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	<title>DOMINUS EST &#187; D. Félix Sarda y Salvany</title>
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	<description>FIÉIS CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO (FSSPX) - SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA CORREDENTORA E MEDIANEIRA DE TODAS AS GRAÇAS</description>
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		<title>DA CARIDADE NAS CHAMADAS &#8220;FORMAS DE POLÊMICA&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2016 18:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[D. Félix Sarda y Salvany]]></category>

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		<description><![CDATA[Pe. Félix Sardá y Salvani (&#8230;) Ele [o liberalismo] prefere acusar incessantemente os católicos de serem pouco caridosos em suas formas de propaganda. É neste ponto, como dissemos, que certos católicos, bons no fundo, mas contaminados da maldita peste liberal, &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/da-caridade-nas-chamadas-formas-de-polemica/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="rteright" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><img class=" aligncenter" src="http://www.riposte-catholique.fr/medias/2013/09/veuillot.jpg" alt="" width="238" height="289" />Pe. Félix Sardá y Salvani</span></strong></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">(&#8230;) Ele [o liberalismo] prefere acusar incessantemente os católicos de serem pouco caridosos em suas formas de propaganda. É neste ponto, como dissemos, que certos católicos, bons no fundo, mas contaminados da maldita peste liberal, costumam insistir contra nós.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vejamos o que dizer sobre isso. Nós, católicos, temos razão neste ponto como nos demais, ao passo que os liberais não têm nem sombra dela. Para nos convencermos disso analisemos as seguintes considerações:</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>1°) O católico pode tratar abertamente o seu adversário de <em>liberal, </em>se ele o é de fato</strong>; ninguém porá em dúvida esta proposição. Se um autor, jornalista ou deputado começa a jactar-se de liberalismo e não trata de ocultar suas preferências liberais, que injúria se faz em chamá-lo de liberal? É um princípio do Direito: <em>Si palam res est, repetitio injuriam non est:</em> &#8220;Não é injúria repetir o que está à vista de todos&#8221;. Muito menos em dizer do próximo o que ele diz de si mesmo a toda hora. Entretanto, quantos liberais, particularmente os do grupo dos mansos ou temperados, consideram grande injúria que um adversário católico os chame de liberais ou de amigos do liberalismo?</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>2°) Dado que o liberalismo é coisa má, não é faltar com caridade chamar os defensores públicos e conscientes do liberalismo de maus</strong>.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isto é, em substância, aplicar ao caso presente a lei de justiça que foi aplicada em todos os séculos. Nós, os católicos de hoje, não fazemos inovação neste ponto, e nisto nos atemos à prática constante da antiguidade. Os propagadores e fautores de heresias foram em todos os tempos chamados de hereges, tal como os autores delas. E como a heresia foi sempre considerada na Igreja mal gravíssimo, a Igreja sempre chamou de maus e malignos os seus fautores e propagadores. Lede a coleção dos autores eclesiásticos: vereis como os Apóstolos trataram os primeiros heresiarcas, e como os Santos Padres, os polemistas e a própria Igreja em sua linguagem oficial, os imitaram. Não há assim nenhuma falta contra a caridade em chamar o mau de <em>mau</em>; os autores, fautores e seguidores do mau de malvados; iniquidade, maldade, perversidade, o conjunto de seus atos, suas palavras e seus escritos. O lobo foi sempre chamado de lobo, e nunca se acreditou que, por interpelá-lo assim, se fizesse algo ruim ao rebanho e a seu dono. </span><span id="more-7778"></span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>3°) Se a propaganda do bem e a necessidade de atacar o mal exigem o emprego de termos duros contra os erros e seus conhecidos líderes, esse emprego não tem nada de contrário à caridade</strong>. Este é um corolário ou uma consequência do princípio anterior. É preciso tornar o mal detestável e odioso. Ora, não é possível conseguir isso sem mostrar os perigos do mau, sem dizer o quanto é perverso, odioso e desprezível. A oratória cristã de todos os séculos autoriza o emprego das figuras retóricas mais violentas contra a impiedade. Nos escritos dos grandes atletas do cristianismo é contínuo o uso da ironia, da imprecação, da execração, dos epítetos depreciativos. Aqui, a única lei deve ser a oportunidade e a verdade.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há ainda outra razão desse uso.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A propaganda e apologética populares (e são sempre populares quando são religiosas) não podem guardar as formas elegantes e temperadas da academia e da escola. Não é possível convencer o povo senão falando-lhe ao coração e à imaginação, que só se emocionam com uma linguagem calorosa, inflamada e apaixonada. Agir com paixão, quando se é movido pelo santo ardor da verdade, não é repreensível.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As chamadas intemperanças do jornalismo ultramontano moderno, não apenas são muito sutis quando comparadas às do jornalismo liberal, mas estão ainda justificadas nas páginas de nossos grandes polemistas católicos das melhores épocas, fácil é verificá-lo.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Começamos com São João Batista, que chamou os fariseus de &#8220;raça de víboras&#8221;. Jesus Cristo Nosso Senhor dirige-lhes os epítetos de &#8220;hipócritas, sepulcros caiados, geração perversa e adúltera&#8221;, sem crer com isso manchar a santidade de sua mansíssima pregação. São Paulo dizia dos cismáticos de Creta que eram “mentirosos, bestas malignas, crapulosos, preguiçosos<a style="color: #000000;" title="" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5218#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>&#8220;. O mesmo Apóstolo chamou Elimas o Mago de &#8220;homem cheio de toda fraude e embuste, filho do diabo, inimigo de toda verdade e de toda justiça&#8221;.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se abrimos a coleção dos Padres, encontramos por toda parte traços dessa natureza. Eles os utilizaram sem hesitar, a cada passo, na sua eterna polêmica com os hereges. Citaremos tão só uma e outra dessas frases. São Jerônimo, discutindo com o herege Vigilâncio, lançou-lhe em face sua antiga profissão de taberneiro, dizendo-lhe: &#8220;Desde tenra infância aprendestes outras coisas que a teologia e te dedicaste a outros estudos. Averiguar ao mesmo tempo o valor das moedas e dos textos da Escritura, degustar os vinhos e ter a inteligência dos profetas e apóstolos não é algo que um mesmo homem possa executar com eficiência”. É fácil notar que o Santo polemista tinha afeição a tais modos de desautorizar o adversário. Noutra ocasião, atacando o mesmo Vigilâncio, que negava a excelência da virgindade e do jejum, pergunta-lhe com seu humor usual &#8220;se pregava assim para não perder o consumo de sua taverna&#8221;. Oh! Quantas coisas teria dito um crítico liberal, se um de nossos polemistas tivesse escrito assim contra um herege de hoje!</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que diremos de São João Crisóstomo? Sua famosa invectiva contra Eutrópio não é comparável, no que toca o caráter pessoal e agressivo, às mais cruéis invectivas de Cícero contra Catilina ou contra Verres? O melífluo Bernardo não era certamente de mel quando tratava os inimigos da fé. Dirigindo-se a Arnaldo de Bréscia, grande agitador liberal de sua época, chama-o com todas as letras de &#8220;sedutor, vaso de injúrias, escorpião, lobo cruel&#8221;.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O pacífico Santo Tomás de Aquino esquece a calma de seus frios silogismos para lançar contra seu adversário Guilherme de Saint-Amour e seus discípulos as violentas apóstrofes que seguem: &#8220;Inimigos de Deus, ministros do diabo, membros do Anticristo, ignorantes, perversos, réprobos&#8221;. Jamais o ilustre Luís Veuillot chegou a tanto! O seráfico São Boaventura, tão pleno de doçura, increpa Geraldo com os epítetos de &#8220;imprudente, caluniador, espírito malicioso, ímpio, impudico, ignorante, embusteiro, malfeitor, pérfido e insensato&#8221;. Nos tempos modernos vemos aparecer a figura encantadora de São Francisco de Sales, que, por sua distinta delicadeza e sua admirável mansidão, mereceu ser chamado de imagem viva do Salvador. Credes que ele mostrou alguma consideração pelos hereges de seu tempo e país? Ah! Perdoou-lhes as injúrias, cobriu-lhes de benefícios, chegou até a salvar a vida de quem tinha atentado contra a sua. Chegou a dizer para um rival: &#8220;Se me arrancásseis um olho, não deixaria com o outro de olhar-vos como meu irmão&#8221;; mas com os inimigos da fé, ele não mostrava nenhum tipo de consideração. Perguntado por um católico se podia falar mal de um herege que difundia suas doutrinas venenosas, respondeu-lhe: &#8220;Sim, podeis, contanto que não digais dele coisa contrária à verdade, e apenas conforme o conhecimento que tenhais de seu mau modo de viver: falando do duvidoso como duvidoso, e segundo o grau maior ou menor de dúvida que sobre isso tenhais&#8221;.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Falou mais claramente em sua <em>Filotéia</em>, livro tão precioso como popular. Diz assim: &#8220;Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser vituperados com toda a força possível. A caridade obriga que se grite: ‘olha o lobo!&#8217;, quando um lobo se introduz no rebanho, e mesmo em qualquer lugar em que se encontre&#8221;.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Será então necessário dar um curso prático de retórica e crítica literária aos nossos inimigos? Eis o que há sobre a tão decantada questão das formas agressivas dos escritores ultramontanos, vulgo católicos verdadeiros. A caridade nos proíbe fazer aos outros o que razoavelmente não queremos para nós mesmos. Note-se o advérbio <em>razoavelmente</em>, no qual está toda a essência da questão.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A diferença essencial entre o nosso modo de ver este assunto e a dos liberais consiste em que estes consideram os apóstolos do erro como simples cidadãos <em>livres</em>, usando de <em>seu</em> <em>pleno</em> <em>direito</em> quando opinam em matéria de religião diferentemente de nós. Assim, se creem obrigados a respeitar essa <em>opinião</em> e não a contradizer, senão nos termos de uma discussão <em>livre</em>. Nós, ao contrário<em>, </em>não vemos neles senão inimigos declarados da fé que estamos obrigados a defender. Não vemos em seus erros opiniões livres, mas heresias formais e culpáveis, tal como ensina a lei de Deus. Com razão, pois, diz um grande historiador católico aos inimigos do catolicismo: &#8220;Vós vos fazeis infames com vossas ações e eu acabarei de cobrir-vos de infâmia com meus escritos&#8221;. Com igual teor a Lei das Doze Tábuas ordenava a viril geração dos primeiros tempos de Roma: <em>Adversus hostem aeterna auctoritas esto, </em>que se pode traduzir assim: &#8220;contra os inimigos, guerra sem tréguas&#8221;.</span></p>
<div>
<p class="rteright" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[fonte: <em>El liberalismo es pecado</em>, Capítulo XXII, 1887]</span></p>
<p class="rteright" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Tradução e Fonte: <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5218">Permanência</a></strong></span></p>
<hr />
<div id="ftn1">
<p class="rtejustify"><a title="" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5218#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Tt 1, 12.</p>
</div>
</div>
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		<title>O LIBERALISMO DE TODO MATIZ E CARÁTER FOI JÁ FORMALMENTE CONDENADO PELA IGREJA?</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2016 18:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[D. Félix Sarda y Salvany]]></category>

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		<description><![CDATA[Pe. Félix Sardá y Salvany Sim, o liberalismo, em todos os seus graus e em todas as suas formas, foi formalmente condenado; de modo que, além das razões de malícia intrínseca que o fazem mau e criminoso, todo fiel católico &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-liberalismo-de-todo-matiz-e-carater-foi-ja-formalmente-condenado-pela-igreja/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="rtejustify" style="text-align: right;"><strong><span style="color: #000000;"><img class=" alignleft" src="http://www.enciclopedia.cat/sites/default/files/media/FOTO/A104863.jpg" alt="" />Pe. Félix Sardá y Salvany</span></strong></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sim, o liberalismo, em todos os seus graus e em todas as suas formas, foi formalmente condenado; de modo que, além das razões de malícia intrínseca que o fazem mau e criminoso, todo fiel católico tem acesso à suprema e definitiva declaração da Igreja a respeito do liberalismo: ela o julgou e anatematizou. Não se podia permitir que um erro de tal transcendência deixasse de ser incluído no catálogo das doutrinas oficialmente reprovadas, e aliás foi ele incluído em várias ocasiões.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já quando apareceu na França, durante sua primeira Revolução, a famosa Declaração dos Direitos do Homem, que continha em germe todos os desatinos do moderno liberalismo, foi condenada por Pio VI.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mais tarde, essa doutrina funesta foi desenvolvida e aceita por quase todos os governos da Europa, até pelos príncipes soberanos, o que é uma das mais terríveis cegueiras que ofereceu a história das monarquias. Tomou em Espanha o nome pelo qual hoje é conhecida em toda parte: liberalismo.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ocorreram as terríveis contendas entre monarquistas e constitucionalistas, os quais se designaram mutuamente com os nomes de <em>servis </em>e <em>liberais</em>. Da Espanha essa denominação estendeu-se a toda a Europa. Pois bem, na maior força da luta, por ocasião dos primeiros erros de Lamennais, Gregório XVI publicou sua Encíclica <em>Mirari vos<a style="color: #000000;" title="" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5215#_ftn1" name="_ftnref1"><strong>[1]</strong></a></em>, condenação explícita do liberalismo, tal como era então entendido, ensinado e praticado pelos governos constitucionais.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mais tarde, quando a corrente invasora dessas idéais funestas cresceu, tomando até sob o influxo de alguns talentos extraviados a máscara de catolicismo, suscitou Deus à sua Igreja o Pontífice Pio IX, que, com toda a razão, passará à história com o título de <em>açoite do liberalismo</em>.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O erro liberal, em todas suas faces e seus matizes, foi desmascarado por este papa. Para que mais autoridade tivessem suas palavras neste assunto, dispôs a Providência que a repetida condenação do liberalismo saísse dos lábios de um Pontífice que os liberais, desde o princípio, procuraram apresentar como seu partidário. Depois dele, já não restou mais subterfúgio algum ao qual pudesse recorrer este erro. Os numerosos <em>Breves </em>e <em>Alocuções </em>de Pio IX mostraram ao povo cristão o liberalismo tal qual ele é, e o <em>Syllabus </em>colocou o último selo na condenação.</span><span id="more-7572"></span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vejamos o conteúdo principal de alguns destes documentos pontifícios. Citaremos apenas alguns, entre muitos que poderíamos citar.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 18 de junho de 1871, Pio IX, respondendo a uma comissão de católicos franceses, falou-lhes assim:</span></p>
<p class="rteindent1" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;O ateísmo nas leis, a indiferença em matéria de religião e as máximas perniciosas chamadas católico-liberais, são, sim, verdadeiramente a causa da ruína dos Estados; foram elas a perdição da França. Crede-me, o mal que vos anuncio é mais terrível que a Revolução, e ainda mais que a Comuna. Sempre condenei o catolicismo-liberal, e voltarei quarenta vezes a condená-lo, se preciso for&#8221;.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No Breve de 6 de março de 1873, dirigido ao presidente e aos membros do Círculo de Santo Ambrósio de Milão, o Soberano Pontífice se expressa assim:</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Não falta quem tente fazer uma aliança entre a luz e as trevas, e uma associação entre a justiça e a iniqüidade, em favor das doutrinas chamadas católicas-liberais, que, baseadas em perniciosos princípios, mostram-se favoráveis às invasões do poder secular nos negócios espirituais; inclinam seus partidários a estimar, ou ao menos, a tolerar leis iníquas, como se não estivesse escrito que ninguém pode servir a dois senhores. Os que procedem assim são, sob todos os ângulos, mais perigosos e funestos que os inimigos declarados, não só por que, sem que sejam advertidos, talvez mesmo sem que percebam, secundam os projetos dos maus, mas também porque, mantendo-se dentro de certos limites, eles se mostram com aparências de probidade e sã doutrina, para iludir os imprudentes amigos da conciliação, e seduzir as pessoas honradas que teriam certamente combatido o erro manifesto&#8221;.<br />
</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No Breve de 8 de maio do mesmo ano, à Confederação dos Círculos Católicos da Bélgica, afirmou:</span></p>
<p class="rteindent1 rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;O que sobretudo louvamos em vossa religiosíssima empresa é a absoluta aversão que, segundo me consta, professais aos princípios católico-liberais, e vossa intrépida vontade de desarraigá-los de seus adeptos. Em verdade, ao esforçar-vos em combater esse erro insidioso, muito mais perigoso do que uma inimizade declarada, quanto mais se encobre sob o especioso véu de zelo e caridade, e, em procurar com afinco apartar dele as pessoas simples, extirpareis uma funesta raiz de discórdias, e contribuireis eficazmente para unir e fortalecer os ânimos. Seguramente, vós, que acatais com tão plena submissão todos os documentos desta Sé Apostólica, e que conheceis as reiteradas reprovações dos princípios liberais, não necessitais destas advertências&#8221;.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No Breve ao <em>La Croix</em>, jornal de Bruxelas, em 21 de maio de 1874, o papa diz o seguinte:</span></p>
<p class="rteindent1 rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Não podemos deixar de elogiar o propósito expresso em vossa carta, e ao qual soubemos que satisfaz plenamente o vosso jornal, de publicar, divulgar, comentar e inculcar nos ânimos tudo quanto esta Santa Sé tem ensinado contra as perversas, ou ao menos falsas doutrinas professadas em tantas partes, e particularmente contra o liberalismo católico, empenhado em conciliar a luz com as trevas e a verdade com o erro. ”</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 9 de junho de 1873, Pio IX escreveu ao presidente do Conselho da Associação Católica de Orleães, e, sem nomeá-lo, retratou o liberalismo pietista e moderado nos seguintes termos:</span></p>
<p class="rteindent1 rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Ainda que vossa luta tenha de ser travada rigorosamente contra a impiedade, talvez por este lado não vos ameace um perigo tão grande como o do grupo de amigos imbuídos daquela doutrina ambígua que, ainda que rejeite as últimas conseqüências dos erros, retêm obstinadamente seus germes, e não querendo abraçar-se com a verdade íntegra, nem se atrevendo a rejeitá-la por inteiro, afana-se em interpretar as tradições e ensinamentos da Igreja, para ajustá-las ao molde de suas opiniões privadas&#8221;.</span></p>
<p class="rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, para não nos tornarmos intermináveis e cansativos, nos contentaremos em ajuntar algumas passagens de outro Breve, o mais expressivo de todos, e que portanto não podemos em consciência omitir. É aquele dirigido ao bispo de Quimper, em 28 de julho de 1873. Nele o Papa diz o seguinte, referindo-se à Assembleia Geral das Associações Católicas, que acabava de ser celebrada naquela diocese:</span></p>
<p class="rteindent1 rtejustify" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Seguramente, essas associações não se apartarão da obediência devida à Igreja, nem por escritos, nem pelos atos com que, mediante injúrias e invectivas a perseguem; mas, essas opiniões chamadas liberais podem pô-las na escorregadia senda do erro, já que são aceitas por muitos católicos, homens de bem e piedosos. Esses católicos, em razão da própria influência que possuem por sua religião e piedade, podem muito facilmente captar os espíritos e induzi-los a professar máximas muito perniciosas. Inculcai, portanto, venerável Irmão, aos membros desta assembléia católica, que quando nós repreendemos tantas vezes os sequazes dessas opiniões liberais, não temos em vista os inimigos declarados da Igreja, os quais seria ocioso denunciar; mas a esses que aludimos há pouco, que retêm oculto o vírus dos princípios liberais que beberam com o leite. Esse vírus, eles inoculam facilmente nos espíritos, como se não estivesse impregnado de palpável malignidade, e como se fosse tão inofensivo para a religião como eles pensam. Propagam assim a semente dessas turbulências que há tanto tempo revolvem o mundo. Que eles evitem portanto essas ciladas; que se esforcem em apontar seus tiros contra esse pérfido inimigo, e certamente merecerão a homenagem da religião e da pátria&#8221;.</span></p>
<p class="rteright" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, nossos amigos e adversários o verão: o papa diz tudo que pode se dizer sobre o tema nesses Breves, particularmente no último que devemos estudar de um modo especial. </span></p>
<p class="rteright" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Tradução e Fonte: <a href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5215">Permanência</a></strong></span></p>
<div>
<p class="rteright" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">[Fonte: <em>El liberalismo es pecado</em>, 1887]</span></p>
<hr />
<div id="ftn1">
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a style="color: #000000;" title="" href="http://permanencia.org.br/drupal/node/5215#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> 15 de abril de 1832.</span></p>
</div>
</div>
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		<title>O LIBERALISMO É PECADO &#8211;  PARTE 4</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2016 15:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[DOS DIFERENTES GRAUS QUE PODE HAVER E HÁ DENTRO DA UNIDADE ESPECIFICA DO LIBERALISMO O Liberalismo, como sistema de doutrinas, pode chamar-se escola; como organização de adeptos para difundi-las e propaga-las; seita como agremiação de homens dedicados a faze-las prevalecer &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-liberalismo-e-pecado-parte-4/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/02/lib2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3334" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/02/lib2-300x212.jpg" alt="lib2" width="300" height="212" /></a>DOS DIFERENTES GRAUS QUE PODE HAVER E HÁ DENTRO DA UNIDADE ESPECIFICA DO LIBERALISMO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Liberalismo, como sistema de doutrinas, pode chamar-se escola; como organização de adeptos para difundi-las e propaga-las; seita como agremiação de homens dedicados a faze-las prevalecer na esfera do direito publico, partido. Porém, ou se considere como escola, ou como seita, ou como partido, o Liberalismo oferece dentro da sua unidade lógica e especifica vários graus ou matizes que ao teólogo cristão convém estudar e expor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Primeiro que tudo convém fazer notar que o Liberalismo é uno, isto é, constitui um organismo de erros perfeita e logicamente concatenados, razão por que se chama sistema. Com efeito, partindo do principio fundamental de que o homem e a sociedade são perfeitamente autônomos ou livres, com absoluta independência de todo outro critério natural ou sobrenatural, que não seja o individual, segue-se, por uma perfeita ilação de conseqüências, tudo o que em nome dele proclama a demagogia mais avançada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Revolução só tem de grande a sua inflexível lógica. Até os atos mais despóticos que executa em nome da liberdade, e que à primeira vista todos tachamos de monstruosas inconseqüências, obedecem a uma lógica altíssima a superior. Pois que, reconhecendo a sociedade por única lei social o critério da maioria, sem outra norma ou regulador, como poderá negar-se ao Estado o perfeito direito de cometer quaisquer tropelias contra a Igreja todas as vezes que, segundo aquele seu único critério social, seja conveniente comete-las? Admitindo-se que a razão está sempre da parte da maioria, fica por esse modo admitida como única lei a do mais forte; e portanto muito logicamente se pode chegar até as ultimas brutalidades.</span><span id="more-3341"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas, apesar desta unidade lógica do sistema, os homens não são lógicos sempre; e isto produz dentro daquela mesma unidade a mais assombrosa variedade ou gradação de tintas. As doutrinas derivam necessariamente e por virtude própria umas das outras; os homens porem soa comumente ilógicos e inconseqüentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os homens, levando até as ultimas conseqüências os seus princípios, deveriam ser todos santos, quando os princípios fossem bons; e todos demônios do inferno, quando os princípios fossem maus. É a inconseqüência que, dos homens bons e maus, faz bons a meia bondade, e maus que o não são inteiramente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O Liberalismo é pecado</em>  &#8211; D. Félix Sarda y Salvany<br />
</span></p>
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		<title>O LIBERALISMO É PECADO &#8211;  PARTE 3</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2016 15:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cristianofobia]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[D. Félix Sarda y Salvany]]></category>

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		<description><![CDATA[SE É PECADO O LIBERALISMO, E QUE PECADO É&#8230;  O Liberalismo é pecado, já se o consideremos na ordem das doutrinas, já na ordem dos fatos. Na ordem das doutrinas é pecado grave contra a fé, porque o conjunto de &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-liberalismo-e-pecado-parte-3/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/02/lib.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3335" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/02/lib.jpg" alt="lib" width="262" height="193" /></a>SE É PECADO O LIBERALISMO, E QUE PECADO É&#8230;</strong></span><span style="color: #000000;"><strong>  </strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Liberalismo é pecado, já se o consideremos na ordem das doutrinas, já na ordem dos fatos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na ordem das doutrinas é pecado grave contra a fé, porque o conjunto de suas doutrinas é heresia, ainda que não o seja, talvez, uma ou outra de suas afirmações ou negações isoladas. Na ordem dos fatos é pecado contra os diversos Mandamentos da lei de Deus e de sua Igreja, porque de todos é infração. Mais claramente, na ordem das doutrinas o Liberalismo é a heresia universal e radical, porque a todas compreende; na ordem dos fatos é a infração radical e universal, porque a todas autoriza e sanciona.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Procedamos por partes na demonstração.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na ordem das doutrinas o liberalismo é heresia. Heresia é toda doutrina que nega com negação formal e pertinaz um dogma da fé cristã. O liberalismo doutrina primeiro os nega todos em geral e depois cada um em particular. Nega todos em geral quando afirma ou supõe a independência absoluta da razão individual no indivíduo, e da razão social, ou critério público, na sociedade. Dizemos que afirma ou supõe porque, às vezes, nas conseqüências secundárias, não se afirma o princípio liberal, mas se lhe dá por suposto e admitido. Nega a jurisdição absoluta de Cristo Deus sobre os indivíduos e as sociedades, e, em conseqüência, a jurisdição delegada que sobre todos e sobre cada um dos fiéis, de qualquer condição ou dignidade que seja, recebeu de Deus a Cabeça visível da Igreja. Nega a necessidade da revelação divina, e a obrigação que tem o homem de admiti-la, se quiser alcançar seu fim último. Nega o motivo formal da fé, isto é, a autoridade de Deus que revela, admitindo da doutrina revelada apenas aquelas verdades que alcança seu limitado entendimento. Nega o magistério infalível da Igreja e do Papa, e, em conseqüência, todas as doutrinas por eles definidas e ensinadas. E depois desta negação geral e global, nega cada um dos dogmas, parcial ou concretamente, à medida que, segundo as circunstâncias, os julga opostos a seu critério racionalista. Assim, nega a fé do Batismo quando admite ou supõe a igualdade de todos os cultos; nega a santidade do matrimônio quando sanciona a doutrina do chamado matrimônio civil; nega a infalibilidade do Pontífice Romano quando se recusa a admitir como lei seus mandatos e ensinamentos oficiais, sujeitando-os a seu passe ou <em>exequatur —</em> não em seu princípio, para assegurar-se de sua autenticidade, mas para julgar seu conteúdo.</span><span id="more-3339"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na ordem dos fatos é a imoralidade radical. Assim o é porque destrói o princípio ou regra eterna de Deus, impondo-se à humana; canoniza o absurdo princípio da moral independente, que é, no fundo, a moral sem lei, ou, o que dá no mesmo, a moral livre <em>—</em> isto é, uma moral que não é moral, pois a idéia de moral, além de sua condição dirigente, encerra essencialmente a idéia de enfrentamento ou limitação. Ademais, o Liberalismo é toda imoralidade, porque em seu processo histórico cometeu e sancionou como lícita a infração de todos os mandamentos, desde o que manda o culto de um único Deus, que é o primeiro do Decálogo, até o que prescreve o tributo dos direitos temporais à Igreja, que é o último dos seus cinco mandamentos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por onde cabe dizer que o Liberalismo, na ordem das idéias, é o erro absoluto, e na ordem dos fatos, é a desordem absoluta. E por ambas as coisas o Liberalismo é pecado, <em>ex genere suo,</em> gravíssimo <em>—</em> é pecado mortal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">****************</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ensina a teologia católica que nem todos os pecados graves são igualmente graves, ainda dentro da sua condição essencial, que os distingue dos pecados veniais. Há graus no pecado, ainda dentro da categoria de pecado mortal, como há graus na obra boa dentro da categoria de obra boa e ajustada à lei de Deus. Assim o pecado direto contra Deus, como a blasfêmia, é pecado mortal mais grave em si, do que o pecado direto contra o homem, como é o roubo. Pois bem, à exceção do ódio formal contra Deus, que é o maior dos pecados e que raríssimas vezes se comete pela criatura, a não ser no inferno, os pecados mais graves de todos são os pecados contra a fé! A razão é evidente. A fé é o fundamento de toda a ordem sobrenatural; o pecado é tal enquanto ataca qualquer dos pontos desta ordem sobrenatural; é, pois, pecado máximo o que ataca o fundamento máximo daquela ordem. Um exemplo esclarecerá. Se se dá um golpe numa arvore cortando-lhe qualquer dos seus ramos, faz-se-lhe maior golpe, quanto mais importante é o ramo que se corta; dá-se-lhe golpe máximo ou radical, se se corta a árvore pelo seu tronco ou raiz. Santo Agostinho, citado por São Tomás falando do pecado contra a fé, diz com precisão incontestável: Hoc est peccatum quo tenentur cuncta peccata: “pecado é este em que se contêm todos os pecados”.  E o mesmo Anjo das Escolas discorre sobre este ponto, como sempre, com sua costumada clareza. “Um pecado, diz ele, é tanto mais grave, quanto por ele o homem mais se separa de Deus. Pelo pecado contra a fé o homem separa-se o mais que pode de Deus, pois priva-se do seu verdadeiro conhecimento: por onde, conclui o santo Doutor, o pecado contra a fé é o maior que se conhece.”</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todavia, é maior ainda o pecado contra a fé, quando não é simplesmente carência culpável desta virtude e conhecimento, mas negação e combate formal contra dogmas formal e expressamente definidos pela revelação divina. Então o pecado contra a fé, de si gravíssimo, adquire uma gravidade maior, que constitui o que se chama heresia. Inclui toda a malicia da infidelidade, mais, o protesto expresso contra um ensinamento da fé, ou adesão expressa a um ensino que por falso e errôneo é condenado pela mesma fé. Acrescenta ao pecado gravíssimo contra a fé a obstinação e contumácia nele, e uma certa orgulhosa preferência da própria razão sobre a razão de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Portanto, as doutrinas heréticas e as obras heréticas constituem o maior pecado de todos, à exceção do ódio formal a Deus, do qual, como já dissemos, só são capazes, comumente, o demônio e os condenados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Conseguintemente, o Liberalismo, que é heresia, e as obras liberais, que são obras heréticas, constituem o pecado máximo que se conhece no código da lei cristã.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Logo ( salvo os casos de boa fé, de ignorância e indeliberaçao ), ser liberal é maior pecado do que ser blasfemo, ladrão, adultero ou homicida, ou qualquer outra coisa das que a lei de Deus proíbe e a sua justiça infinita castiga.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não o entende assim o moderno Naturalismo; ma sempre assim o creram as leis dos Estados cristãos até o advento da presente era liberal, assim o prossegue ensinado a lei da Igreja, e assim o continua julgando e condenando o tribunal de Deus. Sim, a heresia e as obras heréticas são os piores pecados de todos; e por isso o Liberalismo e os atos liberais são, ex gênero suo, o mal sobre todo o mal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O Liberalismo é pecado</em> &#8211;  D. Félix Sarda y Salvany<br />
</span></p>
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		<title>O LIBERALISMO É PECADO &#8211;  PARTE 2</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2016 18:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[QUE É O LIBERALISMO? Ao estudar um objeto qualquer, depois da pergunta: an sit? Faziam os antigos escolásticos a seguinte: quid sit? E esta é a que vai ocupar-nos no presente capítulo. Que é o Liberalismo? Na ordem das idéias &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-liberalismo-e-pecado-parte-2/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/02/lib2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3334" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/02/lib2-300x212.jpg" alt="lib2" width="300" height="212" /></a>QUE É O LIBERALISMO?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ao estudar um objeto qualquer, depois da pergunta: <em>an sit</em>? Faziam os antigos escolásticos a seguinte: <em>quid sit</em>? E esta é a que vai ocupar-nos no presente capítulo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Que é o Liberalismo? Na ordem das idéias é um conjunto de idéias falsas; na ordem dos fatos é um conjunto de fatos criminosos, conseqüência prática daquelas idéias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na ordem das idéias o Liberalismo é o conjunto do que se chamam princípios liberais, com as conseqüências lógicas que deles se derivam. Princípios liberais são: a absoluta soberania do indivíduo com inteira independência de Deus e de sua autoridade; soberania da sociedade com absoluta independência do que não nasça dela mesma; soberania nacional, isto é, o direito do povo para legislar e governar com absoluta independência de todo critério que não seja o de sua própria vontade, expressa primeiro pelo sufrágio e depois pela maioria parlamentar; liberdade de pensamento sem limitação alguma em política, em moral ou em Religião; liberdade de imprensa, assim absoluta ou insuficientemente limitada; liberdade de associação com iguais amplitudes. Estes são os chamados princípios liberais em seu radicalismo mais cru.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O fundo comum deles é o racionalismo individual, o racionalismo político e o racionalismo social. Derivam-se deles a liberdade de cultos mais ou menos restringida; a supremacia do Estado em suas relações com a Igreja; o ensino leigo ou independente sem nenhum laço com a Religião; o matrimônio legalizado e sancionado pela única intervenção do Estado: sua última palavra, que todo o abarca e sintetiza, é a palavra secularização, isto é, a não intervenção da Religião em ato algum da vida pública, verdadeiro ateísmo social, que é a última conseqüência do Liberalismo.</span><span id="more-3337"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na ordem dos fatos o Liberalismo é um conjunto de obras inspiradas por aqueles princípios e reguladas por eles. Como, por exemplo, as leis de desamortização; a expulsão das ordens religiosas; os atentados de todo gênero, oficiais e extra-oficiais, contra a liberdade da Igreja; a corrupção e o erro publicamente autorizado na tribuna, na imprensa, na diversões, nos costumes; a guerra sistemática ao Catolicismo, ao que se apoda clericalismo, teocracia, ultramontanismo, etc., etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É impossível enumerar e classificar os fatos que constituem o procedimento prático liberal, pois compreendem desde o ministro e o diplomata que legislam ou intrigam, até o demagogo que perora no clube ou assassina na rua; desde o tratado internacional ou a guerra iníqua que usurpa do Papa seu principado temporal, até a mão cobiçosa que rouba o dote da monja ou se apropria da lâmpada do altar; desde o livro profundo e pedante que se dá de texto na universidade ou instituto, até a vil caricatura de que se riem os libertinos nas tavernas. O Liberalismo prático é um mundo completo de máximas, modas, artes, literatura, diplomacia, leis, maquinações e atropelos inteiramente seus. É o mundo de Luzbel, disfarçado hoje em dia com aquele nome, e em radical oposição e luta com a sociedade dos filhos de Deus, que é a Igreja de Jesus Cristo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eis aqui, pois, retratado, como doutrina e como prática, o Liberalismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O Liberalismo é pecado</em> &#8211;  D. Félix Sarda y Salvany<br />
</span></p>
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		<title>O LIBERALISMO É PECADO &#8211;  PARTE 1</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2016 15:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Dominus Est]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[EXISTE HOJE EM DIA ALGO QUE SE CHAMA LIBERALISMO? Certamente, e parecerá ocioso que nos entretenhamos em demonstrar esta afirmação. A não ser que todos os homens de todas as nações da Europa e da América, regiões principalmente infestadas desta &#8230; <a href="http://catolicosribeiraopreto.com/o-liberalismo-e-pecado-parte-1/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><a href="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/02/lib.jpg"><img class=" size-full wp-image-3335 alignright" src="http://catolicosribeiraopreto.com/wp-content/uploads/2016/02/lib.jpg" alt="lib" width="262" height="193" /></a>EXISTE HOJE EM DIA ALGO QUE SE CHAMA LIBERALISMO?</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Certamente, e parecerá ocioso que nos entretenhamos em demonstrar esta afirmação. A não ser que todos os homens de todas as nações da Europa e da América, regiões principalmente infestadas desta epidemia, tivessemos convindo em enganar-nos e em fazer-nos de enganados, existe hoje em dia no mundo uma escola, sistema, partido, seita, ou chame-se como quiser, que por amigos e inimigos se conhece com o nome de Liberalismo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os jornais e associações e governos seus se nomeiam com toda franqueza liberais; seus adversários jogam-lho no rosto, e eles não protestam, nem sequer o desculpam ou atenuam. Mais ainda: se lê a cada dia que há correntes liberais, tendências liberais, reformas liberais, projetos liberais, personagens liberais, datas e recordações liberais, ideais e programas liberais; e, ao revés, se chamam antiliberais, ou clericais, ou reacionários, ou ultramontanos, todos os conceitos opostos aos significados por aquelas expressões. Há, pois, no mundo atual uma certa coisa que se chama Liberalismo, e há, por sua vez, outra certa coisa que se chama Antiliberalismo. É, pois, como mui acertadamente se disse, palavra de divisão, pois tem perfeitamente dividido o mundo em dois campos opostos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas não é apenas palavra, pois a toda palavra deve corresponder uma idéia; nem é apenas idéia, pois a tal idéia vemos que corresponde de fato toda uma ordem de acontecimentos exteriores. Existe, pois, Liberalismo, isto é, existem doutrinas liberais e existem obras liberais, e, em consequência, existem homens, que são os que professam aquelas doutrinas e praticam estas obras. Tais homens não são indivíduos isolados, senão que vivem e obram como grupo organizado, com chefes reconhecidos, com dependência deles, com fim unanimamente aceito. O Liberalismo, pois, não apenas é idéia e doutrina e obra, senão que é seita.</span><span id="more-3333"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Resta, pois, assentado que quando tratamos de Liberalismo e de liberais não estudamos seres fantásticos ou puros conceitos de razão, mas verdadeiras e palpáveis realidades do mundo exterior. Assaz verdadeiras e palpáveis, para nossa desdita!</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> Sem dúvida terão observado nossos leitores, que a preocupação primeira que se nota em tempos de epidemia é sempre a de pretender que não existe tal epidemia. Não há memória das diferentes que nos afligiram no século atual, ou nos passados, de uma única vez em que tenha deixado de ocorrer este fenômeno.A enfermidade leva já devoradas em silêncio grande número de vítimas quando se começa a reconhecer que existe, dizimando a população. As partes oficiais tem sido algumas vezes os mais entusiastas propagadores da mentira; e casos deram-se em que, pela Autoridade, chegaram a impôr penas aos que assegurassem que o contágio era verdade. Análogo é o que acontece na ordem moral da qual estamos tratando. Depois de viver cinquenta anos ou mais em pleno Liberalismo, ainda temos escutado pessoas respeitabilíssimas perguntando com assombrosa candidez: “Convenhamos! Levais a sério isto de Liberalismo? São estas, por ventura, mais que exageros de rancor político? Não valeria mais esquecer esta palavra que nos traz a todos divididos e inflamados?” Tristíssimo sinal, quando a infecção está de tal sorte na atmosfera, que, por costume, já não a percebem a maior parte dos que a respiram!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Existe, pois, Liberalismo, caro leitor; e disso nunca te permita duvidar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>O Liberalismo é pecado</em> &#8211;  D. Félix Sarda y Salvany</span></p>
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