cumpre, outrossim, impedir-lhes a impressão. Usem pois, os Bispos a maior severidade em conceder licença para impressão. — E visto como é grande o número de livros que, segundo a Constituição Officiorum, hão mister da autorização do Ordinário, é costume em certas dioceses designar, em número conveniente, Censores, por ofício, para o exame dos manuscritos. Louvamos com efusão de ânimo essa instituição de censura; e não só exortamos, mas mandamos que se estenda a todas as dioceses. Haja, portanto, em todas as Cúrias episcopais censores para a revisão dos escritos em via de publicação”, </em>Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>O Censor dará o seu parecer por escrito. Se for favorável, o Bispo permitirá a impressão com a palavra ‘Imprimatur’, que deverá ser precedida do ‘Nihil obstat’ e do nome do Censor.”,</em> Pascendi.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>CONCLUSÃO do Papa São Pio X</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>“Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis. Por certo os inimigos da Igreja hão de valer-se disto, para de novo repisarem a velha acusação, com que procuram fazer-Nos passar por inimigos da ciência e dos progressos da civilização”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“(&#8230;) <em>Queira Deus secundar os Nossos desígnios, e auxiliarem-nos todos quantos têm verdadeiro amor à Igreja de Jesus Cristo. – Entretanto, Veneráveis Irmãos, para vós, em cuja obra e zelo tanto confiamos, pedimos de coração a plenitude das luzes celestiais, afim de que, nesta época de tão grande perigo para as almas, devido aos erros que de toda parte se infiltram, descortineis o que deveis fazer e o executeis com todo o ardor e fortaleza. Que vos assista com seu poder Jesus Cristo, autor e consumidor da fé; que vos assista com o seu socorro a Virgem Imaculada, destruidora de todas as heresias. E Nós, como penhor da Nossa afeição e como arras das divinas consolações no meio de vossos trabalhos, de coração vos damos a vós, ao vosso clero, e ao vosso povo a Benção Apostólica. </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Dado em Roma, junto a São Pedro, no dia 8 de setembro de 1907, no quinto ano do Nosso Pontificado. PIO X, PAPA.”</em></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pelo Pe. Joël Danjou, FSSPX(*)</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">(*) Hoje o Pe. Danjou não se encontra mais na FSSPX</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/a-pascendi-explicada-luzes-da-enciclica-para-os-catolicos-de-hoje/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>OS NÚMEROS DAS SAGRAÇÕES EM ÉCÔNE</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/os-numeros-das-sagracoes-em-econe/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/os-numeros-das-sagracoes-em-econe/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:32:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35508</guid>
		<description><![CDATA[Milhares de fiéis em Écône: os números das sagrações episcopais No dia 1º de julho de 2026, as sagrações episcopais em Ecône reuniu uma multidão de cerca de 65 paises dos cinco continentes. Participantes TOTAL: 16.639 CLERO E RELIGIOSOS: 1.422 &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/os-numeros-das-sagracoes-em-econe/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<header class="l-site-header lg-row">
<div class="l-site-header_top lc-ss-se lg-row--site-inner">
<div class="l-site-header__mobile lc-ss-se">
<div id="block-custom-branding" class="block branding" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Milhares de fiéis em Écône: os números das sagrações episcopais</strong></span></div>
</div>
</div>
</header>
<article class="node node--type-ct-newsitem node--view-mode-full">
<div class="paragraph paragraph--type--p-masthead content-image lg-row content-image--with-margin">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<figure class="content-image__image"><source srcset="/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.webp?itok=vR9gjzJi 1x" type="image/webp" media="(min-width: 992px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/content_image_16_9_tablet/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.webp?itok=om-CzxUl 1x" type="image/webp" media="(min-width: 768px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/content_image_16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.webp?itok=VpvdLv3z 1x" type="image/webp" media="(min-width: 480px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.webp?itok=ZbxxTvq6 1x" type="image/webp" /><source srcset="/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.jpg?itok=vR9gjzJi 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 992px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/content_image_16_9_tablet/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.jpg?itok=om-CzxUl 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 768px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/content_image_16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.jpg?itok=VpvdLv3z 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 480px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.jpg?itok=ZbxxTvq6 1x" type="image/jpeg" /><span style="color: #000000;"><img class="aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/sacres_statistiques.png.jpg?itok=vR9gjzJi" alt="" width="1920" height="1080" /></span></figure>
</div>
</div>
<div class="lg-row">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<div class="intro-text intro-text--bold">
<p style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto"><span style="color: #000000;">No dia</span> 1º de julho de 2026, as sagrações episcopais em Ecône reuniu uma multidão de cerca de 65 paises dos cinco continentes.</span></span></p>
</div>
</div>
</div>
<div class="paragraph paragraph--type--p-content-text js-content content-text lg-row" style="text-align: justify;">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<h2 style="text-align: center;"><span dir="auto" style="color: #000000;"><span dir="auto">Participantes</span></span></h2>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span dir="auto"><span dir="auto">TOTAL: 16.639</span></span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span dir="auto"><span dir="auto">CLERO E RELIGIOSOS: 1.422</span></span></strong></span></p>
<ul>
<li><span dir="auto"><span dir="auto">Bispos: 6</span></span></li>
<li><span dir="auto"><span dir="auto">Sacerdotes: 552 (506 da FSSPX, 46 amigos das mais diversas Ordens, incluindo orientais)</span></span></li>
<li><span dir="auto"><span dir="auto">Irmãos: 141 (103 da FSSPX, 38 amigos)</span></span></li>
<li><span dir="auto"><span dir="auto">Seminaristas: 248</span></span></li>
<li><span dir="auto"><span dir="auto">Religiosas: 475 (166 Irmãs da FSSPX, 63 Oblatas da FSSPX, 246 religiosas amigas das mais diversas Ordens)</span></span></li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span dir="auto"><span dir="auto">FIÉIS: 15.217</span></span></strong></span></p>
</div>
</div>
<div class="paragraph paragraph--type--p-content-text js-content content-text lg-row" style="text-align: justify;">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<h2><span dir="auto"><span dir="auto">Nacionalidades</span></span></h2>
<p><span dir="auto"><span dir="auto">Mais </span></span><strong><span dir="auto"><span dir="auto">de 65 nacionalidades</span></span></strong><span dir="auto"><span dir="auto"> estiveram representadas no dia das sagrações.</span></span></p>
</div>
</div>
<div class="paragraph paragraph--type--p-content-image content-image lg-row" style="text-align: justify;">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<figure class="content-image__image"><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_desktop_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.webp?itok=UsAWf7Xb 1x" type="image/webp" media="(min-width: 992px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.webp?itok=ESmGupj8 1x" type="image/webp" media="(min-width: 768px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_tablet/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.webp?itok=ZqWgNdcP 1x" type="image/webp" media="(min-width: 480px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.webp?itok=pRVUyo6N 1x" type="image/webp" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_desktop_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.jpg?itok=UsAWf7Xb 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 992px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.jpg?itok=ESmGupj8 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 768px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_tablet/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.jpg?itok=ZqWgNdcP 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 480px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.jpg?itok=pRVUyo6N 1x" type="image/jpeg" /><img src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/stats_sacres_2026_nation.png.jpg?itok=pRVUyo6N" alt="" width="480" height="270" /></figure>
<p style="text-align: center;"><em><span dir="auto"><span dir="auto">Nacionalidades dos participantes.</span></span></em></p>
</div>
</div>
<div class="paragraph paragraph--type--p-content-text js-content content-text lg-row" style="text-align: justify;">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<h2 style="text-align: center;"><span dir="auto"><span dir="auto">Clero e religiosos</span></span></h2>
<p><span dir="auto"><span dir="auto">As sagrações episcopais de 1 de julho de 2026 reuniram em Écône uma representação particularmente grande da Fraternidade São Pio X e das comunidades religiosas a ela ligadas.</span></span></p>
</div>
</div>
<div class="paragraph paragraph--type--p-content-image content-image lg-row" style="text-align: justify;">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<figure class="content-image__image"><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_desktop_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.webp?itok=bpVcD3GO 1x" type="image/webp" media="(min-width: 992px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.webp?itok=S6hkmT_y 1x" type="image/webp" media="(min-width: 768px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_tablet/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.webp?itok=aeaZlNAV 1x" type="image/webp" media="(min-width: 480px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.webp?itok=tey1Z-vS 1x" type="image/webp" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_desktop_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.jpg?itok=bpVcD3GO 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 992px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.jpg?itok=S6hkmT_y 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 768px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_tablet/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.jpg?itok=aeaZlNAV 1x" type="image/jpeg" media="(min-width: 480px)" /><source srcset="/sites/default/files/styles/16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.jpg?itok=tey1Z-vS 1x" type="image/jpeg" /><img src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/16_9_mobile_large/public/fsspxactualites/fsspxnews/clerge_religieux.png.jpg?itok=tey1Z-vS" alt="" width="480" height="270" /></figure>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><em><span dir="auto"><span dir="auto">Clérigos e figuras religiosas estavam presentes.</span></span></em></span></p>
</div>
</div>
<div class="paragraph paragraph--type--p-content-text js-content content-text lg-row">
<div class="lc-ss-se lc-cs-ce--tablet">
<h2 style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Voluntários</span></span></h2>
<p style="text-align: justify;"><strong><span dir="auto"><span dir="auto">550</span></span></strong><span dir="auto"><span dir="auto"> voluntários dedicados, sem os quais nada teria sido possível, trabalharam em diversos departamentos:</span></span></p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Posto geral de coordenação e comando</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Segurança pessoal</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Serviços médicos e de resgate</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Trânsito, acesso e estacionamento</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Recepção e orientação</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Gestão de posicionamento e fluxo</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Supervisão de cerimônias e procissões</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Logística e administração</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Montagem e instalações</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Eletricidade e equipamentos técnicos</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Som e vídeo</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Decoração floral e sacristia</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Alojamento</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Transporte e traslados</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Restauração e distribuição de água</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Comunicação e recepção de mídia</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Informações e anúncios públicos</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Gestão de voluntários</span></span></li>
<li style="text-align: justify;"><span dir="auto"><span dir="auto">Limpeza e restauração do local</span></span></li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;">*************************************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>ACESSE NOSSO “<em>ESPECIAL DOS ESPECIAIS</em>” COM OS MAIS DIVERSOS ESTUDOS SOBRE SAGRAÇÕES, OBEDIÊNCIA, CISMA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, ECCLESIA DEI, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI</a></span>.</strong></span></p>
</div>
</div>
</article>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/os-numeros-das-sagracoes-em-econe/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A NOVA TEOLOGIA – PELO PE. GARRIGOU-LAGRANGE – PARTE 3/3</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-33/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-33/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 15:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Garrigou Lagrange]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35431</guid>
		<description><![CDATA[ Fonte: Permanencia Leia a parte 1 clicando aqui. Leia a parte 2 clicando aqui. O primeiro artigo do Pe. Garrigou-Lagrange provocou uma resposta mais ou menos irritada, segundo se pode deduzir do segundo com que o ilustre dominicano respondeu às objeções suscitadas pelo &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-33/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://m.media-amazon.com/images/I/71po7DlpBHL.jpg" alt="Amazon.com.br: Réginald Garrigou-Lagrange: livros, biografia, última  atualização" width="238" height="336" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"> <strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/index.php/paginas/detalhar/522">Permanencia</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Leia a parte 1 <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-13/">clicando aqui.</a></span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Leia a parte 2 <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-23/">clicando aqui.</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O primeiro artigo do Pe. Garrigou-Lagrange provocou uma resposta mais ou menos irritada, segundo se pode deduzir do segundo com que o ilustre dominicano respondeu às objeções suscitadas pelo precedente. Esta irritação, em boa parte, procede do fato de ter o Pe. Garrigou-Lagrange sublinhado a inclinação pronunciada da nova teologia para a heresia, se é que não constitui ela mesma uma heresia pura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nada mais agasta, ao que parece, aos novos teólogos do que esta pecha de heretizantes. Não obstante, deixando o juízo definitivo à Santa Sé, e, quanto à consciência, a Deus Nosso Senhor, notamos uma semelhança não pequena entre eles e aqueles que, no decurso da história, tentaram dilacerar a túnica inconsútil de Jesus Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Seu modo de proceder dispersivo, sem uma exposição sistemática, como idéias que surgem espalhadas em diversos lugares e diversos autores, lembra os Modernistas, dos quais notara Pio X, de santa memória, na grande encíclica Pascendi: “os Modernistas, com astuciosíssimo engano, costumam apresentar suas doutrinas, não coordenadas e juntas como num todo, mas dispersas, e como separadas umas das outras, a fim de serem tidos por duvidosos e incertos, ao passo que de fato estão firmes e constantes” [fn]É interessante observar uma identidade de pensamento e método entre os novos teólogos e os que escritores, como Jules Romains, atribuem a certas sociedades secretas: “Je vous dit, reprit Lengnau (o mestre que iniciava o estudante nos segredos da Loja): même sur le plan mystique. J’insiste: <em>l’Unité en question va plus loin</em> que l’organisation politique, matérielle, même rationelle du genre humain&#8230; elle la depasse, <em>la transcende</em>, et du même coup la traîne derrière elle comme un pêcheur traîne son filet&#8230; Une foule d’idées traversait précipitamment l’espirit de Jerphanion. Il pensait à Auguste Comte, et au Grand Etre, à tel passage de Hegel, à telle effusion de Renan, à certains hymnes mystérieux de Hugo&#8230; “Il a raison de dire que<em>quelque chose rejoint ces hommes-lá</em>. Um certain même avènement a été désiré, annoncé par eux, par d’autres encore. <em>Il y a une tradition de prophéties</em>&#8230;” (<em>Recherche d’une Eglise</em>, Flammarion, Paris, pp. 298/9.). — Os grifos são nossos.[/fn].</span><span id="more-35431"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O expediente de não saírem com publicações impressas e lançadas ao grande público, especialmente quando expõem seu pensamento de modo mais coordenado; mas de se utilizarem de folhetos datilografados ou mimeografados, que se espalham clandestinamente, também não é novo. Ario, o grande heresiarca do século IV, agia de maneira semelhante com suas palestras particulares em reuniões de família.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Irritam-se os novos teólogos, quando se diz que eles se encaminham “pelas veredas do ceticismo, da fantasia e da heresia” (pág. 134), ou então acusam de falta de probidade citar escritos não publicados, mas espalhados clandestinamente entre o clero (pág. 13).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É maneira usual dos heresiarcas. Queixaram-se os Modernistas de Pio X, os Baianistas de S. Pio V, e a história registra atitudes parecidas em outros chefes das grandes apostasias. Sempre quiseram ser tidos como católicos probos e íntegros, professando, porém, um Credo diferente e oposto ao revelado. Quanto à falta de probidade assacada contra o Pe. Garrigou-Lagrange, nenhuma resposta melhor do que a do exímio teólogo: “Se há falta de probidade, é ela daquele que denuncia o escândalo, ou daquele que o provoca?” (Pág. 13).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Deu sempre bom resultado assumir a pessoa, contra a qual se levanta uma suspeita qualquer, o papel de vítima, e voltar as acusações contra os acusadores. Quem quer que conheça rudimentos de História Eclesiástica, sabe as perseguições que S. Atanásio deveu às intrigas de Ario, e a maneira azeda com que Nestório invectivava a S. Cirilo de Alexandria. Hoje clamam os novos teólogos, ao serem apontados como heretizantes: Há nisso falta de caridade, e arrogância de direitos que só competem à Igreja; porquanto ninguém tem direito de julgar ao próximo, nem pode prevenir o juízo da Santa Igreja censurando qualquer opinião nova como heretizante. (Cfr. pág. 13).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Realmente há falta de caridade, quando uma pessoa percebe o mal iminente a que está seu irmão exposto, e não corre a socorrê-lo. Precisamente o que fazem aqueles que denunciam uma corrupção ardilosa que ameaça a integridade da fé nos indivíduos mais simples. Como também há falta de caridade, quando uma pessoa desconhece as diretrizes da Santa Igreja, e, sem procurar conhecê-las, temerariamente difunde orientações que conduzem à heresia. Nestes termos é fácil de ver-se onde há verdadeira caridade, onde ausência dela.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também não há nenhuma violação dos direitos da Igreja. Responde muito bem o Pe. Garrigou-Lagrange: “Não é interdito a um teólogo dizer que tal posição nova conduz, segundo sua opinião, à heresia, e mesmo que ela lhe parece herética. Ele diz do ponto de vista da ciência teológica, e suas deduções, sem falar <em>auctoritative</em>, como faria um juiz em um tribunal eclesiástico”. (Pág. 13).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa distinção que aí está, muito bem formulada por um dos maiores teólogos contemporâneos, é de senso comum. Quando a Igreja define uma posição, estabelece um princípio, ou proscreve uma doutrina, ela não tem intenção de impedir que seus filhos tomem a sério sua palavra, e, pois, se sirvam dela como critério para discernir, por meio das doutrinas conhecidas, as futuras que possam surgir e a elas se oponham. Também é de senso comum. Se, p. ex., a Igreja diz que é de fé que Jesus Cristo é uma pessoa distinta do mundo, um indivíduo que não se pode confundir com os outros seres criados, ao mesmo tempo condena como heresia toda opinião que se opõe a esta verdade. Se, portanto, aparece uma teoria que nos venha dizer que Jesus Cristo é o “centro do mundo cósmico”, e diga que só assim satisfaz às “tendências panteístas” de seu íntimo, não será a Igreja que irá censurar aqueles que denunciam como heretizante o desvio doutrinário da nova corrente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta maneira de agir, aliás, obedece a uma norma que dava S. João na sua 1ª epístola, cap. 4. Recomenda aí o apóstolo aos fiéis que, antes de aceitarem uma doutrina, a comparem com a anteriormente recebida dos apóstolos e da Igreja, a fim de verificar se é certa: “Caríssimos, não creiais a todo o espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus”. A razão é “porque se levantaram muitos profetas no mundo”, como, aliás, em todos os tempos, segundo a profecia de S.Paulo, “<em>oportet hæreses esse</em>”. Como hão de examinar os fiéis os novos espíritos? Mediante comparação com a doutrina pregada pela Igreja. “Eis como se conhece o espírito que é de Deus: todo o espírito que confirmar que Jesus Cristo veio em carne é de Deus, e todo o espírito que divide a Jesus não é de Deus”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis, pois, os fiéis não somente autorizados, mas exortados a não darem ouvidos às novidades, mas a “prová-las”, antes de aceitá-las, por meio de uma acareação com a doutrina da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta prudência não é ociosa pretensão. Nas epístolas de S. Paulo são freqüentes as exortações aos fiéis que fujam aos falsos doutores, e é bem conhecida a advertência aos Gálatas: “Se alguém vos anunciar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja anátema” (1, 9). Comenta o Ambrosiaster estas exortações de S. Paulo, dizendo que o perigo apresentado pelos falsos doutores consiste no fato que “costumam falaciosamente, como por imitação, dizer coisas boas, e, entre estas, misturar coisas más, para que, mediante as coisas boas que se aceitam, também passem as que são más; e como ambas procedem de uma mesma pessoa, não se podem discernir umas das outras, e assim, pelo que é legítimo, se recomenda o que é reprovável”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não se diga, portanto, que a Igreja reprova esta prudência dos fiéis. O que a Igreja não quer é que se julguem as intenções. Escrevendo contra os Modernistas, cuja astuciosa falácia verberava com muita firmeza, Pio X abstém-se de pronunciar-se sobre as intenções: “postas de lado as intenções de que só Deus é juiz”. As intenções é que pertence a Deus julgá-las. Neste terreno, não podemos ir além das suspeitas, atendendo à maneira usual de agir dos homens. Formar juízo definitivo somente Deus pode fazer.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que não impede aos bons denunciar o mal “objetivo” constituído pela doutrina errônea; e assim, caridosamente, armar os espíritos incautos contra qualquer emboscada traiçoeira.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ás vezes, apela-se para Bento XV, na Constituição <em>Sollicita ac provida</em>, de 9 de julho de 1753, onde o Papa, fixando as providências a respeito da proibição de livros, recomenda que sejam eles lidos com atenção, por inteiro, pois pode acontecer que “o que é obscuro em um trecho seja dito de modo mais claro em outro”. É real. Mas o Papa não diz que se aprovem livros, onde haja erros claramente expostos, ainda que nos mesmos se digam coisas certas e dignas de aplausos. É mesmo assim que se entende a proibição “<em>donec corrigatur</em>”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há certos espíritos que acreditam que as heresias começam fora da Igreja, em luta franca contra a verdade e a revelação. Puro engano. Não seriam heresias. Corroborando a observação do Ambrosiaster leia-se esta página de Sarda y Salvany, publicista espanhol do século passado:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“As heresias que estudamos hoje, no dilatado curso dos séculos que medeiam entre a vinda de Jesus Cristo e os tempos em que vivemos, apresentam-se-nos, à primeira vista, como pontos clara e definidamente circunscritos a seu respectivo período histórico, podendo-se, segundo parece, demarcar como a compasso o ponto onde começam e onde terminam, isto é, a linha geométrica que separa estes pontos negros do restante do campo iluminado em que se ostentam. Porém, esta apreciação, se bem advertimos, não passa de uma ilusão da distância. Um estudo mais detido, que com a lente de uma boa crítica nos acerque daquelas épocas, e ponha em verdadeiro contacto intelectual com elas, nos permitirá observar que nunca em alguns desses períodos históricos aparecem assaz geometricamente definidos os limites que separam o erro da verdade — não na realidade dela, porque esta, claramente formulada, a dá a definição da Igreja, mas na sua apreensão e profissão externa, isto é, no modo por que a respectiva geração se houve para negá-la ou professá-la com mais ou menos franqueza. O erro na sociedade é como uma feia nódoa numa tela de primoroso tecido. Vê-se claramente, mas custa precisar-lhe os limites; são vagas suas fronteiras como os crepúsculos que separam o dia que finda, da noite que se avizinha, e por sua vez, a noite que passa, do dia que renasce. Precedem o erro, que é negra sombra, seguem-no e rodeiam-no umas como vagas penumbras, que podem tomar-se às vezes pela mesma sombra, iluminada todavia por um outro reflexo de luz moribunda; ou pela mesma luz, empanada e obscurecida já pelas primeiras sombras. Assim, todo o erro claramente formulado na sociedade cristã teve em volta de si outra como atmosfera do mesmo erro, porém menos denso e mais tênue e moderado[fn]<em>El liberalismo es pecado</em>, cap. VIII. In “Propaganda Católica”, t. VI, pp. 30 ss. Barcelona, 1887).[/fn]”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O pior mal não causam propriamente os hereges, e sim os semi-hereges. Aqueles são lançados fora da Igreja, como membros deteriorados que se amputam. Estes persistem em permanecer dentro da Igreja e aí constituem “atmosfera do mesmo erro”, ou seja um ambiente constante a tentar os fiéis que atenuem sua fé e se aproximem do falso. Maior mal causou à Igreja o Semi-arianismo que o Arianismo; o Semi-pelagianismo que o Pelagianismo, e hoje não é tanto o Protestantismo que nos preocupa como o Jansenismo, o semi-protestantismo que reponta no Silonismo, no Americanismo, e em todas as correntes liberais. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Também não se creia que passou o tempo das heresias. O “<em>oportet hæreses esse</em>” de S. Paulo é de todos os tempos. Por isso, merecem louvores especiais aqueles que, como o Pe. Garrigou-Lagrange, ou o Pe. Sarda y Salvany, se põem a estacada, expondo-se às iras mal dissimuladas dos inovadores[fn]Sardá y Salvany foi mesmo acusado perante a Santa Sé, o que lhe valeu uma preciosa aprovação especial da Sagrada Congregação do Índice em 10 de Janeiro de 1887.[/fn], para alertar os incautos contra aqueles infelizes que tomaram a si a tarefa inglória de realizar a profecia do Apóstolo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Terminemos com duas observações de Belloc[fn]<em>The Great Heresies</em>, trad. Esp. De “La Espiga de Oro”, Buenos Aires, 1943, pags. 15-18.[/fn] que mostram a importância e atualidade que tem na Igreja o papel desempenhado pelos apologetas. Não é apenas — se é isto que se pode chamar “apenas” — a manifestação viva de seu amor por Jesus Cristo, que não sofre uma deturpação de sua doutrina. Não é apenas uma atitude intelectual restrita a uma parte da Economia da graça, o Dogma; — diriam a menos importante, tal o conceito superior que geralmente têm da Moral aqueles que separam estes dois campos. Não. A heresia, como o dogma, interessa a vida inteira do indivíduo. O homem realiza sua idéia, e conforme seu pensamento, assim será toda a estrutura de sua atividade. O que quer dizer que tanto o dogma, como a heresia podem determinar uma civilização, ou uma espiritualidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Se recordamos o simples fato de que um estado — adverte Belloc — uma comunidade humana, ou uma cultura geral tem que se inspirar em algum corpo de normas morais, e que não pode haver corpo de normas morais sem doutrina, e se conviermos em chamar religião a todo corpo consistente de normas morais e de doutrina, então a importância da heresia como tema será clara, porque heresia não significa senão “a proposição de novidades em religião mediante a exceção, do que fora a religião aceita, de um ou outro ponto, sua negação ou substituição por outra doutrina até então desconhecida”. Um exemplo: “Um homem que crê que o Arianismo é só questão de palavras, não adverte que o mundo ariano teria sido muito mais parecido ao mundo maometano, do que o veio a ser na realidade o mundo europeu. Esse homem está muito menos em contacto com a realidade do que Atanásio ao afirmar que a orientação doutrinária era de capital importância. Esse Concílio de Paris que inclinou a balança em favor da tradição trinitária teve tanto efeito como uma batalha decisiva, e não compreendê-lo é ser um pobre historiador’.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Outra observação de Belloc refere-se à atualidade da heresia. “Vivemos hoje, diz o publicista inglês, sob um regime de heresia, que só se distingue dos períodos anteriores, porque o espírito herético se generalizou e se apresenta em variadas formas”. O espírito herético é bem o que caracterizamos como a semi-heresia, que não é uma apostasia declarada, mas uma deturpação da mentalidade católica num sentido heretizante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apresentando sua obra sobre as Grandes Heresias, termina Belloc com esta advertência, que cremos confirmada pelo que verificamos através dos artigos do Pe. Garrigou-Lagrange. Com ela encerremos estas notas, que, parece-nos, tem nela sua explicação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Como se verá, falo do “ataque moderno” porque, para falar de uma coisa, é mister dar-lhe um nome. Porém, a maré montante que ameaça cobrir-nos é tão difusa que cada um deve dar-lhe seu próprio nome: até hoje não possui nome comum. Isto acontecerá talvez, não porém antes que o conflito entre o moderno espírito anticristão e a permanente tradição da Fé se torne agudo, mediante a perseguição, o triunfo ou a derrota. Então quiçá se chame Anticristo”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Revista Eclesiástica Brasileira, vol. 7, fasc. 4, Dezembro de 1947.)</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-33/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>ASSISTA &#8220;TRADITIO, POR AMOR À IGREJA&#8221; &#8211; SÉRIE COMPLETA</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/assista-traditio-por-amor-a-igreja-serie-completa/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/assista-traditio-por-amor-a-igreja-serie-completa/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 13:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35276</guid>
		<description><![CDATA[TRADITIO – POR AMOR À IGREJA é uma série documental em três partes dedicada à vida e ao apostolado dos sacerdotes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em todo o mundo. Produzida ao longo de dois anos por dois jovens &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/assista-traditio-por-amor-a-igreja-serie-completa/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://infovaticana.com/wp-content/uploads/2026/06/ChatGPT-Image-3-jun-2026-13_48_36-1066x600.png" alt="A FSSPX lança «Traditio», uma série documental sobre seu apostolado no  mundo – INFOVATICANA" width="573" height="331" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">TRADITIO – POR AMOR À IGREJA é uma série documental em três partes dedicada à vida e ao apostolado dos sacerdotes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em todo o mundo. Produzida ao longo de dois anos por dois jovens estudantes da Suíça e da Alemanha em colaboração com a Casa Geral da FSSPX, a série totaliza mais de quatro horas de filmagem e constitui um dos projetos cinematográficos mais extensos e ambiciosos já realizados pela Fraternidade.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>CONHEÇA A FUNDO TODA A OBRA DA FSSPX, O SIGNIFICADO DA TRADIÇÃO E O VERDADEIRO TRABALHO DA IGREJA.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Legendas disponíveis em francês, inglês, alemão, espanhol, italiano, português, polonês e holandês. Clique em ⚙️ e depois em «Legendas» para escolher o seu idioma.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=V9UQYkXffG0">PARTE 1 – TORNAR-SE SACERDOTE – UMA OBRA DE FÉ</a></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=8038DkjW-2M">PARTE 2 – MISSIONÁRIOS CATÓLICOS AO REDOR DO MUNDO – UMA OBRA DE ESPERANÇA</a></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=Yls1km5Z6-E"><strong>PARTE 3 – DAR A PRÓPRIA VIDA: UMA OBRA DE CARIDADE</strong></a></span></p>
<p style="text-align: center;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/assista-traditio-por-amor-a-igreja-serie-completa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A NOVA TEOLOGIA – PELO PE. GARRIGOU-LAGRANGE – PARTE 2/3</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-23/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-23/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 19 Jul 2026 16:12:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Garrigou Lagrange]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=35429</guid>
		<description><![CDATA[Fonte: Permanencia Leia a parte 1 clicando aqui. É natural que se investigue a causa desta nova teologia. Responde um bom juiz, diz o Pe. Garrigou-Lagrange, que ela procede da freqüência com os mestres do pensamento moderno. “Recolhemos os frutos da &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-23/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://m.media-amazon.com/images/I/71po7DlpBHL.jpg" alt="Amazon.com.br: Réginald Garrigou-Lagrange: livros, biografia, última  atualização" width="212" height="298" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/index.php/paginas/detalhar/522">Permanencia</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Leia a parte 1 <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-13/">clicando aqui.</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É natural que se investigue a causa desta nova teologia. Responde um bom juiz, diz o Pe. Garrigou-Lagrange, que ela procede da freqüência com os mestres do pensamento moderno. “Recolhemos os frutos da freqüência, sem precauções, dos cursos universitários. Querem freqüentar os mestres do pensamento moderno para convertê-los, e deixam-se converter por eles. Aceitam, pouco a pouco, suas idéias, seus métodos, seu desdém pela escolástica, seu historicismo, seu idealismo e todos os seus erros”. (Pág. 142).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem achar que aí se encontra toda a explicação, é certo que os novos teólogos almejam a independência dos filósofos modernos diante das decisões da Santa Sé. Aduz o Pe. Garrigou-Lagrange vários testemunhos desta atitude de rebeldia, envolta no menosprezo mais ou menos voltaireano do que é tradicional e venerável, quase diríamos sagrado nas escolas católicas: a filosofia de S. Tomás.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vimos acima como a definição clássica da verdade não agradou aos novos que a reputam “quimérica e abstrata”. Em outro passo, louva-se um “feliz adormecimento que protege o tomismo canonizado, e também, como dizia Péguy, enterrado, enquanto vivem os pensamentos votados, em seu nome, à contradição”. (Gaston Fessards, S.J., em <em>Etudes </em>de Nov. 1945, pp. 269/70.) (Pág. 133).</span><span id="more-35429"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Às vezes, pretendem uma distinção entre S. Tomás e os tomistas, como se tivessem estes deturpado o pensamento do Angélico. Compreende-se. Atacar de frente a S. Tomás é por demais audacioso. Convém melhor apresenta-lo como se também ele, séculos atrás, partilhasse as mesmas idéias. É assim que o Pe. Lubac, a propósito da distinção entre Deus, autor da ordem natural, e Deus, autor da ordem sobrenatural, afirma jamais ter S. Tomás admitido semelhante distinção forjada mais tarde pelos tomistas[fn]<em> Surnaturel</em>, 1946, 254 (pág. 132).[/fn]. O Pe. Garrigou-Lagrange aduz vários lugares de S. Tomás em que S. Tomás diz de modo insofismável que “o fim para o qual as coisas criadas são ordenados por Deus, é duplo. Um, que excede a proporção e a faculdade da natureza criada&#8230; Outro, proporcionado à natureza criada” (1, q. 23, a 1). Aliás, não se admitindo esta distinção clássica entre a ordem natural e a sobrenatural é difícil explicar a doutrina católica, segundo a qual, não tem a natureza humana qualquer exigência de ordem sobrenatural, e, por sua vez, deverá tender, por sua natureza, a um fim que lhe seja proporcionado, ou seja um fim dentro da ordem natural. Parece-nos mesmo que, após a condenação de Baio, é difícil ao católico manter-se dentro da ortodoxia e não aceitar aquela distinção; certamente renunciará ao meio que teria em mãos para explanar o que aceita por definição da Igreja[fn] O livro do Pe. Lubac mereceu uma nota elogiosa de Jules Lebreton <em>(Recherches de Science Religieuses</em>, 1947, p. 77). É um livro mais de investigação histórica do que de exposição escolástica. Este mesmo fato deveria levá-lo a uma melhor observação de S. Tomás. Infelizmente é difícil a pessoa na exposição de doutrinas alheias não se deixar levar pelas idéias que admite. Na questão livre entre os teólogos católicos a respeito da aspiração da alma a um conhecimento imediato da Causa Primeira, que viria a ser um conhecimento intuitivo de Deus, e, em concreto, a visão facial, é o Pe. Lubac partidário da sentença afirmativa. Eis o que leva ao cochilo na apresentação do pensamento de S. Tomás. Qualquer que seja o valor da obra de Lubac, a observação do Pe. Garrigou-Lagrange é pertinente.[/fn].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Às vezes encontramos expressões ainda mais ousadas. Atingem declarações dos órgãos supremos de orientação na Igreja. Assim em <em>Etudes</em> (Abril de 1946), lê-se que o “neo-tomismo e as decisões da Comissão Bíblica são um anteparo, não, porém, uma resposta”. (Pág. 13).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este afastamento da Escolástica não se faz sem temeridade. A Santa Sé constante e insistentemente recomenda aos seus filhos que tomem como guia seguro e certo nas especulações do espírito, quer em teologia, quer em filosofia, a S. Tomás de Aquino. Leão XIII, com a Æterni Patris, fomentou os estudos escolásticos, especialmente de S. Tomás. Recorda, nessa encíclica, a alta consideração em que tiveram ao Doutor Angélico os Sumos Pontífices seus predecessores; bem como a atitude de toda a Igreja nos Concílios de Lião, Viena, Florença e Vaticano, e especialmente no de Trento, no qual a Suma Teológica foi livro de consulta ao lado das Sagradas Escrituras e dos decretos dos Papas. Lamenta, então, o Santo Padre o afastamento de S. Tomás que temerariamente se permitiam alguns autores. Pio X, no motu-prórprio <em>Doctoris Angelici</em> de 29 de junho de 1914, volta sobre as mesmas considerações de Leão XIII. Enfim, o Código de Direito Canônico preceitua aos professores que nos estudos de filosofia racional e teologia sigam o método, a doutrina e os princípios de S. Tomás, coisas que devem conservar santamente, e nas quais formar os alunos. (Cân. 1366, 2.).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O motivo desta predileção — que não é fruto do arbítrio pessoal deste ou daquele Papa, mas uma atitude geral da Santa Igreja, e, pois, graça do Espírito Santo que, como alma, preside às manifestações do Corpo Místico de Cristo — esta predileção, dizíamos, justifica Pio X na encíclica <em>Pascendi</em>, de 8 de setembro de 1907, em que condenou o Modernismo, com estas palavras: “afastar-se ainda que pouco de S. Tomás, especialmente em questões metafísicas, não se faz sem grande detrimento. Um pequeno erro no começo torna-se grande no fim”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ninguém, portanto, se afasta de S. Tomás sem temeridade. Quer dizer, então, daqueles que condenam e combatem seu pensamento, método e doutrina?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, dirão, trata-se de filosofia, assunto cuja alçada pertence à razão humana. Nestes assuntos deve dar-se ao indivíduo plena liberdade, a fim de que decida de conformidade com suas convicções. Se a filosofia tomista não o satisfaz, há de se lhe permitir que escolha outra. Eis o que parece de bom senso!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A isto oporemos algumas observações.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A razão não goza de uma liberdade desenfreada para admitir o que lhe melhor lhe pareça. Não é uma faculdade livre, mas necessária. Não tem auto-determinação: deve obedecer ao real, sujeitar-se à verdade que a ela se impõe por si mesma. De maneira geral, pois, não pode o homem escolher esta ou aquela filosofia. Há de admitir aquela que se conformar com a realidade, aquela que justificar, com argumentos certos, as suas conclusões. A inteligência foi feita para o real, e é obedecendo ao real que se enobrece e aperfeiçoa, que descansa na verdade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Depois, em questões teológicas, na conceituação dos dados revelados, não tem o homem terminologia e idéias apropriadas que correspondam com precisão à realidade transcendente. Não. É em termos humanos, em conceitos humanos que se filtram os mistérios divinos. Conceitos e termos fornece-os a filosofia. Importa, portanto, muito à teologia qual filosofia admitir-se. Conforme a filosofia, conforme a interpretação que se der à realidade, assim se formarão os conceitos que vão acolher as verdades reveladas. Vem aqui a propósito a observação de Billot, no seu tratado do Verbo Encarnado, ao comentar a 3ª parte da Suma Teológica[fn] 6ª edição, Roma, 1922, págs. 55-56.[/fn]:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Não é indiferente ao fiel o sistema filosófico em que se traduz em conceitos a realidade das coisas, sob pretexto de que a filosofia, por isso que de ordem natural, goza de autonomia diante da teologia. De fato. Os mistérios da revelação expressos analógica, mas verdadeiramente, em linguagem humana, de maneira que a filosofia está para a teologia, como o léxico de que nos auxiliamos para externar nosso pensamento. Se o léxico é bom, se dá palavras ao significado próprio, podemos alimentar esperanças de sermos entendidos”. E exemplifica: “Se lês uma homilia ou tratado no qual ocorre falar-se de padres e diáconos, e não sabes que seja “diácono”, recorres a um léxico, no qual encontras: <em>Diácono, espécie de padre</em>. Este léxico não te será útil para bem entender o tratado, na parte referentes aos diáconos e sua relação com os padres”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim acontece com a filosofia, o léxico humano que nos auxiliará a entender os mistérios divinos, uma vez que é em termos humanos que se manifesta aos homens a Sabedoria Eterna. Se não for reto e objetivo, o sistema filosófico só concorre para germinar erros e depravar dogmas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pode a razão humana por si mesma, utilizando seu vigor natural, e as leis essenciais de sua ação, ajuizar se é ou não objetiva uma filosofia. Não obstante, a quantos enganos não está sujeita esta nossa pobre e orgulhosa razão natural?! Além disso, quantos estudos, e quanto engenho não pedem, por vezes, as subtis roupagens que envolvem os sistemas falsos, para serem rasgadas e manifestarem o vício que encobrem? Tanto mais que a reduzida capacidade de uma inteligência finita traz consigo a tentação do desassossego de quem aspira ao infinito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por tudo isso, dotou sabiamente Jesus Cristo à sua Igreja de infalibilidade em tudo que concerne à conservação e explanação da verdade revelada. Têm assim os homens um guia seguro nas questões mais fundamentais de sua vida: a verdade religiosa. É em função desta missão divina, que a Igreja, não somente pode, mas deve apontar ao Gênero Humano os sistemas filosóficos errôneos, por isso que conduzem a uma incompreensão inexata e falsa da revelação; bem como pode e deve indicar a orientação que devem os fiéis tomar em questões de filosofia para entenderem bem o legado doutrinário que a Munificiência Divina se dignou outorgar-lhes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis em que se fundamenta a preferência da Santa Igreja pela filosofia tomista. Ela foi proclamada meio indispensável para a vitoriosa defesa da verdade revelada contra os ataques da heresia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Teimar, pois, em querer reduzir os dogmas revelados a termos de outra filosofia é, no mínimo, temerário, e não se fez ainda sem incidir em graves erros em matéria de Fé. A atitude que analisamos neste artigo é mais uma ilustração desta verdade. Atendessem estes novos teólogos às recomendações e preceitos da Santa Igreja, em questões de filosofia, e não teriam chegado às enormidades que acima comentamos.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-33/">Continua&#8230;..</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(Revista Eclesiástica Brasileira, vol. 7, fasc. 4, Dezembro de 1947.)</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-teologia-pelo-pe-garrigou-lagrange-parte-23/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
