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	<title>DOMINUS EST &#187; Mundo Moderno</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>O DIREITO DE NÃO SABER</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 14:36:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. François Delmotte]]></category>

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		<description><![CDATA[Falar sobre tudo sem saber e querer ter uma opinião sobre todos os assuntos é prova da vaidade e da presunção da alma. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est Em 8 de junho de 1978, em um famoso discurso &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-direito-de-nao-saber/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/04/Droit-de-ne-pas-savoir.jpg" alt="" width="295" height="412" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Falar sobre tudo sem saber e querer ter uma opinião sobre todos os assuntos é prova da vaidade e da presunção da alma.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte:<span style="color: #0000ff;"> <a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/spiritualite/le-droit-de-ne-pas-savoir">La Porte Latine</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 8 de junho de 1978, em um famoso discurso na Universidade de Harvard (EUA), o dissidente russo Alexander Solzhenitsyn defendeu um novo direito humano.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Todos têm o direito de saber tudo. Mas esse é um slogan falso, fruto de uma falsa era. De valor muito maior é este direito confiscado, o direito das pessoas de não saber, de não terem sua alma divina sufocada por fofocas, estupidez e palavras vazias. Uma pessoa que leva uma vida plena de trabalho e significado não tem absolutamente nenhuma necessidade desse fluxo pesado e incessante de informações. (&#8230;) A imprensa é o lugar privilegiado onde se manifestam essa pressa e essa superficialidade que constituem a doença mental do século XX. Ir ao cerne dos problemas é-lhe contraindicado, isso não está em sua natureza; ela retém apenas as frases sensacionalistas.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alexander Solzhenitsyn, discurso proferido na Universidade de Harvard, 8 de junho de 1978.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas Soljenítsin está só.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quem o ouviu? Quem reivindicou para si esse “<em>direito de não saber</em>”? E quem o colocou em prática? Ninguém, ou quase ninguém…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse apelo de Soljenitsyn denuncia um sintoma: o da superficialidade. Por trás desse sintoma, há uma doença. E essa doença tem um nome: a vaidade da alma humana. Na imprensa, nas redes sociais ou em conversas privadas, frases sensacionalistas e julgamentos precipitados são, com demasiada frequência, preferidos ao esforço pela verdade e à caridade do real.</span><span id="more-34602"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por que isso? Sem dúvida, em primeiro lugar, porque a ignorância é assustadora. De fato, é preciso tempo para refletir, para conhecer as coisas com exatidão. Por outro lado, divulgar uma informação requer apenas algumas palavras ou um clique. Assim, é fácil, e demasiado tentador, preencher o vazio que a ignorância provoca com suposições ou conjecturas sem fundamento. Elas são falsas ou distorcidas, mas parecem verdadeiras para quem as formula, porque estão em conformidade com suas crenças. E essa pessoa pouco se importa em verificar se correspondem à realidade. O que é ainda mais grave é o fato de que essas conjecturas nunca são refutadas com a mesma força do anúncio inicial. Elas se tornam, então, verdades aceitas na mente dos ouvintes, criando uma realidade paralela construída sobre areia. </span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;A necessidade de fornecer informações imediatas e confiáveis nos obriga a preencher as lacunas com conjecturas, a repetir rumores e suposições que jamais serão desmentidas e permanecerão gravadas na memória coletiva. Todos os dias, quantos julgamentos precipitados, temerários, presunçosos e falaciosos obscurecem a mente dos ouvintes – e ali se fixam!&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Alexander Solzhenitsyn, discurso proferido na Universidade de Harvard, 8 de junho de 1978.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na verdade, falar sobre tudo sem saber e querer ter uma opinião sobre todos os assuntos é uma prova da vaidade e da presunção de uma alma. Em última análise, trata-se de um traço de orgulho. Soljenitsyne evoca a necessidade de transmitir informações com segurança.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não é isso que o homem pensa na maioria das vezes? Todos acreditam ter a necessidade, a obrigação, de dar sua opinião. Será isso sabedoria e reflexão? São Paulo, porém, é claro a esse respeito: “<em>Não aspireis a coisas altas, mas acomodai-vos as humildes. Não queirais ser sábios aos vossos olhos</em>” (Rm 12,16). E em outro trecho, ele zomba dessa suposta sabedoria: “<em>Se alguém se lisonjeia de saber alguma coisa, este ainda não conheceu de que modo se deve saber</em>.” (1 Cor 8, 2).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em segundo lugar, é preciso reconhecer que é heroico admitir que não se sabe algo. Falar sobre tudo cria a ilusão de conhecimento e compreensão. E nada é pior do que não saber ou não entender. Admitir a própria ignorância é visto como uma fraqueza, uma pequena morte do ego. Em uma discussão, muitas vezes é difícil admitir: &#8220;<em>Não sei; não conheço esse assunto; não tenho opinião sobre esse assunto&#8221;. </em>Isso implica reconhecer as próprias limitações, de sua ignorância. E é preciso ser forte — com aquela força que a humildade proporciona – para confessá-lo com toda a simplicidade e franqueza. Muitas vezes, a alma superficial prefere, mesmo assim, falar para assim mascarar sua ignorância sobre o assunto. A verborragia esconde os limites. Ao fazer isso, ela leva a fazer prevalecer, na prática, o erro sobre a humildade, preferindo ter uma opinião errada a não ter opinião alguma. Um erro que gera outro, e acaba por acontecer que a pessoa nem mesmo consegue mais ver ou reconhecer a própria ignorância, a falta de conhecimento para tratar com seriedade e competência o assunto em questão. Trata-se de uma manifestação da vaidade, do orgulho que busca obter uma pequena e reconfortante glória de suas palavras e julgamentos. Mas isso é um erro.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Peca-se por vaidade quando se busca manifestar a própria excelência por meio de palavras arrogantes, ou falando de coisas que não se conhece para parecer sábio.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Santo Tomás de Aquino, Summa Theologica, IIa-IIae, Q. 132, art. 1</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>As consequências dessa cobiça do conhecimento</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que cria esse desejo irrefletido de saber tudo? Por um lado, uma certa ilusão: a de controlar as coisas. E isso tranquiliza o homem de espírito pouco profundo. Por outro lado, cria também uma espécie de nova opressão: a da informação contínua, sobre todos os assuntos: saber tudo sobre tudo, o tempo todo, e rapidamente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas essa vã agitação é extremamente prejudicial à alma. Tal saturação de informações e fofocas impede a reflexão profunda e o verdadeiro conhecimento da realidade. Além disso, torna impossível o silêncio, que é condição <em>essencial</em> para a vida interior, para uma verdadeira existência intelectual e espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por outro lado, e de forma insidiosa, essa pretensão do homem de saber tudo sobre tudo prejudica fortemente a verdade, a caridade e a vida social. A verdade, pois muitas vezes nas discussões expressam-se apenas ideias da moda. Mesmo sem que a pessoa se dê conta disso. Pois pode-se estar na moda do tempo… ou mesmo na moda daqueles que se opõem à moda do tempo! Existe, assim, um conformismo do anticonformismo. É lisonjeiro para o ego ser “<em>aquele que sabe”,</em> “<em>aquele que não se deixa enganar pela desinformação”,</em> e assim por diante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isso também prejudicial à caridade. Quem é responsável pelas suas palavras hoje em dia? Pois, quando são injustas, distorcem a realidade ou propagam rumores infundados. Ao fazê-lo, além de prejudicar a reputação alheia, perder tempo discutindo o que não nos diz respeito, ou o que está além da nossa compreensão, também fere a alma e o espírito de quem o faz. Quantos julgamentos precipitados são feitos sem que se dedique tempo ou esforço para verificar os fatos! Reclamamos e denunciamos o dia todo as <em>notícias falsas</em> e a desinformação que achamos que nos saturam. Mas com que frequência fazemos o mesmo? Em vez de julgar à distância, sem conhecimento real, com base em rumores em vez de fatos comprovados (método comum de certos meios de comunicação e redes sociais, e de calúnias e difamações), por que não priorizar a interação direta? Já fomos, ao menos uma vez, conversar com o nosso vizinho para expressar a nossa surpresa com a sua conduta e perguntar-lhe, com preocupação pela caridade e pela verdade, as suas razões? Isso permitiria ouvi-lo antes de julgá-lo. E talvez até mesmo de rever o seu julgamento, já que, possivelmente, teremos a oportunidade de descobrir as verdadeiras razões de seu agir, que permaneciam ocultas, pois não podemos, nem devemos, saber tudo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por fim, é um incômodo para a vida em sociedade. Pois todo membro de qualquer sociedade, seja qual for a sua natureza, deve reconhecer que existem assuntos que não lhe dizem respeito, informações que fogem à sua área de especialização. Negar isso é sucumbir à ideologia igualitária, a ideologia que nos faz acreditar que todos são iguais em todos os aspectos e, consequentemente, deveriam saber tudo sobre tudo. Pode-se ser o primeiro a denunciar o totalitarismo ou a ditadura de uma única forma de pensar… mas depois reivindicar e exercer esse falso direito de saber tudo sobre tudo e sobre todos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O escudo das virtudes contra a cobiça de tudo saber.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A virtude da fé diz respeito ao que o homem não pode ver ou conhecer por si mesmo. Ela adere a um mistério que lhe é revelado por Deus. Em contraste com a pretensão de saber tudo, é a aceitação alegre e livre de que nem tudo pode ser compreendido. Isso permite que a alma receba os dons de Deus. De fato, no Evangelho, Nosso Senhor Jesus Cristo muitas vezes não responde a todas as perguntas. Em contrapartida, Ele sempre desperta e chama à fé aqueles com quem fala.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se o homem sente incessantemente essa necessidade de julgar e comentar, é muitas vezes por ansiedade: um desejo de se tranquilizar e controlar a realidade através da linguagem. Em contrapartida, a virtude da esperança liberta a alma da necessidade dessas ansiedades tão humanas. Ela se apoia apenas na graça divina concedida pelos sacramentos. Essa é a virtude dos filhos de Deus. E, como todos os filhos, o cristão não perde tempo tentando saber tudo; ele confia em seu Pai Celestial. Ao fazer isso, ele é livre. Não saber tudo permite a verdadeira liberdade interior do cristão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Julgamentos precipitados prejudicam a alma tanto de quem os profere quanto de quem os ouve. A caridade assenta num movimento inverso: ama o próximo como a si mesmo, por amor a Deus. Ama, portanto, o próximo o suficiente para não procurar encaixá-lo numa definição, num rótulo ou num boato. Em vez de ser uma caixa de ressonância para os rumores (as calúnias, a imprensa, as redes sociais), a alma torna-se uma sarça ardente que queima as fofocas sem as propagar. “<em>Ora eu digo-vos que de qualquer palavra ociosa que tiverem proferido os homens, darão conta dela no dia do juízo. Porque pelas tuas palavras será justificado ou condenado.”</em> (Mt 2, 36-37)</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Pe. François Delmotte, FSSPX</strong></span></p>
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		<title>BOLETIM DO PRIORADO PADRE ANCHIETA (SÃO PAULO/SP) E MENSAGEM DO PRIOR – FEVEREIRO/26</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 21:51:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-François Mouroux]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros fiéis, No boletim anterior, adotando uma perspectiva materialista, fizemos uma pergunta provocativa: “Quem é mais inútil do que uma criança?” Da mesma perspectiva, poderíamos responder: “Um idoso”. De fato, uma criança tem todo o futuro pela frente. Ela é &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/boletim-do-priorado-padre-anchieta-sao-paulosp-e-mensagem-do-prior-fevereiro26/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://locusmariologicus.org/wp-content/uploads/2024/01/Fra-Bartolommeo-The-Scene-of-Christ-in-the-Temple-2048x1997.jpg" alt="A apresentação do Senhor (Lc 2,21-40) - Locus Mariologicus" width="284" height="278" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Caros fiéis,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No boletim anterior, adotando uma perspectiva materialista, fizemos uma pergunta provocativa: “<em>Quem é mais inútil do que uma criança?</em>” Da mesma perspectiva, poderíamos responder: “<em>Um idoso</em>”. De fato, uma criança tem todo o futuro pela frente. Ela é muitas coisas em potência. Ela personifica a esperança. O idoso não tem futuro. Ele consome, não contribui e nunca mais produzirá nada. Aos olhos do mundo, ele é um fardo a ser eliminado. Assim, surge a eutanásia. Eufemisticamente chamada de Assistência Médica para Morrer, ela é, na realidade, mais do que isso: causa a morte, contradizendo diretamente o Quinto Mandamento. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A justificativa para essa intervenção humana é sutil: a dignidade humana. É verdade que a velhice traz declínios que podem ser humilhantes: perda de memória, perda da razão, da mobilidade e da autonomia em geral. Essas provações são difíceis para o indivíduo e para aqueles que o cercam. Mas será que causam uma perda de dignidade?</span><span id="more-34202"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim, se definirmos dignidade como felicidade terrena. Então, o sofrimento é uma falha pessoal a ser evitada. É também um fardo desnecessário para a sociedade. Compreendemos que, muito rapidamente, não se trata apenas de &#8220;<em>ajudar a morrer</em>&#8221; aqueles que estão no fim da vida, mas também aqueles que acreditam que suas vidas não valem a pena ser vividas. Passamos muito facilmente de uma noção objetiva para uma subjetiva. As pessoas solicitam a eutanásia porque são pobres, estão deprimidas ou simplesmente não alcançaram certos objetivos desejados em suas vidas. Como a noção de felicidade é subjetiva, até mesmo crianças podem recorrer a esse &#8220;<em>serviço</em>&#8220;. E, na maioria dos casos, as pessoas que desejam morrer são fisicamente e/ou mentalmente debilitadas. É fácil entender que elas não são capazes de tomar uma decisão tão grave. Não importa, a decisão será tomada no lugar delas. Qualquer pessoa cujos entes queridos acreditem que ela está sofrendo demais e que sua vida não vale mais a pena ser vivida será eliminada. Pessoas com deficiência física ou mental, doentes mentais, crianças, jovens ou idosos — em última análise, todos estão em risco. Um simples acidente pode nos lançar na categoria dos indesejáveis. Aborto e eutanásia convergem em uma cultura diabólica de morte, cujo objetivo é a destruição de indivíduos e sociedades. No Canadá, 5% das mortes são atribuídas à eutanásia. Na França, a lei sobre eutanásia está sendo estudada pelo Parlamento, enquanto o país registrou mais mortes do que nascimentos em 2025 — algo inédito desde a Segunda Guerra Mundial!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não, as provações da natureza humana não diminuem a dignidade quando consideramos que a dignidade reside, acima de tudo, na santidade da alma. O Cristo agonizante não deveria ser eutanasiado! Através dos sofrimentos da Cruz, Ele nos salvou. Santa Teresa do Menino Jesus suportou terríveis sofrimentos de tuberculose por mais de um ano, doença que finalmente lhe tirou a vida em 30 de setembro de 1897, aos 24 anos. Ela não escondia a dor extrema que a afligia dia e noite. Às irmãs que velavam por ela junto ao leito, confidenciou: &#8220;<em>É de enlouquecer</em>&#8220;, &#8220;<em>Estou sem pensar, sofro minuto a minuto</em>&#8220;, &#8220;<em>Nunca teria acreditado que fosse possível sofrer tanto! Nunca! Nunca</em>!&#8221; ou ainda: &#8220;<em>Ontem à noite, não aguentei mais; pedi à Virgem Santíssima que tomasse minha cabeça em suas mãos para que eu pudesse suportar</em>&#8220;. A dor intensa não a afastou de Deus; pelo contrário, ela encontrou forças Nele para suportá-la e até agradeceu por ter fé: “<em>Sim! Que graça ter fé! Se eu não tivesse tido fé durante minha última doença, teria tirado a minha própria vida sem hesitar um instante…”</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cristão sabe que o sofrimento é redentor. Para o pecador, é um tempo de conversão e reparação para evitar o inferno e abreviar o tempo no purgatório. Para a alma santa, é um tempo de maior união com o Redentor e de obter muitas graças para os outros, bem como maior glória no Céu.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todos devemos respeitar esta fase da vida em que o corpo declina, mas a alma se eleva. O idoso é alguém que já foi, mas também alguém que será para sempre, em breve, ao entrar na eternidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A eutanásia é a negação do direito de ser feliz e útil aos enfermos. É a negação da vida espiritual. É a negação dos direitos de Deus. Cuidado para não desprezar o que Deus valoriza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No nascimento do Menino Jesus, as figuras proeminentes de Israel (nobres, sacerdotes, ricos e sábios) não o reconheceram como Salvador. Os únicos a reconhecê-lo foram os pastores pobres e ignorantes e dois idosos: Simeão e Ana. Vidas longas e fiéis ensinam perseverança à geração mais jovem. Elas merecem respeito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que o Menino Jesus proteja os idosos e os enfermos.</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Padre Jean-François Mouroux, <em>Prior</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span class="tm6"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.com.br/sites/default/files/documents/boletim-priorado-fevereiro-2026.pdf">CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O BOLETIM COMPLETO DE FEVEREIRO/26, QUE INCLUI O CALENDÁRIO LITÚRGICO DO MÊS, AVISOS, ETC.</a></span></strong></p>
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		<title>PROJETO DE LEI CANADENSE PODE CONDENAR A BÍBLIA POR DISCURSO DE ÓDIO</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2026 16:28:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Bispos canadenses reagiram fortemente a uma emenda ao Projeto de Lei C-9, ou &#8220;lei contra o ódio&#8221;, que poderia criminalizar a divulgação de trechos das Sagradas Escrituras. Fonte: DICI &#8211; Tradução: Dominus Est Em carta endereçada ao primeiro-ministro liberal Mark &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/projeto-de-lei-canadense-pode-condenar-a-biblia-por-discurso-de-odio/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: center;"><img class="" src="https://cooperadoresdaverdade.com/wp-content/uploads/2023/08/Unigenitus-e-a-Proibicao-a-Leitura-da-Biblia.jpg" alt="Unigenitus e a Proibição à Leitura da Bíblia — Cooperadores da Verdade" width="560" height="320" /></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Bispos canadenses reagiram fortemente a uma emenda ao Projeto de Lei C-9, ou &#8220;</span><em><span class="tm8">lei contra o ódio&#8221;</span></em><span class="tm7">, que poderia criminalizar a divulgação de trechos das Sagradas Escrituras.</span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <a href="https://fsspx.news/fr/news/un-projet-loi-canadien-pourrait-condamner-la-bible-comme-discours-haineux-55884"><span style="color: #0000ff;">DICI</span> </a>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Em carta endereçada ao primeiro-ministro liberal Mark Carney em 4 de dezembro, a Conferência Canadense de Bispos Católicos (CCBC) se pronunciou contra as propostas de emendas ao Projeto de Lei C-9, a &#8220;l</span><em><span class="tm8">ei contra o ódio</span></em><span class="tm7">&#8220;, que permitiria punir canadenses por citarem as Escrituras. A carta foi assinada pelo presidente da CCBC, D. Pierre Goudreault, Bispo da Diocese de Sainte-Anne-de-la-Pocatière.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">O bispo explica: “</span><em><span class="tm8">A proposta de eliminar a defesa de textos religiosos de ‘boa fé’ suscita sérias preocupações. Essa isenção, cujo âmbito de aplicação é restrito, serviu durante muitos anos como garantia essencial para assegurar que os canadenses não fossem processados criminalmente pela expressão sincera e em busca da verdade de suas crenças, feita sem animosidade e enraizada em tradições religiosas de longa data</span></em><span class="tm7">.”</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">D. Goudreault acrescenta que &#8220;</span><em><span class="tm8">a supressão desta disposição corre o risco de criar incerteza para as comunidades religiosas, o clero, os educadores e outros que possam temer que a expressão de ensinamentos morais ou doutrinários tradicionais seja interpretada erroneamente como discurso de ódio e exponha o orador a processos que podem resultar em pena de até dois anos de prisão.</span></em><span class="tm7">&#8220;</span></span><span id="more-33985"></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">A carta prossegue: “</span><em><span class="tm8">Como especialistas jurídicos têm salientado, a compreensão pública do discurso de ódio e suas implicações legais é frequentemente muito mais ampla do que o previsto no Código Penal. A supressão de uma garantia jurídica clara terá, portanto, provavelmente um efeito dissuasor sobre a expressão religiosa, mesmo que, na prática, as ações judiciais continuem a ser pouco prováveis</span></em><span class="tm7">.”</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Para concluir, D. Goudreault recomendou que os Liberais retirassem a emenda proposta ou publicassem uma declaração esclarecendo que &#8220;</span><em><span class="tm8">a expressão religiosa, o ensino e a pregação de boa fé não estarão sujeitos a processo criminal sob as disposições relativas à propaganda de ódio</span></em><span class="tm7">&#8220;.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Conforme noticiado pelo LifeSiteNews, fontes dentro do governo revelaram que os liberais concordaram em remover as isenções religiosas das leis canadenses contra o discurso de ódio como parte de um acordo com o Bloco Quebequense para se manterem no poder.</span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Segundo o mesmo site, o </span><em><span class="tm8">&#8220;Projeto de Lei C-9&#8243; </span></em><span class="tm7">foi fortemente criticado por especialistas em direito constitucional por dar às forças da lei e ao governo o poder de agir contra aqueles que, em sua opinião, feriram os </span><em><span class="tm8">&#8220;sentimentos&#8221;</span></em><span class="tm7"> de uma pessoa de maneira &#8220;</span><em><span class="tm8">odiosa</span></em><span class="tm7">&#8220;.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">A emenda proposta pelo Bloco visa restringir ainda mais a liberdade de expressão, pois eliminaria a defesa conhecida como “</span><em><span class="tm8">isenção religiosa</span></em><span class="tm7">”, que protegia as pessoas contra condenações por incitação deliberada ao ódio quando as declarações eram feitas “</span><em><span class="tm8">de boa fé”</span></em><span class="tm7"> e baseadas em um “</span><em><span class="tm8">tema religioso”</span></em><span class="tm7"> ” ou uma interpretação “</span><em><span class="tm8">sinceramente defendida”</span></em><span class="tm7"> de textos religiosos.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Consequentemente, citar a Bíblia, o Alcorão ou a Torá para condenar o aborto, a homossexualidade ou a propaganda LGBT pode ser considerado uma atividade criminosa.</span></p>
<p class="tm5 tm9" style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;"><span class="tm11">O ódio à Bíblia</span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5 tm12" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Em outubro, o deputado liberal Marc Miller afirmou que certas passagens da Bíblia eram &#8220;</span><em><span class="tm8">odiosas&#8221;</span></em><span class="tm7"> devido ao que diziam sobre a homossexualidade e que aqueles que as recitassem deveriam ser presos.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">“</span><em><span class="tm8">Há claramente situações nesses textos em que essas declarações são odiosas</span></em><span class="tm7">”, afirmou Miller. “</span><em><span class="tm8">Elas não devem ser usadas para invocar ou servir como defesa”,</span></em><span class="tm7"> acrescentou, provocando imediatamente uma onda de protestos das fileiras conservadoras em todo o Canadá.</span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Este ataque não é insignificante, pois uma revisão de bibliotecas históricas revela inúmeros textos que poderiam ser classificados sob esta emenda, contudo, apenas a Bíblia é visada, demonstrando um claro &#8220;</span><em><span class="tm8">discurso de ódio</span></em><span class="tm7">&#8221; por parte de Miller. </span><strong><span class="tm13">Logicamente, ele deveria, portanto, ser o primeiro a ceder a este projeto de lei.</span></strong></span></p>
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		<title>UMA VIDA EQUILIBRADA</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2026 13:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Familia]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

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		<description><![CDATA[Para uma vida espiritual fervorosa, é necessário garantir que nossa vida natural seja equilibrada. Aqui estão algumas reflexões apresentadas pelo diretor de uma instituição educacional. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus est Vivemos num mundo cada vez mais desordenado. &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/uma-vida-equilibrada/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/12/image-9.jpeg" alt="" width="340" height="410" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Para uma vida espiritual fervorosa, é necessário garantir que nossa vida natural seja equilibrada. Aqui estão algumas reflexões apresentadas pelo diretor de uma instituição educacional.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/une-vie-equilibree">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vivemos num mundo cada vez mais desordenado. E todos percebem, ainda que vagamente, que é necessário recuperar uma vida equilibrada se quisermos progredir na vida cristã, ou mesmo simplesmente levar uma boa vida cristã. Temos diante de nossos olhos as consequências desastrosas do modo de vida atual: depressões, separações ou divórcios, ansiedade crescente, desordens familiares, instabilidade e fraqueza de caráter, tibieza espiritual, vulnerabilidade de espírito…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todos queremos evitar isso, para nós e para nossos filhos. É por isso que é necessário <em>“começar pelo começo</em>”, ou seja, impor a nós mesmos condições de vida saudáveis e equilibradas.</span><span id="more-34108"></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>O que é, afinal, uma vida equilibrada?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É simplesmente uma vida na qual nos impomos um certo número de condições que favorecem o desenvolvimento harmonioso das faculdades humanas e das virtudes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contemplem Deus em sua criação! Ele fez tudo com ordem e medida. E se a criação como um todo glorifica a Deus, manifesta as perfeições de Deus, é porque ela oferece sua plenitude, na ordem harmoniosa desejada por Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Da mesma forma, para que o homem ascenda em sabedoria e virtude, ele precisa ordenar todos os aspectos de sua vida de modo a promover a elevação de sua alma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A vida beneditina continua sendo um modelo de vida equilibrada, porque é organizada para alcançar a perfeição de todas as almas, independentemente de seus talentos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O mundo moderno já não tem um objetivo tão nobre, pois tornou-se materialista, buscando o lucro, fomenta a independência e deposita a felicidade em todos os prazeres terrenos… Já não compartilhando o mesmo ideal de uma vida humana plena, não oferece mais os mesmos fundamentos, as mesmas condições de vida. E é assim que nos afastamos dos hábitos de uma vida equilibrada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/12/image-9-847x1024.jpeg" alt="" width="178" height="215" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após essas breves considerações, apresentemos uma lista das condições essenciais que formam o ambiente propício para o florescimento normal da vida cristã.</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong><span style="color: #000000;">Domínio da sensibilidade e da imaginação</span></strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A inteligência e a vontade, para se exercitarem normalmente, não devem ser monopolizadas pela parte sensível da alma. Por isso, em algumas pessoas, é necessário colocar a sensibilidade e a imaginação dentro de limites adequados, caso contrário, a vida transcorre em instabilidade: muitas vezes se passa em um <em>&#8220;sobe e desce&#8221;</em>, da mais profunda desolação à exuberância descontrolada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para recuperar essas habilidades, é necessário criar uma distração desde o início, mergulhando na realidade, em uma atividade manual que ajude a pessoa a sair de si mesma e, portanto, traga satisfação.</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong><span style="color: #000000;">A regularidade dos horários</span></strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma vida bem ordenada é uma vida em que se pode respeitar a hierarquia das coisas sem nos sentirmos sobrecarregados. Esse único aspecto facilita a prática de muitas virtudes: a piedade, a vida familiar, o trabalho, o lazer, a formação espiritual e intelectual, a vida social. Essa ordem é muito importante; ela nos permite dominar as atividades do nosso dia e, portanto, manter a prática da vontade de Deus, sem sobrecarga, eliminando os caprichos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É necessário ser rigoroso com o horário de dormir e, consequentemente, com o horário de acordar. Para funcionar em pleno rendimento sem se cansar demasiado, o corpo necessita dessa regularidade.</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong><span style="color: #000000;">Refeições equilibradas e relaxamento</span></strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O mundo moderno transmite a impressão de que o tempo da refeição é tempo perdido, e muitos “despacham” essa obrigação para com o seu corpo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isso é um erro! O corpo precisa do repouso proporcionado pelos quarenta e cinco minutos de uma refeição normal; além disso, precisa de uma dieta equilibrada e bem mastigada. Quem pode negar que o corpo influencia a alma? Portanto, respeitemos as verdadeiras necessidades do &#8220;<em>irmão burro</em>&#8220;, se quisermos que ele seja um bom instrumento da alma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O relaxamento também se torna indispensável neste mundo agitado e estressante. Não é perda de tempo! O sistema nervoso também precisa se recuperar e descansar. Relaxar através da atividade física é a melhor maneira: caminhadas, esportes, jogos, jardinagem, ciclismo…</span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong><span style="color: #000000;">Estar um passo à frente</span></strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para atividades atípicas, a organização nos permite realizar projetos de curto prazo e evitar a sensação de sobrecarga. O importante é prever com antecedência o tempo necessário para cada coisa. Assim, permaneceremos calmos, disponíveis, e a paciência, a gentileza e a bondade serão mais fáceis de exercer.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por outro lado, a possibilidade de ter projetos de curto prazo e realizá-los permite desenvolver todas as nossas faculdades, aprender a superar alguns obstáculos e saborear satisfações e alegrias que nos mantêm generosos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/12/image-10.jpeg" alt="" width="255" height="213" /></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong><span style="color: #000000;">Uma vida simples, associada à devoção.</span></strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Aprender a se contentar com o necessário no mundo material elimina muitas oportunidades para o pecado e permite que nossas verdadeiras riquezas se manifestem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A devoção elimina o egoísmo que reside no fundo de cada um de nós, obrigando-nos a renunciar a nós mesmos; e então nos ajuda a relativizar nossas provações, descobrindo misérias morais ou espirituais. Facilita muito o exercício da caridade fraterna e da piedade. No entanto, é necessário encontrar o meio-termo para não prejudicar a vida familiar e espiritual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A vida moderna já não nos oferece um exemplo de vida equilibrada, mas cabe a nós trabalharmos para que isso facilite nossa vida cristã.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em>O autor destas poucas linhas viveu antes da era digital. Acrescentemos, portanto, para completar o quadro, que o excesso de tempo gasto em dispositivos de comunicação é destrutivo!</em></span></strong></p>
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		<title>&#8220;MESMO QUE DISSIMULE, VOCÊ TAMBÉM QUER MILAGRES EM SUA VIDA&#8221; &#8211; CAMPANHA DE NATAL NA ESPANHA</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2025 14:36:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A campanha, por meio de cartazes e redes sociais, visa colocar Cristo no centro da sociedade. Fonte: Medias Presse Info &#8211; Tradução: Dominus Est Este ano, a Associação Católica de Propagandistas (ACdP), tal como nos cinco anos anteriores, pretende colocar &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/mesmo-que-dissimule-voce-tambem-quer-milagres-campanha-de-natal-na-espanha/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://media.medias-presse.info/wp-content/uploads/2025/12/affichage-noel-espagne-2025.jpg" alt="« Même si vous faites semblant du contraire, vous aussi, vous voulez des miracles » - campagne de Noël en Espagne" width="608" height="346" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm7">A campanha, por meio de cartazes e redes sociais, visa colocar Cristo no centro da sociedade.</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.medias-presse.info/meme-si-vous-faites-semblant-du-contraire-vous-aussi-vous-voulez-des-miracles-campagne-de-noel-en-espagne/213346/">Medias Presse Info</a> </span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Este ano, a Associação Católica de Propagandistas (ACdP), tal como nos cinco anos anteriores, pretende colocar Cristo no centro do Natal. Com o slogan &#8220;</span><em><span class="tm8">Mesmo que dissimule, você também quer milagres. E se você abrisse a porta a quem os realiza</span></em><span class="tm6">?&#8221;, a iniciativa visa difundir uma mensagem de esperança por toda a Espanha.</span></span></p>
<p class="tm5 tm9" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm10" style="color: #000000;">Presença nacional em outdoors e no metrô.</span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">A campanha foi implantada em pontos de ônibus e estações de metrô em quase uma centena de locais em todo o país. </span></p>
<p class="tm5 tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm10">Um vídeo que convida à reflexão sobre a fragilidade humana.</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Os cartazes são acompanhados por um vídeo que, partindo da observação da fragilidade humana, convida à reflexão sobre a necessidade de milagres para salvar a humanidade, mesmo aqueles que escondem essa necessidade. A propaganda encoraja os espectadores a abrirem suas portas e implorarem milagres Àquele que os realiza.</span><span id="more-34071"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">O vídeo mostra diversas situações cotidianas em que é comum fazer um pedido, e a reflexão do protagonista, na forma de pergunta, é: &#8220;</span><em><span class="tm8">Você faz um pedido, mas já se perguntou a quem?</span></em><span class="tm6">&#8220;.</span></span></p>
<p><strong><span class="tm6" style="color: #000000;">Uma mensagem universal de esperança.</span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Com esta nova iniciativa pública, a ACdP convida os espanhóis a abrirem seus corações a Cristo. A associação deseja enfatizar que Cristo veio ao mundo para nos salvar.</span></p>
<p class="tm5 tm9" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm10" style="color: #000000;">Continuidade a uma tradição natalina.</span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Esta é a sexta campanha de Natal lançada pela Associação Católica de Propagandistas para relembrar o público do significado original e autêntico do Natal. Em dezembro de 2020, fizeram isso em forma de pergunta: “</span><em><span class="tm8">Você sabe qual é o mito mais difundido dos últimos 2.000 anos? Acreditar que Deus não existe.</span></em><span class="tm6">” Em 2021, publicaram uma mensagem provocativa: “</span><em><span class="tm8">Um único nascimento mudou o curso da história. E não foi o seu</span></em><span class="tm6">.” Em 2022, a campanha convidava as pessoas a acolherem Jesus Cristo entre os pobres; em 2023, com a “</span><em><span class="tm8">A aposta de Pascal”: “E se for verdade?</span></em><span class="tm6">”; e no ano passado: “<em>As p</em></span><em><span class="tm8">seudo-terapias são um conto de fadas. O Natal não é uma delas. Deus nasceu.</span></em><span class="tm6">”</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Essas atividades natalinas refletem a criatividade da associação, que busca promover a presença católica no espaço público.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/i8TlZRW8Yjc?si=fPmW2LE_X2LulBog" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>A BESTIALIDADE DA &#8220;CIVILIZAÇÃO&#8221; LAICA</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2025 14:12:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristianofobia]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Moderno]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Radio Spada &#8211; Tradução: Dominus Est O objetivo da revolução é o naturalismo político, que ela entende sob o nome de civilização moderna, de emancipação do Estado em relação à Igreja, da autonomia do poder secular. Ora, o naturalismo &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-bestialidade-da-civilizacao-laica/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://www.radiospada.org/wp-content/uploads/2025/10/Gemini_Generated_Image_8of5wc8of5wc8of5-1024x640.png" alt="La bestialità della “civiltà” laica" width="558" height="356" /></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2025/10/la-bestialita-della-civilta-laica/">Radio Spada </a></span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">O objetivo da revolução é o naturalismo político, que ela entende sob o nome de civilização moderna, de emancipação do Estado em relação à Igreja, da autonomia do poder secular. Ora, o naturalismo político, ao libertar a sociedade dos laços da religião, não reconhece outro fim ao homem senão a bem-aventurança da vida presente no gozo dos bens materiais; e, portanto, não pode ter outro propósito senão o de obter e aumentar a riqueza</span></strong><span class="tm7">&#8230; </span></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Ao indivíduo transgressor é reservado o inferno; à sociedade, que vive apenas no tempo, é retribuída a pena correspondente na vida presente. Qual será esse castigo? </span><em><span class="tm9">Per quae peccaverit homo, per haec et punietur</span></em><span class="tm7">; é um castigo que afeta não apenas os indivíduos particularmente, mas também os Estados. A sociedade pretendia, por essa via, alcançar uma perfeição muito elevada; e, pelo contrário, precipita-se vertiginosamente, até igualar a condição dos brutos. </span><strong><span class="tm8">E, verdadeiramente, o que constitui o bruto? Não ter outra regra em suas ações senão o instinto sensível. A isso se reduz a sociedade, considerando o prazer como o fim supremo do homem. A besta tende ao prazer&#8230; o homem social do progresso moderno tende ao prazer.</span></strong><span class="tm7"> Se há alguma diferença, dada a luz da razão com que o homem é dotado, tal diferença volta-se, na verdade, contra ele. Pois o bruto, incapaz de se controlar, é governado em seus apetites pela arte divina, que estabelece medida e limites aos instintos animais. Mas o homem, que pelo dom celestial do intelecto e da vontade estava destinado a cumprir tal tarefa em si mesmo, torna-se horrivelmente desordenado, caindo a mercê de seus sentidos, totalmente desenfreado.</span></span><span id="more-33769"></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Uma manada de animais, com a razão servindo aos sentidos: esta é a sociedade separada de Deus e da Igreja.</span></strong><span class="tm7"> Mas se ao menos essas bestas sociais fossem serenas e tranquilas! Mas, longe disso. Elas estão em constante agitação e guerra entre si: </span><em><span class="tm9">Silva frementium bestiarum</span></em><span class="tm7">. A razão é que todos aspiram a um bem que não pode ser alcançado por todos, mas apenas por alguns, em detrimento dos outros. A riqueza não se forma de outra maneira senão acumulando em um o que poderia ser distribuído entre muitos; e essa acumulação em si é fruto do trabalho incessante de muitos braços. Portanto, para que haja ricos em uma sociedade, é necessário que haja pobres; e para que haja gozadores, é necessário que hajam atribulados. Imagine que paz e contentamento devem reinar entre essas pessoas quando, removida toda influência religiosa, cada uma anseia por desfrutar e, consequentemente, enriquecer! Convém que se ataquem mutuamente e, onde não puderem, aguardem ansiosamente o momento propício. </span><strong><span class="tm8">Este é o destino de uma sociedade cujos membros não reconhecem mais a lei do espírito.</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5 tm6" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><em><span class="tm9"><span class="tm8">Pe. Matteo Liberatore SJ, </span>A Igreja e o Estado</span></em><span class="tm7">, Nápoles, 1871, pp. 197, 201-202.</span></span></p>
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		<title>ADMIRÁVEL MUNDO NOVO – A IA E A FECUNDAÇÃO IN VITRO</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 13:37:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristianofobia]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[O especialista americano em bioética, Charles Camosy, Ph.D., alerta para a combinação da inteligência artificial (IA) com a fertilização in vitro (FIV), que poderia levar a uma seleção em massa de embriões, criando uma &#8220;casta biológica&#8220;. Ele denuncia o &#8220;neopaganismo &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/admiravel-mundo-novo-a-ia-e-a-fecundacao-in-vitro/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.news/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/fsspxactualites/fsspxnews/charles_camosy_aldous_huxley_2025.jpg?itok=N5JbRqEB" alt="" width="479" height="273" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>O especialista americano em bioética, Charles Camosy, Ph.D., alerta para a combinação da inteligência artificial (IA) com a fertilização in vitro (FIV), que poderia levar a uma seleção em massa de embriões, criando uma &#8220;<em>casta biológica</em>&#8220;. Ele denuncia o &#8220;<em>neopaganismo consumista</em>&#8221; na medicina reprodutiva e apela à resistência cristã.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/le-meilleur-des-mondes-est-notre-porte-54140">DICI </a></span>&#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em um artigo publicado pelo <em>The Catholic Herald</em>, o bioeticista observa <em>&#8220;os rápidos avanços na tecnologia de IA, associados à sua aplicação à FIV</em>”, que, segundo ele, poderiam “<em>levar a uma situação distópica</em>” pelo uso de milhares de embriões “<em>em um único ciclo de tratamento”.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O professor Camosy vê isso como uma forma moderna de infanticídio influenciada &#8220;<em>pelo ressurgimento de práticas culturais pagãs pré-cristãs</em>&#8220;. Ele ressalta que &#8220;<em>os pagãos gregos e romanos não hesitavam em desumanizar os recém-nascidos e não viam nenhum problema em decidir quais bebês deveriam viver e quais deveriam morrer, de acordo com suas próprias necessidades e desejos”</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa visão está de volta hoje: &#8220;<em>ela manipula de forma irresponsável o poder de vida e morte sobre as crianças, de acordo com a vontade dos pais</em>&#8220;. Mas &#8220;<em>hoje, ela o faz de maneira muito mais sofisticada e em escala potencialmente industria</em>l”, permitindo uma seleção com base na inteligência e outras características.</span><span id="more-33493"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa atitude &#8220;<em>afasta-se cada vez mais da antropologia cristã</em>&#8221; e não permite mais a compreensão da verdadeira dignidade humana. Assim, as práticas reprodutivas ocidentais &#8220;<em>não se concentram na aceitação incondicional dos filhos como um presente de Deus, </em>(&#8230;)<em> mas no desejo do consumidor por um produto adquirido como qualquer outro no mercado&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele destaca como empresas emergentes de tecnologia reprodutiva, como Orchid e Nucleus, &#8220;<em>desenvolveram novas tecnologias que, segundo elas, podem ajudar os clientes a serem ainda mais seletivos sobre quais crianças serão acolhidas em uma família e quais serão rejeitadas</em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A diretora-geral da Orchid, Noor Siddiqui, não hesitou em mencionar o tipo de mudanças culturais anunciadas pela sua empresa. Em um vídeo compartilhado no X, ela afirma que o &#8220;<em>sexo é para diversão, e a triagem de embriões é para ter bebês. Seria insensato não fazer a triagem para essas coisas”</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De acordo com o colunista <em>do New York Times,</em> Ross Douhat, que entrevistou a Sra. Siddiqui: &#8220;<em>Em breve, seremos capazes de induzir praticamente qualquer célula somática a se tornar um óvulo ou espermatozoide, o que permitirá que um único ciclo de fertilização in vitro produza não 15 embriões, mas 15.000</em>”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“<em>E, supondo que empresas como Orchid e Nucleus continuem existindo, elas, sem dúvida, usarão tecnologias de IA para selecionar esse conjunto muito maior, escolher um ou dois que lhes convêm e rejeitar os outros</em>”, conclui ele.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Charles Camosy vê nisso – sem citar a obra – o advento de <em>Admirável Mundo Novo</em>, a famosa distopia de Aldous Huxley. De fato, Camosy acredita que uma das consequências dessa evolução será o agravamento das &#8220;<em>desigualdades sociais em nossa sociedade</em>&#8221; devido às &#8220;<em>vantagens biológicas que gozarão as crianças nascidas nos escalões superiores da escala social </em>&#8220;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ele continua: “<em>A classe (definida pela posição no processo de produção social) será reforçada por novas condições de casta biológica, dando origem a uma nova biopolítica: ter um filho com deficiência ou com um corpo menos esculpido condenará as pessoas a castas inferiores.</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Mais tarde, à medida que essas práticas se tornarem mais baratas e acessíveis, uma suave pressão provavelmente será exercida sobre todos os pais para que otimizem seus filhos (as seguradoras podem se recusar a cobrir os custos de crianças não otimizadas). Ter filhos à moda antiga será privilégio de alguns fanáticos religiosos &#8220;loucos&#8221;.</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #000000;">Admirável Mundo Novo</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta é uma reprodução exata do que Aldous Huxley previu em seu romance futurista escrito em 1931. Em 1958, o autor retornou a esse tema no ensaio <em>Admirável Mundo Novo</em>, onde observou que o mundo estava começando a se assemelhar à sua distopia de mais de um quarto de século antes. Ele admitiu em uma entrevista que as coisas estavam se movendo muito mais rápido do que ele jamais imaginara.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas é também o estabelecimento cada vez mais premente da eugenia que constiti a base do pensamento não católico de todas as épocas. Essa eugenia surgiu em círculos pagãos, como aponta Charles Camosy; depois desapareceu sob a influência do catolicismo, para reaparecer em países protestantes a partir do século XVIII.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse eugenismo recuperou uma posição progressivamente dominante sob a influência das teorias de Charles Darwin e de seu primo Francis Galton, bem como sob a influência do malthusianismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A eugenia é atualmente a filosofia e a prática dos círculos médicos que trabalham na área da reprodução.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A única maneira de se opor a essa apropriação da vida como &#8220;<em>matéria a ser administrada</em>&#8221; (Dr. Pierre Simon) continua sendo a doutrina católica, concebida em sua integralidade e sem concessões.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>MUNDO, MUNDO&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2025 14:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Gustavo Corção]]></category>
		<category><![CDATA[Permanencia]]></category>

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		<description><![CDATA[Gustavo Corção Entre os belos Cantos Eucarísticos do grande poeta místico que foi Santo Tomás de Aquino, vêm-nos à memória estes versos. Solum expertus potest scire quid sit Jesum diligere Traduzimos, sem sabermos traduzir o sabor original: “Somente aqueles que &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/mundo-mundo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="https://promariana.files.wordpress.com/2012/05/gustavo-corcao.jpg?w=584" alt="Gustavo Corção – Conservador ardente | Pro Roma Mariana" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #0000ff;"><strong><em style="font-weight: inherit;"><span style="font-style: inherit;"><a style="color: #0000ff;" href="https://permanencia.org.br/drupal/node/5845">Gustavo Corção</a></span></em></strong></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entre os belos Cantos Eucarísticos do grande poeta místico que foi Santo Tomás de Aquino, vêm-nos à memória estes versos.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;">Solum expertus potest scire</em></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em style="font-weight: inherit;">quid sit Jesum diligere</em></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Traduzimos, sem sabermos traduzir o sabor original: “<em style="font-weight: inherit;">Somente aqueles que o experimentaram podem saber o que seja o amor de Jesus</em>”. Ou, “<em style="font-weight: inherit;">somente os que por experiência sabem&#8230;</em>”.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todos os mestres místicos ensinaram que a contemplação infusa é uma “quase experiência de Deus”. Por que “quase”? Este termo parece restritivo, e portanto impróprio para definir a mais alta de todas as aventuras da alma humana, a subida do Carmelo ou do Calvário, nas pegadas de um Deus que por nós se deixou crucificar. É por isso mesmo, aliás, que nunca poderemos encontrar termos próprios para exprimir a sobrenatural aventura. A linguagem dos místicos é inevitavelmente hiperbólica, antitética e metafórica; e é aqui, mais do que na poesia, que se aplica o que disse Rimbaud: que tentava dizer o indizível.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No caso em questão, Santo Tomás ousa empregar o termo “experimentar” quando canta, mas seus discípulos, quando tentam explicar o canto de maior linguagem especulativa, recuam diante do termo que traz sobre si uma pesada carga de conotações empíricas e carnais. E até ensinam que na subida do Caminho da perfeição o desejo de experiências sensíveis, sejam elas embora feitas do mais piedoso afeto, constituem pedras de tropeço, e até às vezes atrasos e retrocessos, porque nelas a alma se demora e se compraz no sabor e nas consolações de tal afeto. Ora, não foi este o exemplo que Jesus nos deixou na subida do Calvário. A subida mística só se fará se deixarmos para trás o lastro de terra e de carne, e se, corajosamente, aceitarmos a purificação da noite dos sentidos. Daí se explica a reserva dos mestres quando falam mais na pauta especulativa do que naquela da “experiência” ou “superexperiência” vivida na união com Deus.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>* * *</strong></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas agora, caído em mim de tais alturas que tanto desejara ter alcançado, e das quais só ouso falar com ciência de empréstimo e de desejo, imagino o leitor a interpelar-me: — A que vêm todas essas considerações em torno da experiência mística, e dos cantos eucarísticos de Santo Tomás, quando falávamos da agonia da Espanha, e esperávamos comentários das efervescências nacionais em torno da denúncia em boa hora levantada por Dom Sigaud sobre a infiltração comunista na CNBB?</span><span id="more-21631"></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>* * *</strong></span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na verdade, leitor, tudo o que toca nossa Santa Religião tem aquela marca antitética da Cruz. O belo canto eucarístico de Santo Tomás nos veio por antítese da matéria ingrata que se impõe à nossa consciência como dever de testemunho. O fato é que daquele canto de amor (somente quem o provou sabe o sabor que tem o amor de Jesus) veio-nos, num contraste abismal, a idéia horrível da “experiência” que o mundo vem fazendo, e a cujas infinitas conseqüências o mundo dia a dia se entrega com uma apavorante submissão: a experiência do mal erigido em sistema ou se quiserem, a experiência do ódio de Satã. É verdade que somente no inferno terão as almas perdidas a ciência mais exata do que seja o ódio de Satã. Mas o fato é que aqui, na terra, neste belo planeta azul que talvez seja o único habitado por seres racionais, capazes de louvar a Deus, e capazes de recusar seus dons, a humanidade já teve várias amostras daquele ódio, e várias vezes já assistiu ao espetáculo da maldade erigida da glorificação. O mundo encheu-se de saber, de saborear os horrores de que recentemente foram capazes os nazistas em torno de uma idéia; o mesmo mundo encheu-se de saber, de experimentar os horrores praticados pelos anarquistas e comunistas em torno de uma idéia.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Houve tempo em que, com raríssimas exceções, o mundo inteiro julgou que Hitler e seus companheiros tinham atingido a máxima crueldade jamais praticada oficialmente e sistematicamente por um regime; atrás da aparatosa e triunfal crueldade do nazismo, seu cúmplice monstruoso esteve agachado, eclipsado, taciturno e ignorado.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tenho para mim que tais maldades organizadas e coletivas ultrapassam as forças humanas e não são praticáveis sem a ajuda de Satã; não dispondo, porém de um meio de medir, em unidades satanométricas, o grau de satanismo em cada caso, não sei qual dos dois monstros foi em si mesmo o pior, mas hoje não hesito em declarar que, para o mundo, e para o desenrolar do século o comunismo foi e continua a ser a pior das experiências políticas feitas e ainda descaradamente proposta aos homens. Como se explica então que tal hedionda evidência não seja reconhecida universalmente? A razão de tal cegueira, que é cômica numa nação rica, forte e engenhosa, como os Estados Unidos, e que é trágica sem deixar de ser cômica nas hierarquias eclesiásticas, talvez esteja nos quatro ou cinco séculos de humanismo liberal, mais ou menos integral, que afastou de Deus uma humanidade voltada e fechada sobre si mesma. Ora, os homens que se afastam e se tornam insensíveis às “experiências” do amor de Deus, no mesmo passo se tornam insensíveis àquelas do Demônio: e por isso serão capazes de abrir os braços ao comunismo com o entusiasmo que se observa nas Conferências Episcopais, e são capazes de aplaudir o humanismo ateu com a ardorosa e declarada simpatia que, para nossa infinita tristeza, ficou registrada entre os pontos notáveis deste brilhante século em que os homens demonstraram tão extraordinária faculdade nas experiências dos átomos&#8230; E é em nome dessa Ciência que dia a dia se acelera a desintegração de um mundo que já foi cristão.</span></p>
<p style="font-weight: inherit; font-style: inherit; text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">O GLOBO — 23/04/1977</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>SÉRIE “CRISE NA IGREJA” – EPISÓDIO 9: O QUE HÁ DE ERRADO COM O MUNDO?</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Aug 2025 14:45:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Mundo Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
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		<description><![CDATA[Já concluímos nosso estudo sobre o Liberalismo. E, antes de começarmos a abordar o Modernismo em detalhes, gostaríamos de reservar um episódio para responder à pergunta de um ouvinte sobre a Crise na Igreja: &#8220;O que há de errado com &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/serie-crise-na-igreja-episodio-9-o-que-ha-de-errado-com-o-mundo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Já concluímos nosso estudo sobre o Liberalismo. E, antes de começarmos a abordar o Modernismo em detalhes, gostaríamos de reservar um episódio para responder à pergunta de um ouvinte sobre a Crise na Igreja: &#8220;O que há de errado com o mundo? Há alguma conexão entre o caos na Igreja pós-conciliar e o caos que estamos vendo na sociedade secular?&#8221; Entramos em contato com o Pe. David Sherry, Superior do Distrito da FSSPX no Canadá. Dedicaremos 40 minutos ao tema e, ao final, você terá uma resposta para resolver quase todos os problemas que o mundo vem enfrentando!</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/TobnttPws80?si=ho8NhYoacTQpmL5-" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>CRISTIANISMO E ESOTERISMO</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jul 2025 17:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Heresia]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Sì Sì No No, Ano LI n. 6 — Tradução: Verbum Fidelis Nota da tradução: Por haver no meio brasileiro católico quem acredite na ideia bocó fábula da “tradição primordial” reservada aos “iniciados”, ou em uma “gnose cristã” (sic), achei por bem &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/cristianismo-e-esoterismo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm6" style="text-align: right;"><img class=" aligncenter" src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!1JGq!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F11f09bc2-5b87-4c80-9e8a-4ac51b2bf887_1472x832.jpeg" alt="" width="529" height="305" /></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><u><a style="color: #0000ff;" href="https://www.sisinono.org/"><span class="tm7">Sì Sì No No</span></a></u></span><span class="tm7"><span style="color: #0000ff;">, <span style="color: #000000;">Ano LI n. 6</span></span><span style="color: #000000;"> — Tradução:</span> <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://verbumfidelis.substack.com/p/cristianismo-e-esoterismo">Verbum Fidelis</a></span></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm6" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><strong>Nota da tradução: </strong>Por haver no meio brasileiro católico quem acredite na <s>ideia bocó</s> fábula da “tradição primordial” reservada aos “iniciados”, ou em uma “gnose cristã” (</em>sic<em>), achei por bem traduzir esse artigo do jornal</em> <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.sisinono.org/" rel="">sì sì no no</a><em>.</em></span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Introdução</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Alguns ocultistas, entre eles Edouard Schuré, tentaram acreditar na extravagante teoria do “cristianismo esotérico”.</span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">De acordo com sua hipótese, até mesmo Jesus seria um “grande iniciado”, um “mestre do ocultismo” e um “gnóstico” como poucos ao longo da história humana.</span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Para apoiar sua tese, eles se baseiam em certas frases da Sagrada Escritura, tiradas de seu contexto e explicadas de uma maneira que difere da interpretação unânime dos Padres da Igreja, dos Doutores Escolásticos e dos Exegetas neoescolásticos aprovados pela Igreja.</span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">A doutrina ouvida de forma oculta ou “dito ao ouvido”</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Por exemplo, eles citam o Discurso (Jo. XIII) que Jesus deu aos Apóstolos durante a Última Ceia, no qual — entre outras coisas — Ele disse: </span><em><span class="tm10">“o que é dito ao ouvido, pregai-o sobre os telhados”</span></em><span class="tm7"> (Mt. X, 27); donde concluem que Cristo tinha um</span><em><span class="tm10"> ensinamento exclusivamente oculto ou esotérico, que teria reservado apenas aos Doze Apóstolos e seus discípulos, mas não a todos os fiéis</span></em><span class="tm7">; portanto, o cristianismo também seria essencialmente uma religiosidade elitista e ocultista reservada a uns poucos iniciados, eleitos ou gnósticos; enquanto a massa dos cristãos teria recebido — de Jesus, seus apóstolos e discípulos — apenas uma doutrina secundária, trivial, elementar e inferior.</span></span><span id="more-33204"></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Na realidade, a interpretação correta do </span><em><span class="tm10">Evangelho de São Mateus</span></em><span class="tm7"> (X, 27), segundo a qual se deve “pregar do alto dos telhados o que foi dito ao ouvido”, é aquela que se encontra na Tradição Patrística.</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Ora, a interpretação patrística comum, no caso particular do suposto Esoterismo de Jesus Cristo, foi dada muito claramente — apenas para dar um exemplo entre os muitos Padres eclesiásticos que comentaram essa passagem do Evangelho — por Santo Hilário de Poitiers (</span><em><span class="tm10">Super Matthaeum</span></em><span class="tm7">, X, 27), que explica:</span></span></p>
<p class="Normal tm11" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">“</span><em><span class="tm10">Jesus não pregava à noite, na escuridão ou em segredo,</span></em><span class="tm7"> como podemos ler no Evangelho, mas o evangelista relata o que ele disse — de “pregar do alto dos telhados o que se dizia ao ouvido” — para simplesmente significar que a fala do Senhor era </span><em><span class="tm10">“trevas”</span></em><span class="tm7"> para os </span><em><span class="tm10">homens carnais</span></em><span class="tm7"> e </span><em><span class="tm10">“noite”</span></em><span class="tm7"> para os </span><em><span class="tm10">incrédulos</span></em><span class="tm7">; enquanto que devia ser anunciada </span><em><span class="tm10">pública e abertamente aos pagãos</span></em><span class="tm7">, com plena liberdade de profissão da Fé”.</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Ademais, o significado óbvio do versículo mencionado acima: </span><em><span class="tm10">“o que é dito ao ouvido, pregai-o sobre os telhados”</span></em><span class="tm7">, é claro e diametralmente oposto à interpretação esotérica. Com efeito, Jesus recomenda, em palavras claras, que preguemos a todos, como se estivéssemos gritando de uma sacada, a doutrina que ouvimos sussurrada suavemente em nosso ouvido.</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Portanto, a leitura esotérica de Cristo e de seu Evangelho não só é contrária à interpretação dada pela Tradição Apostólica, mas também contrária ao sentido comum e óbvio da Sagrada Escritura </span><em><span class="tm10">sicut litterae sonant</span></em><span class="tm7">.</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Será que falamos de Sabedoria apenas entre os “perfeitos”?</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Para reforçar essa sua tese, eles se apegam a São Paulo quando ele escreve: </span><em><span class="tm10">“É a sabedoria que nós pregamos entre os perfeitos”</span></em><span class="tm7"> (I Cor. II, 6), tentando fazer com que ele diga que a doutrina sapiencial cristã deve ser exposta e discutida </span><em><span class="tm10">apenas e tão somente para e entre os “perfeitos”</span></em><span class="tm7"> e não para a multidão mal preparada dos fiéis comuns.</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Em vez disso, os Exegetas ensinam: “É somente aceitando com total fé o Mistério de Cristo crucificado que o cristão será iniciado e introduzido na verdadeira ‘Sabedoria’. O Evangelho, de fato, é uma ‘Sabedoria’, mas uma ‘Sabedoria sobrenaturalmente misteriosa e salvadora’, dada aos ‘Perfeitos’. Entretanto, quem são esses ‘perfeitos’ para São Paulo? </span><em><span class="tm10">Que não se pense neles como os ‘iniciados’ dos mistérios ocultos do paganismo</span></em><span class="tm7">, como se o cristianismo fosse uma doutrina esotérica reservada apenas aos ‘iniciados’. Não! Os ‘perfeitos’ para o Apóstolo são todos aqueles cristãos, mesmo os mais simples e menos instruídos, que chegaram, por meio de uma </span><em><span class="tm10">Fé inquebrantável e de um Amor operante</span></em><span class="tm7">, a uma assimilação fecunda dos princípios do cristianismo, ao pleno desenvolvimento da vida e do pensamento cristãos. Portanto, não só não há diversidade de iniciação, mas — ao contrário — a ‘Sabedoria’, que é o sétimo Dom do Espírito Santo, está aberta a todos, e todos, embora de maneiras diferentes, são capazes dela e devem ser levados a recebê-la” (Settimio Cipriani, </span><em><span class="tm10">Le Lettere di San Paolo.</span></em><span class="tm7"> Assis, Cittadella Editrice, 5ª edição, 1971, </span><em><span class="tm10">Primeira Epístola aos Coríntios</span></em><span class="tm7">, cap. II, versículo 6, notas de rodapé nº 6 e 7).</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Para os esoteristas, por outro lado, a “Sabedoria” seria um conhecimento (ou </span><em><span class="tm10">gnose</span></em><span class="tm7">) iniciático/esotérico, autossalvífico e até mesmo autodivinizante, ao qual o homem chegaria apenas com suas forças naturais e, acima de tudo, por meio da ciência oculta.</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Ora, com relação à passagem citada de São Paulo (I Cor. II, 6), ao contrário do que ensina o esoterismo, o significado autêntico, que nos é dado pela Tradição, é o seguinte: “O Senhor Jesus não só não revelou toda a profundidade de Sua Sabedoria, que é infinita, às multidões, mas também não a revelou aos Apóstolos, aos quais — sendo criaturas finitas — disse explicitamente: </span><em><span class="tm10">“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não as podeis compreender agora”</span></em><span class="tm7"> (Jo. XVI, 12). No entanto, Ele anunciou </span><em><span class="tm10">abertamente e nunca dissimuladamente tudo o que considerou oportuno comunicar aos outros de Sua infinita Sabedoria</span></em><span class="tm7">; embora nem tudo pudesse ser compreendido — sendo infinitamente vasto e profundo — e nem todos os homens estivessem dispostos a compreendê-lo por causa de sua má vontade” (Santo Agostinho, </span><em><span class="tm10">Tractatus CXIII in Johannem</span></em><span class="tm7">, XVIII, 13).</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Jesus falava exclusivamente por parábolas?</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Por isso, esses esoteristas citam o próprio Jesus, que </span><em><span class="tm10">“não lhes falava sem parábolas”</span></em><span class="tm7"> (Mt. XIII, 34); daí concluem que o Redentor escondeu das massas, </span><em><span class="tm10">em princípio</span></em><span class="tm7">, </span><em><span class="tm10">explícita e sistematicamente </span></em><span class="tm7">a Verdade sublime, superior e sapiencial, apresentando-a, ou melhor, velando-a com palavras obscuras e de difícil compreensão, o que equivale a escondê-la com o silêncio. Portanto, Cristo teria sido um esoterista e o Evangelho conteria, em princípio, uma doutrina secreta.</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">São João Crisóstomo (</span><em><span class="tm10">In Matthaeum XIII</span></em><span class="tm7">, Homilia 47) explica bem que “Jesus, antes de tudo, falava por parábolas às multidões de judeus, porque eles não eram capazes nem dignos de receber a verdade pura, mas que depois expôs aos discípulos e que eles, por fim, deviam transmitir e explicar a todos os fiéis”.</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Além disso, a expressão </span><em><span class="tm10">“não lhes falava sem parábolas”</span></em><span class="tm7">, ainda segundo São João Crisóstomo (</span><em><span class="tm10">In Matthaeum XIII</span></em><span class="tm7">, Homilia 47), deve ser aplicada e referida não a todo o Evangelho cristão, mas apenas àquele discurso particular proferido por Jesus — no segundo ano de Seu ministério público — no qual Ele fala da mulher que esconde um pouco de fermento na massa de farinha até fermentar tudo; um discurso que é relatado no Evangelho de Mateus (XIII, 34), pouco antes da decapitação de São João Batista (Mt. XIV, 1-11); pois </span><em><span class="tm10">em várias outras ocasiões o Senhor havia falado às multidões sem usar nenhuma parábola</span></em><span class="tm7">.</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Por sua vez, Santo Agostinho acrescenta e confirma o que foi explicado por São João Crisóstomo: “Jesus falou algumas vezes </span><em><span class="tm10">no sentido próprio</span></em><span class="tm7">, isto é, não figurativamente e sem usar parábolas; </span><em><span class="tm10">mas, muitas vezes, Ele fez uso de alguma parábola </span></em><span class="tm7">ou figura, embora no curso de seu discurso ele também tenha dito </span><em><span class="tm10">coisas no sentido próprio”</span></em><span class="tm7"> (</span><em><span class="tm10">Quaestio XV in Matthaeum</span></em><span class="tm7">, XIII, 34). Portanto, não é de forma alguma exato dizer que Jesus ensinou somente por meio de parábolas e de maneira figurativa.</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Com efeito, os Padres, Doutores e Exegetas sempre explicaram o contrário, citando a Escritura em um sentido conforme à Tradição Apostólica, da qual eles são — se forem moralmente unânimes — a voz genuína, intérpretes oficiais e eco fiel, que — em última instância — só pode ser autenticamente interpretado pelo Magistério público da Igreja.</span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Na verdade, o próprio Jesus disse claramente: </span><em><span class="tm10">“Eu falei publicamente ao mundo; ensinei sempre na sinagoga e no templo, aonde concorrem todos os Judeus; nada disse em segredo”</span></em><span class="tm7"> (Jo. XVIII, 20).</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Além disso, o Messias também disse:</span><em><span class="tm10"> “Porventura traz-se a lucerna para a meter debaixo do alqueire ou debaixo do leito? Não é para ser posta sobre o candelabro?” </span></em><span class="tm7">(Mc. IV, 21), onde a lucerna representa a doutrina</span><em><span class="tm10"> teoricamente verdadeira e moralmente correta</span></em><span class="tm7">.</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">As três maneiras de pregar uma doutrina de forma oculta</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Santo Tomás de Aquino explica magistralmente que uma doutrina pode permanecer oculta ou secreta </span><em><span class="tm10">de três maneiras</span></em><span class="tm7">:</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">1) por vontade explícita do Mestre</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">“Quando o Mestre, de modo explícito, não pretende manifestar sua doutrina a todos, mas, ao contrário, prefere ocultá-la. Ora, isso pode acontecer de duas maneiras:</span></p>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">(a) por ciúme do Mestre</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">“Pois ele — </span><em><span class="tm10">ex invidia </span></em><span class="tm7">[por ciúme] — não deseja transmitir sua doutrina e sabedoria a outros, mas deseja guardá-la para si mesmo, para seu próprio bem e para se sobressair sozinho nela. No entanto, isso não é de modo algum favorável à santidade infinita de Cristo, de quem a Sagrada Escritura havia anunciado no Antigo Testamento: </span><em><span class="tm10">“Eu a aprendi sem intenções reservadas, reparto-a com os outros sem inveja, e não escondo as suas riquezas”</span></em><span class="tm7"> (Sab., VII, 13).</span></span></p>
<p class="Normal tm12" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">(b) por causa da desonestidade do que é ensinado</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">“Mas isso é contrário à Natureza divina do Verbo Encarnado, cuja doutrina e ensino não se fundamentam nem em erro doutrinário nem em impureza moral.”</span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Além disso, uma doutrina é oculta:</span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">2) se ela for deliberadamente proposta apenas a alguns poucos</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">“Mas Jesus não ensinou nada dessa maneira deliberadamente secreta, ou seja, reservada em princípio apenas para alguns iniciados. De fato, ele propôs sua doutrina a toda a multidão ou a todos os seus discípulos reunidos. Ora, Aquele que fala diante de muitos homens não fala em segredo ou em ocultação. Além disso, quando Ele falava somente aos discípulos, Ele também ordenava que eles transmitissem e explicassem a todos os outros o que Ele havia dito somente a eles. Portanto, Jesus nunca ensinou — por uma questão de princípio — de maneira explícita e conscientemente esotérica ou oculta, reservando deliberadamente Sua doutrina apenas para alguns escolhidos” (Santo Agostinho,</span><em><span class="tm10"> Tracatus CXIII in Iohannem</span></em><span class="tm7">, XVIII, 13).</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Finalmente, uma doutrina pode ser oculta:</span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">3°) </span><em><span class="tm14">pela maneira a qual é transmitida</span></em></strong></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">“Ora, Jesus, nessa terceira maneira de transmitir Sua doutrina, quis ocultar algo para as multidões, usando as parábolas; </span><em><span class="tm10">mas apenas para anunciar Mistérios espirituais que as multidões do Antigo Testamento ainda não eram capazes de compreender naquele momento</span></em><strong><span class="tm8">[1]</span></strong><em><span class="tm10">. </span></em><span class="tm7">No entanto, eles (ou seja, as multidões de judeus do Antigo Testamento) ainda estavam sendo ensinados sobre esses assuntos relativos aos Mistérios sobrenaturais de Deus, sob o véu das parábolas do Evangelho, e isso certamente é melhor do que não receber nada. De fato, Jesus explicou posteriormente o significado das parábolas aos discípulos, confiando-lhes — por sua vez — a tarefa de transmiti-lo, pregá-lo e explicá-lo às multidões, que gradualmente se tornaram capazes de compreendê-lo, tendo passado da ‘infância’ do Antigo Testamento para a ‘maturidade’ da Nova Aliança (cf. São Paulo, II Tim. II, 2)” (cf. Santo Tomás de Aquino,</span><em><span class="tm10"> Suma Teológica</span></em><span class="tm7">, III, q. 42, a. 3).</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">O esoterismo nasce do orgulho e leva à perdição</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Ora, essa tendência do esoterismo leva o homem à ruína e nasce do orgulho, que é a raiz de todos os males.</span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Santo Tomás ensina, com razão, que “a infidelidade nasce da soberba” (S. Th. II-II, q. 10, a. 1, ad 3um). E é o mais grave dos pecados depois do ódio a Deus. Portanto, a verdadeira razão de uma escolha errônea quanto ao fim último deve ser procurada nas obras más; ou seja, na vida, no ato da vontade, que também pode ser apenas interno, como, por exemplo, o orgulho intelectual.</span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">As obras más não são apenas imoralidade grosseira, mas também imoralidade sutil: a exaltação do próprio “eu”, a busca da glória humana e da honra mundana.</span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Assim como o ladrão foge da luz e ama as trevas para poder agir sem ser perturbado, o orgulhoso odeia a luz, a doutrina pública e ama as trevas, a doutrina e a prática esotérica, seja por </span><em><span class="tm10">ciúme pessoal</span></em><span class="tm7">, querendo ser o único repositório da Sabedoria, seja por causa da </span><em><span class="tm10">erroneidade ou desonestidade do que ensina</span></em><span class="tm7">, não querendo ser descoberto e contradito.</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">As trevas, portanto, servem para encobrir sua doutrina infernal e sua conduta perversa; por isso, o esoterista odeia a luz, porque ela exporia sua perversidade interna e oculta.</span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Pode-se, portanto, concluir que a má vida é a causa de toda descrença e, especialmente, da descrença dos heresiarcas e dos “grandes iniciados”.</span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Assim como o diabo se tornou um anjo caído por causa de sua má vontade (pela qual ele preferiu afirmar — por ciúme — a si mesmo, e assim se condenando a si mesmo, do que se submeter à vontade de Deus, que exigiu dele um ato de obediência e humildade); assim também o “grande iniciado” prefere rejeitar a doutrina pública de Jesus a fim de se deleitar com ciúme em sua obscura e confusa “Tradição”, que tanto gratifica seu orgulho por ser chamado de “Mestre!” Ao passo que Jesus nos admoestou: </span><em><span class="tm10">“A ninguém chameis pai sobre a terra, porque um só é vosso Pai, o que está nos céus. Nem façais que vos chamem mestres, porque um só é vosso Mestre, o Cristo”</span></em><span class="tm7">.</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Conclusão</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em><span class="tm14">“Et Verbum caro factum est!”</span></em></strong></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Santo Agostinho responderia hoje aos teóricos do </span><em><span class="tm10">“cristianismo esotérico”</span></em><span class="tm7"> 1) trazendo o bom exemplo do Verbo Encarnado, que de Deus se fez homem; 2) contrastando-o com o mau exemplo do gnóstico transumanista (ou modernista), que, apesar de ser apenas uma mera criatura, aspira insensatamente a tomar o lugar do Altíssimo (ou a chegar, por meio da evolução autocriada, ao </span><em><span class="tm10">“Ponto Ômega”</span></em><span class="tm7">), encontrando assim sua própria queda; 3) usando, portanto, para os esoteristas (e modernistas) contemporâneos, as mesmas palavras de 1600 anos atrás, a saber:</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">“Quiseste, ó criatura presunçosa, embora fosse homem, fazer-se Deus para depois perecer; mas o Verbo, sendo Deus, quis fazer-se homem a fim de encontrar o que recuperar perdido” (Santo Agostinho, </span><em><span class="tm10">Sermo CLXXXVIII</span></em><span class="tm7">, cap. 3, em PL, tomo XXXVIII, col. 1004).</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">Em suma, para resumir, o </span><em><span class="tm10">cristianismo esotérico </span></em><span class="tm7">é exatamente o macaco do cristianismo real.</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span class="tm7" style="color: #000000;">Com efeito, o esoterismo quer que o homem se torne “Deus” por meio do conhecimento iniciático ou Gnose; o modernismo afirma que a Graça é devida à natureza e não é um dom gratuito de Deus; ao passo que o Cristianismo ensina que Deus se encarnou para salvar o homem do pecado original, fazendo-o participar de Sua Natureza divina, de forma limitada e finita, por meio da Graça santificante.</span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm7">O denominador comum do esoterismo e do modernismo é, sem dúvida, o antropocentrismo ou transumanismo, que é visto à luz do evolucionismo cósmico de Teilhard de Chardin, ou seja, como o contínuo devir da “Divindade” que, do nada, através da matéria, alcança o espírito ou o Cristo esotericamente cósmico (cf. G. Ambrosini, </span><em><span class="tm10">Occultismo e Modernismo</span></em><span class="tm7">, Bolonha, Tipografia Arcivescovile, 1907</span><strong><span class="tm8">[2]</span></strong><span class="tm7">).</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Canonicus Romanus</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8"> </span></strong></span><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">Notas</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">1. </span></strong><span class="tm7">Os Padres da Igreja (fundando-se em São Paulo: I Cor. XIII, 11; Heb. V, 3) comparam os fiéis do Antigo Testamento a </span><em><span class="tm10">crianças</span></em><span class="tm7">, que devem ser nutridas com alimentos mais delicados e leves; enquanto os do Novo Testamento os comparam a adultos, que devem ser nutridos com alimentos mais substanciais e ricos. Portanto, Jesus falou em parábolas a seus ouvintes, que — não tendo ainda entrado na Nova e Eterna Aliança — eram semelhantes a </span><em><span class="tm10">crianças</span></em><span class="tm7"> e, portanto, não podiam receber o alimento mais sólido que é dado aos </span><em><span class="tm10">adultos</span></em><span class="tm7">, ou seja, a doutrina do Novo Testamento de maneira explícita e aberta.</span></span></p>
<p class="Normal tm9" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span class="tm8">2.</span></strong><span class="tm7"> Cf. M. Schooyans, </span><em><span class="tm10">Nuovo Disordine Mondiale</span></em><span class="tm7">, Cinisello Balsamo, Edizioni San Paolo, 2000; Id.,</span><em><span class="tm10"> Il volto nascosto dell&#8217;Onu</span></em><span class="tm7">. Verso il governo Mondiale, Roma, Il Minotauro, 2004; Id., </span><em><span class="tm10">Conversazioni sugli idoli della Modernità</span></em><span class="tm7">, Bologna, ESD, 2010; Id., </span><em><span class="tm10">Evoluzioni demografiche</span></em><span class="tm7">, Bologna, ESD, 2013.</span></span></p>
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