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	<title>DOMINUS EST &#187; Liberalismo</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>PADRE DE BLIGNIÈRES E A UNIDADE DA IGREJA &#8211; PELO PE. JEAN-MICHEL GLEIZE</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 14:28:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
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		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[A unidade da Igreja se baseia, em primeiro lugar, na fé, e não na obediência. Inverter esses princípios equivale a transformar a autoridade papal numa tirania. Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Desde o anúncio das consagrações ocorrido &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/padre-de-blignieres-e-a-unidade-da-igreja-pelo-pe-jean-michel-gleize/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2023/09/Saint-Pierre-Ingres.jpg" alt="" width="365" height="387" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>A unidade da Igreja se baseia, em primeiro lugar, na fé, e não na <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/obediencia-e-desobediencia/">obediência</a></span>. Inverter esses princípios equivale a transformar a autoridade papal numa tirania.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/rapports-rome-fsspx/le-pere-de-blignieres-et-lunite-de-leglise">La Porte Latine</a> </span>– Tradução:<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/obediencia-e-desobediencia/"> Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Desde o anúncio das consagrações ocorrido no último dia 2 de fevereiro, o padre de Blignières ataca, com força redobrada, a Fraternidade São Pio X<a style="color: #000000;" href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>. De acordo com ele, as consagrações episcopais de 1º de julho serão <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-cisma/">cismáticas</a></strong></span> e passíveis, como tais, da excomunhão <em>latae sententiae</em>. Ora, não o são, com toda a certeza, porque representam a medida excepcional à qual é legítimo recorrer em razão de um estado de necessidade bem óbvio para que ele precise ser demonstrado. Bem óbvio também para que seja possível demonstrar sua não existência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não obstante, de que meio o padre de Blignières se dota para concluir pelo <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-cisma/"><strong>cisma</strong></a></span>?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Duas estratégias lhe continuam viáveis. A primeira consiste em minimizar o <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/o-estado-de-necessidade-pelo-pe-jean-michel-gleize-fsspx/"><strong>estado de necessidade</strong> </a></span>para concluir, daí, que ele não beira ao ponto de exigir a medida tão excepcional que as consagrações episcopais representam. A segunda consiste em invocar canonicamente o direito divino: ainda que o estado de necessidade exigisse a medida excepcional supramencionada, não deixaria de ser menos ilegítima e, portanto, impossível, porque consagrar bispos em contradição com a vontade do Papa seria contrário ao direito divino.</span><span id="more-34538"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A primeira estratégia – que prega a convertidos – é manifestada pelo padre de Blignières nas colunas desta confortável e tranquilizadora revista que se tornou a <em>Famille chrétienne</em>. A segunda estratégia, suscetível de atingir os eclesiasticistas eventualmente hesitantes, apresenta, na revista <em>Sedes sapientiae</em>, todos os recursos do direito canônico e da teologia, no padrão Vaticano II. Desses recursos, aliás, demonstramos a inanidade<a style="color: #000000;" href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Indicamos aqui apenas a ideia mestra da entrevista publicada na <em>Famille chrétienne</em>: ela cobre seu autor com a mais avassaladora vergonha. Como pode acusar a Fraternidade São Pio X de não <em>“se importar mais com a unidade da Igreja”</em>? A verdadeira unidade da Igreja se baseia, inicialmente, e antes de tudo, na fé, assim como ensina o Papa Pio XI na Encíclica <em>Mortalium animos</em>: “Porque a caridade se apoia na fé integra e sincera como em um fundamento, então é necessário unir os discípulos de Cristo pela unidade de fé como no vínculo principal.” O vínculo principal, ou seja, o elo que é, por si, o fundamento da unidade de governo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ora, que faz o Papa Leão XIV com este ecumenismo e este diálogo inter-religioso que ocultam cada vez mais, ao ponto de enfraquecer, o vínculo principal da unidade da Igreja? Que fizeram antes dele todos os seus predecessores desde o Vaticano II? Na verdade, separaram os católicos da Igreja, sob o pretexto de agradar aqueles que dela estão separados. Com efeito, devemos aplicar-lhes as próprias palavras do Papa Leão XIII, que condena o indiferentismo em sua Carta Apostólica <em>Testem benevolentiae</em>: “<em>Longe de nós diminuir ou suprimir, por qualquer motivo, qualquer doutrina que tenha sido transmitida. Tal política tenderia a separar os católicos da Igreja, em vez de atrair aqueles que discordam.</em>” De tanto omitirem ou minimizarem os pontos doutrinais que diferenciam os católicos daqueles que não o são, de tanto quererem se abrir ao mundo, tal como tem ocorrido desde 1789, todos esses Papas, de Paulo VI a Leão XIV, mereceram essa recriminação lançada injustamente pelo padre de Blignières na face da Fraternidade São Pio X. Não, não é ela, mas sim Leão XIV e seus predecessores desde o Vaticano II que parecem <em>“não se importar mais com a unidade da Igreja”</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na realidade, a Fraternidade São Pio X, mais do que qualquer outro, tem uma grande preocupação com a unidade da Igreja, em uma época onde as verdades mais elementares da fé católica são cada vez mais desconhecidas pelos católicos, de tanto serem colocadas debaixo do alqueire pelas mais altas autoridades na Igreja, pelo Papa e pela maioria dos bispos. E essa constatação não é feita apenas por nós, mas também por Dom Schneider, cuja palavra é ouvida cada vez mais como o eco daquela sustentada por Dom Lefebvre em seu tempo. Que lhe retrucará o padre de Blignières? Deveríamos ver nas afirmações sustentadas pelo bispo auxiliar de Astana, a exemplo daquelas sustentadas atualmente pela Fraternidade São Pio X, uma <em>“maximização irracional das críticas”</em> que Dom Lefebvre outrora dirigia ao Concílio e à reforma litúrgica? Certamente, não. Pelo contrário, é o padre de Blignières que denigre injustamente a Fraternidade ao minimizar a realidade do estado de necessidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nas palavras do bom padre, a Fraternidade se fixara <em>“progressivamente em uma separação voluntária cada vez mais radical”</em>. Porém, separação de quem e de quê?… Obviamente, não separação da unidade da Igreja, mas separação dos erros que prejudicam essa unidade. A separação justificada com as orientações dos homens da Igreja não equivale de forma alguma a se separar da Igreja. Todos os teólogos o atestam. <em>“O cisma”</em>, diz o Dicionário de Teologia Católica para resumir sua concepção<a style="color: #000000;" href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a>, <em>“é uma separação ilegítima </em>(sublinhada em itálico no texto)<em> da unidade da Igreja”</em>, pois <em>“poderia haver uma separação legítima, como se alguém recusasse a obedecer ao Papa, este ordenando uma coisa má ou indevida. […] Haveria aqui uma separação da unidade puramente exterior e putativa”</em>, em outras palavras, uma separação aparente, mas não real.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ideia que o padre de Blignières se faz da unidade da Igreja surge então em toda sua falsidade: não é mais a unidade de fé, é uma pseudo unidade baseada na obediência absoluta ao Papa. De tanto insistir na necessidade dessa obediência, acabam por menosprezar a extrema gravidade de todas as iniciativas que escandalizam cada vez mais os membros da Igreja em sua fé e costumes. A fé é preterida pela obediência, e, de modo equivalente, a autoridade de Deus sobrevêm àquela dos homens da Igreja. Acontece como se o Papa não fosse mais o que deve ser – não mais o vigário de Cristo, encarregado de transmitir a única palavra da Única verdade – mas um homem revestido da mais absoluta autoridade para impor todos os caprichos de sua teologia pessoal. Em termos precisos, um verdadeiro tirano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao acusar a Fraternidade de não se importar mais com a unidade da Igreja, tal como a concebe, o padre de Blignières encoraja essa tirania.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. Jean Michel Gleize, FSSPX</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Uma outra resposta do Pe. Gleize ao Pe. Blignières pode ser vista nos links abaixo:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-episcopais-de-1988-prejudicaram-um-elemento-essencial-da-fe-catolica-a-unidade-da-igreja/">PARTE 1: AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988 PREJUDICARAM UM ELEMENTO ESSENCIAL DA FÉ CATÓLICA: A UNIDADE DA IGREJA?</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-realizadas-por-d-lefebvre-em-1988-representam-um-ato-de-natureza-cismatica/">PARTE 2: AS SAGRAÇÕES REALIZADAS POR D. LEFEBVRE EM 1988 REPRESENTAM UM ATO DE NATUREZA CISMÁTICA?</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/as-sagracoes-episcopais-de-1988-o-dilema-ecclesia-dei/">PARTE 3: AS SAGRAÇÕES EPISCOPAIS DE 1988: O DILEMA ECCLESIA DEI</a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline; color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(1) Artigo intitulado: “A communion hiérarchique des évêques est-elle de droit divin?”, publicado na edição 174, de dezembro de 2025, da revista Sede sapientiae e disponibilizada no site dessa revista em 4 de fevereiro de 2026. “Entrevista” publicada no site da Famille chrétienne, em 13 de fevereiro de 2026. Artigo intitulado: “Les sacres de la Fraternité sacerdotale Saint Pie X: une usurpation de juridiction”, disponibilizado no site da revista Sedes sapientiae em 21 de fevereiro de 2026 e republicado no site Claves da Fraternidade São Pedro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(2) Ver em particular a edição do Courrier de Rome de junho de 2025.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(3) Artigo “Cisma” no Dictionnaire de Théologie catholique, tomo XIV, primeira parte, Letouzey et Ané, 1939, col. 1302.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>OS ADORADORES DA PACHAMAMA CONTINUAM OFERECENDO SACRIFÍCIOS HUMANOS</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Mar 2026 17:11:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Infovaticana &#8211; Tradução: Dominus Est Há anos, em ambientes ideológicos, midiáticos e inclusive eclesiásticos (veja aqui e aqui), tentou-se apresentar o culto à Pachamama como uma mera expressão folclórica, uma espiritualidade inofensiva vinculada à natureza ou uma forma poética &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/os-adoradores-da-pachamama-continuam-oferecendo-sacrificios-humanos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://infovaticana.com/wp-content/uploads/2026/03/INFOVATICANA_59-875x600.jpg" alt="The worshippers of Pachamama continue to perform human sacrifices." width="591" height="415" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <a href="https://infovaticana.com/en/2026/03/16/the-worshippers-of-pachamama-continue-to-perform-human-sacrifices/"><span style="color: #0000ff;">Infovaticana</span> </a>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Há anos, em ambientes ideológicos, midiáticos e inclusive eclesiásticos (<strong>veja <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/antes-da-pachamama-magia-ritos-vodu-e-aquela-estranha-viagem-de-joao-paulo-ii/">aqui</a></span> e <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/surgem-fotos-de-robert-prevost-em-culto-a-pachamama/">aqui</a></span></strong>), tentou-se apresentar o culto à Pachamama como uma mera expressão folclórica, uma espiritualidade inofensiva vinculada à natureza ou uma forma poética de religiosidade indígena. Mas a realidade, quando se examina sem propaganda e sem covardia moral, é muito mais sinistra. Em pleno século XXI continuam aparecendo na Bolívia casos, testemunhos e investigações jornalísticas que vinculam esse culto com </span><strong><span class="tm7">sacrifícios humanos reais</span></strong><span class="tm6">. Não se trata de lendas coloniais ou de exageros apologéticos. São fatos publicados por meios de comunicação, recolhidos por jornalistas identificados e respaldados, em alguns casos em processos judiciais.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">O caso mais brutal foi relatado pelo jornalista </span><strong><span class="tm7">Ariel Melgar Cabrera </span></strong><span class="tm6">em </span><em><span class="tm8">El Deber</span></em><span class="tm6">. Em sua reportagem, publicada no dia 15 de março de 2024, explica-se como a justiça de La Paz condenou dois homens pelo desaparecimento de </span><strong><span class="tm7">Shirley H. R. A.</span></strong><span class="tm6">, uma jovem mãe de 25 anos, cujo desaparecimento se remontava a 2021. Segundo a Promotoria e a investigação policial, a mulher foi enganada, dopada, levada inconsciente e enterrada em uma mina do município de Palca como </span><strong><span class="tm7">oferenda à Pachamama</span></strong><span class="tm6">. Não estamos perante uma interpretação enviesada nem de uma leitura simbólica de um rito ancestral. O caso de acusação feito pela justiça boliviana foi exatamente esse: a vítima foi entregue como sacrifício.</span></span><span id="more-34513"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">A gravidade do caso destrói, em um só golpe, toda a retórica sentimental com que alguns querem tratar esses cultos. A vítima era uma mulher jovem, mãe de dois filhos, e foi convertida em objeto de ritual para obter supostos favores da terra. Não há, aqui, “sabedoria ancestral” a admirar, nem “espiritualidade dos povos” para romantizar, nem “diálogo intercultural” para esconder o horror. Há uma lógica sacrificial, sanguinária e profundamente anti-católica. Há uma divinização da terra que clama por sangue. E há homens dispostos a vertê-lo.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">O mais inquietante é que não se trata de um caso isolado. O jornal </span><em><span class="tm8">La Prensa</span></em><span class="tm6">, em uma reportagem de </span><strong><span class="tm7">Carmen Challapa</span></strong><span class="tm6">, publicou uma reportagem com título inequívoco: </span><em><span class="tm8">“Os sacrifícios humanos, prática que persiste no país”</span></em><span class="tm6">. O texto inclui o testemunho de um yatiri, ou seja, de um especialista ritual andino, que afirma abertamente que </span><strong><span class="tm7">os sacrifícios humanos continuam sendo feitos, sobretudo em construções e minas. </span></strong><span class="tm6">Sua explicação não dá margem a equívocos: a vitima é espancada até perder a consciência, realiza-se o ritual correspondente e depois é enterrada. Não é uma denúncia de fora, feita por inimigos da cultura andina. É uma descrição interna do procedimento.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Esse mesmo artigo traz também as palavras da historiadora </span><strong><span class="tm7">Sayuri Loza</span></strong><span class="tm6">, que explica que tais sacrifícios correspondem à crença de que a alma do sacrificado deve ficar no lugar para protege-lo. Trata-se de uma visão religiosa em que a pessoa humana deixa de ser imagem de Deus, e se converte em material para estabilizar uma obra, cuidar de uma mina ou atrair prosperidade. É uma degradação radical da dignidade humana. O homem deixa de ser fim e passa a ser instrumento. [1] E quando o sangue inocente é incorporado ao rito, o fenômeno deixa de ser meramente pagão para mostrar sua dimensão inequivocamente demoníaca.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Também </span><em><span class="tm8">Telemundo</span></em><span class="tm6">, em um artigo difundido por </span><em><span class="tm8">Al Rojo Vivo </span></em><span class="tm6">no dia 8 de novembro de 2023, informou que a promotoria boliviana investigava </span><strong><span class="tm7">supostos sacrifícios humanos em uma mina</span></strong><span class="tm6">. O programa falava do encontro de cadáveres em contextos relacionados com exploração de minérios e da suspeita de que as vítimas foram oferecidas como sacrifício ao </span><em><span class="tm8">Tío </span></em><span class="tm6">da mina, figura infernal associada a cultos de mineradores da Bolívia. De novo aparece o mesmo padrão: sangue, mina, oferecimento, superstição religiosa e uma raiz espiritual tenebrosa que não tem nada de inocente.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Nessas alturas, seguir dizendo que a Pachamama é apenas um símbolo cultural respeitável ou uma expressão neutra de religiosidade popular não é apenas ignorância: é </span><strong><span class="tm7">falsificação deliberada da realidade. </span></strong><span class="tm6">Os fatos publicados por </span><em><span class="tm8">El Deber</span></em><span class="tm6">, </span><em><span class="tm8">La Prensa </span></em><span class="tm6">e </span><em><span class="tm8">Telemundo </span></em><span class="tm6">obrigam a tratar as coisas com seu devido nome.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">E, por uma perspectiva católica, o juízo não pode ser ambíguo. Todo culto que exige sangue humano, todo rito que busca favores mediante imolações, toda espiritualidade que substitui Deus pela terra divinizada e converte o homem em vítima propiciatória pertence ao campo do </span><strong><span class="tm7">idolátrico </span></strong><span class="tm6">e, em sua forma extrema, do </span><strong><span class="tm7">demoníaco</span></strong><span class="tm6">. [2] Não há “pontes” que podem ser feitas com uma espiritualidade que degrada o homem até convertê-lo em material de sacrifício.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">A questão não é se tais práticas podem ser reinterpretadas de forma simbólica em congressos acadêmicos ou em discursos eclesiásticos dos bem-pensantes. A questão é que </span><strong><span class="tm7">continuam existindo exemplos concretos</span></strong><span class="tm6">, continuam aparecendo investigações, e os meios de comunicação bolivianos documentaram que os sacrifícios humanos associados a esse universo religioso não são mera arqueologia cultural.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">[1] Nota dos editores: a ideia do homem como fim é estranha, porque Deus é o fim último de todas as coisas.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">É duro achar que o pensamento de “São” João Paulo II vai causar algum incômodo nos pachamamistas e em sacerdotes com consciência cauterizada – por um carguinho na diocese, imaginamos.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">E a história mostrou o quão ridículas eram as pretensões de uma unificação entre todos os homens no “humanismo”, com a total ausência de comoção das elites epstenianas que mandam no mundo – e que persistem no satanismo.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">[2] Nota dos editores: toda idolatria é demoníaca, e tende, por força da gravidade, ao sacrifício humano.</span></p>
<p class="Normal" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
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		<title>SURGEM FOTOS DE ROBERT PREVOST EM CULTO A PACHAMAMA</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Mar 2026 13:00:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Essa abominação é antiga, mas tem uma atualização também nisso: LEÃO XIV INAUGURA A MISSA BERGOLIANA PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO ************************ O portal LifeSiteNews publicou, pela primeira vez, uma série de fotografias nas quais o atual Papa Leão XIV, então o &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/surgem-fotos-de-robert-prevost-em-culto-a-pachamama/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.lifesitenews.com/wp-content/uploads/2026/03/photo-prev-e1773690852992-810x500.jpg" alt="Featured Image" width="616" height="380" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa abominação é antiga, mas tem uma atualização também nisso: <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/leao-xiv-inaugura-a-missa-bergoliana-pelo-cuidado-da-criacao/">LEÃO XIV INAUGURA A MISSA BERGOLIANA PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO</a></strong></span></span></p>
<p style="text-align: center;">************************</p>
<p><span style="color: #000000;"><span class="tm6"><span style="color: #000000;">O portal LifeSiteNews publicou,</span> pela primeira vez, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.lifesitenews.com/blogs/unearthed-1995-photo-shows-pope-leo-xiv-participating-in-pachamama-ritual/?utm_source=featured-news&amp;utm_campaign=usa">uma série de fotografias nas quais o atual Papa Leão XIV, então o agostiniano Robert Francis Prevost, aparece de joelhos participando em um rito da Pachamama durante um simpósio celebrado em São Paulo, em janeiro de 1995.</a></span> As imagens vêm das atas oficiais do encontro, editadas em 1996 com o título </span><em><span class="tm7">Ecoteologia: uma perspectiva desde San Agustín</span></em><span class="tm6">.</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">A reportagem se apoia no trabalho do sacerdote Charles Murr, que prepara um livro sobre o atual Pontífice e afirma ter recompilado, durante meses, a documentação do caso. Segundo Murr, três sacerdotes argentinos identificaram sem margem de dúvida a Prevost na fotografia principal, na qual é visto ajoelhado com outros participantes no contexto do rito.</span><span id="more-34516"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.lifesitenews.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-17.56.17-1.jpeg" alt="" width="571" height="759" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">O próprio volume em que aparecem as imagens não deixa margem a interpretações sobre a natureza do ato. A nota da foto descreve a cena como uma “Celebração do Rito da Pachamama (mãe terra)”, definido como um rito agrícola próprio de culturas andinas, especialmente no Peru e na Bolívia. A fotografia mostra vários assistentes de joelhos em torno a um altar, em atitude inequivocamente religiosa.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.lifesitenews.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-17.56.10-2.jpeg" alt="" width="584" height="439" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">As atas incluem, além disso, outras imagens que confirmam a presença de Prevost no simpósio, como uma fotografia de grupo de todos os participantes, e outra que corresponde a uma celebração eucarística no mesmo lugar. LifeSiteNews afirma, também, que a identificação do então religioso agostiniano foi reforçada pela comparação com imagens da época, publicadas em revistas internas da ordem.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">O contexto do evento remete a correntes teológicas latino-americanas vinculadas à chamada ecoteologia, em que se promovia o diálogo com cosmovisões indígenas. Contudo, o que as imagens mostram vai além de um intercâmbio cultural ou acadêmico: trata-se da participação em um rito dirigido a uma divindade estranha à fé católica.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.lifesitenews.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-12-at-17.56.23-1.jpeg" alt="" width="579" height="435" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">O caso torna-se particularmente doloroso pelas circunstâncias pessoais de Prevost naquele momento. Próximo dos 40 anos e com uma trajetória já consolidade dentro da ordem agostiniana, sua presença de joelhos em uma cerimônia desse tipo não pode ser atribuída à falta de formação ou maturidade. A cena documenta um gesto objetivamente escandaloso no que, atualmente, ocupa a Sé de Pedro.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.lifesitenews.com/wp-content/uploads/2026/03/Screenshot-2026-03-18-at-22.18.36-9-e1773948649556-810x500.png" alt="Featured Image" width="567" height="353" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">A publicação dessas imagens pode gerar confusão profunda entre muitos fiéis. A referência à Pachamama não é meramente decorativa ou simbólica, mas remete a práticas religiosas que seguem existindo hoje, e em cujo nome continuam-se realizando sacrifícios humanos. Por isso, a gravidade do fato não se encerra no passado, mas se projeta no presente da Igreja.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Contudo, o episódio pode e deve ser esclarecido. A situação exige uma explicação pública sobre o contexto daquela participação e, se confirmado, uma retificação clara. Pedir perdão e marcar um caminho de correção não debilitaria o Pontífice, mas ajudaria a dissipar o estupor e a reparar, ao menos parcialmente, o dano causado por imagens que são difíceis de engolir por qualquer católico.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Enquanto isso, a informação difundida por LifeSiteNews e o trabalho prévio de Charles Murr colocam na mesa um fato de enorme gravidade: Robert Prevost, hoje papa Leão XIV, foi fotografado de joelhos em um rito da Pachamama, em plena idade adulta, e em contexto explicitamente religioso.</span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/hw_LNPzln9Y?si=kuszephQZpcegHFm" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>“ONDE ESTÁ O CISMA?”, PELO PADRE JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 12:30:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

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		<description><![CDATA[O cisma existe de fato. Mas não está onde alguns acreditam vê-lo. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio O anúncio das sagrações episcopais, previstas para o próximo dia 1º de julho, não deixou ninguém &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/onde-esta-o-cisma-pelo-padre-jean-michel-gleize-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/02/IT575447B.jpg" alt="" width="516" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O cisma existe de fato. Mas não está onde alguns acreditam vê-lo.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/rapports-rome-fsspx/ou-est-le-schisme">La Porte Latine</a> </span>&#8211; Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-casa-geral-da-fsspx-anuncia-futuras-sagracoes/">anúncio das sagrações episcopais</a></span>, previstas para o próximo dia 1º de julho, não deixou ninguém indiferente. Especialmente porque a Carta endereçada em 18 de fevereiro passado ao Cardeal Fernández pelo Superior Geral da Fraternidade permaneceu, até agora, sem qualquer reação por parte de Roma. Diante deste silêncio de Roma, bispos se pronunciam: uns para censurar a iniciativa das sagrações, outros para justificá-la e defendê-la contra as censuras incorridas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As declarações de Dom Schneider são agora bem conhecidas.<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/d-athanasius-schneider-revela-detalhes-de-sua-audiencia-com-leao-xiv-e-fala-sobre-a-fsspx/"> Recebido em audiência em 18 de dezembro de 2025 pelo Papa Leão XIV, o bispo auxiliar de Astana já havia pleiteado a causa da Fraternidade São Pio X</a></span>. Posteriormente, em uma entrevista concedida em 17 de fevereiro ao jornalista Robert Moynihan, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/rome-et-la-fraternite-mgr-schneider-repond-au-cardinal-fernandez-57406">Dom Schneider opôs-se firmemente às declarações feitas pelo Cardeal Fernández</a> </span>ao Superior Geral da Fraternidade São Pio X durante o encontro de 12 de fevereiro — declarações tornadas públicas, pelas quais o Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé pretendia impor à Fraternidade a retomada de um diálogo que já se previa sem saída, e que teria como único efeito tangível adiar sine die a data das sagrações episcopais, em grande detrimento da salvação das almas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 24 de fevereiro, Dom Schneider tornou público um &#8220;<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/exclusivo-d-athanasius-schneider-apela-ao-papa-leao-xiv-para-que-construa-uma-ponte-entre-roma-e-a-fsspx/">Apelo fraterno dirigido ao Papa Leão XIV</a></span>&#8220;: &#8220;<em>A Santa Sé</em>&#8220;, declara ele, &#8220;<em>deveria estar grata à FSSPX, pois ela é atualmente quase a única entidade eclesiástica de relevo a sublinhar aberta e publicamente a existência de elementos ambíguos e incorretos em certas declarações do Concílio e no Novus Ordo Missae. Nesta empreitada, a FSSPX é guiada por um amor sincero à Igreja: se não amasse a Igreja, o Papa e as almas, não empreenderia este trabalho, nem dialogaria com as autoridades romanas — e sua vida seria, sem dúvida, mais fácil&#8221;</em>. E concluiu que o Papa deveria conceder sem condições o mandato apostólico para as sagrações episcopais de 1º de julho de 2026. Por fim, em 9 de março passado, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/mgr-schneider-les-consecrations-episcopales-la-fsspx-ne-seront-aucun-cas-schismatiques-57822">em uma longa entrevista concedida ao jornalista Andreas Wailzer no canal de YouTube Kontrapunkt</a></span>, Dom Schneider afirma categoricamente que as sagrações episcopais não serão cismáticas, pois são a reação necessária e legítima exigida pela salvação das almas por parte da Fraternidade São Pio X.</span><span id="more-34504"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por sua vez, Dom Strickland, bispo emérito de Tyler,<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/mgr-strickland-loue-hautement-mgr-lefebvre-49411">já se tornara conhecido por seu elogio enfático a Dom Lefebvre e à Declaração de 21 de novembro de 1974</a></span>. Não contente em reconhecer o estado de necessidade na Igreja e justificar a atitude da Fraternidade São Pio X, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/uma-carta-de-dom-joseph-strickland/">o prelado dos Estados Unidos chega a legitimar as futuras sagrações episcopais anunciadas por Dom Davide Pagliarani</a></span>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Estes dois prelados reconhecem, ambos, o estado de grave necessidade que assola a Igreja desde o Vaticano II. E, fato notável, ambos remontam também às causas profundas desta situação. Segundo eles, a crise generalizada que afeta toda a Igreja não se explica apenas por simples abusos provenientes de uma má aplicação das reformas empreendidas pelo Concílio ou na dependência deste. A crise encontra, antes de tudo, sua verdadeira explicação nas próprias reformas, na nova doutrina social baseada no falso princípio da liberdade religiosa, na nova eclesiologia ecumenista, na concepção colegialista e sinodalizante do governo da Igreja e na nova liturgia protestantizada. Assim, ambos os prelados dão inteira razão à obra empreendida por Dom Lefebvre para assegurar a sobrevivência da Igreja através da sobrevivência de seu sacerdócio. Sobrevivência da unidade da Igreja, contra todas as forças de dissolução que a ameaçam cada vez mais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De outro lado, seguindo o Cardeal Sarah, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://lesalonbeige.fr/fsspx-mgr-eleganti-conteste-linterpretation-de-mgr-schneider/">Dom Eleganti acaba de se manifestar</a></span> para denunciar &#8220;um estado de espírito e um comportamento cismáticos&#8221; na vontade de realizar as sagrações episcopais previstas para o próximo 1º de julho. Seu discurso apresenta-se como um desmentido ao de Dom Schneider. No entanto, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/mgr-eleganti-critique-fortement-vatican-ii-et-la-nouvelle-liturgie-54923">embora crítico como este último em relação às reformas oriundas do Concílio Vaticano II</a></span> (<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/mgr-eleganti-vatican-ii-ou-le-printemps-annonce-qui-na-jamais-eu-lieu-56019">leia também aqui</a></span>), o antigo bispo auxiliar de Coira recua diante das medidas de exceção a serem tomadas para garantir a sobrevivência da Igreja em sua fé e em seus costumes, face à corrupção generalizada da doutrina e da moral.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas onde está o cisma? &#8220;De acordo com o cânon 1325 do Código de Direito Canônico de 1917, no § 2&#8243;, explica o especialista em direito canônico Raoul Naz[1], o cisma atenta contra a unidade da Igreja &#8220;<em>porque supõe uma recusa sistemática e habitual de dependência. Ao contrário, a desobediência pode ser apenas um ato passageiro, sem que seu autor conteste de modo algum a autoridade da lei ou do legislador, ou queira subtrair-se a ela de forma habitual&#8221;</em>. Ora, é claro e comprovado que nem Dom Lefebvre nem seus sucessores à frente da Fraternidade jamais quiseram separar-se da unidade da Igreja, pois nunca quiseram recusar o princípio mesmo da dependência em relação a Roma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se a Fraternidade é cismática, por que então todos esses contatos da Fraternidade com o Vaticano, com Roma? Por que, após a eleição de Leão XIV, o Superior Geral da Fraternidade escreveu ao Papa pedindo para encontrá-lo? Portanto, não apenas a Fraternidade nunca quis separar-se da unidade da Igreja em sua intenção, mas também, independentemente dessa boa intenção, o ato em si da sagração episcopal, tomado isoladamente e embora realizado aparentemente contra a vontade de Roma, não representa um cisma. Há cisma apenas se o bispo que sagra outros bispos tem a pretensão de lhes dar autoridade para governar, pois isso somente o Papa pode fazer. Sagrar bispos, mesmo contra a vontade do Papa, sem lhes conferir jurisdição, não é fazer um cisma, pois não é recusar em seu princípio o poder do Papa, que é a fonte da jurisdição. Dom Eleganti confunde tudo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cisma existe de fato. Mas não está onde Dom Eleganti acredita vê-lo. E está onde ele não o vê. O cisma é esse ecumenismo desenfreado perseguido com uma obstinação terrível pelo Papa Leão XIV. O que atenta gravemente contra a unidade da Igreja, com efeito, não são as sagrações de Ecône, é o ecumenismo, é o diálogo inter-religioso. Pois, tomadas em si mesmas, estas iniciativas supõem todas que a dependência em relação a Deus não passa necessariamente pela dependência em relação ao Vigário de Cristo, que é o Papa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em dezembro passado, durante sua viagem ao Líbano, o Papa Leão XIV disse, dirigindo-se ao mesmo tempo a cristãos católicos e muçulmanos: &#8220;Vossa presença aqui hoje, neste lugar notável onde os minaretes e as torres das igrejas se erguem lado a lado, mas ambos se elevam para o céu, testemunha a fé inabalável desta terra e a devoção sem falhas de seu povo ao Deus único. Aqui, nesta terra amada, que cada som de sino, cada adhān, cada apelo à oração se funda e se eleve em um só hino, não apenas para glorificar o Criador misericordioso do céu e da terra, mas também para elevar uma oração sincera pelo dom divino da paz&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Onde está o cisma?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Nota:</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[1] Raoul Naz (1889–1977) é o especialista incontestado em Direito Canônico no século XX, autor de um clássico Dicionário de Direito Canônico, Letouzey et Ané, 1965, no sétimo volume do qual (col. 886 e seguintes) figura o verbete “Cisma”, do qual extraímos as seguintes considerações</span></p>
<p style="text-align: center;">***************************************</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">ACESSE NOSSO “ESPECIAL DOS ESPECIAIS” SOBRE TEMAS COMO CISMA, OBEDIÊNCIA, ESTADO DE NECESSIDADE, JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA, MISSA NOVA, CVII, ECUMENISMO, ETC., </span><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></p>
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		<title>O COQUETEL INFERNAL DO LIBERALISMO E O MÉTODO REVOLUCIONÁRIO DE ENVENENAMENTO</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 14:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Um texto do famoso convertido Pe. Joseph Lémann (1836-1915). Fonte: Radio Spada &#8211; Tradução: Dominus Est Desde o princípio, a Revolução foi venenosa, mas com arte, com habilidade; imitou e até superou as misturas de Agripina e Locusta . Revisemos, por um momento, a Roma pagã: Locusta é uma &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-coquetel-infernal-do-liberalismo-e-o-metodo-revolucionario-de-envenenamento/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="tm5 tm6" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.radiospada.org/wp-content/uploads/2026/01/unnamed-15-1024x640.jpg" alt="O coquetel infernal do liberalismo e o método revolucionário de envenenamento (um texto do famoso convertido Padre Joseph Lémann)" width="527" height="335" /></p>
<p class="tm5 tm6" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">Um texto do famoso convertido Pe. Joseph Lémann (1836-1915).</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2026/01/cocktail-infernale-liberalismo/">Radio Spada</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Desde o princípio, a Revolução foi venenosa, mas com arte, com habilidade; imitou e até superou as misturas de Agripina e Locusta .</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Revisemos, por um momento, a Roma pagã: Locusta é uma famosa envenenadora da época dos Césares. Primeiro, ela foi incumbida de matar o Imperador Cláudio, a mando de Agripina. Em seguida, foi convocada ao conselho e incumbida de envenená-lo com engenhosidade! Um veneno de ação rápida demais tornaria evidente o assassinato de Cláudio. Um veneno de ação lenta demais lhe daria tempo para perceber o crime e garantir os direitos de Britânico, seu filho. Locusta compreende e encontra </span><em><span class="tm10">algo sofisticado em termos de venenos, que perturbará sua razão e extinguirá lentamente sua vida</span></em><span class="tm9">. Um eunuco fez o infeliz César beber esse veneno, colocando-o em um cogumelo, que ele saboreia com prazer: ele morre atordoado!</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Um ano depois, Locusta se livrou de Britânico, que era um obstáculo para Nero. Desta vez, não lhe pediram um veneno lento, tímido e secreto, como aquele que ela havia preparado com tanta elegância para Cláudio, mas sim um veneno ativo, rápido e fulminante. Britânico caiu morto à mesa imperial.</span><span id="more-34219"></span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Locusta tinha alunos, Nero permitiu que ela formasse discípulos e mantivesse uma escola de envenenamento. A história e a pintura, de fato, a representam enquanto ela testa seus venenos em escravos desfortunados, alguns dos quais se contorcem a seus pés, outros enlouquecem.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Mas voltemos aos nossos dias atuais&#8230;</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Quem poderia imaginar que Locusta poderia ser superada? A Revolução fez esse progresso sinistro.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Desde o surgimento do cristianismo no mundo, tudo assumiu uma forma mais elevada, mais espiritualizada, até mesmo o mal, até mesmo o envenenamento. Envenenam-se os espíritos e os costumes, como outrora se envenenavam os corpos: com engenhosidade! Não dizíamos, nos séculos cristãos, &#8220;o veneno da heresia&#8221;, &#8220;o veneno do erro&#8221;? A sombra de Locusta, certamente, já pairava sobre os conclaves do maniqueísmo, do arianismo, do calvinismo, do voltairismo; mas, em 1789, a Revolução, inspirando-se na envenenadora e desejosa de superá-la, inventará na ordem intelectual e social algo sofisticado em matéria de venenos, que perturbará a razão e extinguirá lentamente a vida dos povos cristãos. Do que se trata?</span></p>
<p class="tm5 tm6" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm7" style="color: #000000;">Liberalismo</span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Para perturbar a razão de um povo como os franceses e extinguir lentamente a sua vida, é necessária uma bebida que seja simultaneamente veneno, poção do amor e narcótico:</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">— o veneno mata;</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">— a poção do amor embriaga;</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">— o narcótico te faz dormir.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Todos esses efeitos juntos são necessários para superar a robusta estrutura de uma nação cristã.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Trata-se de matar nela os ideais cristãos, embriagar as almas generosas e adormecer as pessoas honestas: tudo isso simultaneamente. O liberalismo será essa mistura habilidosa, essa bebida terrível. Se o analisarmos, encontraremos três elementos: veneno, poção do amor e narcótico.</span></p>
<ul class="Normal tm5 tm11" style="text-align: justify;">
<li class="tm12"><span class="tm9" style="color: #000000;">Primeiro, o veneno: assim como nos campos encontramos plantas venenosas, também no campo intelectual encontramos doutrinas malignas e opiniões perniciosas. Por mais que a Igreja tente erradicá-las, elas reaparecem com a mesma facilidade e tenacidade que ervas daninhas: por exemplo, a negação do pecado original; a onipotência da razão, à qual todos devem se submeter; a suficiência das forças humanas para atingir seus próprios fins e a suficiência das forças sociais para guiar os povos. Esses produtos venenosos, próprios de cada época, foram significativamente revelados e disseminados pela filosofia do século XVIII. A Revolução só precisará se abaixar para colhê-los. Eles constituirão o primeiro elemento de sua terrível poção.</span></li>
<li class="Normal tm5 tm12"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">Mais do que veneno, </span><em><span class="tm10">a poção do amor</span></em><span class="tm9">: no tesouro das línguas humanas, existem palavras que tem o poder de excitar, embriagar e apaixonar: são as palavras mágicas da liberdade, da fraternidade e da igualdade. O Evangelho havia purificado essas palavras, explicando-as e, infundindo-as com um fermento divino, sublimando-as a ponto de expressar novas ideias. Enquanto permaneceram ligadas ao Evangelho, penetraram e influenciaram o mundo de uma maneira tanto mais segura e salutar quanto mais doce, equilibrada e respeitosa fosse. Mas eis que no século XVIII, a filosofia se apropria dessas palavras e as explica. Imediatamente elas perdem seu fermento divino e se transformam em uma poção do amor . A Assembleia Nacional, na famosa noite de 4 de agosto de 1789 — que será uma embriaguez sem precedentes na história das nações — experimentaria essa poção. Entraram, assim, como um segundo elemento na bebida sedutora e fatal que pavimentou o caminho para a Revolução.</span></span></li>
<li class="Normal tm5 tm12"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">O </span><em><span class="tm10">narcótico</span></em><span class="tm9">, enfim, surge como um terceiro elemento. Entre todos os sentimentos que habitam o coração do homem, há um que se destaca por sua grande nobreza quando guiado pela verdade, mas que se torna extremamente perigoso quando inspirado apenas por si mesmo: é o sentimento de tolerância, de indulgência. De fato, quando guiada pela verdade, a tolerância se traduz em compaixão pelas pessoas, mas se recusa a reconhecer seus erros: compaixão pela </span><em><span class="tm10">pessoa</span></em><span class="tm9">, reprovação </span><em><span class="tm10">do erro</span></em><span class="tm9">, tal é a expressão da tolerância católica. Ao contrário, quando inspirada apenas em si mesma, a tolerância, perdendo-se na fraqueza das crenças ou em uma sensibilidade falsa e exagerada, torna-se indulgência tanto para com os erros quanto para com as pessoas, e imprudentemente desculpa tudo: tanto os atos de fraqueza quanto as doutrinas culpáveis. A Igreja sempre subordinou sabiamente esse sentimento à verdade.  A filosofia do século XVIII, porém, o separou dela. É então que máximas como estas criam raízes na sociedade: </span><em><span class="tm10">&#8221; A tolerância é a mãe da paz&#8221; – &#8220;Só a tolerância poderia estancar o sangue que corria de um extremo ao outro da Europa&#8221; – &#8220;Se Deus quisesse, todos os homens teriam a mesma religião, assim como têm o mesmo instinto moral: sejam, portanto, tolerantes&#8221;</span></em><span class="tm9"> . Este sistema de tolerância, incentivado e difundido, será o ópio, o narcótico de que a Revolução precisa. Ela o usará para adormecer todas as disputas religiosas e – melhor ainda – para adormecer, se possível, as próprias religiões. Uma multidão de pessoas honestas, pessoas boas, não pedirá nada além do que se entorpecer, adormecer e permanecer neutra, apesar do rigor da ciência teológica. Eis o terceiro elemento da bebida revolucionária!</span></span></li>
</ul>
<p class="tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">E assim:</span></p>
<ul class="Normal tm5 tm11" style="text-align: justify;">
<li class="tm12"><span class="tm9" style="color: #000000;">Onipotência da razão, à qual tudo deve se submeter; suficiência das forças humanas para abrir caminho e suficiência das forças sociais para guiar os povos (veneno).</span></li>
<li class="Normal tm5 tm12"><span class="tm9" style="color: #000000;">As grandes palavras de liberdade, igualdade, fraternidade (poção do amor).</span></li>
<li class="Normal tm5 tm12"><span class="tm9" style="color: #000000;">Sentimento de tolerância mútua não apenas pelas pessoas, mas também pelas doutrinas (narcótico).</span></li>
</ul>
<p class="tm8" style="text-align: justify;"><span class="tm9" style="color: #000000;">Esta é a mistura pérfida que, como nos tempo de Locusta, turva a razão e extingue lentamente a vida. Alguns ficarão embriagados, outros adormecidos, muitos morrerão a longo prazo. Essa mistura receberá, mais tarde, seu nome característico: liberalismo.</span></p>
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		<title>PODE A FSSPX SER PROIBIDA DE FAZER O QUE É PERMITIDO AO PARTIDO COMUNISTA CHINÊS?</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 14:44:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[A resposta agora cabe a Roma. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est A questão surge na mente de muitos fiéis católicos em todo o mundo. Como entender que Roma possa considerar com severidade as consagrações episcopais na FSSPX &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/pode-a-fsspx-ser-proibida-de-fazer-o-que-e-permitido-ao-partido-comunista-chines/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/Fernandez-Pagliarani.jpeg" alt="" width="620" height="353" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">A resposta agora cabe a Roma.</span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/actualite/peut-on-interdire-a-la-fsspx-ce-que-lon-permet-au-parti-communiste-chinois">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A questão surge na mente de muitos fiéis católicos em todo o mundo. Como entender que Roma possa considerar com severidade as consagrações episcopais na FSSPX que ocorrerão no próximo dia 1º de julho, ao mesmo tempo em que reconhece, tolera ou ratifica a posteriori as nomeações impostas pelo Partido Comunista Chinês?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Não se trata de um paralelo artificial. Os fatos são públicos, repetidos, documentados. Há anos, o poder comunista chinês — oficialmente ateu, doutrinariamente materialista, estruturalmente hostil à realeza social de Cristo — intervém diretamente na nomeação dos bispos. Não o faz para servir a Igreja, mas para controlá-la. Não o faz para proteger a fé, mas para a supervisionar, vigiar e orientar de acordo com os interesses de um Estado ideológico.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">No entanto, diante dessas graves interferências na constituição divina da Igreja, Roma dialoga, negocia, concilia. Chega a reconhecer certas nomeações realizadas sem mandato pontifício, unilateralmente, em nome de um pragmatismo diplomático apresentado como necessário para o bem das almas, a fim de preservar o acordo assinado desde 2018 entre o governo de Pequim e a Santa Sé.</span><span id="more-34305"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Invoca-se então o contexto. Fala-se de realismo. Explica-se que é preciso evitar uma ruptura total, manter um canal de comunicação e o que ainda pode ser preservado da vida católica em um ambiente de perseguição.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Mas então surge a questão: por que esse raciocínio, aceitável diante de uma potência comunista, se tornaria inaceitável diante da FSSPX?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Afinal, qual é a intenção da FSSPX? Servir a um Estado? Fundar uma igreja nacional? Promover uma ideologia alheia à fé? Evidentemente que não. Sua única razão de ser é a salvaguarda do sacerdócio católico, a transmissão integral da fé, a defesa da missa tradicional, a proteção das almas em uma crise sem precedentes da Igreja.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Quando a FSSPX fala da necessidade de bispos, não se refere à jurisdição territorial ou pessoal. Refere-se às confirmações, às ordenações e à continuidade sacramental. Refere-se à sobrevivência concreta de um sacerdócio formado segundo uma doutrina de sempre. Refere-se ao direito dos fiéis de receberem os sacramentos em sua integridade doutrinal e litúrgica.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A finalidade é radicalmente diferente. Por um lado, um poder ateu impõe bispos para escravizar a Igreja. Do outro, uma sociedade sacerdotal considera bispos para preservar a fé e os sacramentos. Colocar essas duas realidades no mesmo plano disciplinar, sem considerar a intenção nem o contexto de crise da Igreja, equivaleria a aplicar a lei de maneira abstrata, separada do fim para o qual ela existe: a salvação das almas.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">No entanto, é precisamente esse princípio que Roma invoca na China. Aceita-se uma situação imperfeita para preservar um bem maior. O bem das almas estaria menos comprometido quando se trata da Tradição? O perigo para a fé seria menor quando os fiéis são privados de crismas, ordenações, padres formados segundo a doutrina constante da Igreja?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Quem pode seriamente sustentar que a ameaça que pesa sobre as almas provém mais da FSSPX do que de um aparato estatal comunista que prende bispos fiéis, vigia os seminários e reescreve a doutrina à luz do marxismo?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A desproporção é tal que perturba muitos fiéis, muito além das fileiras da Tradição. Eles observam a paciência demonstrada em relação a Pequim. Observam também as restrições, pressões e suspeitas impostas às comunidades tradicionais. Eles constatam que se tolera amplamente onde a fé é ameaçada pelo ateísmo do Estado, mas que se mostra intransigente onde ela é defendida em sua integridade.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Não se trata de desafiar a autoridade da Santa Sé, nem de negar o seu direito de nomear bispos. Trata-se de recordar que o exercício dessa autoridade faz sempre parte da ordem da salvação das almas, que continua a ser a lei suprema da Igreja.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Se, para preservar essa salvação, Roma pode reconhecer situações canonicamente irregulares na China, como poderia considerar as consagrações motivadas unicamente pela salvaguarda do sacerdócio e da Tradição como um perigo maior?</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">O Santo Padre sabe — e a FSSPX sempre afirmou isso — que não se trata de estabelecer uma hierarquia paralela ou usurpar jurisdição. Trata-se de um ato de necessidade num contexto de crise doutrinária e litúrgica generalizada, comparável em seu princípio a outras medidas extraordinárias tomadas na história da Igreja quando a fé estava gravemente ameaçada.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">No fundo, a questão colocada não é disciplinar, mas eclesial e doutrinária. Ela diz respeito à maneira como a autoridade percebe a crise atual. Se a gravidade dessa crise da Igreja for reconhecida, certas medidas excepcionais se tornam compreensíveis. Se ela for minimizada, elas parecem intoleráveis. </span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">A resposta agora cabe a Roma.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>ENTREVISTA COM O SUPERIOR GERAL DA FSSPX &#8211; &#8220;SUPREMA LEX, SALUS ANIMARUM&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 09:15:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Davide Pagliarani]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: FSSPX Nota: Após o anúncio, em 2 de fevereiro, das futuras sagrações episcopais para a FSSPX, Sua Eminência o Cardeal Fernandez, escreveu ao Superior Geral para propor um encontro em Roma. o Superior Geral aceitou a proposta. A conversa &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/entrevista-com-o-superior-geral-da-fsspx-suprema-lex-salus-animarum/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="tm7" style="text-align: right;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/Interview-Superior-General-Screenshot03_retouchee.jpg" alt="" width="555" height="324" /></p>
<p class="tm7" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.com.br/pt/news/entrevista-com-o-superior-geral-da-fraternidade-sao-pio-x-suprema-lex-salus-animarum-57070">FSSPX</a></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Nota: Após o anúncio, em 2 de fevereiro, das futuras sagrações episcopais para a FSSPX, Sua Eminência o Cardeal Fernandez, escreveu ao Superior Geral para propor um encontro em Roma. o Superior Geral aceitou a proposta. A conversa terá lugar na quinta feira, 12 de fevereiro. Convidamos os membros e fiéis da Fraternidade a oferecerem suas orações pelo bom desenvolvimento deste encontro.</strong></span></p>
<blockquote>
<p class="tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“‘A lei suprema é a salvação das almas.’ É deste princípio superior que depende, em última instância, toda a legitimidade do nosso apostolado.”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Par_grafodalista tm14" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">1. </span></em><span class="tm17">FSSPX.News: </span><em><span class="tm15">Senhor Superior-Geral, o senhor acaba de anunciar publicamente a sua intenção de realizar as sagrações episcopais para a Fraternidade São Pio X no próximo dia 1° de julho. Por que fazer esse anúncio hoje, 2 de fevereiro?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm18" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Padre Davi Pagliarani: A festa da Purificação da Santíssima Virgem é muito significativa dentro da Fraternidade. É o dia em que os candidatos ao sacerdócio vestem a batina. A Apresentação de Nosso Senhor no Templo, que hoje celebramos, lembra aos candidatos que a chave da sua formação e da sua preparação</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">as</span> <span class="tm19">ordens</span> <span class="tm19">está</span> <span class="tm19">no</span> <span class="tm19">dom</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">si</span> <span class="tm19">mesmo,</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">passa</span> <span class="tm19">pelas</span> <span class="tm19">mãos</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">Maria.</span> <span class="tm19">Trata-se</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">festa mariana</span> <span class="tm19">de extrema importância,</span> <span class="tm19">pois,</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">anunciar uma espada de dor a Nossa Senhora,</span> <span class="tm19">Simeão</span> <span class="tm19">manifesta claramente o papel que ela tem de corredentora ao lado de seu divino Filho. Vemo-la associar-se a Nosso Senhor desde o início da sua vida terrena até a consumação do seu sacrifício no Calvário. Assim também, Nossa</span> <span class="tm19">Senhora</span> <span class="tm19">acompanha</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">futuro</span> <span class="tm19">sacerdote</span> <span class="tm19">durante</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">sua</span> <span class="tm19">formação</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">longo</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">toda</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">vida:</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">ela</span> <span class="tm19">quem continua a formar Nosso Senhor em sua alma.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm21" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">2. </span><span class="tm17">Esse anúncio vinha sendo objeto de vários rumores nos últimos meses, especialmente desde o falecimento</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">Dom</span> <span class="tm17">Tissier</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">Mallerais,</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">outubro</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">2024.</span> <span class="tm17">Por</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">esperou</span> <span class="tm17">até</span> <span class="tm17">agora?</span></em></span></strong><span id="more-34264"></span></p>
<p class="Corpodetexto tm23" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Assim como Dom Lefebvre em seu tempo, a Fraternidade tem sempre o cuidado de não se antecipar à Providência, mas segui-la, deixando-se guiar pelos seus sinais. Uma decisão tão importante não pode ser tomada levianamente, nem com precipitação.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm24" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Em</span> <span class="tm19">particular,</span> <span class="tm19">visto tratar-se</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">questão</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">evidentemente</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">interesse</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">autoridade</span> <span class="tm19">suprema</span> <span class="tm19">da Igreja, era necessário antes fazer gestões junto à Santa Sé – coisa que nós fizemos – e aguardar um prazo razoável para que pudessem nos responder. Não é uma decisão que poderíamos tomar sem manifestar concretamente o nosso reconhecimento da autoridade do Santo Padre.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm25" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">3. </span><span class="tm17">Na</span> <span class="tm17">sua homilia,</span> <span class="tm17">o senhor disse</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">tinha de</span> <span class="tm17">fato escrito ao Papa. Poderia contar-nos</span> <span class="tm17">mais</span> <span class="tm17">acerca </span><span class="tm22">disso?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">No verão passado, escrevi ao Santo Padre para lhe pedir uma audiência. Não tendo recebido resposta, escrevi-lhe uma nova carta alguns meses mais tarde, de maneira simples e filial, sem lhe esconder nada</span> <span class="tm19">das nossas necessidades. Mencionei nossas divergências doutrinais, mas também o nosso desejo sincero de servir incansavelmente a Igreja católica, pois somos servidores da Igreja, apesar do nosso estatuto canônico não reconhecido.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm29" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Em decorrência desta segunda carta, chegou-nos, há alguns dias, uma resposta de Roma, da parte do Cardeal</span> <span class="tm19">Fernández.</span> <span class="tm19">Infelizmente,</span> <span class="tm19">ela</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">leva</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">modo</span> <span class="tm19">algum</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">consideração</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">proposta</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">formulamos, nem propõe nada que responda às nossas solicitações.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Esta proposta, tendo em conta as circunstâncias de todo particulares em que se encontra a Fraternidade, consiste concretamente em pedir que a Santa Sé aceite deixar-nos continuar temporariamente em nossa situação de exceção, para bem das almas que recorrem a nós. Prometemos ao Papa envidar todos os esforços para preservar a Tradição e fazer dos nossos fiéis verdadeiros filhos da Igreja. Parece-me que tal proposta</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">mesmo</span> <span class="tm19">tempo realista e</span> <span class="tm19">razoável,</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">poderia,</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">si</span> <span class="tm19">mesma,</span> <span class="tm19">receber</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">aprovação</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">Santo </span><span class="tm20">Padre.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm30" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">4. </span><span class="tm17">Mas</span> <span class="tm17">nesse</span> <span class="tm17">caso,</span> <span class="tm17">se</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">ainda</span> <span class="tm17">não</span> <span class="tm17">recebeu</span> <span class="tm17">essa</span> <span class="tm17">aprovação,</span> <span class="tm17">por</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">razão</span> <span class="tm17">considera</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">deve, mesmo assim, realizar as consagrações episcopais?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm23" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Trata-se de um expediente extremo, proporcional a uma necessidade real e igualmente extrema. É certo que</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">simples</span> <span class="tm19">existência</span> <span class="tm19">de uma</span> <span class="tm19">necessidade para</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">bem</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">significa</span> <span class="tm19">que,</span> <span class="tm19">para responder</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">ela, </span><span class="tm20">toda</span> <span class="tm20">e</span> <span class="tm20">qualquer</span> <span class="tm20">iniciativa</span> <span class="tm20">esteja</span> <span class="tm20">automaticamente justificada.</span> <span class="tm20">Mas</span> <span class="tm20">no</span> <span class="tm20">nosso</span> <span class="tm20">caso,</span> <span class="tm20">depois</span> <span class="tm20">de</span> <span class="tm20">um longo</span> <span class="tm20">período </span><span class="tm19">de</span> <span class="tm19">espera,</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">observação</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">oração,</span> <span class="tm19">parece-nos</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">podemos</span> <span class="tm19">hoje</span> <span class="tm19">afirmar</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">estado</span> <span class="tm19">objetivo</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">grave necessidade em que se encontram as almas, a Fraternidade e a Igreja, exige uma decisão dessa ordem.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Com o legado que nos foi deixado pelo Papa Francisco, as razões de fundo que já haviam justificado as sagrações de 1988 subsistem plenamente e parecem mesmo, sob muitos aspectos, ter ganhado uma nova premência. O Concílio Vaticano II mais do que nunca segue sendo a bússola que orienta os homens da Igreja, e estes, ao que parece, não irão mudar de rumo no futuro próximo. As principais diretrizes que</span> <span class="tm19">já</span> <span class="tm19">se delineiam para o novo pontificado, em particular por meio do último consistório, só fazem confirmar isso: percebe-se nelas uma determinação explícita de conservar a linha de Francisco como um caminho irreversível para toda a Igreja.</span></span></p>
<blockquote>
<p class="tm33" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“Prometemos</span> <span class="tm9">ao</span> <span class="tm9">Papa</span> <span class="tm9">envidar</span> <span class="tm9">todos</span> <span class="tm9">os</span> <span class="tm9">esforços</span> <span class="tm9">para</span> <span class="tm9">preservar</span> <span class="tm9">a</span> <span class="tm9">Tradição e fazer dos nossos fiéis verdadeiros filhos da Igreja.”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Corpodetexto tm35" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">É algo triste de constatar, mas é um fato: numa paróquia comum, os fiéis já não encontram os meios necessários para assegurar a sua salvação eterna. Isso diz respeito, em particular, à pregação integral da verdade e da moral católicas, bem como à administração dos sacramentos tal como a Igreja desde sempre o tem feito. Temos aí um resumo do que é o estado de necessidade. E nesse contexto crítico, os nossos bispos estão envelhecendo, e com o crescimento contínuo do apostolado, já não são suficientes para responder às demandas dos fiéis no mundo inteiro.</span></p>
<p class="Par_grafodalista tm36" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">5. </span><span class="tm17">Em que sentido o senhor considera que o consistório do mês passado confirma a direção tomada pelo Papa Francisco?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm18" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Naquela ocasião, o cardeal Fernández, em nome do papa Leão, convidou a Igreja a retornar à intuição fundamental de Francisco, expressa em </span><em><span class="tm11">Evangelii gaudium</span></em><span class="tm19">, sua encíclica-chave: trata-se, de um modo geral,</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">reduzir</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">anúncio</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">Evangelho</span> <span class="tm19">à</span> <span class="tm19">sua</span> <span class="tm19">expressão</span> <span class="tm19">primitiva</span> <span class="tm19">essencial,</span> <span class="tm19">valendo-se</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">fórmulas</span> <span class="tm19">muito concisas e impactantes – o </span><em><span class="tm11">“querigma” </span></em><span class="tm19">–, tendo em vista uma “experiência”, um encontro imediato com Cristo, deixando de lado todo o resto, por mais precioso que seja – em termos concretos, o conjunto dos elementos da Tradição, tidos por acessórios e secundários. É esse método de nova evangelização que produziu o vazio doutrinal característico do pontificado de Francisco, fortemente sentido por todo um setor da Igreja.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm23" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É evidente que, numa perspectiva como essa, é sempre necessário preocupar-se em oferecer respostas novas e adequadas às questões que vão surgindo: essa tarefa, porém, deve ser realizada por meio da reforma</span> <span class="tm19">sinodal,</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">pela</span> <span class="tm19">redescoberta</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">respostas</span> <span class="tm19">clássicas</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">sempre</span> <span class="tm19">válidas</span> <span class="tm19">fornecidas</span> <span class="tm19">pela</span> <span class="tm19">Tradição da</span> <span class="tm19">Igreja.</span> <span class="tm19">Foi</span> <span class="tm19">assim,</span> <span class="tm19">no</span> <span class="tm19">“sopro</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">Espírito”</span> <span class="tm19">dessa</span> <span class="tm19">reforma</span> <span class="tm19">sinodal,</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">Francisco</span> <span class="tm19">conseguiu</span> <span class="tm19">impor</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">toda a Igreja decisões catastróficas, como a que autoriza a comunhão dos divorciados que se casaram de novo ou a bênção de casais do mesmo sexo.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm37" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Em síntese: de um lado, pelo </span><em><span class="tm11">“querigma”</span></em><span class="tm19">, isola-se o anúncio do Evangelho de todo o </span><em><span class="tm11">corpus</span> </em><span class="tm19">da doutrina e da moral tradicionais; de outro, pela sinodalidade, substituem-se as respostas tradicionais por decisões aleatórias,</span> <span class="tm19">frequentemente</span> <span class="tm19">absurdas</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">doutrinalmente</span> <span class="tm19">injustificáveis.</span> <span class="tm19">O</span> <span class="tm19">próprio</span> <span class="tm19">Cardeal</span> <span class="tm19">Zen</span> <span class="tm19">considera</span> <span class="tm19">esse método</span> <span class="tm19">manipulador</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">julga</span> <span class="tm19">blasfemo</span> <span class="tm19">atribuí-lo</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">Espírito</span> <span class="tm19">Santo.</span> <span class="tm19">E</span> <span class="tm19">receio</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">infelizmente</span> <span class="tm19">ele</span> <span class="tm19">tenha</span> <span class="tm19">razão.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm38" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">6. </span><span class="tm17">O</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">fala</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">servir</span> <span class="tm17">à</span> <span class="tm17">Igreja,</span> <span class="tm17">mas,</span> <span class="tm17">na</span> <span class="tm17">prática,</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">Fraternidade</span> <span class="tm17">pode</span> <span class="tm17">dar</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">impressão</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">desafiar a Igreja, sobretudo no caso de sagrações episcopais. Como o senhor explica isso ao Papa?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Servimos à Igreja, antes de tudo, servindo às almas. Trata-se de um fato objetivo, independentemente de qualquer outra consideração. A Igreja, em sua essência, existe para as almas: tem por finalidade sua santificação e salvação. Todos os belos discursos, os mais diversos debates, os grandes temas sobre os quais se discute ou se poderia discutir, não têm sentido nenhum se não tiverem como objetivo a salvação das almas. É importante lembrar isso, pois hoje existe o perigo de a Igreja ocupar-se de tudo e de nada ao mesmo tempo. A preocupação ecológica, por</span> <span class="tm19">exemplo, ou a defesa dos direitos das</span> <span class="tm19">minorias, das</span> <span class="tm19">mulheres ou dos imigrantes, trazem o risco de nos fazer perder de vista a missão essencial da Igreja. Se a Fraternidade São Pio X luta por manter a Tradição, com tudo o que isso acarreta, é unicamente porque esses tesouros são indispensáveis para a salvação das almas, e porque nada mais busca além disto: o bem das almas e o do sacerdócio ordenado à sua santificação.</span></span></p>
<blockquote>
<p class="tm39" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“Numa paróquia comum, os fiéis já não encontram os meios necessários para assegurar a sua salvação eterna. </span></span><span style="color: #000000;"><span class="tm42">Temos</span> <span class="tm42">aí um resumo</span> <span class="tm42">do que</span> <span class="tm42">é</span> <span class="tm42">o estado de </span><span class="tm43">necessidade.”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Corpodetexto tm35" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Ao agir assim, pomos a serviço da própria Igreja aquilo que nós mantemos. Oferecemos à Igreja não um museu de coisas antigas e empoeiradas, mas a Tradição em sua plenitude e fecundidade; a Tradição que santifica as almas, que as transforma, que suscita vocações e famílias autenticamente católicas. Noutras palavras, é para o próprio Papa, enquanto tal, que mantemos esse tesouro, até o dia em que o seu valor</span> <span class="tm19">seja novamente compreendido</span> <span class="tm19">e o</span> <span class="tm19">Papa</span> <span class="tm19">queira usar desse</span> <span class="tm19">tesouro para</span> <span class="tm19">o bem</span> <span class="tm19">de toda</span> <span class="tm19">a Igreja.</span> <span class="tm19">Pois é</span> <span class="tm19">a Ela que pertence a Tradição.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm14" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">7. </span><span class="tm17">O senhor fala do bem das almas, mas a Fraternidade não tem missão sobre as almas. Pelo contrário, foi canonicamente suprimida há mais de cinquenta anos. Com base em quê se pode justificar uma missão da Fraternidade junto às almas?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Trata-se simplesmente de uma questão de caridade. Não queremos atribuir-nos uma missão que não temos. Mas,</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">mesmo tempo,</span> <span class="tm19">não podemos</span> <span class="tm19">ficar</span> <span class="tm19">de braços</span> <span class="tm19">cruzados</span> <span class="tm19">diante da aflição</span> <span class="tm19">espiritual</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas que estão, cada vez mais, perplexas, desorientadas e perdidas. Elas clamam por socorro. E, depois de</span> <span class="tm19">terem procurado por muito tempo, é natural que seja nas riquezas da Tradição da Igreja integralmente vivida onde irão encontrar, com profunda alegria, a luz e o consolo. Em relação a essas almas, temos uma verdadeira responsabilidade, ainda que não tenhamos nenhuma missão oficial: se alguém vê na rua uma pessoa em perigo, tem o dever</span> <span class="tm19">de lhe prestar socorro de acordo com as suas possibilidades,</span> <span class="tm19">ainda que não seja bombeiro nem policial.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Dessa forma, o</span> <span class="tm19">número de almas</span> <span class="tm19">que nos têm procurado vem crescendo sem parar com o</span> <span class="tm19">passar</span> <span class="tm19">dos</span> <span class="tm19">anos, e inclusive aumentou consideravelmente na última década. Ignorar as suas necessidades e abandoná-las seria o mesmo que traí-las e, assim, trair a própria Igreja, pois, não custa repetir: a Igreja existe para as almas e não para alimentar discursos vãos e fúteis.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Essa caridade é um dever que preside a todos os demais. É o próprio direito da Igreja que prescreve que seja</span> <span class="tm19">assim.</span> <span class="tm19">No</span> <span class="tm19">espírito</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">direito</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Igreja,</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">expressão</span> <span class="tm19">jurídica</span> <span class="tm19">dessa</span> <span class="tm19">caridade,</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">bem</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas</span> <span class="tm19">vem antes de tudo. Representa verdadeiramente a lei das leis, à qual todas as demais estão subordinadas e contra a qual nenhuma lei eclesiástica pode prevalecer. O axioma </span><em><span class="tm11">suprema lex, salus animarum </span></em><span class="tm19">– a salvação</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">lei</span> <span class="tm19">suprema</span> <span class="tm19">–</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">máxima</span> <span class="tm19">clássica</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">tradição</span> <span class="tm19">canônica,</span> <span class="tm19">retomada</span> <span class="tm19">explicitamente pelo cânon final do Código de 1983; no atual estado de necessidade, é desse princípio superior que depende, em última instância, toda a legitimidade do nosso apostolado e da nossa missão junto às almas que vêm nos procurar. Trata-se, para nós, de um papel de suplência, em nome dessa mesma caridade.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm44" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">8. </span><span class="tm17">O</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">está</span> <span class="tm17">ciente</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">que,</span> <span class="tm17">ao</span> <span class="tm17">considerar</span> <span class="tm17">novas</span> <span class="tm17">sagrações</span> <span class="tm17">episcopais,</span> <span class="tm17">poderia</span> <span class="tm17">colocar</span> <span class="tm17">os</span> <span class="tm17">fiéis</span> <span class="tm17">que recorrem</span> <span class="tm17">à</span> <span class="tm17">Fraternidade</span> <span class="tm17">diante</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">um</span> <span class="tm17">dilema:</span> <span class="tm17">ou</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">escolha</span> <span class="tm17">da</span> <span class="tm17">Tradição</span> <span class="tm17">integral,</span> <span class="tm17">com</span> <span class="tm17">tudo</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">que isso implica, ou a “plena” comunhão com a hierarquia da Igreja?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Esse dilema é,</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">realidade,</span> <span class="tm19">apenas aparente.</span> <span class="tm19">É evidente que</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">católico</span> <span class="tm19">deve manter, ao</span> <span class="tm19">mesmo</span> <span class="tm19">tempo,</span> <span class="tm19">a Tradição integral e a comunhão com a hierarquia. Não pode escolher entre esses bens, que são ambos </span><span class="tm20">necessários.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm45" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Porém o que com demasiada frequência se esquece é que a comunhão está fundada essencialmente na fé católica, com tudo o que isso implica: a começar por uma verdadeira vida sacramental e pelo exercício de um governo que prega essa mesma fé e faz com que ela seja posta em prática, usando de sua autoridade não de modo arbitrário, mas realmente em vista do bem espiritual das almas que lhe foram confiadas.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm45" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É justamente para garantir esses fundamentos, essas condições necessárias à própria existência da comunhão</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">Igreja,</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Fraternidade</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">pode</span> <span class="tm19">aceitar</span> <span class="tm19">aquilo</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">se</span> <span class="tm19">opõe</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">essa</span> <span class="tm19">comunhão</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">desvirtua, ainda quando, paradoxalmente, isso vem daqueles mesmos que exercem a autoridade na Igreja.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm46" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">9. </span><span class="tm17">Poderia</span> <span class="tm17">dar-nos</span> <span class="tm17">um</span> <span class="tm17">exemplo</span> <span class="tm17">concreto</span> <span class="tm17">daquilo</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">Fraternidade</span> <span class="tm17">não</span> <span class="tm17">pode</span> <span class="tm22">aceitar?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm47" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">O</span> <span class="tm19">primeiro</span> <span class="tm19">exemplo</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">me vem</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">mente</span> <span class="tm19">remonta</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">ano</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">2019,</span> <span class="tm19">quando</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">Papa</span> <span class="tm19">Francisco,</span> <span class="tm19">por</span> <span class="tm19">ocasião da sua visita à península arábica, assinou junto com um imã a famosa declaração de Abu Dhabi. Nela ele afirmava, juntamente com o chefe muçulmano, que a pluralidade das religiões como tal era algo desejado pela Sabedoria divina.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É evidente que uma comunhão que se fundasse na aceitação de tal afirmação, ou que a incluísse, simplesmente</span> <span class="tm19">não seria</span> <span class="tm19">católica,</span> <span class="tm19">pois</span> <span class="tm19">implicaria</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">pecado</span> <span class="tm19">contra</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">primeiro</span> <span class="tm19">mandamento</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">negação</span> <span class="tm19">do primeiro artigo do Credo. Considero que uma afirmação como aquela é mais do que um simples erro. É algo</span> <span class="tm19">simplesmente</span> <span class="tm19">inconcebível.</span> <span class="tm19">Não</span> <span class="tm19">pode</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">fundamento</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">comunhão</span> <span class="tm19">católica,</span> <span class="tm19">mas</span> <span class="tm19">antes</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">causa da</span> <span class="tm19">sua</span> <span class="tm19">dissolução.</span> <span class="tm19">Creio</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">católico</span> <span class="tm19">deveria</span> <span class="tm19">preferir</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">martírio</span> <span class="tm19">antes</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">aceitar</span> <span class="tm19">semelhante</span> <span class="tm19">afirmação.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm14" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">10. </span><span class="tm17">Em todo o mundo, a percepção dos erros denunciados desde há muito tempo pela Fraternidade vem crescendo, especialmente na internet. Não seria conveniente deixar que esse movimento se desenvolvesse, confiando na Providência, em vez de intervir por meio de um gesto público tão impactante como o são as sagrações episcopais?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Trata-se</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">movimento</span> <span class="tm19">certamente</span> <span class="tm19">positivo,</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">podemos</span> <span class="tm19">deixar</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">nos</span> <span class="tm19">alegrar</span> <span class="tm19">por</span> <span class="tm19">ele.</span> <span class="tm19">Decerto</span> <span class="tm19">vem ilustrar a legitimidade daquilo que a Fraternidade defende, e cabe encorajar essa difusão da verdade por todos</span> <span class="tm19">os</span> <span class="tm19">meios disponíveis. Dito isso, trata-se de um movimento que tem limites, pois</span> <span class="tm19">o combate da fé não pode restringir-se nem esgotar-se em discussões e posicionamentos que têm por arena a internet ou as redes sociais.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É claro que a santificação de uma alma depende de uma profissão de fé autêntica, mas esta deve levar afinal a uma verdadeira vida cristã. Ora, no domingo as almas não precisam consultar uma plataforma da internet; precisam de um sacerdote que as confesse e instrua, que celebre para elas a Santa Missa, que as santifique verdadeiramente e as conduza a Deus. As almas precisam de sacerdotes. E, para que haja sacerdotes, é preciso haver bispos, e não “</span><em><span class="tm11">influencers</span></em><span class="tm19">”. Noutras palavras, é preciso voltar à realidade, isto é, à realidade das almas e das suas necessidades objetivas concretas. As sagrações episcopais não têm outra</span> <span class="tm19">finalidade</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">esta:</span> <span class="tm19">garantir,</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">os</span> <span class="tm19">fiéis</span> <span class="tm19">ligados</span> <span class="tm19">à</span> <span class="tm19">Tradição,</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">administração</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">sacramento</span> <span class="tm19">da Confirmação, da Ordem e de tudo o que deles decorre.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm48" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">11. </span><span class="tm17">O senhor não teme que, apesar das suas boas intenções, a Fraternidade possa, de algum modo, acabar por se achar a Igreja, ou atribuir-se um papel insubstituível?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">De</span> <span class="tm19">modo</span> <span class="tm19">algum</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Fraternidade</span> <span class="tm19">deseja</span> <span class="tm19">colocar-se</span> <span class="tm19">no</span> <span class="tm19">lugar</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Igreja</span> <span class="tm19">ou</span> <span class="tm19">assumir</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">missão</span> <span class="tm19">dela;</span> <span class="tm19">pelo</span> <span class="tm19">contrário, conserva uma profunda consciência de existir unicamente para servi-la, apoiando-se exclusivamente naquilo que a própria Igreja sempre e universalmente pregou, acreditou e realizou.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm45" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">A Fraternidade, além disso, tem plena consciência de que não é ela que salva a Igreja, pois somente Nosso Senhor guarda e salva a sua Esposa – Ele que nunca deixa de velar por ela.</span></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm27" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">A Fraternidade é tão somente, em circunstâncias que não foram escolhidas por ela, um meio privilegiado para se permanecer fiel à Igreja. Atenta à missão da sua Mãe, que durante vinte séculos alimentou os seus </span><span style="color: #000000;"><span class="tm19">filhos pela doutrina e pelos sacramentos, a Fraternidade consagra-se filialmente à preservação e à defesa da Tradição integral, usando de uma liberdade sem paralelo,</span> <span class="tm19">a fim de poder permanecer fiel a esse legado. Segundo a expressão de Dom Lefebvre, a Fraternidade é somente uma obra “da Igreja católica, que continua a transmitir a doutrina”; o seu papel</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">como o de</span> <span class="tm19">um “carteiro que leva uma carta”.</span> <span class="tm19">E o seu maior desejo é que todos os pastores católicos se juntem a ela no cumprimento desse dever.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm49" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><strong><span class="tm16">12. </span><span class="tm17">Voltemos</span> <span class="tm17">ao</span> <span class="tm17">Papa.</span> <span class="tm17">O</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">considera</span> <span class="tm17">realista</span> <span class="tm17">pensar</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">Santo</span> <span class="tm17">Padre</span> <span class="tm17">possa</span> <span class="tm17">aceitar,</span> <span class="tm17">ou</span> </strong><span class="tm17"><strong>sequer tolerar, que a Fraternidade consagre bispos sem mandato pontifício</strong>?</span></em></span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">O</span> <span class="tm19">Papa</span> <span class="tm19">é,</span> <span class="tm19">antes</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">tudo,</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">pai.</span> <span class="tm19">Como</span> <span class="tm19">tal,</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">capaz</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">discernir</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">intenção</span> <span class="tm19">reta,</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">vontade</span> <span class="tm19">sincera de servir a Igreja e, sobretudo, um verdadeiro caso de consciência numa situação excepcional. Esses elementos são objetivos, como todos os que conhecem a Fraternidade podem reconhecer, mesmo sem necessariamente partilhar das suas posições.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm49" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">13. </span><span class="tm17">Isso</span> <span class="tm17">é</span> <span class="tm17">compreensível</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">teoria.</span> <span class="tm17">Mas</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">pensa</span> <span class="tm17">que,</span> <span class="tm17">concretamente,</span> <span class="tm17">Roma</span> <span class="tm17">possa</span> <span class="tm17">tolerar</span> <span class="tm17">uma decisão desse tipo por parte da Fraternidade?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">O futuro permanece nas mãos do Santo Padre e, evidentemente, nas da Providência. No entanto, é preciso reconhecer que a Santa Sé é por vezes capaz de dar mostras de um certo pragmatismo, e mesmo de uma flexibilidade surpreendente, quando está convencida de agir para o bem das almas.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm50" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Tomemos o caso muito atual das relações com o governo chinês. Apesar de um verdadeiro cisma da Igreja patriótica chinesa; apesar de uma perseguição ininterrupta contra a Igreja do Silêncio, fiel a Roma; apesar de acordos repetidamente renovados e em seguida violados pelo governo chinês: apesar de tudo isso, em 2023 o Papa Francisco aprovou </span><em><span class="tm11">a posteriori </span></em><span class="tm19">a nomeação do bispo de Xangai pelas autoridades chinesas. Mais recentemente, o Papa Leão XIV acabou aceitando </span><em><span class="tm11">a posteriori </span></em><span class="tm19">a nomeação do bispo de Xinxiang, designado</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">mesmo</span> <span class="tm19">modo</span> <span class="tm19">durante</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">vacância</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Sé</span> <span class="tm19">Apostólica,</span> <span class="tm19">enquanto</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">bispo</span> <span class="tm19">fiel</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Roma,</span> <span class="tm19">várias</span> <span class="tm19">vezes encarcerado,</span> <span class="tm19">ainda</span> <span class="tm19">estava</span> <span class="tm19">encarregado</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">diocese.</span> <span class="tm19">Em</span> <span class="tm19">ambos</span> <span class="tm19">os</span> <span class="tm19">casos,</span> <span class="tm19">trata-se</span> <span class="tm19">evidentemente</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">prelados favoráveis ao governo, impostos unilateralmente por Pequim com o objetivo de controlar a Igreja Católica na China. Convém notar que não se trata aqui de meros bispos auxiliares, mas sim de bispos residenciais, isto</span> <span class="tm19">é,</span> <span class="tm19">os pastores ordinários da</span> <span class="tm19">sua</span> <span class="tm19">respectiva</span> <span class="tm19">diocese</span> <span class="tm19">(ou</span> <span class="tm19">prefeitura),</span> <span class="tm19">com jurisdição</span> <span class="tm19">sobre os sacerdotes e os fiéis locais. Em Roma, sabe-se muito bem com que finalidade esses pastores foram escolhidos e impostos unilateralmente.</span></span></p>
<blockquote>
<p class="tm51" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“A Fraternidade</span> <span class="tm9">São Pio X nada mais</span> <span class="tm9">busca além disto: o bem das</span> <span class="tm9">almas e o do sacerdócio ordenado à sua santificação.”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Corpodetexto tm35" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">O</span> <span class="tm19">caso</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Fraternidade</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">bem</span> <span class="tm19">diferente:</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">evidente</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">estamos</span> <span class="tm19">aí</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">favorecer</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">poder</span> <span class="tm19">comunista ou anticatólico, mas apenas para salvaguardar os direitos de Cristo Rei e da Tradição da Igreja, num momento de crise e de confusão generalizadas em que estes direitos se encontram gravemente comprometidos. As intenções</span> <span class="tm19">e as finalidades evidentemente não são as mesmas. O Papa sabe disso. Além do quê, o Santo Padre sabe muito bem que a Fraternidade de modo nenhum pretende conferir aos seus bispos qualquer jurisdição que seja, o que equivaleria a criar uma Igreja paralela.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm45" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Francamente, não vejo como o Papa poderia recear um perigo maior para as almas da parte da Fraternidade que da parte do governo de Pequim.</span></p>
<p class="Par_grafodalista tm52" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">14. </span><span class="tm17">O senhor acha que, no que diz respeito à missa tradicional, a necessidade das almas é hoje tão grave</span> <span class="tm17">quanto</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">1988? Após</span> <span class="tm17">as</span> <span class="tm17">vicissitudes por</span> <span class="tm17">que passou</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">rito de</span> <span class="tm17">São</span> <span class="tm17">Pio</span> <span class="tm17">V</span></em><span class="tm17">, </span><em><span class="tm15">sua</span> <span class="tm17">liberação</span> <span class="tm17">por Bento</span> <span class="tm17">XVI</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">2007,</span> <span class="tm17">as</span> <span class="tm17">restrições</span> <span class="tm17">impostas</span> <span class="tm17">por</span> <span class="tm17">Francisco</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">2021&#8230;</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">direção</span> <span class="tm17">estamos</span> <span class="tm17">indo com o novo Papa?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm53" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Até onde me é dado saber, o Papa Leão XIV guardou certa discrição sobre esse tema, que tem suscitado grande expectativa no mundo conservador. Mas há bem pouco tempo um texto do Cardeal Roche sobre a liturgia, inicialmente destinado aos cardeais que participavam do consistório do mês passado, veio a público.</span> <span class="tm19">Não</span> <span class="tm19">há</span> <span class="tm19">razão</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">duvidar</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">esse</span> <span class="tm19">texto</span> <span class="tm19">corresponde,</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">suas</span> <span class="tm19">linhas</span> <span class="tm19">gerais,</span> <span class="tm19">à</span> <span class="tm19">orientação </span><span class="tm19">desejada pelo Papa. Trata-se de um texto muito claro e, sobretudo, lógico e coerente. Infelizmente, apoia- se numa premissa falsa.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Concretamente, esse texto, em perfeita continuidade com </span><em><span class="tm11">Traditionis custodes</span></em><span class="tm19">, condena o projeto litúrgico do Papa Bento XVI. Segundo este, o rito antigo e o novo seriam duas formas mais ou menos equivalentes, e que em todo caso expressariam a mesma fé e a mesma eclesiologia, sendo, portanto, capazes de se enriquecerem mutuamente. Preocupado com a unidade da Igreja, Bento XVI quis promover</span> <span class="tm19">a coexistência dos dois ritos e publicou em 2007 o Motu proprio </span><em><span class="tm11">Summorum Pontificum</span></em><span class="tm19">. Para muitos, providencialmente,</span> <span class="tm19">isso</span> <span class="tm19">permitiu</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">redescoberta</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Missa</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">sempre;</span> <span class="tm19">mas,</span> <span class="tm19">com</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">tempo,</span> <span class="tm19">também</span> <span class="tm19">fez</span> <span class="tm19">surgir um movimento de questionamento do novo rito, movimento que foi visto como problemático e que </span><em><span class="tm11">Traditionis custodes </span></em><span class="tm19">em 2021 procurou conter.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Fiel a Francisco, o Cardeal Roche por sua vez apregoa a unidade da Igreja, mas segundo uma ideia e por meios diametralmente opostos aos de Bento XVI: ao mesmo tempo em que mantém a afirmação de uma continuidade entre um rito e outro através da reforma, opõe-se firmemente à sua coexistência. Enxerga nela</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">fonte</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">divisão,</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">ameaça</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">unidade,</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">deve</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">superada</span> <span class="tm19">pelo</span> <span class="tm19">retorno</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">autêntica comunhão litúrgica: “O bem primordial da unidade da Igreja não se obtém ‘congelando’ a divisão, mas ao encontrarmo-nos todos na partilha daquilo que não pode deixar de ser partilhado”. A Igreja “deve ter um único rito”, em plena harmonia com o verdadeiro sentido da Tradição.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Como princípio, é</span> <span class="tm19">justo</span> <span class="tm19">e coerente, pois</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Igreja, tendo</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">só</span> <span class="tm19">fé e</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">só</span> <span class="tm19">eclesiologia,</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">pode</span> <span class="tm19">deixar de ter uma só liturgia capaz de expressá-las adequadamente… Mas o princípio foi mal aplicado, pois, seguindo a lógica da nova eclesiologia pós-conciliar, o Cardeal Roche concebe a Tradição como algo evolutivo,</span> <span class="tm19">e o</span> <span class="tm19">novo</span> <span class="tm19">rito</span> <span class="tm19">como</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">sua</span> <span class="tm19">única</span> <span class="tm19">expressão</span> <span class="tm19">viva</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">nosso</span> <span class="tm19">tempo;</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">valor do</span> <span class="tm19">rito</span> <span class="tm19">tridentino</span> <span class="tm19">não pode, portanto, ser considerado senão como algo que ficou para trás, e o seu uso, quando muito, uma “concessão”, “de modo algum uma promoção”.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Agora, portanto, ficou mais claro que existe uma “divisão” e uma incompatibilidade atual entre os dois ritos. Mas não nos enganemos: a única liturgia que expressa adequadamente, de modo imutável e não evolutivo, a concepção tradicional da Igreja, da vida cristã, do sacerdócio católico, é aquela de sempre. Quanto a este ponto, a oposição da Santa Sé parece, mais do que nunca, irrevogável.</span></p>
<p class="Par_grafodalista tm25" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">15. </span><span class="tm17">O Cardeal Roche, não obstante, reconhece que existem ainda alguns problemas na aplicação da reforma litúrgica. O senhor pensa que isso possa conduzir a uma tomada de consciência quanto aos limites dessa reforma?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É interessante ver que, passados sessenta anos, ainda se reconhece a existência de uma</span> <span class="tm19">dificuldade real</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">aplicação da reforma litúrgica, cuja riqueza</span> <span class="tm19">ainda estaria por descobrir:</span> <span class="tm19">é um refrão</span> <span class="tm19">que vimos ouvindo desde sempre, sempre que se aborda esse tema, e que o texto do Cardeal Roche não deixa de mencionar. Porém, em vez de se perguntar sinceramente sobre as deficiências intrínsecas da nova missa, e portanto sobre o fracasso geral dessa reforma, em vez de encarar o</span> <span class="tm19">fato de que as igrejas se esvaziam e as vocações diminuem; em vez de se perguntar por que razão o rito tridentino continua a atrair tantas almas… a única solução que o Cardeal Roche consegue vislumbrar é uma urgente formação prévia dos fiéis e dos </span><span class="tm20">seminaristas.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm55" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Sem se dar conta, ele entra num círculo vicioso: na verdade é a própria liturgia que deveria formar as almas. Durante quase dois mil anos, as almas, muitas vezes analfabetas, foram edificadas e santificadas pela própria liturgia, sem necessidade de nenhuma formação prévia. Não reconhecer a incapacidade intrínseca do </span><em><span class="tm11">Novus Ordo </span></em><span class="tm19">para edificar as almas, exigindo ademais uma melhor formação, parece-me ser um sinal de cegueira incurável. Chegamos, assim, a paradoxos chocantes: a reforma foi desejada para favorecer a participação dos fiéis; ora, estes abandonaram a Igreja em massa, porque essa liturgia insossa não foi capaz de alimentá-los; e isso supostamente não teria nada a ver com a própria reforma!</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm48" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">16. H</span><span class="tm17">oje, em muitos países, ainda existem grupos não ligados à Fraternidade e que no entanto se beneficiam do uso do missal de 1962. Tais possibilidades quase não existiam em 1988. Não constituiriam</span> <span class="tm17">eles</span> <span class="tm17">uma</span> <span class="tm17">alternativa</span> <span class="tm17">suficiente</span> <span class="tm17">para</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">momento,</span> <span class="tm17">tornando</span> <span class="tm17">assim</span> <span class="tm17">prematuras</span> <span class="tm17">novas sagrações episcopais?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm45" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">A pergunta que devemos fazer é a seguinte: tais possibilidades correspondem àquilo de que a Igreja e as almas têm necessidade? Respondem de maneira suficiente à necessidade das almas?</span></p>
<p class="Corpodetexto tm37" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É inegável que, onde quer que a missa tradicional seja celebrada, é o verdadeiro rito da Igreja que resplandece, com esse profundo senso do sagrado</span> <span class="tm19">que não</span> <span class="tm19">se encontra no novo rito. Contudo, não se pode deixar de lado o contexto em que essas celebrações ocorrem. Ora, independentemente da boa vontade desta ou daquela pessoa, o contexto parece claro, sobretudo desde o </span><em><span class="tm11">Traditionis Custodes</span></em><span class="tm19">, confirmado aliás pelo Cardeal Roche: trata-se de uma Igreja onde o único rito oficial “normal” é o de Paulo VI. A celebração do rito de sempre se dá, portanto, num regime que podemos chamar de exceção: os adeptos desse rito recebem, por benevolência gratuita, dispensas que lhes permitem celebrá-lo, mas estas se inserem na lógica da nova eclesiologia e supõem, por isso, que a nova liturgia continua a ser o critério da piedade dos fiéis e a expressão autêntica da vida da Igreja.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm56" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">17. </span><span class="tm17">Por que o senhor diz que não é possível deixar de lado esse contexto de exceção? Não há algum</span> <span class="tm17">bem nisso, apesar de tudo? Quais as consequências concretas que deveríamos lamentar?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm53" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Dessa situação resultam pelo menos três consequências nefastas. A mais imediata é uma profunda fragilidade</span> <span class="tm19">estrutural.</span> <span class="tm19">Os</span> <span class="tm19">sacerdotes</span> <span class="tm19">e os</span> <span class="tm19">fiéis</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">gozam</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">certos</span> <span class="tm19">privilégios</span> <span class="tm19">que lhes</span> <span class="tm19">permitem</span> <span class="tm19">fazer</span> <span class="tm19">uso da liturgia tridentina vivem angustiados pelo que o dia de amanhã pode trazer: afinal, privilégio não é direito. Enquanto a autoridade os tolerar, podem dedicar-se à sua prática religiosa sem serem incomodados. Mas, tão logo a autoridade formule certas exigências, imponha certas condições ou revogue de uma hora para outra, por uma razão qualquer, as permissões outorgadas, tanto sacerdotes como fiéis</span> <span class="tm19">se veem numa situação conflituosa, sem meio de se defenderem e com isso garantirem de modo eficaz os auxílios tradicionais com os quais as almas têm o direito de contar. Ora, como evitar de modo duradouro tais casos de consciência quando, entre duas concepções inconciliáveis da vida da Igreja, encarnadas em duas liturgias incompatíveis, uma tem direito de cidadania, ao passo que a outra é apenas tolerada?</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Para além</span> <span class="tm19">do quê – e isso me parece mais grave – já não se entende a razão por que</span> <span class="tm19">esses grupos querem</span> <span class="tm19">a liturgia tridentina, o que compromete gravemente os direitos públicos da Tradição da Igreja e, com isso, o bem das almas. Com efeito, se a Missa de sempre pode aceitar que a missa moderna seja celebrada em toda a Igreja, e se se contenta em gozar de um privilégio particular, ligado a uma preferência ou a um carisma</span> <span class="tm19">próprio,</span> <span class="tm19">como</span> <span class="tm19">entender</span> <span class="tm19">que essa</span> <span class="tm19">Missa</span> <span class="tm19">de sempre se opõe irremediavelmente à</span> <span class="tm19">missa nova,</span> <span class="tm19">e que continua</span> <span class="tm19">a ser</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">única</span> <span class="tm19">liturgia</span> <span class="tm19">verdadeiramente</span> <span class="tm19">católica</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">toda</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Igreja,</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">ninguém</span> <span class="tm19">pode</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">impedido de</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">celebrar?</span> <span class="tm19">Como</span> <span class="tm19">ter</span> <span class="tm19">consciência</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">missa</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">Paulo</span> <span class="tm19">VI</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">pode ser</span> <span class="tm19">reconhecida,</span> <span class="tm19">porque</span> <span class="tm19">constitui um afastamento considerável da teologia católica da Santa Missa, e que ninguém pode ser obrigado a celebrá-la? E</span> <span class="tm19">como</span> <span class="tm19">afastar</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">modo</span> <span class="tm19">eficaz as</span> <span class="tm19">almas</span> <span class="tm19">dessa</span> <span class="tm19">liturgia envenenada,</span> <span class="tm19">para que</span> <span class="tm19">venham</span> <span class="tm19">beber</span> <span class="tm19">nas fontes puras da liturgia católica?</span></span></p>
<blockquote>
<p class="tm57" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“A Fraternidade é tão somente, em circunstâncias que não foram escolhidas por ela, um meio privilegiado para se permanecer fiel à Igreja.”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Corpodetexto tm35" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Por fim temos uma consequência mais remota decorrente das duas anteriores, a saber, que a necessidade de</span> <span class="tm19">evitar</span> <span class="tm19">comportamentos</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">causem</span> <span class="tm19">incômodo,</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">fim</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">comprometer</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">estabilidade</span> <span class="tm19">frágil,</span> <span class="tm19">reduz numerosos pastores a um silêncio forçado, quando seria preciso levantar a voz contra este ou aquele ensinamento escandaloso que corrompe a fé ou a moral. A necessária denúncia dos erros que destroem a Igreja,</span> <span class="tm19">exigida</span> <span class="tm19">pelo</span> <span class="tm19">próprio</span> <span class="tm19">bem</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas</span> <span class="tm19">ameaçadas</span> <span class="tm19">por</span> <span class="tm19">esse</span> <span class="tm19">alimento</span> <span class="tm19">envenenado,</span> <span class="tm19">fica</span> <span class="tm19">assim</span> <span class="tm19">paralisada. Esclarece-se</span> <span class="tm19">em privado uma</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">outra pessoa,</span> <span class="tm19">quando ainda se</span> <span class="tm19">consegue</span> <span class="tm19">discernir a</span> <span class="tm19">nocividade de tal</span> <span class="tm19">ou qual</span> <span class="tm19">erro,</span> <span class="tm19">mas</span> <span class="tm19">já</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">passa</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">tímido</span> <span class="tm19">cochicho,</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">verdade</span> <span class="tm19">mal</span> <span class="tm19">consegue</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">dita</span> <span class="tm19">com</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">liberdade que requer… sobretudo em se tratando de combater princípios tacitamente aceitos. Mais uma vez, são as almas que deixam de ser iluminadas e que são privadas do pão da doutrina, do qual, não obstante, continuam</span> <span class="tm19">famintas: com o tempo, isso vai modificando progressivamente as mentalidades e conduzindo pouco</span> <span class="tm19">a pouco</span> <span class="tm19">à</span> <span class="tm19">aceitação</span> <span class="tm19">geral</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">inconsciente</span> <span class="tm19">das diversas reformas</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">afetam</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">vida</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Igreja.</span> <span class="tm19">Também em relação a essas almas,</span> <span class="tm19">a Fraternidade sente a responsabilidade de esclarecê-las e de não as abandonar.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Não se trata de apontar o dedo nem de julgar quem quer que seja, mas de abrir os olhos e constatar os fatos. Ora, somos obrigados a reconhecer que, na medida em que o uso da liturgia tradicional fica condicionado</span> <span class="tm19">à</span> <span class="tm19">aceitação</span> <span class="tm19">pelo</span> <span class="tm19">menos</span> <span class="tm19">implícita das</span> <span class="tm19">reformas</span> <span class="tm19">conciliares,</span> <span class="tm19">os</span> <span class="tm19">grupos</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">disso</span> <span class="tm19">se beneficiam não podem constituir uma resposta adequada às necessidades profundas por que passam a Igreja e as almas.</span> <span class="tm19">É, para retomar uma ideia</span> <span class="tm19">já antes</span> <span class="tm19">expressa, preciso, pelo contrário,</span> <span class="tm19">estar</span> <span class="tm19">em condições</span> <span class="tm19">de oferecer </span><span class="tm19">aos católicos de hoje a verdade sem concessões, ministrada incondicionalmente, junto com os meios de viver dela integralmente, para a salvação das almas e o bem de toda a Igreja.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm56" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">18. </span><span class="tm17">De</span> <span class="tm17">todo</span> <span class="tm17">modo,</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">não</span> <span class="tm17">acha</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">Roma</span> <span class="tm17">poderia</span> <span class="tm17">mostrar-se</span> <span class="tm17">mais</span> <span class="tm17">generosa</span> <span class="tm17">no</span> <span class="tm17">futuro,</span> <span class="tm17">em relação à Missa tradicional?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Não é impossível que Roma venha a adotar no futuro uma atitude mais aberta, como já ocorreu em 1988, em circunstâncias análogas, quando o uso do missal antigo foi outorgado a alguns grupos, numa tentativa de afastar os fiéis da Fraternidade. Caso isso viesse de novo a acontecer, seria algo muito político e muito pouco</span> <span class="tm19">doutrinal:</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">missal</span> <span class="tm19">tridentino</span> <span class="tm19">destina-se</span> <span class="tm19">exclusivamente</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">adorar</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">majestade divina</span> <span class="tm19">e a</span> <span class="tm19">alimentar</span> <span class="tm19">a fé;</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">poderia</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">instrumentalizado</span> <span class="tm19">como</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">ferramenta</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">ajustamento</span> <span class="tm19">pastoral</span> <span class="tm19">ou</span> <span class="tm19">como</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">variável de apaziguamento.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm58" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Mas ainda assim, uma benevolência maior ou menor nada mudaria quanto à nocividade do contexto descrito acima e portanto não mudaria substancialmente a situação.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm53" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Além</span> <span class="tm19">disso,</span> <span class="tm19">o cenário</span> <span class="tm19">é na</span> <span class="tm19">verdade</span> <span class="tm19">mais</span> <span class="tm19">complexo:</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">Roma,</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">Papa</span> <span class="tm19">Francisco e</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">Cardeal</span> <span class="tm19">Roche</span> <span class="tm19">se</span> <span class="tm19">deram conta de que, ao estender o uso do missal de São Pio V, desencadeia-se inevitavelmente um questionamento da reforma litúrgica e do Concílio, em proporções incômodas e sobretudo incontroláveis. É, portanto, difícil prever o que irá acontecer, mas o perigo de encerrar-se dentro de lógicas mais políticas do que doutrinárias é real.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm13" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">19. </span><span class="tm17">O</span> <span class="tm17">que o senhor gostaria</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">dizer em</span> <span class="tm17">especial</span> <span class="tm17">aos</span> <span class="tm17">fiéis</span> <span class="tm17">e aos membros</span> <span class="tm17">da</span> <span class="tm22">Fraternidade?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm47" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Gostaria de lhes dizer que o momento presente é, antes de tudo, um tempo de oração, de preparação dos corações, das almas e também das inteligências, a fim de nos dispormos à graça que essas sagrações representam</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">toda</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Igreja.</span> <span class="tm19">Isso</span> <span class="tm19">deve</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">vivido</span> <span class="tm19">no</span> <span class="tm19">recolhimento,</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">paz</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">confiança</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">Providência, que nunca abandonou a Fraternidade, nem irá abandoná-la desta vez</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm59" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">20. </span><span class="tm17">O</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">ainda</span> <span class="tm17">espera</span> <span class="tm17">poder</span> <span class="tm17">encontrar-se</span> <span class="tm17">com</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm22">Papa?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm47" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Sim, sem dúvida. Parece-me extremamente importante poder conversar com o Santo Padre, e há muitas coisas que eu gostaria de partilhar com ele, e que não pude lhe expor por escrito. Infelizmente, a resposta recebida da parte do Cardeal</span> <span class="tm19">Fernández não fala em nenhum lugar de uma possível audiência com o Papa. Pelo contrário, evoca a ameaça de novas sanções.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm59" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">21. </span><span class="tm17">Que</span> <span class="tm17">fará</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">Fraternidade</span> <span class="tm17">se</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">Santa</span> <span class="tm17">Sé</span> <span class="tm17">decidir</span> <span class="tm17">condená-</span><span class="tm22">la?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm47" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Em primeiro lugar tenhamos em mente que, em tais circunstâncias, eventuais penas canônicas não teriam nenhum efeito real.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">No entanto, caso viessem a ser pronunciadas, não há dúvida de que a Fraternidade, sem amargura, aceitaria esse novo sofrimento, assim como aceitou os sofrimentos passados, oferecendo-os sinceramente para o bem da própria Igreja. É pela Igreja que a Fraternidade trabalha. E ela tem a certeza de que, se tal situação viesse a ocorrer, seria necessariamente temporária, pois a Igreja é divina e Nosso Senhor não a </span><span class="tm20">abandona.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">A Fraternidade continuará, pois, a fazer o melhor que pode, na fidelidade à Tradição católica e a servir humildemente</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Igreja,</span> <span class="tm19">respondendo</span> <span class="tm19">às</span> <span class="tm19">necessidades</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas.</span> <span class="tm19">E</span> <span class="tm19">continuará</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">rezar</span> <span class="tm19">filialmente</span> <span class="tm19">pelo</span> <span class="tm19">Papa, como sempre tem feito, na espera de poder ver-se um dia livre dessas eventuais sanções injustas,</span> <span class="tm19">como se deu</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">2009.</span> <span class="tm19">Estamos</span> <span class="tm19">certos</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">um dia</span> <span class="tm19">as</span> <span class="tm19">autoridades</span> <span class="tm19">romanas</span> <span class="tm19">reconhecerão</span> <span class="tm19">com</span> <span class="tm19">gratidão</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">essas sagrações episcopais contribuíram providencialmente para mantermos a fé, para a maior glória de Deus e a salvação das almas.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm60" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Entrevista concedida</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">Flavigny-sur-Ozerain</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">2</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">fevereiro</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm20">2026, </span><span class="tm19">na</span> <span class="tm19">festa</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Purificação</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Santíssima</span> <span class="tm20">Virgem</span></span></p>
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		<title>VÍDEO AULA: A SOLUÇÃO PARA A CRISE NA IGREJA &#8211; D. MARCEL LEFEBVRE E A FSSPX</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 13:03:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
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		<category><![CDATA[Pe. Luiz Cláudio Camargo]]></category>

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		<description><![CDATA[O padre Luiz Cláudio Camargo apresenta um resumo da vida de Dom Marcel Lefebvre: nascimento, batismo, 1ª Comunhão, Seminário em Roma, ordenação sacerdotal, 30 anos de missões na África, sagração episcopal, sua relação com Pio XII, Superior Geral dos Espiritanos, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/video-aula-a-solucao-para-a-crise-na-igreja-d-marcel-lefebvre-e-a-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="" src="https://fsspx.com.br/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/casa-autonoma-do-brasil/camargo_0.png?itok=QLAKSxdJ" alt="" width="572" height="330" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O padre Luiz Cláudio Camargo apresenta um resumo da vida de Dom Marcel Lefebvre: nascimento, batismo, 1ª Comunhão, Seminário em Roma, ordenação sacerdotal, 30 anos de missões na África, sagração episcopal, sua relação com Pio XII, Superior Geral dos Espiritanos, o Concílio Vaticano II, a fundação da Fraternidade S. Pio X, a crise da Igreja contra a Fraternidade; não houve cisma e a excomunhão não foi válida. Os fundamentos da formação sacerdotal na Fraternidade. A solução para a crise da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Para acessar a aula, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=trCL_rQUydM">CLIQUE AQUI</a></span></strong></span></p>
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		<title>BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – FEVEREIRO/26</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 21:51:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-François Mouroux]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros fiéis, No boletim anterior, adotando uma perspectiva materialista, fizemos uma pergunta provocativa: “Quem é mais inútil do que uma criança?” Da mesma perspectiva, poderíamos responder: “Um idoso”. De fato, uma criança tem todo o futuro pela frente. Ela é &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/boletim-do-priorado-padre-anchieta-sao-paulosp-e-mensagem-do-prior-fevereiro26/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://locusmariologicus.org/wp-content/uploads/2024/01/Fra-Bartolommeo-The-Scene-of-Christ-in-the-Temple-2048x1997.jpg" alt="A apresentação do Senhor (Lc 2,21-40) - Locus Mariologicus" width="284" height="278" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Caros fiéis,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No boletim anterior, adotando uma perspectiva materialista, fizemos uma pergunta provocativa: “<em>Quem é mais inútil do que uma criança?</em>” Da mesma perspectiva, poderíamos responder: “<em>Um idoso</em>”. De fato, uma criança tem todo o futuro pela frente. Ela é muitas coisas em potência. Ela personifica a esperança. O idoso não tem futuro. Ele consome, não contribui e nunca mais produzirá nada. Aos olhos do mundo, ele é um fardo a ser eliminado. Assim, surge a eutanásia. Eufemisticamente chamada de Assistência Médica para Morrer, ela é, na realidade, mais do que isso: causa a morte, contradizendo diretamente o Quinto Mandamento. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A justificativa para essa intervenção humana é sutil: a dignidade humana. É verdade que a velhice traz declínios que podem ser humilhantes: perda de memória, perda da razão, da mobilidade e da autonomia em geral. Essas provações são difíceis para o indivíduo e para aqueles que o cercam. Mas será que causam uma perda de dignidade?</span><span id="more-34202"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim, se definirmos dignidade como felicidade terrena. Então, o sofrimento é uma falha pessoal a ser evitada. É também um fardo desnecessário para a sociedade. Compreendemos que, muito rapidamente, não se trata apenas de &#8220;<em>ajudar a morrer</em>&#8221; aqueles que estão no fim da vida, mas também aqueles que acreditam que suas vidas não valem a pena ser vividas. Passamos muito facilmente de uma noção objetiva para uma subjetiva. As pessoas solicitam a eutanásia porque são pobres, estão deprimidas ou simplesmente não alcançaram certos objetivos desejados em suas vidas. Como a noção de felicidade é subjetiva, até mesmo crianças podem recorrer a esse &#8220;<em>serviço</em>&#8220;. E, na maioria dos casos, as pessoas que desejam morrer são fisicamente e/ou mentalmente debilitadas. É fácil entender que elas não são capazes de tomar uma decisão tão grave. Não importa, a decisão será tomada no lugar delas. Qualquer pessoa cujos entes queridos acreditem que ela está sofrendo demais e que sua vida não vale mais a pena ser vivida será eliminada. Pessoas com deficiência física ou mental, doentes mentais, crianças, jovens ou idosos — em última análise, todos estão em risco. Um simples acidente pode nos lançar na categoria dos indesejáveis. Aborto e eutanásia convergem em uma cultura diabólica de morte, cujo objetivo é a destruição de indivíduos e sociedades. No Canadá, 5% das mortes são atribuídas à eutanásia. Na França, a lei sobre eutanásia está sendo estudada pelo Parlamento, enquanto o país registrou mais mortes do que nascimentos em 2025 — algo inédito desde a Segunda Guerra Mundial!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não, as provações da natureza humana não diminuem a dignidade quando consideramos que a dignidade reside, acima de tudo, na santidade da alma. O Cristo agonizante não deveria ser eutanasiado! Através dos sofrimentos da Cruz, Ele nos salvou. Santa Teresa do Menino Jesus suportou terríveis sofrimentos de tuberculose por mais de um ano, doença que finalmente lhe tirou a vida em 30 de setembro de 1897, aos 24 anos. Ela não escondia a dor extrema que a afligia dia e noite. Às irmãs que velavam por ela junto ao leito, confidenciou: &#8220;<em>É de enlouquecer</em>&#8220;, &#8220;<em>Estou sem pensar, sofro minuto a minuto</em>&#8220;, &#8220;<em>Nunca teria acreditado que fosse possível sofrer tanto! Nunca! Nunca</em>!&#8221; ou ainda: &#8220;<em>Ontem à noite, não aguentei mais; pedi à Virgem Santíssima que tomasse minha cabeça em suas mãos para que eu pudesse suportar</em>&#8220;. A dor intensa não a afastou de Deus; pelo contrário, ela encontrou forças Nele para suportá-la e até agradeceu por ter fé: “<em>Sim! Que graça ter fé! Se eu não tivesse tido fé durante minha última doença, teria tirado a minha própria vida sem hesitar um instante…”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cristão sabe que o sofrimento é redentor. Para o pecador, é um tempo de conversão e reparação para evitar o inferno e abreviar o tempo no purgatório. Para a alma santa, é um tempo de maior união com o Redentor e de obter muitas graças para os outros, bem como maior glória no Céu.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todos devemos respeitar esta fase da vida em que o corpo declina, mas a alma se eleva. O idoso é alguém que já foi, mas também alguém que será para sempre, em breve, ao entrar na eternidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A eutanásia é a negação do direito de ser feliz e útil aos enfermos. É a negação da vida espiritual. É a negação dos direitos de Deus. Cuidado para não desprezar o que Deus valoriza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No nascimento do Menino Jesus, as figuras proeminentes de Israel (nobres, sacerdotes, ricos e sábios) não o reconheceram como Salvador. Os únicos a reconhecê-lo foram os pastores pobres e ignorantes e dois idosos: Simeão e Ana. Vidas longas e fiéis ensinam perseverança à geração mais jovem. Elas merecem respeito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que o Menino Jesus proteja os idosos e os enfermos.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Padre Jean-François Mouroux, <em>Prior</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span class="tm6"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.com.br/sites/default/files/documents/boletim-priorado-fevereiro-2026.pdf">CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O BOLETIM COMPLETO DE FEVEREIRO/26, QUE INCLUI O CALENDÁRIO LITÚRGICO DO MÊS, AVISOS, ETC.</a></span></strong></p>
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		<title>VÍDEO/CURSO 8: O ESPÍRITO DE ASSIS E O MEGA ECUMENISMO DE JOÃO PAULO II</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jan 2026 13:20:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1986, pela primeira, o Papa João Paulo II reuniu em Assis, na Itália, representantes de todas as religiões para rezarem juntos. A partir dali, o papa se refere a um &#8220;espírito&#8221; novo, ecumênico, que corresponde à obra inicial do &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/videocurso-8-o-espirito-de-assis-e-o-mega-ecumenismo-de-joao-paulo-ii/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.com.br/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/casa-autonoma-do-brasil/camargo.png?itok=xrgI0bl5" alt="" width="578" height="333" /></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span class="tm8" style="color: #000000;">Em 1986, pela primeira, o Papa João Paulo II reuniu em Assis, na Itália, representantes de todas as religiões para rezarem juntos. A partir dali, o papa se refere a um &#8220;espírito&#8221; novo, ecumênico, que corresponde à obra inicial do ecumenismo no Concílio Vaticano II.</span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm8">Acesse essa aula do Pe. Gustavo Camargo </span><span style="color: #0000ff;"><strong><u><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=yP2ejR2HlpY"><span class="tm9">CLICANDO AQUI</span></a></u></strong><u><span class="tm10">.</span></u></span></span></p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: center;">*********************************************</p>
<p class="Normal tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Veja também alguns de nossos &#8220;Especiais&#8221; sobre assuntos relacionados ao vídeo:</span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-o-ecumenismo/">ESPECIAIS DO BLOG: O ECUMENISMO</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-papas-joao-paulo-ii-paulo-vi-e-joao-xxiii/">ESPECIAIS DO BLOG – PAPAS JOÃO PAULO II, PAULO VI E JOÃO XXIII</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-a-liberdade-religiosa-do-vaticano-ii/">ESPECIAIS DO BLOG: A LIBERDADE RELIGIOSA DO VATICANO II</a></strong></span></p>
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