<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>DOMINUS EST &#187; Concílio Vaticano II</title>
	<atom:link href="http://catolicosribeiraopreto.com/tag/concilio-vaticano-ii/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://catolicosribeiraopreto.com</link>
	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Apr 2026 14:04:32 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=4.2.2</generator>
	<item>
		<title>NOTA DISSONANTE</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/nota-dissonante/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/nota-dissonante/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 14:18:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Nicolas Cadiet]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=34439</guid>
		<description><![CDATA[Leão XIV retoma o tema da unidade, tão caro ao Concílio Vaticano II. Fonte: La Porte Latine &#8211; Tradução: Dominus Est O Papa Leão XIV prosseguiu com suas catequeses de quarta-feira sobre os documentos do Concílio Vaticano II. Em 18 &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/nota-dissonante/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/03/Dance_of_Death_replica_modif.jpg" alt="" width="471" height="176" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><em>Leão XIV retoma o tema da unidade, tão caro ao Concílio Vaticano II.</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/fausse-note">La Porte Latine</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Papa Leão XIV prosseguiu com suas catequeses de quarta-feira sobre os documentos do Concílio Vaticano II. Em 18 de fevereiro, ele abordou a Constituição Dogmática <em>Lumen Gentium</em> sobre a Igreja, em particular sobre o tema da Igreja como “<em>sacramento… da unidade de todo o gênero humano</em>” (LG1). O Papa afirmou que o plano de Deus é “<em>unificar todas as criaturas através da ação reconciliadora de Jesus Cristo</em>”, realizada na Cruz. O efeito dessa ação é reunir as pessoas apesar das “<em>diferenças</em>”, derrubar os “<em>muros de separação entre indivíduos e grupos sociais</em>”. Este é o plano de Deus: “<em>o que Deus quis realizar para toda a humanidade</em>” é este mistério que “<em>se manifesta em experiências locais, que gradualmente se estendem a todos os seres humanos e até mesmo ao cosmos”</em>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A ênfase é, portanto, colocada fortemente na unidade dos homens (e até mesmo do universo), a ser restaurada apesar das &#8220;<em>fragmentações&#8221;</em>, como se fosse um fim em si mesma, respondendo ao anseio de unidade que habita no coração humano. Até mesmo a <em>&#8220;união com Deus</em>&#8221; é relacionada à &#8220;<em>união das pessoas humanas</em>&#8220;, que é seu reflexo: &#8220;<em>Tal é a experiência da salvação</em>&#8220;.</span><span id="more-34439"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sem dúvida, nem o Concílio nem o Papa Leão XIV ignoram que o objetivo da vida humana é, antes de tudo, a união com Deus, iniciada pela caridade aqui na Terra e consumada no Céu(1). Mas então por que insistir tão exclusivamente na união dos homens entre si, uma união que, em última análise, nunca será completa?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De fato, quando São Paulo fala da unidade do universo(2), é para nos lembrar que tudo se recapitula em Cristo Rei(3), porque “<em>todas as coisas são vossas, mas vós sois de Cristo, e Cristo de Deus</em>”(4). Ora, o Filho de Deus, que veio buscar a ovelha perdida, anuncia que alguns se recusam a voltar para Deus e que serão excluídos da unidade em Cristo: “<em>Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos</em>”(5).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A orientação do discurso da Igreja aos <em>“valores terrenos</em>”, esse <em>“interesse preponderante do Concílio pelos valores humanos e temporais</em> (6)”, acaba por levar a preferir a unidade a tudo o resto. A que preço? O acontecimento mais recente: a coincidência do início do Ramadã com a Quarta-feira de Cinzas torna-se um &#8220;<em>forte sinal de fraternidade</em>&#8220;, celebrado &#8220;<em>em uníssono (7)</em> &#8220;. Afirmar hoje que somente Jesus Cristo salva pode acabar soando como uma inoportuna nota dissonante. E, no entanto, “<em>não há salvação em nenhum outro</em>”(8).</span></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Pe. Nicolas Cadiet, FSSPX</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Notas:</strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;">(1) Veja LG 14 sobre aqueles que recusam, de fato ou mesmo em desejo, a filiação à Igreja.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(2) Ef 1 e 2, mas também Colossenses 1.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(3) Ef 1, 10</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(4) 1 Cor 3, 22-23</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(5) Mateus 25, 41</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(6) Paulo VI, discurso de encerramento do Concílio, 7 de dezembro de 1965.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(7) https://www.vaticannews.va/fr/eglise/news/2026–02/cote-d-ivoire-jeunecareme-unisson-signe-fort-fraternite-paix.html</span></p>
<p><span style="color: #000000;">(8) Atos 4,12</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/nota-dissonante/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A FARSA DOS MALVADOS “LEFEBVRISTAS” QUE REJEITAM A MÃO MISERICORDIOSA DO VATICANO: UM RESUMO DO QUE DIZEM OS DOCUMENTOS REVELADOS PELA FSSPX.</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/a-farsa-dos-malvados-lefebvristas-que-rejeitam-a-mao-misericordiosa-do-vaticano-um-resumo-do-que-dizem-os-documentos-revelados-pela-fsspx/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/a-farsa-dos-malvados-lefebvristas-que-rejeitam-a-mao-misericordiosa-do-vaticano-um-resumo-do-que-dizem-os-documentos-revelados-pela-fsspx/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 13:09:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=34334</guid>
		<description><![CDATA[Fonte: Radio Spada – Tradução: Dominus Est Enquanto a narrativa oficial da grande mídia (em parte &#8220;católica&#8221;) retrata um Vaticano misericordioso que tenta uma mediação final com os &#8220;rebeldes&#8221; de Ecône, os documentos publicados pela Fraternidade São Pio X (FSSPX) contam uma &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/a-farsa-dos-malvados-lefebvristas-que-rejeitam-a-mao-misericordiosa-do-vaticano-um-resumo-do-que-dizem-os-documentos-revelados-pela-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://www.radiospada.org/wp-content/uploads/2026/02/unnamed-391-1024x640.jpg" alt="La bufala dei lefebvriani cattivi che respingono la mano misericordiosa vaticana: cosa dicono in breve i documenti rivelati dalla FSSPX" width="553" height="353" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.radiospada.org/2026/02/la-bufala-dei-lefebvriani-cattivi-e-della-mano-misericordiosa-vaticana/">Radio Spada</a> </span>– Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enquanto a narrativa oficial da grande mídia (em parte &#8220;católica&#8221;) retrata um Vaticano misericordioso que tenta uma mediação final com os &#8220;rebeldes&#8221; de Ecône, os <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/carta-resposta-do-padre-pagliarani-ao-cardeal-fernandez/">documentos publicados pela Fraternidade São Pio X</a> </span></strong>(FSSPX) contam uma história diametralmente oposta. A recente declaração da Fraternidade, apoiada por uma cronologia documental, revela que o diálogo não está &#8220;apenas começando&#8221;, mas já foi amplamente experimentado e, na verdade, sabotado por reivindicações romanas teologicamente inaceitáveis. Tudo isso, obviamente, admitindo (e não concedendo) que o diálogo com quem nega os fundamentos da doutrina e da razão seja possível em si mesmo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>O fracasso do &#8220;diálogo&#8221;: mais do que um encerramento, um ultimato.</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A narrativa de um &#8220;novo rumo&#8221; para o diálogo agora se revela uma operação exploratória. Os documentos revelam que as tentativas de reconciliação fracassaram não por obstinação “lefebvriana”, mas pela imposição de cláusulas que teriam obrigado a FSSPX a renegar os ensinamentos da Igreja e, portanto, sua própria razão de ser.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/lettre-du-cardinal-muller-mgr-fellay-du-6-juin-2017-57307">A carta do Cardeal Müller a D. Fellay (6 de junho de 2017)</a></strong></span> já havia preparado o terreno para o que se configurava como um verdadeiro <em>ultimato</em>. Nesse texto, o então Prefeito da Doutrina da Fé exigia a plena aceitação do Concílio Vaticano II e a legitimidade da Nova Missa, sem margem para qualquer discussão crítica. A resposta da FSSPX sempre foi clara: a Verdade não pode ser trocada por uma regularização canônica, o que configuraria uma &#8220;armadilha&#8221; doutrinal, que aliás já mostrou seus frutos desastrosos em outras realidades (ver, por exemplo, o caso de Campos).</span><span id="more-34334"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Essa incompatibilidade e a vacuidade do &#8220;diálogo&#8221; foram confirmadas após a <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.news/fr/news/lettre-labbe-pagliarani-mgr-pozzo-du-17-janvier-2019-57304">carta do Superior Geral (Pe. Davide Pagliarani) a Monsenhor Guido Pozzo, de 17 de janeiro de 2019</a></span>.</strong> As posições são irreconciliáveis: de um lado, a Tradição perene; de ​​outro, uma visão eclesial que abraçou o ecumenismo e o liberalismo condenados por Papas anteriores. O &#8220;diálogo&#8221; foi interrompido em um ponto de ruptura relacionado à Fé, e não a uma questão burocrática. A proposta — ou melhor, a ameaça — do Vaticano de reabri-lo repentinamente agora, após o anúncio das sagrações (com a cláusula de sua suspensão), mostra que provavelmente o objetivo é outro.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>Uma mão estendida? A inversão da realidade: um Vaticano em ruínas <em>versus</em> uma Tradição próspera.</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É necessário inverter a perspectiva comunicativa: não é o Vaticano “forte” que estende a mão aos “pobres lefebvrianos” marginalizados. A realidade mostra uma hierarquia em meio a uma crise sem precedentes: igrejas fechando, seminários abandonados, falta de vocações levando à extinção de dioceses inteiras no Ocidente e um caos doutrinário dividindo o Colégio Cardinalício sobre questões fundamentais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Neste deserto, a FSSPX parece ser uma realidade próspera e em constante crescimento: seminários lotados, famílias numerosas, escolas católicas e uma fidelidade litúrgica que atrai um número cada vez maior de jovens desiludidos com o modernismo.</strong> A suspeita, corroborada pelos fatos, é de que o renovado interesse do Vaticano seja uma tentativa equivocada de &#8220;normalizar&#8221; (isto é, neutralizar) a única voz que ainda denuncia o fracasso da era pós-Vaticano II, buscando absorver os frutos de uma vitalidade que a Roma neomodernista perdeu.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Afinal, estamos falando de um verdadeiro &#8220;inverno eclesial&#8221; que se manifesta de forma clara:</span></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;"><strong>A sangria de fiéis e vocações:</strong>  enquanto as dioceses oficiais fecham paróquias rapidamente, vendem igrejas para transformá-las em centros culturais ou bibliotecas e veem seus seminários abandonados, a FSSPX experimenta um crescimento constante. <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/fsspx-tomada-de-batina-tonsura-e-ordens-menores-de-72-seminaristas-nos-seminarios-do-hemisferio-norte/">Os seminários de Ecône, Dillwyn e Zaitzkofen estão cheios de jovens prontos para o sacerdócio</a></span></strong>, um sinal de que a seiva da Tradição nunca secou.</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>Caos doutrinal e litúrgico:</strong>  O Vaticano hoje se assemelha a uma Torre de Babel teológica, onde documentos ambíguos ou manifestamente errôneos (basta pensar nos excessos sensacionalistas da <em>Fiducia Supplicans</em> ou nos excessos do Caminho Sinodal Alemão, mas sobretudo nas raízes do Vaticano II que sustentam tudo isso) alimentam a confusão e a divisão.</span></li>
<li><span style="color: #000000;"><strong>O fracasso do projeto pós-conciliar:</strong>  a crise da hierarquia não é apenas numérica, mas também de identidade.</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Silenciar, com diálogos inconclusivos sobre questões indiscutíveis, uma voz crítica que lembra ao mundo o que a Igreja sempre foi e o que o Vaticano parece ter esquecido, é simplesmente um caminho impraticável. Estamos diante de um sistema que está se desmantelando e, se há algo a ser feito, é a hierarquia neomodernista que precisaria redescobrir aquela Tradição que outros mantêm intacta.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>A instrumentalização da obediência</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A declaração da FSSPX deixa claro que ressuscitar propostas antigas, anteriormente rejeitadas, é essencialmente um ato de propaganda. Apresentar a FSSPX na mídia como &#8220;obstinada&#8221; serve para justificar potenciais medidas repressivas, ocultando o fato de que o acordo fracassou porque Roma transformou a fé em um tema de debate e <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/obediencia-e-desobediencia/">a obediência em uma aceitação do erro</a> </strong></span>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>Além das Notícias: Ferramentas para Compreender o &#8220;Golpe&#8221; e a Verdadeira Doutrina</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para compreender plenamente a atual crise eclesial e social sem cair no desânimo simplista ou numa interpretação puramente política dos acontecimentos, é necessário munir-se de ferramentas rigorosas de análise teológica e histórica. A crise atual não é um mero acaso. Existem muitos materiais de estudo disponíveis para evitar uma análise superficial.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Acesse nosso “Especial dos Especiais” sobre temas como Obediência, Missa Nova, CVII, Ecumenismo, Estado De Necessidade, Jurisdição de Suplência, Cisma, Papas Pós Conciliares, etc., <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/especial-dos-especiais-do-blog-combo-refutacoes-gerais/">CLICANDO AQUI </a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #000000;"><strong>Conclusões</strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os documentos de 2017 e 2019, juntamente com uma dúzia de outros que poderiam ser citados, são claros: ninguém está buscando um cisma. A &#8220;farsa&#8221; dos malvados &#8220;lefebvristas&#8221; que rejeitam a mão misericordiosa do Vaticano desmorona sob o peso da realidade: a resistência daqueles que se recusam a descartar a Tradição não é contra o Papado, mas contra a demolição da própria Igreja.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/a-farsa-dos-malvados-lefebvristas-que-rejeitam-a-mao-misericordiosa-do-vaticano-um-resumo-do-que-dizem-os-documentos-revelados-pela-fsspx/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>ORDEM E JURISDIÇÃO: O VATICANO NA ENCRUZILHADA &#8211; PE. JEAN-MICHEL GLEIZE, FSSPX</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/ordem-e-jurisdicao-o-vaticano-na-encruzilhada-pe-jean-michel-gleize-fsspx/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/ordem-e-jurisdicao-o-vaticano-na-encruzilhada-pe-jean-michel-gleize-fsspx/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 12:58:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Jean-Michel Gleize]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=34378</guid>
		<description><![CDATA[Fonte: La Porte Latine – Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio O cardeal Marc Ouellet, prefeito emérito do Dicastério para os Bispos, reflete sobre a nomeação de leigos para cargos de autoridade no seio da Cúria Romana, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/ordem-e-jurisdicao-o-vaticano-na-encruzilhada-pe-jean-michel-gleize-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2023/11/FR405067B.jpg" alt="" width="455" height="308" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/formation/crise-eglise/ordre-et-juridiction-le-vatican-a-la-croisee-des-chemins?feed_id=6108">La Porte Latine</a></span> – Tradução gentilmente cedida pelo nosso amigo André Abdelnor Sampaio</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cardeal Marc Ouellet, prefeito emérito do Dicastério para os Bispos, reflete sobre a nomeação de leigos para cargos de autoridade no seio da Cúria Romana, perguntando-se se se trata de uma concessão a ser revista ou de um avanço eclesiológico[1].</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A reflexão impõe-se de fato, e deve ser espinhosa, no contexto criado pelo anúncio das consagrações episcopais previstas para o próximo 1º de julho, em Ecône. Qual é a dificuldade a resolver? Demos aqui a palavra ao cardeal Ouellet, a quem devemos reconhecer o grande mérito de uma inteira lucidez:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Entre as decisões audaciosas do Papa Francisco, deve-se contar a nomeação de leigos e de religiosas para cargos de autoridade habitualmente reservados a ministros ordenados, bispos ou cardeais, nos dicastérios da Cúria Romana. O Papa justificou essa inovação pelo princípio sinodal, que chama a uma participação acrescida dos fiéis na comunhão e na missão da Igreja. Essa iniciativa, contudo, choca-se com o costume ancestral de confiar as posições de autoridade a ministros ordenados.</span><span id="more-34378"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É precisamente aqui que começa a dificuldade. De onde vem esse “costume ancestral”? Precisamente, embora “ancestral”, trata-se apenas de um “costume”, isto é, de uma maneira de agir que não está necessariamente ligada à constituição divina da Igreja. Pois, em si mesmo, o poder de jurisdição é outro que o poder de ordem e essencialmente distinto deste, tanto na sua definição formal ou em razão do seu objeto quanto na sua origem ou em razão da causa que o faz existir em um sujeito determinado. O poder de ordem, que é o poder de conferir os sacramentos, é obtido pelo rito de uma consagração[2], ao passo que o poder de jurisdição, que implica o poder de governar, é obtido por um ato da vontade do Papa, designado como “missão canônica”. O costume ancestral quer que, em regra geral, seja um mesmo sujeito que receba ordinariamente um e outro poder: ordinariamente, o poder de governar é atribuído a ministros ordenados, e os ministros ordenados recebem um poder de governar, poder ordinário no caso do bispo ou delegado no caso dos demais ministros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se nos mantivermos nessa lógica, então, sim, permanece sempre possível — porque não absolutamente contrário à constituição divina da Igreja (seja conveniente ou não, o que é outra questão) — confiar, na santa Igreja de Deus, o poder de governar a sujeitos que não sejam ministros ordenados, isto é, a simples clérigos, a simples leigos, inclusive mulheres. Mas isso supõe, evidentemente, como lembrado acima, que o dito poder de jurisdição não decorra de modo algum nem da consagração episcopal nem, muito menos, da ordenação sacerdotal. E isso o supõe necessariamente, de tal modo que, se se postula que o rito da consagração episcopal confere ao mesmo tempo os dois poderes, a ordem e a jurisdição, torna-se absolutamente impossível — por ser contrário ao direito divino — confiar cargos de autoridade na Igreja a outros que não ministros ordenados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim como o seu confrade, o cardeal Ghirlanda, o cardeal Ouellet encontra-se, portanto, no tear, e com ele toda a orientação sinodalista da Igreja conciliar, o falecido Papa Francisco incluído. E o suplício desse cruel dilema é tanto mais dilacerante quanto, precisamente, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que acaba de anunciar, pela voz de seu Superior Geral, a intenção de realizar consagrações episcopais, pretende justificar e legitimar esse gesto apoiando-se na distinção essencial e radical lembrada acima: em plena conformidade com o direito divino da constituição da Igreja, permanece sempre possível conferir o poder de ordem episcopal, mediante o rito de uma consagração, sem alimentar minimamente a pretensão — que seria abusiva e cismática — de conferir ao mesmo tempo o poder de jurisdição, cuja atribuição depende pura e simplesmente de um ato da vontade do Papa, e somente dele. A lógica seguida pela Fraternidade é a de toda a Tradição da Igreja, hoje depreciativamente qualificada de “pré-conciliar”, lógica à qual se opõe formalmente a nova eclesiologia do Vaticano II, na medida em que postula, no número 21 da constituição Lumen gentium, que a jurisdição é conferida pelo próprio ato da consagração episcopal, cabendo à intervenção do Papa apenas moderar o seu exercício. Daí decorre que se torna impossível, se se quiser permanecer coerente — e obediente! — a essa nova eclesiologia do Concílio, realizar “a nomeação de leigos e de religiosas para cargos de autoridade habitualmente reservados a ministros ordenados, bispos ou cardeais, nos dicastérios da Cúria Romana”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os herdeiros do Papa Francisco e, com ele, do Concílio, chegam a uma contradição inevitável: ou vão até o fim do seu sinodalismo, exigido pela lógica profunda da Lumen gentium, e, para isso, devem apoiar-se na lógica “pré-conciliar” invocada pela Fraternidade São Pio X para justificar as sagrações; ou então se afastam dessa lógica anterior ao Vaticano II para permanecer fiéis — e obedientes — à sua nova eclesiologia, e assim ter como qualificar de cismáticas as sagrações previstas na Fraternidade, mas isso também os impede de levar até o fim a lógica do Vaticano II, desembocando no sinodalismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cardeal Ouellet julga sair do impasse invocando uma “atenção renovada à ação do Espírito Santo”, o que não convencerá ninguém. “Não se trata aqui de sutilezas”, observa o site reputado conservador Infovaticana, que intitula (maliciosamente?): Os cardeais Ghirlanda e Ouellet pensam como a Fraternidade São Pio X[3]. “Pois a Fraternidade São Pio X defende, no que se refere à LG 21, a mesma posição pré-conciliar que Ghirlanda e Ouellet. Evidentemente, os objetivos são diferentes. Os cardeais querem impor a justiça de gênero na Igreja. A Fraternidade São Pio X quer legitimar as consagrações episcopais previstas. Mas no ponto em que ambos concordam é este: a jurisdição é transferida pelo Papa por via legal, sem que o sacramento da ordem seja necessário (ver o anexo II da carta de 18 de fevereiro de 2026). A Fraternidade São Pio X não se baseia em carismas quiméricos, como Ouellet, mas numa visão pré-conciliar que, de fato, foi defendida por teólogos e Papas: o sacramento da ordem era considerado conferido com a ordenação sacerdotal. Os bispos recebiam então a jurisdição do Papa, o que os tornava bispos diocesanos”. O mesmo site pretende lançar descrédito sobre essa disciplina anterior ao Vaticano II, contudo solidamente enraizada na Tradição doutrinal do Magistério. Pio XII recorda, com efeito, na encíclica Mystici Corporis de 1943, que os bispos recebem a sua jurisdição “imediatamente do Sumo Pontífice”. Nisso, e ao contrário do que afirma o Infovaticana, os bispos não se veem de modo algum transformados “em vigários do Papa, por assim dizer, em seus gerentes de filial”. Esquece-se um pouco depressa que, não sendo o Papa senão o Vigário de Cristo, o seu poder é essencialmente o próprio poder de Cristo: os bispos recebem, portanto, o seu poder de jurisdição como uma participação equivalente tanto no poder do Papa quanto no de Cristo, sendo ambos o mesmo poder. Nesse sentido, não seriam também os bispos, ainda que de outro modo, “vigários de Cristo”?…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas se todos os bispos, inclusive o bispo de Roma, recebem a sua jurisdição pela sua sagração, vê-se mal como os bispos seriam “vigários de Cristo” de maneira diferente do bispo de Roma. Seriam todos Papas, enquanto membros do mesmo Colégio? Ora, para magnificar o Colégio a ponto de fazê-lo o verdadeiro sujeito do poder supremo na Igreja, uma tal concepção coloca um sério obstáculo à sinodalidade e à promoção dos leigos a cargos de autoridade na mesma Igreja. O único meio de legitimar esta última seria aderir às posições eclesiológicas defendidas pela Fraternidade São Pio X.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Os novos hiperpapalistas do Vaticano”, observa o site já citado, “em acordo com a Fraternidade São Pio X, deixam igualmente de lado o sacramento da ordem e afirmam que a nomeação pelo Papa é a única coisa decisiva para exercer a potestas sacra. O Papa Francisco o colocou em prática. Como se sabe, era considerado progressista. Contudo, neste ponto, parece que era um reacionário pré-conciliar, assim como os cardeais mencionados. Tudo isso se torna ainda mais grotesco se se leva em conta que o Papa Francisco pregava ao mesmo tempo o sinodalismo, o que evoca um formato participativo. É praticamente o contrário do que significa a derivação de toda a jurisdição da superpotestas papal. Esse processo torna-se ainda mais grotesco se se considera o ataque ao direito canônico, que não cessou desde o Concílio Vaticano II: Igreja do amor em vez de Igreja do direito. Pois isso significa precisamente a judicialização total da Igreja quando o sacramento da ordem se torna um acessório que não é necessário para governar a Igreja”. Dito e feito…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A conclusão parece difícil de evitar: “O Papa Leão XIV deve agora decidir se o Concílio Vaticano II permanece válido ou não numa questão dogmática decisiva. E deve agir em consequência. Se der um passo atrás em relação ao Concílio Vaticano II — como, infelizmente, parece que o fará —, não ficará pedra sobre pedra. Pois como poderá exigir de modo credível a obediência ao Concílio Vaticano II — diante da Fraternidade São Pio X e de muitos outros — se ele próprio lhe desobedece?”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">“Todo reino dividido contra si mesmo perecerá[4]”: a nova eclesiologia do Vaticano II encerra em si mesma os germes da sua autodestruição. A Fraternidade São Pio X, por sua vez, encontra na sua fidelidade à eclesiologia tradicional o meio de assegurar a operação de sobrevivência, tão necessária para a salvação das almas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Notas:</span></strong></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.vaticannews.va/fr/vatican/news/2026–02/cardinal-ouellet-laics-curie-romaine-eveques-synode.html">https://www.vaticannews.va/fr/vatican/news/2026–02/cardinal-ouellet-laics-curie-romaine-eveques-synode.html</a></span></li>
<li><span style="color: #000000;">Esse rito é certamente o de um sacramento para o diaconato e o presbiterato; a questão de saber se o é também para o episcopado permanece teologicamente em aberto.</span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://infovaticana.com/fr/2026/02/23/les-cardinaux-ghirlanda-et-ouellet-pensent-comme-la-fraternite-saint-pie-x/">https://infovaticana.com/fr/2026/02/23/les-cardinaux-ghirlanda-et-ouellet-pensent-comme-la-fraternite-saint-pie-x/</a></span></li>
<li><span style="color: #000000;">Mateus 12,25</span></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/ordem-e-jurisdicao-o-vaticano-na-encruzilhada-pe-jean-michel-gleize-fsspx/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>ASSASSINATO EM 33º GRAU: A INVESTIGAÇÃO DE GAGNON SOBRE A MAÇONARIA NO VATICANO</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/assassinato-em-33o-grau-a-investigacao-de-gagnon-sobre-a-maconaria-no-vaticano/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/assassinato-em-33o-grau-a-investigacao-de-gagnon-sobre-a-maconaria-no-vaticano/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Feb 2026 16:17:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[Maçonaria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=34336</guid>
		<description><![CDATA[Por Dardo Juan Calderón Fonte: Adelante la Fe &#8211; Tradução: Dominus Est [Nota do editor: o livro foi publicado, no Brasil, pela Editora Flos Carmeli &#8211; veja aqui] Eis aqui um livro concebido com toda a técnica literária norte-americana para &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/assassinato-em-33o-grau-a-investigacao-de-gagnon-sobre-a-maconaria-no-vaticano/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="Normal tm5" style="text-align: center;"><img class="" src="https://m.media-amazon.com/images/I/51zoRa+gMDL._AC_UF1000,1000_QL80_.jpg" alt="Assassinato em 33º Grau: A Investigação de Gagnon Sobre a Maçonaria no  Vaticano (Volume 1) | Amazon.com.br" width="444" height="633" /></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Por Dardo Juan Calderón</strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://adelantelafe.com/asesinato-en-grado-33-la-investigacion-de-gagnon-sobre-la-masoneria-en-el-vaticano/">Adelante la Fe</a></span> &#8211; Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.catolicosribeiraopreto.com">Dominus Est</a></span></span></strong></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: right;"><span class="tm6" style="color: #000000;">[Nota do editor: o livro foi publicado, no Brasil, pela Editora Flos Carmeli &#8211; <strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.floscarmeliedicoes.com.br/assassinato-em-33-grau?srsltid=AfmBOoo6JuNLWpSUZkp6-wGBXXb_dqlnYiK58HHT7kDnVEqAzjbsIxd5">veja aqui</a></span></strong>]</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Eis aqui um livro concebido com toda a técnica literária norte-americana para ser sucesso de vendas. Muito bem escrito, muito ameno, com humor e todas as surpresas de roteiro cinematográfico ou de novela de folhetim. Pode-se ler em algumas horas, esperando que aconteça o que promete o título – o que não acontece – mas não importa! o “embuste” de um título com “gancho” perdoa-se facilmente porque você se divertiu e diz: </span><strong><span class="tm7">“que bobeira!&#8230; isso de infiltração maçônica nunca poder-se-á saber com ciência certa, tampouco a segurança de que houve tal assassinato, ou se existiu tal informe que ninguém viu. Mas dá-nos meios de ter a ideia mais conveniente à nossa fantasia!”</span></strong></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Devemos reconhecer que nenhum livro é “um” livro, mas tantos livros quanto são seus leitores e, em nosso caso, a perspectiva é a partir do mais antiquado “tradicionalismo”, lugar que nos leva às provisórias conclusões que aqui se arriscam e que se fazem desde a comodidade e gratidão de estar fora da ardilosa litis que se conta, longe dos dois bandos, e com a vantagem de ser um observador distante que se alimenta do Vetus Ordo.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Trata-se da luta de dois bandos que dura grande parte do século XX, dentro do Vaticano. Bandos que lutam pelo domínio do governo burocrático, perante uns Papas que não fedem nem cheiram. Melhor dizendo, às vezes fedem e às vezes cheiram, segundo lhes é inspirado o temor. Temor de serem os protagonistas de uma quebra ou cisma da Igreja, cisma que, como a espada de Dâmocles, pendeu sobre suas cabeças fazendo-lhes correr o risco de ficar com o descrédito histórico e eterno de ser, para a posteridade e perante Deus, não o Piloto da Barca de Pedro mas o Capitão do Titanic.</span><span id="more-34336"></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">O autor entende que esse medo – às vezes pânico – é a causa de suas “santidades” (que de modo algum põe em dúvida), chegando tais papas à categoria de “mártires” por terem sido submetidos ao suplício do ecúleo, que ambas facções puxaram para seus lados (embora o autor acredite se tratar de um lado só). No caso de João Paulo I, seria o que consiste sua “espécie de assassinato em grau 33”: infarto produto de uma tensão brutal causada pelo informe – e pressão – de Mons. Gagnon e do Cardeal Benelli de uma ponta e de outra, a violenta e estridente resposta do maçônico Cardeal Baggio com a proteção do Cardeal Villot (a guarda suíça escutou os gritos), cujas ameças ficaram no segredo dos muros do aposento. Diz-se que morreu por querer enfrentar o problema, coisa que o papa anterior não fez (às vezes otimista, as vezes lacrimoso), nem os dois posteriores pontífices, que sofreram parecidas agonias que mereceriam canonização. Sem dúvida, é a fuga dessa encruzilhada que explica a renúncia de Bento XVI e sua improvável canonização.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">O autor nos faz lembrar que o último Papa que governou rodeado de “sua” gente foi Pio X: tradicionalista, antimodernistas e contrarrevolucionário de próprio convencimento e com própria tropa. Depois dele, o tom de cada papado foi dado por aqueles que o rodeavam; conservadores até Pio XII; uma mescla empatada com João XXIII; e marcadamente progressista – e alguns maçons – com os três pós-conciliares. Não se fala de Francisco no livro, mas tem-se a sensação que esse será uma espécie de anti Pio-X, ou seja, modernista declarado e convencido que estabelece o tom de seu entorno, sem muita consideração dada a derrota total e o recuo dos conservadores. Para este papa, os tempos já estariam maduros para que se imponha o modernismo sem maiores oposições ou sofrimentos. Deveríamos recordar a ele que a revolução pare seus próprios carrascos, mas ele faz o que quer. [Nota do editor: o texto foi escrito durante o papado do Papa Francisco]</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Desde o concílio e até hoje, parece que os papas eleitos foram o resultado porco das facções que combatem entre si nos conclaves. Estando os comandantes das facções em luta convencidos que não podem vencer, pressionam os cardeais eleitores em acordos, que buscam no papável mais a debilidade do que a coincidência ideológica. Pesam-se, sobretudo, as razoes acidentais de amizades, companheirismos, favores devidos e contatos comuns, mais do que responder a um ou outro grupo. O assunto primordial da luta não é quem vai ser o Papa, mas quem poderá ser alçado a Secretário de Estado ou ministro.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Na obra resenhada, os dois grupos são preto e branco: conservadores versus maçons infiltrados, nem mais nem menos. No meio, sobrevivem uma enorme legião de parasitas (a falta de caridade é minha) que acumulam cursos e doutorados no academicismo vaticano e cujas cabecinhas estragadas pela fraca filosofia e pela falta de disciplina espiritual (muitas vezes moral), estão dispostos a seguir o curso que seguem os mais fortes. Dispostos tanto ao progressismo quanto ao conservadorismo segundo os ventos. São sempre resgatáveis e utilizáveis por qualquer um que lhes dê comida e assegure sua “instalação”. Igualmente, para o autor, o Concílio carece de grande importância, já que, embora seja um tanto ambíguo, não moverá uma palha dos que estão convencidos em seus grupos, podendo servir de “constituição” para ambos. A legião de idiotas aplaudirá – com o pouco entusiasmo dos medíocres – tanto torcê-lo à esquerda quanto à direita. O conservadorismo costuma não levar em conta a deterioração irrecuperável da experiência decadente.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">O argumento do livro é que o grupo conservador (Benelli, Staffa), durante o papado de Paulo VI, provam e documentam que Bugnini e Baggio são maçons juramentados. Colocadas as provas em mãos de Paulo VI, a fresta pela qual via entrar a fumaça de Satanás na Igreja passa a ter nome e sobrenome – e todas as suas obras e pompas levam a ratificação de sua própria assinatura. O primeiro acusado era o autor do Novus Ordo que já estava em funcionamento (e que era o orgulho do Papa), e o segundo era o que decidia a consagração de Bispos de todo o mundo havia anos (e seguiria decidindo por mais tempo). Benelli consegue que Bugnini seja desterrado e que se nomeie um investigador para saber até que ponto chegava a infiltração – para isso promove Gagnon, que aceita. Baggio fica atado a seu cargo – é protegido de Villot que arrisca sua sorte junto com o atacado – removê-los seria um terremoto de implicações universais ao permitir o julgamento de milhares de consagrações de Bispos. Não se toca na obra dos dois maçons. </span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Gagnon demora três anos para fazer o informe, e os apresenta a Paulo VI que não quer nem ver, nem tocá-los, e morre em poucos meses. Gagnon e os conservadores padecem desilusão por perderem a oportunidade na qual trabalharam e conspiraram de destituir o bando contrário, mas voltam ao ataque com João Paulo I, que parece ser meio progressista, mas sobre ele pode ter mais influência Benelli do que Villot, por velhas relações e por tê-lo promovido no Conclave. O papa Luciani – que para se mostrar bondoso e evitar suspeitas conserva Villot e Baggio, com promessa de nomear para seu lugar o cardeal Benelli – recebe o informe e o lê. Sofre horrivelmente, é um caminhão de esterco, teria preferido mil vezes mais ignorá-lo, mas com temor e terror chama Baggio para acertar contas. Reúnem-se à tarde, discutem fortemente e sem ver a ninguém mais do que Villot ao terminar a audiência, morre João Paulo I. Possível infarto? Villot impede a autópsia, é normal, fazê-la em um Papa seria terrível. Encontram-no na cama em “pose” de santo, deitado pacificamente com a Imitação de Cristo nas mãos, não muito próprio de um infarto, mas enfim&#8230;</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm6">Os conservadores voltam ao ataque com o Informe Gagnon para o novo Papa polaco, em que Benelli apostou (mais uma vez!) todas as suas cartas no Conclave, mas que mal assumindo o papado – para surpresa dos conservadores – deixou em seus cargos Villot, Baggio, e mesmo Marcinkus (que já parecia ser da equipe maçônica). Até mesmo Bugnini voltou, embora para morrer. O papa enrola para receber Gagnon, mas finalmente o recebe, supreendentemente consegue a audiência e é conduzido a ela pelo próprio Villot! João Paulo rechaça rapidamente, sem ler e com caráter azedo as insinuações do informe (que, parece, falava, além da lista de maçons, do possível assunto da P2 e do Banco Vaticano) e Gagnon é quase tocado de lá. O golpe de estado tão esperado pelos conservadores dá em nada. Gagnon aposenta-se e vai para a Colômbia, vencido, longe do poder. Benelli, que acreditou que chegaria à Secretaria de Estado, fica desenganado e em breve morre, muito jovem. Baggio segue a todo vapor. Villot também, mas já tem um câncer terminal de que morrerá em breve, sendo substituído por sua cria, seu secretário Casarolli, um sibilino de antologia (</span><strong><span class="tm7">“falava pouco e nunca expressava opinião própria”</span></strong><span class="tm6">).</span></span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">Gagnon voltará, alguns anos depois, convocado por um novo conservadorismo encabeçado por um antigo progressista (voltas das revoluções): o Cardeal Ratzinger que, depois de dois passos adiante, dava um passo para trás. Por ele será nomeado “visitador” da FSSPX, o que é outra história.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">A história é o triste relato da aventura conservadora no pós-concílio. Aqueles “mártires” que lutaram “por dentro” para recuperar a Igreja de Cristo e&#8230; fracassaram (até hoje alguns seguem, como esses soldados japoneses em uma ilha do pacífico, que não ficaram sabendo do fim da guerra). Seu grande sacrifício foi se manter humilhados em postos cada vez mais subalternos, engolir o sapo da Reforma Litúrgica que sabiam imposta pela maçonaria, suportar elegantemente o trato – melhor dizendo, “maltrato” – com todos os bispos nomeados pela maçonaria (provavelmente não escolhidos por serem maçons, mas por ser os mais imbecis e venais dos que se encontravam em cada lugar – conselho para a eleição de bispos dado por Napoleão a seus funcionários, logo após a Concordata com a Santa “Cede”)&#8230; E, acima de tudo, acompanhar a decadência, provavelmente apostasia, da Igreja, com visíveis chagas sobre suas inteligências, personalidades e sacerdócios, pelo fato incrivelmente paradoxal de que eram eles os “infiltrados” e os maçons, a maioria. Talvez seu maior sofrimento tenha sido o de se obrigar a ser surdos ao clamor de tantas almas que se precipitaram ao inferno, como resultado da apostasia da cúria; buscando uma estratégia que permitiu que isso acontecesse e que, enfim, não funcionou. Mas isso é apenas a visão facciosa de um “lefebvrista”.</span></p>
<p class="Normal tm5" style="text-align: justify;"><span class="tm6" style="color: #000000;">É-nos, por fim, inexplicável como o autor consegue manter o humor num relato que nos deveria gelar o sangue.</span></p>
<p class="Normal">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/assassinato-em-33o-grau-a-investigacao-de-gagnon-sobre-a-maconaria-no-vaticano/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>ENTREVISTA COM O SUPERIOR GERAL DA FSSPX &#8211; &#8220;SUPREMA LEX, SALUS ANIMARUM&#8221;</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/entrevista-com-o-superior-geral-da-fsspx-suprema-lex-salus-animarum/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/entrevista-com-o-superior-geral-da-fsspx-suprema-lex-salus-animarum/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 09:15:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Davide Pagliarani]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=34264</guid>
		<description><![CDATA[Fonte: FSSPX Nota: Após o anúncio, em 2 de fevereiro, das futuras sagrações episcopais para a FSSPX, Sua Eminência o Cardeal Fernandez, escreveu ao Superior Geral para propor um encontro em Roma. o Superior Geral aceitou a proposta. A conversa &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/entrevista-com-o-superior-geral-da-fsspx-suprema-lex-salus-animarum/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="tm7" style="text-align: right;"><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2026/02/Interview-Superior-General-Screenshot03_retouchee.jpg" alt="" width="555" height="324" /></p>
<p class="tm7" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.com.br/pt/news/entrevista-com-o-superior-geral-da-fraternidade-sao-pio-x-suprema-lex-salus-animarum-57070">FSSPX</a></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Nota: Após o anúncio, em 2 de fevereiro, das futuras sagrações episcopais para a FSSPX, Sua Eminência o Cardeal Fernandez, escreveu ao Superior Geral para propor um encontro em Roma. o Superior Geral aceitou a proposta. A conversa terá lugar na quinta feira, 12 de fevereiro. Convidamos os membros e fiéis da Fraternidade a oferecerem suas orações pelo bom desenvolvimento deste encontro.</strong></span></p>
<blockquote>
<p class="tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“‘A lei suprema é a salvação das almas.’ É deste princípio superior que depende, em última instância, toda a legitimidade do nosso apostolado.”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Par_grafodalista tm14" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">1. </span></em><span class="tm17">FSSPX.News: </span><em><span class="tm15">Senhor Superior-Geral, o senhor acaba de anunciar publicamente a sua intenção de realizar as sagrações episcopais para a Fraternidade São Pio X no próximo dia 1° de julho. Por que fazer esse anúncio hoje, 2 de fevereiro?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm18" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Padre Davi Pagliarani: A festa da Purificação da Santíssima Virgem é muito significativa dentro da Fraternidade. É o dia em que os candidatos ao sacerdócio vestem a batina. A Apresentação de Nosso Senhor no Templo, que hoje celebramos, lembra aos candidatos que a chave da sua formação e da sua preparação</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">as</span> <span class="tm19">ordens</span> <span class="tm19">está</span> <span class="tm19">no</span> <span class="tm19">dom</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">si</span> <span class="tm19">mesmo,</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">passa</span> <span class="tm19">pelas</span> <span class="tm19">mãos</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">Maria.</span> <span class="tm19">Trata-se</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">festa mariana</span> <span class="tm19">de extrema importância,</span> <span class="tm19">pois,</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">anunciar uma espada de dor a Nossa Senhora,</span> <span class="tm19">Simeão</span> <span class="tm19">manifesta claramente o papel que ela tem de corredentora ao lado de seu divino Filho. Vemo-la associar-se a Nosso Senhor desde o início da sua vida terrena até a consumação do seu sacrifício no Calvário. Assim também, Nossa</span> <span class="tm19">Senhora</span> <span class="tm19">acompanha</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">futuro</span> <span class="tm19">sacerdote</span> <span class="tm19">durante</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">sua</span> <span class="tm19">formação</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">longo</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">toda</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">vida:</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">ela</span> <span class="tm19">quem continua a formar Nosso Senhor em sua alma.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm21" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">2. </span><span class="tm17">Esse anúncio vinha sendo objeto de vários rumores nos últimos meses, especialmente desde o falecimento</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">Dom</span> <span class="tm17">Tissier</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">Mallerais,</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">outubro</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">2024.</span> <span class="tm17">Por</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">esperou</span> <span class="tm17">até</span> <span class="tm17">agora?</span></em></span></strong><span id="more-34264"></span></p>
<p class="Corpodetexto tm23" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Assim como Dom Lefebvre em seu tempo, a Fraternidade tem sempre o cuidado de não se antecipar à Providência, mas segui-la, deixando-se guiar pelos seus sinais. Uma decisão tão importante não pode ser tomada levianamente, nem com precipitação.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm24" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Em</span> <span class="tm19">particular,</span> <span class="tm19">visto tratar-se</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">questão</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">evidentemente</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">interesse</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">autoridade</span> <span class="tm19">suprema</span> <span class="tm19">da Igreja, era necessário antes fazer gestões junto à Santa Sé – coisa que nós fizemos – e aguardar um prazo razoável para que pudessem nos responder. Não é uma decisão que poderíamos tomar sem manifestar concretamente o nosso reconhecimento da autoridade do Santo Padre.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm25" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">3. </span><span class="tm17">Na</span> <span class="tm17">sua homilia,</span> <span class="tm17">o senhor disse</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">tinha de</span> <span class="tm17">fato escrito ao Papa. Poderia contar-nos</span> <span class="tm17">mais</span> <span class="tm17">acerca </span><span class="tm22">disso?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">No verão passado, escrevi ao Santo Padre para lhe pedir uma audiência. Não tendo recebido resposta, escrevi-lhe uma nova carta alguns meses mais tarde, de maneira simples e filial, sem lhe esconder nada</span> <span class="tm19">das nossas necessidades. Mencionei nossas divergências doutrinais, mas também o nosso desejo sincero de servir incansavelmente a Igreja católica, pois somos servidores da Igreja, apesar do nosso estatuto canônico não reconhecido.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm29" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Em decorrência desta segunda carta, chegou-nos, há alguns dias, uma resposta de Roma, da parte do Cardeal</span> <span class="tm19">Fernández.</span> <span class="tm19">Infelizmente,</span> <span class="tm19">ela</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">leva</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">modo</span> <span class="tm19">algum</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">consideração</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">proposta</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">formulamos, nem propõe nada que responda às nossas solicitações.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Esta proposta, tendo em conta as circunstâncias de todo particulares em que se encontra a Fraternidade, consiste concretamente em pedir que a Santa Sé aceite deixar-nos continuar temporariamente em nossa situação de exceção, para bem das almas que recorrem a nós. Prometemos ao Papa envidar todos os esforços para preservar a Tradição e fazer dos nossos fiéis verdadeiros filhos da Igreja. Parece-me que tal proposta</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">mesmo</span> <span class="tm19">tempo realista e</span> <span class="tm19">razoável,</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">poderia,</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">si</span> <span class="tm19">mesma,</span> <span class="tm19">receber</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">aprovação</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">Santo </span><span class="tm20">Padre.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm30" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">4. </span><span class="tm17">Mas</span> <span class="tm17">nesse</span> <span class="tm17">caso,</span> <span class="tm17">se</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">ainda</span> <span class="tm17">não</span> <span class="tm17">recebeu</span> <span class="tm17">essa</span> <span class="tm17">aprovação,</span> <span class="tm17">por</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">razão</span> <span class="tm17">considera</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">deve, mesmo assim, realizar as consagrações episcopais?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm23" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Trata-se de um expediente extremo, proporcional a uma necessidade real e igualmente extrema. É certo que</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">simples</span> <span class="tm19">existência</span> <span class="tm19">de uma</span> <span class="tm19">necessidade para</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">bem</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">significa</span> <span class="tm19">que,</span> <span class="tm19">para responder</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">ela, </span><span class="tm20">toda</span> <span class="tm20">e</span> <span class="tm20">qualquer</span> <span class="tm20">iniciativa</span> <span class="tm20">esteja</span> <span class="tm20">automaticamente justificada.</span> <span class="tm20">Mas</span> <span class="tm20">no</span> <span class="tm20">nosso</span> <span class="tm20">caso,</span> <span class="tm20">depois</span> <span class="tm20">de</span> <span class="tm20">um longo</span> <span class="tm20">período </span><span class="tm19">de</span> <span class="tm19">espera,</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">observação</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">oração,</span> <span class="tm19">parece-nos</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">podemos</span> <span class="tm19">hoje</span> <span class="tm19">afirmar</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">estado</span> <span class="tm19">objetivo</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">grave necessidade em que se encontram as almas, a Fraternidade e a Igreja, exige uma decisão dessa ordem.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Com o legado que nos foi deixado pelo Papa Francisco, as razões de fundo que já haviam justificado as sagrações de 1988 subsistem plenamente e parecem mesmo, sob muitos aspectos, ter ganhado uma nova premência. O Concílio Vaticano II mais do que nunca segue sendo a bússola que orienta os homens da Igreja, e estes, ao que parece, não irão mudar de rumo no futuro próximo. As principais diretrizes que</span> <span class="tm19">já</span> <span class="tm19">se delineiam para o novo pontificado, em particular por meio do último consistório, só fazem confirmar isso: percebe-se nelas uma determinação explícita de conservar a linha de Francisco como um caminho irreversível para toda a Igreja.</span></span></p>
<blockquote>
<p class="tm33" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“Prometemos</span> <span class="tm9">ao</span> <span class="tm9">Papa</span> <span class="tm9">envidar</span> <span class="tm9">todos</span> <span class="tm9">os</span> <span class="tm9">esforços</span> <span class="tm9">para</span> <span class="tm9">preservar</span> <span class="tm9">a</span> <span class="tm9">Tradição e fazer dos nossos fiéis verdadeiros filhos da Igreja.”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Corpodetexto tm35" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">É algo triste de constatar, mas é um fato: numa paróquia comum, os fiéis já não encontram os meios necessários para assegurar a sua salvação eterna. Isso diz respeito, em particular, à pregação integral da verdade e da moral católicas, bem como à administração dos sacramentos tal como a Igreja desde sempre o tem feito. Temos aí um resumo do que é o estado de necessidade. E nesse contexto crítico, os nossos bispos estão envelhecendo, e com o crescimento contínuo do apostolado, já não são suficientes para responder às demandas dos fiéis no mundo inteiro.</span></p>
<p class="Par_grafodalista tm36" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">5. </span><span class="tm17">Em que sentido o senhor considera que o consistório do mês passado confirma a direção tomada pelo Papa Francisco?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm18" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Naquela ocasião, o cardeal Fernández, em nome do papa Leão, convidou a Igreja a retornar à intuição fundamental de Francisco, expressa em </span><em><span class="tm11">Evangelii gaudium</span></em><span class="tm19">, sua encíclica-chave: trata-se, de um modo geral,</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">reduzir</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">anúncio</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">Evangelho</span> <span class="tm19">à</span> <span class="tm19">sua</span> <span class="tm19">expressão</span> <span class="tm19">primitiva</span> <span class="tm19">essencial,</span> <span class="tm19">valendo-se</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">fórmulas</span> <span class="tm19">muito concisas e impactantes – o </span><em><span class="tm11">“querigma” </span></em><span class="tm19">–, tendo em vista uma “experiência”, um encontro imediato com Cristo, deixando de lado todo o resto, por mais precioso que seja – em termos concretos, o conjunto dos elementos da Tradição, tidos por acessórios e secundários. É esse método de nova evangelização que produziu o vazio doutrinal característico do pontificado de Francisco, fortemente sentido por todo um setor da Igreja.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm23" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É evidente que, numa perspectiva como essa, é sempre necessário preocupar-se em oferecer respostas novas e adequadas às questões que vão surgindo: essa tarefa, porém, deve ser realizada por meio da reforma</span> <span class="tm19">sinodal,</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">pela</span> <span class="tm19">redescoberta</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">respostas</span> <span class="tm19">clássicas</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">sempre</span> <span class="tm19">válidas</span> <span class="tm19">fornecidas</span> <span class="tm19">pela</span> <span class="tm19">Tradição da</span> <span class="tm19">Igreja.</span> <span class="tm19">Foi</span> <span class="tm19">assim,</span> <span class="tm19">no</span> <span class="tm19">“sopro</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">Espírito”</span> <span class="tm19">dessa</span> <span class="tm19">reforma</span> <span class="tm19">sinodal,</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">Francisco</span> <span class="tm19">conseguiu</span> <span class="tm19">impor</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">toda a Igreja decisões catastróficas, como a que autoriza a comunhão dos divorciados que se casaram de novo ou a bênção de casais do mesmo sexo.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm37" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Em síntese: de um lado, pelo </span><em><span class="tm11">“querigma”</span></em><span class="tm19">, isola-se o anúncio do Evangelho de todo o </span><em><span class="tm11">corpus</span> </em><span class="tm19">da doutrina e da moral tradicionais; de outro, pela sinodalidade, substituem-se as respostas tradicionais por decisões aleatórias,</span> <span class="tm19">frequentemente</span> <span class="tm19">absurdas</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">doutrinalmente</span> <span class="tm19">injustificáveis.</span> <span class="tm19">O</span> <span class="tm19">próprio</span> <span class="tm19">Cardeal</span> <span class="tm19">Zen</span> <span class="tm19">considera</span> <span class="tm19">esse método</span> <span class="tm19">manipulador</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">julga</span> <span class="tm19">blasfemo</span> <span class="tm19">atribuí-lo</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">Espírito</span> <span class="tm19">Santo.</span> <span class="tm19">E</span> <span class="tm19">receio</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">infelizmente</span> <span class="tm19">ele</span> <span class="tm19">tenha</span> <span class="tm19">razão.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm38" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">6. </span><span class="tm17">O</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">fala</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">servir</span> <span class="tm17">à</span> <span class="tm17">Igreja,</span> <span class="tm17">mas,</span> <span class="tm17">na</span> <span class="tm17">prática,</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">Fraternidade</span> <span class="tm17">pode</span> <span class="tm17">dar</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">impressão</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">desafiar a Igreja, sobretudo no caso de sagrações episcopais. Como o senhor explica isso ao Papa?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Servimos à Igreja, antes de tudo, servindo às almas. Trata-se de um fato objetivo, independentemente de qualquer outra consideração. A Igreja, em sua essência, existe para as almas: tem por finalidade sua santificação e salvação. Todos os belos discursos, os mais diversos debates, os grandes temas sobre os quais se discute ou se poderia discutir, não têm sentido nenhum se não tiverem como objetivo a salvação das almas. É importante lembrar isso, pois hoje existe o perigo de a Igreja ocupar-se de tudo e de nada ao mesmo tempo. A preocupação ecológica, por</span> <span class="tm19">exemplo, ou a defesa dos direitos das</span> <span class="tm19">minorias, das</span> <span class="tm19">mulheres ou dos imigrantes, trazem o risco de nos fazer perder de vista a missão essencial da Igreja. Se a Fraternidade São Pio X luta por manter a Tradição, com tudo o que isso acarreta, é unicamente porque esses tesouros são indispensáveis para a salvação das almas, e porque nada mais busca além disto: o bem das almas e o do sacerdócio ordenado à sua santificação.</span></span></p>
<blockquote>
<p class="tm39" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“Numa paróquia comum, os fiéis já não encontram os meios necessários para assegurar a sua salvação eterna. </span></span><span style="color: #000000;"><span class="tm42">Temos</span> <span class="tm42">aí um resumo</span> <span class="tm42">do que</span> <span class="tm42">é</span> <span class="tm42">o estado de </span><span class="tm43">necessidade.”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Corpodetexto tm35" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Ao agir assim, pomos a serviço da própria Igreja aquilo que nós mantemos. Oferecemos à Igreja não um museu de coisas antigas e empoeiradas, mas a Tradição em sua plenitude e fecundidade; a Tradição que santifica as almas, que as transforma, que suscita vocações e famílias autenticamente católicas. Noutras palavras, é para o próprio Papa, enquanto tal, que mantemos esse tesouro, até o dia em que o seu valor</span> <span class="tm19">seja novamente compreendido</span> <span class="tm19">e o</span> <span class="tm19">Papa</span> <span class="tm19">queira usar desse</span> <span class="tm19">tesouro para</span> <span class="tm19">o bem</span> <span class="tm19">de toda</span> <span class="tm19">a Igreja.</span> <span class="tm19">Pois é</span> <span class="tm19">a Ela que pertence a Tradição.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm14" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">7. </span><span class="tm17">O senhor fala do bem das almas, mas a Fraternidade não tem missão sobre as almas. Pelo contrário, foi canonicamente suprimida há mais de cinquenta anos. Com base em quê se pode justificar uma missão da Fraternidade junto às almas?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Trata-se simplesmente de uma questão de caridade. Não queremos atribuir-nos uma missão que não temos. Mas,</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">mesmo tempo,</span> <span class="tm19">não podemos</span> <span class="tm19">ficar</span> <span class="tm19">de braços</span> <span class="tm19">cruzados</span> <span class="tm19">diante da aflição</span> <span class="tm19">espiritual</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas que estão, cada vez mais, perplexas, desorientadas e perdidas. Elas clamam por socorro. E, depois de</span> <span class="tm19">terem procurado por muito tempo, é natural que seja nas riquezas da Tradição da Igreja integralmente vivida onde irão encontrar, com profunda alegria, a luz e o consolo. Em relação a essas almas, temos uma verdadeira responsabilidade, ainda que não tenhamos nenhuma missão oficial: se alguém vê na rua uma pessoa em perigo, tem o dever</span> <span class="tm19">de lhe prestar socorro de acordo com as suas possibilidades,</span> <span class="tm19">ainda que não seja bombeiro nem policial.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Dessa forma, o</span> <span class="tm19">número de almas</span> <span class="tm19">que nos têm procurado vem crescendo sem parar com o</span> <span class="tm19">passar</span> <span class="tm19">dos</span> <span class="tm19">anos, e inclusive aumentou consideravelmente na última década. Ignorar as suas necessidades e abandoná-las seria o mesmo que traí-las e, assim, trair a própria Igreja, pois, não custa repetir: a Igreja existe para as almas e não para alimentar discursos vãos e fúteis.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Essa caridade é um dever que preside a todos os demais. É o próprio direito da Igreja que prescreve que seja</span> <span class="tm19">assim.</span> <span class="tm19">No</span> <span class="tm19">espírito</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">direito</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Igreja,</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">expressão</span> <span class="tm19">jurídica</span> <span class="tm19">dessa</span> <span class="tm19">caridade,</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">bem</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas</span> <span class="tm19">vem antes de tudo. Representa verdadeiramente a lei das leis, à qual todas as demais estão subordinadas e contra a qual nenhuma lei eclesiástica pode prevalecer. O axioma </span><em><span class="tm11">suprema lex, salus animarum </span></em><span class="tm19">– a salvação</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">lei</span> <span class="tm19">suprema</span> <span class="tm19">–</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">máxima</span> <span class="tm19">clássica</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">tradição</span> <span class="tm19">canônica,</span> <span class="tm19">retomada</span> <span class="tm19">explicitamente pelo cânon final do Código de 1983; no atual estado de necessidade, é desse princípio superior que depende, em última instância, toda a legitimidade do nosso apostolado e da nossa missão junto às almas que vêm nos procurar. Trata-se, para nós, de um papel de suplência, em nome dessa mesma caridade.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm44" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">8. </span><span class="tm17">O</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">está</span> <span class="tm17">ciente</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">que,</span> <span class="tm17">ao</span> <span class="tm17">considerar</span> <span class="tm17">novas</span> <span class="tm17">sagrações</span> <span class="tm17">episcopais,</span> <span class="tm17">poderia</span> <span class="tm17">colocar</span> <span class="tm17">os</span> <span class="tm17">fiéis</span> <span class="tm17">que recorrem</span> <span class="tm17">à</span> <span class="tm17">Fraternidade</span> <span class="tm17">diante</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">um</span> <span class="tm17">dilema:</span> <span class="tm17">ou</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">escolha</span> <span class="tm17">da</span> <span class="tm17">Tradição</span> <span class="tm17">integral,</span> <span class="tm17">com</span> <span class="tm17">tudo</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">que isso implica, ou a “plena” comunhão com a hierarquia da Igreja?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Esse dilema é,</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">realidade,</span> <span class="tm19">apenas aparente.</span> <span class="tm19">É evidente que</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">católico</span> <span class="tm19">deve manter, ao</span> <span class="tm19">mesmo</span> <span class="tm19">tempo,</span> <span class="tm19">a Tradição integral e a comunhão com a hierarquia. Não pode escolher entre esses bens, que são ambos </span><span class="tm20">necessários.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm45" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Porém o que com demasiada frequência se esquece é que a comunhão está fundada essencialmente na fé católica, com tudo o que isso implica: a começar por uma verdadeira vida sacramental e pelo exercício de um governo que prega essa mesma fé e faz com que ela seja posta em prática, usando de sua autoridade não de modo arbitrário, mas realmente em vista do bem espiritual das almas que lhe foram confiadas.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm45" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É justamente para garantir esses fundamentos, essas condições necessárias à própria existência da comunhão</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">Igreja,</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Fraternidade</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">pode</span> <span class="tm19">aceitar</span> <span class="tm19">aquilo</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">se</span> <span class="tm19">opõe</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">essa</span> <span class="tm19">comunhão</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">desvirtua, ainda quando, paradoxalmente, isso vem daqueles mesmos que exercem a autoridade na Igreja.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm46" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">9. </span><span class="tm17">Poderia</span> <span class="tm17">dar-nos</span> <span class="tm17">um</span> <span class="tm17">exemplo</span> <span class="tm17">concreto</span> <span class="tm17">daquilo</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">Fraternidade</span> <span class="tm17">não</span> <span class="tm17">pode</span> <span class="tm22">aceitar?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm47" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">O</span> <span class="tm19">primeiro</span> <span class="tm19">exemplo</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">me vem</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">mente</span> <span class="tm19">remonta</span> <span class="tm19">ao</span> <span class="tm19">ano</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">2019,</span> <span class="tm19">quando</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">Papa</span> <span class="tm19">Francisco,</span> <span class="tm19">por</span> <span class="tm19">ocasião da sua visita à península arábica, assinou junto com um imã a famosa declaração de Abu Dhabi. Nela ele afirmava, juntamente com o chefe muçulmano, que a pluralidade das religiões como tal era algo desejado pela Sabedoria divina.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É evidente que uma comunhão que se fundasse na aceitação de tal afirmação, ou que a incluísse, simplesmente</span> <span class="tm19">não seria</span> <span class="tm19">católica,</span> <span class="tm19">pois</span> <span class="tm19">implicaria</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">pecado</span> <span class="tm19">contra</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">primeiro</span> <span class="tm19">mandamento</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">negação</span> <span class="tm19">do primeiro artigo do Credo. Considero que uma afirmação como aquela é mais do que um simples erro. É algo</span> <span class="tm19">simplesmente</span> <span class="tm19">inconcebível.</span> <span class="tm19">Não</span> <span class="tm19">pode</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">fundamento</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">comunhão</span> <span class="tm19">católica,</span> <span class="tm19">mas</span> <span class="tm19">antes</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">causa da</span> <span class="tm19">sua</span> <span class="tm19">dissolução.</span> <span class="tm19">Creio</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">católico</span> <span class="tm19">deveria</span> <span class="tm19">preferir</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">martírio</span> <span class="tm19">antes</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">aceitar</span> <span class="tm19">semelhante</span> <span class="tm19">afirmação.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm14" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">10. </span><span class="tm17">Em todo o mundo, a percepção dos erros denunciados desde há muito tempo pela Fraternidade vem crescendo, especialmente na internet. Não seria conveniente deixar que esse movimento se desenvolvesse, confiando na Providência, em vez de intervir por meio de um gesto público tão impactante como o são as sagrações episcopais?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Trata-se</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">movimento</span> <span class="tm19">certamente</span> <span class="tm19">positivo,</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">podemos</span> <span class="tm19">deixar</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">nos</span> <span class="tm19">alegrar</span> <span class="tm19">por</span> <span class="tm19">ele.</span> <span class="tm19">Decerto</span> <span class="tm19">vem ilustrar a legitimidade daquilo que a Fraternidade defende, e cabe encorajar essa difusão da verdade por todos</span> <span class="tm19">os</span> <span class="tm19">meios disponíveis. Dito isso, trata-se de um movimento que tem limites, pois</span> <span class="tm19">o combate da fé não pode restringir-se nem esgotar-se em discussões e posicionamentos que têm por arena a internet ou as redes sociais.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É claro que a santificação de uma alma depende de uma profissão de fé autêntica, mas esta deve levar afinal a uma verdadeira vida cristã. Ora, no domingo as almas não precisam consultar uma plataforma da internet; precisam de um sacerdote que as confesse e instrua, que celebre para elas a Santa Missa, que as santifique verdadeiramente e as conduza a Deus. As almas precisam de sacerdotes. E, para que haja sacerdotes, é preciso haver bispos, e não “</span><em><span class="tm11">influencers</span></em><span class="tm19">”. Noutras palavras, é preciso voltar à realidade, isto é, à realidade das almas e das suas necessidades objetivas concretas. As sagrações episcopais não têm outra</span> <span class="tm19">finalidade</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">esta:</span> <span class="tm19">garantir,</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">os</span> <span class="tm19">fiéis</span> <span class="tm19">ligados</span> <span class="tm19">à</span> <span class="tm19">Tradição,</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">administração</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">sacramento</span> <span class="tm19">da Confirmação, da Ordem e de tudo o que deles decorre.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm48" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">11. </span><span class="tm17">O senhor não teme que, apesar das suas boas intenções, a Fraternidade possa, de algum modo, acabar por se achar a Igreja, ou atribuir-se um papel insubstituível?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">De</span> <span class="tm19">modo</span> <span class="tm19">algum</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Fraternidade</span> <span class="tm19">deseja</span> <span class="tm19">colocar-se</span> <span class="tm19">no</span> <span class="tm19">lugar</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Igreja</span> <span class="tm19">ou</span> <span class="tm19">assumir</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">missão</span> <span class="tm19">dela;</span> <span class="tm19">pelo</span> <span class="tm19">contrário, conserva uma profunda consciência de existir unicamente para servi-la, apoiando-se exclusivamente naquilo que a própria Igreja sempre e universalmente pregou, acreditou e realizou.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm45" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">A Fraternidade, além disso, tem plena consciência de que não é ela que salva a Igreja, pois somente Nosso Senhor guarda e salva a sua Esposa – Ele que nunca deixa de velar por ela.</span></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm27" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">A Fraternidade é tão somente, em circunstâncias que não foram escolhidas por ela, um meio privilegiado para se permanecer fiel à Igreja. Atenta à missão da sua Mãe, que durante vinte séculos alimentou os seus </span><span style="color: #000000;"><span class="tm19">filhos pela doutrina e pelos sacramentos, a Fraternidade consagra-se filialmente à preservação e à defesa da Tradição integral, usando de uma liberdade sem paralelo,</span> <span class="tm19">a fim de poder permanecer fiel a esse legado. Segundo a expressão de Dom Lefebvre, a Fraternidade é somente uma obra “da Igreja católica, que continua a transmitir a doutrina”; o seu papel</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">como o de</span> <span class="tm19">um “carteiro que leva uma carta”.</span> <span class="tm19">E o seu maior desejo é que todos os pastores católicos se juntem a ela no cumprimento desse dever.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm49" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em><strong><span class="tm16">12. </span><span class="tm17">Voltemos</span> <span class="tm17">ao</span> <span class="tm17">Papa.</span> <span class="tm17">O</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">considera</span> <span class="tm17">realista</span> <span class="tm17">pensar</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">Santo</span> <span class="tm17">Padre</span> <span class="tm17">possa</span> <span class="tm17">aceitar,</span> <span class="tm17">ou</span> </strong><span class="tm17"><strong>sequer tolerar, que a Fraternidade consagre bispos sem mandato pontifício</strong>?</span></em></span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">O</span> <span class="tm19">Papa</span> <span class="tm19">é,</span> <span class="tm19">antes</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">tudo,</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">pai.</span> <span class="tm19">Como</span> <span class="tm19">tal,</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">capaz</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">discernir</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">intenção</span> <span class="tm19">reta,</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">vontade</span> <span class="tm19">sincera de servir a Igreja e, sobretudo, um verdadeiro caso de consciência numa situação excepcional. Esses elementos são objetivos, como todos os que conhecem a Fraternidade podem reconhecer, mesmo sem necessariamente partilhar das suas posições.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm49" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">13. </span><span class="tm17">Isso</span> <span class="tm17">é</span> <span class="tm17">compreensível</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">teoria.</span> <span class="tm17">Mas</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">pensa</span> <span class="tm17">que,</span> <span class="tm17">concretamente,</span> <span class="tm17">Roma</span> <span class="tm17">possa</span> <span class="tm17">tolerar</span> <span class="tm17">uma decisão desse tipo por parte da Fraternidade?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">O futuro permanece nas mãos do Santo Padre e, evidentemente, nas da Providência. No entanto, é preciso reconhecer que a Santa Sé é por vezes capaz de dar mostras de um certo pragmatismo, e mesmo de uma flexibilidade surpreendente, quando está convencida de agir para o bem das almas.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm50" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Tomemos o caso muito atual das relações com o governo chinês. Apesar de um verdadeiro cisma da Igreja patriótica chinesa; apesar de uma perseguição ininterrupta contra a Igreja do Silêncio, fiel a Roma; apesar de acordos repetidamente renovados e em seguida violados pelo governo chinês: apesar de tudo isso, em 2023 o Papa Francisco aprovou </span><em><span class="tm11">a posteriori </span></em><span class="tm19">a nomeação do bispo de Xangai pelas autoridades chinesas. Mais recentemente, o Papa Leão XIV acabou aceitando </span><em><span class="tm11">a posteriori </span></em><span class="tm19">a nomeação do bispo de Xinxiang, designado</span> <span class="tm19">do</span> <span class="tm19">mesmo</span> <span class="tm19">modo</span> <span class="tm19">durante</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">vacância</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Sé</span> <span class="tm19">Apostólica,</span> <span class="tm19">enquanto</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">bispo</span> <span class="tm19">fiel</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Roma,</span> <span class="tm19">várias</span> <span class="tm19">vezes encarcerado,</span> <span class="tm19">ainda</span> <span class="tm19">estava</span> <span class="tm19">encarregado</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">diocese.</span> <span class="tm19">Em</span> <span class="tm19">ambos</span> <span class="tm19">os</span> <span class="tm19">casos,</span> <span class="tm19">trata-se</span> <span class="tm19">evidentemente</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">prelados favoráveis ao governo, impostos unilateralmente por Pequim com o objetivo de controlar a Igreja Católica na China. Convém notar que não se trata aqui de meros bispos auxiliares, mas sim de bispos residenciais, isto</span> <span class="tm19">é,</span> <span class="tm19">os pastores ordinários da</span> <span class="tm19">sua</span> <span class="tm19">respectiva</span> <span class="tm19">diocese</span> <span class="tm19">(ou</span> <span class="tm19">prefeitura),</span> <span class="tm19">com jurisdição</span> <span class="tm19">sobre os sacerdotes e os fiéis locais. Em Roma, sabe-se muito bem com que finalidade esses pastores foram escolhidos e impostos unilateralmente.</span></span></p>
<blockquote>
<p class="tm51" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“A Fraternidade</span> <span class="tm9">São Pio X nada mais</span> <span class="tm9">busca além disto: o bem das</span> <span class="tm9">almas e o do sacerdócio ordenado à sua santificação.”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Corpodetexto tm35" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">O</span> <span class="tm19">caso</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Fraternidade</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">bem</span> <span class="tm19">diferente:</span> <span class="tm19">é</span> <span class="tm19">evidente</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">estamos</span> <span class="tm19">aí</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">favorecer</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">poder</span> <span class="tm19">comunista ou anticatólico, mas apenas para salvaguardar os direitos de Cristo Rei e da Tradição da Igreja, num momento de crise e de confusão generalizadas em que estes direitos se encontram gravemente comprometidos. As intenções</span> <span class="tm19">e as finalidades evidentemente não são as mesmas. O Papa sabe disso. Além do quê, o Santo Padre sabe muito bem que a Fraternidade de modo nenhum pretende conferir aos seus bispos qualquer jurisdição que seja, o que equivaleria a criar uma Igreja paralela.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm45" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Francamente, não vejo como o Papa poderia recear um perigo maior para as almas da parte da Fraternidade que da parte do governo de Pequim.</span></p>
<p class="Par_grafodalista tm52" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">14. </span><span class="tm17">O senhor acha que, no que diz respeito à missa tradicional, a necessidade das almas é hoje tão grave</span> <span class="tm17">quanto</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">1988? Após</span> <span class="tm17">as</span> <span class="tm17">vicissitudes por</span> <span class="tm17">que passou</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">rito de</span> <span class="tm17">São</span> <span class="tm17">Pio</span> <span class="tm17">V</span></em><span class="tm17">, </span><em><span class="tm15">sua</span> <span class="tm17">liberação</span> <span class="tm17">por Bento</span> <span class="tm17">XVI</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">2007,</span> <span class="tm17">as</span> <span class="tm17">restrições</span> <span class="tm17">impostas</span> <span class="tm17">por</span> <span class="tm17">Francisco</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">2021&#8230;</span> <span class="tm17">em</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">direção</span> <span class="tm17">estamos</span> <span class="tm17">indo com o novo Papa?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm53" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Até onde me é dado saber, o Papa Leão XIV guardou certa discrição sobre esse tema, que tem suscitado grande expectativa no mundo conservador. Mas há bem pouco tempo um texto do Cardeal Roche sobre a liturgia, inicialmente destinado aos cardeais que participavam do consistório do mês passado, veio a público.</span> <span class="tm19">Não</span> <span class="tm19">há</span> <span class="tm19">razão</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">duvidar</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">esse</span> <span class="tm19">texto</span> <span class="tm19">corresponde,</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">suas</span> <span class="tm19">linhas</span> <span class="tm19">gerais,</span> <span class="tm19">à</span> <span class="tm19">orientação </span><span class="tm19">desejada pelo Papa. Trata-se de um texto muito claro e, sobretudo, lógico e coerente. Infelizmente, apoia- se numa premissa falsa.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Concretamente, esse texto, em perfeita continuidade com </span><em><span class="tm11">Traditionis custodes</span></em><span class="tm19">, condena o projeto litúrgico do Papa Bento XVI. Segundo este, o rito antigo e o novo seriam duas formas mais ou menos equivalentes, e que em todo caso expressariam a mesma fé e a mesma eclesiologia, sendo, portanto, capazes de se enriquecerem mutuamente. Preocupado com a unidade da Igreja, Bento XVI quis promover</span> <span class="tm19">a coexistência dos dois ritos e publicou em 2007 o Motu proprio </span><em><span class="tm11">Summorum Pontificum</span></em><span class="tm19">. Para muitos, providencialmente,</span> <span class="tm19">isso</span> <span class="tm19">permitiu</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">redescoberta</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Missa</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">sempre;</span> <span class="tm19">mas,</span> <span class="tm19">com</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">tempo,</span> <span class="tm19">também</span> <span class="tm19">fez</span> <span class="tm19">surgir um movimento de questionamento do novo rito, movimento que foi visto como problemático e que </span><em><span class="tm11">Traditionis custodes </span></em><span class="tm19">em 2021 procurou conter.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Fiel a Francisco, o Cardeal Roche por sua vez apregoa a unidade da Igreja, mas segundo uma ideia e por meios diametralmente opostos aos de Bento XVI: ao mesmo tempo em que mantém a afirmação de uma continuidade entre um rito e outro através da reforma, opõe-se firmemente à sua coexistência. Enxerga nela</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">fonte</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">divisão,</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">ameaça</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">unidade,</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">deve</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">superada</span> <span class="tm19">pelo</span> <span class="tm19">retorno</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">autêntica comunhão litúrgica: “O bem primordial da unidade da Igreja não se obtém ‘congelando’ a divisão, mas ao encontrarmo-nos todos na partilha daquilo que não pode deixar de ser partilhado”. A Igreja “deve ter um único rito”, em plena harmonia com o verdadeiro sentido da Tradição.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Como princípio, é</span> <span class="tm19">justo</span> <span class="tm19">e coerente, pois</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Igreja, tendo</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">só</span> <span class="tm19">fé e</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">só</span> <span class="tm19">eclesiologia,</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">pode</span> <span class="tm19">deixar de ter uma só liturgia capaz de expressá-las adequadamente… Mas o princípio foi mal aplicado, pois, seguindo a lógica da nova eclesiologia pós-conciliar, o Cardeal Roche concebe a Tradição como algo evolutivo,</span> <span class="tm19">e o</span> <span class="tm19">novo</span> <span class="tm19">rito</span> <span class="tm19">como</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">sua</span> <span class="tm19">única</span> <span class="tm19">expressão</span> <span class="tm19">viva</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">nosso</span> <span class="tm19">tempo;</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">valor do</span> <span class="tm19">rito</span> <span class="tm19">tridentino</span> <span class="tm19">não pode, portanto, ser considerado senão como algo que ficou para trás, e o seu uso, quando muito, uma “concessão”, “de modo algum uma promoção”.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Agora, portanto, ficou mais claro que existe uma “divisão” e uma incompatibilidade atual entre os dois ritos. Mas não nos enganemos: a única liturgia que expressa adequadamente, de modo imutável e não evolutivo, a concepção tradicional da Igreja, da vida cristã, do sacerdócio católico, é aquela de sempre. Quanto a este ponto, a oposição da Santa Sé parece, mais do que nunca, irrevogável.</span></p>
<p class="Par_grafodalista tm25" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">15. </span><span class="tm17">O Cardeal Roche, não obstante, reconhece que existem ainda alguns problemas na aplicação da reforma litúrgica. O senhor pensa que isso possa conduzir a uma tomada de consciência quanto aos limites dessa reforma?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É interessante ver que, passados sessenta anos, ainda se reconhece a existência de uma</span> <span class="tm19">dificuldade real</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">aplicação da reforma litúrgica, cuja riqueza</span> <span class="tm19">ainda estaria por descobrir:</span> <span class="tm19">é um refrão</span> <span class="tm19">que vimos ouvindo desde sempre, sempre que se aborda esse tema, e que o texto do Cardeal Roche não deixa de mencionar. Porém, em vez de se perguntar sinceramente sobre as deficiências intrínsecas da nova missa, e portanto sobre o fracasso geral dessa reforma, em vez de encarar o</span> <span class="tm19">fato de que as igrejas se esvaziam e as vocações diminuem; em vez de se perguntar por que razão o rito tridentino continua a atrair tantas almas… a única solução que o Cardeal Roche consegue vislumbrar é uma urgente formação prévia dos fiéis e dos </span><span class="tm20">seminaristas.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm55" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Sem se dar conta, ele entra num círculo vicioso: na verdade é a própria liturgia que deveria formar as almas. Durante quase dois mil anos, as almas, muitas vezes analfabetas, foram edificadas e santificadas pela própria liturgia, sem necessidade de nenhuma formação prévia. Não reconhecer a incapacidade intrínseca do </span><em><span class="tm11">Novus Ordo </span></em><span class="tm19">para edificar as almas, exigindo ademais uma melhor formação, parece-me ser um sinal de cegueira incurável. Chegamos, assim, a paradoxos chocantes: a reforma foi desejada para favorecer a participação dos fiéis; ora, estes abandonaram a Igreja em massa, porque essa liturgia insossa não foi capaz de alimentá-los; e isso supostamente não teria nada a ver com a própria reforma!</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm48" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">16. H</span><span class="tm17">oje, em muitos países, ainda existem grupos não ligados à Fraternidade e que no entanto se beneficiam do uso do missal de 1962. Tais possibilidades quase não existiam em 1988. Não constituiriam</span> <span class="tm17">eles</span> <span class="tm17">uma</span> <span class="tm17">alternativa</span> <span class="tm17">suficiente</span> <span class="tm17">para</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">momento,</span> <span class="tm17">tornando</span> <span class="tm17">assim</span> <span class="tm17">prematuras</span> <span class="tm17">novas sagrações episcopais?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm45" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">A pergunta que devemos fazer é a seguinte: tais possibilidades correspondem àquilo de que a Igreja e as almas têm necessidade? Respondem de maneira suficiente à necessidade das almas?</span></p>
<p class="Corpodetexto tm37" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">É inegável que, onde quer que a missa tradicional seja celebrada, é o verdadeiro rito da Igreja que resplandece, com esse profundo senso do sagrado</span> <span class="tm19">que não</span> <span class="tm19">se encontra no novo rito. Contudo, não se pode deixar de lado o contexto em que essas celebrações ocorrem. Ora, independentemente da boa vontade desta ou daquela pessoa, o contexto parece claro, sobretudo desde o </span><em><span class="tm11">Traditionis Custodes</span></em><span class="tm19">, confirmado aliás pelo Cardeal Roche: trata-se de uma Igreja onde o único rito oficial “normal” é o de Paulo VI. A celebração do rito de sempre se dá, portanto, num regime que podemos chamar de exceção: os adeptos desse rito recebem, por benevolência gratuita, dispensas que lhes permitem celebrá-lo, mas estas se inserem na lógica da nova eclesiologia e supõem, por isso, que a nova liturgia continua a ser o critério da piedade dos fiéis e a expressão autêntica da vida da Igreja.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm56" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">17. </span><span class="tm17">Por que o senhor diz que não é possível deixar de lado esse contexto de exceção? Não há algum</span> <span class="tm17">bem nisso, apesar de tudo? Quais as consequências concretas que deveríamos lamentar?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm53" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Dessa situação resultam pelo menos três consequências nefastas. A mais imediata é uma profunda fragilidade</span> <span class="tm19">estrutural.</span> <span class="tm19">Os</span> <span class="tm19">sacerdotes</span> <span class="tm19">e os</span> <span class="tm19">fiéis</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">gozam</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">certos</span> <span class="tm19">privilégios</span> <span class="tm19">que lhes</span> <span class="tm19">permitem</span> <span class="tm19">fazer</span> <span class="tm19">uso da liturgia tridentina vivem angustiados pelo que o dia de amanhã pode trazer: afinal, privilégio não é direito. Enquanto a autoridade os tolerar, podem dedicar-se à sua prática religiosa sem serem incomodados. Mas, tão logo a autoridade formule certas exigências, imponha certas condições ou revogue de uma hora para outra, por uma razão qualquer, as permissões outorgadas, tanto sacerdotes como fiéis</span> <span class="tm19">se veem numa situação conflituosa, sem meio de se defenderem e com isso garantirem de modo eficaz os auxílios tradicionais com os quais as almas têm o direito de contar. Ora, como evitar de modo duradouro tais casos de consciência quando, entre duas concepções inconciliáveis da vida da Igreja, encarnadas em duas liturgias incompatíveis, uma tem direito de cidadania, ao passo que a outra é apenas tolerada?</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Para além</span> <span class="tm19">do quê – e isso me parece mais grave – já não se entende a razão por que</span> <span class="tm19">esses grupos querem</span> <span class="tm19">a liturgia tridentina, o que compromete gravemente os direitos públicos da Tradição da Igreja e, com isso, o bem das almas. Com efeito, se a Missa de sempre pode aceitar que a missa moderna seja celebrada em toda a Igreja, e se se contenta em gozar de um privilégio particular, ligado a uma preferência ou a um carisma</span> <span class="tm19">próprio,</span> <span class="tm19">como</span> <span class="tm19">entender</span> <span class="tm19">que essa</span> <span class="tm19">Missa</span> <span class="tm19">de sempre se opõe irremediavelmente à</span> <span class="tm19">missa nova,</span> <span class="tm19">e que continua</span> <span class="tm19">a ser</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">única</span> <span class="tm19">liturgia</span> <span class="tm19">verdadeiramente</span> <span class="tm19">católica</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">toda</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Igreja,</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">ninguém</span> <span class="tm19">pode</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">impedido de</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">celebrar?</span> <span class="tm19">Como</span> <span class="tm19">ter</span> <span class="tm19">consciência</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">missa</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">Paulo</span> <span class="tm19">VI</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">pode ser</span> <span class="tm19">reconhecida,</span> <span class="tm19">porque</span> <span class="tm19">constitui um afastamento considerável da teologia católica da Santa Missa, e que ninguém pode ser obrigado a celebrá-la? E</span> <span class="tm19">como</span> <span class="tm19">afastar</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">modo</span> <span class="tm19">eficaz as</span> <span class="tm19">almas</span> <span class="tm19">dessa</span> <span class="tm19">liturgia envenenada,</span> <span class="tm19">para que</span> <span class="tm19">venham</span> <span class="tm19">beber</span> <span class="tm19">nas fontes puras da liturgia católica?</span></span></p>
<blockquote>
<p class="tm57" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm9">“A Fraternidade é tão somente, em circunstâncias que não foram escolhidas por ela, um meio privilegiado para se permanecer fiel à Igreja.”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="Corpodetexto tm35" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Por fim temos uma consequência mais remota decorrente das duas anteriores, a saber, que a necessidade de</span> <span class="tm19">evitar</span> <span class="tm19">comportamentos</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">causem</span> <span class="tm19">incômodo,</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">fim</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">comprometer</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">estabilidade</span> <span class="tm19">frágil,</span> <span class="tm19">reduz numerosos pastores a um silêncio forçado, quando seria preciso levantar a voz contra este ou aquele ensinamento escandaloso que corrompe a fé ou a moral. A necessária denúncia dos erros que destroem a Igreja,</span> <span class="tm19">exigida</span> <span class="tm19">pelo</span> <span class="tm19">próprio</span> <span class="tm19">bem</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas</span> <span class="tm19">ameaçadas</span> <span class="tm19">por</span> <span class="tm19">esse</span> <span class="tm19">alimento</span> <span class="tm19">envenenado,</span> <span class="tm19">fica</span> <span class="tm19">assim</span> <span class="tm19">paralisada. Esclarece-se</span> <span class="tm19">em privado uma</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">outra pessoa,</span> <span class="tm19">quando ainda se</span> <span class="tm19">consegue</span> <span class="tm19">discernir a</span> <span class="tm19">nocividade de tal</span> <span class="tm19">ou qual</span> <span class="tm19">erro,</span> <span class="tm19">mas</span> <span class="tm19">já</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">passa</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">um</span> <span class="tm19">tímido</span> <span class="tm19">cochicho,</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">verdade</span> <span class="tm19">mal</span> <span class="tm19">consegue</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">dita</span> <span class="tm19">com</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">liberdade que requer… sobretudo em se tratando de combater princípios tacitamente aceitos. Mais uma vez, são as almas que deixam de ser iluminadas e que são privadas do pão da doutrina, do qual, não obstante, continuam</span> <span class="tm19">famintas: com o tempo, isso vai modificando progressivamente as mentalidades e conduzindo pouco</span> <span class="tm19">a pouco</span> <span class="tm19">à</span> <span class="tm19">aceitação</span> <span class="tm19">geral</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">inconsciente</span> <span class="tm19">das diversas reformas</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">afetam</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">vida</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Igreja.</span> <span class="tm19">Também em relação a essas almas,</span> <span class="tm19">a Fraternidade sente a responsabilidade de esclarecê-las e de não as abandonar.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto PageBreak tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Não se trata de apontar o dedo nem de julgar quem quer que seja, mas de abrir os olhos e constatar os fatos. Ora, somos obrigados a reconhecer que, na medida em que o uso da liturgia tradicional fica condicionado</span> <span class="tm19">à</span> <span class="tm19">aceitação</span> <span class="tm19">pelo</span> <span class="tm19">menos</span> <span class="tm19">implícita das</span> <span class="tm19">reformas</span> <span class="tm19">conciliares,</span> <span class="tm19">os</span> <span class="tm19">grupos</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">disso</span> <span class="tm19">se beneficiam não podem constituir uma resposta adequada às necessidades profundas por que passam a Igreja e as almas.</span> <span class="tm19">É, para retomar uma ideia</span> <span class="tm19">já antes</span> <span class="tm19">expressa, preciso, pelo contrário,</span> <span class="tm19">estar</span> <span class="tm19">em condições</span> <span class="tm19">de oferecer </span><span class="tm19">aos católicos de hoje a verdade sem concessões, ministrada incondicionalmente, junto com os meios de viver dela integralmente, para a salvação das almas e o bem de toda a Igreja.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm56" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">18. </span><span class="tm17">De</span> <span class="tm17">todo</span> <span class="tm17">modo,</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">não</span> <span class="tm17">acha</span> <span class="tm17">que</span> <span class="tm17">Roma</span> <span class="tm17">poderia</span> <span class="tm17">mostrar-se</span> <span class="tm17">mais</span> <span class="tm17">generosa</span> <span class="tm17">no</span> <span class="tm17">futuro,</span> <span class="tm17">em relação à Missa tradicional?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Não é impossível que Roma venha a adotar no futuro uma atitude mais aberta, como já ocorreu em 1988, em circunstâncias análogas, quando o uso do missal antigo foi outorgado a alguns grupos, numa tentativa de afastar os fiéis da Fraternidade. Caso isso viesse de novo a acontecer, seria algo muito político e muito pouco</span> <span class="tm19">doutrinal:</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">missal</span> <span class="tm19">tridentino</span> <span class="tm19">destina-se</span> <span class="tm19">exclusivamente</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">adorar</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">majestade divina</span> <span class="tm19">e a</span> <span class="tm19">alimentar</span> <span class="tm19">a fé;</span> <span class="tm19">não</span> <span class="tm19">poderia</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">instrumentalizado</span> <span class="tm19">como</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">ferramenta</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">ajustamento</span> <span class="tm19">pastoral</span> <span class="tm19">ou</span> <span class="tm19">como</span> <span class="tm19">uma</span> <span class="tm19">variável de apaziguamento.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm58" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Mas ainda assim, uma benevolência maior ou menor nada mudaria quanto à nocividade do contexto descrito acima e portanto não mudaria substancialmente a situação.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm53" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Além</span> <span class="tm19">disso,</span> <span class="tm19">o cenário</span> <span class="tm19">é na</span> <span class="tm19">verdade</span> <span class="tm19">mais</span> <span class="tm19">complexo:</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">Roma,</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">Papa</span> <span class="tm19">Francisco e</span> <span class="tm19">o</span> <span class="tm19">Cardeal</span> <span class="tm19">Roche</span> <span class="tm19">se</span> <span class="tm19">deram conta de que, ao estender o uso do missal de São Pio V, desencadeia-se inevitavelmente um questionamento da reforma litúrgica e do Concílio, em proporções incômodas e sobretudo incontroláveis. É, portanto, difícil prever o que irá acontecer, mas o perigo de encerrar-se dentro de lógicas mais políticas do que doutrinárias é real.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm13" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">19. </span><span class="tm17">O</span> <span class="tm17">que o senhor gostaria</span> <span class="tm17">de</span> <span class="tm17">dizer em</span> <span class="tm17">especial</span> <span class="tm17">aos</span> <span class="tm17">fiéis</span> <span class="tm17">e aos membros</span> <span class="tm17">da</span> <span class="tm22">Fraternidade?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm47" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Gostaria de lhes dizer que o momento presente é, antes de tudo, um tempo de oração, de preparação dos corações, das almas e também das inteligências, a fim de nos dispormos à graça que essas sagrações representam</span> <span class="tm19">para</span> <span class="tm19">toda</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Igreja.</span> <span class="tm19">Isso</span> <span class="tm19">deve</span> <span class="tm19">ser</span> <span class="tm19">vivido</span> <span class="tm19">no</span> <span class="tm19">recolhimento,</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">paz</span> <span class="tm19">e</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">confiança</span> <span class="tm19">na</span> <span class="tm19">Providência, que nunca abandonou a Fraternidade, nem irá abandoná-la desta vez</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm59" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">20. </span><span class="tm17">O</span> <span class="tm17">senhor</span> <span class="tm17">ainda</span> <span class="tm17">espera</span> <span class="tm17">poder</span> <span class="tm17">encontrar-se</span> <span class="tm17">com</span> <span class="tm17">o</span> <span class="tm22">Papa?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm47" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Sim, sem dúvida. Parece-me extremamente importante poder conversar com o Santo Padre, e há muitas coisas que eu gostaria de partilhar com ele, e que não pude lhe expor por escrito. Infelizmente, a resposta recebida da parte do Cardeal</span> <span class="tm19">Fernández não fala em nenhum lugar de uma possível audiência com o Papa. Pelo contrário, evoca a ameaça de novas sanções.</span></span></p>
<p class="Par_grafodalista tm59" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><em><span class="tm16">21. </span><span class="tm17">Que</span> <span class="tm17">fará</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">Fraternidade</span> <span class="tm17">se</span> <span class="tm17">a</span> <span class="tm17">Santa</span> <span class="tm17">Sé</span> <span class="tm17">decidir</span> <span class="tm17">condená-</span><span class="tm22">la?</span></em></span></strong></p>
<p class="Corpodetexto tm47" style="text-align: justify;"><span class="tm19" style="color: #000000;">Em primeiro lugar tenhamos em mente que, em tais circunstâncias, eventuais penas canônicas não teriam nenhum efeito real.</span></p>
<p class="Corpodetexto tm27" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">No entanto, caso viessem a ser pronunciadas, não há dúvida de que a Fraternidade, sem amargura, aceitaria esse novo sofrimento, assim como aceitou os sofrimentos passados, oferecendo-os sinceramente para o bem da própria Igreja. É pela Igreja que a Fraternidade trabalha. E ela tem a certeza de que, se tal situação viesse a ocorrer, seria necessariamente temporária, pois a Igreja é divina e Nosso Senhor não a </span><span class="tm20">abandona.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm31" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">A Fraternidade continuará, pois, a fazer o melhor que pode, na fidelidade à Tradição católica e a servir humildemente</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">Igreja,</span> <span class="tm19">respondendo</span> <span class="tm19">às</span> <span class="tm19">necessidades</span> <span class="tm19">das</span> <span class="tm19">almas.</span> <span class="tm19">E</span> <span class="tm19">continuará</span> <span class="tm19">a</span> <span class="tm19">rezar</span> <span class="tm19">filialmente</span> <span class="tm19">pelo</span> <span class="tm19">Papa, como sempre tem feito, na espera de poder ver-se um dia livre dessas eventuais sanções injustas,</span> <span class="tm19">como se deu</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">2009.</span> <span class="tm19">Estamos</span> <span class="tm19">certos</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">um dia</span> <span class="tm19">as</span> <span class="tm19">autoridades</span> <span class="tm19">romanas</span> <span class="tm19">reconhecerão</span> <span class="tm19">com</span> <span class="tm19">gratidão</span> <span class="tm19">que</span> <span class="tm19">essas sagrações episcopais contribuíram providencialmente para mantermos a fé, para a maior glória de Deus e a salvação das almas.</span></span></p>
<p class="Corpodetexto tm60" style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><span class="tm19">Entrevista concedida</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">Flavigny-sur-Ozerain</span> <span class="tm19">em</span> <span class="tm19">2</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm19">fevereiro</span> <span class="tm19">de</span> <span class="tm20">2026, </span><span class="tm19">na</span> <span class="tm19">festa</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Purificação</span> <span class="tm19">da</span> <span class="tm19">Santíssima</span> <span class="tm20">Virgem</span></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/entrevista-com-o-superior-geral-da-fsspx-suprema-lex-salus-animarum/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>VÍDEO AULA: A SOLUÇÃO PARA A CRISE NA IGREJA &#8211; D. MARCEL LEFEBVRE E A FSSPX</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/video-aula-a-solucao-para-a-crise-na-igreja-d-marcel-lefebvre-e-a-fsspx/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/video-aula-a-solucao-para-a-crise-na-igreja-d-marcel-lefebvre-e-a-fsspx/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 13:03:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Pe. Luiz Cláudio Camargo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=34260</guid>
		<description><![CDATA[O padre Luiz Cláudio Camargo apresenta um resumo da vida de Dom Marcel Lefebvre: nascimento, batismo, 1ª Comunhão, Seminário em Roma, ordenação sacerdotal, 30 anos de missões na África, sagração episcopal, sua relação com Pio XII, Superior Geral dos Espiritanos, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/video-aula-a-solucao-para-a-crise-na-igreja-d-marcel-lefebvre-e-a-fsspx/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="" src="https://fsspx.com.br/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/casa-autonoma-do-brasil/camargo_0.png?itok=QLAKSxdJ" alt="" width="572" height="330" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O padre Luiz Cláudio Camargo apresenta um resumo da vida de Dom Marcel Lefebvre: nascimento, batismo, 1ª Comunhão, Seminário em Roma, ordenação sacerdotal, 30 anos de missões na África, sagração episcopal, sua relação com Pio XII, Superior Geral dos Espiritanos, o Concílio Vaticano II, a fundação da Fraternidade S. Pio X, a crise da Igreja contra a Fraternidade; não houve cisma e a excomunhão não foi válida. Os fundamentos da formação sacerdotal na Fraternidade. A solução para a crise da Igreja.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Para acessar a aula, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=trCL_rQUydM">CLIQUE AQUI</a></span></strong></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/video-aula-a-solucao-para-a-crise-na-igreja-d-marcel-lefebvre-e-a-fsspx/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>EM 21 DE NOVEMBRO….HÁ 51 ANOS…</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/em-21-de-novembro-ha-51-anos/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/em-21-de-novembro-ha-51-anos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 14:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Mons. Marcel Lefebvre]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=32480</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Nós aderimos de todo o coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a manutenção dessa fé, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade. Pelo contrário, negamo-nos &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/em-21-de-novembro-ha-51-anos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><iframe title="vimeo-player" src="https://player.vimeo.com/video/144856614" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em><span style="color: #000000;">&#8220;Nós aderimos de todo o coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a manutenção dessa fé, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade.</span></em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">Pelo contrário, negamo-nos e sempre nos temos negado a seguir a Roma de tendência neomodernista e neoprotestante que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II, e depois do Concílio em todas as reformas que dele surgiram.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">Todas estas reformas, com efeito, contribuíram, e continuam contribuindo, para a demolição da Igreja, a ruína do sacerdócio, a destruição do Sacrifício e dos Sacramentos, a desaparição da vida religiosa, e a implantação de um ensino naturalista e teilhardiano nas universidades, nos seminários e na catequese, um ensino surgido do liberalismo e do protestantismo, condenados múltiplas vezes pelo magistério solene da Igreja.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">Nenhuma autoridade, nem sequer a mais alta na hierarquia, pode obrigar-nos a abandonar ou a diminuir a nossa fé católica, claramente expressa e professada pelo magistério da Igreja há dezenove séculos.</span></em><span id="more-32480"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">‘Se ocorresse – disse São Paulo – que eu mesmo ou um anjo do céu vos ensinasse outra coisa distinta do que eu vos ensinei, seja anátema’ (Gal. 1, 8).</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">Não é isto o que nos repete hoje o Santo Padre? E se se manifesta uma certa contradição nas suas palavras e nos seus atos, assim como nos atos dos dicastérios, então elegeremos o que sempre foi ensinado e seremos surdos ante as novidades destruidoras da Igreja.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">Não se pode modificar profundamente a lex orandi (lei da oração, liturgia) sem modificar a lex credendi (lei da Fé, doutrina, magistério). À Missa nova corresponde catecismo novo, sacerdócio novo, seminários novos, universidades novas, uma Igreja carismática e pentecostalista, coisas todas opostas à ortodoxia e ao magistério de sempre.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">Esta Reforma, por ter surgido do liberalismo e do modernismo, está completamente empeçonhada, surge da heresia e acaba na heresia, ainda que todos os seus atos não sejam formalmente heréticos. É, pois, impossível para todo o católico consciente e fiel adotar esta reforma e submeter-se a ela de qualquer modo que seja.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">A única atitude de fidelidade à Igreja e à doutrina católica, para bem da nossa salvação, é uma negativa categórica à aceitação da Reforma.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">E por isso, sem nenhuma rebelião, sem amargura alguma e sem nenhum ressentimento, prosseguimos a nossa obra de formação sacerdotal à luz do magistério de sempre, convencidos de que não podemos prestar maior serviço à Santa Igreja Católica, ao Soberano Pontífice e às gerações futuras.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">Por isso, cingimo-nos com firmeza a tudo o que foi crido e praticado na fé, costumes, culto, ensino do catecismo, formação do sacerdote e instituição da Igreja, pela Igreja de sempre, e codificado nos livros publicados antes da influência modernista do Concílio, à espera de que a verdadeira luz da Tradição dissipe as trevas que obscurecem o céu da Roma eterna.</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">Fazendo assim, com a graça de Deus, o socorro da Virgem Maria, de São José e de São Pio X, estamos convictos de permanecer fiéis à Igreja Católica e Romana e a todos os sucessores de Pedro, e de ser os ‘fideles dispensatores mysteriorum Domini Nostri Jesu Christi in Spiritu Sancto’. Amem. (cf. I Cor. 4, 1 e ss.)”</span></em></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><em>+ Marcel Lefebvre</em><em><br />
<em>21 de novembro de 1974</em></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>****************************************</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/mensagem-do-superior-geral-da-fsspx-e-seus-assistentes-por-ocasiao-do-50o-aniversario-da-declaracao-de-21-de-novembro-de-1974/">CLIQUE AQUI</a></span> e leia a Mensagem do Superior Geral da FSSPX e de seus assistente sobre os 50 anos da Declaração.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/21-de-novembro-1974-2024/">CLIQUE AQUI</a> </span>e leia o excelente texto escrito pelo Pe. Jean-Michel Gleize sobre essa Declaração.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/em-21-de-novembro-ha-51-anos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>VÍDEO/CURSO 4: OS DOCUMENTOS DO CONCÍLIO VATICANO II &#8211; PARTE 1- POR D. ESTEVÃO FERREIRA DA COSTA</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/videocurso-4-os-documentos-do-concilio-vaticano-ii-parte-1-por-d-estevao-ferreira-da-costa/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/videocurso-4-os-documentos-do-concilio-vaticano-ii-parte-1-por-d-estevao-ferreira-da-costa/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 01 Nov 2025 18:09:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=33834</guid>
		<description><![CDATA[Quarta aula do Curso sobre a crise na Igreja &#8211; D. Estevão fala sobre os textos do Concílio, seus erros, e como contradizem a doutrina de sempre da Igreja.. Para acessá-la, CLIQUE AQUI.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class=" aligncenter" src="https://fsspx.com.br/sites/default/files/styles/content_image_16_9_desktop/public/casa-autonoma-do-brasil/estevao.png?itok=GnrwuRSv" alt="" width="517" height="299" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quarta aula do Curso sobre a crise na Igreja &#8211; D. Estevão fala sobre os textos do Concílio, seus erros, e como contradizem a doutrina de sempre da Igreja..</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para acessá-la,</span> <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/watch?v=4U-cx8KsUaA"><strong>CLIQUE AQUI</strong></a></span>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/videocurso-4-os-documentos-do-concilio-vaticano-ii-parte-1-por-d-estevao-ferreira-da-costa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>FOLHEANDO UM LIVRO DE 60 ANOS ATRÁS</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/folheando-um-livro-de-60-anos-atras/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/folheando-um-livro-de-60-anos-atras/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 14:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
		<category><![CDATA[FSSPX]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade Religiosa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=33724</guid>
		<description><![CDATA[A Declaração do Vaticano II sobre Liberdade Religiosa está em continuidade com o Magistério anterior? Eis a opinião de um teólogo favorável à época do Concílio.  Fonte: Lettre à nos Frères Prêtres, n°107 – Tradução: Dominus Est O Pe. Guy &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/folheando-um-livro-de-60-anos-atras/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="https://m.media-amazon.com/images/I/51Yzi+0ze4L._AC_CR0%2C0%2C0%2C0_SX480_SY360_.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>A Declaração do Vaticano II sobre Liberdade Religiosa está em continuidade com o Magistério anterior? Eis a opinião de um teólogo favorável à época do Concílio. </em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;"><strong>Fonte: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2025/09/LNFP-107.pdf">Lettre à nos Frères Prêtres, n°107</a> </span>– Tradução: <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://catolicosribeiraopreto.com/">Dominus Est</a></span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Pe. Guy de Broglie (1889-1983) foi um sacerdote da Companhia de Jesus, autodeclarado discípulo de Santo Tomás e professor de teologia no Instituto Católico de Paris e na Universidade Gregoriana de Roma. Em 1964 e 1965, quando se discutia a Declaração do Concílio Vaticano II sobre a Liberdade Religiosa (promulgada em 7 de dezembro de 1965), ele publicou duas obras sobre o assunto, das quais se mostra um fervoroso defensor. É, portanto, ainda mais interessante reler, 60 anos depois, algumas passagens de sua segunda obra, intitulada <em>Questões cristãs sobre a liberdade religiosa</em> (1).</span><span id="more-33724"></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Não se encontra nem nas Escrituras, nem nos fundamentos da fé cristã, nenhuma resposta direta e certa para a questão de saber se o homem tem o direito de não ser submetido a qualquer tipo de pressão moralmente coercitiva em matéria de religião, mesmo que provenha de um poder político legitimamente convencido de possuir a verdadeira fé. E é isso mesmo que melhor explica por que todo o corpo de pastores e fiéis tem sido capaz, durante tantos séculos, de dar a esta questão uma resposta oposta àquela à qual o Concílio se unirá.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Questões cristãs sobre liberdade religiosa, p. 8.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;É pelo, menos certo, que este direito [à liberdade religiosa] nunca foi proclamado até agora em nenhum documento eclesiástico, e que se pode até invocar contra ele práticas admitidas pela Igreja nos séculos passados.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ibidem, pág. 40. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Embora seja obviamente lamentável, é inegável que o direito natural e geral de todo homem à plena liberdade em matéria religiosa, direito esse que, em princípio, proíbe ao Estado proscrever qualquer erro contrário à fé ou à unidade visível da Igreja, não só foi ignorado, mas também desconhecido por todo o Magistério eclesiástico, desde o tempo dos Padres até o final do século XIX.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ibidem, pág. 66.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Com a sua Declaração em favor do direito universal em matéria de religião, o Concílio irá contradizer, não necessariamente alguma “definição” de fé anterior, mas pelo menos um conjunto de posições amplamente aceitas na Igreja durante cerca de 15 séculos.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ibidem, pág. 74.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Um concílio dificilmente pode limitar-se a condenar posições comumente aceitas pelo Magistério do passado. Pois então seria fácil, e até tentador, responder-lhe que, se, por sua própria admissão, a autoridade eclesiástica do passado pôde errar por tanto tempo e de forma tão grave, nada garante que a autoridade eclesiástica de hoje não tenha cometido outros erros igualmente graves.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ibidem, pág. 74. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;É evidente que o Concílio não pode limitar-se a registrar, incidentalmente, que tem consciência de contradizer aqui o pensamento quase constante e unânime dos Padres, teólogos e Papas do passado.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ibidem, pág. 74. </span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><span style="color: #000000; text-decoration: underline;">Notas:</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(1) Beauchesne, junho de 1965</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/folheando-um-livro-de-60-anos-atras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>ESPECIAIS DO BLOG: A MISSA NOVA</title>
		<link>http://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-a-missa-nova/</link>
		<comments>http://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-a-missa-nova/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Aug 2025 14:55:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo e Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://catolicosribeiraopreto.com/?p=33437</guid>
		<description><![CDATA[Em mais uma &#8220;Operação Memória&#8221; de nosso blog, colocamos abaixo alguns textos/vídeos/estudos que publicamos sobre a missa nova: A MISSA NOVA DE PAULO VI É UM SACRIFÍCIO? PARTE 1 A MISSA NOVA DE PAULO VI É UM SACRIFÍCIO? PARTE 2 &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-a-missa-nova/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class=" aligncenter" src="https://laportelatine.org/wp-content/uploads/2022/02/pape_paul_vi_nouvelle_messe.jpg" alt="La nouvelle messe • LPL" width="518" height="295" /></p>
<p><span style="color: #000000;">Em mais uma &#8220;Operação Memória&#8221; de nosso blog, colocamos abaixo alguns textos/vídeos/estudos que publicamos sobre a missa nova:</span></p>
<ul>
<li class="tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><span class="tm8"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-missa-nova-de-paulo-vi-e-um-sacrificio-parte-1/">A MISSA NOVA DE PAULO VI É UM SACRIFÍCIO? PARTE 1</a></span></strong></span></li>
<li class="tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><span class="tm8"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-missa-nova-de-paulo-vi-e-um-sacrificio-parte-2/">A MISSA NOVA DE PAULO VI É UM SACRIFÍCIO? PARTE 2</a></span></strong></span></li>
<li class="tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><span class="tm8"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-definicao-da-missa-segundo-paulo-vi/">A NOVA DEFINIÇÃO DA MISSA SEGUNDO PAULO VI</a></span></strong></span></li>
<li class="tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><span class="tm8"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/o-novo-ordo-missae-de-paulo-vi-e-mau-em-si-mesmo/">O NOVO ORDO MISSÆ DE PAULO VI É MAU EM SI MESMO?</a></span></strong></span></li>
<li class="tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><span class="tm8"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/dossie-a-missa-de-paulo-vi/">DOSSIÊ: A MISSA DE PAULO VI</a></span></strong></span></li>
<li class="tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><span class="tm8"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/conferencia-a-missa-nova-e-a-triplice-ruptura-liturgica-teologica-e-magisterial/">CONFERÊNCIA: A MISSA NOVA E A TRÍPLICE RUPTURA: LITÚRGICA, TEOLÓGICA E MAGISTERIAL</a></span></strong></span></li>
<li class="tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><span class="tm8"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/missa-nova-um-caso-de-consciencia/">MISSA NOVA: UM CASO DE CONSCIÊNCIA</a></span></strong></span></li>
<li class="tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><span class="tm8"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-missa-de-paulo-vi-e-licita/">A MISSA DE PAULO VI É LÍCITA?</a></span></strong></span></li>
<li class="tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><span class="tm8"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-nova-missa-e-a-fe-catolica-pelo-conego-rene-marie-berthod/">A NOVA MISSA E A FÉ CATÓLICA, PELO CÔNEGO RENÉ MARIE BERTHOD</a></span></strong></span></li>
<li class="tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><span class="tm8"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/na-missa-nova-o-santo-sacrificio-se-tornou-a-liturgia-dos-salvos/">NA “MISSA NOVA”, O SANTO SACRIFÍCIO SE TORNOU A LITURGIA DOS SALVOS</a></span></strong></span></li>
<li class="tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><span class="tm8"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/carta-de-marcel-de-corte-a-jean-madiran-sobre-a-missa-nova-1970-paulo-vi-e-um-homem-cheio-de-contradicoes/">CARTA DE MARCEL DE CORTE A JEAN MADIRAN “SOBRE A MISSA NOVA” – 1970 – “PAULO VI É UM HOMEM CHEIO DE CONTRADIÇÕES”</a></span></strong></span></li>
<li class="tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><span class="tm8"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/indiferentes-a-missa-nova/">INDIFERENTES À MISSA NOVA?</a></span></strong></span></li>
<li class="tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><span class="tm8"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-missa-nova/">A MISSA NOVA &#8211; PELO PE. BONIFACE, FSSPX</a></span></strong></span></li>
<li class="tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/a-participacao-na-missa-tradicional-ou-nova-influencia-a-fe/">A PARTICIPAÇÃO NA MISSA, TRADICIONAL OU NOVA, INFLUENCIA A FÉ?</a></strong></span></li>
<li class="Normal" style="text-align: justify;"><strong><span class="tm9" style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://fsspx.com.br/sites/default/files/documents/breve_exame_critico_do_novus_ordo_missae.pdf">BREVE EXAME CRÍTICO DO NOVUS ORDO MISSAE</a></span></strong></li>
<li class="tm6 tm7" style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong><span class="tm8"><a style="color: #0000ff;" href="https://catolicosribeiraopreto.com/lancamento-do-livro-a-missa-nova-de-paulo-vi/">LIVRO – A MISSA NOVA DE PAULO VI, DE MICHAEL DAVIES</a></span></strong></span></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://catolicosribeiraopreto.com/especiais-do-blog-a-missa-nova/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
